Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

29/03/2008

Barueri sobrevive

O Barueri tinha só 1% de chance de ir às semifinais.

E jogou agora há pouco no Canindé, contra a Portuguesa.

Perdia por 1 a 0 no primeiro tempo e virou para 2 a 1 no segundo, jogando muito melhor que a Lusa.

Aí, no finzinho do jogo, houve um pênalti para os donos da casa.

Christian bateu duas vezes e o goleiro defendeu as duas, mas o bandeira mandou voltar, sem ter por quê.

Então Zé Maria empatou o jogo, aos 47.

Aos 49, certamente por má consciência, o árbitro inventou um pênalti para o Barueri, que converteu e venceu.

E ainda pode ficar entre os quatro primeiros, se vencer o Palmeiras na última rodada, em Barueri e acontecer uma série de outras surpresas.

Por Juca Kfouri às 22h27

Ficou escuro em Rio Claro

O Santos não tinha que se preocupar em jogar bem em Rio Claro, diante do lanterna do campeonato.

O Santos tinha de se preocupar em ganhar o jogo, do jeito que fosse dentro das regras.

E foi o que tratou de fazer desde que a bola rolou em busca da sexta vitória seguida.

Até que, aos 11, Molina cabeceou no travessão e Kléber Pereira fez 1 a 0, seu 12o. gol, artilheiro isolado do campeonato.

Em seguida, foi vez de Fábio Costa fazer seu gol, ao impedir o empate na cabeçada de Douglão, com uma defesa extraordinária.

Incrível como o santista tem motivos para se lembrar de 2002.

Não só pela reação como pelos momentos de sufoco, com Fábio Costa fechando o gol.

Aos 31 minutos quase o Santos mata o jogo, quando Douglão pisou na bola, caiu, Sebastián Pinto ficou com ela, mas passou mal para Kléber Pereira, já quase sem ângulo.

Não matou e se complicou aos 41, quando Fábio Costa foi impotente para evitar o empate, gol de Mirandinha, na cara do goleiro, que ainda tocou na bola, mas não o suficiente.

E o Santos ainda perdeu Adriano, machucado, trocado por Fabão.

O Rio Claro terminou o primeiro tempo claramente superior.

E desempatou no segundo tempo, mas a arbitragem viu um impedimento muito provavelmente inexistente.

O 1 a 1 era ruim para todo mundo, menos para a Ponte Preta e o goleiro Gílson resolveu ser Fábio Costa, com pelo menos duas defesas fabulosas, embora, aos 48, tenha sido o goleiro santista que, outra vez, impediu o gol dos donos da casa.

Ruim para o Santos que praticamente dava adeus ao G-4; ruim para o Rio Claro que dava adeus à Primeira Divisão e ruim até para o Corinthians, que pode, se passar pelo Marília, precisar do Santos interessado em ganhar da Ponte.

O milagre de 2002, no Campeonato Brasileiro, resolveu não se repetir para o Santos de Leão no Campeonato Paulista.

Por Juca Kfouri às 18h35

Verdão brilha e se classifica. Ponte segue firme

O Palmeiras tinha absoluto domínio tático diante do São Caetano, mas não jogava bem, não sufocava o adversário.

Até que, aos 24 minutos, Martinez achou Valdívia dentro da área e fez um lançamento precioso, que o chileno resolveu tratar com toda a categoria que possui, desde a matada de bola até o passe na cabeça de Alex Mineiro, que fez 1 a 0.

O Verdão começava a ser o primeiro semifinalista do Campeonato Paulista.

Gol marcado, só deu Palmeiras.

As chances foram aparecendo, mas caindo em pés errados, nos de Denilson, incapaz de finalizar bem seja com o pé esquerdo, o bom, seja com o direito (para falar a verdade, deu três chutes horrorosos e um bem dado, defendido pelo goleiro).

Aliás, Denílson raramente acerta um passe para frente (acertou apenas dois), o que dificulta a vida do time, porque ele pede e é bastante acionado, com grande tempo de posse de bola.

Mesmo assim, ao ser substituído, aos 33 do segundo tempo, por Preá, ele teve seu nome entoado pela torcida que lotava o Palestra Itália.

Ainda aos 37, outra vez com passe de Valdívia, Pierre pegou belo chute de fora da área a ampliou, como era justo, não só para o Palmeiras, mas, principalmente, para ele, o bom Pierre, um dos xodós da torcida.

O segundo tempo foi mais para o tempo passar, embora logo no começo Alex Mineiro tenha perdido um gol fácil, ao tentar encobrir o goleiro.

E aos 25 minutos Valdívia fez o terceiro gol, um golaço na verdade, porque culminou um ataque em que o time mudou de lado e ficou com a posse de bola por longo tempo, até fazer o 3 a 0, sem ansiedade.

Doze jogos sem perder, oito vitórias seguidas, primeiro semifinalista, pinta de campeão, vitória fácil do Verdão sobre o Azulão, que diminuiu com o já corintiano Douglas, de pênalti, mal dado, porque lance de bola na mão: 3 a 1.

Marcos não só quase pegou o pênalti, como fez uma senhora defesa numa cabeçada à queima-roupa e no finzinho, viu sua trave salvar o segundo gol do time do ABC.

Enquanto isso, a Ponte Preta também fazia a parte dela e vencia o Noroeste, em Campinas, por 3 a 2, num jogo em que fez 2 a 0, sofreu o empate aos 32 do segundo tempo, mas desempatou no minuto seguinte, baita de um susto.

O duro para a Macaca é que seu último jogo será na Vila Belmiro, contra o Santos.

Por Juca Kfouri às 17h56

Elogiar pode?

O Ministério da Educação e Cultura (MEC) divulgou na quinta-feira passada uma lista com 23 cursos de Direito que terão de cortar vagas, com o objetivo de melhorar a qualidade de ensino nas faculdades atingidas, entre elas, em São Paulo, a Uniban.

Perceba o caro blogueiro que falta certas pessoas fazem.

Depois do incrível sucesso atingido no combate à violência das ditas torcidas organizadas, o que lhe valeu a justa eleição como deputado estadual tucano, eis que, no ano passado, Fernando Capez teve de abandonar a direção do curso de direito da Uniban.

O resultado se fez sentir quase que imediatamente, para tristeza da comunidade jurídica paulista.

Quem sabe este cidadão de Ibaté (título outorgado, com todos os méritos, em 1992) reveja sua posição, reassuma o comando do curso e recoloque o Direito da Uniban no patamar que sua excelência merece.

Por Juca Kfouri às 11h51

28/03/2008

Do blog de Alberto Helena Jr.

CASÃO, UMA VIDA

Neste meu meio século vagando pelas redações de jornais, rádio e tv, confesso, não consegui reunir convicção sobre a tênue linha que separa o público e o privado das celebridades.

Eis por que trato desse assunto com enorme constrangimento, me questionando sempre se o médico que trata do nosso querido Casão teria o direito de revelar à revista Placar o estado clínico do ex-craque e comentarista da Globo licenciado.

E, até onde a publicação estaria prestando um serviço público ao editar esse material.


Casagrande: uma só vida vale mais do que qualquer interesse ou convicção

Outro dia mesmo, a Folha publicou entrevista com uma das fontes mais cristalinas do melhor jornalismo, onde minha geração bebeu sabedoria do ofício, o jornalista norte-americano Gay Talese, a propósito da queda do governador de Nova York, colhido em milionárias transações com a prostituição de alto luxo.

A moral da história, segundo Talese, não estava no fato de o cidadão recorrer aos préstimos da mais antiga de todas as profissões, mas na hipocrisia de quem se elegeu governador e ganhou fama justamente pelo combate à corrupção, sobretudo, a rede de prostituição, enquanto na intimidade praticava tudo aquilo que publicamente condenava.

É a velha parábola do falso moralista.

Não é esse o caso em pauta. Casão nunca enganou ninguém, a não ser, talvez, a si mesmo. Vive não do nosso dinheiro, de impostos, essas coisas. Vive do dinheiro ganho com seu talento e suor nos campos de futebol e de sua inteligência diante dos microfones. E, sabe-se por que tramas do destino, caiu na armadilha trágica da dependência química e psicológica das drogas, uma doença amaldiçoada, por insidiosa e persistente.

Só me resta, como amigo e admirador, tanto do craque quanto do comentarista e do ser humano, desejar que ele, enfim, se livre dos tentáculos invisíveis mas de extensão infinita das drogas, na esperança vã de que a estupidez humana não venha a julgá-lo sob o crivo daquele falso moralismo que já destruiu tantas vidas por esse mundão afora.

E esperar que essa entrevista da Placar possa, de alguma forma, colaborar para o restabelecimento de Casão, pois uma só vida, seja da celebridade ou do anônimo da rua, vale mais do que qualquer interesse ou convicções que possamos ter.

enviada por Alberto Helena Jr.

http://ultimosegundo.ig.com.br/esportes/opiniao/alberto_helena_jr/

Nota do blog: Estava constrangido em tocar no tema, pelas históricas relações que já mantive com "Placar" e por ser amigo de Casagrande.

Mas Alberto Helena Jr. matou a charada, com a elegância que o caracteriza.

Limitei-me, na CBN, a dizer que só sendo cínico ou hipócrita um jornalista esportivo do eixo Rio-São Paulo poderia revelar qualquer surpresa com a notícia, que todos conhecíamos.

Dependentes químicos são doentes e a doença de uma pessoa pública é privada, se ela não interfere na vida dos outros.

É o caso, sem tirar nem pôr.

Ah, mas todo mundo perguntava "cadê o Casão?", o que é verdade.

Eu respondi a todos que me perguntaram com a verdade, nada mais: "ele está em tratamento de saúde".

Ah, mas do Maradona todo mundo fala sem cerimônia.

É também verdade, mas a diferença é que ele não esconde a coisa de ninguém, além de ter sido pego enquanto ainda jogava.

Por Juca Kfouri às 20h31

Um raro texto assinado por Sérgio de Souza

Sérgio de Souza
em 11/12/1998



Soube da decretação do Ato 5 quando entrava numa pizzaria da rua da Consolação, que mantinha logo à entrada um aparelho de televisão. Estava com uma turma de jornalistas, quase todos recém-demitidos ou saídos da revista Realidade. Vínhamos de um hotel da chamada Boca do Lixo de São Paulo, o Apolo, na rua Aurora. Foi um susto e uma correria, porque nesse hotel estávamos ultimando o "boneco" de uma publicação para a qual nos havia chamado o Samuel Wainer. Um semanário batizado por Samuel de Idéia Nova, que trazia matérias e colunas de crítica que já prenunciavam o que viria, como por exemplo a reportagem de José Hamilton Ribeiro cujo título era "A escalada da violência".

Corremos de volta ao hotel, recolher a papelada toda, enquanto o Samuel tratava de desaparecer. Ia por terra nosso "Projeto Apolo" e entrávamos no período da censura absoluta.

O meu cotidiano já fora afetado nos meses que antecederam o Ato 5, quando a editora Abril já tratara de expurgar a mim e a outros jornalistas "inconvenientes" em tempos de ditadura.

Quanto ao que mudou no país, resumidamente eu diria que a partir dali inaugurou-se a era do empobrecimento cultural e ético, inoculou-se o pior dos venenos na geração que despontava – o da impotência intelectual. A nação seria colocada sob a síndrome do individualismo e da descrença nas instituições. Herança perversa, resultado de um ato que a frase de um poderoso político de então, duas vezes ministro de Estado, espelha com clareza: "Às favas todos os escrúpulos de consciência".

Nos dias atuais, porém, manifesta-se, a partir das novas gerações, uma tomada de posição alvissareira, ignorada ou ocultada ainda pelos meios de comunicação tradicionais, mas que faz prever tempos diferentes.



*Jornalista, trabalhou em vários dos principais veículos de comunicação impressos do país. É editor da revista Caros Amigos.

http://www2.fpa.org.br/portal/modules/news/article.php?storyid=1354

Por Juca Kfouri às 14h19

São Paulo volta ao G-4 sem forçar

Jogando sem se desgastar mais uma vez, o São Paulo, também mais uma vez com gols de Borges, um em cada tempo, outro de Adriano,venceu o Sertãozinho sem sofrer, no Morumbi: 3 a 1.

Voltou ao G-4 e em terceiro lugar, à frente da Ponte Preta que desalojou o Corinthians.

Como o Guaratinguetá também enfiou 3 a 1 no Mirassol, em Mirassol, e reassumiu a liderança, tudo indica que Guará e Palmeiras estarão nas semifinais, restando duas vagas para São Paulo, Ponte Preta, Corinthians, Barueri e Santos.

Ao Guará falta enfrentar o Sertãozinho em casa e o Ituano fora. Mole.

Ao Palmeiras, o São Caetano em casa e o Barueri fora, jogos mais duros que os do Guará, mas nada assustadores.

O São Paulo tem também vida fácil, como o Guará, ao pegar o Bragantino fora e o Juventus no Morumbi.

À Ponte Preta restam o Noroeste em casa e o Santos fora, esta última uma parada duríssima.

Em tese, a vida do Corinthians não é complicada, diante de Marília em casa e Noroeste fora.

Como é complicada a vida do Barueri, diante da Lusa no Canindé e do Palmeiras, em Barueri.

Finalmente, boa vida tem o Santos, com Rio Claro fora e Ponte Preta na Vila.

São Paulo e Santos parecem os maiores candidatos para as duas vagas que restam.

Comentário para o Jornal da CBN, 1a. Edição, de 28 de março de 2008.

http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/programas/cbnesporteclube.asp  

http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/comentarios/jucakfouri.asp


 

Por Juca Kfouri às 23h40

Boca bota chilenos no colo

O Boca Juniors comove.

Recebeu o Colo-Colo na Bombonera com a obrigação de vencer, pois estava em terceiro lugar, com quatro pontos, três atrás do Atlas, mexicano, e um do Colo-Colo.

Pois eis que aos 22 minutos ficou com um a menos.

E em seguida, aos 25, viu os chilenos abrirem o placar.

Como viu, também em seguida, um pênalti ser desperdiçado por Palermo, coisa que parecia fatal.

Mas só parecia.

Porque não demorou muito e, aos 29, o mesmo Palermo enfiou a cabeça na chuteira de um zagueiro para empatar a partida.

E o Boca foi à luta e encurralou o Colo-Colo que, no entanto, no fim do primeiro tempo, achou o segundo gol, aos 42.

Tudo perdido?

Nunca tudo está perdido para o Boca.

Que começou o segundo tempo como se tivesse jogador a mais que o Colo-Colo.

E empatou logo aos 4, com Gracian.

E quem segura?

Ninguém segura.

Tanto que Palacio, 15 minutos depois de muita pressão, virou o jogo.

E depois de virar teve no goleiro Caranta uma barreira que evitou, duas vezes, o empate que seria mortal.

E só não ampliou com Palacio, aos 41, porque a trave chilena não deixou.

Um jogaço!

3 a 2 estava bom?

Estava ótimo!

Mas era pouco para Cardozo.

Que, aos 43 soltou, uma bomba na entrada da área, pela esquerda e selou uma vitória heróicca, para fazer a Bombonera enlouquecer.

Verdade que para dar um certo ar de tango, para aumentar o drama, aos 47, o Colo-Colo ainda diminuiu.

Mas os chilenos já estavam devidamente domados.

4 a 3 e fim de jogo.

Alguém duvida que o Boca é candidatíssimo ao heptacampeonato da Libertadores?

Por Juca Kfouri às 23h02

27/03/2008

Caia de boca no apito

Mais uma vez, em vez dos jogos em si, as arbitragens é que estarão no centro das discussões em São Paulo depois dos dois clássicos de ontem.

No Palestra Itália, a arbitragem deu tempo demais de acréscimos, cinco minutos, para o gosto da Portuguesa, que, além do mais, faria um gol se o árbitro não marcasse para o Palmeiras uma falta que o jogador luso sofreu e não fez.

Ah, sim, o gol palmeirense surgiu no terceiro minuto dos acréscimos e ninguém dirá que três minutos de acréscimos são quase praxe.

O pior aconteceu na Vila Belmiro.

Porque lá o Santos ganhou de 2 a 1 do Corinthians ao fazer um segundo gol irregularmente, depois que Kléber Pereira empurrou o zagueiro Carlão com as duas mãos.

Antes a arbitragem já havia anulado, corretamente, um gol de Fabinho, porque houve falta de Diogo Rincón num zagueiro santista.

Se o Corinthians cansou de perder gols por causa da incompetência de seus atacantes também ninguém levará em conta, porque o negócio é falar mal dos apitadores.

Até porque, de fato, eles são muito ruins.

Por Juca Kfouri às 01h57

Palmeiras, no fim!

O Palmeiras teve o jogo nas mãos e o desperdiçou diversas vezes, principalmente, nos pés de Alex Mineiro em noite infeliz.

Mas levou sustos que não planejava e ainda teve uma ajudazinha do árbitro, no segundo tempo, quando um gol da Lusa foi anulado numa inversão de falta na área palmeirense.

O que não dá para entender é a festa que o torcedor alviverde faz para a inutilidade chamada Denílson.

Mas, na vida, tem gosto para tudo.

Seja como for, aos 48, Jorge Preá, que entrou exatamente no lugar de Alex Mineiro, fez o gol da vitória, o da classificação, numa noite em que o Corinthians perdeu e a Ponte Preta empatou.

O Verdão acorda líder nesta quinta-feira e, se duvidar, dormirá líder.

Por Juca Kfouri às 23h43

O Santos não pára de vencer

Santos e Corinthians empatavam 1 a 1 porque faziam por merecer o placar.

O Santos, que fizera 1 a 0 ainda no primeiro tempo com o chileno Sebastián Pinto, depois que Perdigão escorregou e armou o ataque santista, teve a chance de matar o jogo com Molina mas a desperdiçou.

O Corinthians, por sua vez, jogava de igual para igual, vira André Santos perder uma chance de ouro para empatar e conseguira o empate logo no começo do segundo tempo, com Carlão.

Fábio Costa fizera defesas importantes e estava tudo justo até que Kléber Pereira empurrou Carlão, jogou-o ao chão e desempatou.

Era injusto pelo que ambos os times faziam e ainda mais pelo erro da arbitragem, que, mais tarde, expulsou o ex-corintiano Betão de campo.

O Corinthians em busca do empate mandou bola no travessão e pressionou o que deu.

Mas não deu.

Menos mal, para ele, que a Ponte Preta empatou com o Rio Claro e não desgarrou, embora, amanhã, deva perder seu lugar no G-4 para o São Paulo.

Já o Santos está ali, muito perto da vaga, embora um ponto atrás do Corinthians, mas em reação heróica para tentar o tri.

Em tempo: 52% dos mais de 2350 blogueiros que opinaram acertaram com a vitória santista, contra 34% que votaram no Corinthians 14% no empate, resultado que, repita-se, teria sido mais justo, mesmo porque o gol anulado de Fabinho foi sim, bem anulado, por falta de Diogo Rincón.

 

Por Juca Kfouri às 23h38

26/03/2008

Revanche da ignorância

Em represália aos que ignoram o que houve no dia 29 de junho de 1958, entre Brasil e Suécia, na decisão da Copa do Mundo, este blog, ignorantemente, resolveu ignorar o que aconteceu neste dia 26 de março de 2008, no amistoso entre ambos, em Londres.

Ah, foi 1 a 0 para o Brasil, gol de Pato, no segundo tempo, assim que entrou em campo, numa bobagem do goleiro que ele soube aproveitar com categoria.

 

 

Por Juca Kfouri às 18h36

A origem do logo das Olimpíadas de Pequim

Por VINCENT CHOW

 

Por Juca Kfouri às 13h01

Na 'Folha' de hoje

Só Corinthians quebra o silêncio sobre parcerias

DA REPORTAGEM LOCAL

O Corinthians, clube que mais se expôs com parcerias fracassadas ao longo da década, é hoje o único dos quatro grandes de São Paulo 100% transparente acerca dos investimentos alheios em seu elenco.
O clube distribuiu à imprensa a relação de quanto tem sobre cada jogador do elenco e publicou a lista em seu site.
O São Paulo revelou todos os jogadores que têm direitos de terceiros envolvidos. Em alguns casos, revelou os percentuais, mas, em outros, alegou sigilo para não fazê-lo.
O Santos disse apenas que tem como regra geral manter 80% dos direitos. E minimizou o caso. "Não acho que seja uma informação tão relevante ao torcedor, até porque, na hora de negociar, o clube pede quanto quiser pela sua parte", diz o gerente de planejamento Dagoberto dos Santos, dando como exemplo a negociação de Robinho com o Real Madrid.
Já o Palmeiras negou-se a revelar quaisquer detalhes -as informações foram obtidas com outras fontes. "Isso é um relacionamento entre o clube e seu parceiro. O Palmeiras é transparente. O fato de não divulgar não significa que não sejamos transparentes", afirma o vice-presidente da agremiação Gilberto Cipullo. (Luís Ferrari e Rodrigo Matos)

Observações do blog: Se nem a publicação da lista corintiana garante a verdade da informação, porque é comum empresários serem apenas testas-de-ferro de cartolas, que dirá no caso do Palmeiras, depois dessa jóia de declaração "não divulgar não significa que não sejamos transparentes".

Em resumo: divulgar não é sinônimo de verdade e não divulgar é sinônimo de opacidade.

A política de São Paulo e Santos sobre a questão é como a do avestruz...

Por Juca Kfouri às 12h41

À memória do mais caro amigo

SÉRGIO DE SOUZA

Jornalista, idealista da "Caros Amigos"

JUCA KFOURI
COLUNISTA DA FOLHA

Quando Bertolt Brecht escreveu que havia homens imprescindíveis porque lutavam a vida inteira, certamente pensou em alguém como o jornalista Sérgio de Souza. Quando Miguel de Cervantes imaginou seu cavaleiro magro, alto e inconformado com as injustiças, talvez conhecesse alguém como Souza viria a ser numa carreira que fez do jornalismo, verdadeiramente, um sacerdócio.
O paulistano Serjão adentrou a profissão na Folha da Manhã, em 1958. Foi revisor, repórter e editor. Entre tantos trabalhos que desempenhou vida afora tinha orgulho de ter fundado e editado as revistas Realidade e Bondinho, que fizeram história no jornalismo brasileiro. Dirigiu ainda o jornalismo da Rede Tupi de Televisão, levou Osmar Santos para a rádio Globo e comandou a redação paulista do Fantástico.
São raros os textos assinados por ele, embora alguns dos melhores já publicados país afora tenham a marca de seu lápis cuidadoso e perfeccionista, sensível e voltado para um mundo melhor.
Há mais de uma década, Serjão dirigia seu último projeto, a revista "Caros Amigos", que ele próprio fundou -razão pela qual morre pobre e sem nenhum bem, exceção feita à convicção do que fez ao Brasil.
Morreu ontem, aos 73, em São Paulo, de falência múltipla dos órgãos. Deixa sete filhos, dez netos e um a caminho, além da companheira Lana Novikow. Deixa, também, um lápis, preto, número 2.

Por Juca Kfouri às 10h51

25/03/2008

No 'Jornal do Commercio', de hoje

Por Juca Kfouri às 20h33

Em tempo

Não pude comentar a aprovação das diretas no Corinthians e o fim da reeleição no clube.

Estive desde a madrugada envolvido com um dos acontecimentos mais tristes de minha vida, a morte do querido Sérgio de Souza.

Felicito a quase unânime votação que reestabelece as eleições diretas no clube.

E acho um exagero que não possa haver pelo menos uma reeleição.

Claro que é melhor proibi-la do que não impor limites, mas nem tanto ao mar, nem tanto à terra.

Por Juca Kfouri às 20h31

Ignorância sem limites

Por GUSTAVO VILLANI, de Madri

Pato, Luis Fabiano e Lucio devem adorar dizer que jogam no time pentacampeão, mas sequer sabem o nome de um jogador – nem Pelé e Garrincha? - do primeiro título mundial.

É até compreensível, mas não é aceitável.

A história do Brasil é recente, e por isso é pouco estudada e lembrada pelos brasileiros.

São pouco mais de 500 anos de descobrimento seguido por colonização, império e sobra um mísero século para nossas universidades mais tradicionais.

Se levarmos em conta que ainda hoje poucos têm acesso aos livros, como cobrar conhecimento dessa gente?

Mas não deixa de ser vergonhoso ver os jogadores desconhecerem os campeões de 1958, afinal, é um assunto diretamente ligado a eles, jogadores de futebol e da Seleção Brasileira.

"Nasci em 1980", disse Luis Fabiano, como se a história do futebol tivesse começado apenas a partir do surgimento dele.

Quanta ignorância!

Eles, teoricamente, só estão em Londres para tal amistoso porque há 50 anos houve quem ganhasse o Mundial.

O Brasil só é pentacampeão porque ganhou um título de cada vez, a começar pelo primeiro.

Se o passado pobre, de dinheiro ou de espírito, não os favoreceu, por que não se interessar a partir de agora, já consagrados?

Qual a função essencial de um assessor?

A CBF não deveria orientar essa gente?

Nada.

O que vale é o dinheiro, cada um com a sua parte e ponto final.

Num país de história recente, é compreensível a falta de culto ao passado.

Abominável é quem tem recurso, dever de construir a história, simplesmente ignorá-la.

Por Juca Kfouri às 20h27

Virada de mesa condenada

Marcos Sergio Silva

O juiz Wilson Marcelo Kozlowski Junior, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, condenou o Fluminense, o Bragantino e a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) ao pagamento de reparação moral de 2% da receita arrecadada no Campeonato Brasileiro de Futebol de 1996. Cabe recurso.

A sentença é relativa à virada de mesa que manteve os dois clubes, rebaixados naquele ano, entre os que disputavam o torneio na temporada seguinte, em ação movida pelo Ministério Público Federal. Leia a íntegra.

Na ocasião, Fluminense e Bragantino fizeram as piores campanhas entre os 24 times e deveriam participar da série B em 1997. No entanto, um escândalo de arbitragem, em maio daquele ano, em que gravações telefônicas sugeriam venda de resultados de jogos de futebol e financiamento de campanhas políticas dentro da CBF, envolveu clubes, como o Atlético-PR e o Corinthians, e o diretor da Conaf (Comissão Nacional de Arbitragem), Ivens Mendes, que deveriam ser punidos. Para compensar o não-rebaixamento do Atlético-PR, suspenso por um ano, a CBF decidiu reconduzir o Fluminense e Bragantino à primeira divisão de 1997.

Na sentença, o juiz qualifica o episódio como um dano real ao patrimônio cultural que é o futebol e cita até mesmo o infame estouro de champanhe de dirigentes do Fluminense após o conchave. "Bem se sabe o sentimento de dor, vexame e humilhação que inundou e inunda o coração daquela parcela da população que passou a experimentar as maiores pilhérias e até hoje é lembrado dos dissabores advindos da decisão contrastada, tal qual um filme de terror sem fim em que o clímax ocorre com a cena do estouro da ‘champanhe da virada de mesa’", relata.

Kozlowski cita o calvário do tricolor carioca nos anos seguintes à virada de mesa, como os dois rebaixamentos seguidos (em 1997 e 1998 —este, para a terceira divisão) e a nova virada de mesa, proporcionada em 2000 pela Copa João Havelange. Segundo ele, tal farra só foi barrada pela implantação do Estatuto do Torcedor.

O juiz acusa a CBF de "desserviço à formação do caráter nacional" e usa o exemplo do campeonato de 2005, quando árbitros receberiam de máfias ligadas a sites de apostas para favorecer um time indicado por apostadores. Naquele ano, jogos apitados pelos envolvidos foram remarcados e não houve virada de mesa. "Dizer que havia dúvidas sobre a arbitragem (...) é fazer pouco da inteligência nacional", diz, na decisão.

A decisão de limitar em 2% no total da receita arrecadada pelos clubes e a CBF no torneio de 1996 foi tomada com base no percentual de torcedores desses times no país, de acordo com pesquisas de opinião —o Ministério Público, autor da ação, havia pedido 10% do arrecadado. O cálculo, segundo o juiz, deve ser feito sobre o apurado em receitas de toda a sorte, como as televisas e as publicitárias. O dinheiro deve ser destinado ao Fundo Estadual de Reconstituição de Bens Lesados, incidindo juros legais de mora de 1% ao mês. O fundo, segundo o TJ, atende projetos de recuperação de bens lesados (meio ambiente, consumidor, bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico), o que inclui o futebol.

Outro pedido, o de nulidade da manutenção de Bragantino e Fluminense na primeira divisão em 1997, não foi considerado "sob o sério risco de trazer mais sofrimento à coletividade do que com o ocorrido".

Procurado, o departamento jurídico do Fluminense disse que desconhecia a decisão e aguarda notificação da Justiça. Última Instância aguarda a resposta de Bragantino e CBF.

Terça-feira, 25 de março de 2008

www.ultimainstância.com.br

Por Juca Kfouri às 19h28

Devastador

Foi-se Sérgio de Souza, o nosso Serjão

Morreu em São Paulo aos 73 anos o jornalista Sérgio de Souza, o Serjão. Operado dia 10 de março de 2008 em razão de uma perfuração no duodeno, morreu em decorrência de complicações na madrugada de hoje, terça-feira, 25 de março, no Hospital Osvaldo Cruz.
Sérgio deixa viúva a jornalista Lana Nowikow, com quem teve três de seus sete filhos.

Nascido em 1934 no Bom Retiro, bairro tradicional no centro da capital paulista, Serjão era um autodidata. Não chegou ao curso “superior”, mas fez-se na rua e nas redações “doutor” em jornalismo. Bancário, recém-casado, viu uma notícia na Folha de S. Paulo no fim da década de 1950, do tipo “você quer ser jornalista?”, e para lá se dirigiu. Fez um teste e, aprovado, entrou para a reportagem do jornal da Barão de Limeira, onde nos conhecemos.
Quatro anos depois, a convite de Paulo Patarra, transferiu-se para Quatro Rodas, da Editora Abril. Ali, em 1966, faria parte da equipe que fundou e lançou REALIDADE, cujo forte era a reportagem, revista “cult” daquela editora e maior sucesso jornalístico do gênero neste país.

Avesso a entrevistas, até tímido diante de uma câmera, microfone ou mesmo um colega de caneta e papel na mão, Serjão não deixou muitas pistas sobre sua vida particular, onde estudou, que preferências tinha em matéria de literatura, cinema, e outras trivialidades que costumam compor um necrológio. Certo é que Sérgio de Souza é o último monstro sagrado vivo que se vai de uma geração que fez, além de REALIDADE: a revista quinzenal de contracultura O Bondinho; o jornal mensal de política, reportagem e histórias em quadrinhos Ex-; o programa de televisão 90 Minutos na Bandeirantes – entre dúzias de trabalhos.
Há onze anos, em abril de 1997, Sérgio lançou, com amigos e associados, a revista Caros Amigos, que vinha dirigindo até duas semanas atrás.

A importância de Serjão para o jornalismo pátrio é discreto como sua figura e incomensurável como seu tamanho – pois se dá justo naquele trabalho quase anônimo do editor, do editor de texto, da palavra seca, cortante, exata, da melhor linha humano-política na orientação ao repórter, ao subeditor, ao chefe de arte, ao departamento comercial, advinda de um caráter íntegro e de um senso jornalístico próprio dos gênios.
Dedicou 50 anos à profissão, na qual não fez fortuna, ao contrário: deixa dívidas. Aliás, uma de suas últimas criações foi o “Anticurso Caros Amigos – Como não enriquecer na profissão”.

Aos que o sucedem em Caros Amigos, fica a desmedida tarefa de homenagear sua memória fazendo das vísceras coragem e coração para tocar o barco em frente.

Mylton Severiano, editor-executivo de Caros Amigos

Por Juca Kfouri às 19h13

O Galo é 100

Por ROBERTO VIEIRA

Noite em Belo Horizonte. Um velho torcedor conversa com o tempo.

"Uai, cem anos?

Mas parece que foi ontem que a gente corria atrás de uma bola de meia na Afonso Pena.

Ontem que meus amigos matavam aula pra fundar o nosso 'Atlético Mineiro Futebol Clube'.

Pois o Atlético era mais importante que tudo no mundo.

Quem era aquele moleque pegando no gol?

Seria João Leite? Ou seria o Kafunga?

E aqueles dois brincando de zagueiro?

Tão parecidos com o Luisinho e o Osmar.

Já falei pra seu Telê que o Oldair tem de bater todas as faltas. Principalmente contra o São Paulo.

Ainda posso ver o Humberto Ramos cruzando na cabeça de Dario!

O Mangabeira desenhando um galo carijó.

Toninho Cerezzo driblando o tempo com as meias arriadas. E sendo chamado atenção por Zé do Monte.

O Mario de Castro fazendo gol no Vila Nova e dizendo adeus. Já não dava pra cabular aula na vida.

Nem mesmo pelo Galo.

Mas veio Reinaldo. Quando os cruzeirenses falavam 'Tostão', a gente dizia 'Reinaldo'.

E tava tudo empatado.

Embora cá pra nós, igual a Reinaldo nem Tostão.

A torcida anda impaciente. O time não vence.

Eu já falei. Chama o Ubaldo.

O santo dos chutes impossíveis.

Chama o Ubaldo. Ou qualquer um daqueles meninos que sonhavam com uma bola de meia.

Só não deixa o Carlyle sozinho com a bola.

Depois ele resolve sentar nela de novo e já viu, né?

Em homenagem ao Galo e ao Binômio de Roberto Drummond.

Por Juca Kfouri às 02h08

Viva Galo! Galo Centenário!

Não sei se é apropriado chamar de gutural o grito de Galo que ecoa no Mineirão.

Porque se gutural é apenas o grito que vem da garganta como diz o dicionário, aquele grito de Galo gutural não é.

Porque aquele grito vem da alma.

Do fundo d'alma!

E há 100 anos.

Muito antes do Mineirão.

O grito que é maior do que todos que já vestiram a gloriosa camisa alvinegra do Atlético Mineiro.

E muito maior do que todos que já o dirigiram.

O grito que ainda há de botar para fora todos que o exploram.

O grito de liberdade, ainda que tarde.

O grito que se confunde com o grito de campeão, o maior campeão das Minas Gerais, o primeiro campeão brasileiro de futebol.

O grito de Galo.

Por Juca Kfouri às 00h01

24/03/2008

Repeteco de duas dicas do feriado

Tem blog de endereço novo

O Blogol mudou de endereço.

Aliás, de endereço e de nome.

Saiu do IG  para o Lancenet.

E já está aí entre os favoritos deste blog, por dois motivos óbvios: o primeiro é o fato de ser realmente muito bom e o segundo é desnecessário dizer.

É só clicar em http://www.lancenet.com.br/blogs_colunistas/akfouri

 

Presente de Páscoa

Este blog, orgulhosamente, compartilha com os caros blogueiros o melhor presente possível nesta Páscoa de 2008, ano do cinquentenário da conquista da Copa do Mundo na Suécia.

Entre no endereço grifado, o da Rádio Nacional, e curta a maravilha que lá está, uma preciosidade sobre aquele que este blogueiro considera o melhor time de futebol de todos os tempos: www.radionacional.fm.br

Tem tudo sobre o chocolate brasileiro na final da Copa de 1958, 5 a 2 nos donos da casa, em...sueco...

E a narração completa da partida nas vozes da equipe da emissora.

E...

Por Juca Kfouri às 13h53

Emoção é o que sobra no Campeonato Paulista

Se tem faltado torcida nos estádios, a audiência na TV deixado a desejar e o índice técnico esteja abaixo da crítica, emoção não tem faltado no Campeonato Paulista.

Sim, a média de público não chega a 6500 torcedores por jogo, os jogos na TV às vezes têm perdido pra novelas de baixa qualidade e a qualidade dos jogos não tem ficado à frente de tais novelas, como se viu, por exemplo, nos jogos de ontem do Corinthians contra o Rio Claro e do São Paulo contra o Guarani.

Mesmo assim, é inegável que ao faltar apenas três rodadas para terminar a fase classificatória do Campeonato Paulista o que não falta é emoção.

Guaratinguetá e Palmeiras parecem ter duas vagas asseguradas nas semifinais, mas as outras duas tem três candidatos muito claros como Ponte Preta, Corinthians e São Paulo, além, agora, do Santos, que tem motivo até no nome para acreditar em milagres.

Porque faltam três jogos ao Santos, um deles contra o já praticamente rebaixado Rio Claro, em Rio Claro, e dois na Vila Belmiro, em jogos de seis pontos, contra Corinthians e Ponte Preta.

O São Paulo tem vida bem mais fácil, porque recebe os fracos Sertãozinho e Juventus no Morumbi e só sai para pegar o também fraco Bragantino.

Ao Corinthians caberá enfrentar o Santos e o Noroeste fora de casa e o Marília em São Paulo.

E à Ponte Preta falta enfrentar Rio Claro e Santos fora e o Noroeste em Campinas.

Ou seja, ainda falta muita coisa e pode faltar técnica, torcida e audiência, mas emoção é o que não falta. 

 

Comentário para o Jornal da CBN, 1a. Edição, de 24 de março de 2008.

http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/programas/cbnesporteclube.asp  

http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/comentarios/jucakfouri.asp

Por Juca Kfouri às 00h01

23/03/2008

Flu confirma o favoritismo

O Flu tinha o comando do jogo embora vez por outra o Vasco o ameaçasse.

Até que Thiago Neves pegou uma bola pela direita, comeu um, comeu outro e soltou a bomba para contar com a inestimável colaboração do xará Tiago, goleiro do Vasco: 1 a 0, aos 23.

Era o Flu confirmando o favoritismo entre os 500 blogueiros, pois 56% apostaram nele, contra 27% no Vasco e 17% no empate.

Aos 14 do segundo tempo, outra vez Thiago Neves fez boa jogada e deu para Washington fazer 2 a 0, para assegurar a vitória que também este blogueiro imaginava, desta vez sem secar o tricolor.

O Vasco não se entregou, foi bravo, foi à luta, ainda conseguiu diminuir aos 49, em pênalti cometido por Fabinho em Vagner Diniz e cobrado por Edmundo.

Mas a diferença entre os dois times é grande.

Por Juca Kfouri às 20h09

Santos, heróico, de Marcinho Artilheiro!

Como miséria pouca é bobagem, depois de enfrentar 3700 metros de altitude em Oruro e um árbitro covarde no meio da semana, eis que o Santos passou o domingo em Guaratinguetá num gramado encharcado e sob nova arbitragem calamitosa, que não lhe deu um pênalti claro, em Domingos, ainda no primeiro tempo.

No segundo, para compensar o cansaço que seria inevitável, o Peixe pegou o Guará só com 10 jogadores e foi para cima.

Martelou em busca da vitória e da manutenção do sonho de um milagre, sofreu algumas marteladas, mas o gramado empoçado não ajudava.

Aos 26, então, por muito pouco Marcinho Guerreiro não marcou, como seria justo.

Dez minutos depois, em seguida a um contra-ataque desperdiçado pelo Guará, Wesley fez linda jogada e teve seu gol impedido pelo pé do goleiro adversário.

O time da casa, que seria líder isolado, agradecia o empate.

E o visitante, em pé, dava adeus ao tricampeonato paulista.

Dava.

Porque Marcinho Guerreiro resolveu ser artilheiro e aos 41, com uma bomba da entrada da área, fez o gol que manteve o Peixe vivo.

Deu gosto ver.

Por Juca Kfouri às 20h03

Corinthians mal, São Paulo igual

Difícil dizer que jogo foi pior, se o do Morumbi ou se o do Brinco de Ouro.

É claro que para o são paulino pior foi o de Campinas, porque seu time, mais badalado, ficou num horroroso, e preocupante, 1 a 0 diante do frágil Guarani, gol de Borges, no segundo tempo, assim que entrou no ataque, de riso, do tricolor.

Já o Corinthians, ao menos, sofreu menos, com um gol em bola que sobrou para Dentinho ainda no primeiro tempo, para derrotar o não menos ruim Rio Claro.

O São Paulo até dominou o Guarani, mas se deu ao luxo de levar sustos em alguns contra-ataques e quase não ameaçar a meta bugrina.

E o Corinthians, que sabidamente não tem ataque, mostrou falhas em sua defesa, só não aproveitadas porque o Rio Claro não é lanterna à toa.

O alvinegro permanece no G-4 e o São Paulo nas imediações.

Bem que este blogueiro poderia ter se dedicado a ver a goleada do Botafogo sobre o Macaé, 7 a 0, com quatro gols de Wellington Paulista.

Mas iria escrever o que na coluna da Folha desta segunda-feira?

Por Juca Kfouri às 18h06

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

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