Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

11/08/2007

Os sete jogos do domingo

Dos quatro jogos das quatro da tarde deste domingo, dois visitantes são favoritos: o Botafogo diante do Figueirense e o Grêmio contra o Corinthians.

Sempre é bom alertar que favoritismo não é sinônimo de já ganhou.

Até porque, no caso do jogo em Floripa, o Botafogo estará tão desfalcado, e tão traumatizado, que uma vitória do Figueirense será absolutamente normal.

Mas de consequências incalculáveis para a ótima campanha do Glorioso.

Já o Grêmio tem quase obrigação de derrotar, no Pacaembu, este caricato Corinthians que, há quem jure no Parque São Jorge, trocará PC Carpegiani por Márcio Bittencourt qualquer que seja o resultado da partida.

Bittencourt, de fato, tem perfil mais apropriado para a atual realidade alvinegra.

Já no Beira-Rio o Inter é o favoritíssimo.

Este blog se supreenderá, e muito, se o regular Goiás fizer qualquer arte na volta de Abel Braga ao Inter, ele que jamais deveria ter saído de lá.

E entre Galo e Palmeiras, no Mineirão, não dá para fazer prognóstico, muito embora os paulistas se dêem melhor fora do que dentro de casa.

Nos jogos das seis e dez, o Cruzeiro deve passar pelo América, em Natal, sem maiores problemas.

E Fluminense e Santos protagonizarão, no Maraca, um jogo em que os paulistas só não são favoritos por causa da ausência sentida de Kléber, seu melhor jogador.

Na Vila Capanema, a história é outra.

O Paraná Clube realizará uma façanha se parar o indiscutível progresso do Vasco, cada vez mais sólido.

Por Juca Kfouri às 22h20

Festa rubro-negra

Flamengo e Náutico fizeram um jogo repleto de alternativas no Maracanã.

O Náutico fez o certo ao não jogar na defesa, porque o Flamengo não mete mais medo.

E saiu na frente, em rápida jogada de Felipe que acabou desviada e abriu o placar, aos 12

O estreante zagueiro Fábio Luciano, que saiu no intervalo, empatou de cabeça, aos 24.

E as oportunidades se sucederam de ambos os lados, mais para o rubro-negro, que obrigou o goleiro Eduardo a fazer bela partida e até bola no travessão enfiou.

O Flamengo permaneceu no ataque no segundo tempo, ao contrário do Timbu, e criou e desperdiçou boas chances de gol até que, aos 42, Leonardo Moura desempatou, quando o Náutico já tinha apenas 10 jogadores, desde os 32.

Era o alívio que quase 35 mil rubro-negros festejaram como mereciam nas arquibancadas.

Enquanto isso, na Ilha do Retiro, o Sport meteu 3 a 0 no Juventude e chegou ao oitavo lugar na tábua de classificação, com dois gols de Anderson Aquino no primeiro tempo (aos 10 e 39) e de Carlinhos Bala, de pênalti, no segundo (aos 29).

Por Juca Kfouri às 19h05

São Paulo absoluto

O jogo nem bem tinha começado e o São Paulo, na pressão total, fez 1 a 0, aos 6, em cobrança de uma falta em dois toques dentro da área, no qual Rogério Ceni só passou o pé por cima da bola para Jorge Wagner fuzilar.

Sem alternativa, o Atlético Paranaense até foi para cima e chegou a ameaçar.

O de sempre.

O São Paulo se fingindo de morto, atento na marcação (só 7 sofridos gols em 19 jogos, 12 sem sofrer gol!)e mortal nos contra-ataques.

O segundo tempo começou no mesmo diapasão, com Josué quase ampliando logo de cara.

Rogério Ceni teve que fazer uma boa defesa e, então, chega de riscos...

Richarlyson fez boa jogada pela esquerda, cruzou, Alex Silva tocou de calcanhar e, no rebote do goleiro, Borges matou o jogo, aos 9.

Aos 26, Souza ainda sofreu um pênalti não marcado pelo fraquíssimo árbitro de Amazonas, sem a menor condição de apitar um jogo de Primeira Divisão.

O São Paulo é o campeão do primeiro turno e ganhou seu segundo troféu Osmar Santos, oferecido pelo diário "Lance!".

O Botafogo que trate de fazer os seis pontos que tem a disputar no turno para ficar apenas a dois do tricolor.

Por Juca Kfouri às 18h52

Bobagens a granel

Em entrevista à Rádio do Moreno, do jornalista Jorge Bastos Moreno, Ricardo Teixeira disse que o COI é muito elitista e que o circuito olímpico se restringe ao eixo Londres, Paris, Nova Iorque, Roma etc, o chamado circuito Helena Rubinstein.

Ou Teixeira fugiu das aulas de Geografia ou das de História.

Ou de ambas, como é mais provável.

Porque já houve Jogos Olímpicos em Melbourne (1956), Tóquio (1964), na Cidade do México (1968), em Seul (1988) e em Sydney (2000).

E os próximos, no ano que vem, serão em Pequim.

Se, de fato, na África ainda não teve, é o caso de dizer que a Fifa só agora, em 2010, promoverá uma Copa do Mundo lá.

E ainda não organizou nenhuma na Oceania, contra duas Olimpíadas no continente, além de três na Ásia, contra apenas uma Copa do Mundo.

E como desgraça pouca é bobagem, Teixeira revelou que além de flamenguista, como já se sabia (embora chame seu clube de Clube de Regatas Flamengo em vez de do Flamengo...) é também corintiano.

Era só o que faltava ao Corinthians. 

Por Juca Kfouri às 09h20

10/08/2007

Um sábado para o São Paulo

Três jogos neste sábado, todos às 18h10.

O do São Paulo, no Morumbi, ao menos, deveria ser às 16h.

A torcida merecia.

O Tricolor pega o Furacão e com uma vitória assegura o primeiro lugar no primeiro turno do Brasileirão-2007.

Que é favorito disparado ninguém discute, mas, segundo Muricy Ramalho, o jogo deverá ser tão duro como foi o contra o Botafogo, discurso de quem não quer nem pensar em relaxamento de seu time, no que faz muito bem.

Se o São Paulo discute a liderança absoluta, o Flamengo busca sair da rabeira.

Que situação!

E recebe o Náutico, no Maracanã.

Se achar que é favorito terá dado um enorme passo para se frustrar mais uma vez.

Porque não é.

No mínimo estamos diante de um jogo com chances iguais.

Já o Sport tem tudo para impor mais uma derrota ao Juventude, na Ilha do Retiro.

Por Juca Kfouri às 17h03

Falso problema

O Corinthians já anda com problemas em demasia para criar mais um.
 
Falso, ainda por cima.
 
Se seu atual presidente era palmeirense até os nove anos de idade, a mudança deve ser vista, pelos corintianos inteligentes, como prova de evolução.
 
Do mesmo modo que os alviverdes devem encarar as crianças que eram corintianas e mudaram para o Palmeiras.

Por Juca Kfouri às 14h08

Ainda do "Estadão" de hoje

Manobra teve início em 2004

Por ROBSON MORELLI

Dualib abriu empresa para proteger bens quando situação financeira do Corinthians já era ruim

Dualib não quer ser o primeiro a pagar pelas novas leis. Já admite até deixar o posto no clube, mas jamais abrirá mão de seus bens. Por isso, o primeiro passo da Operação Uruguai foi dado em 14 de janeiro de 2004, quando abriu a empresa Adel Locadora de Máquinas e Móveis Ltda., e usou um de seus funcionários, João de Almeida, como parceiro na sociedade.

Naquela época, segundo o movimento oposicionista Fora Dualib, a dívida do Corinthians era de R$ 5,2 milhões. O clube estava perto de assinar parceria com a MSI. A Adel, com sede inicialmente na Estrada do Mandu, 1002, em Itapecerica da Serra, foi criada com capital de R$ 14.300.500,00 em imóveis e apenas R$ 1.500,00 em dinheiro, totalizando R$ 14.302.000,00. Nasceu com o objetivo de locar bens móveis, máquinas, equipamentos industriais e de escritório. Não se tem notícia de que tenha funcionado um dia.

Na distribuição das cotas, o presidente corintiano aparece com a maior parte do bolo, deixando para João apenas R$ 360,00. João mora e cuida de terras que Dualib tem, ou tinha, perto do quilômetro 305 da Rodovia Régis Bitencourt. Ele não foi encontrado pelo JT, mas sabe-se que seu irmão também trabalha para o cartola corintiano na região.

Um detalhe no contrato da Adel comprova a disposição do dirigente de evitar a perda de seus bens: uma cláusula de impenhorabilidade dos 34 imóveis relacionados no documento de abertura. Quatro páginas detalham metragem, localização e valor dos imóveis da sociedade. Tudo foi registrado e feito como manda a lei.

O segundo passo da Operação Uruguai foi dado dois anos depois, num adendo ao mesmo contrato da Adel. Nele, além da mudança de endereço, Dualib repassa suas cotas para uma segunda empresa, a Unionlinx Sociedade Anônima, com sede na rua Ituzaingó, Montevidéu, Uruguai. Dualib elegeu como procurador da Unionlinx o advogado paulista Alex Sandro Souza Ferreira. Ele não retornou as ligações do JT. No esquema de offshore, o então procurador não é obrigado a revelar nome dos acionistas da empresa.

Na nova transação, Dualib compromete-se a vender para a Unionlinx sua cota da Adel no valor de R$ 13.108.640,00. Recebe R$ 360 mil à vista e o restante parcelado em 60 vezes, portanto, em cinco anos. O cartola se valeu ainda de uma brecha na lei para tirar da lista de bens alguns imóveis, porque, segundo o documento a que o JT teve acesso, o capital da empresa excedeu o objeto da sociedade em R$ 1.193.000,00. Fez o serviço tão apressadamente que relacionou o mesmo imóvel duas vezes.

Não há no contrato qualquer notificação sobre valorização ou desvalorização dos bens, o que sugere que a transação não foi feita para que Alberto Dualib ficasse mais rico ou mais pobre, ganhasse ou perdesse dinheiro. Também não há no documento o valor das parcelas que a empresa com sede no Uruguai deveria pagar ao presidente corintiano.

ESCUTAS TELEFÔNICAS

O Ministério Público Federal já desconfiava da Operação Uruguai. Detectou, em escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal, conversas de Dualib sobre uma transferência de bens para aquele país. No diálogo, registrado dia 30 de junho, o cartola discute o assunto com o advogado e conselheiro do Corinthians José Alves. Renato Duprat, em outro diálogo, pede a Dualib que não espalhe o assunto.

O braço direito do dirigente na era MSI faz alertas e pede sigilo sobre o assunto. ''''Você pode se prejudicar com isso'''', disse Duprat a Dualib, por telefone. A gravação também foi interceptada. Apesar de a história ter vazado, o presidente corintiano já tinha se garantido. A cláusula de impenhorabilidade da Adel foi mantida. No Parque São Jorge, Dualib conta que colocou em marcha a Operação Uruguai porque teme perder seus imóveis, não como penhora pelas dívidas do Corinthians, mas pelos maus negócios feitos pela empresa do filho, de quem é avalista. ''''Mas essa história do filho não convence ninguém aqui no clube'''', disse um importante conselheiro.

OS BENS DO PRESIDENTE

Apartamento na Vila Madalena, no valor de R$ 89.000,00
Unidade Autônoma na Consolação, no valor de R$ 79.500,00
4 apartamentos no Guarujá, no valor de R$ 930.000,00
9 terrenos em Itapecerica da Serra. Total R$ 6.850.000,00
Casa e terreno no Alto de Pinheiros: R$ 700.000,00 (casa em que Alberto Dualib mora)
2 terrenos em Mogi das Cruzes, no valor de R$ 385.000,00.
2 terrenos no Alto de Pinheiros no valor de R$ 880.000,00.
Terreno no Tatuapé, no valor de R$ 800.000,00.
Terreno em Cumbica, em Guarulhos. Valor: R$ 400.000,00.
Prédio na zona industrial de Cumbica, em São Paulo, no valor de R$ 800.000,00
Terreno no Guarujá, no valor de R$ 30.000,00.
Terreno em Suzano no valor de R$ 1.600.000,00.
Prédio e terreno no Tatuapé, no valor de R$ 70.000,00.
Parte de um terreno no Distrito de Taiaçupeba, no valor de R$ 55.000,00.
Direito de compromissário comprador de imóvel no Tatuapé: R$ 70.000,00.
Prédio em Manaus, no valor de R$ 100.000,00.
Escritório no Ibirapuera, no valor de R$ 69.000,00.
Terreno em Mairiporã, no valor de R$ 18.000,00.
Vários prédios na Vila Formosa: R$ 85.000,00.
Casa e terreno na Vila Mariana: R$ 230.000,00.

Por Juca Kfouri às 10h50

Do "Estadão" de hoje

Dualib faz a sua Operação Uruguai

Com medo de perder bens, presidente do Corinthians repassa imóveis para empresa com sede no país vizinho

Por ROBSON MORELLI 

 

Pode ser tarde para a Justiça bloquear os bens do presidente Alberto Dualib, caso sejam comprovados eventuais prejuízos ao Corinthians durante sua administração. Por um simples motivo: os bens já não lhe pertencem. Não oficialmente. Ele repassou imóveis avaliados em R$ 14,3 milhões para empresa com sede no Uruguai, em esquema de offshore e administrada por um procurador. Dualib não quis se pronunciar sobre a Operação Uruguai - nome dado a manobra feita pelo ex-presidente Fernando Collor de Mello no início dos anos 90.

Nos últimos três anos, o dirigente prepara o terreno para sair de cena sem correr risco de deixar para trás ou entregar ao clube parte do que conquistou na vida. Dualib é presidente do Corinthians há 14 anos. Já rasgou e modificou estatutos para se perpetuar no poder. Mas só agora, aos 87 anos e perseguido pela torcida que ajudou a criar, o cartola começou a se coçar motivado não pela idade, mas pelas leis específicas criadas no futebol que condenam dirigentes por má administração, com penas que podem ir da prisão até penhora de bens pessoais. Dualib passou a temer pela segunda opção. Trabalhou nos bastidores para se ''''desfazer'''' de posses sem ferir leis brasileiras.

O JT teve acesso a documentos que mostram manobra jurídica do presidente para tirar de seu nome imóveis avaliados em R$ 14,3 milhões, quantia calculada abaixo do preço de mercado e que poderia dobrar, segundo pesquisa de especialistas. Os documentos também justificam o que a oposição corintiana batizou de ''''Operação Uruguai''''. Dualib se desfez de 34 imóveis entre casas, apartamentos e terrenos nos dois últimos anos - uma limpa em sua declaração de imposto de renda. Muito pouco ou nada deve agora estar em seu nome ou no nome de sua mulher, Elvira Real Dualib, já que ambos são casados em regime de comunhão de bens.

Se um dia for responsabilizado pela Justiça por administração ruim no Corinthians, como mandam o Estatuto do Torcedor e a Lei de Responsabilidade Social, não terá muito para deixar como penhora. Perderá pouco. ''''As leis estão aí para ser cumpridas. Sabemos que umas pegam mais rapidamente que outras, mas existem e devem ser usadas'''', disse o relator do Estatuto do Torcedor e líder do governo no Congresso, deputado Gilmar Machado, do PT-MG. ''''Fez o que não devia no clube, tem de responder agora.''''

Dualib está afastado da presidência do Corinthians, com risco de impeachment. Pediu 60 dias para preparar sua defesa das acusações do Ministério Público de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Sua situação se agravou depois de o Conselho Deliberativo do clube ter votado pelo seu afastamento em definitivo.

Por Juca Kfouri às 09h47

Os números da 18a. e penúltima rodada do primeiro turno

Vá entender o torcedor.

A rodada deste meio de semana teve mais público do que a do último fim de semana.

Verdade que teve o jogo do Maracanã, com 40.067 pagantes, para fazer a diferença.

O pior público foi no Serra Dourada, com 4.107 (e não em Caxias, como aqui escrito anteriormente).

Se a média da 17a.rodada foi de 12.221 pagantes por jogo, a da 18a. foi de 13.708, com 26 gols.

O único visitante que venceu foi o líder e virtual campeão do troféu Osmar Santos, do diário "Lance!", o São Paulo.

Os alviverdes Juventude e Palmeiras só empataram em casa.

Mas os outros sete anfitriões venceram, sempre por, no mínimo, dois gols de diferença, com exceção do Goiás, que derrotou o Galo por apenas um gol.

Por Juca Kfouri às 23h01

09/08/2007

Quinta-feira sem surpresas

Deu o que tinha de dar, sem surpresas.

O Grêmio, com dois gols de Tuta, um em cada tempo, e outro de Kelly, derrotou o fragílimo América, no Olímpico: 3 a 0.

Futebol que é bom, quase não houve, até porque não precisou.

O Vasco, com um gol de Wagner Diniz e outro de Enílton, um em cada tempo, não teve a menor dificuldade para ganhar do inexistente Corinthians, em São Januário: 2 a 0.

Foi tão fácil que o Vasco nem teve que jogar muito, só bailar, embora merecesse, pelo menos, mais dois gols.

No melhor jogo e no mais equilibrado, o Palmeiras abriu o placar logo de cara, com Valdívia, no Palestra Itália: 1 a 0.

Mas o Inter não se intimidou e buscou o empate até consegui-lo, com justiça, em cobrança de falta de Alex, aos 39 do segundo tempo. E quase venceu.

Já o Santos, sem jogar quase nada, ganhou do Paraná Clube, gol de Marcos Aurélio, no primeiro tempo, na Vila Belmiro, e de Kléber Pereira, no fim do jogo: 2 a 0.

E ainda se deu ao luxo de levar alguns pequenos sustos.

A penúltima rodada do primeiro turno não foi nada generosa com o futebol bem jogado.

Mas manteve tudo embolado lá em cima e não aliviou para ninguém lá embaixo.

Por Juca Kfouri às 21h40

S.O.S. Mengão!

Sim, é crítica a situação do Flamengo.

Mas, apesar disso, o rubro-negro tem tudo pra escapar do rebaixamento, desde que jogue um pouquinho mais.

Porque dos 24 jogos que lhe faltam, 16 serão disputados no Maracanã, aí incluídos os jogos como visitante com o Vasco e o Fluminense.

Por Juca Kfouri às 17h23

Quatro anfitriões favoritos

Quatro jogos nesta noite para fechar a 18a. rodada do Brasileirão.

Os anfitriões são os favoritos.

Um enorme favorito é o Grêmio, diante do América.

Um grande favorito é o Vasco.

Outro mais para o médio favorito é o Santos.

E em menor medida, o Palmeiras.

Porque o Inter é o adversário mais indigesto, além da síndrome do Parque Antarctica.

Já a Vila Belmiro não deverá ver um jogo fácil, porque o Paraná Clube é sempre parada dura, complicada.

E em São Januário o Vasco só não já ganhou por dois motivos:

1. não existe já ganhou em futebol;

2. o empate diante do Figueirense não pegou bem.

É verdade sim que o Corinthians tem se dado bem contra o Vasco, mas as provocações de Vampeta e, principalmente, a pobreza técnica do alvinegro, não autorizam imaginar outro resultado que não seja a vitória carioca.

 

Por Juca Kfouri às 11h44

Está no blog da "União dos Torcedores Brasileiros"

Atenção: Blog “A Verdade do Pan 2007” está fora de ar!!!!

“A Verdade do Pan 2007” saiu de ar.

Desde terça-feira, dia 07/08/07, não é mais possível acessar o blog “A Verdade do Pan 2007” nem “A Verdade da Copa 2014” coordenados por uma pessoa com o pseudônimo Diana. Sabemos que existe uma queixa de calúnia, injúria e difamação impetrada pelo presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, contra a “Diana”. Este processo está sendo investigado pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática – Cidade Nova – Rio de Janeiro.

Podemos ariscar algumas perguntas:

- A queixa de Carlos A. Nuzman tem a ver com inacessibilidade do blog?
- Por que o blog saiu do ar? Foi por precaução própria e voluntária da “Diana” ou alguém (por exemplo, polícia, governo, Google) tirou do ar?
- Onde está “Diana” e como ela está? Será que ela foi presa? Ela precisa de ajuda? Tem advogado? Está sendo bem tratada?

A posição da UTB é a de que desejamos a realização de eventos como Pan, Olimpíada ou Copa do Mundo no Brasil e queremos apoiar tais iniciativas. Porém, queremos que todos os brasileiros sejam beneficiados por esses eventos. O acesso de todos tem de ser garantido. Além disso, o evento necessita ser organizado de modo transparente para que possamos acompanhar a correta condução da realização e, principalmente, a correta utilização dos recursos financeiros. Nesta função a imprensa tem um papel fundamental. Imprensa significa hoje em dia não só jornais, revistas, radio e tv, mas também sítios na internet, como blogs. A liberdade de expressão e informação tem de ser protegida para garantir a correta realização destes eventos para o benefício de todos.
O blog “A Verdade do Pan 2007” é um dos meios para tentar garantir um evento que possa trazer benefício à população, mesmo que nem sempre todos concordem com seu conteúdo. Mas opiniões diferenciadas têm de ser permitidas.
A suspeita de que o blog foi tirado do ar num ato de censura é insuportável. Pedimos imediatos esclarecimentos sobre o caso e a liberação do blog.

UTB

Pedimos a imediata liberação do blog original “A Verdade do Pan 2007”!

http://torcedoresbrasil.blogspot.com/2007/08/ateno-blog-verdade-do-pan-2007-est-fora.html

Por Juca Kfouri às 09h07

08/08/2007

E quem segura o São Paulo?

Trabalhei com um brilhante jornalista que tinha uma teoria muito particular sobre jornalismo: quanto maior o esforço de reportagem, maior o fiasco da dita cuja, dizia.

Pois no futebol acontece coisa parecida.

Quanto maior a expectativa, maior a decepção.

E o primeiro tempo de Botafogo e São Paulo foi bem isso.

A frustração dos que esperavam um jogaço foi diretamente proporcional ao que se imaginava que aconteceria.

Quem se saiu melhor foi a arbitragem que errou apenas uma vez, num impedimento mal marcado do ataque carioca.

De resto, o excesso de respeito de um time pelo outro levou a um número exagerado de erros e quase nenhuma emoção.

O Botafogo ainda tentou e exigiu atenção de Rogério Ceni.

O ataque são paulino nem isso.

Para piorar, Reasco fraturou a tíbia e não deve mais jogar neste ano.

Houve um momento tão ruim do jogo no Maracanã com ótimo público (quase 48 mil torcedores presentes) que este blogueiro pensou em dar uma olhadinha nas outras partidas.

Mas resistiu e manteve o compromisso de ficar só com o jogo dos líderes do campeonato.

Um jogo que, na verdade, só confirmava o nivelamento por baixo do Brasileirão.

Uma pena.

Enquanto isso, o Náutico goleava o Figueirense, nos Aflitos, por 4 a 2, jogo encerrado.

E o Atlético Paranaense e o Goiás venciam em casa por 1 a 0 o Flamengo e o Galo (que pagava preço alto por ter se desfeito do goleiro Diego, tamanha a falha de seu substituto no gol de Paulo Baier, no primeiro minuto de jogo, e o pênalti que cometeu, convertido também por Baier, aos 7 do segundo).

E o Corinthians voltava para a zona de rebaixamento.

O segundo tempo começou com ares de que as coisas melhorariam.

Logo aos 2 minutos o zagueiro Juninho obrigou Rogério Ceni a fazer boa defesa.

O jogo, de fato, até ficou mais movimentado, mas, ainda, tecnicamente fraco, sem brilho.

E Júnior entrou no lugar de Dagoberto, sumido.

Aos 18, em cobrança de escanteio de Jorge Wagner, Alex Silva, de cabeça, fez 1 a 0.

Era justo?

Não era.

Era injusto?

Também não era.

O Botafogo estava invicto há 25 jogos e nove meses no Maracanã.

Estava.

E tinha vencido todos os sete jogos como mandante no Brasileirão.

Tinha.

Mas ainda faltava muito tempo.

Quem sabia se o jogo não iria melhorar?

Pois eis que Túlio achou de chutar o rosto de Leandro, no chão.

Uma covardia que mereceu o cartão vermelho e, até, ordem de prisão.

Faltavam 20 minutos e o jogo só poderia melhorar mesmo para o São Paulo, que partia para sua sexta vitória consecutiva e para o título simbólico de campeão do primeiro turno.

E, lembremos, desde que o campeonato é em pontos corridos, em 2003, o campeão do turno foi o campeão nacional.

A vitória tricolor se consolidou com o segundo gol, de Leandro, aos 28.

Júnior fez falta em Juninho no lance anterior ao gol?

Fez não.

Em 13 jogos do Rio-São Paulo particular, era a sétima vitória paulista, contra apenas duas derrotas.

E o Dodô?

Cadê o Dodô?

Estava no bolso de Miranda.

Em Goiás, acabava Goiás 3, Galo 2.

E no Paraná, o Furacão derrotava o Flamengo por 2 a 0, cada vez mais complicado, cinco gols sofridos e nenhum marcado em seus dois jogos sob o comando (?) de Joel Santana.

Mas a pergunta é: quem, agora, vai segurar o São Paulo?

Para Dunga, é irrefutável: entre a decantada beleza do jogo botafoguense e a eficácia do são paulino, não há por que ter dúvida.

Mas que o jogo não foi nem metade do que prometia lá isso também é verdade.

O que, cá entre nós, não faz nenhuma diferença para o torcedor tricolor.

 

Por Juca Kfouri às 22h51

Cruzeiro em alta

A tática do "pega-pega" desta vez não deu certo para o Sport.

E mais uma vez as expulsões pesaram só que, desta, sem mágica.

Foram, outra vez, duas, depois compensada por uma do Cruzeiro.

E Geninho precisa pensar se o caminho é esse mesmo.

O Cruzeiro marcou duas vezes com Alecsandro no começo e no fim do segundo tempo e consolidou sua posição entre os quatro primeiros e conseguiu sua terceira vitória seguida.

Já em Caxias, em jogo que não vi, mas li que foi ruim, Juventude e Fluminense ficaram no 0 a 0.

Certamente não perdi nada.

Por Juca Kfouri às 20h51

Doping e Privacidade

O texto abaixo está publicado no blog do autor (http://www.waltermaierovitch.globolog.com.br  )
e é reproduzido aqui não pelas citações ao dono deste blog, mas, sim, pela excelência do raciocínio e, confesso, pela citação ao pai do dono deste blog...

Por WÁLTER FANGANIELLO MAIEROVITCH

Numa competição esportiva, a regra é a igualdade entre os competidores.

A violação de norma disciplinar de uma competição esportiva pode tornar a disputa desigual. Exemplo clássico é o do consumo pelo atleta de substância química proibida (dopping), intecionalmente ou não.

Só que o “par condictio”, a decantada igualdade de oportunidades, não é real no mundo esportivo.

A igualdade é apenas regra. Por pura hipocrisia, as exceções decorrentes de um mundo desigual não são nunca lembradas. Em outras palavras, quando se divide o planeta entre países pobres, ricos e em desenvolvimento, a igualdade entre atletas em termos de performance, numa competição internacional, vai para o vinagre.

Quem tiver dúvida, é só verificar o índice de desenvolvimento humano e o número de medalhas numa Olímpíada.

Ou melhor, faça sua aposta num jogo de basquetebol entre EUA e Burkina Faso, localizada na África ocidental, com 99% de mortalidade infantil e 0,302 de índice de desenvolvimento humano (175º.no rol de nações).

Pois bem, o ilícito esportivo é apurado na denominada Justiça Esportiva, que não tem nada com o Judiciário, ou seja, com um dos poderes do Estado.

No âmbito esportivo, atuam a Justiça Esportiva Nacional e a Desportiva internacional, cada uma com as suas atribuições. Mas, para evitar conflitos, as confederações adotam e colocam nos seus regulamentos as mesmas normas de conduta previstas pelos organismos desportivos internacionais.

Como tem observado e reagido o jornalista Juca Kfouri , contando com apoio de operadores do direito, psiquiatras, psicólogos, educadores, sociólogos, etc, muitas vezes normas disciplinares esportivas violam o direito universal das gentes, que é um direito natural.

Parêntese: direito natural, no sentido de ínsito ao ser humano (já nasce com ele) e que, no mundo secular, acabou sendo escrito por força da Revolução Francesa (1789) e das Nações Unidas, em 1948. Fim do parêntese.

Mais ainda, as regras desportivas vencem a Constituição por goleada.

O ilícito esportivo, pela publicidade e exposição do atleta, transforma-se, ad perpetuam , em marca de indignidade.

Algo medieval. Igual quando se marcava o condenado com ferro-quente. Ou, se transportava o sentenciado à forca numa carroça. Carroça,-- símbolo de indignidade na Idade Média--, pois só empregada para transporte de carga.

O atrelamento do nome do (a) atleta ao consumo drogas (dopping) viola aos mais elementares direitos da pessoa.

No Brasil, a Constituição da República, --no capítulo reservado aos direitos e às garantias individuais (cláuslas pétreas,portanto)--, estabelece ser inviolável a intimidade e a vida privada. Protege, portanto, a privacidade, a esfera íntima. Para ter idéia, não se pode remexer no lixo do vizinho para descobrir, por exemplo, que remédios ele toma.

O nosso dispositivo constitucional, -- e também o de outros países onde os nacionais são educados para a legalidade democrática--, não impede punições às fraude esportivas, em especial ao atleta que se dopou.

Impede-se, apenas, a sanção acessória, humilhante e estigmatizantes, que é a publicidade.

Nas questões de estado e de família, por exemplo, os processos judiciais tramitam em segredo de Justiça. Numa separação judicial litigiosa, a suma da sentença de extinção do casamento é registrada no Cartório de Registro Civil. Do registro consta, apenas, a separação e não qual dos dois ex-cônjuges foi o culpado e se por adultério, injúria grave, etc.

A esfera da inviolabilidade prevista na Constituição, como ensina o jurista José Afonso da Siva, é ampla. A privacidade, abarca “ todas as manifestações da esfera íntima, privada e da personalidade”.

De se acrescentar, o consumo ilegal é uma questão de saúde pública, ou melhor, sócio-sanitário e coberta pela reserva.

A propósito, consumir droga não é crime. A lei veda é o porte, a posse para uso próprio, sem autorização legal.


Pano Rápido. No mundo esportivo, civilizado, respeitoso, pune-se o atleta por infração disciplinar e a sanção principal será a prevista nos códigos desportivos: suspensão, advertência, multa. Não se aplica a acessória, que é a inconstitucional publicidade,ou melhor, a exposição que levará a uma marca perpétua de indignidade. Vai pesar negativamente no pós-encerramento da carreira esportiva, isto é, nas novas relações sociais..

O Juca Kfouri, mais uma vez, tem razão. São velhas lições apreendidas com o seu pai, um saudoso e respeitado procurador de Justiça.

Por Juca Kfouri às 13h06

Os demais jogos desta quarta-feira

Às 19h30, no Mineirão, tem outro jogo interessante, que dá para ver antes de Botafogo e São Paulo (ver nota abaixo): Cruzeiro x Sport.

O Cruzeiro parece ter encontrado um caminho e embora ainda dê sustos tem o melhor ataque do campeonato, com 36 gols..

E o Sport parece ter se especializado em missões impossíveis.

Também às 19h30, Juventude x Fluminense, um jogo que só interessa aos torcedores dos dois times.

Às 20h30, o Náutico recebe o Figueirense e teme o gramado de seu estádio, realmente abaixo da crítica.

Os dois outros jogos das 21h45 serão entre os rubro-negros Atlético Paranaense e Flamengo e entre Goiás e Atlético Mineiro.

O Galo de Leão jogou três vezes e ganhou duas, ambas fora de casa (Paraná Clube e Juventude), mas o Goiás só perdeu uma vez nas oito vezes em que jogou no Serra Dourada.

E o Flamengo tem mais uma chance para mostrar que é falsa a colocação em que está, embora pareça cada vez mais a pura e dura verdade.


Por Juca Kfouri às 23h22

Botafogo x São Paulo: é hoje!

Hoje vou me permitir ver apenas um jogo, o do Maracanã, é claro.

Porque é "o" jogo, para curtir sem nada para distrair.

Pena que o Botafogo tenha sido obrigado a punir Zé Roberto, embora eu ache que deveria ter deixado para puni-lo depois da partida.

Mas não estou no dia-a-dia do clube para ter uma impressão definitiva.

Seja como for, avalio que o Glorioso é ligeiramente, só isso, ligeiramente favorito.

O São Paulo, sem Souza (Hugo não chega a ser um desfalque) deverá ter, ao menos no banco, o reforço de Dagoberto.

E provavelmente voltará a jogar com três zagueiros, como diante do Grêmio.

Verdade que o ataque do Botafogo não é o do Grêmio, ao contrário.

Enquanto o carioca é o segundo mais positivo do campeonato, o gaúcho é o menos (35 gols a 14) e o time paulista marcou 20.

E o tricolor tem a melhor defesa, com a estupenda marca de apenas sete gols (o Flu, que vem a seguir, sofreu 14, e o Botafogo, 21) em 17 jogos.

Mas hoje poderemos ver mais um jogo que opõe o chamado futebol bonito ao de resultados.

Sem esquecer que o saldo de gols botafoguense é de 14 contra 13 do São Paulo.

Trata-se, enfim, de um jogo mais importante para o Botafogo do que para o São Paulo, mesmo que o alvinegro tenha um jogo a menos.

Porque, em casa, este é aquele jogo que um campeão não pode perder.

Por Juca Kfouri às 23h01

07/08/2007

Ainda, Dodô

Anda tem muita gente querendo saber minha opinião sobre a absolvição de Dodô.

Já a dei no blog, na Folha, na CBN e na ESPN-Brasil, mas volto a dizer que achei que se fez o certo por linhas tortas.

A legislação antidoping é ultrapassada, hipócrita e descuidada.

Também acho que os auditores deveriam se dar por impedidos quando estiver em julgamento algo que diga respeito ao seu clube de coração.

Mas,do mesmo modo, acho ser impossível reunir julgadores que não tenham preferências clubísticas.

Como acho, há décadas, que num caso comprovado de doping o time que abrigar o dopado deve perder os pontos do jogo.

Não estou convencido da inocência do Botafogo, embora não tenha dúvida de que Dodô foi vítima, não réu.

Só que também há anos não levo a sério a justiça esportiva brasileira, razão pela qual no lugar de Muracy Ramalho teria dito exatamente o que ele disse.

É tudo muito contraditório?

Prefiro achar que é dialético.

Por Juca Kfouri às 22h44

Fora, Dualib!

Por 264 votos a favor, cinco contra e uma abstenção, o Conselho Deliberativo do Corinthians aprovou o afastamento por tempo indeterminado do presidente do clube, Alberto Dualib, e de seu vice, Nesi Curi.

Os cinco votos vieram de conselheiros com sobrenome Dualib, embora nem o próprio presidente, assim como sua famosa neta Carla e o vice-presidente, estivessem na reunião.

Por Juca Kfouri às 22h14

Convocação pacífica

Dunga fez uma convocação justa e politicamente correta.

Kaká e Ronaldinho estão na lista e resta saber se serão, como têm de ser, titulares.

Hélton dançou e Afonso, bem, Afonso foi uma aposta que não deu certo.

Faz parte.

Mas Fernando continua no grupo e tanto o Santos quanto o São Paulo têm motivos para protestar por perderem Kléber e Josué.

O essencial, no entanto, Dunga mostrou: não quer comprar brigas desnecessárias.

Por Juca Kfouri às 15h24

Três técnicos em apuros

É claro que não dará em nada, além de, no máximo, advertências.

Mas tanto Muricy Ramalho, quanto Joel Santana, como Renato Gaúcho, feriram a lei esportiva.

O primeiro por criticar uma decisão da justiça esportiva, a que absolveu Dodô.

O segundo porque porrada não é sinônimo de chegar junto, é incentivo à violência.

E o terceiro por uma acusação leviana, ainda mais quando se sabe que o presidente de seu clube é o médico do presidente da CBF.

Alguém poderá dizer que impedir a opinião como a de Muricy é censura.

Mas está na lei e na Europa é igualzinho.

Mas como nada dará em nada, é nada mesmo.

Por Juca Kfouri às 13h16

E ninguém viu?

"Como é que ninguém via isso?", perguntou perplexo, Ricardo Teixeira, um ano depois da Copa da Alemanha, numa referência ao clima generalizado de festa que caracterizou a Seleção em 2006.

Agora o presidente da CBF é flagrado na cerimônia de entrega de medalhas na Copa América, conforme pode ser visto nas imagens abaixo.

Pelo menos, faz menos de um mês...

http://www.kibeloco.com.br/

Por Juca Kfouri às 10h51

O estranho caso dos cubanos deportados

Dois campeões mundiais de boxe cubanos desapareceram da Vila Olímpica do Pan-2007 no último dia 22 de julho.

Teriam sido aliciados por empresários alemães para ir lutar na Europa.

Dias depois, no entanto, foram encontrados pela polícia brasileira na Região dos Lagos, ainda no Rio de Janeiro.

Sem documentos, não pediram asilo ao governo brasileiro, segundo informou o ministério da Justiça.

E mais, sempre segundo fontes oficiais do governo brasileiro, disseram que queriam voltar para Cuba.

Sem que as autoridades permitissem que os dois pugilistas dessem uma entrevista coletiva para manifestar o desejo, foram rapidamente deportados para Havana, onde já estão, com seus parentes, segundo informa o governo cubano que, além do mais, prometeu que não haverá nenhuma punição a ambos.

Pode ser que seja tudo verdade.

Que eles foram enganados pelos alemães, que não queriam asilo nem aqui nem em lugar nenhum, que queriam mesmo voltar para casa e que nada lhes acontecerá.

Tomara que seja verdade mesmo e que, assim, o caso tenha acabado com final feliz.

Mas que ficou tudo muito estranho e foi resolvido com uma rapidez anormal para situações semelhantes, nem a velhinha de Taubaté poderia negar.

E ontem, no Senado Federal, a oposição começou a se movimentar para exigir explicações.

Coisa que o governo deve, embora já seja tarde demais.

Por Juca Kfouri às 23h50

06/08/2007

Da Bahia pro mundo, o 'preparador de zagueiros'

Por MARCELO TORRES*



A Bahia, que é a terra onde o Brasil nasceu [segundo a história oficial], e onde nasceram o samba, a guitarra e o trio elétrico, acaba de criar no futebol a figura do "preparador de zagueiros".

Isso mesmo, se o futebol tinha o preparador de goleiros, agora tem também o preparador de zagueiros.


A invenção é do meu Vitória, na via-crúcis da segunda divisão.

E hoje, já que o time está cheio de jogadores de quinta categoria, só falta ao clube criar as funções de preparador de laterais, preparador de meio-campistas, preparador de atacantes, até preparador de técnico e preparador de preparador físico...


O Vitória vive uma triste realidade no purgatório da segundona.

Paga os pecados por ter empurrado o Palmeiras [do Clube dos 13] para a segundona em 2003 [ e o Palmeiras é bonzinho com os sócios do Clube dos 13, basta lembrar da mãozinha que ele deu nos últimos anos ao Flamengo, que conseguiu permanecer na Série A].


O Vitória, que é a 1ª força do futebol da 3ª maior cidade do País [Salvador], é uma assombração, um acinte ao torcedor, uma esculhambação com a Bahia.


E olha que o clube já teve Bebeto, Dida, Fábio Costa, Petckovic, Rick, Fischer, Osni, Aristizábal, Mário Sérgio e outros craques do futebol mundial.


Mas, voltemos ao tal "preparador de zagueiros".


Ao ler a notícia, fiquei feliz. Afinal, o Vitória sempre foi um fiasco na zaga.

O setor historicamente é um calcanhar-de-aquiles da nossa equipe.

E olha que já tivemos zagueiros como o uruguaio Moas, o santista Adaílton, o são-paulino Alex Silva e David Luiz, que joga no Porto, de Portugal!!


E nem eles deram jeito na nossa zaga!

Falhavam muito, como se estivessem sempre "rezados" pela macumba dos nossos rivais tricolores.

E nem a macumba rubro-negra conseguia "fechar" o corpo da nossa zaga [se macumba valesse... Vocês sabem, né?.


Além disso, o Vitória sempre revelou uns zagueirinhos.

Você já deve ter ouvido falar em Felipe Saad (que passou por Botafogo e Paysandu), Fábio Bilica (seleção olímpica-2000, Grêmio, futebol alemão e francês), Moisés [Cruzeiro, Flamengo] e outros.
Todos falhavam, nenhum inspirava confiança.

Quando uma bola era alçada na área, vixe Maria!, era um deus-nos-acuda.

Ou seja, a nossa zaga sempre foi um horror.

Sempre, sempre, sempre.


E quando penso nos horríveis zagueiros do Vitória, o nome que me vem à memória é o de Flávio. Flávio Tanajura. Ele "matava" ao menos um torcedor do Vitória por jogo. Eu mesmo tive que gastar mais de sete vidas na Fonte Nova, no Barradão ou diante da tevê.


Tudo bem, ele é um bom moço, um rapaz do bem, um "atleta de Cristo".

Conheci sua mãe, que foi minha colega de trabalho, num banco, em Salvador.

Nada no campo pessoal contra o cidadão Flávio.

Mas o que interessa aqui é futebol, e futebol que é bom...


O título da matéria dizia "Clube contrata preparador de zagueiros".

E eu vibrei, fiquei extasiado, olhei pra frente: "Oba! Agora, sim!

Finalmente teremos uma solução para esse problema crônico".


E aí comecei a ler o texto, curioso para saber quem seria o pioneiro dessa função.

Seria Edinho Nazareth, ex-zagueiro do Fluminense e da Seleção, que hoje é diretor de futebol do clube?

Seria o uruguaio Moas? Ou o baiano Aldair?


E aí comecei a ler a matéria.

Uma linha, duas linhas, na terceira linha veio a decepção. O escolhido para ser o primeiro preparador de zagueiros da história do futebol é...[tchan-tchan-tchan-tchan] Flávio.

Ele mesmo, ressurgindo como um fantasma a me assombrar de novo.


Eu não sabia se ria da piada ou se chorava do destino do meu clube.

Que Deus e os diabos dos atacantes das outras equipes tenham piedade de nós.


De qualquer forma, fica aí o registro: nasce na Bahia a figura do preparador de zagueiros.


* Marcelo Torres, jornalista, baiano, radicado em Brasília, torcedor do Vitória.

Por Juca Kfouri às 09h48

05/08/2007

Uma rodada 'café com leite'

Não, não é que a 17a. rodada do Brasileirão não tenha valido nada.

Ao contrário.

Valeu e muito.

Principalmente para os paulistas e os mineiros que, no passado, revezavam os presidentes da República, no que ficou conhecido como a "política do café com leite", alusão à produção que caracterizava os dois estados.

Já para os cariocas foi quase ruim.

Os quatro de São Paulo venceram e o São Paulo assumiu a liderança.

Os dois mineiros também ganharam e o Cruzeiro entrou no grupo dos quatro primeiros.

Nenhum carioca venceu, mas menos mal que o Botafogo empatou fora de casa, perdeu a liderança, mas tem um jogo a menos que o São Paulo.

Assim como o Vasco, que empatou no último minuto e também com um jogo a menos, manteve o terceiro lugar.

Quer dizer, há dois cariocas entre os quatro primeiros, embora haja um entre os quatro últimos, o Flamengo.

Foram 30 gols na rodada, três por jogo e média de público surpreendentemente mais baixa do que as disputadas paralelamente com a Copa América e com o Pan.

Apenas 12.221 pagantes por partida.

O melhor público foi o do Sport, na Ilha do Retiro, com quase 23 mil torcedores.

E o pior o do Corinthians, no Morumbi, com menos de 4.500 pagantes

Por Juca Kfouri às 19h57

Botafogo e São Paulo: que jogo!

Nada é melhor que fazer um gol de cara num jogo que se afigura complicado.

E foi o que Borges fez, logo aos 3, numa bobeada da defesa do Grêmio em lindo passe de Souza.

Daí, ficou como o São Paulo queria.

Que quase não correu riscos no primeiro tempo inteiro.

Situação que mudou no segundo, quando tanto Tuta quanto Diego Souza desperdiçaram duas chances claras de gol, em cabeçadas imperfeitas.

Verdade que a melhor de todas as chances esteve de novo nos pés de Borges, que fuzilou por cima cara a cara com Saja.

Nos últimos 10 minutos a pressão gremista foi total, mas Rogério Ceni, com competência, sorte e cera, segurou a barra.

Então, aos 43, Diego Tardelli, matou o jogo ao fazer 2 a 0, aproveitando-se de uma saída errada do tricolor gaúcho.

Melhor aperitivo para o clássico desta quarta-feira, no Maracanã, entre Botafogo e São Paulo, era impossível.

Porque o Fogão, embora com domínio do jogo e depois de obrigar o goleiro Flávio, do Paraná Clube, a fazer pelo menos duas senhoras defesas, não conseguiu sair do 0 a 0 na Vila Capanema, mesmo com Dodô e André Lima (ou por isso?) como titulares.

Josiel teve, de cabeça, a maior chance paranista, mas o goleiro Marcos Leandro, que estreava, defendeu sem maior dificuldade.

Assim, o Glorioso, com um jogo a menos, ficou com dois pontos a menos que o São Paulo e tudo fará para descontar a diferença em casa.

O blog, infelizmente, não acompanhou a quase zebra listrada em preto e branco do Figueira que virou para cima do Vasco em São Januário mas não acabou com a invencibilidade de quase um ano dos vascaínos em casa, porque, aos 47 do segundo tempo, de pênalti, Leandro Amaral empatou em 2 a 2, o que não foi bom resultado para os cariocas, a não ser pelas circunstâncias.

Por Juca Kfouri às 19h08

Verdão e Santos, Cruzeiro e Galo

Diego Cavalieri teve mais paciência que Somália e pegou o pênalti mal marcado, pois a falta foi fora da área, aos 4 minutos do segundo tempo.

O Palmeiras tinha feito 1 a 0 no primeiro tempo, depois de um passe na medida de Edmundo para Valdívia, aos 39.

E era quase justo, não fosse o fato de a arbitragem não ter dado uma mão na bola de Gustavo em lance em que Arouca teve interrompido um belo chapéu, este sim, dentro da área.

Mas a verdade é que o primeiro tempo só não acabou com 2 a 0 porque Valdívia, em seguida, desperdiçou outro belo passe de Edmundo.

Que, no intervalo, ao responder se ele funcionava bem com o chileno respondeu de maneira a não deixar dúvida sobre como andam suas relações com Caio Jr., que muitos tentaram suavizar: "É só deixarem a gente jogar", respondeu, com ironia cortante.

Mas quando o segundo tempo começou só deu Flu.

Além do pênalti perdido, Somália quase pegou o rebote, o que só não aconteceu porque foi empurrado por Wendel na pequena área, algo que o árbitro Gaciba, péssimo, preferiu fingir que não viu para não dar outro.

Na defesa de Diego, prevaleceu sua calma.

Somália andou alardeando que não perdia pênaltis porque esperava o goleiro escolher o canto.

Pois, desta vez, foi o goleiro que o esperou.

Em seguida, Somália perdeu mais dois gols.

Um ao tentar encobrir Diego e outro ao bobear num lance que nasceu de um chute na trave de Thiago Neves.

Aí, em jogada de Valdívia pela direita na linha de fundo, a bola chegou a Edmundo que só não marcou porque Ricardo Berna fez ótima defesa.

Mas Diego teve que fazer mais, como numa cabeçada de Cícero que tinha o gol como endereço e em cobrança de falta de Thiago.

Se o jogo do Maracanã foi disputado e equilibrado, na Vila Belmiro foi fácil, facílimo, porque o problema do Flamengo não era Ney Franco.

Joel Santana viu do banco seu time, com Ibson e Róger, ser presa fácil do Santos.

Que abriu o placar com Pedrinho (aos 21) e ampliou com Marcos Aurélio (aos 32), ainda no primeiro tempo, sem precisar forçar.

No segundo, Kléber (aos 5) fez o terceiro, em perfeita cobrança de falta.

Na 12o. partida entre cariocas e paulistas no particular Rio-São Paulo, foi a sexta vitória paulista, contra duas cariocas e quatro empates.

E o Flamengo continua lá embaixo, junto com o Juventude, que perdeu, em casa, para o Galo (2 a 1), gols de Danilinho e Lúcio (as 27 e 41) para os mineiros e Élber (aos 43) para os gaúchos, todos no segundo tempo, em jogo que o blog não acompanhou.

Como lamentou não ver a boa vitória (3 a 2) do Cruzeiro sobre o Inter, no Mineirão,

O primeiro gol graças a uma bobeada de Marcão, que sobrou para Leandro Dominguez, aos 27 do primeiro tempo, fazer 1 a 0.

O segundo foi marcado por Roni, em pênalti desnecessário, aos 7 do segundo.

E o terceiro de Alecsandro, livre no miolo da área, aos 36.

O Inter diminuiu com Iarley, aos 43, e com Adriano, aos 45.

Por Juca Kfouri às 16h57

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico