Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

22/03/2008

O contra-ataque de Simon

Prezado Juca,

Foi com surpresa que li no teu blog, no dia 18 de março, um post assinado por Roberto Vieira (que imagino ser um profissional bastante conhecido. Em São Paulo) tecendo considerações sobre o ranking nacional de árbitros e auxiliares criado pela CBF.

Aparentemente, o jornalista (suponho que ele seja jornalista) não concorda com os critérios adotados pela CBF.

No entanto, ao invés de explicitar com clareza os motivos de sua discordância, ele se justifica me atacando.

Depois de se referir a mim ironicamente como o "notável" Carlos Simon, tenta despertar ressentimentos adormecidos dos torcedores do Atlético-MG, Brasiliense e Internacional.

Isto, segundo dá a entender, explicaria uma pretensa incompetência ou favorecimento espúrio da CBF.

No que deve imaginar ter sido um fecho de ouro, me compara a Armando Marques, sugerindo que isto é um desdouro.

Tudo bem, ele pode escrever o que quiser.

Mas eu também tenho o direito de me manifestar – entendo que a liberdade de expressão é uma via de duas mãos.

Não vou aqui elencar as competições nacionais e internacionais das quais participei em 24 anos de profissão, que honram e dignificam a arbitragem brasileira.

Os fatos citados pelo jornalista (?), no entanto, merecem algumas considerações:

Quanto a memória dos atleticanos, o jornalista (?) talvez não saiba que depois de olhar na televisão constatei e reconheci publicamente o erro (a partida era quarta de final da Copa do Brasil).

Sou humano e sujeito a falhas, para contrariedade de alguns jornalistas que se julgam ser infalíveis

Quanto ao Brasiliense, a posição do jornalista (?) não é uma verdade inquestionável.

Na época,Oswaldo Oliveira técnico de futebol e Tostão, ex-jogador, campeão do mundo, então comentarista, consideraram que não houve infração na disputa da bola no primeiro gol do Corinthians e também não foi pênalti em lance na área da equipe do Parque São Jorge.

É verdade que outros jornalistas entenderam o oposto, não sei se por influência do ex-senador cassado por corrupção, presidente do Brasiliense, que é alvo de processo movido por mim

Em relação ao Sport Club Internacional, os seus dirigentes estavam reivindicando, poucos dias atrás, que eu fosse escalado para arbitrar os jogos da equipe no Campeonato Gaúcho, Certamente não se manifestaram assim por gostarem do meu estilo de pentear o cabelo.

Quanto à comparação com Armando Marques, o jornalista (?) Roberto Vieira talvez desconheça que ele foi um dos maiores árbitros brasileiros de todos os tempos.

Evidentemente, cometeu seus equívocos, mas não pode ser desconsiderado em uma frase covarde e maldosa, que dá o tapa e esconde a mão.

É isto, Juca.

Pau que dá em Chico também bate em Francisco.

Este é um dos aspectos salutares da democracia.

Receba o meu abraço fraterno.

Carlos Simon, árbitro Fifa, presidente do Sindicato dos Árbitros do Rio Grande do Sul.

Por Juca Kfouri às 22h14

Verdão passeia em Jundiaí

Com pouco mais de um minuto de jogo em Jundiaí, Neto Baiano subiu livre na área do Palmeiras e cabeceou no chão, com força.

Só não fez 1 a 0 para o Paulista porque São Marcos operou uma grande defesa.

Se um bom time começa por um grande goleiro, o Palmeiras tem dois, um em campo e o outro no banco.

Além do mais, tem hoje um time já entrosado e sem nenhum cabeça de bagre, ao contrário.

E foi esse time que se impôs sem maiores dificuldades depois do susto inicial.

Alex Mineiro recebeu um presente da defesa adversária e abriu o placar, logo aos 5 minutos.

Primeiro chute a gol, primeiro gol.

Doze minutos depois, Alex Mineiro cruzou entre as pernas de um adversário e a bola sobrou para Valdívia dar o segundo chute a gol do Palmeiras: 2 a 0.

Estava fácil, muito fácil, porque, é verdade, além da fragilidade do Paulista, o Palmeiras fazia o jogo fácil.

Aos 38 o terceiro gol só não saiu nos pés de Alex Mineiro de novo porque o bandeira inventou um daqueles impedimentos irritantes que essa gente adora inventar.

Algo que, por sinal, repetiu mais duas vezes antes de terminar o primeiro tempo.

No segundo tempo até que o Paulista tentou ameaçar a vitória alviverde, diante de uma certa acomodação do Palmeiras.

Marcos, irritado com o espaço dado para os chutes adversários, teve um certo trabalho, embora Léo Lima tenha causado o lance mais agudo, em bola que terminou no travessão dos donos da casa depois de defesa parcial do goleiro.

Antes o Paulista tivera um gol bem anulado pela arbitragem.

E o Palmeiras voltou para São Paulo feliz da vida, depois de aproveitar bem o sábado de Aleluia e poder desfrutar do domingo de Páscoa.

Também a Ponte Preta se deu bem, ao derrotar o Sertãozinho por 2 a 0 e permanecer firme no G-4.

Por Juca Kfouri às 20h06

Treino é treino, menos para Toró

Em vez de treinar na Gávea, o Flamengo treinou hoje à tarde no Maracanã.

Em vez de treinar contra os reservas, o time principal do rubro-negro enfrentou a equipe do Cabofriense.

Ganhou de 2 a 0, com gols de Souza e Marcinho, um no começo, outro no fim do primeiro tempo.

Sem forçar.

A nota do jogo ficou por conta de Toró.

Ele entrou aos 39 do segundo tempo no lugar de Kléberson.

Aos 41 levou cartão amarelo por entrada violenta no campo de ataque do Flamengo.

Toró, lembremos, é sinônimo de tempestade.

Tempestade de ignorâncias.

Por Juca Kfouri às 17h57

Apostas, nada mais

Aposto no Palmeiras logo mais diante do Paulista, em Jundiaí.

E num placar até elástico, dada a diferença técnica e o fato de o alviverde ter tido uma semana só para treinar.

Quem deve penar porque precisa vencer é a Ponte Preta, que jogará em Sertãozinho.

É hora de distinguir as crianças dos adultos na reta final da fase classificatória do Campeonato Paulista.

Como aposto no Corinthians e no São Paulo amanhã, mesmo que o tricolor esteja desgastado pela partida da Libertadores.

Nem Rio Claro nem Guarani podem tirar pontos dos dois grandes, o primeiro, ainda por cima, no Morumbi e o segundo mesmo no Brinco de Ouro.

Já o Santos deve se despedir das remotas chances que tem no jogo contra o líder Guaratinguetá.

Não só por jogar fora de casa como, principalmente, por estar esfalfado depois da maratona em Oruro.

No Rio, aposto no Fluminense.

Para preocupação dos tricolores...

 

Por Juca Kfouri às 13h26

Enquetes aprovadas!

Computadas 1000 opiniões, eis que 75% dos caros blogueiros gostam das sondagens deste blog.

Curioso.

Eu apostava que daria resultado contrário.

Por Juca Kfouri às 11h29

Que coincidência!

Por CONRADO GIACOMINI

Depois de marcar quatro gols e derrubar o São Paulo em duelo muito aguardado e badalado num dos últimos dias do verão, o Palmeiras de Vanderlei Luxemburgo da Silva joga no sábado em Jundiaí contra o time local.

Não, isso não foi lead nem sublead de nenhuma matéria de jornal dessa semana.

O que se passou acima ocorreu em 2002.

E o alviverde não goleou o time interiorano, mas empatou.

E acabou eliminado pelo tricolor nas semifinais.

20/03/2002 – SÃO PAULO–SP 2 x 4 PALMEIRAS–SP – TORNEIO RIO–SÃO PAULO
Estádio Cícero Pompeu de Toledo – Morumbi – São Paulo / SP – Brasil – Horário: 21h00 - Quarta-feira
Árbitro: Luís Marcelo Vicentin Cansian (SP) – Assistentes: Flávio Lúcio Magalhães (SP), Marinaldo Silvério (SP)
São Paulo (São Paulo/SP): Rogério Ceni, Gabriel, Wilson, Émerson, Gustavo Nery (Belletti), Maldonado, Fábio Simplício, Kaká, Souza (Lúcio Flávio), Reinaldo (Jean), França – Técnico: Nelsinho Baptista
Palmeiras (São Paulo/SP): Marcos, Arce, Alexandre, César, Daniel, Paulo Assunção, Magrão (Galeano), Claudecir (Juliano), Alex, Christian, Itamar (Juninho) – Técnico: Wanderley Luxemburgo
Cartões amarelos: Rogério Ceni, Maldonado, Souza (São Paulo), César, Daniel, Magrão, Galeano (Palmeiras) – cartões vermelhos: Wilson, Émerson (São Paulo)
Gols: Magrão (Palmeiras), 10 min, Claudecir (Palmeiras), 18 min, Alex (Palmeiras), 27 min, França (São Paulo) (pênalti), 29 min primeiro tempo, Kaká (São Paulo), 27 min, Arce (Palmeiras) (pênalti), 48 min segundo tempo

23/03/2002 – ETTI JUNDIAÍ–SP 1 x 1 PALMEIRAS–SP – TORNEIO RIO–SÃO PAULO
Estádio Jaime Cintra – Jundiaí / SP – Brasil – Horário: 16h00 - Sábado
Árbitro: Romildo Correa (SP)
Etti Jundiaí (Jundiaí/SP): Artur, Maurinho, Thiago, Márcio Santos, Fábio Vidal, Fábio Gomes, Léo, Jackson (Dedimar), Marcinho, Cléber (Nenê), Jean Carlos – Técnico: Giba
Palmeiras (São Paulo/SP): Marcos, Arce, Alexandre, Thiago Matias, Daniel, Paulo Assunção, Magrão (Adriano), Claudecir (Juliano), Alex, Christian, Itamar (Muñoz) – Técnico: Wanderley Luxemburgo
Cartões amarelos: Léo, Jean Carlos (Etti Jundiaí), Arce, Alexandre, Itamar, Paulo Assunção (Palmeiras)
Gols: Jackson (Etti Jundiaí), 7 min, Christian (Palmeiras), 36 min segundo tempo

Por Juca Kfouri às 23h35

Os 28 anos de Ronaldinho

Por ROBERTO VIEIRA

Nesta sexta-feira Ronaldinho Gaúcho completou 28 anos.

Sem direito a festa em campo.

Aos 28 anos, Pelé era bicampeão do mundo. Mas havia sido derrotado na Copa da Inglaterra.

Pelé se afastou da seleção brasileira e considerou seriamente não atuar na Copa de 70.

Muitos que aplaudiriam suas atuações no México declaravam abertamente seu fim.

Bom era Eusébio!

Aos 28 anos, Ferenc Puskas jogava no Honved. Um ano antes havia sido derrotado na final da Copa de 1954.

Puskas não imaginava que no futuro ainda iria brilhar no Real Madrid sendo por três vezes campeão europeu.

Isso depois de uma suspensão de dois anos dada pela FIFA quando fugiu da Hungria em 1956.

Aos 28 anos, Di Stefano chegava ao Real Madrid. Jogara uma partida pelo Barcelona que o dispensara por deficiência técnica.

Em pouco tempo no Santiago Bernabeu seria considerado o maior jogador que a Europa já havia visto jogar.

Aos 28 anos, Mané Garrincha era campeão do mundo e campeão carioca pelo Botafogo.

Mesmo assim, muitos duvidavam que seria capaz de enfrentar a Copa de 1962.

Pois aos 28 anos Mané Garrincha assombrou o mundo jogando por ele e por Pelé.

Transformando os gramados do Chile em gramados de Marechal Severiano.

Claro!

Ronaldinho não é Pelé. Não é Puskas. Garrincha muito menos.

Mas aos 28 anos tudo é possível para o craque.

O esquecimento e a glória encontram-se ao alcance de suas chuteiras.

Basta um gol. Um drible. Uma taça.

E a mão que apedreja, célere afaga!

Por Juca Kfouri às 23h12

21/03/2008

De leve...

Construtora do estádio do Corinthians tem condenação em Tocantins

Do UOL Esporte
Em São Paulo
Uma das empresas que lideram a disputa para construção do sonhado estádio do Corinthians, a Egesa Engenharia S.A. foi condenada, juntamente com mais dois funcionários públicos, a devolver R$16 milhões aos cofres públicos por causa de indícios de superfaturamento em rodovia de Tocantins.
 
A informação foi publicada nesta sexta-feira pelo Jornal da Tarde.

Surpreendido com a notícia, o vice-presidente jurídico do Corinthians, Sérgio Alvarenga, tentou minimizar o fato, mas admitiu que o negócio terá que ser revisto.

"Temos que tomar cuidado porque hoje em dia quase todas as grandes empresas sofrem processos por conta das leis e mais leis que são criadas. Não podemos colocar no mesmo patamar a Egesa, que tem sede e presidente conhecidos e a MSI, que ninguém sabia onde ficava", disse Alvarenga ao JT.

Procurada pelo jornal, a Egesa não quis se pronunciar. Na Justiça, a construtora alega que a estrada custou mais do que o previsto, pois houve crescimento no preço de tabela de alguns serviços utilizados na obra.

Nota do blog: adivinhe quem apresentou a empresa ao Corinthians. 

Se suares para descobrir é porque desconheces as coisas do clube.

E adivinhe por que a comissão formada para estudar o projeto do estádio, composta por gente séria, achou melhor se dissolver.

Leia, abaixo, a reportagem completa do JT:

 

Tribunal condena parceira do Timão

A Egesa, uma das empresas que deverá erguer a arena corintiana, foi punida pelo Tribunal de Contas da União por superfaturamento

Marcel Rizzo, marcel.rizzo@grupoestado.com.br

A Egesa Engenharia S.A., uma das empresas que assinou a carta de intenção para a construção do estádio do Corinthians, foi condenada no dia 3 de março pelo Tribunal de Contas da União, em conjunto com dois ex-funcionários públicos, a devolver aos cofres federais mais de R$ 16 milhões. Motivo: indícios de superfaturamento na construção de trecho de estrada no Estado do Tocantins.

A condenação do possível parceiro pegou de surpresa a diretoria corintiana. O vice-presidente jurídico, Sérgio Alvarenga, admitiu que a negociação terá agora de ser analisada com cuidado por causa da traumatizante parceria com a MSI.

A assinatura do contrato entre o Timão e o consórcio firmado entre Egesa e Seebla, ambas de Minas Gerais, depende do aval do Conselho Deliberativo do clube, em reunião ainda sem data marcada. Por enquanto foi firmado um documento de prioridade, com validade até 30 de abril, data em que as empresas precisam apresentar o terreno e a carta de crédito para iniciar a obra. Depois da condenação da Egesa, a diretoria vai sofrer pressão da oposição para que a proposta nem seja colocada em votação.

Oposição
vai agir

Se houver o encontro do Conselho para votar o projeto, conselheiros contrários ao projeto prometem apresentar esta e outras denúncias contra a empresa. Serão focados dois casos, fora a condenação de Tocantins: citação da empresa na denúncia do “mensalão mineiro”, pela Procuradoria-Geral da República, e investigação do Ministério Público Federal sobre caso de crime contra o sistema financeiro em Goiás.

“Temos
que tomar cuidado, porque hoje em dia quase todas as grandes empresas sofrem processos, por conta de leis e mais leis que são criadas. Não podemos colocar no mesmo patamar a Egesa, que tem sede e presidente conhecidos, e a MSI, que ninguém sabia onde ficava”, ponderou o vice-presidente jurídico do Corinthians, Sérgio Alvarenga. “Mas é lógico que é um caso que precisamos analisar com cuidado. Houve trauma do problema com a MSI, com certeza.”

No caso de Tocantins, o TCU entendeu que houve sobrepreço de 21,96% do valor do contrato. Ao lado do ex-secretário de Infra-estrutura do governo do Tocantins José Edimar Brito Miranda e do ex-diretor do Departamento Nacional de Estradas e Rodagem (DNER), atual Dnit (Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes), Genésio Bernardino de Souza, a construtora é acusada de superfaturamento de trecho da construção da BR-230 entre as cidades de Aguiarnópolis e Luizinópolis.

A investigação começou em 2000 e o valor total a ser devolvido é de R$ 16.861.190,44. Além disso, a empresa e os outros condenados precisarão pagar multa de R$ 50 mil, em até 15 dias a partir da notificação do resultado, para comprovação do recolhimento da dívida ao Tesouro Nacional. O TCU também pediu ao Dnit o cancelamento dos pagamentos para a empresa. Cabe recurso para todos.

A assessoria de imprensa do Corinthians disse que o presidente Andres Sanches desconhece a condenação e as acusações contra a empresa. O vice Heleno Maluf, que coordena o projeto com o consórcio, não foi encontrado para comentar o caso.

A Egesa foi procurada, mas não enviou resposta até o fechamento da edição. 

Por Juca Kfouri às 17h22

Tem blog de endereço novo

O Blogol mudou de endereço.

Aliás, de endereço e de nome.

Saiu do IG  para o Lancenet.

E já está aí entre os favoritos deste blog, por dois motivos óbvios: o primeiro é o fato de ser realmente muito bom e o segundo é desnecessário dizer.

É só clicar em http://www.lancenet.com.br/blogs_colunistas/akfouri

Por Juca Kfouri às 16h43

Presente de Páscoa

Este blog, orgulhosamente, compartilha com os caros blogueiros o melhor presente possível nesta Páscoa de 2008, ano do cinquentenário da conquista da Copa do Mundo na Suécia.

Entre no endereço grifado, o da Rádio Nacional, e curta a maravilha que lá está, uma preciosidade sobre aquele que este blogueiro considera o melhor time de futebol de todos os tempos: www.radionacional.fm.br

Tem tudo sobre o chocolate brasileiro na final da Copa de 1958, 5 a 2 nos donos da casa, em...sueco...

E a narração completa da partida nas vozes da equipe da emissora.

E...

Sensacional!

Por Juca Kfouri às 13h24

Balanço brasileiro é positivo na Libertadores

Terminada a semana com participação dos cinco brasileiros na Taça Libertadores, o balanço é positivo.

Dois empates fora de casa, uma derrota fora de casa e duas vitórias, uma em casa, a outra fora.

Ou seja, dos 15 pontos disputados, o futebol brasileiro ganhou oito.

As vitórias ficaram por conta da dupla Fla-Flu, uma no Rio, outra em Assunção.

Os empates para Cruzeiro e São Paulo, um em Caracas, outro em Luque.

E a única derrota aconteceu em Oruro, quando o Santos, prejudicado pela arbitragem que não marcou um pênalti claro em Kléber Pereira, poderia perfeitamente também ter empatado.

Como o São Paulo poderia ter vencido ontem se a arbitragem marcasse um pênalti em Borges.

Mas deixemos o choro pra lá.

Interessa constatar que dos cinco brasileiros, quatro estão em primeiro lugar em seus grupos e só um não está, o Santos que é vice-líder.

O Cruzeiro é o time que tem mais pontos, oito em quatro jogos, embora o Fluminense tenha sete pontos em apenas três partidas.

Cruzeiro, Fluminense e São Paulo, além do mais, permanecem invictos.

Em resumo: temos bons motivos para acreditar que todos os brasileiros passarão para fase de oitavas-de-final.

Por Juca Kfouri às 00h38

20/03/2008

Vasco dá força ao bairrismo

O Vasco lidera o seu grupo na Copa Rio com 12 pontos em quatro jogos, 100% de aproveitamento.

O Bragantino está em 11o. lugar no Campeonato Paulista, com 21 pontos dos 45 que disputou.

E o Bragantino saiu na frente do Vasco , embora a vantagem tenha durado apenas nove minutos, dos 9 aos 18, porque o zagueiro Eduardo empatou.

Mas o fato é que o time paulista foi melhor, criou mais e teve duas chances clamorosas de gol no segundo tempo, entre os 10 e 12 minutos.

Se Eduardo foi importante por fazer um gol, seu companheiro Jorge Luís também foi, por salvar outro, na linha fatal.

O resultado agradava tanto o Vasco que o time carioca passou a fazer uma certa cera, porque sabia que o 0 a 0 em São Januário o manteria na Copa do Brasil.

Só que aos 34, em bela jogada de Calisto pela esquerda, a bola foi parar na cabeça do menino Alan Kardec que desempatou para o time cruzmaltino.

Mais um gol e não haveria jogo de volta.

Gol possível, pois o Vasco passou a mandar na partida.

Mas que não saiu.

Ao contrário, aos 41, saiu o empate do Bragantino, que até era mais justo.

É claro que o Vasco está com a faca e o queijo nas mãos em São Januário, pois joga pelo 0 a 0 ou pelo 1 a 1.

Embora não tenha mostrado futebol para alimentar grandes sonhos, como o de ganhar a Copa do Brasil pela primeira vez.

E dado argumento para alimentar a discussão bairrista sobre a força do futebol no eixo Rio-São Paulo. 

Por Juca Kfouri às 22h23

São Paulo é castigado no final

Com atuação ofensiva, para se fazer respeitar, o São Paulo partiu para cima do Sportivo Luqueño e ainda com 7 minutos teve uma chance de ouro, jogada fora por Borges.

Adriano se movimentava bem pela esquerda e Jorge Wagner quase marcou um golaço, aos 12, depois de chapelar um paraguaio, mas finalizar mal.

Dificuldades mesmo o São Paulo só encontrava quando os anfitriões chuveiravam na área.

Aos 30, em rápido contra-ataque puxado por Borges, o atacante foi derrubado na área e a exemplo do que aconteceu ontem no jogo do Santos, com Kléber Pereira, a arbitragem ignorou.

Assim fica ainda mais díficil.

Miranda se machucou ainda no primeiro tempo e deu lugar a Juninho, que nem bater faltas como nos tempos de Botafogo tem sido mais capaz, sabe-se lá por quê.

O segundo tempo seguia no mesmo tom quando, aos 11, Borges deu lugar a Aloísio.

Três minutos depois, de cabeça, ele fez 1 a 0, em belo cruzamento de Éder.

Aos 18 foi a vez de Rogério Ceni que, com uma senhora intervenção, impediu que o brasileiro Charles empatasse, o tal Charles que foi mandado embora do Morumbi por justa causa e que prometeu fazer um gol e comemorar em homenagem ao Corinthians...

Aos 22, o goleiro paraguaio devolveu na mesma moeda, ao defender um chute venenoso de Richarlyson que, mais uma vez, jogou mal.

Sem muito esforço para ampliar e sem muito esforço para manter o resultado, o tricolor foi levando o jogo em banho maria, diante de um estádio lotado, mas bem comportado, e num gramado melhor que o do Morumbi hoje em dia.

Para preocupar o são paulino apenas a constatação que Éder Luís, mais uma vez, não foi o que dele se espera.

A ponto de ser substituído por Carlos Alberto, aos 40 do segundo tempo.

Aos 46, no entanto, Duarte enfiou um torpedo no canto de Rogério Ceni e empatou.

E o São Paulo volta para casa líder do Grupo 7, mas frustrado, é claro.

Por Juca Kfouri às 21h14

Conflito de interesses - 2

O assessor de imprensa do Corinthians, Olivério Júnior, está contrariado com a nota aqui publicada sobre sua demissão do Goiás.

E alega que jamais se envolveu com negociação de atletas, embora confirme que está recebendo parceladamente R$ 100 mil  do clube por ter apresentado, na gestão anterior à atual, a empresa Lupi que virou parceira do Goiás.

Algo, por sinal, que também não está na esfera das atribuições de uma assessoria de imprensa.

É esta Lupi, que injetou R$ 10 milhões no Goiás, quem tem participação na venda de atletas do clube esmeraldino.

Pois o que este blog informou foi exatamente que ele teve uma áspera discussão com jornalistas goianos que não consideraram ética sua participação em tal negociação, que, repita-se, queira ele ou não, envolve atletas.

O blog não o acusou de negociá-los diretamente.

E mantém o que escreveu.

Em tempo: a atual direção do Goiás informa que a anterior, assessorada por Olívério Júnior, causou mais prejuízos ao clube do que, proporcionalmente, a gestão de Dualib causou ao Corinthians.

Em tempo - 2, às 19h14:

Se faltasse alguma coisa para não levar a sério o que diz o sr.Olivério, eis que, depois de atribuir, em conversa com este blogueiro, sua demissão ao fato de ter trabalhado para a gestão anterior, o assessor de imprensa pediu ao presidente do Goiás uma nota oficial em que sua saída se dá "a pedidos".

A pusilanimidade da cartolagem não surpreende.

Aliás, no caso, nada surpreende...

Por Juca Kfouri às 14h37

Sobre os tribunais de justiça esportivos

Como vira e mexe o assunto surge, seja porque o presidente do STJD é conselheiro do Corinthians, como o anterior era do Botafogo e todos os auditores sempre são ligados a algum clube, deixo clara aqui, mais uma vez, minha posição a respeito:

sou a favor da comissão de penas como se faz na Europa, algo bem mais sumário e sem a palhaçada dos nossos tribunais, típica herança de nossa tradição cartorial e bacharelesca.

Dito isso, é inevitável que os julgadores tenham times do coração, como é são paulino o que denunciou o palmeirense Kléber etc e tal, assim como é palmeirense o presidente da FPF e por aí afora.

Ou alguém vive no mundo do futebol sem ter um time de coração, mesmo que o viva mais pelo bolso do que pelo sentimento?

Por Juca Kfouri às 14h23

Ressaca corintiana

Desde que as reuniões etílicas chamadas internamente de  "Culto do Joaquim" retornaram aos finais de tarde no Parque São Jorge, é recomendável não conversar com os cartolas corintianos pela noite.

Porque a desinibição noturna é invariavelmente desmentida pela ressaca matinal... 

Por Juca Kfouri às 14h09

Quinta-feira ainda de Libertadores e Copa do Brasil

Se a noite da quarta-feira teve um montão de jogos da Libertadores e da Copa do Brasil, hoje a noite só terá dois jogos, um de cada copa.

Às 19h20, na cidade paraguaia de Luque, Sportivo Luqueño e São Paulo disputam a liderança do grupo deles na Libertadores.

O jogo vale também para o São Paulo enterrar a decepção causada pela goleada que sofreu do Palmeiras no domingo passado.

E às 20h30, na cidade de Bragança Paulista, Bragantino e Vasco jogam pela Copa do Brasil.

Edmundo fica no Rio, poupado para enfrentar o Fluminense no domingo, e o Vasco vai tentar o que só o Inter conseguiu ontem diante da Chapecoense, ganhar por dois gols e evitar o jogo de volta.

Mas os cariocas que se preparem para jogar num gramado abaixo da crítica, um verdadeiro pasto, principalmente se chover na primeira noite do outono brasileiro.

Comentário para o Jornal da CBN, 1a. Edição, de 20 de março de 2008.

http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/programas/cbnesporteclube.asp  

http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/comentarios/jucakfouri.asp


 

 

Por Juca Kfouri às 01h06

San José nas alturas

O San José tomou o primeiro gol de Kléber Pereira e deu sorte ao empatar em seguida.

Mais sorte ainda deu porque o Santos desperdiçou com Pinto e Molina dois gols na cara do goleiro boliviano, tudo no primeiro tempo.

No segundo, por muito pouco, Kléber Pereira não desempatou no começo, quando o time tinha pulmão.

Pulmão que acabou, que levou o time a recuar,o que levou o time a tomar o segundo gol e quase a tomar outro.

Mas não se pode criticar o Santos, porque a 3700 metros é isso mesmo.

E os 17% que apostaram no Santos também perderam.

Por Juca Kfouri às 23h53

Só Inter mata o jogo de volta

O Fortaleza jogou mais que o Corinthians no primeiro tempo inteiro, mas quase não criou nada, embora tenha feito o primeiro gol, com Simão, meio sem querer, no rebote de uma boa defesa de Felipe.

Como castigo, nem teve tempo de se acomodar na frente, porque William empatou em seguida, no segundo ataque perigoso do alvinegro.

No segundo tempo o Corinthians foi melhor.

E assim que Acosta entrou no lugar do nulo Marcel o Corinthians desempatou com um gol do uruguaio.

Dentinho teve a chance de fazer 3 a 1 e evitar o jogo de volta mas a desperdiçou.

E Carlos Alberto mandou uma bola no travessão.

Mas a arbitragem riograndense (o árbitro era gaúcho e os bandeiras potiguares...) foi generosa com o Corinthians, ao deixar de dar dois penais para o time cearense.

Outro grande que venceu foi o Inter, e por 2 a 0 na Chapecoense, com o que se livrou do segundo jogo, gol de Alex e Adriano, o segundo aos 45 do segundo tempo.

O Galo seguiu em seu calvário e só empatou com o Nacional por 2 a 2, em Manaus.

O Paraná Clube ganhou do Vitória, 1 a 0; Volta Redonda e Lusa empataram sem gols e o Juventus fez 2 a 0 no Náutico, mas como mandante, o que lhe dá apenas boa vantagem para o jogo nos Aflitos.

Por Juca Kfouri às 23h50

Marcinho leva o Mengo à vitória

O Flamengo não jogava bem quando Marcinho abriu o placar para o rubro-negro no Maracanã, aos 25 do primeiro tempo.

Ao contrário, não fosse uma baita defesa de Bruno e o Nacional uruguaio teria saído na frente.

Mas depois que abriu o marcador o time brasileiro tomou conta e quase não correu riscos, mesmo sem um grande futebol.

E quando Marcinho voltou a marcar, aos 21 do segundo tempo, no rebote do travessão de uma cabeçada de Juan, o 2 a 0 já era para ter saído antes.

Registre-se que o Flamengo manteve a cabeça no lugar durante todo o jogo e que a torcida não parou de apoiar o time um segundo sequer.

E que o 3 a 0 não saiu por detalhe.

Dos 1650 blogueiros que responderam a enquete, 21% previram que o Flamengo se daria bem.

Por Juca Kfouri às 23h45

19/03/2008

Flu vira e lidera

Não vi bem como gostaria a ótima vitória do Fluminense em Assunção, 2 a 1 no Libertad, de virada.

Não vi porque fazia o CBN EC concomitantemente.

Mas pelo que vi, o placar foi justíssimo, pois o tricolor foi sempre melhor, mesmo quando levou o primeiro gol.

Os dois gols de Washington, um em cada tempo, portanto, só fizeram justiça.

O primeiro deles, além do mais, foi belíssimo, no complemento de jogada brilhante de Conca com Gabriel.

Justiça se faça, ainda, ao goleiro Fernando Henrique, que fez pelo menos duas senhoras defesas, uma delas, no finzinho, decisiva.

Com isso, 32% dos 1500 blogueiros que achavam que nenhum brasileiro se daria bem acabaram por se dar mal.

E os 23% que indicaram o Flu acertaram na mosca e podem festejar a liderança tricolor..

Por Juca Kfouri às 21h28

Conflito de interesses

A direção do Goiás acaba de informar que demitiu seu assessor de imprensa, Olivério Júnior.

Por coincidência, o mesmo que trabalha no Corinthians, desde a eleição de Andrés Sanchez.

Quando da passagem do Corinthians por Goiânia para enfrentar o Barras, do Piauí, o assessor já havia se envolvido em forte discussão com os jornalistas locais.

Estes lhe cobraram uma postura mais ética diante da informação de que estava cobrando R$ 100 mil do clube esmeraldino por ter intermediado negociação de atletas, algo que, naturalmente, não pode ser confundido com assessoria de imprensa.

A discussão, com ameaças de agressão por parte de Olivério Júnior, deu-se no saguão do hotel Castro's, onde o Corinthians estava hospedado.

Agora há pouco ele foi informado de sua demissão do Goiás, embora permaneça normalmente no Corinthians.

Por Juca Kfouri às 19h55

O que é Toró?

Toró disse que futebol é jogo para homens.

Que o Flamengo é time de machos.

Toró acha valentia bater em gandula criança e chutar cabeça de goleiro no chão.

Toró é uma tempestade de imbecilidades. 

Por Juca Kfouri às 12h34

É muito timemaníaco, não?

Com cerca de 1200 participações, apenas 18% dos blogueiros dizem que já jogaram na Timemania.

E o dono do blog desconfia que estão de brincadeira...

Porque se fosse essa mesmo a porcentagem pelo país afora a nova loteria não seria o fiasco que é.

Por Juca Kfouri às 10h39

Noite cheia para o futebol brasileiro nesta quarta-feira

Começa em Assunção, no Paraguai, onde, às 19h30, o Fluminense enfrenta o frágil Libertad, com a obrigação de não se intimidar por jogar fora de casa e voltar para o Rio de Janeiro com os três pontos.

Continua às 21h50, no Maracanã, com o Flamengo que recebe o Nacional de Montevidéu, jogo duro, mas que os brasileiros têm também a obrigação de vencer se não quiserem dar um adeus prematuro à Taça Libertadores.

E para tanto o Flamengo terá não apenas que jogar bom futebol, mas, também, manter a cabeça no lugar, coisa que não tem feito ultimamente.

Finalmente, também às 21h50, o Santos tem muito mais que o San José da Bolívia pela frente.

O Santos tem a altitude de Oruro para tentar driblar.

São nada mais nada menos do que 3.700 metros, uma covardia.

Se empatar, estará muito bom para o time da Vila Belmiro, que só tem a obrigação de sobreviver.

Ontem, na Venezuela, o Cruzeiro conseguiu um razoável empate, 1 a 1, com o Caracas.

E amanhã será a vez do São Paulo jogar fora de casa, na cidade paraguaia de Luque, contra o Deportivo Luqueño, às 19h20.

Hoje tem, também, Copa do Brasil, com seis jogos pela segunda fase, três deles movimentando três grandes, como o Corinthians que enfrenta o Fortaleza no Ceará, o Galo que pega o Nacional em Manaus e o Inter que visita a Chapecoense.

Por Juca Kfouri às 00h01

Dos males o menor, em Caracas

O Cruzeiro viajou todo desfalcado para a Venezuela, é verdade.

Mesmo assim, no entanto, decepcionou na primeira metade do jogo..

Nada justifica a sua timidez num estádio civilizado, nada hostil, num gramado muito bom e sob a segura arbitragem de Oscar Ruiz, por mais que o Caracas não seja exatamente um adversário fácil.

Mas um bicampeão da Libertadores precisa se impor mais, ser menos tímido fora de casa.

A ponto de só ter criado uma chance verdadeira de gol no primeiro tempo.

E ter sido vítima de pelo menos três dos venezuelanos, que acabaram marcando seu gol com Valencia, que apareceu sem marcação no meio da área para fazer 1 a 0 de cabeça, aos 29.

Verdade que o time brasileiro começou o segundo tempo com mais coragem e em sete minutos criou mais que em todo primeiro tempo.

E como soco na bola não vale, o árbitro colombiano marcou pênalti para os mineiros empatarem com Marcelo Moreno, aos 9.

Era só manter o ritmo e ganhar o jogo.

Mas, o Cruzeiro recuou.

E permitiu que, de novo, os donos da casa fossem mais perigosos, apesar de toda a fragilidade de sua defesa.

Tudo somado, o empate acabou por ficar bem para o time nacional, mesmo com 11 contra 10 nos cinco minutos finais da partida.

Por Juca Kfouri às 23h48

18/03/2008

O ranking nacional dos árbitros

Por ROBERTO VIEIRA

A CBF decididu criar um ranking nacional de árbitros e auxiliares.

Segundo a entidade máxima do nosso futebol, o ranking servirá para a escalação dos juízes para os jogos.

Um torcedor mais animado imagina que agora a situação das arbitragens vai melhorar.

Enquanto um torcedor mais cético solicita uma informação:

Quais os critérios adotados?

O principal critério adotado, segundo a CBF, será a experiência!

Cada jogo apitado na Série A vale 1 ponto.

Cada atuação na Copa do Brasil vale 0,8 ponto.

Apitou na Série B? Leva 0,4 ponto.

Cada ano de experiência? 100 pontos!

Os erros não serão levados em conta. A CBF não deseja crucificar ninguém. Muito menos na Semana Santa.

Portanto, a CBF lava as mãos como Pilatos. Embora prometa o reino dos céus.

Se o ranking já estivesse valendo, o líder seria o notável Carlos Eugenio Simon.

Simon que vive na memória das torcidas do Atlético-MG, Brasiliense e do Internacional.

Nada mais justo em se tratando de CBF.

Pois Simon continua sendo um digno sucessor de Armando Marques.

Por Juca Kfouri às 13h52

Verde de campeão

Cerca de 66% dos 4000 que opinaram concordam que o Palmeiras pintou como campeão paulista de 2008.

Resta agora esperar para ver o que vai dar.

Por Juca Kfouri às 12h32

Jovem assassinado

Torcedor do São Paulo é encontrado morto a tiros no Morumbi

Ricardo Valota (Agência Estado)
Em São Paulo

O adolescente Gustavo Rodrigues de Lima e Silva, de 16 anos, foi encontrado morto, com um tiro no peito, atrás do estádio Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi), na zona sul da capital paulista, por volta das 16h de ontem.

Policiais militares foram acionados ao local após se ouvir um disparo de arma de fogo.

Segundo a polícia, o adolescente trajava uma camiseta de uma torcida uniformizada do São Paulo Futebol Clube.

Aparentemente nada foi roubado da vítima. O caso foi registrado no 34º Distrito Policial (Vila Sônia).

Nota do blog: está dito que ele foi morto por estar uniformizado?

Não, não está.

A probabilidade de o motivo do assassinato, no entanto, ter sido a camisa do jovem é real?

Sem dúvida, infelizmente, é.

Conclusão: não deixe seu filho participar de torcidas uniformizadas.

Mais: tente convencê-lo a não sair de casa nem mesmo com apenas a camisa do seu clube do coração.

Chegamos a este ponto em São Paulo, no Rio, no Brasil...

Por Juca Kfouri às 12h21

O fiasco da Timemania

Por JORDAN DE SIQUEIRA

Em sua terceira semana de existência, a Timemania, o prêmio do governo aos clubes endividados, continua um fiasco.

Arrecadou apenas R$ 11.650.000, com R$ 4.119.000 no primeiro teste, R$ 3.693.000 no segundo e R$ 3.837.000 no terceiro.

Ainda não houve nenhum vencedor do prêmio máximo e as chances de não haver um por um longo tempo é muito grande.

O prêmio acumulado está na casa de apenas R$ 1.500.000.

Para se ter uma idéia, loterias que pagam prêmios similares à Timemania possuem probabilidades de acerto muito maiores do 1º prêmio.

A Lotofácil e a Lotomania, por exemplo, têm probabilidades de acerto da ordem de 1/3.000.000 e 1/11.000.000, enquanto a da Timemania é de 1/26.000.000.

E o que é mais intrigante: o valor da aposta dessa última é duas vezes maior do que das duas primeiras!!!

Veja bem a análise: a Mega-Sena custa atualmente R$1,50, sua probabilidade de acerto é da ordem de 1/55.000.000 e pagam-se prêmios acumulados da casa dos 20 milhões de reais.

A Timemania é mais cara (R$ 2,00), também possui uma probabilidade de acerto baixíssima (1/26.000.000), e pagará prêmios acumulados 10 a 20 vezes inferiores à Mega-Sena.

Por mais fanático que o torcedor seja, apostar numa coisa dessas é um tremendo atestado de burrice!

O pensamento é simples: se você quer arriscar ganhar uma bolada e está disposto a ter uma chance mínima, aposte na Mega-Sena.

Se você quer 1 ou 2 milhões de prêmio, vá de Lotomania ou Lotofácil que a chance é bem maior!

Por Juca Kfouri às 00h58

Marcos é inocente. Quem é culpado?

O árbitro Paulo César de Oliveira acusou o goleiro Marcos de ter agredido o atacante Malaquias, do Bragantino.

Se condenado por agressão, Marcos poderia ficar de 120 a 540 dias suspenso.

O julgamento de Marcos foi ontem.

O Tribunal de Justiça Esportiva desclassificou o artigo de agressão em que o goleiro estava denunciado.

O próprio Malaquias foi ao Tribunal para dizer que Marcos não o agrediu.

Marcos pegou apenas um jogo de suspensão, pena já cumprida, automaticamente.

E o árbitro que o acusou de algo que ele não fez?

Fica impune?

Por Juca Kfouri às 00h12

17/03/2008

Huck bravo!

Luciano Huck está duplamente bravo com o Corinthians, seu time de coração.

Primeiramente pelo motivo da braveza de todo corintiano, a segunda divisão.

E, segundamente, como diria Vicente Matheus, porque soube que perderá meia hora de seu programa aos sábados à tarde para que a Globo possa transmitir os jogos do Timão.

Por Juca Kfouri às 09h06

Se o Campeonato Paulista...

Sabe aquela coisa de se o campeonato tivesse terminado ontem a próxima fase seria a seguinte?

Pois é.

Se a fase de classificação do Campeonato Paulista tivesse acabado ontem os finalistas seriam o Guaratinguentá, o Palmeiras, a Ponte Preta e o Corinthians.

O bicampeão brasileiro São Paulo estaria fora.

E as semifinais juntariam Guaratinguetá e Corinthians, Palmeiras e Ponte Preta.

Como os jogos serão todos em São Paulo, tudo a ver com uma decisão entre Palmeiras e Corinthians.

E, é claro, depois dos 4 a 1 do Palmeiras sobre o São Paulo, ninguém negaria ao Verdão a condição de favorito disparado.

É, pintou o campeão paulista.

E desde 1996 que ele não veste a faixa.

Seu nome é Sociedade Esportiva Palmeiras.

Comentário para o Jornal da CBN, 1a. Edição, de 17 de março de 2008.

http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/programas/cbnesporteclube.asp  

http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/comentarios/jucakfouri.asp

Por Juca Kfouri às 23h03

16/03/2008

Fogão faz sua parte

O Botafogo não decepcionou 55% dos 1000 blogueiros que votaram nele como favorito para vencer o clássico diante do misto do Flamengo, que ainda teve 35% dos palpites, contra 10% que apostaram em empate.

O Botafogo todo de negro saiu na frente depois de uma renhida disputa de bola na entrada da área rubro-negra, com Wellington Paulista, aos 22.

O Flamengo até que equilibrava o jogo e acabou ganhando um pênalti de presente em Obina, infantilmente cometido por Renato Silva e convertido por Leonardo Moura, aos 38.

Menos mal, para o Glorioso, que era mesmo mais insidioso, que Jailton também atropelou Lúcio Flávio dentro da área e Zé Carlos cobrou para desempatar, aos 46.

O segundo tempo começou com o alvinegro disposto a matar o jogo, o que conseguiu logo aos 7 minutos, com Jorge Henrique, de cabeça, em boa jogada de Wellington Paulista pela esquerda.

O quarto gol não veio por pouco, com Bruno fazendo boas defesas aos 14 e 16.

Mas como sofrer é com o Botafogo, eis que quem fez gol foi mesmo o Flamengo, com Thiago Sales, de cabeça, aproveitando uma falta cruzada da direita, aos 23.

O Maracanã pegava fogo: 3 a 2.

E o Fla, de fato, chegou a ameaçar, embora as melhores chances de um novo gol tenham sido mesmo do Botafogo.

E Jônatas, aos 42, e Obina, aos 46, foram bem expulsos de campo.

Fazia 14 jogos, e quatro anos, que o Botafogo não ganhava do Flamengo.

Por Juca Kfouri às 19h09

Pintou o campeão em Ribeirão

Quando o jogo começou a impressão que se teve foi a de que o Palmeiras entrou em campo determinado a mostrar que não era apenas o mandante da partida.

Parecia querer deixar claro que iria mandar na partida.

Mesmo com um gramado pesado, encharcado, cheio de poças d'água.

E aí, time mais leve, o Palmeiras ficou na impressão.

E quem criou as melhores chances foi mesmo o São Paulo, perante quase 30 mil torcedores em Ribeirão Preto.

A arbitragem errou contra o São Paulo ao paralisar um lance que redundaria em chute para a rede palmeirense, mas, mesmo assim, Adriano, em seguida, abriu o placar, depois de escanteio batido por Jorge Wagner, aos 38.

Era o mais justo, porque o São Paulo jogava melhor e sofria menos com o gramado.

Para sorte do Palmeiras, uma bola sobrou para Kléber no finzinho do primeiro tempo, aos 43, ele deu um corte seco em Juninho que foi ao chão, e fulminou o gol tricolor, para empatar.

Sorte dupla do Verdão.

Porque minutos antes Kléber tinha desferido uma cotovelada em André Dias e aberto seu supercilio, sem que a arbitragem visse, pois seria caso de expulsão sumária.

Luxemburgo voltou com Martinez no lugar de Wendel.

Com o gramado menos empoçado, o Palmeiras começou melhor, embora o momento inicial de maior vibração tenha sido por causa de um chapéu de Zé Luiz em Valdívia, apagado, por sinal.

Logo aos 9, Muricy Ramalho tirou Carlos Alberto e pôs Joílson em seu lugar.

Aos 12, por muito pouco, Diego Souza não virou o placar, de cabeça.

O empate era muito melhor para o São Paulo, que ficaria no G-4, ao contrário do Palmeiras.

Aos 17, Luxemburgo tirou Alex Mineiro, que pouco fazia, e botou Denílson, apesar do gramado desfavorável.

Contra o Corinthians, a mesma mexida dera certo.

Aos 24, Marcos evitou que Adriano, na sua cara, desempatasse.

O Imperador, que havia passado as últimas horas no trono, chutou fraco, é verdade.

O São Paulo tinha reequilibrado o jogo.

Mas, aos 28, Júnior deu um carrinho em Valdívia dentro da área, tocou no chileno e o árbitro, é claro, marcou o pênalti.

Denílson fez questão de cobrar contra seu ex-time e vibrou ao virar o marcador: 2 a 1.

Aloísio entrou em lugar de Júnior. Com três atacantes o tricolor buscava empatar.

Mas nem bem ele entrou, Kléber, que sairia em seguida para a entrada de Makelele, em posição legal, foi derrubado na área por Juninho (que foi expulso) e Valdívia fez 3 a 1 na cobrança do penal.

O Palmeiras assumia a vice-liderança e tirava o São Paulo do G-4.

Aos 44, Richarlyson fez mais um pênalti, agora em Diego Souza, que tratou de batê-lo para consumar uma goleada: 4 a 1.

Era uma vez onze anos sem ganhar do São Paulo (10 derrotas e empate) em campeonatos estaduais, terceira virada seguida do alviverde.

Mais, assumia ares de campeão.

Enquanto isso, em Santo André, depois de perder muitos gols e de ver Fábio Costa (que havia feito um pênalti não assinalado) praticar ao menos um milagre, o Santos, com gol de Kléber Pereira ainda no primeiro tempo, ganhava do São Caetano.

E se, na rodada passada, estava a cinco pontos do G-4, agora está a três.

Nesta toada...

Se bem que, agora (20h), com a vitória da Ponte Preta sobre o Guarani (4 a 2), a diferença do Santos para o quarto colocado, o Corinthians, passa a ser de quatro pontos.

 E faltam quatro rodadas...

Por Juca Kfouri às 17h02

Na 'Folha', de hoje

CARLOS HEITOR CONY

O nome deles é Legião

RIO DE JANEIRO - No meu tempo, dizia Machado de Assis, já havia velhos, mas poucos. Parodiando o mestre, direi que, no meu tempo, já existiam chatos, mas relativamente poucos. E não eram tão espalhafatosos e onipresentes. Quando Cristo expulsou Satanás de um endemoniado, perguntou-lhe o nome. Satanás respondeu: "Meu nome é Legião". Os chatos de agora são também uma legião, a internet ampliou-os em número, freqüência e virulência.
Todos os meus amigos -e até mesmo alguns que não chegam a isso- reclamam das mensagens, das sugestões e, sobretudo, das denúncias do interesse de cada um. Do prefeito que não asfaltou a rua, do emprego que alguém não obteve, do concurso que o reprovou.
O e-mail, que deu oportunidade à comunicação de forma surpreendente, se, de um lado, está servindo na busca e na troca de informações para aproximar pessoas, de outro, está produzindo chatos em massa, em escala industrial.
Desocupados, embriões de gênios que desejariam ser comentaristas de política, de esportes, de economia e de cultura, ditando regras disso ou daquilo, encontraram afinal a tribuna, o miniespaço que buscavam e não conseguiam.
Entram na internet com tempo e garra suficientes para tentar criar um mundo à sua imagem e semelhança, mundo que felizmente não existe, a não ser na cabeça desses novos Petrônios informatizados.
E, ao contrário de Deus, que quando criou todas as coisas, o céu e a Terra, o Sol e as estrelas, descansou no sétimo dia, o chato eletrônico não descansa, trabalha em tempo integral, todos os dias, sábados, domingos e feriados, não tira férias, não adoece. E como ninguém toma as providências que ele reclama, o chato adota um moralismo pedestre, primário, tentando mudar o mundo que insiste em rejeitá-lo.

Nota do blog: Em mais ou menos 900 dias de vida este blog recebeu, em média, se o dono dele não errou a conta, coisa de 35 mil visitas por dia e 375 comentários diariamente.

Desses comentários, no começo, quando não se exigia o cadastramento, cerca de 20% não eram aprovados, índice que está hoje na casa dos 10%, se tanto.

Mesmo assim, não são poucos os "Legião" da coluna do Cony.

Felizmente, a maioria ajuda muito mais do que preocupa (pela insanidade de alguns) ou chateia.

O pior, no entanto, é a covardia daqueles que sabem com quem estão falando e se escondem no anonimato.

Coisas da comunicação moderna.

Por Juca Kfouri às 13h55

No 'Estadão' de hoje

Que chance perdeu o Paulo César!

Ugo Giorgetti

Sexta-feira última, o Antero Greco escreveu que o goleiro Marcos perdeu a cabeça no jogo com o Bragantino, acabou expulso, mas que, apesar disso, qualquer longa punição seria um despropósito sem tamanho.

Concordo inteiramente com o Antero, principalmente com o final de seu raciocínio. Considero que uma punição longa para o jogador seria um despropósito e, radicalizando, afirmo que qualquer punição, por mais branda que seja, já será abusiva.

Dito isto, acho que a atitude de Marcos talvez permita outra análise.

Não estou bem certo de que perdeu a cabeça.

Ao contrário, penso que manteve o máximo de controle e domínio de si mesmo.Vítima contumaz de todo o tipo de contusões, acabando de voltar de uma delas, é justo que esteja sensível a qualquer tipo de agressão. E o que sofreu domingo passado foi uma agressão. O fato de que pode não ter sido proposital não cancela o ataque. Malaquias poderia ter posto Marcos de novo no departamento médico por longo tempo. Qual foi a reação da vítima? Na imagem, vê-se que o primeiro impulso de Marcos é levantar automaticamente a mão para desferir um golpe no agressor, que aliás ficava no chão simulando ter sido ele o atingido. Apesar do primeiro gesto, Marcos se controla, abaixa a mão e apenas chega perto do agressor caído e lhe dá um cutucão com o pé.

O que se poderia chamar de um "chega pra lá". Um aviso, uma advertência. Se Marcos tivesse mesmo perdido a cabeça, seria o Malaquias quem perderia a sua. A meu ver Paulo césar de Oliveira podia ter tomado atitude que faria história: deveria ter cumprimentado o Marcos pelo controle e fazer constar na súmula sua atitude esportiva.

Sua Excelência fez o contrário e o denunciou por agressão. Esses árbitros deveriam assistir a alguns jogos da NBA, a liga de basquete profissional americana. Veriam que num jogo de contato permanente, com jogadores gigantescos disputando lances duros, os atritos são constantes e a primeira atitude dos juízes é contemporizar, é não deixar a coisa ir além. É comum os árbitros do basquete americano se interporem entre jogadores que partem em direção um do outro. No máximo acontece uma falta técnica, é muito rara uma expulsão.

Aqui os juízes de futebol parecem prontos, não para entender uma reação humana e compreensível, mas para exatamente coibir o que resta de humano no jogo. São incapazes de pensar antes de punir, de avaliar rapidamente o lance e seus antecedentes. De, em suma, ter a sensibilidade de se colocar no lugar dos outros. Felizmente os boleiros têm seus próprios códigos e sua própria ética. Malaquias sabe o que fez, e sabe o que Marcos fez. Li declarações do avante dizendo que se colocava à disposição do tribunal para defender Marcos. Declara que não se considera agredido. Boleiro com boleiro se entende, e Malaquias viu o lance como realmente ocorreu. O juiz não, e é incrível que um juiz esteja tão distante do universo de que faz parte.

Me vem à memória um episódio do velho Serginho Chulapa, que, quando ainda jogava pelo São Paulo, deu um cutucão no tornozelo de um bandeira num jogo em Ribeirão Preto e pegou um ano de suspensão. Acabada a punição, Serginho retornou e logo na primeira entrevista lhe foi perguntado se estava arrependido do ato. " Muito arrependido", respondeu o boleiro. "Se eu soubesse que ia pegar um ano, dava na cabeça." Grande e inesquecível Chulapa!

Por Juca Kfouri às 23h55

O último homem em pé

EDUARDO VIEIRA DA COSTA
Editor de Esporte da Folha Online

O goleiro Marcos é de um tipo que não existe mais no futebol. Ou que talvez nunca tenha existido. O tipo honesto. Tão honesto que pode ser confundido com ingênuo. Isso para aqueles que consideram ingenuidade não tirar proveito de qualquer situação a qualquer custo.

O arqueiro palmeirense levou uma verdadeira "voadora" do atacante Malaquias, uma entrada com a sola da chuteira em sua barriga, no jogo contra o Bragantino. Logo em seguida, acabou agredindo o rival e sendo expulso. Mas quero ir por partes para destacar o que acho realmente relevante em todo o incidente.

O lance pode ser muito discutido (e, sim, ele já foi exaustivamente debatido), mas o que mais me chamou a atenção foi o fato de Marcos ter permanecido em pé após o choque.

Pouco depois, nos programas de mesa redonda da vida, não foram poucos os que defenderam que o goleiro devia ter caído. De fato, se tivesse feito isso, Marcos por conseqüência não teria sido expulso, já que não chutaria o rival caído. E também não haveria o pênalti. E seria possível até o juiz ter dado falta para o Palmeiras e expulsado Malaquias.

Mas ir ao chão naquele momento implicaria uma coisa que parece bastante difícil para um jogador como Marcos: fingir. Ele poderia cair e rolar no chão por longos minutos, mas estaria simulando, apesar de realmente ter sido atingido em cheio pelas travas da chuteira do rival.

É a velha história da malandragem do futebol. Todo mundo tem que ser muito esperto e levar vantagem sobre os outros. Se não fizer isso é porque é ingênuo, porque não conhece o mundo do futebol.

Mas Marcos conhece muito bem o mundo do futebol. É campeão da Libertadores, campeão Mundial. E, além de ser um excelente goleiro, ele é também uma pessoa diferente.

Diferente, por exemplo, de outro grande goleiro brasileiro, Dida. Recentemente, o goleiro do Milan foi tocado (de leve, bem de leve) no rosto por um torcedor do Celtic, em jogo da Copa dos Campeões, e desabou no chão como se tivesse sido esmurrado pelo Maguila --não antes de ter tentado correr atrás do "agressor", o que tornou a cena ainda mais patética.

É claro que não dá para julgar o Dida por uma atitude como essa, impensada, no calor do jogo. Mas dá para perceber qual é o padrão de atitude da maior parte dos jogadores hoje em dia, em contraste com a postura do Marcos.

O fato de o palmeirense ter chutado Malaquias logo em seguida é condenável, mas é necessário ressaltar que não dá nem mesmo para definir o ato como um chute de fato. Foi mais um "empurrão com o pé". Mas isso não impediu Malaquias, este sim, de levar as mãos dramaticamente ao rosto, como se tivesse sido atingido ali pelo goleiro --o que claramente não aconteceu.

No dia seguinte, em diversas entrevistas, Marcos reconheceu o erro de ter "partido para cima" do atacante, admitiu que não devia ter feito aquilo. Mas negou tentativa de agressão. Mesmo assim, provavelmente será julgado pelo STJD. Malaquias, não. Nem pela agressão e nem pela simulação.

Talvez o honesto seja mesmo o ingênuo. Talvez Marcos seja o último homem em pé.

Por Juca Kfouri às 23h13

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico