Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

30/06/2007

Empates no sul

O Galo quase acaba com o Gallo, no Beira-Rio.

Mas o mineiros não sustentaram a vantagem obtida no primeiro tempo, com Éder Luís, aos 39, e permitiram o empate dos gaúchos, no segundo, com Adriano, aos 13.

Inter 1, Atlético Mineiro 1.

E o Paraná Clube esteve duas vezes na frente do Furacão e também não segurou, na Vila Capanema.

Josiel, para variar, fez mais dois, com seu incrível posionamento sempre correto, aos 11 e aos 44 do primeiro tempo.

Mas Alex Mineiro, aos 17 do primeiro tempo, e Alan Bahia, aos 36 do segundo, trataram de deixar tudo igual.

Não pude ver nenhum dos dois jogos.

Por Juca Kfouri às 19h05

Fogão, líder e único invicto

Aos 27 minutos, Alex Dias ganhou o Troféu Didi, por fazer o primeiro gol no estádio do Engenhão.

Belíssimo, mas com gramado ainda deficiente.

Troféu Didi porque foi o genial Príncipe Etíope o autor do primeiro gol no Maracanã, ele que brilhou tanto com a camisa tricolor quanto com a alvinegra.

Foi a maior, e quase única, emoção da primeira metade do clássico entre Flu e Botafogo.

Fato é que, no intervalo dos jogos no Rio e em São Paulo, os dois últimos invictos caíam, pois o Corinthians também perdia para o Palmeiras.

Mas logo aos 6 minutos do segundo tempo, de pênalti, cometido por Roger em André Lima, Dodô empatou.

Aos 20, Somália entrou no lugar de Adriano Magrão.

Mas o Fogão passou a mandar na partida.

Só que, aos 28, quase Alex Dias desempata, ao receber na cara do gol de Carlos Alberto e chutar em cima de Júlio César.

Quem não faz...

...toma de Dodô, aos 32, em cabeçada indefensável.

Joílson, aos 37, é expulso.

Alex Dias sai com seu troféu, entra Tiuí.

No último minuto, Somália sobe, cabeceia firme, mas por cima.

Ele mesmo, no lance anterior, tinha feito belíssima jogada, ao receber, matar no peito e arrematar sem deixar a bola cair, para Júlio César fazer grande defesa.

O Fogão é cada vez mais líder e, além do mais, o único invicto.

Quer troféu melhor?

Por Juca Kfouri às 19h01

Caio Júnior mostra serviço

Até que Dininho, no último minuto, aproveitando-se de uma bola desviada por Martinez em cobrança de escanteio, abrisse o placar no Morumbi, Corinthians e Palmeiras faziam um clássico previsível: ruim de doer, festival de passes errados e de poucas emoções.

Na verdade, só três: num chute de Dinelson (irreconhecível, diga-se) aos 19, bem defendido por Diego Cavalieri, noutro de Luís, que Felipe pegou e num lance grotesco do lateral palmeirense Paulo Sérgio, que deu um drible maravilhoso na linha de fundo e, em vez de cruzar, chutou reto, retrato técnico fiel dos dois times.

Mas, justiça seja feita ao Palmeiras e a Caio Júnior: com todos os conhecidos limites de seu time, com todos os desfalques, foi quem teve o comando da partida, desde o início.

Mais não fazia porque não tem mesmo como.

Já o Corinthians, também limitadíssimo, mas menos prejudicado por ausências, e depois de duas semanas só treinando para o jogo, dava dó.

E o castigo do gol antes do intervalo era justo.

Fato é que, no intervalo dos jogos no Rio e em São Paulo, os dois últimos invictos caíam, pois o Botafogo também perdia para o Flu.

Ao voltarem para o segundo tempo, os corintianos tinham Bruno Bonfim no lugar de Dinelson.

E foi Bruno Bomfim quem, aos 8 minutos, obrigou Diego Cavalieri a fazer grande defesa.

No tudo ou nada, PC tira Betão e bota Wilson em campo.

Não fazia mesmo o menor sentido continuar com três zagueiros.

O Corinthians pressionava.

Sem maiores chances, mas pressionava.

Chance mesmo teve Martinez, aos 27, em bola de fora da área que Felipe desviou para escanteio.

Pouco mais de 28 mil torcedores, maioria esmagadora de corintianos, viam um time ruim e desorganizado, o do Corinthians, e outro igualmente ruim, mas bem mais organizado.

E que fazia por merecer a magra vitória, que não só acabava com a surpreendente invencibilidade do rival como afastava a crise que ameaçava o Parque Antarctica.

Aos 33, o menino Luís saiu e entrou Bruno Farias.

E aos 34, saiu o péssimo Pedro para entrar Carlos Alberto, ex-Figueirense, o gato.

O palmeirense Pierre era o nome de jogo, incansável na destruição.

E o Corinthians continuava a não vencer nenhum clássico estadual em 2007 e a perder gols, como Bruno Bonfim, aos 38.

E o que o Palmeiras tem a ver com isso?

Nada, absolutamente nada.

Ou tudo, verdemente tudo!

Por Juca Kfouri às 19h00

0 a 0 e zero na Vila

Santos e Grêmio, esfacelados, fizeram um primeiro tempo abaixo do sofrível.

E com o Grêmio mais perigoso, em busca de sua primeira vitória na Vila Belmiro.

Pelo menos por duas vezes os gaúchos obrigaram o goleiro Fábio Costa a trabalhar de maneira mais aguda.

O Santos simplesmente inexistiu no ataque.

No segundo tempo, aos 10 minutos, Marcos Aurélio entrou no lugar de Wesley.

E, em cobrança venenosa de falta, foi o autor do primeiro lance com emoção de gol por parte do Santos, aos 15.

Aos 20, saiu Pedrinho e entrou Tabata.

Os paulistas ficaram mais insinuantes.

Aos 23, Luxemburgo tirou o zagueiro Ávalos e fez estrear o meia, que veio do Sport, Vítor Júnior.

Tudo em vão.

Na verdade, foi ainda o Grêmio quem teve a melhor chance mesmo no segundo tempo, quando foi dominado.

O 0 a 0 não saiu do placar e, perdão pelo chavão, serviu também como nota para o jogo. 

Por Juca Kfouri às 17h00

Goiás nas cabeças

E em Natal, como era de se imaginar, o Goiás não teve dificuldade em superar o América, 3 a 0, gols de Fabrício Carvalho, Leonardo e Welliton.

Neste momento, ao menos, o Goiás é o vice-líder do Brasileirão.

Paulo Bonamigo faz, agora, o que Geninho fez no passado recente.

Infelizmente, não vi o jogo.

Por Juca Kfouri às 16h56

Cruzeiro buscou e alcançou

O Vasco surpreendeu o Cruzeiro logo aos 9 minutos com um lindo gol do colombiano Martin Garcia, num ataque que começou com o goleiro vascaíno Sílvio Luiz e terminou na rede de Gatti.

Só 20 minutos depois o Cruzeiro deu o ar de sua graça, mais uma vez com Roni, a quem o ar das Alterosas parece fazer muito bem.

Dudar se enrolou num lance fácil, fez pênalti em Roni e foi expulso de campo.

Roni bateu e empatou.

No Mineirão, com 11 contra 10, tudo levava a acreditar na virada mineira.

O segundo tempo começou com o Cruzeiro melhor, mas aos 22 minutos Renan pisou criminosamente em Roberto Lopes e merecia ser expulso, o que equilibraria novamente as coisas.

Aos 25, Sílvio Luiz fez grande defesa em cabeçada de Araújo.

O segundo gol cruzeirense parecia maduro.

Roni, por cobertura, duas vezes, quase virou.

Guilherme, de fora da área, também.

Mas o Vasco resistia bravamente e o zagueiro Jorge Luiz jogava por ele e por Dudar.

Como o que é do homem o bicho não come, Vagner bateu falta com perfeição e virou o placar, no finzinho, aos 44.

E Guilherme (quando será titular?) ainda fez o terceiro, de fora da área, num golaço.

Nada mais justo.

Por Juca Kfouri às 16h53

Seleção sub-20 como a principal

A seleção sub-20 estreou no Mundial do Canadá, contra a Polônia, como a seleção principal estreou na Copa América: com derrota.

Houve, aliás, outras coincidências.

O gol solitário (sim, os mexicanos marcaram dois) foi de falta, como o segundo do México.

No gol estava Cássio que não se limitou a olhar a bola como Doni, mas pulou atrasado.

No banco estava Nelson Rodrigues, não Dunga.

Mas como ele, adepto de, em primeiro lugar, defender.

Tanto que os poloneses ficaram com 10 ainda aos 27 do primeiro tempo, quando já venciam, e nem assim ele tirou um dos dois volantes para tornar o time mais ofensivo.

Só aos 20 do segundo tempo ele  mexeu num time que jamais atacou pelos flancos e que se limitou a bater de frente com a defesa polonesa.

Tanto que nem deu para guardar o nome do goleiro polaco, talvez impronunciável mesmo, mas o fato é que ele não precisou fazer nenhuma grande defesa.

Pato decepcionou como Diego, Jô foi tão inútil com Vagner Love (até o cabelo é igual) e apenas Renato Augusto, na armação, mostrou alguma coisa que prestasse.

E se contra o México, no começo do jogo, a arbitragem errou ao anular um gol legal de Diego, contra a Polônia errou de novo, no fim, ao não dar um pênalti em Carlos Eduardo.

Já andava de birra com este Mundial por causa dos desfalques que impõe nos limitados times que disputam o Brasileirão-2007.

Depois do fiasco de agora há pouco, então, dá vontade de torcer para que a seleção sub-20 volte logo para casa.

Por Juca Kfouri às 16h12

Sábado de clássicos

Pelo menos três jogos feitos para o domingo, às 16h, vão ser disputados no sábado, por causa da Copa América:

Fluminense e Botafogo, Paraná Clube e Atlético Paranaense e Corinthians e Palmeiras.

E os três às 18h10!

E os clubes calam.

O clássico carioca inaugura o Engenhão, tomara que uma nova opção confortável e segura para o torcedor carioca.

Com favoritismo do líder, apesar de o Flu estar cheio de moral, com razão.

Pena que Renato Gaúcho tenha feito uma provocação infantil, bem ignorada por Cuca.

O Paraná Clube também é favorito na Vila Capanema, embora o Furacão tenha motivo para vir animado por causa de sua ótima vitória contra o Palmeiras.

Os rubro-negros estão com receio da arbitragem de Héber Roberto Lopes, e têm motivos.

Já no Morumbi, o favoritismo, ligeiro, é do Corinthians, porque o Palmeiras é um poço de problemas.

Mas o alvinegro também não é lá rico em soluções.

Na verdade, é jogo com cara de empate, e daqueles de lascar, mas suficientemente seguro para não causar crise em nenhum Parque.

Nos demais quatro jogos, três clássicos nacionais.

Na Vila, Santos e Grêmio, esfacelados, mas em clima ainda de Libertadores.

Jogo que promete emoções, às 16h.

Também às 16h, o Cruzeiro, reanimado, recebe o Vasco, com absoluto favoritismo no clássico que já decidiu um Campeonato Brasileiro, em 1974.

E, às 18h10, no Beira-Rio, Inter e Galo, um embate que foi simplesmente inesquecível no distante torneio de 1976, com os dois precisando da vitória, mais ainda o Colorado, como andarilhos no deserto precisam de água.

E, finalmente, às 16h, América e Goiás, mais um degrau para a ascensão goiana, mesmo no Machadão.

Por Juca Kfouri às 23h29

29/06/2007

Árbitros reprovados

Eleito melhor árbitro do país, Leonardo Gaciba, indicado para apitar no Mundial sub-20, está fora do torneio.

Motivo: não passou no teste físico.

Nem ele nem os bandeirinhas Altemir Hausmann e Roberto Braatz.

Resultado: não teremos nenhum brasileiro atuando na arbitragem no Canadá.

Está numa notinha no "Globo", de hoje.

O que, pensando bem, pode nos poupar de uma porção de vexames.

Mas não são uma beleza o quadro de árbitros da CBF e os árbitros Fifa do Brasil?

Por Juca Kfouri às 16h07

Pinta um brasileiro no xadrez

Ele tem apenas 18 anos.

Desde nove anos dedica cinco horas por dia a um esporte pouco valorizado, por seu caráter introspectivo e sem atrativos plásticos que despertem a mídia ou chamem a atenção por imagens espetaculares.

Seu nome é Vinícius Tiné Martins, que neste sábado, 30 de junho, embarca para Medellin, na Colômbia, onde representa o Brasil no Panamericano de Xadrez.

Vinicius já representou o Nordeste em vários certames nacionais, tendo sido campeão pernambucano na categoria Sub 12, em 2001; vice-campeão pernambucano na categoria Sub 16, em 2003; 7º lugar na Categoria Sub 16 em Lages-SC, em 2004, quando também teve o melhor desempenho em simultânea dada por Anatoly Karpov.

Ainda em 2004 foi campeão pernambucano da categoria Sub-16; Campeão Pernambucano Categoria Rápido e na Categoria Relâmpago.

Em 2005 tirou o quinto lugar no Campeonato Brasileiro Sub 16, em Curitiba, e novamente campeão pernambucano na categoria Sub 16.

Em 2006 foi campeão pernambucano Categoria Sub 18.

Em 2006 e 2007 foi campeão pernambucano Absoluto.

Ainda em 2007 foi campeão brasileiro na categoria sub 18 Absoluto.

Vinícius Tiné Martins foi aprovado na Faculdade de Mecatrônica da Universidade de Pernambuco e na Faculdade de Engenharia Eletrônica da UFPE, onde cursa o primeiro ano.

Sua viagem à Colômbia é patrocinada por um deputado e a conexão Recife-São Paulo pela Secretaria de Esporte do Estado.

Olho nele!

Contatos

81 – 3242.6706 / 9226.5097

viniciustine@hotmail.com

fabiola_tine@yahoo.com.br

End. Rua Frederico, 386 – Hipódromo – CEP 52041-540 – Recife - PE

Por Juca Kfouri às 13h12

Atendendo a pedidos

Aos blogueiros que pediram uma posição deste blog a respeito do tema, eis aí o que foi escrito para a "Folha de S.Paulo", edição de ontem:



Preconceito no esporte é hipocrisia

JUCA KFOURI
COLUNISTA DA FOLHA

A porcentagem de heterossexuais entre atletas é exatamente igual à que existe entre jornalistas. Ou nas Forças Armadas, ou na classe artística, entre médicos, engenheiros e advogados.
Ou cartolas. A de homossexuais e bissexuais também.
A diferença está na maneira como cada corporação aceita ou não as minorias.
E a do esporte é quase tão conservadora, para não dizer reacionária, como a dos militares. Daí ser raro que alguém assuma tal condição, por temer rejeição diante do preconceito.
Não é muito diferente da reação diante da nudez de uma mulher que viva no esporte ou da punição exagerada a que é submetida uma bandeirinha -que errou como erram os árbitros, impunes. Aí tem a ver também com o machismo.
Vampeta pode posar nu, Ana Paula, não. Ana Paula não pode errar, Carlos Eugênio Simon pode.
O homossexualismo no esporte só é problema quando significa assédio aos jovens, algo muito comum, e escondido, nas categorias de base. Porque, com freqüência, menores são forçados a fazer o que não querem.
De resto, deveria ser encarado com absoluta normalidade, como fazem os jornalistas, os artistas, enfim.
Lembremos, por sinal, que não existe opção sexual. As pessoas são como são porque nasceram do jeito que são.
Ficar escandalizado hoje com algum atleta que assuma sua condição homossexual não é muito diferente do escândalo que causaram os clubes pioneiros em aceitar jogadores negros em suas fileiras no início do século 20.
Ao contrário, o fim da hipocrisia é algo a ser saudado, até porque o mundo do esporte está cansado de saber quem é quem, apesar de guardar seus segredos de polichinelo em caixas-pretas indevassáveis.
Virá em boa hora, se vier, a abertura de mais uma.
Como a do doping, esta sim nociva à saúde e ao espírito esportivo.

Por Juca Kfouri às 10h34

Contas de Dualib reprovadas!

Acabou a apuração dos votos na reunião do Conselho Deliberativo do Corinthians.

Por 171 votos a 129, as contas de Alberto Dualib relativas ao ano passado foram reprovadas, fato inédito na história corintiana.

Sua situação fica politicamente insustentável, embora o falho estatuto do clube não preveja punição neste caso.

Provavelmente a oposição lançará mão do novo Código Civil para tirá-lo da presidência ou fará de Dualib um mero refém até o fim de seu mandato.

Por Juca Kfouri às 23h28

28/06/2007

Los hermanos bombardeiam Tio Sam

Animada, sem dúvida, a Copa América está.

Paraguai e Colômbia ainda empatavam 0 a 0 quando houve um pênalti para os colombianos.

O goleiro defendeu, os paraguaios, com Roque Santa Cruz, abriram o placar em seguida e, daí, reinaram.

Roque marcou mais duas vezes e Cabañas outras duas: 5 a 0.

Aperitivo melhor para Argentina A x Estados Unidos B, impossível.

Prenúncio de nova goleada.

Que, no primeiro tempo, limitou-se a um empate 1 a 1.

E quem saiu na frente, de pênalti, foram os norte-americanos, aos 9.

Verdade que nem puderam gostar muito do placar, porque os argentinos empataram em seguida, com Crespo, depois de uma falta bem cruzada por ele, Riquelme, para variar.

Depois disso, só no fim do primeiro tempo, com Verón, que meteu um tirambaço no travessão, houve nova chance de gol.

Diego Maradona estava na arquibancada e Messi não parecia estar no gramado.

E Carlitos Tevez estava no banco.

Mas quem entrou, aos 15, foi Aimar, no lugar de Cambiasso.

Aos 19, Messi recebeu de Riquelme, abriu para Crespo, que vinha livre pela direita, e o artilheiro fez o gol da virada.

Era justo, por mais que los hermanos estivessem sofrendo com o sistema de marcação do time de Tio Sam.

Aos 32, de cabeça, Aimar ampliou.

Em seguida, saiu Messi, entrou Tevez.

Cinco minutos depois, Riquelme lançou Tevez e o ex-corintiano fez 4 a 1.

A esperada goleada acontecia, naturalmente.

E assim o jogo terminou, completando a primeira rodada da Copa América.

Em seis jogos, 24 gols, quatro por partida, o que é animador.

O povo venezuelano tem comparecido, os gramados são bons e os jogos disputados lealmente.

Vergonha mesmo, até aqui, só os uruguaios e os colombianos passaram.

Porque perder para o México mesmo com oito reservas, só por 2 a 0, convenhamos, não permite que se diga que a seleção da CBF também foi una vergüenza...

Além do mais, Dunga disse que estamos no caminho certo.

Relaxemos e gozemos, pois.

E que venha o Chile.

Mas que venha devagar... 

Por Juca Kfouri às 22h40

Só para corintianos

Pega fogo na reunião do Conselho Deliberativo do Corinthians.

Quem está do lado de fora consegue ouvir os gritos de "Fora, Dualib!".

Ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, ex-vice-presidente eleito do clube e atual presidente do STJD, Rubens Approbato Machado, discursou em brados, pediu que Dualib se afastasse da presidência e vaticinou: "Não há a menor condição de aprovar as suas contas. Elas são um escândalo".

O Corinthians pode estar vivendo uma noite tão histórica como as vividas pelo Flamengo quando Edmundo Santos Silva foi impedido de continuar na presidência do clube ou, mais recentemente, quando selou-se a derrota de Mustafá Contursi no Palmeiras.

O blog está em regime de plantão permanente.

Por Juca Kfouri às 21h39

Sport arrasador

Que o Sport tem o melhor time do nordeste é mais que sabido.

Só que o Náutico não precisava exagerar.

Tomou de 4 a 1 na Ilha do Retiro e ainda deu vexame, ao ficar com apenas nove jogadores, expulsos o uruguaio Acosta, para variar, e Baiano.

Não foi por isso que perdeu, porque perderia de qualquer modo.

Mas o rubro-negro agradece a ajuda e a falta de equilíbrio do rival.

E a torcida do Leão, mais de 22 mil na Ilha, gritava ao fim do jogo: "Fica PC, fica PC!".

Cruel.

Por Juca Kfouri às 21h28

Bobeada tricolor

Em Floripa, Figueirense e São Paulo ficaram no 0 a 0.

Para o Figueira, ótimo negócio.

Para o São Paulo, péssimo.

Na verdade, deixou dois pontos em Santa Catarina.

Porque cansou de perder gols, mandou bola no travessão, com Aloísio, e ainda teve um pênalti não marcado em Dagoberto, aos 39 do primeiro tempo.

Fez por merecer a vitória, mas deixou-a escapar e tem motivos para se lamentar.

A boa novidade tricolor foi Ilsinho, que voltou a jogar bem.

Por Juca Kfouri às 21h22

Pelo fim da parceria com a MSI

O CORI, Comissão de Orientação do Corinthians, acaba de resolver, por 14 votos a três, convocar nova reunião do Conselho Deliberativo do clube para o dia 24 de julho, com a finalidade de acabar com a parceria com a MSI e eleger uma Comissão de Finanças que assumiria a gestão corintiana.

Isso tudo sem prejuízo da reunião que começa agora para aprovar ou não as contas de Dualib.

Por Juca Kfouri às 19h42

Quatro jogos nesta noite

Daqui a pouco, às 20h30, dois jogos abrem a oitava rodada do Brasileirão:

Sport x Náutico e Figueirense x São Paulo.

Na Ilha do Retiro qualquer resultado será ruim para o futebol pernambucano.

A vitória de um lado significará afundar ainda mais o outro.

O empate afunda os dois.

Em Floripa, um jogo perigoso: ou o Figueira reage de vez ou entra numa zona de sombra; já o São Paulo precisa mostrar que se recuperou mesmo.

Pela Copa América, mais dois jogos:

Paraguai e Colômbia, às 19h30, e o que interessa, entre Argentina e Estados Unidos.

Pena que se os argentinos estão completos, os norte-americanos, campeões da Copa Oura, esnobaram a Copa América e mandaram seu time B.

O jogo será disputado em Maracaibo, às 21h45.

Por Juca Kfouri às 17h24

Dualib e o nada

Depois de passar dois meses em Londres e de prometer voltar com 10 milhões de dólares e até acenar com o retorno de Tevez, eis que Alberto Dualib está em São Paulo, para participar da reunião que examinará as contas de sua gestão em 2006, nesta noite, no Parque São Jorge.

A reunião promete ser tensa e há quem garanta que não terminará, para evitar que se desaprove as contas.

Antes dela, porém, também Dualib dará uma entrevista coletiva, ou distribuirá uma nota à imprensa, na qual mostrará seu "grande trunfo": uma carta assinada pelo diretor financeiro da MSI, na qual se afirma que a parceria continua, que haverá uma reformulação financeira nos próximos dois meses e que as categorias de base passarão a ser comandadas pela MSI.

Em bom português: Dualib não trouxe nada, como se apostava.

Porque:

1. A parceria só acaba se alguém a denunciar na Justiça;

Kia Joorabchian não tem o menor interesse nisso e se Dualib o fizer reconhece que errou ao promovê-la.

2. Reestruturação financeira em dois meses é o mesmo que coisa alguma, prova de que ele não trouxe nenhum tostão e quer empurrar com a barriga ainda mais a solução que não existe;

3. E sobre as categorias de base passar para a MSI  é apenas mais um desserviço que prestou ao assinar a parceria, pois está no contrato há dois anos.

Por outro lado, segue a política ambígua da MSI.

Para a oposição, o próprio Joorabchian entrega um documento afirmando que continua na presidência da empresa e diz que não porá mais dinheiro enquanto Dualib estiver no clube.

Para a situação, entrega um documento tão esclarecedor como a defesa da luz elétrica e da água encanada. 

Pobre Corinthians.

Por Juca Kfouri às 17h19

Palavra de Kia

Andrés Sanchez, da oposição corintiana, voltou ao país depois de se encontrar com Kia Joorabchian, em Londres.

Ele dará uma entrevista coletiva daqui a pouco.

O que dirá de essencial é simplesmente o seguinte:

Joorabchian lhe disse que, com Alberto Dualib na presidência, a MSI não porá mais nenhum tostão no Corinthians.

Por Juca Kfouri às 10h31

Corre esgrimista, corre...

A Confederação Brasileira de Esgrima definiu, em 2002, que todos os atletas que vão representar o Brasil em Campeonatos Mundiais, Jogos Olimpicos e Pan-americanos, devem se submeter a teste de resistência física.

Todos devem fazer o Teste de Cooper.

Homens devem correr 3 mil metros em 12 minutos e mulheres 2.500 metros em 12 minutos.

A exigência, única no mundo da esgrima, é considerada inadequada por técnicos de atlestimo, que definem esgrimistas como velocistas e não fundistas.

O objetivo, segundo os esgrimistas, é facilitar a classificação do filho do presidente da Confederação Brasileira de Esgrima, Arthur Kramer.

Jacques Kramer é esgrimista e está em sétimo lugar no ranking nacional e não conseguiu a classificação na seletiva técnica.

O teste físico realizado, no entanto, eliminou Roberto Lazzarini, primeiro colocado.

Em seu lugar vai Fernando Linschoten, 22 anos, e sexto no ranking.

Roberto Lazzarini conseguiu na Justiça uma liminar que garante sua presença no Pan-2007.

A CBE promete recorrer.

Quem é Roberto Lazzarini?

Atleta doPinheiros, aos 45 anos, tenta ir para seu quinto Pan-americano.

É o esgrimista com maior numero de medalhas em Jogos Sul-americanos, pelo COB com seis participações de 1982 a 2002, o que também é um recorde.

Lazzarini contabiliza 11 medalhas nos Jogos Sul-americanos, com o que superou um dos maiores medalhistas da esgrima brasileira na história da competição.

Além de ser o terceiro maior medalhista brasileiro em todos os esportes, perdendo apenas para Sebastian Quatrim, da canoagem, e Hugo Hoyama, do tênis de mesa.

As oportunidades de aumentar estes índices, em competições recentes, também foram inviabilizadas pelo teste de corrida instituído pela CBE.

Foi a dois Jogos Olímpicos (Seul-88 e Barcelona-92), onde alcançou o 20º lugar, dentre os mais de 100 participantes, melhor participação brasileira até hoje.

É 20 vezes campeão brasileiro individual em todas as categorias.

Já foi eleito melhor atleta do ano pelo COB.

E é o atual lider do ranking de espada individual no país, após ganhar as três etapas deste ano em São Paulo, Rio e Porto Alegre.

Está classificado para atuar na categoria individual e por equipe.

A esgrima é um dos pouquíssimos esportes que fazem parte dos Jogos Olímpicos desde a primeira Olimpíada, em 1896.


Ela exige adaptabildade, criatividade, organização, e paciência.

A esgrima é o único esporte olímpico em que duas pessoas de diferente peso, força, altura ou idade, se enfrentam diretamente, utilizando uma arma, com iguais chances de vitória.

Por se tratar de esporte de alto grau técnico e tático, o atleta pode manter uma longa vida competitiva.

O que, eventualmente, um esgrimista perde em performance física com a idade, adquire em variedade de jogo, contrôle e concentração.

Mas um Teste de Cooper, aos 45 anos, contra esgrimistas com menos da metade de sua idade, ameaça tirar Lazzarini do Pan.

Pode?

Por Acaz Fellegger





Por Juca Kfouri às 23h59

Teste

A página NÃO oficial da Copa América, mas produzida pelo Ministerio del Poder Popular para el Deporte Caracas - Venezuela, tem uma ausência que não beira o ridículo, é simplesmente ridícula.


Qual é?


www.copamerica-2007.com.ve/index.asp?conten=equipos

Por Juca Kfouri às 23h16

27/06/2007

Mé-mé-xi-xi-co-co

A seleção da CBF treinou como quase nunca e perdeu, como quase sempre ultimamente, para os mexicanos.

Diante de um México também sem suas principais estrelas, e cansado, os brasileiros jogavam melhor até tomar o primeiro gol.

Gol de Castillo, belíssimo, com direito a chapéu em Maicon, aos 23.

Até então a arbitragem anulara erradamente um gol de Diego, Alex dera uma cabeçada perigosa e Robinho quase fizera um gol de bicicleta.

O domínio era todo dos comandados de Dunga que, no entanto, erravam muitos passes, oferecendo algumas frágeis oportunidades aos mexicanos.

Que em seguida ao primeiro gol, marcaram mais um de falta, cobrada por Morales, aos 28.

Diga-se que entre os cinco minutos que separaram os dois gols, a seleção da CBF não jogou, paralisada pela inferioridade.

E que a falta que originou o segundo gol foi cometida infantilmente por Diego, que não apareceu no jogo, como Elano e tantos outros.

E que Doni tentou defender a bola com o pensamento, como Dunga desconhecia mas era sabido, pelo menos, por toda a torcida do Corinthians.

Só Robinho tentava alguma coisa e um Robinho só não faz verão.

E Vágner Love mais parecia um náufrago numa ilha deserta, a do ataque verde-amarelo.

Paciência.

Tinha o segundo tempo.

Com Anderson no lugar de Diego e com Afonso no lugar de Elano.

Mas, por incrível que pareça, embora a seleção da CBF tenha escolhido correr riscos para tentar a virada, os mexicanos voltaram mais perigosos.

Tiveram duas chances de gol até que, aos 13, quase Robinho descontou em belo passe de Vágner Love.

Daí para frente, só deu camisa amarela.

Aos 23 minutos, com Anderson, quase o primeiro gol.

E, aos 26, em contra-ataque, quase o terceiro mexicano.

Como resposta, Robinho mandou no travessão.

Aos 29, a zaga mexicana salvou na linha fatal mais uma cabeçada de Alex.

O 2 a 0 já não espelhava o que acontecia em campo.

Na grama, o México está para o Brasil assim como, no saibro, Nadal está para Federer.

Nosso jogo não encaixa e o deles encaixa que é uma beleza.

E olhe que aos 48 Castillo perdeu o gol mais feito da Copa América até agora.

Depois dos chilenos, eram os mexicanos que comemoravam.

Em tempo: dos 304 que responderam à sondagem do blog, até às 19h14, só sete preferem ver a seleção da CBF do que ver jogos de seus clubes. E uma rodada inteira do Campeonato Brasileiro  foi antecipada por causa de Brasil x Chile, no domingo, às 17h...

Notas -

Doni - Melhor que ele, e que Hélton, são Dida, Gomes, Rogério Ceni e alguns outros mais que jogam no Brasil. 3;

Maicon - Tão forte como improdutivo. 4;

Alex - Fazia a parte dele, discretamente, mas, na defesa, se perdeu no segundo tempo. 4;

Juan - Fez a parte dele, discretamente. 5;

Gilberto - Criatividade não é seu forte. 5

Gilberto Silva - Irreconhecível. 4;

Mineiro - Com Josué era um, sem ele, é outro. 4;

Elano - Estava na Venezuela? 4;

Diego - Por onde andou? 4;

Vágner Love - Isolado, mas conformado. 4;

Robinho - Em seu primeiro jogo como estrela principal, não brilhou, mas, ao menos, tentou. 5,5

Anderson - Até pareceu que mudaria as coisas. Só pareceu. 4

Afonso - Por que não o Somália? Mas quase fez um golaço. 4

Daniel Alves - Pouco tempo, um cartão amarelo. 4

Dunga - Teve o time duas semanas nas mãos. Não parecia. O máximo que seus comandados mostraram foi vontade. 4

Por Juca Kfouri às 22h48

Chi-chi-chi-lê-lê-lê

Dando continuidade aos bons jogos da Copa América, o Chile derrrotou o Equador por 3 a 2.

Numa partida movimentada, veloz e bem disputada, os equatorianos fizeram 1 a 0 e 2 a 1, no primeiro tempo.

Mas, no segundo, tiveram medo de ser felizes.

Deram campo ao time do palmeirense Valdívia e tomaram a virada, mortal.

E a torcida chilena entoou seu canto de guerra, feliz da vida dela.

Com justiça.

Por Juca Kfouri às 21h40

De sol e tristeza

Phydia de Athayde é jornalista. Tem feito belíssimas reportagens na "CartaCapital" sobre os bastidores do Pan-2007.


Ela resolveu fazer um blog.


Para protestar contra mais uma violência que uma cidade desumana como São Paulo é capaz de perpetrar contra seus cidadãos.


Phydia, ao menos, e ao contrário da maioria, tem como se expressar.


E como se expressa bem.


Um protesto que é também uma poesia.


E um soco nos burocratas.


Leia.



De sol e de tristeza


Deixa eu escrever antes que eu me esqueça (como acordar repetindo um sonho pra não deixá-lo fugir).


Ainda estou com o nariz vermelho, de chorar. Pois é, chorei. Na rua, duas vezes, engolindo e deixando o narizão avermelhar, quando passei numa quadra menos movimentada. Carregando o meu skate, pesado, pendurado atrás das costas pelos braços. Chorava a cada vez que imaginava não mais usá-lo. Ai.


Voltando pra casa, à pé, sábado de sol maravilhoso, um fim de tarde, que eu adoro, ao ar livre, sol na pele, corpo em movimento. Pois bem, eu falo.


...Como é que se fala de uma angústia? Violência, segregação, roubo. Me senti roubada, alijada de um direito. Como é que se fala de uma coisa que, ao mesmo tempo, sei que não vai ter solução, não vai voltar atrás, que não adianta reclamar?


Uma pracinha. Especial. Uma pracinha gostosa. Duas quadras de eucaliptos, só com casas ao redor, e asfalto lisinho, com uma inclinação suave o suficiente para ser perfeita para andar de skate. É, eu tenho 30 anos e ando de skate, ainda. Mas só nessa pracinha. Perto de casa, sol gostoso, poucos carros passando, nossa... Uma praia. Eu ando de skate no estilo "masters", digamos. Significa que não faço manobras arriscadas, nem piruetas, nem derrapagens. Não tenho mais idade, físico, pernas nem dedicação para tanto. Uso um skate chamado longboard. É maior do que o convencional (o das acrobacias) e anda mais suave. Explico.


Ele desliza suave o suficiente para descer as duas quadras da pracinha em ziguezague, fazendo um "S" infinito, de um lado ao outro da rua, dobrando os joelhos de leve nas curvas, sem chegar a derrapar. O vento no rosto, o asfalto passando embaixo dos pés, o corpo em perfeita harmonia com o skate, a onda. É um zuuum, uma dança, um bailado pracinha abaixo, até chegar ao sinal no fim da rua. Aí, na última curva completo o círculo, quase sempre com os dois braços para o alto, agradecendo a Iemanjá. É como surfar. Como deve ser surfar, porque eu nunca surfei.


Não tenho grana, tempo, casa na praia, prancha nem braço pra surfar. Mas de vez em quando escapo da vida urbana e curto um fim de tarde na minha praia, logo ali, a pracinha perto de casa. Fazia uns três meses que eu não ia. Hoje, fui à pé. Carreguei o skate nos braços pelo bairro. É difícil andar de skate nas ruas de São Paulo. Tem muito carro, o asfalto é grosso demais, as calçadas são quebradas, enfim, não dá. Menos ainda com um long como o meu. Só na pracinha.
Quando a alcanço, pela rua debaixo, estranho não ver ninguém de skate. Mal dá tempo de imaginar o porquê, e vejo. O horror. A violência. A sacanagem. O roubo. Violentaram o asfalto lisinho da praça com uma faixa de paralelepípedos, de dois metros de largura, de lado a lado da rua. Como se fosse uma lombada, mas no mesmo nível do asfalto. Apenas o suficiente para impedir um skate de passar. Para os carros, tudo certo, é claro. Não acredito. A rua é de quem? Deles? Como assim?


Não é apenas uma faixa. A cada dez ou vinte metros vejo um mata-burros para skate, na praça toda. Apenas o suficiente para impedir a evolução, o vento no rosto, as curvas, a harmonia.


E para impedir, dirão os donos da rua, a bagunça nas tardes de sábado e domingo, o barulho das derrapadas, o auê de moleques dependurados nos carros, de carona pracinha acima. Ou, ainda pior, as pichações, a maconha. Nem todos são pichadores, nem todos fumam maconha. Mas todos são, ou eram, moleques querendo algum desafogo. Um pouco de rua, de sol, de paz.


Agora já era. Me senti como uma mal vestida impedida de entrar no shopping center. Sabe humilhação? Mas pior, porque é na rua. Na bendita rua, último refúgio da urbanidade, da convivência, da tolerância, do vento, das curvas.


Ai, estou triste demais. Com a cidade, com a vida, com a lembrança horrível de quando uma vez, criança, eu perguntei para a minha mãe o que eram aquelas notícias no jornal e ela disse: "É que o mundo é assim, filha, vai ficando a cada dia pior". Passei a vida tentando não concordar com isso. E envelheço. Tenho 30 anos e descubro que não posso mais andar de skate num sábado ensolarado, na pracinha do bairro. E choro. Acho que ainda sou criança. Tanta porrada na vida e ainda choro, ainda lamento, ainda sento aqui pra escrever sobre isso. Tentar gritar.


Antes de caminhar de volta pra casa, refiz o trajeto da descida uma última vez. Com os pedacinhos que sobraram de asfalto liso. Começa, faz duas curvas, pára. Pega o skate, anda três passos, volta. Faz duas curvas, repete tudo. Até o fim. Uma despedida terrível, que me fez e me faz, de novo, chorar aqui. Não tem mais surf na cidade. Não tem mais pracinha. Agora ela é dos que residem em frente e, provavelmente, entre si, votaram pelo fim da maloqueirada do skate. Marginais.


Quando estou triste, às vezes me vem na cabeça a melodia de alguma música. Sem perceber, começo a cantarolar o verso e ele sempre traduz o que estou sentido. Hoje, uma pichação também ajudou. Dizia "flor do meu sertão", como as pichações dos anos 80, que diziam coisas. E a música veio. Mutantes. "Adeus, vou-me embora, pracinha, fulô do meu coração. Eu voltarei qualquer dia, é só chover no sertão".


E a seca mal começou.


O nome da praça é Horácio Sabino e a obra anti-skate foi feita pela Subprefeitura de Pinheiros.


Vamos inundar a caixa-postal da Subprefeitura para ver se alguém lá toma uma providência e desfaz o absurdo?


O endereço é: http://portal.prefeitura.sp.gov.br/subprefeituras/sppi/organizacao/0001


E o do blog da Phydia é:


http://blogdaphydia.blogspot.com/.



Por Juca Kfouri às 12h38

Começou a Copa América. E bem

E não é que a Copa América começou bem?

Sem brilho técnico, é verdade, mas, é o caso de perguntar: por onde anda o brilho técnico?

No primeiro jogo, feito para são paulino matar as saudades de Diego Lugano, capitão do Uruguai, a Celeste não deu para o começo com o Peru, que venceu por 3 a 0.

E poderia ter sido de mais.

Dá pena dos uruguaios, outrora tão poderosos no futebol.

No jogo de fundo, os anfitriões venezuelanos estiveram duas vezes na frente da Bolívia, mas não souberam segurar o resultado.

O jogo acabou num justo 2 a 2, com os bolivianos, do corintiano Arce, que fez o segundo gol, ligeiramente superiores.

Foram sete gols em dois jogos, disputados, ao menos, com muita disposição e lealdade.

Hoje tem mais.

Começa com Equador e Chile, às 19h30, e segue com Brasil e México, às 21h45.

O melhor que pode acontecer com a seleção da CBF é um empate entre chilenos e equatorianos e, é claro, a vitória em seu jogo.

Dunga teme o entrosamento dos adversários e lhes atribui o favoritismo.

Hugo Sánchez devolve o favoritismo aos brasileiros, por considerar que seus comandados estão extenuados.

Sánchez parece mais sincero do que Dunga.

Por Juca Kfouri às 23h01

26/06/2007

Aos corintianos

Acabo de conversar com Fernando Mello, assessor de imprensa da MSI, e jornalista em quem confio.

Ele assegura que não é verdade que Alberto Dualib e Kia Joorabchian chegaram a um acordo.

Que não é verdade que Renato Duprat assumirá a MSI no Brasil.

Que não é verdade que o empresário Pini Zahavi assumirá qualquer papel na MSI, embora possa ter feito, como outro empresário de atletas qualquer, um acerto com o presidente corintiano.

Mello nega qualquer possibilidade de Tevez voltar ao Corinthians.

Tudo que o jornalista, que fala diariamente com Joorabchian, desmente, tem sido plantado na imprensa nos últimos dias por cartolas da situação, alguns até com posto de delegado de polícia, o que, definitivamente, não colabora para a fé pública que deveriam ter.

Por Juca Kfouri às 13h12

Zico, como sempre

Neste momento a Sportv reprisa o "Bem, amigos", de ontem, com Zico.

Brilhante, Galinho!

Ídolo dentro e fora de campo, sem nada que o desabone na vida.

Repetiu que não trabalha com Ricardo Teixeira nunca mais, porque ele não é confiável.

E disse que Zagallo teve medo dele na Copa de 1998, ao dizer que não o queria dentro do gramado.

E revelou como foi mal administrado o episódio com Ronaldo antes da final.

E como o Fenômeno se impôs diante de Lídio de Toledo, o médico, e de Zagallo.

Enfim, Zico é Zico.

E a CBF, com todos os seus trastes e cadáveres no armário, é a CBF.

Por Juca Kfouri às 12h44

Sondagem

A 8o. rodada do Brasileirão será disputada nesta quinta-feira e no sábado porque a seleção da CBF joga na quarta e no domingo.

Se coincidissem os jogos do time da CBF com o do seu, qual você veria?

Por Juca Kfouri às 11h59

Começa a Copa América. Amanhã tem Brasil

A Copa América começa hoje na Venezuela.

O time da casa enfrenta a Bolívia, que foi campeã uma vez, adversário escolhido a dedo para uma abertura vitoriosa do anfitrião que sempre foi mais ligado ao beisebol, mas que se apaixonou pelo futebol.

O jogo será às 21h45.

Antes, às 19h, tem Uruguai, um velho papão de Copas Américas, com 14 títulos, empatado com a Argentina, contra o Peru, duas vezes campeão.

Na quarta-feira, tem Brasil, às 21h45, contra o México.

O Brasil foi sete vezes campeão, o México nenhuma.

Dunga diz que teme a estréia, não só por ser estréia, mas por ser diante do México, que nos últimos seis confrontos com os brasileiros perdeu apenas um e venceu três.

O México vem de perder a Copa Ouro, para os Estados Unidos, depois de uma campanha ridícula.

Ganhou de Cuba por 2 a1 e do Panamá, Costa Rica e Guadalupe por 1 a 0, além de perder para Honduras e para os Estados Unidos por 2 a 1.

O técnico da seleção da CBF imagina um México mais entrosado que o time dele, embora os mexicanos pareçam estar é cansados, porque em fim de temporada.

Mas esta é um história para ser contada amanhã.

Por enquanto, resta dizer que a Copa América, antes chamada de Campeonato Sul-Americano até 1975, é o mais antigo torneio de seleções nacionais do mundo, disputada desde 1916, quando a Eurocopa só começou a ser jogada em 1960.

Por Juca Kfouri às 00h21

25/06/2007

Editorial do "Estadão" de hoje

Jogando para a torcida

A decisão do Senado de estender para mais de 500 clubes de futebol as amplas vantagens financeiras que já contemplavam cerca de 100 deles é apenas mais um exemplo de como os políticos tratam, ou maltratam, o dinheiro público quando se trata de conquistar a torcida - e, neste caso, a palavra é empregada no seu sentido estritamente futebolístico.

Os senadores aproveitaram a votação de um projeto de conversão de uma medida provisória (MP) que modificava as regras da Timemania - loteria criada por lei em setembro do ano passado para permitir que os clubes de futebol paguem suas dívidas com a União - para estender a lista dos beneficiados por essa nova modalidade de jogo. Antes, apenas os clubes que disputavam os campeonatos nacionais das séries A, B e C, num total de exatamente 104 equipes, tinham direito de receber parte do dinheiro arrecadado com a Timemania, assumindo em contrapartida o compromisso de quitar suas dívidas com a Secretaria da Receita Federal, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Com as modificações propostas pelo senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS) e aprovadas pelo plenário, os benefícios se estendem a todos os pequenos times que tenham disputado campeonatos estaduais há pelo menos dois anos. Isso eleva o número de clubes beneficiados para mais de 600.

Desde que o governo propôs sua criação, há mais de dois anos, até agora, a discussão e tramitação das propostas relativas à Timemania não têm sido mais do que uma sucessão de cenas explícitas de leniência no trato do interesse público e de busca de prestígio junto a dirigentes dos clubes de futebol e, conseqüentemente, a torcedores desses clubes. Essa prática começou no Executivo, quando o presidente da República anunciou sua idéia de criar um programa que ajudasse financeiramente os principais clubes do País.

Muitos clubes de prestígio nacional têm sido mal administrados, estão mergulhados em dificuldades financeiras, não recolhem devidamente os tributos, mas funcionam como alavanca para dirigentes em busca de fama, notoriedade ou rápida carreira política. Mas, para salvar os clubes e agradar a seus torcedores, que são também eleitores, o governo propôs a criação da Timemania, condicionando o uso de seus recursos ao pagamento das dívidas.

A idéia inicial do Ministério da Fazenda era de que se mantivesse o prazo máximo de 60 meses para a quitação dos débitos com a União, que vigora atualmente. Por pressão dos clubes, a proposta inicial do governo fixou em 120 meses o prazo para o pagamento da dívida. Na discussão do projeto, a Câmara dos Deputados estendeu o limite para 180 meses. Foi esse o prazo afinal aprovado na Câmara, mantido no Senado e preservado no texto sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em setembro do ano passado.

Rendendo-se à pressão dos clubes, o presidente da República editou, em 16 de março deste ano, a MP 358, "com o objetivo de tornar mais ágil" a instituição da Timemania, como explicou nota divulgada pelo Palácio do Planalto na época e que, na essência, estendia para 31 de dezembro o prazo de vencimento das dívidas que podem ser renegociadas (antes, o limite era 30 de setembro de 2005). Durante sua tramitação na Câmara, a MP 358 sofreu diversas alterações e acréscimos. A principal mudança, de autoria da relatora da MP, deputada Gorete Pereira, estendeu para 240 meses o prazo para a quitação das dívidas dos clubes com a União.

Submetido ao Senado, o novo texto sofreu outra alteração, justamente a que estende as vantagens também para os clubes que não disputam as séries do Campeonato Brasileiro, mas disputaram campeonatos regionais nos últimos dois anos. Por causa da mudança, o projeto volta à Câmara.

Boa parte dos clubes de futebol é conhecida pelos salários astronômicos que paga para seus principais jogadores, pelas transações milionárias que realiza e pela sonegação de tributos. Programas públicos destinados a recolher parte da poupança da população para salvar esses clubes não passam de um prêmio a quem não paga impostos. Não são mais do que um poderoso estímulo à sonegação.

Por Juca Kfouri às 16h55

Azares no futebol


O Santos quer Roger, ex-Corinthians.


Azar do Santos.


Não que Roger não saiba de bola.


Porque sabe, e muito.


Mas a indolência está no seu DNA, nem culpa dele é.


O Sport quer Juninho Paulista.


Azar do Sport.


Faz tempo, muito tempo, desde a Copa de 2002, inclusive, que ele não joga nada e só reclama, com jeito de filho único.


O Corinthians pode ter Gustavo Nery.


Azar do Corinthians.


Este é um caso perdido, que faz mal à bola e ao grupo.


Mas que sobrevive, sabe-se lá por quê.


O Palmeiras cogita em Denílson, a foca.


Azar do Palmeiras.


Dos maiores blefes do futebol mundial, é outro célebre por um ou dois lances e por bagunçar o coreto de onde vai.


Ainda se fosse uma contratação para um eventual circo com lona alviverde, vá lá.


O Grêmio insiste com Amoroso, que se machucou de novo.


Azar do Grêmio.


Este já deu o que tinha de dar.


O Atlético Paranaense se engana com Antônio Lopes.


Azar do Furacão.


O Fluminense pode manter Carlos Alberto.


Azar do Flu, basta ver a campanha tricolor com ele e sem ele.


O Náutico teima com PC.


Azar do Timbu.


Eurico Miranda sobrevive no Vasco.


Azar do Vasco.


Idem em relação aos Perrelas, no Cruzeiro.


E a Dualib, no Corinthians.


Bem, aí a lista fica interminável.


Melhor parar por aqui.

Por Juca Kfouri às 13h01

Gatti faz história

Gatti entrou para a história ao tornar-se o primeiro goleiro do Cruzeiro a defender um pênalti no clássico pelo Campeonato Brasileiro.

Desde que as equipes passaram a se enfrentar pelo certame, a arbitragem assinalou cinco pênaltis favoráveis ao Atlético.

 O Atlético havia desperdiçado apenas um, em 15/06/2003, no empate em 0 a 0, quando o atacante Fábio Junior mandou a bola no travessão.

Curiosamente, o jovem goleiro cruzeirense fez o que muitos outros jogadores consagrados da sua posição não conseguiram como Hélio, Paulo César, Dida, André e Gomes.

Mais do que a defesa do pênalti, o goleiro Gatti evitou que o Atlético realizasse a maior virada de sua história no clássico.

É que apenas o Cruzeiro conseguiu transformar um resultado adverso de dois gols, durante a partida, numa vitória no clássico.

 

Por HENRIQUE RIBEIRO,do Almanaque do Cruzeiro.

 

 

Por Juca Kfouri às 10h00

24/06/2007

Domingo é dia de visitas

A sétima rodada do Campeonato Brasileiro, com apenas oito jogos, num crime contra o campeonato porque já não se tem a idéia verdadeira de quem está em cima e de quem está embaixo, fora os casos muito óbvios, foi dos visitantes.

No domingo, então, em seis jogos, cinco visitantes venceram.

E no sexto jogo, o clássico mineiro, o Mineirão é neutro.

Na verdade, em toda a rodada, só o Paraná Clube, no sábado, fez valer o fator casa.

A média de gols foi baixa, apenas 2,2 por jogo, apesar dos seis gols no clássico em Minas.

Os maiores públicos estiveram no Mineirão, 36.746 pagantes, e no Beira-Rio, 33.478.

O pior aconteceu em Caxias do Sul, com 4.656 torcedores.

A média de público continua a subir, com 16.025 torcedores por jogo, mesmo com o adiamento de dois jogos candidatos a grandes públicos, como aconteceu nos casos do clássico entre Vasco e Flamengo e entre Botafogo e Corinthians.

Por Juca Kfouri às 19h47

O Grêmio vive

Um Gre-Nal pacífico, pelo menos dentro do campo, jogado com lealdade.

E mais um visitante a se dar bem.

Mano Menezes teve duas idéias: uma ótima, porque deu certo; outra péssima, independentemente do resultado.

A ótima: botou Lúcio no meio de campo e foi ele quem abriu o placar, depois de uma daquelas célebres pixotadas do goleiro Clemer, que saiu jogando errado com os pés.

Verdade que o gol não se deveu só a isso, porque Lúcio investiu como um verdadeiro meia entre dois colorados para fazer belo gol, logo aos 7 minutos.

Cinco minutos depois, o tricolor perdeu Amoroso, machucado, coisa recorrente.

O primeiro tempo terminou bem disputado, mas sem chances agudas de novo gol.

Agora, a péssima idéia de Mano Menezes: num frio de congelar no Beira-Rio, segurou o time por 20 minutos no intervalo, enquanto o Inter sofria no gramado.

O castigo quase veio também aos 7 minutos: Iarley teve uma chance de ouro para empatar, mas perdeu gol feito pela esquerda, com defesa de Saja.

O castigo não veio e, ao contrário, aos 20, o Inter falhou em nova saída de bola e Diego Souza, pela direita, mandou uma bomba para fazer 2 a 0.

O jogo que seria para cravar a última estocada no peito ferido do Grêmio, serviu, isso sim, para começar a cicatrizar a dor da Libertadores.

E para devolver a insegurança às hostes coloradas.

Esfacelado, o Grêmio fez com o Inter como o Cruzeiro fez com o Galo.

Quem diria?

E Gallo saiu do Beira-Rio ouvindo os torcedores cantarem "Adeus, Gallo".

No Recife, para variar, nova derrota do Náutico, outro passo na recuperação do Goiás que, com dois gols de Fabrício Carvalho no segundo tempo, foi mais um visitante a se dar bem no domingo.

Por Juca Kfouri às 19h16

E o México assusta

Dunga diz que o México bota medo.

Os Estados Unidos sorriem.

Acabam de derrotar os mexicanos pela Copa Ouro, por 2 a 1, e ficaram com o título do torneio.

A campanha mexicana, de fato, é assustadora: 1 a 0 no Panamá, Costa Rica e Guadalupe; 2 a 1 em Cuba; 1 a 2 contra Honduras e EUA.

Que medo!

Por Juca Kfouri às 17h11

Festa das visitas

O São Paulo parecia desconhecer que jogava na Vila.

Dominou todo o primeiro tempo como quis e abriu 2 a 0 no primeiro tempo, com Aloísio e o dínamo Dagoberto, que marcou seu primeiro gol com a camisa tricolor.

No segundo tempo o Santos deu uma equilibrada, o São Paulo perdeu Hugo, expulso por reclamação, mas, em seguida, os donos da casa ficaram sem Adaílton, por falta violenta no excelente menino zagueiro Breno.

E o São Paulo não teve maior trabalho para manter o resultado que o bota lá em cima na tabela e deixa o Santos cá embaixo.

Já o Atlético Paranaense foi dominado pelo Palmeiras no Palestra Itália durante todo o primeiro tempo e viu o goleiro Guilherme fazer grandes defesas, além de uma bola no travessão.

Mas fase é fase e a do Palmeiras é de doer.

Quem fez gol foi o Furacão, com Edno, aos 34.

Furacão que matou o jogo no segundo tempo, numa bola que sobrou para Alex Mineiro depois de desvio da zaga alviverde e o artilheiro que o Palmeiras queria, aos 15, converteu com classe.

E em Natal, a festa foi mais uma vez dos visitantes.

O Flu fez 1 a 0 antes do segundo minuto e levou a vantagem sobre o América até o fim.

Por Juca Kfouri às 17h01

Cruzeiro, como nos velhos tempos

Clássico não tem favorito?

Tem e era o Galo.

O Cruzeiro tanto sabia disso que entrou no Mineirão cheio de cautelas.

E se deu bem, muito bem.

Em dois contra-ataques, no começo e no fim do primeiro tempo, com Araújo, fez 2 a 0.

Só que o Galo não estava morto e empatou.

Teve, ainda, num pênalti mal marcado, a chance da virada, que seria histórica.

Mas Gatti defendeu, espetacularmente, com o pé.

E Guilherme e Ramires trataram de acabar com a reação atleticana, num 4 a 2 sensacional.

Um Cruzeiro e Galo como nos velhos tempos, ou melhor, como sempre.

Inesquecível.

Por Juca Kfouri às 16h56

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico