Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

23/06/2007

Paraná Clube na vice-liderança

Num jogo que não chegou a ser bom, o Paraná Clube, em casa e com a Vila Capanema quase lotada, derrotou o Sport por 1 a 0.

O placar só não foi justo porque houve um pênalti não marcado para o time pernambucano e levou os paranistas à vice-liderança do Brasileirão, com um jogo a mais que o Corinthians.

E o Sport, embora tenha melhorado um pouquinho no segundo tempo, revelou novamente muita fragilidade para disputar um campeonato que, além do nível técnico mais elevado que os estaduais, exige que os times nordestinos percam horas e horas em aviões.

Em Caxias do Sul, num jogo tumultuado, o Juventude perdia para o Figueirense, empatou, ficou com 10 jogadores, teve um pênalti mal marcado a seu favor e o desperdiçou, em defesa do goleiro Wilson.

O placar nem aproximou o time catarinense dos líderes, nem distanciou o time gaúcho dos rabeiras.

A nota curiosa do jogo ficou por conta de Mário Sérgio, o técnico do Figueira, que, durante o fim do jogo, não só discutiu com torcedores no alambrado como, ainda por cima, jogou água neles.

Menos mal.

Quando era atleta, ele mostrava revólver mesmo...

Por Juca Kfouri às 19h02

Andaluzia, pega o pandeiro...

...e vem pro carnaval.

O Sevilla acaba de ser campeão da Copa do Rei pela quarta vez.

Derrotou o Getafe por 1 a 0, gol de Kanouté, que acabou expulso no fim do jogo, em Madrid.

Segundo se avalia, nada menos de 70 mil andaluzes estavam no Santiago Bernabeu, numa viagem de mais de 500 km, algo equivalente ao que fizeram os corintianos em 1976, no Maracanã.

Quatro brasileiros participaram da campanha: Daniel Alves, Renato, Luís Fabiano e Adriano que, hoje, não atuou.

Como houve carnaval em Madrid com a conquista do título espanhol, da qual participaram seis brasileiros -- Cicinho, Roberto Carlos, Marcelo, Emerson, Robinho e, bem ou mal, Ronaldo -- agora é a vez da linda Sevilla, comemorar.

Por Juca Kfouri às 17h54

As estatísticas dos 36 campeonatos brasileiros

Um interessante estudo estatístico feito pela "Golden Goal" (www.goldengoal.com.br), que acaba de cair nas mãos do blog, tem diversas constatações interessantes.

Analisa a participação da torcida nacional desde o primeiro Campeonato Brasileiro, em 1971, até o último, em 2006.

Entre as constatações, uma que demonstra ser a torcida do Atlético Mineiro a segunda mais presente na história dos Campeonatos Brasileiros  quando o Galo é o mandante.

A do Flamengo é o primeira e a do Corinthians, a terceira.

Como mandante, o rubro-negro tem média de 25,8 mil por jogo; o alvinegro mineiro 24,6 e o paulista 22,7.

Na média geral, no entanto, que mistura a participação dos times como mandantes e visitantes, o Flamengo mantém o primeiro posto, com 23,9 mil, mas o Corinthians assume o segundo lugar, com 20,4, deixando o Galo em terceiro, com 18,4.

O estudo mostra também que o último jogo com mais de 100 mil torcedores num estádio brasileiro aconteceu em 1992, na final entre Flamengo e Botafogo, no Maracanã, que abrigou, aliás, 16 dos 20 jogos com mais público na história do Brasileirão.

O motivo é óbvio: a redução da capacidade de nossos estádios.

Outras curiosidades: você sabia que a maior seqüência de vitórias no Brasileirão foi a do Guarani, em 1978, com 11 triunfos seguidos?

E que a maior série invicta é do Santa Cruz, com 27 jogos sem perder, no mesmo ano, da estréia até ser batido pelo Inter, nas quartas-de-final?

Ou que o preço médio do ingresso era, em 1971, de R$ 4,00, e, no ano passado, de R$ 10,51?

Infelizmente, o estudo não se concentra na questão essencial da violência entre torcidas, embora registre a pesquisa do Ibope que, em 2001,  indicou que 89,2% dos pesquisados atribuem ao fenômeno o afastamento dos torcedores dos estádios.

O estudo tem por título "É disso que o povo gosta", (uma análise sobre a demanda no futebol brasileiro e as razões que levam público ao estádio) e vale a pena conferir, embora o preço seja salgado: R$ 138,00.

Dá pra ir a uns 13 jogos...

Por Juca Kfouri às 17h12

22/06/2007

Uma década atrás

Exatos 10 anos atrás, a torcida do Cruzeiro estabeleceu o recorde de público do Mineirão.

Cruzeiro e Villa Nova decidiam o título mineiro e se previa que, no máximo, 50 mil torcedores estariam no estádio.

Pois lá estiveram nada menos que 132.834 cruzeirenses.

Fabuloso!

Por Juca Kfouri às 10h59

Por que o Boca teria pressa?

É impressionante como ainda haja quem queira ver na atuação do árbitro colombiano, Oscar Ruiz, alguma responsabilidade na derrota do Grêmio.

Dizem que ele permitiu a cera argentina.

Ora, por que o Boca teria pressa?

A confusão é óbvia.

Diante da pressa natural do Grêmio, houve quem quisesse que os argentinos batessem os escanteios, tiros-de-meta, cobrassem os laterais e se levantassem depois de cada falta com a mesma rapidez dos brasileiros.

Só que os 90 minutos tinham um significado para o Grêmio e outro, oposto, para o Boca.

Basta imaginar a situação inversa.

O time nacional defendendo um resultado de 3 a 0.

Sabe o que esses mesmos críticos diriam?

Que o Grêmio não tem motivo para ter pressa, que o Grêmio está na dele, que deve sim administrar a vantagem, blablablá.

Menos, gente, menos.

Ruiz foi sim quase perfeito, não teve nenhuma influência no resultado e ainda, se falhou, foi por não expulsar alguns brasileiros.

E provavelmente não expulsou por cálculo, para não tumultuar um jogo que ele levou na boa.

Vamos aprender a perder?

Afinal, 5 a 0 em dois jogos não permite contestação.

Em tempo: esta visão não é apenas do blogueiro.

Renato Marsiglia, que comentou o jogo no Sportv, tem a mesma opinião.

Provavelmente por não estar preocupado em ser mais realista do que o rei e por se comportar como comentarista, não como torcedor.

Por Juca Kfouri às 10h43

Resta o Brasileirão. E não é pouco

O mundo não acabou.

Sim, de fato, o mundo não acabou.

Quer dizer, em termos.

Para os clubes brasileiros, o mundo, neste ano, acabou sim senhor.

Não vamos viver até dezembro aquela gostosa expectativa em torno do Mundial de Clubes, como nos anos passado e retrasado.

Paciência.

Resta voltar todas as atenções para o Campeonato Brasileiro que, diga-se, não é pouca coisa.

Muito ao contrário.

E ainda teremos a Copa América e o Pan-2007, menos estimulantes que o Brasileirão, mas, a verdade é esta, capazes de atrapalhá-lo.

Tanto que a próxima rodada, a sétima do Campeonato Brasileiro, não terá dois de seus jogos mais mobilzadores da torcida.

Nem o que seria o mais interessante, entre os dois primeiros colocados Botafogo e Corinthians, nem o clássico entre Vasco e Flamengo.

Neste sábado, dois jogos que não chegam a mexer com as emoções do país, porque de clubes ainda bastante regionais e sem maiores possibilidades de ganhar o título, ambos às 18h10:

em Curitiba, o favoritíssimo Paraná Clube recebe o Sport, agora do técnico Geninho;

E em Caxias do Sul, Juventude e Figueirense.

Resta o domingo, com meia dúzia de jogos.

Aí, a situação melhora.

E muito.

Às 16h, tem Palmeiras e Atlético Paranaense.

Os paulistas naquela base do vencer ou vencer.

E os paranaenses na base do ganhar ou ganhar.

O empate não serve para nenhum deles.

Tem, também, América e Fluminense, de vitória obrigatória para o tricolor carioca.

E tem, ainda, dois baitas clássicos estaduais.

Na Vila Belmiro, Santos e São Paulo.

Para não cansar o blogueiro, em situação idêntica ao jogo do Palestra Itália.

É vencer e ponto.

Já no Mineirão teremos Cruzeiro e Galo.

Clássico não tem favorito?

Tem sim e este é o campeão mineiro de 2007, o Galo.

Finalmente, às 18h10, dois jogos.

O Náutico, em penúltimo lugar, recepciona o Goiás, em franca subida.

E tem Gre-Nal.

No Beira-Rio.

Chance de ouro para o Colorado aprofundar a depressão tricolor.

Se o Inter perdeu Alexandre Pato para a seleção sub-20 da CBF, outro trambolho para o Brasileirão, o Grêmio perdeu Carlos Eduardo e não terá mais Lucas, nem Teco, que só voltará no ano que vem, nem Tcheco, também machucado e nem Tuta, de nariz fraturado.

O Inter tenta mostrar que a gangorra mudou de novo e que é ele quem está por cima.

Por Juca Kfouri às 23h01

20/06/2007

Deu o de quase sempre. Deu Boca

O primeiro tempo, num Olímpico enlouquecidamente empolgante, com mais de 46 mil torcedores, foi quase só do Boca Juniors.

Que cozinhou o jogo o quanto pôde.

E pôde muito.

Criou duas boas chances de gol e tomou apenas um susto, num surpreendente arremate de Diego Souza, aos 41, que explodiu no travessão argentino.

Dez minutos antes, o Grêmio havia perdido seu bom zagueiro Teco, machucado, trocado por Schiavi, aplaudido pela torcida xeneize ao entrar no gramado.

No começo do segundo tempo, o Boca pareceu ter mudado de tática.

Em vez de controlar a partida no campo do Grêmio, tratou de se defender e dar chutão para frente.

O Grêmio tinha Amoroso no lugar de Tcheco e Lucas, infelizmente, dava claros sinais de estar longe de sua melhor forma.

Foi o mais inspirado momento brasileiro.

Tanto que aos 5 minutos novamente o Grêmio, com Schiavi, meteu uma bola na trave e quase fez 1 a 0 no rebote com Diego Souza.

Como se percebesse que precisava voltar ao que havia dado certo na primeira etapa, o Boca retomou lentamente o domínio do jogo e liquidou a fatura com Riquelme, do bico direito da grande área, num golaço, aos 23.

Ele mesmo ampliou, aos 35 e ainda bateu a falta que originou um pênalti de Schiavi em Palermo, por ele cobrado e desperdiçado, até porque seria castigo demais para os brasileiros.

Estava 5 a 0 no placar agregado e sob uma arbitragem quase perfeita.

À torcida gremista só restava fazer o que fez: gritar o nome de seu time, por reconhecer a apoteótica reação de um grupo que saiu da Segunda Divisão em 2005 para decidir o mais importante torneio do continente em 2007.

O que não é apenas um consolo, é a pura expressão da verdade.

Como é verdadeira a singela constatação de que o Boca Juniors foi absolutamente superior em 180 minutos de decisão, legítimo hexacampeão da Libertadores.

E domingo tem Gre-Nal, pelo Campeonato Brasileiro, no Beira-Rio.

Que situação...

Por Juca Kfouri às 22h52

Atenção, gremistas

O grande capitão da primeira conquista gremista na Libertadores, o uruguaio Hugo de León, está chegando a Porto Alegre para ver o jogo.

Ele imagina que, ao lado de amigos de Novo Hamburgo, verá o jogo discretamente, sem ser reconhecido, numa cabine fechada no Olímpico.

Mas é claro que não poderá ser assim.

Porque se no momento em que ele chegar ao estádio for anunciada a sua presença, a vibração será tamanha que funcionará como mais um ingrediente na busca do impossível.

Por Juca Kfouri às 10h52

Oxalá, tchê! E saravá!

São 50 anos acompanhando futebol de perto.

Quase como se futebol fosse oxigênio.

Ou mais que isso.

E nunca vi alguém virar uma decisão de Libertadores da América como o Grêmio precisa diante do Boca Juniors.

E olhe que já vi coisas.

Vi, para não ir longe, a Batalha dos Aflitos, epopéia gremista, em 2005.

Inacreditável até hoje e por séculos e séculos, amém.

Vi o Vasco virar uma decisão de Taça Mercosul em pleno Parque Antarctica, depois de estar perdendo por 3 a 0 para o Palmeiras, em 2000.

Parecia mentira e se alguém me contasse eu não acreditaria.

Mas vi.

Como vi o Palmeiras fazer 5 a 1 no Grêmio, depois de ter perdido de 5 a 0 no Olímpico, em 1995.

Naquela noite, mesmo com o resultado insuficiente para que o Palmeiras seguisse na Libertadores, me convenci de que nada era impossível no futebol.

Daí ter acreditado no que o Vasco fez, em São Paulo, cinco anos depois, e na façanha do Grêmio, no Recife, 10 anos depois.

Mas, infelizmente, não estamos em 2010...

E não dá para crer que o Grêmio vá virar.

Se amanhã, no entanto, por esta hora, estiver escrevendo sobre o tricampeonato do Grêmio na Libertadores, acredite que eu, cético até aonde o ceticismo pode alcançar, mas certo de que o impossível não existe no futebol, passarei, também, a acreditar na imortalidade.

E, é claro, me candidatarei, mesmo sem merecer, a ser o segundo imortal, porque o primeiro será sempre o Grêmio.

Oxalá! 

E saravá, tchê!

Por Juca Kfouri às 23h21

19/06/2007

Poderoso coreógrafo

O coreógrafo do Pan-2007 conseguiu adiar dois jogos do Campeonato Brasileiro, marcados para o Maracanã.

E que jogos!

No sábado, entre os dois líderes e únicos invictos do campeonato, Botafogo e Corinthians.

A partida está transferida para meados de agosto, depois do Pan.

No domingo, um dos clássicos mais tradicionais do futebol mundial, entre Flamengo e Vasco, também foi adiado.

O jogo só será disputado em outubro.

Até quase o fim do campeonato, portanto, teremos aquela situação chata de os clubes não terem o mesmo número de jogos.

Tudo porque o coreógrafo quer o estádio para os ensaios da cerimônia de abertura dos Jogos Pan-Americanos.

Temperamental, ele ameaçou voltar para os Estados Unidos se não fosse atendido.

Se não bastasse, parece que a CBF desconhecia que haveria o Pan e marcou jogos que tiveram de sair do Maracanã.

O Botafogo, por exemplo, mandará partidas em Brasília, contra o Atlético Paranaense; em Juiz de Fora, contra o Juventude, e em Vitória, contra o América, com óbvios prejuízos técnicos e financeiros.

Aliás, é o caso do jogo que seria neste sábado, diante do Corinthians.

Não só perderá um público previsto de cerca de 50 mil torcedores, como, ainda por cima, perderá a chance de enfrentar o adversário enfraquecido por três desfalques de titulares absolutos.

O pano de fundo de tamanha bagunça e prova de incompetência tem a ver com a tradicional má vontade de CBF com o COB e vice-versa.

A CBF mandará sua seleção sub-17 para o Pan, o que desmoraliza o torneio de futebol.

E o COB dá o troco ao tirar o Maracanã do campeonato da CBF.

Em meio a tudo isso, perdem o torcedor, o Botafogo, o Flamengo e o Vasco que, além do mais, ficarão 15 dias sem jogar, caso não consigam reverter o adiamento na Justiça, como prometem.

Já o Corinthians gostou do adiamento.

Porque não aceitou antecipar o jogo para esta quinta-feira, exatamente por causa das ausências de Fábio Ferreira e Finazzi, machucados, e William, na seleção sub-20.

Sem se dizer que a CBF também não concordou com a antecipação, ao argumentar que o Estatuto do Torcedor proibe alterações em cima da hora.

E é verdade, como é verdade que o Estatuto prevê exceções em casos de força maior.

Afinal, quer mais força maior que um coreógrafo norte-americano ameaçando ter chilique e voltar para casa se não derem um Maracanã só para ele?

Por Juca Kfouri às 00h42

18/06/2007

Sport: Leão ou Geninho?

Fala-se muito em Emerson Leão no Sport.

Mas para que haja novo casamento entre Leão e o Leão de Pernambuco, seria preciso que o técnico abrisse mão do que o clube lhe deve (cerca de R$ 1 milhão).

Ou o treinador trabalharia pelo que tem a receber ou aceitaria um salário compatível com as possibilidades do rubro-negro, muito aquém dos padrões aos quais Leão está acostumado.

Como nem uma coisa nem outra são bem vistas por Leão, o Sport foca em Geninho, cuja contratação não envolve nenhum empecilho.

Aguardemos.

Por Juca Kfouri às 16h55

Quando brigam as comadres...

...descobrem-se as verdades?

Onaireves Moura, certamente, não é uma fonte confiável.

Mas quem, além dele, no Paraná, mesmo que como sinal de desespero, poderia dizer o que está dito no video abaixo?

Tudo começou em torno de qual seria o estádio curitibano que receberá a Copa 2014.

Era o Pinheirão, um absurdo, mas ficou a Arena da Baixada.

Aí, Moura resolveu denunciar Mário Celso Petraglia, o cartolão do Atlético Paranaense. 

http://video.google.com/videoplay?docid=-7760150592610788993&q=video+onaireves+petraglia&total=3&start=0&num=10&so=0&type=search&plindex=2

Por Juca Kfouri às 16h43

O balanço da sexta rodada

Os gols continuam a sair no Brasileirão.

Foram 29 nesta sexta rodada, quase três por jogo.

E a torcida continua a aumentar.

Neste fim de semana a média foi de 15.870 torcedores pagantes por jogo.

O Morumbi, com o Corinthians, acolheu o público recorde do campeonato, com 40.182 pagantes, embora com 33.767 pessoas presentes, prova de que os cambistas morreram com muitos ingressos de promoção nas mãos.

Torcer pode até fazer bem, às vezes, mas querer ser mais esperto que a esperteza, certamente, faz mal.

O menor público ficou por conta de Caxias do Sul, com apenas 5.011 torcedores.

Só dois visitantes venceram, o Cruzeiro e o Santos.

E o único 0 a 0 ficou exatamente por conta do jogo de maior presença de torcida, entre Corinthians e Paraná Clube.

O que é de uma maldade profunda com o torcedor.

A nota ironica da rodada tem nome e sobrenome: Paulo Baier.

Saiu como renegado do Palmeiras e deu o passe para os três gols do Goiás que derrotaram seu ex-clube.

Os três times nordestinos, infelizmente, já ocupam as três últimas colocações.

E o primeiro dos quatro últimos, infelizmente de novo, é, simplesmente, o Flamengo.

Será que vai começar tudo outra vez?

Por Juca Kfouri às 23h01

17/06/2007

Aos professores de jornalismo

Chego de viagem, encontro comentários irados neste blog, alguns tão desrespeitosos que não foram publicados.

Encontro, também, as colunas deste domingo, de Renato Maurício Prado, no "Globo", e de Luís Fernando Gomes, no "Lance!".

A primeira é de Luís Fernando Gomes, sobre o rolo CBF x Real Madrid.

Assino embaixo:

 

"O que o Real fez é o mesmo que paulistas, cariocas,mineiros, gaúchos e paranaenses deveriam fazer.

Não fossem cúmplices do cartola-mor.

A CBF, desculpem, teve o que merecia.

E é ridículo que ainda saia cantando de galo, com a mesma arrogância de sempre, dizendo que o Real enviou mensagem se desculpando e reconhecendo os direitos da entidade no caso.

Mandou sim, é verdade.

Mandou um fax e ficou com Robinho.

Se tudo correr bem, vai erguer a taça de campeão.

E a CBF, bem, sabe-se lá o que vai fazer com o fax".
   
                      *******

Agora, Renato Maurício Prado, que fala por si só e dispensa comentários, apenas recomenda uma certa humildade aos professores de jornalismo:


           
" Cuca confirmou a proposta dos árabes e até a contraproposta que fez - conforme divulguei, em primeira mão, na última coluna.

Na hora H, entretanto, disse que o amor pelo (belo) trabalho que faz no Botafogo o levou a ficar.


Não foi só isso.

Conforme ele próprio admitiu, na noite de sexta-feira, numa conversa telefônica franca comigo, a divulgação das negociações (através desta coluna) levou-o a desistir do contrato, que já estava praticamente selado.

-Eles me ofereceram US$ 2 milhões por um ano e eu tinha pedido para reduzir o prazo para 10 meses. Estava acertando,
também, a contratação de mais uma pessoa para a comissão técnica. A idéia era concluir tudo direitinho, sem alarde, e
anunciar, talvez, depois do jogo de domingo (hoje) ou na semana que vem.

Mas como publiquei a história, às 7 horas da manhã da sexta...

-O Montenegro me ligou enfurecido, perguntando se era verdade o que você tinha escrito...

Foi aí que, pressionado pelos dirigentes, o treinador se lembrou de um episódio parecido, que acabou provocando a sua saída do São Paulo - decidiu, então, ligar para o empresário, com quem negociava, reclamando que a notícia "vazara" antes da hora, e, por isso, desistia de tudo.

Melhor para o Botafogo e para o futebol brasileiro.


                     ******
Os botafoguenses que ficaram "irritadinhos" com a notícia que dei, deveriam me ser gratos.

 Se tudo tivesse continuado na surdina, o fim teria sido outro..."

Por Juca Kfouri às 19h24

Sport cai na real


O Sport não foi capaz de vencer o América, no Recife, e com 10 jogadores desde o primeiro tempo, na injusta expulsão solitária de Souza.


Então, perdia por 2 a 1 e uma porção de gols.


Empatou no segundo, mas foi pouco.


Muito pouco para quem dizia que brigaria por vaga na Libertadores.


Ou melhora muito ou lutará mesmo apenas para não cair.


Pior fez a polícia pernambucana, ao algemar o técnico Lori Sandri que tinha razão ao reclamar da expulsão só de Souza e que não punha ninguém em risco para ser vítima de tal violência.

Em tempo: houve um pênalti claro para o Sport que o árbitro conseguiu marcar como falta fora da área.


Por Juca Kfouri às 19h05

Santos, sem dor

O Santos conseguiu uma proeza: derrotou o Juventude, em Caxias do Sul, sem dar tempo de pensar aos gaúchos.

Logo de cara, com menos de 2 minutos, Cleber Santana pegou uma sobra de bola na entrada da área e fez 1 a 0.

O Juventude perdeu o rumo de casa.

E o Santos tomou conta.

Mais ainda quando, aos 31, em boa jogada pela direita, a bola acabou nos pés de Marcos Aurélio que ampliou.

O Santos não tinha Vanderlei Luxemburgo no banco, vítima de uma apendicite aguda, mas tinha absoluto domínio do jogo.

Comandados por Serginho Chulapa, os santistas voltaram no mesmo tom no segundo tempo.

Por Juca Kfouri às 19h04

André Lima conduz o Botafogo

Lúcio Flávio faz falta ao Botafogo, como faria a qualquer time, tão bom jogador que é.

Mas os adversários do Fogão fazem muitas faltas no Glorioso.

E Juninho não perdoa, dono de um foguete como poucos em seus pés.

E mesmo sem brilhar, mas com muita aplicação, aos 25 minutos do primeiro tempo o Náutico recebeu o castigo que merecia ao tentar parar o alvinegro nas faltas.

Juninho abriu o placar com mais uma bomba da intermediária.

O Náutico, no entanto, insistiu com o antijogo e ficou com 10 aos 31, ao perder o zagueiro Cris.

Na volta do segundo tempo, aos 2 minutos, Dodô sofreu penâlti, bateu e o goleiro Fabiano defendeu bem.

O gol fácil, o artilheiro perdeu.

Estaria guardado um golaço?

Estava guardado um frangaço.

Sim, perdão pela repetição, como certas coisas só acontecem com o Botafogo, Júlio César deu uma furada espetacular em bola atrasada por Alex e fez-se o empate.

Sim, o empate, aos 10, com o Náutico com 10, e depois de um pênalti desperdiçado.

Aos 15, André Lima, atenção nele, entra no lugar de Joílson.

O Botafogo, diga-se,que não entrou em desespero, e apertou o time pernambucano como se fosse um torniquete, tinha mais um atacante.

Mas miséria pouca é bobagem.

Aos 27, a bola de Alessando que tinha endereço certo, encontrou o travessão antes da rede timbu.

Aos 30, finalmente, André Lima deu belo drible na entrada da área, pelo meio, e passou para Dodô que fuzilou.

O goleiro espalmou e a bola voltou aos pés de quem criou a jogada: André Lima desafogou o Fogão e fez 2 a 1.

Era sofrido, mas era justo.

Aos 33, deixou de ser sofrido, com belo gol de Jorge Henrique, depois de outra ótima jogada de André Lima, agora pela esquerda.

O Botafogo livrou cinco pontos do segundo, o Corinthians, embora com um jogo a mais.

Por Juca Kfouri às 19h04

Foi muito fácil para o São Paulo

O Vasco não foi páreo para o São Paulo.

Tão frágil é o time cruzmaltino que nem dá ainda para concluir que o São Paulo melhorou

O miolo de zaga, então, não tem nenhuma inteligência.

Tomou o primeiro gol, de Borges, depois que, com um singelo corta-luz, Aloísio, enganou Guilherme e Amaral.

Em seguida, Guilherme jogou de bandido para Amaral que completou o crime ao matar a bola para Borges fazer mais um.

Antes disso, tanto o Vasco como o São Paulo puderam reclamar de lances de pênalti, o que seria uma mão na bola de Miranda e um calço na área em Hugo.

O árbitro, no entanto, foi bem nos dois lances, como acertou ao expulsar Amaral ainda no fim do primeiro tempo.

Para azar de quem viu o jogo, o São Paulo não tratou de ampliar o placar no segundo tempo e preferiu deixar o tempo passar.

O terceiro gol até quase saiu, mas Sílvio Luiz não deixou Souza marcá-lo.

Por Juca Kfouri às 16h56

Goiás,com justiça

O Goiás, em franca recuperação, cruzou duas bolas na área do Palmeiras com Paulo Baier (lembra dele?) e fez 2 a 0 no primeiro tempo.

O Palmeiras, que completo não é nenhum espetáculo, despedaçado foi à luta na segundo tempo e até criou chances de gol.

Caio, enfim, marcou um, verdadeiro golaço, de fora da área, ele que tinha mudado a cara do jogo.

O Palmeira se mandou todo e tomou o terceiro gol, no contra-ataque, de Wendel, com passe final de Paulo Baier...

Não há como contestar a vitória dos donos da casa, embora o Palmeiras até tivesse feito por empatar.


Por Juca Kfouri às 16h55

Festa só para um Atlético

Não vi os Atléticos.

Mas o Mineiro foi cruel: 4 a 1 no Figueirense, para confirmar sua boa campanha.

E o Paranaense saiu na frente com um golaço de Denis Marques, aos 10 do primeiro tempo, mas tomou o empate do ótimo Thiago Silva, aos 26 do segundo.

Por Juca Kfouri às 16h53

O Real Madrid é campeão

O Barcelona goleava, fora, o Nàstic por 4 a 0.

O Real Madrid perdia em casa, por 1 a 0, para o Mallorca.

Aí, já aos 22 do segundo tempo, Reyes empatou, em jogada iniciada por Robinho.

Bem o Robinho...

O Real fez mais dois e é o campeão espanhol, com o mesmo número de pontos do rival, porque ganhou do Barça em Madrid e empatou em Barcelona.

O Barça acabou ganhando por inúteis 5 a 1.

Por Juca Kfouri às 16h50

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

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