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Corintianos e goianos agradecem ao Fogão
Tudo que o primeiro tempo de Botafogo e Paraná Clube não merecia, no Maracanã, foi o 0 a 0. Porque se era de se esperar que o alvinegro fosse ao ataque, quem surpreendeu foi o tricolor, que jogou de igual para igual e até com mais intensidade, a ponto de mandar uma bola no travessão carioca (embora sem querer...) e de ter mais escanteios a seu favor do que contra. Verdade que o Botafogo também criou pelo menos três boas chances de gols, a mais aguda num chute cruzado de Zé Roberto, bem neutralizado pelo goleiro Gabriel. Insatisfeito com seu ataque, Cuca tirou Thiago Marin ainda aos 33 minutos, para botar Adriano Felicio. Ao mesmo tempo, o Paraná Clube perdeu Jumar, indisposto, que deu seu lugar ao menino Giuliano. Mas era jogo que merecia gols. E o primeiro apareceu logo aos 2 minutos do segundo tempo, em ótima jogada de Zé Roberto na linha de fundo pela esquerda, com a bola tocada para Dodô abrir o marcador. Aos 7, Lúcio Flávio quase ampliou, com a bola roçando o pé da trave direita paranista. O Botafogo começou a dar show e Juninho, de falta, aos 12, mandou uma bomba, a bola foi desviada, ainda tocou no gramado e decretou o 2 a 0, para alegria de botafoguenses, corintianos e goianos ... Aos 21, o Paraná Clube que parecia nocauteado, ressuscitou, em jogada de Vandinho pela direita que acabou nos pés de Josiel, 20o. gol dele, artilheiro isolado, 2 a 1 no placar. Mas por pouco tempo, porque, no minuto seguinte, novamente o Glorioso ampliou, agora com Lúcio Flávio, em chute colocado de fora da área, depois que Joílson fez o papel de pivô, em linda jogada combinada com Adriano Felício, que já havia participado do primeiro gol. Fim dos paranistas? Nada disso. Com uma dedicação comovente, o time foi à luta e Giuliano diminuiu, aos 32, em jogada individual pela esquerda, de muita categoria do garoto de apenas 17 anos. Na saída, Dodô jogou fora o quarto gol botafoguense, em mais uma defesa de Gabriel. A torcida alvinegra, em represália, cantava o nome de André Lima. E, aos 37, por muito pouco o Paraná não empatou, o que, diga-se, já fazia por merecer, tamanho seu empenho. Aquela pane que os botafoguenses conhecem tomava conta do time mais uma vez. E os dois times tiveram chance de marcar, mais ainda o tricolor, no último minuto, inclusive. Os paranaenses, agora, estão na dependência de um milagre. Escrito por Juca Kfouri às 19h08[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Goleada nos Aflitos
Logo de cara o Náutico teve um pênalti a seu favor. Mas nada é tranqüilo nos Aflitos e o artilheiro Acosta não só desperdiçou o primeiro gol como deixou de assumir a artilharia do Brasileirão. Menos mal que, aos 39, o zagueiro Júlio César, com a sutileza de atacante, abriu o placar pôs o Timbu na frente do rebaixado América. E Ferreira tratou de afastar qualquer susto, aos 13. Aos 31, Sidny fez 3 a 0, em passe de Acosta, e, aos 35, Ferreira fez mais um: 4 a 0. O Náutico está quase salvo. Escrito por Juca Kfouri às 19h06[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
O Beira-Rio merecia mais
Mesmo com chuva em Porto Alegre, o Beira-Rio estava apinhado para um jogo que, de fato, prometia: Inter e Cruzeiro. Prometia mas não cumpria. Sem Fernandão à ultima hora, o Inter criou pouco e, na verdade, teve apenas uma grande chance de gol no primeiro tempo, numa cabeçada de Nilmar, na pequena área. Sem Wagner, suspenso, o Cruzeiro também foi pouco criativo, embora possa reclamar de um pênalti em Ramires não assinalado, no fim do primeiro tempo. O segundo tempo foi melhor, com o Colorado passando a dar as cartas e com pelo menos uma jogada espetacular de Iarley, entre as pernas de Jonathan. Mas, tecnicamente, o jogo continuava a dever. E o resultado, para os mineiros, não era de todo mal, pois o garantia no G-4 em mais uma rodada. Só que, no último minuto, em cobrança de falta, Alex fez o gol da vitória gaúcha. Era justo e o Cruzeiro terá de torcer contra Flamengo e Palmeiras.
Escrito por Juca Kfouri às 19h04[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
E Pelé disse não
Ricardo Teixeira falou à "Veja". Reconheceu tacitamente o lobby contra a CPMI da Lavagem de dinheiro no futebol brasileiro e argumentou, hilariamente, que Joseph Blatter só disse que a investigação não atrapalharia a Copa no Brasil porque a pergunta que lhe fizeram foi mal formulada. " Se tivessem feito a pergunta correta, será que o Blatter responderia daquela maneira? Se o repórter dissesse que o comitê organizador amanhã poderia ter suas contas abertas para verificar se gastou dinheiro no carro do Blatter, abrir as entranhas de tudo o que aconteceu em uma Copa do Mundo, será que ele daria a mesma resposta?", ponderou o presidente da CBF e do Comitê Organizador da Copa, Imperador do Brasil. E Teixeira contou à "Veja" que esteve há três meses com Pelé. Só não contou o teor e o resultado do encontro. Porque ofereceu R$ 350 mil mensais para Pelé acompanhá-lo em todos os eventos relacionados à Copa. E ouviu um polido não. Por dois motivos: gato escaldado tem medo de água fria e na reunião estava o ex-sócio de Pelé, Hélio Viana. Este blogueiro ouviu de Pelé, no jantar dos 10 anos do diário "Lance!", um desabafo indignado: "Pô, topei pagar um dinheirão na Justiça para nunca mais ter que ver o cara e na primeira reunião que o Ricardo me chama ele está junto?!". Escrito por Juca Kfouri às 16h21[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
A decadência do basquete brasileiro
A DECADÊNCIA DO BASQUETE BRASILEIRO Por SYLVIO MAESTRELLI Houve uma vez, no Brasil, um esporte chamado basquetebol. De lendas como Amaury Pasos, Wlamir Marques, Rosa Branca, Mosquito, Jatyr, Ubiratan, Edson Bispo, Menon e outros. Um basquete bicampeão mundial (59-63), vice mundial (54-70) medalha de bronze em Olimpíadas (60-64), campeão pan americano (71), soberano na América do Sul. Do Corinthians vice campeão mundial de clubes! Era uma vez, também no Brasil, um esporte chamado basquetebol. De estrelas como Helio Rubens, Edvar, Marquinhos, Carioquinha, Marcel, Oscar, Dodi, Adilson, Fausto e outros. Um basquete bronze em mundial (78), campeão do pan nos EUA (87), ainda soberano na América do Sul. Do Sírio campeão mundial de clubes, do Amazonas Franca, vice duas vezes! Hoje, já era, no Brasil, um esporte chamado basquetebol. Que pertence ao Grego que, por ironia, não se inspira na Grécia, uma consolidada potência européia. O Grego que não se cansa de apanhar da organizada Argentina - ex-freguesa - no principal, cadete, juvenil, infantil e quantas outras categorias existirem. O Grego que insiste cada vez mais em desorganizar os tão alquebrados campeonatos brasileiros. E que, por isso, perde cada vez mais precocemente talentos para a Europa e NBA. Que o digam Nenê, Leandrinho, Anderson Varejão, Tiago Splitter, Guilherme e alguns outros... É, no Brasil, um esporte chamado basquetebol está na UTI. Porque cedeu espaço ao vitorioso vôlei no coração dos torcedores! Porque não tem campeão nacional de 2006! Porque há anos não sabe o que é participar de uma Olimpíada! Porque só consegue ganhar algo quando outras seleções se apresentam com times "B" ou "C"! Porque desde 78 não sabe o que é um pódio em mundais! Porque perde times e patrocinadores importantes a cada torneio - cadê o Sírio, Palmeiras, Corinthians, Monte Líbano, COC Ribeirão, Vasco da Gama, Tilibra Bauru...? A cova está pronta. A pá de cal pode ser a ausência dos clubes paulistas no Campeonato Nacional. Ou a ausência de técnico na seleção, seis meses antes de um pré-olímpico. Ou o "aluguel de times", rodiziando por diversos campeonatos estaduais. Ou a falta de interesse de quase toda nossa mídia, que tem ignorado solenemente o esporte. Ou a inexistência de novos e arejados dirigentes... Não sei não... Mas me parece que logo logo a bola no gol (handebol) vai superar a bola no cesto em popularidade... Escrito por Juca Kfouri às 12h18[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Pernambuco imortal!
Por ROBERTO VIEIRA Por que Pernambuco ainda existe no mundo do futebol? A resposta é simples. Pela rivalidade. Essa rivalidade tribal que nos momentos de guerra é antropofágica. E nos momentos de disputa é estímulo e superação. No dia de hoje, quando a CBF corta os patrocínios dos clubes da Série C, os desígnios da entidade máxima do nosso futebol são cristalinos. Menos clubes, menos dores de cabeça. Como se os clubes fossem escravos e não os donos do futebol brasileiro. Hoje João Pessoa esqueceu o futebol. E o futebol esqueceu João Pessoa. O mesmo fenômeno ocorre em diversas outras cidades do Brasil. Mas o fato ainda não aconteceu em Pernambuco, embora sejam preocupantes os sinais de fumaça do interior do estado. O drama do Santa Cruz que deve 50 Milhões de Reais a Deus e ao mundo é um drama do futebol pernambucano. Um drama de sucessivas administrações irresponsáveis, utilizando-se do clube para seu ganho econômico, político e pessoal. Clube que construiu seu imenso patrimônio com o suor dos seus torcedores. E viu o patrimônio em perigo pelas mãos insensatas dos dirigentes. Aliás, nada muito distante das administrações dos outros grandes clubes por esse Brasil afora. Mas se alguém me perguntar se o Santa Cruz vai acabar caso venha a cair para a Série C, eu só tenho uma resposta: Não! Não enquanto houver essa rivalidade histórica. Essa rivalidade tribal que nos momentos de guerra é antropofágica. E nos momentos de disputa é estímulo e superação. Rivalidade que passa de pai pra filho. De pernambucano pra pernambucano. Pernambucano que antes mesmo de emitir o primeiro som já sabe quais as cores do seu clube. Escrito por Juca Kfouri às 12h14[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Dia 13, terça-feira, o Vasco não pode esperar!
No dia 13/11/2007, a fraude na eleição do Vasco completará um ano. Vista a camisa do Vasco, junte os amigos e proteste contra essa demora. A nossa indignação tem que tomar as ruas do país. No Rio de Janeiro, a manifestação será realizada em frente ao Tribunal de Justiça, às 12h30. Os integrantes da Chapa Por Amor ao Vasco terão uma audiência com o presidente do tribunal e entregarão uma carta "abaixo-assinada" por todos os vascaínos presentes ao ato. Nas demais cidades do país, os vascaínos devem se reunir nesta data, para protestar. O folheto explicativo sobre a atual situação da anulação da eleição será disponibilizado na comunidade nos próximos dias. Escolham o ponto da cidade mais movimentado e divulguem esta iniciativa para a imprensa local. Convocamos os vascaínos para enviarem uma mensagem para a Ouvidoria do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, www.tj.rj.gov.br, em nome do desembargador Manuel Carpena Amorim, que é vascaíno. Proteste contra a demora no julgamento. O Vasco não pode esperar! Escrito por Juca Kfouri às 23h02[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Atendendo a pedidos
Como alguns blogueiros pediram, eis a lista dos 210 parlamentares que assinaram e mantiveram suas assinaturas no pedido de CPMI da Lavagem de Dinheiro no Futebol, também chamada de CPI do Corinthians/MSI. Abelardo Camarinha (PSB-SP) Aberlardo Lupion (DEM-PR) ACM Neto (DEM-BA) Aelton Freitas (PR-MG) Affonso Camargo (PSDB-PR) Albano Franco (PSDB-SE Alceni Guerra (DEM -PR0 Alfredo Kaefer (PSDB-PR0 Andreia Zito (PSDB-RJ0 Angela Amin (PP-SC) Antonio Carlos Panunzio (PSDB-SP) Armando Monteiro (PTB-PE) Arnaldo Jardim (PPS-SP) Arnaldo Madeira (PSDB-SP) Arnaldo Vianna (PDT-RJ) Augusto Carvalho (PPS-DF) Barbosa Neto (PDT-PR) Beto Mansur (PP-SP) Brizola Neto (PDT-RJ) Bruno Rodrigues (PSDB-PE Carlito Merss (PT-SC) Carlos Alberto Canuto (PMDB-AL) Carlos Souza (PP-AM) Carlos Melles (DEM-MG) Carlos Sampaio (PSDB-SP) Carlos William (PTC-MG) Celso Russomano (PP-SP) Cezar Schirmer (PMDB-RS) Cezar Silvestri (PPS-PR) Chico Alencar (PSOL-RJ) Chico Lopes (PCdoB-CE) Claudio Diaz (PSDB-RS) Claudio Magrão (PPS-SP) Clodovil Hernandes (PR-SP) Davi Alves Silva Jr (PDT-MA) Deley (PSC-RJ) Djalma Berger (PSB-SC) Dr. Nechar (PV-SP) Dr. Rosinha (PT-PR) Duarte Nogueira (PSDB-SP) Edgar Moury (PMDB-PE) Edmar Moreira (DEM -MG) Edson Aparecido (PSDB-SP) Edson Duarte (PV-BA) Eduardo Gomes (PSDB-TO) Eduardo Sciarra (DEM-PR) Efraim Filho (DEM-PB) Emanuel Fernandes (PSDB-SP) Ennio Bacci (PDT-RS) Fábio Souto (DEM-BA) Felipe Bornier (PHS-RJ) Félix Mendonça (DEM -BA) Fernando Chucre (PSDB-SP) Fernando Coruja (PPS-SC) Fernando Gabeira (PV-RJ) Fernando Lopes (PMD-RJ) Francisco Rossi (PMD-SP) Geraldo Magela (PT-DF) Geraldo Thadeu (PPS-MG) Germano Bonow (DEM-RS) Gervásio Silva (PSDB-SC) Giovanni Queiroz (PDT-PA) Gorete Pereira (PR-CE ) Guilherme Campos(DEM-SP) Gustavo Fruet (PSDB-PR) Hugo Leal (PSC-RJ) Humberto Souto (PPS-MG) Ivan Valente (PSOL-SP) João Almeida (PSDB-BA) João Bittar (DEM-MG) João Campos (PSDB-GO) João Carlos Bacelar (PR-BA) João Dado (PDT-SP) João Oliveira (DEM-TO) Jorge Bittar (PT-RJ) Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP) Jorginho Maluly (DEM-SP José Anibal (PSD-SP José Carlos Machado (DEM-SE) José Carlos Vieira (DEM-SC) José Eduardo Cardozo (PT-SP) José Linhares (PP-CE José Mendonça (DEM-PE José Paulo Tóffano (PV-SP) Júlio Semeghini (PSDB-SP) Jurandil Juarez (PMDB-AP) Jutahy Junior (PSDB-BA) Lázaro Botelho (PP-TO) Leonardo Vilela (PSDB-GO) Lira Maia (DEM-PA) Lobbe Neto (PSDB-SP) Luciana Genro (PSOL-RS) Lúcio Vale (PR-PA) Luiz Bassuma (PT-BA) Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) Luiz Carreira (DEM-BA) Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB-ES) Luiza Erundina (PSB-SP) Manoel Salviano (PSDB-CE) Marcelo Almeida (PMDB-PR) Marcelo Itagiba (PMDB-RJ) Marcio Junqueira (DEM-RR) Marcos Medrado (PDT-BA) Maria Helena (PSB-RR) Marina Maggessi (PPS-RJ) Marinha Raupp (PMD-RO) Matteo Chiarelli (DEM-RS) Maurício Trindade (PR-BA) Mauro Nazif (PSB-RO) Mendes Ribeiro (PMD-RS) Mendes Thame (PSD-SP) Mendonça Prado (DEM-SE) Miguel Martini (PHS-MG) Miro Teixeira (PDT-RJ) Moreira Mendes (PPS-RO) Nelson Pelegrino(PT-BA) Nilmar Ruiz (DEM -TO Nilson Mourão (PT-AC) Nilson Pinto (PSDB-PA) Onyx Lorenzoni (DEM -RS) Otávio Leite (PSDB-RJ) Paulo Magalhães (DEM-BA) Paulo Maluf (PP-SP) Paulo Renato Souza (PSDB-SP) Pompeo de Mattos (PDT-RS) Prof. Ruy Paulette (PSDB-RS) Profa. Raquel Teixeira(PSDB-GO) Raimundo Gomes de Mato(PSDB-CE) Ratinho Junior (PSC-PR) Raul Henry (PMD-PE) Raul Jungmann (PPS-PE) Rebecca Garcia (PP-AM) Reginaldo Lopes (PT-MG) Reinaldo Nogueira (PDT-SP) Renato Amary (PSDB-SP) Ricardo Izar (PTB-SP) Ricardo Tripoli (PSDB-SP) Rita Camata (PMDB-ES) Roberto Magalhãe (DEM-PE) Roberto Santiago (PV-SP) Rogério Lisboa (DEM-RJ) Rogério Marinho (PSB-RN) Romulo Gouveia (PSD-PB) Ronaldo Caiado (DEM-GO) Sergio Brito (PDT-BA) Severiano Alves (PDT-BA) Silas Câmara (PSC-AM) Silvinho Peccioli (DEM -SP) Silvio Costa (PMN-PE) Silvio Lopes (PSD-RJ) Silvio Torres (PSD-SP) Solange Amaral(DEM-RJ) Sueli Vidigal (PDT-ES) Takayama (PTB-PR) Talmir Rodrigues (PV-SP) Thelma de Oliveira (PSDB-MT) Vadão Gomes (PP-SP) Vanderlei Macris (PSDB-SP) Vicente Arruda (PR-CE) Vieira da Cunha (PDT-RS) Waldir Neves (PSDB-MS) Walter Ihoshi (DEM-SP) Walter Pinheiro (PT-BA) Wandenkolk (PSDB-PA) Wellington Roberto(PR-PB) William Woo (PSDB-SP) Wolney Queiroz (PDT-PE) Zenaldo Coutinho (PSDB-PA) Álvaro Dias (PSDB-PR) Antonio Carlos Junior (DEM-BA) Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) Arthur Virgílio (PSDB-AM) Augusto Botelho (PT-RR) Cristovam Buarque (PDT-DF) Delcídio Amaral (PT-MS) Demostenes Torres (DEM-GO) Eduardo Suplicy (PT-SP) Eliseu Resende(DEM-MG) Flávio Arns (PT-PR) Geraldo Mesquita (PMDB-AC) Inácio Arruda (PCdoB-CE Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) Jayme Campos (DEM-MT) Jefferson Péres (PDT-AM) João Durval (PDT-BA) João Vicente Claudino (PTB-PI José Maranhão (PMDB-PB) José Nery (PSOL-PA) Kátia Abreu (DEM-TO) Lúcia Vânia (PSDB-GO) Mão Santa (PMDB-PI) Marcelo Crivela (PRB-RJ) Maria do Carmo Alves(DEM-SE) Mário Couto (PSDB-PA) Marisa Serrano (PSDB-MS) Morazildo Cavalcanti(PTB-RR) Osmar Dias (PDT-PR) Papaléo Paes (PSDB-AP) Paulo Paim (PT-RS) Pedro Simon (PMDB-RS) Raimundo Colombo (DEM-SC) Romeu Tuma (PTB-SP) Sergio Guerra (PSDB-PE) Sérgio Zambiasi (PTB-RS) Serys Shlessarenko (PT-MT) Tião Viana (PT-AC) Valter Pereira (PMDB-MS) Escrito por Juca Kfouri às 22h38[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Flamengo e São Paulo seguem juntos
Quem, no Clube dos 13 e adjacências, aposta numa cisão entre Flamengo e São Paulo por causa da taça de bolinhas, pode tirar o cavalinho da chuva. Os dois presidentes já se acertaram no seguinte sentido: cada um continuará a defender o que consideram de interesse de seu torcedor; mas seguirão juntos na luta por mudanças no Clube dos 13 e por melhores contratos com a TV. Escrito por Juca Kfouri às 19h57[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
36a. rodada: o bicho vai pegar
O jogo mais espetacular da 36a. rodada do Brasileirão é, sem dúvida, o do Maracanã lotado e já com recorde de público batido: Flamengo e Santos. O rubro-negro, que foi muito mal no Mineirão na última rodada, tem motivos para apostar suas fichas nas boas atuações diante da massa e joga uma cartada arriscada ao trocar Maxi, que caiu de rendimento, por Renato Augusto. Vale Libertadores, domingo, 18h10. O Santos, se fosse o dos velhos tempos, o de Pelé, adoraria jogar com a casa cheia, que veria como um incentivo a mais. Mas este, de Luxemburgo, não é lá muito confiável, pois adotou a atitude de deixar toda a responsabilidade com o técnico. É como se o time dissesse: "Já que ele é o rei da cocada preta, que se vire. Nós fazemos a nossa parte, nem mais nem menos. Mas por ele não jogamos, porque é do tipo 'eu ganho, nós empatamos, vocês perdem'". O jogo mais dramático é o do Serra Dourada. Dois times ruins com bons goleiros e poucos jogadores com capacidade de decisão: o Senhor Goiás, Paulo Baier, de um lado, e Finazzi, o grosso que resolve, no Corinthians. Vale Primeira Divisão, também no domingo, às 16h. Mas não faltam atrações nas demais partidas. Até o campeão São Paulo tem o que buscar no Morumbi diante do Grêmio, ainda no domingo, às 18h10. Porque o tricolor paulista quer tirar o gaúcho da Libertadores, um pouco daquela coisa de gato escaldado. Inegável gosto de revanche. No sábado, sempre às 18h10, os três jogos valem. Para o Paraná Clube, que visita o Botafogo, é a chance de seguir vivo e, quem sabe, já passar o Corinthians. Para o Cruzeiro, que estará no Beira-Rio, o Inter pode ser mais um degrau para chegar à Libertadores, em jogo interessantíssimo. E o Náutico recebe o América para ganhar muito oxigênio na luta pela permanência na Série A. De volta ao domingo, às 16h, em Floripa, Figueirense e Vasco jogam pela Sul-Americana, no embate menos atraente da rodada. Porque às 17h, na Arena da Baixada, o Furacão tem tudo para deixar a gente do Sport muito preocupada ainda com possibilidade de cair. E, finalmente, às 18h10, no Mineirão, Galo e Juventude é o jogo de dois times com obrigação de vencer: o mineiro por razões óbvias e o gaúcho para alimentar ainda o milagre da sobrevivência.
Escrito por Juca Kfouri às 10h36[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Raro! Raro! Raro!
Olá Juca, Escrito por Juca Kfouri às 20h30[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Cara de pau é pouco!
De: Luiz Neto Para: jucakfouri@uol.com.br Data: 08/11/2007 17:20 Assunto: Aécio - Minas Prezado Juca Kfouri,
Envio a vc esclarecimento sobre a informação de que houve interferência do governador Aécio Neves na retirada de nomes de deputados mineiros no requerimento que criaria a CPI do Corinthians. Não houve tal iniciativa por parte do governador, que estava em Zurique no dia em que a bancada tomou a decisão. O governador já afirmou publicamente não ter feito contato pessoal ou por telefone com os deputados. O placar publicado no seu blog hoje também deixa evidente o volume de assinaturas retiradas em todos os partidos. Faço essa consideração em razão da importância e do reconhecimento de sua opinião como jornalista esportivo e analista político. Estou à disposição caso queira mais informações.
Atenciosamente,
Luiz Neto.
31.3250.6084/ 9967.9302 Escrito por Juca Kfouri às 19h43[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Quem abafou a CPI
http://congressoemfoco.ig.com.br/ Para atualizar o tema, reproduzo reportagem do sítio cujo endereço está acima: Deputados mineiros e maranhenses foram fundamentais para a derrubada da CPI mista do Corinthians, arquivada hoje (8) por falta de três assinaturas pedindo sua criação – era necessárias 171 na Câmara e 27 no Senado. Nas duas bancadas, houve 37 retiradas de apoio para a investigação. A debandada representou um terço do 111 parlamentares que retiraram suas assinaturas do requerimento da CPI (veja quem retirou). Entre os partidos, o destaque é o PMDB, com 21 abandonos entre deputados e senadores. Atrás, vêem os oposicionistas PSDB (16) e DEM (15). Deputados governistas do PR e do PT retiraram 14 e 13 assinaturas, respectivamente. Juntas, essas legendas responderam por 59% das retiradas.
A CPI morreu pela desistência de parlamentares de estados com cidades candidatas a sediar jogos da Copa de 2014. É o caso de Belo Horizonte (MG), São Paulo, Salvador (BA), Rio de Janeiro e Fortaleza (CE), Belém (PA), Curitiba (PR) e Florianópolis (SC). Pelo menos cinco parlamentares desses estados desistiram de apoiar a investigação nos clubes de futebol. A exceção é o Maranhão, cuja capital, São Luís, não concorre a sediar jogos da Copa.
Ao todo, 18 das 27 capitais brasileiras estão na disputa. As outras cidades são Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Goiânia (GO), Maceió (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Recife (PE) e Rio Branco (AC).
O levantamento não inclui as desistências dos senadores tucanos Eduardo Azeredo (MG) e Tasso Jereissati (MG), que retiraram as assinaturas antes mesmo de o requerimento da CPI do Corinthians ser protocolado. (Eduardo Militão)
As desistências, por partido
PMDB....................... 21
PSDB....................... 16
DEM....................... 15
PR....................... 14
PT....................... 13
PSB....................... 7
PTB....................... 7
PP....................... 6
PCdoB....................... 5
PV....................... 4
PPS....................... 2
PDT....................... 1
As desistências, por estado
MG....................... 22
MA....................... 12
SP....................... 9
BA....................... 7
RJ....................... 7
CE....................... 5
PA....................... 5
PR....................... 5
SC....................... 5
PE....................... 4
ES....................... 3
PB....................... 3
RR....................... 3
RS....................... 3
AC....................... 2
AL....................... 2
AP....................... 2
DF....................... 2
RN....................... 2
SE....................... 2
AM....................... 1
GO....................... 1
MT ....................... 1
PI....................... 1
RO....................... 1
TO....................... 1
Escrito por Juca Kfouri às 19h13[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Pai de boleiro
Por HENRIQUE MAXIMIANO COELHO NETO (Psicografado por Roberto Vieira) Quando fui pai do João, aos trinta e nove anos, não desejava para ele o que a maioria dos pais deseja. Eu desejava apenas que ele torcesse pelo Fluminense. Corria o ano de 1905 e eu mandei confeccionar para o meu filho uma manta tricolor. Verde, branca e grená. Meus amigos vislumbravam no pequeno um futuro acadêmico. Maria Gabriela sonhava com um futuro de educador, como o avô. Entretanto eu imaginava o pirralho correndo atrás de uma bola. Não imaginei tal futuro para nenhum dos meus outros filhos, embora tenha feito gosto na prática esportiva de cada um deles. Mas o João era diferente. Sempre foi. Foi o único que compreendeu meu gesto tresloucado de invadir o gramado no jogo contra o Flamengo. Gesto motivado pela injusta marcação de uma penalidade máxima contra o meu Fluminense. O resto do mundo me censurava. Como eu, um deputado federal, podia perder as estribeiras por um reles jogo de bola? Mas o João me acalentava. E isso me bastava. Desde pequeno o João se destacou. Marcava gols como ninguém. Encestava como um americano da NBA – embora nem houvesse tal coisa nos anos 20. Nadava, corria, saltava. E tudo ele fazia bem, como um super atleta. Muito embora eu saiba que para um pai, caduco como eu, tudo que o filho faz é motivo de orgulho. Tive que esvaziar um dos quartos para sua sala de troféus. Eu os contei um a um. Foram 387 medalhas e 55 títulos. Meu querido Prego. Mas devo confessar que meu grande orgulho, o instante que guardo sagrado em meu coração, é outro. E não foi um gol com as cores sagradas do nosso Fluminense. Foi o gol que meu pirralho fez na Copa do Mundo de 1930. O primeiro gol do Brasil em Copas. Gol que ele me ofereceu em carta, carta que li com os olhos rasos d’água. Hoje, quase chegada a hora da partida. Hoje quando os críticos literários me julgam velho, ultrapassado, fogo morto. Hoje eu não me importo tanto assim. Pois hoje a simples lembrança do meu querido Preguinho me basta. Preguinho que nasceu com o primeiro título do meu Fluminense. Preguinho que na tristeza me acalentava e acalenta. E nada nem ninguém poderá me roubar tal alegria. E maior foi minha felicidade ao ler estas palavras escritas pela Sra. Ana Lucia Finazzi. Pois me sinto honrado ao saber que a cadeira em minha homenagem na Academia de Letras de São João da Boa Vista, tem como proprietária a mãe de um centroavante. Pois só uma escritora e mãe de boleiro saberá melhor avaliar as palavras emocionadas de um escritor, pai de boleiro Escrito por Juca Kfouri às 15h20[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Acabou a CPI da Lavagem de dinheiro no futebol
Acaba de ser enterrada a CPI da Lavagem de dinheiro no futebol, também chamada de CPI do Corinthians/MSI, no Congresso Nacional.
Faltaram três assinaturas.
Relembro que aqui foram publicados os nomes de todos os parlamentares que não honraram suas assinaturas.
Segue, abaixo, um interessante levantamento, feito pelo blogueiro Gilberto A. de Oliveira Jr., a quem este blog agradece.
Votos retirados por PARTIDO:
PARTIDO Total
--------------------
DEM 10
PCdoB 4
PMDB 15
PP 3
PPS 2
PR 12
PRB 1
PSC 1
PSDB 8
PT 10
PTB 1
PV 4
-------------------
Total geral 71
Esses dados mostram coisas interessantes, por exemplo, para mim não é surpresa ver os votos do PMDB e do PT serem retirados, são partidos vendidos.
Mas achei interessante mesmo a "oposição".
Primeiro o DEM, partido dito "novo" e "moderno" teve 10 votos retirados e o PSDB 8 !!
Também fiquei impressionado com o PR e com o PV.
Lembrando que os votos acima são apenas os dos deputados...
Se contarmos os senadores podemos acrescentar mais votos para o PSDB (soma mais 4 e passa para 12 votos retirados), para o PMDB (que soma mais 1 e fica com 16 votos retirados) e finalmente mais um votozinho para o DEM (que contabiliza 11 no total).
Votos retirados por ESTADO:
ESTADO Total
---------------
AC 1
AM 1
AP 3
BA 4
CE 3
ES 2
GO 1
MA 3
MG 17
MT 1
PA 3
PB 1
PE 2
PR 4
RJ 5
RO 1
RR 3
RS 3
SC 4
SP 8
TO 1
-------------------
Total geral 71
Se somarmos os votos retirados dos senadores, MG fica com 18, CE com 4, PA com 4, PB com 2, DF com 1 e finalmente RN com 1 voto retirado também.
Bem, parece que Minas Gerais é o estado mais vendido da nação ...rsrsrs.
Não vou ficar admirado se por acaso a abertura da Copa for realizada no Mineirão (já que parece impossível tirar a final do Maracanã).
Ou, mesmo que assim não seja, tudo indica que Minas deverá ter uma grande fatia dos jogos finais.
E para terminar, entre os deputados, oito mulheres retiraram seus votos e 63 homens fizeram o mesmo.
Enfim, envio-lhe esses dados para divulgar se quiser ou apenas para guardar em sua galeria de "curiosidades".
Abraços.
Gilberto A. de Oliveira Jr.
Escrito por Juca Kfouri às 15h11[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Mãe de boleiro
Quando tive meu primeiro filho, aos dezessete anos, não desejava para ele mais do que a maioria das mães almeja: saúde, inteligência e felicidade na vida. Priorizei uma formação cristã, na convicção de que “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria,...” (Provérbios 9: 10) Jamais alimentamos nos filhos sonhos de fama e notoriedade, enfatizando o estudo como forma de se obter o essencial para uma vida profissional, ao contrário do que muitos pais fazem, projetando seus desejos frustrados na vida dos rebentos. Víamos no seu interesse pela bola uma coisa comum aos meninos brasileiros da idade, acostumados aos feitos futebolísticos de nossos clubes--algo que sucumbiria à idade e outros atrativos. Desde bebê ele apresentou uma personalidade obstinada, mesmo quando tratava-se de obter um brinquedo fora do alcance de suas mãozinhas. E foi com esta obstinação que cresceu, sendo que, ao ganhar a primeira bicicleta, preocupava-nos o fato de ser visto longe de casa, na busca de seus interesses. Numa destas incursões, matriculou-se no Grêmio Jaguari, de futebol infantil, dirigido pelo incansável Chicão Amorim. Nunca fomos vê-lo treinar ou participar de campeonatos, na época. Queríamos poupá-lo das decepções de uma carreira frustrada, do ambiente de competitividade desleal e controverso, que é o do futebol. Mais tarde, surpreendidos pelo convite de um “olheiro” do Guarani Futebol Clube, para que jogasse pelo time juvenil, só o permitimos diante do fato de que o clube exigia a freqüência escolar e o bom rendimento nos estudos. Obediente, acatou a vontade da família enquanto decisões passavam pelo crivo da mesma. Depois disso, entregou-se a perseguir seus ideais, apesar de todos os percalços e obstáculos da profissão. Eu, como mãe, sofrendo calada, o coração sangrando pelas injustiças e comentários maldosos, orava de joelhos, como Mônica de Tagasta, a mãe de Santo Agostinho, intercedendo pela saúde espiritual de meu filho, alegrando-me com as conquistas e compungindo-me frente às derrotas. Tranqüiliza-me, no entanto, o fato de que a carreira não transfigurou seu caráter de pessoa honesta, compromissada com os valores cristãos, bom marido e pai, filho, irmão e amigo, isto sim, minha maior fonte de orgulho. Evidentemente, como ser humano vaidoso, presenciei com emoção cinqüenta e cinco mil torcedores, no Estádio Castelão em Fortaleza-CE, aclamarem-no na final do campeonato que levou a agremiação de volta à Primeira Divisão do futebol nacional, após muitos anos. Hoje, minhas orações são para que Deus o permita continuar sustentando sua família com dignidade, socorrendo os menos favorecidos, contribuindo com a obra do Senhor e testemunhando sua fé. O futebol levou-o a conhecer muitos países pelo mundo, sem nunca desdenhar ou deixar de amar seu torrão natal e seus conterrâneos, a quem ele respeita e dedica toda atenção, quando solicitada. Relembra com gratidão a aurora de sua vida de menino de interior, guardou os bons momentos, descartando as mágoas e ressentimentos- receita simples de vida, que aprendeu com sabedoria. Como diz a canção, se sorriu ou chorou o importante é que viveu suas emoções. Nada ou ninguém poderá roubar-lhe isso, tampouco o brilho de suas conquistas, levando sempre consigo a minha bênção de mãe. Cadeira nº 7- Patrono: Coelho Neto Academia de Letras de São João da Boa Vista Escrito por Juca Kfouri às 13h18[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Gavillán x Valdívia
Gavillán pegou 120 dias de gancho porque, covardemente, sem bola e pelas costas, deu um murro em Valdívia. Agressão pura e simples e pena justa. Valdívia também agrediu dois jogadores do Vasco. Desclassificar seu ato como jogada violenta é brincadeira, embora sua atitude, também despropositada, não seja equivalente à de Gavillán, entre outras coisas porque tem a atenuante da reação à caça permanente a que é submetido. Ocorre que se fosse punido por agressão pegaria a pena mínima, os mesmos 120 dias. Pegou a máxima por jogada violenta: cinco jogos. Há que se mudar o Código para que cada atitude tenha classificação correta e pena proporcional à gravidade do ato. Escrito por Juca Kfouri às 09h37[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Robin Hood na Serra Gaúcha
O São Paulo subiu a bela Serra Gaúcha em clima de férias. O Juventude estava lá a trabalho. E o vice-lanterna pôs o campeão na roda. Marcou seu primeiro gol aos 23, quando Renato chegou na bola antes de Breno e a mandou para o fundo das redes. Sete minutos depois Danilo Silva foi expulso e deixou o tricolor com 10, por falta violenta e segundo cartão amarelo. Na cobrança da falta, Marcelo Costa explodiu o travessão de Bosco, aos 31. Aos 43, foi a vez do zagueiro Bosco carimbar o pé da trave do São Paulo, em cabeçada depois de escanteio. O 1 a 0 ficou barato para o pentacampeão, que voltou com Aloísio no lugar de Borges e com Leandro na vaga do menino Sérgio Mota. Os paulistas até tentaram impor seu toque de bola, mas, com um a menos, ficou na tentativa. E o Juventude continuou muito mais perigoso, a ponto de ter um pênalti em Tiago não assinalado pela arbitragem, logo aos 6 minutos. Aloísio conseguia levar algum perigo ao gol gaúcho e Dagoberto deu lugar a Tardelli, aos 20. A sexta derrota são paulina ficou decretada aos 21, quando Nunes subiu mais que a zaga na cobrança de um escanteio e Breno enfiou a cabeça para mandar ao fundo do gol: 2 a 0. O São Paulo sofria dois gols pela primeira vez no Brasileirão, o 15o. em 35 jogos. Aos 36, Júnior quase diminuiu, mas Marcelo Costa tirou em cima da linha. E a torcida do Juventude se divertia, dando olé no campeão antes de ir para a Segunda Divisão. Das seis derrotas, tirante as duas para dupla Fla-Flu, as demais foram todas contra times que lutam para não cair: Naútico, Galo, Corinthians e Juventude. O pentacampeão aceita ser chamado também de Robin Hood. Que dava as ordens na floresta de Sherwood, mas não se deu bem na Serra Gaúcha. Escrito por Juca Kfouri às 22h45[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Jornalismo x Merchandising (Quando a Ética Não Basta)
Por NEY QUEIROZ de AZEVEDO* A solidificação de uma sociedade democrática está intimamente ligada ao fortalecimento de uma imprensa livre e independente, assim como ao fortalecimento dos direitos fundamentais dos cidadãos. Os veículos de comunicação desempenham tarefa de essencial importância na construção dessa sociedade: informando, denunciando, criticando, enfim, formando opinião. Há que se manter clara, portanto, aos olhos do público consumidor de informação, a distinção entre o que é jornalismo e o que é publicidade. É nesse ponto que surge o conflito entre o "merchandising", técnica comumente utilizada pelo mercado publicitário e o Código de Defesa do Consumidor, que impõe a identificação da propaganda como princípio básico da relação entre anunciante e consumidor. Há que se entender aqui o "merchandising" como a forma de publicidade "disfarçada" de conteúdo, a exemplo do que ocorre nas telenovelas, onde os produtos são utilizados e apresentados dentro do contexto da história. A questão se agrava quando essa chamada técnica publicitária deixa os programas de entretenimento e avança sobre os programas e textos jornalísticos. Ultrapassando os limites da ética, tanto do jornalismo, como da publicidade, o problema torna-se jurídico, pois o artigo 36 do CDC veda a publicidade implícita. Conforme aponta o jornalista Alberto Dines*, "os jornais sempre tiveram que lidar com questões que beiravam os limites éticos envolvendo o espaço publicitário, mas deixaram de lado a reflexão e atualmente aceitam propostas indecorosas, porque senão o concorrente as aceitará". Surgem, então, as matérias pagas, os informes publicitários sem identificação, os "testemunhais" de jornalistas-apresentadores, usando e abusando da confiança do seu público. Nota-se, portanto, que depender da ética e da moral dos veículos de comunicação pode ser arriscado para o consumidor, que não sabe mais se está lendo uma reportagem ou um "release" de determinado produto, produzido pela agência do anunciante e não por um jornalista imparcial. Deve haver, portanto, especial atenção a estes atos e o início de um movimento que venha coibir tais práticas abusivas. Movimento que vise a resgatar a ética e a importância da independência dos veículos de comunicvação. E, mais do que isso, que venha coibir tais infrações —de forma firme e incisiva—, através das competentes medidas judiciais, sempre que forem lesados os direitos do consumidor. *Advogado e jornalista pela PUC/PR e Mestrando em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Escrito por Juca Kfouri às 12h24[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
A Geografia do Futebol
Por ROBERTO VIEIRA
Anos atrás, o médico e político Josué de Castro escreveu o clássico 'Geografia da Fome'. Pagou caro tal ousadia.
Porém, outra geografia também poderia ter sido escrita em nosso país.
A Geografia do Futebol.
O futebol é um sujeito esquisito. Mesmo sem nunca ter frequentado sala de aula, ele mudou a geografia do mundo.
Pois o que seria do Uruguai sem o futebol? Talvez um ponto no mapa. Porque Obdulio Varela foi mais importante para a história do Uruguai que o General Artigas. O futebol que tem o estranho poder de reescrever a geografia e a história de um povo. Por mais exótico que tal pensamento possa parecer. Porque a Itália sera a Itália sem o futebol. Teria macarronada da Mama no domingo depois da missa. Talvez não fosse tão alegre nos domingos. Mas seria a Itália que nós conhecemos. A Inglaterra teria o chá das cinco e a Rainha. A França teria o Chanel nº 5 Mas o que seria do Brasil sem o futebol? Seria uma terra repleta de índios canibais, infestada de cobras venenosas e florestas tropicais aos olhos do mundo. Mas existe o futebol. Anos atrás, o mundo dito civilizado conhecia três coisas sobre o Brasil: Café, Samba e Pelé. Sem Pelé, ficaríamos restritos ao café e ao samba. Ou aos tais índios canibais. Um país de dimensões continentais resumido em três palavras. Até que chegou o 'Gol'. Mas não foi somente aqui em Pindorama que tal fenômeno ocorreu. Ele também ocorreu na pátria de Goethe. Porque houve um momento que ninguém lembrava que Goethe era alemão. Porque ninguém queria saber daquele monte de escombros que era a Alemanha. Até que chegou Fritz Walter. Porque Fritz Walter foi muito mais importante para a história da Alemanha que o jovem Werther. Porque você sempre pode se orgulhar do futebol de Fritz Walter. Da garra de Varela. Dos gols de Pelé. Sem remorsos ou suicídios. Porque o futebol é um sujeito esquisito. Mesmo sem nunca ter frequentado sala de aula, ele mudou a geografia do mundo. Sem ele, Uruguai, Brasil e Alemanha seriam um pontinho no mapa. Esquecidos de tudo, e de todos. Escrito por Juca Kfouri às 09h53[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
O pentacampeão em Caxias
O São Paulo joga hoje contra o Juventude. Jogo isolado, para que todos possam ver o campeão, pentacampeão, aliás, o segundo (só para provocar...) na história do Brasileirão. Quis o destino da tabela que o tricolor fosse penta em cima do degolado América e se exibisse pela primeira vez como tal diante do também condenado Juventude. Nada indica que a diferença abissal entre ambos se materialize facilmente no gramado, não só porque jogar em Caxias nunca é simples como, também, porque todos querem tirar uma lasca dos campeões, carimbar suas faixas. O que torna o jogo mais interessante, diga-se. Mas qualquer torcedor sensato se importará menos com que alguém carimbe sua faixa do que com não ter faixa para ser carimbada. Escrito por Juca Kfouri às 23h30[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Luis Fabiano, ao seu estilo
Por GUSTAVO VILLANI, de Madri Luis Fabiano tem 13 jogos como titular do Sevilla na temporada 2007/2008 e fez 13 gols entre Champions League, Espanhol e Supercopa. Este é o terceiro ano dele no time andaluz que, aos poucos, melhora o desempenho. Ano passado prometeu 15 gols, fez 16. O último gol marcado foi contra o Real Madrid neste fim de semana, e ele quer mais: o objetivo é não ser substituído no segundo tempo. Seleção? "Não comento, afinal o Dunga também não comenta nada sobre mim", diz tranqüilo, como é de seu estilo. Dia 8, nesta quinta-feira, o atacante completa 27 anos de idade. Finalmente diz ter entendido a Espanha, o clube e as diferenças culturais. Primeira conclusão: nunca será "o artilheiro do São Paulo, aquele jogador não tem nada a ver com a fase atual". Ele se sente melhor, apesar daquela média de 0,73 gol/partida ser a segunda da história do São Paulo. Pelo primeiro ano a família está reunida, Luis Fabiano está feliz, é até difícil falar ao telefone com tanta agitação. A esposa Juliana dá uma força e tenta entreter as baixinhas Giovana e Gabriela. A seqüência de jogos como titular, 13 dos 14 disputados, também explica o bom momento. Luis Fabiano tem se mantido mais em campo, o substituto imediato Kerzhakov anda machucado. "Até quando fazia gol era substituído!" Aqui, sabe-se, é assim, há rodízio de jogadores de acordo com adversários, competições, lesões e suspensões. Reconhecidamente emotivo, o atacante acha que aprendeu a se sentir útil, mesmo quando é reserva ou substituído no 2° tempo. "Pensava mais na hora de sair de campo do que na partida, mudei". Pela primeira vez na Europa ele está perto dos números que o notabilizaram no futebol. Desde que foi para o Porto em 2004 perdeu espaço para outros atacantes na Seleção Brasileira, onde já esteve por 12 vezes e fez 6 gols. Em maio de 2007, entrevistado por este mesmo repórter, afirmou "não ser pior do que Vagner Love, Fred ou Sóbis". A lista de Dunga mudou, Love ainda é concorrente, mas Fred e Sóbis deram vaga a Afonso. Pois a estratégia de Luis Fabiano também mudou, "é hora de ficar quieto". Desânimo ou desejo de voltar a Seleção? Ele ri, como é de seu estilo... Escrito por Juca Kfouri às 16h09[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Desculpe, mas só vi agora... 06/11/2007 - 12h43 Do UOL Esporte Em Curitiba O ex-presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Moura, foi preso na manhã desta segunda-feira, em Curitiba, numa operação do Núcleo de Repressão contra Crimes Econômicos (Nurce), ligado à Polícia Civil do Estado. O ex-presidente da Federação Paranaense de Futebol tem fortes ligações com o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira. Por inúmeras vezes, houve troca de gentilezas entre os dois dirigentes. O estado do Paraná foi sede de vários jogos de eliminatórias de Copa do Mundo desde que Onaireves Moura assumiu a FPF, em 1985. Em outra ocasião, Moura homenageou Ricardo Teixeira colocando o nome do dirigente no CT do estádio Pinheirão, inaugurado em 2003. Teixeira retribuiu a homenagem e fez os jogadores da seleção colocarem os pés na "Calçada da Fama" do estádio, idealizada pela Federação Paranaense. Em 99, a seleção que venceu a Copa América do Paraguai ficou hospedada no Paraná, antes do torneio. No ano seguinte, Londrina e Cascavel sediaram o Pré-Olímpico sul-americano. Para terminar, Curitiba foi a primeira cidade a receber o troféu da Copa do Mundo, logo depois dos últimos dois títulos mundiais. Depois do pentacampeonato, por exemplo, a taça passou por vários estados do Brasil, mas o primeiro foi o Paraná, em visita ao Pinheirão, estádio da FPF, de Onaireves Moura.
De acordo com o secretário de Segurança do Paraná, Luiz Fernando Delazzari, Moura é acusado de fraude processual, formação de quadrilha, desvio e lavagem de dinheiro. "O esquema foi montado para desviar dinheiro da Federação", declarou o secretário. Segundo ele, a operação de desvio era feita por meio de duas empresas, criadas para esta finalidade. Uma delas era a Comfiar, presidida pelo ex-diretor financeiro da federação, Cirus Itiberê da Cunha. Num primeiro momento já teria sido apurado o desvio de cerca de R$ 5 milhões. "Era um grande esquema", declarou Delazzari. Além do ex-presidente da FPF, a polícia divulgou os nomes de outras pessoas presas: Cirus Itiberê da Cunha (diretor financeiro do FPF e presidente da Comfiar), Carlos Roberto de Oliveira (presidente do conselho fiscal da FPF), Marco Aurélio Rodrigues (auxiliar do departamento financeiro da FPF e fiscal eletivo da Comfiar), Laércio Polanski (contador e tesoureiro da FPF e fiscal da Comfiar), José Johelson Pissaia (diretor administrativo da FPF), César Alberto Teixeira de Oliveira (ex-fiscal suplente da Comfiar), Vanderlei Manoel Inácio (teria em seu nome o Colégio Técnico de Futebol Pinheirão) e Roberto Tinoni, (arrendatário do estacionamento do Pinheirão). Onaireves Moura foi afastado do cargo de presidente da FPF em junho e posteriormente suspenso das funções administrativas por seis anos, em julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Ele foi acusado pela adulteração de borderôs da entidade. Segundo a acusação, parte dos 5% das rendas provenientes de jogos era desviada para a empresa chamada Comfiar.
Escrito por Juca Kfouri às 14h01[comente] [Regras para comentários] [ |