Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

02/02/2008

Futebol só no Maracanã

Que me desculpem os torcedores dos grandes paulistanos e a torcida do Flamengo, mas futebol de verdade só teve, neste sábado de Carnaval, no Maracanã, no jogo entre Vasco e Botafogo.

Porque nem mesmo a goleada rubro-negra (4 a 0) sobre o América foi fruto de bom futebol.

Joel Santana deu sorte ao ouvir a massa e botar Obina em campo (fez três gols).

Mas, principalmente, o Flamengo só conseguiu se impor depois que ficou com um jogador a mais, já no segundo tempo, muito embora tenha feito um gol mal anulado no fim do primeiro.

E, em Bauru, o 1 a 0 do Noroeste sobre Palmeiras ficou à altura dos empates de São Paulo e Corinthians: futebol que é bom, nadica.

Já no Maracanã o clássico foi muito bom.

O Botafogo fez 2 a 0 no primeiro tempo, com um golaço de Zé Carlos, aos 17, de fora da área, e com Túlio, aos 34, de cabeça.

Mas o Vasco também criou boas chances e em nenhum momento se entregou.

Tanto que já descontou logo no primeiro minuto do segundo tempo, com Jorge Luiz, também de cabeça, como Túlio.

Cinco minutos depois, Zé Carlos pegou Wagner Diniz por trás e foi corretamente expulso.

Estava instalado o drama para o Botafogo.

Até porque o goleiro uruguaio Castillo falhou no gol vascaíno e falhou de novo aos 19, quando o Vasco marcou outra vez, mas em impedimento bem assinalado.

O Vasco passou a pressionar em busca do empate e o Botafogo demorou a se reequilibrar, apesar de alguns bons momentos ofensivos.

Aos 32, o Vasco, enfim, empatou, com Bruno Meneghel, que matou com o braço na pequena área e arrematou para a rede.

Claro, Cuca tem por que reclamar, mas deve, principalmente, reclamar de Zé Carlos.

Aos 39, o árbitro deu uma compensada, ao marcar pênalti duvidoso de Luizão, que ainda redundou em sua expulsão.

E o Botafogo fez 3 a 2 com Lúcio Flávio.

Por Juca Kfouri às 20h06

Furacão, o retorno?

O Atlético Paranaense ganhou de 3 a 0 do ADAP e completou sua oitava vitória consecutiva.

Com mais três vitórias se igualará ao time de 1949, ano em que ganhou o apelido de Furacão, ao chegar a 11 vitórias seguidas.

E o rubro-negra já disputou os dois clássicos, contra coxas e paranistas. 

Por Juca Kfouri às 20h03

0X0s

Ponte Preta e São Paulo empataram sem gols no calor de Campinas.

Jogo disputado, duríssimo, e de pouquíssimas emoções.

A maior delas ficou por conta do artilheiro pontepretano Renato que, no começo do segundo tempo, deu uma bicicleta que Rogério Ceni precisou ser de circo para defender.

Aliás, se alguém mereceu vencer este alguém foi a Ponte, embora Jorge Wagner tenha perdido um gol feito.

Porque Rogério Ceni acabou sendo decisivo, com três grandes defesas.

Júnior jogava bem até se machucar e dar lugar a Carlos Alberto, redondo e inútil.

Corinthians e Mirassol empataram sem gols no sol do Morumbi.

Jogo disputado, paupérrimo, e de raríssimas emoções.

Dentinho era o único jogador corintiano, pela direita, no primeiro tempo.

Aí, no segundo, ele voltou pela esquerda... e se machucou aos 15.

Lima estreou, mas foi como se não tivesse estreado.

Acosta esteve em campo, imóvel, com apenas um bom lance de gol. E Coelho esteve em campo, mal até nos cruzamentos, sua especialidade.

Na verdade, foram dois 0 a 0 chochos (xoxos seria melhor, mas o ombudsman já protestou...).

E o Guaratinguetá periga passar o Carnaval na liderança do Campeonato Paulista.

Basta vencer, amanhã, o Guarani, no Vale do Paraíba, no clássico Gua-Gua ou Guará-Guara.

Por Juca Kfouri às 18h01

Está no blog 'Carta Bomba'

Por André Rizek

http://ultimosegundo.ig.com.br/esportes/opiniao/carta_bomba/


A tacada certeira da Traffic

A legislação (tanto pela versão da Fifa como da Lei Pelé) veda que uma empresa controle o futebol de duas equipes diferentes em uma mesma divisão.

A Traffic não controla o futebol do Palmeiras.

Mas é dona dos principais jogadores do time – exceção feita a Valdívia.

E, pelo menos oficialmente, diz que não paga o salário do treinador, Vanderlei Luxemburgo, o homem que cuida do patrimônio da empresa.

A Traffic também tem uma parceria com o Ituano, que enfrentou o Palmeiras no meio da semana, pelo Paulista, e faz uma oferta para entrar no Santos.

A Traffic opera dentro da lei: ela não controla o futebol do Palmeiras, pelo menos "em tese".

Mas se você é dono de vários dos jogadores, que nome devemos dar para isso? "Parceria", no mínimo.

J. Hawilla, o dono da Traffic, é mesmo um avião.

Porque a Fifa ameaça estabelecer que mais nenhum fundo de investimento ou mesmo pessoa física possam ser donos dos direitos econômicos de jogadores.

O que ele fez, então?

Copiou o Figer e comprou seu próprio clube, o Desportivo Brasil, ao qual os atletas estão vinculados.

Assim, pelo menos oficialmente, o que acontece é que o Desportivo Brasil empresta jogadores para o Palmeiras, o Ituano e, quem sabe, o Santos também, mais pra frente.

Se proibir um clube de fazer isso, não tem mais negócio no futebol, fica impraticável.

Mas a Fifa poderia proibir que clubes que não joguem campeonatos sejam donos de jogadores...

Ou que os jogadores tenham que disputar ao menos uma temporada pelo tal clube, antes de serem negociados.

Isso hoje não ocorre e por isso há uma febre de empresários para comprar agremiações Brasil afora.

Hawilla quer abraçar Palmeiras e Santos.

É hora de o futebol refletir sobre isso, sem pré-conceitos.

Isso é bom, isso é ruim? Pensemos.

O que sei é que a Fifa precisa fazer um estudo sério para avaliar os impactos dessa forma de negócio.

Tenho medo só de pensar na idéia de empresários e fundos de investimento ficarem mais fortes que os clubes.

Por Juca Kfouri às 12h58

Podcast do CBN EC

Já é possível ouvir o CBN EC na página da emissora, em podcast.

Basta clicar em http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/programas/cbnesporteclube.asp, ou aí do lado, nos endereços indicados.

Por Juca Kfouri às 12h23

Ainda sobre o contrato Palmeiras/Fiat

Na noite de ontem entrevistei o diretor de marketing do Palmeiras, Rogério Dezembro, na rádio Globo, e, depois, o editor do diário "Lance!", Thiago Salata.
 
Na edição deste sábado do "Lance!" o diário passa a chamar o cartola alviverde de Rogério Abril, em homenagem ao dia 1o. de abril...

Basta clicar nos logotipos para ouvir as entrevistas.
 
 
 
 
 

 

Por Juca Kfouri às 12h21

01/02/2008

Sem perdão

Por ROBERTO VIEIRA

Não sei se o senhor concorda comigo, mas o perdão é sempre belo. Sempre bem vindo. Menos no futebol.

No dia em que os jogadores começarem a pedir perdão, acabou o futebol.

Imagine o senhor, um clássico. Um Fla-Flu. Um Grenal.

Ou mesmo um desses jogos que não valem nada. Sete de Setembro x Primeiro de Maio. Solteiros x Casados.

Imagine o senhor.

Um zagueiro entra de sola na canela do atacante e logo se desculpa pelo estrago. De quebra, ainda tasca um beijo no adversário.

Ou um centroavante moleque que mete a mão na bola aos 45' do segundo tempo. Gol. Imediatamente vai nas redes, pega a bola e entrega pro juiz:

Foi mão!

A torcida ia arrancar os cabelos e a cabeça do infeliz.

Alguém sonha com Pelé enviando uma carta de desculpas aos inúmeros zagueiros que enfrentou, pelos milhares de pênaltis que ele cavou na vida? Ou quem sabe, Figueroa de joelhos pedindo perdão ao nariz de Palhinha pelas cotoveladas desferidas no Beira-Rio?

Nada mais patético.

Falo isso, pois Diego Maradona decidiu pedir perdão aos ingleses pela mão de Deus na Copa de 86. Logo aos ingleses.

Alguém já viu algum inglês pedindo desculpa pelas arbitragens da Copa de 66?

Eu não.

Maradona se arrependeu. Bom pra ele. Péssimo para o futebol.

Porque o futebol meu senhor, é o único lugar no mundo onde o perdão não tem perdão.

Por Juca Kfouri às 16h31

Cruzeiro na frente

Protagonista do jogo mais importante do começo da temporada, e depois de duas boas vitórias, o Cruzeiro foi escolhido como o time que está apresentando o melhor futebol neste momento no Brasil.

É o que pensam 36,45% dos 2664 blogueiros que opinaram.

O Botafogo veio a seguir, com 29,17%, quase empatado com o São Paulo, que teve 27,36%.

O Inter ficou com apenas 7,02%.

Por Juca Kfouri às 15h08

Ontem, na rádio Globo

Se você tiver paciência, ouça o debate que tivemos, o professor e diretor de planejamento do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, e eu, ontem na rádio Globo de São Paulo.
 
Basta clicar no logotipo da emisssora, acima.
 
Dura quase meia-hora...

Por Juca Kfouri às 10h24

De Belluzzo, para este blogueiro

Meu caro Juca,

Procuro não cultivar ressentimentos e muito menos alimentar paranóias.

Tenho a impressão que o remédio mais eficaz para a cura do mal nietzcheano e da moléstia freudiana é expulsá-las da alma com a palavra.

 Lí, como de hábito, seu artigo de hoje na Folha. Muito bom.

Mas, não posso concordar com a afirmação de que a diretoria do Palmeiras mentiu.

Tampouco me acode a idéia peregrina de "culpar" a imprensa. Ela é o que é.

Como vc é muito mais ilustrado do que os coleguinhas de ofício, vou citar uma observação, um tanto irônica, de Eric Hobsbawn, em seu último livro Globalização, Democracia e Terrorismo.

"A imprensa verá cada vez mais como sua função divulgar aquilo que os governos preferem manter em silêncio, ao mesmo tempo em que depende dos propagandistas das instituições que ela deve criticar para preencher sua telas e páginas... Na imprensa onipresente e toda poderosa, co-pilotos sem volante nas mãos proclamam uma competência rival à do governo e comentam ininterruptamente seu desempenho."

Como diz o filósofo Slavo Zizek, doses moderadas de materialismo histórico e teoria crítica fazem bem ao espírito do tempo, hoje contaminado pela propagação de certezas midiáticas, que logo se revelam bastante incertas. Para não repetir argumentos já exarados, aí vai o e-mail que enviei para o jornalista do Lance, Luiz Fernando Gomes. Saudações palestrinas.

Senhor Luiz Fernando,

Leitor assíduo do Lance, topei hoje com o editorial de sua lavra. Nele o senhor usa a palavra mentira para qualificar os valores do contrato de patrocínio da FIAT, aqueles divulgados pela imprensa nativa. Sinto-me na obrigação de fazer algumas considerações sobre o texto.

1 - No dia seguinte à assinatura do contrato a mídia divulgou os valores mais disparatados -desde 10 até 19 milhões, passando por 15, 12 etc...Perguntado sobre o assunto, respondí que não poderia confirmar nem desmentir o que estava sendo publicado. O presidente Bellini da FIAT e a presidência do Palmeiras foram muito claros: todos deveriam manter sigilo acerca das condições contratuais. Contratantes privados estão desobrigados de informar o valor de seus contratos, salvo no caso de decisão judicial. O senhor fala em motivos estúpidos- ninguem está livre deles, salvo os jornalistas guardiões da verdade e da perfeição humana - mas tambem em motivos suspeitos, o que é muito grave. Imagino que tipo de fraude poderia haver num contrato de patrocínio: lavagem de dinheiro, grana por fora, suborno, crime tributário. A suspeita de malfeitorias daria ocasião, num país civilizado, a uma ação judicial requerida pelos acusadores que, suponho, são partes legítimas. Se assim não for, correm o risco curtir uma condenação por litigância de má fé. O ônus da prova cabe a quem acusa. Assim eram as normas processuais até o surgimento dos tribunais midiáticos.

Os jornalistas do Lance que cobrem o Palmeiras podem (ou deveriam) testemunhar que as cifras mencionadas jamais sairam de minha boca ou de qualquer outra pessoa autorizada. Mas há quem entenda, na imprensa nativa, como diz meu amigo Mino Carta, que "pacta non sunt servanda". Devo atribuir o desconhecimento dessa regra à eliminação do ensino do Latim nos cursos de segundo grau. Ademais, o senhor há de concordar que seria demasiado exigir que eu desminta o que não disse. Essa era a técnica praticada nos calabouços da ditadura.

2- O contrato tem um valor fixo e prevê, alem do jogo com a Juventus, prêmios por desempenho e outras ações na área social e,ambiental. Hoje os profissionais de alto nível, os mais procurados no mercado, firmam contratos desse tipo. O valor final do contrato está em aberto.

3 - Quanto aos demais empreendimentos, teremos o maior prazer em esclarecer o senhor editor-chefe

Luiz Gonzaga Belluzzo

Observação do blog: Faria bem o diretor de marketing do Palmeiras, Rogério Dezembro, se viesse a público e simplesmente se desculpasse de ter dito que o contrato com a Fiat era de 19 milhões de reais, o maior do país para um clube de futebol.

Porque foi essa afirmação que despertou tanta curiosidade em torno do patrocínio.

Ao invés de submergir como fez, Dezembro poderia dizer que se enganou e, assim, livrar toda a direção do clube da desconfiança de que foi cúmplice de uma mentira.

Por Juca Kfouri às 10h21

Está no 'Diário de Natal' de hoje

Coordenadora de futebol feminino ainda não recebeu repasse da CBF

A professora Isabel, coordenadora da equipe de futebol, ABC, que representou o Rio Grande do Norte na Copa Brasil de Futebol Feminina continua cobrando repasse da CBF prometido a todas as equipes participantes.

O calote da CBF continua, o dinheiro para pagamento das dívidas, que sairia em 15 dias depois do início da competição, ainda não apareceu na conta, mesmo já tendo se passado quase dois meses do final da competição.

Ontem, Isabel voltou a procurar à direção da Federação Norte-rio-grandense de Futebol, mas não obteve do secretário geral da FNF, Tiago Cavalcanti, qualquer sinalização sobre a data do repasse.

A coordenadora disse que ainda que o dirigente da FNF chegou a afirmar que ela não tinha sido obrigada a participar, ‘‘ninguém colocou uma faca no seu pescoço para que você participasse’’, disse ele.

Lamentando muito a atitude da pessoa que deveria se empenhar em resolver um problema que também diz respeito à entidade, Isabel, que só colocou a equipe confiando nessa promessa, vai continuar lutando pelos seus direitos.

Indignada com o descaso, enfrentando problemas particulares por conta das cobranças injustas que vem recebendo, ela afirmou que, ‘‘se o caso não for resolvido até o final dessa semana vou procurar a imprensa nacional, inclusive um contato com o jornalista da ESPN, Juca Kfouri.’’ ‘‘Não tenho mais nenhuma alternativa, e vou mandar correspondência narrando todo o acontecimento, o calote, os problemas e a desorganização da competição’’, encerrou.

A Copa Brasil de Futebol Feminino, que foi realizada de 30 de outubro a 8 de dezembro, com a participação de 32 equipes, na verdade, não passou de uma jogada de marketing de Ricardo Teixeira e sua turma para calar a mídia que cobrava atenção por conta das cobranças de Marta e Cia, estrelas do Brasil.

Observação do blog: a "ameaça" da professora seria até engraçada, não fosse a situação, trágica.

Por Juca Kfouri às 10h14

Amanhã é sábado de Carnaval. E de futebol

Amanhã começa o Carnaval.

Nem por isso deixa de ter futebol.

E há dois belos jogos no eixo Rio-São Paulo.

Jogos de líderes.

E dá pra ver os dois.

Em Campinas, a líder Ponte Preta, que já perdeu uma vez, recebe o vice-líder São Paulo, que está invicto.

Apenas um pontinho os separa.

O jogo será às 16h.

Às 18h10, no Rio, no Maracanã, outro jogo de líderes, o primeiro clássico da Taça Guanabara.

O Botafogo, em primeiro lugar e invicto no Grupo B, enfrenta o Vasco, em segundo, três pontos atrás, já com uma derrota.

Ponte Preta e Vasco têm uniformes quase iguais e, igualmente, não entram em campo como favoritos.

Por Juca Kfouri às 00h54

Paz e amor no Carnaval

O autor do filme, Lucas Landau, explica:

"O bloco Gigantes da Lira sempre pára em frente a janela da dona Elizabeth e canta Carinhoso em homenagem a ela.

E me desculpem a qualidade do vídeo, foi feito com um celular".

O blog comenta: não há por que desculpar.

Há, sim, por que agradecer.

Por um momento de tamanha graça e sensibilidade.



 

 

Por Juca Kfouri às 00h09

31/01/2008

Tá feia a coisa

O Santos conseguiu a suprema façanha de perder para o Barueri, na Vila Belmiro.

2 a 1, gol de falta do Barueri, ainda no primeiro tempo e outros dois no fim do jogo, o de 2 a 0 e a diminuição do vexame com Tabata.

Nos primeiros minutos do segundo tempo,o mesmo Rodrigo Tabata bateu um pênalti, que ele mesmo sofreu do veterano Amaral, o coveiro, duas vezes.

Na primeira cobrança, convertida, houve invasão da área e o árbitro mandou voltar (na verdade houve irregularidade no posicionamento do goleiro e o árbitro interrompeu a cobrança).

Na segunda o goleiro Renê defendeu.

E o Santos perdeu, com o goleiro Felipe (Fábio Costa brigou e foi barrado) sofrendo o segundo gol aos 47, com a bola passando entre as suas pernas .

E a torcida entoou: "Ei, Leão, pede demissão".

Por Juca Kfouri às 22h26

Acabou a pane do blog do Birner...

Por excesso de demanda, o blog do Birner ficou fora do ar um tempão.

Agora está regularizado.

É só ir lá e conferir.

Por Juca Kfouri às 21h32

Sobre 'legados' esportivos

Por LINO CASTELLANI FILHO
Observatório do Esporte

Nesses dias que antecedem o carnaval, a mídia vem nos oferecendo um vasto repertório de notícias, que vai do uso desmedido dos cartões corporativos por parte de ministros às viagens internacionais na contramão dos cortes orçamentários sinalizados pelo fim da CPMF.

Nessa balada ficamos sabendo que o Ministro do Esporte e seu Secretário Nacional de Alto Rendimento estenderam uma viagem internacional à cidade de Barcelona, a fim de buscarem elementos que os ajudassem a compreender a dinâmica do "legado" que eventos esportivos de grande porte deixavam às cidades responsáveis por suas realizações.

Seria motivo de elogios tal preocupação se não fosse ela motivada pelos ecos da herança do Pan carioca, que longe ainda de completar um ano de sua realização já é exemplo de mal uso de recurso público.

Mas não só isso.

Tal viagem à cidade catalã poderia ser evitada se os assessores do ministro e de seu secretário fizessem chegar até ambos, duas publicações que circularam pelos corredores do ministério entre 2004 e 2006.

Estamos falando dos livros "Lãs Claves del Êxito: Impactos sociales, deportivos, econômicos y comunicativos de Barcelona 92" e "1992 / 2002 - Barcelona: L'herència dels Jocs".

O primeiro - editado pelo Centro de Estúdios Olímpicos y del Deporte de la Universidad Autônoma de Barcelona, Comitê Olímpico Espanõl, Museo Olímpico de Lausana e Fundaçión Barcelona Olímpica - teve edição em castelhano (junho/95), catalão (julho/95) e inglês (novembro/95).

O segundo, publicado em catalão no ano de 2002 pela Editorial Planeta e editado pela mesma Universidade Autônoma de Barcelona, através de seu Centro de Estudos Olímpicos e de Esporte, em conjunto com L'Àrea d'Esports de L'Ajuntament de Barcelona. Ambos organizados pelos estudiosos Miquel de Moragas e Miquel Botella.

O Ministério do Esporte prestaria um enorme serviço se envidasse esforços de viabilizar a edição das obras em português.

A Faculdade de Educação Física da Unicamp, através de seu "Observatório do Esporte", está disposta a cerrar fileiras com ele com vistas à concretização da publicação.

Por Juca Kfouri às 15h28

Ousadia roxa

Com mil blogueiros opinando, 69,31% acharam maior a ousadia corintiana, 17,72% a palmeirense e apenas 12,97% a do Flu.  

Por Juca Kfouri às 15h22

A prova da mentira palmeirense

Às 16h30 de hoje, daqui a pouco portanto, o blog do Birner (http://www.blogdobirner.net) publicará a ata da reunião da direção do Palmeiras na qual constam os valores do contrato com a Fiat, alardeados como o melhor do futebol brasileiro.

Em vez dos anunciados 16 milhões de reais, apenas 8 milhões e meio e um jogo contra a Juve, mais 1 milhão e meio se o time for campeão.

Contrato, portanto, inferior ao do Flamengo, do Corinthians, do São Paulo...

Diferentemente também do que foi dito, o contrato é de apenas um ano, não de três.

A ata tem oito páginas e esses dados se encontram à página 4.

E os cartolas ainda querem que acreditemos neles.

Por Juca Kfouri às 15h09

Luxemburgo e Mourinho

Por GUSTAVO VILLANI, de Madri

Vanderlei Luxemburgo quer ser Alex Ferguson, Arsène Wenger, mas está mais para José Mourinho, especialista caricato na arte de falar alto, grosso, com ar soberano.

O técnico do Palmeiras exige autonomia para trabalhar além da área limitada aos treinadores em frente ao banco de reservas e quer transcender as tarefas do vestiário e participar das contas do clube.

Para ele contratar é funçao do técnico, nao apenas dos dirigentes, como acontece há muito tempo no futebol inglês.

A reivindicação é legítima, desde que ele também seja responsabilizado pelas contratações equivocadas.

O manager não deve ser bom apenas para ele mesmo, mas principalmente para o clube que o contrata.

Leio aqui de longe as muitas frases de efeito do treinador brasileiro.

"Sou bom", "Nao nasci para perder" (Alguém nasceu?), "Sou como vara de marmelo, envergo mas nao quebro", enfim, são muitas.

As entrevistas coletivas cheias de clichês, rendem muitas manchetes.

Fora dos microfones Luxa dá aquela tradicional piscadinha de canto de olho, beliscao a barriga ou mesmo dá um beijo no rosto dos repórteres mais chegados.

Até imagino a cena, porque presenciei muitas delas.

O bom malandro, como se auto-denomina, faz cena, usa os microfones como instrumento de trabalho.

Mourinho, atualmente desempregado, também é adepto da estratégia.

À base de gritos que beiram à histeria, ambos fazem os jogadores acreditarem que jogam mais do que realmente podem.

Funciona.

O problema é que com o tempo a caricatura supera o personagem.

Mourinho e Luxemburgo dirigiram recentemente grandes equipes, de contas bancárias bem gordas, e não ganharam grandes títulos.

O primeiro não conquistou a Champions League pelo Chelsea, como mais queria o patrão Abramovich.

E Luxemburgo pouco fez no Real Madrid, além de ter fracassado na conquista da Libertadores pelo Santos.

Enquanto isso Ferguson e Wenger seguem fortes, campeões ou não.

A diferença é abissal e começa pela conduta. 

Por Juca Kfouri às 13h40

Para variar, o São Paulo está na boa

Transcorridas as cinco primeiras rodadas do Campeonato Paulista, só um grande está entre os quatro primeiros, os que se classificam para as finais.

Só um time também continua invicto.

O grande que está entre os quatro primeiros e o único invicto é o mesmo time, o São Paulo.

São Paulo que do time campeão brasileiro do ano passado, para citar apenas três jogadores, já perdeu o excelente zagueiro Breno, o faz tudo Leandro e, ontem, outro coringa, o polivalente Souza, vendido para o Paris Saint Germain.

É muito cedo para qualquer conclusão, seja em relação aos que não estão bem, seja em relação aos que estão em melhor situação, como o São Paulo.

Mas será coincidência que entra ano, sai ano, o São Paulo sempre está nas cabeças?

Por Juca Kfouri às 01h05

Noite do Cruzeiro

Com quase 40 mil pagantes no Mineirão, o Cruzeiro conseguiu um ótimo placar diante do Cerro Porteño, 3 a 1, no jogo mais importante da noite.

Os paraguaios assustaram no começo do jogo e quase abriram o placar.

Mas o Cruzeiro reagiu, jogou melhor, abriu o placar com Ramires, aos 39 do primeiro tempo,  aumentou para 2 a 0 com Moreno, aos 15 do segundo, tomou um gol preocupante de pênalti aos 28, mas encontrou nos pés de Ramires, aos 44, o terceiro e tranquilizante gol, que lhe permite perder por um gol de diferença em Assunção, na quarta-feira que vem.

E já nos acréscimos quase que Moreno ainda fez mais um.

Seria ótimo se fizesse, mas ficou de bom tamanho.

Pena que Kérlon tenha sofrido séria lesão no joelho e deva ficar meio ano fora de combate.

Em tempo: Ramires ainda fez outro gol, mal anulado por impedimento.

Por Juca Kfouri às 00h07

São Paulo só folga no fim

Se o São Paulo não tivesse vencido por 3 a 1 o Rio Claro, no Morumbi com seis mil torcedores, a chiadeira seria sem fim.

Porque enquanto estava 0 a 0, no primeiro tempo, Adriano sofreu um pênalti claro, não marcado.

Depois, de cabeça, no segundo tempo, o próprio Imperador fez 1 a 0.

Mas o Rio Claro empatou, em pênalti cometido por Miranda.

E enquanto estava 1 a 1, Dagoberto sofreu outro pênalti não marcado.

Sorte do árbitro que, em seguida, Jorge Wagner fez um golaço de fora da área e botou o tricolor outra vez na frente, vantagem ampliada no finzinho com o terceiro gol , de Hernanes.

Só o São Paulo segue invicto e pega a Ponte Preta, no sábado, em Campinas.

Por Juca Kfouri às 00h00

30/01/2008

Corinthians se safa

Enquanto estava 11 contra 11, Sertãozinho e Corinthians faziam um jogo fraco, mas equilibrado, diante de 25 mil torcedores, em Ribeirão Preto.

Finazzi perdeu um gol feito e o Corinthians perdeu Perdigão, expulso aos 29 minutos, no primeiro tempo.

Daí, o Sertãozinho tomou conta e obrigou Felipe a fazer uma porção de defesas.

No segundo tempo, o diapasão foi o mesmo.

Herrera estreou no lugar de Finazzi mas não influiu nem contribuiu.

O Corinthians só criou mais uma chance de gol, com André Santos, e o time do interior desperdiçou pelo menos três boas chances.

O 0 a 0 ficou de bom tamanho para o time da capital.

Por Juca Kfouri às 23h57

Vexame verde

Piracicaba talvez seja a região mais palmeirense de todo interior paulista.

E o Palmeiras foi jogar lá contra o Ituano, diante de bom público, quase 17 mil torcedores.

Fez estrear Diego Souza e, no segundo tempo, Lenny.

Mas não adiantou.

Ainda no primeiro tempo levou mais um gol de bola cruzada, como tem sido habitual.

E não conseguiu nem sequer empatar.

Adeus invencibilidade para o Verdão, numa noite em que a líder Ponte Preta também dançou, ao perder por 3 a 1 para o Bragantino, em Bragança Paulista.

Em tempo: Valdívia foi derrubado na área no fim do jogo e o pênalti não foi marcado.

Por Juca Kfouri às 21h29

Fogão dá show, Mengão pro gasto

O Flamengo estreou Kléberson e dependeu de Toró, autor do único gol do jogo, fraco, contra o Macaé, no Maraca.

Enquanto isso, no Engenhão, o Botafogo seguiu em sua toada: enfiou 6 a 2 no Mesquita.

Não vi e lamento não ter visto.

Como não vi a goleada do Vasco sobre o Resende, 5 a 2, só os gols.

Mas alguma coisa me diz, como diz a tanta gente, que esses Duque de Caxias, Resende, Mesquita e quetais não passam mesmo disso, de serem sacos de pancada.

Seja como for, Vasco x Botafogo, no sábado de Carnaval, promete.

Por Juca Kfouri às 21h28

'Sálvio e Armando'

Por Roberto Vieira
 
 
 
- Pois é seu Armando, eu não entendo. O que é que o senhor tem que eu não tenho?


- Carisma meu caro, carisma.


- Mas seu Armando, foi falta do Adriano!


- Sálvio! Foi falta pros corintianos. Pros tricolores foi gol.


- Dizem que vão me suspender, botar na geladeira.


- É bem provável. Pra pensar duas vezes antes de apitar.


- Mas seu Armando, o senhor me desculpe, mas o que aconteceu domingo é fichinha...


- Diz logo. É fichinha perto do que acontecia comigo, né?


Sálvio fica calado, porém é a pura verdade. Na sua frente está um juiz que cometeu os erros mais atrozes da história do futebol brasileiro. E, no entanto, escapou ileso pra contar a história.


- O senhor não viu a mão de Wilton seu Armando?


- Vi meu amigo.


- E a de Leivinha?


- Claro, quem não viu?


- O senhor contou os pênaltis da Portuguesa?


- Um por um, mas depois fiquei pensando na vida e me perdi um pouco.


- E aquele esculacho no Müller na Copa de 74?


- Ali até eu acho que exagerei. Principalmente, porque eu falei tudo em tupiniquim.


Sálvio respira fundo e decide fazer a pergunta tão esperada:


- Então seu Armando, se o senhor errou tanto e está aqui contando história, porque é que todo mundo pega no meu pé e no seu não?


Armando pensou bem na resposta. Olhou Sálvio na sua frente. Mais um juiz que não entendia as engrenagens que movem a vida e o futebol. Por um instante achou que fosse falar a verdade, mas o instante passou rápido. Fugaz. Ele não iria entender nunca. Pra que gastar seu verbo?


Então, Armando lhe estendeu a mão e disse que aquilo tudo iria passar. Todo mundo erra. No próximo jogo todo mundo já esqueceu.


Sálvio olhou aquele vulto se afastando na rua. Incógnito. Distante. Lembrou do lance de Adriano, dos gritos da torcida. Por um momento pareceu entender a estranha metáfora do futebol, das arquibancadas, do juiz solitário no meio de campo.


Poderoso e frágil.


Meritíssimo e réu.


Por vezes, Judas.


Muitas vezes, Pilatos.


Mas sempre crucificado.

Por via das dúvidas, colocou de novo a peruca e a barba pra não ser reconhecido. 

Por Juca Kfouri às 18h48

A avaliação sobre Pelé

Para 45,50% dos 1767 blogueiros que responderam à sondagem, Pelé hoje seria ainda melhor do que foi.
 
Com o que não concordam 32,37% que imaginam que ele seria pior e mais 22,13%, que acham que o Rei seria o mesmo.

Por Juca Kfouri às 16h25

Haja ousadia

Gostos à parte, a questão esta posta:

a exemplo do que já fazem há tempos os times europeus com suas terceiras camisas, os brasileiros também começam a ousar.

O Fluminense abriu o caminho com sua camisa laranja, o Palmeiras veio a seguir com a limão e agora vem o Corinthians com a roxa.

Quem cometeu a maior ousadia?

Por Juca Kfouri às 14h02

Vem aí o livro sobre Rogério Ceni

Se der tudo certo, até meados de fevereiro os originais da biografia de Rogério Ceni estarão entregues à editora DBA, a mesma que lançou a coleção Camisa 13, com a história dos principais clubes do país (só faltou a do Vasco, encomendada a Aldir Blanc).

Alberto Helena Júnior é quem assina a biografia, caso típico do biógrafo à altura do biografado.

E vice-versa.

O autor só tem uma queixa: não tem drama na vida do goleiro.

De fato.

Mas o que tem de glórias...

Por Juca Kfouri às 12h14

A Libertadores começa para o Brasil

Hoje às 21h50, no Mineirão com cerca de 50 mil torcedores, o Cruzeiro estréia na Libertadores, que disputará pela 10a. vez.

O adversário já foi o melhor time do Paraguai, o Cerro Porteño, mas faz tempo que vive apenas da tradição e da popularidade de que ainda desfruta no país guarani.

Futebol mesmo que é bom faz tempo que o Cerro não joga, embora seja um time chato, daqueles que marca, marca, trunca o jogo e que vai fazer de tudo para sair com um empate de Belo Horizonte, já que decide a vaga em Assunção.

Sob o comando do técnico Adílson Batista e animado pela boa estréia no Campeonato Mineiro, o Cruzeiro é o favorito, mas tem de tratar de fazer uma vitória que lhe dê tranquilidade para o jogo de volta.

Até hoje nenhum clube brasileiro parou nesta fase chamada de pré-Libertadores e certamente o Cruzeiro, bicampeão da Libertadores, não quer ser o primeiro.

 

Por Juca Kfouri às 00h27

29/01/2008

Nova sondagem!

Se Pelé jogasse hoje, seria melhor, pior ou igual ao que foi nos anos 50, 60 e 70?

Por Juca Kfouri às 17h55

Quem você queria no seu time?

Como era de se prever, Kaká ganhou disparado, com 53,07% dos votos de 3.375 blogueiros.
 
Em segundo lugar ficou Robinho, com 16,33%, praticamente empatado com Ronaldinho (15,58%) e com Alexandre Pato (15,02%).

Por Juca Kfouri às 17h53

E se Pelé jogasse hoje...

Um jornalista da revista "Superinteressante" me pergunta: e se Pelé jogasse hoje em dia, como seria?

E eu respondo: do mesmo modo que um dia o preparador físico da Seleção Brasileira bicampeã mundial em 1958/62, Paulo Amaral, disse que se Pelé não fosse jogador de futebol e se dedicasse ao atletismo seria dos corredores mais rápidos do mundo por causa do formato da arcada de seus pés, Pelé, se jogasse hoje, seria ainda melhor do que foi.

Na esteira a nossa Copa dos Sonhos II, é oportuno lembrar que com material esportivo mais leve e personalizado, com gramados infinitamente melhores do que os de 30, 40 anos atrás, e, principalmente, com todos os avanços da ciência do esporte, da preparação física, o Rei Pelé seria melhor, ao contrário do que pensam alguns que se baseiam na maior lentidão do futebol de ontem.

Por Juca Kfouri às 17h47

Está no 'Lance!', de hoje

Transcrevo, abaixo, o fecho da coluna de hoje de Portella, no diário "Lance!".

A meu ver, irretocável.

Por JOSÉ LUIZ PORTELLA

Os Estaduais sustentam isso aí

Os Estaduais servem para sustentar os presidentes de federações.

É o imposto que a CBF paga para Teixeira se eternizar no poder.

E o efeito colateral mais grave se dá com a longevidade dos presidentes das federações.

Todos pudemos ver, em reportagens recentes na mídia, o tempo que os presidentes, vice-reis de Teixeira, se sustentam no poder.

De forma nada democrática.

Acho que nem Teixeira gosta dos Estaduais.

Tampouco a Globoesporte.

Mas, que fazer? Ambos precisam desses presidentes para que se mantenha essa estrutura de poder.

É preciso que a turma do bem, que gosta dos estaduais - e eu, a respeito - entenda o que eles significam.

Não dá para a gente ficar numa análise dita romântica, de apego às tradições ou de pretensa defesa dos velhos times que nos encantaram quando crianças.

Também gosto do romantismo, do amadorismo, no sentido do jogador que ama o clube e veste, de fato, a camisa.

Mas, o mundo mudou.

Não sou liberal nem neoliberal. Ao contrário.

Acredito que o Estado tem papel relevante na economia e na vida de um país.

Sem virar cabide de empregos ou um estado perdulário.

Mas ele impulsiona a economia e deve ser ativo.

Até porque, quando o capitalismo selvagem quebra, vai correndo chamar o Papai Estado para cobrir o prejuízo.

Como agora, nos EUA.

São exatamente a ausência de um Estado que tenha a coragem de regular essa anarquia, útil ao poder de plantão em nosso futebol, e um saudosismo bem-intencionado, que não percebe o que sustenta os campeonatos estaduais, que fazem demorar as mudanças necessárias.

E nem temos mais o Bangu, o Olaria e a Ferroviária.

Em vez de clube-empresa, os emergentes são clubes de empresários.

O sistema sustenta isso aí.

Por Juca Kfouri às 17h34

Quem não chora não mama

Computados 4500 votos, a choradeira tricolor, com 35,91% das indicações, ficou em primeiro lugar.

Mas 30,69% consideraram que Sálvio Fagundes Filhos é um fanfarrão e 28,80% o tem na conta de corintiano.

Apenas 4,60% acham que ele é um bom árbitro.

Por Juca Kfouri às 01h40

A pergunta da terça-feira

Se você pudesse trazer apenas um deles para seu time, quem você traria?

Alexandre Pato

Kaká

Robinho

Ronaldinho Gaúcho

Por Juca Kfouri às 01h33

O primeiro teste do Fluminense em 2008

O Fluminense entra no Maracanã hoje às 19h30 com a obrigação de vencer o Volta Redonda.

É ainda apenas a quarta rodada da Taça Guanabara, mas o milionário time tricolor precisa vencer porque apenas empatou sua última partida diante do frágil Macaé.

Renato Gaúcho faz mistério e já não se sabe se continuará no seu 4-3-3, com Gabriel e Gustavo Nery nas laterais e com Dodô, Washington e Leandro Amaral no ataque.

Pode ser até que o mantenha diante do fraco Voltaço, mas não tem mais ninguém que aposte um tostão que o Flu vá jogar assim na Libertadores.

Por Juca Kfouri às 01h25

28/01/2008

A vida é dura...

Duas mensagens recebidas hoje, em minha caixa postal pessoal:

Caro Juca,

Sou Pedro Antonio Abdalla, tenho 47 anos, formado em administração pela FGV, corintiano, acredito que entendo como todos das regras do futebol.

Apesar da sua magnífica inteligência, quando o assunto é Corinthians, não sei porque, você se acovarda e fica em cima do muro. No jogo de ontem, o lance do Adriano não é discutível, carga clara; no lance do Dagoberto, nitidamente quando percebe que o Chicão vai para a bola, coloca a perna impedindo sua passagem, cometendo a falta.

Porque que você não citou a falta do Joilson no Chicão (1º. tempo), passível de amarelo e consequentemente o vermelho?

E a falta do Rick no Dentinho? Não tinha tomado o amarelo e não pode tomar o vermelho?

Você passa a imagem de uma pessoa muito correta e honesta, mas quando o assunto é Corinthians....

Abraços.

 

Juca Kfouri,

Dagoberto tem tirar uma de João Teimoso e não cair nunca, mesmo acertado. E, Adriano, vai ter que emagrecer, diminuir de tamanha e cortar os membros superiores para fazer gol de cabeça em arbitragem de Sávio Spíndola.

Quando se trata de Corinthians, v. perde o senso crítico.

Jairo Veiga

Cajati SP

Por Juca Kfouri às 17h14

A pergunta do dia

Sálvio Fagundes Filho é:

Corintiano?

Um fanfarrão?

Um bom árbitro?

Apenas vítima da choradeira são paulina?

Por Juca Kfouri às 00h14

Surpresa! Deu Felipão...

E não é que mais de 900 pessoas se deram ao trabalho de responder à tamanha patacoada?

Tudo bem que era domingo, mas será que ninguém tinha nada melhor para fazer?

91% dos blogueiros optaram por ser o Felipão...

Que novidade, não?

 

Por Juca Kfouri às 00h09

27/01/2008

Os hooligans brasileiros

POR ROBERTO VIEIRA

 

Belo Horizonte guarda na memória clássicos lendários entre Cruzeiro e Atlético.

Passes mágicos de Dirceu Lopes? Gols imortais de Reinaldo?

Pois hoje, Belo Horizonte assistiu a guerra entre a Galoucura e a Máfia Azul. Guerra sem passe. Morte sem gol.

O Cruzeiro e o Atlético são muito mais do que supõe a vã filosofia de loucos e mafiosos.

Tanto que o site da Máfia Azul traz um belo 'Manifesto sobre a Paz e a Justiça'.

Proclamando que o universo do futebol é 'educação, cultura e principalmente alegria'.

A onda da Máfia Azul é torcer sem violência. Máfia Azul que possui 80 mil integrantes.

Quase a metade dos soldados que possui o Exército Brasileiro.

Curiosamente a Galoucura também carrega consigo o lema de 'Paz e Justiça'. Exatamente como a Máfia Azul.

Também afirma que seu lema é 'torcer sem violência'.

As duas torcidas que, vale ressaltar, promovem regularmente ações beneficentes.

Pois hoje, na esquina da rua Caetés com a Espírito Santo, centro de BH, o que se viu foi o oposto.

Foi a violência sem torcer. Um manifesto contra a paz.

Mais ou menos como ocorreu em São Paulo. Na praça Roberto Gomes Pedrosa.

Quando uma carga de cavalaria e uma série de bombas de efeito moral foi usada antes do clássico entre São Paulo e Corinthians.

Como se a praça fosse Paris em maio de 68.

Mais ou menos como ocorre em Recife e outras capitais quando as torcidas organizadas se encontram.

O futebol brasileiro jogado no Brasil já não possui um Dirceu Lopes, um Reinaldo.

Quem poderia ser está bem longe. Contando seus metais no Eldorado europeu.

Ironicamente, os europeus não se tornarão artistas da bola levando o que nós temos de melhor.

Porém, em nossos estádios alguns se julgam europeus, assimilando justamente o que o Velho Mundo tem de pior.

O ódio e a violência disfarçadas em paixão.

Por Juca Kfouri às 22h58

Voltou o futebol, voltou a discussão!

A melhor prova de que o futebol está mesmo de volta é constatar que São Paulo anoitece e amanhecerá hoje discutindo o clássico no Morumbi.

E um clássico sem gols!

O Corinthians foi quem mais criou chances agudas, nada menos do que quatro.

Mas gol que é bom não fez nenhum, nem anulado.

Já o São Paulo foi prejudicado pela arbitragem, diante de mais de 41 mil pagantes em seu estádio.

O lance mais claro, indiscutível, foi o do pênalti de Chicão em Dagoberto.

Um pênalti tão burro, tão desnecessário, que o árbitro Salvio Fagundes Filho preferiu inverter a falta e marcá-la a favor do Corinthians.

É claro o São Paulo poderia desperdiçar o pênalti, mas que foi, foi.

O outro lance foi o do gol anulado de Adriano, que se apoiou nas costas do zagueiro William.

Esse cabe discutir.

Na Europa seria gol sem pestanejar.

No Brasil, é lance de interpretação do árbitro.

Adriano está acostumado com o padrão europeu.

Mas hoje joga no Brasil.

Por Juca Kfouri às 20h08

Flamengo arrasa

O Duque de Caxias fazia bom papel na Taça Guanabara.

Vencera o América por 5 a 2 na estréia, no campo americano, e chegara a estar vencendo o Fluminense por 2 a 0, para depois permitir a virada.

O Duque de Caxias é o time de Viola.

Hoje o time voltou ao Maracanã.

E deve estar procurando a bola até agora.

No primeiro tempo já perdia de 4 a 0 para o Flamengo.

Logo no começo do segundo, tomou o quinto gol.

Quatro vira, oito acaba?

Não chegou a tanto.

O Duque de Caxias é muito fraco?

Não importa.

Importa que o Flamengo fez um treino de luxo e tratou de estabelecer a diferença: 5 a 1 e terceira vitória, 100% como o Botafogo.

É assim que se faz: 11 gols em três jogos.

Por Juca Kfouri às 20h05

O Botafogo sobra

O Botafogo ganhou sua terceira partida na Taça Guanabara.

Ganhou com facilidade como nas duas partidas anteriores e jogando bem, com futebol vistoso.

O Americano foi a vítima da vez, 3 a 0, e o ataque do Glorioso já marcou nove vezes.

Só que, vamos combinar o seguinte, para que não se cometa o mesmo equívoco do ano passado: vamos esperar a fase decisiva.

Por Juca Kfouri às 18h02

O clássico paulista merecia gols

Enquanto o entusiasmo prevaleceu no gramado, o Corinthians foi claramente melhor que o São Paulo.

Neste período, 10 minutos iniciais, o alvinegro deu três boas estocadas e, numa delas, aos 5, Finazzi perdeu gol feito, de cabeça.

Entusiasmo arrefecido, o talento individual do time tricolor equilibrou as coisas e tratou de obrigar que o Corinthians se defendesse, diapasão que perdurou até o fim do primeiro tempo, que terminou com um justo empate, mas que poderia ter sido com gols e não com o 0 a 0.

O segundo tempo já começou com o São Paulo tomando conta das ações, apesar de não conseguir levar maior perigo à meta corintiana.

Os alvinegros tentavam ameaçar só nos contra-ataques, mas, com três volantes bons marcadores e nada criativos, faltava quem armasse para os três atacantes.

Curiosamente, no entanto, foi Alessandro quem, aos 13, mandou uma bola na junção do travessão com a trave tricolores e Lulinha, que entrou no lugar do apagado Acosta, desperdiçou um gol em falha de Rogério Ceni, com a meta vazia, aos 18.

Verdade que, minuto antes, Dagoberto foi derrubado na área corintiana, em pênalti que o árbitro inverteu, ao marcar falta para o Corinthians.

Para tentar neutralizar o domínio são paulino, Mano Menezes fez entrar Coelho e Bóvio nos lugares de Perdigão e Lulinha, aos 33.

Muricy Ramalho não mexia em nada, apenas comandava, frustrado que foi com o veto a Aloísio, que deveria ter entrado para fazer dupla com Adriano.

Aos 36, no entanto, o técnico bicampeão brasileiro tirou Joílson, aos 37, e botou Carlos Alberto para estrear contra seu ex-time, sem dúvida, uma atração a mais e uma aposta válida.

Mas foi Coelho, com Lulinha, quem fez boa jogada pela direita para quase abrir o placar.

Pela movimentação, rapidez e lealdade com que o clássico foi disputado, um gol seria merecido.

Gol que Adriano marcou, de cabeça, aos 40, mas que foi anulado, por falta anotada pela arbitragem, que entendeu ter havido apoio do centroavante no zagueiro William.

Aos 47, Lulinha foi fominha e deixou de dar a Finazzi o que poderia ter sido este gol, embora nunca se saiba o que Finazzi vá fazer...

Aos 51, Rogério Ceni bateu falta por cima do gol.

E mais de 41 mil torcedores foram embora com o grito entalado na garganta, depois de terem visto um bom jogo para começo de temporada.

Por Juca Kfouri às 18h01

A sondagem do domingo

Quem você preferiria ser: o Felipão ou o Luxemburgo?

Por Juca Kfouri às 01h17

Regionais na cabeça

Os frequentadores deste blog, mais uma vez, demonstraram que, a exemplo do dono deste blog, preferem as copas regionais aos estaduais.

Dos 1116 que responderam à sondagem (que não tem valor científico), 53% gostam mais dos torneios como o Rio-São Paulo, a Copa Sul-Minas, a Copa do Nordeste.

Que fiquem mais calmos os que viram manipulação ou coisa parecida na conclusão anterior.

E que se dêem ao respeito e não se levem tão a sério da próxima vez.

 

Por Juca Kfouri às 01h16

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico