Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

23/02/2008

Rios de lágrimas no Palestra

Deu gosto ver o novo gramado do Palestra Itália.

Menos pelo gramado propriamente dito, ainda longe do ideal, prejudicado pelas fortes chuvas que têm desabado sobre São Paulo.

Mas pelo seu tamanho, dimensões máximas, como o do Maracanã.

O Palmeiras se beneficiará do espaço maior quando estiver bem.

Porque de nada adiantou contra o fraco Rio Preto que, a rigor, teve a melhor chance dos primeiros 45 minutos, salva por Wendel, em cima da linha.

O Palmeiras teve o domínio absoluto do jogo, mas não conseguiu fugir nem da marcação nem do excesso de faltas do adversário, que elegeu, para variar, o chileno Valdívia como sua vítima principal.

Vanderlei Luxemburgo, o maior vencedor palmeirense dentro de casa, ficou apenas 20 minutos no banco na festa de reabertura do estádio, expulso que foi por reclamação, ele que diz que não reclama mais.

Mais de 23 mil pagantes sofreram com nova apresentação irregular do caro e razoavelmente estrelado elenco alviverde, ainda longe de mostrar o que dele se espera.

E, a tal ponto, que a torcida começou a pedir Denílson no segundo tempo, o que dá bem a medida do desespero, principalmente depois de sua inútil participação na última partida, o decepcionante empate com o Rio Claro.

Não foi diferente hoje, porque ele simplesmente inexistiu, diferentemente de Lenny que também entrou no segundo tempo e, ao menos, se mata em campo.

Até que, aos 23, Valdívia, que jogou bem, limpou a barra e abriu o marcador.

Aos 30, no entanto, Xandão subiu na cobrança de escanteio, fruto de falha da boa dupla Gustavo/Henrique, e empatou.

Para piorar, aos 37, Leandro sofreu pênalti que o árbitro não deu para o Palmeiras.

Rio Claro, Rio Preto, os lanternas, ficaram para trás, e significaram apenas dois de seis pontos que eram obrigatórios.

Domingo que vem é com o claro e preto Corinthians, que vive às margens do Rio Tietê...

Um novo tropeço pode ser o começo sabe-se lá do quê.

Por Juca Kfouri às 21h32

Está no Lancenet!

Nike paga à França cinco vezes mais do que ao Brasil

A diferença do patrocínio é proporcional à superioridade de títulos da Seleção

Michel Castelar
Michel Castelar RIO DE JANEIRO

A Federação Francesa de Futebol (FFF) anunciou nesta sexta-feira um contrato de patrocínio com a Nike no valor mínimo de US$ 62,8 milhões anuais (cerca de R$ 117 milhões). A Seleção Brasileira, que tem a mesma fornecedora de material esportivo e quatro títulos mundiais a mais, celebrou em 2006 um compromisso de US$ 12 milhões (R$ 21 milhões).

Em 2006, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) renovou automaticamente o contrato com a Nike - na ocasião o presidente Ricardo Teixeira afirmou que nenhuma outra empresa havia se interessado pela equipe. Mas, ao contrário da CBF, a Federação Francesa de Futebol (FFF) realizou uma licitação para escolher sua fornecedora de material esportivo. Três apresentaram propostas: Adidas, Nike e Airness.

Para superar a Adidas, que patrocinava a seleção francesa desde 1972, a Nike ofereceu, além dos R$ 117 milhões anuais entre 2011 e 2018, mais US$ 3,7 milhões anuais (R$ 6,3 milhões), além de prêmios caso a equipe se classifique para Copa do Mundo e Eurocopa, durante vigência do acordo.

O valor conseguido pelos franceses foi quatro vezes e meio maior do que o recebido anteriormente da multinacional alemã. Comparado ao contrato da Seleção Brasileira com a Nike, a diferença sobe para cinco vezes.

- A briga entre a Nike e a Adidas inflacionou o mercado mas é claro que a Seleção está com um contrato muito inferior a seu valor - disse o consultor em marketing esportivo Amir Somoggi.

Para Fábio Wolff, a CBF peca por não impor cláusulas de revisão contratual. Por isso, com o passar dos anos, o contrato da Seleção fica desvalorizado. E calculou que pelos parâmetros do mercado, o Brasil teria que receber pelo menos US$ 60 milhões anuais.

- A CBF não podia ficar engessada até 2014. O Corinthians estava em situação semelhante e renegociou os valores de seu compromisso com a Nike - disse o consultor em marketing esportivo.

E este blog continua a perguntar: não é estranho, muito estranho?

www.lancenet.com.br

Por Juca Kfouri às 16h31

Está na 'Folha' de hoje

Nike tira Adidas da camisa da França ao preço de cinco Brasis

Acordo renderá R$ 107,6 milhões anuais aos europeus; CBF ganha R$ 20,4 mi

DA REPORTAGEM LOCAL

A França vale mais de cinco seleções brasileiras.

Pelo menos para a Nike, empresa de material esportivo que fechou contrato ontem com os franceses e patrocina a CBF desde 1996, com vínculo previsto até o ano de 2018.

Para estampar sua marca no uniforme dos "Bleus", a fornecedora norte-americana pagará US$ 63,3 milhões (R$ 107,6 milhões) a cada ano.

A confederação brasileira recebe da Nike US$ 12 milhões (R$ 20,4 milhões) anuais, um valor 5,3 menor que o destinado aos europeus pelo acerto de ontem.

A Nike venceu a queda-de-braço com a Adidas, sua principal concorrente. A empresa de origem alemã era a patrocinadora da França desde 1972 e destinava US$ 14,8 milhões (R$ 25,2 milhões) por ano à federação, segundo o "La Tribune".

A parceria Nike-França terá início em 2011, quando vence o contrato com a Adidas, e prosseguirá até 2018.

A França, atual vice-campeã mundial, tem um título de Copa. O Brasil, quinto no Mundial-2006, ostenta cinco taças.

Mesmo assim, a seleção segue longe do topo dos maiores patrocínios.

Com o acerto com os norte-americanos, a França passou a ser a mais cara do planeta.

A seguir, aparece a Inglaterra, cuja federação de futebol recebe US$ 44,5 milhões (R$ 75,7 milhões) anuais da Umbro.

O México, por exemplo, ganha algo similar ao Brasil.

Após a Copa-2006, os mexicanos trocaram a Nike pela Adidas, que repassa US$ 11 milhões (R$ 18,7 milhões) anuais.

De acordo com o presidente da Federação Francesa da Futebol, Jean-Pierre Escalettes, a Nike ainda irá desembolsar bônus pelo desempenho dos "Bleus" nas Copas de 2014 e 2018, além de US$ 2,5 milhões (R$ 4,3 milhões) por temporada em fornecimento de material esportivo à entidade.

Antes da França, a Nike tinha feito investida sobre a Alemanha, que usa Adidas.

No ano passado, a empresa ofereceu US$ 80 milhões (R$ 136 milhões). Não levou, apesar de a federação alemã reconhecer que o valor era superior ao que recebia da marca concorrente.

A França optou por uma concorrência para decidir sua fornecedora. Adidas, Nike e a local Airness participaram do processo."Foram três ofertas de qualidade. Apenas o preço as diferenciou", disse Escalettes.


Este blog pergunta, porque perguntar não ofende: não é estranho, muito estranho?

O tal contrato da CBF com a Nike, intermediado pela Traffic, não era a fina flor do que havia de mais reluzente da face da terra?

Ou será que aí tem alguma coisa estranha, muito estranha?

Por Juca Kfouri às 15h55

22/02/2008

Emoções

Volto de uma das maiores emoções de minha vida.

Estive na Associação Comunitária Monte Azul (monteazul@monteazul.org.br) , que é membro da Aliança Mundial pela Infância, no Jardim Monte Azul, periferia de São Paulo.

Lá vi, com cerca de 100 crianças carentes, a primeira encenação da peça "O Passe e o Gol", apresentada pelo Grupo Grande Urso Navegante, de Laerte Asniz.

Jamais imaginei que um texto tão despretensioso virasse livro e, agora, peça de teatro infantil.

É por coisas como essas que a vida vale a pena. 

O olhar daquelas crianças, a alegria delas, seu entusiasmo durante o espetáculo, não há o que pague. 

Por Juca Kfouri às 14h23

No 'Agora', de hoje

Semelhanças

Por SÓCRATES

É impressionante como em nosso país o meio do futebol se parece com o mundo da política tradicional. E o processo mais interessante é a eterna capacidade de, em geral, excluir pessoas de bem do seu convívio, como se só malandros pudessem vicejar nesses dois ambientes.

E eles não são poucos.

Agora mesmo no Corinthians, assistimos pesarosos à dissolução da Comissão que estudava a viabilidade da construção do sonhado estádio. Gente da estirpe de um Eduardo Rocha Azevedo realmente não poderia suportar a convivência com tantos trambiqueiros que estão em curso no processo em questão.

E a razão que levou à dissolução da Comissão me parece mais obra de determinados interesses comerciais de um pequeno grupo alojado dentro do Clube do que uma realidade convincente. Uma opção de compra de um terreno gigantesco - que não serviria, diga-se de passagem, para um estádio moderno e funcional como se exige hoje em dia - não se perde da noite para o dia, a não ser que a data determinada fosse utilizada para pressionar a decisão da Comissão, o que parece ser o caso. Mesmo após tanta discussão, desvios, nepotismo e a queda do presidente anterior, os exploradores do patrimônio corinthiano demonstram que não estão dispostos a abandonar a boquinha e a cada oportunidade que têm, voltam a levantar as asinhas.

No fundo, no fundo, nada mudou na direção do Timão. Só as moscas mudaram de nome. Ou nem isso.

Por Juca Kfouri às 14h20

O epíteto

Por ROBERTO VIEIRA

O futebol é um esporte de epítetos. Sempre foi. Ilíada de chuteiras.

Tostão, o mineirinho de ouro. Pelé, o Rei. Mané, o anjo das pernas tortas.

O epíteto é tão importante quanto o craque. Sem o epíteto o craque é nada, ou quase nada. O pai do craque só acredita que o filho é craque quando ouve no rádio o epíteto. Mãe é diferente. A mãe já sabe que o filho é craque desde a vida intra uterina. Desde a concepção. Desde os primeiros chutes.

Experimente falar La Saeta Rubia. Os mais antigos já imaginam aquele atacante extraordinário que rompia defesas e comandava os times por onde passava de forma única. Indivisível. Não precisa dizer mais nada.

O canhotinha de ouro? Lá está ele no meio de campo da seleção. Em lançamentos milimétricos para Jair e Pelé. Precisa dizer quem é?

O Peito de Aço nos surge desengonçado. Correndo pela esquerda. Inalcançável. Desafiando as lei da probabilidade e da física. Beija-flor pairando no ar.

Tem epíteto que passa de pai pra filho. O Divino pode ser usado por duas gerações. Mas epíteto hereditário é um bem muito raro no futebol. Contam-se nos dedos os mazzolas da história.

Enciclopédia do Futebol só pertence a Nilton Santos. Um milhão de gigabytes de memória na lateral-esquerda. O Galinho cobrando falta. O Peixe marcando gol.

Maravilha, só o Fio. Aranha Negra, Iashin. Queixada era o Ademir.

Mas Doutor pode ser Sócrates. E pode ser Rúbis. O saudoso Doutor Rubens.

Só é craque quem carrega consigo um epíteto. Embora exista muito perna de pau com epíteto. Coisas do futebol. Daqueles dias em que a bola bate na canela e entra no ângulo. Dias em que a sorte mora do lado e alguns jogadores viram heróis. Indignos dos seus epítetos.

Falei isso tudo pra terminar dizendo que o futebol atual anda pobre de epítetos. Carente de antonomásias. Hoje é um futebol de nomes e sobrenomes. Parece golfe.

Será falta de imaginação da crônica esportiva?

Ou falta craque mesmo no mercado?

Por Juca Kfouri às 14h09

Encontro hipócrita

Por GUSTAVO VILLANI

O encontro entre o atacante Raúl e o técnico da seleção espanhola Luis Aragonés, que nem por decreto popular convoca o jogador, me pareceu forçado.

Desde a Copa de 2006 os dois não se entendem e até foram flagrados em plena divergência em um treinamento na Alemanha.

De lá para cá Raúl diz que seria um prazer voltar a jogar pela Espanha e Aragonés declara que há outras opções no setor, como David Villa e Fernando Torres.

Convocar o capitão do Real Madrid para ser reserva seria um erro, a pressão popular seria ainda mais intensa.

De repente, às vésperas da preparação para Eurocopa, o jogador pede um encontro público com o treinador.

Detalhe: o convite foi feito por representantes do jogador, e não por ele, Raúl.

O atleta é daqueles que não se contentam com o farto dinheiro e história no futebol, por isso treina como poucos e ainda ajuda ao Real Madrid, que por sinal, tem mais ressonância mundial do que a Seleção.

Não importa, ele quer estar entre os melhores.

Luis Aragonés, de 69 anos, é daqueles que dificilmente mudam de opinião.

É tradicionalista, bronco e disciplinador.

Se a Espanha chegou a Eurocopa sem Raúl, por que convocá-lo agora?

E os outros jogadores que batalharam um lugar no time?

Fotos para lá, aperto de mão para cá e os dois vão aos microfones.

Raúl diz que "a cada jogo da Espanha os jornais são inundados por notícias mentirosas sobre a relação estremecida dos dois".

Por sua vez, Aragonés afirma que "com ou sem Raúl o mais importante é que a Seleção não seja prejudicada pelas polêmicas".

Leia-se: Raúl pede com ar de desespero para voltar ao time e Aragonés aproveita a iniciativa do atleta para pedir paz ao público e cronistas, que também clamam a presença do jogador no time.

É até possível que o treinador reveja conceitos para formar o elenco que chega à competição européia.

Aos 30 anos Raúl é um vencedor nato, cinco vezes campeão espanhol, três vezes campeão da Liga dos Campeões e duas vezes campeão mundial.

É o maior artilheiro da história da Champions League e da Seleção Espanhola.

Ou seja, ninguém duvida da sua importância, é uma bandeira nacional, apesar da avançada idade.

Agora, o encontro tem claros contornos de falsidade.

Por que só agora, e não antes, quando a Espanha passou apuros após a derrota para Irlanda na fase classificatória?

Por que diante de câmeras e microfones?

Por que houve mediadores na conversa entre os dois?

Encontro para cessar fofocas da imprensa? Eu não acredito.

Nem em Raúl que sugeriu a reunião, nem em Aragonés, que aceitou o convite.

Por Juca Kfouri às 14h04

Botafogo e Flamengo: ninguém pode perder

O jogo deste fim de semana é no Maracanã, sem a menor sombra de dúvida.

Botafogo e Flamengo decidem a Taça Guanabara.

O Flamengo sem problemas, com força máxima, Joel Santana pode escalar quem quiser.

O Botafogo repleto de problemas, sem Triguinho, suspenso, com Jorge Henrique e Zé Carlos machucados, Cuca pensa em jogar só com um atacante.

Por tudo isso, o Flamengo é o favorito.

Como o Botafogo foi durante quase toda a temporada passada e não ganhou quase nada, porque a Taça Rio, convenhamos, é quase nada mesmo.

Ao contrário do Flamengo, que foi campeão da Taça Guanabara e campeão carioca.

Será a vez da zebra com uma estrela solitária no peito?

Não, embora não seja favorito, zebra o Glorioso também não é.

Por Juca Kfouri às 23h25

21/02/2008

Borges salva

Foi um jogo maluco.

Borges fez os dois gols tricolores, um em cada tempo, e o São Paulo derrotou o Paulista, 2 a 1.

Quando o jogo começou, o Morumbi parecia que veria uma goleada.

E logo o primeiro gol saiu.

Só que Rogério Ceni espalmou para dentro da área uma cobrança de falta e o time de Jundiaí chegou ao empate, para dar graça ao segundo tempo.

Que teve alternativas de gols para os dois lados, com bolas no travessão de cada goleiro, sempre por lambanças, como outra, do próprio Rogério, pego muito adiantado e salvo por milagre.

A vitória foi justa, mas não a ponto de dar confiança à torcida são paulina.

Por Juca Kfouri às 20h26

Cruzeiro acha empate em Buenos Aires

Só Deus e o goleiro Fábio sabem como o Cruzeiro ficou no empate sem gols com o San Lorenzo.

Porque o time cansou de errar passes, tomou um baita sufoco, viu Fábio fazer pelo menos um milagre e muitas defesas formidáveis.

Como viu o menino Ramires, perdido na noite a exemplo de Guilherme e Wagner, perder um gol feito no único ataque perigoso do time brasileiro.

O 0 a 0 caiu do céu.

Por Juca Kfouri às 19h55

Está no 'Portal Imprensa'

Por Marina Dias/Redação Portal IMPRENSA

No dia 23 de janeiro de 2008, o Portal IMPRENSA publicou uma reportagem sobre as denúncias feitas pelo "blog do Paulinho", dedicado à cobertura esportiva, que veiculou uma série de e-mails que teriam sido trocados por dois importantes nomes do site Futebol Interior, também especializado no mundo esportivo.

Com o título, "Uma das maiores vergonhas do jornalismo brasileiro", Paulinho iniciava a denúncia contra Artur Eugênio Mathias, dono do site, e Edgar Soares, um de seus principais colaboradores. A publicação dos e-mails tinha o objetivo de apresentar provas de que o Futebol Interior cobraria para falar bem de determinados clubes ou dirigentes, além de direcionar o conteúdo editorial do veículo.

Todas essas denúncias foram repercutidas, também no dia 23 de janeiro, pelo blog do Juca Kfouri, que deu créditos à Paulinho, afirmando que não havia nada melhor do que "voltar de férias e ver um blog de um jovem revelar a escuridão de velhos métodos que ainda teimam em ferir a credibilidade do jornalismo".

No entanto, na última quarta-feira (20), o site Futebol do Interior, que na ocasião não havia se pronunciado sobre as denúncias, publicou uma reportagem afirmando que Kfouri, Paulinho e Leandro Santiago, ex-funcionário da empresa, teriam violado e manipulado os e-mails exclusivos do portal.

Na nota, o site afirma que "por meio de rastreamento, apurou-se que o ex-funcionário do Futebol Interior, Leandro Santiago, invadiu criminosamente o servidor de e-mails da empresa e passou a monitorar, alterar conteúdo e passar as informações para o jornalista Juca Kfouri. Este, aliciando o tal Paulinho (afinal, quem é este cara, que a todos critica, mas não mostra a cara?) com informações mentirosas, desonestas, manipuladas e fraudulentas, o incentivou a publicar em seu blog as correspondências eletrônicas, obtidas de maneira criminosa".

Dessa forma, o Futebol Interior publicou uma série de e-mails que teriam sido trocados entre Santiago e Kfouri. "Os infratores serão cobrados na Justiça pelos prejuízos acumulados por danos morais, perdas econômicas e financeiras", diz o site.

Na última terça-feira (19), o blog do Paulinho saiu do domínio UOL e, em seu post no novo endereço, o blogueiro afirmou que tomou a decisão "de não se curvar perante a censura". Ao Portal IMPRENSA, Paulinho afirmou que as denúncias do Futebol Interior são "delírios de gente desesperada que foi pega com a mão na massa".

Sobre a saída de seu blog do domínio UOL, Paulinho afirmou que " já saiu do ar duas vezes. Uma por pressão de Artur Eugênio. Voltou. Na segunda, fui notificado que deveria retirar uma publicação que citava o site mencionado (Futebol Interior). Não concordei com a notificação e preferi sair de lá".

Procurado pelo Portal IMPRENSA, Juca Kfouri afirmou que não irá responder "a quem não merece" e que o site Futebol Interior não "cuida da febre, mas sim quebra o termômetro". O jornalista esportivo declarou conhecer Leandro Santiago, "não pessoalmente", e confirma que trocou e-mails com ele.

No entanto, afirma: "Não invadi correspondência de ninguém, como eles (Futebol Interior) fizeram. Troquei e-mails que foram editados. É só comparar com os e-mails inteiros que o Paulinho publicou, e ver quem faz jornalismo e quem não faz. Interesse público acima de tudo", finaliza.

http://portalimprensa.uol.com.br

Por Juca Kfouri às 16h56

Atendendo a pedidos

O UOL tirou o blog do Paulinho do ar.

Considerou que ele desrespeitou uma de suas regras de uso dos blogs gratuitos que, naturalmente, são diferentes dos blogs contratados, como o meu.

O blog do Paulinho publicou fotos de colunistas do sítio futebolinterior sem a autorização deles, algo exigido pelas regras do UOL como se pode constatar abaixo.

O sítio pego em flagrante delito pelo blog do Paulinho, reclamou, e o UOL pediu que as fotos fossem retiradas, com o que Paulinho não concordou.

Razão pela qual a relação terminou.

Este blogueiro tentou uma conciliação, lamenta o desfecho e permanece recomendando o blog do Paulinho, assim como entende a decisão do UOL.

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Por Juca Kfouri às 13h50

A Espanha briga com a Fifa

*Por UBIRATAN LEAL

A Fifa ameaça desfiliar a RFEF (Real Federação Espanhola de Futebol) pelo motivo de sempre: suposta interferência do governo na entidade.

Na Espanha, as federações esportivas alinharam os mandatos de seus presidentes ao ciclo olímpico.

Assim, os dirigentes ficam quatro anos no cargo e saem (ou são reeleitos) nos anos olímpicos.

Ou seja, 2008 é ano de mudanças em quase todas as federações da Espanha (só as de esportes de inverno escapam, pois o ciclo olímpico é diferente).

Em fevereiro de 2007, o governo espanhol anunciou que, no ano seguinte, as federações esportivas que não teriam atletas nos Jogos Olímpicos de Pequim deveriam convocar eleições em janeiro.

Com justificativas plausíveis, o prazo poderia ser esticado até março.

Quem levar representantes à China deve ter eleição no mês seguinte aos Jogos, setembro.

O objetivo da medida é facilitar os processos eleitorais e dar mais transparência ao processo.

A RFEF não enviará atletas a Pequim.

Assim, preferiu pedir ajuda de Blatter ao invés de antecipar suas eleições.

A entidade alegou que era uma tentativa do governo espanhol de interferir na autonomia do futebol.

A Fifa, claro, comprou a briga e disse que os times espanhóis poderiam ser excluídos de Liga dos Campeões, Copa Uefa e Eurocopa.

Blatter, nada modesto, chegou a afirmar "a Fifa é mais poderosa que a ONU, pois tem mais membros e suas decisões são executadas sem que precisem passar por trâmites burocráticos".

O interessante é a reação do governo espanhol. Entendendo que a Fifa nada fará com um país importante como a Espanha, Jaime Lissavetzky (secretário dos esportes) bateu o pé.

O governo é autônomo para questões internas como essa e não aceita a pressão internacional.

A antecipação das eleições nas federações é uma medida que visa aumentar a transparência e facilitar o processo eleitoral.

No país, o sistema eleitoral de todas as federações esportivas segue uma série de padrões determinados pelo Estado (um deles, inclusive, prevê que atletas também votem).

A tal antecipação para janeiro de 2008 é apenas um dos 52 artigos do documento de 33 páginas.

Lissavetzky explica o motivo de o poder público querer controlar isso: "Como a federação é uma entidade privada se recebe dinheiro das loterias e fez 141campos de gramado artificial com ele?

As federações são de caráter privado, mas têm competências delegadas pelo poder público.

E, para receber subvenção pública, é preciso respeitar uma série de requisitos."

Isso é levar política de esportes de alto rendimento a sério.

Enquanto, em um país, a administração pública gerencia o esporte e evita abusos, em outro, é costume realizar alianças obscuras sempre pensando numa troca defavores.

Aí dá para entender a diferença do legado social que a cidade de Barcelona teve após os Jogos Olímpicos e o legado do Rio de Janeiro pós-Pan.

E ainda temos uma Copa pela frente...

*Ubiratan Leal é repórter da revista e do sítio TRIVELA

Por Juca Kfouri às 08h32

Novo endereço

O blog do Paulinho mudou de endereço e continua aí do lado esquerdo, entre os meus favoritos:

 http://blogdopaulinho.wordpress.com/

Por Juca Kfouri às 08h07

20/02/2008

Ficou bom para o Flu

Nos primeiros 45 minutos, o Fluminense só deu um chute a gol, com Thiago Neves, no fim.

E viu a trave e Fernando Henrique salvarem a pátria três vezes na altitude de Quito.

O segundo tempo foi bem mais equilibrado e o Flu segurou um bom 0 a 0 diante da LDU e seus 2850 metros.

Ficou bem.

Por Juca Kfouri às 22h45

Felipe salva!

O Corinthians jogou melhor que Portuguesa e criou duas chances de gol no primeiro tempo, num jogo paupérrimo.

Numa delas, Herrera, de taquito, abriu o placar.

O segundo tempo continuou no mesmo ritmo.

Mas Herrera foi expulso no meio e, aí, a Portuguesa pressionou.

Se não fosse o goleiro Felipe, o empate teria acontecido.

Mas a Lusa também é muito ruim. 

Por Juca Kfouri às 22h42

Palmeiras decepciona

O Palmeiras mandou uma bola no travessão e outra na rede no primeiro tempo em Rio Claro, com Diego Souza.

No segundo levou um gol de Chumbinho e perdeu um pênalti com Alex Mineiro.

O 1 a 1 com um dos lanternas do campeonato não confirmou o que parecia ser o progresso alviverde.

Foi um joguinho de doer.

Por Juca Kfouri às 22h41

Furacão histórico!

Aos 24 minutos do primeiro tempo, na Arena da Baixada, Pedro Oldoni fez o gol que acabou por decretar a 12o. vitória consecutiva no Campeonato Paranaense e a quebra do recorde do Furacão de 1949.

A vítima foi o Cianorte.

A festa, rubro-negra.

Por Juca Kfouri às 22h30

As arenas verde e alvinegra

José Cyrillo Júnior, vice-presidente do Palmeiras, Walter Torre, da WTorre, e Ricardo Teixeira se reuniram hoje no Rio: em pauta, a nova arena do Palmeiras como possível sede paulistana da Copa do Mundo de 2014.

Mesmíssimo projeto -- arenas para a Copa --  que Teixeira estimula Marco Polo del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol, e Walter Feldman, secretário de Esportes da prefeitura de São Paulo, a tocarem junto ao Corinthians.

Mesmo que o prefeito Kassab já tenha manifestado sua opinião de que nas imediações da marginal do Tietê é impossível erguer um estádio.

Mas Juvenal Juvêncio que contenha seus ímpetos recentemente bajulatórios, porque a cada dia as coisas se complicam para o Morumbi.

Por Juca Kfouri às 17h17

Dualib inocentado no Corinthians

Por 12 votos a cinco e uma abstenção, as contas de 2007 foram aprovadas ontem pelo CORI, o conselho de fiscalização do Corinthians.

Como a gestão de Andrés Sanchez diz respeito apenas ao último trimestre, na prática, foram aprovadas as contas de Alberto Dualib.

Exatamente as do exercício em que ele caiu da presidência, algo que certamente sua defesa utilizará para sua sobrevivência no clube.

A atual direção argumentou que, como diz a lei, não havia como separar as contas de uma e outra administração, razão pela qual ou haveria a aprovação de tudo ou a reprovação de tudo.

A segunda hipótese pegaria mal para a nova gestão.

Argumentos esgrimidos pelos conselheiros Wadi Helu, Heleno Maluf, Clodomil Orsi e Wilson Bento, todos baseados no parecer da Trevisan Auditores, curiosamente, a mesma empresa que teve seu parecer demolido nas contas de 2006 pelos que hoje estão no poder.

Votaram contra o desembargador Guilherme Strenger, assim como os conselheiros Waldemar Pires, Alexandre Ursi e Rubão Gomes, além de Wagner Acedo, ligado a Paulo Garcia, o candidato de oposição derrotado na última eleição.

Entre os 12 votos a favor, o de um filho de Nesi Curi, Eduardo Nesi Curi.

Roque Citadini, por ser o presidente do CORI, só votaria em caso de empate.

Por Juca Kfouri às 16h35

Comissão dissolvida

Está desfeita a comissão que analisaria o projeto de estádio para o Corinthians.

Os motivos estão abaixo, em carta de seus membros ao presidente do clube.

Que, agora, agirá como quiser...

 

"São Paulo, 19 de fevereiro de 2008

Prezado Sr. Presidente,

Por decisão de V. Sa. e da sua Diretoria, esta Comissão foi instalada em 4 de fevereiro de 2008 para levantar e avaliar alternativas técnico-financeiras para a construção de um estádio para o Corinthians. O prazo estipulado para a conclusão desta primeira etapa do trabalho foi aproximadamente de 90 dias. Entretanto, desde que nós iniciamos nossos trabalhos, nós enfrentamos um problema, exposto abaixo, cuja solução exigirá uma decisão das outras instâncias do Clube e não desta Comissão.

Como é hoje de conhecimento publico, entre as alternativas que podem ser consideradas, existe um projeto com algum nível de detalhamento elaborado pelas empresas SEEBLA e EGESA e apresentado a esta comissão pelo Conselheiro EDGAR SOARES. Embora seja natural que a Comissão examine e opine sobre ela no prazo mencionado acima, um detalhe deste projeto impossibilita tal procedimento: a empresa SEEBLA tem uma opção de compra de um terreno, para construção do estádio cujo prazo vence impreterivelmente no dia 25 de fevereiro de 2008 (data que nos foi confirmada pelo Sr. Francisco Caiafa, diretor da SEEBLA, em reunião ocorrida ontem, 18 de fevereiro). Obviamente, ela exercerá tal opção somente se o Corinthians assinar um pré-contrato com essa empresa, obrigando o Clube a aderir ao projeto das mesmas. Caso contrário, o terreno e, como conseqüencia, o projeto em questão, estará descartado.

A decisão de assinar (ou de não assinar) o pré-contrato com a mencionada empresa pode ter graves conseqüências para o futuro do Clube. Infelizmente, no curto espaço de tempo até 25 de fevereiro, a Comissão não tem condições de avaliar essas conseqüências. Qualquer recomendação sobre este assunto sem estudos técnicos (impossibilitados pela exigüidade de tempo) seria leviana e irresponsável por parte desta Comissão.

Logo, uma vez que, por um lado, a Comissão não poderá contribuir com o debate em torno deste projeto e, por outro lado, o restante do trabalho da Comissão dependeria do resultado desse debate, o único procedimento que nos parece cabível é o de suspender nossos trabalhos até que uma decisão final seja tomada pelas instâncias competentes do Clube sobre o referido projeto.

Atenciosamente,

Eduardo da Rocha Azevedo

Ernesto Cordeiro Marujo

Ibrahim Eris

Manoel Felix Cintra Neto"

Por Juca Kfouri às 16h28

Eleição no Vasco: julgamento marcado para a próxima terça-feira

O desembargador Adriano Celso, da 8ª Câmara, marcou para a próxima terça-feira (26), às 13h, o julgamento da apelação da diretoria interina do Vasco contra a decisão, de primeira instância, que anulou a eleição para o Conselho Deliberativo do clube, realizada em novembro de 2006.

O magistrado, atual presidente da câmara, é o relator do processo.

Além dele, votam o revisor, desembargador Orlando Secco, e um terceiro desembargador que será definido no dia da sessão.

A eleição foi anulada pelo juiz Renato Ricardo Barbosa, da 15ª Vara Cível, em 8 de março de 2007.

Ele, com base na fraude denunciada pela oposição e na falta de defesa da diretoria interina, determinou que um novo pleito fosse realizado na sede do calabouço, em trinta dias, sem os eleitores irregulares.

O juiz determinou, também, o afastamento do presidente da Assembléia Geral do clube, José Pinto Cabral, da organização da eleição por conflito de interesses, já que tentava a reeleição, e nomeou o vice-presidente da assembléia, Alberto Moutinho, para realizar o trabalho.

Os advogados da diretoria interina, através de uma manobra processual, que visava única e exclusivamente retardar o andamento do processo, entraram com um mandado de segurança no dia 3 de maio do ano passado, e atrasaram a definição do caso em nove meses.

A Chapa Por Amor ao Vasco convida todos os vascaínos para uma vigília, no dia do julgamento, em frente ao Tribunal de Justiça (Av. Erasmo Braga, 115 – Centro), a partir de 12h30, em defesa do Vasco; pela realização de uma eleição limpa; contra a fraude de 1256 votos; e pela recuperação esportiva e ética de nosso clube. A Chapa Por Amor ao Vasco reitera sua inabalável confiança na Justiça.

Por Juca Kfouri às 14h43

A sorte do Flu no jogo 13 da Libertadores

Quito está 2850 metros acima do nível do mar, 450 metros a mais, por exemplo, do que a Cidade do México.

E é lá que o Fluminense estréia hoje na Libertadores, às 21h50, contra a LDU, a Liga Deportiva Universitaria.

Jogo normalmente difícil e que fica mais complicado por causa da eliminação do Flu na Taça Guanabara.

Será o 13o. jogo do tricolor pela Libertadores da América, que o campeão da Copa do Brasil começa a disputar pela terceira vez.

Nas duas vezes anteriores, em 1971 e 1985, o time das Laranjeiras não passou da primeira fase, com apenas quatro vitórias, três empates e cinco derrotas.

Uma sexta derrota na noite de hoje pode soar como começo de uma crise que ninguém merece em começo de temporada.

Por Juca Kfouri às 23h34

19/02/2008

Parabéns aos endividados!

Essa gente toda que está aí fez a dívida que fez com o país e ganhou uma Timemania de prêmio. 

Em breve, como a mamata não será suficiente, virá a Timemania 2 e assim por diante.

Veja aí porque Márcio Braga andava de quatro, implorando por uma anistia e entenda porque Juvenal Juvêncio discursou bajulatoriamente em agradecimento à benesse recebida.

Todos agora podem requerer suas certidões negativas de dívidas para criar outras, pagando salários milionários para técnicos etc e tal.

Tenhamos claro: clube que não paga suas dívidas leva vantagem esportiva sobre os que pagam.

No mundo civilizado, isso dá punição, esportiva, inclusive.

E, enfim, eu, se fosse você, parava de pagar suas obrigações com a Previdência e com a Receita, juntava um bando de inadimplentes e batia na porta do Palácio do Governo, pedindo uma loteria pra você.

Vai que cola? 

Em tempo: colei  a tabelinha do globoesporte.com

Por Juca Kfouri às 17h27

Capez perde na Justiça

Lembra daquela liminar concedida ao deputado tucano Fernando Capez, que proibia este blogueiro de "ofendê-lo", sob pena de pagar R$ 50 mil cada vez que o fizesse, decisão da juíza Tonia Yuka Kôroko?

Pois acaba de ser devidamente cassada, pelo voto de três desembargadores a zero no Tribunal de Justiça de São Paulo.

E este blogueiro, é óbvio, continua determinado a não ofender ninguém..

Por Juca Kfouri às 13h30

A renúncia de Fidel

Pelé soube parar.

Fidel Castro, não.

Se Fidel tivesse parado quando Pelé parou, talvez Cuba tivesse um papel que deixou de ter faz tempo.

Fidel não soube parar como político.

Pelé soube parar como atleta.

Como cidadão, porém, continua a pisar na bola, garoto-propaganda da Timemania e, outra vez, próximo de Ricardo Teixeira.

Rafael Hupsel/Folha Imagem

Orlando Silva, Teixeira e Pelé. E viva a jogatina!

Por Juca Kfouri às 12h29

PARCERIA INACEITÁVEL

*Por MARCOS FONSECA

Se ninguém brecar, vem coisa pior que rebaixamento por aí

E agora, o que será do Peixe? Sinceramente, na situação atual, o que menos me preocupa é o rebaixamento, porque ainda evitável, mesmo com os Betões e Marcinhos Guerreiros que formam esse não-time. Cair é contingência do esporte e já vitimou clubes quase tão grandes quanto o Santos. O Milan italiano, por exemplo. Nos momentos difíceis, quem tem história e tradição junta os cacos, esquece as picuinhas, aposta na união e ressurge ainda mais engrandecido. Faz do tombo um épico, pela elegância com que se levanta.

No Santos, após oito anos de administração oropéia e da ampliação do poder da família Teixeira sobre o clube, o buraco é mais embaixo. Pior do que o time caminhar a passos largos para a segundona é entregar-se ao bando de urubus que voam cheios de apetite no céu da nossa desgraça. Os primeiros passos nessa direção foram dados em 2004, quando o futebol santista passou a ser terceirizado por Vanderlei Luxemburgo. A ida do treinador para o Real Madrid, em 2005, representou unicamente um intervalo, para que nossa brilhante diretoria testasse definitivamente a própria incompetência e para que Cafa Luxa voltasse, no ano seguinte, ainda mais prestigiado, onipotente e voraz.

Nos últimos dois anos, a rapinagem virou coisa de profissionais e ganhou estrutura empresarial. O Santos foi a encubadora que gerou a associação mafiosa e o laboratório em que as ações criminosas foram experimentadas. A rede – inicialmente limitada aos negócios do treinador com fornecedores preferenciais e restrita ao âmbito do clube –, rapidamente cresceu, criou ramificações e ampliou seu campo de atuação. Pelo menos na maior parte do ano passado, Luxemburgo foi pago pelo Santos, mas de fato trabalhou full time pela WL Sports e seus parceiros.

Não é segredo que, por trás da contratação de cinco jogadores do Bragantino pelo Corinthians, em meados do ano passado, esteve o dedo do treinador santista. Também foi o Santos que bancou a montagem da equipe profissional multidisciplinar que hoje Luxemburgo distribui entre os clubes com os quais mantém vínculos formais e informais. Grande parte foi com ele para o Palmeiras, mas há alguns bem situados no Corinthians (o ex-jogador Antonio Carlos Zago e o médico Joaquim Grava), outros menos festejados no Joinville e sabe-se lá quantos mais em outras agremiações.

Quando se juntam os fios que ligam Traffic, Luxemburgo, Juan Figger, Wagner Ribeiro, Sondas, Chedid e outros investidores e agenciadores, têm-se a dimensão da trama. Nela, unificam-se as pontas dos negócios do futebol, com vistas exclusivamente aos interesses do grupo. É uma ameaça e tanto, ainda não percebida pelos clubes, em especial aqueles dirigidos com visão imediatista e em maiores dificuldades. Para estes, a aproximação com esse tipo de gente é encarada como solução para o descalabro administrativo a que estão submetidos.

O Santos parece perto de cair no canto da sereia. Esgotada toda sua capacidade de planejamento – historicamente resumida à entrega alternada do time, ora a Leão ora a Luxemburgo –, Marcelo Teixeira está sendo seduzido pelo ex-inimigo público número 1 Wagner Ribeiro, aquele que se notabilizou pelo assédio despudorado a jovens jogadores e seus familiares. É esse aliciador de menores que está convencendo nosso perspicaz presidente a fechar acordo com a holding da quadrilha.

Na Vila, apenas Leão parece pressentir o perigo. Mas o treinador não enxerga muito além de suas desavenças pessoais com Luxemburgo e determinados empresários de jogador de futebol. Não vê por completo o tamanho da encrenca reservada aos que sucumbirem à tentação de vender a alma ao diabo. Porque é isso mesmo o que vai acontecer com o Santos e com todo clube que cair nessa conversa. Todos se transformarão em meros participantes de um consórcio, sujeitos às regras impostas pelo administrador do negócio e submetidos aos seus desígnios comerciais.

*Marcos Fonseca é jornalista, foi editor do "Fantástico" nos anos 80 e é torcedor santista.

http://www.blogsantista.com.br/marcao/  


Por Juca Kfouri às 10h00

Esqueça o estádio, não esqueça a agenda

"Por favor, coloque que eu não ganharei um tostão com a aprovação ou não do estádio."

A súplica foi feita por Edgar Soares e está publicada no "Jornal da Tarde" do último sábado.

Soares é conselheiro do Corinthians e representa um dos projetos de estádio para o alvinegro, exatamente o que vem sendo apontado como favorito, a ser erguido na marginal do Tietê.

E é aí que mora o engano.

A inviabilidade de um estádio em região já tão populosa e congestionada salta aos olhos e o improvável alvará da prefeitura não sairia em menos de dois anos, pelo menos na opinião de especialistas no assunto, o que por si só inviabiliza a idéia.

Além do mais, os donos do projeto querem unanimidade no Conselho do Corinthians para levá-lo adiante, algo mais que improvável, simplesmente impossível.

Se não bastasse, Soares esqueceu sua agenda numa das apresentações do projeto para conselheiros do clube.

A agenda, da Rede Vida de Televisão, tem anotações de Soares que vão desde os nomes dos 20 conselheiros de seu grupo até os cálculos das comissões que envolvem o projeto, na casa dos 10%.

Infelizmente este blogueiro pôde ver as anotações mas não pôde copiá-las, embora uma cópia lhe tenha sido prometida.

Quem também tem revelado muito interesse na aprovação do projeto é o deputado estadual tucano Fernando Capez, amigo íntimo de Soares.

Por Juca Kfouri às 00h21

18/02/2008

Agenda indiscreta

Numa das apresentações dos projetos da arena corintiana para conselheiros do clube, um dos expositores esqueceu sua agenda no salão.

Nela está todo o esquema de comissões, com os nomes dos beneficiados, entre os quais, o do próprio dono da agenda.

Agenda que caiu em péssimas mãos do ponto de vista do distraído trapalhão, mas em ótimas do ponto de vista do pessoal do Timão.

Porque o esquecido intermediário, também conselheiro do clube, e vitalício, já malogrou em um dos projetos, o que envolvia a WTorre, que acabou indo para o Palmeiras.

Então, se dizia íntimo do empresário Walter Torre Júnior que, em conversa com a coluna, disse tê-lo visto poucas vezes na vida.

Do mesmo modo ele se apresenta aos sócios da Gaviões como salvador da pátria, embora estes até de ladrão já o tenham chamado nas últimas eleições.

Por Juca Kfouri às 10h20

17/02/2008

Doutor Sócrates saiu bravo do Morumbi


Doutor Sócrates foi ao Morumbi, ontem, no jogo número 5000 do Corinthians, para ser homenageado, a convite do presidente do clube.

Ele estava, e está, entusiasmado com a perspectiva de haver eleição direta no Corinthians, como fruto da reforma dos estatutos e quer participar da discussão.

Mas ficou chateado porque Andrés Sanchez só chegou ao camarote de seus convidados já no fim do primeiro tempo, uma óbvia descortesia.

Para piorar, ao encontrá-lo, ambos com cigarros nas mãos, fora do camarote, onde é proibido fumar, ouviu de Sanchez que "com o presidente do Corinthians ele poderia fumar lá dentro".

O Doutor, então, resolveu ir embora, por achar que era arrogância em demasia.

Mas ele anda feliz da vida.

Completa 54 anos nesta terça-feira e, em março, será objeto de uma campanha retrô, na qual a Topper lançará produtos que lembrem sua passagem pelo Corinthians e pela Seleção Brasileira, como você pode ver acima.

A idéia é do publicitário Paulo Velasco, que trabalha com Raí.

Velasco esteve recentemente em Londres e em Berlim e se impressionou ao ver, em bairros jovens, descolados, camisetas de Che Guevara ao lado de camisetas com o rosto de Sócrates.

E propôs que se resgatasse a imagem libertária do Doutor.


Por Juca Kfouri às 21h34

Tudo pelo Social

Acabo de ver os melhores momentos de Galo x Social, no Mineirão, no Sportv.

Foram 149 melhores momentos do Galo e um do Social.

Se o jogo terminasse 10 a 0 para o Galo não haveria exagero.

Foi 1 a 0 para o Social.

Durma-se.

Por Juca Kfouri às 21h15

O Santos conseguiu!

O Santos conseguiu perder para o Rio Preto.

Rio Preto que em oito jogos havia ganhado apenas um pontinho.

Agora tem quatro, porque pegou o Santos, em casa, e ganhou por 2 a 1.

O Santos segue entre os rebaixáveis.

O Santos teve chances para, ao menos, empatar?

Teve, diversas.

E daí?

O Santos conseguiu perder para o Rio Preto.

Ninguém merece.

Só o Santos.

Por Juca Kfouri às 19h07

Flamengo na final, com méritos

O Flamengo dominava, o Vasco só se defendia, Edmundo jogava muito recuado e Tardelli viu o goleiro Thiago evitar um gol seu, como Souza viu a trave impedir que ele abrisse o placar.

Aí, o Vasco acordou.

E para dar razão a Eurico Miranda e irritar Romário, Alan Kardec recebeu de Amaral num rápido contra-ataque, driblou Ronaldo Angelim e fez um golaço.

O Fla só veio a empatar no fim do primeiro tempo, com Fábio Luciano aproveitando um cruzamento de Juan, em cobrança de falta.

Quando o jogo recomeçou, aos 5, Edmundo bateu um pênalti, sofrido por Morais, nas mãos do goleiro Bruno.

Daqueles lances para tirar qualquer razão de Eurico Miranda e alegrar Romário...

Kardec se machucou, Abuda entrou, mas Léo Moura cruzou na cabeça de Ronaldo Angelim, livre, para fazer 2 a 1.

Era justo.

Justíssimo.

Aliás, 3 a 1 seria mais adequado.

Flamengo e Botafogo, os dois melhores do Rio, fazem a final da Taça Guanabara.

Aliás, como 58,77% dos 1671 blogueiros acreditavam de ontem para hoje. 

Por Juca Kfouri às 16h58

Lamentável Corinthians

Corinthians e Bragantino fizeram um jogo amarrado e sem graça, onde o pouco talento do meio de campo corintiano esbarava na marcação adversária e não pintava nenhuma emoção, a não ser nos sucessivos lances de falta do apelativo time de Bragança.

Bóvio era um show de incompetência, incapaz de acertar um passe

Ao fim do primeiro tempo, Dentinho deu chute despretensioso da intermediária, a bola desviou na zaga nos pés de Lulinha que fez 1 a 0, o chamado gol achado, embora, minutos antes, num bom contra-ataque, André Santos tenha desperdiçado ótima chance para abrir o placar.

Logo no recomeço do jogo, o Bragantino pegou a defesa corintiana desarrumada e empatou.

Era justo.

Bóvio acabou saindo para entrar Carlos Alberto e o Corinthians melhorou um pouco, não a ponto de evitar que as jogadas mais agudas fossem do Braga.

O 1 a 1 até que foi demais, num joguinho duro de ver, o de número 5.000 do Corinthians, diante de 25 mil pessoas, que ainda viram Gléguer fazer milagre, aos 41, em cabeçada de William, quando o Braga já estava com apenas 10 jogadores, numa expulsão inteiramente sem sentido. 

Em tempo: ainda no primeiro tempo, Lulinha sofreu um pênalti não assinalado pela arbitragem.

Que não deve servir de desculpa para a péssima atuação do Corinthians.

Por Juca Kfouri às 16h58

Cai o último invicto em São Paulo

O São Paulo martelou o Marília o quanto pôde.

Hugo mandou bola na trave, Borges desperdiçou boas chances, Juninho também deixou de fazer um gol.

E se Juninho bobeou no ataque, bobeou ainda mais na defesa, e permitiu ao MAC abrir o placar, ao não cortar uma bola que era toda dele.

Para piorar, em seguida, o árbitro viu um pênalti de André Dias e ainda o expulsou pela suposta falta, errando duas vezes.

O MAC, ao contrário, acertou pela segunda vez e ampliou: 2 a 0.

Só não ficou pior para o tricolor porque Hernanes bateu falta como se fosse Rogério Ceni e diminuiu.

No minuto final do primeiro tempo, o MAC ainda mandou uma bola na trave de Rogério.

Tão logo o jogo recomeçou, Jorge Wagner bateu falta pela direita e o goleiro aceitou penosamente: 2 a 2.

Era justo.

Com 11 contra 10, porém, o MAC tomou conta.

Muricy Ramalho tirou Borges e botou Dagoberto, que reclamou, com razão, de pênalti num encontrão.

O MAC seguiu na pressão e fez 3 a 2, de cabeça. também ficou com 10 jogadores e venceu.

Era uma vez a invencibilidade do São Paulo no Campeonato Paulista. 

Por Juca Kfouri às 16h58

Esse Iguaçu...

Não pude ver a goleada do Furacão sobre o Iguaçu, 8 a 1.

E pensei com meus botões: "melhor teria sido uma vitória menos escandalosa, para dar mais credibilidade à façanha da 11o. vitória consecutiva".

Mas tratei de ir ver a campanha do Iguaçu, para, quem sabe, mostrar que embora mal colocado na classificação geral, a equipe de União da Vitória vendia caro suas derrotas, principalmente em casa.

E quase deu certo, porque quase é verdade.

Veja lá:o time empatou em casa com o Londrina (1 a a 1); perder só tinha perdido uma, para o Cascável, 2 a 3, além de ter ganho do Rio Branco, por 2 a 1.

E fora de casa, havia empatado com o Paraná Clube (1 a 1) e sido derrotado pelo Cianorte (lembram dele, corintianos?), por 1 a 3; pelo Toledo, pelo mesmo 1 a 3; e pelo Paranavaí, 1 a 2.

Ou seja, campanha má, sem dúvida, mas digna.

Não fosse o fato de, duas rodadas atrás, antes de perder para o Paranavaí, ter sido goleado pelo Engenheiro Beltrão, também de oito, 8 a 2. 

O Furacão, é claro, não podia ficar atrás.

E ganhou de mais.

Por Juca Kfouri às 12h35

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico