Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

29/09/2007

Noite pernambucana. E do Mengo

Com o estádio dos Aflitos apinhado, o Náutico simplemente deconheceu a existência do Atlético Paranaense e ganhou como quis, com três gols na primeira meia hora de jogo, com Marcelinho, Acosta e Felipe -- que voltou a marcar no segundo tempo, além de fazer mais um com Djair: 5 a 0.

O Timbu se distancia da Z-R e o Furacão se aproxima cada vez mais.

Mais ou menos como fez o Sport, mas no Pacaembu, diante do Corinthians.

O rubro-negro pernambucano também se deu bem nesta noite de sábado e jogou como se estivesse no Recife, consciente da inferioridade paulista.

Fez 1 a 0 no primeiro tempo num lance confuso que foi debitado na conta do alvinegro Iran e ampliou com Romerito, no segundo: 2 a 0.

Na estréia de Nelsinho Batista, o único susto que a equipe de Geninho levou aconteceu aos 40 do segundo tempo, quando Betão diminuiu.

No Maracanã, o Flamengo bateu no Galo 1 a 0, gol de Cristian, aos 30 do segundo tempo, de fora da área

Cariocas e mineiros fizeram um jogo de muitos erros, do árbitro, inclusive, que anulou um gol rubro-negro, no primeiro tempo, ao ver falta que, no mínimo, foi cometida pelos dois lados.

Com um jogo ainda a cumprir, o Fla também se livra da Z-R e deixa o Galo como o Furacão, por ali.

Pior só mesmo a situação do Corinthians, que não está por ali, está ali, desesperado, naquela base de mandar até o goleiro Felipe ir cabecear na área adversária.

Curiosidades do futebol nacional: no Pacaembu, 30.368 pagantes, mas apenas 21 mil presentes.

No Maracanã, 41.713 pagantes e 47 mil presentes.

Por Juca Kfouri às 19h05

28/09/2007

Carta de um timbu aos botafoguenses

Por ROBERTO VIEIRA

 

Caros amigos botafoguenses, 

Nós já passamos por isso.

Foi um pouco diferente.

Mas a ordem dos fatores não altera o produto.

Vai doer.

 Vocês vão deixar de ir a campo durante algum tempo.

E depois irão preencher as arquibancadas outra vez.

Porque as derrotas passam.

Mas sempre fica a paixão. Irracional.

Todos os times já viveram um dia assim.

O Corinthians nos anos 60.

O Fluminense na terceira divisão.

O Grêmio contra o Estudiantes de la Plata.

O Internacional no Gauchão de 62.

E algumas seleções também.

Como a Argentina contra a Colômbia: 5x0.

O Brasil contra Zidane.

Cuca já foi embora.

CALMA!

Nada de homicídios.

Fica a vergonha de sair de casa. De chegar no trabalho.

O riso dos vascaínos, dos flamenguistas, dos tricolores.

Porém nada melhor nessa vida que uma batalha depois da outra.

Escutem a voz da experiência.

Um grande abraço,

Dos seus amigos alvirrubros!

 

Por Juca Kfouri às 20h03

Por um Campeonato Brasileiro de Seleções Femininas

A CBF agora quer fazer uma Copa Brasil de futebol feminino.

Já é alguma coisa, mas é pouco.

Melhor seria, como prega Renê Simões, o técnico medalha de prata em Atenas, começar com um Campeonato Brasileiro de seleções estaduais.

Porque as federações recebem dinheiro da CBF e têm mais condições de montar times competitivos do que os incipientes clubes que dão espaço ao futebol das mulheres.

As federações estaduais faz tempo que não justificam existir e seria um bom caminho para que fizessem algo de útil.

Nos anos 50, o Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais foi importante fator para o desenvolvimento do futebol masculino nacional.

Por Juca Kfouri às 13h41

Do blog do Citadini, aos corintianos, apenas

Consenso ou disputa

Por ROQUE CITADINI

O Corinthians encontra-se em fase eleitoral, dando ensejo à discussão sobre qual o melhor, mais fácil e democrático método para escolha de sua nova direção.

É inegável que lançar várias chapas na disputa apresenta-se como o mais democrático caminho para resolver a escolha de dirigentes. Esta é uma histórica solução clássica e que tem sido aplicada em todo o mundo. Contra ela há o fato de acirrar a briga entre concorrentes e, no caso específico do Corinthians, sobressai ainda que a decisão será de um Conselho Deliberativo, com conhecida grande volatilidade. Ou seja, muda de opinião com grande facilidade em votações.

Vejam-se os últimos exemplos de decisões desse Conselho: com expressiva maioria aprovou a última parceria para, dois anos depois, unanimemente decidir pelo encerramento da mesma; elegeu por esmagadora maioria o presidente Dualib para, um ano depois, afastá-lo por unanimidade.

Nada disso, no entanto, retira o mérito de a disputa entre vários candidatos ser um instrumento democrático e positivo de decisão.

Quanto à candidatura de consenso, esta também, se consolidada sobre um programa consistente, que reúna as várias facções em disputa, também pode ser um instrumento democrático. Requer, no entanto, alguns requisitos para ser a melhor opção tanto para um País como para um Clube de Futebol, como o nosso. A candidatura consensual só surge em um cenário: quando a situação está muito ruim e o trabalho de reconstrução só pode ser realizado por ampla e sólida maioria.

Adotada em sitação de crise, só pode ser construída se estiver sustentada por um programa de mudanças, e em um quadro em que os principais contendores se desapeguem dos cargos em disputa.

Não se trata de buscar uma fórmula não democrática, mas sim de construir um quadro superior de consenso, sobre os problemas e suas soluções. Temos diversos exemplos de países, entidades, clubes, que, lançados em dramáticas situações, puderam debater e construir programas de recuperação e reconstrução, dentro de um projeto consensual.

Apenas para lembrar, cito o exemplo dramático vivido pela Inglaterra que, numa sucessão de péssimos acontecimentos, viu-se isolada na Segunda Guerra, diante de uma Alemanha quase vencedora, dona de quase toda a Europa e ameaçando invadir a Ilha, com segurança precária e praticamente incapaz de barrar o avanço alemão. O terrível quadro exigiu uma composição entre adversários históricos, colocando no mesmo gabinete Churchill, conservador nobre e reacionário, e do outro lado, Atlee, líder trabalhista e inimigo histórico dos conservadores, ligado a sindicatos que pregavam uma revolução quase bolchevique. Aquela aliança permitiu à Inglaterra resistir, tendo as duas alas contribuído consensualmente de forma magnífica para a virada na Guerra. Inclusive os trabalhistas, que controlavam sindicatos e trabalhadores, foram os responsáveis pelo rearmamento inglês em tão difícil hora.

Passando para os dias atuais e para nosso Clube podemos dizer - usando a mesma palavra - que nossa situação é dramática, vivendo o Corinthians um período de desconstrução poucas vezes visto em sua história.

É legítimo que cada grupo apresente seus candidatos. Eu mesmo estou envolvido com a candidatura de Paulo Garcia, como outros, legitimamente, trabalham por outros nomes. Nunca pensei, no entanto, que o simples lançamento de candidaturas fosse resolver problemas do Clube, tanto que, neste blog, reiteradas vezes, tenho sido instado a lançar-me como um candidato, como se essa fosse a pedra mágica que mudaria a situação do Clube.

Mas é inegável que, ao lado das candidaturas particulares de cada um, é relevante que se busque construir uma alternativa consensual, baseada num programa de reconstrução e modernização de nosso Clube. Para isso estão aí as duas situações que podem ajudar: a primeira, a caótica situação do Corinthians, que demanda rápida e inevitável solução; a segunda, o desprendimento dos candidatos que não estão meramente correndo atrás de postos.

Veremos, nos próximos dias, se dentro das grandes dificuldades vividas é possível construir uma saída que dê sólida maioria para que se faça a necessária reforma estrutural no Corinthians.

Vamos torcer e trabalhar, desejando que o caminho que venha a ser escolhido seja o melhor para o Clube.

http://www.citadini.com.br/

Por Juca Kfouri às 13h28

Homenagem a quem desconheço

Não conheço Manoel Renha, a não ser de nome, porque dirigente de futebol do Botafogo.

Acabo de ler que, indignado e envergonhado, ele se demitiu.

"Não poderia olhar mais na cara dos jogadores", disse.

O futebol brasileiro precisa de gente como ele.

Por Juca Kfouri às 13h23

Rodada complicada neste fim de semana

Talvez só haja dois jogos fáceis na 28ª rodada do Brasileirão: Cruzeiro e Figueirense, no Mineirão, e América e Palmeiras, no Machadão, ambos no domingo, às 18h10.

Os dois Palestras são favoritos disparados.

Botafogo e Goiás, às 16h do domingo, também seria um jogo para apontar o Botafogo sem dificuldades.

Mas depois do vexame no Monumental de Nuñez, é certo que o Maracanã estará vazio e disposto a ser implacável com os jogadores alvinegros, que merecem mesmo marcação cerrada.

Os outros sete jogos são de prognóstico complicado ou quase impossível.

Ou alguém confia cegamente no Flamengo contra o Galo, neste sábado, às 18h10, também no Maracanã?

Ou no Corinthians diante do Sport, no Pacaembu, mesmo sábado, mesmo horário?

O Náutico, que completa o começo da rodada, é verdade, pode ser apontado como favorito ao receber o Furacão nos Aflitos, mas com moderação.

Como o Grêmio, mesmo como visitante em Caxias do Sul, no clássico estadual que fará contra o desesperado Juventude, no domingo, às 16h.

No sul, aliás, no melhor jogo da rodada, no Beira-Rio, Inter e São Paulo, é impossível negar que os paulistas correm riscos, embora já estejam acostumados a se sair bem nessas ocasiões.

Como corre risco o Santos, mesmo na Vila Belmiro, ante o Vasco, cheio de moral.

E não peçam palpite para Paraná Clube e Fluminense, porque se o tricolor carioca é muito melhor, o paranaense joga suas últimas chances na Vila Capanema.

 

Por Juca Kfouri às 23h03

Dia de Marta

A Fifa deveria decretar que o dia 27 de setembro passa a ser o Dia de Marta.

Porque Marta não se marca.

Marta mata a bola como o quê.

Marta mete a bola onde quer.

Marta martela quem corre atrás dela.

Marta mistura Pelé e Mané.

Na Terra não há quem jogue como ela.

Dona Marta, Marta dona de talento sem igual.

Marta de Marte, a Marta é de morte, genial.

Por Juca Kfouri às 23h03

27/09/2007

Uma farsa chamada Botafogo

O Botafogo foi um vexame sem qualificação.

Marcou seu primeiro gol com Lúcio Flávio aos 20 minutos, que se aproveitou de uma das muitas bobeadas da ridícula defesa armada por Passarella no River Plate.

O River era só coragem e obrigava Max a fazer ótimas defesas.

Mas aos 31 não deu, na cabeçada de Falcao: 1 a 1.

Pior que, em seguida, Zé Roberto cavou uma estúpida expulsão.

E tome pressão, no fim do primeiro e no começo do segundo tempo.

Max se virava, se desdobrava e, aí, o River também teve um expulso.

Foi o bastante para o Botafogo dar dois ataques e fazer 2 a 1 no segundo deles, em jogada de Joílson para Dodô aproveitar, aos 20.

Parecia tudo liquidado.

Ainda mais que, em seguida, o River ficou com nove jogadores.

Mas não é que, no minuto seguinte à expulsão, Falcao chutou de fora da área e Max aceitou penosamente?

A torcida do River Plate que clamava pela cabeça de Passarella, passou a acreditar de novo e o Botafogo estava perdidinho.

A tal ponto que conseguiu levar o terceiro gol, de Ríos, aos 34, em desvio mal feito da zaga carioca.

Nove contra 10, mais de 11 minutos pela frente, o River foi à luta e apesar de dar espaços em profusão ao Botafogo, o time brasileiro nada fazia, além de um pênalti que o árbitro não viu.

E de conseguir a suprema proeza de levar o quarto gol, aos 46, Falcao, de cabeça.

O Botafogo além de perder um jogo imperdível,  não honrou seu nome, não teve inteligência, nem grandeza, nem alma.

Uma farsa.

Por Juca Kfouri às 21h19

Paz no Parque São Jorge

Neste momento, reunidos no escritório do economista e conselheiro do Corinthians, Luiz Paulo Rosemberg, os cardeais alvinegros estão selando o acordo em torno de um candidatura única para a presidência do clube.

Waldemar Pires, o presidente do período da Democracia Corinthiana, deverá ser o próximo dirigente máximo do clube, com a missão de conduzir as mudanças necessárias no estatuto e a reconstrução das demolidas finanças de Parque São Jorge.

Sem dúvida, uma luz no fim do túnel para a nação corintiana e uma prova de generosidade de todas as alas que abandonaram, pelo menos no momento, suas ambições individuais.

Por Juca Kfouri às 18h38

Flu enrascado

Na última terça-feira, o Fluminense Football Club foi excluído no Tribunal Regional do Trabalho do Ato Trabalhista fechado em 2003 pelo setor jurídico do clube.

Ato que protegia o Flu de penhoras dos credores, de dívidas trabalhistas, pois só retinha 15% dos valores recebidos pela instituição.

O ato, conseguido em juízo, no ano de 2003, permitia aos clubes (Fluminense, Flamengo e Botafogo) se organizarem de forma a equacionar suas dívidas e diminuir a fila de credores, facilitando um possível planejamento sem que o clube ficasse engessado financeiramente.

Mas nada foi feito e nenhuma providência tomada.

A atual gestão vinha usando os benefícios do Ato Trabalhista, e sua lista de credores aumentava a cada dia.

Agora, o TRT, ao tomar conhecimento do uso indevido do ato, somou os ativos e apenou o clube a pagar cerca de R$ 715 mil mensais nos próximos cincos anos.

Ou seja, teoricamente, as duas próximas gestões estarão comprometidas.

Com a palavra, o senhor presidente Roberto Horcades, candidato à reeleição, que nega as dívidas do clube, e diz que o Flu está superavitário.

Por Juca Kfouri às 15h34

Dunga convoca os de sempre

Saiu a lista do Dunga para as eliminatórias.

Nenhuma novidade, nenhuma surpresa, o mesmo grupo da Copa América e dos dois últimos amistosos.

Dá para se classificar para a Copa do Mundo com os pés nas costas.

Alguns dirão que a lista é "coerente".

Eu prefiro dizer que é teimosa.

Por, mais uma vez, não representar o que há de melhor em nosso futebol.

Essencialmente porque Rogério Ceni e Alexandre Pato continuam de fora.

Por Juca Kfouri às 15h12

Como em 2002, Brasil x Alemanha na final

Outra vez o continente asiático verá uma final de Copa do Mundo entre Brasil e Alemanha.

Se em 2002 o Japão recebeu a final masculina, agora, cinco anos depois, será a vez de a China receber a feminina.

Tudo porque as mulheres brasileiras despacharam as americanas num jogo que nem teve tanta fantasia.

Foi duro pegado, faltoso a tal ponto que no primeiro tempo houve cinco cartões amarelos (dois para as brasileiras) e um vermelho, este para os Estados Unidos.

Que já perdiam de 2 a 0 quando houve a expulsão, no fim dos 45 minutos iniciais.

O Brasil era melhor em campo, tinha sofrido, com Marta, um pênalti não marcado logo no começo do jogo e corrido riscos apenas duas vezes, em ótima defesa de Andréia em cabeçada à queima-roupa e numa cobrança de escanteio.

Em compensação, o Brasil criara ao menos três chances, duas delas, é verdade, graças aos erros da goleira americana, bizarra escolha de seu técnico, que barrou a titular Solo, linda, por sinal, para dar lugar à experiência de Scurry.

Na primeira, ela saiu mal do gol e Cristiane desperdiçou ao pé da trave esquerda.

Na segunda, o Brasil, com Marta, fez seu segundo gol, depois de bela jogada pela direita, dois dribles e um chute colocado, de esquerda, mas fraco, no canto, aos 27.

Sexto gol da melhor do mundo em cinco jogos, artilheira da Copa do Mundo.

Antes disso, aos 20, Formiga errou na batida de um escanteio e a volante Osborne mandou de peixinho para dentro do próprio gol.

Com uma jogadora a mais o Brasil reiniciou a partida disposto a liquidar a fatura e em menos de cinco minutos atacou três vezes com perigo.

Aos 10, enfim, o terceiro gol, em passe precioso de Formiga para Cristiane, que só teve o trabalho de finalizar.

Desenhava-se uma goleada e nem para fazer faltas as americanas tinham mais disposição.

Aos 14, Formiga meteu a mão na bola dentro da área, desnecessariamente, e a árbitra, da Suíça, também não deu.

Aos 32, Marta pintou e bordou pela esquerda, dentro da área com dribles típicos do futebol de salão e o Brasil quase fez o quarto gol.

Tinha espaço, também, para show.

Que culminou, aos 34, com um drible da vaca dado por Marta, de calcanhar, mais um drible numa adversária e o chute de direita para marcar 4 a 0.

O quinto gol só não saiu porque Cristiane ainda mandou uma bola na trave, aos 42.

Se viesse, igualaria a goleada na decisão do ouro do Pan-2007, quando as brasileiras arrasaram a seleção de universitárias americanas.

Se as alemãs se credenciaram ao bater as norueguesas por 3 a 0 na outra semifinal, as brasileiras faziam mais e diante das campeãs olímpicas.

E se no Brasil o futebol feminino é para poucas abnegadas, nos Estados Unidos há cerca de 20 milhões de praticantes.

Basta dizer que foi a segunda vitória brasileira diante das americanas em 23 partidas.

A primeira aconteceu 10 anos atrás, num amistoso no Canindé, por 1 a 0, e houve 18 vitórias das sobrinhas de Tio Sam, numa estatística que despreza o triunfo brasileiro no Pan-2007, por ser contra um time de estudantes. 

Domingo, às 9h, Brasil e Alemanha, atuais campeãs mundiais, decidem pela segunda vez uma Copa do Mundo de futebol.

As brasileiras marcaram 17 gols e sofreram dois e venceram suas cinco partidas.

As alemãs fizeram 19 e não sofreram nenhum, mas empataram, na primeira fase, com a Inglaterra.

As mulheres, que já estão na história com a medalha de prata em Atenas-2004, conduzidas por Renê Simões, são, no mínimo, vice-campeãs mundiais, comandadas por Jorge Barcellos.

Dá gosto ver.

Por Juca Kfouri às 09h52

Boa noite!

Vou dormir agora, cedo para os meus hábitos.

Vou dormir com as meninas da Seleção Brasileira na cabeça.

E vou acordar na China para vê-las tentar a façanha de derrotar os Estados Unidos, como mereceram em Atenas e a arbitragem impediu.

Por Juca Kfouri às 23h59

Dá-lhe, Botafuego!

Agora é com o Botafogo.

Hoje à noite, 20h30, no Monumental de Nuñez, diante do River Plate, a quem derrotou por 1 a 0 no Engenhão.

É empatar e garantir o 3 a 1 para o Brasil nos confrontos com a Argentina, porque se o Goiás se quedó eliminado pelo Arsenal, tanto o São Paulo como o Vasco fizeram a parte deles, exatamente pelo placar que precisavam contra Boca Juniors e Lanús.

Será o complemento ideal para as recentes vitórias nacionais nos embates entre as duas seleções mais poderosas da América, quiçá do mundo.

Por Juca Kfouri às 23h20

Está no 'Olé'

 

Adiós a la Copa

MARCA. Boselli intenta evitar el centro de Richarlyson. (EFE)

MARCA. Boselli intenta evitar el centro de Richarlyson. (EFE)

El equipo de Miguel Angel Russo no tuvo gol y se quedó afuera de la Sudamericana.

Aloisio anotó en el inicio de la segunda etapa y le dio a los paulitas el pase a cuartos de final, gracias también, al tanto convertido por Borges en La Bombonera.

El Xeneize intentó ir por el empate, pero chocó con el fondo local. En la próxima fase, los brasileños jugarán contra Millonarios o Colo

VASCO 3 – LANUS 0
Se acabó el sueño

El Granate necesitaba aguantar una ventaja de dos goles conseguida en el Sur, pero no pudo.

En Brasil, Leandro Amaral, quien abrió el marcador en la primera etapa, convirtió otra vez a un minuto del final y lo dejó afuera de la Copa Sudamericana.

Wagner Diniz marcó el tanto restante.

En cuartos de final, el conjunto carioca se medirá con el ganador de la serie entre Pachuca y América, ambos de México.

 

Por Juca Kfouri às 23h14

26/09/2007

Por una cabeza!

Foi um belo jogo, à altura de São Paulo e Boca Juniors e do Morumbi repleto, com 47 mil torcedores.

E que começou a todo vapor.

Com menos de um minuto, por pouco, os xeneizes não abriram o marcador.

Com menos de três, quase Leandro fez 1 a 0.

E com menos de cinco, numa cabeçada, outra vez por detalhe, os tricolores não saíram na frente.

Depois, o jogo entrou num ritmo mais normal, embora sempre bem jogado e disputado lealmente.

Dagoberto fez uma jogada de cinema pela esquerda, com três dribles secos no espaço de um lenço.

O Boca ameaçou mais uma vez e Alex Silva impediu o gol.

O São Paulo mais duas, numa delas em lançamento de Rogério Ceni mal aliviado pela defesa argentina e que Borges quase aproveitou.

Mas o primeiro tempo acabou sem gols.

Aloísio entrou no lugar de Borges e aos oito minutos aproveitou-se de uma bola dividida entre Dagoberto e um zagueiro, ganhou no corpo, matou no peito e encheu a rede do Boca ao pegar na veia, de peito de pé.

Valia a classificação.

Valia a vitória num confronto gigantesco, desses que não perdem em nada dos clássicos europeus.

O Boca foi à luta em busca do empate e obrigou Rogério Ceni a fazer boa defesa em cabeçada dele, Palermo, que sentia falta do companheiro Palacio.

O São Paulo respondia ao sufoco, mas perdeu Leandro por contusão e tinha Aloísio e Souza baleados.

Aos 31, a primeira jogada desleal, ao velho estilo Brasil x Argentina, entre Aloísio e um zagueiro adversário.

O São Paulo passou a apelar para faltas constantes, um perigo.

E num escanteio, quase o Boca empatou de cabeça.

Os desentendimentos entre os jogadores se sucediam e as bolas sobre a área brasileira também.

Um drama, um sufoco.

O pior é que o São Paulo não conseguia encaixar um contra-ataque sequer.

Na verdade, encaixou um, aos 46, mas Souza não aproveitou, porque o goleiro Caranta fez boa defesa.

Mas o jogo acabou com a vitória pela contagem mínima que, no caso, era o máximo.

Nas quartas-de-final, que agora é o que o menos interessa, o São Paulo deve enfrentar o Colo-Colo, que empatou com o Millonarios, 1 a 1, na Colômbia. 

O Boca Juniors estava devidamente derrotado e eliminado.

Valeu!

Por Juca Kfouri às 22h54

Adiós muchachos!

Mesmo sem jogar o que pode, o Vasco fez dois gols no Lanús, ambos aos 30 minutos.

Um em cada tempo, é claro.

O primeiro de Leandro Amaral, ao pegar rebote do goleiro em chute de Júlio Santos.

O segundo de Wagner Diniz, depois de bela tabela com Leandro Amaral, entre as canetas do goleiro.

E, aos 45, depois de muito pressionar, Alan Kardec ganhou pelo alto e Leandro Amaral fez o terceiro gol, o gol da classificação que parecia improvável.

Brilhante!

O próximo adversário deve ser o América mexicano, que ganhou o primeiro jogo do Pachuca por 4 a 1.

Porque os muchachos do Lanús já eram.

Por Juca Kfouri às 22h47

Roberto Dias, um zagueiro como poucos

Morreu Roberto Dias, um dos mais finos zagueiros que vi jogar.

Defendeu o São Paulo numa época em que o tricolor, mais preocupado em construir o Morumbi, não ganhava títulos.

Mas Roberto Dias ganhava o respeito do mundo do futebol, por sua excelência.

Com ele, que era admirado até pelos adversários, morre, também, um pouco de minha infância e adolescência.

Por Juca Kfouri às 20h59

O começo do fim

Por ROBERTO VIEIRA

Os EUA estão invictos há 51 jogos no futebol feminino com sua equipe principal.

Como os húngaros na final da Copa de 1954 estavam invictos há 30 e tantos jogos.

Antes disso só haviam perdido para a Áustria. Em abril de 1950.

E depois da final de 54 só foram perder de novo em 1956. Para a Turquia.

As vitórias foram a sua derrota.

Mas que mal existe em vencer?

Nenhum.

Mas ninguém vence para sempre.

De repente bate um tédio. Uma sensação de que não adianta ser Super-Homem se não houver um Lex Luthor.

E você quer ser apenas um sujeito normal.

A vitória já não te traz nenhum prazer.

Apenas a derrota pode resgatar a velha alegria.

A dor. Como era sentir dor?

Assim é o ser humano. Contraditório.

Um Doutor Fausto.

Ele deseja o quintal do vizinho.

Mesmo que ele habite o jardim do Éden.

Assim terminam os impérios.

De tédio.

Quase a suplicar que os bárbaros invadam as suas terras.

Para que nos encontros com o analista exista alguma tragédia pra contar.

Amanhã talvez seja o dia.

Porque verdade seja dita.

Marta joga muito mais bola que Fritz Walter e Helmut Rahn.

Juntos.

Por Juca Kfouri às 13h22

Lavagem de dinheiro e o futebol

Eis a proposta do presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol, Rubens Approbato Machado, de artigo que trate de lavagem de dinheiro no Código Brasileiro de Justiça Desportiva:

"Disputar competições, partidas, provas ou o equivalente na respectiva modalidade desportiva, com recursos advindos de atividades ilícitas como definidas na Lei 9.631, de 3 de março de 1998.

PENA: Perda de pontos em disputa a favor dos adversários; suspensão da competição e descenso para divisão inferior àquela da qual esteja disputando. Na reincidência específica, eliminação definitiva."

Por Juca Kfouri às 09h37

Um clássico que vale por si só

O que menos importa hoje é saber quem vai ganhar a Copa Sul-Americana.

De minha parte torço para que seja o Botafogo, que teria muito mais a ganhar do que, por exemplo o Vasco (embora também ande necessitado) ou o São Paulo, que definitivamente não precisa.

Mas que precisa ganhar do Boca Juniors no Morumbi.

Para começar a comemorar seu pentacampeonato brasileiro com pompa e circunstância.

Porque está ficando muito chata essa história de o Boca eliminar os brasileiros sempre que os encontra.

Aliás, o São Paulo nem precisa eliminar o Boca.

Basta vencê-lo, por 3 a 2, digamos.

Mas tem de vencê-lo.

Se será eliminado com uma vitória dessas ou adiante pouco importa.

Importa que ganhe hoje à noite neste jogo que soma seis títulos mundiais.

Noite de gala do futebol internacional em solo brasileiro. 

Por Juca Kfouri às 23h23

25/09/2007

Rir ainda é o melhor remédio

Por Juca Kfouri às 16h55

Vergonha na Arena

Arena da Copa ou da Idade Média?

Da Redação do FutebolPR



CURITIBA - A Arena da Baixada é o estádio paranaense que compete para conseguir sediar jogos da Copa de 2014. Em apresentação aos fiscais da Fifa, no início deste mês, o Atlético a mostrou como um pedaço do paraíso. No entanto, se os mesmos fiscais estivessem no palco do clássico de domingo, teriam observado uma frestra do inferno. Pelo menos na área reservada ao Paraná Clube.

No local, todos os conceitos apregoados pela Fifa, para um estádio sediar jogos de uma Copa, foram jogados no lixo. A começar pela entrada dos tricolores na Arena. O acesso virou um corredor polonês, com torcedores sendo agredidos por seguranças particulares do Atlético e por policiais militares.

Além disso, o Estatuto do Torcedor foi rasgado. Por lei, 10% da capacidade do estádio deve ser destinada à torcida do time visitante. Com fitas e cordas, o Atlético demarcou um quadrilátero para fechar o cerco aos torcedores do Paraná, que não chegavam a mil presentes na Arena.

Dentro do estádio continuaram as transgressões ao fair play - filosofia difundida pela Fifa. Os tricolores não tiveram acesso aos banheiros da Arena. Foram instalados três banheiros químicos para os torcedores visitantes. Também lhes foi proibido acesso aos bares do estádio. Um quiosque para venda de bebidas substituiu a praça de alimentação.

A intimidação também acompanhou os tricolores enquanto eles estiveram na Arena. Policiais armados com revólveres - a Fifa recomenda uso de armamento apenas no entorno dos estádios - e seguranças monitorando a torcida visitante fizeram parte do espetáculo oferecido pelo Atlético aos rivais.

Não é de hoje que torcedores adversários enfrentam métodos medievais na Arena. Nas decisões estaduais de 2004 e 2005, os do Coritiba também tiveram problemas, assim como os do Paraná em duelos recentes. Da mesma forma, não se trata de um privilégio exclusivo do estádio do Atlético. Outras praças esportivas pelo Paraná e pelo país afora tratam mal seus visitantes. A diferença é que elas não são candidatas a sediar uma Copa. A Arena da Baixada é.

Por Juca Kfouri às 11h38

A Batalha de Itararé corintiana

A Batalha de Itararé é aquela que não houve, como sabem os que estudaram História do Brasil.

Batalha que não foi travada durante a Revolução de 30 porque o presidente Washington Luís renunciou horas antes de ela acontecer.

Algo parecido com a "confissão" do ex-presidente corintiano Alberto Dualib sobre o título brasileiro de 2005, que teria sido "roubado", segundo suas palavras gravadas pela Polícia Federal, e editadas fora de contexto pela TV Record e, vi agora (12h58 desta terça-feira, dia 25 de setembro), também pelo "Jornal Nacional", da TV Globo.

Ouvi ontem a conversa inteira na redação da CBN e nela Dualib orienta Renato Duprat, que estava em Londres, a dizer aos investidores da malfadada MSI que Kia Joorabchian jogava dinheiro fora e que até o título brasileiro só tinha sido conquistado por causa da anulação dos 11 jogos, sem o que o Inter teria sido o campeão.

Era mais uma tentativa de desmoralizar o parceiro e nem se trata de trecho que já não fosse do conhecimento de quem tem o material há tantos dias.

A CBN resolveu não publicá-lo, no que pode até ter sido uma decisão infeliz, por considerar que não era relevante, era apenas mais uma demonstração das intrigas entre os parceiros, sem nenhuma importância maior para mudar o curso da história ou obrigar a Justiça esportiva a se manifestar.

O que não invalida a discussão essencial: dinheiro sujo não é como o doping?

Ouça nos endereços abaixo e conclua você mesmo:

http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/especiais/escandalocorinthians.asp

http://www.clicrbs.com.br/especiais/diversos/43podcastescanteio24092007.mp3

Por Juca Kfouri às 00h37

24/09/2007

Mais uma roubada de Dualib

"Nos últimos cinco jogos, nós tínhamos 14 pontos na frente e chegamos, entendeu, um ponto só. Roubado."

"Se não tivesse a anulação de 11 jogos, nós estávamos fora. Porque campeão de fato e de direito seria o Internacional."

Eis aí as duas edificantes frases de Alberto Dualib, ditas ao seu braço direito, Renato Duprat, gravadas pela PF e divulgadas ontem pela TV Record.

Ambas revelam seu desencanto com a MSI, que acusava de tê-lo traído.

Em relação à segunda frase, a decisão de anular os jogos não dependeu ou teve alguma a coisa a ver com ele.

Mas, como se fosse um torcedor qualquer e não o responsável pela parceria, na segunda frase, desqualifica a MSI até em relação ao título brasileiro de 2005.

Comete vários erros como ao dizer que o Corinthians estava 14 pontos adiante do Inter ao faltarem cinco rodadas (estava seis) e ao dizer que terminou apenas um ponto na frente, quando foram três.

Quando diz "roubado", verbaliza aquilo que todo torcedor diz quando se vê um erro tão crasso como o cometido no pênalti não marcado sobre Tinga (e, ainda por cima, sua expulsão por simulação), mas que não significa que o deplorável Márcio Rezende de Freitas tenha sido comprado.

Ou significa?

Se sim, o STJD tem tudo para reabrir a questão para, pelo menos, apurar.

Só que é claro que Dualib dirá que era uma conversa informal, coisa de torcedor, blablablá.

Não parece óbvio que a legislação esportiva precisa ter um artigo que puna quem usa dinheiro sujo?

Por Juca Kfouri às 13h09

Alice e Tibicuera

Por ROBERTO VIEIRA

Pude observar uma profunda inquietação com o destino da Alice da crônica ‘Filho Pródigo’.

Crônica essa que enviei como presente ao Juca e ele me surpreendeu publicando.

No que tomei um susto.

E depois me emocionei com os elogios.

Escrevi nos comentários, mas como alguns não leram aqui seguem os fatos.

Dona Alice vai bem. Casou anos depois com um torcedor do Santa Cruz. Contra a vontade do pai. Mas depois que chegaram os netinhos pai e genro ficaram amigos. Hoje a família se divide entre rubro negros e tricolores. Igualmente.

O pai alvirrubro veio a falecer anos depois. Em 1968 ano do Hexa. Morreu feliz.

Seu filho ontem estava no Estádio dos Aflitos. Quando o Náutico fez o segundo gol ele foi o único torcedor do Náutico que não comemorou. Ficou sentado na arquibancada enxugando uma lágrima que teimou em cair naquele instante.

Por um instante eu imagino que pai e filho voltaram a se abraçar, pois do lado dele estavam seus filhos.

Tibicueras* modernos.

Quanto à grafia ‘Esporte’ que também foi questionada eu devo responder que sou um escravo do tempo. Em 1951 era assim que o Sport gostava de ser chamado. Os jornais e seus torcedores só escreviam Esporte.

Respeitei o tempo, este senhor de mil faces e insondáveis vontades.

Parabéns caro Juca pelo aniversário do Blog. Pela netinha.

Vamos todos nós amarmos nossos pequenos Tibicueras.

Nos estádios e na vida.

PS: *Érico Verissimo é fundamental!

Por Juca Kfouri às 10h30

Parabéns pra você!

Este nosso blog comemora hoje seu aniversário de dois anos.

E ainda hoje deve chegar aos 25 milhões de visitantes, além de mais de 262 mil comentários aprovados.

Por qual motivo o dono do blog não sabe, pois até hoje se assusta com o movimento, razão pela qual virou um verdadeiro escravo dele.

E, além de agradecer a todos que o prestigiam a ponto de fazê-lo o maior dentre os de jornalistas na blogosfera, se desculpa pelas poucas respostas aos comentários.

É que falta de tempo, já que o blogueiro trabalha sozinho e tem inúmeras outras atividades, além de uma família, em vias de crescer mais uma vez com nova netinha, para curtir.

Gracias muchas!

Por Juca Kfouri às 09h15

23/09/2007

Diminui a luta pelo G-4 e aumenta para fugir da Z-R

O clube dos que lutam pela Libertadores diminuiu e se limita a seis times: Cruzeiro, Grêmio, Palmeiras, Santos, Botafogo e Vasco, os cinco últimos na casa dos 40 pontos.

São Paulo e Fluminense já estão classificados, como se sabe.

O equilíbrio do Brasileirão é tamanho que o Inter, em nono lugar, está mais perto da Z-R do que do G-4, três pontos apenas acima do Corinthians, o primeiro dos últimos, quatro pontos atrás do Vasco, o último dos primeiros.

Para fugir do rebaixamento a luta é de 11 times, com o América já condenado e o Juventude por um fio.

A 27a. rodada teve apenas 23 gols e público médio de 21.956 pagantes, bem boa para os nossos padrões.

O Morumbi, no sábado, teve o melhor público, com quase 44 mil torcedores e Caxias, com 6 mil, teve o pior.

Por Juca Kfouri às 19h32

Furacão sobre o Paraná

Dois gols de Marcelo Ramos, aos 21 e 32 do primeiro tempo, um gol de Negette, aos 23 também do primeiro tempo, Furacão 2, Paraná Clube 1.


Só vi os gols e só sei que o Atlético teve um alívio enquanto o rival se complica cada vez mais.

Por Juca Kfouri às 19h09

O melhor é o Flu

O mau futebol dos jogos da tarde foi substituído por bom futebol à noite também no Maracanã. 

O Botafogo era melhor na tábua de classificação e em campo.

Era.

Porque no primeiro chute ao gol dado pelo Fluminense, aos 4, em chute cruzado de Tiago Neves, Leandro Guerreiro cortou para dentro de seu próprio gol.

O Botafogo continuava melhor em campo, com domínio do jogo, mas sem grandes ameaças.

E o Flu, que não tinha nada com isso, atacou de novo, aos 17.

A defesa botafoguense não conseguiu aliviar uma bola que caiu no pé direito de David que, da entrada da área, fuzilou para fazer 2 a 0.

O Botafogo era melhor?

Pois o Flu ganhava de 2 a 0 e assumia o quinto lugar na classificação, à frente do Botafogo e do Vasco.

Sim, o Fluminense já era o primeiro dos cariocas.

E depois do segundo gol, mandou no jogo, só não ampliando ainda no primeiro tempo por mero detalhe.

Como sempre acontece nessas circunstâncias, quem está perdendo vem com tudo para tentar reagir e quem está ganhando trata de explorar o desespero adversário, em contra-ataques para matar a partida.

E por pouco, numa bobeada do goleiro Roger, Somália não matou logo aos 10 minutos.

O Flu era melhor, muito melhor em campo.

Mas, aos 23, a melhor defesa do jogo, de Fernando Henrique, em cabeçada fulminante de Dodô.

Que não alterou nada, enfim.

Porque o Flu agora é o rei do Rio.

Por Juca Kfouri às 19h06

Cruzeiro cala São Januário

O mau futebol dos jogos da tarde foi substituído por bom futebol à noite, em São Januário.

Vasco e Cruzeiro fizeram um primeiro tempo de ficar com a respiração presa.

O Vasco foi para cima desde o começo, mas se esqueceu do talento mineiro lá na frente.

E por muito pouco não tomou o primeiro gol quando Marcelo Moreno chutou por cima da pequena área.

Não demorou muito para Maicosuel enfileirar a defesa carioca e dar para Ramires abrir o placar, aos 15.

O toque de bola do Cruzeiro prevalecia diante da luta vascaína.

Que quase empatou num lance incrível, aos 30, quando Leandro Amaral carimbou o travessão e Fábio fez milagre no rebote de Rubens Júnior.

O jogo era bem bom, com os dois times em busca de mais gols.

E assim continuou na segunda fase.

O Cruzeiro tentando impor sua técnica superior, o Vasco sem esmorecer.

Lenadro Amaral e o goleiro Fábio travaram um duelo particular, em dois chutaços do artilheiro bem defendidos em seqüência.

Já Fernandinho bateu falta no travessão de Silvio Luiz, aos 9 minutos.

O Cruzeiro envolvia o Vasco, que abusava das faltas.

Aos 28, outra bola no travessão vascaíno, agora numa cabeçada de Guilherme.

A torcida vascaína pegava no pé do time.

E Tiago Martinelli, aos 30, se aproveita para fazer, de cabeça, 2 a 0, com absoluta justiça.

Aos 32, outra vez na pequena área, Leandro Amaral manda por cima do gol.

O Cruzeiro está como era o SBT, líder disparado do segundo lugar, com todos os méritos, diga-se, sete pontos adiante do Grêmio.

Por Juca Kfouri às 19h03

Limão, Timbu e mais nada

Não fosse pela atuação do goleiro Felipe e o Palmeiras teria goleado o Corinthians, que não exigiu quase nada de Diego Cavalieri.

E o arqueiro corintiano começou a operar desde o começo do jogo, tamanho o domínio do time de camisa limão que fez a limonada de que precisava no Morumbi.

Nen fez o gol palmeirense, de cabeça, em cruzamento de Caio, aos 14 do segundo tempo, quando o time já merecia vencer, no mínimo, por 3 a 0.

O Palmeiras tem dois goleiraços, tem Martinez, Valdívia, alguma coisa que poderia estar nos velhos esquadrões alviverdes.

Já o Corinthians tem só Felipe.

Se não cair já terá feito muito.

Como o Flamengo, que embora prejudicado pela arbitragem, ou por isso mesmo, na anulação de um gol legal de Léo Moura, não passou de um dramático 2 a 2 com o Juventude, num gramado encharcado em Caxias do Sul.

O gol mal anulado serve apenas como mais um argumento para aqueles que imaginam que a arbitragem não deixará o Flamengo, ou o Corinthians, cair.

Porque para não cair é preciso fazer o que o Náutico está fazendo, em impressionante reação, como o Sport comprovou nos Aflitos, 2 a 0 para o Timbu com dois gols de Júlio César, um em cada tempo.

E não fazer como o Galo, quase novamente derrotado no Mineirão.

O Galo perdeu pênalti com Marinho no primeiro tempo, tomou dois gols de cabeça do Inter, de Gil e Fernandão, no segundo e empatou no finzinho, 2 a 2, gols de Leandro, aos 42, também de cabeça, e de Vanderlei, aos 44.

É claro, um empate com sabor de vitória, mas que não refresca muito a situação atleticana.

Por Juca Kfouri às 17h01

Brasil na semifinal. Com sofrimento

O que parecia uma festa, virou um drama.

A Seleção Brasileira saiu na frente da australiana com um golaço de Formiga, de fora da área e por cobertura, logo aos 4 minutos de partida.

E ampliou com Marta, de pênalti, em bela jogada de Renata Costa, aos 22, derrubada depois de roubar a bola de uma adversária.

A goleada estava anunciada, até porque um pouco antes Marta havia desperdiçado uma grande chance de gol.

As meninas trocavam bola de pé em pé com segurança e beleza.

Mas, aos 35, a mesma Renata Costa deu uma de Clodoaldo na final da Copa de 1970 e numa recuada de bola em falso proporcionou, a De Vanna, a diminuição da vantagem.

O time sentiu, talvez porque havia tempo que não sofria um gol.

Os passes começaram a sair errados e nem mesmo o intervalo serviu para acalmar as coisas.

E a queda de rendimento se acentuou aos 22 quando, numa bola aérea, Andréia não conseguiu socar a bola que da cabeça de Colthorpe morreu na rede brasileira: 2 a 2.

Nem as australianas pareciam acreditar, mas a verdade é que elas tinham os nervos mais no lugar.

Para felicidade geral da nação (a brasileira, é claro), aos 30, Cristiane recebeu na altura da meia lua, livrou-se de uma marcadora e, de virada, mandou no ângulo, em outro gol sensacional.

Oito minutos depois, Marta cobrou falta no travessão.

As brasileiras retomavam o comando do jogo, mas não conseguiam garantir o resultado que as levaria às semifinais, diante dos Estados Unidos, na próxima quinta-feira.

Tanto que, aos 45, por pouco não aconteceu novo empate, com a Austrália mandando por cima uma bola chutada da marca de pênalti, embora, no contra-ataque seguinte, por muito pouco o Brasil não aumentou.

Ufa!

Bola para derrotar as poderosas americanas, as brasileiras, sem dúvida, têm.

Resta saber se terão nervos, se serão capazes de controlar a ansiedade, porque, daqui para frente, a Copa do Mundo muda de patamar, com Alemanha e Noruega na outra semifinal, tudo cobra criada.

Por Juca Kfouri às 09h51

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico