Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

16/02/2008

A maioria errou

A maioria já errou.

O Botafogo é um dos finalistas da Taça Guanabara, como este blogueiro, minoritariamente, imaginava.

Veja o que deu a sondagem do blog: Fla x Flu 41,68%; Botafogo x Flamengo 32,87%; Fluminense x Vasco 13,81% e Botafogo x Vasco 11,63%, com a participação de 3337 votantes.

Por Juca Kfouri às 20h19

Impossível Macaca!

Não vi, porque me concentrei no Maracanã.

Mas registro, entre o surpreso e o entusiasmado: em Guaratinguetá, com três gols no segundo tempo, a Ponte Preta triturou o ex-líder do Campeonato Paulista, o dono da casa, 3 a 0!

Sim, líder mesmo é a Macaca campineira.

Por Juca Kfouri às 20h15

Competente Botafogo!

Botafogo e Fluminense cumpriram o que deles se esperava na primeira partida das semifinais da Taça Guanabara.

Fizeram um jogo equilibrado e com chances divididas.

No primeiro tempo o Botafogo foi mais feliz e mais infeliz.

Mais feliz porque Wellington Paulista, aso 28, pegou uma bola desviada por Zé Carlos que tirou o goleiro Fernando Henrique da jogada e fez 1 a 0.

Mais infeliz porque, onze minutos antes, o mesmo Wellington chutara uma bola no travessão que voltou no calcanhar do goleiro e saiu a escanteio.

E porque, aos 37, já perdia Zé Carlos, machucado, trocado por Fábio.

O Flu embora também tenha criado bons momentos, não era tão agudo como o Botafogo.

Que perdeu, também, Jorge Henrique logo aos 7 do segundo tempo, também machucado, quando o Fluminense era dono das ações, com Conca no lugar de Arouca.

Aos 15, Renato Gaúcho botou Dodô no lugar de Maurício e o Flu continuou dominando, embora em duas pontadas o Botafogo tenha assustado, mesmo com seu meio de campo desfigurado pelas ausências de Zé Carlos e Jorge Henrique.

Mas o time de Cuca sabia segurar o resultado.

Thiago Neves não brilhava, Leandro Amaral decepcionava e Washington não luzia, razão pela qual o Botafogo suportava a pressão sem maiores dramas.

Mas, aos 30, ficou com 10 jogadores com a expulsão de Triguinho, que fizera falta violenta em Gabriel.

Para culminar, Wellington Paulista sentiu problemas musculares e foi substiuído por Abedi.

Renato Gaúcho aproveitou para tirar Gabriel e botar Cícero.

Era tudo ou nada para não perder a invencibilidade nem a vaga na final, como imaginavam 56% dos 3.3332 blogueiros que participaram da sondagem aí do lado.

E aos 39 minutos, enfim, de fato, o Flu teve sua primeira grande oportunidade, salva por Fábio, em bola final de Washington.

O goleiro Castillo estava seguro, é verdade, e fizera boas defesas, apesar de não ter precisado fazer nenhum milagre.

Aos 43, foi a vez de Thiago Silva ser expulso, reequilibrando as coisas no Maracanã.

E, no minuto seguinte, Túlio sofreu pênalti cometido por Ygor.

Lúcio Flávio fez 2 a 0 e liquidou a fatura.

E o Botafogo espera o Flamengo ou o Vasco para decidir a Taça Guanabara 2008.

Sem que ninguém possa fazer quaisquer objeções.

Ao contrário. 

O Botafogo está é de parabéns.

Por Juca Kfouri às 20h07

Sem molecagem. E com molecagem

O Palmeiras não deu tempo nem espaço para o Juventus aprontar com ele, como havia feito com Santos e Lusa.

E tratou de sair na frente logo de cara, com Diego Souza, em sua melhor apresentação com a camisa verde.

Além do gol marcado aos 9 minutos, o atacante cabeceou uma bola no travessão e ainda participou de belos lances com Valdívia e Alex Mineiro.

Alex Mineiro, por sinal, com um toque sutil de cabeça, ampliou aos 31, quando o Moleque Travesso começava a equilibrar as coisas.

O autor do passe foi, mais uma vez, o lateral Élder Granja que, aparentemente livre dos problemas físicos que o atormentaram nas últimas temporadas no Inter, se fixa como peça importante no time de Luxemburgo.

Curiosamente, com 2 a 0 sob o sol de Ribeirão Preto, o Palmeiras deu uma afrouxada o que permitiu que aparecesse outro protagonista, São Marcos, com pelo menos três defesas importantes, uma das quais, claramente, porque o juventino Uidemar, impedido, se assustou com a presença do super goleiro.

Léo Lima, agora como segundo volante, mostrou claras dificuldades na função, tanto que era o único que perdia nas divididas com Vampeta, de quem Pierre, por exemplo, não perdeu nenhuma e ainda roubou a bola que redundou no segundo gol.

Mas é inegável que, enfim, o Palmeiras mostrou uma cara mais consistente e poder de decisão no primeiro tempo, algo que a vitória sobre o frágil Guarani não permitia concluir.

Já no segundo, com a correta expulsão do zagueiro grená Luisão logo aos 6 minutos, tudo ficou mais fácil.

Mesmo desgastado com o calor sufocante, o Palmeiras pintou e bordou até com o zagueiro David e com Léo Lima, que saiu dos cuidados defensivos para jogar na frente.

E os mais de 20 mil torcedores começaram a pedir Denílson, que enfim entrou aos 33, ao lado de Lenny.

Na primeira bola que ele pegou, livrou-se de dois marcadores e tocou para Leandro que cruzou na cabeça de Valdívia, para fazer 3 a 0.

A festa estava completa na base da brincadeira e brincar também faz parte do futebol.

Porque se no primeiro tempo o Palmeiras mostrou uma face séria que pode vir a ser vencedora, no segundo valeu mais pelo espetáculo, sem compromisso com a competição.

Nem por isso o Palmeiras deixou de fazer mais um, com Deivid, aos 38, em passe de Valdívia, na cara do gol.

E o quinto só não saiu por detalhe, porque chances houve pelo menos mais três ou quatro.

Mas, de fato, nem precisava.

Por Juca Kfouri às 17h56

15/02/2008

Vai, Furacão!

O Atlético Paranaense tem 30 pontos em 10 jogos e lidera o Campeonato Paranaense, 13 pontos adiante do vice-líder.

E enfrenta neste sábado, às 20h, o Iguaçu, em União da Vitória.

O Iguaçu está em antepenúltimo (14o.) lugar, com seis pontos em nove jogos.

Uma nova vitória do rubro-negro e a equipe igualará a marca de 1949, que lhe valeu o apelido de Furacão.

É outra atração do fim de semana no futebol brasileiro.

Por Juca Kfouri às 23h29

Dois avisos

Um bom, outro mau.

Primeiro o bom: reitero que o CBN EC agora pode ser ouvido em podcast.

Para tanto ou você clica aí do lado esquerdo em "Mais Juca" ou no "Juca recomenda", ou entra direto na página da CBN (www.cbn.com.br).

Ontem, por exemplo, Guga foi entrevistado no programa. Basta clicar abaixo para ouvir.

Agora o mau: em vez de aprovar, excluí mais de 50 comentários enviados na última hora.

Peço perdão.

Por Juca Kfouri às 12h09

O fim de semana é carioca

Tudo de interessante que tem para acontecer no futebol nacional neste fim de semana se concentra na Cidade Maravilhosa, mais exatamente no Maracanã.

No sábado, a primeira partida semifinal da Taça Guanabara, entre Fluminense, invicto, e Botafogo, que só perdeu quando escalou os reservas.

Jogo sem favorito, por mais que em nossa enquete, que ficará no ar até a hora do jogo, 57% das indicações sejam pelo Flu na final.

No domingo , aí sim, com o Flamengo favorito, 75% dos votos, o clássico diante do Vasco, na outra semifinal.

Edmundo reestréia e o Flamengo estará mais cansado que o Vasco, porque foi ao Peru pela Libertadores enquanto o o rival mandou seus reservas ao Sergipe para jogar pela Copa do Brasil.

Dois dias de gala no Maracanã.

Por Juca Kfouri às 01h42

A direção do Grêmio enlouqueceu

Depois de quatro vitórias e dois empates, o Grêmio demitiu o recém contratado técnico Vagner Mancini.

Sim, tanto as vitórias quanto os empates foram meio contra o vento, mas era o que o tricolor tinha pela frente, tanto no campeonato estadual quanto na Copa do Brasil.

A última das vitórias, diante do inexpressivo Jaciara, do Mato Grosso, por apenas 1 a 0 na Copa do Brasil, de fato, foi decepcionante e preocupante.

Daí a mandar o técnico que foram buscar no mundo árabe embora é um óbvio exagero e prova de descontrole.

Celso Roth deve ser a solução.

Solução?

Por Juca Kfouri às 01h33

14/02/2008

Que pontaria!

Adolescente, e um pouco mais gordo do que ficou como adulto, ex-craque do basquete brasileiro faz um treininho em casa antes de ir à quadra...

Por Juca Kfouri às 18h31

CBF está perdendo no STJ

*STJ analisa recursos em que CBF pede revisão de indenização de R$ 15,2 milhões

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) está analisando dois recursos especiais que poderão confirmar ou livrar a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) do pagamento de R$ 15,2 milhões à Liga dos Clubes de Futebol do Nordeste.

O valor seria uma indenização referente a danos materiais sofridos pela liga em função de seu campeonato regional de 2003 não ter sido incluído no calendário oficial de eventos da CBF daquele ano.

A relatora do recurso, ministra Nancy Andrighi, entendeu que ambos os recursos não atendem os pré-requisitos que autorizam a apreciação do mérito do pedido pelo STJ.

Essa posição foi acompanhada pelo ministro Sidnei Beneti.

Já o ministro Humberto Gomes de Barros divergiu da relatora em apenas um ponto contestado pela CBF.

Para o ministro, que preside a Turma, é possível à parte apresentar embargos de declaração acerca do voto vencido no julgamento da apelação, ocorrido no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Com esse resultado (dois a um), o julgamento terá de ser renovado para que o ministro Ari Pargendler, que também compõe a Terceira Turma, mas estava ausente momentaneamente, participe da apreciação.

O novo julgamento ainda não tem data para ocorrer.

Inicialmente, a ação foi proposta pela liga na Justiça do Rio de Janeiro.

Em primeira instância, a CBF foi responsabilizada pelos danos, mas a sentença determinou que o valor da indenização fosse apurado em liquidação.

Ao analisar recurso de ambas as partes, o TJ-RJ manteve a condenação e fixou o valor em R$ 15,2 milhões, que seriam referentes, basicamente, a contratos de publicidade do campeonato regional de 2002, ano anterior ao do campeonato regional que teria sido prejudicado pela medida da CBF.

*Assessoria de Imprensa do STJ

Por Juca Kfouri às 16h15

O limite do Fenômeno

Estava indo bater um papo com o pessoal que participa do Campus Party 2008, no estande da CBN, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, quando o companheiro Leonardo Stamillo me informou que Ronaldo tinha saído de campo com o joelho estourado.

Em seguida, a notícia estava detalhada na Internet.

Confesso que não me surprendi, porque não há joelho problemático que segure todo o peso que Ronaldo ostenta hoje em dia.

Acho que Ronaldo é mesmo um fenômeno e que sua volta por cima em 2002 só encontra paralelo na recuperação do ciclista americano Lance Armstrong.

Claro que um câncer é muito mais grave que um joelho estourado quando a gente pensa na vida.

Mas é menos complicado voltar a ser atleta de ponta depois de vencer um câncer do que o que Ronaldo teve de enfrentar.

E fiquei simplesmente sem saber o que escrever sobre mais este infortúnio.

Tanto que só o faço agora, 20 horas depois.

Tenho claro que o melhor que Ronaldo tem a fazer é tratar de se recuperar para ser um cidadão comum.

Alguém que possa andar normalmente quando tiver 50 anos, desafio que está posto para quem tem ambos os joelhos danificados e um biotipo muito mais para ser gordo do que para ser magro.

É isso.

Ronaldo não precisa mais provar nada nem para ele mesmo.

Tem é de desfrutar e se dar conta que até um Fenômeno tem limites.

Ele chegou ao dele.

E como um vencedor, um campeão que já está na História do futebol para sempre.

Por Juca Kfouri às 15h24

Uma vitória em casa, dois empates fora e nenhum gol sofrido pelos brasileiros na Libertadores

O Santos ficou no 0 a 0 com o Cúcuta Deportivo, na Colômbia, nesta madrugada.

O primeiro tempo foi equilibrado e sonolento.

O segundo também foi equilibrado, mas mais emocionante.

O menino Wesley entrou no time e logo de cara criou duas ótimas chances para marcar.

Betão salvou um gol colombiano na linha fatal e Kléber Pereira perdeu o gol mais feito do jogo, como se estivesse no Morumbi no domingo passado.

Aos 38 minutos do segundo tempo, porém, Kléber Pereira marcou um belo gol que foi erradamente anulado por impedimento.

Mesmo assim o primeiro balanço brasileiro na primeira rodada da Libertadores acaba por ser positivo.

O Cruzeiro ganhou de 3 a 0 do Real Potosí, no Mineirão, o Flamengo empatou sem gols, depois de perder muitos, com o Coronel Bolognesi, no Peru, e o Santos o imitou em Cúcuta no placar de 0 a 0.

Ou seja, uma vitória, nenhuma derrota e nenhum gol sofrido.

Não é nada, não é nada, convenhamos, já é alguma coisa.

Porque os argentinos só perderam ontem à noite.

O San Lorenzo do Caracas, na Venezuela, por 2 a 0 e o poderoso River Plate para o San Martin, em Lima, no Peru, 2 a 0.

Ou seja perderam seus dois jogos e não marcaram nenhum gol, como já tinha acontecido com o Estudiantes, na terça-feira, derrotado em Cuenca, no Equador, pelo Deportivo Cuenca, por 1 a 0.

Por Juca Kfouri às 02h03

Uma imagem, quatro personagens, mais que 1000 palavras

Lembrança do dia da posse de Ricardo Teixeira (o segundo da esquerda para direita), quando ele iniciava seu quinto mandato.

Por Juca Kfouri às 01h07

Rijkaard dá o tom

Por GUSTAVO VILLANI, de Madrid

Hoje a diferença entre o Real Madrid, primeiro colocado, e o vice-líder Barcelona na classificação do campeonato espanhol é de oito pontos.

Se a distância na tabela chegar aos dez pontos, no dia do clássico entre as duas equipes, os merengues enfrentam os culés com o 31° título assegurado.

Os barcelonistas então fariam o pasillo ao eterno rival da capital, em pleno Santiago Bernabéu.

Ou seja, os jogadores do Barça esperariam os rivais na boca do túnel para aplaudi-los e felicitá-los na entrada ao gramado.

Ainda faltam 13 jogos para o clássico, mas a questão não é o pasillo em si.

O gesto do treinador do Barcelona, Frank Rijkaard, que admite respeitar e cumprir a tradição espanhola é admirável.

Algo impensável em outros campeonatos do mundo.

O assunto é polêmico e pauta a imprensa local.

O companheiro Jorge Vicente da Puntoradio ligou para que eu participasse de um debate com outros colegas da Argentina, Itália e Inglaterra.

Conclusão: infelizmente nós brasileiros somos a maioria violenta e de pouco espírito esportivo, ao lado dos hermanos del charco e italianos.

Para a gente tal prática é estupidamente inimaginável, pois as acepções de rivalidade e civilidade se confundem.

Na França também soa ridicule o Paris Saint Germain aplaudir o Marselha, ou vice-versa.

Um gesto simples, digno da grandeza de equipes como Milan, Boca Juniors, São Paulo e cia., poderia ajudar a mudar a mentalidade hostil e pouco fértil de muitos cronistas, torcedores, jogadores e dirigentes.

Aqui na Espanha há, sim, violência.

E na Inglaterra, também.

Mas, por favor, não façamos aqui as mesmas comparações esdrúxulas como aquelas do presidente da CBF, quando o Brasil foi nomeado sede da Copa de 2014 (disse a uma repórter canadense que não se preocupa com a violência brasileira, pois no Canadá, Estados Unidos e Inglaterra também há violência, e esses países já organizaram competições importantes).

A violência na Espanha e Inglaterra dentro e fora dos estádios é muito mais contida e também combatida.

O técnico do Barcelona já adiantou que fará questão, assim como seus jogadores, de felicitar os possíveis campeões do Real Madrid, apesar de ainda acreditar na recuperação da equipe.

De fato faltam muitos jogos e, levando-se em conta a virada do Madrid na temporada passada, tudo pode acontecer.

Mas não importa.

Mesmo que o pasillo não aconteça, o bom exemplo já foi dado.

Que vença o melhor, reconhecidos parabéns e ponto final.

Por Juca Kfouri às 00h43

O silêncio dos inocentes

Por ROBERTO VIEIRA

Todos são inocentes até que se prove o contrário. Elementar.

Caça as bruxas só na Inquisição. Em Salem. Na Espanha de Torquemada. Vivemos no reino da Justiça. Lenta, falível, porém Justiça é tudo o que temos.

Hoje surgiu o nome do técnico de natação que teria abusado sexualmente de Joanna Maranhão.

O fato foi revelado pela mãe da nadadora.

O nome é importante. É fundamental. Com ele livramos a suspeita que pairava sobre inúmeros técnicos da região.

Porém, um fato me preocupa.

Todos são inocentes até que se prove o contrário.

A escola onde o treinador Eugênio Miranda trabalhava já o demitiu. Sumariamente. O diretor alega bons antecedentes. Mas demitiu. Eugênio Miranda que treinava a filha de oito anos do diretor.

Nada mais justo se Eugênio for culpado.

Nada mais injusto se for inocente.

Eugênio Miranda que treinou o Náutico, o Sport e a AABB em Recife.

O nome do treinador está na mídia. Como o de Joanna Maranhão.

Aguarda-se, pois, a Justiça. Lenta e falível. Porém, Justiça é tudo o que temos.

Mesmo sendo doloroso, o processo agora é irreversível. A verdade virá à tona. O silêncio dos inocentes terá um fim.

Até que se prove o contrário.

Por Juca Kfouri às 00h38

13/02/2008

Grêmio mal, Corinthians bem

Tadeu só fez o gol do Grêmio aos 44 do segundo tempo.

E Eduardo Costa, em seguida, desperdiçou a chance de matar o segundo jogo diante do Jaciara, em Cuiabá.

Preocupante atuação gaúcha na estréia da Copa do Brasil.

Já o Corinthians cumpriu sua obrigação: goleou o Barras do Piauí, com três gols de Dentinho, todos no primeiro tempo,  um, enfim, de Lulinha, e mais um de Herrera e outro de Marcel, no segundo: 6 a 0.

E sepultou qualquer fofoca que dava conta de que o time forçaria o segundo jogo para fazer caixa.

Por Juca Kfouri às 23h46

Cruzeiro bem, Flamengo mal

A torcida cruzeirense chegou a ficar preocupada com razão.

Afinal, apesar de toda a pressão, o 0 a 0 não saiu do placar em todo o primeiro tempo.

Ainda bem que logo no primeiro minuto do segundo tempo, Marcelo Moreno subiu mais que a zaga do Real Potosi em cruzamento da esquerda de Wagner e botou o Cruzeiro na frente: 1 a 0.

Porta arrombada, goleada anunciada.

Que não veio em cores retumbantes, mas suficientes.

Aos 7, Ramires fez 2 a 0, depois de bobeada da defesa boliviana em bola cruzada por Fabrício.

E aos 22, outra vez em bola lançada por Wagner, Guilherme fez 3 a 0.

Obrigação cumprida.

Coisa que o Flamengo não fez, porque não saiu do empate sem gols com o Coronel Bolognesi, depois de uma sucessão de gols perdidos, um deles, já no fim do jogo, com Obina,. simplesmente inacreditável.

Mau começo rubro-negro, desses de não impor respeito.

Logo mais, tem Santos na Colômbia, contra o Cúcucta Deportivo.

Por Juca Kfouri às 23h40

A nova posse de Ricardo I. E único

Ricardo Teixeira começa hoje seu novo(?!) mandato, até 2015.

De 1989, ano em que assumiu a CBF, para cá, de bom mesmo para o futebol brasileiro ele só teve a óbvia idéia da Copa do Brasil.

Cuja, por sinal, há alguns anos a própria CBF achou de estragar com a ausência dos times, os melhores, que jogam a Libertadores. 

Porque nem mesmo o avanço do Campeonato Brasileiro em pontos corridos deve ser atribuído a ele, muito mais efeito do Estatuto do Torcedor, que obriga a existência um campeonato neste estilo por temporada.

Em sua gestão, a Seleção Brasileira disputou cinco Copas do Mundo, ganhou duas e foi vice numa.

É pouco?

Não, ao contrário. É muito!

Mas, convenhamos, até nós, que somos menos espertos, à frente de um futebol que produz Romários, Ronaldos e Kakás em profusão faríamos o mesmo.

O que não faríamos, por exemplo, seria a festança de Weggis etc e tal.

Nem seríamos vítimas de uma CPI, como a da CBF.

Nem nos contentaríamos em ser meros exportadores de pé-de-obra.

Muito menos abrigaríamos escândalos como os de Ivens Mendes, Edílson Pereira de Carvalho e por aí afora.

E por que, assim mesmo, ele vai para seu sexto mandato?

Porque os presidentes de clubes são como ele e todos se merecem.

Só nós que não.

Por Juca Kfouri às 14h44

Os favoritos na Libertadores e na Copa do Brasil

Três brasileiros jogam hoje e na madrugada da amanhã pela Libertadores.

Apenas um em casa, o maior favorito da rodada, o Cruzeiro, que com Mineirão em noite de festa deverá aplicar uma sonora goleada nos bolivianos Real Potosí, que é bom só lá pertinho do céu, naquele inferno da falta de ar.

O Flamengo tem um adversário desconhecido pela frente, o Coronel Bolognesi, do Peru.

Cá entre nós, com todo respeito, o Mengo não pode voltar para casa com menos de três pontos se, de fato, quer disputar a Libertadores.

Diferentemente, portanto, da situação do Santos, que não só está em fase de remontagem como pega, na madrugada brasileira, um Cúcuta Deportivo, na Colômbia, bem mais perigoso e tarimbado, razão pela qual não será mau negócio voltar com um pontinho.

A Copa do Brasil também começa hoje e pelo menos dois times têm obrigação de vencer de maneira a não permitir o jogo de volta: os mosqueteiros de Porto Alegre e de São Paulo.

O Grêmio pega o Jaciara, em Cuiabá, e o Corinthians o Barras, do Piauí, mas em Goiânia. 

Por Juca Kfouri às 14h25

Morre um parceiro da MSI

Badri Patarkatsishvili, bilionário georgiano e parceiro de Boris Berezovsky, morreu ontem à noite, aparentemente de um ataque no coração, segundo informa o jornal britânico "The Guardian", de hoje.

Ele recebeu o ex-presidente do Corinthians, Alberto Dualib, em seu palácio na Geórgia e se dizia torcedor alvinegro.

 

 

Por Juca Kfouri às 09h33

O nome do técnico

Por ROBERTO VIEIRA

Finalmente se conheceu o nome do técnico acusado por Joanna Maranhão.

Seu nome é Eugênio Miranda.

Mas o antigo técnico não poderá ser processado porque o prazo para denúncia expirou.

Segundo o criminalista Bráulio Lacerda, em entrevista para o "Jornal do Commercio",  "O prazo não prescreveu. Prescrição é em 16 anos, mas há o aspecto da decadência. Agora, ela é maior de idade, decaiu o direito de queixa".

Mesmo sem provas, crimes sexuais podem ser denunciados.

Vale em grande parte a palavra da vítima. Quando completou a maioridade, Joanna teria seis meses para prestar queixa. Como não o fez, após seis meses ela perdeu o direito de queixa.

É compreensível o silêncio de Joanna e da família. Ela já foi muito forte ao reviver a tragédia pessoal.

Vamos torcer para que ela reencontre o caminho das vitórias.

A revelação do nome do técnico devolve a paz aos demais treinadores da região.

Resta agora ouvir a defesa do técnico Eugênio Miranda.

Resta agora ficar de olhos abertos. A pedofilia não é uma obra de ficção.

Mas sim, uma terrível noite de terror.

 

Por Juca Kfouri às 09h26

'Eu não consigo mais'

João Pires/Foto Jump

"Não é que eu não queira jogar mais, é que não consigo mais",

Mais claro, sincero, franco, impossível.

Era Guga, se dirigindo aos torcedores depois de perder na estréia do Torneio Aberto do Brasil, na Costa do Sauípe, por 2 a 0, com parciais de 7/5 e 6/1.

O nome do vencedor, um tenista argentino, sinceramente, e sem nenhum menosprezo, não interessa.

Porque sem que tenha culpa disso, ele como é como o forasteiro que ganha o duelo com o velho xerife já sem forças, por mais que tenha sido o melhor do oeste, do sul e do norte e do leste.

Guga não consegue mais, depois de ter conseguido ser o número 1 do mundo por quase uma temporada inteira.

Não entender a dor de Guga, não entender o sofrimento de Guga, não entender o prazer de Guga, não entender o esforço de Guga e não entender a despedida de Guga não é só não entender de Guga, é não entender a vida que, como a de Guga, é repleta de altos e baixos.

A de Guga, aliás, muito mais de altos do que baixos. 

Por Juca Kfouri às 00h28

12/02/2008

A Traffic e o conflito de interesses

*Por ARTHUR GUERRA DE ANDRADE FILHO

Tenho acompanhado com interesse os investimentos da Traffic no futebol e seu potencial conflito de interesses.

Estudo questões análogas por dever e lazer, embora, cabe dizer, não tenha qualquer vinculo direito com a Traffic, com o Palmeiras ou com seus concorrentes.

Numa análise preliminar, observei o seguinte:

(1) empresa do mercado de transmissões esportivas x clube de futebol

Integração vertical

O negócio entre Palmeiras e Traffic lembra, de certa maneira, o caso Manchester United/BSkyB no que toca a conjunção de um clube com uma empresa titular de direitos de transmissões de eventos esportivos.

No caso inglês, a tentativa de aquisição do clube pela emissora de televisão foi vetada pelas autoridades antitrustes do Reino Unido em 1999.

(http://www.competition-commission.org.uk/rep_pub/reports/1999/426sky.htm#full).

De fato, se formos parar para analisar, além do possível conflito de interesse entre clubes, há um uma integração econômica vertical em razão da empresa investidora no clube já ser detentora exclusiva de direitos de alguns campeonatos - como a Copa Sul-Americana, Copa Libertadores e a Copa América –, dos quais o clube, e seus jogadores, participam.

Além disso, a empresa investidora é candidata natural a comprar os direitos de campeonatos futuros.

Ora, o fato de uma empresa atuante no mercado de transmissão de eventos esportivos possuir investimentos consideráveis em um time – que participa das competições - e, inevitavelmente, ter com isso alguma influência sobre o este, prejudica a livre-concorrência.

Isto porque a empresa investidora poderá ganhar significativo poder de negociação ante os clubes, seja pela proximidade comercial, pelo grau de investimento ou pelas informações que terá acesso com maior facilidade.

Ademais, vislumbra-se uma potencial parcialidade na transmissão esportiva, uma vez que a empresa transmissora possui investimentos em determinado time, mas não em outros, podendo vir a favorecer, naturalmente até, o seu parceiro.

No caso, por exemplo, de que outras empresas que disputam direitos televisivos de campeonatos, adquirissem participação de clubes – da maneira que for, por meio de investimentos diretos ou indiretos - o mercado de transmissões esportivas sofreria inegável prejuízo.

Nesse cenário, novas empresas que teriam a intenção de ingressar no mercado de transmissões esportivas, seriam lesadas, tendo em vista a enorme barreira de entrada que se criará.

Outro agravante é que não há substitutos neste mercado: uma empresa que perder o direito de transmitir o Campeonato Brasileiro, não poderá substituir pela transmissão do Campeonato Argentino, por exemplo. O consumidor não substitui um pelo outro.

O potencial prejudicado, no fim, será o consumidor, que poderá ter um aumento no preço do produto, limitações quanto as possibilidades de escolha e diminuição na qualidade das transmissões.

Acredito que isso poderia eventualmente chamar a atenção das autoridades antitruste brasileiras, pois a questão foge um pouco dos braços da competência desportiva, em razão da natureza das empresas transmissoras.

Aliás, sobre esse assunto, vale dizer que se encontra em tramitação na SDE/MJ (Secretaria de Direito Econômico, do Ministério da Justiça) um processo administrativo que investiga suposto cartel tanto na seara dos clubes (Clube dos Treze e Clube dos Onze) quanto das televisões.

A SDE ainda emitirá seu Parecer sobre o caso – que inclusive poderá ser pela incompetência do Sistema Brasileiro de Direito da Concorrência, do qual a mencionada secretaria é o órgão que instrui os processos e o CADE, o órgão que julga os mesmos.

De qualquer modo, o processo será remetido ao CADE para decisão final, na seara administrativa.

Na decisão do Conselho que instaurou o citado Processo Administrativo, com base em informações coletadas em Averiguação Preliminar (investigação administrativa com natureza similar a um Inquérito Policial, por exemplo), há uma inquietante pergunta do Conselheiro-Relator, constante em seu voto: "Como ficam as equipes excluídas da associação, as organizações independentes de comercialização de direitos de transmissão de eventos esportivos e as emissoras afastadas da possibilidade de transmitir as partidas?"

(2) Conflito inter-times

Nesse campo, acredito que a competência original possa ser de fato somente da justiça desportiva . Mas a questão poderá ter controversa.

A principio, pelo divulgado, o interesse da Traffic é apenas trazer capital e não de controle, que é o que importa de fato.

Contudo, deve-se atentar que há potencialidade de tal conflito vir a existir. Em suma, há potencialidade de se afetar a dinâmica interna do clube e haver alguma influencia na gestão do mesmo.

A Traffic irá possuir uma minoria de participação alternativa, mas trata-se de uma minoria qualificada.

Não se sabe em que grau, exatamente, se dá a relação Traffic/Palmeiras e quais são seus potenciais efeitos em campo.

Não que vá acontecer, necessariamente, um conflito. Mas dá margem e cabe à autoridade reguladora competente fiscalizar a situação.

Aliás, sabe-se que há grupos de investimento que, embora não participem diretamente da administração das empresas em que investem, exercem significativa influencia, como por exemplo, o GP Investimentos e o Banco Oportunity.

Entendo que, na prática, seria melhor a análise da matéria pelo CADE.

Na área do direito da concorrência, o entendimento majoritário é o de que negócios que tenham repercussões com influencia dominante ou relevante sejam apresentados ao CADE para análise.

O Conselho entende, grosso modo, que devem ser analisadas aquisições minoritárias de participação, pois: em determinadas ocasiões pode-se conferir ao acionista com pequena participação o poder de um verdadeiro controlador, dependendo da distribuição das demais ações; poderá haver acordo de acionistas que atribua ao minoritário o poder de deliberar sobre assuntos mercadologicamente relevantes; poderá existir algum vínculo contratual, cujo instrumento possua cláusula especial ou que possua interesse e poder de barganha suficiente para influir no comportamento empresarial - controle externo – bem como previsões estatutárias de qualquer natureza, que possibilitem maior participação dos acionistas minoritários, atribuindo-lhes um direito, expresso ou implícito, de veto.

Um bom livro sobre o tema é "O CADE e as reestruturações societárias", da Ticiana Nogueira da Cruz Lima, assim como é esclarecedor o artigo de autoria da Bárbara Rosemberg "Novo entendimento do CADE sobre a aquisição de participação minoritária como ato de concentração".

Entendo que a maior transparência possível do negócio – nos moldes uma Governança Corporativa – mostrando em quais termos exatos se dá relação comercial/societária, seria o ideal para a manutenção da integridade do jogo, vital para o "produto" futebol.

O relatório "Independent European Sport Review 2006", um estudo coordenado por José Luís Arnaut, ex-ministro dos esportes português, a pedido e com o apoio de Representante da FIFA, do Presidente da UEFA, Michel Platini e de Ministros do Esporte da Itália, Inglaterra, Espanha, França e Alemanha, é interessante.

(http://www.independentfootballreview.com/doc/Full_Report_EN.pdf)

As conclusões e recomendações do estudo foram aprovadas em todos os aspectos pelo Platinni e pelo Conselho da Europa – que não possui vínculo com a União Européia – no último dia 24 de janeiro.

Chamou a atenção no relatório a defesa da adoção de Governanças Corporativas pelos times, como meio de manutenção da integridade do esporte.

Veja-se: "Quanto à questão da propriedade dos clubes, talvez valha a pena explorar a possibilidade de novas estruturas que ofereçam a oportunidade de um envolvimento activo dos adeptos. O movimento Directo de Adeptos ("Supporters Direct Movement") no Reino Unido é, neste aspecto, um modelo interessante. Em matéria de gestão financeira dos clubes, deve reconhecer-se que têm existido falhas no passado. (...) A organização e gestão (corporate governance) relacionam-se com várias questões: gestão dos clubes, gestão interna das próprias autoridades de futebol (tanto a nível nacional como internacional) e o funcionamento eficiente da globalidade do sistema regulador do futebol. Um aspecto crítico é a questão da propriedade, gestão e controlo dos clubes. Não há provavelmente nenhum modelo especial de propriedade que seja preferível: cada um tem vantagens e desvantagens. Para além disso, não é praticável procurar impor uma determinada estrutura de propriedade operando uniformemente em toda a Europa. Desse modo, o foco deverá ser dirigido à adopção de sólidos princípios de gestão financeira e transparência nos clubes, independentemente da sua específica forma jurídica. De igual modo é desejável excluir pessoas inadequadas ou impróprias do envolvimento em clubes, embora se deva aceitar que também isso apresenta determinados desafios."

(3) A especificidade do esporte como mercado

O supracitado relatório também bate na tecla de que o esporte deve ser tratado de acordo com a sua especificidade, de modo que as regras da União Européia relativas a concorrência sejam aplicadas com cautela e ponderação. Argumentam que em certas maneiras o esporte é peculiar e funciona de modo distinto em relação aos demais mercados.

A The Economist também já ponderou sobre o assunto, em interessante matéria publicada no ano passado ("A block exemption from antitrust law is a bad idea for European football"), defendendo que as autoridades da concorrencia devem analisar caso por caso (http://www.economist.com/finance/displaystory.cfm?story_id=9474097).

*Advogado, graduado pela Faculdade de Direito da PUC-SP, atuante na área de Direito da Concorrência

Por Juca Kfouri às 17h09

O berço do futebol

Por ROBERTO VIEIRA

Imagine se o carioca ia trocar um dia na praia pra ir ver um clássico no Maracanã?

Nunca.

Só foram aqueles fanáticos que nunca perdem um jogo. Um treino. Uma entrevista coletiva.

Carioca gosta de praia. Ainda mais que tava um baita sol.

Sentar ali no bar Veloso na esquina da Rua Prudente de Morais com Rua Montenegro. Observando as meninas passando de biquíni. Tomando um choppinho. Curtindo o barulho do mar.

Cantarolando ‘Garota de Ipanema’.

Já não basta a semana inteira de carnaval? O mundo inteiro de olho nas escolas de samba do Rio.

Afinal de contas, o samba nasceu pelo telefone com o Donga.

Em São Paulo choveu. Praia só descendo a serra. Restava o jogo no Morumbi. É só o que tem pra fazer em São Paulo.

Os paulistas vivem sonhando com Zico, Romário. Mas Zico e Romário são patrimônios do Rio de Janeiro.

Deixa eles com as lembranças de Ademir da Guia e Pelé.

Outro dia, aquele compositor paulista, o Chico Buarque, quis se mudar pra cá. Nós desaconselhamos. Já temos a poesia do Oswald de Andrade e Arnaldo Antunes. Ele pode vir a passeio, mas morar não vai dar certo. Lembra do que aconteceu com Adoniran Barbosa?

Pois é. Chorava quando lembrava de Vila Isabel.

São Paulo e Rio de Janeiro são assim. Desde que Dom João VI aportou em Salvador.

O Rio é o berço do samba.

São Paulo, o berço do futebol.

 

PS: Francisco Buarque de Hollanda, o maior compositor do Brasil depois de Tom Jobim, é a síntese das duas cidades. Nascido no Rio de Janeiro em 19 de junho de 1944 é filho do gênio paulista Sérgio Buarque de Hollanda e da encantadora carioca Maria Amélia. Que é pianista. Aos dois anos de idade, Chico foi morar em Sampa. Apaixona-se pelo futebol e por Pagão. Anos depois, apaixona-se pelo Fluminense. O último disco de Chico Buarque, 'Carioca', reflete exatamente essa dualidade. Afinal de contas, o apelido de Chico Buarque na adolescência em São Paulo era exatamente 'Carioca'. Nenhum país do mundo pode se dar ao luxo de ter duas cidades tão diferentes e tão irmãs. Apenas o Brasil. Mas quem sabe, elas não sejam assim tão diferentes? Nem precisam ser. Como Chico. Que é do Rio, de São Paulo e de Hollanda.

Por Juca Kfouri às 16h33

Começam as Copas Libertadores e do Brasil

Amanhã começam a Copa Libertadores, para os times brasileiros, e a Copa do Brasil.

Na Libertadores, o que imaginamos é que os cinco representantes do futebol pentacampeão mundial têm obrigação de passar pela primeira fase.

Ter, de fato, têm.

Passar é que são elas, porque não só nossos times não estão assim nenhuma maravilha, como, ainda por cima, não sabemos bem que Coronel Bolognesi é este ou como anda o Cúcuta.

Enfim, será que são os Ipatinga e Guaratinguetá do Peru e da Colômbia?

Aguardemos, otimistas, mas cautelosos e, principalmente, humildes.

Já a Copa do Brasil tem os favoritos óbvios e sempre o risco das zebras.

Entre os favoritos óbvios, os dois gaúchos da dupla Gre-Nal e o Palmeiras.

Botafogo e Atlético Paranaense também aparecem como fortes candidatos e o Atlético Mineiro coroaria seu centenário se a conquistasse pela primeira vez.

As zebras são as de sempre, como já aconteceu com o Criciúma, Juventude, Santo André e Paulista.

Sport e Náutico, por exemplo, certamente estão de olho.

E tem o Corinthians, que amenizaria brutalmente o calvário da Segunda Divisão se conseguisse seu tricampeonato na Copa do Brasil.

Por Juca Kfouri às 16h14

O começo do adeus do Manezinho da Ilha

Guga começa a se despedir do tênis hoje, ali pelas 21h, na Bahia, mais exatamente na Copa do Sauipe, no Torneio Aberto do Brasil. 

Seu adversário será o argentino Carlos Berlocq, que acaba de ser quadrifinalista no Aberto de Viña del Mar, no Chile.

O argentino é o favorito e o próprio Guga é quem diz que ganhar ou perder, agora, não tem mais a menor importância.

Ele quer ter apenas o prazer de jogar, presente que se deu antes de abandonar definitivamente a raquete, encerramento prematuro da carreira por problemas físicos.

Mas carreira que já está para sempre na história do tênis mundial, como tricampeão em Roland Garros.

E carreira do melhor jogador brasileiro de tênis de todos os tempos, o único quue chegou a ser número 1 do mundo e por quase um ano.

Hoje, como ontem e como amanhã, é dia de bater palmas para Gustavo Kuerten, o Guga, quatro letras como Pelé, como Zico, como Mané, ele que sempre gostou de ser chamado de Manezinho da Ilha.

Por Juca Kfouri às 02h40

11/02/2008

O túmulo do futebol

*Por ROBERTO VIEIRA

 

Imagine se o paulistano ia trocar um dia na praia pra ir ver um clássico no Morumbi?

Nunca.

Só foram aqueles fanáticos que nunca perdem um jogo. Um treino. Uma entrevista coletiva.

Paulistano gosta de praia. Ainda mais que tava um baita sol.

Sentar ali na esquina da Ipiranga com São João e ficar observando as meninas passando de biquíni. Tomado um choppinho. Curtindo o barulho do mar.

Cantarolando ‘Garota da Ipiranga’.

Já não basta a semana inteira de carnaval? O mundo inteiro de olho nas escolas de samba paulistas.

Afinal de contas, o samba nasceu no Bexiga.

No Rio de Janeiro choveu. Praia só descendo a serra. Restava o jogo no Maracanã. É só o que tem pra fazer no Rio.

Os cariocas vivem sonhando com Zico, Romário. Mas Zico e Romário são patrimônios de São Paulo.

Deixa eles com as lembranças de Ademir da Guia e Pelé.

Outro dia, aquele compositor carioca, o Chico Buarque, quis se mudar pra cá. Nós desaconselhamos. Já temos a poesia do Vinícius de Moraes e do Tom Jobim. Ele pode vir a passeio, mas morar não vai dar certo. Lembra do que aconteceu com Cartola e Noel?

Pois é. Choravam quando lembravam a Vai-vai.

São Paulo e Rio de Janeiro são assim. Desde que Dom João VI aportou em Santos.

O Rio é o túmulo do samba.

São Paulo, o túmulo do futebol.

*Roberto Vieira é médico e pernambucano

Por Juca Kfouri às 14h49

Por que tantos no Maracanã e tão poucos no Morumbi?

Há coisas difíceis de entender neste futebol brasileiro.

Dizem que aqui é o país do futebol, embora não seja verdade.

É sim, o país do beautiful game como dizem os ingleses.

Porque o país do futebol é mesmo a Inglaterra.

Assim como os argentinos, italianos e espanhóis curtem mais o futebol do que nós.

Basta dizer que em toda pesquisa sobre tamanho de torcida no Brasil o primeiro contingente que aparece é o dos que dizem não gostar de futebol.

Depois é que vem a torcida do Flamengo, do Corinthians etc e tal.

Tudo isso para estranhar o seguinte: por que 40 mil torcedores foram ao Maracanã ver o Fla-Flu repleto de reservas, e sem nenhum significado na tabela da Taça Guanabara, e apenas 20 mil foram ao Morumbi para ver São Paulo e Santos, com seus times principais e valendo classificação no Campeonato Paulista?

Não era para ser o contrário?

Ou os cariocas gostam mais de futebol que os paulistas?

Mas não é em São Paulo que se joga o melhor futebol do país? 

Afinal, nos últimos 10 campeonatos brasileiros, os paulistas foram os campeões nada menos que sete vezes, com Corinthians e, exatamente, São Paulo e Santos, os protagonistas do clássico, muito bom, por sinal, de ontem.

Só o Vasco, o Atlético Paranaense e o Cruzeiro quebraram essa hegemonia, embora o Inter também tenha feito por isso em 2005 e houve o que houve no escândalo do apito.

Seja como for, seriam seis títulos paulistas e um para cada um dos outros quatro estados mais vitoriosos do nosso futebol, Rio, Minas, Rio Grande do Sul e Paraná.

Tem alguma coisa aí que não faz sentido.

E, eu sei que eu é que sou pago para descobrir.

Mas não custa pedir o auxílio dos universitários

Por Juca Kfouri às 00h09

10/02/2008

Romário entre o bem e o mal

Romário divide opiniões mesmo.

Dos 1000 que opinaram, 51,75% disseram que tinham um conceito ruim de Romário.

E 48,25%, ao contrário, tinham um bom conceito sobre ele.

Agora, você combine esse resultado com o anterior e chegue à conclusão que quiser.

Por Juca Kfouri às 21h46

Goleada no Fla-Flu do tricolor invicto

Com mais de 39 mil pagantes, quase o dobro do público no Morumbi para São Paulo e Santos (20 mil), o Fla-Flu, mesmo sem valer nada, valeu.

Primeiramente porque como a própria presença de público demonstra, não existe Fla-Flu que não valha nada.

E depois porque Thiago Neves foi um show a parte numa partida de primeiro tempo equilibrado e sem gols.

O Flamengo saiu na frente com gol de Kleberson, em lance faltoso de Tardelli, e o Flu virou com Thiago Neves.

Ele fez dois gols de falta, o primeiro em falha do goleiro Diego. ambas do mesmo lugar, ali pelo bico direito da grande área.

E fez mais um gol com a bola rolando, ao driblar duas vezes seu xará Thiago Sales que, segundos antes, havia perdido o que seria o gol de empate.

Depois que Thiago Neves saiu, o tricolor não parou e ainda fez 4 a 1, com Maurício.

Como os reservas do Botafogo perderam hoje para o Madureira e o Vasco goleou a Cabofriense por 5 a 1, o Fluminense, único invcto da Taça Guanabara, pegará o Botafogo na semifinal, no sábado, enquanto Flamengo e Vasco jogarão no domingo.

As semifinais serão num jogo só.

Por Juca Kfouri às 20h15

Falta um, Furacão

O Londrina resistiu o quanto pôde na Arena da Baixada, disposto a impedir que o Furacão chegasse à décima vitória consecutiva no campeonato estadual e ficasse a apenas um jogo de igualar a marca do time de 1949.

Mas aos 47 minutos do segundo tempo, Marcelo Ramos deu a vitória ao rubro-negro.

Sábado que vem, em União da Vitória, diante do Iguaçu, o Atlético poderá igualar o recorde.

E, depois, em casa, contra o Cianorte, no dia 20, ultrapassar a marca.

Por Juca Kfouri às 19h55

Enfim, o Corinthians venceu

Depois de quatro empates seguidos, o Corinthians pegou o Ituano, que estava no G4, e com 2 minutos abriu o placar, em cobrança de falta de André Santos.

E daí não correu mais risco em todo o primeiro tempo, porque sua defesa não esteve para brincadeiras.

E o ataque até que ainda teve como ampliar.

A felicidade inicial do primeiro tempo repetiu-se no segundo, depois que Felipe precisou fazer duas boas defesas e em seguida.

Aos 7, o Ituano fez um gol contra daqueles que entram para história das patacoadas, um zagueiro chutando a bola em cima do outro: 2 a 0.

Depois o alvinegro só não fez mais porque Lulinha está obcecado por fazer seu primeiro gol e acaba não passando a bola para ninguém.

O que permitiu ao Ituano dar um calor e diminuir no fim para 2 a 1.

Primeira derrota do Ituano em Itu, primeira vitória fora de casa do Corinthians desde o ano passado, depois de 12 jogos como visitante, com seis derrotas e seis empates.

Por Juca Kfouri às 18h00

Clássico de verdade no Morumbi

Quando o Santos fez 1 a 0, com Kléber Pereira, aos 15 minutos , o São Paulo já poderia estar vencendo por 3 a 0.

Sim, porque logo de cara Jorge Wagner perdeu gol feito em rebote de bola soltada por Fábio Costa.

Em seguida foi Hernanes quem quase abriu o placar, de fora da área.

E ainda antes do gol praiano, Hernanes pôs na cabeça de Adriano para Fábio Costa evitar a abertura do placar com um leve desvio a escanteio.

Mas, num contra-ataque, foi o Santos quem saiu na frente, embora dominado pelo São Paulo, que tinha absoluto controle do jogo e chegava a mostrar belos momentos em jogadas pelos dois lados do campo.

Fábio Santos acabou por empatar, em bola cruzada por Jorge Wagner, aos 18, para fazer um mínimo de justiça.

E o o intervalo só chegou com o 1 a 1 no marcador porque Adriano chutou por cima uma bola que não costuma errar pelo lado esquerdo do ataque.

E porque o travessão salvou o Santos, depois que Jorge Wagner cruzou e o zagueiro Domingos cabeceou contra sua meta.

Quando começou o segundo tempo, a justiça se fez por inteiro.

O zagueiro Juninho, que retornava, lembrou seu desempenho no ano passado, e bateu falta com violência.

A barreira abriu, empurrada por Fábio Santos, a bola quicou na frente de Fábio Costa que acabou espalmando para dentro do gol.

Tudo liquidado?

Parecia, até porque, aos 10, Jorge Wagner quase ampliou, mandando na trave direita de Fábio Costa, mal colocado.

Mas só parecia.

Porque aos 11 o menino Alemão cruzou da esquerda e Rodrigo Souto empatou de cabeça..

Enfim, o Campeonato Paulista via um clássico com C maiúsculo.

O São Paulo não se conformou com o empate e continuou martelando, expondo-se aos contra-ataques santistas.

Aos 38, por exemplo, Kléber Pereira perdeu um gol simplesmente inacreditável, depois de bola perdida por Carlos Alberto, que acabara de entrar no lugar de Fábio Santos.

Aos 40, duas vezes, o Santos jogou fora a chance de virar.

E aos 41, Carlos Alberto, pegou uma bola que sobrou, fez fila, chutou, a bola desviou em Domingos e enganou Fábio Costa: 3 a 2.

Em seguida, Tabata foi expulso por ofender a arbitragem, porque o Santos queria um pênalti de Miranda que não aconteceu. Faz parte.

Os santistas podem chorar o castigo, mas o fato é que não se pode perder os gols que foram desperdiçados no fim do jogo. 

Como, aliás, Adriano desperdiçou aos 49, para ser expulso também, em seguida, por dar uma cabeçada em Domingos.

Fato é que depois de dois 0 a 0 em clássicos sem graça, este encheu os olhos.  

Por Juca Kfouri às 17h58

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico