Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

22/12/2007

Porque hoje é sábado

Porque hoje é sábado e amanhã é domingo, eu afirmo:

1. Nada tenho contra o Palmeiras, muito ao contrário.

Depositei enorme confiança na novo diretoria, certo de que seria muito melhor que a anterior.

E tem sido mesmo.

Nem por isso, no entanto, está imune às críticas de quem vê, no mínimo, ingenuidade nas alianças que tem feito.

Não duvido que, a curto prazo, as vitórias venham.

Já vi isso antes.

Mas o depois é que são elas.

Esperava da nova direção uma política, digamos assim, de crescimento auto-sustentado;

2. Nada tenho a favor do São Paulo, apenas constato.

A diferença do São Paulo para os outros é simples: o clube tem uma política.

Nada genial, nada que os outros não possam ter.

Só que os outros não têm.

O Reffis, por exemplo.

Não se trata de ter ou não o equipamento mais moderno, porque os centros de recuperação mais recentes sempre serão mais modernos.

Mas se trata de saber o que fazer com isso.

O centro do São Paulo é tocado pelos mesmos profissionais há anos.

O do Santos, por exemplo, já perdeu o Filé, para o Palmeiras;

3. Sou corintiano, sim, muito mais que muitos que acham que não sou.

Só que a paixão não me cega, porque só faltava isso: ser jornalista e ser cego para a realidade.

Talvez seja mesmo mais exigente com o time do meu coração do que com os outros. É humano.

Mas sempre o exaltarei quando assim for de justiça e nunca deixarei de fiscalizá-lo, porque é minha obrigação;

4. Nada tenho contra o Sport, porque só se fosse um imbecil teria alguma coisa contra algum clube.

Apenas não reconheço (e isso não deveria ter a menor importância para seus torcedores) uma façanha que não foi façanha e que vivi de perto, em 1987.

Façanha foi a do Flamengo e é esta que reconheço;

5. Quando aposto o meu braço em alguma coisa, sempre espero que quem leia, ou ouça, entenda que é sentido figurado.

Porque só faltava eu cortá-lo mesmo...;

6. O blog continuará aberto às contribuições de terceiros, sempre bem recebidas e motivo do orgulho do blogueiro;

7. Não sou filiado a nenhum partido político e nem nunca fui, pelo menos dentre os legais.

E deixei de acreditar em certas idéias de minha juventude quando vi cair o muro de Berlim e ninguém de Berlim Ocidental ir para o lado Oriental, ao avesso do contrário.

Mas não deixei de crer e de lutar pela inclusão dos excluídos e de dar mais valor ao que as pessoas fazem do que ao que falam.

E de dar ao dinheiro o seu devido valor: quase nenhum, a não ser o que é óbvio;

8.Meu pai me deixou a melhor das heranças: ser verdadeiro;

9. Acredito piamente que jornalista que não quiser melhorar a esquina de sua rua, a cidade em que mora, o país em que vive, com o perdão da pretensão, não quiser construir um mundo melhor, errou de profissão;

10. Reafirmo que jornalismo é oposição!

Por Juca Kfouri às 15h08

Memórias de Adriano

Como os argentinos deixaram de gostar de futebol...

Por ROBERTO VIEIRA

Entre os velhos livros do Mercado de las Luces em San Telmo, uma surpresa.

Folheando um exemplar sem capa, um pergaminho.

Páginas amareladas escritas com caneta.

Minhas mãos tremem.

Livros não são impressos há setenta anos. Manuscritos são raros. Peças de museu.

Toda a literatura ocidental cabe na ponta do meu dedo.

No canto superior da folha, o título: Memórias de Adriano.

Mas o texto não pertence a Marguerite Yourcenar, embora mencione a figura de um Imperador.

O texto se refere ao futebol.

Futebol, nossa paixão no Brasil.

Futebol, odiado pelos argentinos.

Argentinos que não jogam futebol desde o início do século.

Embora eu não compreendesse a razão de tanta raiva, tanto ódio.

Até agora...

"...Estava escrito.

Ele viria do oriente para nos destruir.

Aquele que os inimigos chamam Imperador.

'No le tememos a nadie' era o nosso canto.

Então, tudo começou a dar errado.

A batalha vencida, nossos guerreiros se preparando para a pilhagem.

Eis que surge do nada um soldado em nossa retaguarda, cravando a espada no minuto final.

Perseu.

O efeito foi devastador. Debandamos. Como crianças indefesas. Dizimados pelas tropas reservas do exército invasor.

Medusa.

Austríacos frente ao Napoleão.

Pedimos revanche na Guerra das Confederações. Mas não houve Waterloo. Pior.

A derrota foi muito pior. Voltamos para casa humilhados. Durante muito tempo, falar sobre futebol no Prata foi proibido.

Mas o que a força das armas não conseguiu, as noites e a sedução puderam realizar. A vitória embriaga, entontece. Poucos possuem a mente faminta de Alexandre.

A maioria sucumbe ao elogio fácil. Ao beijo de Dalila.

E assim o foi.

Em pouco tempo, o Imperador quedou frágil. Nem sombra do seu passado. Arrastava-se pelas planícies, um fantasma de si mesmo.

E nós nos julgamos fortes.

Mesmo quando sua foto apareceu nos jornais com a camisa do São Paulo. Risos.

Não sabiamos. Mas estava escrito.

Brasil e Argentina rumaram novamente para conquistar o mundo. Roma e Cartago.

Vencendo todos. Até aquela tarde fria no Soccer City em Johanesburgo.

O jogo estava 3 x 0 para nosotros. Faltavam 10 minutos para o final da vingança.

De repente, os nossos adversários jogaram uma cartada final.

Ante o sorriso irônico de Messi e Riquelme, entrou em campo o Imperador.

Perseu.

O resto faz parte da história.

No dia seguinte implodimos La Bombonera e o Monumental de Nuñes. Avellaneda.

Pois depois daquela final, eu e meus compatriotas decidimos nos dedicar ao Rugby. Ao Pólo. Aos chorizos. Ao culto a Gardel.

Futebol é coisa de quem não tem o que fazer..."

Por Juca Kfouri às 08h04

21/12/2007

O protesto da Associação Brasileira de Imprensa

Primeira página

http://www.abi.org.br/primeirapagina.asp?id=2339  

A ABI condena censura de Juíza a Juca Kfouri

21/12/2007

A ABI manifestou protesto, nesta sexta-feira, dia 21, contra a decisão da Justiça de São Paulo, que proibiu o jornalista Juca Kfouri de "ofender" o Deputado estadual Fernando Capez (PSDB-SP), sob pena de multa de R$ 50 mil. Segundo o jornalista Maurício Azêdo, Presidente da ABI, a Juíza Tonia Yuka Kôroko cometeu violação do artigo 220, parágrafo 2º da Constituição que declara que "é vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística".

Fernando Capez, que na década de 90 era Promotor de Justiça e ganhou visibilidade por tentar afastar as torcidas organizadas dos estádios de São Paulo, entrou na Justiça contra Juca Kfouri requerendo que o jornalista fosse proibido de ofendê-lo. O Deputado justificou o pedido utilizando alguns trechos do blog de Kfouri no UOL.

No final de outubro, a Juíza Tonia Yuka Kôroko, da 13ª Vara Cível de São Paulo, concedeu uma liminar proibindo Kfouri de "ofender" o Deputado. O jornalista entrou com uma liminar no Tribunal de Justiça de São Paulo, mas teve o seu pedido negado pelo Desembargador Luiz Antônio de Godoy. Nesta quinta, dia 20, o jornalista entrou com um mandado de segurança numa nova tentativa de revogar a decisão:

— Esta decisão abre um precedente muito ruim para a imprensa. É claro que não se pode ofender ninguém. Mas o que é uma ofensa para a Justiça? É muito subjetivo. Isso é uma forma de censura sim. E é absurdo admitir isso num País democratizado — contesta Kfouri.

O jornalista lembrou ainda que casos semelhantes envolvendo jornalistas ou veículos de comunicação como Correio Braziliense, Carta Capital e Rede Globo, por exemplo, foram revogados.

A mensagem da ABI diz ainda que "a decisão da Juíza Kôroko prima pelo subjetivismo e se baseia num pressuposto que pretende conferir à sua autora poderes de adivinho, por classificar de ofensa aquilo que o jornalista José Carlos Kfouri ainda não escreveu. No caso, estamos diante não de uma decisão judicial, mas de manifestação de uma pitonisa".

 

Leia na íntegra o manifesto de protesto da ABI:

"A ABI manifestou nesta sexta-feira, 21 de dezembro, seu protesto contra a decisão da Juíza Tônia Yuka Kôroko, da 13a. Vara Cível da Comarca da Capital de São Paulo, que proibiu o jornalista José Carlos Kfouri de publicar em seu blog no UOL textos que possam ser considerados ofensivos ao Deputado estadual Fernando Capez (PSDB), sob pena de multa de R$ 50 mil se não observar essa restrição. A ABI entende que a Juíza Kôroko cometeu violação do texto da Constituição, cujo artigo 220, parágrafo 2º, declara que "é vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística".

Em declaração firmada por seu Presidente, Maurício Azêdo, a ABI afirma que é lamentável que juízes como a Senhora Tônia Yuka Kôroço não só desconheçam o texto constitucional, como indica a liminar por ela concedida a pedido do Deputado Capez, como promovam agressões ao Estado Democrático de Direito instituído pela Constituição, o qual é produto das lutas travadas pelo povo brasileiro contra o arbítrio, como o contido nessa decisão, que ela impôs ao jornalista José Carlos Kfouri. É lamentável também, entende a ABI, que essa decisão não tenha sido revogada pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, como postulou Kfouri em recurso não acolhido pelo Desembargador Luiz Antônio de Godoy.

A ABI considera que, além de violar o texto da Constituição, a decisão da Juíza Kôroko prima pelo subjetivismo e se baseia num pressuposto que pretende conferir à sua autora poderes de adivinho, por classificar de ofensa aquilo que o jornalista José Carlos Kfouri ainda não escreveu. No caso, estamos diante não de uma decisão judicial, mas de manifestação de uma pitonisa.

Além de se solidarizar com Kfouri e com o UOL, igualmente punido pela restrição à sua liberdade de informar, a ABI espera que ambos defendam o direito de informação e de opinião em todas as instâncias do Poder Judiciário, que precisa assumir neste episódio, como é seu dever, o papel de guardião das franquias democráticas e das liberdades civis que lhe cabe."

Por Juca Kfouri às 22h57

Inveja

Por HILTOR MOMBACH, jornal Correio do Povo, de Porto Alegre

Todos sabem que sou favorável ao sistema mata-mata no Campeonato Brasileiro e eu sei que estou na contramão da maioria.

Como bairrista convicto, quer ver outra vez um time gaúcho campeão.

Quero uma fórmula que imite o Brasil: quanto mais injusta e formulista, melhor!

Todos sabem que querer não é poder e que vou ficar querendo.

Pela fórmula de pontos corridos, o São Paulo já pode ser declarado campeão de 2008.

Era franco favorito antes de anunciar Adriano.

Agora, é campeão, mesmo que o Imperador só fique até o meio do ano.

Alguém já disse, e eu repito: o São Paulo deveria disputar o Campeonato Alemão.

Até o centro de recuperação só admite jogador selecionável.

Se você é gremista, colorado ou torce por outro time, engrosse o coro dos favoráveis ao mata-mata.

Não permita que o São Paulo continue nos matando.

De inveja.

Por Juca Kfouri às 14h14

E dá pra acreditar?

Está na "Folha de S.Paulo", de hoje:

"Parceiro" do Palmeiras atua até para rivais

RODRIGO BUENO
DA REPORTAGEM LOCAL

José Hawilla, principal executivo da Traffic, falou com a Folha sobre a "parceria" com o Palmeiras.

FOLHA - O assunto é a parceria da Traffic com o Palmeiras.
J. HAWILLA -
Não estou falando do assunto por não operá-lo. Mas vamos lá.

FOLHA - Os atletas da Traffic poderão jogar no Palmeiras e estar ligados ao Ituano?
HAWILLA -
Não, quem joga no Ituano é outro nível. Não é Traffic, é um fundo administrado pela Traffic.

FOLHA - O fundo pode colocar atletas em outros clubes?
HAWILLA -
Pode, pode.

FOLHA - Já comprou um para a Portuguesa, não?
HAWILLA -
Estamos tentando comprar dois jogadores para a Portuguesa. Não conseguimos ainda.

FOLHA - Dizer que o fundo é parceiro do Palmeiras não é muito verdade, então?
HAWILLA -
Mas não é muito mentira. Preferencialmente, compramos atletas para o Palmeiras, mas vai acabar. Você não consegue gastar R$ 40 milhões com o Palmeiras, não tem jogador para isso. É um fundo, só isso, não tem gestão, parceria, nada. Não temos elemento na comissão técnica, na diretoria...

FOLHA - Não ajuda a pagar o Vanderlei Luxemburgo?
HAWILLA -
Não. Não temos nada a ver com isso. Só compramos jogadores e os colocamos no Palmeiras.

FOLHA - Ou em outro clube...
HAWILLA -
Como a Portuguesa, o Flamengo... Compramos participação de dois jogadores do Flamengo, um é Renato Augusto, e o outro, não me lembro.

FOLHA - Por que a Traffic decidiu investir em jogadores?
HAWILLA -
Negócio. Como outro qualquer. É fundo.

FOLHA - Pode pôr atletas no Corinthians ou no São Paulo?
HAWILLA -
É muito difícil, pois estamos em São Paulo mais focados no Palmeiras, mas pode ocorrer. O fundo busca boas oportunidades para investidores. Um agente maior que leva o jogador para o clube.

FOLHA - Por que o Palmeiras?
HAWILLA -
Imaginamos três clubes, um no Rio, Fluminense, um em São Paulo, Palmeiras, e um em Belo Horizonte, Cruzeiro. Em São Paulo, o Palmeiras é o que tem a diretoria mais acessível. O Corinthians está em turbulência permanente. O São Paulo não precisa normalmente disso, faz tudo sozinho. E o Santos tem seus parceiros.

FOLHA - Palmeirenses atacam a Traffic porque o time não foi no Mundial-00, e o Corinthians, sim. Já sentiu isso?
HAWILLA -
Nunca ouvi isso. Nunca ninguém falou nada comigo. Sou palmeirense, vou pouco aos estádios, mas, quando vou, são aos jogos do Palmeiras.

FOLHA - Por que o Palmeiras, campeão da Libertadores-99, não jogou aquele Mundial?
HAWILLA -
O Corinthians foi campeão brasileiro [98]. O Palmeiras foi campeão no último momento, perto do fim do ano.

FOLHA - Foi em junho...
HAWILLA -
Não dava para esperar o Palmeiras ser campeão. O torneio foi preparado um ano antes. A Fifa não podia esperar.

FOLHA - Mas outros participantes saíram no final de 99.
HAWILLA -
Não me lembro. Foi uma questão da Fifa.

FOLHA - A Traffic, então parceira de Corinthians e Fifa, não indicou time para o Mundial?
HAWILLA -
Não, a CBF é que é ouvida. A Traffic era parceira comercial. Acha que parceiro vai ter ascendência sobre a Fifa, a CBF? Bota o Corinthians porque sou parceiro, o que é isso?

Comentários deste blog:

1. Em primeiro lugar não fica nada bem uma empresa, como a Traffic, que hoje é dona de jornais e emissoras de TV pelo interior afora de São Paulo, investir em jogadores de futebol que são objeto de sua cobertura;

2. Hawilla fala que falar em parceria com o Palmeiras não é muito verdade mas não é muito mentira. Afinal, é muito o quê?;

3. Diz nada ter a ver com Vanderlei Luxemburgo quando o mundo sabe, a começar pela direção palmeirense, que isso não é verdade;

4. Mas o pior vem no fim, a ponto de permitir supor que nada tem de verdadeiro na entrevista: nenhuma das respostas sobre o Mundial da Fifa que a Traffic ajudou a organizar bate com a realidade, como o repórter Rodrigo Bueno, aliás, deixa muito claro.

E na direção do Palmeiras, que este blog apoiou desde sempre na luta contra Mustafá Contursi, há quem esteja bravo com o blogueiro por não confiar nas pessoas que se aproximaram do clube.

Basta se informar a respeito.

O dinheiro imediato pode trazer resultados imediatos (a MSI também os trouxe).

Depois é que são elas.

 

Por Juca Kfouri às 12h13

Do que Capez é capaz

O deputado estadual tucano Fernando Capez obteve da juíza Tonia Yuka Kôroko uma liminar que determina que estou proibido de "ofender" sua excelência.

Ora, até as pedras sabem que ninguém pode ofender ninguém e eu jamais o ofendi, apenas o critiquei, como continuarei a fazer, sempre que couber.

Mas a juíza Kôroko estipulou uma multa de R$ 50 mil por "ofensa" que eu venha a cometer.

Baseou-se, por sinal, em informações inverídicas do deputado, quais sejam as de que já me condenou duas vezes.

Na verdade, ele ganhou uma ação da CBN motivada por um comentário meu, mas em ação na qual não fui parte, apenas a emissora foi.

Ganhou outra, da revista CartaCapital, em que fui testemunha da publicação, não réu.

Recorri ao Tribunal de Justiça de São Paulo, mas o desembagador Luiz Antônio de Godoy negou meu pedido para que a liminar fosse cassada.

Argumentou que sou experiente o suficiente para não ofender o deputado.

É verdade, embora o desembargador pareça não ter levado em conta que a liberdade de imprensa fica, assim, submetida à subjetividade do julgador e sem que o pretenso "ofendedor" tenha direito de defesa.

A juíza Kôroko, por exemplo, pode achar que dizer que Capez, quando Promotor de Justiça, fracassou no combate da violência das torcidas e mesmo assim se elegeu deputado graças à notoriedade que alcançou, seja uma ofensa.

Quando não é ofensa, é apenas verdade.

Como é verdade que o curso de Direito que ele dirigiu teve aprovação abaixo da média tanto no Provão do Ministério da Educação quanto na OAB.

E a juíza Kôroko pode achar que tal notícia é ofensiva ao deputado.

Um democrata convicto do PSDB, diga-se, que, entre outras coisas, considerou que o regime pós-golpe de 64 era "legalmente constituído".

Foi o que escreveu, literalmente, em proposta de sua autoria na Assembléia Legislativa de São Paulo, depois retirada diante da grita de seus companheiros de partido.

Afinal, o governador de São Paulo, José Serra, do partido de Capez, teve que ir para o exílio por causa do golpe militar.

Será que serei condenado a pagar R$ 50 mil por ter dito o que acabo de dizer?

Ontem entrei com mandado de segurança contra a medida da juíza Kôroko.

Aguardemos.

Por Juca Kfouri às 00h06

20/12/2007

Kaká e as seleções brasileiras

Por ROBERTO VIEIRA

O Rei Pelé afirmou em entrevista que Kaká teria vaga em qualquer seleção brasileira. Em qualquer época. Inclusive na de 70.

Pelo menos entre os 22 jogadores convocados.

Será?

É quase certo que sim.

Em 1930 Kaká não seria convocado. Era paulista e não se chamava Araken Patusca.

Em 1934 seria convocado no lugar de Armandinho. Mas ficaria aprendendo com Leônidas e Valdemar de Brito. Pra pegar experiência.

Na Copa de 38 Niginho ficaria em casa. E Kaká iria no seu lugar. Jogaria o segundo jogo contra a Tchecoslováquia. Um bom banco. Mas como ser titular em um time no qual Tim era reserva?

Em 1950 novamente reserva. No lugar de Alfredo do Vasco da Gama. Zizinho e Jair jogavam muita bola.

Na Suíça em 54 Kaká seria titular. No lugar de Pinga. Ao lado de Bauer, Julinho e Didi. Um osso duro para os húngaros.

1958. Kaká não participaria da primeira conquista brasileira. Nem entre os 22.

E como ser convocado para uma seleção que iniciou com Zito, Garrincha e Pelé na reserva?

1962 no Chile. Apesar de pernambucano devo reconhecer que Zequinha ficaria em casa. Kaká seria o reserva.

1966. Kaká titular absoluto se houvesse algum titular absoluto fora Pelé. A convocação foi tão confusa que talvez errassem o nome dele e convocassem o seu irmão. Como fizeram com Ditão.

México. 1970. Apesar de Pelé, Kaká não seria convocado. Paulo César era melhor. E Dario era amigo do outro Rei. Entre os titulares nem pensar.

1974. Kaká titular. Correndo atrás de Neeskens e Cruyjff.

Em 1978 nem Kaká nem Falcão. Pensar era proibido.

Espanha. 1982. Cerezzo, Falcão, Kaká, Sócrates, Zico, Éder, Leandro e Júnior.

A partir de 1986 Kaká seria sempre o titular.

Talvez um sinal dos tempos.

Porque ele é craque. Ninguém duvida disso.

Mas houve época na seleção brasileira que ser craque era pouco.

Era preciso ser gênio.

Por Juca Kfouri às 17h23

Saúde, Timão

Depois de tudo praticamente acertado com o Magazine Luiza, a Medial Saúde cobriu a proposta e deve ser anunciada no final desta tarde como a nova patrocinadora do Corinthians.

Pagará R$ 16 milhões por ano, além de bônus por título.

Só falta assinar o contrato.

Por Juca Kfouri às 15h01

O centro de recuperação do São Paulo

Por GUSTAVO VILLANI, de Madrid

A estrutura do São Paulo encanta ao mundo do futebol.

Este repórter demorou a reconhecer que a boa fama da estrutura são-paulina transcende as fronteiras nacionais.

Os rótulos de "melhor disso", "primeiro naquilo", "único blá-blá-blá", enfim, sempre achei que esse tipo de valorização legitimasse o complexo de inferioridade.

Algo compreensível para quem vive num país menos desenvolvido como o Brasil, e que às vezes se limita aos estrangeirismos para ter referências de qualidade.

Um dia o Rodrigo Fabri, que morou e jogou aqui na Espanha, disse que o clube do Morumbi assemelha-se ao Real Madrid, maior clube do século XX segundo a FIFA.

Duvidei. Mas me rendo às evidências, de fato o São Paulo atingiu um patamar de respeito mundial.

(...)se recuperó también en el Centro de Rehabilitación Deportiva, Fisioterapéutica y Fisiológica (Reffis) del Sao Paulo, uno de los más afamados y reconocidos en su categoría en todo el mundo, diz o Marca, na edição desta quinta-feira.

Na matéria o jornal fala do êxito da diretoria brasileira na contratação do atacante Adriano, da Internazionale de Milão.

Ricardo Oliveira, outra conquista são-paulina e atualmente no Zaragoza, também é lembrado na reportagem.

Logo pensei em tantos outros atletas que pude ver em recuperação no Reffis: Cicinho, Romário, Roque Jr, Fábio Aurélio, Luizão, França, Edu... Foram muitos, difícil até recordar.

Ano passado pude conhecer de perto parte da estrutura do Centro de Treinamento, o médico e superintendente Marco Aurélio Cunha foi o guia.

O que mais impressionou não foi o moderno maquinário, e, sim, o banco de dados do Reffis.

O São Paulo tem o histórico de todos os jogadores que passaram por tratamento, contratados do clube ou não.

Registros fotográficos das cirurgias, programação dia-a-dia e números da evolução gradual dos atletas.

Mesmo que não contrate alguma estrela que passe por ali, é natural que o atleta recuperado sempre difunda o que há de melhor no São Paulo.

O carinho despendido a cada jogador durante os meses de convivência traz um retorno publicitário significativo para o clube.

Sem cobrar nada para recuperá-los, a diretoria são-paulina sabe que o lucro não é apenas financeiro.

Esse tipo de visão, por exemplo, poucos no mundo têm.

O clube brasileiro que mais vende atletas de ponta para Europa, pelos melhores valores, que mais revela bons jogadores, que recentemente mais ganha títulos e que há alguns anos recupera renomes internacionais é o São Paulo.

Com ou sem rótulos, a credibilidade são-paulina é indiscutível.

Hoje tenho convicção dessa representatividade mundo à fora, por mais que ainda seja uma exceção em meio à regra do clubes brasileiros, mal administrados e falidos.

Por Juca Kfouri às 11h46

Respeito e solidariedade

Por dessas infelizes coincidências, acabo de saber do falecimento repentino de Eliane Aronovich Cunha, mulher de Roque Citadini.

Com o que, neste momento, qualquer polêmica perde inteiramente a graça.

Seu corpo será cremado hoje (21), às 16h, na Vila Alpina.

 

 

Por Juca Kfouri às 11h12

Juca errou feio

Comentário Blog do Citadini:http://www.citadini.com.br/


O texto do jornalista Juca Kfouri
  (Adriano no São Paulo! Elementar!) é um equívoco só.

Dizer que o São Paulo terá o jogador porque tem o "melhor Centro de Recuperação" é lenda pura.

Na verdade, a Inter desistiu de contar com o atleta nesta temporada (2007/08).

Também não é grande novidade.

Desde 2006,logo após a Copa, os problemas do jogador brasileiro na equipe de Milano se agravaram.

Sem esperança de contar com o atleta na atual temporada, liberou-o para treinar no Brasil, com duas informações claras da mídia italiana: primeiro, o jogador não poderia falar à imprensa; e ,segundo, deixaria de pagar os salários do atleta.

Para tentar a recuperação o agente do jogador o trouxe ao São Paulo.

A Inter não acredita que a situação do atleta tenha mudado muito.

Caso este fosse seu entendimento, levaria de volta Adriano para Milano.

Tudo continua igual: o atleta fica no Brasil (sem receber da Inter) e agora passa a ter algum salário.

A lorota da visita do médico da Inter, que teria ficado impressionado com a recuperação, não bate com a realidade.

 Adriano continua aqui porque a Inter não crê que, por enquanto, algo mudou.

Seu atleta está com problema, liberado para ficar no Brasil, sem custo para o Clube italiano.

O São Paulo quer uma beirada, alegando que o jogador precisa continuar o tratamento (que tratamento?), e a Inter não acredita que contaria com o atleta nesta temporada.

Então fica tudo como está.

Vamos torcer para que Adriano volte a ser o Imperador e, quando isso ocorrer, a equipe italiana retomará o contrato e receberá o jogador.

Neste episódio todo o SPFC é como o garçon na Santa Ceia: não aparece. Elementar, meu caro Juca.

Pergunta do blog do Juca: estará Roque Citadini, no caso, mais respaldado do que quando disse que Gil era melhor que Kaká?

Por Juca Kfouri às 00h21

19/12/2007

O Brasil na Libertadores

GRUPO A

San Lorenzo (ARG)
Real Potosí (BOL)
Caracas (VEN)
Cruzeiro (BRA) ou Cerro Porteño (PAR)

Grupo D

Flamengo (BRA)
Nacional (URU)
Coronel Bolognesi (PER)
Cienciano (PER) ou Montevideo Wanderers (URU)

GRUPO F

Santos (BRA)
San Jose (BOL)
COLÔMBIA 2
Chivas Guadalajara (MEX

GRUPO G

São Paulo (BRA)
Sportivo Luqueño (PAR)
Atlético Nacional (COL)
Audax Italiano (CHI) ou COLÔMBIA 3

GRUPO H

Fluminense (BRA)
Libertad (PAR)
LDU (EQU)
Arsenal (ARG) ou Mineros de Guayana (VEN)

Passar pelo Cerro não será o mais complicado para o Cruzeiro.

Complicados são os adversários San Lorenzo e Real Potosí, se os mineiros tiverem que jogar a quase 4000 metros de altitude.

Já o Flamengo tem só o Nacional para se preocupar, desde que não pegue o Cienciano em Cusco, outro sofrimento como em Potosí.

Vamos ver se a novas regras da Fifa prevalecerão, como se espera.

Para o Santos está mais ou menos tranqüilo, dependendo de quem venha a ser o adversário colombiano, porque o Chivas é respeitável.

O São Paulo pegou moleza nesta fase.

E o Fluminense está no grupo mais difícil, sem refresco, principalmente porque o Arsenal deverá ser o quarto membro. 

Por Juca Kfouri às 22h07

Luiza ou Vivo?

Magazine Luiza e Vivo concorrem para patrocinar a camisa do Corinthians.

A rede de lojas propôs R$ 14 milhões por ano, o Corinthians quer 20, mas, segundo se diz, fecha por 18.

Amanhã é possível que haja uma solução.

A Samsung pagava US$ 450 mil por mês, menos, portanto, do que Luiza oferece.

Por Juca Kfouri às 21h34

Adriano no São Paulo! Elementar!

Confirmado o empréstimo de Adriano ao São Paulo até o meio do ano que vem, mais uma vez as coisas ficam muito claras:

qual é o time favorito para ser campeão paulista, brasileiro e da Libertadores?

É aquele que não só já está pronto, que manteve o técnico, que perdeu Breno mas trouxe Juninho e que, agora, conta com o Imperador.

Sim, Adriano é uma aposta (como Acosta), mas uma aposta que ficará dentro do padrão salarial do clube e inferior, por exemplo, ao que se paga a Rogério Ceni.

E por que Adriano escolheu o São Paulo, não o Santos, o Palmeiras, o Flamengo etc?

Não só porque o tricolor é o clube brasileiro com mais títulos internacionais, mas, também, porque é o clube que tem o melhor centro de recuperação de atletas etc e tal.

Coisas que não se fazem da noite por dia.

Coisas que botam o São Paulo anos adiante dos demais.

E desnecessário será dizer que favoritismo não significa barbada e nem que o Imperador de Milão dará certo como, em 1985, não deu com o Rei de Roma, Paulo Roberto Falcão.

Mas a probabilidade de dar é enorme.

Em resumo, sem gastar nada além do que cabe em seu orçamento, o São Paulo já fez a melhor contratação da temporada.

Elementar, meu caro blogonauta.

Por Juca Kfouri às 17h59

A escolha de Pirlo

Dunga não podia votar num brasileiro para o melhor do mundo de 2007 da Fifa e votou no volante italiano Pirlo.

Dunga está apanhando por causa disso.

Com justiça.

E com injustiça.

Com justiça porque bem que poderia ter votado em Messi ou em Cristiano Ronaldo, como fez a maioria dos outros eleitores que elegeram Kaká o número 1.

Mas com injustiça porque Pirlo é um volante refinado, desses que dá mesmo gosto em ver jogar e é compreensível que alguém como Dunga, da posição, tenha admiração por seu futebol.

Verdade que não precisava exagerar...

Por Juca Kfouri às 12h48

As duas faces de uma mesma terça-feira

Ontem foi uma terça-feira agitada para um dia de férias no futebol.

E de duas caras.

Começou com a apresentação de Vanderlei Luxemburgo no Palmeiras.

Por mais que já fosse pedra anunciada, o tom colérico do treinador em sua entrevista chamou a atenção, ele que se julga de vítima de perseguição, apesar de nada haver em seu passado que justifique qualquer tipo de desconfiança.

Nem parecia alguém que, segundo se diz, ganhará cerca de R$ 500 mil por mês, mesmo depois de um período no Santos em que seus resultados deixaram a desejar, tanto que o clube preferiu trocá-lo por Emerson Leão, logo um desafeto.

Mas a terça-feira teve mais.

Teve também a apresentação de Acosta, como novo jogador do Corinthians.

O uruguaio trintão, que foi vice-artilheiro do Brasileirão e um dos onze escolhidos para sua seleção, chegou para ajudar a tirar o Timão da Segunda Divisão.

Muitas rimas pobres, quem sabe uma rica solução.

Finalmente, a terça-feira terminou com uma maldade da justiça esportiva.

Romário foi suspenso por 120 dias por ter sido pego no antidoping depois de ter usado um remédio contra a calvície.

Não só o Baixinho não merecia isso no fim da gloriosa carreira como ainda viu manchada sua imagem como embaixador da Copa do Mundo no Brasil, escolhido pela CBF.

Se para o irritado Luxemburgo e para o feliz Acosta a terça-feira 18 foi um dia de sorte, para Romário teve o gosto de uma sexta-feira 13.

Por Juca Kfouri às 00h06

18/12/2007

No fio do bigode

Por ROBERTO VIEIRA

O futebol muitas vezes lembra uma novela de mistério. Sem mordomos.

Hoje Recife amanheceu sem frevo nas ruas. Em vez de frevo, bolero.

Tudo porque no dia de ontem, Antonio Carlos, diretor-técnico do Corinthians, afirmou que Acosta já era do Timão.

Segundo Antonio Carlos, Don Alberto Martín Acosta teria feito um acordo verbal com o clube paulista.

No fio do bigode.

Acosta que seria um pedido do treinador Mano Menezes. Um jogador ideal para o Parque São Jorge.

Gênio de Roberto Rivelino. Sotaque de Carlitos Tévez. Altura do Doutor Sócrates.

Um Pedro Rocha para apagar o vexame de Taborda.

Mas o negócio não era dos melhores para o Clube Náutico Capibaribe.

Porque o Náutico ia morrer sem um centavo na transação.

Um amigo meu, o Osvaldo, mandou uma mensagem atônito: 'Assalto! Incompetência! Traição!'

Mas o momento ainda não é de revolta Osvaldo. É de mistério.

Porque o próprio Antonio Carlos não jura pela própria mãe.

O ex-Presidente do Náutico, Ricardo Valois, nega.

O atual Presidente do Náutico, Maurício Cardoso, nega.

Os jornais de Pernambuco confirmam.

Miguel Gareppe, procurador do jogador, desconhece o acordo.

E Don Acosta, de longe o mais tranquilo* nessa história, passeia.

Pelos cassinos de Punta del Leste.

Longe dos fios. E dos bigodes.

* A palavra tranquilo tornou-se sinônimo de Acosta. Ele a utiliza em todas as entrevistas. Virou até adesivo nos carros em Recife...

Por Juca Kfouri às 14h19

Demagogia ou ciência?

Em nota oficial conjunta, Lula e Evo Morales defenderam que se pratique esportes na altitude:

"Com referência ao anúncio da Fifa sobre a restrição de praticar esportes em cidades localizadas a mais de 2.750 metros, ambos presidentes reiteraram o caráter universal do futebol e ratificaram o direito de praticar o esporte nos lugares onde se nasce e se vive", dizem os governantes da Bolívia e do Brasil.

Provavelmente o ministro da Justiça do Brasil, Tarso Genro, que desmaiou domingo em La Paz e teve que voltar para Brasília, discorde.

Mas entre a justiça, a demagogia e a ciência vai mesmo enorme distância.

Por Juca Kfouri às 13h27

17/12/2007

Rei se escreve com 'R'

Primeiro foi Romário, em 1994.

Depois foi Ronaldo em 1996, 1997 e 2002.

Rivaldo, em 1999, também foi rei.

Como Ronaldinho Gaúcho, em 2004 e 2005.

Pois eis que chegou a vez de Ricardo, o Kaká.

Vamos Robinho, vamos completar o sexteto real.

Porque o pai de todos os reis, só poderia mesmo ser com "P".

De Pelé!

Por Juca Kfouri às 18h18

Por que Birgit

*Por HANS FISCHER

Birgit deveria ter sido consagrada hoje como a melhor jogadora do planeta nesta temporada.

Porque Birgit é hoje a jogadora mais eficaz do mundo.

Ninguém simplifica tanto o jogo como ela.

Talvez Marta seja mais acrobática. Mas Birgit joga fácil.

Minha compatriota tem uma explosão que seu físico revela. Uma visão de jogo digna de uma ressonância magnética.

Birgit Prinz manda e desmanda no seu time: O 1 FFC Frankfurt.

Birgit que recusou uma oferta milionária do Real Madrid e do Perugia para permanecer no seu clube de coração.

Todas as mães gostariam de ter uma nora como Birgit.

Boa na defesa e no ataque. Uma menina bem educada. Ótima cozinheira.

Birgit que foi a melhor jogadora do mundo em 2003, 2004 e 2005.

Eleita a melhor jogadora da Alemanha desde 2001.

Birgit que se tornou a maior goleadora da história dos mundiais este ano no Mundial do Japão.

Mesmo sendo alemão, acho Marta mais bonita. Elegante.

Mas com a bola nos pés, Birgit é imbatível.

Nós, alemães, amamos o futebol-arte.

Porém como dizem você brasileiros da era Dunga, o que vale é bola na rede e não pênaltis perdidos.

A melhor jogadora do mundo joga no time que manda no futebol mundial.

E este time é a Alemanha.

*Hans Fischer é o irmão alemão de Roberto Vieira.

Por Juca Kfouri às 18h14

Os melhores gringos do Brasil

Por TÚLIO VELHO BARRETO

Já que não há futebol no Brasil mesmo, ficamos todos - torcedores, mídia etc - inventando coisa para fazer o tempo passar...

Pois bem, como o grande destaque de meu time - o Náutico - este ano foi um estrangeiro, pensei em propor uma seleção de estrangeiros - da América do Sul, que foram muito mais comuns - dos campeonatos brasileiros desde a sua criação – e com a autoridade (!) de quem os viu jogar.

Como toda lista, esta também é pessoal, é claro.

Assim, está fadada a omissões e, portanto, a críticas e paixões clubísticas - aliás, como a minha.

Mas lá vai a lista - aponto os meus convocados, os titulares e os reservas:

Goleiros:

. Cejas (Santos; Argentino)

. Rodolfo Rodrigues (Santos/Portuguesa/Bahia; Uruguaio)

. Mazurkievski (Atlético-MG; Uruguaio)

Lateral/Ala-Direito:

. Arce (Palmeiras/Grêmio; Paraguaio)

. Forlán (São Paulo; Uruguaio)

Zagueiros:

. Figueroa (Inter; Chileno)

. Gamarra (Inter/Corinthians/Palmeiras/Flamengo; Paraguaio)

. Lugano (São Paulo; Uruguaio)

. Darío Pereyra (São Paulo; Uruguaio)

. Perfumo (Cruzeiro; Argentino)

Lateral/Ala-Esquerdo:

. Sorín (Cruzeiro; Argentino)

. Cincunegui (Atlético-MG/Náutico; Uruguaio)

Volantes:

. Rincón (Palmeiras/Corinthians/Santos; Colombiano)

. Maldonado (São Paulo/Cruzeiro/Santos; Chileno)

. Mascherano (Corinthians; Argentino)

. Conca (Vasco; Argentino)

Meias:

. Pedro Rocha (São Paulo; Uruguaio)

. Romerito (Fluminense; Paraguaio)

. Valdívia (Palmeiras; Chileno)

Atacantes:

. Tevez (Corinthians; Argentino)

. Acosta (Náutico; Uruguaio) - o único que justifico e entra como meia-atacante, sua posição de origem: ajudou um time "condenado" ao rebaixamento a permanecer na Série A, foi vice-artilheiro – fez mais gols do que o próprio conterrâneo Pedro Rocha – candidato a craque desta seleção ao lado de Figueroa – e foi um dos três craques do campeonato pela CBF (e eleitores), bola de prata pela Placar, mais votado pela Folha de S.Paulo... – além de ter jogado pelo Náutico, é claro!)

. Asprilla (Palmeiras; Colombiano)

. Aristizábal (São Paulo/Santos/Vitória/Cruzeiro; Colombiano)

Meus Titulares (em um 3-5-2, para fazer a vontade do grande, sem ironia, Muricy):

Seleção de estrangeiros do Brasileirão de todos os tempos:

Cejas (a escolha mais difícil, pois podia ser qualquer um dos três); Figueroa (escolha facílima; o maior craque de todos e o capitão do time); Darío Pereyra e Gamarra (escolhas relativamente fáceis); Arce (fácil, fácil...), Rincón (idem), Pedro Rocha (facílima; aliás, não seria ele o maior craque de todos e o capitão? Que dúvida!), Valdívia (relativamente fácil) e Sorín (escolha facílima); Tevez (fácil, fácil...) e Acosta (já justificado).

Técnico? Bem, como não vou colocar Passarela para ser o técnico e fui eu que escolhi os jogadores, assumo o posto, mesmo sendo brasileiro!

É isso! Agora, peça aos blogonautas para fazerem as suas.

Pois alguns devem estar perguntando pelo paraguiao Reyes (Flamengo), os argentinos Ramos Delgado (Santos/Portuguesa) eDoval (Flamengo/Fluminense)...

*Túlio Velho Barreto é Cientista Político e Pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco | Fundaj

Por Juca Kfouri às 15h36

Ganância ilegal

*Por ADAUTO SUANNES

 

Os comentaristas esportivos não fazem nem podem fazer a análise dos aspectos jurídicos que envolvem a prática do futebol, pois isso envolve conhecimentos específicos que eles, em sua maioria, não possuem. "A regra é clara" diz e repete um árbitro aposentado, desconhecendo que o princípio segundo o qual "cessat in claris interpretatio" (não se necessita de interpretar uma lei clara) está superado na doutrina jurídica há muito tempo. Eu só posso dizer que uma regra é clara depois de interpretá-la. Quando ocorre um toque entre a bola e a mão de um jogador que não seja o goleiro, cabe ao árbitro interpretar se houve ou não intenção de interceptar a trajetória da bola. Logo, muito embora a lei seja clara ("interceptar com a mão a trajetória da bola é falta") isso não dispensa a interpretação da regra, à luz de cada caso concreto.

Ultimamente ouço muitos deles dizerem que se o contrato entre certo jogador de futebol e o clube prevê uma multa astronômica, cabe ao jogador pagar a multa ou continuar a jogar no clube, mesmo que ali receba salário inferior ao do seu eventual substituto. Será que isso está certo?

Há no sistema jurídico brasileiro uma regra importantíssima, de índole constitucional: o princípio da proporcionalidade ou da razoabilidade. Segundo ela, a conduta das pessoas, tanto quanto a conduta dos órgãos do governo, não pode ser irracional. Sabe-se que Calígula nomeou seu cavalo senador romano. Imagine-se que o legislador brasileiro, que já fez tantas, resolvesse superar-se e fizesse algo semelhante ao que fez o imperador romano. Em princípio, o legislador pode baixar leis sobre qualquer assunto para o qual tenha competência. Mas a irracionalidade de uma lei como essa seria tal que ela fatalmente seria considerada inconstitucional pelos nossos tribunais, pois faltaria a ela o atributo da razoabilidade.

Segundo nosso sistema jurídico, os contratos são manifestações de vontade, nas quais as partes contratantes proclamam sua vontade no sentido de alcançarem determinados objetivos, de interesse de ambas as partes. Num contrato de compra e venda, por exemplo, uma das partes, sendo proprietária de um bem móvel ou imóvel, pretende transferir essa propriedade à outra parte contratante, que, à sua vez, sendo proprietária de dinheiro, transferirá este para a parte contrária. Presume-se que haja na celebração do contrato uma equivalência entre as prestações, isto é, entre aquilo que cada um entrega ao outro. No caso presente, presume-se que o bem vendido valha o preço pago. Se alguém compra um vaso de latão, pensando que fosse de ouro, é evidente que o preço pago não corresponde ao valor efetivo do bem comprado. Logo, essa venda pode vir a ser desfeita judicialmente.

O mesmo ocorre quando o contrato possui uma cláusula leonina. Ou seja, o benefício advindo a um dos contratantes é de tal ordem exagerado, que isso implica sério prejuízo a ele, que poderá, assim, requerer ao Judiciário a revisão de tal contrato. Imagine-se um contrato de trabalho que preveja que o empregado trabalhará todos os 7 dias da semana. Mesmo sendo os contratantes maiores e capazes, uma cláusula dessas peca por sua não razoabilidade, pois, independentemente do que diz a lei trabalhista, é intuitivo que todas as pessoas precisam de descanso semanal.

Os contratos costumam trazer uma cláusula especial, prevendo uma multa. Qual a finalidade disso? É permitir que uma das partes rompa o contrato e pague à parte contrária um valor a título de indenização pelos prejuízos presumivelmente advindos do rompimento do contrato. Veja-se o que ocorre nos contratos de locação: a multa contratual geralmente corresponde a três meses de aluguel. Ou seja, o locador, recebendo o valor da multa, terá o prazo de três meses para relocar o imóvel, como se o inquilino ainda estivesse ocupando o imóvel.

Quando um clube de futebol se dispõe a formar um jogador, ele investe muito dinheiro nisso. Não é justo que, depois de formado, o jogador vá jogar em outro clube, sem indenizar o clube que o formou dos gastos que este teve nessa formação. Além disso, a qualidade do jogador faz presumir que o clube terá muito lucro com as vitórias e títulos que venha a conquistar, se contar com tal jogador no seu elenco. A saída do jogador representará perda do chamado "lucro cessante", que, em realidade, é um lucro ainda inexistente mas que, pelo andar da carruagem, é lícito esperar que venha a ocorrer no futuro próximo. Mudando de clube e frustrando aquela justa expectativa de lucro, o jogador deve pagar ao clube um valor razoável correspondente a essa expectativa, que geralmente é indicado pelo valor elevado do salário mensal pago ao atleta. Há, de modo geral, uma correlação entre o valor elevado do salário e o valor da multa rescisória do contrato, o que tem sua lógica.

Ora, no caso concreto que motivou estas reflexões, não parece estar presente essa correlação entre o astronômico valor da multa contratual e as despesas feitas pelo clube na formação do atleta. Nem entre o valor do salário mensal pago ao jogador e a expectativa de obtenção de vitórias e títulos graças ao desempenho de tal jogador. Logo, penso que se pode considerar aquela uma cláusula leonina, que contraria o princípio da razoabilidade ou da proporcionalidade e que, como tal, pode vir a ser revista pelo poder Judiciário, que a reduzirá a um valor razoável, estabelecido em vista dos inúmeros elementos que se hão de levar em conta em tal fixação.

*Adauto Suannes é escritor, poeta, excelente fotógrafo, jurista e desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de São Paulo. 

Por Juca Kfouri às 15h29

Por que Kaká

Kaká será consagrado hoje pela Fifa como melhor jogador do planeta nesta temporada.

Porque Kaká é hoje o jogador mais eficaz do mundo.

Ninguém simplifica tanto o jogo como ele.

Ninguém faz o futebol parecer tão fácil como ele.

Porque ele tem uma explosão que seu físico nem revela e uma visão de jogo típica de quem tem raios-x.

E porque Kaká manda e desmanda no Milan, ao seu jeito.

Que jeito?

O jeito dos bem comportados, daqueles que todos gostariam de ter como genro.

Mas um dia não foi assim, prova de que nem sempre a voz do povo é a voz de Deus.

Ele sabe disso, porque a ouviu equivocada no Morumbi mesmo.

Não a ponto, ainda, de se libertar de um casal de espertalhões que explora sua religiosidade, autêntica -- nada a ver, por exemplo, com o que fazia Marcelinho Carioca em nome de Jesus.

Só falta a Kaká fazer na Seleção Brasileira o que faz no Milan.

Em 2006 não fez, na Copa da Alemanha, porque foi censurado ao fazer justas críticas ao time logo depois do jogo de estréia, quando saiu de campo como o de melhor atuação.

Então, era menos estrela que os Ronaldos.

Era, também, de uma concorrente da Nike e resolveu aquietar-se até desaparecer em meio à mediocridade geral.

Agora, número 1, é a maior estrela da companhia.

E tomara que perceba logo que não pode se deixar sufocar pelo excesso de comando de Dunga, que, provavelmente, até hoje o inibiu.

Porque não basta ser o número 1.

Tem de botar para quebrar.

Quebra tudo, Kaká!

Você é dos poucos que podem.

Por Juca Kfouri às 00h10

16/12/2007

A bandeira branca de Almir

Por ROBERTO VIEIRA

Riquelme não é Pelé.

Mas faltou ao Boca um Almir. Apenas um.

Almir que tinha uma alma mais portenha que os portenhos de hoje em dia Almir que jogou pelo Boca nos anos 60.

Almir que era sobrinho de Obdulio Jacinto Nunes Varela por parte de pai.

E sem um Almir, o Boca é um time humilde. Educado. Onze dândis em campo.

A final foi insípida. Como insípidas são quase todas as finais de hoje em dia.

Estéreis. Assépticas. Profissionais.

Sem lágrimas. Sem sangue. Sem Almir.

Não.

Eu não falo do Almir que se dopava. Do Almir corrompido nas entranhas do futebol brasileiro.

Eu falo do Almir que lutava os noventa minutos de um jogo. O Almir que já não existe mais nos campos de futebol.

Do Almir com alma e coração nas chuteiras.

Imagino um dos times de hoje em dia perdendo uma final para o todo poderoso Milan por 2x0.

Em casa. Dois gols em 16 minutos de partida. Precisando fazer quatro gols no segundo tempo.

Nem voltariam após o intervalo. Estariam derrotados.

Todos empunhando uma bandeira branca.

Terceiro mundo.

Mas quando um time tem Almir. Apenas um.

Tudo pode acontecer. Menos a derrota tetraplégica. Submissa.

Hoje, os italianos levaram a campo um Maldini. Como em 1963.

Também escalaram inúmeros Amarildos e Altafinis. Como em 1963.

E o Boca?

O Boca não tinha Riquelme. Riquelme que não é Pelé.

Mas, principalmente. O Boca não tinha Almir Moraes de Albuquerque.

Almir, o Pernambuquinho.

Com Almir, bandeira branca só se agitava longe de campo.

Nas arquibancadas do Maracanã.

Por Juca Kfouri às 19h34

Cafu eterno

Por SYLVIO MAESTRELLI

Ele continua desafiando o tempo aos 37 anos.

Foi bonito de ver.

Correndo como um menino, perturbando todo o lado esquerdo da defesa do Boca.

E ajudando o Milan a se tornar o primeiro clube quatro vezes campeão do planeta.

Nunca foi craque, nem unanimidade.

Mas mantém um preparo físico invejável, de colocar muito sub-20 no chinelo.

E, de quebra, aquela vontade amadora de ganhar - que tantos já perderam com o tempo e os euros.

Títulos? Ninguém tem mais que ele hoje em dia.

Pela Seleção, duas Copas do Mundo (1994 e 2002) - em quatro disputadas - , duas Copas América (1997 e 1999) e uma Copa das Confederações (1997).

Na América do Sul, três Campeonatos Paulistas (1991/92, pelo São Paulo, e 96, pelo Palmeiras); um Campeonato Brasileiro (1991); duas Libertadores (1992/93), duas Recopas Sulamericanas (1993/ 94), todos pelo tricolor.

Na Europa, dois Campeonatos Italianos (2001 - Roma, 2004 - Milan), uma Recopa 19(95 - Zaragoza), uma Supercopa (2007 - Milan) e uma Liga dos Campeões (2007 - Milan).

E, agora, tricampeão mundial de clubes pelo mesmo Milan, pois, ainda como meio-campista, ganhara pelo São Paulo em 1992/93!

E diga-se, de passagem: agora num belo time de "trintões-vovôs", como Maldini, Inzaghi, Ambrosini, Nesta, Seedorf...

Obrigado, Cafu!

Pela paixão pelo futebol, pela perseverança.

Por Juca Kfouri às 17h00

Mundo à milanesa

Que o Milan tem mais time que o Boca Juniors já era sabido.

Mas também o Liverpool tinha mais time que o São Paulo e o Barcelona que o Inter.

E deu no que deu.

Para piorar a vida argentina, a Fifa foi rigorosa e não permitiu que Riquelme jogasse o Mundial, embora tivesse disputado a Libertadores pelos xeneizes.

E o Milan, mesmo com os cuidados defensivos exagerados, jogou melhor até abrir o placar, aos 21, depois que Kaká chutou ao gol, a bola voltou para ele que deu para Inzaghi fazer 1 a 0.

Até então, jogada perigosa o Boca só havia criado uma, aos 10 minutos.

No entanto, o empate veio em seguida, com Palacio, de cabeça, aos 22, num cruzamento que Dida poderia ter cortado.

Daí, o Milan se assustou e o Boca equilibrou até o fim do primeiro tempo.

Só que logo no começo do segundo, veio o segundo gol italiano, com Nesta, aos 5, em bola que sobrou na sua frente.

Quase que o Boca conseguiu de novo o empate, em bola chutada na trave por Ibarra, depois que Dida pulou atrasado, aos 13.

Para não correr maiores riscos, Kaká resolveu a parada, aos 15, ao descer pela esquerda, driblar Maidana e chutar cruzado, em falha do goleiro Caranta.

Não demorou muito, aos 26, Seedorf desceu pela direita, deu para Kaká que deixou Inzaghi à vontade para fazer o quarto gol.

Já era um massacre, digno da diferença técnica entre os dois times.

Aos 32, para tornar menos ruim a situação do Boca, o Milan teve Kaladze expulso de campo.

Para a Fifa, o Milan é o primeiro europeu campeão mundial de clubes, depois de três conquistas sul-americanas, ou melhor, brasileiras.

Para nós, brasileiros, no entanto, o Milan é o primeiro clube tetracampeão e o chamado Rei de Copas, com 18 títulos internacionais conquistados em sua história, um a mais que o Boca, que bem podia ter passado sem tamanha humilhação no Japão.

Se bem que nem assim a torcida portenha parou de cantar, a ponto de levar o time ao segundo gol, Ambrosini contra, ao desviar chute de Ledesma, aos 40, o mesmo Ledesma expulso em seguida por entrada violenta em Kaká.

4 a 2, um placar clássico para a mais movimentada decisão dos Mundiais da Fifa, porque nas três anteriores houve apenas dois gols.

Mineiro, Gabiru e Kaká deixaram marcas brasileiras nestas finais, pois na primeira, em 2000, Corinthians e Vasco ficaram no 0 a 0 e decidiram nos pênaltis, como Brasil e Itália, na Copa de seleções, em 1994.

Mas nada que se compare aos famosos 5 a 2 do Santos no Benfica, em 1962, no estádio da Luz, em Lisboa, segundo Pelé o melhor jogo de futebol de que participou em toda a sua vida.

Ou aos 3 a 0 do Flamengo no Liverpool, em 1981, em Tóquio.

Por Juca Kfouri às 10h23

Quem dá títulos é o torcedor

Por GUSTAVO VILLANI

Daqui, à distância, parece que a discussão nacional sobre a importância dada ao Mundial de Clubes está diminuindo, por mais que ainda haja debates aqui ou ali.

Ótimo!

O valor de um título quem dimensiona é o torcedor.

A FIFA, CBF ou qualquer outra instituição não sobressai à emoção, que é centro motor do esporte.

O dia em que o fã do futebol depender da politicagem para legitimar os sentimentos, os princípios estarão distorcidos.

Ser campeão, ou não, depende do torcedor, o rótulo oficial pouco importa.

Na imprensa espanhola, o Mundialito não é mais importante do que os dois gols do Eto’o contra o Valência.

Porém, na Itália e Argentina, o Mundial de Clubes ou Mondiale per Club é assunto dos mais significativos.

Pergunte ao torcedor do Barcelona se a derrota contra o Internacional em 2006 foi irrelevante?

Tanto não foi que especialistas dizem que ali começou a decadência técnica do time.

Gerrard disse a este repórter, em entrevista a Placar, que foi uma pena voltar para Liverpool sem o troféu em 2005.

Por diferentes questões contextuais de interesses financeiros, audiência, rivalidade histórica e até geopolítica, a Liga dos Campeões é de fato mais valorada do que o Mundial de Clubes.

E daí?

Minimizar o Mundial de Clubes tendo em vista o prisma europeu não me parece um raciocínio inteligente.

Discutir o título do Corinthians, vencedor em meio a Vasco, Real Madrid e Manchester United é irrelevante.

Debater se Palmeiras e Fluminense merecem ser considerados campeões do mundo nos anos 50, também.

Idem para Santos, Flamengo, Grêmio, São Paulo e Inter.

Os troféus foram disputados em campo, e não em canetadas ou promessas furadas.

O torcedor deve preservar o que há de melhor na história do clube: ídolos, grandes jogos e títulos, o resto tem segunda importância.

Por Juca Kfouri às 09h39

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico