Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

06/10/2007

Pra corintiano pensar na cama

Amanhã, pela manhã, as avaliações dos sete jogos dominicais.

Antes, uma reflexão para os corintianos pensarem antes de dormir:

no sábado que vem, 13 de outubro, fará 30 anos que o Corinthians enterrou uma era de 22 sem títulos.

Pois este 2007 pode marcar, também, como o ano em que os três maiores rivais do Corinthians se garantiram na Libertadores, com um deles, o São Paulo, pentacampeão brasileiro.

De quebra, a Portuguesa pode voltar à Primeira Divisão.

E se não bastasse, o Corinthians pode cair para a Segunda.

É para dormir ou ter pesadelos?

De minha parte, mais cedo do que o habitual, tentarei dormir.

E prometo virar a boca pra lá.

Por Juca Kfouri às 22h32

Cai o Grêmio diante de um Palmeiras imponente

Foi até mesmo impressionante.

O Palmeiras aprisionou o Grêmio em seu próprio campo até fazer 2 a 0 sem maiores dificuldades e sem sofrer nenhuma ameaça.

Rodrigão quase abriu o placar aos 9, em excelente defesa de Saja.

Que falhou na cobrança de falta de Caio, aos 12, e aceitou o primeiro gol alviverde.

Caio derrubava o Grêmio.

E Saja teve teve de aceitar, 10 minutos depois, outro gol, o de Rodrigão, aí sem culpa alguma.

Aliás, gol fruto de jogada lindíssima entre Rodrigão, de calcanhar, e Valdívia, que devolveu para o centroavante desencantar e marcar seu primeiro gol em oito jogos com a camisa palmeirense.

Por ironia, gols de dois ex-colorados, para atazanar ainda mais a vida gremista, que não apareceu em Palestra Itália a não ser numa cabeçada fortuita de Jonas.

Caio, jogando muito, ainda mandou outra cobrança de falta na trave de Saja, aos 32

Dois a zero era justo e era até pouco quando terminou o primeiro tempo, de absoluta superioridade verde, quer dizer, limão, que está dando sorte, que está dando certo.

No Grêmio, digno de nota, só mesmo o garoto Anderson Pico, que dá mostras de ser uma nova revelação para a lateral-esquerda, atrevido que é, assim como habilidoso.

O tricolor voltou mais vivo e, não fosse por Diego Cavalieri, Tuta quase diminui aos 10.

O Grêmio se servia em Valdívia e ninguém era expulso, embora os cartões amarelos se sucedessem.

Mais de 22 mil palmeirenses ainda puderam vibrar com o gol do empate do Botafogo diante do Santos, o que lhes daria o terceiro lugar, não fosse o gol no finzinho dos peixeiros.

E o Grêmio, em 15 jogos fora de casa, ganhou apenas quatro, o que é preocupante, caiu para o quinto lugar.

Por Juca Kfouri às 19h09

Náutico, é claro!

A vítima da vez foi o Juventude, que saiu derrotado ainda no primeiro tempo, por 2 a 0, gols de Geraldo, de pênalti, e Ferreira, de calcanhar, no primeiro e no antepenúltimo minutos dos 45 iniciais.

Os gaúchos ainda diminuiram aos 15, com Vanzini. de cabeça..

Nem deviam cutucar o Timbu com vara curta.

Porque logo em seguida, aos 21, Geraldo, outra vez, marcou para o alvirubro ao receber de Marcelinho na cara do gol: 3 a 1.

E Felipe não deixou por menos, ao fazer 4 a 1, da entrada da área, aos 39, 53o. gol do Náutico, segundo melhor ataque do Brasileirão.

O Náutico não cairá e o Juventude, é quase certo, irá para a Série B. 

Por Juca Kfouri às 19h07

Santos no finzinho, outra vez!

Botafogo e Santos não comoveram ninguém no Engenhão no primeiro tempo, com poucas oportunidades e jogo burocrático, além de brusco, com carrinhos para cá e para lá e os devidos cartões amarelos na mesma medida.

Por isso, Juninho não enfrentará o Vasco e Adaílton e Dionísio não enfrentarão o Palmeiras nos clássicos estaduais do próximo fim de semana.

Mas a toada do Santos era aquela de sempre, melhor no gramado e se fingindo de morto.

O que deu certo logo aos 6 minutos do segundo tempo, em falta mandada no ângulo por Rodrigo Tabata.

O Botafogo que corresse atrás de minimizar o prejuízo, coisa que parecia não ter força para fazer.

Marchava para a quarta derrota seguida, a terceira sob o comando de Mário Sérgio.

Só que o Santos recuou demais e depois de um jogada toda errada de Reinaldo, Dodô consertou tudo e empatou: 1 a 1.

Aos 26, Fábio Costa evita a virada em petardo de Alex.

O Engenhão voltava a se empolgar, esperançoso.

Mas, aos 44, quase como no Mineirão contra o Cruzeiro, Kléber e Renatinho tabelaram e Renatinho deu a vitória ao Santos.

Por Juca Kfouri às 19h06

Na 'Folha', de hoje

Dualib apóia Andrés para buscar alívio

DA REPORTAGEM LOCAL

Andrés Sanches lançou sua candidatura à presidência do Corinthians anteontem e ganhou oficialmente dois aliados para a disputa com Paulo Garcia na próxima terça-feira.

Alberto Dualib e Nesi Curi telefonaram a membro do Cori (Conselho de Orientação) e disseram que estão com Andrés.

Dualib declarou acreditar que a vitória dele pode ajudá-lo a resolver sua situação no clube.

Réu na Justiça Federal em processo por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha e acusado de irregularidades em sua gestão por comissão do clube, Dualib pode perder a condição de sócio em caso de processo administrativo.

Nesi tem pedido votos para Andrés, que chegou a se encontrar com o ex-vice, que também renunciou, no escritório do ex-presidente Wadih Helu nesta semana.

Nesi quer voltar às categorias de base.

Andrés tem dito que não conversou com nenhum dos dois sobre eleições.

No coquetel de lançamento de sua candidatura, um dos netos de Dualib, Ciro, estava presente.

No programa de Andrés, há a criação de empresa para revelar atletas ao clube e vendê-los.

O negócio teria investimentos de cotistas, seria lançado na Bolsa de Valores e registrado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Caso ele seja eleito, há quem defenda que esse projeto deva ser submetido ao Cori e ao Conselho Deliberativo.

Por Juca Kfouri às 10h14

E boas leituras!

http://oblogdoroberto.blog.terra.com.br/

Se você, como eu, gosta dos textos de Roberto Vieira que este blog tem publicado, saiba que tem muito mais no blog dele, recentemente no ar.

Passe por lá sempre.

Vale a pena.

Por Juca Kfouri às 10h08

05/10/2007

Só o Náutico é favorito neste sábado

Três jogos neste sábado, todos às 18h10, e só um favorito, o Náutico, nos Aflitos, diante do Juventude.

Mas, cuidado, os gaúchos acabam de surpreender o Vasco em São Januário.

Como é desnecessário dizer que os gaúchos do Grêmio têm todas as condições de ganhar do Palmeiras, mesmo no Palestra Itália, embora, é óbvio, as chances do Palmeiras não sejam menores.

Menores são as possibilidades do Botafogo, no Engenhão, contra o Santos.

São menores e são as últimas, apesar de o Santos correr o risco de ser a vítima ideal para a recuperação botafoguense.

Sim, de acordo, mais em cima do muro, impossível.

Por Juca Kfouri às 14h48

A camisa da nossa aldeia

Por ROBERTO VIEIRA

O jornal inglês The Times escolheu esta semana a mais bela camisa na história do futebol.

Deu a camisa do Brasil na Copa de 70.

Amarela.

Inesquecível.

Porque esquecível era a branca da Copa de 50.

Muito britânica para nosso país tropical.

Ou a azul da final na Copa de 58.

Um mero acaso crômico.

O nosso amarelo apaixonou os telespectadores de todo o mundo.

Pelo inusitado nas Tvs em cores.

Porém muito mais pela genialidade dos que vestiam o manto sagrado.

Pelé, Tostão, Rivelino, Carlos Alberto, Beethoven e Leonardo da Vinci, entre outros.

Em segundo lugar deu o branco Real Madrid.

Imaginem se eles conhecessem como nós conhecemos o branco do Santos?

E comparar Canário, Kopa, Puskas, Di Stéfano e Gento com Dorval, Mengalvio, Coutinho, Pelé e Pepe pode render uma boa conversa.

Mas é um pecado com a arte.

Em quarto a Holanda. Uma injustiça.

Camisa e futebol revolucionários. Como se Van Gogh decidisse inventar um uniforme.

E a Holanda perde o terceiro lugar para a... Itália na final de 70.

Não entendi.

Ficaram para trás a celeste olímpica, a diagonal do River Plate, o balé azul do Millionarios e a grená do genial Torino.

A camisa do Flamengo é a única de um clube brasileiro. Aparece em quadragésimo-oitavo lugar.

Tudo muito bom, tudo muito bem.

Porém quem ama só enxerga o seu amor.

Em cada torcedor a camisa mais bela é aquela do seu clube.

Pode ser velha. Desbotada.

Rasgada.

Porque como resumiria Fernando Pessoa, que não curtia futebol, mas ainda assim batia um bolão:

‘Nenhuma camisa é tão bela quanto a camisa do time de nossa aldeia’

Por Juca Kfouri às 10h12

Copa Sul-Americana

O Vasco terá o América, do México, parada dura, e o São Paulo o Millonarios, da Colômbia, nas quartas-de-final da Copa Sul-Americana.

Os colombianos eliminaram o Colo-Colo, em Santiago, nos pênaltis, depois de 1 a 1 no tempo normal, mesmo resultado da partida em Bogotá.

Vasco e São Paulo, se passarem, se enfrentarão nas semifinais.

São Paulo e Vasco terão a altitude de Bogotá (2640 metros) e da Cidade do México (2240) pela frente.

Por Juca Kfouri às 23h48

Nada como um dia após o outro

Confesso minha perplexidade.

Depois de garantir que com Andrés Sanchez não dava mais, eis que o economista Luiz Paulo Rosemberg voltou ontem à noite ao grupo do candidato e apresentou seu plano, que é bom, para recuperar as finanças corintianas.

Como se vê, muda-se de idéia como de camisa, embora, no caso, Rosemberg possa dizer que de camisa não mudou.

Por Juca Kfouri às 23h38

A torcida carrega o Mengão

A torcida do Flamengo bateu outra vez o recorde de público do Brasileirão-2007 e o Flamengo bateu no líder, que não perdia há 16 rodadas.

Nada menos que 59.098 pessoas pagaram para ver o gol de Ibson, no segundo tempo, o gol que deu a vitória ao rubro-negro no Maracanã.

Outros nove mil não pagantes também comemoram o décimo gol sofrido pela defesa do São Paulo, que permanece 12 pontos à frente do segundo colocado, o Cruzeiro.

A média de público desta 29a. rodada, que teve apenas 23 gols, ficou em 16.086 torcedores por jogo.

Das seis partidas com mais público no Brasileirão sabe em quantas tem Flamengo?

Não, não sabe?

Arrisca um palpite?

Nas seis!*

O que torna ainda mais inexplicável a má situação econômica do clube da Gávea.

Se foi novidade a quarta derrota do São Paulo, novidade igual foi a quarta vitória do América, que derrotou o ameaçado Paraná Clube por 3 a 2, em Natal.

Havia 15 rodadas que o Mecão não ganhava uma partida.

O campeão mundial Inter ficou no 0 a 0 com o Figueirense, em Florianópolis, e está apenas três pontos acima da Z-R, embora no domingo receba exatamente o já rebaixado América.

No domingo tem Fla-Flu para outra festa no Maracanã.

E tem São Paulo e Corinthians no Morumbi, com a promessa dos tricolores de fazer o desesperado alvinegro pagar pelo que não fez.

*Veja abaixo o que faz a nação rubro-negra no Maracanã, mesmo com o Flamengo longe de disputar o título.

1o.) 59.098 Flamengo 1 x 0 São Paulo

2o.) 51.552 Flamengo 1 X 1 Sport 

3o.) 49.828 Fluminense 0 X 1 Flamengo

4o.) 49.495 Flamengo 1 X 1 Vasco 

5o.) 45.445 Botafogo 1 X 1 Flamengo

6o.) 44.920 Flamengo 3 X 1 Goiás

Por Juca Kfouri às 23h07

04/10/2007

Deus salve o América

Não vi nem o jogo de Floripa nem o de Natal.

Só sei que errei todos os palpites desta quinta-feira.

Porque o América venceu o Paraná Clube, que parece mesmo querer cair, por 3 a 2, e Figueira e Inter ficaram no 0 a 0, ruim para os dois.

Foi a quarta vitória americana no Brasileirão na noite da quarta derrota são paulina no campeonato.

Por Juca Kfouri às 21h36

Cai o líder. Até o Cristo Redentor comemora

O primeiro tempo no Maracanã teve três tempos.

Até os primeiros 10 minutos só deu Flamengo, embalado pela massa que dava espetáculo belíssimo nas arquibancadas.

A primeira aparição do goleiro Bruno se deu aos 11, numa bobagem dele por sinal, ao mandar para escanteio uma bola dominada.

O Flamengo tinha preocupado pelo menos duas vezes a defesa do São Paulo, com Maxi e com Souza se mexendo bem.

Aí, começou o segundo tempo do primeiro tempo.

O São Paulo passou a ter mais a bola, a ficar com ela por até quase dois minutos, embora sem levar nenhum perigo ao gol rubro-negro.

Ninguém parecia inspirado no líder, ao contrário.

Aos 25, começou o terceiro tempo do primeiro.

Com um tirambaço de Cristian no travessão de Rogério Ceni.

E o Mengo retomou o controle da partida, mesmo que também sem causar grandes emoções.

Na verdade, o melhor dos 45 minutos iniciais do 0 a 0 foram a bola no travessão e a cantoria da massa.

A julgar por tudo que o São Paulo já fez fora de casa neste Brasileirão, as coisas começariam a ficar difíceis para o Flamengo.

E, de fato, o São Paulo voltou mais senhor das coisas.

Por pouco, pouquíssimo tempo.

Num bate-rebate raro na defesa são paulina, a bola sobrou livre para Ibson dar um toque de classe para encobrir Rogério e fazer 1 a 0, aos 4 minutos.

Jogo sem gol não é mesmo coisa que o Flamengo goste.

Era o 10o. gol sofrido pela defesa paulista.

O coral rubro-negro com mais de 68 mil vozes era tão alto no Maracanã que o Cristo Redentor fechou os braços e pôs as duas mãos nos ouvidos.

Aos 9 o Mengo teve outra boa chance, mas Maxi chutou fraco, fácil para Rogério.

O meio de campo tricolor se ressentia, e muito, das ausências de Souza e, principalmente, de Hernanes, além de ter perdido Zé Luís, ainda no primeiro tempo, que, com tonturas, deu lugar a Fernando.

A exemplo do jogo contra o Inter, Dagoberto pouco fazia.

E o Flamengo não dava mole atrás e ameaçava nos contra-ataques.

Aos 19, Muricy Ramalho botou Aloísio no lugar de Dagoberto.

E o São Paulo passou a se comportar como se estivesse no Morumbi, dono da casa, mas sem causar maiores preocupações.

Aos 29, mortinho da silva, Ibson deu lugar a Léo Medeiros.

E o São Paulo não aceitava a idéia de perder uma invencibilidade de 16 partidas.

O apagado Jadílson deu lugar a Diego Tardelli, aos 31, e Richarlyson, também numa noite opaca, foi para lateral-esquerda.

Três atacantes de ofício e vamos que vamos.

No Fla, vamos de Roger, aos 35, no lugar de Maxi, que ao sair milongueiramente levou o terceiro amarelo que o tira do Fla-Flu, muy malandro.

Leandro, que também tomou o seu, não enfrentará o Corinthians.

Aos 42, Aloísio cabeceou no travessão e Bruno evitou que a bola entrasse por muito pouco, o que não seria justo para o Flamengo.

Nessas alturas, o Cristo já cantava feliz da vida junto com a massa rubro-negra, enlouquecida. 

Por Juca Kfouri às 21h28

Na 'Folha' de hoje

Co-Rio acumula R$ 1,4 milhão de dívidas com fornecedores do Pan

Valores reclamados contra entidade variam de R$ 312 mil a apenas R$ 40

ITALO NOGUEIRA
LUISA BELCHIOR
DA SUCURSAL DO RIO

Dois meses após o fim do Pan-Americano, o Co-Rio (Comitê Organizador dos Jogos) acumula dívidas com seus fornecedores.

O Serasa (empresa de análise de crédito) registra, de acordo com documento obtido pela Folha, 109 reclamações contra a instituição.

Os débitos, segundo o relatório, são de cerca de R$ 1,4 milhão.

Os valores vão de R$ 40 a R$ 312 mil.

Entre os reclamantes há inclusive uma concessionária de serviços públicos: a Light -empresa distribuidora de energia elétrica do Rio.

Com o "nome sujo na praça", fornecedores afirmam que há duas semanas -quando o caso foi divulgado pelo jornal "O Dia"- os contatos com o Co-Rio cessaram por completo, aumentando a apreensão.

"Fizemos três serviços para o Pan. Dois foram pagos, com atraso depois de muita luta. Falta o terceiro", diz Evandro Abreu, diretor do Studio Alfa.

A empresa foi a responsável pela confecção dos adesivos expostos nos ônibus especiais utilizados durante os Jogos e no Velódromo.

O Studio Alfa registrou no Serasa uma dívida de R$ 341.538,85 contra o Co-Rio. O valor dos três serviços prestados para a organização da competição foi, segundo Abreu, "cerca de R$ 900 mil".

"Já pagamos imposto sobre a nota [fiscal], os fornecedores, até o imposto da Prefeitura do Rio... Estamos com medo, mas tentando manter o bom relacionamento." Ele ameaça processar o Co-Rio pelo não pagamento dos serviços.

A via judicial é o caminho que o empresário Henrique Bradley, sócio da MPV7, outra fornecedora do Co-Rio, decidiu usar para tentar receber por ter fabricado e colocado adesivos em toda a frota de carros do Pan.

Bradley afirma que, até agora, não recebeu nada pelo serviço, com valor de R$ 220 mil.

Por outro lado, conta ter desembolsado R$ 150 mil com gastos para esse trabalho, incluindo os impostos cobrados pela Prefeitura do Rio.

"O contrato previa que o Co-Rio pagasse 50% do valor na assinatura do acordo e os outros 50% quando o trabalho fosse feito. Como somos patriotas e acreditávamos que era um evento importante para o Rio de Janeiro, relevamos. Mas, depois, vimos que havia má-fé. Emitimos a nota fiscal e não fomos pagos", contou Bradley.

Ele diz que decidiu entrar na Justiça contra o Co-Rio há 20 dias, quando fez o último contato com o comitê. "Eles alegam que a prefeitura ainda não repassou a verba. Mas esgotamos as alternativas."

No relatório do Serasa, emitido na segunda, constavam 101 protestos e oito Pefins (Pendências Financeiras).

No primeiro caso, a reclamante procura um cartório para que este acione o Serasa após checar os contratos.

No segundo, é a credora quem faz a reclamação.

O custo final para a realização do evento foi nove vezes o valor que havia sido previsto inicialmente, atingindo a cifra de R$ 3,7 bilhões.

Os Jogos continentais foram disputados de 13 a 29 de julho.

Co-Rio diz que checará contratos

DA SUCURSAL DO RIO

Sem confirmar valores, o Co-Rio diz que todas as dívidas com prestadores de serviços para o Pan devem ser sanadas "nas próximas semanas".

Para justificar os atrasos, o comitê disse que ainda está verificando se as exigências dos contratos firmados com as empresas foram cumpridas.

O comitê diz ainda não ter recebido toda a verba empenhada para o Pan, o que também atrasou pagamentos.

Em nota, o comitê disse que está checando se os serviços contratados foram cumpridos para poder liberar os pagamentos.

O Co-Rio afirmou que saldará os débitos antes do fim de suas atividades, em 26 de janeiro.

O prefeito do Rio, Cesar Maia, reconheceu haver débitos que somam "cerca de R$ 1 milhão", mas que os prazos de pagamento não foram encerrados.

 "O que é esse R$ 1 milhão para quem investiu R$ 1 bilhão?", questionou Cesar Maia, em entrevista por e-mail.

Em tempo: é presidente do Co-Rio o também presidente do COB, competentíssimo Calos Nuzman.

 

Por Juca Kfouri às 17h44

Visitantes favoritos

Ouso dizer que o Paraná Clube é favorito diante do América, mesmo em Natal.

Mas depois que o Mecão roubou, no bom sentido, dois pontos do Palmeiras, sei não.

Só sei que se o Paraná Clube não quiser cair este é um jogo para vencer.

A mesma ousadia me assalta para comentar Figueirense e Inter, em Floripa.

Mesmo depois da surpreendente vitória do Figueira sobre o Cruzeiro.

Porque o Inter está muito forte novamente e só não conseguiu resultado melhor contra o São Paulo porque ficou com 10 ainda no primeiro tempo.

Por Juca Kfouri às 15h36

Do blog da torcida do Santa Cruz

O presidente da Futebol Brasil Associados (FBA), ex-presidente do Santa Cruz e ex-vereador do Recife, José Cavalcanti Neves Filho, entrou na Justiça estadual com uma ação para tirar do ar o Blog do Santinha.

Na ação, que tramita na 28ª Vara Cível da Comarca de Recife (www.tjpe.gov.br, processo nº 001.2007.022862-1), o presidente da entidade que gere os recursos das cotas de patrocínio dos clubes da Segunda Divisão pede a desabilitação do Blog que se transformou no principal fórum de discussões dos torcedores do time que ele presidiu, sob o argumento de que o intuito do Blog do Santinha seria "denegrir a imagem e a moral do autor". Além disso, ele quer receber, a título de indenização por supostos danos morais, a quantia de R$100.000,00 (cem mil reais).

O processo judicial - direito constitucional de quem se julga prejudicado ou ofendido - foi ajuizado contra os jornalistas Inácio França e Samarone Lima, fundadores da página, que conta com a colaboração de, pelo menos, outros vinte tricolores.

A contestação de Inácio França foi apresentada ontem, defendendo que o sr. José Neves jamais sofreu quaisquer danos morais por conta das postagens publicadas pelo Blog desde agosto de 2005, quando o site foi criado, além de rechaçar o pedido de desabilitação do Blog.

Mais que vencer uma batalha jurídica propriamente dita, o Blog do Santinha informa aos torcedores corais e a todos que freqüentam esse espaço virtual que a nossa intenção é mobilizar blogueiros de todo o país, internautas, militantes pela liberdade na Internet, políticos e entidades da sociedade civil, para denunciar isso que entendemos como uma tentativa de censura à liberdade de expressão e uma tentativa de intimidação a quem exerce o direito de crítica, direitos considerados fundamentais pela Constituição Federal.

Como sempre aconteceu nesses dois anos, não fugiremos do bom combate por uma causa justa, tampouco deixaremos de lado o que nos encanta na vida: música, ironia, poesia, beleza, alegria e lágrimas… tudo isso que, vez ou outra, os internautas encontram no Blog do Santinha.

À Justiça caberá decidir quem está com a razão e que a justiça se faça. A quem entende que o pedido de desabilitação do Blog do Santinha atenta contra princípios democráticos, solicitamos que se engaje nessa nossa campanha, até mesmo para evitar novos casos similares.

P.S: por orientação do advogado de Inácio França, solicitamos que xingamentos, acusações, queixas, reclamações e/ou adjetivações não positivas contra o sr. José Neves sejam evitados. O Blog do Santinha não pretende se voltar para um triste passado que entende para sempre enterrado no Santa Cruz; pretende é conseguir o apoio de quem é contra a censura.

www.blogdosantinha.com  

Por Juca Kfouri às 14h50

Boa, Rico Terra!

Ricardo Teixeira esteve em Brasília e falou contra uma investigação parlamentar sobre lavagem de dinheiro no futebol brasileiro.

Ele diz, segundo está na "Folha" e no "Estadão" de hoje, que a investigação pode atrapalhar a Copa de 2014 no Brasil.

Teixeira está certo.

Transparência faz mal ao futebol.

Por Juca Kfouri às 10h03

A noite dos pentacampeões no Maracanã

Noite de gala hoje no Maracanã, tudo indica, lotado.

O pentacampeão brasileiro Flamengo recebe o pentacampeão brasileiro São Paulo.

O rubro-negro já é, desde 1992, e o tricolor será, ainda neste 2007.

Basta dizer que se o São Paulo perder, continuará 12 pontos na frente do vice-líder Cruzeiro.

Se vencer, que é o mais provável, aumentará a diferença para 15 pontos -- e se só empatar para 13.

O Flamengo, é claro, ao receber em seu palco preferido visitante tão ilustre, quer ter a honra de interromper a série invicta de 16 jogos dos tricolores paulistas.

Aliás, por falar de paulistas e cariocas, será o 23o. jogo no Rio-São Paulo particular que é disputado dentro do Campeonato Brasileiro.

Até aqui foram 11 vitórias paulistas, cinco cariocas e seis empates.

No primeiro turno, no Morumbi, dia 7 de julho, São Paulo e Flamengo empataram 0 a 0.

Então, o São Paulo caiu para o terceiro lugar, seis pontos atrás do Botafogo e também atrás do Goiás.

Parece mentira.

Já o Flamengo ficou no antepenúltimo lugar, pesadelo que já não assombra tanto.

Hoje, às 20h30, 0 a 0 é proibido.

E nada indica mesmo que aconteça porque se o visitante já teve cinco 0 a 0 em sua campanha, o anfitrião teve apenas um.

E quem manda no Maracanã é a torcida do Mengão.

Por Juca Kfouri às 00h25

Está no UOL

Ex-presidente do Grêmio é condenado a dois anos de prisão

Da Redação
Em Porto Alegre

O ex-presidente do Grêmio, José Alberto Guerreiro, foi condenado nesta quarta-feira a dois anos e dois meses de prisão, pelo envolvimento no rumoroso "caso ISL".

Quando a multinacional, hoje falida, foi parceira gremista, ocorreu o desvio de valores superiores a R$ 500mil, em cheques.

No mesmo processo também foi condenado o ex-diretor de marketing da ISL, Wesley Cardia, com igual tempo de prisão, mas ambos poderão - além de entrar com recurso - transformar a pena em serviços comunitários.

Além disso, os dois terão de pagar multa de 360 salários mínimos cada um.

O Conselho Deliberativo do Grêmio deverá, com a decisão, decidir pela exclusão de Guerreiro de seus quadros, algo que a Comissão de Ética do clube tentou votar em reunião recente, sem sucesso.

A Comissão, que havia feito uma exaustiva investigação sobre o caso ISL, não conseguiu sequer apresentar o trabalho na reunião do Conselho Deliberativo e, por isso, os membros acabaram anunciado demissão conjunta.

Por Juca Kfouri às 23h29

Bahia em situação desesperadora

Com três gols de Testinha, o Rio Branco, do Acre, goleou (3x0) o Fast, em Manaus, chegou a 9 pontos e deixou o glorioso Bahia em situação desesperadora.

Ainda mais depois que o tricolor da Boa Terra perdeu (1x2) sua segunda partida consecutiva na série C, desta vez para o ABC, em Natal, estacionando nos sete pontos e caindo para terceira posição.

Restando apenas um rodada para o fim da terceira fase, o Bahia não depende só de si para se classificar para a fase final da competição. 

Terá que vencer o Fast na Fonte Nova e torcer para que o já classificado ABC dê uma forcinha no jogo contra o Rio Branco, no Acre. 

Parece mentira que o Bahia vá passar mais um ano na Terceirona.

E seus cartolas não largam o osso.

Por Juca Kfouri às 23h04

03/10/2007

Furacão poupa o Fogão

Está fácil, muito fácil, ganhar do Botafogo.

Que o diga o Furacão.

Que fez dois gols sem forçar muito ainda no primeiro tempo, com Jancarlos e Michel, aos 17 e 37, ambos em jogadas pela direita, numa avenida chamada General Severiano.

Quatro do River Plate, três do Goiás, quantos do Furacão, que havia levado cinco do Náutico?

Não vi o segundo tempo, mas parece que o Atlético Paranaense se acomodou, sabe-se lá se por compaixão ou apenas para se poupar.

Por Juca Kfouri às 22h40

E deu Santos no Mineirão, nos acréscimos

Como contra o Figueirense, o Cruzeiro deu a sensação de que não daria sossego ao Santos.

E deu três ou quatro estocadas, mas sem levar perigo real de gol, apesar de um vacilo de Fábio Costa.

Depois, também como no domingo, deixou o Santos chegar.

E o alvinegro praiano também teve suas chances, mais ou menos na mesma temperatura das tentativas mineiras.

Só que no segundo tempo o Cruzeiro veio muito melhor e o Santos, recuado.

Pelo menos uma vez, numa pixotada de Domingos, Fábio Costa teve de fazer grande defesa, em bola reboteada em Guilherme.

Mas, aos 32, foi a vez de Fábio, em cabeçada de Tabata.

A verdade é que cercado de boa expectativa, o jogo decepcionava, sofrível, apenas.

Aos 48, no entanto, Adaílton, de cabeça, aproveitando-se de uma bola desviada pela barreira cruzeirense em falta cobrada por Tabata, meteu para dentro do gol cruzeirense.

O Santos sobe para o terceiro lugar, para tristeza dos palestrinos mineiros e paulistas.

Por Juca Kfouri às 22h38

Empate com sabor de derrota e de vitória no Rio

Não seria correto que o Fluminense terminasse o primeiro tempo na frente do Corinthians, no Maracanã vazio.

Porque o tricolor achou seu gol numa bola mal espanada por Carlos Alberto em cruzamento de Somália que encontrou Alex Dias bem colocado para abrir o placar, aos 32.

Não que o Corinthians jogasse muito, mas fazia o suficiente, ao menos, para não perder e tinha sido mais perigoso até então, além de ter sofrido um pênalti claríssimo de Fabinho em Héverton (apesar de muita gente achar que os árbitros não deixarão o Corinthians cair...).

Menos mal para os paulistas, numa noite em que tanto o Galo como o Juventude se deram bem, como o Furacão, que Zelão, aos 43, cabeceou para o gol uma falta batida por Aílton.

Faltavam ainda 45 minutos de sofrimento.

Que não seria pouco.

Porque o Fluminense voltou bem melhor, na pressão.

Mas não conseguia transformar a superioridade em vitória, para irritação de sua torcida.

O Corinthians fazia o que podia, pouco, portanto.

E o experiente Aílton, ainda conseguiu uma expulsão tão infantil como estúpida, verdadeira anta, não só na barriga avantajada, mas também no cérebro.

Faltavam ainda 22 minutos e o empate seria uma vitória para o Corinthians, assim como uma derrota para o Fluminense.

Somália, que sempre deixou seu gol contra o alvinegro, ainda passava em branco.

Mas o jogo mergulhou em profunda mediocridade.

Não acontecia rigorosamente nada.

Até que, aos 35, Luís Alberto obrigou Felipe a fazer ótima defesa.

E Iran fazia corintiano sofrer como se estivesse no Iraque.

Aos 47, Adriano Magrão chuta, Felipe desvia e a bola bate na trave.

Que sufoco!

Domingo o tricolor será outro, o São Paulo.

Haja!

Por Juca Kfouri às 22h37

Fiasco do Vasco

Em São Januário o jogo era de um time só.

Do Vasco, que martelava, martelava, para nocautear o Juventude.

Mas, aos 24, os gaúchos perderam gol certo, numa cabeçada mal dada depois de cobrança de uma falta que não aconteceu.

Leandro Amaral fazia falta no ataque, e o Vasco fazia falta, ao ver do árbitro, na defesa.

Noutra delas, aos 29, por pouco, outra vez, o Juventude não fez 1 a 0.

Quando os primeiros 45 minutos acabaram a sensação era a seguinte: quase só deu Vasco, que teve pelos menos três chances para marcar e o Juventude teve duas bolas perigosas, embora ambas tenham nascido de faltas mal marcadas pela arbitragem, ambas inexistentes mas , por sinal, dentro da área e assinaladas fora.

Vá entender.

E vá entender o Vasco que não teve competência para fazer um mísero golzinho.

Também porque o goleiro Michel Alves não deixou, o Vasco se abriu, e acabou levando um gol de Fábio Baiano, aos 31, para se despedir da Libertadores e dar alento de sobrevivência ao time de Caxias do Sul.

Por Juca Kfouri às 21h28

Grande empate no Olímpico

No Olímpico, o Grêmio tratou de ir para cima do Galo tão logo o jogo começou.

Só que o Atlético Mineiro não se intimidou e e também saiu em busca de seu gol.

Que saiu, aos 11, com Vanderlei, vergonhosamente anulado por um auxiliar incompetente, demente, demente.

Aos 35, Saja salvou com o pé, o que seria gol certo de Éder Luís.

Na verdade, o Galo fazia por merecer a vantagem, ao jogar com coragem e altivez.

Só que quem fez o gol foi o Grêmio, aos 43, com Jonas numa cabeçada meio sem jeito, depois de bola jogada dentro da área com as mãos em cobrança de lateral por Anderson e um toque de cabeça de Diego Souza.

Fase é fase.

O Galo não merecia, mas o Grêmio é o Grêmio e quando bota um gol na frente é difícil, dificílimo mudar as coisas.

Só que o Galo também é o Galo e antes que o árbitro apitasse o fim do primeiro tempo, numa bobeada da defesa tricolor, Vinícius,da marca de pênalti, empatou.

Ia começar tudo de novo.

Só que o Grêmio voltou mais intenso no segundo tempo e com Marcel no lugar de Tuta, com dores.

E foi Marcel que, aos 14, aproveitando-se de cobrança de falta sobre a área mineira desempatou novamente a partida.

O Grêmio teve como matar o jogo, mas esbarrou em pelo menos uma grande defesa de Juninho.

E o Galo foi à luta em busca de um empate que já seria excelente, o que acabou por acontecer em ótima cobrança de falta Vinícius, aos 33.

Com clara vantagem física, o Grêmio apertou o que pôde no fim e teve duas ótimas possibilidades de ainda vencer.

Mas, num jogo pra lá de bom, o empate ficou de ótimo tamanho.

Por Juca Kfouri às 21h25

Festa dupla na Ilha e alívio no Parque

Ao enfrentar o Palmeiras com grande personalidade e absoluta consciência com a bola no pé, o Náutico saiu na frente em Palestra Itália logo aos 25 minutos de partida, com Felipe.

Um minuto antes, Marcelinho já havia feito um gol para o Timbu, em belíssima troca de bola que começou na defesa pernambucana e culminou na rede alviverde, desgraçadamente anulado pela bandeirinha, ceguinha, ceguinha.

O Palmeiras esbarrava na inoperância de seu ataque.

Enquanto isso, no Recife, o Sport também fazia a festa.

Havia aberto o marcador aos 5 minutos, com Júnior Maranhão, em passe precioso de Carlinhos Bala, de cabeça, na segunda trave, em bola alçada da esquerda para direita.

E mesmo na frente, o Leão permaneceu no ataque, para tentar liquidar o Goiás.

Por pouco, aos 22, Anderson Aquino, depois de uma jogada toda sua, não ampliou.

Mas, aos 40, Adriano Gabiru se livrou de dois e fez justiça, depois de belíssima triangulação que terminou em mais um passe de Carlinhos Bala, aparentemente para matar o jogo: 2 a 0.

Quando os primeiros tempos terminaram, o placar moral na Ilha do Retiro era 3 a 0 e, em São Paulo, 2 a 1 para o alvirubro, porque o Palmeiras fez por merecer um gol e o Náutico foi prejudicado pela arbitragem.

Na Ilha, aos 12, o Sport fez o terceiro, de fora da área, num tirambaço de Anderson Aquino.

E, no Parque Antarctica, o Palmeiras foi todo à frente com duas alterações para atacar, Valmir e Luís Henrique, e o Náutico voltou todo atrás.

Resultado: aos 18, com justiça, Caio empatou de fora da área, em bola desviada na zaga.

Tão justo como o quarto gol do Sport, com Luizinho Neto, de pênalti, aos 24.

O Palmeiras também foi motivo para festa na Ilha, porque virou aos 23, outra vez com Caio, ao pegar um rebote da defesa.

Luís Henrique, contudo, se machucou e teve de sair, para entrar William.

E o Náutico meteu uma bola no travessão em cobrança de falta de Júlio César.

O Palmeiras ia interrompendo uma série de cinco vitórias seguidas do Timbu, que perdeu o artilheiro Acosta para o jogo diante do Juventude.

E o Sport não só comemorava ter chegado ao sétimo lugar como, ainda, a derrota do rival em São Paulo.

Rival que, diga-se, está jogando bem o suficiente para não morrer de medo do rebaixamento, o que só valorizou a vitória palmeirense.

Por Juca Kfouri às 20h30

Sobre torcedores nazistas

A história nem é nova, mas vale relembrá-la, neste momento em que nazistas foram presos numa torcida do Grêmio, que já os repudiou devidamente:

"Sentar ao lado de um negro??? Eu!!!!! Sentar ao lado de um negro? "

Uma mulher branca, de aproximadamente 50 anos, chegou ao seu lugar na classe econômica do avião e viu que estava ao lado de um passageiro negro.

Visivelmente perturbada, chamou a comissária de bordo.

"Qual o problema, senhora"?, pergunta a comissária.

"Não está vendo? - respondeu a senhora

"Vocês me colocaram ao lado de um negro. Não posso ficar aqui. Você precisa me dar outra cadeira".

"Por favor, acalme-se - disse a aeromoça - "infelizmente, todos os lugares estão ocupados. Porém, vou ver se ainda temos algum disponível".

A comissária se afasta e volta alguns minutos depois.

"Senhora, como eu disse, não há nenhum outro lugar livre na classe econômica. Falei com o comandante e ele confirmou que não temos mais nenhum lugar nem mesmo na classe econômica. Temos apenas um lugar na primeira classe".

E antes que a mulher fizesse algum comentário, a comissária continua:

"Veja, é incomum que a nossa companhia permita que um passageiro da classe econômica vá para a primeira classe. Porém, tendo em vista as

circunstâncias, o comandante pensa que seria escandaloso obrigar um passageiro a viajar ao lado de uma pessoa desagradável".

E, dirigindo-se ao senhor negro, a comissária prosseguiu:

"Portanto, senhor, caso queira, por favor, pegue a sua bagagem de mão, pois reservamos para o senhor um lugar na primeira classe...

E todos os passageiros próximos, que, estupefatos, assistiam à cena, começaram a aplaudir, alguns de pé.

Por Juca Kfouri às 17h31

Capez responde

http://uolesporte.blog.uol.com.br/arch2007-09-30_2007-10-06.html#2007_10-03_15_36_54-10305746-0

Ao blogueiro resta apenas uma conclusão: 5,9% de aprovação na OAB como mostra o MEC (e a notícia é esta, em todos os jornais), ou 33,07% como quer o deputado, são índices abaixo de 50%, aproveitamento mínimo para passar de ano.

Por Juca Kfouri às 15h29

Bandeira branca

Em entrevista recente na ESPN, Bernardinho disse que Ricardinho é presença mais importante do que a dele em Pequim.

Uma declaração surpreendente pelo que revela de humildade.

Agora, o técnico convocou o levantador para a Copa do Mundo.

Falta um gesto do craque, um gesto de craque: telefonar para o treinador e botar uma pedra em cima.

Ou não é isso que ambos querem e a Seleção Brasileira precisa?

Por Juca Kfouri às 13h04

Geladeira e novidade

Andrés Sanchez ligou três vezes para Waldemar Pires.

Não foi atendido.

Ligou mais duas vezes para Luiz Paulo Rosemberg.

Que também não o atendeu.

Finalmente, ligou para Eduardo Rocha Azevedo.

Que agiu como os outros dois.

Daí, um aliado de Sanchez, Mário Gobbi, telefonou para Azevedo.

E ouviu dele que o apoio a quem traiu o acordo da candidatura única no Corinthians, de fato, acabou.

Ouviu mais.

Ouviu um pedido para que cesse a plantação de notas na imprensa como se Rosemberg e Azevedo ainda estivessem dispostos a trabalhar com Sanchez.

"Não quero ter de escrever para nenhum jornal com o desmentido", avisou Azevedo.

Rosemberg e Azevedo fizeram o plano de saneamento financeiro do Corinthians e estavam dispostos a implantá-lo.

Não estão mais.

Mas a novidade é que Paulo Garcia, que seria o adversário de Sanchez, agora trabalha para Waldemar Pires aceite ser ele o candidato, coisa que deve ser decidida até sexta-feira com o apoio de outro eventual concorrente, Osmar Stábile.

Garcia e Stábile, no mínimo, mostram um desprendimento que Sanchez não foi capaz de ter. 

Por Juca Kfouri às 12h32

Quem dá mais pelo futebol?

Não está escrito, mas foi dito por quem pode dizer: a TV do bispo está disposta a pagar não mais os acenados 500 milhões de reais por ano para ter o Campeonato Brasileiro a partir de 2009.

A Record avisa que paga um bilhão!

Tudo porque soube que a Globo chegaria aos 600 milhões de reais, praticamente o dobro do último contrato. 

Nota do blog: em maio deste ano, a "Máquina do Esporte" já dava tal informação, que agora se confirma: http://maquinadoesporte.uol.com.br/new/noticias.asp?id=5493  

Por Juca Kfouri às 12h14

Está na 'Máquina do Esporte'

Brasil pode crescer R$ 1 bi no futebol

PRISCILA BERTOZZI
Da Máquina do Esporte, São Paulo

Na última década, o futebol brasileiro foi marcado pelo êxodo de suas grandes revelações para o exterior. Nomes como Kaká, Robinho e Ronaldinho deixaram os gramados nacionais para acumular fama e fortuna na Europa. A saída massiva dos jogadores é apontada pelos dirigentes como a principal causa da disparidade mercadológica que separa a realidade do país da observada no Velho Continente.

A justificativa é convincente, mas requer uma análise mais ampla, segundo Amir Somoggi, responsável pelo setor de novos negócios da Casual Auditores. Levantamento feito pela empresa mostrou que o futebol do país possui um potencial de crescimento estimado em R$ 1,2 bilhão nesse setor.

"Esse é um campo totalmente inexplorado. Os dirigentes daqui pensam em mudar a lei, reclamam que a moeda brasileira é fraca, que o mercado consumidor é pobre, entre outras coisas. Essa análise é equivocada, visto que o país lidera alguns mercados como o de telefonia, televisão ou de carros, por exemplo. Tão importante como segurar o jogador é mudar essa visão cética dos clubes", afirma o especialista em marketing e gestão de clubes de futebol.

"A premissa é a seguinte: os jogadores têm que ficar não simplesmente porque agregam valores ao time dentro de campo, mas sim porque a lógica e o mecanismo do negócio futebol giram em torno disso", completa.

Para Somoggi, a solução passa obrigatoriamente pelo desenvolvimento econômico das entidades esportivas por meio de projetos de marketing, centrados na criação de uma demanda doméstica pelas marcas dos clubes.

"Não há o entendimento do futebol como um veículo de comunicação dos patrocinadores. Falta a visão do que é a relação entre clube, patrocinador e consumidor. A utilização de carnês de sócios, por exemplo, é um dos principais itens de sucesso fora do Brasil, mas aqui não engrena" explica o executivo.

"É um potencial de negócios tremendo, vai muito além da venda antecipada do estádio. O clube tem a possibilidade de trabalhar com CRM [Customer Relationship Management] exclusivo, ter contato direto com os torcedores e oferecer novas opções de consumo", diz Somoggi.

Ainda de acordo com o estudo da Casual, a mudança de posicionamento acarretaria na manutenção dos atletas em solo brasileiro e, conseqüentemente, na construção de um circulo virtuoso de geração de receitas. Dessa forma, o Brasil passaria de exportador de matéria-prima para consumidor.

"Na Copa de 2002, os índices de audiência chegavam a registrar 80% de share. Isso representa um contingente de mais de 150 milhões de pessoas inseridas no contexto do futebol. É muita gente. É preciso pensar nesse público em termos de marketing, saber onde está esse consumidor, o que fazer para atingi-lo e o que oferecer para ele", destaca Somoggi.

Além da utilização efetiva dos estádios como fontes de renda, que poderia gerar R$ 300 milhões ao futebol brasileiro, Somoggi ressalta a formatação de novas mídias como um poderoso gerador de recursos. Segundo ele, esse nicho pouco explorado poderia render outros R$ 250 milhões aos clubes. O exemplo, mais uma vez, vem da Europa.

"Lá os clubes chegam a ganhar de quatro a cinco milhões de euros com TV, rádio e jogos pela internet, que são plataformas dos times. Os brasileiros deveriam sentar com os proprietários desses direitos e negociar para poder explorar comercialmente esses segmentos", finaliza o diretor da Casual Auditores.

http://maquinadoesporte.uol.com.br/new/noticias.asp?id=6906

Por Juca Kfouri às 11h20

02/10/2007

Ser favorito é só ser favorito

Por mais que muita gente continue a não saber a diferença entre ser favorito e ser o vencedor (o que, de resto, é impossível cravar com antecipação em qualquer esporte, principalmente no futebol), seguem abaixo os prognósticos para os jogos desta quarta-feira.

Às 19h30, o Sport, com Carlinhos Bala de volta, recebe o Goiás na condição de favorito, embora o Goiás esteja em momento de óbvia reação.

No mesmo horário, o Palmeiras seria favorito se o Palestra-Itália andasse ajudando, se tivesse um centroavante e se o Náutico não estivesse em fase espetacular.

Valdívia volta, é verdade, como é verdade que o Palmeiras não pode nem pensar em não ganhar.

Mas o Náutico tem se dado muito bem em São Paulo.

Às 20h30, no Olímpico, o Grêmio é disparado o candidato á vitória diante do frágil Galo.

Como o Vasco, no mesmo horário, em São Januário, contra o Juventude, ainda mais com o retorno de Conca.

Finalmente, três jogos às 21h45.

Na Arena, e só por isso, deve dar Furacão contra o Botafogo, que ficará feliz se empatar.

No Maracanã, mesmo sem Thiago Neves, o Flu tem tudo para agravar a crise do Corinthians.

E no Mineirão não há favorito entre Cruzeiro e Santos, no melhor jogo da noite.

Agora, querer negar que o Cruzeiro era favorito contra o Figueirense e que o Palmeiras também era contra o América, de duas, uma: ou se nega o óbvio ou se ignora o sentido da palavra favorito.

Por Juca Kfouri às 14h03

Paz sepultada no Corinthians

A esperança de paz na tumultuada vida corintiana foi sepultada ontem à noite.

Em reunião do grupo de Andrés Sanchez sua candidatura foi mantida, o que enterra a idéia de um candidato único, embora ele a tenha apoiado.

A manutenção do nome de Sanchez abre fissuras até entre os que o apoiavam, revoltados com a quebra de sua palavra.

É o caso, por exemplo, do economista Luiz Paulo Rosemberg e de Eduardo Rocha Azevedo, autores de um sério plano de reestruturação financeira do clube.

Para Azevedo, por exemplo, Sanchez agiu como um "moleque".

Sanchez foi dos principais apoiadores da parceria com a MSI e gostava de alardear sua intimidade não só com Kia Joorabchian como, também, com o deputado petista José Genoíno.

Ele faz parte do chamado baixo clero do PT e nas gravações da Polícia Federal aparece telefonando para Alberto Dualib para combinar seus depoimentos na Justiça, o que pode levá-lo a também ser indiciado.

Seu mais forte oponente deve ser o empresário Paulo Garcia, que está longe se significar uma boa solução para o rachado Corinthians, ultimamente objeto mais do noticiário policial do que do esportivo, no qual, aliás, só aparece por ser forte candidato ao rebaixamento.

Salvem o Corinthians!

Por Juca Kfouri às 23h48

01/10/2007

Paga, CBF, paga!

Quer dizer que até hoje a CBF não pagou o prêmio das jogadoras medalhas de ouro no Pan-2007?

Bonito, muito bonito.

Por Juca Kfouri às 11h51

E o fracasso subiu à cabeça

A Faculdade de Direito da UNIBAN ficou entre as 37 piores do país no ranking feito pelo Ministério da Educação.

O MEC cruzou os dados dos cursos de Direito no Exame Nacional de Desempenho do Estudante (Enade) e os resultados do exame nacional da Ordem dos Advogados do Brasil e constatou que pelo menos 37 cursos se saem muito mal na avaliação do governo e também no exame da OAB.

A UNIBAN teve 692 candidatos à OAB e apenas 41 aprovados (5,9%).

É diretor da Faculdade de Direito da UNIBAN o deputado tucano Fernando Capez, aquele mesmo que fracassou, como promotor público, no combate à violência nos estádios em São Paulo, mas se elegeu à custa dos holofotes que iluminaram seu insucesso.

Por Juca Kfouri às 11h50

'Pedaço de mim'

Hoje faz 30 anos que Pelé se despediu do futebol e disse "love, love, love!".

 

Por ROBERTO VIEIRA

No dia 30 de setembro de 1977 uma carta apareceu nos jornais de todo o Brasil.

Apócrifa.

Nova York, 30 de setembro de 1977,

Meu amor,

O que será da minha vida sem você?

A saudade já me invade. Covarde. Completa.

Não sei responder.

Tantos chegaram perto de conquistar meu coração. Leviana. Um dia nos pés do Mestre Ziza. No outro do Mestre Tim.

Em algumas noites eu pertenci ao Diamante Negro. Andamos de bicicleta. Apaixonados.

Mas nada que durasse muito tempo.

Alguns gringos me tratavam com carinho. Puskas galanteador. Di Stefano dono do mundo. Mathews gentleman.

Tudo muito formal. Ninguém me chamava de mulher, como diria Chico Buarque. Que aliás me namora. Amador.

A todos neguei meu amor.

Porque amor é uma coisa complicada. Não depende da vontade da gente. Se sente e só.

Então você me chegou. Menino. Sorrindo. Nunca perguntou meu nome. Sabia.

Nunca me chamou pra dançar. Já saimos dançando quando nos vimos.

Viajamos juntos para a Suécia. Você era de menor, mas ficamos no mesmo quarto. Ainda lembro quando aquele sueco veio com as travas da chuteira me agredir. Você me levantou no ar e sem me deixar cair me fez deslizar até as redes.

E o mundo conheceu você.

E nós fomos conquistar o mundo juntos. On the road.

Lembro do olhar dos portugueses quando você driblou metade do Benfica e só parou quando chegou no Castelo de São Jorge.

Ou daquela vez quando me usou para se vingar do Botafogo de Ribeirão Preto.

Você me escreveu os mais belos versos de amor.

Mil vezes.

Lançou-me pelos ares rumo ao gol. E Viktor saiu correndo, ridículo. Sublime.

Mas você por vezes me enganava.

Um dia eu imaginei que você me mandaria para as redes de Mazurkiewicz.

Ele foi para um lado e eu para o outro e nós nos encontramos no infinito.

Mas seu maior prazer era me exibir nua para os corintianos.

Eles chamavam por mim, desesperados. Eu desfilava no quase. Mas voltava aos seus pés. Sempre.

Quando Vicente e Morais te torturaram eu me neguei a eles que perderam a Copa, perderam as eliminatórias, perderam o rumo.

Lembra quando nós faziamos um ménage a trois com o Coutinho?

Muitas vezes eu não sabia quem era quem.

Então os anos passaram e você me disse adeus em 1971.

Eu te gritei: Fica!

E novamente você me disse adeus em 1974.

Eu te disse: Volta!

Hoje um novo adeus percorre os lábios teus. Um adeus pra sempre.

Um adeus sem volta.

E eu me recolho casta. Para viver dos sonhos.

Sempre apaixonada.

Sempre tua,

A BOLA

Por Juca Kfouri às 11h19

30/09/2007

Faltam 10 rodadas para acabar o Brasileirão-2007

Faltam 10 rodadas para acabar o Brasileirão-2007.

Que já acabou pelo menos na definição do campeão, aliás, do pentacampeão, o primeiro sem asterisco, graças à estupidez da CBF que teima em não reconhecer o título de 1987 como do Flamengo -- o que, repita-se, este blog reconhece desde sempre.

O São Paulo tem 12 pontos de vantagem sobre o vice-líder Cruzeiro, o que equivale a quatro rodadas de folga.

São Paulo, Fluminense, Cruzeiro, Grêmio e Santos são, neste momento, os brasileiros na Libertadores em 2008.

E tudo indica que continuarão a ser, porque se o Cruzeiro bobeou feio no Mineirão, tem gordura para tanto, ao contrário do Palmeiras, que vacilou no Machadão.

Mas dramática mesmo é a luta para não cair.

Condenado o América, o Juventude já está seis pontos atrás do antepenúltimo Corinthians e do Galo, que passou a integrar o grupo dos enforcados.

É difícil imaginar que o Náutico, depois de sua reação sensacional, volte a ser candidato a cair.

Mais difícil ainda, pensar que o Inter, agora quase inteiro, possa ser rebaixado, apesar de estar só três pontos adiante do Galo.

Atlético Paranaense, Paraná Clube, Galo e Corinthians, com mais riscos para os dois últimos, parecem mesmo os maiores candidatos à degola.

A 28a. rodada teve apenas 26 gols e a boa média de público de 21.746 torcedores por jogo.

Melhor público foi o do Flamengo, com 41.783 pagantes, seguido pelo do Inter, com 38.928.

Os piores ficaram por conta do América, com 6.564, e do Botafogo, com 7.306 torcedores que, na verdade, foram ao Maracanã para protestar, com toda razão.

Por Juca Kfouri às 20h30

Paraná Clube se despede da Z-R. Galo retorna

Não vi, Paraná Clube 3, Fluminense 1, de virada.

Somália abriu o placar, aos 10 minutos do primeiro tempo.

Jefferson empatou aos 25 e Batista virou aos 40, com Vandinho ampliando aos 11 do segundo, num frangaço de Fernando Henrique.

O Paraná Clube está fora da Z-R.

O Galo está dentro.

De novo, como em 2005.

Por Juca Kfouri às 19h14

Bobeada colossal do Cruzeiro

O Cruzeiro jogou 18 minutos no campo do Figueirense, no Mineirão.

Chutou uma, duas, três vezes.

Roni mandou uma bola no travessão, um gol foi impedido por impedimento com o perdão da redundância, mas o time catarinense estava tão atarantado que acabou marcando contra, aos 18, depois de ótima jogada de Leandro Domingues pela direita, mandada para a rede por Felipe Santana.

Nem por isso os mineiros afrouxaram e mantiveram a partida sob absoluto controle, às vezes com uma velocidade estonteante.

Aos 29, pênalti não marcado em Maicosuel.

As chances apareciam a cada ataque.

Mas como o futebol é um jogo danado, aos 43, num raro ataque do Figueira, André Santos empatou, aos 43.

Parecia mentira.

O pior, para o Cruzeiro, é que o Figueirense voltou com mais personalidade no segundo tempo e o vice-líder dava sinais de ter sentido além da conta o surpreendente gol de empate.

A torcida, com razão, pedia Guilherme.

Dorival Júnior, aos 9, atendeu e tirou Marcelo Moreno para o garoto entrar.

Aos 11, em seu primeiro lance, em posição duvidosa, Guilherme perdeu gol feito.

Mas o Figueira respondeu imediatamente, com um chute perigoso.

O jogo era muito mais igual do que no primeiro tempo.

Era lá e cá.

Aos 20, foi a vez de Maicosuel perder gol feito, salvo pelo goleiro.

"Kerlon, Kerlon!", pedia a torcida.

Cinco minutos depois, foi atendida com a entrada dele e a saída de Leandro Domingues.

Kerlon sofria faltas em cima de faltas e, aos 44, Wilson salvou mais uma para o alvinegro.

Se ao faltarem apenas 10 rodadas, nove pontos de diferença para o São Paulo é uma enormidade, imagine se a diferença aumentar para 11.

Pois aumentou, imperdoavelmente, aumentou para 12, num jogo em que o Cruzeiro era tão favorito como o Palmeiras em Natal. 

Porque Guilherme errou um passe no meio de campo e armou o contra-ataque para o Figueirense virar o jogo, com Peter, aos 48: 2 a 1.

Ao longe, a cerca de 500 quilômetros de Belo Horizonte, ouvia-se um coro cada vez mais alto: "Pentacampeão, pentacampeão!".

Por Juca Kfouri às 19h04

Que falta faz um centrovante, Palmeiras

Caio mandou uma bola no travessão do América, em cobrança de falta, nem bem o jogo havia começado em Natal.

Ele mesmo quase abriu o placar de cabeça.

Makelelê chutou rente à trave e Max mandou nas nuvens a quarta chance de gol do Palmeiras.

Tudo no primeiro tempo que teve, também, pelo menos duas boas defesas de Diego Cavalieri, já que o Mecão percebia quanta falta faz um centroavante para o Verdão.

No começo do segundo, nova oportunidade, outra vez com Caio, que chutou fraco.

Já que não tem tu, vai tu mesmo.

Aos 8, Caio Júnior sacou Max e pôs Rodrigão.

Que falta faz um centroavante...

Aos 13, Caio bateu mais uma falta no travessão, depois de duas boas defesas do goleiro Sérvulo.

O gol teimava em não sair no Machadão.

E também, porque, aos 17, Diego fez ótima defesa em arremate de Wesley Brasília. 

Mais ainda porque Sérvulo fez mais três defesas dessas impensáveis, a não ser se o adversário ataca no desespero.

E o favorito disparado Palmeiras, o que tinha uma moleza pela frente, deixou de ganhar dois pontos e viu o Santos ocupar o quarto lugar que era dele.

Caio Júnior chutava o vento, com razão.

Assim, Libertadores só em 2009...

Por Juca Kfouri às 19h02

Quem pode com o São Paulo?

Pode todo um primeiro tempo de partida ter apenas duas chances de gol e ser um bom primeiro tempo?

A julgar pelo que Inter e São Paulo fizeram no Beira-Rio tingido de vermelho numa tarde luminosa de sol em Porto Alegre, pode, pode sim.

Porque se ser líder é o que de melhor pode acontecer para um time até a liderança tem seus inconvenientes.

Todo mundo quer derrotá-lo.

E para tanto o Colorado entrou em campo como se fosse uma equipe da Fórmula 1 (a Ferrari, digamos, também vermelha), enquanto o São Paulo pensava que disputaria apenas uma partida de futebol.

Fato é que nem um nem outro conseguia levar perigo aos gols de Rogério Ceni e de Clemer, mas havia tal intensidade, tamanha entrega, que o Inter não permitia que o Tricolor impusesse seu tradicional estilo de jogar.

E acabou por fazer 1 a 0, em cabeçada do zagueiro uruguaio Sorondo, aos 21, depois de cobrança de escanteio por Alex, pela direita.

Era tudo que o Inter buscava, embora não contasse com uma infantilidade de Índio, que levou o segundo cartão amarelo numa falta boba e deixou o time com 10 homens, no minuto seguinte ao gol.

Mesmo assim o São Paulo não conseguiu se impor e não fosse, aos 35, um raro erro de Fernandão depois de passe de Gil pela esquerda, o Inter teria ampliado ainda no primeiro tempo e com um jogador a menos.

O complicado seria manter a vantagem depois das orientações do intervalo.

Zé Luís entrou no lugar de Souza, com dores, e Abel Braga manteve o Inter, mas com um certo pessimismo, segundo deixou claro na volta à partida.

E Magrão, logo aos 6 minutos, por pouco não fez 2 a 0.

O Inter não só resistia bravamente como ameaçava.

Era melhor e em nada lembrava a bobeada do Mineirão, quando permitiu ao Galo empatar um jogo em que vencia por 2 a 0 até os minutos finais.

Dagoberto em tarde ruim e nervoso, deu lugar a Tardelli, aos 18.

O jogo tinha clima de decisão e as confusões se sucediam.

Aos 25, saiu Magrão e entrou Magal.

Aos 27, Tardelli fugiu pela direita e cruzou para Borges, mas Edinho, na busca de impedir, fez contra: 1 a 1.

Consumava-se a dificuldade anunciada por Abel Braga: "É difícil empatar com esses caras com um a menos, quer dizer, ganhar."

Gil saiu e entrou Adriano, aos 30.

Difícil empatar, que dirá ganhar.

Aos 33, Jorge Wagner cobrou falta pela esquerda e Borges fez 2 a 1, naturalmente, como se já soubesse que aconteceria.

Décima-sexta partida invicta do líder, graças, também, a Rogério Ceni, que fez defesa espetacular em chute de Fernandão, aos 37. 

Depois do Boca, foi a vez do Inter, também atravessado na garganta, como já tinha sido com o Grêmio.

Por Juca Kfouri às 17h06

Grêmio soberano, Botafogo previsível

Vi os jogos do líder e o que valia disputa por vaga na Libertadores, na Vila Belmiro.

Lamentei não ter podido ver a importante vitória deste incrível Grêmio sobre o Juventude, 2 a 1, todos os gols no segundo tempo.

O Grêmio fez 2 a 0 com Jonas e Diego Souza, aos 8 e aos 15, e o Juventude diminuiu com Bruno, aos 17.

Mas não lamentei não ver a estréia de Mário Sérgio no Botafogo.

Aconteceu o que era previsível.

Maracanã vazio e vitória do Goiás: 3 a 0.

Goiás que havia oito jogos perdia todos fora de casa, última vitória em Natal, dia 30 de junho.

E Élson, aos 22 do primeiro tempo, Rinaldo e Ernando, aos 8 e 16 do segundo, em falha do goleiro Roger, fizeram seus primeiros gols com a camisa verde do Goiás.

O Goiás mereceu.

O Botafogo mais ainda.

Por Juca Kfouri às 17h02

Santos ressurge na Vila

Leandro Amaral teve duas chances de ouro para abrir o placar na Vila Belmiro.

Em ambas encontrou Fábio Costa pela frente.

Na primeira, de cabeça, o goleiro santista defendeu por puro reflexo.

Na segunda, também pela direita, o arqueiro fechou bem o ângulo e fez outra ótima defesa.

Quem não faz, toma, e o Vasco tomou.

Em cruzamento de Petkovic, Domingos jogou de zagueiro para o Vasco mas ainda deu sorte, porque a bola sobrou livrinha para Rodrigo Souto fazer 1 a 0, aos 22.

Aos 38, num exagero da arbitragem, Baiano foi expulso e o Santos voltou para o segundo tempo sem Petkovic, com o lateral-direito Alessandro em seu lugar.

O Vasco tirou o zagueiro Júlio Santos e botou o atacante Alan Kardec.

E mesmo com 10, o Santos jogou melhor no segundo tempo, com arbitragem péssima, errando para todos os lados.

Por Juca Kfouri às 16h57

As duas Martas: Rocha e Pedra

Por GUSTAVO KRAUSE

A primeira é Rocha no sobrenome e rocha na origem. Não foi feita da costela. Foi feita de um bloco frio de rocha. O Divino escultor caprichou na arte e quando terminou a obra, a exemplo de Michelangelo, tocou com o cinzel na escultura e disse: "fala; caminha como se estivesse sempre desfilando em passarelas; encanta e inspira o mundo como fazem as musas e, com o verde-esmeralda de olhos cintilantes e o brilho alvo do sorriso, hipnotiza os teus admiradores".

Assim nasceu a baiana Marta Rocha e, assim, ela vem cumprindo o seu destino. A loura mais morena do Brasil é imortal. Foi real. De carne e osso (e que carnes!), depois virou mito. Não tem idade. É bela para sempre.

Para dar razão à "Receita de Mulher" de Vinicius, mestre no assunto, o Divino escultor deu-lhe duas polegadas a mais no quadril de modo que "em sua (in)calculável imperfeição [a mulher] constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda criação inumerável". Mal sabia ele que estas duas polegadas seriam o pretexto para que a parcialidade dos jurados do concurso de Miss Universo do longínquo ano de 1954, com régua na mão e olhos tapados, privassem o universo da mais bela rainha de todos os tempos.

A segunda Marta é Vieira, melhor dizendo, Bola Cheia da Silva. Não tem Rocha no sobrenome, mas foi feita de pedra. Isso mesmo: pedra, matéria-prima abundante em Dois Riachos, Estado de Alagoas, onde Marta nasceu, que alimenta o Boi Serapião, personagem cantado em verso pelo poeta pernambucano Carlos Pena: "No verão, quando não há capim na terra e milho no paiol/solenemente mastigo areias, pedra e sol".

Marta não foi só feita de pedra na nascença que entranha a alma; foi educada pela pedra, em lições, como são as criaturas do sertão nordestino, tal qual descrito por João Cabral de Melo Neto no poema "Educação Pela Pedra": "A lição de moral, sua resistência fria(…)a de poética, sua carnadura concreta(… ) a de economia, seu adensar-se compacta".

Marta, como milhões dos seus conterrâneos, nasceu para uma "morte severina: que é a morte de que se morre de velhice antes dos trinta, de emboscada antes dos vinte, de fome um pouco por dia". Marta contrariou o destino. Porque é um ser com a resistência do mineral e a doçura da flor. Somente o sopro do milagre da criação, abençoando seus pés e ordenando que ela flutuasse nos campos de futebol mundo afora, pode explicar que aquele corpo franzino, composto de braços, pernas finas e cabeça-chata, se agigantasse, jogando com o talento insuperável de quem é, com justiça, a melhor jogadora do mundo nas categorias sub-vinte e adulta. Agora, Marta faz história, ao lado de valorosas companheiras, como vice-campeã do mundo, defendendo a seleção de um país que não dá a menor bola para o futebol feminino.

É preciso contrariar a tradição e valorizar este vice-campeonato mundial que não tem o travo das tragédias nacionais de 50 e 98. Tem o sabor de conquista em jogo parelho (que poderíamos ter ganhado), jogado contra uma equipe que não tomou um gol sequer; que joga movida pela força de um divisão Panzer, temperada por talentos individuais (a goleira e a artilheira) assim como faz a seleção masculina da Alemanha, sempre competitiva, disciplinada, metódica e vencedora quando à disciplina e ao método se juntam craques com Uwe Seeler, Beckenbauer, Overath, Muller, Matthaus. Nossas meninas mestiças, em momento algum, temeram as mitológicas Valquírias.

Desde o Pan que não perco um jogo da seleção feminina (já na Olimpíada me encantavam). É impressionante como as mulheres assimilaram os fundamentos tidos e havidos como monopólio dos machos. E o que é melhor, com graça e leveza.

Com graça e leveza, o futebol feminino é mais uma conquista da luta política pela emancipação da mulher. Importante lembrar a resolução da Federação Inglesa de Futebol que, em 1921, dizia: "O Conselho se vê na obrigação de afirmar que o futebol não é jogo para mulheres […] e convida seus clubes membros da Football Association a não ceder seus campos para partidas femininas". Em 1951, a FIFA recusou-se a cuidar do futebol feminino, alegando que se tratava de "questão de educação que deve ser deixada a médicos e professores". Somente em 1988, a FIFA aceitou organizar o torneio internacional da China, país que sediou, em 1991, a primeira Copa do Mundo da Categoria.

Depois de tudo que tenho visto, chego conclusão, sem qualquer ufanismo, de que neste país, em matéria de esportes, plantando e adubando, tudo dá. Já demos o Rei do Futebol, Pelé; a Corte está completa: o Brasil deu Marta, a Rainha do Futebol.  

Por Juca Kfouri às 14h11

Não era dia de Marta. Alemanha é bi

Como na final do Japão, em 2002, Brasil e Alemanha ficaram no 0 a 0 no primeiro tempo.

Um primeiro tempo de maior domínio brasileiro, que ficou com a bola durante 60% do tempo.

E também de lances agudos de ambos os lados, sobressaindo-se a excelente marcação alemã, que começava dois metros adiante da linha do meio de campo, ainda em território brasileiro.

O que forçava as brasileiras a abusar das ligações diretas e deixava Marta muito isolada, assim como Cristiane, a mais insinuante atuação nos primeiros 45 minutos.

A primeira chance de gol foi germânica, logo aos 4 minutos, numa bola pela direita que acabou batendo na rede pelo lado de fora.

A resposta nacional foi imediata, com Formiga desperdiçando o rebote de uma soltura de bola da goleira adversária, aos 6.

Oito minutos depois, outra chance de ouro que a Alemanha mandou por cima do gol.

Aos 23, no entanto, Daniela pegou um chute de primeira, na veia e na trave, além de cabecear no rebote bem perto do gol.

Para sorte brasileira, no contra-ataque seguinte, a canela alemã perdeu boa oportunidade.

E, aos 25, Marta teve seu primeiro grande lance, em arrancada pela direita que culminou com defesa da goleira, com os pés.

Aos 34, Marta rouba de Prinz no meio de campo e arma um contra-ataque perigoso e nada mais acontece até que comece o segundo tempo, com as alemãs ainda mais fortes na marcação e com muita pressão no ataque nos minutos iniciais.

Ficava nítida a supremacia física das européias e numa saída errada de bola brasileira, Prinz, até então desaparecida, fez o que toda artilheira tem de fazer, o gol, logo aos 6 minutos, livre na área, sem chances para a goleira Andréia.

Aos 15, em cobrança de escanteio, a Alemanha perdeu o segundo gol, numa cabeçada mal dada de sua zagueira.

Dois minutos depois, Formiga lança primorosamente Cristiane que é derrubada na área.

Marta desperdiça a cobrança do pênalti, aos 19, ao bater muito mal, no meio do gol, para manter invicta a cidadela alemã.

Na verdade, ali, não seria justo o empate, embora fosse uma tremenda injustiça do famoso Deus dos estádios que o erro fosse de Marta.

Estranhamente, o Brasil melhorou e quase empatou em cobrança de falta por Daniela, brilhantemente defendida pela goleira Angerer.

O Brasil pressionava, mas a Alemanha não se impressionava, experiente e bem organizada em campo.

E, aos 40, de cabeça em escanteio, a Alemanha matou o jogo, fez 2 a 0 e devolveu o resultado da final masculina no Japão, cinco anos atrás.

Na verdade, se nossas meninas fizeram uma campanha, e mesmo um jogo final, que justificaria a conquista do título inédito, o futebol feminino no Brasil não o merecia, ao contrário do alemão, cujos time e estrutura merecem com sobras.

Em bom português: a liga alemã faz e fez por ser bicampeã mundial e a CBF não, muito ao contrário.

Uma pena, mas valeu.

E não há o que contestar na conquista germânica.

Há, sim, que saudar as pratas olímpicas e a de agora na Copa do Mundo.

Não é pouco.

Aliás, é muitíssimo. 

Ruim é a situação do basquete feminino, que nem por Cuba conseguiu passar no Pré-Olímpico, embora fosse inútil porque a vaga será dos Estados Unidos mesmo.

Por Juca Kfouri às 09h50

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico