Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

01/12/2007

Aos navegantes

O que este blog me ensinou sobre a miséria humana é uma grandeza.

Como tem gente incapaz de entender uma brincadeira, mesmo em se tratando de futebol.

E como tem gente que acaba enchendo a bola de quem deveria ignorar, para, ao menos, não passar recibo.

É fabuloso e hilariante.

E como tem gente covarde também, que sabe com quem ou de quem está falando, embora o inverso não seja verdadeiro.

Teve até quem, a propósito de criticar Washington Olivetto, fez referência ao drama pessoal que ele viveu anos atrás.

Tenho pena dessa gente.

Em tempo: posso até lamentar, mas o país inteiro fala muito mais da possível queda do Corinthians do que, por exemplo, da provável classificação do Palmeiras à Libertadores.

E jornalista não briga com os fatos.

Por Juca Kfouri às 21h35

O mundo dá voltas

Por LUIS FELIPE DOS SANTOS


Era uma vez uma Mercedes-Benz.

Ela era linda, em cinza metálico, com as melhores peças do mercado.

Causava inveja em muita gente.

Foi vendida para uns paulistas metidos à besta por um cara que falava inglês, de nacionalidade indefinida, e que garantiu ser o melhor carro de todos.

Botou gasolina, rodas de liga leve, bancos de couro, fez realmente um lindo carro.

A tal Mercedes foi disputar uma corrida.

Contra vários ônibus.

Como todos sabemos, um carro esporte sempre vai levar vantagem contra ônibus.

Um carro esporte da Mercedes, mais ainda.

Um carro esporte todo reformado, nos trinques, e com a marca da Mercedes? Sem chance para os outros.

No entanto, a corrida era longa, era preciso resistência.

Quem liderava era um ônibus vermelho.

Humilde, vindo do Sul, dirigido por um visionário, co-pilotado por um cara meio turrão e com uma equipe média, mas ajustadinha.

Era levada adiante com muita fé, coração e garra da sua torcida, que nunca deixava de acreditar.

Até que em um momento, reuniram todas as equipes numa salinha e disseram:

"É o seguinte, competidores. Duas das baterias em que a Mercedes perdeu não valeram. Ela vai ter que correr de novo."

Muitos chiaram, a torcida protestou, a corrida foi colocada sob suspeita.

O ônibus vermelho perdeu a liderança para a Mercedes por causa das duas baterias.

A disputa seguia acirrada, quando em uma determinada bateria, o ônibus vermelho emparelhou com a Mercedes.

Quando iria fazer a ultrapassagem, a direção da prova deu a bandeira amarela e proibiu a manobra.

É claro, o piloto do ônibus vermelho reclamou.

E o dono da Mercedes respondeu, com enorme prepotência: "Infelizmente, tem gente que pode ter uma Mercedes, enquanto outros precisam andar de ônibus pela vida toda"

Dois anos depois daquela corrida, está sendo disputada outra.

O tal do ônibus vermelho carrega na frente uma coroa, pois ganhou outras corridas pela América e pelo Mundo.  

Segue faceiro seu rumo, sem muito compromisso, quando olha para o lado e vê, na grama, um carro bem conhecido.

É a Mercedes.

Não tem mais gasolina; o combustível era adulterado.

Não tem mais as rodas de liga-leve, que eram roubadas.

Não tem mais os bancos de couro, que se desmancharam, pois eram falsificados.

Nem a pintura metálica tem mais. Está acabada, arruinada, em um canto da pista.

Não consegue sequer completar a prova. Está prestes a sair da corrida. Ainda dá tempo para bater o carro azul, mas ninguém acredita que ela consiga sair da areia.

O ônibus vermelho pode ser a última chance.

O dono do Mercedes, sujo, esfarrapado e acabado, pede em lágrimas para o comandante do ônibus, com um gancho de reboque na mão:

"Me ajuda?"

O piloto do ônibus apenas sorri. O mundo, meus amigos, dá muitas voltas.

O final dessa história vamos saber no fim da tarde de domingo.

Por Juca Kfouri às 16h30

Vôlei masculino se garante em Pequim

E foi fácil.

O Brasil acaba de vencer a Rússia por 3 a 0 e garantir vaga nas Olimpíadas de Pequim: 25/22, 25/23 e 25/18.

A não ser no segundo set, quando os russos deram um certo calor, em nenhum momento o time de Bernardinho teve seu triunfo ameaçado.

Com o mais importante assegurado, o sexteto brasileiro garante o título da Copa do Mundo no Japão com uma vitória sobre os donos da casa neste domingo, às 8h30.

E deve consegui-la sem maiores dificuldades.

Em situação difícil quem ficou foi o extraordinário levantador Ricardinho, cuja falta foi fatal apenas na primeira partida, quando os Estados Unidos venceram o Brasil.

De lá para cá, os brasileiros enfileiraram uma série de nove vitórias esmagadoras, sem perder nem sequer um set, para mostrar que podem superar também a sua ausência.

 

Por Juca Kfouri às 07h09

30/11/2007

Gebran, o gênio

Frase do brilhante vice-presidente de futebol do Corinthians, Antoine Gebran:

"Se perdermos e cairmos vamos ter de desembarcar no Líbano."

Por Juca Kfouri às 19h50

Preto no branco!

Frase do publicitário, Washington Olivetto, autor de "É preto no branco":

"Se o Corinthians cair, o Campeonato Brasileiro é que estará rebaixado."

Por Juca Kfouri às 19h38

Acredite se quiser

O canal Sportv está transmitindo, ao vivo, direto de Porto Alegre, o treino do Corinthians no Beira-Rio.

Repita-se: o treino é do Corinthians, não da Seleção Brasileira.

Por Juca Kfouri às 17h51

Carta ao Papai Noel

Por ROBERTO VIEIRA*

Querido Papai Noel,

Como vai?

Eu vou mais ou menos.

Na escola e aqui em casa disseram que o senhor não existe. Nem o senhor nem o menino na manjedoura. O que me deixa praticamente sem opções. Desculpe o termo, mas me deixa num mato sem cachorro.

Não acho que deveria gastar um pedido com jogo de futebol. Existem coisas mais importantes no mundo. A asma da Isabel, o câncer da vovó e o Duque que foi atropelado e agora anda em três pernas. Todos sofrem muito.

Eu? Eu vou mais ou menos, Papai Noel.

Mas, voltando ao assunto, venho por meio desta, solicitar, caso o senhor exista, um presente de Natal antecipado.

Me disseram que o pessoal aí do céu ouve sempre os pedidos dos inocentes.

Não! Não é um ursinho de brinquedo. Nem um avião.

Por que é que Papai Noel vive pensando que gente pequena só pensa em urso e avião? É outra coisa.

Sabe o que é, Papai Noel?

É que sempre quando o Corinthians perde, o papai enche a cara.

Chega em casa zangado, xinga vovó, tranca Isabel no quarto e bate em mim.

Até um tempo atrás dava pra agüentar. O Corinthians vencia mais do que perdia.

Mas esse ano foi um ano muito triste aqui em casa. Mamãe foi morar com o menino da manjedoura. Acho que foi desgosto, embora o doutor tenha falado em enfarte.

Mamãe defendia a gente, Papai Noel. E agora a gente não tem ninguém que olhe por nós.

Vovó já está de partida também, Papai Noel. Mais dia, menos dia.

Então meu pedido, se é que o senhor existe, é que eu queria que o Corinthians ganhasse do Grêmio no domingo.

Se possível, que o Corinthians ganhasse sempre, Papai Noel.

Não é por mim. Eu já me acostumei a apanhar.

Mas Isabel tem medo de escuro.

E mamãe, quando disse adeus, pediu pra eu tomar conta dela.

Obrigado pela atenção, Papai Noel,

Sei que o senhor vai fazer o possível.

João Pedro

PS: Se não der, fique tranqüilo. Eu já tenho sete anos. Entendo que tem criança dos outros times pedindo a mesma coisa.

*Roberto Vieira é médico e escritor pernambucano. 43 anos. Alvirrubro e Beatlemaníaco desde que se conhece por gente. Foi alfabetizado com a revista Placar e os livros de Monteiro Lobato. Tom Jobim também é fundamental...
 
 

Por Juca Kfouri às 17h03

O domingão do Brasileirão

 E chegamos à última rodada do Campeonato Brasileiro de 2007.

 

Coisa mais chata essa de pontos corridos.

 

Mesmo com o campeão já conhecido, oito dos 10 jogos valem alguma coisa ou valem muita coisa.

 

E todos serão disputados no domingo, às 4h da tarde.

 

O mais importante será entre Palmeiras e Atlético Mineiro.

 

Uma vitória no Palestra Itália e o Palmeiras disputará a Libertadores.

 

Parada dura, porque o Galo quer a Copa Sul-Americana no ano que vem, do seu centenário.

 

Se empatar ou perder,  o Palmeiras cederá a vaga ao Cruzeiro, que tem o jogo mais fácil da rodada, contra o América, no Mineirão.

 

Daí porque o segundo jogo mais importante ser entre Grêmio e Corinthians.

 

A esperada vitória gremista no Olímpico servirá apenas para a despedida com chave de ouro de Mano Menezes e para, talvez, decretar o rebaixamento do Corinthians, porque a Libertadores ficou impossível para o Grêmio.

 

Razão pela qual os corintianos devem torcer mais pela provável derrota do Goiás, em casa, para o Inter, e para que o Paraná Clube não vença o Vasco, em São Januário.

 

Vasco que também sonha com a Sul-Americana.

 

Nos outro cinco jogos, o Sport, que ainda luta por uma vaga na Copa Sul-Americana, enfrenta o rebaixado Juventude em Caxias;

 

O Furacão pega o campeão São Paulo, na Arena, também com a Sul-Americana na cabeça, mesmo objetivo de Botafogo e Figueirense, que se enfrentam no Engenhão. 

 

Uma vaga para três pretendentes na Libertadores; duas valas para três desesperados na Segunda Divisão e quatro lugares para seis candidatos na Copa Sul-Americana.

 

Os jogos que menos valem são os de Santos e Fluminense, na Vila, e Náutico e Flamengo, nos Aflitos.

 

Mesmo assim, valem o vice-campeonato brasileiro, para Santos ou Flamengo.

 

O domingo promete.

Por Juca Kfouri às 00h06

29/11/2007

São Paulo, campeão da série C de 2010

Por RODRIGO GUIDI*

Este título nós dedicamos ao professor Oswaldo de Oliveira (melhor técnico que passou pelo Morumbi).

Dedicamos ao time de 2008 que após o pentacampeonato brasileiro em 2007 não passou da primeira fase da Libertadores no ano seguinte e caiu para a série B.

Sem eles, nada disso seria possível.

Vencer o ABC de Natal e o Barras do Piauí na final.

Impossível.

Quando o Hernanes fez o primeiro gol contra o América-RN na "final" de 2007 confesso que acreditei que ninguém pararia o São Paulo e que seríamos tetra da América e do Mundo em 2008.

Comprei mais duas camisas do time. Uma listrada (meu sonho de consumo) e uma do Rogério "Air" Ceni, o maior ídolo do clube.

Gozei muito da cara dos corintianos que caíram para a Série B em 2007 (mesmo com a mediocridade goiana e paranista). Foi muito melhor do que comemorar o penta.

Não acreditava que o futebol brasileiro estava entrando em férias e só veria a máquina tricolor no Paulistão daquele ano.

2008 começou como terminou 2007 e vencemos mais um Estadual com uma goleada acachapante de 7x0 no Corinthians, que ainda juntava os cacos do rebaixamento em 2007.

E de repente, começamos a perder. Porque na verdade o futebol brasileiro não tem nenhum supertime. Nem mesmo o São Paulo é imbatível.

Para nossa tristeza a má campanha na Libertadores custou a cabeça de Muricy que foi para o Timão. Sem o dinheiro da competição, Juvenal Juvêncio teve que vender as estrelas do time para a Europa e para outros clubes do Brasil.

A arquibancada do Morumbi ruiu, mas diferentemente do que ocorrera na Fonte Nova, ninguém se feriu, pois o Tricolor já não levava torcida ao seu estádio.

Sem dinheiro para reformar a arena que sediaria a Copa de 2014, começou a deterioração do local, que precisou ser vendido à iniciativa privada.

Para tristeza da nação tricolor. A empresa que comprou o Morumbi demoliu o estádio (e a história tricolor) e construiu no local um condomínio de alto luxo.

Começamos a mandar nossos jogos na rua Javari e em estádios do interior e após cair para a série B, fizemos péssima campanha, sendo rebaixados em 2009 para a série C junto com Gama, Santo André e Juventude.

Uma parceria desastrosa visando o retorno à elite acabou com o que havia sobrado do elenco que contava em 2009 com Rogério Ceni (o eterno), Richarlysson, além de Vizoli, Zé Teodoro e Pintado (que voltaram a jogar para ajudar o ex-clube).

Com um time de garotos conseguimos voltar à série B, depois de duas batalhas em Natal e Teresina, onde só ganhamos com a ajuda da arbitragem e a complacência da CBF que entendeu que um pentacampeão brasileiro não poderia ficar no limbo.

Mas não é hoje, com a série C nas mãos, não é hoje que devemos esquecer o passado.

Obrigado Professor Oswaldo, que esteve conosco em tantos momentos difíceis.

Este título também é seu.

Rogério Ceni

*Rodrigo Guidi é jornalista, sãopaulino e repórter do Jornal de Piracicaba, interior de São Paulo.


Por Juca Kfouri às 23h14

Réquiem para a CBF

Ontem foram realizados três jogos da Série A do Campeonato Brasileiro.

Em nenhum deles foi feito um minuto de silêncio em homenagem aos sete mortos na tragédia da Fonte Nova.

Por Juca Kfouri às 19h33

Corinthians, Bicampeão Mundial de Clubes 2011

Por ROBERTO VIEIRA

Este título nós dedicamos ao Professor Nelsinho.

Dedicamos ao time de 2007 que caiu para a segunda divisão do Brasileirão.

Sem eles, nada disso seria possível.

Vencer o Boca em La Bombonera. Vencer o Milan em Yokohama.

Impossível.

Quando Allan Kardec marcou aquele gol espírita no Pacaembu. Uma bola que tocou no zagueiro e enganou Felipe.

Quando o Grêmio nos goleou no Olímpico, eu confesso, quase desisti.

Quando o Goiás venceu o Internacional com um gol contra aos 47’ do segundo tempo, chorei.

Guardei minha camisa no guarda-roupa. Agüentei calado as gozações dos palmeirenses nos sinais de trânsito.

Quis aprender a jogar peteca.

Durante um bom tempo não queria nem ouvir falar em futebol.

Durante uns 30 dias. Até começar o paulistão.

Então veio aquele comichão. Aquela febre. E tudo recomeçou.

Foi cada jogo de perder a cabeça. Pensei que a gente ia cair para a Série A-2.

Mas não caímos.

E de repente, começamos a ganhar. Porque na verdade o futebol brasileiro não tem nenhum supertime. Nem mesmo o São Paulo. São Paulo que começou a perder e mandou Muricy Ramalho embora.

Sorte nossa que o Muricy veio pra cá.

A rapaziada era boa. A sorte voltou a nos ajudar.

Não vale a pena lembrar tudo que passamos. A história já registrou tudo em DVD.

‘As Batalhas do Parque São Jorge’.

Parque São Jorge que foi implodido ontem para dar lugar ao estádio da Copa de 2014.

Ficar no meu clube de coração foi a melhor escolha possível. Graças a Deus prolonguei meu contrato em 2007, mesmo com todo mundo me chamando de louco.

Mas não é hoje, com a Copa Toyota nas mãos, não é hoje que devemos esquecer o passado.

Obrigado Professor Nelsinho.

Nelsinho que esteve conosco em tantos momentos difíceis.

Este título também é seu.

Lulinha

Por Juca Kfouri às 13h33

E ficou tudo para a última rodada.

Só no domingo saberemos quem ocupará a vaga que resta na Libertadores, as duas valas que sobram no rebaixamento e os  lugares que restam aos que vão à Copa Sul-Americana.

A penúltima rodada foi fechada ontem com muita gente em três estádios: mais de 40 mil no Mineirão, mais de 34 mil no Pacaembu e e mais de 12 mil em Floripa.

Só a torcida corintiana saiu triste, com a derrota para o Vasco, porque tanto o alvinegro mineiro como o catarinense se deram bem.

A média de público da 37a. rodada ficou em 28.510 pagantes por jogo e 3,1 gols por partida.

Palmeiras, por uma vitória, Cruzeiro e Grêmio, lutam pela vaga na Libertadores, com mais chance para o Palmeiras, que pega o Galo no Palestra Itália, embora tenha de vencer, porque o Cruzeiro tem o fácil América pela frente, no Mineirão.

O Grêmio deve vencer o Corinthians, mas nem assim irá à Libertadores.

Corinthians, Goiás e Paraná Clube lutam para fugir do rebaixamento.

Corinthians e Paraná Clube estão condenados a serem derrotados fora de casa por Grêmio e Vasco.

Só que nada garante que o Goiás, que recebe o Inter, vá vencê-lo, ao contrário, deve perder, com o que cairá.

Botafogo, Galo, Figueirense, Vasco, Sport e Atlético Paranaense brigam pelas vagas na Sul-Americana.

Mesmo com o campeão conhecido com tanta antecedência, o Brasileirão terá um fecho de ouro e com todos os jogos no mesmo dia, domingo, na mesma hora, 16h.

Por Juca Kfouri às 01h27

28/11/2007

Só o Corinthians não se ajudou

Num jogo tenso como tinha de ser e com a Fiel tentando jogar mais que o time, o Corinthians dominou o primeiro tempo, mas teve apenas uma chance de gol, numa cabeçada de Fábio Ferreira bem defendida por Cássio, aos 28 minutos.

Só que as melhores oportunidades foram criadas pelo Vasco.

Aos 18 minutos, por exemplo, Morais fuzilou pela esquerda, Felipe defendeu apenas parcialmente e a bola entraria não fosse o o ex-vascaíno Fábio Braz tirá-la perto da linha fatal.

No último minuto, Felipe teve de se virar duas vezes no mesmo contra-ataque carioca.

Primeiramente ao espalmar um chute cruzado de Leandro Amaral, pela direita e, depois, ao tirar com o pé o rebote que sobrou para arremate de Guilherme.

O 0 a 0 era justo, mas ruim para ambos.

Enquanto isso, no Mineirão, o Galo saía na frente do Goiás, com Marinho, aos 24, num jogo equilibrado e apenas sofrível.

Ao fazer a linha de impedimento, no entanto, em cobrança de falta por Paulo Baier, o Galo sofreu o empate, na cabeçada bem desviada por Harison, aos 28.

O placar também era justo e melhor para o Goiás.

Em Floripa, em jogo que o blog não acompanhou, Figueira e Timbu ficavam no 0 a 0.

E vieram os segundos tempos de mais sofrimento para os alvinegros paulistas e esmeraldinos goianos.

Logo aos 3 minutos, o menino Éverton, que joga muito mais que Gustavo Nery, deu o gol para Arce, que chutou por cima, miseravelmente.

Aos 5, Éverton, que não foge do pau como Gustavo Nery, pegou um belo chute de fora da área, mas por cima.

Aliás, pelo lado direito, Amaral também, mostrava muito mais serviço do que o estabanado Iran.

Mas o 0 a 0 permanecia, para desespero corintiano.

E Leandro Amaral, aos 10, exigiu nova intervenção, sem maiores dificuldades, de Felipe.

A Fiel empurrava, mas o time, muito limitado como se sabe, não conseguia transformar o apoio em superioridade.

Na hora agá, a finalização saía fraca ou torta ou ambas as coisas.

E tecnicamente, sem dúvida, por mais que seja nenhuma maravilha, ao contrário, o Vasco é melhor.

Aos 19, Alan Kardec recebe o cruzamento de Guilherme, cabeceia, a bola ainda desvia em Fábio Ferreira e o Vasco fazia 1 a 0.

Em Belo Horizonte, o Galo dominava, mandava bola na trave, mas não desempatava e ainda corria riscos nos contra-ataques goianos.

O Corinthians voltava à Z-R, atrás do Goiás, e o Vasco entrava na Sul-Americana, assim como o Figueirense, que fazia 1 a 0 no Náutico.

Nelsinho em vez de tirar Arce em péssima noite e tentar algo com o tosco Clodoaldo, tirou Amaral e botou Heverton em campo.

Danilinho botava o Galo na frente, aos 30, e tirava o Corinthians da Z-R outra vez.

Vampeta entrava em campo no Pacaembu, no lugar de Carlos Alberto. Que situação!

Marinho fazia 3 a 1, aos 34, para o Galo, que cumpria sua parte.

O Náutico se salvava, mesmo com a derrota, já por 2 a 0 para o Figueira.

O Corinthians que vai ao Olímpico enfrentar o Grêmio, o Goiás que recebe o Inter e o Paraná Clube que vai a São Januário enfrentar o Vasco, deixavam para a última rodada para não cair.

Em São Paulo, Dentinho dava lugar a Wilson.

O Corinthians errava tudo e Leandro Amaral só não aumentou porque Felipe, para variar, evitou.

A Fiel bem que tentou, mas não há quem faça o time corintiano jogar.

Aos 39, Wilson ainda acertou a trave do Vasco, num lance isolado.

Vampeta errava passe em cima de passe, caricatura do Corinthians 2007, que merece cair, por mais que os outros o ajudem.

O Galo, por exemplo, ainda fez 4 a 1 com Éder Luís neste péssimo Goiás.

Que é até capaz de perder para o Inter no Serra Dourada para deixar o Corinthians na Primeira Divisão, se o Paraná não ganhar do Vasco.

Porque é óbvio que o Grêmio ganhará do Corinthians, que aos 44 viu Fábio Braz perder gol na cara de Cássio.

Corinthians de várzea, usando gandula para atrapalhar contra-ataque do Vasco.

Uma lástima!

Uma vergonha...

Que ironia: o Corinthians depende do Inter, aquele, de 2005...

Por Juca Kfouri às 23h47

O apelo poético de um corintiano

Desde 1910

Nosso destino

Era evidente

Bataglia era

O sobrenome

Do primeiro presidente

Tivemos nosso

primeiro ídolo

O saudoso Neco,

Comemoramos muito

os 254 gols do Teleco.

Por ali muitos passaram,

Para a nossa vida alegrar

Servilio, Baltazar,

Luizinho Polegar

Em 1954

ano extraordinário

ganhamos em cima do Palmeiras

o quarto centenário.

Vimos o crescimento

De um nobre menino

Seu nome:

Roberto Rivelino

Que mesmo sem ter

Ganhado um título

Muitos o consideram

Como um dos

mais ilustres filhos

com belos gols,

jogadas de brilho.

Em 1976

Invadimos o Maracanã

Do Brasileirão passamos perto

Que só veio em 1990 com o Neto.

Em 1977

bem que podia ser no Pacaembu,

mas foi em um Morumbi lotado

que quebramos um tabu.

Novos tempos começaram

mas sempre com muita emoção

E com muito sabor

Acompanhamos o Timão

Vimos um Doutor

com muita alegria

Com nome de filósofo nascido

No berço da democracia.

Que no Parque São Jorge

Na década de 80 também nasceu

Bons tempos aqueles, diz alguém que

Naquela época viveu.

Mais três brasileiros, alguns paulistas

Parceiros estrangeiros.

Hoje vivemos dias de desespero

Estamos lutando para não cair

Vamos Corinthians

Não deixem mais

Te chamarem de faz me rir.

Por VINÍCIUS BACELAR

Por Juca Kfouri às 17h33

Cair ou não cair, eis a questão

É claro que a noite de hoje reserva preocupações para a torcida do Náutico, que joga contra o Figueirense, em Floripa, e ainda pode cair.

E reserva muito mais preocupação para a torcida do Goiás, ameaçadíssimo pela degola, no Mineirão, contra o Galo.

Mas o jogo da noite é o do Pacaembu, entre Corinthians e Vasco, dois tetracampeões brasileiros.

Os dois sob risco do rebaixamento, embora o risco paulista seja alarmante e o carioca muito remoto.

Vitória do Corinthians e derrota do Goiás e os goianos estarão rebaixados, assim como o Paraná Clube.

Corinthians sem Zelão, sem Moradei, que vinha jogando bem, e sem seu artilheiro Finazzi.

Lacunas preenchidas pelas ausências, também, de Iran e Gustavo Nery, felizmente, para a Fiel, machucados.

O Goiás acusa o árbitro que apitará em São Paulo de ser dono de uma franquia da escolinha do Corinthians, em Brasília.

Ele nega, diz que é de um amigo e o fato é que apitou três jogos do alvinegro neste ano, com dois empates e uma derrota corintiana, exatamente contra o Vasco, no primeiro turno, em São Januário.

O Vasco terá a volta de Morais, depois de cinco meses e não só não pensa em rebaixamento como almeja a Copa Sul-Americana.

Vai sair faísca no Pacaembu, com lotação de 33 mil torcedores já esgotada.

Por Juca Kfouri às 00h12

Do 'blog do Boni'*

TV: RADIO COM IMAGEM

Li o bloglog do meu amigo Alex Periscinoto e gostei muito da abordagem dele sobre esse assunto.

Me veio a memória narradores notáveis do começo da televisão como Raul Tabajara na TV Record-SP e Moacyr Pacheco Torres na TV Paulista, que lidavam com maestria com o veículo.

Lembrei-me também de um episódio da época de censura pesada, que aconteceu comigo e com o Borjalo.

Estávamos no final do ano apresentando aos censores um dos primeiros especiais de Roberto Carlos - que mais tarde se tornaria uma tradição.

Um dos censores, um militar , implicou com as roupas do grupo de bailarinas e elas apareciam várias vezes no programa.

Ele exigia a eliminação de todas as cenas das moçoilas. O Borjalo argumentou : - Não vai sobrar nada. Não vai ter programa. Não dá mais tempo para gravar tudo de novo.

E o censor retrucou:- O que interessa é o que ele está cantando. Tirem essas imagens, botem uma foto no lugar e pronto.

O Borjalo coçou a cabeça e mandou:- Parabéns, coronel. O sr... acaba de inventar o RÁDIO.

A gargalhada foi geral. O próprio censor riu da besteira que havia dito e acabou liberando o show do Roberto.

O que importa mesmo é a velha história: UMA BOA IMAGEM VALE MAIS QUE MIL PALAVRAS.

TV é imagem.

 Som é indispensável mas pausas, tom, dinâmica e volume tem que receber cuidados especiais.

Podem valorizar ou destruir qualquer coisa que se pretenda comunicar.

O esporte na televisão é um belo exemplo, como aponta o Alex.

É rádio de má qualidade. Gritaria. Falatório.

Alguns narradores, os nervosinhos, chegam a engasgar com as próprias palavras e até perder, de forma aflitiva, o fôlego.

Não respiram e não nos deixam respirar.

Não entendem que na televisão não é necessário preencher todos os espaços.

Não dão um minuto de sossego para nossos ouvidos e enchem nosso saco com inutilidades.

Isso quando não ficam batendo papo entre eles, narradores, comentaristas e o diabo a quatro.

Que se dane o telespectador que não pode participar da conversa.

Mas a gritaria não está somente no esporte.

Está nas chamadas de programas das emissoras, nos comerciais de varejo, nos programas de auditório e até nas novelas.

Por favor, baixem o tom. Não gritem com o pobre telespectador. Ele não fez nada.


Boni

Boni é José Bonifácio de Oliveira Sobrinho e, para simplificar para os mais jovens, é simplesmente o "inventor" da TV Globo.

http://bloglog.globo.com/boni/

Por Juca Kfouri às 00h11

27/11/2007

A ausência de Hernanes

Há quem estranhe que Dunga tenha convocado Breno e deixado Hernanes de fora da seleção olímpica que disputará o último jogo do ano, no Engenhão, contra a seleção dos melhores do Brasileirão.

A razão provavelmente está em que Dunga já conhece o resultado da votação, que deve ter resultado em Hernanes entre os onze melhores do campeonato e Breno não.

Por Juca Kfouri às 17h24

No 'Estadão' de hoje

Teixeira se irrita e foge do assunto

Por BRUNO LOUSADA e SILVIO BARSETTI

O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, negou-se ontem a falar sobre a tragédia da Fonte Nova. Pior: ficou irritado e agressivo com as perguntas sobre o caso, feitas durante encontro com o prefeito do Rio, César Maia, no Palácio da Cidade. "Situação desagradável, estamos pesarosos pelos resultados, mas, enfim, vamos esperar os levantamentos que estão sendo feitos??, alegou o cartola. "Vocês não têm outro assunto? Não querem falar de futebol, não? Tem que ser só do acidente, que todo mundo sabe que não teve relatório ainda. Eu não recebi nenhum relatório e não posso adiantar mais do que vocês viram pela televisão."

Diante da insistência dos repórteres, Teixeira foi mais ríspido. "Não vou dizer mais sobre o assunto sem ler o relatório. Você conhece o relatório? Nem eu", rebateu. "Nós não vamos falar de futebol? Nós não vamos falar de futebol? Por favor", reagiu, por fim, à última pergunta sobre a queda de parte do anel superior da arquibancada do estádio.

Teixeira só se solidarizou com as vítimas da tragédia às 16h54 (de Brasília). Foi quando o site da CBF colocou no ar nota curta em que dirigente manifesta "condolências aos familiares das vítimas do acidente e deseja o restabelecimento dos torcedores que se encontram internados nos hospitais (sic)."

A CBF vai esperar os laudos do acidente para então decidir se tomará medida administrativa contra o Bahia ou o estádio.

Nota deste blog: Homem sensível, o presidente da CBF...

Por Juca Kfouri às 11h26

É hora de processar os responsáveis pela tragédia da Fonte Nova

Não adianta agora falar em demolição da Fonte Nova, como falou o governador da Bahia, Jacques Wagner.

Nem em último jogo na Fonte Nova, como disse o ministro do Esporte, o baiano Orlando Silva.

Não adianta ninguém se fazer de desentendido, como Ricardo Teixeira, presidente da CBF.

Ou decretar luto, como fez a direção do Bahia.

A hora é de apurar os responsáveis e não só acioná-los na Justiça para deles exigir indenizações como levar o caso adiante em todas as instâncias judiciais.

Porque o Ministério Público da Bahia já havia pedido a interdição do estádio e alguém do Judiciário baiano sentou em cima do pedido, que era do conhecimento do governo estadual.

Trata-se de levar ao Conselho Nacional de Justiça quem foi que sentou sobre o relatório do Ministério Público.

E fazer valer o Estatuto do Torcedor, instrumento que as famílias das vítimas fatais devem usar, assim como todos os mais de 30 feridos.

Cabe acionar o governo estadual, a CBF, a Federação Baiana de Futebol e o Bahia.

Porque todos são responsáveis pela tragédia, já que o estádio é do estado, a organizadora da Terceira Divisão é a CBF, a Federação Baiana é sua delegada e o mandante do jogo é o Bahia.

E não adianta culpar os governos carlistas pelas sete mortes, porque, se estes também foram negligentes, e foram, as providências só podem mesmo ser exigidas de quem está agora no poder.

Como não cabe, por exemplo, ao governo Lula culpar as gestões anteriores pelo caos aéreo.

Ou ao governo Serra atribuir ao seu antecessor Alckmin o desastre do buraco no metrô.

Mas o que se vê, em regra, é isso, todo mundo tentando lavar as mãos.

Mesmo as que estão tintas de sangue como no caso da Fonte Nova.

Por Juca Kfouri às 01h19

26/11/2007

Ainda sobre a tragédia na Fonte Nova

Por HUMBERTO MIRANDA DO NASCIMENTO 

Toda a felicidade de ontem com a classificação do Bahia para a série B foi substituída por muita dor e comoção.

Quando aconteceu a tragédia, o desespero foi tremendo porque nem a polícia conseguia chegar ao local.

Era muita gente festejando, um engarrafamento enorme e torcedores sobressaltados.

Membros da torcida organizada do Bahia, a Bamor, chegaram a declaram que o penlti perdido pelo jogador Nonato foi até providencial porque a tragédia poderia ter sido maior, dada a euforia da torcida.

A sorte foi que poucos torcedores perceberam o que estava acontecendo, o que evitou um corre-corre em massa.

Pessoas que estavam próximas à arquibancada que desabou gritaram "está desabando" e uma delas caiu no buraco ao tentar sair do local.

Aquilo estava uma loucura e, por milagre, não se tornou uma tragédia de grandes proporções.

O que acho que aconteceu:

1) Descaso da Justiça, que não tomou providência solicitada pelo Ministério PúblicoP para interditar a Fonte Nova e da SUDESB, dirigida atualmente pelo ex-jogador Bobô, por não ter tomado nenhuma medida preventiva de segurança em relação aquela parte da arquibancada, frequentemente isolada por causa de seu estado precário;

2) O governador Jaques Wagner declarou que não havia informação no governo sobre problemas estruturais no estádio, o que é uma temeridade porque existe um inquérito desde 2005 que envolvia até problemas estruturais no Barradão, estádio do Vitória. Agora à tarde ele voltou atrás e reconheceu que houve "falha";

3) Há que considerar que, com uma média de público de 40 mil torcedores por partida, em algum momento uma tragédia aconteceria na Fonte Nova. O estádio lotado regularmente fragilizou ainda mais a estrutura e, ao invés de medidas de segurança serem adotadas, maquiaram a Fonte Nova com uma pintura recente;

4) Pelo que se sabe, não interditaram logo o estádio por conta da pressão da própria diretoria do Bahia. É aquela história, não desabou antes, porque desabaria na última paratida? E desabou.

5) Outro fator que muito contribui para essa loucura toda foi a enorme frustação do torcedor do Bahia, já de longa data, com sua diretoria. Muitos estavam alucinados e, querendo extravasar de todas as maneiras, invadiram o campo e destruíram equipamentos públicos. Alguns chegaram a arrancar com as mãos pedaços do gramado. Imagens absurdas de depredação foram mostradas. Gente foi pisoteada etc.

6) O Bahia cumpriu o papel que se esperava dele, a classificação para a série B, mas precisará fazer uma reforma ampla na diretoria e no time para ter alguma chance de classificação para a série A ano que vem ou evitar o retorno à série C.

É preciso evitar uma nova tragédia.

Por Juca Kfouri às 14h13

Pró-memória

Cabe lembrar que o procedimento originalmente proposto no projeto do Estatuto do Torcedor e na Medida Provisória 79 estabelecia a prerrogativa do Ministério do Esporte - por meio do CNE - de suspender os estádios cujos laudos atestavam falta de condições.
 
Na época, o Ministério operou para eliminar suas atribuções e responsabilidades do texto, mantendo apenas a função do Ministério Público.
 
Veja o que constava da Medida Provisória 79 e foi retirado do texto no âmbito do Congresso Nacional, por solicitação do então ministro Agnelo Queiroz:
 
Art. 5º  A entidade responsável pela organização de competição de atletas profissionais encaminhará ao Conselho Nacional do Esporte - CNE, até vinte dias antes de sua realização, os laudos técnicos expedidos pelos órgãos e autoridades competentes pela vistoria das condições de segurança e higiene dos estádios a serem utilizados na competição.

        § 1º  Os laudos atestarão a real capacidade de público dos estádios e suas condições de segurança e higiene.

        § 2º  Fica o estádio inabilitado para uso na competição, caso:

        I - não apresente condições de segurança e higiene, segundo os laudos encaminhados; ou

        II - não tenham sido encaminhados os laudos de que trata o caput.

        § 3º  O CNE fará publicar lista contendo os estádios habilitados na forma deste artigo.

Se tais artigos estivessem em vigor, talvez o desmoronamento pudesse ter sido evitado.

Por Juca Kfouri às 14h05

Enquanto isso em Salvador...

Por ROBERTO VIEIRA

 

- De quem é a culpa?

- Do destino. Foi tudo uma surpresa.

- Não vai colar.

- Bota aí que foi da torcida que pulou demais na arquibancada!

- Torcida pula sempre. Também não vai colar.

- Da firma que fez a reforma no governo passado?

- É a mesma que financiou nossas campanhas...

- Xiiiiiiiiiiiiiii...

- Tem outra idéia?

- Bota a culpa num pedreiro.

- Como é que é?

- É, o pedreiro. Superfaturou a obra e depois usou material de terceira.

- Vão achar que a gente ta debochando com a terceira divisão. Capaz de lincharem a gente.

Os dois olham na direção do mar. Itaparica está logo ali. Porque é que essa tragédia tinha de acontecer logo agora, logo hoje?

- Morreram quantos?

- Sete.

- Não eram oito?

- O número agora é sete. Mas pode aumentar.

- Acho que não resta outra escolha. Vai ser o de sempre.

- Não esquenta. O de sempre, sempre funciona.

Os dois chamam o assessor de imprensa. Mandam divulgar uma nota oficial de pêsames. Investigações rigorosas serão iniciadas. Os culpados serão punidos, doa a quem doer. Mas é preciso aguardar pelo parecer técnico. Não devemos acusar ninguém impunemente. Não podemos turvar a biografia de um inocente.

É preciso não cometer injustiças.

É preciso não comprometer 2014.

- O texto ficou bom?

- Já estava pronto. É o mesmo de sempre.

Com certeza daqui a quinze dias todo mundo já esqueceu o fato.

Escândalo é o que não falta nesse imenso país tropical. E tem também o Natal.

- Vamos comer uma moqueca?

- Vamos. Já trabalhamos muito por hoje.

Por Juca Kfouri às 14h00

No 'Correio Braziliense', de hoje

Ministério paga, mas não recebe

Por UGO BRAGA

 

A história do contrato em tela começa no dia 17 de junho de 2006. Ali, a Atos Origin entrega sua proposta ao edital lançado duas semanas antes, pelo qual a pasta esportiva anuncia a disposição de contratar fornecedor para "serviços de tecnologia da informação e apoio técnico de atividades de informática". O negócio era montar o sistema de computadores que controlaria os dados dos jogos, bem como o trânsito do pessoal credenciado nas diversas áreas privativas dos locais de competição, treinar os responsáveis e fornecer os equipamentos de controle.

Abertas as propostas da concorrência, a Atos Origin saiu vencedora. E abocanhou o contrato de R$ 112.998.002, devidamente assinado no dia 29 de setembro daquele ano. Dois meses depois, em 30 de novembro, a firma recebeu o primeiro e vultuoso pagamento, de R$ 30,6 milhões. E receberia outro, de R$ 20,4 milhões, em 15 de janeiro.

16.000%
No dia 27 de março, porém, Atos Origin e Ministério do Esporte assinam um termo aditivo, acrescendo R$ 28.246.573 ao contrato original. Isso para implantar um sistema de controle de acesso com a tecnologia Radio Frequency Identification — RFID, algo não previsto na licitação, registre-se. Trata-se de um sistema pelo qual o segurança controla a entrada de pessoas usando um aparelho manual, passado nos crachás entregues aos atletas, dirigentes e demais credenciados. É onde os problemas explodem.

Um dos itens adicionados previa o desenvolvimento do sistema de credenciamento. Originalmente, tal serviço havia sido orçado em R$ 55.595,56. Depois do aditivo de março, ele pulou para R$ 9 milhões, o que, nas palavras dos auditores do TCU, "representa um acréscimo superior a 16.000%". Eles seguem: "Os dados mencionados não indicam grau de complexidade para os novos módulos que justifiquem a diferença brutal no preço cobrado (…)". Há mais.

O ministério alugou da Atos Origin 100 kits de controle de acesso, formados cada um por computador de mão e leitor portátil de rádio-freqüência, ambos com duas baterias, cabo e fonte alimentadora de energia. O custo unitário desses kits saiu por R$ 68.718,25 por 50 dias de uso. É dinheiro bastante para pagar o aluguel de um apartamento de quatro quartos em Brasília por um ano inteiro. Há mais.

Cada crachá emitido para o tal RFID — foram 175 mil ao todo — saiu por R$ 7,68, ou, ao câmbio da época, cerca de US$ 4 a unidade. O pessoal do TCU achou estranho e resolveu consultar a Intermec, fornecedora da Atos Origin. Descobriu que o preço unitário variava entre 50 centavos de dólar e US$ 2. Ou seja, houve acréscimo de mais de 100% entre a compra à empresa privada e a venda ao cofre público. O tribunal de contas mandou um ofício ao Ministério do Esporte questionando o disparate e pedindo que este comprovasse ter adquirido um bem ao valor de mercado.

Flagra dos auditores

Somados o contrato original e o termo aditivo, o Ministério do Esporte se comprometeu a pagar R$ 141. 244. 575 a Atos Origin. Entre o primeiro desembolso, em 30 de novembro, e o último, de 21 de agosto passado, saíram do Tesouro Nacional R$ 106. 224. 091,50, ou 75% do total. Tal cronograma financeiro colide com a realidade registrada em inspeções durante os jogos.

Em 17 de julho, dias depois do início das competições, os auditores foram a Arena de Copacabana, palco do vôlei de praia. Às 17h, pouco antes do início dos jogos da tarde – as duplas masculinas do Canadá e do Chile se enfrentariam –, constataram que o sistema super moderno de controle de acesso não rodava por "problemas no banco de dados do aplicativo".

No dia seguinte, 18 de julho, às 14h, o pessoal do TCU esteve no Estádio João Havelange, o Engenhão. Começara há pouco o torneio de futebol masculino. Jogavam, então, as seleções da Jamaica e da Argentina – na parte da manhã, as meninas do Brasil esmagaram o Equador por 10 a zero. O supervisor do sistema RFID informou que os equipamentos não estavam sendo usados.

No dia 19, uma quinta-feira, os fiscais resolveram checar os serviços no Riocentro, onde começavam as lutas do judô. Chegaram ao local às 10h, momentos antes de a peso pesado brasileira Priscila Marques ser chamada para enfrentar a cubana Ivis Dueñas, de quem acabou perdendo. Ouviram do responsável pelo caro sistema de credenciamento que "os equipamentos deram muitos problemas e, por isso, não vêm sendo usados".

No relato mandado ao ministro-relator no TCU, Marcos Vilaça, o corpo técnico não contemporiza: "(…) Pode-se inferir que, nas poucas instalações em que houve uso dos equipamentos e sistemas implantados, este se deu com infração à norma regulamentar". Referiam-se ao fato de os equipamentos usados no tal RFID não serem homologados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o que gerou um ato de infração aos responsáveis. 

Outro lado

A violência do Rio de Janeiro e até o terrorismo internacional são as causas apontadas pelo Ministério do Esporte para a modificação no sistema de credenciamento dos Jogos Pan-americanos que encareceu em mais de R$ 28 milhões o contrato com a empresa Atos Origin. Em ofício mandado ao TCU, o secretário-executivo dos jogos, Ricardo Layser, afirma que "(…) as ameaças poderiam partir de um simples furto até atentados orquestrados por grupos terroristas internacionais". Daí, nas palavras dele, a "(…) decisão de substituir um sistema simplificado de controle de acesso por algo que oferecesse maior segurança (…)".

Sobre a diferença de 16.000% entre o sistema de controle de acesso licitado e o efetivamente pago, baseado em ondas de rádio, o ministério argumenta que no primeiro caso tratava-se tão somente de pagar o licenciamento de algo já existente — crachás com marca holográfica e código de barra, segundo o Ministério do Esporte, pouco seguros. Os técnicos afirmam que não há lógica em se comparar as duas coisas. Mas não explicam porque não houve uma nova licitação se o objeto contratado mudou tão radicalmente.

Para justificar o valor do aluguel dos kits de controle de acesso, o Ministério do Esporte argumenta que ele continha o custo do suporte técnico e da garantia dos mesmos. E que o período de locação deve ser considerado de maio a agosto deste ano, ou seja, 120 dias. Ao atender o pedido do TCU para comprovar o custo das etiquetas, o ministério admite ter pago R$ 103,2 mil a mais, valor a ser descontado nos próximos pagamentos.

A respeito das falhas na operação do sistema, o ministério lista uma série de motivos, implicando até os militares que manusearam os leitores. A Atos Origin respondeu ao Correio por intermédio de um e-mail mandado pela assessoria de imprensa. Nele, argumenta que venceu uma licitação pública e que prestou "a contento" o serviço contratado pelo governo. (Ugo Braga)

Por Juca Kfouri às 11h37

Luto em dia de festa

Era mesmo para ser uma segunda-feira festiva no futebol brasileiro.

Santos e Flamengo na Libertadores.

Bahia de volta, ao menos, à Segunda Divisão.

E quase 200 mil pagantes nos seis jogos com público na Série A do Brasileirão, média de quase 33 mil por jogo.

Se considerarmos que a penúltima rodada será completada com três jogos, um no Pacaembu já com lotação esgotada na casa dos 33 mil torcedores e outro no Mineirão, que deverá ter público por aí também, veremos que nem mesmo o jogo de Floripa, entre Figueira e Náutico, fará cair tanto a média estupenda.

Mas como festejar se o jogo nacional que obteve a segunda maior presença de público, o de Salvador com 60 mil pagantes, acabou como acabou?

Por Juca Kfouri às 11h20

25/11/2007

Três por uma vaga na Libertadores, dois por uma vala no rebaixamento

Com o Santos e o Flamengo garantidos na Libertadores ao lado dos tricolores São Paulo e Fluminense, restou uma vaga para três candidatos:

Palmeiras, Cruzeiro e Grêmio.

Dos três, só o Cruzeiro tem um jogo fácil na última rodada do Brasileirão, o America no Mineirão.

Mas o Palmeiras e o Grêmio também jogam em casa, contra o Galo e o Corinthians.

Pode haver quem ache que o Galo não vai querer ajudar o rival Cruzeiro, mas havia também quem achasse que o Inter não ajudaria o Grêmio e não foi o que aconteceu.

O problema do Grêmio, que pode pegar o Corinthians desesperado ou já livre do rebaixamento, é que a vitória do Cruzeiro já o deixa fora da Libertadores.

Sim, o Cruzeiro terminará o campeonato com 60 pontos, máximo que o Grêmio pode chegar, com o que empatarão em 18 vitórias e os mineiros se classificarão pelo saldo de gols, 13 a 1 hoje.

Já o Palmeiras precisa vencer, porque aí chegará aos 61 pontos e ninguém o alcançará.

A luta para não cair também tem só uma vala, porque o Paraná Clube praticamente selou sua sorte ao perder ontem.

E só dois clubes correm o risco, embora o Náutico ainda esteja ameaçado.

Mas se o Paraná Clube depende de milagres sucessivos, só uma série de catástrofes condenará o Náutico.

A luta é mesmo entre Corinthians e Goiás.

Corinthians que recebe o Vasco nesta quarta-feira e Goiás que pega o Galo no Mineirão.

As vitórias dos mandantes salvam o Corinthians e derruba o Goiás.

Por Juca Kfouri às 22h28

Sete mortos na Fonte Velha

Agência AE

A tragédia num dia que deveria ser só de festa em Salvador, com sete mortos e mais de 10 feridos, demorou a acontecer.

Chamada de Fonte Nova, o estádio baiano faz muito tempo que está em petição de miséria.

E a cada semana recebia 50, 60 mil torcedores, como hoje, que lá foram para comemorar a subida do Bahia para a Série B.

Bastou um momento de euforia para que uma parte da arquibancada cedesse.

As autoridades darão mil explicações.

As famílias dos sete que morreram num campo de futebol nunca mais os terão de volta.

E viva a Copa de 2014!

Por Juca Kfouri às 22h00

Santos na Libertadores em virada de matar

Só tinha um time na Vila Capanema: o Paraná Clube.

O Santos limitava-se a ser um sparring, como se não tivesse uma vaga na Libertadores para conquistar.

E Fábio Costa pegou uma, duas, três, quatro bolas.

Quando veio uma falta da esquerda, batida por Jumar, aos 30 minutos, ele não pegou, embora até devesse.

Mas foi ele quem continuou a segurar a barra santista, tamanha a superioridade paranista.

Chance de gol o Santos só criou uma, em cruzamento de Kléber para Kléber Pereira, que quase empatou aos 38.

Três minutos antes, a coisa estava tão feia que Luxemburgo tirou Vitor Júnior para botar Renatinho.

O absurdo que fez o Paraná Clube jogar antes dos demais ameaçados pelo rebaixamento, virava pressão para cima do Goiás, Corinthians e Náutico.

O Santos voltou mais ligado, mas o Paraná Clube respondia à altura.

Apenas aos 12 minutos o alvinegro criou uma grande chance, com Renatinho deixando Kléber Pereira na cara do gol, em ótima intervenção do goleiro Gabriel.

Aos 16, Luxemburgo queima os últimos cartuchos e põe Carlinhos no lugar de Marcelo e Pet no de Marcos Aurélio.

Aos 19, Tabata chuta forte de fora da área e Gabriel faz outra defesa importante.

Aos 21, Kléber Pereira teve o empate em seus pés, ao se livrar de Gabriel e chutar no pé da trave, por fora.

O gol de empate parecia amadurecer.

Mas foi o Paraná Clube que fez o gol.

Com Paulo Rodrigues, outra vez de falta, agora pela direita, em nova falha de Fábio Costa.

Dois minutos depois, enfim, Pet cruzou e Kléber Pereira, de cabeça, descontou: 2 a 1.

E empatou com frieza, aos 36, ao receber um lançamento e, de cabeça, tirar o goleiro da jogada para empatar com o pé.

Aos 38, o mesmo Kléber Pereira recebeu de Renatinho pela direita e virou o jogo, para selar a sorte do tricolor paranaense.

E garantir a vaga santista na Libertadores, à custa de quase matar seu torcedor de tanta emoção.

Mas o segundo tempo foi de um time de homens, ao contrário do primeiro.

Palmeiras, Cruzeiro e Grêmio continuam na luta por uma vaga na Libertadores.

O Palmeiras recebe o Galo, o Cruzeiro o América e o Grêmio recebe o Corinthians na última rodada.

Moleza só para os mineiros, que perderam do Sport, 1 a 0, no Recife, num golaço de Gabiru, no segundo tempo, em jogo que o blog não acompanhou.

Por Juca Kfouri às 20h06

E o Mengão está na Libertadores!

Com 8 minutos de jogos, embalado pela massa, o Flamengo já tinha criado, pelo menos, três boas chances de gol.

A melhor delas com uma cabeçada de Leo Medeiros na trave do Atlético Paranaense.

Antes, aos 2, Rhodolfo tinha salvo, também de cabeça, na pequena área.

Aos 5, quase Juan marcou, por cobertura.

Era impossível manter tal ritmo e o Mengo deu mesmo uma acalmada.

Sempre com o domínio do jogo, mas já sem tanta intensidade.

Resultado, injusto: 0 a 0 no primeiro tempo.

Mas a justiça disse presente logo no recomeço da partida, com um golaço de Renato Augusto, estufando a rede paranaense e levando o Maracanã à loucura, em jogada com Souza.

Aos 16, fim de papo.

Em nova linda jogada de Renato Augusto, ele acha Juan totalmente livre, mas impedido (daqueles que o bandeira não erra ao deixar o lance seguir), para o segundo gol carioca.

O Flamengo estava classificado para a Libertadores, pois o Cruzeiro perdia no Recife.

Melhor que isso só dois disso. 

Por Juca Kfouri às 20h05

Sem água no chopp do Morumbi

O São Paulo jogava para festejar.

O Botafogo para terminar bem 2007 e começar ainda melhor 2008, com seu novo time.

E duas bolas desviadas, a primeira por Breno e a segunda por Hernanes, valeram dois gols ao Glorioso ainda no primeiro tempo, aos 10 e 18 minutos, gols anotados para quem chutou, Lúcio Flávio e Juninho.

Aos 10 do segundo tempo, embora estivesse sendo dominado pelos cariocas, o tricolor diminui, em cobrança de escanteio por Jorge Wagner que Aloísio mandou para o gol, de cabeça.

Aí, acabou a festa.

O São Paulo entrou em ritmo de competição.

Aloísio teve duas grandes chances de empatar, também de cabeça, e Richarlysson fez Roger fazer excelente defesa.

Mas a cabeçada de Richarlyson, em nova cobrança de escanteio de Jorge Wagner, mas pela esquerda, aos 39, Roger não pegou e o São Paulo empatou.

Porque não estava mesmo com vontade de tomar chopp com água na tarde da entrega da taça ao campeão de 2007, com mais de 30 mil torcedores no Morumbi.

E se não fosse por Roger, André Dias ainda teria feito 3 a 2.

Foi justo.

Por Juca Kfouri às 18h03

Colorado com honra, Verdão prejudicado

Aos 26 minutos, Makelele recebeu a bola em posição legal, tinha o gol para fazer, tentou driblar Clemer e o goleiro o desarmou.

Aos 36, outra vez, Makelele recebeu a bola em posição legal, fez o gol e a arbitragem anulou.

Aí, aos 40, o Inter, que já tinha obrigado Diego Cavalieri a fazer duas grandes defesas, abriu o placar com Fernandão, em falha do zagueiro David, numa jogada iniciada com falta de Iarley.

O Inter jogava para honrar sua camisa campeã mundial, por mais que ajudasse o rival Grêmio.

E jogava melhor que o Palmeiras, diga-se.

Mas o Palmeiras tinha do que reclamar.

E muito.

No segundo tempo, aos 11, Gil perdeu gol feito e o Palmeiras pouco incomodava, até porque Caio não estava com a pontaria calibrada nem mesmo nas cobranças de faltas.

Edmundo nada fazia e faltava força ao time paulista.

Caio Júnior se virava.

Mas assim que tirou também Edmundo, para entrar Deyvid, aos 35, Fernandão matou o jogo, ao fazer 2 a 0.

Ah, pensa o colorado, se Fernandão tivesse jogado todo o campeonato...

Ah, pensa o palmeirense, se Tardelli não fosse o árbitro...

Porque, no último minuto, Rodrigão diminuiu, em linda bicicleta, em impedimento, mas num lance que já não pôde influir no resultado, diferentemente do gol legal do Palmeiras anulado (seria 1 a 0) e do ilegal do Inter, validado, o do 1 a 0 (Escrito às 22h).

E o Grêmio ainda pode pensar na Libertadores. 

Por Juca Kfouri às 18h02

Um estranho no ninho

Por SYLVIO MAESTRELLI

Planejamento. Organização. Parcerias bem sucedidas. Elencos sem estrelas e estrelismos. Treinadores capacitados, pouco conhecidos em âmbito nacional. O programa sócio-torcedor de aço.

Junte-se tudo e pronto: a receita do sucesso do Ipatinga.

Que nasceu em 98. Que foi campeão mineiro em 2005 e vice em 2006. Que ainda em 2006, subiu da série C à série B do Brasileirão e foi semifinalista da Copa do Brasil (entre outros, eliminando Botafogo, Náutico e Santos)! E que, em 2007, chega, vice-campeão, à série A!

Que vai ocupar um lugar que já foi de tantos tradicionais times do país!

Como o Guarani, também alviverde, de Campinas. De Zenon, Renato, Careca e Zé Carlos, campeão brasileiro de 78. Ou de Evair, Ricardo Rocha e João Paulo, vice em 86. Cadê?

Como o Paysandu, de Belém. Campeão da Copa dos Campeões de 2002, o time que derrotou o Boca em plena Bombonera, pela Libertadores. Cadê?

Como o Bangu, vice do Brasileirão em 85, derrotado nos penais em pleno Maracanã. O sempre lembrado Bangu campeão carioca de 66, de Paulo Borges e Aladim. Cadê?

Como o Operário de Campo Grande e o Londrina, semifinalistas do Brasileirão-77. Cadê?

Como o Botafogo de Ribeirão Preto, o América do Rio e tantos outros times de belas campanhas que hoje se encontram no ostracismo, deixando muita saudade.

Parabéns, Ipatinga. Mas não seja egoísta: abra suas portas aos dirigentes de ex-grandes do nosso futebol. Eles têm muito que aprender.

Por Juca Kfouri às 10h59

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico