Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

25/08/2007

Não é desculpa, mas...desculpe

Ver duas partidas de futebol ao mesmo tempo até que dá.

Mas com uma de basquete pelo meio, fica, de fato, complicado.

Daí o pedido de desculpas, principalmente aos cruzeirenses, pelas confusões com os nomes de seus protagonistas.

Por Juca Kfouri às 20h03

Ufa! Mas o Brasil tem de melhorar

O Brasil conseguiu perder o primeiro tempo para as Ilhas Virgens por 48 a 41.

Depois de vencer apertado o primeiro quarto (25 a 23), teve uma pane geral no segundo, chegou a ficar 12 pontos atrás e a tomar 13 pontos seguidos sem marcar nenhum.

Para o segundo tempo o time fez questão de se ligar, porque sabia que estava parecido com aquele do último Mundial.

E foi com tudo.

Leandrinho, mais uma vez, fez a diferença.

E os brasileiros terminaram o terceiro quatro com nove pontos de vantagem, 31 a 15 no quarto, 72 a 63 na partida, graças, também, a algumas cestas de três pontos de Marcelinho.

Faltavam 10 minutos, sem direito a sustos.

Mas o time deixou a diferença ir caindo até que ficou em apenas três pontos no fim.

Menos mal que o jogo acabou com 93 a 89, mas duas coisas parecem óbvias:

amanhã, a exemplo do que aconteceu hoje também com o Canadá, os Estados Unidos massacrarão nossa seleção;

a outra obviedade está em que será preciso jogar muito melhor para passar, por exemplo, pela Argentina, principalmente, e por Porto Rico.

Por Juca Kfouri às 20h01

PC Caiu

Paulo César Carpegiani acaba de pedir demissão.

Não tinha mesmo outra coisa a fazer.

Por Juca Kfouri às 19h41

Apito gaúcho

Só vi bem o primeiro tempo de Fluminense e Grêmio.

Foi equilibrado e a vantagem parcial carioca tem uma explicação fácil: enquanto Saja aceitou o tirambaço de Thiago Silva em cobrança de falta ensaiada com Thiago Neves, Fernando Henrique pegou o pênalti que Marcel bateu no meio do gol depois de ter sido desnecessariamente derrubado por Somália dentro da área.

No segundo tempo, se alguém mereceu marcar foi o Flu, com o que sua vitória no Maracanã era indiscutível até que, aos 43, Marcel deu um soco na bola que Fernando Henrique já tinha dominado e Patrício pegou a sobra para empatar, um erro imperdoável da arbitragem, paulista, e uma injustiça com o tricolor carioca: 1 a 1, placar final.

No Beira-Rio com gramado encharcado, o Inter não conseguia armar seu ataque e o Furacão desarmava com a ajuda do mau estado do terreno.

O 0 a 0 parecia imutável até que o árbitro, carioca, deu dentro da área paranaense uma falta que aconteceu fora dela: Inter 1 a 0.

No apito.

Por Juca Kfouri às 19h06

O passeio do Cruzeiro

O Cruzeiro não é vice-líder por acaso.

Envolveu o Corinthians o quanto quis como se jogasse no Mineirão, embora estivesse no Pacaembu com bom público (mais de 26 mil pagantes).

No primeiro tempo, então, a vantagem mínima, com mais um gol de Alecsandro, o oitavo dele em cinco partidas, foi pouco para a superioridade mineira.

Felipe teve que se desdobrar, enquanto Fábio teve apenas uma situação mais complicada.

Aliás, destaques, no time paulista, só seu goleiro e o boliviano Arce.

Na segunda etapa até que o Corinthians tentou equilibrar as coisas e teve pelo menos uma grande chance de gol, com Finazzi.

Mas nem seria justo, porque o time de Dorival Júnior seguiu melhor até fazer seu segundo gol, com Jonathan, em bela jogada que começou com um drible que deixou Arce no chão e culminou com um chutaço de fora da área, desviado por Ricardinho, detalhe que matou Felipe e acendeu ainda mais o ex-clube do volante.

Com o segundo gol, tudo ficou ainda mais fácil, entre outras coisas porque a torcida começou a pegar no pé do infeliz PC Carpegiani, que tem poucas opções e não consegue quase nada com o pouco que tem, situação que se agravou com a venda de William.

E Alecsandro ainda fez 3 a 0, ao pegar um rebote de Felipe, com o que devolveu o resultado do primeiro turno.

Então, o Corinthians surpreendia pelos bons resultados iniciais apesar de seu time medíocre e o Cruzeiro surpreendia pelos maus embora com um bom elenco.

O correr do campeonato tratou de pôr as coisas em seus lugares.




Por Juca Kfouri às 19h00

Brasil centenário

Com Leandrinho num mau começo de noite (só três pontos), Marcelinho o substituiu e o Brasil terminou o primeiro tempo vencendo a Venezuela por 43 a 36.

O time foi melhor no primeiro quarto, quando venceu por 24 a 19, contra apenas 19 a 17 no segundo..

Marcelinho fez 14 dos 43 pontos brasileiros.

Nenê jogou apenas metade dos primeiros 20 minutos, visivelmente fora de forma física.

Os brasileiros voltaram bem melhor no segundo tempo e chegaram a abrir 23 pontos de vantagem.

Mas bobearam no fim do terceiro quarto e foram para a última parte do jogo com 71 a 55 (28 a 19 no quarto).

Leandrinho melhorou a mão no último quarto, com cestas de três pontos até atingir seus 15.

Estava fácil.

Ao faltarem sete minutos, o Brasil vencia por 81 a 59.

Valtinho, sempre regular, fazia seu serviço com eficiência e todos os jogadores brasileiros pontuavam, com vantagem para Marcelinho, com 20 pontos, cinco acertos em nove tentativas de três pontos.

Resta dizer que a facilidade da vitória ainda não deu a segurança necessária para se avaliar como será o comportamento em jogos mais difíceis que virão (a Argentina, por exemplo), o que não deve ser o caso de Ilhas Virgens, adversário de amanhã, às 19h.

Mas não há por que reclamar de um placar final de 101 a 75.

Por Juca Kfouri às 00h56

Apito em falso

Por LUIZ FERNANDO BINDI

O juiz do jogo Brasil x Argélia foi Sandryk Biton.

Arbitragem algo confusa, Biton não deu um pênalti para a Argélia (em lance que o atacante argelino estava impedido), inverteu uns lances e não marcou algumas faltas, o que sempre considero uma diferença dos juízes brasileiros em relação a outros árbitros.

Desde o início do jogo, o comentarista de arbitragem da TV Globo criticou o juiz, dizendo que ele não apitava nem segunda divisão da França.

O narrador, chamando o juiz de Sandrine Billon (ou "Monsieur Billon", como ele disse o jogo todo) não cansou de criticá-lo, chegando ao cúmulo de querer saber "quem escala esses caras para jogo do Brasil", esquecendo-se que um Brasil x Argélia jogado em Montpellier é como um Corinthians x Rio Negro jogado em Aracaju e que, por isso, não precisa ser um Michel Vautrot para apitar.

Pois fui pesquisar quem era esse tal de Sandrine Billon.

Não achei, porque não existe um juiz com esse nome.

Existe uma Sandrine Billon, e ela é chefe do Departamento de Hematologia do Hospital Morvan, em Brest, noroeste da França e não deve torcer pelo Stade Brestois.

Acabei por achar nosso prezado árbitro. Sandryk Biton, nascido em Montpellier (cidade que sediou o jogo, motivo dele ter sido escolhido, imagino), nessa temporada 2007/08, começada há 4 semanas, apitou a final da Supercopa Francesa, em julho, há menos de 1 mês, entre Lyon e Sochaux (jogo transmitido pelo Sportv, onde os dois cronistas têm um programa ruim, mas de audiência).

Monsieur Bitton apitou apenas dois jogos da segunda divisão esse ano, inclusive um sexta passada: Amiens 1 x 2 Grenoble.

E na temporada passada, apitou oito jogos da segunda divisão e 17 da primeira divisão.

Ou seja, não é o principal juiz da França.

Mas está muito longe de ser um juiz de várzea.

É só pesquisar.

Nota do blog: o texto acima foi devidamente roubado do sítio Papo de Mídia - www.papodebola.com.br - do considerado Edu Cesar) mas originalmente publicado no blog do próprio Bindi - . http://futeboleumacaixinhadesurpresas.blogspot.com

Por Juca Kfouri às 23h06

24/08/2007

Os jogos deste sábado

Para alegria dos corintianos e tristeza dos cruzeirenses, este blogueiro imagina que o Cruzeiro é o favorito para vencer o jogo deste sábado, 18h10, no Pacaembu.

Apesar de saber que o estádio estará lotado (29 mil ingressos já vendidos), que PC Carpegiani explorará a defesa mineira com três atacantes e que o Cruzeiro não terá nem Wagner nem Guilherme.

É que o Corinthians não inspira confiança.

Já no jogo do Maracanã, entre Fluminense e Grêmio, para irritação dos tricolores cariocas que imaginam má vontade deste escriba com o time das Laranjeiras, o blog aposta no Grêmio, muito mais concentrado no Brasileirão e tradicionalmente bem sucedido no Mário Filho que, nessas alturas do campeonato, o blogueiro não sabe mais se era rubro-negro ou tricolor.

E, no Beira-Rio, não há dúvidas: o Inter vencerá o Furacão em crise.

Por Juca Kfouri às 22h05

Põe na conta dos Abreu

Denise Abreu, enfim, caiu na Anac.

Para quem não sabe, ela é filha de Olten Ayres de Abreu, um dos mais polêmicos árbitros do futebol brasileiro nos anos 60, ex-atleta e atualmente conselheiro vitalício do São Paulo, árbitro da primeira partida oficial no Morumbi.

Uma família controvertida, sem dúvida.

Por Juca Kfouri às 17h14

Contrato deve ser cumprido, palavra também

Por GUSTAVO VILLANI

Daniel Alves pensava cortar caminho para chegar a um grande clube mundial. O jogador não se destacou no Brasil, saiu do Bahia como "possível promessa", aos poucos chegou ao estrelato do Sevilla. Foram quatro temporadas de serviços prestados, o que, na opinião dele, serviriam de prêmio para se transferir ao Chelsea. Pois o lateral se enganou – ou foi enganado? - e essa semana viu o veterano Belletti ser contratado para a posição.

O presidente sevillista Jose Maria Del Nido negou proposta dos ingleses de aproximadamente 36 milhões de euros e ainda no ano passado, pela metade desse valor, já havia recusado outra do Liverpool. Legal? Sim, Daniel Alves tem contrato em vigência e é competente, portanto, o Sevilla – melhor time espanhol nas duas últimas temporadas - conta com ele. Honesto? Não, o jogador tinha um acordo com o presidente, que prometia liberá-lo por um valor acima dos 18 milhões de euros inicialmente oferecidos.

Robinho abandonou o Santos ao não ter respeitado o acordo de liberação com o presidente Marcelo Teixeira, logo quando procurado pelo Real Madrid. Daniel Alves deve seguir o mesmo caminho. Muitos dirigentes são assim, independentemente de clube ou país.

Por Juca Kfouri às 16h57

Quando a esperteza é demais...

A novela continua.

Nilmar aqui, Nilmar ali, Nilmar acolá.

E nada.

Seu empresário é mesmo da hora.

Teve a coragem de dizer que Nilmar pode jogar amanhã e até argumentou que ele se machucou antes de Obina e o centrovante rubro-negro já está de volta.

Argumento convincente, diga-se, mas desmentido por quem o tratou esse tempo todo.

Está hoje, no "Lance!", na boca do médico, que ele precisará de pelo menos mais um mês para treinar com bola.

Pior: ninguém mais tem dúvida de que Nilmar foi, no mínimo, conivente com o calote que a MSI quis pregar no Lyon.

E gente assim não é confiável para nenhum empregador responsável.

É claro que, no atual panorama do futebol brasileiro, ele pode ser um bom reforço para qualquer time, muito embora, até hoje, não tenha provado ser um jogador que cresça em decisões, ao contrário.

Mas o ruim mesmo é que quando a esperteza é demasiada, acaba por comer o esperto.

Por Juca Kfouri às 13h14

Rogério Ceni, o bandido

Depois de ver mais umas 10 vezes o lance de Rogério Ceni que valeu a continuação do São Paulo na Copa Sul-Americana, só há uma conclusão possível:

Muricy Ramalho tem motivo para estar tão bravo com ele como Dunga, que não o convoca.

Porque aquela matada como se fosse um zagueiro clássico, aquela levantada de cabeça como se fosse armador emérito e aquele lançamento como se fosse um camisa 10 das antigas, levou o tricolor a permanecer numa competição que os técnicos que lutam pelo título brasileiro odeiam.

Ainda mais se o próximo adversário é daqueles que despertam sentimentos de rivalidade, como o Boca Juniors.

Pois foi esse o problema causado pelo goleiro, porque, é mesmo, estamos falando de um goleiro.

E tudo que Dunga não quer é alguém assim tão problemático.

Problemático e sem experiência para disputar as eliminatórias sul-americanas, diferentemente de Doni, por exemplo, com mais de cinco Libertadores nas costas.

Agora sim Muricy Ramalho entende o colega.  

Por Juca Kfouri às 10h30

Escândalo nas Ilhas Virgens

O que os Estados Unidos fizeram com as Ilhas Virgens, definitivamente, não se faz.

Só no primeiro quarto, repita-se, no primeiro quarto, não no primeiro tempo, os americanos marcaram 42 a 13 e mantiveram seus titulares mais tempo em quadra.

Se, por exemplo, por absurdo, tivessem mantido o ritmo, teriam terminado o jogo com 168 a 52.

Um verdadeiro escândalo!

Alguém deve ter chamado a atenção dos americanos e eles aliviaram tanto no segundo quarto ao mexer bastante no quinteto que perderam: 24 a 26.

Assim, o primeiro tempo acabou com 66 a 39.

Projeção, mera brincadeira, para o final do jogo: 132 a 78.

Veio o segundo tempo, com as feras de volta, e depois de quatro ou cinco cestas fabulosas, pontes aéreas fantásticas, serviços e enterradas fabulosos, revezaram de novo seus jogadores e marcaram 28 a 11.

O último quarto começou com 94 a 50 no placar do ginásio da Universidade de Las Vegas.

Ao faltarem pouco mais de 7 minutos, os americanos fizeram 100 a 50.

As Ilhas de Virgens já não tinham mais nada.

Restava rezar para o jogo acabar.

Se a Venezuela apanhou de 112 a 69, as Ilhas Virgens levaram de 123 a 59.

Tomara que o problema dos americanos seja com as mulheres e a Argentina que se cuide.

O Brasil joga contra eles no domingo, às 22h.

Deus nos ajude.

Por Juca Kfouri às 00h55

Hoje é sexta! Noite de basquete!

O Brasil joga hoje à noite.

Joga basquete.

Em Las Vegas, pelo Pré-Olímpico.

Teoricamente, a adversária, a Venezuela, não mete medo.

Já jogou duas vezes e perdeu as duas.

Na primeira partida, os venezuelanos foram massacrados pelos americanos por 112 a 69 (quem não será? -- eis a questão).

E ontem perderam para o Canadá, em jogo equilibrado, por 80 a 73.

O mesmo Canadá que o Brasil derrotou por 75 a 67, na estréia.

Mas como cada dia é cada dia, cada noite é cada noite e cada jogo é cada jogo, os comandados de Lula, o técnico, não o presidente, precisam mostrar mais basquete do que na primeira partida.

E a Venezuela pode ser a rival ideal.

O jogo começa à meia-noite, com transmissão pelos canais esportivos por assinatura.

Meia-noite?!

Sim, mas, e daí?

Se hoje é dia de cesta, amanhã, afinal, é sábado.

Por Juca Kfouri às 23h01

23/08/2007

Só Obina dá ao Flamengo o Maxi!

Só deu Flamengo no primeiro tempo inteiro, com direito a belos toque de Roger, que acabou saindo, no fim, com problemas musculares.

Mas o gol teve de sair de pênalti, porque o zagueiro Régis achou que estava jogando vôlei e deu uma cortada para evitar que o baixinho Maxi marcasse de cabeça, depois de boa jogada de Roger e de um cruzamento perfeito de Juan.

Souza bateu no meio do gol, com segurança, e fez 1 a 0, aos 30, depois de muito sofrimento.

O segundo gol parecia iminente e o Juventude só batia.

Tanto que apenas no primeiro tempo levou quatro cartões amarelos.

O segundo tempo seguiu parecido até uns 10 minutos, quando o Fla relaxou.

E, aí, tomou dois baitas sustos.

Bruno teve de fazer um verdadeiro milagre aos 32, em chute de Luciano.

Aos 33, Michel atingiu o travessão de Bruno.

Os mais de 23 mil torcedores no Maracanã (16 mil pagantes) sentiram um frio na espinha.

Que virou calor, aos 34, quando Juan pôs na cabeça de Obina para aliviar a massa com o segundo gol.

Fatura liquidada.

Para a festa ficar completa, Obina recebeu pela direita e deu para Maxi fazer 3 a 0, aos 42.

Aos 46, o Flamengo carimbou duas vezes seguidas o travessão gaúcho e antes mesmo que chegasse aos 47, Juan, em belíssima noite, fez lindo gol pela esquerda: 4 a 0.

O Flamengo fez a lição de casa e se prepara para sair do grupo dos rebaixados.

(Este blogueiro espera que pelo menos os mais velhos entendam a graça(?) do título desta nota).

Por Juca Kfouri às 21h28

Agora sim: São Paulo x Boca Juniors

Quem precisava fazer gol era o Figueirense, que empatara em casa, por 2 a 2, com o São Paulo.

Mas o time catarinense só fez se defender durante todo o primeiro tempo no Morumbi.

E se defendeu bem, é verdade, tanto que o São Paulo criou apenas uma chance de gol, com Jorge Wagner.

No segundo tempo foi quase igual.

Quase porque o tricolor teve duas claras chances para marcar, ambas com Aloísio.

Na primeira ele deu uma furada tão espetacular, depois de ótima jogada de Dagoberto, que deve estar procurando a perna até agora.

Em seguida, de cabeça, quase se recuperou.

Mas se o centroavante errou feio lá na frente, Souza (em jornada lamentável) errou mais feio lá atrás, e deu um chutão em cima de Edcarlos (ou teria sido do Breno?).

A bola, então, sobrou para Jean Carlos fazer o gol sonhado pelo técnico Mário Sérgio, mas jamais esboçado por seu time.

Eram 12 minutos.

O São Paulo tinha uns 35 para empatar e seguir adiante para enfrentar o Boca Juniors.

Como só com Aloísio o tricolor não fazia mesmo gol, Muricy Ramalho botou Borges no lugar de Jorge Wagner.

E no primeiro lance dele, aos 34, saiu o empate.

Verdade que o lance foi mesmo de Rogério Ceni, que saiu jogando com categoria na matada, fez um lançamento precioso pelo alto para Aloísio, o grandalhão ganhou na cabeça do zagueiro e a bola foi dos pés de Borges para o gol.

Era justo.

E o próximo duelo na Copa Sul-Americana terá um clássico de nove títulos de Libertadores: três do São Paulo, seis do Boca Juniors.

Por Juca Kfouri às 21h12

Nelson Rodrigues, 95 anos

Que falta faz o anjo pornográfico!

* Marcelo Torres

Ele nasceu 47 dias depois do primeiro Fla-Flu da história. E ele disse que o Fla-Flu surgiu 40 minutos antes do nada.

Ele escreveu que "No dia da inauguração do Paraíso, houve um Fla-Flu de portões abertos, e escorria gente pelas paredes".

Que falta faz um Nelson Rodrigues na crônica esportiva brasileira dos dias de hoje!

Eu não sou do seu tempo, mas li muito sobre esse anjo pornográfico que morreu menino. Um menino tarado que via o amor - e o mundo - pelo buraco da fechadura.

Os 40 minutos antes do nada ocorreram em 7 de julho de 1912, quando nasceu o Fla-Flu. E 47 dias mais tarde, em 23 de agosto, Nelson viria ao mundo, em Recife.

Era o quinto dos catorze filhos de Mário e Maria.

Com quatro anos, o anjo pornográfico já estava de traquinagem com uma vizinha de três anos de idade. Foi proibido de freqüentar as casas vizinhas. Ganhou fama de tarado para além-vida, além-morte.

Aos 12, já no Rio, na rua Alegria, apaixonou-se pelo Flu. Mas as Laranjeiras ficavam longe dele, física e financeiramente.

Um dos seus irmãos era Mário Filho, outro notável tricolor e jornalista esportivo. Mário Filho emprestou o nome ao Maracá, esse templo do futebol.

Nelson e o futebol foram gêmeos incestuosos. Tidos e havidos como "coisa de direita". Polêmicos. Amados. Odiados.

Devasso, pornográfico, polemista, espontâneo, incoerente, direitista, machista, depravado, sagaz, inteligente, pragmático, popular, erudito, poeta, louco... Nelson foi o diabo a quatro e mais um pouco.

Ele dizia que toda unanimidade é burra. "Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar". Genial!

Se lhe cobravam coerência, ele esnobava: "Toda coerência é, no mínimo, suspeita".

Hoje, esteja ele no céu ou no inferno, certamente vê que aqui na terra estão jogando futebol, como na música do Chico. E vê que a coisa aqui tá preta, muita mutreta pra levar a situação...

Nelson não entrou para a Academia Brasileira de Letras, onde qualquer um entra. Ele não era qualquer um. É um imortal. Suas frases são clássicas e eternas. "Amar é ser fiel a quem nos trai", eis aí uma parece ser eterna enquanto dura o futebol.

Outra: "A cama é um móvel metafísico". Eu diria: "O campo de jogo é uma grande área metafísica".

Olha esta: "Muitas vezes, é a falta de caráter que decide uma partida. Não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos". Estava ele errado?

E mais esta: "No Brasil, quem não é canalha na véspera é canalha no dia seguinte". Estaria ele mentindo?

Você pega cada título de suas obras e adapta para os fatos de hoje em dia. Eu escolhi 11, como se fosse uma seleção. Eis aí:


A mentira
É o conto da carochinha, ou melhor, é o conto do baixinho Romário e seu milésimo gol. O peixe, com suas contas, contou uma história de pescador.

A vida como ela é
Esta obra poderia mudar o título para "O futebol é a vida como ela é". A trilha sonora teria a música "Vai tomar no...", de Cris Nicolotti, que fez o maior sucesso na Internet.

Elas gostam de apanhar
Machista e politicamente incorreto, o anjo pornográfico - evocando o tal complexo de vira-latas - diria que as meninas do vôlei são belas e gostosas, mas amarelam em finais contra russas e cubanas.

À sombra das chuteiras imortais
Seria um documentário mostrando o duelo futebol-força X futebol-arte, centrado no eterno incômodo que os pernas-de-pau de 1994 sentem em relação aos craques imortais de 1982.

Núpcias de fogo
Uma peça teatral, uma comédia encenada por Ronaldo e Daniela, num casório de R$ 2 milhões, no Castelo de Chantilly, na França. O elenco ainda teria os atores Álvaro e Caroline, que levariam cartão vermelho, e João Paulo Diniz, ex de Daniela e Caroline.

Toda nudez será castigada
Esta é outra comédia. Os velhinhos da Fifa, que não entendem de futebol nem de mulher, resolveram castigar a bandeirinha Ana Paula, só porque a bela ficou pelada numa revista. Antes, a beldade fora punida por ter cometido o pecado de errar contra um time do Rio. Comédia.

Boca de Ouro
História tragicômica de um pugilista cubano que - não satisfeito com a boca cheia de ouro - sonhou em fazer uma boquinha na Alemanha. Desertor arrependido e com medo do paredão de Fidel, ficou com a boca bem fechada, para não entrar mosca.

Bonitinha, mas ordinária
O tricolor Nelson tomaria as dores do Botafogo-de-palha e escreveria uma crônica satírica sobre uma bandeirinha bonitinha.

O desconhecido
Um desconhecido ilustre seria o protagonista desta obra. Seria Afonso, graaaande centroavante da Seleção do Dunga. Sua sombra seria Fernando, outro desconhecido selecionado.

Somos dois
Seria uma novela retratando o arranca-rabo entre Bernardinho e Ricardinho. Dois levantadores, dois encrenqueiros, dois gênios geniosos, dois bicudos, dois "ardinhos", dois campeões.

Meu destino é pecar
Uma comédia de hábitos e costumes dos podres poderes brasileiros, nas três esferas, em âmbito federal, estadual e municipal. Um elenco de mais de 300 picaretas, gente que faz da vida pública (uma) privada.

Esteja no céu ou no inferno, Nelson deve estar se retorcendo, vendo a pátria de chuteiras dizendo "Perdoa-me por me traíres" à Seleção do Ricardão, após uma vitória sobre a Argentina.

Que falta nos faz o anjo pornográfico! Que falta nos faz o menino que via a vida pelo buraco da fechadura! Que falta nos faz o imortal Nelson Rodrigues!

* Marcelo Torres é jornalista, pós-graduado em Jornalismo Literário; radicado em Brasília, baiano, torce pelo Vitória

Por Juca Kfouri às 14h08

Recaída

E Dunga convocou Afonso novamente.

É grave a crise.

Por Juca Kfouri às 13h52

Lição de casa

Hoje é dia do Flamengo seguir à risca seu projeto de ganhar três pontos no Maracanã.

Ainda mais que a partida será contra o Juventude, num horário bom, 20h30, e praticamente com todos os titulares, exceção feita a Renato Augusto.

Qualquer outro resultado que não seja a vitória será um vexame.

E tomara que a massa prestigie.

Melhor agora que mais tarde, quando Inês for morta, na Segundona.

Por Juca Kfouri às 12h52

Pergunta que ofende...a inteligência

Juro que acabo de ouvir a seguinte pergunta ao técnico Cuca:

"Tomar o gol do Corinthians foi ruim para o Botafogo?"

Não, ruim, não foi.

Só a pergunta foi pior.

Foi péssima.

Por Juca Kfouri às 23h21

Com o pé e com a mão, vitórias da Seleção

Ronaldinho e Kaká, os maiores nomes do nosso futebol, estavam no banco durante todo o primeiro tempo no amistoso da Seleção diante da Argélia.

E a partida não saiu do 0 a 0.

Aí, eles entraram no segundo tempo e o time não demorou a fazer 2 a 0, os dois gols saindo dos pés de Ronaldinho, que até marcou o segundo.

Nenê, o maior nome do basquete brasileiro, ao lado de Leandrinho, também estava no banco da Seleção, no Pré-Olímpico de Las Vegas, contra o Canadá.

Mas, ao contrário de Ronaldinho e Kaká, Nenê não estava de castigo.

Se Dunga quis dar uma lição aos seus craques, o técnico Lula tinha que poupar o seu, visivelmente fora de forma.

Ainda bem que Leandrinho pôde jogar quase a partida inteira e marcou 30 pontos na importante vitória brasileira por 75 a 67, exatamente na estréia, que é sempre complicada, e contra o Canadá, um dos candidatos à vaga nas Olimpíadas de Pequim.

Enfim, uma quarta-feira feliz para o esporte nacional, embora nem a Seleção de futebol nem a de basquete tenham jogado o que delas se esperava.

Por Juca Kfouri às 23h15

22/08/2007

Goiás segue, Botafogo quase

Entre uma cesta e outra, olhava a partida do Maracanã.

E o Botafogo vivia na área do Corinthians, depois de abrir o placar, com Reinaldo, aos 27 segundos.

E o Fogão fez dois (com Lúcio Flávio, de falta, em lance que havia impedimento) e fez 3 a 0, com André Lima, que se despedia para ir jogar no Herta Berlim e ganhou um presente do corintiano Carlos Alberto.

Vi uma bola no travessão botafoguense e um gol corintiano, de Bruno Bonfim, que tirou a certeza botafoguense de seguir adiante na Sul-Americana, embora ainda possa perder por um gol de diferença no jogo de volta.

Como seguirá o Goiás, que perdeu só de 1 a 0 do Cruzeiro (gol de Thiago Heleno, de cabeça, em cobrança de escanteio, aos 14 do primeiro tempo), no Mineirão.

Por Juca Kfouri às 22h44

Leandrinho salva

Para quem se decepcionou com as baixas contagens das finais da NBA, melhor nem ver o Pré-Olímpico.

Basta dizer que o primeiro tempo de Brasil e Canadá terminou com 36 a 33 para o quinteto de Lula, o Ferreira.

Leandrinho foi a diferença, ao fazer 18 pontos.

De resto, nada brilhante.

O time canadense parece pesar uma tonelada e a cada deslocamento dá a sensação de um profundo sacrifício.

Sem o armador Steve Nash, então, fica difícil entender por que os especialistas consideram os canadenses como candidatos a uma das duas vagas para Pequim.

Os outros três seriam os Estados Unidos, o Brasil e a Argentina.

Para este que vos fala, existem dois candidatos a uma vaga, porque a primeira é dos donos da casa, por mais que não sejam mais o que foram, fruto, também, como no futebol, da globalização do basquete.

Globalizado sim, mas menos empolgante porque, você sabe, defender é fundamental.

Com Nenê de volta à seleção brasileira depois de quatro anos e totalmente fora de forma, olhe, o jogo foi bem sofrido.

Os brasileiros comandaram o placar desde o oitavo ponto, mas logo no começo do último quarto permitiram o empate, em 56 a 56.

Tomaram 12 pontos e marcaram apenas dois em três minutos.

Marcelinho jogava mal em Las Vegas (fez apenas três pontos) e o rendimento de Leandrinho já não era o mesmo.

Ao faltarem 4 minutos, Tiago Splitter fez a quinta falta e saiu.

O Brasil vencia por 65 a 62.

Ao faltarem pouco mais de 3 minutos, foi a vez de Nenê sair com cinco faltas.

O Brasil ganhava por 67 a 62.

E Leandrinho voltava a resolver, ao marcar seu 29o. ponto, Brasil sete pontos na frente.

O Brasil vencia, mas não dava a sensação de ter um time, com cada um jogando por si.

Menos mal que os canadenses erravam ainda mais.

Placar final: 75 a 67, com 30 pontos de Leandrinho, o salvador da pátria, bem auxiliado, nos rebotes, por Murilo.

Por Juca Kfouri às 22h31

Aos navegantes

Antes que me cobrem, antecipo: vou, no máximo, dar uma filadinha nos jogos da Copa Sul-Americana.


Darei preferência ao Pré-Olímpico de basquete, no mesmo horário, com Brasil x Canadá.

Por Juca Kfouri às 15h41

Com Ronaldinho ficou bem melhor

Não foi boa a passagem da seleção da CBF por Montpellier, na França.

Ontem perdeu por 3 a 0 de seus reservas, que tiveram os reforços de Kaká e Ronaldinho.

Hoje só empatou, sem gols, com a seleção de Argélia, evidentemente inferior ao time que a derrotou ontem no treino.

O acanhado estádio francês, para 33 mil torcedores, nem sequer lotado estava, com enormes claros atrás de um dos gols e nas laterais.

E o time brasileiro, reduzido ao talento maior de Robinho e Kléber, foi apenas sofrível nos 45 minutos iniciais.

Porque Robinho foi mal e Kléber jogou sem auxílio pela esquerda, diferentemente do que se habituou tanto no Corinthians como no Santos, com Carlos Alberto Parreira e Vanderlei Luxemburgo, respectivamente.

O time de Dunga jogou, enfim, o que mostrou durante a Copa América, tirante a excepcional (em todos os sentidos) partida final diante da Argentina.

Para o segundo tempo veio a Seleção Brasileira, com Júlio César no gol no lugar de Doni, Kaká e Ronaldinho nos lugares de Júlio Baptista e Elano.

Verdade que veio também com Fernando, injustificadamente no lugar de Josué.

Aí, o futebol, é claro, apareceu.

Até fazer 1 a 0, com Maicon enfiando a cabeça em cobrança de escanteio feita por Ronaldinho, a Seleção criou muito mais e mandou no jogo como quis, com direito a fazer algumas jogadas de efeito, à brasileira.

Em seguida, saiu Mineiro e entrou o menino Lucas.

A facilidade que não houve na primeira metade da partida era total e a Argélia tratou de se pôr em seu lugar, intimidada.

Daniel Alves substituiu Maicon e Diego ocupou o lugar de Robinho.

Diga-se que nem Kaká nem Ronaldinho brilharam, nem mostraram ganas de "ganhar" a posição de titulares.

Talvez porque seja tão óbvio...

Fato é que a cara da partida muda com eles em campo, o jogo de futebol agradece.

Verdade, também, que as inúmeras alterações fragilizaram a defesa e a organização brasileiras, o que permitiu uma certa audácia argelina depois dos 25 minutos.

Aos 35, Ronaldinho deu para Diego fazer 2 a 0, mas o ex-santista bateu fraco e o goleiro fez parcialmente a defesa.

O rebote sobrou para o próprio Ronaldinho que, com a tarja de capitão entregue por Robinho no braço, fez ele mesmo o segundo gol.

 

Notas

Doni não teve trabalho e não tem culpa por não ter tido trabalho: 7

Júlio César precisou trabalhar um pouquinho: 7

Maicon, por ironia, só pecou no apoio, mas fez o primeiro gol: 7

Daniel Alves, sem tempo, sem nota.

Alex Silva fez boa dupla com Naldo: 7

Naldo fez boa dupla com Alex Silva: 7

Kléber, sem ajuda no primeiro tempo, mas sem a personalidade que mostra no Santos no segundo: 6,5

Josué não foi o mesmo dos tempos em que jogava com Mineiro no São Paulo: 6

Mineiro não foi o mesmo dos tempos em que jogava com Josué no São Paulo: 6

Fernando não influi nem contribui: 5

Lucas ficou meio perdido com tantas mudanças: 5,5

Elano já jogou bem mais com a amarelinha: 5,5

Júlio Baptista é útil no grupo, mas não pode ser titular com o material que estava no banco: 6

Kaká ainda está sem ritmo de jogo, mas num toque faz mais que muita gente: 6,5

Ronaldinho sabe tudo: 7,5

Robinho não esteve bem: 5,5

Diego entrou tão ansioso para mostrar jogo que acabou se atrapalhando: 5,5

Vágner Love não é centroavante para ser titular da Seleção: 5

Dunga deve ter consciência de que tem poder e que o poder é para ser bem usado: 6

 

Por Juca Kfouri às 14h21

Perguntar ofende? (11)

Quando a Polícia Federal desencadeará uma operação "Pés Limpos" para investigar o futebol nacional?

Por Juca Kfouri às 10h38

Perguntar ofende? (10)

Cadê a implantação do plano "Paz nos estádios" do governo federal?

Por Juca Kfouri às 10h32

Perguntar ofende? (9)

Quando será o julgamento de Edílson Pereira de Carvalho e sua turma?

Por Juca Kfouri às 10h30

Perguntar ofende? (8)

Onde está o lucro que o COB prometeu do Pan-2007?

Por Juca Kfouri às 10h28

Perguntar ofende? (7)

Quando cairá a direção do Bahia?

Por Juca Kfouri às 10h26

Perguntar ofende? (6)

Por que o Vasco não tem patrocinador?

Por Juca Kfouri às 10h25

Perguntar ofende? (5)

Que fim levou o prometido projeto da CBF para difundir o futebol feminino no Brasil?

Por Juca Kfouri às 10h24

Perguntar ofende? (4)

O Ronaldo Fenômeno não viria para o Flamengo?

Por Juca Kfouri às 10h23

Perguntar ofende? (3)

Cadê o estádio do Corinthians?

Por Juca Kfouri às 10h22

Perguntar ofende? (2)

Cadê o plano de saúde que a CBF prometeu a todos os jogadores que participaram das campanhas vitoriosas (1958, 1962, 1970...)do pentacampeonato?

Por Juca Kfouri às 10h21

Perguntar ofende?

Ainda que mal pergunte: que fim levou o reconhecimento da Copa Rio como título mundial do Palmeiras?

Por Juca Kfouri às 09h29

21/08/2007

A coerência de Dunga

Doni, Maicon, Alex Silva, Naldo e Kléber; Josué, Mineiro, Elano e Júlio Baptista; Robinho e Vágner Love.

Eis o time que deve enfrentar a fabulosa seleção da Argélia, amanhã, às 13h30, em Montpellier, na França.

Dunga foi coerente ao deixar Kaká e Ronaldinho no banco e ao refazer a dupla de volantes do São Paulo, com Josué e Mineiro.

Estranho, apenas, não ter feito o mesmo com a de zagueiros, pois não escalou Miranda.

Dunga é isso: coerência quase total, mesmo que signifique compromisso com o erro.

Por Juca Kfouri às 13h06

Para o livro de recordes

Por CARLOS ALEXANDRE RODRIGUES, de Londrina 

Domingo passado jogaram, em Foz do Iguaçu, no Paraná, o Real Brasil e o Engenheiro Beltrão.

A partida foi válida pela Copa Paraná, uma competição promovida pela FPF que envolve os times paranaenses que não estão em nenhuma outra competição nacional.

O campeão e o vice ganham uma vaga na Copa do Brasil e outra na Série C do Brasileiro de 2008.

O borderô do estádio registrou quatro pagantes.

Isso mesmo, quatro!

A renda do jogo não chegou a R$30, como informa a "Folha de Londrina", de hoje.

O Brasil Real (quer nome mais sugestivo?), com a sensacional campanha de nove derrotas em nove jogos (0 a 1 na nesta última), é "mantido" por um grupo de empresários nômades, que já tiveram este mesmo time em Maringá e em Pinhais, sempre com o mesmo retumbante sucesso.

Por Juca Kfouri às 12h59

O basquete brasileiro na hora da verdade

Nesta quarta-feira a Seleção Brasileira masculina de basquete começa sua caminhada em busca de uma vaga nas Olimpíadas de Pequim.

Enfrentará o Canadá, às 21h30, com transmissão pelos canais esportivos da TV por assinaturas.

A parada será dura, mas depois de duas Olimpíadas sem a presença do Brasil, a esperança é a de que se conquiste uma das duas vagas.

Na verdade, tudo indica que seja apenas uma vaga, pois a outra é dada como certa para os Estados Unidos, além do mais, anfitriões deste pré-olímpico, em Las Vegas. 

O basquete já foi o segundo esporte mais popular do país, nos tempos de Amaury Pasos e Wlamir Marques, quando a Seleção foi bicampeã mundial em 1959 e 1963, além de ter ganho duas medalhas de bronze olímpicas, em 1960 e 1964.

Depois de tais façanhas, a única outra, digna de nota, foi nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianapolis, nos Estados Unidos, quando o time de Oscar e Marcel derrotou os americanos na disputa do ouro.

Mas, aí, o vôlei já estava tomando o lugar do basquete.

Agora, com jogadores como Nenê, Leandrinho, Tiago Spliter e Marcelinho a chance de voltar às Olimpíadas é grande.

Por Juca Kfouri às 00h38

20/08/2007

O Brasil no Parapan

Do Comitê Paraolímpico Brasileiro

O Brasil encerrou sua participação nos Jogos Parapan-americanos com uma emocionante vitória neste domingo da seleção brasileira de voleibol sentado sobre os americanos, em 3 sets a 2.

O time comandado pelo ex-jogador Amauri Ribeiro venceu os Estados Unidos e conseguiu não apenas a medalha de ouro, mas a vaga na Paraolimpíada de Pequim.

Além do voleibol, todos os outros esportes coletivos disputados no Parapan garantiram a vaga em Pequim: basquetebol masculino e feminino, futebol de cinco e futebol de sete.

"O resultado do Brasil reflete o momento do desenvolvimento do esporte paraolímpico no país. Este ciclo, que foi projetado em 2004 está programado até Pequim 2008, quando esperamos estar no auge de nosso desempenho. As conquistas de medalhas e vagas nos esportes coletivos é a prova do desenvolvimento destas modalidades", avalia o presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro, Vital Severino Neto.

Entre as modalidades coletivas, o Brasil também ficou com ouro no futebol de cinco (para cegos) e no futebol de sete (para paralisados cerebrais).

Nas duas finais, o jogo foi contra a Argentina, com placar de 1x0 no futebol de cinco e a goleada de 5x0 no futebol de sete.

O basquete masculino venceu a forte seleção mexicana, ficando com o bronze e a vaga para Pequim.

A única seleção que volta para casa sem medalhas é a de basquetebol feminino, que terminou em quarto lugar. Por outro lado, o resultado deu às meninas a vaga para Pequim.

Nas modalidades individuais, destaque para a natação que conquistou 108 medalhas, sendo 39 de ouro.

O estreante em Jogos Parapan-americanos Daniel Dias levou oito medalhas de ouro.

Clodoaldo Silva confirmou o favoritismo e ficou com sete ouros, uma prata e um bronze, estabelecendo oito novos recordes mundiais e dois parapan-americanos.

Andre Brasil, mesmo desclassificado nos 200m medley, por ter executado um movimento errado no nado peito, ficou com seis medalhas de ouro e quebrou três recordes mundiais, levando a melhor sobre o canadense Benoit Huot, seu principal adversário.

Foi na natação também que saiu a primeira medalha de ouro para o Brasil, nos 100m livre S8, com Gledson Soares.

O atletismo, disputado no Estádio João Havelange, revelou novos talentos para o esporte paraolímpico, como o velocista Lucas Prado, da classe T11 (cego total) que estréia em Jogos Parapan-americanos.

O atleta, que ficou cego há apenas quatro anos e corre com o guia Justino Barbosa, levou o ouro nos 100m (com recorde mundial), 200m e 400m rasos (também com recorde mundial).

Na disputa dos 200m entre Adria Santos e Terezinha Guilhermina, as duas melhores velocistas cegas do mundo, Terezinha levou a melhor e ficou com o ouro.

Nos 800m, foi a vez da outra Sirlene Guilhermina, irmã de Terezinha, ficar com a medalha de ouro.

Nas provas de campo, a primeira medalha saiu para a alagoana Sonia Gouvêa, um bronze no arremesso de peso.

No total da modalidade, foram 72 medalhas: 25 ouros, 26 pratas e 21 bronzes.

Desde o primeiro dia das competições, na segunda-feira, o país liderou o quadro de medalhas. Estados Unidos e Canadá revezavam em segundo lugar.

Com o fim dos Jogos, o Brasil ficou em primeiro com folga.

Foram 228 medalhas: 83 de ouro, 68 de prata e 77 de bronze.

O segundo colocado foi o Canadá e o terceiro lugar ficou com os Estados Unidos.

A delegação brasileira composta por 231 atletas conquistou medalhas nas dez modalidades do programa parapan-americano.

Por Juca Kfouri às 10h28

Nordeste: seca de futebol e chuva de gente

Por MARCELO TORRES

 

Em Os Sertões, Euclides da Cunha escreveu que o nordestino (simbolizado pelo sertanejo) "é antes de tudo um forte".

Pois é, depois de tudo o que já sofreu no futebol, o nordestino ainda é um forte.

Bahia, Vitória, Sport, Náutico, Santa Cruz, América de Natal, Fortaleza e Ceará vêm se revezando na degola, subindo num ano, caindo no outro.

Em 2005, não havia equipe nordestina na primeira divisão. Naquele ano, Bahia e Vitória caíram abraçados para a terceira. Já está virando rotina a queda após a subida, como aconteceu com Santa Cruz e Fortaleza.

Neste ano, até este domingo, o Vitória subiria para a primeira, mas Náutico e América de Natal retornariam à segunda e o Santa Cruz cairia para a terceira.

No Nordeste, apesar da seca nos campos de futebol, "chove" gente nas arquibancadas.

É como se, numa contraposição intrigante, a fraqueza das equipes estivesse a desafiar a força das torcidas.

É como um teatro sempre lotado para espetáculos ridículos.

Na Série A, o Sport de Recife - de volta ao baile da elite - ocupa o primeiro lugar em média de público (26.071), mesmo realizando uma campanha de altos e baixos, como o sobe-desce das ladeiras de Olinda.

Um consolo é que, por ora, a equipe não corre risco de degola.

Mas veja a situação de Náutico e América. Nem bem voltaram à elite, parecem já ter comprado a passagem de volta para a Série B.

E apesar das campanhas pífias em campo, seus torcedores os colocam, respectivamente em 11º e 13º lugares (12.623 e 12.448) no ranking de público da Série A - o líder na tabela, o São Paulo, está em 12º (12.603) em público

E antes que o Machadão e os Aflitos desabem sobre a minha cabeça, eu digo: não quero que os dois co-irmãos nordestinos caiam.

Mas eles vão ter que apelar para o Sobrenatural de Almeida, para não caírem.

Não custa lembrar que o Sobrenatural é cria de Nelson Rodrigues, nascido em Pernambuco.

Na Série B, o contraste é mais evidente: no chamado G4 da classificação, só um é nordestino (o Vitória, que realiza campanha instável e não inspira muita confiança no seu torcedor); no G4 de torcida, todos são do Nordeste: Santa Cruz (24.512), Vitória (14.863), Fortaleza (12.632 ) e Ceará (11.740).

Curioso é que o líder em público, o Santa Cruz, está querendo ir para o inferno da terceirona – está na zona de rebaixamento.

O clube tem nome santo, tem uma cruz o protege, toma banho de Arruda... e ainda vive nessa urucubaca.

Parece que vai repetir o "feito" dos co-irmãos Bahia e Vitória, que em 2005 desceram a Ladeira dos Aflitos (uma das mil e uma ladeiras de Salvador).

Mas a mais incrível prova de amor a um clube é, sem dúvida, a torcida do Bahia.

A relação da torcida do Bahia com a sua equipe é um capítulo à parte.

Eu, sendo torcedor do arqui-rival Vitória, admito e admiro a força daquela massa (essa é uma das três invejas que eu tenho deles, as outras duas são o título brasileiro de 88 e o hino, que é um dos mais bonitos do País).

Ainda bem (para nós, torcedores do Vitória) que os milhares de tricolores que, ano passado, fizeram uma passeata de protesto não tenham mudado a direção do clube.

Aliás, é provável que os 36 mil que foram neste domingo à Fonte Nova tenham participado do protesto do ano passado – eis aí mais um sinal das contradições no futebol nordestino.

Viajando ainda pela Série C, Atlético de Alagoinhas e Poções, clubes de cidades de médio porte no interior baiano, tiveram a terceira e a quarta melhores médias de público da primeira fase, 7.641 e 6.062, respectivamente. Para se ter uma idéia, o Atlético de Alagoinhas teve melhor média de público que Atlético-PR (6.908), Santos-SP (6.784) e Juventude-RS (4.449).

A média de público dos "pequenos" clubes do interior baiano na terceirinha supera a do líder da segundona, o Criciúma (6.020) e de outros 11 clubes, entre eles o Marília, a Ponte Preta, a Portuguesa, o Ipatinga e o São Caetano.

Estes números e estatísticas estão lá no site da dita-cuja, a CBF.

Os curiosos de plantão podem ir lá checar.

Bom, números pra lá, fatos e argumentos pra cá, eu lhe pergunto: o torcedor nordestino é ou não é um sujeito cabra da peste de forte?

Este é ou não é um caso de amor (para ser estudado)?

Um amor não correspondido pelas equipes em campo, é verdade.

Mas não deixa de ser amor.

Marcelo Torres é jornalista e torcedor de futebol

Por Juca Kfouri às 09h48

Timemania, na 'Folha', de ontem

Elio Gaspari

Os ProCartolas é a loteria da decadência

NOSSO GUIA CRIOU a décima loteria federal.

É a ProCartolas, atende pelo nome de Timemania e é um exemplo de iniqüidade e decadência.

Destina-se a tomar dinheiro do andar de baixo para cobrir delinqüências fiscais da cartolagem dos clubes de futebol.

Eles devem à Viúva algo como R$ 1,9 bilhão.

Campeão brasileiro, o calote do Flamengo está em R$ 150 milhões.

É iniqüidade porque vai buscar no andar de baixo o dinheiro que desapareceu no de cima.

De cada dez apostadores das loterias federais, oito têm renda inferior a três salários mínimos.

Neste ano a Caixa Econômica poderá arrecadar R$ 6 bilhões com as loterias, e o governo fica com mais da metade desse ervanário.

A voracidade do Estado em cima dos sonhos da patuléia vem desde o século 3 antes de Cristo, quando a dinastia Han usou o jogo para financiar o final da construção da Grande Muralha.

O ProCartolas é um indicador de decadência porque enquanto o imperador dos chins fez a muralha para proteger todo o seu povo, Nosso Guia cevará senhores feudais dos clubes de futebol que não pagaram impostos ou contribuições.

Eles receberão 20% do valor arrecadado com as apostas.

É a primeira loteria que nasce para beneficiar roleta viciada.

Por Juca Kfouri às 09h29

Repita-se: ameaças, não!

Paulo Cezar de Andrade Prado é o Paulinho.

Tem 35 anos, é estudante de jornalismo e trabalha, feito um doido, como motoqueiro, pois tem filho para criar.

Faz pouco tempo que o conheço.

Um dia apareceu lá na CBN e se apresentou como quem tinha fundado uma comunidade na Orkut (que não visito) em torno de meu nome.

Ele tem um blog que anda contando os podres (tantos!) do Corinthians, clube que freqüenta desde criança e que conhece como poucos.

Paulinho nasceu para ser repórter, não há a menor dúvida.

E pelo que tem contado, nem sempre com nomes,  mas com verdade, vem recebendo ameaças ultimamente.

Por mais que este blogueiro esteja convencido de que cães que ladram não mordem, fica o registro.

O Paulinho não está só e seu blog passa agora a figurar entre os que este blog indica.

http://oblogdopaulinho.zip.net

Por Juca Kfouri às 23h05

Um livraço, um golaço!

Tem um livro novo na praça simplesmente espetacular:

"A dança dos deuses - Futebol, Sociedade, Cultura", pela Companhia das Letras, do professor de História Social, da USP, Hilário Franco Júnior.

É tão bom, mas tão bom, que resenhá-lo não é apenas um desafio, é uma temeridade e, provavelmente, inútil.

Talvez baste dizer que depois de lê-lo você entenderá melhor por que gosta tanto de futebol.

E conhecerá detalhes da história do jogo, da influência do jogo, da importância do jogo, que, talvez, nunca tivesse ouvido falar.

São 433 páginas de ouro puro, além de uma bibliografia bastante rica.

Enfim, leia.

E depois diga se há aqui algum exagero.

Por Juca Kfouri às 23h02

19/08/2007

Returno começa bem

A novidade depois da primeira rodada do returno é o vice-líder Cruzeiro, em franco progresso.

Vice-líder a seis pontos do líder, mas, virtualmente, a apenas três, se conseguir derrotar o Flamengo no jogo que lhe resta do turno, no Maracanã.

Como o Vasco, que está a sete, mas pode ficar a quatro.

A 20a. rodada do Brasileirão teve boa média de público para os padrões nacionais, com quase 18 mil pagantes por jogo, exatos 17.930.

Só não foi maior porque o público na Arena da Baixada foi o único que ficou abaixo dos 10 mil torcedores, com apenas 6.891.

Palestra Itália, São Januário, Maracanã e Olímpico tiveram mais que 20 mil e o Serra Dourada teve 30.110, melhor público da rodada.

Gols foram 24, embora o único 0 a 0 merecesse ter sido uns 3 a 2 para o líder São Paulo.

Aliás, os três jogos deste domingo à noite foram muito bons, no Serra Dourada, no Mineirão e no Maracanã.

Só o Galo venceu como visitante.

Neste meio de semana, folga do pessoal com exceção de Flamengo e Juventude, que fazem uma partida adiada do primeiro turno.

Por Juca Kfouri às 20h00

Festa no Mineirão

O Cruzeiro deu a sensação de que iria golear.

Logo de cara, aos 4, Alecsandro fez belo gol.

Em seguida, por pouco, o Cruzeiro não fez mais um.

Mas, 20 minutos depois, em linda triangulação, Arouca empatou.

E a vida mineira se complicou porque, embora com mais posse de bola, era incomodada por contra-ataques cariocas.

Assim que começou o segundo tempo, o Flu teve a chance da virada.

Que veio com o ótimo Thiago Neves, ao se aproveitar de um rebote do goleiro Fábio.

O Mineirão ficou perplexo.

Menos mal que, aos 31, ele, Alecsandro, tratou de empatar, agora ele se aproveitando de rebote do goleiro.

E como quem tem Alecsandro tem tudo, eis que o retornado atacante fez 3 a 2, aos 42.

Daí, como tudo era festa, Marcelo fez 4 a 2, para dar a impressão que tinha sido fácil e para comemorar a vice-liderança.

 

Por Juca Kfouri às 19h14

O Botafogo merecia mais

O jogo do Maracanã começou como se estivesse disposto a mudar que, de fato, o Botafogo está em queda livre.

Logo aos dois minutos Ceará fuzilou pela direita e Max deixou passar por baixo de seu corpo, num chute forte e de perto, mas, defensável.

Só que, daí, o alvinegro foi à luta.

E até bola que bateu nas duas traves mandou no gol de Clemer, que teve de trabalhar muito e contar com a sorte de ver, por exemplo, André Lima perder gol feito.

Mas artilheiro é artilheiro e ele mesmo tratou de empatar, depois de mais uma das muitas faltas cometidas pelo Inter.

O 1 a 1 do primeiro tempo não mostrava a produção carioca no gramado e os dois times acabaram com 10 jogadores.

O segundo tempo começou com um Inter mais corajoso e igualmente imprudente, porque se deu algum trabalho para a defesa botafoguense, seguiu fazendo faltas e mais faltas na imediação de sua área.

Para sorte gaúcha, não só Clemer estava em noite de acertos como os cobradores cariocas não estavam.

E para sorte carioca, àquela altura num raro contra-ataque gaúcho, um desvio de bola de sua zaga impediu que o Inter marcasse, aos 38.

O empate não premiou o Botafogo que não vence no Maraca desde sua reabertura pós-Pan. 

Por Juca Kfouri às 19h08

O São Paulo merecia mais

O São Paulo começou com domínio do jogo no Serra Dourada.

Mas aos 22 e aos 24 minutos teve foi sorte.

O zagueiro Leonardo cabeceou no travessão de Rogério Ceni e Amaral deu uma furada espetacular na cara do gol.

Chance de gol mesmo o tricolor teve uma, numa puxeta de Miranda.

O segundo tempo foi outra coisa.

Eletrizante.

Em 12 minutos o líder teve quatro ocasiões claras de gol. evitadas ou por Harley ou por azar.

Aos 16, Cristiano perdeu gol feito, com o gol são paulino à disposição.

Mas quem tomou conta da partida foi mesmo o São Paulo, que martelou o que pôde em em busca de seu gol.

E o jogo merecia.

Aos 43, em jogada de Dagoberto, Leandro perdeu um gol imperdível.

E o jogo ficou no 0 a 0, 13o. partida, em 20, que a muralha tricolor permanece imbatível.

 

Por Juca Kfouri às 19h07

Que surpresa, Vascão!

Não vi nem um nem outro, no Rio e no Recife.

Mas me surpreendi com a vitória do Vasco diante do América, em São Januário, dois gols de Leandro Amaral, um em cada tempo, o primeiro de pênalti.

Só 2 a 0?!

E com o estádio lotadinho?

Mas, tudo bem.

O Vasco se impõe no Brasileirão.

Já nos Aflitos, adivinhe quem deu a vitória ao Galo diante do Timbu?

Coelho, é claro, para alegria de Leão.

Boa vitória, 1 a 0, péssimo para o Náutico que, assim, não se salvará.

Por Juca Kfouri às 17h01

Empate em Caxias

Não que o Corinthians tenha jogado bem, porque não jogou, embora também não tenha jogado mal.

Jogou para o gasto e com equilíbrio, exceção feita ao mistério chamado Rosinei, que parece ter desaprendido.

De resto, o time todo fez o que pôde, mas não o bastante para vencer o Juventude, em Caxias.

Logo de cara, com 33 segundos, Gustavo Nery deu um passe precioso para o artilheiro Finazzi não perdoar.

O Juventude só empatou graças à primeira falha de Felipe com a camisa corintiana, num chute da intermediária de Wescley, aos 12.

Mas Gustavo Nery, outra vez, fez um golaço, aos 24, de fora da área, até aí o nome do jogo.

Aos 14 do segundo tempo, em rebote de uma bola na trave, Fábio Baiano empatou de novo, depois de o Corinthians ter desperdiçado pelo menos uma chance de matar o jogo com Arce.

E o Juventude pressionou até o fim em busca da virada, que não veio.

Pior para os gaúchos, nem tão bom para os paulistas, mas, em resumo, justo. 

Por Juca Kfouri às 16h56

Xô, fantasma do Parque!

Duas boas notícias e uma má para a torcida do Flamengo:

1. Mesmo todo desfalcado, o time foi capaz de jogar de igual para igual com o Palmeiras, no campo dos paulistas;

2. O time revelou uma insuspeita capacidade para exercer implacável marcação, a ponto de deixar o Palmeiras sem saber o que fazer.

Palmeiras que abriu o placar aos 13, em jogada da Luiz Henrique pela esquerda que Caio aproveitou pelo meio.

Dois minutos depois, no entanto, foi a vez de Maxi Biancucci fazer o mesmo pela direita e Paulo Sérgio empatar.

Aí, embora o domínio fosse verde, perigo de gol quase não houve e os contra-ataques rubro-negros preocupavam.

A má notícia para os rubro-negros, e ótima para os alviverdes, e que nem por isso o Palmeiras deixou de vencer.

Porque, logo aos 7 minutos do segundo tempo, Dininho foi atrás de uma bola quase perdida pela esquerda e deu para Gustavo desempatar.

Depois disso, o Fla até buscou, mas a superioridade palmeirense se impôs para segurar uma, enfim, merecida vitória, que afastou o incômodo fantasma do Parque Antarctica.

Por Juca Kfouri às 16h55

Ameaças, não!

Paulo Cezar de Andrade Prado é o Paulinho.

Tem 35 anos, é estudante de jornalismo e trabalha, como motoqueiro, feito um doido, pois tem filho para criar.

Faz pouco tempo que o conheço.

Um dia apareceu lá na CBN e se apresentou como quem tinha fundado uma comunidade na Orkut (que não visito) em torno de meu nome.

Ele tem um blog que anda contando os podres (tantos!) do Corinthians, clube que freqüenta desde criança e que conhece como poucos.

Paulinho nasceu para ser repórter, não há a menor dúvida.

E pelo que tem contado, nem sempre com nomes,  mas com verdade, vem recebendo ameaças ultimamente.

Por mais que este blogueiro esteja convencido de que cães que ladram não mordem, fica o registro.

O Paulinho não está só e seu blog passa agora a figurar entre os que este blog indica.

http://oblogdopaulinho.zip.net

Por Juca Kfouri às 09h15

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico