Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

26/01/2008

Deu M...

Noite de sábado terrível para os grandes Palmeiras e Fluminense.

Deu M...

Mirassol empatou com o Verdão.

Macaé empatou com o Flusão.

Tudo 2 a 2.

Verdade que o Palmeiras podia ter liquidado o jogo ainda no primeiro tempo, quando fez 1 a 0 e teve um pênalti não marcado a seu favor.

Mas verdade, também, que caiu demais no segundo tempo e que seu segundo gol nasceu de um pênalti pra lá de duvidoso.

Já o Flu tem de repensar essa coisa de jogar com três atacantes.

Porque não só não está fazendo os gols que imaginava que faria como, ainda por cima, está tomando muito mais gols do que deveria.

Tudo bem.

Começo de temporada é para isso mesmo.

Por Juca Kfouri às 22h34

Nova sondagem, velha sondagem

Dos 368 blogueiros que responderam sobre o favorito no clássico paulista deste domingo, 52,72% indicaram o São Paulo, 37,50% o Corinthians e 9,78% ficaram com o empate.

E como está instalada a polêmica sobre o resultado da sondagem anterior, na qual o Rio-São Paulo ganhou dos campeonatos paulista e carioca, mas, de fato, com um resultado que se pode ler como vitória dos estaduais sobre as copas regionais, eis aí outra vez a pergunta, agora direta:

o que você prefere, as Copas Regionais (como o Rio-São Paulo, Copa Sul-Minas, Copa do Nordeste) ou os campeonatos estaduais?


Por Juca Kfouri às 00h03

25/01/2008

E viva o verde!

 

Clique aqui e veja como a Traffic está colaborando para o meio ambiente no interior de São Paulo.

Por Juca Kfouri às 23h36

Golpe no São Paulo

Um dos segredos do sucesso do São Paulo tem sido a alternância do poder e a oposição fiscalizadora.

É claro que um grupo vitorioso como o que vem dirigindo o clube nos últimos anos tem excelentes argumentos para querer continuar no comando.

Prorrogar mandatos, no entanto, como acaba de ser feito, é golpe, ainda mais numa assembléia convocada em véspera de feriado municipal pelo aniversário de São Paulo, tanto que apenas 147 dos 240 conselheiros compareceram.

Depois de trair o Flamengo no episódio da taça de bolinhas (que por sinal até hoje não foi entregue, como se a CBF esteja com medo da reação da torcida rubro-negra, num episódio que já vai ficando tão ridículo como o da Copa Rio de 1951), a direção tricolor fica cada vez mais parecida com a do Corinthians, Palmeiras, Santos, que, por sinal, avalizaram também a imoralidade de prorrogar o mandato do atual presidente da Federação Paulista de Futebol.

Estará a torcida tricolor de acordo?

Enquanto o time ganha, é até possível, basta ver como corintianos cegos apoiaram a MSI.

Mas e quando perder e começar a ficar parecido com o Vasco, com o Cruzeiro, Galo, Fluminense, CBF, enfim, quando perder de vez os traços que distinguiam a direção do Morumbi das outras?

Por Juca Kfouri às 23h13

O complô de Emerson Leão

Por ROBERTO VIEIRA

Ouvir as declarações do técnico Emerson Leão sempre é didático.

Como era didático ouvir suas declarações como jogador.

Quando não pelo que ele fala. Quando sim, para não repetir o que ele faz.

Leão afirma hoje, em alto e bom som, que um complô dos jogadores do Santos para derruba-lo pode estar em curso.

Que tal complô seria impensável há 20, 30, 40 anos.

Mas que hoje, tal complô seria bem possível.

Leão parece esquecer sua própria biografia. Cabe então recorda-la.

Em 1987, Leão tornou-se técnico do Sport. Um técnico vitorioso logo no início da carreira. Um técnico que marcou época na direção do rubro negro pernambucano. Tanto pelo talento, quanto pela coincidência entre seu nome e o símbolo do clube da Ilha do Retiro.

Mas como foi que Leão assumiu este cargo? Leão que era o goleiro da equipe?

Simples.

Leão assumiu o cargo de técnico do Sport na esteira da demissão do treinador Ernesto Guedes nas finais do Campeonato Pernambucano.

Ernesto Guedes que era seu desafeto e saiu bradando aos quatro ventos que tinha sido boicotado por Leão.

Portanto, atenção quando Emerson Leão fala sobre complôs e boicotes.

Ele sabe muito bem do que está falando.

Por Juca Kfouri às 21h45

O exemplo de Deco

*Por GUSTAVO VILANI

O luso-brasileiro Deco reafirma que pedirá para sair do Barcelona caso o time não ganhe nenhum título nos próximos meses, apesar de ter contrato até 2010.

O jogador acredita na necessidade de renovação, tanto dele quanto do clube que defende há quatro temporadas. Parabéns a ele.

Aos 30 anos o meio-campista bem que poderia esperar o término do contrato em um dos maiores time do mundo e com belo salário.

Duas vezes campeão da Liga dos Campeões, campeão da Copa UEFA,, bola de prata da FIFA (perdeu para Shevchenko), bola de ouro no Mundial de Clubes e primeiro brasileiro naturalizado a defender a seleção portuguesa numa Copa do Mundo.

Deco já tem dinheiro e história suficientes para encerrar a carreira.

Mas quem é "campeão" no sentido mais amplo da palavra, aquele que se convence de que o dinheiro é conseqüência de uma carreira bem construída, sempre acha que é tempo de recomeçar.

Por mais que tenha de abrir mão da pompa e regalia.

Talvez Deco nem faça um contrato tão bom quanto o que está em vigência, afinal, a idade passa fatura e outros nomes surgem no futebol para substituí-lo.

Mas ele ainda quer vencer, participar de um ambiente campeão.

Louvável.

Em meados do ano passado, quando ainda disputava o título do campeonato espanhol, disse ao repórter que um dia gostaria de voltar ao Corinthians, onde quase não teve oportunidade no início da carreira.

Deco tem carinho e reconhecimento pelo clube alvinegro, mas só voltaria "se fosse para competir em alto nível, tendo condições físicas e técnicas".

Em meio a tantos dinheiristas, ricos de bolso e pobres de princípios, que exaltemos então às figuras exemplares.

Oxalá todos os dirigentes um dia acreditem na renovação para melhorar o futebol.

Que bom seria se a cartolagem enxergasse o sucesso do esporte acima dos interesses pessoais.

Muita pretensão?

Não, existe gente para tal.

*Gustavo Vilani é jornalista e está fazendo pós-graduação em Madri.

Por Juca Kfouri às 16h30

Rio-São Paulo na cabeça

Os blogueiros preferem o Rio-São Paulo aos campeonatos paulista e carioca.

Dos 2714 que responderam à sondagem, 44,03% escolheram o torneio regional, enquanto 42,41% preferem o estadual de São Paulo e 13,56% o do Rio.

Por Juca Kfouri às 14h21

Chover no molhado

O jogo mais interessante do fim de semana acontece em São Paulo, no Morumbi, entre São Paulo e Corinthians.

Falar do favoritismo tricolor é chover no molhado do mesmo modo que lembrar que esse favoritismo era ainda maior quando ambos se enfrentaram pela última vez no Brasileirão e deu alvinegro, gol de Betão, no fim do jogo.

Como é chover no molhado dizer que Valdívia está sendo vítima de zagueiros botinudos, de árbitros covardes e de xenófobos da mídia.

Como ainda é chover no molhado dizer que o Santos hoje é vítima de um presidente que não larga o osso, mas que deixou o futebol do clube ser gerido por dois anos pelo técnico, que foi embora sem ganhar nenhum título realmente importante e deixou a terra arrasada até no centro de recuperação de atletas. 

Por Juca Kfouri às 14h16

24/01/2008

Vitória e derrota, naturalmente

O Flamengo enfiou 4 a 1 no Cardoso Moreira e segue 100% no Campeonato Carioca.

Algum significado especial?

Nenhum, a não ser que o rubro-negro segue com bom ritmo neste início de temporada.

Já o Santos levou de 3 a 1 do Juventus e continua sem nenhuma vitória no Campeonato Paulista.

Algum significado especial?

Nenhum, a não ser a péssima herança alvinegra que ficou de 2007.

Por Juca Kfouri às 22h47

Parece mentira

Um árbitro brasileiro, da Fifa, em ação, no domingo passado.

Só vendo para crer.

Por Juca Kfouri às 14h48

O desempate da história

Copa dos Sonhos II

Por JUCA KFOURI

Na opinião dos blogonautas, como já se sabe, a seleção de 1970 é a campeã da Copa dos Sonhos II, cinco vitórias em cinco jogos.

No embate entre os times de 70 e 58, 50% dos 856 internautas que votaram escolheram o time do tri, contra 35% que ficaram com nossos primeiros campeões mundiais e 15% que optaram pelo empate.

A meu ver, uma maldade com a seleção de 1958, mas isso é o de menos, até porque o time do tri foi, sem dúvida, extraordinário.

Mas, confesso, minha enorme surpresa mesmo é diante do empate na classificação final entre as seleções de 1962 e 1970 na opinião final que resultou das avaliações dos 15 gabaritados jornalistas que conduziram a Copa até aqui.

Jurava que a seleção campeã, na opinião deles, seria a de 1958.

Ou, então, a de 1970.

Jamais a de 1962, sem Pelé nas quatro últimas partidas.

Porque, na minha cabeça, 1958 venceria 1962 pelo simples fato de ter Mané e Pelé juntos contra o Mané só e um time quatro anos mais desgastado, embora, também, mais experiente.

Mas não é que meu bom amigo João Areosa, com quem tive o prazer de trabalhar nos bons tempos da "Placar", acabou sendo um dos responsáveis pelo fato de a Seleção de 1958 não só não ser a campeã da Copa dos Sonhos II como, ainda por cima, nem chegar ao desempate com a de 1970?

Logo ele, texto impecável e com graça, com quem tanto aprendi nos idos de 1978/79?!
 
Pois eis que Areosa empatou o jogo entre os times de 1958 e 1962.

(Surpresa maior só com Tostão, que empatou a partida entre os times de 1982 e 1994, pois eu apostaria o braço que ele cravaria o time de Telê Santana...).

Mas aí vem o Ugo Giorgetti e também empata o embate entre 1962 e 1970.

Feitas todas as contas e com o veredito de Verissimo -- vitória de 1970 sobre 1958... -- eis aí o empate.

Onze pontos para a seleção de 1962, outros tantos para a de 1970 e apenas 10 para a de 1958, minha preferida, porque a única que teve Mané Garrincha e Pelé um ao lado do outro numa final de Copa do Mundo.

Eles que jamais perderam um jogo jogando juntos pela Seleção (40 jogos, 36 vitórias, 4 empates).

Bem, e aí, e aí que sobrou para mim, em plenas férias, decidir a parada, eu que queria ficar fora das discussões, por já ter bastado tê-las criado neste blog.

Aliás, fiquei espantado como tem gente incapaz de sonhar ou de imaginar como seriam Pelé e companhia com o preparo físico dos atletas de hoje e com o material esportivo mais leve que eles usam, além dos gramados muitos melhores.

Mas aqui não tem saldo de gols, número de vitórias, não tem critério de desempate, tem é que ter um jogo desempate.

E não vou tomar mais seu tempo.

Por um dever de coerência, e apesar de Gilmar ser melhor que Félix, Mauro ser melhor que Brito, Nilton Santos ser incomparavelmente melhor que Everaldo, Aimoré Moreira ser mais técnico que Zagallo, e, nas minhas notas, o time de 1962 somar quase os mesmos 95,5 pontos (perde por apenas meio ponto) que os do de 1970, o campeão é sim o time de 70, porque tem Pelé que desequilibra a balança.

E a seleção de 1962, na verdade, não teve Pelé, a não ser na estréia e em parte do segundo jogo, graças à distensão que o Rei sofreu na virilha na partida diante da Tchecoslováquia.

Viva, pois, a Seleção que ganhou o tri, tida, por sinal, pela Fifa, como a melhor de todos os tempos.

Mesmo que, repito, eu considere a de 1958 superior, talvez porque a veja ainda com os olhos de uma criança de apenas oito anos de idade.

Enfim, a inesquecível seleção de 1970 é a campeã dos jornalistas e dos blogonautas.

Aos quais agradeço (além do agradecimento especial ao exageradíssimo ombusdman Conrado Giacomini) por terem permitido que a audiência do blog em janeiro se mantivesse quase tão alta como nos meses "normais".

E que este blog chegasse às 30 milhões de visitas, marca que não comporta dúvidas, porque registrada diariamente, sem truques, com a transparência que o marcador aí do lado esquerdo atesta. 

Notas:

Gilmar 8,5; Djalma Santos 9; Mauro 8,5; Zózimo 8; e Nilton Santos 9,5; Zito 9 e Didi 9,5; Garrincha 10, Vavá 8, Amarildo 8 e Zagalo 7.

Félix 7; Carlos Alberto 9; Brito 8; Piazza 8; e Everaldo 7; Clodoaldo 8,5 e Gérson 9; Jairzinho 9,25, Tostão 9,5, Pelé 11 e Rivelino 9,25. 

Por Juca Kfouri às 09h34

The winner is...

* Por CONRADO GIACOMINI

50,12% a 34,58%. Com este placar, o escrete que abiscoitou definitivamente a Jules Rimet triunfou sobre a seleção que deu ao Brasil o seu primeiro título mundial e é o grande campeão da Copa dos Sonhos II. O empate totalizou 15,30% da participação dos internautas. 856 pessoas registraram seu voto.

 

Entre os jurados, impasse. Com as seleções de 1962 e 1970 empatadas na primeira colocação ao final das cinco rodadas do certame, será realizado um jogo-desempate entre as duas (um spareggio, se estivéssemos no calcio), a cargo do titular do blog, para definir com quem ficará o título.

 

Eis as classificações finais da segunda edição da Copa dos Sonhos.

 

Tabela dos especialistas

 

                           Pontos Ganhos  Jogos   Vitórias   Empates  Derrotas

1º. Brasil/1970:  11 pontos               5              3               2              0

-    Brasil/1962:  11 pontos               5              3               2              0

3º. Brasil/1958:  10 pontos               5              3               1              1   

4º. Brasil/1982:   5 pontos                5              1               2              2

5º. Brasil/2002:   3 pontos                5              1               0              4

6º. Brasil/1994:   1 ponto                  5              0               1              4

 

Tabela do público

 

                           Pontos Ganhos  Jogos  Vitórias   Empates  Derrotas

1º. Brasil/1970: 15 pontos                5             5               0               0

2º. Brasil/1958: 12 pontos                5             4               0               1

3º. Brasil/1962:  9 pontos                 5             3               0               2

4º. Brasil/2002:  6 pontos                 5             2               0               3

5º. Brasil/1982:  3 pontos                 5             1               0               4

6º. Brasil/1994:  0 ponto                   5             0               0               5

 

*Conrado Giacomini é o ombudsman deste blog e agradece ao queridíssimo amigo, tutor, mestre, ídolo, guru, confidente, conselheiro, mentor intelectual, norte moral e guia espiritual Juca Kfouri por ter sido da Copa dos Sonhos II o árbitro geral.

 

Por Juca Kfouri às 00h02

Regionais ou estaduais?

A nova enquete que em minutos entrará no ar é a seguinte:

você prefere que a temporada do futebol seja aberta como hoje, com os campeonatos estaduais, ou prefere torneios regionais, como o Rio-São Paulo, Copa Sul-Minas, Copa do Nordeste etc?

Limitamos a pergunta aí do lado esquerdo ao eixo Rio-São Paulo, mas o sentido da pergunta é este: estaduais ou regionais?

Por Juca Kfouri às 00h00

23/01/2008

Surpresa do tamanho de Itu

O Ituano foi a surpresa da quarta-feira dos grandes nos estaduais do eixo Rio-São Paulo.

Porque, no Rio, nada de novo.

Se o Fluminense levou um susto do Duque de Caxias e teve que virar um 2 a 0 para emocionantes 3 a 2 (Thiago Silva, Leandro Amaral e Washington), o Botafogo goleou a Friburguense por 4 a 1 (dois de Jorge Henrique, Wellington Paulista e Alessandro) e o Vasco passou pelo Americano, 1 a 0, gol de pênalti de Morais.

E, em São Paulo, o Palmeiras conseguiu importante vitória ao derrotar, em Marília, o então líder MAC, por 1 a 0, em belíssima cobrança de falta de Élder Granja, como também o Corinthians bateu o Paulista, por 2 a 0, com direito a golaço de letra de Acosta, depois que André Santos abrira o placar.

Já em Itu, o São Paulo saiu na frente em cobrança de falta de Souza mas cedeu o empate, em gol, aparentemente, de braço do Ituano.

Só a Ponte Preta é 100%, três jogos, três vitórias.

Por Juca Kfouri às 23h48

Está no 'blog do Paulinho'

Nada melhor do que voltar das férias e ver um blog de um jovem jornalista revelar a escuridão de velhos métodos que ainda teimam em ferir a credibilidade do jornalismo.

Leia antes das refeições porque, se ler depois, a ânsia será inevitável.

Tudo o que segue abaixo está no blog do Paulinho: http://oblogdopaulinho.zip.net/, fora pequenas alterações feitas por mim.

 

As provas da corrupção 

Não deixe de ver !

O blog do Paulinho publica abaixo as provas da corrupção no site Futebol Interior.

Artur Eugênio Mathias e Edgard Soares desmascarados de maneira inquestionável.

Leiam com atenção!

Dossiê Futebol Interior

O site Futebol Interior é uma das maiores vergonhas do jornalismo brasileiro.

A FPF (Federação Paulista de Futebol) alertou seus filiados de que o espaço citado cobraria para falar bem de determinado clube ou dirigente.

Aqueles que se "atrevem" a não "contribuir" são marcados pelos responsáveis do site e passam a ser perseguidos até que entrem no esquema.

O blog do Paulinho vai apresentar as provas da corrupção.

Tenho em meu poder e-mails trocados pelo dono do site Artur Eugênio Mathias, condenado por roubo de cargas entre outros crimes, amigo de Edgard Soares (o jornalista do cabelo pintado de amarelo), seu principal colaborador.

Vocês ficarão estarrecidos com o teor das mensagens.

Os nomes de alguns destinatários serão omitidos, mas tenho todos em meu poder.

Vou citar dois deles.

Elcio Paiola (Redator Chefe do site) e Edinho Campos, que faz também assessoria na Federação Paulista de Futebol.

Coação a jornalistas, chantagem, cobrança de propina, pessoas marcadas para serem atacadas.

A falta de caráter não tem limite.

Leiam com muita atenção.

Vamos começar com um torcedor perguntando a opinião de Edgard Soares sobre a Nota Oficial da FPF.

Logo abaixo teremos a resposta lamentável e cheia de inverdades do jornalista do cabelo pintado de amarelo.

Edgard Soares tenta a todo custo desmentir a verdade.

E-mail enviado por um leitor a Edgard Soares

Em 12/01/08, pp.martorano <pp.martorano@uol.com.br> escreveu:

Sr. edgar soares

Qual sua posição sobre a nota da FPF que se segue?

Pedro Paulo

Determinado site do interior de São Paulo tem como seu produto principal  "vender seu produto (falarem bem de você)" e suas vítimas são os clubes,  técnicos, preparadores físicos, atletas e etc.

Saiba você que para falarem bem de seu trabalho o técnico de futebol e o  jogador são obrigados a pagarem ao site um tanto por mês para ficarem em  evidência.

Saiba você que clubes de futebol do interior são chamados a fazerem publicidade paga no site para que tenham elogios em sua administração.


Colhemos provas suficientes desses fatos.

Temos alertado nossos filiados de que não paguem a esses inescrupulosos senhores e que orientem os membros da Comissão Técnica e os jogadores para que também não o façam.

A própria FPF pagava na administração anterior para sair seus destaques. A atual administração não aceitou tal conduta que é chamada de imprensa marrom e agora diante de tantas denúncias vai abrir uma frente de trabalho para os desavisados.



Federação Paulista de Futebol

Resposta de Edgard Soares ao leitor (Notem o grau de inverdades contidas no texto)

Caro Martorano,

Não sei exatamente porque você está me perguntando a respeito deste assunto.

Não trenho nada a ver com a linha editorial do Site. Respondo só e unicamente pelas minhas colunas.

Mas não vou deixar vocêr sem resposta em consideração a seu e-mail.

A nota bastante agressiva da FPF não cita nominalmente o Futebol Interior.

De qualquer maneira perguntei a direção do site e a resposta que obtive foi a seguinte:

"o site futebolinterior não oferece absolutamente este tipo de serviço, ou seja, falar bem de clubes ou jogadores ou treinadores recebendo por isso. É só alguém mostrar uma linha que seja com este conteúdo para nos desmentir. Não vai acontecer nunca".


Insisti com a direção no assunto e recebi a seguinte informação complementar: existe um site, se não me engano, Grande área ou coisa que o
valha, que publica uma seção de classificados onde jogadores, treinadores e preparadores físicos podem estampar seus currículos e pagam como se fosse um classificado.

Mas não é nada dissimulado.

É às claras, como se fosse um anúncio da pessoa.

Os jornais tem uma seção semelhante, "empregados oferecem-se".

Confundir isso com conteúdo editorial é mau caratismo.

A FPF deveria é se preocupar com os altos salários que paga a seu presidente e vices e explicar a escolha de seus fornecedores, estes sim, umbilicalmente ligados ao presidente.

Espero ter esclarecido alguns pontos.

Edgard Soares

Abaixo publicarei as provas do delito.

São irrefutáveis.

Orientações de como devem proceder na chantagem e nomes de pessoas a serem caluniadas.


From: Artur Eugenio Mathias
Sent: Tuesday, February 27, 2007 3:23 PM
Subject: Orientação Séria!!!



Este tipo de matéria (Lori Sandri terá força máxima para o jogo em Sorocaba) não pode mais ser e precisa ser policiada, porque, do contrário, jamais teremos condições de bucar recursos.

Matéria de assessoria de imprensa, somente em caso de clube parceiro ou de algum timpo de interesse nosso. No mais, nem usar como referência, começar a fazer o contrário.

O clube tem condições de ter assessoria de imprensa, mas de ser parceiro nosso não. Então não pode ir colocando.

É por isto que o pessoal enrola a gente. A matéria da assessoria sai redondinha, ser parceiro para quê?

Tô ficando puto com Marília e com Guaratinguetá, que é só conversara e nada de resolução, assim como a FBA.

Quem é parceiro, é parceiro. Quem não é parceiro, é inimigo. Notícia boa,sem destaque. Notícia ruim, matéria enorme, com foto do presidente.

Foto de dirigente, somente de clube parceiro. DE clube não parceiro, foto de presidente sempre em notícia negativa.

From: Artur Eugênio Mathias
Sent: Friday, April 13, 2007 9:54 AM
Subject: Pautas Importantes - Jornalismo e Comercial



Caíram na A1:- América, São Bento, Rio Branco e Santo André.

Caíram na A2:- Palmeiras B, Nacional, Taubaté e Osvaldo Cruz.

Dos oito rebaixados, NENHUM é parceiro. NENHUM. Sendo que apenas o Santo André foi em determinado momento e, talvez, agora na Série B, volte a ser.

Então temos que pautar matérias jornalísticas para queimar a administração destes clubes, mas com FOTO dos presidentes. Coisa que a gente não tem feito.

Presidente de clube parceiro tem que ser valorizado, massageado a vaidade. Presidente de clube não parceiro e que ainda leva o time ao
rebaixamento, tem que ser queimado.

Vamos pautar para fazer matérias especiais sobre as causas destes rebaixamentos e queimar os presidente e, em alguns casos, queimar a
parceria, como o Osvaldo Cruz com esta tal de Rondinelli. 

9 set 

Senhores, MÁRCIO ARAÚJO está de volta ao Guaratinguetá. Façam matéria positiva.

Márcio Araújo levou o Guaratinguetá ao título do interior no primeiro semestre, mas deixou o time em razão de problemas pessoais (mãe doente e que faleceu faz 15 dias = isto não é para colocar)e agora está de volta. Será anunciado na manhã desta segunda-feira.

Encher a bola dos dirigentes. Guaratinguetá optou em não disputar a Série C para ser campeão da Copa FPF e este é o objetivo.


Dossiê Futebol Interior - parte 2

De Artur Eugênio Mathias


Senhores, hoje vamos ouvir o pessoal da EMS no caso "time biônico". Esta semana, cada dia, teremos matéria nova e com fatos novos. Quero atingir,primeiro, o laboratório EMS e, depois, a Prefeitura de Hortolândia.

O EMS tem assessoria de imprensa, cujo telefone eu já passei para vocês.

Caso tenham perdido, seguem os telefones e os jornalistas que fazem a assessoria de imprensa. Tem que fazer contato com a assessoria de imprensa,passando as perguntas que deverão ser respondidos pelo presidente.

Depois, quando a matéria entrar no ar - COM FOTO DO COSME - é bom lembrar (fazer uma matéria box) que uma pessoa morreu em uma competição realizada em Campinas com patrocínio da Energil C.

O objetivo é fazer com que este COSME seja marcado negativamente na EMS e que haja desgaste na imagem deste laboratório.

Perguntas básicas:-

1- Qual o envolvimento ou participação da EMS no futebol do SEV de Hortolândia? Tem cotas, é patrocinador, financia algum projeto, etc.

2- Qual a função do Sr. José Cosme Siqueira dos Santos, presidente do SEV/Biônico, na EMS?

3- Quem foi o intermediário para que o EMS, com o produto Energil C, patrocinasse uma competição da FPF?

4- Recentemente o Energil C patrocinou uma competição de atletismo em que uma pessoa acabou morta. E agora tem um de seus diretores envolvidos em maracutais de um clube de futebol na cidade sede da EMS. Se a empresa não tem preocupação destes fatos macularem a imagem da EMS e do produto Energil C.

5- Se a EMS tem conhecimento dos processos judiciais em que José Cosme Siqueira dos Santos é réu nas cidades de Hortolândia e Indaiatuba?

Caso a assessoria peça perguntas por e-mail, cuidado e fazer uma redação muito bem feita.

artur


foto.

Mãos à obra.

artur

From: Artur Eugênio Mathias

Sent: Wednesday, September 12, 2007 9:49 AM
Subject: Posição do Futebol Interior - Eleições do Guarani


Atenção, senhores!

O candidato do Futebol Interior nas eleições para presidente do Guarani é CID FERREIRA.

Pode até ser que eu mude de idéia, o que não acredito, mas o candidato do Futebol Interior é CID FERREIRA.

Então, a partir da presente data, quero somente matérias positivas do CID FERREIRA e negativas da atual gestão. Caso haja demais candidatos, matérias neutras até segunda ordem.

E vamos atrás de fotos boas do Cid Ferreira. O senhores podem até contactar a assessoria dele na Câmara Municipal de Campinas pedindo fotos dele.

Artur

From: Artur Eugênio Mathias


Senhores, o Futebol Interior, assim como todos os veículos de comunicação, tem uma linha editorial . Obviamente que cada um dos senhores tem um conceito pessoal de fatos e de pessoas, mas a linha editorial da empresa tem que ser respeitada sempre e de qualquer maneira.

Caso algum dos senhores tenha um ponto de vista diverso da linha editorial do Futebol Interior, este ponto de vista tem que ser respeitado, mas jamais veiculado nas mídias do FUTEBOL INTERIOR. Ou seja, se a linha editorial do Futebol Interior for, por exemplo, contrária a atual administração do Vila Formosa Esporte Clube, qualquer um dos senhores poderá discordar desta linha editorial internamente, mas o material a ser feito tem que seguir a esta linha editorial.

Este aviso é impessoal, já que não tivemos nenhum fato concreto, mas é importante deixar consignado este recado parta evitar problemas futuros.
Importante, também, os senhores sempre acompanharem o noticiário para sentir a nossa LINHA EDITORIAL e, havendo dúvida ou questionamento, falar diretamente com o Élcio ou com o Artur.

Atualmente alguns pontos são importantes, por exemplo:

1- Estádio do Corinthians - É absurdo a FPF quer fazer um estádio agora.
Temos que pegar pesado nisto.

2- Citadini (política do Corinthians) não é amigo.

3- SEV/Biônico - É imoral para o futebol paulista este time estar na A-3.

4- Guarani - Somos contrários à administração Leonel Martins.

5- FPF - Administração negativa para os times do interior de São Paulo. 69 equipes paradas é um absurdo!

E temos que ir moldando esta nossa LINHA EDITORIAL para que o ponto de vista do FUTEBOL INTERIOR tenha amplitude e uma repercussão cada vez maior.

PEÇO QUE ESTE E-MAIL SEJA ENCAMINHADO PARA TODOS OS NOSSOS CORRESPONDENTES, COLUNISTAS E COLABORADORES.

De: AEM Advocacia <artureugenio@sigmanet.com.br>
Data: 09/12/2005 10:55:20
Assunto: Votuporanga - Ruddy



Conversei demoradamente com o GILBERTO PITARELLI, presidente do Votuporanga e deixei claro que não quero que o Ruddy seja o treinador dele.

Disse clara e textualmente que se for mantido o RUDDY eu farei tudo o que for possível para prejudicar o time dele, seja pessoalmente, seja através do Futebol Interior.

Ele ficou chocado e pediu um tempo. Dei uma semana. Se ele mantiver o Ruddy,inimigo. Se dispensar, amigo.

artur

De: <artureugenio@sigmanet.com.br>
Data: 27/11/2005 20:07:58
Assunto: Seleção da Copa FPF



Seguem três indicações para a Seleção da Copa FPF. O goleiro e o meia Berg,necessariamente, deverão ser colocados. Os outros nomes são sugestões.
Importante ouvir várias pessoas e dar destaque para os colaboradores.
Colocar, pelo menos, dois jogadores do Grêmio Barueri.


Goleiro - Gustavo (Noroeste) - Com estrutura privilegiada e ótima colocação, Gustavo foi o grande goleiro da Copa FPF, deixando claro que o
Noroeste não precisa investir em goleiro para o Paulistão 2006 e muito necessita do retorno do veterano Maurício, que já deu o que tinha que dar ao time de Bauru.

Zagueiro - Edson Batatais (Independente) - Eficiente zagueiro do Independente, mostrou segurança e personalidade, constituindo no principal
jogador do time de Limeira. Merece ser observado com atenção.

Lateral Esquerdo - Alan (Rio Claro) - Atuando como ala, foi o principal destaque do Azulão e mostrou potencial para jogar em qualquer time
grande. Com cabelo lembrando ao argentino Sorín, Alan poderá seguir o mesmo caminho do craque argentino.

Meia - Berg (Matonense) - É um jogador diferenciado. Foi outro destaque da Copa FPF que demonstrou condição de jogar em qualquer grande
clube do Brasil. Somente não chamou mais atenção porque a Matonense acabou jogando apenas a fase classificatória.

Treinador - Paulo Roberto (Rio Claro) - Apesar de ter perdido a final da competição dentro de seu campo, Paulo Roberto merece estar na Seleção
Futebol Interior e ser aclamado em Rio Claro como o maior treinador da história da cidade. Afinal, além de conquistar três acessos com o Rio Claro,
pelo primeira vez coloca a equipe em uma competição nacional, deixando oAzulão classificado para o Campeonato Brasileiro da Série C em 2006.

De: <artureugenio@sigmanet.com.br>
Data: 12/12/2005 21:01:55
Assunto: Linha Editorial



Porra!, nem linha editorial vocês se ligam. TODO mundo sabe que eu detesto o Cuca. E vocês chamam ele com elogios na home. VTC, PORRA!

artur

Data: 22/05/2006 01:27:07
Anexo: ver anexo(s)
Assunto: Ferroviária - Matéria Importante!


Quero matéria arrebentando com a diretoria da Ferroviária, principalmente o presidente. Jogar toda a responsabilidade no presidente, que ficou falando para todo mundo que a Ferroviária já tinha subido e isto motivou os adversários.

Ferroviária tem muito dinheiro (time mais rico da A3) graças a pressão política do Edinho (prefeito PT) que faz com que empresas sejam obrigadas a dar dinheiro para a Ferroviária.

Segundo ano que gastam muito e o time não chega. Foi bem no primeiro ano, com o Valdir Massucato, depois caiu de rendimento.

Ontem, após o jogo contra o XV de Jaú houve "quebra-quebra", com a torcida revoltada querendo pegar os dirigentes.

Quero matéria fodendo com esta diretoria, inclusive com foto do presidente.

artur


artureugenio@sigmanet.com.br para


REDAÇÃO - Senhores jornalistas esportivos que gostam do facínora da palavra.
Favor entrar no site do Milton Neves (terceirotempo.com.br) e vejam o que ele fala de todos vocês.

Diz, textualmente que 85% dos senhores, são safados.

Entrar no site do MN e pegar o vídeo que ele fala isto e também colocar no nosso site.

O MN já autorizou.

E vamos repercutir isto ouvindo o presidente da ACEESP sobre esta entrevista. Como o presidente da ACEESP,
Ricardo Caprioti, vê e quais providências irá tomar. O Luciano Luiz pode ser usado nesta pauta. O importante é queimar este patrulheiro JK com toda a imprensa, principalmente com os babacas que acham que ele é o máximo.


The Best

Comentário final do blog do Paulinho:

Acredito que os e-mails falam por si.

Não há palavras para descrever tamanha barbaridade.

Que as providencias sejam tomadas.

Diversos crimes estão relatados nesses e-mails.

Repito, todos estão em meu poder.

Artur Eugênio, Edgard Soares e toda a equipe de jornalistas e colaboradores devidamente desmascarados.

Corrupção disfarçada de jornalismo.

A festa acabou.

Por Juca Kfouri às 15h01

Goleada de Muricy Ramalho

Dos 3091 blogonautas que participaram da enquete, 57,42% elegeram o técnico do São Paulo.

Vanderlei Luxemburgo ficou com 28,05%, Joel Santana com 9,09% e Renato Gaúcho com 5.44%.

Por Juca Kfouri às 00h02

Pelé jovem x Pelé maduro (1958x1970)

Copa dos Sonhos II

*Por LUIS FERNANDO VERISSIMO

Um jogo da seleção de 58 com a seleção de 70 seria um encontro de Pelés, o Pelé com 17 anos e o Pelé com quase 30.

Um Pelé começando e um Pelé experiente.

Fora os dois, time por time, sei não.

Uma comparação jogador a jogador não seria fácil, fora obviedades como o Nilton Santos comparado com o Everaldo.

Já a superioridade do Garrincha sobre o Jairzinho, levando-se em conta o que o Jairzinho jogou no México, não seria tão grande assim, mesmo o Garrincha sendo incomparável.

Em outros casos, nem caberia comparação.

Vavá e Tostão?

Era como se jogassem esportes diferentes.

Rivelino não era um utilitário como o Zagalo, mas tinha os recursos do drible curto e do chute forte.

Não havia equivalente ao Clodoaldo, ou alguém com as funções do Clodoaldo, na seleção de 58.

Enfim, quem ganharia? Acho que o jogo seria decidido por um dos dois Pelés.

Eu apostaria no Pelé maduro.

*Luis Fernando Verissimo é...Luis Fernando Verissimo, ora bolas!

Por Juca Kfouri às 00h01

22/01/2008

Preconceitos

"Dar um chute em qualquer tipo de preconceito" significa exatamente dar um chute em qualquer tipo de preconceito.

Seja no preconceito contra os gays, seja no contra os que assim são rotulados, seja no contra os que rotulam etc e tal.

Ver qualquer outro significado na frase é procurar chifre em cabeça do burro.

Dunga merece os parabéns, portanto, porque provou que convoca pela bola que o atleta joga e não pelo que se diz ou se deixa de dizer sobre o jogador.

E por mais que eu não seja exatamente um fã do futebol de Richarlyson, não há como negar que ele esteve em quase todas as seleções formadas com os melhores do Brasileirão-2007.

Por Juca Kfouri às 20h16

Excelente convocação de Dunga

Dunga acertou na mosca ao mesclar jogadores do time principal com os da seleção olímpica.

Mas, mais do que isso, ao dar um chute em qualquer tipo de preconceito e convocar o meio-campista Richarlyson.

Nota 10 para Dunga por isso.

Eis a lista:

Gol
Júlio César (Internazionale-ITA)
Renan (Internacional-RS)

Laterais
Maicon (Internazionale-ITA)
Rafinha (Schalke 04-ALE)
Marcelo (Real Madrid-ESP)

Zaga
Lúcio (Bayern de Munique-ALE)
Breno (Bayern de Munique-ALE)
Alex (Chelsea-ING)
Luisão (Benfica-POR)

Meio-campo
Gilberto Silva (Arsenal-ING)
Hernanes (São Paulo)
Josué (Wolfsburg-ALE)
Lucas (Liverpool-ING)
Richarlyson (São Paulo)
Thiago Neves (Fluminense)
Kaká (Milan-ITA)
Júlio Baptista (Real Madrid-ESP)
Anderson (Manchester United-ING)

Ataque

Luís Fabiano (Sevilla-ESP)
Pato (Milan-ITA)
Rafael Sóbis (Bétis-ESP)
Robinho (Real Madrid-ESP)


 

Por Juca Kfouri às 16h00

Está no 'Lance!', de hoje

Por JOSÉ LUIZ PORTELLA

Homenagem que o vício presta à virtude


Conhecemos, há muito, as figuras negativas do futebol.

São assumidas e têm até a vantagem da sinceridade.

Defendem suas opiniões abertamente e seguem com a mesma conduta.

O erro está na sociedade que as aceita.

Mais prejudiciais ao futebol são os dirigentes, que podem ser do bem, mas se escondem atrás dos negativos, com medo de agirem com coragem.

Mordem e assopram.

Quando estão com parte da imprensa, defendem as boas iniciativas; mas nas reuniões com os clubes logo se aliam ao atraso, com a desculpa de que serão prejudicados e outras bobagens defensivas.

Para justificarem o cômodo alinhamento ao poder estabelecido.

Fazem jogo duplo.

O São Paulo não votou em Teixeira na penúltima eleição para a CBF.

Ganhou quase tudo, depois.

Não foi prejudicado. Conseguiu até evitar a escalação de árbitros brasileiros na Libertadores, contra a opinião da entidade.

Recentemente, os dirigentes de todos os clubes aprovaram unanimemente, inclusive São Paulo e Palmeiras, a prorrogação do mandato de Marco Polo, sem sequer uma eleição de fachada.


Por que o fizeram? Nem Teixeira ousou fazê-lo. Nem Hugo Chávez, na Venezuela.

Isso é fruto dos exemplos que temos num âmbito maior.

O presidente Lula, antes severo crítico de Teixeira e de Nuzman, se entregou a ambos, principalmente a Teixeira, sem cobrar qualquer
mudança de atitude.

O ministro Orlando Silva, sempre simpático, é inteligente, politizado e sabe quem são as figuras com que lida.

Mas, as acolhe, deixando de fazer uma gestão que poderia ser brilhante.

Prevalece a idéia de não chocar, não contrariar.

De se aliar ao poder como demonstração de inteligência política.

É isso que nos atrasa.

Bem pior que os erros dos vilões.

Marco Pólo mostrou como é, de fato.

Porque, ao contrário de Teixeira, sempre procurou ser simpático e manter diálogo com os adversários.

Tratava-se apenas de uma tática. Não de uma esperança de mudança de postura.

Todavia, a esperteza come o esperto.

Lula, agora, defende o futebol na altitude.

Faz as coisas sem qualquer compromisso com a substância dos assuntos.

Tarso Genro "caiu duro" na Bolívia, sem correr. Por conta da altitude. O que dirá quem joga?

O desejo de aliança de qualquer modo; de juntar poder com poder para todos reinarem felizes, evitando o desconforto de dizer não, com coragem, ao que é indevido, arrasam o Brasil.

Cria-se uma Confederação de Interesses Mútuos e impede-se que sejamos o que podemos ser.

"A hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude", disse La Rochefoucauld.

Por Juca Kfouri às 12h32

Quem é o melhor?

Últimos dias de férias.

Mais uma sondagem para responder aí do lado esquerdo, para fazer o tempo passar bem devagarinho.

Qual desses quatro treinadores você acha melhor:Joel Santana, Renato Gaúcho, Muricy Ramalho ou Vanderlei Luxemburgo?

Por Juca Kfouri às 00h28

A preferência da assistência

*Por CONRADO GIACOMINI

Em enquete que contou com a participação de 1069 pessoas, o quadro de Telê sucumbiu ante a equipe liderada por Didi e Mané. 49,20% a 50,80% (a mais acirrada disputa da Copa dos Sonhos II, desbancando o confronto entre 1962 e 2002).

 

O time bicampeão pula na dianteira da classificação do júri e acaba em terceiro lugar entre os blogonautas.

 

A seleção de 1982 termina na quarta colocação entre os especialistas e na quinta posição no voto popular.

 

Tabela dos especialistas

 

                           Pontos Ganhos  Jogos   Vitórias   Empates  Derrotas

1º. Brasil/1962:  11 pontos               5              3               2              0

2º. Brasil/1958:  10 pontos               4              3               1              0   

3º. Brasil/1970:   8 pontos                4              2               2              0

4º. Brasil/1982:   5 pontos                5              1               2              2

5º. Brasil/2002:   3 pontos                5              1               0              4

6º. Brasil/1994:   1 ponto                  5              0               1              4

 

Tabela do público

 

                           Pontos Ganhos  Jogos  Vitórias   Empates  Derrotas

1º. Brasil/1970: 12 pontos                4             4               0               0

-    Brasil/1958: 12 pontos                4             4               0               0

3º. Brasil/1962:  9 pontos                 5             3               0               2

4º. Brasil/2002:  6 pontos                 5             2               0               3

5º. Brasil/1982:  3 pontos                 5             1               0               4

6º. Brasil/1994:  0 ponto                   5             0               0               5

 

Na quarta-feira, na última e decisiva batalha da Copa dos Sonhos II, Luis Fernando Veríssimo engendrará o mais aguardado dos prélios, reunindo os mágicos esquadrões de 1958 e 1970.

 

*Conrado Giacomini é o ombudsman deste blog e tem certeza que Paulo Machado de Carvalho, o Marechal da Vitória, foi o maior dirigente esportivo brasileiro da história.

 

Por Juca Kfouri às 00h02

21/01/2008

Vinte anos num só jogo. E que jogo! (1962x1982)

Copa dos Sonhos II

*Por FERNANDO CALAZANS 

Todo ano é isso, caros leitores.

No fim de cada um deles, Juca Kfouri nos propõe, a nós, que ele chama de amigos, as questões mais difíceis e complexas do futebol brasileiro.

E logo num momento tão delicado, em que estamos todos com a cabeça muito mais nos dias de preguiça que teremos pela frente do que nos grandes confrontos futebolísticos que ficaram para trás.

Mas o que fazer...? eu, por exemplo, diante de um pedido (ou seria uma ordem?) de seu poderoso blog.

Este ano, ele escolheu a dedo duas das equipes que me são mais caras no futebol brasileiro -- a seleção de 62 e a seleção de 82 -- para criar o confronto hipotético.

Seleção de 62 x Seleção de 82.

Ainda bem que esse duelo fantástico de duas seleções extraordinárias só pode se dar na mente do Juca.

Que maldade opor Garrincha e Zico, Djalma Santos e Leandro, Nilton Santos e Júnior; Didi e Falcão...

Bem, a seleção de 62 não deixa de ser um prolongamento da seleção de 58.

Esta ganhou a Copa do Mundo da Suécia, a primeira conquistada pelo futebol brasileiro.

A de 62 não conversou: conquistou o bicampeonato no Chile.

Portanto, a seleção de 58 e 62 -- a mesma ou quase a mesma -- é rigorosamente a única que trouxe um bicampeonato mundial para o Brasil.

Precisa dizer mais alguma coisa?

Precisa. Ao contrário de muitos, que apontam logo, é claro, a seleção mais próxima no tempo, que é a de 70, como a melhor seleção de todas, para mim a melhor é e será sempre a de 1958.

Por quê? Por vários motivos, um deles já exposto acima: não ganhou apenas uma Copa do Mundo como a de 70, mas duas Copas do Mundo.

E para não ter que enumerar os outros motivos, para encurtar a conversa, digamos logo: porque foi a única que reuniu Pelé e Garrincha!

Pronto! Juntos e ao mesmo tempo, juntos e ao vivo.

Pronto! (Além do "pronto", podia botar aqui um ponto final -- e não estaria errado).

Para ilustrar o que representam Pelé e Garrincha juntos na seleção, eu poderia dizer apenas o seguinte: NUNCA perderam jogando lado a lado, NUNCA perderam um joguinho sequer.

Foram 41 jogos dos dois no mesmo ataque: 36 vitórias da seleção brasileira, 5 empates.

Precisa dizer mais alguma coisa? Precisa.

Porque aqui é que entra a pequena e traiçoeira sutileza do Juca: a seleção de 62, no Chile, não teve Pelé. Pois é.

Por motivo de contusão, Pelé deixou o time no iniciozinho da Copa.

Uma tragédia nacional.

Estava rompida a dupla invencível, Pelé e Garrincha.

Quer dizer: seria uma tragédia nacional... seria... seria... se Garrincha não tivesse resolvido e não estivesse decidido a jogar por ele, Garrincha, e pelo companheiro... Pelé.

E foi o que fez. Jogou pelos dois no resto da Copa.

Resultado dessa oportuna decisão de Garrincha: BRASIL BICAMPEÃO MUNDIAL!

Garrincha ganhou a Copa, muito bem coadjuvado por outros craques -- veteranos, mas sempre craques -- como Gilmar, Djalma Santos, Bellini, Zózimo, Nílton Santos, Zito, Didi, Vavá, Amarildo e Zagallo.

Agora, o Juca Kfouri -- não eu -- pode estar pensando se Garrincha jogaria de novo pelos dois contra a maravilhosa seleção brasileira de 82, de Telê Santana, de Sócrates, de Zico, de Cerezo, de Falcão, de Júnior, de Leandro, de Oscar...

Ao perder a Copa de 82, na Espanha, ao perder injustamente, ela que era a melhor seleção da Copa e do mundo, essa seleção, sem querer e sem saber, cometeu um pecado contra o futebol:

foi a partir dali, daquela derrota imerecida e amaldiçoada, que o futebol mundial tomou o rumo que conduziu ao futebol de hoje, o chamado futebol moderno, cujos apologistas, os pragmáticos de plantão, os cientistas do futebol, os estatísticos, os numerologistas, os pobres de talento e criatividade, os medianos e medíocres, decretaram o seguinte, num dos raciocínios mais idiotas de que a Humanidade tem notícia;

se a seleção brasileira jogou bonito e perdeu, para vencer é preciso jogar feio.

Pronto mais uma vez: estão aí, nessa frase anterior, nessa conclusão de uma burrice que nem Nelson Rodrigues seria capaz de imaginar, estão aí os pilares do chamado futebol moderno, que é o futebol que hoje vocês vêem colocado em prática em todo o mundo -- inclusive o Brasil.

Que é, aliás, o futebol que os tais pragmáticos de plantão merecem conhecer.

Mas o Juca, dizia eu muitas linhas acima, talvez pense que Garrincha não possa jogar de novo por ele e por Pelé, no confronto hipotético com a linda seleção de Telê Santana.

Pois agora, no blog do Juca, quem decide sou eu: Garrincha vai jogar, sim, pelos dois, vai reencarnar em Pelé e nele mesmo, e sua seleção -- a única seleção brasileira bicampeã do mundo -- vai ganhar da seleção de 82 por 2 a 1.

Zico vai marcar o gol da seleção de Telê.

Garrincha vai marcar o primeiro gol da seleção de 62 e vai dar o passe da linha de fundo para Vavá fazer o segundo.

Que me desculpe o Zico, meu ídolo vivo, pelo placar adverso, construído pelo Garrincha, meu ídolo morto, com seus poderes duplicados, triplicados, amplificados por forças verdadeiramente superiores.

Que me desculpe o blog por ter-me alongado tanto.

Quem mandou me propor o encontro imaginário entre duas equipes de futebol que me encantaram tanto?

Hoje, elas me entusiasmaram, como se eu as pudesse ver na memória.

A ele, Juca em pessoa, lembro que dia de muito pode ser véspera de pouco.

Escrevi tanto assim para, quem sabe, receber a merecida retribuição no fim de 2008, quando poderei me ausentar, ou, na pior das hipóteses, poderei me dar o direito de ser mais breve e menos apaixonado.

Não é todo dia que eu posso falar de Zico, Telê e Mané.

*Fernando Calazans é colunista de "O Globo", comentarista da ESPN-Brasil e, infelizmente, escreve pouco neste blog.

Por Juca Kfouri às 00h04

20/01/2008

Resultado da sondagem: tem técnico que leva grana

Para 76,78% dos 732 blogonautas que responderam à enquete, sim, tem jogador que dá parte de seu salário para o técnico.

Para 23,22% isso não acontece.

Por Juca Kfouri às 23h54

Rio-São Paulo

Jogo bom mesmo não teve nenhum nem na primeira rodada do campeonato do Rio nem na segunda rodada do de São Paulo.

Verdade que não dá para fazer grandes exigências em começo de temporada.

Mas três dos quatro grandes cariocas se deram bem, sempre por 2 a 0.

Os tricolores compareceram em maior número, com 24.811 pagantes no Maracanã, para ver a vitória contra o Cardoso Moreira, no sábado.

Hoje os rubro-negros foram com 23.779 torcedores para ver seu time derrotar o Boavista, também no Maraca.

Ainda ontem, os botafoguenses eram 12.525, no Engenhão, na cômoda estréia diante do Resende.

E, em São Januário, os 10.671 vascaínos presentes a São Januário viram seu time ser derrotado pelo Madureira por 2 a 1, dois gols de Muriqui e um de Abuda, além de muito protesto contra o nefasto Eurico Miranda e contra a arbitragem, que não deu dois pênaltis para os cruzmaltinos.

Fazia quase seis anos que o Vasco não perdia em casa no campeonato estadual.

Em São Paulo, nos jogos dos quatro grandes, o guerreado clássico na Vila Belmiro, entre Santos e Palmeiras, sob muita chuva e nenhum gol, atraiu 11.407 pagantes.

No Morumbi, o São Paulo só venceu aos 42 minutos do segundo tempo, com Souza, em jogada de Adriano, um sofrido 1 a 0 contra o Rio Preto, visto por 14.428 pagantes, com belas defesas de Rogério Ceni.

Finalmente, em Mogi Mirim, o São Caetano deu um baile no Corinthians no primeiro tempo e fez 2 a 0, com direito a gol contra de Acosta (em noite muuito ruim), perante apenas 7.735 torcedores. No segundo tempo, o time do ABC, que jamais perdeu para o alvinegro no campeonato estadual, fez 3 a 0 e viu Dentinho diminuir no fim: 3 a 1.

O meia Douglas, do Azulão, foi o nome do jogo.

Por Juca Kfouri às 20h08

Na 'Folha', de hoje

JANIO DE FREITAS

As alturas de Lula e os baixios de Cesar

 

A idéia de seus poderes elevou-se a tais alturas que Lula já se permite até decidir sobre o direito alheio à vida

A IDÉIA DE SEUS PODERES elevou-se a tais alturas que Lula já se permite até decidir sobre o direito alheio à vida. No outro extremo, o desprestígio de Cesar Maia desceu a tais baixios, que suas péssimas conseqüências forçam uma reação positiva, e um exemplo, no abandonado Rio.

Na recente viagem à Bolívia, Lula viu o seu ministro da Justiça, Tarso Genro, desabar de repente como uma estátua, sem sentidos, por efeito dos quase 4.000 metros de altitude em La Paz. Ainda assim, Lula compromete-se a ajudar os bolivianos a derrubar a proibição de jogos internacionais de futebol a mais de 2.750 metros. Há muito tempo considerada, a proibição pela Fifa efetivou-se, no ano passado, com o estímulo das evidências de risco à vida sofrido por jogadores brasileiros - os do Flamengo, que em disputa da Taça Libertadores precisaram, quase todos, ser socorridos por bombas de oxigênio, inclusive durante o jogo.

Evidência mais recente é a de que tudo, na Bolívia de hoje, está sob influência do confronto entre, de uma parte, Evo Morales e La Paz, e, de outra, as regiões baixas do país, fronteiriças com o Brasil. Obter a continuação dos jogos internacionais na altitude seria uma vitória popularesca de Morales sobre a oposição que lhe faz a quase planície boliviana.

Comprovadas as razões médicas que condenam jogos internacionais no ar rarefeito dos Andes, a atitude de Lula é uma irresponsabilidade presunçosa, e tão mais inadmissível quanto é certo o seu conhecimento das razões da proibição. Mas a irresponsabilidade tem ainda uma extensão política: intromete-se em disputas internas e até agora legítimas na Bolívia. Isso, depois de Lula repetir, mais uma vez, que "o Brasil não se envolve em assuntos internos de nenhum outro país".

Fora do Altiplano boliviano e do Planalto brasileiro, o novo movimento é incipiente, ainda não oferece indicações de sua tendência. Mas dá o sinal animador de uma disposição de protesto real, com a prática da desobediência civil, contra a administração pública inepta e negligente. Nada a ver com os desfiles adondocados na orla de Ipanema. O movimento surgiu entre pessoas de classe média, e um pouco menos, em bairros fora da zona sul -classes e bairros em que Cesar Maia teve numeroso eleitorado.

A proposta do movimento é a recusa a pagar o IPTU antes de novembro, quando o Rio terá novo prefeito eleito, ou fazê-lo nos prazos hábeis por depósito judicial. Até ontem, quando estavam previstas mais ações de cooptação, já eram 12 bairros cujas associações representativas, algumas da zona sul, aderiram e propalam a onda.
Cesar Maia, de reconhecida competência, abdicou do exercício da administração tão logo tomou posse. Nestes quatro anos, só se interessou, de fato, pelas obras do Pan, cujo custo verdadeiro até hoje não se sabe. Mas sabe-se que a Prefeitura do Rio estourou o seu cofre para colher, como previsto pelos que não tinham interesses envolvidos, um desastre financeiro e físico. A previsão de que o Rio teria o saldo de R$ 1,4 bilhão ficou como idiotice ou como vigarice de organizadores. A par do problema financeiro, o saldo físico são estádios, pistas e piscinas sem meios de conservação, e com raríssimo ou nenhum uso. Abandono idêntico ao restante da cidade, de ruas repletas de buracos, calçadas sujas, iluminação mal conservada, canteiros sem conservação, serviços de saúde lastimáveis, e IPTU caríssimo e aumentado para este ano. Cidade, porém, com um blogueiro muito atento, sarcástico e dedicado em tempo integral à internet: Cesar Maia, um caso estranho.
Se o movimento difundir a disposição de protestos efetivos, com o uso do direito de desobediência civil, a omissão de Cesar Maia deixará um presente ao Rio. E, tomara, uma sugestão a outras cidades também muito necessitadas de despertar, neste país de cordeiros e ovelhas.

Por Juca Kfouri às 12h03

25 anos sem Mané Garrincha*

Pelé deixava o estádio boquiaberto. Garrincha fazia o estádio gargalhar.

O Rei beirava a perfeição, como Michelangelo. Mané alegrava, como Van Gogh.

O "Atleta do Século" era Spielberg. A "Alegria do Povo" era o próprio Chaplin.

Um lembrava Beethoven, o outro, Mozart.

O Rei Pelé, é o melhor de todos os tempos. Mané Garrincha, a "Alegria do Povo", foi o segundo.

Mesmo que o mundo não reconheça, Garrincha foi sim, o segundo melhor jogador da história do futebol.

E com Pelé e Garrincha juntos, a Seleção Brasileira jamais perdeu um jogo sequer. Foram 40 partidas, 36 vitórias e apenas quatro empates.



Por herético que pareça, Garrincha conseguiu ser até mais importante que Pelé nas duas Copas do Mundo vencidas pela Seleção Brasileira com ambos em campo -- em 1958, na Suécia, e em 1962, no Chile.

Na primeira, o Brasil provavelmente venceria mesmo sem o menino Pelé, com 17 anos. Teria sido mais difícil, sem seus seis gols e tanta genialidade. Mas, sem Mané, talvez tivesse sido impossível, arma letal para desarrumar as defesas européias.

Indiscutível, no entanto, que na Copa do Chile, na qual Pelé saiu machucado no segundo jogo, Garrincha fez pelo Brasil o que só Maradona foi capaz de fazer pela Argentina, no México, 24 anos depois: ganhou a Copa praticamente sozinho.

Ali, ele driblou como sempre e fez gols, quatro, como nunca. Mais: armou pelo meio, marcou gol de cabeça, de pé esquerdo, de fora da área, bateu faltas, uma das quais, no rebote do goleiro inglês, acabou e gol do Brasil. Enfim, ele pintou e bordou.

Assumiu o papel de ator principal, acostumado que estava a ser coadjuvante de Pelé.

Até ser expulso de campo ele foi (pela quarta e última vez em 20 anos de carreira), na semifinal, contra os anfitriões, depois de muito apanhar de seus marcadores chilenos.

E jogou a finalíssima febril.

Em 1970, ano do tricampeonato brasileiro, Garrincha já não estava e Pelé foi maravilhoso, como era habitual. Mas, novamente, é possível supor que o Brasil seria campeão mesmo sem ele.

No Chile, no entanto, sem Garrincha, jamais.

E, enfim, para enaltecer o maior camisa 7 da história não é preciso compará-lo a ninguém -- embora inevitável, mas já suficiente. Até porque Garrincha foi único.

Tão único que apenas uma vez, em 60 jogos, saiu derrotado de campo com a camisa da Seleção Brasileira. E foi exatamente em sua última participação pelo time da CBF, na Copa da Inglaterra, em 1966, Brasil 1, Hungria 3. No mais, foram 52 vitórias e sete empates.

Mané Garrincha era pura fantasia. E, fisicamente, improvável.

A tal ponto que foi dispensado de servir ao Exército sem nem sequer precisar de exame médico. O sargento que o recebeu achou que ele era deficiente físico e dispensou-o sem mais.

Tinha o joelho direito virado para dentro e o esquerdo, para fora.

Em regra, as pessoas são genuvaras (os dois joelhos voltados para fora) ou genuvalgas (para dentro).

Ele não era nem uma coisa nem outra. Ou era ambas.

De quebra, tinha um deslocamento de bacia.

Daí porque ser praticamente impossível marcá-lo.

Se o marcador olhasse para os seus joelhos ficaria inteiramente desorientado. Se olhasse para o seu tronco que, é claro, sempre acompanha o movimento do corpo, também se perderia, porque o deslocamento da bacia causava confusão.

E todo mundo sabia que ele só driblava para a direita. Mas ninguém conseguia roubar a bola dele.

Vale relembrar.

Os dois alvinegros, Santos e Botafogo, faziam os grandes jogos da época, anos 60. Pelé x Garrincha, fora outros gigantes de ambos os timaços.

Pois o Pacaembu, em São Paulo, estava lotado para ver mais uma disputa genial.

Pelé e Mané estavam em campo, mas o diabo estava era no corpo que vestia a camisa 7, não a 10. O lateral esquerdo Dalmo, do Santos, viveu uma tarde de terror. Garrincha pegava a bola e, andando, levava Dalmo até dentro da grande área, onde o zagueiro não podia fazer falta.

O Pacaembu não acreditava no que via: um ponta andar da intermediária até a área, sem que o lateral tentasse tirar a bola, temeroso do drible desmoralizante. Até que Dalmo percebeu que tinha virado motivo de chacota dos torcedores, muitos dos quais nem santistas eram, mas que iam ao campo na certeza do espetáculo.

E Dalmo resolveu bater, fora da área. Bateu uma vez, Garrincha caiu, o árbitro marcou a falta e repreendeu o paulista. Bateu outra vez, Garrincha voltou ao chão, o árbitro marcou a falta e ameaçou Dalmo de expulsão, porque naquele tempo o cartão amarelo não existia.

A terceira falta de Dalmo foi a mais violenta, como se ele tivesse pensando: "Arrebento essa peste, sou expulso, mas ele não joga mais".

Pensado e feito. Enquanto o gênio das pernas tortas estava estirado no bico direito da área dos portões principais do Pacaembu, o árbitro determinava a expulsão de Dalmo, cercado por botafoguenses justamente irados com seu gesto.

Eis que, como um acrobata, Garrincha levanta-se, afasta seus companheiros, bota o braço esquerdo no ombro de Dalmo e o acompanha até a descida da escada para o vestiário, que, então, ficava daquele lado.

Saíram conversando, como se Garrincha justificasse a atitude, entendesse que, para pará-lo, não havia mesmo outro jeito.

O Botafogo ganhou de 3 a 0 e saiu aplaudido do estádio. Tinha visto uma autêntica exibição do Carlitos do futebol, digna mesmo de Charles Chaplin, divertida, anárquica, humana, sensível, solidária.

Assim Mané levava o futebol e a vida. Sem maldade.

Talvez também por isso, o povo brasileiro o amou mais do que qualquer outro ídolo do futebol.

Garrincha não se enquadrava em nenhuma teoria e foi a melhor prova de que nada é mais injusto do que tratar igualmente os desiguais.

Ele merecia tratamento especial. Ou era assim ou não teria sido o que foi.

Nilton Santos, por exemplo, seu compadre e líder do grande Botafogo dos anos 50 e 60, gosta de contar que de vez em quando surgiam reclamações dentro do elenco alvinegro por causa das regalias do camisa 7.

Quando a situação começava a dar pistas de uma crise iminente, o lateral-esquerdo reunia os jogadores e os catequizava. "É verdade que o Mane não aparece na revisão médica às segundas-feiras. É que na segunda-feira ele vai para Pau Grande, sua cidade, caçar passarinho. Sei também que nem sempre ele aparece para treinar na terça, principalmente quando o tempo está bom. É que ele dá uma esticadinha, fica caçando mais um pouco, e tomando sua cachaça. É também fato que ele vira-e-mexe foge da concentração. Mas ninguém pode acusá-lo de não jogar aos domingos e nos jogos ele garante o nosso bicho. É só isso que temos de cobrar dele: que nos garanta os prêmios por vitórias. Esse negócio de revisão médica, treinamentos, concentrações é para nós, mortais, comuns. O Mané é diferente".

E bote diferente nisto.

Garrincha era um sujeito simples, ingênuo mesmo, mas muito inteligente, diferentemente do que o folclore sempre quis fazer parecer.

São inúmeros os casos que o têm como protagonista central, boa parte deles fruto da imaginação de quem os contou.

Sobre isso, por sinal, é recomendável a leitura do grande livro "Estrela Solitária – Um brasileiro chamado Garrincha", obra-prima do jornalista Ruy Castro, publicado em 1995 pela editora brasileira Companhia das Letras.

(Ruy Castro, por sinal, prefere comparar Mané Garrincha ao comediante mexicano Cantinflas e a Harpo, um dos irmãos Marx, e discorda dos que o comparam a Chaplin, embora fosse impossível ver Garrincha sem lembrar de Carlitos e vice-versa).

Na biografia, revelam-se todos os ângulos do ponta-direita e, sem rodeios, como o álcool o devastou, levando-o a um fim dramático e inglório.

O imortal compositor Tom Jobim costumava dizer que o povo brasileiro é tão original que entre um vencedor e um perdedor sempre escolhe o segundo, razão pela qual Garrincha era mais amado que Pelé.

Uma evidente meia-verdade porque se, de fato, o craque botafoguense não teve a vida que merecia, por outro lado, dentro dos gramados, foi um incontestável vencedor. Como poucos, aliás.

Mané Garrincha nasceu Manuel dos Santos, em 28 de outubro de 1933, em Pau Grande, no estado do Rio de Janeiro. As pernas tortas foram herança da mãe, Maria Carolina, e o alcoolismo herdado geneticamente do pai, Amaro.

Sobre ele, alguns dos principais escritores e jornalistas brasileiros cunharam frases como estas: ´´Para Garrincha, a superfície de um lenço era um latifúndio.`` (Armando Nogueira);

 ´´Como o poeta, tocado por um anjo, como um compositor, seguindo a melodia que lhe cai do céu, como o bailarino atrelado ao ritmo, Garrincha joga futebol por pura inspiração.``(Paulo Mendes Campos); ´´E a civilização não era o elemento de Garrincha. A graça estava em driblar, apenas driblar. Estava no futebol em estado selvagem e lúdico, que era como os índios o jogariam, se soubessem.``(Ruy Castro).

E um jornal chileno, "El Mercúrio", perguntou, durante a Copa do Mundo de 1962, em manchete: ´´De que planeta viene?``

Garrincha veio de um planeta desconhecido da imensa maioria dos atletas europeus, mas velho conhecido dos jogadores do Terceiro Mundo.

O campinho que serviu de palco para seus primeiros jogos quando ainda menino ficava à beira de uma ribanceira.

Ruy Castro descreve: "Conduzir a bola descalço, sem torcer o pé num daqueles buracos, já seria uma façanha. Driblar perto da ribanceira sem deixar a bola escorrer por ela, façanha maior ainda. Garrincha praticava as duas proezas com a maior facilidade. No primeiro caso porque, de tanto topar com os buracos, aprendera a driblá-los junto com o adversário; no segundo, porque detestava ter de descer a pirambeira para buscar a bola – donde tentava não perdê-la. O normal era que jogassem Garrincha e mais dois contra sete ou oito, para a partida ficar equilibrada".

Com um aprendizado em tais condições, só mesmo os italianos ficaram surpresos com a atuação dele num amistoso diante da Fiorentina, pouco antes da Copa do Mundo de 1958.

É ainda Ruy Castro quem narra: "O Brasil já ganhava por 3 a 0, mas o quarto gol, que foi de Garrincha, aos 30 minutos do segundo tempo, sangrou a Fiorentina até a morte. Garrincha transformou os italianos em soldadinhos de cartas, um derrubando o outro à sua passagem. Robotti foi o primeiro que ele driblou. Magnini apareceu para ajudar Robotti e foi igualmente driblado. O goleiro Sarti abandonou a meta para enfrentar Garrincha e também foi fintado. Com o gol vazio, Garrincha poderia ter chutado, mas Robotti conseguira voltar para combatê-lo. Garrincha tirou-o da jogada com um drible de corpo e Robotti teve de segurar-se na trave para não cair. Garrincha, então, apenas caminhou com a bola até dentro do gol". Como se quisesse evitar que a bola descesse ribanceira abaixo.

Diz a lenda que a brincadeira tirou-o do time titular do Brasil no começo da Copa e , fábula ou não, o fato é que ele só entrou na equipe no terceiro jogo, quando enlouqueceu os soviéticos do começo ao fim da partida.

Entre 1955 e 1962, Mané Garrincha foi isso, arte em estado puro.

De 1962 em diante, embora tenha jogado a Copa da Inglaterra, em 1966, ele tentou apenas sobreviver.

Seus joelhos já estavam em situação miserável e o alcoolismo se acentuava dramaticamente.

O melhor ponta-direita da história não conseguia driblar seus fantasmas e, no dia 20 de janeiro de 1983, nove meses e oito dias antes de completar 50 anos, Manoel dos Santos morreu miserável e esquecido para passar a ser reverenciado como um dos grandes gênios do futebol.

Mas gênio mesmo, com G de Garrincha.

*Texto escrito originalmente para e publicado no livro  "Futebol de muitas cores e sabores", da coleção Saberes do Desporto, Editora Campos das Letras, da Universidade do Porto, Portugal, em 2004.

Por Juca Kfouri às 12h01

Computando os sufrágios

*Por CONRADO GIACOMINI

Com 71,99% de um total de 1389 votos, a esquadra dirigida por Felipão derrotou a seleção tetracampeã, que obteve apenas 21,96%. O empate registrou 6,05% das preferências.

 

O time do penta encerra sua participação na Copa dos Sonhos II em quinto lugar nos votos da crítica especializada e pode ficar com o terceiro na tabela dos internautas.

 

A equipe de Parreira termina na lanterninha de ambas as classificações.

 

Tabela dos especialistas

 

                           Pontos Ganhos  Jogos   Vitórias   Empates  Derrotas

1º. Brasil/1958:  10 pontos               4              3               1              0   

2º. Brasil/1970:   8 pontos                4              2               2              0

-    Brasil/1962:   8 pontos                4              2               2              0

4º. Brasil/1982:   5 pontos                4              1               2              1

5º. Brasil/2002:   3 pontos                5              1               0              4

6º. Brasil/1994:   1 ponto                  5              0               1              4

 

Tabela do público

 

                           Pontos Ganhos  Jogos  Vitórias   Empates  Derrotas

1º. Brasil/1970: 12 pontos                4             4               0               0

-    Brasil/1958: 12 pontos                4             4               0               0

3º. Brasil/1962:  6 pontos                 4             2               0               2

-    Brasil/2002:  6 pontos                 5             2               0               3

5º. Brasil/1982:  3 pontos                 4             1               0               3

6º. Brasil/1994:  0 ponto                   5             0               0               5

 

Na segunda-feira, Fernando Calazans elucubrará sobre o confronto entre as seleções de 1962 e 1982.

 

*Conrado Giacomini é o ombudsman deste blog e acredita que Victor Birner tem apenas e somente um defeito: é comunista.

 

Por Juca Kfouri às 00h01

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

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