Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

01/09/2007

Decepções caseiras

A massa compareceu ao Maracanã, com 51.552 pagantes e mais 10 mil pessoas que não pagaram.

Mas saiu frustrada.

Jogando mal, o Flamengo saiu vaiado.

Fez 1 a 0 com Thiago Sales no primeiro tempo, mas cedeu o empate para o Sport no segundo, gol de pênalti, bem cobrado por Da Silva.

Na verdade, o Sport foi melhor e até merecia a vitória.

Já em Natal, outra decepção para os donos da casa, mas com um público à altura da campanha potiguar, de apenas 1.446 testemunhas: Juventude 3, América 0.

Por Juca Kfouri às 19h07

Show Paulo de goleada

O São Paulo hoje jogou contra si mesmo.

A competição era sobre quem faria o gol mais bonito diante de mais de 36 mil torcedores.

O de Aloísio, de fora da área, aos 27?

Ou o de Dagoberto fazendo fila na defesa do Paraná Clube, aos 33?

Quem sabe se não foi o de Souza, quase uma réplica do de Dagoberto, aos 37?

Não sei o que o ranzinza do Muricy Ramalho disse no intervalo.

Talvez tenha bronqueado: "Vocês estão pensando que futebol não é um jogo coletivo? Cada um querendo resolver sozinho? Fazer bonito só porque o Morumbi está cheio? Quero ver jogo coletivo?"

E ai Dagoberto fez mais um belo gol, o quarto, com a participação de mais três companheiros, aos 17.

Mas Aloísio não gostou e deve ter pensado: "Pombas, a gente combinamos jogar coletivamente e o Dagoberto quer fazer mais gols que eu?"

E resolveu fazer o quinto, aos 22.

Estava tão bonito que o paranista Beto decidiu participar da festa e chutou contra a própria trave para Leandro fazer o sexto gol, aos 33.

Problemas para Muricy: o São Paulo não só ganhou como tem sido habitual, como deu show.

O que dirão os que vivem pedindo sua cabeça?

Foram 11 gols em dois jogos (5 a 0 no Náutico e 6 a 0 hoje), com as duas maiores goleadas do Brasileirão até aqui, nas últimas três partidas -- com o 1 a 0 no meio diante do Palmeiras.

E para quem acha que a liderança tricolor se deve ao apito, uma informação: quando ainda estava 0 a 0, o zagueiro paranista caiu sozinho na área e a bola, que sobraria para Aloísio marcar, foi segura com as mãos pelo paranaense.

Por Juca Kfouri às 19h04

Sem comentários (em português)

Está no "Olé"

A no perder la fe (ao fim do primeiro tempo) 

En un partido durísimo y muy parejo, Argentina está cayendo ante Brasil al término del primer tiempo por 43-35.

Es la primera semifinal del Preolímpico de Las Vegas y el ganador obtendrá un lugar en Beijing 2008. 

 

PREOLIMPICO DE BASQUETBOL
Toda la gloria (Ao fim do jogo)

GOLEADOR. Scola fue una de las grandes figuras del equipo de Hernández. (EFE)GOLEADOR. Scola fue una de las grandes figuras del equipo de Hernández. (EFE)

Argentina dio otra muestra de buen juego y mucho corazón y se sacó de encima a Brasil en un partido durísimo.

Fue 91-80 para los de Hernández, que lograron el ansiado pasaje directo a Beijing 2008 con Scola (27 puntos) como figura y un gran trabajo colectivo.

Mañana vamos por el título en Las Vegas ante EE.UU. o Puerto Rico.

www.ole.com.ar

Por Juca Kfouri às 17h50

31/08/2007

Desfalques?!

O Corinthians anuncia que terá cinco desfalques para o clássico diante do Santos: Kadu, Fábio Ferreira, Gustavo Nery, Rosinei e Ricardinho.

E o blog, humildemente, pergunta: são desfalques?

Ou será que essas ausências não preencherão lacunas?

Por Juca Kfouri às 17h15

O blog desafia

Se houver um paranista que acredite que o Paraná Clube não sairá derrotado do Morumbi neste sábado, às 18h10, que se apresente.

Aqui será acolhido com generosidade e compreensão, pois este é espaço para a esperança e para, sobretudo, a emoção.

E caso ele (ou eles) venha a ter razão, após a partida, não tenha dúvida, será por este blog homenageado com admiração.

Um gol, um simples gol sequer que penetre a muralha do São Paulo, já será motivo de comemoração.

Diferente, porém, em Natal, deverá ser a situação: porque entre América e Juventude, qualquer prognóstico não passa de um chutão.

Sobra o embate rubro-negro no Maracanã: o confiante Sport viaja para pegar o Mengão.

Não, não exagere, o titulo de 1987 não estará em discussão, será apenas mais uma partida, entre dois clubes de tradição.

E se o favoritismo é carioca, porque o Flamengo está em ascensão, os pernambucanos de Geninho merecem todo cuidado e atenção. 

Por Juca Kfouri às 15h41

Hipocrisias

O basquete brasileiro leva um vareio de Porto Rico, os jornais "Estado de S.Paulo" e "Jornal da Tarde" apuram que o clima na seleção é ruim e o técnico Lula atribui às reportagens a derrota diante da Argentina, além de, com alguns atletas, Marcelinho Huertas e Guilherme, pressionar os repórteres que contaram a verdade.

Aí, o ala Marquinhos volta ao país é ouvido pelo "Lance!" e confirma que o time todo está contra o treinador.

O goleiro reserva do São Paulo, Bosco, que ao menos devia conhecer a história do chileno Rojas, faz uma simulação sem precedentes e ainda busca sair como vítima, além de tentar fazer todos de idiotas ao dizer que pôs a mão na cabeça porque está com o cabelo comprido.

Basquete e goleiro mostram que com os pés ou com as mãos o que falta é vergonha na cara.

Por Juca Kfouri às 10h41

A Argentina é fogo

Os Estados Unidos acabam de vencer a Argentina por uma contagem preocupante.

Para nós, brasileiros.

Apenas por 91 a 76.

A invencibilidade argentina está quebrada, é verdade, mas não só pela menor diferença de pontos de todas as vitórias americanas como, também, na primeira partida em que não fizeram contagem centenária.

Antes do jogo, para se ter uma idéia, a contagem média das vitórias americanas foi de 117 a 74, com 43 pontos de diferença.

Na verdade, a Argentina provou que mesmo com seu time B, sem suas duas maiores estrelas, tem o segundo melhor time de todos os que estão no Pré-Olímpico.

Sábado, às 20h, veremos exatamente o que isso significa. 

Por Juca Kfouri às 02h01

30/08/2007

Muitos gols, pouca gente

A 22a. rodada terminou com alta média de gols e baixa de público: 3,6 a 12.360.

E com apenas um empate, exatamente no jogo com maior público, o do Maracanã, entre Botafogo e Flamengo, com 44.212 pagantes.

O pior ficou por conta da Vila Belmiro, inaceitáveis, para quem ainda luta como o Santos, 2.784 torcedores.

De novo, dois cariocas estão entre os quatro primeiros com Botafogo e Vasco.

Por Juca Kfouri às 22h18

Aposta ou blefe?

Em reunião que acabou há pouco, a direção do Corinthians resolveu dar "mais um ou dois jogos" ao técnico interino Zé Augusto, simplesmente porque Antoine Gebran, o vice-presidente de futebol, tinha se comprometido com ele por tal período.

Mas ninguém aposta uma pataca furada na permanência do treinador caso o Corinthians venha a ser, como tudo indica, derrotado pelo Santos no proximo domingo, no Pacaembu.

A derrota do Atlético Paranaense para o Santos assegurou a permanência corintiana fora da zona do rebaixamento pelo menos por mais uma rodada.

Como se vê, Gebran, que quando era rico vivia em Las Vegas, continua um apostador inveterado.

Márcio Bittencourt espera, ansioso, embora ainda haja quem jogue suas fichas numa solução satisfatória até para importar Tite do mundo árabe .

Por Juca Kfouri às 22h12

Vasco leva susto e goleia

O Vasco teve todas as condições de matar o Náutico no primeiro tempo.

Fez 1 a 0 com Leandro Amaral que converteu um pênalti que ele mesmo sofreu, aos 21.

E teve como liquidar a partida, porque o Náutico simplesmente não existia.

Mas, aos 44, Andrade fez uma falta estúpida e tomou o segundo cartão amarelo.

Onze contra 10, o time pernambucano mandou no segundo tempo.

Pôs o Vasco na defesa e pressionou o que pôde, até empatar, aos 11, com Marcelinho.

Ficou feliz com o empate fora de casa?

Nada disso, buscou a virada e quase conseguiu.

A sorte do Vasco tem nome e sobrenome: Leandro Amaral fez belíssima jogada pela esquerda e soltou a bomba, impossível de ser agarrada.

No rebote do goleiro Eduardo, Marcelinho, de peixinho, desempatou outra vez: 2 a 1.

O Náutico voltou à luta, mas, aí, o Vasco não deu mole.

Segurou sua nona vitória em São Januário, com apenas um empate, ampliando-a com belo terceiro gol, numa combinação vascaína que terminou com Leandro Amaral rolando para Rubens Júnior faturar e, ainda, com mais um gol de Marcelinho: 4 a 1. 

Por Juca Kfouri às 21h27

Santos vence a preguiça

O Santos começou tão mal e desinteressado o jogo contra o Atlético Paranaense que levou um justo castigo, aos 11, quando o zagueiro Antonio Carlos, de cabeça, abriu o placar para o Furacão.

Aí, então, o Peixe teve de se coçar. E jogar.

Como jogar é como coçar, basta começar, logo aos 29, Kléber, para variar, pôs a bola na cabeça do zagueiro Domingos que empatou.

Mesmo sem brilhar, o Santos terminou o primeiro tempo com volume suficiente para estar na frente.

Coisa que só veio a acontecer aos 8 minutos do segundo tempo, quando Pedrinho, sozinho na área, matou no peito e estufou a rede paranaense: 2 a 1.

Mas o Santos insiste no vício da soberba e ao imaginar que o jogo estivesse liquidado, acabou por dar chances de empate ao Atlético e Fábio Costa teve de se virar.

Menos mal que, aos 30, Alan Baia fez um pênalti infantil em Marcos Aurélio e Kléber Pereira bateu para marcar 3 a 1.

O Santos, aliás, só não goleava porque não estava a fim, provavelmente por causa do ridículo comportamento de sua torcida, com apenas 2.784 pessoas na Vila. 

Por Juca Kfouri às 21h25

Falta um passo, e que passo, para Pequim

Foi fácil, quase sem drama, apesar do tradicional susto, desta vez no fim do primeiro tempo, quando o Brasil sofreu sete pontos seguidos sem marcar nenhum e terminou com apenas 44 a 37 no placar, mesma vantagem do primeiro quarto, que terminou com 24 a 17.

No teceiro quarto, no entanto, marcando muito e mais preocupada em jogar coletivamente, a Seleçâo Brasileira fez 30 a 8 e com 74 a 45 não seria necessário um apagão, mas, sim, uma catástrofe, para permitir que o Uruguai reagir.

Quando faltavam cinco minutos, o Brasil vencia por 90 a 51.

E terminou com 96 a 62 no placar.

Sábado tem a revanche e a disputa da vaga olímpica com a Argentina.

Não há motivo para confiar, mas, dizem, acreditar é essencial.

Acreditemos, pois, desconfiando...

Por Juca Kfouri às 20h41

Tite disse não

Tite recusou a proposta do Corinthians porque já recebeu US$ 1 milhão adiantado do clube Al-Ain, dos Emirados Árabes Unidos, que exigiu a devolução do dinheiro.

Como Tite já pagou o imposto devido por essa quantia e o Corinthians não aceitou reembolsá-lo, ele fica nos Emirados Árabes.

 

Neste momento o Corinthians conversa com Márcio Bittencourt.

 

Por Juca Kfouri às 10h20

Conspiração tricolor

Preste atenção.

Antes dos jogos de ontem, dentre os times que participaram dos oito jogos, cinco vinham imediatamente atrás do líder São Paulo:

Cruzeiro, Botafogo, Palmeiras, Grêmio e Inter.

Dos cinco, nenhum venceu.

Mais: Palmeiras, Grêmio e Inter perderam.

Cruzeiro e Botafogo só empataram.

Apenas o São Paulo ganhou.

Resultado: o São Paulo está oito pontos à frente do Cruzeiro, nove adiante do Botafogo e tem 11 de vantagem sobre o Palmeiras, além de 15 sobre o Grêmio e 16 sobre o Inter.

Hoje o Vasco e o Santos completam a rodada.

E devem vencer, porque o Vasco recebe um dos quatro rabeiras, o Náutico, e o Santos recebe outro, o Atlético Paranaense.

Se vencerem, o Vasco ficará a nove pontos do São Paulo e o Santos a 11.

Mas tudo conspira tanto a favor do tricolor paulista que não será surpresa se acontecer alguma zebra em São Januário ou na Vila Belmiro.

Ou nos dois alçapões.

Eu, hein?

Por Juca Kfouri às 23h52

Se cobrir com lona, vira circo

120 dias de suspensão para Dorival Júnior?!!!

Por invasão de campo?!!!!!

A mesma pena dada a Túlio, que chutou a cara de um companheiro de profissão?!!!!!!

A justiça esportiva é uma piada.

Já passou da hora de acabar com essa palhaçada.

Mas não tenha dúvida: no próximo julgamento a pena será reduzida para pagamento de cestas básicas.

Arrelia perde.

Por Juca Kfouri às 23h19

29/08/2007

Goleadas implacáveis e festa na Ilha

Não vi nada.

Só sei que o Galo depenou o Gavião no Mineirão: enfiou 5 a 2 no Corinthians, que volta a namorar o rebaixamento.

Sei, também, que o Fluminense do gremista Renato Gaúcho descoloriu o Colorado de Abel Braga no Beira-Rio: 4 a 1.

E que, enquanto isso, mais modesto mas não menos importante, o Sport enfiou 2 a 0 no Grêmio, na Ilha do Retiro.

Por Juca Kfouri às 22h41

Argentina ganha sem precisar

No Pré-Olímpico de basquete, o primeiro tempo terminou com placar folgado e bela atuação brasileira: 42 a 28, depois de 23 a 16 no quarto inicial.

O terceiro quarto não foi tão bom, com supremacia argentina por 22 a 16, 50 a 58 no placar.

E, daí, a virada.

Os argentinos fizeram oito pontos seguidos e empataram a partida.

Apagão outra vez?

Nem tanto.

Marcelinho fez uma providencial bola de três pontos e o Brasil retomou o controle do jogo, cinco pontos à frente.

Mas ao faltar um minuto, os argentinos empataram em 71 a 71.

Haja coração!

O Brasil chuta duas vezes, pega os dois rebotes e, com Leandrinho, incompreensivelmente numa tentativa de três pontos, desperdiça o último chute.

Prorrogação...

Ao faltar um minuto, a Argentina vencia por três pontos: 81 a 78.

Parecia mentira.

Mas foi verdade.

A Argentina ganhou de 86 a 79 e nem precisava, pois já estava classificada.

Agora é vencer o Uruguai amanhã para jogar pela vaga outra vez contra a Argentina.

Mas, sinceramente, não dá para confiar.

 

Por Juca Kfouri às 22h30

São Paulo faz poeira

O líder São Paulo pisou o gramado do Palestra Itália sabendo que o vice-líder Cruzeiro tinha só empatado.

E demorou a se encontrar, a ponto de ter visto Makelele obrigar Rogério Ceni a fazer boa defesa e Valdívia, em linda jogada, quase marcar.

Mas foram só 13 minutos de uma certa perplexidade.

Porque depois o tricolor tomou conta, jogou bem e bonito (é, atenção, jogou até bonito), numa partida leal como devem ser todas.

E, então, o excelente Diego Cavalieri teve de trabalhar uma, duas, três, quatro vezes.

Até que Dagoberto pegou pela esquerda, pedalou para cima do zagueiro, deu para Jorge Wagner na entrada da área, este passou para Aloísio que, no papel de pivô como é habitual, devolveu para o companheiro, num leve toque, encobrir o goleiro palmeirense: 1 a 0, aos 39.

Nada mais justo.

Quando o São Paulo voltou para o segundo tempo, já sabia que o terceiro colocado Botafogo também tinha só empatado.

E ele,. São Paulo, vencia o quarto colocado.

Noite melhor impossível.

Oito pontos o separavam do Cruzeiro, nove do Botafogo e 11 do Palmeiras.

O Palmeiras que teve de trocar Valdívia por Luiz Henrique no fim do primeiro tempo, voltou com o meia Caio no lugar do zagueiro Dininho, enquanto o São Paulo trocou Alex Silva, com cartão amarelo, por André Dias.

E o São Paulo tratou de administrar sua espetacular vantagem.

Não corria riscos e nem causava riscos diante de 16.124 pagantes, num esquisito Palestra Itália, com suas arquibancadas centrais vazias por motivo de segurança.

O Palmeiras tinha mais a bola e se expunha aos contra-ataques.

Nervosos, os palmeirenses, que por três vezes tinham sido contemplados com bolas postas para fora para o atendimento de Valdívia e de Gustavo, não tiveram o mesmo espírito esportivo para o atendimento de Aloísio.

O jogo ficou mais guerreado, menos leal e menos brilhante tecnicamente.

Com 25 minutos jogados, Rogério tinha feito uma defesa importante e Diego outra, mais que a do rival, por sinal.

Aos 30, o Palmeiras marca, o bandeira vacila e aponta impedimento de Max, quando poderia ter dado o gol, tão duvidosa era a posição do palmeirense.

Ao Palmeiras só restava presssionar.

E foi o que fez, com coragem, mas sem a frieza necessária, a que sobra ao São Paulo.

Seja como for, depois de vencer o Grêmio e o Botafogo na casa deles, fez o mesmo com o Palmeiras.

E sem tomar gols, como quase sempre.

Alguém duvida do primeiro pentacampeonato brasileiro sem asterisco? 

Por Juca Kfouri às 22h29

Bota x Fla: mais um empate

O Flamengo jogou mais que o Botafogo nos primeiros 45 minutos e fez seu gol com Juan, depois de boa jogada de Souza, pela esquerda.

No segundo tempo o Botafogo equilibrou a situação e empatou aos 13 minutos, depois que baixou o espírito de Mané Garrincha em Adriano Felício que entortou o zagueiro rubro-negro três vezes até cruzar para Juninho cabecear na pequena área.

A defesa do Mengo bobeou e Jorge Henrique empatou.

Diante de quase 53 mil pessoas (45 mil pagantes), o herói da noite acabou sendo o goleiro Max que, além de uma boa defesa, pegou um pênalti cobrado por Souza, aos 31.

O placar acabou por ser justo e danoso para os dois, mais para o Botafogo que fica ainda mais distante do primeiro lugar.

Além do mais, o Botafogo perdeu Túlio, suspenso por 120 dias por ter chutado o rosto de Leandro no jogo contra o São Paulo.

Parace que o Flamengo não sabe mais como ganhar do Botafogo e vice-versa.

Em Floripa, Figueira 3, Mecão 1, sem novidades.

Por Juca Kfouri às 21h32

Cruzeiro, mais uma vítima da arbitragem

O Cruzeiro teve o jogo nos pés no primeiro tempo diante do Paraná Clube.

Fez 1 a 0 com Wagner e poderia ter feito mais.

Mas cedeu espaço no segundo e Fábio teve que fazer milagre para impedir o empate até que não deu, porque Josiel empatou.

Em seguida, como se pudesse mesmo fazer gols quando quisesse, Marcelo Moreno desempatou para os mineiros que, depois, foram vítima de uma encenação paranaense que teve a cumplicidade do árbitro na marcação de um pênalti inexistente, convertido por Josiel.

Placar final: 2 a 2, ruim para os dois.

Enquanto isso, em Caxias, o Juventude desencantou e venceu o Goiás: 2 a 0.

O time gaúcho ainda teve dois pênaltis não marcados a seu favor.

Por Juca Kfouri às 20h24

Gre-Nal é gre-nal!!

Por ANNA MAGAGNIN

Aqui no Sul se vive o futebol.

E muita gente o vive as vias de fato.

Na semana passada houve o Gre-Nal de juniores.

No primeiro jogo, mais de 30 torcedores foram levados à delegacia por briga.

No segundo jogo, no domingo, a briga foi dentro de campo.

Com direito a socos em técnico e jogador no hospital.

Em setembro, haverá o Gre-Nal do futebol profissional.

E atualmente o governo do Estado discute com Grêmio e Internacional sobre a segurança dentro dos estádios.

Nesse contexto também costuma reaparecer a possiblidade de Gre-Nal com torcida única.

Baseado nisso fiz um texto sobre até onde pode ir essa violência que, na minha opinião, estraga o brilho do maior clássico do futebol gaúcho.

Sou estudante de jornalismo, colorada e tenho 22 anos. Compartilho o texto que fiz sobre o assunto.

Gre-Nal é gre-nal!!

Em uma segunda-feira qualquer do ano de 2027, meu filho de quinze anos lê as reportagens sobre a última rodada do Campeonato Brasileiro.

Era dia seguinte a um gre-nal e todos ficavam atentos as reportagens pós jogo, já que as transmissões dos gre-nais haviam sido suspensas, cinco anos antes, a fim de evitar conflitos.

Meu filho gosta de futebol e semana passada estava encantado com o clássico Fla-Flu que passou na tevê.

Tinha até torcida no estádio.

O Colorado venceu o gre-nal em questão, mas ele parecia triste.

- Que foi filho, virou gremista que não tá feliz com a vitória do Inter?

- É que eu tava pensando, gre-nal é um clássico do futebol brasileiro?

- Claro!

- Como o Fla-Flu?

- Sim, igual. São dois times rivais disputando um jogo. Que pergunta...

- Mãe, mas que clássico é esse que o estádio fica fechado? Que as torcidas não podem ver pela televisão? Esse jogo mais parece um treino. Nos lances que eu vi, parece que os jogadores não tão nem aí.

- É, mas um dia foi diferente...

Aí comecei a contar pra ele um pouquinho sobre a história dos Gre-Nais.

Os olhinhos do meu colorado brilharam.

Contei pra ele, que tanto o estádio do Grêmio, quanto o Beira-Rio em dia de Gre-Nal lotavam, sendo quase metade azul e metade vermelha.

Que as pessoas iam juntas ao Gre-Nal, um com cada camiseta.

Que quando o Gre-Nal era no Olímpico, os colorados se encontravam no Beira-Rio e iam até o Olímpico.

Quando a violência começou a aumentar iam escoltados pelo polícia.

Que isso unia muita torcida.

Uns iam para divisa do portão no estádio e ficavam xingando o adversário.

Que todo jogador quando vinha para um time do Sul queria jogar Gre-Nal.

Que o Pato, mesmo depois de ser o melhor do mundo, dizia que um dos remorsos da vida dele era não ter jogado um Gre-Nal.

Que Dunga e Ronaldinho Gaúcho disputaram um Gre-Nal.

Que parecia final de campeonato. As pessoas lotavam os bares. E depois do jogo, era um buzinaço só.

Tinha uma cidade do interior, em que eles brincavam de os perdedores puxar a carroça com os ganhadores dentro.

Que muita gente fazia aposta.

E durante a semana que antecedia o clássico, só se falava nisso na rua.

E no dia seguinte quem ganhava tinha a sua cor brilhando pela cidade.

O treinador que ganhava o Gre-Nal, podia colocar isso no currículo. E que ganhar na casa do adversário era motivo de alegria maior.

Conto pra ele do Gre-Nal de inauguração do Olimpico, antigo estádio gremista, em que o Inter ganhou de 6x2.

Falo dos 5x2 e da atuação de Fabiano Cachaça, em 1997.

Conto do grenal do século, conto do Fernandão e o gol 1000 em grenais, e como aquele jogador começou a se revelar depois daquele grenal.

Conto o Gre-Nal em que vi o Inter perder o título gaúcho em casa e como foi difícil ver a torcida do Grêmio cantar no Beira-Rio.

Até consegui mostrar uns vídeos pra ele. O guri vibra, era só alegria.

E conto que, na idade dele, eu vivia a rivalidade, pois presenciei o primeiro título mundial do Inter e de como isso afetou a rivalidade Gre-Nal.

- Bah mãe, mas era um festa linda. E como chegou a isso que é hoje?

- Ah, primeiro eles começaram a diminuir os espaços da torcida adversária.

É que dava muita briga.

Depois tiraram a bebida dos estádios.

Depois aumentaram o policiamento para dias de Gre-Nal, até o ponto em que o governo disse que não tinha homens suficiente para proteger os torcedores.

Teve umas mortes nessa época.

Aí, eles resolveram que seria torcida única.

Mas o adversário esperava nos entornos do estádio.

E teve muitas brigas feias nessa época também.

Aí decidiram fechar os portões.

Só que os donos dos bares começaram a reclamar dos prejuízos pelas frequentes brigas.

E jornalistas começaram a ser ameaçados.

Por segurança, decidiram que nenhum gre-nal mais seria transmitido, nem por televisão nem por rádio.

E gre-nal gerava dinheiro, mas sem transmissão, muitos empresários convenciam seus jogadores a boicotar o clássico.

E hoje só se escala reserva em gre-nal. A violência terminou com o brilho do gre-nal, essa que é a verdade.

- Mãe, mas quando essa violência chegou a esse ponto, tanta que começaram a cortar tudo. que tinha de bom num Gre-Nal?

- Ah, foi quando a minha geração era maioria nos estádios....

Por Juca Kfouri às 17h32

Assim não, governador!

A Copa de 2014 e o governo do Distrito Federal

Por LINO CASTELLANI FILHO

Observatório do Esporte


O bordão "seria cômico se não fosse trágico" cabe aqui como uma luva...

Acabamos de ler a notícia de que o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, anunciou a assinatura de um decreto que obriga as escolas do Distrito Federal a instituírem uma disciplina focada no tema "Copa do Mundo".

O objetivo do projeto, anunciado por ocasião do encontro com representantes da FIFA, em Brasília, seria "estimular nos jovens a consciência da importância do torneio para o país, formando assim possíveis futuros voluntários na Copa 2014".

Tal iniciativa se revela, além de oportunista - a ocasião do anúncio do projeto fala por si só -, equivocada, traduzindo a compreensão da política educacional por parte das autoridades educacionais do governo do Distrito Federal.

Desde 1996 a Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (Lei 9394) abre, aos sistemas educacionais brasileiros, a possibilidade de arquitetarem seus projetos pedagógicos em torno do princípio da "transversalidade" do processo de conhecimento, visando a superação, com esse proceder, da conservadora lógica "disciplinar", hegemônica nos currículos das escolas brasileiras.

Iniciativas bem sucedidas de projetos de escolarização centrados na lógica transdisciplinar já são conhecidas por aqueles que circulam no campo da educação básica em nosso país e, boa parte dessas experiências tem a Educação Física como sua área estruturante.

Vejam o caso dos Jogos Panamericanos recentemente realizado no Rio de Janeiro:

presenciamos escolas que, por um determinado tempo pedagógico, levaram seus alunos a se envolverem com questões afetas aos campos da história, da geografia, da cultura - e de uma sua dimensão, a cultura corporal - além de outros, a partir dos países dos atletas que para o Rio de Janeiro se dirigiram a fim de participarem das competições ali instaladas.

A riqueza de tal abordagem curricular pode ser observada na imensa gama de enfoques realizados pelos alunos e professores dos Jogos Panamericanos, ao suplantarem a prática corrente que vincula o entendimento do "conhecimento esportivo" quase que exclusivamente ao "saber fazer", possibilitando elevá-lo ao patamar da compreensão do significado e o sentido do esporte na cultura contemporânea.

Tal processo de reflexão sobre o Esporte é fundamental para que as falcatruas e mazelas do processo organizativo dos Jogos não passem despercebidas entre aqueles que buscam forjar nos dias de hoje a possibilidade da plena cidadania no dia de amanhã.

Ainda há tempo, senhor governador, para revogar o motivo da explicitação do seu desconhecimento da estrutura da educação escolar brasileira mas, infelizmente para o senhor, não o suficiente para impedir o testemunho sobre a sua forma açodada de olhar para as escolas do Distrito Federal.

Por Juca Kfouri às 13h57

Uma indústria canibal

A propósito da morte de Puerta, do Sevilla, será valioso ler o que escreveu o brilhante escritor uruguaio tempos atrás:

Por EDUARDO GALEANO

O futebol, o esporte mais popular e o que melhor expressa e afirma a identidade nacional, foi submetido às leis da rentabilidade e se tornou uma verdadeira máquina de moer carne humana, sucumbindo à uniformização obrigatória promovida pela globalização

Nenhum comunicado médico dirá que Marc Vivien Foe sofreu um ataque de futebol profissional, pois essa doença, fatal, não consta de manual de medicina algum

No mês de junho, um jogador da República de Camarões, Marc Vivien Foe, caiu, fulminado, no estádio de Lyon.

Não foi vítima de um pontapé criminoso. Ninguém tocou nele. Foe morreu de exaustão. O ritmo da Copa das Confederações, com uma partida logo depois da outra, acabou com ele. Nenhum comunicado médico dirá que sofreu um ataque de futebol profissional, pois essa doença, fatal, não consta de manual de medicina algum. Mas a verdade é que o mais belo e popular dos esportes, aquela festa das pernas que o jogam e dos olhos que o vêem, funciona, em termos industriais, como uma máquina de moer carne humana.

Copa do mundo de robôs

No ano passado, houve duas copas do mundo de futebol. Numa delas jogaram os atletas de carne e osso. Na outra, simultânea, jogaram os robôs. As seleções andróides disputaram a RoboCup 2002 na cidade portuária japonesa de Fukuoka, em frente à costa coreana.

Os torneios de robôs ocorrem, anualmente, em lugares diferentes. Seus organizadores têm esperanças de competir, dentro de algum tempo, contra seleções de verdade. Afinal, dizem, um computador já derrotou o campeão Gary Kasparov num tabuleiro de xadrez. Portanto, não é tão difícil imaginar que atletas mecânicos consigam realizar semelhante façanha num campo de futebol.

Programados por engenheiros, os robôs são fortes na defesa e rápidos e mortíferos no ataque. Nunca se cansam, nem se queixam; jamais um robô caiu morto num estádio. E não enfeitam com a bola: cumprem, sem reclamar, as ordens do técnico e, nem por um instante, cometem a insensatez de acreditar que os jogadores jogam.

Mediocridade em nome da eficiência

O sonho, cada vez mais freqüente, dos empresários, dos tecnocratas, dos burocratas e dos ideólogos da indústria do futebol é os jogadores imitarem robôs

Qual seria o sonho, cada vez mais freqüente, dos empresários, dos tecnocratas, dos burocratas e dos ideólogos da indústria do futebol? Nesse sonho, cada vez mais próximo da realidade, os jogadores imitam os robôs.

Triste sinal dos tempos, o século 21 consagra a mediocridade em nome da eficiência e sacrifica a liberdade nos altares do sucesso. "A pessoa não ganha porque vale e, sim, vale porque ganha", comprovou, já há alguns anos, Cornelius Castoriadis. Não se referia ao futebol, mas o poderia ter feito.

É proibido perder tempo, é proibido perder: convertido em trabalho, submetido às leis da rentabilidade, o jogo deixa de ser jogado. Cada vez mais, como em qualquer outra área, o futebol profissional parece ser regido pela UINBE (União dos Inimigos da Beleza), uma poderosa organização que não existe, mas manda.

Ignácio Salvatierra, um árbitro injustamente desconhecido, merece a canonização. Deu testemunho da nova fé. Sete anos atrás, ele exorcizou o demônio da fantasia na cidade boliviana de Trinidad. O juiz Salvatierra expulsou do campo o jogador Abel Vaca Saucedo. Deu-lhe cartão vermelho "para que aprenda a levar o futebol a sério". Vaca Saucedo cometera um gol imperdoável. Enganou toda a equipe adversária, numa festa de dribles, fintas, chapéus e toques rápidos, culminando sua orgia de costas para o gol, com uma bicicleta certeira que cravou a bola no ângulo.

Mais frio que geladeira

Fabrica-se, em série, um futebol mais frio que uma geladeira. E mais implacável que uma máquina trituradora

Obediência, velocidade, força e nada de firulas: esse é o molde que a globalização impõe.

Fabrica-se, em série, um futebol mais frio que uma geladeira. E mais implacável que uma máquina trituradora.

Segundo dados publicados pelo jornal France Football, o tempo de vida útil dos jogadores profissionais foi reduzido à metade nos últimos vinte anos. A média, que era de doze anos, caiu para seis. Os operários do futebol rendem cada vez mais e duram cada vez menos. Para responder às exigências do ritmo de trabalho, muitos não têm remédio senão recorrer à ajuda química, injeções e comprimidos que aceleram o desgaste: as drogas têm mil nomes, mas todas nascem da obrigação de ganhar e merecem chamar-se êxitoína.

Futebol modelo único

Dois mil e quinhentos anos antes de Blatter1, os atletas competiam nus e sem tatuagens publicitárias no corpo. Fragmentados em muitas cidades, cada qual com suas próprias leis e seus próprios exércitos, os gregos se reuniam para os jogos olímpicos. Praticando o esporte, aqueles povos dispersos diziam: "Nós somos gregos", como se recitassem com seus corpos os versos da Ilíada, os quais haviam fundado sua consciência de nação.

Muito mais tarde, durante boa parte do século XX, o futebol foi o esporte que melhor expressou e afirmou a identidade nacional. As diversas maneiras de jogar revelaram, e celebraram, as diversas maneiras de ser. Mas a diversidade do mundo está sucumbindo à uniformização obrigatória. O futebol industrial, que a televisão converteu no mais lucrativo espetáculo de massas, impõe um modelo único, que apaga os perfis próprios, como ocorre com esses rostos que se transformam em máscaras, todas iguais, após contínuas operações de cirurgia plástica.

Supõe-se que esse tédio se deva ao progresso, mas o historiador Arnold Toynbee já passara por muitos passados quando comprovou: "A característica mais consistente das civilizações decadentes é a tendência à padronização e à uniformidade."

Democracia Corintiana

O tempo de vida útil dos jogadores profissionais foi reduzido à metade nos últimos vinte anos. A média, que era de doze anos, caiu para seis

O futebol profissional pratica a ditadura. Os jogadores não podem abrir o bico no domínio despótico dos donos da bola que, de seu castelo da Fifa, reinam e roubam. O poder absoluto se justifica pelo hábito: é assim porque assim deve ser; e deve ser assim porque assim é.

Mas, será que sempre foi assim? Vale a pena lembrar aqui uma experiência que se deu no Brasil, há apenas vinte anos, ainda nos tempos da ditadura militar. Os jogadores conquistaram a diretoria do Corinthians, um dos times mais poderosos do país, e exerceram o poder nos anos de 1982 e 1983. Uma coisa insólita, nunca vista: os jogadores decidiam tudo, entre todos, pelo voto. Discutiam democraticamente e votavam o método de trabalho, o sistema de jogo, a distribuição do dinheiro e tudo o mais. Em suas camisetas se lia: Democracia Corintiana.

Após dois anos, os dirigentes afastados retomaram o controle e mandaram acabar com aquilo. Porém, enquanto durou a democracia, o Corinthians, governado por seus jogadores, ofereceu o futebol mais audacioso e vistoso de todo o país, atraiu as maiores multidões aos estádios e ganhou o campeonato estadual duas vezes seguidas.

Suas proezas e belezas se explicavam pela droga. Uma droga que o futebol profissional não pode pagar: essa poção mágica, que não tem preço, se chama entusiasmo. No idioma da antiga Grécia, entusiasmo significa "ter os deuses dentro".

A final das piores seleções

Enquanto durou a democracia, o Corinthians, governado por seus jogadores, ofereceu o futebol mais audacioso e vistoso de todo o país e atraiu as maiores multidões aos estádios

Como se sabe, no ano passado o Brasil ganhou a Copa do Mundo, disputando a final contra a Alemanha, em Tóquio.

Embora ninguém o tenha sabido, foi disputada, ao mesmo tempo e muito longe dali, uma outra final.

Foi nos picos do Himalaia. Mediram forças as duas piores seleções do planeta; a última e a penúltima do ranking mundial: o reino de Butão e a ilha de Monserrat, no Caribe.

O troféu era uma grande taça, prateada, que esperava à beira do campo.

Os jogadores, todos anônimos, nenhum famoso, tiveram um grande dia, sem outra obrigação senão a de se divertirem bastante. E quando as equipes terminaram a partida, a taça, que estava colada ao meio, foi aberta em duas e compartilhada por ambos os times.

O Butão ganhara e Monserrat perdera, mas esse detalhe não tinha a menor importância.

Por Juca Kfouri às 12h59

A morte no Parapan

Por ROBERTO VIEIRA

A trágica morte do atleta Carlos Maslup no Parapan nos faz refletir:

O atleta argentino Carlos Maslup perdeu sua última partida.

Mas era uma partida que não poderia vencer.

Nenhum argentino poderia vencer o Brasil nesta partida.

Porque a maior parte dos brasileiros também é derrotada nesta batalha todos os dias.

Carlos perdeu esta partida para uma realidade onde quem vive sob as benesses do poder usufrui de planos de saúde privada.

Os demais sofrem na rede pública a qual nossos dirigentes afirmam ser de primeiro mundo, mas que não utilizam nem quando têm uma simples dor de cabeça.

Carlos perdeu esta partida para um Brasil que discrimina seus cidadãos enquanto mostra uma imagem na televisão de igualdade e respeito.

Carlos perdeu esta batalha lutando heroicamente durante 10 horas pelas ruas do Rio de Janeiro dentro de uma viatura do corpo de bombeiros à procura de uma vaga nos hospitais após um acidente vascular cerebral.

Carlos Maslup é um herói.

Um herói como tantos brasileiros que lutam a vida inteira.

Heróis sem medalha.

Como os 300 de Esparta.

Nos Portões de Fogo da realidade brasileira.

Por Juca Kfouri às 12h10

Índice de Fidelidade de Torcida

Por ANTONIEL CAMPOS*

É possível medir, com precisão matemática, a fidelidade de uma torcida pelo seu clube de coração?

Bem, pelo menos no futebol, parece que isto agora é possível, segundo um estudo recentemente desenvolvido, que leva em conta o comportamento desta torcida, nas vitórias e nas derrotas do seu clube, e o quanto esta mesma torcida desembolsa para viver essas emoções.


O IFT - Índice de Fidelidade da Torcida, é uma proposta, em nível nacional, de se medir o quanto uma torcida é fiel ao seu clube.

Não é seu objetivo apontar qual a maior torcida do país, mas sim a forma como cada torcida acompanha o seu clube, nos bons e nos maus momentos, ou seja, aquela que está presente nas derrotas, mas que também sabe valorizar as vitórias.

Para medir tal fidelidade, o estudo leva em conta três indicadores, que são:

1º) um indicador para a "má campanha" (MC) do seu clube, que é o histórico da presença da torcida nas derrotas durante o campeonato;

2º) um indicador para a "boa campanha" (BC), que é o reflexo da presença da torcida no conjunto de vitórias e

3º) o dispêndio (custo) financeiro que o torcedor tem para acompanhar os jogos do seu clube, expressado pelo valor médio do ingresso (VI).

Uma particularidade deste último indicador, o VI, é que o mesmo leva em conta, também, o peso do custo desse ingresso de acordo com a renda per capita do município-sede do clube mandante, pois, para um torcedor de determinada cidade que desembolsa o mesmo valor de ingresso que um torcedor de uma cidade com renda per capita maior que a sua, o peso daquele seu ingresso é maior, o que lhe confere, conseqüentemente, maior grau de fidelidade para com o seu clube, pois desembolsa, proporcionalmente, mais que aquele.

Na apuração desses três indicadores, há sempre a presença de uma parcela determinante para a boa ou má performance do IFT de um clube, que é a média de público pagante (mp), apurado, sempre, na casa do clube mandante de cada jogo, como forma de se medir, de fato, a presença de sua torcida.

Desta forma, desaparece o mito de que as grandes torcidas do país seriam, necessariamente, as mais fiéis aos seus clubes, pois o que passa a ser levado em conta, agora, é a presença de fato destas torcidas nas arquibancadas, nas derrotas e nas vitórias, nas alegrias e nas tristezas.


Ranking do IFT, após a 21ª rodada do brasileirão - Série A :

1º......América............18.719
2º......Sport.................17.572
3º......Flamengo............6.981
4º......Fluminense.........5.229
5º......Cruzeiro..............5.378
6º......Grêmio...............5.229
7º......Náutico...............4.616
8º......Goiás..................4.392
9º......Internacional......4.261
10º.....Corinthians.......4.126
11º.....Botafogo.......... 3.703
12º....Atlético/MG......3.603
13º.....Palmeiras..........2.074
14º.....Atlético/PR.......1.122
15º.....Vasco...................805
16º.....Figueirense..........693
17º.....Paraná..................641
18º.....São Paulo............640
19º.....Santos..................284
20º.....Juventude............195

*Antoniel Campos é engenheiro civil

Por Juca Kfouri às 11h18

Faça um gol. Pressione

Se você também acha um absurdo a manobra que se tenta no Senado para salvar Renan Calheiros, pressione pelo voto aberto dos senadores clicando no endereço abaixo:

http://www.excelencias.org.br/casa.php?me=2.

Por Juca Kfouri às 11h11

Abre os olhos, CBF

Quer dizer que o Brasil perdeu para a Gana, com apenas 10 jogadores durante todo o segundo tempo, por 1 a 0 e caiu fora do Mundial sub-17?

Nada grave, não fossem alguns detalhes.

O nada grave fica por conta de que mais importante do que vencer torneios nas categorias de base é o trabalho de formação com vistas ao futuro.

Além do mais, é já tradicional o sucesso dos times africanos em tais torneios, assim como nas Olimpíadas.

Aliás, parece que eles têm como especialidade ganhar do Brasil com jogadores a menos, basta lembrar o fiasco do time de Vanderlei Luxemburgo, contra Camarões, com nove jogadores, nos Jogos de Sydney, em 2000.

Dito isso, é verdade que a situação do futebol brasileiro começa a preocupar.

Não bastasse o baixo nível técnico do Brasileirão, também no sub-20 a seleção deu vexame no Mundial do Canadá, em julho.

Será uma seca ou só um período de estiagem?

Fato é que a CBF sempre se valeu do talento nato de nossos jogadores e nunca pôs gente séria, verdadeiramente competente e rodada, para cuidar da base, o que deveria ser uma política permanente, como se faz, por exemplo, no vôlei.

Ao contrário, as categorias de base na CBF invariavelmente ficam nas mãos de ilustres desconhecidos, para não falar dos empresários que gravitam em torno delas.

Por Juca Kfouri às 10h48

Ficamos assim

O que jogamos por aqui, e quase por todo mundo afora, é um jogo muito legal chamado bola-ao-cesto.

O que os americanos jogam, quando querem, se chama basquete.

São jogos diferentes, acredite.

Contra Porto Rico o resultado foi 117 a 78 para os Estados Unidos.

Antes os americanos derrotaram a Venezuela (112 a 69); as Ilhas Virgens (123 a 59); o Canadá (113 a 63); o Brasil (113 a 76) e o México (127 a 100).

Faltam, ainda, os jogos contra o Uruguai e a Argentina, além das partidas semifinal e final, tomara, contra o Brasil.

E apesar de fabuloso, este atual Time dos Sonhos perderia para o dos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992, mais ou menos do mesmo modo que trituram os adversários deste Pré-Olímpico de Las Vegas.

Também, aquele time tinha, simplesmente, Michael Jordan, Magic Johnson, Lary Bird, Charles Barkley, Scottie Pippen, Karl Malone, Pat Ewing, John Stockton e Clyde Drexler, entre outros.

Dê uma olhadinha na campanha dessa gente em Barcelona: 116 a 48 contra Angola;103 a 70 na Croácia;111 a 68 na Alemanha;127 a 83 diante do Brasil;122 a 81, sobre os donos da casa da Espanha, tudo na primeira fase.

Nas quartas-de-final, 115 a 77 em Porto Rico.

Nas semi-finais, 127 a 76 na Lituânia.

E, na finalíssima, novamente diante da Croácia, de Drazen Petrovic, 117 a 85.

Preciso dizer, modestamente, que eu estava lá.

E jamais me esquecerei. 

Por Juca Kfouri às 00h48

Os oito jogos de hoje

Importantes para o topo do Brasileirão, só três jogos nesta quarta-feira:, dois clássicos estaduais entre Palmeiras e São Paulo e entre Botafogo e Flamengo, além de Paraná Clube e Cruzeiro.

No Palestra Itália, às 21h30, o quarto colocado, e moralmente cada vez mais forte, Palmeiras, recebe o líder absoluto São Paulo.

O tricolor é favorito e não tem dado a menor pelota por jogar na casa do adversário, que o digam o Grêmio e o Botafogo, mais recentemente.

Botafogo que também é favorito diante do Flamengo no Maracanã certamente com casa cheia, às 20h30, muito embora este possa ser o jogo da afirmação rubro-negra, que não terá o suspenso Roger.

Em Curitiba, o Cruzeiro não contará com seu técnico no banco de reservas, porque ele estará no banco dos réus na justiça esportiva, um absurdo que já vale como uma punição mesmo que ele venha a ser absolvido, como tudo indica.

Mesmo assim, e ainda sem Guilherme, os mineiros são os mais cotados na partida que começa às 19h30, na Vila Capanema.

Juventude e Goiás (19h30) e Figueirense e América (20h30) valem apenas para suas torcidas, assim como Atlético Mineiro e Corinthians (21h45), no Mineirão, no reencontro de Leão com o Corinthians, dois alvinegros que decepcionam.

Outros dois jogos, ambos às 21h45, reúnem Inter e Fluminense e Sport e Grêmio.

E por terem os dois gaúchos, que têm por que aspirar posições melhores no campeonato, são jogos que podem aguçar a luta pelas primeiras colocações.

Por Juca Kfouri às 23h20

28/08/2007

Vida que segue, Brasil

Acabou!

No terceiro quarto a vitória seguiu fácil, por 34 a 24, 87 a 63 no jogo.

No quarto, entraram os reservas e a produção caiu, assim como a vantagem brasileira, que chegou a ficar na casa dos 10 pontos.

O jogo terminou com o Brasil vencendo por 104 a 90.

Amanhã tem a Argentina, num jogo que vale pela rivalidade e para ganhar, ou perder, moral.

Porque uma vitória na quinta-feira, diante do Uruguai, classifica o time para jogar a semifinal sem ter os Estados Unidos pela frente.

Claro que será melhor garantir a participação na semifinal amanhã mesmo, mas não é essencial.

Seja como for, se não deu para fazer esquecer o vexame de ontem, a vitória diante do México reanima e mostra que pode haver esperança.

Por Juca Kfouri às 22h16

Hoje, sim!

Terminou o primeiro tempo entre Brasil e México no Pré-Olímpico.

O Brasil vence por 53 a 39.

É improvável, mas pode até levar a virada e perder o jogo.

Não tem importância.

O time mostra vontade, está concentrado, honra a camisa, como deve ser.

Se confirmar a vitória hoje e ganhar, depois da amanhã, do Uruguai,  estará com o terceiro lugar garantido e disputará a vaga em Pequim contra a Argentina.

Por Juca Kfouri às 21h17

Vergonha!

É simplesmente um absurdo que um jogador do Flamengo, como Roger, expulso depois dos botafoguenses Túlio e Luciano Almeida, seja julgado antes dos alvinegros.

A justiça esportiva não faz nenhum esforço para ser levada a sério.

 

Por Juca Kfouri às 21h10

Como explicar?

Por GUSTAVO VILLANI, de Madrid

Outras tragédias como essa que matou o sevillista Puerta deverão acontecer no futebol, afinal, a vida muitas vezes é assim, sem explicações convincentes.

Todo esclarecimento médico ou religioso é respeitável, mas incompreensível aos que sentem a dor da perda.

Pior até do que o sentimento de pena é a impotência das pessoas mais próximas, ou mesmo de que nem veio ao mundo, como é o caso do filho do jogador.

A Espanha conhece o drama que já atingiu Brasil, Portugal, Camarões...

Uma semana antes da estréia do Sevilla todos os aparelhos necessários para emergências, inclusive desfibriladores, foram enviados pela Liga de Fútbol Profesional (LFP) ao estádio Sánchez Pizjuán – o mesmo que paradoxalmente recebeu os encantos da Seleção Brasileira de 1982.

Puerta deixou o campo caminhando, aos 29 minutos do primeiro tempo, apesar de ter desmaiado novamente no vestiário.

Era a primeira partida oficial, passados exames e treinos de pré-temporada, do jogador de 22 anos.

Falta de prudência? Falta de cuidados? O quê? Vai entender...

Talvez só mesmo Antonio Puerta tivesse a resposta, e talvez nem ele mesmo soubesse.

E talvez ninguém fique sabendo o porquê disso tudo.

Certamente nem tudo tem resposta, amigos e familiares que o digam.

Lamentável saber que não foi o primeiro, nem deve ser o último.

Por Juca Kfouri às 20h48

Bicão

O presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero, não estava na lista dos participantes do almoço de amanhã, no Palácio do Governo de São Paulo, com a comissão da Fifa que está no Brasil.

Mas, por insistência do secretário municipal de Esporte, Walter Feldman, na última hora, foi aberto um lugar para ele na mesa.

Por Juca Kfouri às 17h49

Aos navegantes

Fiquei tão irritado com a apatia brasileira diante de Porto Rico que cogitei de não ver o jogo de hoje, contra o México.

Mas, verei.

Gosto demais de basquete e sou suficientemente tolo para acreditar que ainda dê para o quinteto do Lula chegar lá ou, pelo menos, para perder com dignidade.

Repito: não me incomodo em perder.

O que não aceito é a derrota sem honra, como a do futebol na Copa da Alemanha.

Além do mais, o comportamento dos times, com exceção do americano, está tão irregular que, quem sabe, a sorte mude.

Arriba, Brasil!

Por Juca Kfouri às 13h49

Muito prazer!

Felipe Santos

Olá, blogueiros !

Li um comentário, da senhorita Roberta Campos, do Rio, perguntando quem sou eu. Pois bem, responderei em pessoa. Para poupar trabalho a Juca Kfouri e para evitar as maledicências que pululam sobre um digníssimo parceiro do blog, Paulo Cezar de Andrade Prado.

Vamos lá: Felipe dos Santos Souza, nascido e criado em Osasco-SP, vindo ao mundo no dia da desgraça de 15 de julho de 1986, alto (1,85 m), gordo (113 kg), residente na cidade natal, filho de uma professora do ensino público e de um advogado. (Ih, será que eu conto, será que não...está bem, eu conto: o advogado de formação também é o prefeito de Osasco. E é do PT ! Pronto ! Agora o Leandro de Paula, outro dos constantes blogueiros a comentar, vai ficar encarnando na minha, residente que é de Osasco. E Conrado Giacomini, o ombudsman do blog, ganhou mais um saco de pancadas.)

Apenas para constar: não sou petista, estou indefinido em política, assunto de que gosto. João Paulo Cunha e Sílvio Pereira são amigos de juventude de meu pai, conheço José Dirceu, José Genoíno e Lula. Mas isso não impede que eu tenha opiniões próprias a respeito do que fizeram – e opiniões nada abonadoras, diga-se de passagem. Nem impede que eu adote postura reservada em relação à carreira política de meu pai, evitando até dizer que ele é uma pessoa honesta e que jamais cometeria atos corruptos. É meu pai, gosto dele, mas não ponho a mão no fogo. Esse esclarecimento é necessário para evitar o maniqueísmo asqueroso que campeia por aí, segundo o qual "petistas e relacionados são pulhas, tucanos são decentes" ou vice-versa.

Não tem muitos amigos. Não está no Orkut. Não gosta de festas. Não gosta de falar de mulheres – acha um desrespeito com elas, principalmente quando vê quem prefere comentar sobre a beleza de jogadoras de vôlei ou basquete a comentar sobre o jogo em si. A única que faz questão de elogiar em público é a atriz estadunidense Danielle Panabaker, a quem é dedicado este texto. E faz questão de dizê-lo, mesmo sabendo que dificilmente ela o saberá.

Estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, mas que ainda não sabe se essa foi a escolha certa, de tão tímido e avesso a polêmicas que é. A ponto de, quando apresentado a Juca Kfouri, na CBN, no fim de 2006 – foi convidado pelo próprio a comparecer, já que trocavam mensagens na Internet havia cinco anos -, ter demorado duas horas até se apresentar. Além de tímido, é calado e pouco sorri.

Gosta de ler o que cai na sua frente. Em música brasileira, ouve de tudo, mas seu gosto se resume aos Paralamas do Sucesso, aos Titãs – com oito, sete, seis, cinco, quantos integrantes forem – e à Elis Regina (na verdade, mais a César Camargo Mariano e aos músicos que tocavam com a cantora, o que provavelmente agradaria a ela, que dizia: "Não sou estrela coisa nenhuma. Sou dona de casa e crooner do conjunto do César"). De música do exterior, gosta de The Clash, The Police e The Jam. Não vê atração nenhuma em Beatles, Stones, Who, U2 e outras bandas ditas obrigatórias. Respeita a história e tudo, mas não dá a mínima para estes conjuntos. Também tem uma cultura inútil considerável – o título deste artigo é igual ao de uma canção de Xuxa Meneghel, do disco "Sexto Sentido", de 1994. Dizem que sua memória é prodigiosa, que seu texto é brilhante e que ele é honesto. Ele discorda das três afirmações.

Fanático por acompanhar esportes, principalmente o futebol, embora ache importantíssimo saber tudo o que ocorre nas outras modalidades. É corintiano. O único motivo de exultação que ele tem com o time por estes tempos é o fato de ter um homônimo jogando no time do coração, e em sua posição preferida, goleiro. Na Europa, acompanha devotamente o futebol holandês e, em especial, o Ajax. Logo, não surpreende que seja fã incondicional de Edwin van der Sar, que, a despeito da idade, crê ser o melhor goleiro do mundo. Para defender o experiente arqueiro nederlandês, é capaz de dizer que ele sabe jogar com os pés melhor do que o excelente Rogério Ceni (certo, são-paulinos ?).

Feito o prontuário, vamos à justificação do texto de ontem.

Escrevi o texto "Os jogadores (também) têm culpa" a partir de um incômodo com o fato de que somente os cartolas e os empresários levam a culpa por tudo de ruim que acontece no futebol brasileiro. Concordo que a culpa deles é a maior de todas, mas detesto que os jogadores sejam colocados somente como vítimas da história, como sói acontecer na imprensa esportiva do país (o mal assolava até João Saldanha).

Os atletas não tomaram consciência da importância que têm para o futebol. Casagrande, quando perguntado se haveria espaço, hoje, para uma experiência como a Democracia Corinthiana, diz que não. Também pelo reacionarismo da cartolagem, mas principalmente pelo paternalismo dos profissionais, que preferem o comodismo a lutar por seus direitos. Basta dizer que alguns até gostariam que a Lei do Passe, que tanto os escravizou, voltasse.

Com relação a ganhar dinheiro, considero que ir mudando de lugar de trabalho à medida que o salário aumenta é compreensível, mas pouco recomendável. Se eu me tornar jornalista profissional, gostaria de ficar trabalhando em determinado veículo por cinco, dez, quinze, vinte anos. Acho o lado financeiro importante, mas creio ser muito mais bela uma história de fidelidade ao lugar em que se trabalha. E por que não se pode ser assim no futebol ? O profissionalismo é necessário, mas um lado amador não faz mal a ninguém. Pode-se aliar amor à camisa e remuneração, sim, senhor.

Nilton Santos construiu uma belíssima história de quinze anos com o Botafogo. E nem por isso vive na penúria, hoje. O dinheiro depende de sua boa administração, seja ele muito ou pouco.

Ingênuo, como alguns disseram ? Pode ser. Sou mesmo. Dir-se-ia uma Velhinha de Taubaté. Mas que mal há em ser ingênuo ?

Finalizando, agradeço, penhorado e sem ironias, às objeções dos leitores do blog. Concordo que seu texto tem vários pontos falhos – meu ponto fraco é a argumentação -, mas procurarei melhorá-lo. Não sou catedrático nem nada, apenas dei a sorte de ter um espaço como este para poder expôr minha opinião. Vocês expuseram as suas. E assim se faz a democracia.

Por Juca Kfouri às 13h17

Para quem gosta de belas fotos

Mais um Kfouri envereda pela web.

Desta vez, um fotógrafo.

Dos bons, eu diria, se a modéstia não impedisse.

Veja lá: www.danielkfouri.com

 

Por Juca Kfouri às 12h46

México perde bonito dos EUA

Os Estados Unidos acabam de derrotar o México por 127 a 100.

Fizeram sua maior contagem e sofreram a maior pontuação até aqui no Pré-Olímpico.

Os mexicanos serão os adversários do Brasil amanhã, às 21h30.

E, na primeira fase, derrotaram Porto Rico.

A coisa está feia.

Por Juca Kfouri às 00h57

O Morumbi subiu no telhado

São cada vez mais fortes os rumores de que Ricardo Teixeira deixará Juvenal Juvêncio com a brocha na mão.

E furioso.

São Paulo deverá receber a abertura da Copa do Mundo de 2014, mas não no Morumbi.

Um novo estádio está planejado para Guarulhos que, então, já terá seu aeroporto ampliado, além de ter um trem que a ligará com o centro de São Paulo em pouco mais de 20 minutos.

O prefeito da cidade, Elói Pietá, é unha e carne com Lula e a nova arena seria, depois, simplesmente do... Corinthians.

Resta saber se Teixeira terá coragem de dar tal rasteira e, depois, se terá condições de segurar a ira de Juvêncio.

Por Juca Kfouri às 23h06

27/08/2007

Irritante basquete brasileiro

O Brasil perdeu para Porto Rico no Pré-Olímpico, por 97 a 75.

Pobre basquete brasileiro.

Fez uma partida ridícula, irritante, sem alma, sem organização, sem talento, sem caráter.

Sim, os porto-riquenhos sempre complicam a nossa vida, como já se temia.

Mas hoje foi demais.

E embora o Brasil ainda dependa apenas de seus resultados, do modo que jogou, não passa nem pelo México, amanhã, muito menos por Uruguai e Argentina.

E o que irrita mais nem é errar, errar e errar.

É a repetição dos erros, como no último Mundial, por exempo, ou, na verdade, desde que começou a gestão Grego/Lula.

Dá até pena ouvir Wlamir Marques na ESPN-Brasil, magoado como se fosse uma ofensa pessoal contra ele, que tanto representa na história de nosso basquete.

Que saudade!

E aos ufanistas de plantão, uma lembrança: o Brasil ganhou o Pan-2007.

E daí?

Ao jogar como jogou hoje, mostrou que não pode ser campeão nem aqui nem na China, mais exatamente em Pequim.

Por Juca Kfouri às 22h41

Os jogadores (também) têm culpa

Por FELIPE SANTOS

Na imprensa esportiva brasileira, hoje, quando o assunto da saída cada vez mais antecipada e desenfreada de jogadores para clubes do exterior, a culpa é debitada, compreensível e habitualmente, na conta dos cartolas que não deixam outra opção aos atletas, ou dos empresários interessados não no futuro dos pupilos, mas dos quinze por cento de comissão que receberão.

Todavia, será que o êxodo é responsabilidade somente dos cartolas, dos empresários e da sanha predatória de ambos ?

Os jogadores não deveriam pensar melhor antes de aceitar qualquer proposta, somente pelo fato de ela vir da Europa ?

Não deveriam, antes de pôr a assinatura no contrato, pensar se estão indo para serem titulares ou reservas ?

Não deveriam ir para um clube do Velho Mundo apenas quando se sentissem prontos para tanto ?

Ou, caso a venda fosse inevitável – cenário cada vez mais comum no nosso ludopédio, infelizmente -, não poderiam estabelecer certos critérios para eles próprios ?

Por exemplo: no mundo cada vez mais globalizado de hoje, já não é tão absurdo o fato de simpatizar com um clube europeu, até pela percepção mercadológica que estes demonstram, quando, por exemplo, Manchester United e Real Madrid participam de torneios de pré-temporada na Ásia, ou o Milan promove uma colônia de férias no Brasil, sem contar as transmissões de campeonatos internacionais que as tevês promovem.

Assim, que tal se um jovem bom de bola estabelece a si mesmo o seguinte critério: "só saio daqui se for para o clube A" ?

E, em chegando ao clube A, promete a si próprio que terá bom desempenho e que lá será sua única parada européia, até para criar raízes e cativar a torcida.

Talvez não explique nada. Talvez explique porque até hoje a torcida da Udinese venera Zico e qual a razão dos aplausos incessantes a Falcão cada vez que ele viaja a Roma. E porque Kaká colocou Milão no bolso em questão de meses (e olhe que Kaká não saiu do país por não ter mais nada a ganhar no São Paulo, e sim por causa da pressão injusta e covarde de certos setores da torcida são-paulina, que até hoje fazem pouco do talento do meia).

Enfim, a vontade de ganhar dinheiro é tamanha que os atletas aceitam qualquer clube que lhes queira.

Que um jogador aceite uma proposta do Milan, como Alexandre Pato o fez, é mais do que compreensível e talvez até se mostre uma aposta correta no futuro.

Que outros jogadores aceitem propostas de clubes médios alemães ou até dos insanos gastadores – ou "lavadores" ? - do Leste Europeu, como Ilsinho, Josué, Mineiro ou William, vá lá. Afinal, é mais negócio ganhar em dia, e bem, num centro mais afastado do que passar aperto vez por outra num "grande" clube brasileiro.

Agora, quando se vê Carlos Eduardo, promessa gremista, aceitando uma proposta do 1899 Hoffenheim, clube alemão que mal subiu da terceira divisão tedesca para a Bundesliga 2 – pior, começou mal a temporada, pois está em 14º lugar -, fica difícil acreditar que isso é coisa somente de empresário ou de cartola louco para levar a sua bolada.

É duvidar demais da inteligência dos jogadores. Ou ter muita predisposição a falar mal da Lei Pelé, como se ela tivesse feito dos jogadores meros títeres de agentes FIFA e como se os futebolistas não escolhessem quem cuidará de seus negócios.

E não se trata de pregar por coisas absurdas, como proibir que jogadores saiam do país antes dos 23 anos de idade ou garantir o direito do "clube formador".

Trata-se apenas de pedir aos jogadores que pensem mais se tanto dinheiro vale a pena.

Não se ignora, também, que uma educação pública mais privilegiada ajudaria a resolver esse problema e que isso não diminui os noventa e cinco por cento de responsabilidade dos maus dirigentes e dos empresários gananciosos no sucateamento do futebol nacional.

Mas, que os jogadores são culpados pelos cinco por cento restantes do problema, fica cada vez mais difícil negar.

Por Juca Kfouri às 13h51

'Dentro, Antônio Ermírio!'

Já sem graça por ter de explicar os motivos pelos quais não pode ser candidato à presidência do Corinthians, o publicitário Washington Olivetto engrossa a fileira em torno do nome do empresário Antônio Ermírio de Moraes.

"Antônio Ermírio é corintiano, é conselheiro do clube e está acostumado a presidir coisas grandes", se entusiasma Olivetto.

E vai mais longe:"Só o "Fora, Dualib!" não basta. Temos que mobilizar os corintianos em torno do "Dentro, Antônio Ermírio", uma maneira de botar para dentro do clube quem está fora e de manter fora quem estava dentro.

Olivetto não é mais conselheiro corintiano (foi durante o período da Democracia Corinthiana) e, diferentemente do empresário, ainda não pode deixar de dar 100% de atenção à sua agência de propaganda, a W/Brasil.

Por Juca Kfouri às 10h20

Brasil não passou vergonha

O basquete brasileiro fez uma apresentação brilhante no primeiro quarto da partida diante dos favoritíssimos americanos do norte.

Saiu perdendo de 8 a 0 e chegou, no máximo, a ficar 10 pontos atrás.

E os 10 minutos iniciais terminaram com uma vantagem que os Estados Unidos não esperavam: 27 a 21.

O quarto seguinte foi ainda melhor.

O Brasil chegou a ficar a apenas dois pontos dos donos da casa e Alex até uma cravada sensacional foi capaz de fazer, ao sair da cabeça do garrafão até dar a enterrada.

Thiago Splitter jogava com uma coragem e eficácia impressionantes.

Enfim, tinha jogo, não dava para ter show time.

Verdade que a desvantagem chegou aos 18 pontos, mas o time de Lula jogava com a cabeça, ao valorizar ao máximo a posse de bola.

E era até gostoso ver como os americanos festejavam seus acertos, como se alguém os tivesse lembrado que, 20 anos atrás, em Indianápolis, uns tais Oscar e Marcel os derrotaram na final dos Jogos Pan-Americanos.

Claro, tudo, para não ficar ridículo, dentro dos limites da consciência da indiscutível superioridade dos inventores do jogo da cesta.

E o primeiro tempo terminou com 57 a 38 (30 a 17 no segundo quarto), quando, ao não faltar mais nada, LeBron James acertou um arremesso dois passos depois do meio da quadra, fabuloso.

Projetado para o fim de jogo, o placar seria de 114 a 76, a mais alta sofrida por eles.

Será?

A bem da verdade, nos dois primeiros minutos do segundo tempo, nada indicava que a diferença seria menor de 30 pontos.

Uma cravada e uma roubada de bola levaram o placar para 68 a 41 e um providencial pedido de tempo por Lula, para evitar a "catástre", como se diz no interior.

Porteira aberta.

E logo estava em 74 a 41.

Kobe Bryant alternava cravadas com uma marcação implacável sobre Leandrinho, àquela altura com apenas três pontos.

Carmelo Anthony fazia o diabo embaixo dos dois garrafões.

E a diferença chegava aos 44 pontos em 91 a 47, quando faltava pouco mais de um minuto para terminar o terceiro quarto, que acabou com 39 a 11, 96 a 49 na partida.

Podemos olhar as coisas sob um ângulo otimista: eles levaram o jogo tão a sério que não se preocuparam em dar show, só em mostrar eficiência.

Fato é o basquete brasileiro foi o que mais pontos fez nos Estados Unidos neste Pré-Olímpico.

Daí a contagem final de 113 a 76, a menor diferença de todas, com 17 a 27 no último quarto, contra o time reserva deles.

E, sem ufanismo, uma coisa eles não podem dizer: que o Brasil não deu nem para a saída, porque, para a saída, ao menos, o Brasil deu, sim senhor.

E ainda ganhou no fim, ora bolas! 

Por Juca Kfouri às 23h03

26/08/2007

Aos navegantes

Este blogueiro informa que daqui, até o fim do jogo entre Brasil e Estados Unidos, no Pré-Olímpico de basquete, permanecerá em absoluta concentração, em posição de ioga, e com apenas um olho aberto.

Porque teme por um massacre histórico em Las Vegas.

Quanto maior o desafio para os americanos, mais gana eles têm.

Até aqui, venceram a Venezuela por 112 a 69, as Ilhas Virgens por 123 a 59 e o Canadá por 113 a 63.

E o Brasil, que temeridade, foi apontado como o único que poderia vencê-los.

Como diria Ari Barroso, quando o Flamengo era atacado, não quero nem ver...

Mas verei.

Voltarei, ou o que sobrar de mim, voltará ao fim do jogo, a menos que algum fato novo obrigue uma edição extraordinária.

Por Juca Kfouri às 19h31

Sobe a média do Brasileirão

Enfim, na segunda rodada do segundo turno, sem concorrência da Copa América ou do Pan, a média de público do Brasileirão foi, neste fim de semana, de 21.182 torcedores pagantes por jogo.

Pela primeira vez, em 21 rodadas, uma presença média superior aos 20 mil pagantes.

A melhor, até agora, tinha sido a oitava rodada, com média de 18.378 mil pagantes.

O melhor público ficou por conta da torcida do Flamengo, que está fazendo sua parte: 44.920 mil pessoas no Maracanã.

Os são paulinos também atenderam o pedido do time e compareceram ao Morumbi, com 40.029 torcedores.

Só mesmo em Natal o torcedor não deu as caras, com apenas 5.043 presentes.

O grupo dos quatro primeiros tem novo sócio, o Palmeiras, que ocupou a vaga do Vasco e faz companhia ao São Paulo, Cruzeiro e Botafogo.

O grupo dos quatro últimos também tem novidade, o Atlético Paranaense, pois o Flamengo livrou-se da incômoda companhia de Náutico, Juventude e América.

Foram 30 gols na rodada, três por partida, à altura dos mais de 20 mil torcedores que estiveram nas arquibancadas pelo país afora.

Por Juca Kfouri às 19h25

Rebaixamento? Que rebaixamento?

A massa foi ao Maraca.

E viu um jogo movimentado, com o Flamengo sentindo falta de Roger, de alguém para pensar seu jogo.

E viu o árbitro não marcar um pênalti clamoroso de Fábio Luciano em Cristiano, que foi abalroado pelo zagueiro rubro-negro.

Logo em seguida, castigo do céu?, Juan começou uma jogada no meio de campo, deu para Maxi que girou em velocidade e serviu Souza pela esquerda.

O centrovante viu Juan entrando pelo meio da área e deu na medida, mas o ala pegou surpreendentemente mal na bola e mandou longe o que seria o primeiro gol da partida.

Aos 34 foi a vez de Fábio Luciano ser empurrado dentro da área do Goiás, lance menos evidente que o pênalti anterior, mas pênalti, também não marcado.

E, aos 38, Léo Medeiros pegou o rebote de uma bola na trave mandada por Souza, que recebeu de Maxi, e fez 1 a 0.

O jogo seguiu equilibrado até que, já aos 12 do segundo tempo, Juan fez de fora da área o gol que não havia feito dentro dela.

O Flamengo se despedia da zona do rebaixamento, como estava planejado, e deixava o Atlético Paranaense em seu lugar.

É pouco?

É pouco, mas quem disse que o Flamengo não pode querer mais, pelo menos um pouco mais?

Aos 15, de cabeça, Ibson fez 3 a 0 e matou o jogo de vez


Paulo Baier ainda descontou, só para constar: 3 a 1, de bom tamanho.

Por Juca Kfouri às 19h03

Santos adora Natal

Em Natal o Santos deu a nítida sensação de que sabia que venceria quando quisesse.

E até se deu ao luxo de ver Fábio Costa trabalhar um pouco.

De repente, resolveu que era hora de acabar com a preguiça.

E Petkovic fez um golaço da intermediária, aos 20.

Cinco minutos depois, Kléber Pereira pintou e bordou na área, deu dois dribles no zagueiro e fuzilou entre as pernas do goleiro Gléguer: 2 a 0.

Pronto: o Santos podia voltar a ter preguiça.

Depois de descansar por 20 minutos em campo e mais 15 no intervalo, o Santos voltou com um certo apetite e Kléber Pereira recebeu um mamão com açucar de Pet, para fazer 3 a 0, por cobertura, bonito.

Fácil, previsivelmente fácil.

Como a viagem de volta é longa, o Santos descansou com o terceiro gol e subiu para o sexto lugar na classificação e desalojou o Grêmio.

Mesmo assim, Marcos Aurélio só não fez o quarto gol porque o zagueiro Cris salvou na linha fatal.

Generosa, a defesa santista ainda assistiu o América diminuir: 3 a 1.

Mas o ataque santista não gostou da homenagem e tratou de devolver, com Tabata, que fez 4 a 1, ora bolas!

Por Juca Kfouri às 19h02

Bala poupa o Vasco

Dois lances dignos de nota no primeiro tempo na Ilha do Retiro.

Da Silva derrubou Wagner Diniz dentro da área, aos 8, e o árbitro não marcou para o Vasco.

Aos 37, Leandro Amaral demorou e desperdiçou gol feito.

O Sport teve mais a bola, mas pouco perigo levou ao gol de Sílvio Luiz, que precisou fazer apenas duas defesas.

O segundo tempo seguiu muito disputado.

E, aos 16, Roberto Lopes que nem bem tinha entrado em campo, puxou Carlinhos Bala na área e o árbitro deu o pênalti, batido e desperdiçado pelo próprio Bala, em boa defesa de Sílvio Luiz.

Bala é daqueles atacantes que ou mata a pau ou morre na praia.

Estava em noite de afogado.

O Sport que andava inferior ao Vasco, paradoxalmente, cresceu com a perda da penalidade.

Mas o goleiro Magrão precisava se desdobrar em cobranças de falta vascaínas e em outro lance com Leandro Amaral, na cara do gol.

O empate sem gols custou a vaga do Vasco entre os quatro primeiros, agora ocupada pelo Palmeiras.

Por Juca Kfouri às 19h01

Obrigação cumprida

Nada vi de Paraná Clube x Juventude.

Só sei que foi 3 a 1 como era dever do dono da casa paranaense.

E que Josiel desencantou ao marcar seu 13o. gol, artilheiro do Brasileirão.

Por Juca Kfouri às 17h06

Fogão lá em cima

O Botafogo, que parecia ter reencontrado seu jogo na partida contra o Corinthians, não foi páreo para o Galo, no Mineirão, durante todo o primeiro tempo.

E o gol de Danilinho, aos 29, foi pouco para mostrar a superioridade mineira, com direito a uma bola na trave que foi um pecado.

Só que o Galo voltou mais preocupado em defender a vitória parcial, o que foi fatal.

Porque o Botafogo cresceu e Túlio, de cabeça, aos 14, empatou.

Então o jogo se abriu os dois alvinegros alternaram chances para desempatar.

Foi mais feliz o carioca, com Lúcio Flávio, também de cabeça, aos 34, numa virada animadora para o Botafogo, outra vez com Zé Roberto em campo.

Fato é que o Fogão afogou o Galo e se mantém na ponta da tabela.

Por Juca Kfouri às 17h04

Uma festa são paulina

Foram apenas três momentos de emoção no Morumbi em todo o primeiro tempo:

quando Borges cabeceou e o zagueiro Daniel, do Náutico, tirou na linha fatal;

quando Borges furou na pequena área um cruzamento precioso de Leandro e quando Rogério Ceni saiu nos pés do  pernambucano Sidny, em lance que nasceu de impedimento, para evitar o 1 a 0 do Timbu.

O Náutico se defendia e o São Paulo não mostrava poder de criação, dinate de mais de 40 mil torcedores que atenderam o pedido do time.

Nesta toada a partida recomeçou, até que, aos 9, o uruguaio Acosta foi novamente expulso de campo, porque empurrou Souza em lance de bola parada.

Daí, no minuto seguinte, Borges perdeu mais um gol, mas a bola sobrou para Dagoberto abrir o marcador.

São Paulo na frente, como tem sido, sem brilho, poucos gols, defesa invulnerável, o bastante para seguir líder.

Onze contra 10, a história mudou e o segundo gol tricolor parecia questão de tempo.

Aos 17, Souza foi empurrado de novo, só que com a bola em jogo e dentro da pequena área pernambucana.

Rogério Ceni bateu, fez 2 a 0 e está a 24 de marcar seu centésimo gol.

Viria mais, porque estava fácil.

Quase veio, outra vez com Borges, mas resultou num escanteio que Jorge Wagner bateu na cabeça de Hugo, que fez 3 a 0.

Desenhava-se uma goleada, coisa rara em se tratando do líder.

E Aloísio fez um belo quarto gol, aos 30, com direito a embaixadinha.

Para terminar a festa com goleada ainda mais retumbante, novamente Hugo marcou de cabeça depois de escanteio:5 a 0

Os são paulinos insatisfeitos com Muricy Ramalho que se aquietem: é assim que o time buscará o penta, o primeiro penta sem asterisco do Campeonato Brasileiro.

Por Juca Kfouri às 17h01

Verdão com fé

O Figueirense começou bem melhor e fez Diego Cavalieri operar suas já conhecidas defesas.

Mas Valdívia, aos 18, foi quem abriu o placar, não só para botar o Palmeiras na frente como, também, para fazer o Palmeiras ir mais para frente.

E, aí, o jogo ficou equilibrado, com ataques alternados até o final dos primeiros 45 minutos.

Aos 6 minutos da etapa final, Luiz Henrique recebeu de Edmundo na cara do gol e perdeu um gol feito, salvo pelo pé direito do zagueiro Chicão.

Era a chance de matar o jogo.

Em seguida, nova defesa brilhante de Diego Cavalieri, em cabeçada de Frontini, e mais uma dois minutos depois.

O Figueira voltava a ser todo pressão.

E, aos 20 , Jean Carlos empatou, depois de Luiz Henrique ter desperdiçado um bom contra-ataque.

Aos 33, Frontini carimbou o travessão do Palmeiras.

Mas, aos 38, Wendel perseverou em jogada aparentemente perdida e deu na medida para Max fazer um gol tão valioso, mas tão valioso, que valeu botar o Palmeiras entre os quatro primeiros do Brasileirão, pelo menos até que acabe o jogo do Vasco, porque o Botafogo virou para cima do Galo.

Não é pouca coisa.

E, na quarta-feira, no Palestra Itália, tem Palmeiras e São Paulo.

Que clássico!

Por Juca Kfouri às 16h54

Pró-memória

Está no "GLOBO" de hoje:

Perícia comprova emprego de dinheiro público no mensalão

Verba do Ministério do Esporte foi parar na conta de assessora de petista

Um laudo anexado pelo Ministério Público Federal ao inquérito do mensalão comprova que havia recursos públicos na farta distribuição de dinheiro a políticos da base aliada.

Verbas repassadas pelo Ministério do Esporte à agência SMP&B, de Marcos Valério, foram parar três dias depois com Anita Leocádia, assessora do deputado Paulo Rocha (PT-PA), informa Alan Gripp.

O ministério repassou R$ 202,4 mil em 16 de dezembro de 2003 e, no dia 19, após movimentar o dinheiro em três contas do Banco Rural, a SMP&B mandou Anita retirar R$ 120 mil em espécie.

Agora leia a coluna abaixo, de 12 de dezembro de 2005:

 

 

 

 

São Paulo, segunda-feira, 12 de dezembro de 2005


 

FUTEBOL

Agnelo Queiroz e a SMPB

JUCA KFOURI
COLUNISTA DA FOLHA

Ao contrário do que informa o ministério do Esporte, a pasta chefiada por Agnelo Queiroz continua a manter relações com a agência de publicidade SMPB, de Marcos Valério.
Só neste ano, até novembro, o ministério repassou R$ 985,5 mil a esse braço do "valerioduto". De 2003 para cá, o órgão repassou nada menos do que R$ 2,45 milhões para a SMPB.
O maior pagamento aconteceu exatamente na última semana de novembro, bem depois da orientação do governo federal para que fossem interrompidas as transações com a agência.
Segundo o Sistema de Acompanhamento Financeiro do Governo Federal (Siafi), em 18 de novembro a SMPB recebeu do ministério do Esporte R$ 230,6 mil.
Recordemos que em depoimento do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares na Procuradoria da República, ele incluiu o PC do B na relação dos partidos que se beneficiaram com os empréstimos de Valério, embora não tenha explicitado os destinatários da verba.
Talvez ajude a encontrá-los saber que a SMPB subcontratou para produzir filmes para o ministério do Esporte, a produtora de Brasília Fórum TV Mais, do publicitário Dimas Thomaz, que não nega ter feito, de graça, campanhas eleitorais para Queiroz e para o PC do B, desde 1994.
Segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral, só em 2002, a Fórum TV Mais doou R$ 23 mil para o PC do B. Thomaz pondera que a doação não foi em dinheiro, mas em serviços. É claro que ele nega que uma coisa tenha a ver com a outra e garantiu, em conversa com a coluna, que sua agência não foi chamada para fazer trabalhos para o ministério como uma espécie de retribuição à sua generosidade. Ao contrário, diz que os fez a preços tão baixos que não os repetiria.
Fato é que a empresa recebeu R$ 173 mil para a produção de dois filmes do ministério, um estrelado por Robinho ("Barreira", da campanha "Esportes contra as drogas"), e outro pelo tenista Flávio Saretta ("Boneco").
As notas fiscais da Fórum TV Mais são sempre emitidas em favor do ministério do Esporte, aos cuidados da SMPB, que fica com 10% do valor dos serviços.
Embora a SMPB já prestasse serviços à pasta antes da gestão de Queiroz, o relacionamento da Fórum TV Mais com o órgão só se estabelece depois que o ministro do PC do B assumiu o cargo.
Foram produzidos também pela Fórum TV Mais um filme com o depoimento de Queiroz para a Conferência Nacional do Esporte, distribuído nos 27 Estados, além dos documentários sobre o programa "Esporte e Lazer na Cidade" e "2º Tempo", este usado pelo presidente Lula em visita à Suíça.
Tudo somado, os filmes renderam R$ 124 mil à produtora. Dimas Thomaz afirma que só tomou conhecimento da existência de Marcos Valério quando explodiu o escândalo do "mensalão".
Indiscutível, no entanto, é a constatação de que o ministério do Esporte é o único órgão do governo federal que ainda tem relações com a agência de Valério.

Por Juca Kfouri às 10h33

Os jogos do domingo

O Náutico já derrotou, nos Aflitos, o próprio São Paulo, seu adversário desta tarde, 16h, no Morumbi, o Corinthians e o Santos, os dois últimos em São Paulo.

Se repetir a façanha hoje, terá direito a reivindicar o título paulista, embora tenha perdido para o Palmeiras, nos Aflitos.

Mas a chance disso acontecer é tão remota como a deste blogueiro acertar seus palpites.

Palpite, aliás, é coisa que não se arrisca para o jogo entre Galo e Botafogo, no Mineirão, também às 16h, os dois alvinegros que protagonizaram uma das mais polêmicas disputas desta temporada, na Copa do Brasil.

Já o Paraná Clube tem simplesmente a obrigação de derrotar o Juventude, na Vila Capanema, ainda às 16h.

O último jogo no horário é tão imprevisível como o do Mineirão e será disputado em Floripa, entre Figueirense e Palmeiras, com uma clara tendência de empate.

Dos três jogos das 18h10 só um tem favorito disparado, o Santos, em Natal, contra o combalido América que, vá entender, derrotou o time santista na Vila Belmiro.

Porque nem o Flamengo terá vida fácil diante do Goiás, no Maracanã (seu maior teste, por sinal, nesta arrancada em casa), nem o Sport, contra este Vasco a cada jogo mais confiante e habilitado.

Por Juca Kfouri às 00h56

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico