Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

03/11/2007

Uma história em jogo

O Corinthians está diante de sua hora da verdade.

Vencer o Furacão hoje, às 17h, no Pacaembu, não só o tira da Z-R como o deixa adiante do Goiás e do Náutico, além de lhe permitir jogar pelo empate no Serra Dourada na 36a. rodada.

Time por time, o rubro-negro é melhor, bem melhor.

O Corinthians terá de tirar forças só o Corinthians sabe de onde.

Por Juca Kfouri às 23h58

Gabriel ajuda o pai

Gabriel fez os dois gols do Fluminense, um em cada tempo, diante do Naútico, no Maracanã: 2 a 1.

Naútico que só descontou de pênalti, com Acosta, 19 gols no Brasileirão, ao lado do paranista Josiel.

O Náutico pode ser superado pelo Corinthians amanhã, time do coração do pai de Gabriel, o excelente ex-lateral esquerdo Wladimir.

Por Juca Kfouri às 19h12

Saja marca, Saja entrega e quase adeus Libertadores

Na ausência de Tcheco, Saja bateu o pênalti do 1 a 0 do Grêmio diante do Figueirense, no primeiro tempo.

Na falta de sorte, o mesmo Saja, no segundo tempo, engoliu um frangaço no gol de empate catarinense, no segundo tempo, num chute da entrada da área de Fernandes.

Para piorar a vida gremista, o Figueira virou com Otacílio Neto, aos 40, em lindo gol, que castigou o mau futebol gaúcho, embora o Grêmio até tenha criado mais chances de gol.

A Libertadores ficou longe do Olímpico e o rebaixamento é assunto fora da pauta do time de Floripa.

E Saja tem uma atenuante para sua falha: depois do jogo ficou constatada uma ruptura de tendão e ele será operado, fora do resto da temporada.

Por Juca Kfouri às 19h09

Jumar dá vida ao Paraná Clube

Só teve um time em campo na Vila Capanema: o Paraná Clube.

E só teve um nome no time tricolor, enquanto Harlei foi o nome do time do Goiás: Jumar.

Foi ele quem mandou um balaço no travessão goiano no primeiro tempo, em bola desviada pelo goleiro alviverde.

E foi ele quem fez um golaço, de voleio, aos 37 do segundo tempo, o tento que mantém vivo o Paraná Clube, agora com o mesmo número de pontos de Goiás e Corinthians, que joga amanhã.

Ainda é difícilimo escapar, mas morto o Paraná Clube não está, para delírio de quase 13 mil paranistas que não se cansaram de manter o time em busca do gol neste sábado.

Gol obtido com toda justiça. 

Por Juca Kfouri às 19h08

Santo André é Coxa!

O Santo André saiu da rabeira da Série B, derrotou o Criciúma em Santa Catarina e, de quebra, e muito mais importante, matematicamente levou o Coritiba de volta à Primeira Divisão.

Viva, Coritiba!

Por Juca Kfouri às 17h59

Subir é duro

Que o Coritiba subirá todo mundo sabe.

Quando é que é a questão.

Porque é uma fronteira difícil mesma de ser ultrapassada.

Hoje, por exemplo, o time coxa teve duas vezes na frente do Vitória num Couto Pereira lotado (36 mil torcedores) e não soube vencer, o que lhe garantiria a vaga na Primeira Divisão em 2008.

E olhe que quando estava 2 a 1, aos 27 do segundo tempo, Henrique Dias teve a bola do acesso nos pés e a chutou por cima, na pequena área.

No minuto seguinte, Joãozinho que já havia feito o gol do 1 a 1, fez o do 2 a 2.

Fabinho, aos 31 do primeiro tempo, e Túlio, aos 6 do segundo, fizeram os gols paranaenses.

Faltam só dois pontos em 12 a serem disputados.

Para o Vitória ficou o empate de ótimo tamanho.

 

Por Juca Kfouri às 16h55

02/11/2007

Os jogos deste sábado

Três pontos e a Libertadores, novamente, ao alcance das mãos.

É o Grêmio com obrigação de superar o Figueirense, ainda com risco de ser rebaixado.

O Olímpico não admite outro resultado e espera um time mais equilibrado do que tem mostrado.

Desespero mesmo acontecerá na Vila Capanema, onde o Paraná Clube recebe o Goiás e os dois precisam vencer.

Os donos da casa para alimentar alguma esperança de salvação e o Goiás para não se afundar ainda mais.

Tranqüilo mesmo só o Fluminense, que recebe o Náutico, preocupado, no Maracanã.

Tem cara de jogo bom, porque o Flu é capaz de proporcioná-lo e o Timbu só tem feito isso ultimamente.

 

Por Juca Kfouri às 22h11

A última noite Coxa

Tudo leva a crer que a torcida do Coritiba está passando sua última noite na Segunda Divisão.

Amanhã, no Couto Pereira lotado, os paranaenses recebem o Vitória e têm tudo (14 vitórias em casa, apenas uma derrota e um empate) para somar mais três pontos e se garantir na Primeira Divisão.

Já não era sem tempo, porque esta foi a segunda temporada coxa na Segundona.

Campeão brasileiro de 1985, maior campeão paranaense com 32 títulos estaduais, está mesmo mais do que na hora de o Coritiba voltar.

Mas que não se esqueça daqueles que o levaram a tamanho padecimento.

Por Juca Kfouri às 22h00

Editorial pessoal

Que o Sport não reconheça o título do Flamengo de 1987 não é apenas compreensível, é obrigatório e óbvio.

Afinal, foi alijado, então, do banquete dos 16 clubes mais populares do país, além dos primeiros do ranking nacional.

É também aceitável que qualquer outro clube que não tenha participado do Clube dos 13 rejeite o pentacampeonato do Flamengo.

O Atlético Paranaense, por exemplo, se estivesse no lugar do São Paulo, teria absoluta razão em se dizer o único pentacampeão.

Mas o São Paulo, não.

Assim como todos os outros 15 clubes que firmaram o acordo de não realizar o cruzamento que a CBF pretendia.

O Flamengo foi, de fato, o campeão brasileiro de 1987.

De fato, não necessariamente de direito.

E o direito, já disse um grande jurista uruguaio, deve ser seguido sempre, a menos que se sobreponha ao justo.

Este blogueiro sempre optou pelo que considerou justo.

Por isso, aos 17 anos, foi ser militante político de grupo clandestino no enfrentamento da ditadura militar que considerava legal apenas a atiidade política nos partidos que consentia, a Arena e o MDB.

Tinha, então, plena consciência de que fazia algo justo, porém ilegal, e não importa aqui discutir no que deu tudo aquilo, embora, pessoalmente não me arrependa e tenha valido uma prisão nos porões do DOI-CODI, aos 21 anos de idade.

Pois guardadas as devidas proporções, a CBF fez com o Clube dos 13 o que a ditadura fez no golpe de 1964, uma arbitrariedade diante de um governo, atrapalhado, mas eleito pelo povo.

É disso que se trata.

De uma questão de princípios.

E não é possível que tanta gente inteligente não se dê conta disso, a menos que esteja apenas polemizando por polemizar.

Pouco importa a taça de bolinhas, afinal.

É público que considero a direção são paulina com mais virtudes que defeitos, razão pela qual só dela esperaria uma atitude que fosse coerente, ética e revelasse grandeza.

Além do mais, uma atitude que revelaria, também, inteligência, porque a distinguiria para sempre neste país de oportunistas, de impunes, do jeitinho e do levar vantagem em tudo.

No fundo, no fundo, azar do São Paulo, que perde uma ótima chance de se mostrar generoso e leal não apenas a um parceiro de empreitada, mas a si mesmo.

Por Juca Kfouri às 17h37

Veja como o país tratou o título de 1992

Por Juca Kfouri às 16h39

O que mudou?

Veja e ouça o que disse Carlos Miguel Aidar sobre o "campeão brasileiro" de 1987, quatro meses atrás.
 
E a resposta à pergunta é simples: o São Paulo ainda não era pentacampeão.
 

Por Juca Kfouri às 14h38

Dois acertos

Acerta a CBF ao entregar a seleção olímpica para Dunga.

O time terá um espírito como jamais teve em Olimpíadas.

Acerta Pelé ao não emprestar sua imagem à CBF.

Ele foi mais notícia por não estar na homologação do Brasil como sede da Copa 2014 do que seria se lá estivesse.

Por Juca Kfouri às 13h02

Até tu, Brutus?

Quase não acredito no que leio no diário "Lance!" de hoje que traz declarações jamais feitas por Carlos Miguel Aidar, o primeiro presidente do Clube dos 13.

O ex-presidente também do São Paulo à época em que se disputou a Copa União, em 1987, disse que o Clube dos 13 "abdicou" do Campeonato Brasilileiro daquele ano e que o Flamengo deveria ter reclamado a posse da "taça de bolinhas", da Caixa Econômica Federal, em 1992, não agora.

Ora, meu Deus!

O Flamengo não só a reclama desde então como, em 1987, o Clube dos 13 acionou o Conselho Nacional dos Desportos que reconheceu, por unanimidade, o título rubro-negro como o verdadeiro título brasileiro.

CND que era presidido pelo vascaíno Manoel Tubino.

Depois, é verdade, na Justiça comum, o Sport teve o reconhecimento do título como seu, mas, lembremos, a CBF, e a Fifa, repelem decisões deste tipo fora da esfera esportiva.

Não se discute, aqui, que o Sport defenda até a morte a legalidade de sua conquista, fique bem sublinhado, embora o legítimo campeão tenha sido mesmo o Flamengo.

Mas o ponto estarrecedor é a nova postura de Aidar, tão falsa como a declaração do presidente do Flamengo, Márcio Braga, ao dizer que seu clube, em situação idêntica, entregaria a taça ao São Paulo.

Porque, embora não possamos provar já que não aconteceu nada parecido, nós sabemos que não entregaria.

Pois são todos tão espertos que acabam comidos pela esperteza e por isso não têm nenhuma credibilidade.

Uma lástima!

PS - Em 1987, testemunha de tudo que cercou a fundação do Clube dos 13 e a organização da Copa União, era o braço direito de Aidar o atual presidente tricolor, Juvenal Juvêncio.

PS 2 - Lembremos que Flamengo e Inter, ao se recusarem a jogar o cruzamento pornográfico proposto pela CBF, apenas cumpriram a decisão tomada por unanimidade pelos integrantes do Clube dos 13.

Tivessem adotado a postura mais fácil e topado disputar o cruzamento, seriam justamente acusados de traição.

A traição que, agora, é perpetrada pelo São Paulo.

PS 3 - A CBF, que havia anunciado não ter dinheiro para bancar o Campeonato Brasileiro de 1987 e voltado atrás depois de ver a expectativa de sucesso da Copa União, confirmada por uma das maiores médias de público de nossa história, mais de 21 mil pagantes por jogo, apenas, como sempre, jogou de bandida, Casa Bandida do Futebol.  

Por Juca Kfouri às 10h16

Políticos finados

O lobby de Ricardo Teixeira com os 12 governadores que o acompanharam na Suíça deu certo.

E a CPMI do Corinthians/MSI não tem mais número de assinaturas para ser instalada na Câmara dos Deputados, embora ainda tenha para ser no Senado.

Veja abaixo, em relação que o jornal "Estado de S.Paulo" publicou hoje, o nome dos deputados e senadores que atenderam aos apelos para tirar suas assinaturas do requerimento da CPMI.

Note que são invertebrados de todos os partidos, exceção feita ao PSOL.

E veja quanto são de Minas Gerais, em atendimento direto ao tucanão Aécio Neves, o novo yuppie, como Fernando Collor, que quer ser presidente do Brasil.

São 18 parlamentares mineiros, 10 a mais que os paulistas, aliados de outro tucano com sonho presidencial, José Serra.

Para não falar dos deputados petistas, do PCdoB, do PV, do PPS, e dos comandados pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que foi um dos mais combativos deputados na acusação a Ricardo Teixeira por ocasião da CPI da CBF/Nike.

E Aldo Rebelo, que presidiu aquela CPI e teve seu livro proibido de ser vendido por ação da CBF?

Este, desta vez, nem assinou o pedido de CPI.

É contra, virou amigo de Teixeira e beija a mão de Eurico Miranda.

Que vergonha!

DEPUTADOS

Waldir Maranhão (PP/MA)

Antonio Roberto (PV/MG)

Cleber Verde (PRB/MA)

Homero Pereira (PR/MT)

Nárcio Rodrigues (PSDB/MG)

Eduardo Barbosa (PSDB/MG)

Rodrigo de Castro (PSDB/MG)

Neucimar Fraga (PR/ES)

Neilton Mulin (PR/RJ)

Anibal Gomes (PMDB/CE)

Lelo Coimbra (PMDB/ES)

Perpétua Almeida (PCdoB/AC)

Francisco Rodrigues (DEM/RR)

Edinho Bez (PMDB/SC)

Dr. Talmir (PV/SP)

Vadão Gomes (PP/SP)

Índio da Costa (DEM/RJ)

Walter Ihoshi (DEM/SP)

Paulo Bornhausen (DEM/SC)

José Carlos Aleluia (DEM/BA)

Antonio Bulhões (PMDB/SP)

Geraldo Pudim (PMDB/RJ)

Luciana Costa (PR/SP)

Jô Moraes (PC do B/MG)

Asdrubal Bentes (PMDB/PA)

Prof. Sétimo (PMDB/MA)

Osmar Serraglio (PMDB/PR)

Vanessa Gazziotin (PC do B/AM)

Jorginho Maluly (DEM/SP)

Urzeni Rocha (PSDB/RR)

Eugênio Rabelo (PP/CE)

Wladimir Costa (PMDB/PA)

Nelson Bornier (PMDB/RJ)

Paulo Lustosa (PMDB/CE)

Fátima Pelaes (PMDB/AP)

Bonifácio de Andrada (PSDB/MG)

Jusmari Oliveira (PR/BA)

Vicentinho Alves (PR/TO)

Luciano Castro (PR/RR)

Lincoln Portela (PR/MG)

Airton Roveda (PR/PR)

Nelson Goetten (PR/SC)

Chico da Princesa (PR/PR)

Milton Monti (PR/SP)

Luiz Couto (PT/PB)

Virgilio Guimaráes (PT/MG)

Zé Geraldo (PT/PA)

Pepe Vargas (PT/RS)

Maurício Rands (PT/PE)

Joseph Bandeira (PT/BA)

Fernando Ferro (PT/PE)

Décio Lima (PT/SC)

Anselmo de Jesus (PT/RO)

Cida Diogo (PT/RJ)

Maria Lúcia Cardoso (PMDB/MG)

João Magalhães (PMDB/MG)

Davi Alcolumbre (DEM/AP)

Carlos Alberto Leréia (PSDB/GO)

Paulo Abi-Ackel (PSDB/MG)

Rafael Guerra (PSDB/MG)

Vitor Penido (DEM/MG)

Jorge Khoury (DEM/BA)

Mendes Ribeiro Filho (PMDB/RS)

Roberto Santiago (PV/SP)

Evandro Milhomen (PCdoB/AP)

Marcos Montes (DEM/MG)

Alexandre Silveira (PPS/MG)

Sérgio Moraes (PTB/RS)

Geraldo Tadeu (PPS/MG)

Ciro Pedrosa (PV/MG)

Ratinho Junior (PSC/PR)

SENADORES

Flexa Ribeiro (PSDB-PA)

Cícero Lucena (PSDB-PB)

Adelmir Santana (DEM-DF)
 
Tasso Jereissati (PSDB-CE) 
 
Eduardo Azeredo (PSDB-MG)

Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)

Por Juca Kfouri às 09h53

01/11/2007

Rodada do Flamengo e de recorde de público

A 34a. rodada, em meio de semana, com o campeão mais que conhecido, atingiu a excelente média de 28.925 pagantes por jogo.

É coisa para europeu nenhum botar defeito, queiram ou não os defensores do mata-mata.

Gols foram só 24, com dois decepcionantes 0 a 0 no Mineirão e no Beira-Rio.

Mesmo derrotado, o Palmeiras permaneceu no G-4, mas atrás do Flamengo que está em terceiro lugar e cada vez mais perto da Libertadores.

Já o Cruzeiro, goleado pelo Botafogo, está saindo da luta pelo torneio continental.

E Inter e Sport ainda são companheiros de aflição de Galo, Figueira, Timbu, Goiás e Timão, todos com a corda no pescoço. 

Por Juca Kfouri às 21h46

Pecado no Parque. Festa na Gávea

Sem nada mais a perder, o Juventude chegou ao Parque Antarctica como franco atirador.

E atirou.

Surpreendeu o Palmeiras em estocadas perigosas e quando abriu o placar, aos 26, cabeçada de Régis, que subiu bem, mas Diego Cavalieri poderia ter pego: 1 a 0.

Aí o Palmeiras acordou.

Aliás, já tinha acordado um minuto antes, quando Rodrigão deu uma bicicleta maravilhosa no travessão gaúcho, cena que se repetiu, 10 minutos depois, aos 35, quando Martinez bateu falta com violência.

No mínimo, embora nervoso, o Palmeiras merecia o empate.

E assim continuou no segundo tempo, nervoso, ansioso, mas em busca do gol e com chances de marcá-lo.

Não ganhar do vice-lanterna Juventude seria imperdoável e tudo que o Flamengo mais queria, já beneficiado pela derrota do Cruzeiro.

O Verdão era todo pressão e má educação, porque nem devolver uma bola jogada para fora para atender uma contusão do goleiro gaúcho devolveu.

Aos 20, o Juventude ficou com 10 jogadores, com a expulsão, correta, de William.

Mas Valdívia, cabecinha ruim, fazia falta, muita falta.

Tanta que se não é Diego Cavalieri o Juventude teria feito 2 a 0 aos 23.

E o time de Caxias abria a caixa de ferramentas.

Já o Palmeiras virava uma bagunça total, puro desespero, pior conselheiro, impossível.

O resultado, apesar de não tirar o Palmeiras do G-4, não era ruim, era péssimo, desses impensáveis, a não ser pela existência do famoso fantasma do Parque, que assombrava em meio à chuva forte.

Na Gávea, céu de brigadeiro, horizonte de Libertadores.

Por Juca Kfouri às 21h30

Olha o Kajuru aí, gente!

http://www.blastershop.com.br/blogdokajuru/

É o blog do velho Jorge Kajuru, que, aos pouquinhos, está de volta.

Ao seu estilo, todo dele.

Por Juca Kfouri às 21h29

O velho Bota contra o velho Cruzeiro

O Botafogo jogou como no começo do Brasileirão.

O Cruzeiro também.

Resultado: 4 a 1.

Dodô fez belo gol logo de cara, aos 4, e deu a sensação de que logo ampliaria.

Mas, mesmo aos trancos e barrancos, o Cruzeiro equilibrou a partida e acabou por empatar com Guilherme, aos 19.

Foi como cutucar a onça com vara curta.

Porque o Botafogo foi para cima e Túlio marcou um golaço, do meio da rua, ao aproveitar o rebote de uma falta mal batida por Juninho na barreira, aos 32.

Dez minutos depois, em outro rebote, foi a vez de Joílson acertar da entrada da área e fazer 3 a 1, para alegria do Engenhão.

Quando era passados 13 minutos do segundo tempo, foi a vez de Juninho marcar belo gol, em jogada com Dodô, um chute cruzado, indefensável, goleada desenhada.

O Cruzeiro que já vinha dando adeus à Libertadores no Mineirão, ia se despedindo ainda mais no Engenhão.

Menos mal, para os mineiros, que o outro Palestra também perdeu.

Por Juca Kfouri às 21h23

Vaias no Beira-Rio. Justíssimas

O Sport pouco teve a bola no Beira-Rio.

A bola não saía dos pés do Inter.

Que, no entanto, ameaçar mesmo o gol pernambucano só ameaçou no fim do primeiro tempo.

Aliás, as maiores emoções aconteceram em apenas dois minutos, ou melhor, em 17, porque houve o intervalo entre elas.

Aos 45, Sorondo cabeceou no travessão pernambucano.

No primeiro minuto do segundo tempo, foi a vez de Luizinho Neto bater um escanteio com violência e no travessão gaúcho.

Em seguida, Dutra salvou na linha fatal o que seria um gol de Magrão.

Aos 15, lance duvidoso: mão na bola ou bola na mão de Rosembrick, do Sport?

O árbitro escolheu a segunda opção.

E o 0 a 0 permanecia para alegria pernambucana e desespero gaúcho.

Os colorados vaiavam nas arquibancadas.

E com toda razão.

Porque, no fim do jogo, o Leão ainda foi mais perigoso que o Colorado.

Ambos ainda correndo risco de rebaixamento.

Por Juca Kfouri às 21h22

Mais um torcedor que se vai

Por NICOLAU PIRATININGA

O que para mim hoje seria um dia de muita alegria e comemoração esta sendo um dia muito triste.

O que aconteceu ontem no estádio do Morumbi não foi motivo de festa e sim de tristeza. Acredito que temos pouco tempo para corrigir os erros de ontem e realizar a Copa no Brasil com excelência. Mas os exemplos de ontem foram de total despreparo.

Estive ontem no Cícero Pompeu de Toledo para ver o que eu esperava ser apenas uma festa, mas o que vi foi uma bagunça.

Primeiro os portões só abriram as 19h40, quando já havia um grande tumulto do lado de fora. Do lado de dentro todas as escadas de acesso das arquibancadas estavam completamente ocupadas, o que eu imagino no caso de uma rápida evacuação uma tragédia aconteceria certamente.

O caso é que 5 minutos antes do intervalo pedindo licença educamente para as pessoas que estavam alojadas na escada fui descendo para ir ao banheiro até que um grupo de "torcedores" me barrou dizendo que ali não era lugar de passagem. Sou uma pessoa calma, não vou ao estádio para brigar, nem para discutir e apenas respondi que como eles estavam na escada não poderiam barrar ninguém de passar por ali. Estava instalada a confusão. Esse grupo de "torcedores" só queriam um motivo, e assim começou um empurra empurra que terminou rapidamente com a chegada da polícia.

Mas não pense você que agora estava tudo resolvido, foi aí que tudo começou. De toda a confusão eu fui o único cidadão preso, algemado e arrastado pelo chão por mais de 50 metros. Não tive chance alguma de me defender ou me explicar e quando vi estava com 5 soldados ao meu redor me ofedendo e jogando gás de pimenta covardemente na minha cara. O detalhe é que após a chegada da polícia eu não resisti a nada e só tentei colaborar e explicar a situação. Resultado estou com braço e barriga totalmente esfolados.

Levado para a sala da Polícia no próprio estádio fui atendido pelo Sargento de plantão, este ouviu minha explicação e quando perguntei a ele se as pessoas deveriam ficar assistindo ao jogo nas escadas de acesso este me disse que não havia problema nenhum.

O fato é que hoje fico aqui pensando com meus botões. Será que eu estou completamente louco? Os polícias que agiram de extrema violência e precisam enfrentar multidões estão realmente preparados? Se as escadas de acesso das arquibancadas estavam competamente tomadas o que aconteceria em caso de um tumulto generalizado?

Ontem 31 de outubro de 2007, no dia que meu time foi Campeão Brasileiro, infelizmente me despedi dos estádios brasileiros com muito tristeza.

Por Juca Kfouri às 15h36

A voz do dono

Dunga, agora, só fala com quem não critica a CBF ou seu presidente.

Lembra o símbolo da RCA Victor, estampado, por montagem, em sua camiseta.

Por Juca Kfouri às 15h36

A taça do penta

Ricardo Teixeira ligou ontem para Juvenal Juvêncio para informar que a taça de bolinhas será entregue ao São Paulo.

E o São Paulo a receberá com pompa e circunstância.

A taça de bolinhas é aquela, da Caixa Econômica Federal, destinada ao primeiro clube que ganhasse o Campeonato Brasileiro três vezes seguidas ou cinco alternadas.

O presidente da CBF, que se diz rubro-negro, entregará o troféu ao presidente tricolor, que me disse hoje ser o São Paulo o legítimo pentacampeão brasileiro.

Mais detalhes, veja na ESPN, às 21h.

Nota do blog: como já dito 1000 vezes, este blog considera o Flamengo o primeiro pentacampeão brasileiro.

Do mesmo modo que considera que o que vale para as estatísticas de público é o pagante, não o presente, razão pela qual o Morumbi bateu o recorde ontem.

Por Juca Kfouri às 14h47

Um pentacampeão brasileiro sem nenhum porém

O São Paulo botou 70 mil torcedores no Morumbi e bateu o recorde de público no Brasileirão.

O São Paulo enfiou 3 a 0 no América e festejou o pentacampeonato nacional, gols de Hernanes, Miranda e Dagoberto, três jóias do título de cinco estrelas.

O São Paulo repetiu a façanha do ano passado, agora a quatro rodadas do fim do campeonato.

Nada, rigorosamente nada obscurece a conquista tricolor.

Já o Flamengo virou para cima do Corinthians no Maracanã, com 62 mil torcedores, gols de Ibson e Roger.

E foi dormir entre os três primeiros, embora possa acordar amanhã em quinto, porque Palmeiras e Cruzeiro podem ultrapassá-lo hoje.

De todo modo, o Flamengo já deixou o Grêmio para trás e segue firme em seu sonho de Libertadores.

Porém, é no caso do Flamengo tem um porém, a noite de ontem poderia ter sido melhor se o Santos não tivesse virado em cima do Náutico no finzinho do jogo no Recife.

O Corinthians perdeu depois de sair na frente com gol de Finazzi, mas, sim, também tem um porém no caso do Corinthians, só que um porém positivo.

Porque apesar de continuar entre os quatro últimos, dois de seus concorrentes, Goiás e Náutico, também perderam, e em casa.

Ou seja, o Corinthians continua a depender só de seus resultados para não cair.

Não é muito, mas é alguma coisa.

Muito é ser pentacampeão brasileiro, com a defesa menos vazada, apenas 13 gols em 34 jogos, incrível marca de menos de meio gol por jogo, 22 vitórias e apenas cinco derrotas, além de já contar com o terceiro melhor ataque do Brasileirão.

Se alguém quiser botar defeito na façanha são paulina que bote.

Porque apenas passará recibo de mau perdedor, sem nenhum espírito esportivo.

Por Juca Kfouri às 00h34

31/10/2007

Bobeadas caseiras, façanhas forasteiras

O Galo não podia perder dois pontos diante do Paraná Clube.

Mas perdeu no 0 a 0 do Mineirão.

Não alivia a situação paranaense e não tranquiliza a mineira.

Já o Náutico não podia perder para o Santos nos Aflitos.

Saiu na frente com gol de Felipe, mas permitiu a bela virada santista, com Kléber Pereira e Pedrinho, num golaço no fim do jogo, depois que Acosta desperdiçara chance de ouro.

O Náutico segue aflito e o Santos segue em direção ao vice-campeonato, além de  manter o Flamengo à distância.

Finalmente, o Goiás não podia perder para o Vasco no Serra Dourada.

Pois saiu na frente e...perdeu.

Tomou o 3 a 1, diminuiu para 2 a 3, quase empatou, mas ficou no quase e se complicou na matemática do rebaixamento.

Aí, quem não tem nada a ver com tal desespero é o Vasco, que já pode respirar tranqüilo outra vez.

Por Juca Kfouri às 22h57

Um campeão com cinco estrelas

O gol do São Paulo era só uma questão de tempo.

Quase saiu diversas vezes, em bola dividida entre o goleiro americano e Jorge Wagner, numa bola tirada na linha fatal pelo zagueiro potiguar, e absoluto domínio tricolor.

Até que o menino Hernanes, uma das revelações do campeonato, fez um golaço de fora da área, aos 38, para explodir o Morumbi lotado por 69.874 torcedores pagantes, recorde do Brasileirão.

Em seguida, Rogério Ceni bateu falta na trave e o primeiro tempo terminou.

Nem bem começou o segundo e o goleiro Sérvulo salvou mais um gol que seria de Jorge Wagner.

Mas Miranda, de cabeça, em cobrança de escanteio pelo mesmo Jorge Wagner, tratou de fazer 2 a 0, aos 4.

Pintava uma goleada para coroar o pentacampeonato.

Que nem precisava, diga-se de passagem, tamanha a superioridade são paulina no Brasileirão, campeão a quatro rodadas do fim do campeonato.

Dagoberto, no entanto, discordava e queria sim a goleada e, aos 32, Souza cruzou para ele enfiar a cabeça e fazer 3 a 0.

Estava de bom tamanho.

Pensando bem, agora que acabou, foi o pentacampeonato mais fácil da história.  

Por Juca Kfouri às 22h49

Sonho cada vez mais possível. Pesadelo segue, mas até diminuiu

A verdade é que o Corinthians não deixou o Flamengo jogar no primeiro tempo e fez por merecer sair na frente no intervalo.

O gol de Ibson, já nos acréscimos, em belíssimo toque de Souza de calcanhar, foi um castigo.

Castigo também, diga-se, para um time que abusou de fazer faltas, mas que fez 1 a 0 com Finazzi depois que Lulinha pintou e bordou pela direita, em rapidíssimo contra-ataque.

O Corinthians marcava o Flamengo de maneira implacável e quase fez 2 a 0 com Dentinho, aos 36, o que poderia liquidar a partida.

Até então, além do gol alvinegro aos 26, o Fla só uma vez tinha sido perigoso, com Maxi, aos 10.

Porque nem mesmo esperada pressão inicial num Maracanã lotado com 62.026 pagantes, o rubro-negro conseguiu impor.

E o Mengo estava abatido quando encontrou seu gol salvador na hora certa, depois de um infeliz bate-rebate da defesa paulista, para inflamar o Maraca na volta ao segundo tempo.

Que teve as entradas de Roger e Obina nos lugares de Maxi e Souza.

O Corinthians já tinha, no primeiro, trocado Carlos Alberto, machucado, por Bruno Octavio.

Logo de cara, Juan perdeu gol certo, ao chutar em cima de Felipe.

Rodrigo Arroz entrou em lugar de Ronaldo Angelin, que se sentiu mal, aos 5.

Por pouco, Fábio Ferreira não desempatou aos 8, em cobrança de falta de Betão.

Os alvinegros reequilibravam a partida.

Era o Mengo atrás de seu sonho e o Timão fugindo de seu pesadelo.

E o jogo empacava.

A esperança carioca era o talento de alguns de seus jogadores, que sempre pode decidir.

A corintiana era o imponderável, até por se aproveitar da impaciência da torcida que começava a vaiar.

Ibson era um leão no meio de campo.

Arce entrou no lugar de Dentinho, aos 21, opção de velocidade.

Segundos antes, Fábio Luciano teve boa chance de cabeça, mas mandou por cima.

E aos 22, Cristian, bem lançado por Obina, desperdiçou a melhor chance de gol no segundo tempo.

Aos 26, saiu Lulinha, entrou Héverton.

Os meninos corintianos, que foram bem no primeiro tempo, naturalmente, cansaram.

Mas o Corinthians não abdicava de tentar a surpresa de uma vitória, numa noite que já era boa mesmo que perdesse, porque o Goiás perdia, em casa, para o Vasco.

O empate então, seria ótimo, pois tirava o time da Z-R.

Para o Mengo, no entanto, era péssimo.

Aos 28, Felipe fez uma senhora defesa em chute potente de Leonardo Moura.

Aos 30, Roger, que ironia!, roubou na intermediária de Iran e encheu o pé esquerdo para fazer 2 a 1.

Era justo, registre-se.

Aos 45, Héverton salvou o empate corintiano em bola chutada por Gustavo Nery e Bruno Octavio chutou o rebote para fora.

O Mengo deixava o Grêmio para trás.

O sonho não é só possível, é, cada vez, mais palpável.

Já o pesadelo corintiano continua, minimizado pela derrota goiana e pela derrota, também em casa, do Náutico, nos Aflitos, para o Santos, só o que não deu certo para o Flamengo.

Por Juca Kfouri às 22h46

Figueirense é freguês

O Fluminense escolheu o Figueirense para freguês em 2007, em Floripa.

Fez a festa da Copa do Brasil ao vencê-lo na decisão por 1 a 0, depois de ter empatado no Rio por 1 a 1, mesmo placar da partida pelo primeiro turno do Brasileirão, mas em Brasília.

Hoje, embora num jogo ruim, o Flu fez 2 a 0, com gols de Tarta e Léo, aos 41 e 44 do segundo tempo.

 

Por Juca Kfouri às 20h57

Assim não dá, Grêmio

O Furacão conseguiu sua 10a. vitória na Arena da Baixada e impôs exatamente também a 10a. derrota do Grêmio fora do Olímpico.

Ganhou de 2 a 0, com gols do ótimo Ferreira no começo do segundo tempo (aos 4 minutos) e de Michel, um golaço, mais para o fim (aos 36).

Pouco antes, decontrolado, Tcheco tinha sido expulso de campo.

Para quem quer ir à Libertadores, o Grêmio faz mau papel, porque visitante tão frágil, o que quer fazer num torneio que o obriga a ir a estádios muito mais inóspitos?

Claro, o Furacão não tem nada a ver com isso, fez seu papel e vai se garantindo na Sul-Americana.

Por Juca Kfouri às 20h51

Pelo barbas de meu avô, viva a Copa!

Por CONRADO GIACOMINI

Não foram poucas as vezes em que me aconcheguei na poltrona de casa disposto a torcer contra a seleção brasileira.

Não porque considerasse o "futebol o ópio do povo", ou que uma vitória favoreceria o governo de plantão, essas bobagens.

Mas por motivos de ordem prática.

Como se empolgar com um time sem jogadores atuando em nossos clubes?

Como vibrar com uma equipe cujo presidente é alguém como Ricardo Teixeira?

Pois bem. Fracassei em todas elas.

No máximo, como na Copa da Alemanha, fiquei indiferente - como o comportamento da maioria dos jogadores, diga-se.

E por que não consegui secar a amarelinha? Patriotismo? Receio de parecer um estraga-prazeres, um chato de galocha?

Nada disso. Jamais comemorei qualquer revés do escrete canarinho por causa de Seldon Giacomini, meu avô paterno.

Tratava-se de um entusiasmado torcedor da seleção.

Não tinha um time de preferência - ou pelo menos dizia não ter.

Era um apaixonado pelo futebol bem jogado, limpo, sem faltas, sem catimba, sem retranca, uma espécie de Fernando Calazans - calvo como ele, aliás.

Apreciava demais o Santos de Pelé, a Academia palmeirense, os esquadrões formados por Mestre Telê.

Assim, nada mais natural que torcesse demais pelo Brasil, celeiro dos maiores jogadores de futebol do mundo.

Naturalmente ele acompanhou, pelas ondas do rádio, o Mundial de 1950.

Nunca o ouvi falar do Maracanazo, mas deve ter ficado muito decepcionado.

Se estivesse vivo, certamente ficaria exultante com a possibilidade de ver outra Copa sendo disputada por aqui.

A família deve a ele a devoção a este fascinante esporte jogado com os pés e elevado ao status de arte justamente pelos atletas-artistas pátrios.

E como meu pai, são-paulino fervoroso mas também um militante seguidor da amarelinha, nasceu em 1950 e ainda não teve a oportunidade de assistir um Mundial realizado em seu país, fiquei feliz com o anúncio de ontem em Zurique - Blatters, Teixeiras, Lulas, governadores e demais papagaios de pirata à parte.

Sendo assim, bem-vinda ao Brasil, Copa do Mundo de 2014!

Por Juca Kfouri às 17h21

Que jogo você prefere ver?

Tem gente brava com a Globo porque transmitirá para São Paulo a partida entre Flamengo e Corinthians e não entre São Paulo e América, que deve decidir o título do Brasileirão-2007.

E você, que jogo quer ver?

Por Juca Kfouri às 10h30

30/10/2007

Uma quarta-feira de festas e de arrepiar

Hoje tem festa do pentacampeonato tricolor no Morumbi já lotado.

Basta um simples empate entre São Paulo e América.

Quis o destino que o campeão pintasse exatamente sobre o último colocado.

Hoje tem festa do povo também no Maracanã lotado.

Festa da maior torcida do país se o Flamengo vencer, como é previsível, o Corinthians.

Ou da segunda maior torcida do país se o Corinthians ao menos empatar, o que é improvável.

Ou vencer, que seria dessas coisas que só acontecem no futebol, mas que acontecem só no futebol.

E o Corinthians já ganhou do Santos e do São Paulo...

Mas tem mais, muito mais.

Tem Náutico e Santos, vital para ambos, nos Aflitos.

O Timbu com todas as condições para se distanciar do rebaixamento com o bom futebol que tem jogado.

E o Santos disposto a mostrar que terá lugar na Libertadores e que será o vice-campeão brasileiro.

Tem Furacão e Grêmio, na Arena da Baixada, um atrás da Copa Sul-Americana, outro em busca da Taça Libertadores.

Como tem Figueirense e Fluminense, o menos dramático dos jogos desta quarta-feira, embora seja a chance de os catarinenses, em casa, se distanciarem ainda mais do rebaixamento.

Mesma situação do Galo, no Mineirão, que não pode perder a chance de respirar ainda mais e afundar de vez o Paraná Clube.

Já no Serra Dourada, haja drama, para Goiás e Vasco.

Os goianos com a corda no pescoço e dispostos a apertá-la, mas no pescoço dos cruzmaltinos, que ficarão para trás se perderem.

Festas e dramas para fechar outubro com chave de ouro.  

Por Juca Kfouri às 23h03

Que Brasil disputará a Copa de 2014?

Por ROBERTO VIEIRA

O Brasil vai ser a sede da Copa do Mundo de 2014!

Mas perguntar não ofende: Qual o Brasil vai disputar o Mundial de 2014?

É a pergunta que anda nos céus, anda nas bocas dentadas e desdentadas de milhões de brasileiros.

Qual o Brasil de 2014?

O Brasil dos jogadores geniais, prodigiosos, ímpares?

Ou o Brasil dos 22 jogadores na Ucrânia, Turquia e Polônia?

Algum jogador brasileiro saberá falar português em 2014?

Ou seremos como a Irlanda, um país mais populoso no estrangeiro que em seu próprio território?

Qual o Brasil de 2014?

O país dos sequestros, dos bondes, dos Bopes?

Ou o país deitado em berço esplêndido e abençoado por Deus?

O país das favelas em progressão geométrica?

Ou o país que derrotou o analfabetismo?

Qual o Brasil de 2014?

O país em que a justiça e a cidadania sejam favas contadas?

Ou que ainda sejam cartas fora do baralho?

Haverá fome no Brasil de 2014?

Haverá filas nas emergências hospitalares?

Ou haverá apenas uma Arena no meio da selva tropical com propaganda multinacional?

A final da Copa de 2014 não será disputada em julho de 2014.

A final da Copa será disputada a cada dia dos 2000 dias que temos para organizar a Copa.

Porque, por enquanto, a Copa é apenas dos empresários e dos políticos.

Falta muito para que ela possa ser a Copa do povo brasileiro.

Povo que deveria se perguntar, desde já:

Qual o Brasil vai disputar o Mundial de 2014?


Por Juca Kfouri às 23h02

A Copa vem aí, te cuida Itamaraty

Copa de 2014 garantida no Brasil, a julgar pelo que aconteceu na cerimônia de homologação da candidatura nacional na Fifa, o Ministério das Relações Exteriores terá de botar as barbas de molho.

Porque o presidente da República cutucou os vizinhos do Rio da Prata, ao dizer que faremos uma Copa tão boa que nem os argentinos porão defeito.

Como tirada de bar, é boa piada, diga-se, mas certamente não foi gentil com os hermanos que até abriram mão de concorrer com o Brasil.

Mas muito pior fez o presidente da CBF, ao se irritar com uma jornalista canadense que quis saber sobre a questão da violência em nossas cidades, algo absolutamente previsível que alguém perguntaria.

E ele respondeu com três pedradas.

Uma no próprio Canadá, porque policiais canadenses andaram batendo em jogadores chilenos na Copa do Mundo sub-20, recentemente.

Outra nos Estados Unidos, por causa dos tiroteios que às vezes acontecem em suas escolas.

E mais uma na Inglaterra, porque a polícia londrina matou um brasileiro confundido com um terrorista.

Sobre os planos brasileiros para minimizar o problema, nenhuma palavra.

O Itamaraty que compre flores.

Por Juca Kfouri às 21h48

A gafe de Lula

Em seu discurso de agradecimento pela escolha do Brasil para sediar a Copa de 2014, o presidente Lula cometeu mais uma de suas gafes em relação à história.

Ele se dirigiu a Platini para dizer que o Brasil chorou quando o francês marcou um gol de pênalti na seleção nacional, referência ao jogo em que a França nos desclassificou na Copa de 1986, no México.

Só que naquele dia, a exemplo de Zico, durante o jogo, e Sócrates, no desempate por penais, o craque francês também desperdiçou sua cobrança.

Por Juca Kfouri às 11h52

29/10/2007

Que venha a Copa, mas que venha direito

Daqui a pouco será anunciado oficialmente que a Copa do Mundo de 2014 será no Brasil.

Coisa que já se sabia desde que a candidatura brasileira se transformou em candidatura única.

O que, por sinal, levou a Fifa a desistir do rodízio de continentes, insatisfeita com a falta de concorrência pelo acordo feito na América do Sul.

América do Sul cujo presidente da Confederação tem o cargo como vitalício, algo impensável a não ser na literatura fantástica do continente.

Lula e mais onze governadores estão em Zurique para a cerimônia homologatória, fato jamais visto na Fifa, também digno de um Gabriel Garcia Márquez.

Que esta farra não seja o prenúncio de uma outra pior, com dinheiro público, para organizar a Copa.

Uma Copa que todos queremos e que podemos organizar, desde que do tamanho das nossas pernas, sem querer parecer um país que não somos.

O problema está em quem vai comandar a organização dela, o mesmo cartola que até hoje não se desvencilhou de processos abertos contra ele por causa da CPI do Futebol, no Senado Federal.

Enfim, podemos fazer a Copa, mas não deveríamos fazê-la com quem está no comando da operação.

Por Juca Kfouri às 23h51

Torcer faz bem aos cambistas

Juca, estou mandando esse e-mail porque fiquei indignado com o que me ocorreu hoje e não sei o que fazer.

Só sei que preciso compartilhar minha indignação com mais alguém.

Fui ali no Carrefour da Marginal Pinheiros trocar as bolachas por ingressos do jogo do Timão contra o Atlético.

Cheguei lá e perguntei pra promotora da Nestlê, infelizmente ela não me deu o nome, se ainda tinha ingressos.

Ela disse que só tinha para o tobogã e que a Zona Sul inteira só tinha tobogã pra trocar e que poderia pegar no máximo 4 ingressos.

Fiquei meio indignado por não haver arquibancada e resolvi comprar as bolchas mesmo assim.

Entrei no Carrefour, comprei 12 bolachas e lá fui eu trocar.

Quando cheguei lá, vi um rapaz doando "apenas" 4 bolachas e recebendo um bolinho de ingressos, muito mais que os 4 que ele deveria pegar. Ainda notei que eram de arquibanca principal, pois consegui ler o ingresso na mão do cara.

Fiquei indignado e falei que eu queria 4 arquibancadas pois sabia que estavam escondidas ali.

Ela fez uma cara de assustada e me deu as arquibancadas.

Fiquei indignado com a atitude dela, pois se eu não tivesse visto ia pegar outros ingressos só por causa da safadeza dela.

Obrigado pela atenção e pelo ótimo blog.

Fernando de Almeida Tomac, que autoriza a publicação de seu protesto.

Por Juca Kfouri às 17h19

Sobre Valdívia

Como tem gente que vê fantasmas, sofre de complexo de inferioridade e imagina que todos sejam tão bairristas como eles mesmos, uma opinião tão curta como grossa:

Valdívia merece, pelo que fez ontem em São Januário, a mesma pena de Gavilán: 120 dias de gancho.

Simplesmente porque foi tão covarde quanto.

Por Juca Kfouri às 16h00

Blatter desmente Teixeira

Ricardo Teixeira passou semanas fazendo lobby no Congresso Nacional contra a CPMI Corinthians/MSI.

Alegava que sua instalação prejudicaria os planos do Brasil com vistas à Copa de 2014.

Eis que hoje o presidente da Fifa, Joseph Blatter, o desmentiu, como registra o jornalista Leandro Canônico, do UOL, em Zurique:

"Uma comissão da Fifa visitou o Brasil, fez num relatório e deu um parecer favorável à realização do Mundial no país. Se reúne todas as condições para ser o organizador, não vejo como não ser. Mesmo que tenha uma pendência parlamentar, isso não será problema", declarou o presidente da Fifa.

"A Copa só não acontece no Brasil se o futebol acabar no país, e não vejo essa possibilidade. Esse assunto do Corinthians já foi abordado antes e ainda não foi esclarecido, mas volto a dizer que isso não terá qualquer influência na realização de um Mundial", acrescentou o mandatário do futebol mundial.

Em quem acreditar?

Por Juca Kfouri às 15h47

28/10/2007

Para tudo quase se acabar na quarta-feira

Faltam cinco rodadas para acabar o Brasileirão.

E o São Paulo depende de um empate contra o América, nesta quarta-feira, no Morumbi, para matematicamente ser pentacampeão.

Mas que ninguém se preocupe.

O São Paulo não vai empatar com o América.

Vai vencer, em noite de festa.

A 33a. rodada teve média de público de 19.664 torcedores pagantes por jogo.

O Olímpico teve o maior público, 36.101 pagantes.

São Januário ficou com o menor, apenas 6.182.

Foram marcados 28 gols.

E o Cruzeiro voltou a dar sinais de não ter fôlego para chegar à Libertadores, embora se mantenha à frente do Grêmio, pelo saldo de gols, e apenas um ponto atrás do Santos, novo vice-líder, e do Palmeiras.

A luta contra o rebaixamento recuperou velhos personagens, todos os times que estão apenas três pontos adiante do Goiás e do Corinthians.

São eles: Vasco, Galo, Náutico e Sport.

Uma coisa é certa: emoções não faltarão.

Por Juca Kfouri às 23h03

O Inter não engrena mesmo

O Inter conseguiu perder para o Paraná Clube, em Curitiba, gol do artilheiro Josiel.

O Inter, com os nomes que tem, é uma das maiores decepções deste Brasileirão.

E até ameaçado voltou a estar.

Um mistério.

Por Juca Kfouri às 19h02

Artilheiro marca, goleiro franga. É o Fogão

Dodô fez 1 a 0, em gol ao seu estilo, bonito.

E Roger frangou, ao estilo dos mais recentes goleiros do Botafogo.

Resultado: Juventude 1, Botafogo 1.

Ruim para os dois.

Por Juca Kfouri às 19h02

Ficou bem para o Palmeiras

O primeiro tempo de Vasco e Palmeiras não poderia ter sido mais movimentado.

Com os paulistas sempre na frente e os cariocas conseguindo o empate.

Gustavo fez 1 a 0 logo aos 10 minutos e Leandro Amaral empatou, em chute certeiro de fora da área, aos 23.

Mas Valdívia e Rodrigão fizeram belíssima jogada que culminou com o 2 a 1 para o Verdão, com Rodrigão de bate-pronto, aos 34..

Em cobrança de falta, o Vasco empatou com Conca, com perfeição, aos 40.

O Vasco jogou melhor no segundo tempo.

E deu a impressão de que viraria, porque teve mais oportunidades para tanto do que o Palmeiras de fazer o terceiro gol.

No último minuto mesmo, Diego Cavalieri fez milagre para evitar gol de Romário.

Mas ficou bem para o alviverde, que permanece entre os da Libertadores.

Embora tenha perdido Valdívia, correta e infantilmente expulso de campo.

É que o próximo adversário é só o Juventude, no Palestra.

Por Juca Kfouri às 19h01

Rodada corintiana

O Figueirense não ameaçou nenhuma vez o Corinthians no primeiro tempo, ao contrário do Corinthians que, a seu modo, pressionou.

Mas foram os catarinenses que abriram o placar, de pênalti, graças ao tal do Iran, que mergulhou nas costas de um atacante dentro da área.

Finazzi empatou em seguida, também de pênalti, que teria acontecido no mesmo Iran.

Teria porque não me arrisco a dizer nem que houve nem que não houve.

Ao contrário do que aconteceu aos 38 do segundo tempo, quando Dentinho foi derrubado na área e o árbitro não marcou.

Então, graças a brilhante lançamento de Dentinho para Finazzi, que concluiu com rara categoria, o Corinthians já vencia, de virada, aos 23.

Foi um sofrimento.

Mas poderia ser diferente?

Fato é que mais corintiana do que foi a rodada seria impossível, com derrotas de todos contra os quais luta.

O Corinthians respira, sabem Deus e a Fiel (mais de 23 mil torcedores presentes ao Pacaembu) como.

Por Juca Kfouri às 17h59

Fla fez o que tinha de fazer

Não vi.

Nem precisava.

Precisava só o Souza fazer um golzinho, como fez, aos 15 do primeiro tempo.

E não maltratar o simpático e já rebaixado Mecão.

O sonho do Mengão sobrevive.

Quarta-feira, enfim, teremos um Flamengo e Corinthians com casa cheia.

Por Juca Kfouri às 17h06

Olimpicamente aflitos

O Náutico jogou melhor que o Grêmio até fazer 1 a 0 numa falha de marcação da defesa gaúcha.

E o Grêmio, com Tuta, achou o empate, ao tentar cruzar e acabar por fazer belo gol.

Então, o Olímpico cresceu para não virar Aflitos.

E Marcel virou em seguida, num lance que só faltou mandou a defesa pernambucana para dentro do gol.

Diego Souza fez 3 a 1 aos 42, ainda do primeiro tempo e tudo parecia terminado.

Só que o artilheiro Acosta, em impedimento, diminuiu aos 43 e Júlio César empatou no primeiro minuto do segundo tempo.

Sim, estavam mais que aflitos os gremistas.

Que só respiraram com Marcel, aos 25, ao fazer 4 a 3.

Porque o Olímpico não é o estádio dos Aflitos.

Só um pouquinho...

Por Juca Kfouri às 17h04

O pentacampeão passou pelo Recife

O São Paulo jogou como um campeão.

Ou melhor, como um pentacampeão.

Vindo de Bogotá, ao sol das três da tarde no Recife, sufocou o Sport desde o começo do jogo.

E teve um pênalti em Richarlyson não marcado pela arbitragem, mas viu Rogério Ceni abrir o placar batendo falta, na perfeição.

Um a zero era pouco e ainda no primeiro tempo houve pênalti em Aloísio, desta vez, marcado.

Mas Rogério Ceni, desta vez, não marcou.

Verdade que fez uma defesa de cinema numa bola ricocheteada à queima-roupa.

E o Sport até conseguiu jogar um pouco mais no segundo tempo, só que levou o segundo gol, em jogada de força de Aloísio na dividida.

Parecia tudo liquidado quando, em seguida, a arbitragem inventou um pênalti que teria sido cometido por Leandro e o rubro-negro diminuiu.

Mas foi tudo, porque o São Paulo soube segurar e está a três pontos do pentacampeonato, que virá na quarta-feira, no Morumbi, diante do América. 

Por Juca Kfouri às 17h02

A frase do ano

O ano nem acabou, mas já tem sua frase, imbatível, não só pela originalidade como, principalmente, pela adequação.

Foi dita por Ricardo Teixeira, de Nazaré, em entrevista ao "Globo" deste domingo.

Quando o repórter Maurício Fonseca perguntou se ele estava preparado para as críticas que certamente virão em relação à Copa de 2014, no Brasil, ele perpetrou a frase imorredoura:

"Até Jesus Cristo foi crucificado."

Por Juca Kfouri às 07h17

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico