Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

15/12/2007

As conseqüências da decisão da Fifa

A conseqüência oficial é óbvia: amanhã, no Japão, Boca Juniors ou Milan, um dos dois será o primeiro time não brasileiro campeão mundial de clubes da Fifa.

As extra-oficiais são de outra ordem.

No Brasil, por exemplo, título que vale é aquele que a torcida comemora.

Daí não ter Fifa no mundo com força para impedir que o santista se considere bicampeão mundial, o são paulino tri e flamenguistas e gremistas festejem seus títulos.

Mas ruim mesmo ficou a situação de Ricardo Teixeira, que garantiu ao governador de São Paulo, o alviverde José Serra, que o Palmeiras também seria reconhecido como tal.

Por Juca Kfouri às 19h37

Fifa diz que Corinthians é o primeiro campeão mundial

O Comitê Executivo da Fifa se reuniu hoje e entre outras coisas, decidiu:

No que diz respeito a história da Copa Mundial de Clubes da Fifa e das competições intercontinentais de clubes de anos passados, tais como a Copa Rio nos anos 50, o Comitê Executivo resolveu que a primeira edição desta competição se realizou no Brasil no ano de 2000 quando o Corinthians se converteu oficialmente no primeiro campeão mundial da Fifa. Outros torneios não se consideram como eventos oficiais da Fifa.

Abaixo, os textos em espanhol, inglês e francês retirados da página da Fifa.

 

Por lo que respecta a la historia de la Copa Mundial de Clubes de la FIFA y las competiciones intercontinentales de clubes de años pasados, tales como la Copa Río en los años 50, el Comité Ejecutivo resolvió que la primera edición de esta competición se celebró en Brasil en el año 2000, cuando el Corinthians se convirtió oficialmente en el primer campeón mundial de la FIFA. Otros torneos no se consideran como eventos oficiales de la FIFA.

With respect to the history of the FIFA Club World Cup and intercontinental club competitions in years gone by, such as the Copa Rio in the 1950s, the FIFA Executive Committee endorsed the view that the first edition of this competition was held in 2000 in Brazil where Corinthians became the very first FIFA club world champions. Other tournaments are not considered official FIFA events.

Concernant l'histoire de la Coupe du Monde des Clubs de la FIFA et des compétitions intercontinentales de clubs disputées jusqu'à présent (comme par exemple la Copa Rio disputée dans les années 50), le Comité Exécutif a considéré que la première édition a été tenue au Brésil en 2000, et que les Corinthians ont donc été les premiers champions du monde des clubs. D'autres tournois ne sont pas considérés comme compétitions officielles de la FIFA.

www.fifa.com

Por Juca Kfouri às 19h07

14/12/2007

E precisa explicar?

Por Juca Kfouri às 22h44

A Bola Inteligente

Por ROBERTO VIEIRA

Não tenho culpa da cegueira dos juízes. Ou dos subornos.

Eu não entrei em Wembley. Todo mundo viu. Menos a Rainha e o bandeirinha russo.

Falam muito que o futebol é britânico. Mas eu sou universal.

E depois, qual o meu interesse em prejudicar Beckenbauer? Um jogador que sempre me tratou tão bem.

A partir daquela final eu virei culpada de tudo.

O zagueiro falha. Eu estava escorregadia.

O chute vai pra fora do estádio. Eu estava descalibrada.

Frango. Eu traí o goleiro.

Logo eu, tão fiel aos craques. Alguém me viu trocar Maradona por um Stiles?

Mas perna-de-pau não precisa ser traído. Ele mesmo se trai.

Porém, estou me desviando do assunto principal.

Eu que sempre fui o presente preferido dos meninos de todo o mundo. E ultimamente das meninas.

Eu que já fui de meia, de couro, de papel.

Eu agora fui insultada. Fui chamada de burra.

Tudo porque apareceu uma bola com chip. Uma bola inteligente.

Inteligente por quê?

Se a bola entra, ela apita: GOL!

Se a bola sai, ela apita: ESCANTEIO!

Se a bola bate na barreira, ela apita: 150 Km/hora!

Coisa mais sem graça. Sem imaginação. Trivial.

Fazer todas essas coisas qualquer bola com chip faz.

Quero ver provocar a ira da torcida. Ser lembrada nos livros de história.

Dar assunto pra muita conversa de bar.

Foi ou não foi?

Inteligente é quem provoca a dúvida. O sonho. Entrou ou não entrou?

Depois não venham me procurar com juras de amor eterno.

Podem ficar com aquela sirigaita de mechas louras.

Burro é o chip.

Por Juca Kfouri às 22h30

Uma quinta-feira de desmentidos

A quinta-feira foi de desmentidos.

Começou com o empresário Juan Figer, que disse que a notícia só podia ser brincadeira.

O mesmo Juan Figer que negou tudo na CPI do Futebol e de lá saiu devidamente indiciado.

Continuou com o Palmeiras, que até nota oficial soltou para desmentir a possibilidade de Valdivia trocar o Palmeiras pelo São Paulo.

O mesmo Palmeiras que também soltou nota oficial para dizer que não havia nada entre o clube e Thiago Neves.

E terminou com o São Paulo, nas palavras de seu presidente, afirmando que Valdivia não tem o perfil guerreiro que agrada ao clube.

O mesmo São Paulo que reconhecia o Flamengo como campeão brasileiro de 1987 e hoje em dia não reconhece mais.

Tudo muito bem, tudo muito bom.

Mas o fato é: Juan Figer, ao telefone, disse a alguém do São Paulo que estava tudo pronto para Valdivia ir para o Morumbi.

Se o vazamento da notícia impediu a continuidade do negócio, não sei.

Sei que com 37 anos de profisssão não só não preciso de furos ou de sensacionalismo, que nunca foi a minha praia, como também sei que Figer passou boa parte da manhã tentando descobrir como a informação vazou.

Se fosse brincadeira ele não teria perdido um minuto de seu precioso tempo com o assunto. 

Por Juca Kfouri às 01h42

13/12/2007

A volta da Bestia

Por GUSTAVO VILLANI

Júlio Baptista esperou cinco meses para voltar à boa fase no Real Madrid.

Ele não vinha jogando mal, ao contrário.

Quando tinha oportunidade entrava no segundo tempo, naqueles tradicionais cinco, dez minutos restantes.

Em setembro até fez gol de bicicleta contra o Betis nos doze minutos finais em que esteve em campo.

Guti, não.

Começou a temporada por cima, titular absoluto.

Ao lado de Raul e Casillas, é o mais querido da torcida.

Guti e Baptista têm em comum a posição que disputam no time e a instabilidade técnica.

Mas fora de campo o comportamento dos dois é distinto.

Desde que voltou do empréstimo ao Arsenal, em agosto, o brasileiro nunca foi visto com carinho pelo treinador Schuster.

Aliás, desde que chegou a Madrid em 2005 ainda não recebeu a mesma atenção dos tempos de Sevilla, onde foi eleito pela torcida um dos cem maiores atletas da história do clube.

La Bestia não é um volante cerebral e está longe de ser um meia clássico.

Ele mesmo sabe disso, e aí está a vantagem de Julio Baptista sobre o concorrente.

O brasileiro trabalha duro, está sempre em forma, espera pelas oportunidades serenamente e tenta mostrar em campo que pode ser titular.

Raras vezes esteve envolvido em polêmicas galácticas.

Guti está triste, Baptista está de moda, essa é a manchete do jornal El Mundo.

A reportagem trata do estado emocional do espanhol, reserva nos dois últimos jogos, e do bom momento técnico do brasileiro.

Guti é bom jogador e merece a idolatria que tem, pois foi formado no Real Madrid, nunca jogou em outra equipe e isso é respeitável.

Só que desde que se tornou profissional já trabalhou com oito treinadores e nunca foi titular absoluto.

Assim como Julio Baptista, alterna bons e maus momentos.

O espanhol tem mais técnica, melhor toque de bola e respaldo da opinião pública, enquanto o brasileiro tem mais força e melhor arremate.

Em linhas gerais, se equivalem em importância de jogo. Schuster diz que os utiliza de acordo com o adversário.

Enquanto um reconhece as próprias limitações e vê no esforço a solução para a falta de técnica refinada, o outro se acomoda na idolatria e se encolhe nas adversidades.

"Agora vou trabalhar para me manter por mais tempo, pois sei que logo o Guti voltará", disse Julio Baptista, depois de marcar um dos gols na vitória de 3 a 1 sobre a Lazio.

Foi a declaração mais sóbria que poderia dar.

Calado, Guti se mostra abatido.

A humildade de Julio Baptista faz dele um sujeito simples, enquanto o comportamento defensivo de Guti o torna simplório.

 

Por Juca Kfouri às 13h51

Um milhão de vezes Gabiru

Por DANIEL RICCI ARAÚJO

Eu decreto um vilão: a história.

Colorados, ergam barricadas: com sua imparcialidade burra, a história tem tentado nos diminuir.

Ela tem sido maliciosa e, sem escrúpulo algum, age às claras contra nós.

Sim senhores, eu acuso, julgo e condeno: a história está mentindo.

Sua última tentativa de descaradamente nos iludir: naquele 17 de dezembro, diz ela, Gabiru marcou um único e mísero gol.

Tendenciosa, a parca ciência quer vender para a posteridade o registro de uma vitória apertada.

Mentira, mentira, mentira. Mil vezes mentira.

Vamos à verdade verdadeira, aquela que a história despreza com seu simplismo ignorante: só no ano zero desta era bíblica "depois de Gabiru" - d.G -, já se perdeu a conta de quantas vezes o mundo viu nascer aquele mesmo e abençoado gol.

Como o famoso trote de Pégasus, o tento de Adriano repetir-se-á ao infinito e com o mesmo vigor por todos os caminhos que levem a todos os lugares possíveis.

Claro, a história é burra e não sabe contar. Mas nós sabemos. Um milhão de vezes Gabiru.

Eu, por exemplo, já revivi aquele momento dentro do shopping, no altar da Igreja, na fila do pão e até no meio da madrugada.

Sem saber direito o porquê, a última vez que o presenciei foi dirigindo na noite da Avenida Ipiranga.

Hoje em dia, algumas vezes meu gol de Gabiru é dramático, quase histérico.

Em outras, imprudentemente fictício – por que não driblar o goleiro, Adriano?

Pretensiosa, a história acha que abriga a única realidade possível.

Rebato: só se sua certeza for a mesma dos loucos e alienados.

A história, burocrática, adora registrar amenidades.

Mas com aquele chute de pé direito, Adriano fez bem mais do que construir uma data.

Seu ato espalhou-se por aí como um desses impenetráveis mistérios da fé.

Tudo que é divino floresce e nos impregna com sua santa verdade, mas a história é terrena e não entende as liturgias e seus sons.

À noite, por exemplo, façam silêncio e ouçam: o ruído da massa que celebrou o gol no asfalto da Goethe ainda ecoa por lá.

É um barulho seco, tranqüilo e misterioso, que passeia pelo Parcão e se parece com a batida do Minuano nas noites de inverno.

O som real da lenda viva constrange a história, surda, cega e falsa, e que por assim ser adora as falsas análises dos não menos falsos isentos, que não fazem mais do que a representar com um cínico e despeitado ardor.

O rigor mesquinho da história profetizava a vitória do Barcelona.

Com quinze passos e um toque de peito de pé, Gabiru pôs essa medonha racionalidade em seu lugar, ou seja, a plantar batatas.

Com o jogo terminado, o gol para todo o sempre fez brotar no distante Japão a Caaba do coloradismo, a rocha santa da nossa crença.

Não importará o dia e a hora, muito menos quem sejamos ou o que pensemos sobre o mundo: só com a mente, o coração e sem dar um passo sequer, todos nós ainda peregrinaremos até o lugar do santo gol por pelo menos mais uma vez na vida.

Haverá gols e gols de Gabiru.

Nas celas dos presídios, ele lembrará a tantos o gosto que a vida tem, e trará por alguns momentos a fé na liberdade que um dia ressurgirá.

Em camas clínicas de hospitais, muitos que já não estarão mais aqui esquecerão por um instante o tormento de uma noite mal dormida, e agüentarão a dor para sorrir e agradecer outra vez.

Vários já nascerão abençoados sob o seu estigma, mas nos lares onde faltar alguém ele será consolo e motivo de emoção.

O Céu, o Limbo e a Terra o comemorarão.

Os vivos, os mortos e os que ainda não nasceram vibrarão sob o mesmo estandarte.

Deus?

Sim, ele existe e queria que Vargas entrasse no intervalo.

Pai, Filho e Espírito Santo: Iarley, Luís Adriano e Gabiru.

Bendito seja o Juiz dos Juízes, que em sua imensa sabedoria e juízo sabe permitir e fazer nascer as alegrias dos homens.

Gabiru foi humano, épico, arrebatador.

Diante de sua obra, os traços antigos de outras culturas sucumbiram.

Às bibliotecas e jornais do mundo só restou um registro limitado do feito sabidamente interminável.

Já não importa mais.

A história, coitada, está desmoralizada.

O verdadeiro gol de Gabiru, o que durará mil milênios, é perfeito, inatingível e todo dia renova-se em cada coração colorado.

E como toda coisa que não é própria desse mundo, nem o Juízo Final poderá descrevê-lo ao pé da letra.

Cada um de nós o celebrará em um incontido e indevassável silêncio.

Antes, durante e depois que o mundo acabar.

Por Juca Kfouri às 13h08

O que é do homem o bicho não come

O Milan sofria em Yokohama para derrotar o Urawa, como, aliás, este blog esperava.

Tinha mais a bola, comandava as ações, criava mais chances, mas, também, nada assim tão dramático.

E se deixava surpreender pela aplicação japonesa.

Resultado: 0 a 0 no primeiro tempo.

Empate que insistia em não sair do placar no segundo tempo, mais movimentado, porque como os italianos saíram um pouco de seus tradicionais cuidados em busca do gol, o Urawa também passou a ameaçar e até a exigir boas defesas de Dida.

Aí, aos 22, Kaká pegou uma bola pela esquerda, se livrou da marcação, foi à linha de fundo e deu na medida para Seedorf fazer 1 a 0.

Kaká foi o dono do jogo, cada vez mais l'uomo-squadra do time de Milão, autor de todas as jogadas mais perigosas.

Como todos queriam, até os japoneses que não torcem para os Diamantes Vermelhos, Boca Juniors e Milan vão decidir, no domingo, às 8h30, o 4o. Mundial de clubes da Fifa.

O primeiro sem um time brasileiro, o primeiro sem um campeão brasileiro, embora o rubro-negro milanês esteja repleto de brasileiros. 

Por Juca Kfouri às 10h22

Luxemburgo perto do Parque Antarctica

Para encerrar a noite já tão tumultuada:

Vanderlei Luxemburgo está bem mais perto do Parque Antarctica do que da Vila Belmiro, que se aproxima, veja só, de Dorival Júnior.

Luxemburgo teria metade de seus salários pagos pelo empresário José Hawilla, da Traffic, íntimo de Ricardo Teixeira.

Como o sonho de Luxemburgo é mesmo voltar à Seleção Brasileira e avalia que Dunga começa a correr sérios riscos, seria juntar o útil ao agradável.

A direção do Palmeiras, por sinal, não dá crédito à possibilidade de Valdivia ir para o São Paulo, embora até considere que ficaria feliz com o pagamento da multa rescisória (algo em torno de 14 milhões de euros).

E a direção do São Paulo garante que não pensa em Valdivia.

Alguém, como sempre, está mentindo.

Só espero que não seja a minha desinteressada fonte.

Por Juca Kfouri às 00h02

12/12/2007

Com amigos assim...

Aliado do Flamengo, o São Paulo diz que é "penta único" e desrespeita o acordo que fez em 1987.

Aliado do Botafogo, o São Paulo contratou Joílson antes de enfrentar o Botafogo, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro.

Pelo menos é o que garantem tanto o presidente alvinegro Bebeto de Freitas e o técnico Cuca em declarações feitas hoje no Rio.

Ética, como diz Eurico Miranda, é mesmo coisa de filósofos.

Por Juca Kfouri às 22h53

Felipe frito

O Corinthians está tratando Felipe como não se trata um inimigo.

O goleiro quer R$ 100 mil por mês para permanecer no alvinegro, embora tenha uma proposta de R$ 120 mil do Fluminense.

O Corinthians diz que paga R$ 54 mil e nada além disso, porque ele tem contrato até 2011.

E, além do mais, "já caiu quatro vezes", como gosta de dizer Antônio Carlos Zago, com a sutileza de um elefante em loja de louças.

Felipe já esbarrou uma vez na vida, no Vitória, com o preconceito racial de Paulo Carneiro.

Será um predestinado a encontrar tais tipos pela vida afora?

O fato é que ele está magoado em Salvador porque deve perceber que a cartolagem quer deixá-lo indisposto com a torcida.

Por Juca Kfouri às 22h49

Valdivia no São Paulo

O meia chileno Valdivia tem praticamente tudo certo com o São Paulo.

Seu empresário, Juan Figer, de ótimas relações com Juvenal Juvêncio, está com a papelada toda quase pronta.

Será o presente de Natal para os tricolores e o de grego para os alviverdes.

Por Juca Kfouri às 22h41

A frase é dele, a piada não



Washington Olivetto está atrás do autor da charge, porque, é claro, gostou muito dela.

Ele é o autor apenas da frase, como se sabe.

Quem souber quem é o da charge, por favor, informações para este blog.

Por Juca Kfouri às 18h41

Boca na final do Mundial

Sem jogar quase nada no primeiro tempo, e com apenas 10 jogadores no segundo a partir dos 20 minutos, o Boca Juniors derrotou o Etoile, da Tunísia, pela semifinal do Mundial de Clubes da Fifa, por 1 a 0, em Tóquio, no Japão.

O gol saiu ainda no primeiro tempo, aos 36, depois de linda jogada de Palacio pela esquerda e concluída por Cardozo.

Assim, o Boca está na final, diante do Milan ou do Urawa, que se enfrentam amanhã, às 8h30.

Argentinos e italianos (e eles que se cuidem diante dos japoneses...) buscam o tetra mundial.

Na partida de hoje, embora com dificuldades como tem sido tradicional no Mundial (com exceção do Barcelona, ano passado, que atropelou o América do México -- 4 a 0 -- nas semifinais), o resultado acabou por ser justo, até porque houve um pênalti claríssimo não marcado para os sul-americanos no segundo tempo, quando já estavam com 10 jogadores.

Por Juca Kfouri às 10h22

Justiça esportiva deixa barato as sete mortes na Fonte Nova

O Superior Tribunal de Justiça Esportiva condenou o Bahia a pagar R$ 80 mil e a perder sete mandos de jogos pelas sete mortes acontecidas na tragédia da Fonte Nova.

Pouco mais de R$ 10 mil por morte e apenas um jogo para cada torcedor morto.

E isso no dia em que se anunciou a desfaçatez da direção do Bahia que pediu a liberação do anel inferior da Fonte Nova para seus jogos no ano que vem.

Para se ter uma idéia da desproporção das penas, na mesma noite no STJD, o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, que não está há três meses no cargo, foi suspenso por um mês pelo atraso de 20  minutos na partida contra o Grêmio, no estádio Olímpico, um dia e meio por minuto atrasado.

O Corinthians ainda foi condenado a pagar R$ 35 mil pelo atraso, quase a metade do que o Bahia pagará.

Não se discute aqui a correção da sentença que condenou o Corinthians, embora também pareça branda.

Mas é um absurdo sem tamanho que um atraso de 20 minutos seja equivalente, em dinheiro, a quase a metade de sete mortes.

Por Juca Kfouri às 02h53

Prêmio de valor

Com menos de oito meses no ar, a equipe da rádio Eldorado/ESPN ganhou o prêmio da APCA (Associação dos Críticos de Arte de São Paulo) de 2007.

O prêmio da APCA é daqueles, poucos, que, de fato, valem.

Em tempo: não faço parte da equipe.

Por Juca Kfouri às 02h34

Atendendo a pedidos

Abaixo, o trecho da entrevista no "Provocações" que causou a denúncia dos quatro cavaleiros da mediocridade ao Conselho de Ética do Sindicato dos Jornalistas no Estado de São Paulo.

E, também, a coluna que originou a nova ação perdida por Ricardo Teixeira, sempre paga pela CBF:

JUCA KFOURI

Entre o direito e a justiça

O Brasil justo não será construído se o Judiciário suscitar tantas desconfianças em seus julgamentos

"TEU DEVER é lutar pelo direito. Mas no dia em que encontrares o direito em conflito com a justiça, luta pela justiça."
A frase é do professor de direito do Largo de São Francisco, o saudoso André Franco Montoro, combatente dos mais ardorosos pela redemocratização do Brasil e dos mais limpos e eficazes governadores de São Paulo.
É uma frase irretocável, que cai como luva para abrir o raciocínio que segue abaixo, com o correspondente pedido de desculpas ao leitor que esperava ler aqui o comentário sobre a rodada que manteve o São Paulo na liderança.
Mas não dá.
Não dá diante da condenação do editor e presidente do diário "Lance!", Walter de Mattos Jr., em primeira instância, pelo juiz da 45ª Vara Civil do Rio Janeiro. Ele foi condenado a pagar indenização de R$ 9.000 a Ricardo Teixeira por causa de um artigo que escreveu, em 31 de julho de 2006, para o jornal "O Globo" e republicado pelo diário "Lance!".
No artigo, com absoluto equilíbrio, lamenta-se a impunidade da cartolagem do futebol diante de tudo que foi denunciado por duas CPIs no Congresso Nacional.
O punido, embora ainda caiba recurso, foi, mais uma vez, quem exerceu o sagrado direito da crítica e não quem descumpre as leis vigentes no país.
Curiosamente, aliás, Teixeira não processou "O Globo", que publicou originalmente o artigo, mas, apenas, Mattos e o "Lance!".
Fosse a condenação uma exceção e já seria gravíssimo.
Infelizmente, porém, tem sido a norma, muito porque o Judiciário parece querer se vingar da imprensa que, ainda bem, vem há tempos revelando como andam mal as coisas no chamado Terceiro Poder.
E não é preciso ir ao Estado de Rondônia, onde o presidente do Tribunal de Justiça está preso por envolvimento com venda de sentenças, para fazer a constatação. São raros os Estados, na verdade, em que não há casos semelhantes, e, particularmente no Rio, a promiscuidade é tamanha que não são poucos os membros do Judiciário que viajam à custa de entidades privadas, por exemplo, como a CBF, principalmente nas Copas do Mundo, fato fartamente noticiado desde a Copa de 1990.
Nem por isso os que se deliciam em hotéis cinco estrelas se dão por impedidos de julgar casos da CBF ou de seu presidente, o grande promotor das mordomias.
Se alguém com o espaço que Mattos tem para espernear é vítima de tamanha injustiça, imagine-se o cidadão comum, que não pode se queixar nem para o bispo.
A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) não podem ficar silentes diante de tais atentados à liberdade de imprensa. Porque tudo faz parte da desconstrução do Brasil que os homens de bem querem edificar.
Filho de promotor público, este colunista jamais se esquecerá do que ouviu de seu pai pouco antes deste se aposentar, desiludido com a aplicação da Justiça no país e com o sistema penitenciário.
"Meu filho, fique o mais longe que puder dos Fóruns e delegacias. Procure evitá-los até como testemunha. Porque eu sei como é feito o direito no Brasil." A história já fez justiça a Franco Montoro e tem dado razão ao procurador de Justiça Carlos Alberto Gouvêa Kfouri, meu pai.
Sem dúvida, fará justiça também à luta que travam homens como Walter de Mattos Jr. Mas, neste caso, a que preço? Ao preço da intimidação, do sentimento de impotência e da pior das sensações que é a que sente a vítima de uma injustiça?

CORREÇÃO: A frase atribuída a Franco Montoro é, na verdade, do jurista uruguaio Eduardo Couture.

Por Juca Kfouri às 02h27

11/12/2007

Pela culatra, para variar...

Por Juca Kfouri às 14h32

Ricardo Teixeira perde mais uma

Não está no sítio da CBF

"Trata-se de demanda indenizatória proposta por RICARDO TERRA TEIXEIRA em face de JOSÉ CARLOS AMARAL KFOURI, sob o argumento de que este teria feito veicular em seu ´blog´ na página da UOL esporte artigo intitulado Contra a liberdade de expressão, no qual teria inserido insinuações e acusações diretas contra o poder Judiciário.

Diante deste fato, pretende seja o Réu condenado por danos morais.

Com a inicial vieram os documentos de fls. 8/44.

Citado o Réu, ofertou este sua contestação, alegando que o artigo não faz qualquer menção ao Autor, além de tecer considerações acerca da sua profissão de jornalista esportivo.

A contestação veio acompanhada dos documentos de fls. 94/121 e 122/124.

O Autor manifestou-se sobre a contestação, sem inovar.

Instadas as partes a se manifestarem em provas, as partes aduziram que não tinham interesse na audiência preliminar e que não teriam provas a produzir, requerendo, pois, o julgamento antecipado da lide, na forma do Código de Processo Civil, art. 330, I.

É o relatório.

DECIDO.

O regime jurídico a reger a relação entre as partes é o do Código Civil.

Os fatos narrados pelo Autor não são negados pelo Réu.

Contudo, tais fatos não imputam a este qualquer conduta que possa ser considerada como lesiva ao direito de personalidade do Autor.

Ademais, os argumentos trazidos pelo Autor, em sua peça vestibular quando aduz que o Réu teria dito: ´....além de inserir graves insinuações e até acusações diretas contra o Poder Judiciário,....´ não são aptos a demonstrar qualquer lesão a direito de personalidade seu, não se podendo, portanto, admitir que venha este sponte propria sentir as dores de toda uma Nação e, pior, querer ser indenizado individualmente por ato que chama de grave insinuação e até acusações contra o Poder Judiciário.

Ex positis, não sendo provada qualquer lesão a direito de personalidade da parte autora, JULGO IMPROCEDENTE O PEDIDO AUTORAL, condenando o Autor nas custas e nos honorários advocatícios, os quais fixo em 20% (vinte por cento) sobre o valor da causa, em razão do zelo profissional estampado pelo patrono do Réu. P.R.I."

Por Juca Kfouri às 13h16

Torcedor ganha no STF contra a CBF

O Supremo Tribunal Federal não aceitou o recurso da CBF e, assim, o torcedor baiano Carlos Alberto Santana Machado ganhou sua ação de danos morais e materiais contra a entidade.

Ele acionou a CBF por considerar que o escândalo da arbitragem em 2005 -- o caso Edílson Pereira de Carvalho -- afetou também a Série B e não apenas a Série A, que teve 11 jogos anulados.

Como se recorda, o árbitro Paulo José Danelon também foi denunciado à época e ele atuou na Série B, que não teve nenhum jogo anulado.

O torcedor do Bahia é funcionário do Tribunal de Justiça do Estado e ganhou 10 mil reais a título de indenização.

A decisão, em última instância, permite que outros torcedores que se julguem prejudicados pelo mesmo episódio também acionem a CBF.

Para tanto, basta que apresentem ingressos ou provas de terem comprado TV por assinatura para receber os jogos da Segunda Divisão.

 

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
DIÁRIO DA JUSTIÇA ELETRÔNICO
REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
PODER JUDICIÁRIO
N° 157/2007
Data da divulgação: quinta-feira, 06 de dezembro de 2007.
Brasília - DF

REPERCUSSÃO GERAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO
565.138-0
(324)
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. MENEZES DIREITO
RECTE.(S) : CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL - CBF
ADV.(A/S) : CARLOS EUGÊNIO LOPES
RECDO.(A/S) : CARLOS ALBERTO SANTANA MACHADO
ADV.(A/S) : JOSÉ WANDERLEY OLIVEIRA GOMES
EMENTA
Código de Defesa do Consumidor. Danos materiais e morais.
Recurso Extraordinário interposto pela Confederação Brasileira de Futebol - CBF. Ausência de repercussão geral.
Decisão: O Tribunal, por maioria, recusou o recurso extraordinário ante a ausência de repercussão geral da questão constitucional suscitada, vencido o ministro Marco Aurélio.

Ministro MENEZES DIREITO
Relator

Quem deu a notícia em primeira mão foi o blog do jornalista Marcelo Sant'Ana.

http://blogdomarcelosantana.futebolbaiano.net

Por Juca Kfouri às 01h09

10/12/2007

Dez lições de um palmeirense para um corintiano

Um manual de sobrevivência na Segunda Divisão

*Por RICARDO CORRÊA

 

O fotógrafo Ricardo Corrêa, colaborador de ÉPOCA e torcedor do Palmeiras, preparou uma lista de mandamentos para os corintianos que, em 2008, viverão o mesmo sofrimento dos palmeirenses em 2003: disputar a segunda divisão do campeonato brasileiro.

1- Sofra tudo agora, não mentalize nem construa imagens na sua cabeça. Sim, os estádios serão piores, os adversários medíocres, o time será fraco. Mas deixe este pensamento para depois do Paulistão.

2- Entre seus pares, aja com otimismo, mesmo que à noite você tenha gritar em casa, trancado no banheiro com um travesseiro na boca. Nunca transpareça desesperança. Crie para si ensinamentos e repita aos desesperados: " Há coisas que vem para o bem", "Deus põe pedras no nosso caminho...". Ou qualquer bobagem pseudo psicorreligiosa.

3- A família é um caso delicado. Pegue seu filho de cinco anos de idade e afaste-o dos cunhados são-paulinos, dos tios palmeirenses e dos amiguinhos santistas. O isolamento neste momento é necessário. Depois minta. Diga que a Série B é um campeonato especial - tanto que só o Corinthians está nele e Palmeiras, São Paulo e Santos nem disputam.

4- Antes de o campeonato de 2008 começar, arraste o pequeno até uma loja de esportes e compre coisas do Timão. Fale sempre da "Série B": nunca use a expressão "segundona" em casa. Introduza a palavra inveja no vocabulário do menino. Qualquer sarro que o guri sofrer, diga que é inveja de meninos cujos pais não têm dinheiro para comprar a camisa do próprio time.

5- Introjete os cantos novos que aparecerão: "Ah! Vamos voltar! Timão na Série A!" Assim você evita pensar na segundona e série B.

6- Adquira uma personalidade inovadora. Pense que já é hora de reformulações, atrair gente nova, talentos escondidos. Isto facilitará a aceitação do time fraquinho e cheio de nomes desconhecidos que virá.

7- Nunca demonstre revolta, pois tudo que seus amigos torcedores dos outros times querem é deitar e rolar sobre o seu sofrimento. Diga que está sendo bom, que é nesta hora que descobrimos os verdadeiros corintianos, que os aproveitadores e ratos se afastarão. Pense, não grite: "Raça, Timão, você é tradição!"

8- Encare os jogos no Pacaembu como eventos, não como jogos em que você tem que torcer e, eventualmente, sofrer. Leve as crianças, compre muito sorvete, amendoins, outras porcarias. Elas vão adorar todas as guloseimas e vão associar a Série B e o Corinthians a pensamentos bons, momentos de felicidade.

9- Escolha um ídolo, seja ele qual for. Para os meus filhos, na época do Palmeiras na segundona, ops!, série B, elegi o Muñoz (veja a que ponto cheguei!). Mas funcionou. Um dia, no Parque Antarctica, o Muñoz fez um gol e correu para a numerada bem em frente ao meu filho, que estava na grade. Aproveitei e falei que ele estava comemorando o gol para ele (lembra? Vale mentir, o momento é delicado e seu filho pode se tornar um são-paulino).

10- Relaxe, perca um pouco da marra e esqueça velhas ladainhas. Encare os fatos: você está na Série B. Pior, só mesmo se cair para a Terceirona. Boa sorte.

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/1,,EDG80456-5856,00.html

Por Juca Kfouri às 17h16

De corintiano para corintianos

Por WASHINGTON OLIVETTO 

Nos últimos 5 meses, fui pessoal e publicamente, oficial e informalmente convidado diversas vezes para assumir atividades no Corinthians, equipe da qual não só sou fanático torcedor, como também tive o privilégio de ser vice-presidente de marketing no bem-sucedido período da Democracia Corintiana. Não aceitei nenhum dos convites, pedidos e apelos.

Nos últimos dias, esses convites retornaram — com pedidos até mesmo para que eu assumisse a presidência de um grupo independente, auxiliar da diretoria do clube. Resolvi não aceitar novamente e explico aqui o porquê dessa decisão.

"Minha mulher, meus filhos, meus amigos e meus sócios me pedem, pelos mais variados motivos — de ordem pessoal e profissional —, que eu não aceite participar oficialmente de nenhuma atividade ligada ao Corinthians. Resolvi atender ao pedido deles. Vou me manter apenas como o fanático torcedor que sempre fui.

Obviamente, se surgirem oportunidades profissionais ligadas ao Corinthians tecnicamente interessantes para os meus clientes, não hesitarei em recomendá-las veementemente.

Do mesmo modo, se eu tiver idéias que considere boas ou úteis e possam ser colocadas em prática pelo clube, não terei dúvidas quanto a doá-las.

Neste momento, existem pessoas ligadas ao projeto de recuperação do Corinthians, como o meu particular amigo Luiz Paulo Rosemberg, a quem respeito e admiro muito.

Espero que a recuperação ocorra e que eu venha até mesmo a me arrepender de não ter participado oficialmente deste momento histórico. Torcerei para que isso aconteça. Mais do que nunca."

Washington Olivetto

Por Juca Kfouri às 14h58

Gigantesco

Acabo de ver o filme "Gigante, como o Inter conquistou o mundo!"

É imperdível, até mesmo para os...

Não, OK, sem exageros.

Gremistas não devem vê-lo.

Todos os demais torcedores de outros clubes, no entanto, podem, e devem vê-lo.

Tirante dois excessos (tem o ex-presidente Fernando Carvalho um pouco demais -- e não que ele não mereça --, e soa um pouco falso o depoimento de Fernandão lembrando ídolos do passado colorado ao fim do filme), é emoção atrás de emoção.

O passo a passo do gol de Gabiru, o passo a passo daquela falta cobrada por Ronaldinho Gaúcho no fim do jogo no Japão, o mar vermelho em Porto Alegre, até mesmo o lance do pênalti não marcado em Ronaldinho, está tudo no filme, muito bem feito mesmo, com depoimentos importantes e comoventes.

O filme entra em cartaz no dia 14 e já está disponível em DVD.

Por Juca Kfouri às 14h55

09/12/2007

Esses pilotos voadores...

Por ROBERTO VIEIRA

Sempre que morre um piloto nas pistas de corrida alguém exclama: 'Loucura!'

Como se um piloto pudesse viver sem voar.

A morte de Rafael Sperafico na Stock Car Light em Interlagos neste domingo traz de volta exclamações.

Mas Rafael não poderia viver sem voar.

Alguns lembrarão como as corridas de carro são desprovidas de sentido. Meros passatempos.

Como se houvesse algum sentido na vida. Na vida sem paixão.

Rafael amava os carros. Tanto que parou de pilotar em 2003, mas retornou às pistas ano passado.

Como Portinari amava suas tintas. Tintas que causaram a sua morte.

Como Caruso amava as óperas.

Caruso que nos últimos concertos chorava de dor.

Como José Rául Capablanca. Enfartando quando fazia um gambito da dama.

Para os que desconhecem a paixão, todas essas vidas são desprovidas de sentido.

Quadros, óperas e jogos de xadrez. Corridas. Meros passatempos. Loucuras.

Coisas de quem não tem o que fazer.

Mas para os que vivem a paixão, para os que amam.

Sempre que morre um piloto nas pistas de corrida alguém exclama: 'Paixão'.

Porque um piloto não pode viver sem voar.

Por Juca Kfouri às 21h50

O que preocupa na seleção olímpica

O que menos preocupa é a derrota da seleção olímpica para a dos melhores do Brasileirão, por 3 a 0.

Verdade que a seleção de Dunga até treinou, coisa que o outro time não fez.

Mas a diferença de idade e de experiência nessas horas conta e conta muito.

Além do mais, a seleção olímpica só pôde contar com Pato, dos que jogam fora do país.

O que preocupa é que Dunga poderia contar com Hernanes e o deixou de fora de seu time.

O passe que ele deu para o primeiro gol do jogo deve ter deixado Dunga zangado, ou, no mínimo, envergonhado.

Por Juca Kfouri às 18h22

Carta aos anticorintianos

*Por WASHINGTON OLIVETTO

Sábado passado, 24 horas antes do jogo Corinthians e Grêmio, fiz uma frase publicada no blog do jornalista Juca Kfouri que gerou polêmica: Se o Corinthians cair, quem fica rebaixado é o Campeonato Brasileiro.

Muitos torcedores de outras equipes acharam a frase prepotente, quando, na verdade, ela continha apenas a constatação real de que, sem o Corinthians, o Campeonato da Série A perde em competição, em emoção e em audiência.

Isso no significa que eu achava que o Corinthians não merecia o rebaixamento. Pelo contrário: eu achava, como continuo achando, o rebaixamento fundamental para o processo de saneamento que o Corinthians precisa viver

Agora, exatamente uma semana depois, obviamente não alegre, mas já curado da ressaca moral provocada pela catastrófica atuação do Corinthians no campeonato nacional, que culminou com o merecido, mas temporário, rebaixamento, envio uma outra frase, esta dirigida especialmente aos meus amigos anticorintianos, que estão comemorando a momentânea derrota do Corinthians bem mais do que costumam comemorar as eventuais vitórias de suas equipes. Lembrem-se, meninos:

Não saber ganhar é ainda pior do que não saber perder.

*Publicada hoje no caderno "Aliás", de "O Estado de S.Paulo".

PS: Amanhã terá outra, mas endereçada aos corintianos.

Por Juca Kfouri às 10h41

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico