Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

07/07/2007

Volantes em disparada: 6 a 1!

A pergunta é: o porre dos chilenos no hotel foi para comemorar a classificação, como se disse, ou foi de pavor de jogar de novo contra a seleção da CBF?

Porque raras vezes se viu um time tão desfibrado como o dos chilenos agora há pouco nas quartas-de-final da Copa América.

E porque se o vinho deles é da melhor qualidade, o futebol é de quinta.

Justiça se faça e se diga que os chilenos não tiveram espaço nem para respirar, porque já tomaram o primeiro gol, em jogada ensaiada, de Juan, aos 16, o segundo aos 22, com Júlio Baptista, e o terceiro aos 28, de Robinho.

Quando pareciam querer jogar alguma coisa, no começo do segundo tempo, logo aos 5 tomaram o quarto, o sexto de Robinho, artilheiro, veja só, da Copa.

Josué, aos 23, fez o quinto.

E Suazo, no gol mais bonito do jogo, de cobertura, descontou: 5 a 1.

Aos 40, enfim, Vágner Love desencantou ao receber belo passe de Elano: 6 a 1.

Tudo bem?

Tudo ótimo!

Tudo ótimo?!

Tudo péssimo.

Vá convencer o Dunga que quatro volantes não são a melhor solução.

Ainda mais que até gol o Júlio Baptista e o Josué fizeram!

Ainda mais ainda que o próximo adversário será o Uruguai, que atropelou os venezuelanos, enfiando-lhes 4 a 1.

E, se passar pelos uruguaios, incomparavelmente melhores que os chilenos, por mais que não sejam nem palidamente o que foram, não será numa final contra Argentina ou México, que Dunga arriscará escalar um meio de campo mais criativo.

E nas eliminatórias?

Kaká e Ronaldinho que se cuidem...

Notas:

Doni fez boas defesas, mas estava adiantado no gol chileno: 6

Maicon não combina bem com Alex: 5

Alex não combina bem com Maicon: 5

Juan é um dos melhores zagueiros do mundo: 8

Gilberto é sempre o mesmo e levou uma caneta de Suazo no gol chileno: 5

Mineiro ainda está muito preso: 6

Gilberto Silva está evidentemente cansado: 6

Josué foi o melhor do meio de campo: 7

Júlio Baptista deixou sua marca: 6,5

Robinho não brilhou e fez dois gols. E se brilhasse?: 8

Vágner Love deu um gol, quase fez outros dois e fez o sexto: 6,5

Afonso não é melhor que Somália, mas participou do quinto gol: 5

Naldo jogou pouco tempo, mas é muito bom: 6

Elano entrou com tudo resolvido, mas deu para Vágner Love fazer o sexto gol: 6

Dunga está mais certo do que nunca que está certo. Como deu certo: 7

Por Juca Kfouri às 22h39

Mais Botafogo, impossível

A prudência e o equilíbrio do Campeonato Brasileiro aconselhavam esperar as 10 primeiras rodadas para fazer prognósticos mais concretos.

E chegamos nela.

E o Botafogo corre na frente, absoluto.

Jogo bem e bonito e faz gols quase sempre muito bem articulados.

Hoje, no Mané Garrincha lotado, como o Glorioso merecia em Brasília, não foi diferente.

Em vez de fazer, Dodô colaborou duas vezes, nos dois gols diante do Furacão, um em cada tempo.

No primeiro, em cruzamento de Zé Roberto, num corta-luz perfeito para Lúcio Flávio fazer 1 a 0.

No segundo, ao girar para Joílson ampliar.

As únicas coisas que não deram certo para o Botafogo nesta 10o. rodada foram a falta cobrada na trave por Juninho, porque até quando precisou do goleiro Júlio César ele apareceu bem, e a vitória, heróica, do Goiás.

De resto, seus mais diretos perseguidores, não venceram.

O Paraná Clube perdeu para o América.

E o São Paulo também só empatou com o Flamengo, sem gols, no Morumbi.

Diego, o goleiro rubro-negro foi o grande responsável, num jogo movimentado e com chances para os dois lados, no primeiro tempo.

No segundo, quase só deu São Paulo, que merecia melhor sorte, mas encontrou o jovem goleiro do Mengo pela frente.

E uma coisa precisa ser dita: mesmo sem ter um grande material em suas mãos, Ney Franco, mais uma vez, mostrou que deu ao Flamengo, ao menos, a cara de um time, razão pela qual o empate foi possível.

Fato é que o Botafogo está cinco pontos na frente do segundo, o Goiás, que perdia do Sport, no Serra Dourada, por 2 a 0 e virou para 3 a 2, num jogo que deve ter sido espetacular.

No Recife, num gramado abaixo da crítica nos Aflitos, e ainda com chuva no segundo tempo, Náutico e Palmeiras estavam no 0 a 0 até o fim.

Era o resultado que os paulistas pareciam ter ido buscar, porque quase se limitaram a defender no jogo todo e tiveram em Diego Cavalieri o grande nome da partida.

Só que, no último segundo, aos 49, Luís Henrique, que estreava, deu a vitória ao Palmeiras, porque, às vezes, Deus ajuda mesmo quem trabalha.

E o Palmeiras, com todos os seus limites, tem trabalhado.

O Inter, enfim, com dois gols de Christian, derrotou o Figueirense por 2 a 1, no Beira-Rio, e o Juventude arrancou uma vitória diante do Vasco, por 2 a 0.

Por Juca Kfouri às 19h15

Grêmio arranca

Não vi.

Imagino que o Grêmio tenha feito no Mineirão aquilo que havia feito na Vila Belmiro: deixar tudo como estava antes de o jogo começar, no 0 a 0.

E conseguiu mais.

Porque o Galo também tem mandado em seus jogos em casa sem conseguir converter a superioridade em vitórias.

Resultado: no finzinho, Diego Souza deu uma vitória importantíssima aos gaúchos.

Por Juca Kfouri às 16h56

Santos goleia Cruzeiro em férias

Está certo que mineiro se amarra em praia e mar porque é só o que a natureza não deu às montanhosas Minas Gerais.

Mas nem por isso o Cruzeiro tinha o direito de ir a Santos como se estivesse em férias.

E mesmo respondendo com Fernandinho, aos 9 do primeiro tempo, dois minutos depois do gol inicial do Santos de Marcos Aurélio, os mineiros passaram a ver os paulistas jogarem.

E os santistas jogaram.

Liderados pelo chileno Maldonado (que bobagem fizeram os chilenos em não apostar em sua recuperação em tempo de jogar a Copa América...), o Santos não descansou enquanto não desempatou, em bela jogada de Marcos Aurélio para Tabata marcar, aos 30.

E para alegria dos praianos, e desespero dos cruzeirenses, outro passe perfeito de Marcos Aurélio deu a Pedrinho o terceiro gol santista.

O 3 a 1 no intervalo já prenunciava as pazes do Santos com a vitória na Vila Belmiro.

E como o Cruzeiro nem sequer esboçou uma reação, Pedrinho tratou de fazer com que o time celeste pagasse pelo que o Vasco havia feito, e marcou mais um, o quarto gol, aos 22.

O Cruzeiro não se emenda e o Santos, remendado, respira.

Por Juca Kfouri às 16h54

Deus deu e tirou do Flu

Quando Somália abriu o placar no Pacaembu, Renato Gaúcho sorriu no banco do Fluminense.

Um sorriso irônico, como se dissesse "este gol caiu do céu".

E era verdade.

Até então o Corinthians tinha absoluto domínio do jogo, embora sem nenhuma objetividade.

E Somália, que não é melhor que o Eto'o mas é joga mais que o Afonso, se aproveitou de mais uma bobeada de Betão para fazer 1 a 0.

Até então o Flu não honrava seu título na Copa do Brasil, mas, depois do gol, apropriou-se da partida, mesmo que com pouco volúpia, coisa que se tivesse lhe permitiria até golear este Corinthians que é um deserto de técnica e de idéias.

Mas foi Finazzi quem teve a chance de empatar pouco antes de um torturante primeiro tempo terminar.

No segundo tempo, difícil afirmar se por pena ou preguiça diante de um adversário que não ameaçava, o Flu tratou de tocar a bola, se poupar para compromissos mais difíceis, que sejam capazes, ao menos, de acertar um passe.

Mas Deus castiga a preguiça.

E mesmo sem merecer, Bruno Bonfim, o Dentinho, aos 34, antecipou-se a Fernando Henrique num cruzamento da direita e empatou.

O resultado também caía do céu para o Corinthians e ficava mal, mas muito mal para o Fluminense que, assim, não irá longe.

Até pressão tomou no fim do jogo, para largar de ser auto-suficiente

Por Juca Kfouri às 16h54

O tal ranking da Fifa

Recebo do blogueiro, e botafoguense, como fez questão de se identificar, Leandro Bellei, um levantamento interessante, por mais mandrake que tenha sido, ou ainda seja, o tal ranking de seleções da Fifa.

Como estamos em época de, queiramos ou não, tratar de seleções, lá vai:

Desde de dezembro de 1992 até julho de 2007, a FIFA divulgou por 156 vezes o ranking de seleções;

O Brasil apareceu em primeiro 131 vezes (83,97% do total);

em segundo 12 vezes (7,69%);

em terceiro 11 vezes (7,05%);

em quarto um vez (0,64%) e em oitavo uma vez também (0,64%), em agosto de1993.

O número máximo de vezes e de forma consecutiva que o Brasil ficou em primeiro foi 54, de julho/2002 até janeiro/2007.

A outra seleção que mais vezes liderou o ranking foi a França, por 13 vezes.

A Itália liderou por cinco vezes.

A Alemanha liderou por seis vezes.

A nossa vizinha Argentina liderou por apenas uma vez, em março de 2007.

Por Juca Kfouri às 13h49

Para ferrar os ladrões

Agora com esta história do "Chip", o interesse dos ladrões por aparelhos celulares aumentou.

É só comprar um novo chip por um preço médio de R$ 30,00 em uma operadora e instalar em um aparelho roubado.

Com isso, está generalizado o roubo de aparelhos celulares. Segue, então, uma informação útil que os comerciantes de celulares não divulgam. Uma espécie de vingança para quando roubarem celulares.

Para obter o número de série do seu telefone celular (GSM), digitem *#06# Aparecerá no visor um código de 15 algarismos.


Este código é único!!!

Escrevam-no e conservem-no com cuidado.

Se roubarem seu celular, telefonem para sua operadora e informem este código.

O seu telefone poderá então ser completamente bloqueado, mesmo que o ladrão mude o "Chip".

Provavelmente não recuperarão o aparelho, mas quem quer que o tenha roubado não poderá mais utilizá-lo.

Se todos tomarem esta precaução, imagine: o roubo de celulares se tornará inútil.


Por Juca Kfouri às 12h54

Sócrates fala e diz

Está na "CartaCapital" desta semana:

Feudos esportivos no Brasil

por SÓCRATES

Mantido graças aos recursos públicos,o Comitê Olímpico Brasileiro parece não se incomodar ao distribuir favores entre os conhecidos. E dizem que somos emergentes

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB), como quase todas as instituições esportivas do País, é administrado como uma propriedade particular, e eterna, daquele que assume o posto mais alto na hierarquia da entidade. Com uma pequena particularidade: os recursos que tocam os projetos são originários da chamada Lei Piva. Isto é, o dinheiro é público, mas é gerido por mãos nem sempre controladas pelos órgãos da administração pública que só existem para isso. São inúmeros os exemplos e denúncias de irregularidades e de nepotismo que envolvem a entidade. No entanto, pouca coisa foi feita para evitar desperdício ou outras formas de se jogarem ativos pelo grande ralo dos escândalos que inundam o Brasil há muito. Pelo menos aqui, a pecuária ainda não se fez presente. Nem precisa!

Pois vejamos: o design das roupas da delegação olímpica para os jogos foi obra de uma grande colaboradora da instituição, Mônica Conceição, que, por coincidência, é cunhada do presidente. A chefia das delegações olímpicas e pan-americanas do Brasil geralmente é oferecida, como uma forma de agradecimento pelos serviços prestados, a Marcos Vinícius Freire, diretor e companheiro da presidência. Não por acaso, Freire é também representante no País da AON Seguros, que é quem faz o seguro das seleções que defendem as cores da nossa infeliz nação.

O mesmo Marcos Vinícius, aliás, por outra lógica coincidência, é sócio do galã – nada contra, nesse quesito – Ricardo Aciolly, que com tranqüilidade conquistou os direitos de comercialização dos bilhetes do Pan-Americano do Rio. Bilhetes que já estão dando o que falar, pois, obviamente, como sempre, o povão não vai querer assistir à abertura dos jogos e às partidas das seleções de vôlei assim com tanta facilidade. Isso é coisa para vips, com todo o respeito, como todos esses citados. O povo que se dane, vá ser pretensioso bem longe dos espetáculos mais valorizados. Contente-se com o Maracanã em dias de jogos de futebol dos campeonatos tupiniquins.

Além disso, Acciolly ganhou também o difícil dever de organizar essas cerimônias de abertura e também as de encerramento da mesma competição. Mas a parceria mais antiga e visível é com a agência de turismo Tamoyo, de outra grande amiga. Pelo menos esta foi fruto de uma licitação, ainda que muitas das concorrentes tenham denunciado que o resultado, obviamente por a vencedora ter respeitado todas as exigências do COB, não poderia ser outro. Licitação com cartas marcadas... que absurdo! Ó povo que não sabe perder. Uma agência de turismo é tudo o que o Comitê Olímpico precisa, pois em seu balanços nota-se que em torno de 90% do que é gasto o é em viagens, inúmeras, várias, demasiadas. E não pensem que é tudo com atletas, competições, essas coisas banais, não. Afinal, que atleta precisa viajar para competir? Que o façam por aqui mesmo e que se dane o intercâmbio com outras culturas.

Em vez de fomentar e disseminar a prática esportiva Brasil afora, aparentemente o órgão máximo da área esportiva tem como grande preocupação a promoção e realização de megaeventos. Chegou-se ao Pan de 2007 depois de se colocar a Cidade Maravilhosa para disputar (?) duas candidaturas olímpicas (e coordenar uma mais absurda ainda, Brasília 2000) mesmo sabendo de antemão que as chances de vitória eram nulas.

Agora, o COB finalmente atingiu seu maior objetivo, que era promover na cidade um grande evento esportivo, literalmente, a qualquer custo. Esta semana começam as competições. Mesmo sem investimento em saneamento, transporte etc. espera-se que não tenhamos de passar vergonha como quando do mundial de basquete, em que goteiras no ginásio impediram o desenrolar natural dos jogos. Arenas novas e caríssimas estão aí. Umas, não se sabe como, serão utilizadas posteriormente, como o estádio de tiro e a pista de atletismo do estádio Engenhão. Outras foram construídas em propriedades particulares, como as de tênis de campo. Felizmente, há aquelas que ficaram pela metade, pois atendiam a interesses de grupos empresariais, como a moderníssima reforma na Marina da Glória, ainda que no estádio de remo da Lagoa já vislumbremos o porquê das ações que ali foram realizadas.

Enfim, gastamos muito mais do que gostaríamos só para atender à vaidade de alguns indivíduos que agem acima de qualquer regra ou lógica, privilegiando poucos parentes ou vizinhos. Que essa lição possa servir de exemplo. Preparemos nossos bolsos, pois não se esqueçam que vêm aí a Copa de Futebol de 2014 e a Olimpíada de 2016. E ainda dizem que somos só um país emergente.

Por Juca Kfouri às 11h29

06/07/2007

Eles estão chegando

Os norte-americanos acabam de vencer os brasileiros no Mundial sub-20, no Canadá.

Ganharam por 2 a 1, num jogo repleto de alternativas, que poderia ter acabado em empate, que seria até mais justo.

Fato é que começa virar verdade uma previsão que foi feita quando os norte-americanos começaram a se interessar por futebol.

Havia quem apostasse que eles, um dia, seriam bons.

Elas, as norte-americanas, assumiram o papel logo e estão no topo não é de hoje.

Os homens vivem um processo mais longo.

A primeira vez que vi, no estádio, um Brasil e Estados Unidos no futebol, foi nos Jogos Pan-Americanos de São Paulo, em 1963.

O jogo foi no acolhedor estádio do Corinthians, no Parque São Jorge.

A Seleção Brasileira tinha Carlos Alberto Torres e Jairzinho e ganhou só de 10 a 0.

Voltei a ver o mesmo confronto 31 anos depois, em Stanford, pela Copa do Mundo de 1994.

Foi um sufoco a vitória por 1 a 0, no dia 4 de julho, o Dia da Independência deles.

E eles vêm progredindo.

Freddy Adu, por exemplo, é um jogador completo, habilidoso, elegante, autor de um drible genial no lance que, no fim do jogo de hoje, deu a vitória aos norte-americanos.

Sim, o time brasileiro tem um bando de bons jogadores, mas é mais um bando mesmo que um time, porque sem direção.

Mesmo assim, depois de um primeiro tempo em que foi dominado, conseguiu empatar no segundo e esteve a pique de marcar o segundo gol, tanto quando empatava quanto depois que, outra vez, perdia.

Com o empate o Brasil seria segundo do grupo e pegaria a Argentina.

Com a derrota, fica em terceiro e depende de outros resultados para saber se segue ou não no Mundial.

Rubro-negros, alvinegros, alviverdes, tricolores, colorados, enfim, quem tem jogador nesta Seleção torce para que não siga, porque os meninos que lá estão fazem falta no Brasileirão.

Mas os norte-americanos, olho neles, porque eles estão chegando.

Por Juca Kfouri às 21h48

Zebra americana

A maior zebra que poderia acontecer na 10o. rodada do Brasileirão já aconteceu:

o Mecão derrotou o Paraná Clube, em Curitiba, por 1 a 0.

Dizer o quê?

Dizer que, no mínimo, o Paraná Clube revela que não pode ir muito longe e que o América ainda tem como acreditar que pode sobreviver.

Por Juca Kfouri às 21h28

Nuzman e o ParaPan

Embora tenha usado a realização dos Jogos ParaPanamericanos como cartada para trazer os Jogos Pan-Americanos 2007 para o Rio, já que San Antonio, a cidade rival, não incluía a competição dos portadores de necessidades especiais, Carlos Nuzman não tem agido como deveria em relação ao evento que acontecerá logo após o Pan-2007.

Apesar do dinheiro em caixa única que Nuzman faz questão de tomar conta, ele nem sequer convidou, até agora, apenas uma semana antes, o presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro, Vital Severino Neto, para a cerimônia de abertura do Pan-2007. 

E, pior, o Comitê Paraolimpico Brasileiro não participou da organização dos jogos, com o que não se atendeu uma necessidade básica na Vila Olímpica:1300 atletas participarão do ParaPan e a Vila Olimpíca deveria ter 55% de seus apartamentos, a eles destinados, adaptados para atender os atletas em cadeiras de roda (715 alojamentos).

No entanto, apenas 406 apartamentos estão em condições de atendê-los.

Por Juca Kfouri às 13h13

Tem futebol hoje, amanhã e domingo

A CBF puxou quase toda a 10o. rodada do Campeonato Brasileiro para sábado, porque imaginou que sua seleção jogaria no domingo, pela Copa América.

Só que a seleção da CBF ficou em segundo lugar no grupo e jogará também no sábado, às 21h50, contra o Chile.

Já a rodada começa hoje, às 20h30, com o Paraná Clube recebendo o América, em jogo fácil para os donos da casa.

E continua amanhã, com nove jogos.

Às 16h, três clássicos nacionais com meia dúzia de times em busca de reação e sem favoritos:

Santos e Cruzeiro, na Vila, Corinthians e Fluminense, no Pacaembu, e Galo e Grêmio, no Mineirão.

Às 18h10, mais seis partidas:

Inter e Figueirense, no Beira-Rio, também sem favorito, como Náutico e Palmeiras, nos Aflitos;

no Morumbi, aí sim, o favorito São Paulo recebe o Flamengo;

no Serra Dourada, o também favorito Goiás pega o Sport, animado, mas ainda sem vencer fora de casa; em Caxias, o Juventude enfrenta o Vasco, em jogo duríssimo.

E, finalmente, o líder invicto Botafogo, em Brasília, no Mané Garrincha, mais que sua casa, em sua homenagem, tem o Furacão pela frente e sabe que não pode bobear.

E o domingo?

Domingo não tem futebol?!

É claro que tem.

No domingo tem o futebol argentino.

Por Juca Kfouri às 23h14

05/07/2007

Ar-gen-ti-na!

Argentina e Paraguai, mesmo mais preocupados em poupar seus principais jogadores, fizeram um belo jogo para decidir o primeiro lugar do grupo deles.

O Paraguai jogava pelo empate, por ter melhor saldo de gols, e a Argentina tratou de encurralar o adversário.

Desde o começo do jogo só deu Argentina, com alguns poucos contra-ataques perigosos dos guaranis.

No segundo tempo, então, a pressão foi total.

Os argentinos mandaram duas bolas na trave, com Tevez e Palacio.

E puseram, aos 19 minutos, Messi e Mascherano no jogo.

Aos 34, com Mascherano, em jogada de Messi, fizeram o gol que não só os mantém na cidade em que jogaram hoje como lhes dá o direito de  enfrentar o Peru.

Já o Paraguai atravessa a Venezuela para pegar o México.

Paraguai que jamais venceu a Argentina em Copa América e que sofreu o primeiro gol de Mascherano com a camisa da Argentina.

Porta arrombada, Roque Santa Cruz entrou em campo, mas era tarde.

Por Juca Kfouri às 22h47

Ricardo Teixeira perde mais uma

Vá ao endereço abaixo e divirta-se:

http://conjur.estadao.com.br/static/text/57275,1

Por Juca Kfouri às 21h07

Boni e o preço da independência

Trecho da entrevista de José Bonifácio de Oliveira, o Boni, o "inventor" da TV Globo, à revista Aventuras na História deste mês:

"Eu defendia um conceito e não queria que ele fosse degradado pelo comercial.

Não queria virar refém do anunciante.

Antigamente, a TV, por necessidade e não por filosofia, aceitava a imposição do cliente.

Eu queria total autonomia no conteúdo.

Então, houve alguns embates com o Walter (Clark, seu parceiro, nota do blog) e com outros executivos.

Não havia a possibilidade de construir o que foi construído se deixássemos a publicidade mandar no jornalismo ou no elenco das novelas.

A conquista da independência foi uma luta difícil."

Por Juca Kfouri às 20h53

Que belo canário!

Por FELIPE SANTOS

Vinte e cinco anos de Brasil x Itália, no Sarriá, se completam hoje.

Se ainda hoje olhar para a cicatriz que a derrota do time de Telê causou é doído, imagine tocar no assunto em 1983, quando a derrota nem bem
fora digerida ?!

Jorge Ben Jor, então, aproveitou para fazer uma canção que relembrasse aquela triste segunda-feira em que a loba romana devorou o reluzente canário que encantou o mundo na Espanha.

E acertou na mosca, ao decantar aquela seleção, mas sem esquecer de pontos polêmicos, como a falta de ponta-direita.


Leiamos o que escreveu um dos mais futebolistas dos nossos compositores.


A loba comeu o canário

(Jorge Ben Jor)


"A loba comeu o canário
Comeu com medo, mas comeu

Pois já tinha até mandado avisar
Que no dia seguinte bem cedinho
Escondidinha ia voltar
Mas bem feito quem mandou mandar
Um canário assim para a exposição
Não podendo voar
Pois ele estava com a asa direita quebrada
Só voava para um lado só
Não foi por causa de aviso
(Foi, foi, foi)
Foi um erro de seleção

Mas vamos dar um viva ao canário
Pois mesmo com a asa direita quebrada
Às vezes até dando susto
Ele conseguiu emocionar milhões
Milhões de olhos aflitos na TV
Vendo o que acontecia do lado de lá
Naquela segunda-feira de doer
Vendo e chorando e não acreditando

Mas em 86 a loba e os outros que se cuidem
Pois vamos mandar para exposição
Um supercanário bem dotado
Com olhos de gavião, malandragem de urubu
Velocidade de andorinha, deslocamento de beija-flor
Destreza de falcão, força e garra de águia

E pode vir quem quiser
E pode vir quem quiser
Pois em 86 o canário não vai dar colher
Joga canário, canta canário..."

Não daria certo também em 1986... os galos gauleses comerem o canário.

Mas, mesmo assim, como foi bonito ver aquele canário voar !

Por Juca Kfouri às 23h20

04/07/2007

O importante é a classificação!

Dunga fez tudo certo.

Se a seleção da CBF poderia perder até por dois gols de diferença do fortíssimo Equador, por que arriscar?

E escalou seu quarteto mágico com Gilberto Silva, Mineiro, Josué e Julio Baptista.

Houve quem chamasse de quarteto trágico, por puro despeito.

E o time deu conta do recado.

O insinuante ataque equatoriano só teve duas chances de gol e assim mesmo uma delas graças a uma rara saída infeliz do grande Doni, dono absoluto da camisa 1, embora a dele seja, por descuido, a 12.

Também a seleção da CBF teve chances de gol, com Vagner Love (duas vezes), Robinho e Julio Baptista.

O que interessava, no entanto, acontecia: 0 a 0 no primeiro tempo!

E não me venham com essa história de que o Equador perdeu para o Chile e para o México, porque cada jogo tem sua história, ora bolas!

E tanto isso é verdade que Telê Santana, digo, Dunga, voltou para o segundo tempo com o mesmo time, porque felizmente tinha deixado Diego e Anderson, que pensam que futebol é arte, no banco, depois de tirá-los nos intervalos das partidas diante de México e Chile.

O esquema deu tão certo que o segundo tempo começou no mesmo diapasão.

Pena que Robinho tratou de quebrar a magia, ao pedalar na frente de um equatoriano, que o segurou, e o árbitro marcou pênalti.

O próprio Robinho bateu e fez 1 a 0, o que, rigorosamente, não precisava.

Aliás, ele marcou seu quarto gol na Copa América, o quarto da seleção.

Só que sábado começa o mata-mata e talvez o banco seja um bom lugar para ele.

Porque não podemos correr riscos.

E vamos pegar o exuberante Chile que, como se sabe, joga com duas linhas de quatro.

Um perigo!

Notas:

Dunga, o comandante deve vir na frente. E você vai ter de engoli-lo: 10

Doni, sinônimo de segurança: 9

Daniel Alves, o novo Carlos Alberto Torres: 8

Alex Silva, só não é melhor, na zaga do São Paulo, do que Miranda: 7

Alex, fez um pênalti bobo: 7

Juan, não deu um pontapé e não deixou Diego entrar no lugar de Julio Baptista porque havia uma escanteio: 4

Gilberto, tão bom como Nilton Santos: 8

Kléber entrou e tem talento demais para jogar neste time: 6

Gilberto Silva, não deixa sentir saudades de Paulo Roberto Falcão: 7

Mineiro, como um Zito: 7

Josué, Didi redivivo: 7

Julio Baptista, bestas somos nós: 8

Diego entrou apenas para comprovar que nosso grande Dunga não é rancoroso: 4

Robinho, só firulas e um gol (argh!): 3

Vagner Love, quase fez dois gols: 5

Comportamento da torcida venezuelana que vaiou o tempo inteiro porque entende é de beisebol: zero

Condições do gramado: não provei.

Por Juca Kfouri às 22h43

A nona rodada do Brasileirão

O maior público da nona rodada ficou por conta da Ilha do Retiro que com 32.337 pagantes superou o público do Serra Dourada de 27.222.

O pior ficou por conta de São Januário, apenas 2.379 torcedores, menos que os 4.397 de Volta Redonda, onde jogou o Fluminense.

A média foi de 13.875 torcedores por jogo.

Apenas 23 gols em 10 jogos, nos quais nenhum visitante venceu e com quatro empates, só um sem gols.

Imediatamente atrás dos quatro primeiros colocados, Botafogo, São Paulo, Goiás e Paraná Clube, três times com 14 pontos: Vasco, Figueirense e Palmeiras.

Teoricamente, por ter um jogo a menos que todos eles, o Corinthians poderia ter 15 pontos.

Entre os últimos a situação é parecida: estão lá Juventude, Flamengo, Náutico e América.

Mas o Juventude, com um jogo a menos, e o Flamengo, com dois, ambos com sete pontos, poderiam, e poderão, estar na frente de Inter e Santos, com oito.

Por Juca Kfouri às 21h19

Sport, Vasco e empate no Mineirão

Se somar os dois primeiros tempos de Sport e Corinthians e Galo e Flamengo, os dois juntos não dão três minutos de futebol.

Na Ilha do Retiro, lotada, ao menos, saiu um gol.

Chorado, no finzinho, mas gol.

Como o zagueiro Dininho, do Palmeiras, no jogo anterior do Corinthians, agora foi a vez do zagueiro Igor, aos 46.

O que confirmava o favoritismo do Sport, ainda invicto em casa e partindo para sua nona vitória contra seis derrotas para o rival.

No Mineirão, nem isso.

E o Flamengo até que foi um pouquinho menos ruim, um pouquinho mais perigoso, o jogo mais movimentado, menos sonolento do que o do Recife.

Enfim, dois minutos de futebol em Belo Horizonte, um no Recife.

E vieram os segundos tempos.

O Galo voltou com Paulo Henrique no lugar de Vanderlei, no ataque.

E o Corinthians com Dinélson e Wellington nos lugares de Dentinho e Pedro, que parecia buscar a expulsão.

No Mineirão, aos 10, enfim, sensação de gol, com falta cobrada por Coelho no travessão do goleiro Diego, substituto de Bruno que está de saída.

Aos 12, na Ilha do Retiro, mais que sensação: gol!

Em linda, e surpreendente jogada, com a participação de quatro corintianos, Dinélson empatou.

O Sport troca Washington por Weldon, no comando do ataque.

Em Minas, aos 26, Marcinho dá uma cabeçada fulminante e Diego faz milagre.

Em Pernambuco, num chutaço de Carlinhos Bala, Felipe faz grande defesa.

Sem dúvida, os segundos tempos eram bem melhores que os primeiros, graças aos desempenhos superiores dos alvinegros sobre os rubros.

Só que, na Ilha, quem fez gol foi o Sport, em lindo lance de Weldon, para coroar a festa dos 70 anos do estádio, celebração que teve até a presença do gênio da raça e rubro-negro Ariano Suassuna antes do começo do jogo.

No tudo ou nada, PC tirou Marcelo Mattos e pôs Wilson.

E, no Mineirão, enfim, para fazer justiça, o Galo, em cobrança de pênalti, com Coelho, fez o gol que seria o da vitória, aos 43.

Seria.

Porque, de ombro, aos 47, Leonardo empatou para o Flamengo.

Enquanto isso, em São Januário, só vi os dois gols de Conca, um em cada tempo, o segundo em falha de Fábio Costa, além dos de Wagner Diniz e Ernane , que deram a vitória ao Vasco sobre o complicadíssimo Santos, por 4 a 0.

Por Juca Kfouri às 16h59

Enfim, a verdade sobre o "Caso Nilmar"

O "Blog do Citadini", hoje, às 11h08, acrescentou novos comentários ao "Caso Nilmar".

E acrescentou que a MSI permaneceria calada.

Enganou-se, no entanto, neste ponto.

A MSI respondeu, embora, estranhamente, sem mencioná-lo, pois limitou-se a tentar desmentir o "Blog do Paulinho", fonte original da notícia que refuta, mas endossada com todas as letras por Roque Citadini, presidente não só do Conselho de Orientação e Fiscalização do Corinthians, como, também, do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.

Tanto o texto de Citadini, de hoje, como a nota da MSI são reproduzidas abaixo.

Era mais do que óbvio que a MSI desmentiria tudo.

Mas sua resposta, entre outras, provoca três estranhezas, ao menos:

1. Por que a nota da empresa do sr. Kia Joorabchian limita-se a investir, digamos assim, contra o "mais fraco"?

2. Por que o sr. Joorabchian, há mais de um ano fora do país, nunca mais pôs os pés no Brasil, país que o encantou, segundo ele mesmo adorava dizer?

3. Certamente na Inglaterra, depois da transferência de Carlitos Tevez e Mascherano, não se considera que "Finalmente, gostaríamos de reafirmar que tanto a MSI quanto o Sr. Kia Joorabchian sempre agiram corretamente e estritamente dentro da lei, e assim continuará sendo feito", como afirma, em seu final, a nota da parceira do Corinthians.

Cujo título, por sinal, é hilário: "Resposta a boatos mentirosos sobre o caso Nilmar".

Existem "boatos verdadeiros"? 

Do "Blog do Citadini":

O Golpe de Lyon - Parabéns!

Há um ano - 4/7/2006 - o sítio de MSI-Corinthians anunciou:

"A parceria Corinthians/MSI anuncia acordo sobre o jogador Nilmar. A negociação com o clube francês Lyon foi concluída com sucesso. Para seguir regras estipuladas pela Fifa e pela Confederação Brasileira de Futebol, já havia sido feita a prorrogação do empréstimo do atleta até o próximo dia 14 de agosto. A partir desta data, será realizada a transferência em definitivo. - Parceria Corinthians/MSI"

A notícia era falsa, mas o trambique era verdadeiro.

Organizada pela MSI, a transferência do jogador Nilmar do Lyon para o Timão foi uma operação delituosa, conforme noticiada originalmente pelo Blog do Paulinho, e já é conhecida por quase todos os diretores corinthianos há algum tempo.

A Diretoria do Clube, no entanto, manterá o silêncio, porque sabe que no fim a bomba vai estourar no colo do Corinthians, que deverá pagar a cifra de €8 milhões ao clube lionês. Muita reza pra São Jorge, e muita figa no terreiro. É a receita corinthiana para livrar-se dessa.

É um silêncio para proteger um delito e seus autores.

Quem se dispuser a ler os jornais esportivos brasileiros, a partir de junho do ano passado, pondendo iniciar há exato um ano, entenderá o roteiro da tragédia montada pelos emeesseístas.

Por parte do Lyon, o funcionário que "estranhamente" liberou o jogador, nada falará, além de declarar que foi "iludido". Se bem que não saiba explicar por que os €2 milhões iniciais foram pagos em Portugal, provavelmente num paraíso fiscal.

O ex-jogador Marcelo Djean, representante do Lyon e conhecedor de toda a ação, que no início fez várias declarações, depois que percebeu o que era o negócio, preferiu silenciar, protegendo, com isso, seus próprios interesses no Timão, já que é agente de outros atletas.

O advogado Marcos Motta, especialmente contratado pela MSI para dizer na FIFA que o clube não devia nada ao Lyon, pois o jogador era livre, já foi substituído na causa e pouco interesse terá em historiar o ocorrido.

Os defensores do Corinthians que, "involuntariamente", melaram o trambique ao dizer na Justiça brasileira que Nilmar estava "emprestado" ao alvinegro, nada podem falar.

Este assunto, que constrange tanto o Corinthians, atinge alguns setores da mídia, que já conheciam o ocorrido, mas dadas as dificuldades naturais de investigação do fato, afastaram-se de qualquer apuração.

O atleta, que nada falou nos últimos dias, por seu procurador não negou nada do fato, apenas afirmando nada saber.

O presidente Dualib precisa apenas cuidar-se, pois além do caso ao final estourar em cima do Clube, a nota conjunta de setembro de 2006, de MSI e Corinthians, ao tratar do caso Nilmar, diz:

"3. Caso Nilmar: MSI/CORINTHIANS chegaram ao consenso e farão reunião nos próximos dias com a diretoria do Lyon."

O Internacional-RS, que andou esperando receber €2 milhões da parte que a MSI pagaria ao Lyon, pouco pode fazer a não ser figa, para que a FIFA mande o clube paulista pagar.

A MSI, como sempre faz nestes casos, continuará muda. Quase clandestina, como é seu estilo de vida e de ação.


Escrito por blogdocitadini às 11h08  

A nota oficial da MSI:

MSI: Resposta a boatos mentirosos sobre o caso Nilmar

A MSI não tem por política responder a boatos criados por pessoas notoriamente contra a parceria Corinthians-MSI, por serem sempre delirantes e desprovidos de verdade

Entretanto, diante das graves ilações feitas em boatos sobre o caso Nilmar, a MSI vem a público esclarecer o que segue:

1. A MSI está estarrecida com acusações infundadas, mentirosas e descabidas feitas pelo "Sr. Paulinho" em seu blog.

2. A MSI jamais aplicou "golpe". Ao contrario, a empresa sempre honrou suas obrigações com os clubes dos quais comprou jogadores.

3. Nem a MSI nem o Sr. Kia Joorabchian jamais tiveram qualquer relação com a liberação do jogador Nilmar pelo clube francês Lyon. A MSI, juntamente com seus advogados, foi informada de tal liberação pelos próprios advogados e diretores do Lyon em reunião na Franca após o término do empréstimo do atleta. Nessa ocasião foi explicado à MSI que o Lyon havia liberado o jogador meses antes porque queria registrar o atleta brasileiro Fred e não tinha espaço para mais um estrangeiro em seu elenco.

4. Nem a MSI nem o Sr. Kia Joorabchian jamais contataram qualquer funcionário da FIFA para influenciar em qualquer decisão ou liberação de atleta. Tampouco contataram qualquer representante do Lyon com esse propósito.

5. É absurda e fantasiosa a versão de que o Sr. Kia Joorabchian teria acordado o pagamento de qualquer valor para manter um eventual silêncio de Nilmar ou de seu empresário sobre quaisquer de suas atitudes.

A MSI e o Sr. Kia Joorabchian individualmente estão, juntamente com seus advogados, estudando as ações legais cabíveis a serem tomadas contra qualquer dirigente do Sport Club Corinthians Paulista que tenha inventado esse boato mirabolante e mentiroso, bem como contra aqueles que veicularam de qualquer forma tais acusações difamatórias.

Uma vez mais, a MSI e o Sr. Kia Joorabchian são alvos de ataques gratuitos e carentes de provas, sem qualquer compromisso com a verdade, partindo de pessoas que notoriamente inventam, mentem, criam factóides e tentam a qualquer custo manchar a imagem da MSI e do Sr. Kia Joorabchian. Tais pessoas agem por razões políticas ou possuem inconfessáveis motivações para inventar tantas mentiras.

Finalmente, gostaríamos de reafirmar que tanto a MSI quanto o Sr. Kia Joorabchian sempre agiram corretamente e estritamente dentro da lei, e assim continuará sendo feito.

 

Por Juca Kfouri às 14h45

Skate na pracinha: como ficou?

com o subprefeito

Ontem à tarde participei (meio dividida entre ser repórter ou cidadã reivindicante) de uma reunião entre skatistas, o subprefeito de Pinheiros e o secretário de Esportes da cidade.

O tema "skate na pracinha" não sairá na versão impressa da CartaCapital, mas os detalhes da reunião estão nas Últimas Notícias do site da revista:
http://www.cartacapital.com.br/noticias/2007/07/obra-anti-skate-em-praca-paulistana-sera-repensada-1

"Logo no início, o subprefeito admitiu que as enchentes não foram a única motivação da obra."
Bom começo.

"Na última semana, Nachle disse ter recebido 'mais de 200 e-mails' criticando a obra e pedindo o retorno do skate à praça."
Que delícia foi ouvir isso. Que bom que mais de 200 pessoas tiveram a atitude de escrever à subprefeitura. E quanta gratidão eu tenho à atitude tão generosa do Juca Kfouri, semana passada, ao colocar este modesto desabafo no "Blog do Juca" e, ainda, emendar com o link da subprefeitura, sugerindo o envio dos e-mails. Obrigada!

...Confesso que saí da reunião um tanto desconfiada. Sabe como é. A especialidade do político é ser habilidoso na conversa. A mesma habilidade usada para, na prática (nesse caso), tomar uma decisão que agradou o lado mais influente da história.

Espero, sinceramente, que os 200 e-mails tenham lhes pesado no ego. E que o subprefeito e o secretário de esportes consigam transformar o constrangimento em uma atitude inovadora e conciliadora. Dizem até que isso aí dá voto.

Se a reivindicação não der em nada, putz, se não der em nada... Continua-se. Dizem até que isso aí dá dignidade.

Por Juca Kfouri às 12h23

Abaixo-assinado

Foi ao ar ontem a entrevista com a geneticista e professora da USP, Mayana Zatz, na ESPN-Internacional.

E são muitos os pedidos do endereço para aderir ao abaixo-assinado a favor da pesquisa com células-tronco embrionárias.

Segue, abaixo, mais uma vez, o endereço:

http://www.petitiononline.com/pesqcel/petition.html

Por Juca Kfouri às 11h43

Se na terça-feira teve tanto jogo, por que hoje não teria?

Quase ao cabo da nona rodada do Brasileirão, o Botafogo segue sem perder.

E continua líder, quatro pontos na frente do agora vice-líder São Paulo e cinco na frente do Goiás, em terceiro lugar.

Hoje, três jogos, às 16h, completam a rodada.

O Sport, como favorito, recebe o Corinthians, na Ilha do Retiro.

O Galo, também favorito, pega o Flamengo, no Mineirão.

E o frágil Vasco tem o desmontado Santos pela frente, em São Januário.

Nada que mude o topo do tabela, mas com possíveis reflexos na rabeira.

À noite tem Brasil e Equador, pela Copa América.

Um empate classifica a seleção da CBF para a próxima fase.

Se mesmo quando precisa vencer, Dunga enche o meio de campo brasileiro de volantes, imagine quando joga pelo empate.

Josué e Júlio Baptista devem começar como titulares.

Por Juca Kfouri às 23h01

03/07/2007

Botafogo na dele

Num Serra Dourada empolgado, o Goiás tratou de abrir o placar logo aos 6 minutos, em cobrança de escanteio de Paulo Baier.

O zagueiro Paulo Henrique se antecipou a Leandro Guerreiro e fez 1 a 0.

O Goiás mandava no jogo e não se contentava com a vantagem.

Queria mais.

Mas perdeu Paulo Henrique, aos 19, expulso de campo.

Então, o líder cresceu e o vice-líder fez o que pôde para se defender.

Aos 40, o árbitro expulsou Alex que deslocou pelo ombro o atacante goiano Welliton, que ia em direção ao gol.

Dez contra 10, com mais espaço ainda no amplo gramado do Serra Dourada, o Botafogo seguiu melhor, em busca do empate.

Mas o Goiás era perigoso nos contra-ataques.

E se no segundo tempo o alvinegro começou com a clara intenção de pressionar, foi o alviverde, com Welliton em cabeçada bem defendida por Júlio César, que teve a melhor chance, logo aos 3 minutos.

Os goianos tinham a torcida do país inteiro, para embolar tudo no topo da tabela.

O capitão Paulo Baier pintava e bordava em campo e o Botafogo mantinha a cabeça fria e o toque de bola em busca do empate, para manter sua invencibilidade, ao menos.

Lúcio Flávio e Luciano Almeida deram lugar para André Lima e Diguinho, aos 15.

Era Cuca tentando entrar na defesa sólida montada por Bonamigo.

Em vão.

Sem jogada pelas pontas, os cariocas batiam no paredão goiano, uma atrás da outra.

E foi numa dessas, pelo meio, na entrada da área, que André Lima sofreu falta e Juninho, para variar, aos 29, empatou.

Estava de bom tamanho para o Glorioso e o Goiás obtinha seu primeiro empate no Brasileirão.

E, diga-se, se alguém procurou ainda ganhar o jogo, este foi o Botafogo, com muito mais preparo físico que o Goiás.

Por Juca Kfouri às 22h41

O que não vi

O clássico gaúcho foi todo do Grêmio, com dois gols de Diego Souza e um de William, 3 a 1 no Juventude, gol de Wescley.

O Figueirense saiu na frente do Cruzeiro (Otacílio Neto), tomou o empate (Roni) numa bobeada, ainda no primeiro tempo, mas fez o segundo gol ( Felipe Santana) no segundo tempo e obteve vitória valiosa.

Dando seqüência ao seu jeito irregular de ser, o Furacão não passou de um pobre 1 a 1 com o Náutico, gols de Michel (contra) e de Pedro Oldoni.

E como era de se supor, Fluminense e Paraná Clube fizeram um jogo duro, que não saiu do 0 a 0.

Por Juca Kfouri às 21h30

Que sufoco, São Paulo!

São Paulo e Inter fizeram um jogo bastante bom no Morumbi.

Pena que ao Inter esteja faltando maior poder de finalização.

Tanto é verdade que, embora tenha equilibrado a partida, os colorados não criaram nenhum grande chance no primeiro tempo e os tricolores tiveram três.

Na primeira, Clemer derrubou Jorge Wagner na área e o árbitro ignorou.

Na segunda, Aloísio cobriu o zagueiro Sidnei de chaleira, deu a sensação de ter ajeitado a bola com a mão esquerda e tentou cobrir Clemer que saía do gol.

A bola raspou a trave direita.

E na terceira, Rogério Ceni bateu falta na trave esquerda.

Aí, no segundo tempo, o árbitro deu um pênalti em Lenílson para compensar o não marcado em Jorge Wagner.

E Rogério Ceni bateu para fazer 1 a 0.

Mas o São Paulo deixou de atacar e o Inter tomou conta.

Sem Fernandão e sem Pato (que marcou dois gols na vitória da seleção sub-20 contra a Coréia do Sul, por 3 a 2), no entanto, o Inter bem que ameaçou, deu trabalho a Rogério Ceni e até fez por empatar, não fosse por Christian, infeliz.

O São Paulo rezava para o jogo acabar, sem inspiração e força para contra-atacar.

Aos 37, por muito pouco Iarley não empatou.

Se o São Paulo foi melhor no primeiro tempo, no segundo a superioridade foi do Inter.

Se o São Paulo mereceu vencer o Figueirense, no jogo anterior, e só empatou, agora venceu, mas o Inter merecia o empate.

Por Juca Kfouri às 21h29

Palmeiras, como num treino

O Palmeiras fez sua parte.

Antes de meia hora de jogo já ganhava de 2 a 0 do América, com gols de Luís e Caio.

Até aí o goleiro potiguar Renê já tinha trabalhado bastante e bem.

O que valeu foi ver um Palmeiras sereno, confiante e seguro de si.

Tudo bem, contra o lanterna.

Mas o Santos, com seus reservas, perdeu na Vila Belmiro para este mesmo América.

No intervalo, a sensação que se tinha era aquela do vira 2 acaba 4.

Mesmo assim, havia quem brigasse nas sociais do Palestra Itália.

Sim, porque os esmeraldinos são assim: enquanto não virem um Ademir da Guia, ou, ao menos, um Rivaldo com a camisa verde, não se contentarão.

Têm até certa razão, por mal acostumados que ficaram.

Só que os tempos são outros e não adianta exigir do time o que o time não pode dar.

O jogo acabou nos 2 a 0 mesmo com o Palmeiras mais treinando que jogando.

Por Juca Kfouri às 20h23

Dois campeões mundiais dizimados

Dos jogos de hoje, como já dito, Goiás e Botafogo é o mais interessante, por tudo que cerca um jogo entre líder e vice-líder e, também, pela beleza do futebol que o time carioca vem mostrando, além da reação do time goiano.

Mas o mais emblemático dos jogos, pelo que retrata o atual futebol brasileiro, será disputado no Morumbi, entre São Paulo e Inter, os dois últimos campeões mundiais de clubes.

Veja a ficha técnica do jogo entre São Paulo e Liverpool, que decidiu o Mundial de 2005:

SÃO PAULO
Rogério Ceni
; Fabão, Lugano e Edcarlos; Cicinho, Mineiro, Josué, Danilo e Júnior; Amoroso e Aloísio (Grafite)
Técnico: Paulo Autuori

LIVERPOOL
Reina; Finnan, Carragher, Hyypia e Warnock (Riise); Sissoko (Pongolle), Gerrard, Xabi Alonso, Luís Garcia e Kewell; Morientes (Crouch)
Técnico: Rafa Benítez

Do atual elenco tricolor, apenas cinco (em negrito) dos 13 que aparecem na ficha, permanecem no Morumbi.

E Josué está na Seleção da CBF e Júnior no banco.

Já da equipe inglesa apenas três de 15 sairam de Liverpool.

É diferente a situação do Inter, que perdeu só três (em negrito) de seus jogadores e, assim mesmo, um porque o dispensou (Adriano), além do treinador.

É claro que se a comparação fosse com o time que conquistou a Libertadores, a sangria seria evidente, pois daquele time foi embora meia dúzia de peças importantes: Bolivar, Fabiano Eller, Tinga, Jorge Wagner, Rafael Sóbis e o técnico Abel Braga.

Já o Barça perdeu um único jogador, Ezquerro, atacante que era reserva. 

Veja a ficha técnica de Inter e Barcelona, que decidiu o Mundial de 2006:

INTERNACIONAL
Clemer, Ceará, Fabiano Eller, Índio, Rubens Cardoso; Edinho, Wellington Monteiro, Alex (Vargas), Fernandão (Adriano); Iarley e Alexandre Pato (Luiz Adriano).
Técnico: Abel Braga

BARCELONA
Víctor Valdés, Zambrotta (Beletti), Rafa Márquez, Puyol e Van Bronckhorst; Thiago Motta (Xavi), Iniesta e Deco; Giuly, Gudjohnsen (Ezquerro) e Ronaldinho Gaúcho.
Técnico: Frank Rijkaard

Dá pena constatar como é ainda indigente o nosso futebol. 

Por Juca Kfouri às 14h38

Gato por lebre

Este blog errou ao citar como do Instituto Nacional de Deportes uma página sobre a Copa América que omitia a bandeira dos Estados Unidos.

Um atento blogueiro chamou a atenção deste blog, repleto de razão.

Fica, portanto, o dito pelo não dito.

E o pedido de desculpas do blog.

Eis, abaixo, a mensagem do blogueiro Luís Carlos Paes de Castro:

Quando acessei o link (www.copamerica-2007.com.ve/index.asp?conten=equipos) indicado, observei que o endereço da pagina não continha .gob (de governo) e sim .com.

Ao buscar o sítio do governo venezuelano encontrei a página do Instituto Nacional de Deportes (www.id.gob.ve/index.php) aonde existe um link para uma página que cobre a Copa América com endereço (www.copaamerica.com) diferente do informado por você .

No endereço oficial, indicado na página do Intituto Nacional de Deportes aparecem várias informações sobre as diversas equipes sem qualquer discriminação com a equipe ou os símbolos norte-americanos.

Na página oficial do governo venezuelano e de seu Instituto Nacional de Deportes não há qualquer referência à página que você divulgou.

Como sabemos, qualquer pessoa pode construir uma página na internet e divulgar o quiser.

E, nós não podemos responsabilizar o governo de um País por esta atitude.

Seria bom verificar a origem deste endereço que omite a bandeira dos EUA, parece coisa do Pedro Carmona e CIA.

Caso não consiga provar qualquer vínculo desse sítio com o governo da Venezuela seria sensato e honesto de sua parte fazer referência no seu prestigiado Blog pois a notícia anterior provocou uma grande polêmica, ridícula e sem propósito.

Um abraço,
Luís Carlos Paes de Castro, de Fortaleza (CE)

Por Juca Kfouri às 23h35

Você sabe que dia é hoje?

Hoje é terça-feira.

Dia de futebol, graças aos gênios da CBF.

E muito futebol, diga-se de passagem.

E de pelo menos um grande jogo: o do vice-líder Goiás contra o líder invicto Botafogo, no Serra Dourada, às 21h45.

Chance para os goianos diminuirem uma diferença de cinco pontos para dois.

E para o Botafogo aumentá-la para oito!

Mas tem mais.

Tem mais seis jogos.

Às 19h30, Palmeiras e América, para o alviverde tirar de vez a barriga da miséria.

Os demais serão todos às 20h30.

Figueirense e Cruzeiro, parada duríssima, para ambos.

Atlético Paranaense e Náutico, goleada à vista.

Grêmio e Juventude, clássico enjoado, tchê!

São Paulo e Inter, repetição da final da Libertadores de 2006, com cara muito mais tricolor.

Fluminense e Paraná Clube, jogo muito arriscado para o tricolor carioca.

E os três jogos que faltam para completar a rodada?

Ah, não se preocupe.

Serão na quarta-feira, amanhã.

Mas às 16h, sim, às 4 da tarde, em pleno dia útil, teremos Sport e Corinthians, Vasco e Santos e Galo e Flamengo.

A CBF não é mesmo uma graça?

Por Juca Kfouri às 23h14

Doe sangue que não dói

Veja, abaixo, a maneira criativa, e útil, que torcedores do Sport acharam para lotar a Ilha do Retiro, nesta quarta-feira, às 16h, no jogo diante do Corinthians.

 

CAMPANHA: DOE SANGUE PELO SPORT

 Ajude o Hemope e vá ao jogo.

No dia 04/07/2007, uma quarta-feira, às 16:00h, o SPORT jogará contra o Corinthians.

Um jogo importantíssimo, num horário esquisito e que só atende os interesses da televisão.

Mas o torcedor do SPORT não pode ser injustiçado pela insensibilidade de quem organiza tão mal estruturada tabela.

E para o torcedor do SPORT que é trabalhador, como fica a questão?

Perder esse jogão de bola?

De forma alguma!

O inciso VI do art. 473 da CLT determina que o empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário, "por 1 (um) dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue devidamente comprovada".

Ou seja, a cada doze meses, o empregado pode tirar um dia de folga (falta abonada) ao serviço, caso comprove que doou sangue voluntariamente.

DOE SANGUE NO HEMOPE NO DIA 04/07/2007!

O doador, neste caso, poderá faltar ao seu serviço e, ainda, estará ajudando o HEMOPE a abastecer o seu estoque de sangue.

Ajudando outras pessoas que necessitam deste apoio...

E consequentemente ajudando o LEÃO, com a força de sua torcida, derrotar o adversário difícil que enfrentará!

Essa falta é direito líquido e certo do empregado.

O TST (Tribunal Superior do Trabalho), a mais alta instância trabalhista brasileira, inclusive, entende que esta falta deve ser abonada ainda que o empregado, ao invés de ir para sua residência repousar, faça outras atividades.

Veja a notícia de julgamento neste sentido:

http://ext02.tst.gov.br/pls/no01/no_noticias.Exibe_Noticia?p_cod_noticia=1255&p_cod_area_noticia=ASCS 

Dicas importantes:

1 - O abono é por UM DIA DE SERVIÇO. Ou seja, se doar no começo da manhã, pode faltar o resto do dia, sem nenhum problema. É importante avisar no trabalho, por uma questão de boa-fé.
2 - Essa doação voluntária pode ser feita a cada três meses, mas, para efeito de abono no emprego, apenas uma vez a cada 12 meses.
3 - Entregar para seu empregador a via original da declaração de que esteve doando sangue no HEMOPE, mas, antes, tire uma cópia (autenticada, se puder) e peça para ele ou uma secretária assinar o recebimento, comprovando que você entregou ao mesmo.
4 – Se o HEMOPE perguntar para quem é a doação, responda preferencialmente: "Em nome do SPORT CLUB DO RECIFE".
5 – Doe seu sangue vestido com o MANTO SAGRADO!

Doar sangue é mais do que um dever de todo cidadão, é um gesto de amor. Sua atitude merece louvores e será lembrada como um ato de cidadania e solidariedade. Mas, para ser um doador, é preciso que você se enquadre em alguns Critérios para Doação.

1. Identificação: É obrigatório a apresentação de um documento oficial do Brasil, com foto.
2. Idade: O doador deve ter, no mínimo, 18 anos completos e, no máximo, 65 anos, 11 meses e 29 dias.
3. Peso: O doador deve pesar no mínimo 50 kg.
4. Pulso: Características normais, com freqüência entre 60 e 100 bpm.
5. Menstruação: Não contra-indica a doação.
6. Freqüência e intervalo entre as doações: Máximo de 04 doações ao ano para o homem e 03 para a mulher.
7. Alimentação: O doador deve fazer uma refeição leve antes da doação. Não pode doar quem estiver em jejum prolongado (mais de 12 horas).
8. Saúde: É importante que o doador esteja se sentindo bem e que não esteja doente.
9. Atividades: O candidato que for piloto de avião ou helicóptero, motorista de carretas ou ônibus, trabalhar em andaimes ou praticar pára-quedismo ou mergulho e não puder interromper, por pelo menos 12 horas, as suas atividades, não pode doar sangue.
Qualquer critério para a doação pode ser alterado pelo médico, a quem cabe, de acordo com a situação, a autorização final.

HEMOPE
Antes de doar é aconselhável ligar para agendar sua doação 0800-811535.
Rua Joaquim Nabuco, 171
Graças - Recife - PE

Duvidas sobre a doação
http://www.hemope.pe.gov.br/quero-ser-doador/escla-duv.php?idSecao=5&idSubSecao=4

PELO SPORT TUDO!

Por Juca Kfouri às 23h10

02/07/2007

Aos advogados

Como alguns advogados se manifestaram sobre a nota em que se dizia da possibilidade de imediata saída de Alberto Dualib da presidência do Corinthians, amparada no que diz a Lei Pelé, seguem abaixo tudo que há de legislação a respeito, onde fica claro que a possibilidade é mesmo clara. Basta combinar artigos e parágrafos da Lei Pelé com a Lei da Moralização do Esporte:

Art. 23. Os estatutos das entidades de administração do desporto, elaborados de conformidade com esta Lei, deverão obrigatoriamente regulamentar, no mínimo:

I - instituição do Tribunal de Justiça Desportiva, nos termos desta Lei;

II - inelegibilidade de seus dirigentes para desempenho de cargos e funções eletivas ou de livre nomeação de:

a) condenados por crime doloso em sentença definitiva;

b) inadimplentes na prestação de contas de recursos públicos em decisão administrativa definitiva;

c) inadimplentes na prestação de contas da própria entidade;

d) afastados de cargos eletivos ou de confiança de entidade desportiva ou em virtude de gestão patrimonial ou financeira irregular ou temerária da entidade;

e) inadimplentes das contribuições previdenciárias e trabalhistas;

f) falidos.

Parágrafo único. Independentemente de previsão estatutária é obrigatório o afastamento preventivo e imediato dos dirigentes, eleitos ou nomeados, caso incorram em qualquer das hipóteses do inciso II, assegurado o processo regular e a ampla defesa para a destituição. (Incluído pela Lei nº 10.672, de 2003)

 

Veja, agora, o § 5º do art. 27.

Art. 27. As entidades de prática desportiva participantes de competições profissionais e as entidades de administração de desporto ou ligas em que se organizarem, independentemente da forma jurídica adotada, sujeitam os bens particulares de seus dirigentes ao disposto no art. 50 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002, além das sanções e responsabilidades previstas no caput do art. 1.017 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002, na hipótese de aplicarem créditos ou bens sociais da entidade desportiva em proveito próprio ou de terceiros. (Redação dada pela Lei nº 10.672, de 2003)

§ 1o (parágrafo único original) (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 9.981, de 2000)

§ 2o A entidade a que se refere este artigo não poderá utilizar seus bens patrimoniais, desportivos ou sociais para integralizar sua parcela de capital ou oferecê-los como garantia, salvo com a concordância da maioria absoluta da assembléia-geral dos associados e na conformidade do respectivo estatuto. (Incluído pela Lei nº 9.981, de 2000)

§ 3o Em qualquer das hipóteses previstas no caput deste artigo, a entidade de prática desportiva deverá manter a propriedade de, no mínimo, cinqüenta e um por cento do capital com direito a voto e ter o efetivo poder de gestão da nova sociedade, sob pena de ficar impedida de participar de competições desportivas profissionais. (Incluído pela Lei nº 9.981, de 2000) (Revogado pela Lei nº 10.672, de 2003)
§ 4o A entidade de prática desportiva somente poderá assinar contrato ou firmar compromisso por dirigente com mandato eletivo. (Incluído pela Lei nº 9.981, de 2000) (Revogado pela Lei nº 10.672, de 2003)

§ 5o O disposto no art. 23 aplica-se, no que couber, às entidades a que se refere o caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº 10.672, de 2003)

Em tempo: os advogados Carlos Miguel Aidar, um dos autores da Lei Pelé, e Roger Stiefelmann Leal, um dos autores da Lei da Moralização, ouvidos pelo blog, e pela CBN, não têm dúvidas sobre o cabimento do afastamento imediato.

Por Juca Kfouri às 21h16

Enfim, a verdade sobre o "Caso Nilmar"

Do blog do Paulinho: 

A máfia, os dirigentes, o empresário e o atleta.

 Amigos internautas, recebi durante o dia uma informação estarrecedora, daquelas que parecem roteiro de filmes mafiosos.

A pessoa que me passou a informação é de reputação inabalável, faz parte da política do clube, e é daquelas fontes que podemos considerar como 100 % confiáveis.

É a verdadeira história sobre o golpe que a MSI tentou aplicar no Lyon, da França, no caso Nilmar.

Essa história foi contada pelo próprio mafioso Kia Joorabchian, aos membros da oposição que foram se encontrar com ele em Londres.

Pegue sua cadeira, pare tudo o que está fazendo e preste muita atenção, tenho certeza que não vai acreditar no que vai ser relatado nas linhas abaixo, mais é a pura verdade.

Kia Joorabchian, representando a organização mafiosa MSI, premeditou um golpe a ser aplicado na equipe do Lyon, mas para que tudo desse certo precisaria recrutar parceiros que facilitassem as ações planejadas.

Com o capital da máfia russa em mãos, tudo ficou mais fácil.

Kia teve como ajudantes na operação um diretor remunerado do Lyon, que teria facilitado a emissão do atestado liberatório no clube francês, um funcionário da FIFA, que teria influenciado na parte internacional da transação, e pasmem, a conivência do próprio atleta Nilmar que estaria ciente do golpe em conjunto com seu empresário, banido recentemente do futebol pela FIFA, Orlando da Hora.

Segundo a fonte em questão, Kia teria pago ao Lyon, U$ 2 milhões pelo empréstimo de Nilmar, e teria que acertar mais U$ 8 milhões se tivesse interesse de manter o atleta em definitivo.

Mas o real interesse do mafioso era o de aplicar um golpe de mestre.

Ficar com o jogador sem ter que dispor do dinheiro acertado.

Para isso entrou em acordo com um diretor remunerado do Lyon, que facilitou a emissão do atestado liberatório do jogador.

Kia precisava ainda de um aval da FIFA, que conseguiu através de outra manobra, desta vez com a conivência de um funcionário da entidade que facilitou toda a papelada para que a transação irregular se transformasse em regular.

Faltava ainda comunicar as partes interessadas sobre o teor do golpe.

Foi nesse momento que o jogador Nilmar e seu empresário foram coniventes com Kia, o testa de ferro da máfia russa.

Kia os teria compromissado com a quantia de U$ 1.800.000,00, para que permanecessem em silêncio, sem revelar o teor da operação, em franca conivência com os acontecimentos.

Nilmar, que hoje posa de santo, teria sido conivente com um ato de corrupção que o beneficiou diretamente, uma atitude lamentável e que demonstra todo o seu desvio de carater.

O dirigente do clube que me revelou a transação conta ainda que Alberto Dualib conhecia apenas parte da história, e por não ter conhecimento de todo o golpe, involuntariamente, teria frustrado os planos mafiosos de Joorabchian ao entrar com uma defesa na FIFA alegando que o Corinthians seria o verdadeiro dono do passe do atleta, contrariando o que havia sido acordado no momento da liberação fraudulenta do atleta na entidade, o que deu margem para que a equipe francesa conseguisse realizar a sua defesa.

Essa é a parceria que muitos diretores do clube, com apoio de alguns conhecidos torcedores querem trazer de volta ao clube.

Esse é o jogador que ousou fazer carinha de santo quando na verdade foi ativamente conivente com todo o golpe.

A atitude de Kia não me surpreende.

Já a de Nilmar foi uma grande decepção.

Uma história revoltante, que poderia servir de roteiro de filme de gangsters, mas que aconteceu na casa do clube mais popular do Brasil.

Uma vergonha. 

Do blog do Citadini: 

O Golpe de Lyon

A notícia trazida pelo Blog do Paulinho sobre a trambicagem na transferência do jogador Nilmar, do clube francês Lyon para o Corinthians, efetuada pela MSI do Sr. Kia Joorabchian, já circulava reservadamente há alguns meses. Deu-se o seguinte: o atleta foi emprestado ao Corinthians por € 2mi, e, caso houvesse interesse para compra definitiva, seriam pagos mais € 8mi.

Durante a operação, no entanto, fatos estranhos ocorreram: 1-Um funcionário do Lyon "liberou" o jogador antes do pagamento; 2-Na FIFA, começaram a trabalhar para que o jogador fosse considerado livre, portanto sem necessidade de pagamento ao time francês; 3-O jogador e seu empresário assinaram um contrato com a MSI, pelo qual receberiam os valores de luvas; 4-Nilmar ficaria com a MSI, sem o pagamento dos € 8mi, contratualmente previsto.

Tudo começou a dar errado quando, por decisão do dono do Lyon, os franceses recorreram à FIFA e a MSI alegou que não havia comprado o jogador. Ao mesmo tempo em que os advogados do Corinthians, no Brasil, brigavam para manter Nilmar.

Tudo complicou para a MSI, quando o Lyon apresentou as razões brasileiras que o clube usava para manter o jogador, ficando exposto que a MSI estava numa operação com a "mão do gato" para pegar o craque do time francês.
Nesta operação, participaram um funcionário do Lyon, outro da FIFA, o jogador e seu empresário, capitaneados pelo Sr. Kia.

Este grosseiro golpe, organizado pela MSI há alguns meses, começou a vazar, quando o jogador dizia que tinha sido liberado do Lyon sem saber. O Sr. Renato Duprat afirmava, em programas de televisão, que a MSI havia contratado um jogador livre, esquecendo-se do contrato original de empréstimo de € 2mi e da promessa de pagamento de outros € 8mi. Até os Conselheiros, que foram a Londres, se aperceberam de que a contratação de Nilmar era um golpe organizado pela MSI contra o Lyon.

http://www.citadini.com.br/

Por Juca Kfouri às 13h52

01/07/2007

A Lei Pelé informa

Artigo 23 da Lei Pelé:

Os estatutos das entidades de administração do desporto, elaborados de confomidade com esta Lei, deverão obrigatoriamente regulamentar, no mínimo:

II - inelegibilidade de seus dirigentes para desempenho de cargos e funções eletivas ou de livre nomeação de:

c) inadimplentes na prestação de contas da própria entidade;

É exatamente o caso do sr. Alberto Dualib, presidente do Corinthians.

A pergunta é: o que estão esperando para tirá-lo de lá?

Por Juca Kfouri às 21h30

Análise repleta de boas intenções

Dunga prefere defender a atacar, sabe-se.

Mas não precisa exagerar.

Robinho mostrou por quê.

O talento que constrói vale mais que o brucutu que destrói.

E se Diego foi mal na estréia, substituído, então, com vantagem por Anderson, hoje era dia de ter feito o inverso.

Mas o técnico preferiu Julio Baptista, que tem futebol, diga-se.

Depois, quando Elano se machucou, botou Josué.

Gilberto Silva, Mineiro, Elano, Julio Baptista e Josué.

E um só Robinho.

É dose.

Menos mal que as circunstâncias às vezes ajudam.

Quem sabe se a contusão de Maicon não permita fixar Daniel Alves?

E se a de Elano não signifique o óbvio, refazer a dupla que tão certo deu no São Paulo, com Mineiro e Josué?

Oremos.

Por Juca Kfouri às 18h39

Salto triplo de Robinho

O primeiro chute brasileiro contra os chilenos, dentro dos três paus, aconteceu aos 36 minutos do primeiro tempo.

Graças a um pênalti infantil cometido em Vagner Love, que simplesmente não tinha participado da partida até então.

Robinho bateu e fez 1 a 0. Quase que o goleiro Bravo defendeu.

Era um estranho jogo de ataque contra defesa, no qual os que se preocupavam só em defender o 0 a 0 chutaram mais a gol do que os que precisavam da vitória.

O time chileno, diga-se, abusava da deslealdade e não fazia nenhuma graça, apesar de seu técnico, Nelson Acosta, cada vez mais se parecer com o saudoso autor e humorista Otello Zeloni, o Peppino Trapo da impagável "Familia Trapo", de finais dos anos 60.

Na seleção da CBF só Robinho excedia, embora Mineiro tenha progredido em relação ao jogo contra o México e a defesa não comprometesse, apesar de algumas falhas de marcação pelo meio.

Mas o menino Anderson decepcionava tanto quanto Diego, este provavelmente estafado depois da dura temporada alemã, na partida de estréia.

Os palmeirenses, que passavam um domingo feliz, pouco viram em Valdívia, mais preocupado em catimbar do que em jogar o bom futebol que tem.

Julio Baptista voltou no lugar de Anderson no segundo tempo.

Criatividade zero no meio de campo, portanto, mas mais poder de marcação.

E o Chile tirou um defensor para pôr um atacante e jogar, enfim, com dois na frente.

Vagner Love, aos 6, conseguiu, também enfim, fazer uma jogada, ao receber de frente e chutar para a defesa do goleiro chileno.

Em seguida o líbero Riffo distendeu o músculo e está rifado da Copa América.

Aos 11, Alex fez falta quase em cima da linha da grande área, pela esquerda, e Suazo bateu para tirar tinta do travessão.

Aos 25, o mesmo Suazo demorou uma hora e meia para finalizar na cara do gol e permitiu que Juan impedisse o empate.

Aos 35, outra chance chilena, com Valdívia, conjurada por Juan.

O empate até seria razoavelmente justo, mas, aos 38, Vagner Love recebeu de trás na grande área, abriu para Robinho pela direita e o madridista deu um toquinho por cima do goleiro.

A pátria estava salva.

Três minutos depois, outra vez Robinho, pela direita, depois de livrar-se de três chilenos, fez o terceiro gol.

A pátria até tinha o que comemorar.


Notas

Doni fez seu trabalho sem erros. 7

Maicon e Daniel Alves discretos e sem comprometer. 6

Alex não está tão seguro como no PSV. 6

Juan foi o melhor da defesa. 7

Gilberto apareceu melhor no apoio. 6,5

Gilberto Silva esteve discreto demais. 5,5

Mineiro foi o melhor do meio de campo. 7

Elano abusou em ser burocrático. 5

Anderson sentiu o peso da responsabilidade. 4,5

Julio Baptista foi mais participativo. 5

Vagner Love continuou isolado. Mas achou um pênalti e deu um passe precioso para o segundo gol. 6

Robinho fez ótimo primeiro tempo e quase igual no segundo. Foi o melhor em campo e fez os três gols. 8

Josué jogou pouco tempo e pouco mostrou. 5

Dunga dirá que o importante foi a vitória, no que terá razão. Mas ainda não formou um time. 5,5

Por Juca Kfouri às 18h01

Balanço da oitava rodada

Com o adiamento de Flamengo x Juventude para agosto, a oitava rodada teve nove jogos.

Nos quais foram marcados apenas 22 gols, 2,4 por partida.

Mas, apesar dos horários impróprios para clássicos, embora compensada pela promoção feita na inauguração do Engenhão, a média de público foi a melhor de todas em 2007: 18.111 torcedores pagantes por jogo.

O Engenhão teve 40 mil pagantes (pouco mais de 43 mil presentes) e o Mineirão teve 37.667.

A Vila Belmiro ficou com o pior público, de apenas 3.824 torcedores.

Se só um time não perdeu até agora, o líder Botafogo, seis vitórias e dois empates, apenas um não empatou, o vice-líder Goiás, com cinco vitórias e três derrotas.

Quatro estados estão representados entre os quatro primeiros: Rio, Goiás, Paraná e São Paulo, os dois últimos com clubes que trazem exatamente o nome dos estados.

Do mesmo modo, quatro estados estão representados entre os quatro últimos: Rio Grande do Sul (Juventude, com um jogo a menos), Rio de Janeiro (Flamengo, com dois jogos a menos), Pernambuco (Náutico) e Rio Grande do Norte (América).

Por Juca Kfouri às 13h37

Cabeça inchada

O jornalista Fernando Rodrigues, blogueiro deste UOL e também colunista da "Folha de S.Paulo", está indo para Harvard, onde passará um ano.

Ganhou uma bolsa de estudos e gozará do ano sabático a que têm direito pelo jornal.

Ontem, deu um bota-fora, recheado de jornalistas.

Entre eles, Marcelo Rubens Paiva, que, ao chegar, inconformado pela derrota do Corinthians para o Palmeiras, juntou-se a um pequeno grupo que discutia quem era favorito para ser o campeão do Brasileirão.

Diante da divisão entre Botafogo e São Paulo, ele não teve dúvida:"Com o nível do futebol que estamos vendo, aposto que não haverá campeão neste ano."

Com o que demonstrou que até cabeças inchadas produzem boas sacadas. 

 

Por Juca Kfouri às 13h09

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico