![]() |
![]()
![]()
![]()
![]()
![]() BLOG DO ANDRÉ KFOURI BLOGDOBIRNER BLOG DO TORERO CIDADE DO FUTEBOL DISCOS DO BRASIL LANCENET TRIVELA BLOG DA REDAÇÃO UOL BLOG DO PAULINHO FOTOS DO DAN A Verdade da Copa PODCAST DO CBN EC BLOG DO MARCELO DAMATO BLOG DO ALBERTO HELENA SEGUNDONA![]() ![]() 29/06/2008 a 05/07/2008 22/06/2008 a 28/06/2008 15/06/2008 a 21/06/2008 08/06/2008 a 14/06/2008 01/06/2008 a 07/06/2008 25/05/2008 a 31/05/2008 18/05/2008 a 24/05/2008 11/05/2008 a 17/05/2008 04/05/2008 a 10/05/2008 27/04/2008 a 03/05/2008 20/04/2008 a 26/04/2008 13/04/2008 a 19/04/2008 06/04/2008 a 12/04/2008 30/03/2008 a 05/04/2008 23/03/2008 a 29/03/2008 16/03/2008 a 22/03/2008 09/03/2008 a 15/03/2008 02/03/2008 a 08/03/2008 24/02/2008 a 01/03/2008 17/02/2008 a 23/02/2008 10/02/2008 a 16/02/2008 03/02/2008 a 09/02/2008 27/01/2008 a 02/02/2008 20/01/2008 a 26/01/2008 13/01/2008 a 19/01/2008 06/01/2008 a 12/01/2008 30/12/2007 a 05/01/2008 23/12/2007 a 29/12/2007 16/12/2007 a 22/12/2007 09/12/2007 a 15/12/2007 02/12/2007 a 08/12/2007 25/11/2007 a 01/12/2007 18/11/2007 a 24/11/2007 11/11/2007 a 17/11/2007 04/11/2007 a 10/11/2007 28/10/2007 a 03/11/2007 21/10/2007 a 27/10/2007 14/10/2007 a 20/10/2007 07/10/2007 a 13/10/2007 30/09/2007 a 06/10/2007 23/09/2007 a 29/09/2007 16/09/2007 a 22/09/2007 09/09/2007 a 15/09/2007 02/09/2007 a 08/09/2007 26/08/2007 a 01/09/2007 19/08/2007 a 25/08/2007 12/08/2007 a 18/08/2007 05/08/2007 a 11/08/2007 29/07/2007 a 04/08/2007 22/07/2007 a 28/07/2007 15/07/2007 a 21/07/2007 08/07/2007 a 14/07/2007 01/07/2007 a 07/07/2007 24/06/2007 a 30/06/2007 17/06/2007 a 23/06/2007 10/06/2007 a 16/06/2007 03/06/2007 a 09/06/2007 27/05/2007 a 02/06/2007 20/05/2007 a 26/05/2007 13/05/2007 a 19/05/2007 06/05/2007 a 12/05/2007 29/04/2007 a 05/05/2007 22/04/2007 a 28/04/2007 15/04/2007 a 21/04/2007 08/04/2007 a 14/04/2007 01/04/2007 a 07/04/2007 25/03/2007 a 31/03/2007 18/03/2007 a 24/03/2007 11/03/2007 a 17/03/2007 04/03/2007 a 10/03/2007 25/02/2007 a 03/03/2007 18/02/2007 a 24/02/2007 11/02/2007 a 17/02/2007 04/02/2007 a 10/02/2007 28/01/2007 a 03/02/2007 21/01/2007 a 27/01/2007 14/01/2007 a 20/01/2007 07/01/2007 a 13/01/2007 31/12/2006 a 06/01/2007 24/12/2006 a 30/12/2006 17/12/2006 a 23/12/2006 10/12/2006 a 16/12/2006 03/12/2006 a 09/12/2006 26/11/2006 a 02/12/2006 19/11/2006 a 25/11/2006 12/11/2006 a 18/11/2006 05/11/2006 a 11/11/2006 29/10/2006 a 04/11/2006 22/10/2006 a 28/10/2006 15/10/2006 a 21/10/2006 08/10/2006 a 14/10/2006 01/10/2006 a 07/10/2006 24/09/2006 a 30/09/2006 17/09/2006 a 23/09/2006 10/09/2006 a 16/09/2006 03/09/2006 a 09/09/2006 27/08/2006 a 02/09/2006 20/08/2006 a 26/08/2006 13/08/2006 a 19/08/2006 06/08/2006 a 12/08/2006 30/07/2006 a 05/08/2006 23/07/2006 a 29/07/2006 16/07/2006 a 22/07/2006 09/07/2006 a 15/07/2006 02/07/2006 a 08/07/2006 25/06/2006 a 01/07/2006 18/06/2006 a 24/06/2006 11/06/2006 a 17/06/2006 04/06/2006 a 10/06/2006 28/05/2006 a 03/06/2006 21/05/2006 a 27/05/2006 14/05/2006 a 20/05/2006 07/05/2006 a 13/05/2006 30/04/2006 a 06/05/2006 23/04/2006 a 29/04/2006 16/04/2006 a 22/04/2006 09/04/2006 a 15/04/2006 02/04/2006 a 08/04/2006 26/03/2006 a 01/04/2006 19/03/2006 a 25/03/2006 12/03/2006 a 18/03/2006 05/03/2006 a 11/03/2006 26/02/2006 a 04/03/2006 19/02/2006 a 25/02/2006 12/02/2006 a 18/02/2006 05/02/2006 a 11/02/2006 29/01/2006 a 04/02/2006 22/01/2006 a 28/01/2006 15/01/2006 a 21/01/2006 08/01/2006 a 14/01/2006 01/01/2006 a 07/01/2006 25/12/2005 a 31/12/2005 18/12/2005 a 24/12/2005 11/12/2005 a 17/12/2005 04/12/2005 a 10/12/2005 27/11/2005 a 03/12/2005 20/11/2005 a 26/11/2005 13/11/2005 a 19/11/2005 06/11/2005 a 12/11/2005 30/10/2005 a 05/11/2005 23/10/2005 a 29/10/2005 16/10/2005 a 22/10/2005 09/10/2005 a 15/10/2005 02/10/2005 a 08/10/2005 25/09/2005 a 01/10/2005 18/09/2005 a 24/09/2005![]() Dê uma nota para o blog ![]() ![]()
![]() |
![]()
O que dizer de Botafogo e Vasco?
Botafogo e Vasco jogam neste domingo, às 16h do horário de verão (15h no horário do sol ) no Maracanã. Pouco tempo atrás, o Botafogo era candidato ao título e o Vasco à Libertadores. Agora, se empatarem, passarão a ficar, mais o Vasco, perigosamente perto da Z-R. Se o Vasco perder, então... E o time do Botafogo tem a obrigação de vencer, por Cuca, e para calar de vez o Montenegro, de saída, segundo se anuncia. Escrito por Juca Kfouri às 19h46[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
E viva a CBF!
Genial como é, a CBF conseguiu esconder o começo das eliminatórias sul-americanas. Como acompanhar Uruguai 5, Bolívia 0, e Argentina 2, Chile 0, com tanto jogo do Brasileirão ao mesmo tempo? Mesmo o jogo do Brasil, amanhã, às 19h, na Colômbia, ficou em segundo plano. Porque o torcedor quer saber muito mais de seu clube do que da Seleção. Para não falar dos clubes que foram prejudicados por terem jogadores convocados para jogar as eliminatórias, não só os da Seleção, mas, também, os das outras, que viraram fornecedores de atletas para o nosso mercado. Olhe para os outros países e veja se houve rodada nos campeonatos nacionais, na Europa, inclusive, por causa das eliminatórias da Eurocopa. E a CBF é tão burra que anuncia o calendário para 2008 com os mesmos erros, ao não adequá-lo ao calendário mundial e ao manter fora da Copa do Brasil os times brasileiros que estarão na Libertadores. Ou seja, o negócio da CBF é dar tiro no próprio pé. Escrito por Juca Kfouri às 19h41[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Bom empate na Vila
Santos e Palmeiras fizeram um clássico movimentado na Vila Belmiro e o 1 a 1 ficou de bom tamanho, embora tenha significado a queda palmeirense para o quinto lugar. Mas o Palmeiras mostrou-se uma equipe madura, ao encarar o Santos de igual para igual, ao menos no primeiro tempo.. Palmeiras que saiu na frente com gol olímpico de Caio, numa falha dupla de Alessandro e de Fábio Costa, aos 34 do primeiro tempo. Mas que cedeu o empate, depois que Alessandro se redimiu em bela jogada pela direita que culminou nos pés de Renatinho, depois de cabeçada de Kléber Pereira defendida por Diego Cavalieri, aos 13 do segundo tempo, quando o Santos foi bem superior e quase venceu. Escrito por Juca Kfouri às 19h12[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Virada com a cara do Grêmio
O Grêmio retomou o quarto lugar ao vencer o Goiás de virada e desalojar o Palmeiras. Saiu atrás, quando o Sr. Goiás, Paulo Baier, bateu escanteio na cabeça de Leonardo que fez 1 a 0, aos 8. Pereira empatou ainda no primeiro tempo, em lance idêntico, cobrado por Tcheco, aos 25. E Tuta se encarregou de mandar bola, zagueiro e goleiro para o fundo das redes, aos 6 do segundo tempo. Porque com o Grêmio tem sido assim no Olímpico, aos trancos e barrancos, mas em frente. Prova de que lutará até o fim por uma vaga na Libertadores. Já o Goiás, se tanto, lutará para não cair. Escrito por Juca Kfouri às 19h09[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Ufa! Galo cumpridor
O Galo sofreu e só fez seu gol de pênalti (mão na bola), aos 37 do segundo tempo, com Gérson. Antes tinha visto o goleiro Sérvulo operar pelo menos dois milagres. Mas também tinha tomado um baita susto, quando Bilu salvou na linha um gol que já era comemorado pelo América. O Galo, foi melhor só no segundo tempo, mas cumpriu com sua obrigação e respira, sem aparelhos. Escrito por Juca Kfouri às 19h01[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Mengo mata o Paraná Clube
Depois de um primeiro tempo muito truncado, com apenas uma chance de gol para cada lado, com Josiel e Souza, o segundo pegou fogo em Curitiba. E o Paraná Clube jogou fora a chance de se reabilitar, não só ao perder um pênalti cobrado por Josiel e defendido por Bruno, como, também, ao ficar com 10 ainda aos 14, pela expulsão de Adriano. O Flamengo, que era inferior, não demorou a se aproveitar, com Fábio Luciano, de cabeça, abrindo o marcador, aos 18. Três pontos valiosos para o rubro-negro, corda que aperta o pescoço do tricolor paranaense. Escrito por Juca Kfouri às 16h56[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Empate significativo para o líder
O Fluminense fez a leitura perfeita do adversário que teria pela frente. Era o líder São Paulo sim, com o melhor elenco do Brasileirão, mas sem seis titulares. A começar pelo goleiro, pois era o menino Fabiano quem estava na meta paulista. E o Flu foi para cima desde o início, sem o menor respeito, no que fez bem. Porque risco mesmo só correu ao fim do primeiro tempo, em cabeçada de Leandro que Fernando Henrique defendeu muito bem, ao mandar para escanteio. Antes disso, aos 34, exatamente o menino Fabiano (que já havia feito uma boa defesa) tinha cometido um pênalti em Adriano Magrão, que entrara no lugar de Somália, machucado aos 23. O 1 a 0 estava correto e poderia ser mais, se a pontaria do tricolor carioca estivesse mais calibrada. Só que para o segundo tempo o São Paulo voltou com comportamento de líder e com Fernando no lugar de Jackson, tímido em sua estréia. E logo de cara, aos 6, Breno cabeceou para um milagre de Fernando Henrique que, no entanto, sobrou para André Dias empatar. O São Paulo não precisava mais do que isso. Mas o árbitro inventou um pênalti de Hernanes em Gabriel. Não era justo. Mas o próprio Gabriel encarregou-se de cobrar para que Fabiano começasse a escrever sua história no São Paulo, pois defendeu a cobrança com frieza de veterano. Aos 30, para quem acha que o São Paulo está sendo auxiliado pelas arbitragens, Aloísio foi expulso depois de fazer uma falta absolutamente normal. O São Paulo soube garantir o empate e, mais uma vez, o Flu não foi o que poderia ser. Escrito por Juca Kfouri às 16h54[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Corinthians empata no fim. Era 13 de outubro
O Corinthians é pura dedicação. O que é bom. Mas é só isso. O que é mau. Já o Inter é um mistério. Individualmente tem jogadores que deveriam lhe dar o comando técnico num jogo como o do Pacaembu. E seu técnico é Abel Braga. Nem por isso, no entanto, o time joga como um time. E, na verdade, nem sequer mereceu o 0 a 0 do primeiro tempo. Não só porque Finazzi perdeu dois gols feitos aos 20 e 30 minutos -- o primeiro na pequena área e o segundo, ao receber livre, por tocar forte demais para se livrar de Clêmer e mandar a bola pela linha de fundo. Mas também porque, num mesmo lance, ao fim dos 45 minutos iniciais, sua defesa derrubou dois corintianos dentro da área, em jogadas, no mínimo, duvidosas e que poderiam ter sido marcadas. O Inter, no entanto, voltou muito melhor no segundo tempo e se impôs, ao assumir o domínio da partida. O que se fez refletir no marcador aos 11 minutos, quando Magrão abriu o placar, já diante de um Corinthians que parecia morto em campo, como se o esforço do primeiro tempo tivesse sido demasiado. Onze minutos depois, Jonas quase amplia, não fosse mais uma boa defesa de Felipe. O Inter, enfim, fazia e desfazia, como bem entendia. Mas, aos 41, Aílton bateu falta na cabeça de Finazzi que empatou. Como se num 13 de outubro o Corinthians não pudesse mesmo perder um jogo. Quase 25 mil torcedores foram mais aliviados para casa. Escrito por Juca Kfouri às 16h53[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Faz 30 anos!
A revista "Placar" está com uma edição especial nas bancas para relembrar os 30 anos do título paulista do Corinthians que pôs fim a quase 23 anos de jejum. E a revista perguntou a alguns corintianos onde eles estavam naquele 13 de outubro de 1977. Minha resposta segue abaixo: Estava no lugar certo, na hora certa Por JUCA KFOURI, 57 anos Ora, e isso é pergunta que se faça? Eu estava no Morumbi para comemorar o 16o. título paulista do Corinthians, queriam que eu estivesse aonde? Verdade que se a memória de tudo é bem nítida até o gol de Basílio, do gol em diante as coisas ficam meio confusas -- embaçadas, digamos assim.. Recapitulemos: eu era, então, chefe de reportagem desta Placar. Vi o jogo como penetra nas cadeiras cativas superiores do estádio, setor 3, porque não era jogo para se ver na cabine de imprensa. Felizmente, não era ainda uma cara conhecida, razão pela qual podia me misturar com a massa numa boa. Não que tivesse massa propriamente dita nas cadeiras cativas, mas daqui a pouco você entenderá o porquê da observação. E Basílio fez o gol da libertação, o gol que abriria um futuro que culminaria, outros 23 anos depois (alguém já tinha se dado conta disso?) no primeiro título mundial de clubes da Fifa. Do que me lembro, então? Lembro que o corintiano que estava sentado ao meu lado olhou para mim, pôs a mão no meu peito e perguntou: "Você está se sentindo bem?". Lembro que respondi: "Nunca me senti tão bem na vida, amigo". E, depois, só me lembro de estar no gramado do Morumbi, com uma bandeira alvinegra nas mãos, nem sei como fui parar lá e quem me deu o estandarte, se é que não o comprei. Mas eu tinha um compromisso, ir atrás do trio elétrico que Placar tinha trazido de Salvador desde o sábado anterior e que estava escondido em São Paulo. Eu havia prometido para minha mulher, grávida de cinco meses, que a pegaria em casa e iríamos para a avenida Paulista, ver o trio passar. Peguei o carro e sai correndo, com o cuidado de não ouvir Osmar Santos, porque sabia que não agüentaria. Pus na rádio Bandeirantes, em tempo de ouvir o saudoso "senador" Mauro Pinheiro dizer: "Antes de falar do jogo, quero abraçar um jovem companheiro que deve estar perdido por algum canto deste festivo Morumbi, o chefe de reportagem da Placar, Juca Kfouri". Pronto! Pra quê? Subi na ilha da avenida Cidade Jardim, parei o carro, e chorei convulsivamente não sei por quanto tempo. Recuperado, peguei minha mulher, fomos à Paulista, o trio já tinha ido, e resolvemos jantar no Gigetto, um dos poucos restaurantes, àquela época, que ficavam abertos na madrugada paulistana. Lá nos encontramos com o presidente Vicente Matheus, um pé calçado, outro descalço. "Uai, presidente, cadê o seu sapato?", perguntei. "Sei lá, nem notei que estava sem", ele respondeu. E nos abraçamos como dois felizardos. Agora, abaixo, mais dois textos sobre o mesmo tema, de dois valiosos colaboradores deste blog. OUTUBRO Por ROBERTO VIEIRA, 43 anos Outubro de 1977. Prisão. Eles esqueceram de mim. Os dias e as noites iguais. Xerox. A única alegria desses anos todos foi naquele domingo. Um bilhete chegou na minha cela. "É hoje!" Meu Corinthians ia decidir o título com o Palmeiras de Oswaldo Brandão. O Palmeiras verde esperança. O mesmo Oswaldo Brandão de 1954. Se Deus existe ele é sarcástico. 23 anos sem ser campeão. 10 anos de ditadura. 3 anos na prisão. Eu ainda desejava a revolução. Mas depois de tanta pancada eu me contentaria com um gol de Rivelino. Não tive notícias durante alguns dias. Mas fiz a festa assim mesmo. O timão não poderia perder. Unido o povo jamais será vencido. Até que um capitão vendo alegria no inferno veio me contar: "1x0 Palmeiras. Gol de Ronaldo!" E eu atônito calei. Para então começar a gritar desesperado: "Mentira. Mentira. O Corinthians ia preferir morrer a perder um jogo desses!" E desmaiei sob o cassetete da realidade. Eu que acreditava que um homem deve morrer antes de se render. Ali perdi minha última esperança. E de certo modo enlouqueci. Os jogadores com certeza tinham sido torturados. Obrigados a entregar a vitória. Esquartejados. A revolução derrotada. Minha última alegria, também. Os anos se passaram nas trevas. Nunca mais pensei sequer em futebol. Até agora. Pois agora em outubro eles me soltaram. Nesse feriado maluco. Feriado em que Geisel decidiu enquadrar o Sílvio Frota. Antes que Frota enquadrasse ele. Mas eu não tinha família. Minha família eram meus companheiros. E eles estavam todos mortos. Dormi numa pensão barata. Com medo de falar. Com medo de ser acordado do sonho de estar livre. No dia seguinte acordei de tardezinha. Imaginava que a cidade fervilhava com a tentativa de golpe dentro do golpe. Mas não. A cidade não falava de Frota. Não falava de Geisel. Porque Golbery decerto aconselhara Geisel: "Se tiver de fazer, faz agora! Agora que o povo só quer saber de Corinthians!" Por ironia do destino o Corinthians ia de novo decidir um título. A cidade só falava de Vaguinho. De Moisés. De Zé Maria. E um tal de Russo. Minha boca sem dentes sorriu. Se Deus existe ele continuava sarcástico. Mas Deus não é corintiano. Ele é santista, palmeirense, militar. Corintiano, nunca! Pensei com meus botões marxistas: "Futebol é o ópio do povo!" E era disso que eu precisava. Ópio. Esquecer. Juntei os trocados e fui andando solitário. Quando vi que do meu lado outros homens, mulheres e crianças caminhavam. Meus pés involuntários haviam tomado o rumo do Estádio do Morumbi. E eu me vi envolvido por uma imensa massa de pobres, ricos, negros, brancos, amarelos, fascistas, comunistas, anciãos, judeus e muçulmanos. Sofredores. Como eu. E entrei, depois de muitos anos de ortodoxia, no Coliseu. Não. Não era a revolução que eu sonhava. Não era Lênin o nome que a multidão gritava. Embora houvesse um Vladimir no time. Eu me deixei levar pelo ópio. Pelo sonho. Eu que neguei o meu Corinthians mais de mil vezes. Me vi gritando alucinadamente seu nome santo. Era a única Revolução de Outubro possível. Nosso 1917. Sessenta anos depois. O único outubro possível. Os times corriam. Brigavam. Até que a bola foi e voltou. Foi e voltou na trave. Um pé empurrou a bola para as redes. E eu me ajoelhei. Fiel. Não sei como invadi o campo. Arranquei um naco de grama como uma relíquia sagrada. O meu santo sudário. E prometi ir descalço até Moscou. Deixar minha oferenda. Na Catedral de São Basílio.
Hoje é dia de São João! Por FELIPE SANTOS, 21 anos Não, você não leu errado. Não voltamos a um 24 de junho qualquer, por meio de uma máquina do tempo. Apenas é o dia em que os corintianos lembram-se de uma ocasião histórica. O dono do blog escreveu, em seu livro "Corinthians – Paixão e Glória", que "quando o alvinegro ganha, até o mais alienado dos cidadãos percebe que alguma coisa realmente importante aconteceu". E talvez, nunca mais se verá um dia em que todos perceberam que alguma coisa realmente importante acontecera, como se viu há exatos trinta anos. Dia em que os corintianos – todos eles, os já nascidos então, os que nasceram depois e os que ainda virão – aprenderam, após um longo curso de "espírito esportivo" que teve a duração de 22 anos, que o time deles também podia ganhar, e que a vida não era só feita de derrotas. Eu disse que o curso durou 22 anos? Minto: 22 anos, oito meses, sete dias e mais oitenta e um minutos. Foi o tempo que se precisou esperar para ver o momento decisivo, a epifania, acontecer, quando São João transformou em uma perna humana a espada que São Jorge lhe emprestara, para ferir mortalmente o fantasma que atrapalhava os coríntios. E ainda usou os escombros de uma ponte preta para matar o alvo de vez. Depois, é aquela festa que todos vêem, até hoje (principalmente hoje, 13 de outubro), na tevê, ou ouvem, no rádio. Gente atravessando de joelhos o gramado do Morumbi, de uma trave a outra. Gente arrancando pedaços de grama com as mãos, ou mesmo com a boca, para depois degustá-los, como se aquele fosse o melhor dos manjares. Gente guardando o canhoto do ingresso para aquele jogo, como se fosse o papel que dava direito à entrada para uma outra dimensão, onde tudo era festa. Oferendas sendo feitas. E continuam sendo feitas. Por quê? Ora bolas, para lembrar e celebrar, todo 13 de outubro, desde 1977, o dia de São João. São João Roberto Basílio!
Arquivo FOLHA Escrito por Juca Kfouri às 23h01[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Don Alberto Martín Acosta
Por ROBERTO VIEIRA Acosta foi expulso de novo. Os cronistas se revoltam. Acosta foi expulso de novo. Depois de empatar o jogo em 2x2. Então entenda. O craque está sempre perto do céu. E do inferno. O craque sempre tem muito de gênio. E muito de louco. Não se explica um craque. Você escala e espera. O céu e o inferno. Pergunte aos amigos de Picasso. Aos irmãos de Pixinguinha. Aos pais de Acosta. Quando viravam os olhos lá estava ele. Quebrando janela. Tacando fogo no cachorro. Botando sal na comida. Quando avisaram pro Cruzeiro que o Náutico ia jogar com o time reserva, esqueceram de avisar uma coisa. Nos treinos do Náutico, time titular é onde joga Don Alberto Martín Acosta! Escrito por Juca Kfouri às 22h21[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Os seis jogos deste sábado
Parece mentira que quase dois anos depois de jogarem no Pacaembu como líder e vice-líder do Brasileirão de 2005, Corinthians e Inter se reencontrem hoje na situação de lutar para não serem rebaixados. Pouco sobrou daqueles times que se enfrentaram no "jogo do Tinga" ou "do Márcio Rezende de Freitas". E, do que restou, digno de nota mesmo, só Fernandão. Ele é a grande diferença da partida de hoje no mesmo Pacaembu, embora o Corinthians tenha Felipe e certamente terá muita gente no estádio., apesar da inegável superioridade técnica colorada. Entre Paraná Clube e Flamengo a situação é simples. E muito complicada. Os donos da casa têm de vencer e são tradicionais algozes dos convidados, que não ficarão infelizes com um empate. Fluminense e São Paulo farão o clássico tricolor no Maracanã. Muricy Ramalho já disse que mais uma derrota não será nenhuma catástrofre. E, friamente, não será mesmo, ainda mais depois de mais uma bobeada do Cruzeiro, embora o Santos possa ficar a "apenas" nove pontos do São Paulo. Mas, pensando bem, perder a quarta seguida não será de bom tom. E embora o Flu possa perfeitamente vencer, algo me diz que isso não acontecerá (para alegria dos torcedores das Laranjeiras...). Entre Santos e Palmeiras, a previsão é de jogo duro e catimbado na Vila Belmiro, com ligeiro favoritismo para o time da casa. Tão ligeiro que pode passar assim, sem ser notado. Uma vitória alviverde soará como atestado de que o time dos Caios e de Valdívia ficou maduro. No Olímpico, o Grêmio deve passar por cima do Goiás, com facilidade, com dificuldade, do jeito que for, mas passará. E o Galo ou ganha do América, em Natal, ou que vá cantar em outra freguesia, provavelmente na Segundona, de novo. Mesmo que o Mecão pareça determinado a, ao menos, cair com uma certa dignidade. Escrito por Juca Kfouri às 22h14[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
O amor de Lucas pela bola
Por MARCELO TORRES* Certa vez perguntaram à teóloga alemã Dorothee Sölle: "Como a senhora explicaria a uma criança o que é a felicidade?". "Não explicaria", a religiosa respondeu. "Daria uma bola para que ele jogasse". De fato, a bola é uma coisa mágica e sublime para uma criança, principalmente para um menino. A primeira coisa que meu filhinho aprendeu a balbuciar depois de mãmã e papá foi a palavra bola, que na sua vozinha de anjo virou bóua. Você precisa ver como é bonitinho ele falando bóua, naquele seu jeitinho, com o som do "u" no lugar do "l". É como se fosse a palavra ‘boa’, com o "o" aberto e um "u" no meio. Bóua. Mas bóua é uma das poucas, pouquinhas palavras que ele arrisca. Quando vê um cachorro, por exemplo, ele diz que é o auau. Se vê outra criança, maior ou menor que ele, o anjinho vibra. - Neném! Quando a mãe coloca o sapatinho no pé, o danadinho suspira. – Papato! Na hora de deitar para dormir, ele olha para a mãe e fala suave mimi. Com sede ou fome, o leãozinho não chora, pede dedêra. Batata é tata, banana é nana... e por aí vai. Aliás, tudo neste mundo que traz a cor amarela é nana para ele. Outro dia eu enchi uma bola de soprar, de cor amarela, e ele, radiante, foi logo gritando BÓUA-NANA! Até quando olha para as lamparinas redondas do jardim ele grita "Bóuuuaaa!", como a vibrar com um gol. E quem há de dizer que não é um gol? Ah!, lembrei também: quando dá um chutinho na bola, ele grita BÓUA-GÔ. Papá, mamã, neném, mimi, nana, papato, dedêra, tata, auau, bóua, gô. Eis a sua seleção de primeira. A seleção das primeiras palavrinhas. Claro que eu me derreto quando ouço o anjinho sussurrar levemente papáááááá. Mas essa tal de bóua é um caso. Caso de amor. Amor à primeira vista. À primeira palavra. Bóua é encanto, magia, feitiço, beleza, alegria. Ou felicidade, como filosofou a alemã. Seus olhos brilham quando vêem a tal da bóua. Seja ela uma bolinha de gude, uma bola de plástico ou um balão de soprar. Mês passado levei-o para conhecer tios, primos e vovôs na Bahia. Ganhou carrinho, brinquedinho, roupinha, lembrancinhas e tal e coisa. Mas ‘o presente’ mesmo, aquele que caiu em sua graça e não saiu dos seus braços foi uma bola, uma bolinha simples. Para Lucas, aquelas histórias sobre tirar ou pôr doce na boca de criança não servem. Quer conquistá-lo e vê-lo alegre, falante e agitado, dê-lhe uma bola. Quer vê-lo derrubar o mundo, tome-lhe a bola das mãos. Bola é sua metáfora. É sua máxima. Tirai do mundo a bola, e o mundo será um ermo, um imenso estádio vazio. Brinquedo predileto, bichinho de estimação, a bola não lhe sai da boca, da cabeça, dos pés, das mãos. Mãos? Será que ele vai ser goleiro? Ou será jogador de vôlei? Handebol? Basquete? Às vezes ele a chuta, mas é aquele chutinho leve e despretensioso, como um tapinha carinhoso no bumbum da amiguinha. Depois, joga-a para cima e a ampara. Não deixa a pelota cair. Apara a moça de volta. Acolhe. Acaricia. Às vezes, quando a bola está murcha, ele assopra, na vã tentativa de enchê-la com seu soprinho de nada. E, sem nada falar, leva a bola à minha boca, como a ordenar "Enche aí, papai". O papai, claro, enche a bola do filhinho. Com a bola toda, ele a abraça com doçura e afeto. Dá-lhe um beijinho de olhos fechados. Apaixonados. Não sei o que ele vai ser quando crescer. Aliás, ele nem precisa crescer. Não tenho pressa. Por isso, ainda não o levei a um estádio. É cedo. Também não comprei a camisa do time de coração. Por Mônica, a mãe - que é carioca e tricolor - ele vai ser Fluminense. Por mim, que sou baiano e torcedor do Vitória, ele torceria tão-somente pelo rubro-negro baiano. Por enquanto, só sei que Lucas fez da bola um evangelho, um sacramento, uma bíblia. No futuro, talvez ele veja que tudo não passou de ilusão. Enquanto o amanhã não chega, bendito seja o amor que esse menino tem pela bola. E que esse amor seja sublime e eterno enquanto dure. *Marcelo Torres é jornalista, radicado em Brasília, é baiano e torce pelo Vitória. Escrito por Juca Kfouri às 21h46[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Três empates no Dia das Crianças
O Cruzeiro jogou suficientemente bem para fazer 2 a 0 no primeiro tempo, com gols de Alecsandro e Ângelo, aos 32 e 35 minutos. O Náutico até deu duas pontadas perigosas, mas foi só e o volume mineiro justificou o placar inicial. Só que no segundo tempo só deu Náutico. Que justificou plenamente o empate, com dois gols de Acosta, aos 16 e 32. O primeiro foi uma pintura, depois de driblar um zagueiro e ter calma suficiente para enfiar o pé esquerdo por baixo da bola e encobrir quem corria para defender a linha fatal. Já o segundo foi típico de um centroavante oportunista, bem colocado ele desviou uma bola cruzada para empatar. Mesmo com seis reservas, você pensa que o Timbu recuou para segurar o ótimo empate? Nada disso. Buscou consolidar a virada e, é claro, correu riscos por isso. Fato é que o Cruzeiro vacilou novamente, completou sua quarta partida sem vitória e ficou ao alcance de Santos e Palmeiras. Já o Naútico marcha seguro para a Copa Sul-Americana, num trabalho digno de nota do técnico Roberto Fernandes e de Acosta, 17 gols uruguaios em pleno Brasileirão. Por que ele não é chamado para a seleção uruguaia é um mistério que não dá para decifrar. A não ser que seja por indisciplina, porque ele, que voltava de suspensão, achou de tomar dois amarelos no Mineirão, foi expulso aos 42, e está fora do próximo jogo, tido como vital pelo alvirubro, contra o Corinthians. Nos outros dois jogos, dois 0 a 0 com significados opostos. O do Recife, entre Sport e Figueirense, não ficou mal para nenhum dos dois, embora, é claro, tenha sido melhor para os catarinenses. Já o de Caxias do Sul foi péssimo para o Juventude e muito ruim para o Atlético Paranaense. No Dia das Crianças, ficou tudo igual no Brasileirão. Amanhã volta a ser uma jornada só para adultos. Escrito por Juca Kfouri às 21h30[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
E agora, Maracajá?
Paulo Maracajá está para o Bahia assim como Eurico Miranda está para o Vasco ou Alberto Dualib esteve para o Corinthians. E, agora, está em apuros, alvo de uma campanha certeira como pode ser constatado no endereço abaixo: Escrito por Juca Kfouri às 23h28[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Três jogos à noite para alegrar o Dia das Crianças
O feriado desta sexta-feira reserva três jogos do Campeonato Brasileiro para às 20h30. O mais interessante, em Belo Horizonte, entre o vice-líder Cruzeiro e o 14o. colocado Náutico. Náutico que joga sem seis titulares no Mineirão, todos suspensos, de propósito, para que possam enfrentar o Corinthians na rodada que vem, nos Aflitos. Mesmo assim o técnico Roberto Fernandes está otimista, porque terá o artilheiro Acosta de volta para manter a boa fase de um time que ganhou seis dos últimos sete jogos que disputou, embora esteja apenas dois pontos acima da Z-R. Já o Cruzeiro, com 52 pontos, no G-4, perdeu em casa dois de seus últimos três jogos e empatou o terceiro. Ou ganha ou provavelmente será superado por Santos ou Palmeiras, que se enfrentam no sábado. Deve ganhar. Como o Sport, que recebe o Figueirense e é favorito no Recife. Os dois times estão na zona da Copa Sul-Americana, o rubro-negro com 42 pontos, em ótimo sétimo lugar e o Figueira com 41, em bom nono. Finalmente, o moribundo Juventude enfrenta o Furacão em Caxias do Sul. Os gaúchos em penúltimo lugar, com apenas 30 pontos, e os paranaenses em 10o., com quase confortáveis 41 pontos, embora precise melhorar. Chance melhor do que a desta noite, impossível. Escrito por Juca Kfouri às 23h13[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Maracanã: as duas faces da mesma moeda
O padrão de excelência Mario Filho Por MAURÍCIO METRI 'Futebol hoje é isso. Você perde a bola, e todo mundo volta para se agrupar. Hoje todo mundo se defende e depois parte para o ataque', discursou." (Folha de SP, 07/10/2006). E, em matéria de futebol, como em tantas outras da vida, tamanho ainda é documento. (Maiores detalhes, ver:http://www.fifa.com/worldfootball/lawsofthegame.html). (Obs.: As dimensões dos estádios aqui citados foram obtidas por meio do instrumento de medição do Google Earth e confirmadas ou nos Quem joga bola sabe, a diferença não é trivial. Mesmo em relação ao padrão europeu (FIFA), a diferença que, inicialmente, parece pequena (de 05 metros no comprimento e de 07 na largura) Neste caso, para cada metro acrescido na largura dos campos, expande-se a área em 105 m2. A partir daí, para cada metro acrescido ao comprimento do campo, amplia-o em 75 m2. Ao final a diferença total em termos de área entre o padrão consagrado pela FIFA e o padrão de excelência Mario Filho é de 1.110 m2. (Obs.: os campos europeus citados têm uma extensão de 7.140 m2, enquanto o Maracanã possui 8.250 m2). (Mais precisamente, 01 quadra de futebol de salão inteira e mais 40% de uma outra; ou 01 campo de futebol de areia inteiro e mais 10% de outro). As diferenças em relação aos outros campos de menor porte tendem a se tornar, obviamente, colossais. Não há adversário que resista a ele. Imaginem o que fariam o Ronaldinho, Robinho, Ronaldo ou Kaká, se dispusessem, todo domingo, de um Maracanã? Viva o Romário, que foi jogar nos estádios europeus e se deu conta de que o padrão de excelência está aqui, voltando no ápice da forma e da carreira para gozar daquilo que só nós brasileiros podemos proporcionar aos craques, nada mais nada menos do que o maior e melhor palco do futebol mundial. Danem-se literalmente os zagueiros, os volantes e os técnicos "modernos" que adoram gozar do sentimento de que tudo está dominado ou preste a ficar. Eles é que fiquem com os buracos nas costas dos laterais, com a impossibilidade de uma cobertura, com o problema de se conceder mais espaço aos gênios dos pequenos espaços. Padeçam no inferno de um campo de futebol de tamanho. O desespero é tanto que se tenta imputar regras tácitas, que vão além das definidas pelo próprio jogo, para coibir o que, para eles, está além de suas possibilidades. Talvez nada seja mais humano do que o pânico de ser humilhado perante um público de milhares e da foto e da manchete estampadas no dia seguinte nos jornais e sites esportivos, como também nada mais medíocre e revelador do que a fuga para a violência. Este é o problema de que padecem os gênios ao expor a mediocridade de seus pares, que no caso do futebol no Brasil ganha proporções do tamanho de seus estádios mais importantes. (Em tempo: o Mineirão tem as mesmas dimensões do Glorioso Mario Filho, assim como o Serra Dourada (GO) e o Castelão (CE)). Observação do blog: O autor, economista carioca, de 32 anos, agradece a correção e comenta que "de fato, não pegou bem". Já eu diria que mais vale a reflexão que o equívoco corrigido. Por ROBERTO VIEIRA Quando Jorginho, o auxiliar-técnico da seleção de Dunga, reclama das condições do gramado do Maracanã para o jogo do Brasil contra o Equador ninguém fica surpreso. O país pentacampeão do mundo nunca deu importância à regra número 1 do futebol. A regra que trata dos campos de futebol. Mas como não? Então nós não possuímos pirâmides espalhadas nos quatro cantos de Pindorama? Temos. E os campos têm as dimensões exatas da FIFA. Todos têm barra, rede e bandeirinhas de escanteio. Todos têm círculo central e meia-lua. Mas vá jogar bola neles! Alguns se parecem com campos de baseball tal a quantidade de terra. Outros lembram campos de golfe. Volta e meia um buraco. Tem aqueles de grama alta e fofa como uma floresta tropical. Além dos que tem somente o velho e tradicional capim. Muitas vezes ficamos na dúvida se a habilidade dos nossos craques é genética ou fruto das adversidades do terreno. Claro que nos últimos quarenta anos os nossos gramados evoluíram. Eu não serei tão radical para afirmar o contrário. Porém se fossemos justos, Friedenreich, Romário e Pelé não seriam os maiores goleadores do nosso futebol. Tal honra caberia ao ilustre Morrinho Artilheiro. Escrito por Juca Kfouri às 09h20[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
45 anos atrás, Santos campeão mundial
Há 45 anos, o auge do futebol-arte Por ODIR CUNHA Em 11 de outubro de 1962, uma quinta-feira como hoje, na velha e bela Lisboa iluminada pela magia de um futebol que nunca mais se viu, Benfica e Santos fizeram a segunda partida da decisão do Mundial Interclubes. Ah, tempos que lembrados agora parecem sonho, pois vivia-se o deslumbramento do futebol-arte! Santos e Benfica falavam não só o mesmo apaixonante idioma de Camões, mas também compartilhavam a mesma linguagem da beleza, da classe, da coragem e do jogo limpo. Um verdadeiro encontro de dois mundos gêmeos, que não pode jamais ser esquecido. Como esquecer uma partida que tinha Pelé e Eusébio no esplendor de suas carreiras? Que tinha o Santos, base da Seleção Brasileira bicampeã do mundo, contra o Benfica, autêntica Seleção de Portugal, que desfrutava o melhor momento de sua história? Como não fechar os olhos e imaginar o Estádio da Luz iluminado pela magia dos craques? Nunca me conformei de que esta data passasse batida na história do Santos e do futebol brasileiro. Mais do que representar a primeira vez que um time nacional se tornou campeão do mundo, ela simboliza uma época que dificilmente será revivida. Quem viu, viu. Quem não teve a benção de ver, só mesmo através da literatura. Por isso decidi pesquisar mais sobre o jogo, sobre aquela época, e escrever "Donos da Terra", a ser lançado nos próximos dias pela Editora Realejo, ou Realejo Livros, de Santos. Neste momento, o editor de arte Luis Carlos Almeida está juntando palavras e imagens que logo estarão à disposição dos santistas e dos amantes do futebol. Santos tem a sorte de ter uma Editora como a Realejo, do jovem e idealista José Luiz Tahan, que preserva as boas coisas da cidade em obras esmeradas, imprescindíveis. O melhor do livro Se me perguntassem o que o livro tem de melhor, eu responderia: 1 - O depoimento de jogadores do Benfica que participaram da partida, tais como: Eusébio, António Simões, José Augusto, Humberto Fernandes e Fernando Cruz 2 – Fotos inéditas, extraídas de fotogramas do Canal 100. 4 – Cobertura da partida, com fatos anteriores e posteriores ao evento. 5 – Uma boa visão daquele dia, mês e ano, dos acontecimentos daquele início de anos 60. 6 – A beleza da edição de arte. 7 – A concisão, o texto enxuto e, por conseqüência, uma obra sem exageros também no preço, que caberá no bolso de todo leitor. Ficha técnica Benfica 2, Santos 5 Primeiro tempo: Benfica 0, Santos 2. Data: 11 de outubro de 1962 (quinta-feira) Horário de Lisboa: 22 horas. Horário do Brasil: 19 horas. Local: Estádio da Luz, Lisboa. Árbitro: Pierre Schinter (França), auxiliado por Steiner e Boalilou. Público: Cerca de 80 mil pessoas, com 73 mil pagantes. Renda: 2,5 milhões de escudos. Benfica: Costa Pereira; Humberto, Raul e Cruz; Caven e Jacinto; José Augusto, Santana, Eusébio, Coluna e Simões. Técnico: Fernando Riera. Santos: Gilmar; Olavo, Mauro e Dalmo; Zito e Calvet; Dorval, Lima, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Luís Alonso Peres (Lula). Gols: Pelé, aos 17 e 26 minutos do primeiro tempo; Coutinho, aos 3, Pelé, aos 19, Pepe aos 31, Eusébio, aos 41, e Simões aos 44 minutos do primeiro tempo. Texto de Quarta Capa Vai começar o espetáculo! 11 de outubro de 1962, Estádio da Luz, Lisboa. Em um jogo deslumbrante, o Santos goleia por 5 a 2 o Benfica, bicampeão europeu, e se consagra o primeiro time brasileiro campeão do mundo. Pelos comentários dos jogadores, do árbitro e da imprensa dá para se ter uma idéia do impacto que aquela partida provocou no mundo do futebol. "Um espetáculo. Foi uma noite excepcional do futebol. Mesmo perdendo por 5 a 2, nós não nos sentimos derrotados. Saí de campo com uma impressão diferente do que era futebol. O Santos era superior porque tinha jogadores excepcionais. O Santos tinha um time maravilhoso" (José Augusto, ponta-direita do Benfica e da Seleção Portuguesa). "É muito difícil encontrar tanto craque, tanto jogador inteligente como naquele time. Eu comparo o Santos de 62 com a Seleção do Brasil de 70. Considero as duas as melhores equipes de futebol que eu vi até hoje. A Seleção de 70 é a confirmação de um modelo de jogo que o Santos já vinha demonstrando há muito tempo" (Simões, ponta-esquerda do Benfica e da Seleção Portuguesa). Sim, neste momento o Santos é imbatível. Seus jogadores se aplicam com ardor, não me parece viável que algum time posso vencê-lo" (Vittorio Pozzo, técnico bicampeão mundial pela Itália em 1934 e 38). "Em cada posição o Santos tinha jogadores extraordinários, mas foi o Pelé que fez mais. O Pelé é um jogador como ainda não conheci. Ele estava impossível de ser marcado" (Humberto, zagueiro-central do Benfica). "Mas não era só o Pelé. Tinha o Pepe, o Zito, o Coutinho, o Dorval... Era uma equipe extraordinária" (Fernando Cruz, lateral-esquerdo do Benfica e da Seleção Portuguesa). "O Santos é uma equipe quase perfeita. Joga sereno, seus homens sabem se desmarcar e fazer passes, todos eles possuem um controle de bola excepcional" (Matt Busby, técnico do Manchester United). Desde há muito acompanhando o Santos pela Europa, julgo-a a melhor equipe do mundo, superior, inclusive, àquela famosa do Honved (Gabriel Hanot, editor do L’Équipe). "Foi a melhor partida que vi em toda a minha vida" (Pierre Schwinte, árbitro do jogo). "O Brasil tem também o melhor clube do mundo" (France Football, França). "O que se pode dizer do Santos? Ontem, qualquer equipe teria sucumbido sob sua potência" (Diário de Notícias, Portugal). "Não há nem pode haver melhor" (Gazeta Esportiva, Brasil). O fatos do dia, do mês, do ano, os preparativos para o grande confronto, os elencos fantásticos de Santos e Benfica, os geniais Pelé e Eusébio, os lances da partida – enfim, neste livro você terá todas as informações sobre um dos jogos mais importantes da história do futebol, aquele que marcou o auge da era do beautiful game e consagrou o primeiro time brasileiro campeão do mundo, o insuperável Santos de Pelé. ---------- Odir Cunha é autor de "Time dos Sonhos, a história completa do Santos F.C"; "Pedrinho escolheu um time" e "Heróis da América, a história completa dos Jogos Pan-americanos". Nota do blog: Um dia ouvi de Pelé que esta partida diante do Benfica foi a melhor exibição de um time que ele viu em sua vida.
Escrito por Juca Kfouri às 08h52[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
O futebol nos limites da razão
Por ROBERTO VIEIRA Em 2005 o Santa Cruz foi campeão vencendo os dois turnos. Em 2007 foi a vez do Sport. Baseada nestes exemplos a Federação Pernambucana foi buscar no passado de tabelas geniais uma fórmula para dar emoção ao campeonato estadual. Três grupos. Seis quadrangulares. Um Hexagonal. E ainda assim pode ser que nenhum clássico venha a ocorrer em 2008. Nada de pontos ganhos e pontos perdidos. Jogos de ida e volta. Turno e returno. Final com os ganhadores dos turnos. Nada de dar a taça pra quem somar mais vitórias. Tudo isso é muito simples. Coisa de europeu terceiro-mundista. A nova fórmula aprovada na quarta-feira é simples como ler Immanuel Kant. Eu escrevi 'ler Immanuel Kant'. Porque entender são outros quinhentos! Escrito por Juca Kfouri às 23h27[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Barcelona prova que é possível
O caso Barça Por VICENTE CRISCIO Vamos falar de gestão! O Corinthians acabou de eleger um novo Presidente. E um dos candidatos chegou a comentar que a referência deles seria o Palmeiras, pelo processo de reestruturação que estava em andamento. Reserve esse parágrafo... O Luis Fernando, palestrino, consultor e colaborador do blog, enviou um material da Deloitte sobre o ranking das receitas dos clubes europeus. A Deloitte é uma das maiores empresas de auditoria e consultoria do mundo e a maior em consultoria no esporte, principalmente na Europa. O relatório mostra o caso do Barcelona e a reestruturação realizada em sua gestão a partir do ano de 2002/03. Agora pode juntar o parágrafo lá de cima. A pergunta é: pode um clube social promover uma mudança no seu modelo de gestão a ponto de transformar chumbo em ouro? de sair de dívidas? de ser rentável? e tudo isso investindo no seu principal produto: futebol? VAMOS AO CASO DO BARCELONA Só relembrando aqui: o Barcelona se caracteriza como um Clube Social, não tem ações em bolsa, os sócios elegem o Presidente e a Diretoria Executiva, e estes - Presidente e Diretoria - são remunerados e trabalham em tempo integral no clube. CONTEXTO DO BARCELONA AO FINAL DA TEMPORADA 2002/2003 - Pior posição da Liga Espanhola desde 1987/1988; - As receitas eram de 123 milhões de euros, menos da metade do Manchester United; - O Barcelona ocupava a 13a. posição no ranking das receitas da Liga - Os salários dos jogadores somavam 110 milhões de euros (88% das receitas); - O clube tinha tido um prejuízo operacional de 72 milhões de euros naquele ano fiscal; - As dívidas chegavam a 186 milhões de euros (151% das receitas anuais). O INÍCIO DA MUDANÇA Em junho de 2003 Joan Laporta foi eleito Presidento do clube, com um time de jovens empreendedores. Iniciou a implementação de um radical programa para melhorar a situação financeira do clube e o desempenho esportivo do time de futebol. O processo teve como premissa básica a MANUTENÇÃO de DOIS PRINCÍPIOS BÁSICOS: - Futebol Espetacular; - Comprometimento com o clube social e suas raízes. O processo de mudança tinha duas opções (quem já teve a oportunidade de participar em processos de reestruturação de empresas já experimentou essas alternativas): 1. OPÇÃO NATURAL: ORTODOXIA - Impor uma forte redução de custos; - Investir de forma moderada no futebol. Essa opção era financeiramente a mais segura e para um líder conservador seria a opção natural. Se desse errado, ele poderia justificar que tinha que ser conservador pelas questões financeiras e os possíveis resultados ruins do time seriam justificados. A opção não foi adotada! 2. OPÇÃO AGRESSIVA: TOTAL TRANSFORMAÇÃO DO MODELO - Impor uma profunda mudança na gestão do clube, com a troca de 7 do total de 9 executivos antigos; - Adotar um planejamento baseado em ação/revisão, corrigindo os desvios de rota e adotando um modelo de aprendizado contínuo; - Recrutar pessoas seniores para a gestão de todas as áreas do clube; - Revisar os processos operacionais, instigando o controle de custos e o aumento sustentável das receitas; - Implementar profundas mudanças na gestão esportiva. Essa foi a opção adotada. Mais agressiva não é? Mas vamos ver quais foras as profundas mudanças implementadas na gestão esportiva. QUAIS FORAM AS MUDANÇAS ADOTADAS NO FUTEBOL? 1. Mudanças no comando técnico e na equipe com introdução de remuneração variável 1.1 Contratação de Frank Rijkaard, Ronaldinho, Rafael Márquez 1.2 Saída de jogadores com altos salários e baixa performance 1.3 Introdução de um modelo variável de remuneração aos jogadores baseado em desempenho 1.3.1 Protegia o modelo de negócios contra as flutuações de receitas e incentivava os jogadores 1.3.2 Contratos incluíam pagamentos fixos e bônus, baseados no desempenho do time e individual 2. Gestão da dívida 2.1 Acordo financeiro assinado com os bancos em janeiro/2004 2.2 Alongamento da dívida e refinanciamento para os investimentos Empréstimos de € 150 M Ao final da temporada 2005/2006 18% dos salários estavam ligados ao desempenho do time e outros 18% ligados ao desempenho do jogador. QUAIS OS RESULTADOS? As receitas em 2003/2004 cresceram 37%. Despesas com salários de jogadores caíram para € 85 M, representando 50% da receita. O lucro operacional foi de € 6,7 M (lembram que ele tinha prejuízo operacional de € 72 M?). As receitas cresceram continuamente nos anos seguintes e em 2005/06 representavam mais que o dobro comparando com 2002/2003. Veja o quadro abaixo, com as receitas divididas em Matchday (dias de jogos), Broadcasting (transmissão de TV) e Commercial (patrocínio, publicidade, licenciamento, merchandising). Mas o desempenho esportivo chegou a superar tudo isso e criou o círculo virtuoso do futebol: - 2º lugar no Campeonato Espanhol em 2003/04 - Campeão Espanhol em 2004/05 - Campeão da Champions League em 2004/05 - Campeão Espanhol em 2005/06 Mais: no período 2005/06 o Barça ficou em 2o. lugar no ranking da Deloitte em receitas (€ 259 M) atrás apenas do grande rival Real Madrid (€ 292 M). Lembra que o Barça era menos da metade do Manchester? O Barça terminou o período com € 16 milhões a mais de receita que os diabos vermelhos. A história é de arrepiar o amante do futebol bem jogado dentro e fora de campo. E por que o Palmeiras não consegue fazer isso? Ou consegue? Qual a sua opinião? Saudações Alviverdes! http://terceiraviaverdao.blogspot.com/2007/10/o-caso-bara.html
Escrito por Juca Kfouri às 23h25[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Outra vez, o São Paulo caiu
O primeiro tempo são paulino foi sofrível. Não correu nenhum risco, é verdade, mas chance de gol real mesmo só teve uma, com Souza, na cara do goleiro, bem no finzinho. Até aí, tinha chutado de longe, tinha ameaçado alguma coisa aqui ou ali, mas nada muito agudo. No segundo tempo, não. O time foi para cima e criou pelo menos quatro chances muito claras de gol. Aos 5, Jorge Wágner bateu falta e Miranda desviou de cabeça, rente à trave. Aos 7, Hugo fez linda jogada com chapéu pela esquerda e Tardelli cabeceou mal embaixo da trave. Aos 20, foi a vez de Aloísio, que entrou no lugar de Tardelli, proporcionar bela defesa ao goleiro do Millonarios. E, aos 23, Aloisío botou, com um passe de peito, Júnior na cara do gol, mas o ala chutou por cima da entrada da área. Era o terceiro jogo seguido do tricolor sem fazer um mísero golzinho. E como miséria pouca é bobagem, aos 39, em contra-ataque, Zapata, que acabara de entrar, chutou a primeira bola colombiana ao gol de Bosco e acertou em cheio: 1 a 0. O 0 a 0 que já era um castigo porque, no mínimo, 2 a 0 seria o placar razoável, virou 0 a 1, como diante de Flamengo e Corinthians. Em sete jogos contra os colombianos, o São Paulo venceu apenas um, empatou quatro e perdeu o segundo. E, no jogo de volta, além do Millonarios, tem a altitude de Bogotá para superar. Antes, já no sábado, tem o Fluminense no Maracanã. E, no outro domingo, o Cruzeiro, no Morumbi É bom abrir os olhos. Bem abertos. Escrito por Juca Kfouri às 22h33[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Outra vez, um desafio para o Vasco
O Vasco fez um bom primeiro tempo, criou as mesmas três chances de gol que o América criou, Leandro Amaral sofreu pênalti não marcado, mas, como é freqüente, correu demais na altitude da Cidade do México. E sentiu no segundo tempo. Mais ainda depois de sofrer, de cabeça, em cobrança de escanteio, logo aos seis minutos, o gol mexicano. Para piorar, porque falta de oxigenação também complica o raciocínio, Júlio Santos foi expulso em maldade desnecessária, com o jogo interrompido. Aí, a porteira abriu. E veio o segundo gol, aos 33. O Vasco terá que repetir a atuação histórica diante dos argentinos do Lanús, quando também perdeu por 2 a 0 o primeiro jogo e virou em São Januário com um 3 a 0. Escrito por Juca Kfouri às 22h28[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Justiça penhora rendas do São Paulo
A Justiça Federal determinou a penhora de 20% do faturamento da bilheteria dos jogos mandados pelo São Paulo até o final do Campeonato Brasileiro. Mesmo diante das alegações do clube de adesão à Timemania, o Judiciário manteve a decisão da juíza Ana Lúcia Jordão Pezarini. O São Paulo devia aos cofres do INSS a quantia de R$ 4.595.672,36 e negociou seu parcelamento. Mas deixou de pagar as parcelas nos últimos 12 meses, o que resultou em débito de R$ 1.315.407,50, ora cobrados. O procurador do INSS que conduziu o caso e obteve ganho de causa, Murillo Giordan, é ardoroso torcedor tricolor.
Escrito por Juca Kfouri às 22h18[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Pesquisa Datafolha
Está abaixo, outra vez, o endereço para quem quiser ver a pesquisa completa do Datafolha de setembro deste ano, analisada, mais no que diz respeito aos clubes paulistas, por Mauro Paulino, diretor do instituto, três notas abaixo: Escrito por Juca Kfouri às 17h54[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Para as crianças são-paulinas
Aproveitando-se do Dia da Criança, a W/Brasil criou para Reebok as duas camisas acima para alegrar a garotada tricolor. Ambas com todas as imperfeições dos desenhos infantis e, sem dúvida, criativas. Escrito por Juca Kfouri às 15h37[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Cadê o pôster do Porto? Por FELIPE AUGUSTO MARX Meu pai era advogado, mas um dia teve um ataque megalomaníaco e resolveu comprar um restaurante que ficava no mesmo prédio de seu escritório – o Scotch Bar, que foi criado pelos ex-funcionários da casa de chá do antigo Mappin, na Praça Ramos de Azevedo, no Centro Velho de São Paulo. Dentre os funcionários da casa, havia um tipo inconfundível – o Jaime, que era barman. O Jaime era português, morava há não sei quantos anos no Brasil. Nunca entendi muito bem o que houve, mas aparentemente por um problema com a família, ele perdeu o que tinha em Portugal, e ficou por aqui sem grana, esposa ou filhos. Morava em uma pensão, e por um tempo chegou a dormir no próprio restaurante. Já tinha seus 60 anos. Era baixo e muito magro. "Feio" é um termo vago e indelicado, mas não me ocorre outro para descrever o seu rosto: pálpebras caídas, nariz grande, queixo fino, e um ca |