Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

15/09/2007

A rainha Hortência em Madri

Por GUSTAVO VILLANI, de Madri

O dito popular é velho, batido, mas a rainha colabora para que o mantenha na ativa, oras!

Doze anos depois da aposentadoria, ela ainda coleciona títulos.

Pela terceira vez, está no Hall da Fama.

O prêmio foi concedido pela FIBA, aqui na Europa, diferentemente das outras duas vezes quando esteve nos Estados Unidos, pela WNBA e Naismith Memorial Baskteball Hall of Fame.

Apesar da estrutura carcomida do basquete nacional, ela está radiante, cheia de idéias e estudando gestão esportiva.

Já imaginaram Oscar, Guerrinha, Hortência, Paula à frente da organização do basquete?

Ela imagina, mesmo que entre a cartolagem poucos lhe dêem ouvidos.

Como fazia nas quadras, parece que essa "briga" vai até o fim.

Para quem é a maior pontuadora da Seleção Brasileira, ganhou quase tudo, jogou uma Olimpíada meses depois de um parto (sobre isso, já conto outra estória) e encerrou carreira aos 36 anos, o que é mais uma batalha na vida?

Sorte para ela! Sim, sorte, porque de basquete a gente sabe que ela entende.  

Obs 1: O genial Amaury Pasos e o técnico Kanela também entraram para o Hall da Fama da FIBA.

Obs 2: Hortência contou que disputou a Olimpíada de Atlanta com ajuda involuntária do responsável por este blog.

Depois de anunciar aposentadoria, a rainha que tinha acabado de ser mamãe, recebeu inúmeros pedidos para que voltasse à quadra.

Decidiu consultar amigos, familiares e especialistas para repensar a vida.

"Permita-se o prazer de encerrar a carreira numa Olimpíada, possivelmente com uma medalha", ouviu, entre outras coisas.

Segundo Hortência, "a palavra prazer dita pelo Juca completou o quebra-cabeça para que de fato voltasse a jogar".

O Brasil foi medalha de prata. 

Por Juca Kfouri às 20h02

Que Breno é este?

Breno já vinha matando a pau desde o começo do jogo.

Fizera, no primeiro tempo, quando o São Paulo deu uma aula de futebol no Santos, duas jogadas de ponta-direita, na linha de fundo.

Mas não se deu por contente.

Aos 4 minutos do segundo tempo fez um gol.

Quer dizer, fez um golaço.

Matou no peito e tirou um da jogada; botou na grama e tirou outro, com uma finta desconcertante e, para culminar, chutou a gol sem chance para Fábio Costa.

Breno, 17 anos, fazia 1 a 0 e era o nome do jogo, que tinha exigido de Rogério Ceni apenas uma boa intervenção.

Em seguida, Borges, com um toque sutil, depois de Miranda ter cabeceado no travessão, marcava o segundo gol.

O placar começava a fazer justiça ao que ocorria no gramado.

O São Paulo jogava como um time adulto diante de um time de crianças.

Mais de 33 mil torcedores viam um verdadeiro desfile do virtual pentacampeão brasileiro.

Aos 15, o Santos trocou no atacado: saem Pedrinho, Petkovic e Marcos Aurélio e entram Vitor Júnior, Tabata e Moraes.

A pequena torcida santista chamou alguém de "burro, burro!".

E a tricolor gritava olé.

Aos 47, quando estava claro que o mais justo 3 a 0 não aconteceria, eis que Tabata marcou o oitavo gol sofrido pelo São Paulo no campeonato e encerrou uma invencibilidade de 987 minutos de Rogério Ceni.

Era o máximo que o Santos podia fazer.

E não foi dito que o Timbu cresce?

Pois o Náutico, com dois gols do uruguaio Acosta, um em cada tempo, o primeiro de pênalti,  e outro de Geraldo, fez 3 a 0 no Goiás, no Serra Dourada.

Já o Flu suou para vencer, no segundo tempo, o rebaixado América: 2 a 0, gols de Alex Dias, aos 13,  em bola que bateu no travessão e nas costas do goleiro, e do ótimo Tiago Neves, aos 38, golaço de fora da área.

Só faltava mesmo ter de assinar Juca Rivellino...

Por Juca Kfouri às 19h12

Vá golear assim lá na China

Ao enfrentar as anfitriãs e tradicionalmente rivais duríssimas, a Seleção Brasileira de futebol feminino deu mais um show na Copa do Mundo.

O jogo ia equilibrado, como se previa, até o fim do primeiro tempo, com direito à bola na trave brasileira e grande defesa da goleira Andreia.

Foi aí que, em oito minutos, as brasileiras marcaram três gols e deixaram as chinesas perdidas dentro de casa.

E os 54 mil torcedores chineses tiveram que aplaudir.

Sem dificuldades, Brasil 4, China 0.

Quem abriu a porteira foi Formiga, melhor jogadora em campo, ao dar precioso passe para Marta fazer 1 a 0, aos 42.

No primeiro minuto do segundo tempo, Cristiane se aproveitou de uma bobeada da defesa chinesa e ampliou.

O terceiro gol veio aos 3 minutos, depois que a goleira chinesa Han falhou e Marta deu para Cristiane marcar.

Dando olé, o Brasil fez 4 a 0, aos 24, outra vez com Marta, que roubou uma bola na área e finalizou.

Em dois jogos, nove gols (já havia vencido a Nova Zelândia por 5 a 0).

O próximo jogo será contra a Dinamarca.

Por Juca Kfouri às 09h48

14/09/2007

Advogado de Berezovski confirma

O advogado de Boris Berezovski em Londres, Lord Tim Bell (sim, isso mesmo, um lorde), confirmou nesta sexta-feira para o repórter Duncan Castles, do jornal britânico "Observer", que o russo foi investidor da MSI.

Este blogueiro sabe disso porque Castles lhe pediu a documentação referente à investigação da Polícia Federal sobre as ações da MSI no Brasil, especificamente no Corinthians, para publicar em seu jornal.

E contou, no fim da tarde, sobre a confirmação do advogado de Berezovski.

É a primeira confirmação, partindo de Berezovski ou de alguém ligado a ele, que a "parceria", se não conta mais, já contou com investimento do russo, condenado em seu país por diversos crimes e que, hoje, vive exilado na Inglaterra.

E não pense o internauta que tal assunto se impõe apenas por este lado do Atlântico. Muito pelo contrário.

As ações de Boris, Badri (Patarkatsishvili, georgiano, outro "entusiasta" da MSI), Kia e cia. viraram tema de cuidadoso debate no "Observer", um dos jornais mais respeitados do mundo.

Tanto que o departamento jurídico da casa não permitiu que Castle publicasse sua reportagem baseado "apenas" nas informações reveladas neste espaço e na Folha de S. Paulo no último domingo, além das apuradas por ele próprio junto ao advogado de Berezovski.

Exigiu a documentação da PF brasileira, o que levou o repórter a contatar este blogueiro.

Com todo o material nas mãos de Castles, aguardemos a reportagem na versão on-line do "Observer".

Por Juca Kfouri às 20h28

Os demais jogos deste sábado

Que me perdoem, mais uma vez, os torcedores do Fluminense, mas o tricolor é favoritíssimo diante do América, no Maraca, às 18h10.

E passarei a me chamar Juca Rivellino se não vencer.

Já o Goiás também é contra o Náutico, no Serra Dourada, mas muito menos.

Porque o Timbu cresce.

Por Juca Kfouri às 17h29

Deu no 'Diário de S.Paulo'

Da coluna de JOÃO CARLOS MOREIRA, publicada no jornal "Diário de S. Paulo", de hoje:

Anos de chumbo
Pegou mal até mesmo entre tucanos a justificativa apresentada pelo deputado estadual Fernando Capez (PSDB) ao projeto em que defende a promoção pós-morte ao posto de coronel da PM para o capitão Alberto Mendes Júnior. O policial foi morto em 1970 pela guerrilha liderada por Carlos Lamarca.

Triste lembrança
O que causou mal-estar na Assembléia foi que, para justificar a promoção, Capez defendeu a ditadura militar como poder legalmente constituído. Depois da repercussão, ele retirou tais menções do texto da proposta.

Nota do blog: para quem não se lembra, Capez é aquele ex-promotor público que fez fama, em São Paulo, ao combater a violência de torcidas, sem sucesso.

Nem é o caso de entrar no mérito da proposta, mas, é inaceitável a intenção de defender da ditadura.

Por Juca Kfouri às 15h52

Os favoritos dos quatro clássicos

Quatro clássicos estaduais são o que há de melhor neste fim de semana de futebol.

Um é no sábado, o mais atraente pelo que pode significar, entre São Paulo e Santos, no Morumbi.

Os outros três, Gre-Nal, Cruzeiro e Galo e Vasco e Flamengo vão ser no domingo.

Clássico é clássico e vice-versa.

Por isso, não há favoritos, certo?

Errado.

Com 12 pontos de vantagem sobre o Santos, o São Paulo, em casa, é favorito sim.

Se perder, o que não será anormal, dará mais graça à reta final do Brasileirão.

O jogo será às 18h10.

No clássico do Mineirão, às 16h do domingo, o Cruzeiro tem 13 pontos de vantagem sobre o Galo, e também é favorito.

Como é o Vasco, às 18h10, no Maracanã, contra o Flamengo.

A vantagem cruzmaltina é de sete pontos.

O menos favorito, mas ainda assim, favorito, é o Grêmio, que recebe o Inter no Olímpico, também às 18h10.

Mas aí a diferença é pequena, de apenas três pontos.

É claro que uma das coisas que mais acontecem em clássicos é o time que está pior ganhar do que está melhor.

Por isso não será nenhuma novidade se, por exemplo, ao fim de tudo, der Santos, Galo, Flamengo e Inter.

Mas que está muito mais para São Paulo, Cruzeiro e Vasco está, assim como está um pouco mais para o Grêmio.

Veremos.

Por Juca Kfouri às 23h51

13/09/2007

Torcer faz bem? Pois comer, não!

A mesma Nestlé que leva torcedores aos estádios em troca de seus produtos está numa enrascada dos diabos.

A "Folha de S.Paulo" informa que a multinacional quis reduzir a qualidade nutricional da sopa a ser distribuída aos sábados em escolas municipais da capital paulista.

Embora os nutricionistas do município previssem que uma das sopas tivesse 7 quilos de carne em 100 quilos do produto, o número baixou para meio quilo por sugestão da Nestlé.

O Tribunal de Contas do Município suspendeu a compra da sopa.

Se não bastasse tamanha vergonha, fica a pergunta: como ficam os "jornalistas" que fazem propaganda da empresa em sua campanha junto ao torcedor?

Por Juca Kfouri às 16h33

12/09/2007

Vasco e Botafogo, como era esperado

No placar agregado, o Vasco enfiou 6 a 2 nos dois jogos diante do Furacão.

Agora há pouco, em São Januário, com dois gols de Marcelinho no segundo tempo, a nau do Almirante navegou tranqüila, velas enfunadas pelo vento que vem do sul.

Agora enfrentará o Lanús, da Argentina.

O Botafogo também não teve muito trabalho para se garantir na próxima fase da Copa Sul-Americana, ao ganhar por 2 a 1 do Corinthians, no Pacaembu.

Jogou melhor o tempo todo, só levou um susto no primeiro, numa cabeçada de Finazzi na trave, abriu o placar com Lúcio Flávio, no segundo, em rebote de bola na trave chutada por ele mesmo e sofreu o empate de Finazzi, de bico.

Mas, no finzinho, Dodô desempatou, 2 a 1, para pegar o River Plate na próxima fase.

E só não fez mais um porque Felipe não quis.

No agregado, Botafogo 5, Corinthians 2.

Por Juca Kfouri às 22h54

Nosso eterno 16 de julho

Por ROBERTO VIEIRA 

Um dia nós fomos invencíveis, imortais. A pátria de chuteiras enfeitou-se toda para comemorar em um domingo de sol, muito sol o título de campeões do mundo.

E perdemos.

Era um 16 de julho. O ano pouco importa na verdade. Podia ser até um 5 de julho em Sarriá.

E elegeram um culpado para o desastre: Barbosa, o goleiro.

Em toda nossa história esportiva, filosófica e política houve apenas um condenado: Barbosa.

Barbosa que não adivinhou o canto no primeiro gol no Maracanã. Uma bomba indefensável de Schiaffino.

Barbosa que saltou atrasado no chute de Gighia.

Mas Barbosa fez inúmeras defesas em sua vida. Defesas que dariam para compensar com folga qualquer falha daquele 16 de julho de 1950.

Só que o Brasil nunca perdoou Barbosa. Ele foi cassado pelo Senado e pelo Povo Romano, digo Brasileiro. Esse senado que não me sai da cabeça...

Hoje o Brasil sofreu outro gol de Gighia. Mais um. Eu já perdi a conta de quantos foram.

Teve gol de trivela no 31 de março de 1964.

Teve gol por baixo das pernas no 25 de abril de 1984.

Teve gol impedido em março de 1990. Feito por uma senhora de saias e um senhor narigudo é verdade (FOTO).

Pois é. Hoje teve gol secreto. Mas o juiz validou e correu para o meio de campo. A torcida silenciosa não poupou vaias, mas quem já viu juiz voltar atrás em sua decisão?

Na Dinamarca o Príncipe Hamlet se pergunta: 'Saber ou não saber, eis a questão!'

E o moço do placar foi lá contra sua vontade mudar o marcador.

40. 40. 40. 40. 40. 40. 40. 40. 40. 40. 40. 40.

Quarenta gols marcados em nossas redes.

Como não houve transmissão ao vivo, via satélite ou coisa que o valha não posso dizer se os quarenta comemoraram abraçados no congres... digo estádio.

Pode ser que sim, pode ser que não.

Pra mim pouco importa na verdade.

Mas quando a torcida não topar mais pagar ingresso, vestir camisa, confeccionar faixa e torcer nas arquibancadas desse país tropical abençoado por Deus, não venham reclamar que o povo não entende essa tal democracia.

Cá pra nós, eu só tenho pena mesmo é do Barbosa. Ele era muito, muito, mas muito melhor que qualquer um destes senhores de terno, gravata e mandato.

Ah, esse ano o 16 de julho caiu no dia de hoje.

Coisas do Brasil.

Por Juca Kfouri às 22h52

Brasil vence e convence


Coisa de louco, o futebol.


O time de Dunga jogava bem como quase nunca, bem e bonito, fruto da movimentação incansável do trio Ronaldinho, Kaká e Robinho, e quase sai perdendo no primeiro tempo como quase sempre, ultimamente, para o México.


Que fez 1 a 0 no fim dos primeiros 45 minutos, em belíssima jogada triangulada, mérito total do ataque mexicano.


Gol do México, Cacho!, aos 42.


Menos mal que, em seguida, aos 44, Kléber, que é mais jogador que Gilberto, empatou ao enfiar o bico do pé esquerdo em cobrança de escanteio de Ronaldinho.


Não era o empate que a Seleção merecia, mas a derrota seria um castigo danado, até porque Kaká e Robinho perderam um gol no mesmo lance, depois de um daqueles lançamentos de que só Ronaldinho é capaz, para não falar domínio completo do jogo.


Os mexicanos que pareciam assustados, voltaram mais valentes no segundo tempo e equilibraram a partida.


Por pouco tempo, é verdade.


Porque a Seleção voltou a mandar no jogo e aos 25 já merecia, no mínimo, estar vencendo por uns 3 a 1, não fosse uma bola salva na linha fatal em cabeçada de Robinho e num milagre do goleiro Ochoa, em outra cabeçada, de Edu Dracena, lançamento de Ronaldinho.


O jogo era surpreendentemente muito bom e de amistoso pouco tinha, prova de que há uma nova rivalidade no continente, graças ao evidente progresso do futebol mexicano.


Aos 33, enfim, depois de mais um lançamento de Ronaldinho, Maicon arrancou pela direita, cruzou, e a bola mal aliviada por Rafa Marques sobrou para Kaká que fuzilou; 2 a 1.


Era o mínimo que os quase 70 mil presentes ao estádio em Boston mereciam.


Só que, aos 36, Elano exagerou numa entrada e foi muito bem expulso.


O México ia buscar o empate no fim de jogo.


Mas, aos 40, Afonso, que acabara de entrar, fez seu primeiro gol com a camisa amarela: 3 a 1.


Depois de muito tempo, a verdade foi restabelecida: o México jogou como nunca e perdeu como sempre.


E o gramado não atrapalhou, como Dunga, que também foi expulso, temia.


Foi a segunda coisa feia da partida, ambas também brasileiras.


Pior fez o Felipão, que deu um murro num zagueiro sérvio depois do 1 a 1 de Portugal pelas eliiminatórias da Eurocopa.

Por Juca Kfouri às 22h30

É o Flamengo, uai!

E poderia ser dito, é o Flamengo, Léo!

Porque Leonardo Moura fez 1 a 0, em belíssimo chute de primeira, deu o segundo para Souza e ainda participou com o xará no terceiro, de Obina.

O Flamengo no Maracanã e com Leonardo Moura em dia de Leandro foi melhor, muito melhor que o vice-líder Cruzeiro que, aliás, demorou a botar Kerlon em campo, porque depois que o menino entrou o time melhorou a ponto de fazer 1 a 2, em passe dele para Guilherme.

Já o São Paulo só ri.

A diferença é mesmo de nove pontos para o Cruzeiro.

Por Juca Kfouri às 21h29

Renan e os 40

Numa frase: num país em que o senado age como agiu, cobrar decência no futebol parece pueril.

Por Juca Kfouri às 18h58

A quem interessar possa...

...e sei que interessa a pouquíssimas pessoas, felizmente.

Acabo de saber que um certo garoto-propaganda acaba de ser condenado a pagar R$ 48 mil a este blogueiro, dinheiro que, diga-se, será doado à Organização Não Governamental "Transparência Brasil" .

Não cito o nome do réu por ser norma deste blog, em respeito aos que o freqüentam.

Ele foi condenado, ainda, a publicar a sentença que o condena em seu sítio.

Além do mais, terá de publicá-la num jornal de grande circulação, segundo a escolha deste blogueiro, na edição dominical e no caderno de esportes, assim que a sentença, de Primeira Instância, transite em julgado, pois, é claro, haverá recurso.

Quem assim decidiu foi o juiz Carlos Eduardo Borges Fantacini, da 26a. Vara Cível de São Paulo, por considerar descabidos um artigo publicado no sítio do réu, assim como uma carta por ele enviada para uma revista de circulação nacional.

O notório homem do merchan perdeu também, recentemente, em Segunda Instância, uma ação que moveu contra o jornalista José Trajano. 

Por Juca Kfouri às 16h59

Bela estréia, meninas!

Infelizmente, por razões pessoalíssimas, embora tenha acordado às 5h30 da matina, não pude ver a goleada da Seleção Brasileira feminina.

Ao vivo, vi apenas o quinto gol, de Marta, no fim do jogo, numa TV sem som.

Só há pouco vi os demais gols.

Imagino que o time tenha sentido a estréia no primeiro tempo quando marcou só um gol e tenha deslanchado no segundo.

Seja como for, 5 a 0 na Nova Zelândia, com alguns gols belíssimos, é começo para ninguém botar defeito.

Por Juca Kfouri às 14h49

Os jabs de Havana

Por ROBERTO VIEIRA

Guillermo Rigondeaux* golpeia o ar com um cruzado.

O sol de meio-dia pode fazer um homem delirar, Guillermo!

A foice corta a cana que foge para o céu do Caribe.

O martelo das bruxas traz a realidade de volta.

Guillermo acerta um direto no tempo.

Em algum lugar do passado ele escuta a voz do seu filho no telefone: "Papa".

Um homem não deve chorar. Mas ele imagina seu filho correndo pelas ruas da Velha Habana. Aprendendo a lutar pelos becos, pelo mar que beija a cidade. Ouvindo os discursos infinitos como o mar, quebrando como as ondas que separam a cana de açúcar do céu.

Martí. Os versos de Martí chegam à memória como ondas infinitas de profunda tristeza:

‘Cultivo uma rosa branca, em julho como em janeiro... ’**

O que foi mesmo que o fizera mudar de idéia: ‘Papa’.

Um homem não deve chorar, repete baixinho. As suas mãos são fortes, elas podem colher toda a cana de açúcar de Cuba, toda a cana de açúcar do mundo, mas não poderiam colher o açúcar do olhar do seu filho correndo pelas ruas da Velha Havana.

‘... para o amigo sincero, que me empresta a sua mão de verdade. ’

Um uppercut atinge o silêncio. O vazio em sua volta tem o som de mil aviões sobrevoando o céu da ilha. Uma sensação de sangue percorre sua boca. Amarga. Definitiva. Nocauteado em pé o velho boxeador procura um clinche, uma corda, procura os olhos do treinador.

Mas não existem treinadores para os traidores da pátria.

‘E para o cruel que me arranca, o coração com que vivo... ’

Talvez soe o gongo. Talvez joguem a toalha. Talvez eu tenha uma segunda chance. Mas apenas o gosto do rum em chamas descendo impune pela garganta parece fazer sentido.

E as mãos de Guillermo trabalham cortando a cana, dobrando o bagaço da cana, colhendo o açúcar da terra cercada de mares por todos os lados. O único açúcar que seus lábios podem conceber.

Quando Guillermo está prestes a beijar a lona. Quando os seus olhos parecem cegar miragens. Quando se inicia a contagem pelo árbitro vestido de verde e coturno, uma voz se escuta pelo canavial.

‘Papa!’

‘... espinho, nem urtiga cultivo. Cultivo também uma rosa branca!’

E Guillermo levanta-se mais uma vez. Com os olhos cansados, mas com um sorriso no rosto. Um sorriso maior que a Sierra Maestra. Um sorriso maior que os batistas e castros deste mundo. Um sorriso de quem não conhece a palavra derrota.

E Guillermo beijando seu filho nos braços descreve no ar um jab infinito.

E os dois caminham felizes pela longa noite de Cuba.

*Em homenagem ao boxeador cubano Guillermo Rigondeaux e seu filho.

** Poema ‘Cultivo uma rosa branca’ de José Martí, herói nacional cubano.

Por Juca Kfouri às 14h45

Seleção, Brasileirão e Sul-Americana

Hoje tem Seleção contra o México, em Boston, último amistoso antes das Eliminatórias.

Tem também Flamengo e Cruzeiro, no Maracanã, jogo fundamental para os dois, pelo Brasileirão.

Tem, ainda, Corinthians e Botafogo, no Pacaembu, e Vasco e Atlético Paranaense, em São Januário, pela Copa Sul-Americana.

Tudo às 21h45, menos Flamengo e Cruzeiro, às 20h30.

O time de Dunga, com suas estrelas, tem a missão de botar o futebol mexicano em seu devido lugar, porque, de 1999 para cá, em sete jogos, conta de mentiroso, os brasileiros só ganharam uma vez, empataram duas e perderam quatro.

Pelo Brasileirão, o Flamengo, em casa, tem a chance de sair mais uma vez da zona do rebaixamento e o Cruzeiro de ficar a apenas seis pontos do São Paulo, com igual número de jogos.

Já pela Sul-Americana, tanto o Botafogo quanto o Vasco podem perder por um gol de diferença de Corinthians e Atlético Paranaense e , cá entre nós, têm a obrigação de seguir adiante.

Por Juca Kfouri às 23h56

11/09/2007

Muro no Pacaembu

De repente, um susto.

Ué, o que estão fazendo na fachada do Pacaembu, estádio tombado pelo Patrimônio Histórico?

Um muro bem no portão principal?

Sim, a prefeitura paulistana e a Fundação Roberto Marinho estão construindo lá o Museu do Futebol, uma bela iniciativa.

Mas nada justifica este muro horroroso, com arame farpado, como se pode ver, em detalhe, nas fotos.

Em seguida, o alívio.

O muro é temporário.

Por motivos de segurança optou-se por fazê-lo em lugar dos tradicionais tapumes.

E virá abaixo tão logo fique tudo pronto, como explicou a arquiteta Silvia Wolff, do Condephaat -- Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico --que cuida, na Secretaria da Cultura, de zelar pelas obras tombadas no estado de São Paulo.

Ela avisa que a maior intervenção que haverá na área será a construção de uma passarela, "numa zona de sombra", sem maiores conseqüências estéticas.
















Fotos de Leda Kfouri

Por Juca Kfouri às 13h43

O Grego não chora

Por JOSÉ FRANCISCO MANSSUR e FLÁVIO R. FRANCO 

Depois da última derrota no Pré-Olímpico, Lula chorou.

Injusto duvidar da sinceridade da sua tristeza depois de mais um fracasso à frente da Seleção de Basquete.

Lula é tido, na "turma do basquete", como um sujeito correto.

É, no Brasil, um técnico de primeira linha. Ganhou todos os títulos pelo time de Ribeirão Preto.

Na Seleção, foi antecedido por Hélio Rubens, outro técnico do "primeiro time" do basquete brasileiro, com uma longa história de conquistas em Franca, Uberlândia e no Vasco.

Então, como já "experimentamos" dois dos técnicos mais vencedores do Brasil e fracassamos, decidimos que a panacéia de todos os males seria o técnico estrangeiro.

Arrisco-me, porém, a apostar que o técnico estrangeiro (que pode até redundar em alguma evolução tática do nosso time) também não dará o resultado esperado por aqui.

A solução do basquete do Brasil não passa somente pelo estrangeiro no comando da comissão técnica.

O problema do basquete brasileiro passa, necessariamente, pelo Grego que está no comando da CBB.

Além de correto, Lula é um sujeito cordato. Cordato no sentido daquilo que a nossa elite espera dos seus subordinados: subserviência, lealdade e resignação.

O bom cabrito é aquele não berra.

Lula sofreu calado durante todo o Pré-Olímpico.

Ele sabe que não lhe falta pulso para dirigir a Seleção Brasileira.

Deve ter notado que o que faltou foi respaldo da CBB.

A CBB não o respaldou quando jogadores da NBA demoravam a se apresentar por problemas administrativos.

Lá foi o Lula a dar entrevistas para dizer até quando esperaria pelo Nenê, Varejão e Baby.

Também sabe que o Marquinhos só falou o que falou porque teve o exemplo do Nenê que, num passado recente, o criticou, "convocou" jogadores e se apresentou quando "pôde" e nada aconteceu.

Lula sabe que foi técnico do Nezinho em Ribeirão e que, lá, Nezinho jamais teria feito a pirraça que fez em Las Vegas ao se recusar a entrar em quadra no final do jogo contra o Uruguai.

Se eram o mesmo Lula e o mesmo Nezinho, o que havia de diferente?

Não é muito difícil concluir que a diferença estava no respaldo que o Lula devia ter em Ribeirão e que certamente não lhe foi dado pela CBB.

Ao Grego, pessoalmente, falta autoridade moral para assumir as funções de Presidente da CBB e, por conseguinte, dar respaldo a um técnico, seja ele quem for.

O basquete é "cidade pequena", todo mundo se conhece e sabe das "fofocas".

 O pessoal do basquete sabe em que circunstâncias o Grego foi eleito e tem sido reeleito para a CBB.

Quem não presenciou os fatos ou ouviu falar, certamente leu as inúmeras denúncias feitas pelo Lance!, de escândalos na eleição da CBB, com a troca de votos por "favores diversos".

Depois de ser eleito e reeleito nas circunstâncias em que foi, Grego colecionou fracassos, colocações pífias em mundiais e é um campeão em ausiências olímpicas.

Os jogadores sabem que, sob o comando do Grego, tivemos um campeonato brasileiro masculino que simplesmente não acabou.

Sabem dos expedientes que a CBB utilizou para sabotar a Nossa Liga de Basquete (que poderia ser uma alternativa viável à incompetência de Grego & Cia para organizar campeonatos que, ao menos, cheguem ao seu final).

Grego não quer largar o osso, mesmo que seja à custa da maior decadência da história do basquete brasileiro bicampeão mundial.

No feminino, os campeonatos têm fórmulas mirabolantes para mitigar os efeitos da falta de times e jogadoras de nível atuando no Brasil.

E a Seleção Feminina jogou um Mundial em casa, num ginásio cheio de goteiras e com as jogadoras assustadas com a falta do seguro obrigatório que a CBB ficou de fazer e, a tempo e modo, não fez.

Mesmo assim ficaram em 4º.

Mas não faltaram críticas ao Barbosa, que também padeceu das agruras da CBB.

Lula é uma personagem com histórico respeitável no basquete brasileiro.

Ao contrário do Grego.

Não é difícil supor que, no fundo, o desrespeito dos jogadores não seja contra o Lula, ou contra a "camisa da Seleção Brasileira".

Os jogadores não respeitam o Grego. Até que com bastante razão.

Melhor do que ninguém, Lula sabe dos fatos descritos acima.

Lula sabe que muitas das críticas que está recebendo deveriam ser direcionadas ao Grego.

Lula sabe que é um vencedor no basquete do Brasil.

O perdedor é o Grego.

Lula sabe que a decadência do basquete brasileiro não é culpa dele, ou da categoria dos "técnicos brasileiros".

A culpa é do Grego.

Lula sabe tudo isso e, como é cordato, sofreu e agüentou calado até quando pode.

Quando não pôde mais, Lula explodiu, enquanto Grego continuava escondido no seu revoltante silêncio e indiferença.

Quem sabe, uma entrevista depois do 7 de setembro. Quem sabe...

Foi por isso que Lula chorou.

Um dia, o homem cordato também se revolta.

Por Juca Kfouri às 23h56

Ah, esses uruguaios...

Por ROBERTO VIEIRA

Pacaembu, 1966.

O centroavante Bita do Náutico marca 4 gols nas redes do Santos de Pelé.

Gilmar observa incrédulo.

Ah, aqueles uruguaios dos meus tempos de menino.

Traiçoeiros. Habilidosos. Celestes.

A gente fazia um gol e eles não desistiam. Vinham aos milhares. Das planícies, dos pampas, da Província Cisplatina.

Scarones, Ceas, Castros, Gighias.

Quando os pirralhos apaixonados por futebol não queriam dormir a mãe logo murmurava em seus ouvidos:

"Olha que eu mando chamar o Obdulio!"

Ontem quando coloquei meus pés nas ruas em volta do Estádio dos Aflitos eu me vi em plena Villa Del Cerro.

Na Avenida Rosa e Silva milhares de camisas vermelhas e brancas.

Mas os homens usam chapéu e as mulheres sombrinhas.

Quando olhei para trás já não via o Estádio dos Aflitos.

Sob meu olhar incrédulo se erguia o Centenário de Montevidéu.

Bita é negociado em 1967 com o futebol uruguaio.

Vai jogar no Nacional de Montevidéu.

Ah, esses uruguaios, sempre nos passando a perna.

Quarenta e um anos depois dos 4 gols nas redes do inesquecível Gilmar, Silvio Tasso Lasalvia, o Bita, ressuscita com a camisa 25 do Clube Náutico Capibaribe.

Em um baile digno do Teatro Solís, o antigo ídolo alvirrubro agora atende pelo nome de Acosta.

Acosta que veio do Peñarol, o inimigo ancestral do Nacional.

Um troca-troca com 4 décadas de atraso.

E com a mesma frieza Acosta faz 4 gols nas redes do time da Estrela Solitária.

Sei que amanhã os estatísticos, os digitais, os realistas irão provar que foi tudo uma ilusão.

Com gráficos, palavras e números, principalmente números, tentarão seduzir os apaixonados torcedores para a dimensão terrena, onde habitam os dias e as noites.

Onde habita o óbvio. Onde reina o chão.

Porém meus olhos apaixonados guardaram marejados a sombra do velho Centenário erguendo-se em pleno Recife. E meus olhos insistem em enxergar Bita se movendo pelas linhas que dividem o campo de futebol e a realidade fria e imediata.

Porque a vida, o amor e o futebol possuem uma coisa em comum: O sonho!

Ah, esses uruguaios do meu tempo. Traiçoeiros. Habilidosos. Pedros Rochas.

Celestes.

Por Juca Kfouri às 23h48

São Paulo na Bundesliga

Por JAMES SCAVONE*
 
Sou daqueles que acham que não tem cabimento um time estar com mais de 50 pontos e quase 10 pontos de diferença para o segundo time em um campeonato tão nivelado.
 
Sou daqueles que, como o Marcelo Rubens Paiva, já se cansaram de ouvir que o São Paulo é o time mais bem administrado do Brasil.
 
Não somos um país sério, como diria o estadista francês, como pode o São Paulo Futebol Clube levar o Brasileirão tão à sério?
 
Como pode o time do Morumbi pagar salários em dia, ter um centro de treinamento de primeiro mundo e não enfrentar uma única crise durante um campeonato tão longo?
 
Sou corinthiano e sofrer está no contrato que assinamos em cartório no dia em que decidimos torcer pelo alvinegro do Parque São Jorge, mas ultimamente a coisa está pra lá de feia.
 
Meu time e sua história vão pelo ralo e o São Paulo não está nem aí com o rival?
 
Que espécie de rivalidade é esta?
 
Nem derrubar técnicos corintianos os são-paulinos conseguem mais, pois que caem de maduros antes do clássico entre os dois times.
 
É preciso tomar uma medida drástica contra o São Paulo.
 
Mandá-los disputar o título alemão.
 
Mandá-los para a Bundesliga.
 
Na Alemanha, o São Paulo encontrará times mais parecidos com o seu.
 
Organizados, com estádios bem cuidados e criancinhas torcedoras de bem com a vida.
 
Deixem o Brasileirão com quem entende de Brasil.
 
Deixe que times brasileiríssimos como Corinthians e Flamengo se entendam e se enfrentem em clássicos de igual para igual, com parcerias igualmente repletas de dinheiro de origem duvidosa, com técnicos igualmente tampões que estão sempre cai-não-cai e ídolos igualmente medíocres.
 
Quero um campeonato sem o São Paulo para poder torcer para a maior lambança durante o fim de semana: seja ela dos nossos brasileiríssimos juízes ou das nossas brasileiríssimas (e nada cordiais) torcidas organizadas.
 
Já perdi o meu irmão caçula para o São Paulo.
 
Alguém precisa fazer alguma coisa antes que seja tarde demais.
 
 
*James Scavone
Corintiano, publicitário e fundador do Movimento São Paulo na Bundesliga.

Por Juca Kfouri às 23h27

10/09/2007

STJD promete se movimentar

Este blogueiro acaba de entrevistar o presidente do STJD, Rubens Approbato Machado, na rádio CBN.

Approbato disse que já determinou a Paulo Schmidt, do mesmo Tribunal, que faça uma análise profunda da legislação esportiva brasileira para ver se cabe algum processo específico em relação à utilização de dinheiro sujo.

Se não houver, que é o que parece a Approbato, ele informa que proporá imediatamente o acréscimo do artigo que trate do tema na legislação esportiva, como aliás se fez em relação ao racismo.

Por Juca Kfouri às 19h24

E agora, Justiça esportiva?

Abaixo, a abertura de minha coluna desta segunda-feira, na Folha de S.Paulo, e meu comentário no Jornal da CBN, Primeira Edição:

A Justiça comum já tem muito com o que fazer em relação à parceria Corinthians/MSI.

Mas a Justiça esportiva não pode calar.

Como miséria pouca é bobagem mesmo, por incômodo e delicado que seja o tema, uma pergunta se impõe:

como fica o título brasileiro do Corinthians, já parceiro da MSI, em 2005?

Esqueça de Edílson Pereira de Carvalho, dos jogos anulados pelo STJD, do erro de Márcio Rezende de Freitas no jogo contra o Inter.

Fixe-se apenas num aspecto: um time que usa dinheiro sujo para fazer contratações não age de maneira desleal com seus adversários?

Se a resposta for a que parece óbvia --sim, age -- alguma punição precisa haver.

Perda do título, rebaixamento, alguma coisa precisa ser feita.

Desafio que está posto à Justiça esportiva, agora presidida pelo ex-presidente da OAB e ex-vice-presidente do Corinthians, voz, diga-se, sempre contrária à parceria com a MSI, Rubens Approbato Machado.

Porque se a resposta for não, dada a inexistência de provas sobre manipulação de resultados das partidas que envolvem o campeão, passamos a aceitar, cabalmente, que um clube pode usar, por exemplo, dinheiro do narcotráfico para se reforçar.

E que não cometerá nenhuma deslealdade esportiva por assim agir, o que é um absurdo.

Porque mais uma vez a impunidade dará o ar de sua desgraça.

Por impune, o radialista cearense Flávio Moreira, um dos pivôs do escândalo da Máfia da Loteria, denunciada 25 anos atrás, está de volta ao cenário do nosso futebol no demolidor relatório da Polícia Federal que revela as entranhas mafiosas da parceria Corinthians/MSI.


Por Juca Kfouri às 23h12

09/09/2007

Resumo da 25a. rodada

Os jogos do domingo à noite, como era de se esperar, derrubaram a média de público nos estádios nos últimos fins de semana.

Basta dizer que os jogos do sábado reuniram 100.493 pagantes e os do domingo apenas 54.403.

Resultado: média de público de 15.489.

O maior público foi do Mineirão, com 35.645 cruzeirenses.

E o pior foi o do Machadão, com 3.357 torcedores.

O futebol paulista fechou a 25a. rodada com três times entre os quatro primeiros e o Rio de Janeiro sem nenhum, além de ter o Flamengo novamente entre os últimos, embora com dois jogos a menos que podem mudar radicalmente a sua situação.

Gols também não foram muitos, apenas 23 e o Campeonato Brasileiro só voltará no próximo fim de semana, com uma grande atração no sábado, no Morumbi, o jogo entre São Paulo e Santos, além, é claro, do jogo desta quarta-feira, entre Flamengo e Cruzeiro, adiado por causa do Pan-2007.  

Por Juca Kfouri às 20h57

Durezas e molezas no domingo à noite

Vida dura sim para alguns, nem tanto para outros.

Fato é que dos cinco anfitriões dominicais, quatro venceram seus jogos.

Aliás, o único visitante a vencer nesta rodada foi exatamente o líder São Paulo.

De resto, oito vitórias de quem jogou em casa e apenas um empate.

No Palestra, o Palmeiras voltou ao G-4 ao vencer bem o Goiás e ao fazer do limão de sua nova camisa uma doce limonada, com gols de Francis (31 do primeiro tempo) e Caio (aos 6 do segundo), depois de jogada de Edmundo.

Foi um jogo movimentado que deixou feliz a torcida palmeirense.

Na Vila Capanema, o Paraná Clube ganhou do Corinthians, graças a um pênalti cometido por Vampeta e convertido pelo artilheiro Josiel, aos 25 do primeiro tempo.

Podia ter ganho com mais folga, como podia ter sofrido o empate.

Felipe evitou a primeira hipótese e Finazzi impediu a segunda.

No Maracanã, com dois gols de Somália, um em cada tempo (39 e 20), o Flu passou sem maiores problemas pelo Atlético Paranaense.

Como, nos Aflitos, o Náutico despachou o Botafogo, que jogou com 10 jogadores todo o segundo tempo.

Juninho fez o primeiro gol da partida, aos 2 minutos, mas o uruguaio Acosta fez os três seguintes, aos 29 e 36, tudo do primeiro tempo, e aos 12 e 43 do segundo: 4 a 1.

Dois de pênalti.

O segundo com estilo, fraquinho no meio do gol para desespero de Max que conseguiu coisa rara: comer um frango no segundo gol pernambucano, o primeiro de pênalti que, aliás, não houve.

Pois eis que Max conseguiu defender e, depois, deixou que a bola escorregasse por baixo de seu corpo.

Certas coisas que...só acontecem com o Botafogo que despencou para a sexta colocação e que quando perde é sempre de goleada.

Finalmente, o América saiu na frente do Sport logo de cara, aos 4, com Leandro Sena, no Machadão.

Mas cedeu o empate ao Sport, mais um gol de Carlinhos Bala, no segundo tempo.

O blogueiro viu tudo muito mal, porque viu bem a sensacional vitória de Roger Federer, 3 a 0, com parciais de 7/6, 7/6 e 6/4.

Porque blogueiro também é, às vezes, gente.

Por Juca Kfouri às 20h00

Nos Estados Unidos, que jogaço!

Afonso perdeu gol feito, ao chutar na trave um passe primoroso de Ronaldinho, logo aos 8 minutos da partida.

E, 19 minutos depois, meteu uma boa cabeçada em outra bola do Gaúcho, defendida pelo goleiro dos EUA.

Num jogo fraco num gramado péssimo que dá a medida do quanto os americanos se importam com o time pentacampeão mundial, a Seleção, lenta, ficou presa no esquema de marcação dos anfitriões em Chicago.

E acabou por sofrer o primeiro gol, do zagueiro Bocanegra, no rescaldo de uma cobrança de escanteio, aos 20. 

Em novo passe de Ronaldinho, Kaká perdeu gol ainda mais feito do que o perdido por Afonso, mas deu sorte, porque a bola rebatida pelo goleiro encontrou o zagueiro Onyewu que marcou contra e empatou: 1 a 1, aos 32.

Foi a única saída rápida de bola da Seleção, numa belíssima sucessão de passes até culminar com o gol.

O time de Tio Sam não é bom nem tão ruim, mas é aplicado e irritou o brasileiro ao marcar sua saída de bola implacavelmente.

E assim terminou o primeiro tempo, daqueles que nada acrescentam à história do futebol.

Que só valeu mesmo pelo lance final quando Robinho fez o diabo desde a bandeirinha de escanteio, pedalou dentro da área, sofreu um pênalti clamoroso e o árbitro mexicano, o mesmo que apitou tão  bem São Paulo e Liverpool no Mundial de Clubes, deu cartão amarelo para o ex-santista.

Patético!

E este blogueiro querendo ver Roger Federer x Novak Djokovic, na final do Aberto dos Estados Unidos, sem poder, a não ser no intervalo.

A Seleção volta com Edu Dracena no lugar de Juan.

Logo aos 8, para premiar o domínio brasileiro, Ronaldinho bateu escanteio no segundo pau e Lúcio enfiou a cabeça para virar o resultado.

Décima vitória brasileira em onze jogos contra os ianques, a oitava por apenas um gol de diferença, até ali.

Mas os brasileiros começaram a fazer só o tempo passar e eles queriam jogo.

Obrigaram Doni a fazer boa defesa e aparentemente a Dracena a fazer pênalti no rebote.

Não satisfeitos, aos 27, empataram, com Dempsey.

Seria o primeiro empate entre as duas seleções, se o resultado perdurasse.

Então, o Brasil foi à frente.

E em cobrança de falta, aos 30, Ronaldinho fez 3 a 2.

O Gaúcho participava, assim, dos três gols.

Já estava fora, aos 46, quando Júlio Baptista sofreu pênalti, o árbitro marcou, e Elano fez 4 a 2.

Pela segunda vez a vitória foi por dois gols e houve uma outra, por 3 a 0.

Jogo amistoso, jogado em ritmo de amistoso pelo time brasileiro e num gramado desrespeitoso, não merece que se dê notas a ninguém.

Porque é como dar um piano desafinado para um grande concertista.

Não há hipótese de ele se sair bem.

E, também, porque, o blogueiro confessa que passou a dar mais atenção ao final do primeiro set em Nova Iorque, com vitória, no desempate, de Federer: 7 a 6.

Este sim, um jogaço!

Por Juca Kfouri às 18h02

CPI da parceria Corinthians/MSI

Segundo a presidente da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados, Lídice da Mata (PSB), o que se revelou sobre a parceria Corinthians/MSI justifica a instalação de uma CPI na Câmara dos Deputados.

- É estarrecedor... pela dimensão, pelo nível das denúncias, é necessário uma CPI - opinou a deputada, ouvida pelo jornalista Bob Fernandes, co-autor da reportagem.

A entrevista completa está em http://terramagazine.terra.com.br/

Por Juca Kfouri às 14h02

É o mesmo Flávio Moreira mesmo

Flávio Moreira que aparece no relatório da Polícia Federal oferecendo seus préstimos a Renato Duprat para ajudar o Corinthians no Campeonato Paulista, é o mesmo que foi personagem central do escândalo da Máfia da Loteria Esportiva, desvendada por "Placar", em 1982.

Atualmente ele é o âncora da programação esportiva da rádio Cidade AM, de Fortaleza.

Segundo Paulo Pelaipe, diretor de futebol do Grêmio, e indicado por Moreira para que Duprat tomasse suas referências, o radialista cearense o procurou para oferecer meia dúzia de atletas, sem que qualquer negociação prosperasse.

Ou seja, além do mais, Moreira é empresário de jogadores.

Por Juca Kfouri às 13h30

Os jogos de hoje

A começar pela Seleção, às 17h, em Chicago, contra os Estados Unidos, de quem sempre se ganha, embora invariavelmente com dificuldade.

Sem treinar, não deve ser diferente hoje.

Seja como for, um jogo que opõe o campeão da Copa América ao campeão da Copa Ouro, sua equivalente na América Central e do Norte.

E com Ronaldinho e Kaká juntos desde o começo, apesar de, também, com a presença inusitada de Afonso, como titular.

Já pelo Brasileirão, cinco jogos, às 19h.

Dureza para os anfitriões.

O Goiás não será fácil para o Palmeiras no Palestra Itália, no clássico verde.

Nem o Corinthians para o cambaleante Paraná Clube, na Vila Capanema.

Assim como o Sport é favorito diante do América, no Machadão.

E o Botafogo, menos, contra o Náutico, nos Aflitos, parada dura.

Finalmente, só para não azarar o Flu (que não se dá bem neste blog quando apontado como favorito), digamos que não há favorito no jogo do Maracanã contra o Atlético Paranaense. 

Por Juca Kfouri às 12h39

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico