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Decepções caseiras
A massa compareceu ao Maracanã, com 51.552 pagantes e mais 10 mil pessoas que não pagaram. Mas saiu frustrada. Jogando mal, o Flamengo saiu vaiado. Fez 1 a 0 com Thiago Sales no primeiro tempo, mas cedeu o empate para o Sport no segundo, gol de pênalti, bem cobrado por Da Silva. Na verdade, o Sport foi melhor e até merecia a vitória. Já em Natal, outra decepção para os donos da casa, mas com um público à altura da campanha potiguar, de apenas 1.446 testemunhas: Juventude 3, América 0. Escrito por Juca Kfouri às 19h07[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Show Paulo de goleada
O São Paulo hoje jogou contra si mesmo. A competição era sobre quem faria o gol mais bonito diante de mais de 36 mil torcedores. O de Aloísio, de fora da área, aos 27? Ou o de Dagoberto fazendo fila na defesa do Paraná Clube, aos 33? Quem sabe se não foi o de Souza, quase uma réplica do de Dagoberto, aos 37? Não sei o que o ranzinza do Muricy Ramalho disse no intervalo. Talvez tenha bronqueado: "Vocês estão pensando que futebol não é um jogo coletivo? Cada um querendo resolver sozinho? Fazer bonito só porque o Morumbi está cheio? Quero ver jogo coletivo?" E ai Dagoberto fez mais um belo gol, o quarto, com a participação de mais três companheiros, aos 17. Mas Aloísio não gostou e deve ter pensado: "Pombas, a gente combinamos jogar coletivamente e o Dagoberto quer fazer mais gols que eu?" E resolveu fazer o quinto, aos 22. Estava tão bonito que o paranista Beto decidiu participar da festa e chutou contra a própria trave para Leandro fazer o sexto gol, aos 33. Problemas para Muricy: o São Paulo não só ganhou como tem sido habitual, como deu show. O que dirão os que vivem pedindo sua cabeça? Foram 11 gols em dois jogos (5 a 0 no Náutico e 6 a 0 hoje), com as duas maiores goleadas do Brasileirão até aqui, nas últimas três partidas -- com o 1 a 0 no meio diante do Palmeiras. E para quem acha que a liderança tricolor se deve ao apito, uma informação: quando ainda estava 0 a 0, o zagueiro paranista caiu sozinho na área e a bola, que sobraria para Aloísio marcar, foi segura com as mãos pelo paranaense. Escrito por Juca Kfouri às 19h04[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Sem comentários (em português)
Está no "Olé" A no perder la fe (ao fim do primeiro tempo) En un partido durísimo y muy parejo, Argentina está cayendo ante Brasil al término del primer tiempo por 43-35. Es la primera semifinal del Preolímpico de Las Vegas y el ganador obtendrá un lugar en Beijing 2008.
PREOLIMPICO DE BASQUETBOL
Argentina dio otra muestra de buen juego y mucho corazón y se sacó de encima a Brasil en un partido durísimo. Fue 91-80 para los de Hernández, que lograron el ansiado pasaje directo a Beijing 2008 con Scola (27 puntos) como figura y un gran trabajo colectivo. Mañana vamos por el título en Las Vegas ante EE.UU. o Puerto Rico. Escrito por Juca Kfouri às 17h50[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Desfalques?!
O Corinthians anuncia que terá cinco desfalques para o clássico diante do Santos: Kadu, Fábio Ferreira, Gustavo Nery, Rosinei e Ricardinho. E o blog, humildemente, pergunta: são desfalques? Ou será que essas ausências não preencherão lacunas? Escrito por Juca Kfouri às 17h15[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
O blog desafia
Se houver um paranista que acredite que o Paraná Clube não sairá derrotado do Morumbi neste sábado, às 18h10, que se apresente. Aqui será acolhido com generosidade e compreensão, pois este é espaço para a esperança e para, sobretudo, a emoção. E caso ele (ou eles) venha a ter razão, após a partida, não tenha dúvida, será por este blog homenageado com admiração. Um gol, um simples gol sequer que penetre a muralha do São Paulo, já será motivo de comemoração. Diferente, porém, em Natal, deverá ser a situação: porque entre América e Juventude, qualquer prognóstico não passa de um chutão. Sobra o embate rubro-negro no Maracanã: o confiante Sport viaja para pegar o Mengão. Não, não exagere, o titulo de 1987 não estará em discussão, será apenas mais uma partida, entre dois clubes de tradição. E se o favoritismo é carioca, porque o Flamengo está em ascensão, os pernambucanos de Geninho merecem todo cuidado e atenção. Escrito por Juca Kfouri às 15h41[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Hipocrisias
O basquete brasileiro leva um vareio de Porto Rico, os jornais "Estado de S.Paulo" e "Jornal da Tarde" apuram que o clima na seleção é ruim e o técnico Lula atribui às reportagens a derrota diante da Argentina, além de, com alguns atletas, Marcelinho Huertas e Guilherme, pressionar os repórteres que contaram a verdade. Aí, o ala Marquinhos volta ao país é ouvido pelo "Lance!" e confirma que o time todo está contra o treinador. O goleiro reserva do São Paulo, Bosco, que ao menos devia conhecer a história do chileno Rojas, faz uma simulação sem precedentes e ainda busca sair como vítima, além de tentar fazer todos de idiotas ao dizer que pôs a mão na cabeça porque está com o cabelo comprido. Basquete e goleiro mostram que com os pés ou com as mãos o que falta é vergonha na cara. Escrito por Juca Kfouri às 10h41[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
A Argentina é fogo
Os Estados Unidos acabam de vencer a Argentina por uma contagem preocupante. Para nós, brasileiros. Apenas por 91 a 76. A invencibilidade argentina está quebrada, é verdade, mas não só pela menor diferença de pontos de todas as vitórias americanas como, também, na primeira partida em que não fizeram contagem centenária. Antes do jogo, para se ter uma idéia, a contagem média das vitórias americanas foi de 117 a 74, com 43 pontos de diferença. Na verdade, a Argentina provou que mesmo com seu time B, sem suas duas maiores estrelas, tem o segundo melhor time de todos os que estão no Pré-Olímpico. Sábado, às 20h, veremos exatamente o que isso significa. Escrito por Juca Kfouri às 02h01[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Muitos gols, pouca gente
A 22a. rodada terminou com alta média de gols e baixa de público: 3,6 a 12.360. E com apenas um empate, exatamente no jogo com maior público, o do Maracanã, entre Botafogo e Flamengo, com 44.212 pagantes. O pior ficou por conta da Vila Belmiro, inaceitáveis, para quem ainda luta como o Santos, 2.784 torcedores. De novo, dois cariocas estão entre os quatro primeiros com Botafogo e Vasco. Escrito por Juca Kfouri às 22h18[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Aposta ou blefe?
Em reunião que acabou há pouco, a direção do Corinthians resolveu dar "mais um ou dois jogos" ao técnico interino Zé Augusto, simplesmente porque Antoine Gebran, o vice-presidente de futebol, tinha se comprometido com ele por tal período. Mas ninguém aposta uma pataca furada na permanência do treinador caso o Corinthians venha a ser, como tudo indica, derrotado pelo Santos no proximo domingo, no Pacaembu. A derrota do Atlético Paranaense para o Santos assegurou a permanência corintiana fora da zona do rebaixamento pelo menos por mais uma rodada. Como se vê, Gebran, que quando era rico vivia em Las Vegas, continua um apostador inveterado. Márcio Bittencourt espera, ansioso, embora ainda haja quem jogue suas fichas numa solução satisfatória até para importar Tite do mundo árabe . Escrito por Juca Kfouri às 22h12[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Vasco leva susto e goleia
O Vasco teve todas as condições de matar o Náutico no primeiro tempo. Fez 1 a 0 com Leandro Amaral que converteu um pênalti que ele mesmo sofreu, aos 21. E teve como liquidar a partida, porque o Náutico simplesmente não existia. Mas, aos 44, Andrade fez uma falta estúpida e tomou o segundo cartão amarelo. Onze contra 10, o time pernambucano mandou no segundo tempo. Pôs o Vasco na defesa e pressionou o que pôde, até empatar, aos 11, com Marcelinho. Ficou feliz com o empate fora de casa? Nada disso, buscou a virada e quase conseguiu. A sorte do Vasco tem nome e sobrenome: Leandro Amaral fez belíssima jogada pela esquerda e soltou a bomba, impossível de ser agarrada. No rebote do goleiro Eduardo, Marcelinho, de peixinho, desempatou outra vez: 2 a 1. O Náutico voltou à luta, mas, aí, o Vasco não deu mole. Segurou sua nona vitória em São Januário, com apenas um empate, ampliando-a com belo terceiro gol, numa combinação vascaína que terminou com Leandro Amaral rolando para Rubens Júnior faturar e, ainda, com mais um gol de Marcelinho: 4 a 1. Escrito por Juca Kfouri às 21h27[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Santos vence a preguiça
O Santos começou tão mal e desinteressado o jogo contra o Atlético Paranaense que levou um justo castigo, aos 11, quando o zagueiro Antonio Carlos, de cabeça, abriu o placar para o Furacão. Aí, então, o Peixe teve de se coçar. E jogar. Como jogar é como coçar, basta começar, logo aos 29, Kléber, para variar, pôs a bola na cabeça do zagueiro Domingos que empatou. Mesmo sem brilhar, o Santos terminou o primeiro tempo com volume suficiente para estar na frente. Coisa que só veio a acontecer aos 8 minutos do segundo tempo, quando Pedrinho, sozinho na área, matou no peito e estufou a rede paranaense: 2 a 1. Mas o Santos insiste no vício da soberba e ao imaginar que o jogo estivesse liquidado, acabou por dar chances de empate ao Atlético e Fábio Costa teve de se virar. Menos mal que, aos 30, Alan Baia fez um pênalti infantil em Marcos Aurélio e Kléber Pereira bateu para marcar 3 a 1. O Santos, aliás, só não goleava porque não estava a fim, provavelmente por causa do ridículo comportamento de sua torcida, com apenas 2.784 pessoas na Vila. Escrito por Juca Kfouri às 21h25[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Falta um passo, e que passo, para Pequim
Foi fácil, quase sem drama, apesar do tradicional susto, desta vez no fim do primeiro tempo, quando o Brasil sofreu sete pontos seguidos sem marcar nenhum e terminou com apenas 44 a 37 no placar, mesma vantagem do primeiro quarto, que terminou com 24 a 17. No teceiro quarto, no entanto, marcando muito e mais preocupada em jogar coletivamente, a Seleçâo Brasileira fez 30 a 8 e com 74 a 45 não seria necessário um apagão, mas, sim, uma catástrofe, para permitir que o Uruguai reagir. Quando faltavam cinco minutos, o Brasil vencia por 90 a 51. E terminou com 96 a 62 no placar. Sábado tem a revanche e a disputa da vaga olímpica com a Argentina. Não há motivo para confiar, mas, dizem, acreditar é essencial. Acreditemos, pois, desconfiando... Escrito por Juca Kfouri às 20h41[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Tite disse não
Tite recusou a proposta do Corinthians porque já recebeu US$ 1 milhão adiantado do clube Al-Ain, dos Emirados Árabes Unidos, que exigiu a devolução do dinheiro. Como Tite já pagou o imposto devido por essa quantia e o Corinthians não aceitou reembolsá-lo, ele fica nos Emirados Árabes.
Neste momento o Corinthians conversa com Márcio Bittencourt.
Escrito por Juca Kfouri às 10h20[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Conspiração tricolor
Preste atenção. Antes dos jogos de ontem, dentre os times que participaram dos oito jogos, cinco vinham imediatamente atrás do líder São Paulo: Cruzeiro, Botafogo, Palmeiras, Grêmio e Inter. Dos cinco, nenhum venceu. Mais: Palmeiras, Grêmio e Inter perderam. Cruzeiro e Botafogo só empataram. Apenas o São Paulo ganhou. Resultado: o São Paulo está oito pontos à frente do Cruzeiro, nove adiante do Botafogo e tem 11 de vantagem sobre o Palmeiras, além de 15 sobre o Grêmio e 16 sobre o Inter. Hoje o Vasco e o Santos completam a rodada. E devem vencer, porque o Vasco recebe um dos quatro rabeiras, o Náutico, e o Santos recebe outro, o Atlético Paranaense. Se vencerem, o Vasco ficará a nove pontos do São Paulo e o Santos a 11. Mas tudo conspira tanto a favor do tricolor paulista que não será surpresa se acontecer alguma zebra em São Januário ou na Vila Belmiro. Ou nos dois alçapões. Eu, hein? Escrito por Juca Kfouri às 23h52[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Se cobrir com lona, vira circo
120 dias de suspensão para Dorival Júnior?!!! Por invasão de campo?!!!!! A mesma pena dada a Túlio, que chutou a cara de um companheiro de profissão?!!!!!! A justiça esportiva é uma piada. Já passou da hora de acabar com essa palhaçada. Mas não tenha dúvida: no próximo julgamento a pena será reduzida para pagamento de cestas básicas. Arrelia perde. Escrito por Juca Kfouri às 23h19[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Goleadas implacáveis e festa na Ilha
Não vi nada. Só sei que o Galo depenou o Gavião no Mineirão: enfiou 5 a 2 no Corinthians, que volta a namorar o rebaixamento. Sei, também, que o Fluminense do gremista Renato Gaúcho descoloriu o Colorado de Abel Braga no Beira-Rio: 4 a 1. E que, enquanto isso, mais modesto mas não menos importante, o Sport enfiou 2 a 0 no Grêmio, na Ilha do Retiro. Escrito por Juca Kfouri às 22h41[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Argentina ganha sem precisar
No Pré-Olímpico de basquete, o primeiro tempo terminou com placar folgado e bela atuação brasileira: 42 a 28, depois de 23 a 16 no quarto inicial. O terceiro quarto não foi tão bom, com supremacia argentina por 22 a 16, 50 a 58 no placar. E, daí, a virada. Os argentinos fizeram oito pontos seguidos e empataram a partida. Apagão outra vez? Nem tanto. Marcelinho fez uma providencial bola de três pontos e o Brasil retomou o controle do jogo, cinco pontos à frente. Mas ao faltar um minuto, os argentinos empataram em 71 a 71. Haja coração! O Brasil chuta duas vezes, pega os dois rebotes e, com Leandrinho, incompreensivelmente numa tentativa de três pontos, desperdiça o último chute. Prorrogação... Ao faltar um minuto, a Argentina vencia por três pontos: 81 a 78. Parecia mentira. Mas foi verdade. A Argentina ganhou de 86 a 79 e nem precisava, pois já estava classificada. Agora é vencer o Uruguai amanhã para jogar pela vaga outra vez contra a Argentina. Mas, sinceramente, não dá para confiar.
Escrito por Juca Kfouri às 22h30[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
São Paulo faz poeira
O líder São Paulo pisou o gramado do Palestra Itália sabendo que o vice-líder Cruzeiro tinha só empatado. E demorou a se encontrar, a ponto de ter visto Makelele obrigar Rogério Ceni a fazer boa defesa e Valdívia, em linda jogada, quase marcar. Mas foram só 13 minutos de uma certa perplexidade. Porque depois o tricolor tomou conta, jogou bem e bonito (é, atenção, jogou até bonito), numa partida leal como devem ser todas. E, então, o excelente Diego Cavalieri teve de trabalhar uma, duas, três, quatro vezes. Até que Dagoberto pegou pela esquerda, pedalou para cima do zagueiro, deu para Jorge Wagner na entrada da área, este passou para Aloísio que, no papel de pivô como é habitual, devolveu para o companheiro, num leve toque, encobrir o goleiro palmeirense: 1 a 0, aos 39. Nada mais justo. Quando o São Paulo voltou para o segundo tempo, já sabia que o terceiro colocado Botafogo também tinha só empatado. E ele,. São Paulo, vencia o quarto colocado. Noite melhor impossível. Oito pontos o separavam do Cruzeiro, nove do Botafogo e 11 do Palmeiras. O Palmeiras que teve de trocar Valdívia por Luiz Henrique no fim do primeiro tempo, voltou com o meia Caio no lugar do zagueiro Dininho, enquanto o São Paulo trocou Alex Silva, com cartão amarelo, por André Dias. E o São Paulo tratou de administrar sua espetacular vantagem. Não corria riscos e nem causava riscos diante de 16.124 pagantes, num esquisito Palestra Itália, com suas arquibancadas centrais vazias por motivo de segurança. O Palmeiras tinha mais a bola e se expunha aos contra-ataques. Nervosos, os palmeirenses, que por três vezes tinham sido contemplados com bolas postas para fora para o atendimento de Valdívia e de Gustavo, não tiveram o mesmo espírito esportivo para o atendimento de Aloísio. O jogo ficou mais guerreado, menos leal e menos brilhante tecnicamente. Com 25 minutos jogados, Rogério tinha feito uma defesa importante e Diego outra, mais que a do rival, por sinal. Aos 30, o Palmeiras marca, o bandeira vacila e aponta impedimento de Max, quando poderia ter dado o gol, tão duvidosa era a posição do palmeirense. Ao Palmeiras só restava presssionar. E foi o que fez, com coragem, mas sem a frieza necessária, a que sobra ao São Paulo. Seja como for, depois de vencer o Grêmio e o Botafogo na casa deles, fez o mesmo com o Palmeiras. E sem tomar gols, como quase sempre. Alguém duvida do primeiro pentacampeonato brasileiro sem asterisco? Escrito por Juca Kfouri às 22h29[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Bota x Fla: mais um empate
O Flamengo jogou mais que o Botafogo nos primeiros 45 minutos e fez seu gol com Juan, depois de boa jogada de Souza, pela esquerda. No segundo tempo o Botafogo equilibrou a situação e empatou aos 13 minutos, depois que baixou o espírito de Mané Garrincha em Adriano Felício que entortou o zagueiro rubro-negro três vezes até cruzar para Juninho cabecear na pequena área. A defesa do Mengo bobeou e Jorge Henrique empatou. Diante de quase 53 mil pessoas (45 mil pagantes), o herói da noite acabou sendo o goleiro Max que, além de uma boa defesa, pegou um pênalti cobrado por Souza, aos 31. O placar acabou por ser justo e danoso para os dois, mais para o Botafogo que fica ainda mais distante do primeiro lugar. Além do mais, o Botafogo perdeu Túlio, suspenso por 120 dias por ter chutado o rosto de Leandro no jogo contra o São Paulo. Parace que o Flamengo não sabe mais como ganhar do Botafogo e vice-versa. Em Floripa, Figueira 3, Mecão 1, sem novidades. Escrito por Juca Kfouri às 21h32[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Cruzeiro, mais uma vítima da arbitragem
O Cruzeiro teve o jogo nos pés no primeiro tempo diante do Paraná Clube. Fez 1 a 0 com Wagner e poderia ter feito mais. Mas cedeu espaço no segundo e Fábio teve que fazer milagre para impedir o empate até que não deu, porque Josiel empatou. Em seguida, como se pudesse mesmo fazer gols quando quisesse, Marcelo Moreno desempatou para os mineiros que, depois, foram vítima de uma encenação paranaense que teve a cumplicidade do árbitro na marcação de um pênalti inexistente, convertido por Josiel. Placar final: 2 a 2, ruim para os dois. Enquanto isso, em Caxias, o Juventude desencantou e venceu o Goiás: 2 a 0. O time gaúcho ainda teve dois pênaltis não marcados a seu favor. Escrito por Juca Kfouri às 20h24[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Gre-Nal é gre-nal!!
Por ANNA MAGAGNIN Aqui no Sul se vive o futebol. E muita gente o vive as vias de fato. Na semana passada houve o Gre-Nal de juniores. No primeiro jogo, mais de 30 torcedores foram levados à delegacia por briga. No segundo jogo, no domingo, a briga foi dentro de campo. Com direito a socos em técnico e jogador no hospital. Em setembro, haverá o Gre-Nal do futebol profissional. E atualmente o governo do Estado discute com Grêmio e Internacional sobre a segurança dentro dos estádios. Nesse contexto também costuma reaparecer a possiblidade de Gre-Nal com torcida única. Sou estudante de jornalismo, colorada e tenho 22 anos. Compartilho o texto que fiz sobre o assunto. Em uma segunda-feira qualquer do ano de 2027, meu filho de quinze anos lê as reportagens sobre a última rodada do Campeonato Brasileiro. Era dia seguinte a um gre-nal e todos ficavam atentos as reportagens pós jogo, já que as transmissões dos gre-nais haviam sido suspensas, cinco anos antes, a fim de evitar conflitos. Meu filho gosta de futebol e semana passada estava encantado com o clássico Fla-Flu que passou na tevê. Tinha até torcida no estádio. O Colorado venceu o gre-nal em questão, mas ele parecia triste. - Que foi filho, virou gremista que não tá feliz com a vitória do Inter? - É que eu tava pensando, gre-nal é um clássico do futebol brasileiro? - Claro! - Como o Fla-Flu? - Sim, igual. São dois times rivais disputando um jogo. Que pergunta... - Mãe, mas que clássico é esse que o estádio fica fechado? Que as torcidas não podem ver pela televisão? Esse jogo mais parece um treino. Nos lances que eu vi, parece que os jogadores não tão nem aí. - É, mas um dia foi diferente... Os olhinhos do meu colorado brilharam. Contei pra ele, que tanto o estádio do Grêmio, quanto o Beira-Rio em dia de Gre-Nal lotavam, sendo quase metade azul e metade vermelha. Que as pessoas iam juntas ao Gre-Nal, um com cada camiseta. Que quando o Gre-Nal era no Olímpico, os colorados se encontravam no Beira-Rio e iam até o Olímpico. Quando a violência começou a aumentar iam escoltados pelo polícia. Que isso unia muita torcida. Uns iam para divisa do portão no estádio e ficavam xingando o adversário. Que todo jogador quando vinha para um time do Sul queria jogar Gre-Nal. Que o Pato, mesmo depois de ser o melhor do mundo, dizia que um dos remorsos da vida dele era não ter jogado um Gre-Nal. Que Dunga e Ronaldinho Gaúcho disputaram um Gre-Nal. Que parecia final de campeonato. As pessoas lotavam os bares. E depois do jogo, era um buzinaço só. Tinha uma cidade do interior, em que eles brincavam de os perdedores puxar a carroça com os ganhadores dentro. Que muita gente fazia aposta. E durante a semana que antecedia o clássico, só se falava nisso na rua. E no dia seguinte quem ganhava tinha a sua cor brilhando pela cidade. O treinador que ganhava o Gre-Nal, podia colocar isso no currículo. E que ganhar na casa do adversário era motivo de alegria maior. Conto pra ele do Gre-Nal de inauguração do Olimpico, antigo estádio gremista, em que o Inter ganhou de 6x2. Falo dos 5x2 e da atuação de Fabiano Cachaça, em 1997. Conto do grenal do século, conto do Fernandão e o gol 1000 em grenais, e como aquele jogador começou a se revelar depois daquele grenal. Conto o Gre-Nal em que vi o Inter perder o título gaúcho em casa e como foi difícil ver a torcida do Grêmio cantar no Beira-Rio. Até consegui mostrar uns vídeos pra ele. O guri vibra, era só alegria. E conto que, na idade dele, eu vivia a rivalidade, pois presenciei o primeiro título mundial do Inter e de como isso afetou a rivalidade Gre-Nal. - Bah mãe, mas era um festa linda. E como chegou a isso que é hoje? - Ah, primeiro eles começaram a diminuir os espaços da torcida adversária. É que dava muita briga. Depois tiraram a bebida dos estádios. Depois aumentaram o policiamento para dias de Gre-Nal, até o ponto em que o governo disse que não tinha homens suficiente para proteger os torcedores. Teve umas mortes nessa época. Aí, eles resolveram que seria torcida única. Mas o adversário esperava nos entornos do estádio. E teve muitas brigas feias nessa época também. Aí decidiram fechar os portões. Só que os donos dos bares começaram a reclamar dos prejuízos pelas frequentes brigas. E jornalistas começaram a ser ameaçados. Por segurança, decidiram que nenhum gre-nal mais seria transmitido, nem por televisão nem por rádio. E gre-nal gerava dinheiro, mas sem transmissão, muitos empresários convenciam seus jogadores a boicotar o clássico. E hoje só se escala reserva em gre-nal. A violência terminou com o brilho do gre-nal, essa que é a verdade. - Mãe, mas quando essa violência chegou a esse ponto, tanta que começaram a cortar tudo. que tinha de bom num Gre-Nal? - Ah, foi quando a minha geração era maioria nos estádios.... Escrito por Juca Kfouri às 17h32[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Assim não, governador!
A Copa de 2014 e o governo do Distrito Federal Por LINO CASTELLANI FILHO Observatório do Esporte Acabamos de ler a notícia de que o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, anunciou a assinatura de um decreto que obriga as escolas do Distrito Federal a instituírem uma disciplina focada no tema "Copa do Mundo". O objetivo do projeto, anunciado por ocasião do encontro com representantes da FIFA, em Brasília, seria "estimular nos jovens a consciência da importância do torneio para o país, formando assim possíveis futuros voluntários na Copa 2014". Tal iniciativa se revela, além de oportunista - a ocasião do anúncio do projeto fala por si só -, equivocada, traduzindo a compreensão da política educacional por parte das autoridades educacionais do governo do Distrito Federal. Desde 1996 a Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (Lei 9394) abre, aos sistemas educacionais brasileiros, a possibilidade de arquitetarem seus projetos pedagógicos em torno do princípio da "transversalidade" do processo de conhecimento, visando a superação, com esse proceder, da conservadora lógica "disciplinar", hegemônica nos currículos das escolas brasileiras. Iniciativas bem sucedidas de projetos de escolarização centrados na lógica transdisciplinar já são conhecidas por aqueles que circulam no campo da educação básica em nosso país e, boa parte dessas experiências tem a Educação Física como sua área estruturante. Vejam o caso dos Jogos Panamericanos recentemente realizado no Rio de Janeiro: presenciamos escolas que, por um determinado tempo pedagógico, levaram seus alunos a se envolverem com questões afetas aos campos da história, da geografia, da cultura - e de uma sua dimensão, a cultura corporal - além de outros, a partir dos países dos atletas que para o Rio de Janeiro se dirigiram a fim de participarem das competições ali instaladas. A riqueza de tal abordagem curricular pode ser observada na imensa gama de enfoques realizados pelos alunos e professores dos Jogos Panamericanos, ao suplantarem a prática corrente que vincula o entendimento do "conhecimento esportivo" quase que exclusivamente ao "saber fazer", possibilitando elevá-lo ao patamar da compreensão do significado e o sentido do esporte na cultura contemporânea. Tal processo de reflexão sobre o Esporte é fundamental para que as falcatruas e mazelas do processo organizativo dos Jogos não passem despercebidas entre aqueles que buscam forjar nos dias de hoje a possibilidade da plena cidadania no dia de amanhã. Ainda há tempo, senhor governador, para revogar o motivo da explicitação do seu desconhecimento da estrutura da educação escolar brasileira mas, infelizmente para o senhor, não o suficiente para impedir o testemunho sobre a sua forma açodada de olhar para as escolas do Distrito Federal. Escrito por Juca Kfouri às 13h57[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Uma indústria canibal
A propósito da morte de Puerta, do Sevilla, será valioso ler o que escreveu o brilhante escritor uruguaio tempos atrás: Por EDUARDO GALEANO O futebol, o esporte mais popular e o que melhor expressa e afirma a identidade nacional, foi submetido às leis da rentabilidade e se tornou uma verdadeira máquina de moer carne humana, sucumbindo à uniformização obrigatória promovida pela globalização Nenhum comunicado médico dirá que Marc Vivien Foe sofreu um ataque de futebol profissional, pois essa doença, fatal, não consta de manual de medicina algum No mês de junho, um jogador da República de Camarões, Marc Vivien Foe, caiu, fulminado, no estádio de Lyon. Não foi vítima de um pontapé criminoso. Ninguém tocou nele. Foe morreu de exaustão. O ritmo da Copa das Confederações, com uma partida logo depois da outra, acabou com ele. Nenhum comunicado médico dirá que sofreu um ataque de futebol profissional, pois essa doença, fatal, não consta de manual de medicina algum. Mas a verdade é que o mais belo e popular dos esportes, aquela festa das pernas que o jogam e dos olhos que o vêem, funciona, em termos industriais, como uma máquina de moer carne humana. Copa do mundo de robôs No ano passado, houve duas copas do mundo de futebol. Numa delas jogaram os atletas de carne e osso. Na outra, simultânea, jogaram os robôs. As seleções andróides disputaram a RoboCup 2002 na cidade portuária japonesa de Fukuoka, em frente à costa coreana. Os torneios de robôs ocorrem, anualmente, em lugares diferentes. Seus organizadores têm esperanças de competir, dentro de algum tempo, contra seleções de verdade. Afinal, dizem, um computador já derrotou o campeão Gary Kasparov num tabuleiro de xadrez. Portanto, não é tão difícil imaginar que atletas mecânicos consigam realizar semelhante façanha num campo de futebol. Programados por engenheiros, os robôs são fortes na defesa e rápidos e mortíferos no ataque. Nunca se cansam, nem se queixam; jamais um robô caiu morto num estádio. E não enfeitam com a bola: cumprem, sem reclamar, as ordens do técnico e, nem por um instante, cometem a insensatez de acreditar que os jogadores jogam. Mediocridade em nome da eficiência O sonho, cada vez mais freqüente, dos empresários, dos tecnocratas, dos burocratas e dos ideólogos da indústria do futebol é os jogadores imitarem robôs Qual seria o sonho, cada vez mais freqüente, dos empresários, dos tecnocratas, dos burocratas e dos ideólogos da indústria do futebol? Nesse sonho, cada vez mais próximo da realidade, os jogadores imitam os robôs. Triste sinal dos tempos, o século 21 consagra a mediocridade em nome da eficiência e sacrifica a liberdade nos altares do sucesso. "A pessoa não ganha porque vale e, sim, vale porque ganha", comprovou, já há alguns anos, Cornelius Castoriadis. Não se referia ao futebol, mas o poderia ter feito. É proibido perder tempo, é proibido perder: convertido em trabalho, submetido às leis da rentabilidade, o jogo deixa de ser jogado. Cada vez mais, como em qualquer outra área, o futebol profissional parece ser regido pela UINBE (União dos Inimigos da Beleza), uma poderosa organização que não existe, mas manda. Ignácio Salvatierra, um árbitro injustamente desconhecido, merece a canonização. Deu testemunho da nova fé. Sete anos atrás, ele exorcizou o demônio da fantasia na cidade boliviana de Trinidad. O juiz Salvatierra expulsou do campo o jogador Abel Vaca Saucedo. Deu-lhe cartão vermelho "para que aprenda a levar o futebol a sério". Vaca Saucedo cometera um gol imperdoável. Enganou toda a equipe adversária, numa festa de dribles, fintas, chapéus e toques rápidos, culminando sua orgia de costas para o gol, com uma bicicleta certeira que cravou a bola no ângulo. Mais frio que geladeira Fabrica-se, em série, um futebol mais frio que uma geladeira. E mais implacável que uma máquina trituradora Obediência, velocidade, força e nada de firulas: esse é o molde que a globalização impõe. Fabrica-se, em série, um futebol mais frio que uma geladeira. E mais implacável que uma máquina trituradora. Segundo dados publicados pelo jornal France Football, o tempo de vida útil dos jogadores profissionais foi reduzido à metade nos últimos vinte anos. A média, que era de doze anos, caiu para seis. Os operários do futebol rendem cada vez mais e duram cada vez menos. Para responder às exigências do ritmo de trabalho, muitos não têm remédio senão recorrer à ajuda química, injeções e comprimidos que aceleram o desgaste: as drogas têm mil nomes, mas todas nascem da obrigação de ganhar e merecem chamar-se êxitoína. Futebol modelo único Dois mil e quinhentos anos antes de Blatter1, os atletas competiam nus e sem tatuagens publicitárias no corpo. Fragmentados em muitas cidades, cada qual com suas próprias leis e seus próprios exércitos, os gregos se reuniam para os jogos olímpicos. Praticando o esporte, aqueles povos dispersos diziam: "Nós somos gregos", como se recitassem com seus corpos os versos da Ilíada, os quais haviam fundado sua consciência de nação. Muito mais tarde, durante boa parte do século XX, o futebol foi o esporte que melhor expressou e afirmou a identidade nacional. As diversas maneiras de jogar revelaram, e celebraram, as diversas maneiras de ser. Mas a diversidade do mundo está sucumbindo à uniformização obrigatória. O futebol industrial, que a televisão converteu no mais lucrativo espetáculo de massas, impõe um modelo único, que apaga os perfis próprios, como ocorre com esses rostos que se transformam em máscaras, todas iguais, após contínuas operações de cirurgia plástica. Supõe-se que esse tédio se deva ao progresso, mas o historiador Arnold Toynbee já passara por muitos passados quando comprovou: "A característica mais consistente das civilizações decadentes é a tendência à padronização e à uniformidade." Democracia Corintiana O tempo de vida útil dos jogadores profissionais foi reduzido à metade nos últimos vinte anos. A média, que era de doze anos, caiu para seis O futebol profissional pratica a ditadura. Os jogadores não podem abrir o bico no domínio despótico dos donos da bola que, de seu castelo da Fifa, reinam e roubam. O poder absoluto se justifica pelo hábito: é assim porque assim deve ser; e deve ser assim porque assim é. Mas, será que sempre foi assim? Vale a pena lembrar aqui uma experiência que se deu no Brasil, há apenas vinte anos, ainda nos tempos da ditadura militar. Os jogadores conquistaram a diretoria do Corinthians, um dos times mais poderosos do país, e exerceram o poder nos anos de 1982 e 1983. Uma coisa insólita, nunca vista: os jogadores decidiam tudo, entre todos, pelo voto. Discutiam democraticamente e votavam o método de trabalho, o sistema de jogo, a distribuição do dinheiro e tudo o mais. Em suas camisetas se lia: Democracia Corintiana. Após dois anos, os dirigentes afastados retomaram o controle e mandaram acabar com aquilo. Porém, enquanto durou a democracia, o Corinthians, governado por seus jogadores, ofereceu o futebol mais audacioso e vistoso de todo o país, atraiu as maiores multidões aos estádios e ganhou o campeonato estadual duas vezes seguidas. Suas proezas e belezas se explicavam pela droga. Uma droga que o futebol profissional não pode pagar: essa poção mágica, que não tem preço, se chama entusiasmo. No idioma da antiga Grécia, entusiasmo significa "ter os deuses dentro". A final das piores seleções Enquanto durou a democracia, o Corinthians, governado por seus jogadores, ofereceu o futebol mais audacioso e vistoso de todo o país e atraiu as maiores multidões aos estádios Como se sabe, no ano passado o Brasil ganhou a Copa do Mundo, disputando a final contra a Alemanha, em Tóquio. Embora ninguém o tenha sabido, foi disputada, ao mesmo tempo e muito longe dali, uma outra final. Foi nos picos do Himalaia. Mediram forças as duas piores seleções do planeta; a última e a penúltima do ranking mundial: o reino de Butão e a ilha de Monserrat, no Caribe. O troféu era uma grande taça, prateada, que esperava à beira do campo. Os jogadores, todos anônimos, nenhum famoso, tiveram um grande dia, sem outra obrigação senão a de se divertirem bastante. E quando as equipes terminaram a partida, a taça, que estava colada ao meio, foi aberta em duas e compartilhada por ambos os times. O Butão ganhara e Monserrat perdera, mas esse detalhe não tinha a menor importância. Escrito por Juca Kfouri às 12h59[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
A morte no Parapan
Por ROBERTO VIEIRA A trágica morte do atleta Carlos Maslup no Parapan nos faz refletir: O atleta argentino Carlos Maslup perdeu sua última partida. Mas era uma partida que não poderia vencer. Nenhum argentino poderia vencer o Brasil nesta partida. Porque a maior parte dos brasileiros também é derrotada nesta batalha todos os dias. Carlos perdeu esta partida para uma realidade onde quem vive sob as benesses do poder usufrui de planos de saúde privada. Os demais sofrem na rede pública a qual nossos dirigentes afirmam ser de primeiro mundo, mas que não utilizam nem quando têm uma simples dor de cabeça. Carlos perdeu esta partida para um Brasil que discrimina seus cidadãos enquanto mostra uma imagem na televisão de igualdade e respeito. Carlos perdeu esta batalha lutando heroicamente durante 10 horas pelas ruas do Rio de Janeiro dentro de uma viatura do corpo de bombeiros à procura de uma vaga nos hospitais após um acidente vascular cerebral. Carlos Maslup é um herói. Um herói como tantos brasileiros que lutam a vida inteira. Heróis sem medalha. Como os 300 de Esparta. Nos Portões de Fogo da realidade brasileira. Escrito por Juca Kfouri às 12h10[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Índice de Fidelidade de Torcida
Por ANTONIEL CAMPOS* É possível medir, com precisão matemática, a fidelidade de uma torcida pelo seu clube de coração? Bem, pelo menos no futebol, parece que isto agora é possível, segundo um estudo recentemente desenvolvido, que leva em conta o comportamento desta torcida, nas vitórias e nas derrotas do seu clube, e o quanto esta mesma torcida desembolsa para viver essas emoções. Não é seu objetivo apontar qual a maior torcida do país, mas sim a forma como cada torcida acompanha o seu clube, nos bons e nos maus momentos, ou seja, aquela que está presente nas derrotas, mas que também sabe valorizar as vitórias. Para medir tal fidelidade, o estudo leva em conta três indicadores, que são: 1º) um indicador para a "má campanha" (MC) do seu clube, que é o histórico da presença da torcida nas derrotas durante o campeonato; 2º) um indicador para a "boa campanha" (BC), que é o reflexo da presença da torcida no conjunto de vitórias e 3º) o dispêndio (custo) financeiro que o torcedor tem para acompanhar os jogos do seu clube, expressado pelo valor médio do ingresso (VI). Uma particularidade deste último indicador, o VI, é que o mesmo leva em conta, também, o peso do custo desse ingresso de acordo com a renda per capita do município-sede do clube mandante, pois, para um torcedor de determinada cidade que desembolsa o mesmo valor de ingresso que um torcedor de uma cidade com renda per capita maior que a sua, o peso daquele seu ingresso é maior, o que lhe confere, conseqüentemente, maior grau de fidelidade para com o seu clube, pois desembolsa, proporcionalmente, mais que aquele. Na apuração desses três indicadores, há sempre a presença de uma parcela determinante para a boa ou má performance do IFT de um clube, que é a média de público pagante (mp), apurado, sempre, na casa do clube mandante de cada jogo, como forma de se medir, de fato, a presença de sua torcida. Desta forma, desaparece o mito de que as grandes torcidas do país seriam, necessariamente, as mais fiéis aos seus clubes, pois o que passa a ser levado em conta, agora, é a presença de fato destas torcidas nas arquibancadas, nas derrotas e nas vitórias, nas alegrias e nas tristezas. *Antoniel Campos é engenheiro civil Escrito por Juca Kfouri às 11h18[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Faça um gol. Pressione
Se você também acha um absurdo a manobra que se tenta no Senado para salvar Renan Calheiros, pressione pelo voto aberto dos senadores clicando no endereço abaixo: Escrito por Juca Kfouri às 11h11[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Abre os olhos, CBF
Quer dizer que o Brasil perdeu para a Gana, com apenas 10 jogadores durante todo o segundo tempo, por 1 a 0 e caiu fora do Mundial sub-17? Nada grave, não fossem alguns detalhes. O nada grave fica por conta de que mais importante do que vencer torneios nas categorias de base é o trabalho de formação com vistas ao futuro. Além do mais, é já tradicional o sucesso dos times africanos em tais torneios, assim como nas Olimpíadas. Aliás, parece que eles têm como especialidade ganhar do Brasil com jogadores a menos, basta lembrar o fiasco do time de Vanderlei Luxemburgo, contra Camarões, com nove jogadores, nos Jogos de Sydney, em 2000. Dito isso, é verdade que a situação do futebol brasileiro começa a preocupar. Não bastasse o baixo nível técnico do Brasileirão, também no sub-20 a seleção deu vexame no Mundial do Canadá, em julho. Será uma seca ou só um período de estiagem? Fato é que a CBF sempre se valeu do talento nato de nossos jogadores e nunca pôs gente séria, verdadeiramente competente e rodada, para cuidar da base, o que deveria ser uma política permanente, como se faz, por exemplo, no vôlei. Ao contrário, as categorias de base na CBF invariavelmente ficam nas mãos de ilustres desconhecidos, para não falar dos empresários que gravitam em torno delas. Escrito por Juca Kfouri às 10h48[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Ficamos assim
O que jogamos por aqui, e quase por todo mundo afora, é um jogo muito legal chamado bola-ao-cesto. O que os americanos jogam, quando querem, se chama basquete. São jogos diferentes, acredite. Contra Porto Rico o resultado foi 117 a 78 para os Estados Unidos. Antes os americanos derrotaram a Venezuela (112 a 69); as Ilhas Virgens (123 a 59); o Canadá (113 a 63); o Brasil (113 a 76) e o México (127 a 100). Faltam, ainda, os jogos contra o Uruguai e a Argentina, além das partidas semifinal e final, tomara, contra o Brasil. E apesar de fabuloso, este atual Time dos Sonhos perderia para o dos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992, mais ou menos do mesmo modo que trituram os adversários deste Pré-Olímpico de Las Vegas. Também, aquele time tinha, simplesmente, Michael Jordan, Magic Johnson, Lary Bird, Charles Barkley, Scottie Pippen, Karl Malone, Pat Ewing, John Stockton e Clyde Drexler, entre outros. Dê uma olhadinha na campanha dessa gente em Barcelona: 116 a 48 contra Angola;103 a 70 na Croácia;111 a 68 na Alemanha;127 a 83 diante do Brasil;122 a 81, sobre os donos da casa da Espanha, tudo na primeira fase. Nas quartas-de-final, 115 a 77 em Porto Rico. Nas semi-finais, 127 a 76 na Lituânia. E, na finalíssima, novamente diante da Croácia, de Drazen Petrovic, 117 a 85. Preciso dizer, modestamente, que eu estava lá. E jamais me esquecerei. Escrito por Juca Kfouri às 00h48[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Os oito jogos de hoje
Importantes para o topo do Brasileirão, só três jogos nesta quarta-feira:, dois clássicos estaduais entre Palmeiras e São Paulo e entre Botafogo e Flamengo, além de Paraná Clube e Cruzeiro. No Palestra Itália, às 21h30, o quarto colocado, e moralmente cada vez mais forte, Palmeiras, recebe o líder absoluto São Paulo. O tricolor é favorito e não tem dado a menor pelota por jogar na casa do adversário, que o digam o Grêmio e o Botafogo, mais recentemente. Botafogo que também é favorito diante do Flamengo no Maracanã certamente com casa cheia, às 20h30, muito embora este possa ser o jogo da afirmação rubro-negra, que não terá o suspenso Roger. Em Curitiba, o Cruzeiro não contará com seu técnico no banco de reservas, porque ele estará no banco dos réus na justiça esportiva, um absurdo que já vale como uma punição mesmo que ele venha a ser absolvido, como tudo indica. Mesmo assim, e ainda sem Guilherme, os mineiros são os mais cotados na partida que começa às 19h30, na Vila Capanema. Juventude e Goiás (19h30) e Figueirense e América (20h30) valem apenas para suas torcidas, assim como Atlético Mineiro e Corinthians (21h45), no Mineirão, no reencontro de Leão com o Corinthians, dois alvinegros que decepcionam. Outros dois jogos, ambos às 21h45, reúnem Inter e Fluminense e Sport e Grêmio. E por terem os dois gaúchos, que têm por que aspirar posições melhores no campeonato, são jogos que podem aguçar a luta pelas primeiras colocações. Escrito por Juca Kfouri às 23h20[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Vida que segue, Brasil
Acabou! No terceiro quarto a vitória seguiu fácil, por 34 a 24, 87 a 63 no jogo. No quarto, entraram os reservas e a produção caiu, assim como a vantagem brasileira, que chegou a ficar na casa dos 10 pontos. O jogo terminou com o Brasil vencendo por 104 a 90. Amanhã tem a Argentina, num jogo que vale pela rivalidade e para ganhar, ou perder, moral. Porque uma vitória na quinta-feira, diante do Uruguai, classifica o time para jogar a semifinal sem ter os Estados Unidos pela frente. Claro que será melhor garantir a participação na semifinal amanhã mesmo, mas não é essencial. Seja como for, se não deu para fazer esquecer o vexame de ontem, a vitória diante do México reanima e mostra que pode haver esperança. Escrito por Juca Kfouri às 22h16[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Hoje, sim!
Terminou o primeiro tempo entre Brasil e México no Pré-Olímpico. O Brasil vence por 53 a 39. É improvável, mas pode até levar a virada e perder o jogo. Não tem importância. O time mostra vontade, está concentrado, honra a camisa, como deve ser. Se confirmar a vitória hoje e ganhar, depois da amanhã, do Uruguai, estará com o terceiro lugar garantido e disputará a vaga em Pequim contra a Argentina. Escrito por Juca Kfouri às 21h17[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Vergonha!
É simplesmente um absurdo que um jogador do Flamengo, como Roger, expulso depois dos botafoguenses Túlio e Luciano Almeida, seja julgado antes dos alvinegros. A justiça esportiva não faz nenhum esforço para ser levada a sério.
Escrito por Juca Kfouri às 21h10[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Como explicar? Por GUSTAVO VILLANI, de Madrid Outras tragédias como essa que matou o sevillista Puerta deverão acontecer no futebol, afinal, a vida muitas vezes é assim, sem explicações convincentes. Todo esclarecimento médico ou religioso é respeitável, mas incompreensível aos que sentem a dor da perda. Pior até do que o sentimento de pena é a impotência das pessoas mais próximas, ou mesmo de que nem veio |