Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

12/04/2008

Fla-Flu ou Fluminense e Botafogo?

Nelson Rodrigues disse que o Fla-Flu nasceu 40 minutos antes do nada.

Eurico Miranda disse que estava escrito há 2000 anos que o Vasco seria campeão da Taça Rio e do Campeonato Estadual.

O Fluminense foi melhor no primeiro tempo, mas nada assim de assombrar ou de levar muito perigo ao gol de Tiago, que fez sim duas belas defesas, em chutes de Cícero e Conca, no mesmo lance.

Mas o Vasco também teve pelo menos uma chance bem razoável de sair na frente.

Coisa que fez, no segundo tempo, com Jean, aos 13, para que Nostradamus Miranda sorrisse, depois de um chute cruzado, fraco, de Edmundo e mal cortado por Fernando Henrique.

E seria injusto dizer que não era justo.

A alegria durou pouco, no entanto, apenas quatro minutos, porque Thiago Neves bateu uma falta na entrada da área e Thiago Silva aproveitou para pegar a sobra e empatar, sem que o goleiro Tiago pudesse fazer nada.

Daí para frente o jogo seguiu equilibrado, com o Vasco dando motivos para sua torcida se orgulhar, porque, afinal, a tal quarta força mostrava que podia jogar de igual para igual com o tricolor favorito.

E os dois foram definir o finalista da Taça Rio chutando da marca do pênalti.

Nostradamus Miranda entrou em campo e falou com Antônio Lopes e com Edmundo, que confabulavam sobre quem bateria os pênaltis -- Edmundo fora porque havia sido, providencialmente/supersticiosamente?, substituído, ele que tem fracassado na hora de bater penais.

Nelson Rodrigues ficou na dele, ao lado do Sobrenatural de Almeida.

Morais fez Vasco 1 a 0, com categoria.

Conca empatou, com uma bomba.

O goleiro Tiago fez 2 a 1, de maneira inapelável.

Thiago Neves não desperdiçou, no meio do gol.

O menino Souza bateu como se fosse veterano: 3 a 2.

O artilheiro Washington bateu rente ao travessão: 3 a 3.

Wágner Diniz foi um veneno só para fazer 4 a 3.

Cícero não deixou por menos: 4 a 4, com Tiago quase chegando.

O garoto Pablo teve a incumbência da quinta cobrança e bateu na trave, com o goleiro Fernando Henrique deslocado para o lado oposto.

Coube a Gabriel classificar o Flu.

Nostradamus Miranda errou mais uma vez e poderia abandonar as previsões, o Vasco e o futebol.

Nelson Rodrigues pode ter razão de novo.

Só que o Botafogo, é claro, não concorda.

Por Juca Kfouri às 20h52

Ponte sai na frente

Futebol é assim.

O primeiro lance perigoso em Campinas foi proporcionado pelo Guaratinguetá, que levou Aranha a fazer grande defesa.

Depois, no entanto, até o fim dos primeiros 45 minutos, só deu Ponte Preta.

Que poderia ter feito, ao menos, dois gols.

Não fez e viu o Guará jogar melhor no segundo tempo.

Até que saiu, aos 29, o gol do jogo, com Eduardo Arroz, de fora da área.

Era a Ponte Preta na frente para poder jogar pelo empate no Vale do Paraíba.

Outro 1 a 0, mas para o Guará, no entanto, bota o time vermelho na final.

E diga-se que o Guará mostrou que pode, porque por pouco não empatou no fim da partida, além de ter sido vítima de um impedimento pessimamente marcado numa situação de três contra um, dentro da área da Macaca.

Por Juca Kfouri às 20h19

31 mil pagantes em duas semifinais

Só 18 mil torcedores pagantes no Mineirão para Cruzeiro 4, Ituiutaba 4, semifinal do Campeonato Mineiro.

Só 13 mil torcedores pagantes na Arena da Baixada para Atlético Paranaense 1, Toledo 0, semifinal do Campeonato Paranaense.

Mineiros e paranaenses adoram seus estaduais.

Por Juca Kfouri às 18h27

Ituiutaba, uai!

O Cruzeiro saiu na frente do Ituiutaba logo aos 7 minutos, com Ramires, um gol fácil no Mineirão.

Um gol fácil que prenunciava um jogo fácil, com goleada talvez na primeira partida das semifinais mineiras.

E, de fato.

Aos 17, Jadilson cruzou e Amarildo marcou contra: 2 a 0.

Embora aos 2 do segundo tempo, numa bobeada de Jadílson, Pachola tenha diminuído, o Cruzeiro logo fez 3 a 1 com Marcelo Moreno (nem tão logo, aos 11, depois de bater três vezes o mesmo pênalti, cometido aos 6, por adiantamentos do goleiro); e fez 4 a 1, com Guilherme, de cobertura, aos 12.

Era fim de papo, aparentemente.

Mas só aparentemente.

Porque como quem não quer nada, o Ituiutaba diminuiu outra vez, aos 19, e, aos 33, eis que Pachola, novamente, fez o terceiro gol.

O 4 a 3 até que estava de bom tamanho, aparentemente.

Mas só aparentemente.

Porque para perplexidade geral na torcida azul, eis que a equipe do Triângulo Mineiro chegou ao 4 a 4 no minuto seguinte, com Rodrigo Hote.

O Cruzeiro continua com a vantagem do empate.

Só que já sabe que não pode bobear no domingo que vem, ainda mais depois de ir jogar em Potosí no meio de semana.

Por Juca Kfouri às 17h47

Até o fanático se cansa

*Por FELIPE FIGUEIREDO MELLO

Não é fácil ir a cem jogos do São Paulo.
Aliás, não é fácil ir a UM jogo do São Paulo.
Pergunte a um torcedor do Barcelona se ele sabe o que é uma fila de bilheteria.
Ou a um torcedor do Arsenal se sabe o que é um flanelinha.
Ou até a um torcedor do Bayern se conhece um cambista (ainda que esta categoria exista no Velho Continente).
Atingir a média européia de 20 partidas por ano deve ser tão difícil quanto atingir a média de gols do Luís Fabiano pelo São Paulo.
E é do Morumbi que estamos falando!

Há anos que quero escrever sobre todos os problemas que já enfrentei no Estádio para torcer pelo meu time, mas a vontade sempre esbarrou no fato de saber que jamais seria ouvido. Ou lido.
Amadora que é, a diretoria do meu São Paulo Futebol Clube prefere lavar as mãos e passar este serviço, com um enorme potencial de rentabilidade, para as mãos de uma empresa igualmente amadora chamada Ingresso Fácil.

Sem querer entrar em detalhes, adianto que me tornei Sócio-Torcedor ao final de 2006, quando me dei conta de que não queria mais passar pelo sufoco que passei no dia de venda de ingressos para a final da Libertadores, contra o Inter.
Este serviço era oferecido pelo próprio SPFC, mas, para minha tristeza, também foi repassado à Ingresso Fácil.
E minha vida não melhorou!
Pago os trezentos reais de anuidade e continuo a pegar filas. Mesmo quando vou comprar antecipadamente, como o recomendado!
E são tantas as conversas que tenho com outros torcedores nas filas...
Nessas situações, tenho o costume de dizer que o problema maior não é pegar filas. O problema maior é ter a certeza de que se eu estivesse no comando deste serviço, faria melhor!
E por quê faria melhor?
Porque eu conheço os clientes! Sei de suas reivindicações, reclamações e necessidades!

Aí é que está o problema, caro leitor! Por duas razões, o São Paulo Futebol Clube não conhece seus clientes.
A primeira delas, porque os homens que comandam o Clube, o Estádio e as bilheterias não são torcedores. Eles jamais passaram por esses problemas!
Nunca tiveram que enfrentar filas quilométricas para comprar ingressos. Eles os têm, provavelmente, nas salas de escritório deles, dentro de um envelope com o nome deles!
Nunca tiveram que estacionar o carro nas ruas do bairro e deixar 'dez real' na mão de um flanelinha. Eles estacionam seus veículos dentro do Estádio!
Nunca tiveram que passar pelo tumulto das entradas e saídas das arquibancadas, estruturalmente obsoletas. Eles acompanham os jogos nos charmosos camarotes!

A segunda razão é ainda mais grave!
O amador São Paulo Futebol Clube, diferente de qualquer empresa com estrutura profissional, jamais realizou uma pesquisa para conhecer seus clientes!
Nem mesmo uma pesquisa com os Sócio-Torcedores, como eu!
Isso é grave mesmo!
Pergunte à diretoria de marketing de qualquer multinacional se eles não questionam seus clientes acerca dos serviços prestados!
E eu adoraria ser perguntado sobre os problemas do Morumbi! Adoraria dar sugestões e sei que há inúmeros torcedores com boas idéias, que ajudariam o clube e trariam mais público ao Estádio.

E veja bem, caro leitor, que não quero cair na vala comum da crítica sem base ou do elogio cego.
Posso imaginar os milhares de problemas, enfrentados pelas diretorias de todos os clubes, que envolvem um evento como uma partida de futebol. O trato com o Ministério Público, a Federação, a PM, o CET, as torcidas organizadas, etc.

Portanto, este meu desabafo tem como alvo o meu clube e está contextualizado num período de cinco anos (2003 a 2008).
Por coincidência, estes cem jogos que acompanhei no Morumbi estão concentrados no período de auge da atual gestão. Uma gestão que faz questão de ressaltar suas virtudes profissionais. E com razão! O time do SPFC conquistou tudo!
No entanto, é preciso um pouco de realismo para esta diretoria. Porque, nestes cinco anos, pouco mudou para a vida do torcedor tricolor!
O que me leva a indagar: Como levar adiante o projeto do Diretor de Marketing Júlio Casares, de ter a maior torcida do Brasil em dez anos se nos últimos cinco ela vem sendo mal-tratada em sua própria casa?

Aguardo uma resposta do meu São Paulo! Não por escrito, nem verbalmente, mas com ações! Todos nós sabemos quais são os problemas dos estádios brasileiros. Já não se faz necessário enumerá-los. Mas acredito que, depois de cem partidas passando por aperto, eu deveria, ao menos, chamar a atenção para os problemas.

Mas o São Paulo Futebol Clube prefere se apequenar na demagogia de transformar o Morumbi em sede para a Copa de 2014.
Assim, perde não apenas o torcedor que tem curiosidade de conhecer o Estádio e levar seu filho a um jogo de pequeno porte, mas também o fanático que, cansado, tem dúvidas se chegará ao jogo de número duzentos!

Felipe Figueiredo Mello é a razão de ser do futebol, simplesmente um torcedor. Do São Paulo FC, no caso. 

Por Juca Kfouri às 12h13

11/04/2008

Sou roxo por ti

*Por JAMES SCAVONE

Corinthians lembra democracia e roxo nos leva direto para aquela frase infeliz daquele ex-presidente que a gente não gosta muito de lembrar.

Fora esta pequena discrepância, nada me coloca contra o uso da cor roxa no uniforme número três do time de Parque São Jorge, que aprendi a gostar aos 11 ou 12 anos vendo Casagrande, Sócrates e Biro-Biro.

Times de todo o mundo descobriram que têm uma bela marca em mãos e que seus milhares de consumidores são atraídos a ela como ratos ao flautista.

Vale então fazer a flauta cantar e seduzir os torcedores.

Chamem a camisa roxa de jogada de marketing, mas a relação entre o Corinthians e sua torcida é sempre um pouco mais complexa.

Se o torcedor corintiano é torcedor roxo e não abandona o time, homenagear a sua histórica fidelidade em ano difícil, de disputa na segunda divisão, não me parece má idéia.

Descubro porém que não são todos que pensam assim. Leio aqui e ali que membros da Gaviões de Fiel têm agredido torcedores que vão aos estádios vestidos com a novidade.

Puristas que defendem o preto e o branco e usam a força para impor seus pontos de vista.

Esquecem que o próprio brasão do Corinthians carrega a cor vermelha na âncora e o amarelo na estrela do mundial da Fifa e que último homem, o goleiro, já vestiu azul, amarelo e cinza.

Leão, quando defendeu o time, sofreu para encontrar um uniforme mais chamativo sem usar cores e saiu-se com o traje zebrado, mas isso em outros tempos.

Para mim não importa a cor da camisa.

Jogassem os onze sem camisa, como os times dos casados, com o brasão corintiano tatuado no peito e torceria da mesma forma.

Na idade média havia quem tatuasse a imagem de Jesus Cristo ou da Virgem Maria nas costas para que torturadores da inquisição fossem misericordiosos na chibata.

Vai que a tatuagem do Corinthians conquista a simpatia dos deuses do futebol cantados por Nelson Rodrigues.

Bem sei que com esse time de Mano Menezes, vamos precisar que alguém lá em cima olhe por nós.

O Barcelona, tido como time dos mais bem-sucedidos no campo e no marketing, adota as cores polêmicas já faz algum tempo.

Sua camisa laranja-fosforescente de umas temporadas atrás é marketing?

É sim senhor. E da melhor qualidade.

Sucesso absoluto mesmo em entre os catalães, povo dos mais ligados às sua tradições e cores.

Estive por lá em 2005 e cansava de ver meninos orgulhosos ao vestir a chamativa camisa, queriam mais é que enxergassem sua paixão a milhas de distância, da lua se fosse possível.

Assim como a nova camisa marca-texto do Palmeiras tem sido um grande sucesso, a do Corinthians vai conquistar também o seu lugar no coração da torcida.

 E de nada adianta mandar tirar e vir com socos e pontapés, pois que socos e pontapés deixam marcas na pele.

Marcas roxas, vejam só.

James Scavone é publicitário

http://www.guiadasemana.com.br/noticias.asp?/ESTILO/SAO_PAULO/&a=1&ID=18&cd_news=37239&cd_city=1



 

Por Juca Kfouri às 13h58

A rádio no olho do furacão

Por ROBERTO VIEIRA 

O Atlético Paranaense entrou de sola nas rádios.

As rádios que quiserem transmitir jogos do Furacão pagam 15 mil reais a partir de hoje. Por partida.

Tanto faz se o jogo é no Paraná ou na China.

Um ouvinte mais apressado exclama:

- Por que nunca ninguém pensou nisso?

Não sei. Lembro quando o direito de arena começou a ser discutido, décadas atrás.

"As emissoras de TV vão falir!"

Não faliu ninguém.

Mais ou menos como quando tornou-se obrigatório o uso de descartáveis nos bancos de sangue.

"Os bancos de sangue vão falir!"

Não faliu ninguém.

As rádios são veículos extremamente simpáticos aos torcedores.

O radinho de pilha faz parte da vida de quem gosta de futebol.

A rádio, o que é da rádio. Aos clubes, o que é dos clubes.

Porém, o mercado sempre se adapta a qualquer situação.

No início, existirão algumas demissões. Alguns locutores vão sair do ar.

Repórteres vão dar um turno dobrado.

Outros vão mudar de casa. Vão migrar para rádios religiosas.

E eventualmente, poderemos assistir algumas transmissões folclóricas.

Tudo devido a um certo, digamos, exagero na grade de propaganda:

"Zezinho pega na pelota e lança para... Detergente Sofia, lava a sua roupa com mais economia... a bola sai pela linha de fundo. O goleiro Neneca se prepara para fazer a reposição... Em caso de resfriado, tome Dormil, e mande sua enxaqueca para ... GOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL!!! Seu time venceu, tome Schikoll, seu time perdeu beba Schikoll... Armandinho comemora seu gol de joelhos, a bola Arribas desce redonda no Barbante Cordel... Armandinho, meu filho! Comemore com moderação!

Por Juca Kfouri às 00h40

Quando a fase é ruim...

O São Paulo teve pelo menos três chances claras para ganhar do Audax.

Com Éder Luís, com Hernanes e, até, com Adriano.

Rogério Ceni tinha entrado em cena apenas uma vez.

Mas o 0 a 0 classificava o tricolor que fazia por merecer, no mínimo, o empate.

Só que miséria pouca é bobagem e o time acabou surpreendido por um contra-ataque que resultou mortal, aos 32 minutos do segundo tempo: 1 a 0.

Foi uma quinta-feira de Ramos, o autor do gol.

E diante de um Audax sem seus três melhores jogadores.

Até Hugo entrou em campo, inutilmente.

Só o Cruzeiro permanece invicto entre os brasileiros na Libertadores.

O primeiro alviverde da semana ficou entalado na garganta tricolor.

E acaba de terminar (0h29) o jogo entre Atlético Nacional e Sportivo Luqueño, com vitória colombiana, no Paraguai, por 3 a 1.

Assim, o São Paulo terá de vencer o Nacional no Morumbi, no próximo dia 23.

Só com vitória se  garantirá nas oitavas-de-final sem depender do resultado entre Audax e Sportivo, no Paraguai.

O time paraguaio, por sinal, já eliminado, provavelmente não mandará o jogo em Luque porque, na partida de ontem, uma pedra atingiu um jogador colombiano.

Por Juca Kfouri às 00h21

10/04/2008

Um cartola gentil

São Paulo foi omisso em briga, diz dirigente do clube

Do UOL Esporte
Em São Paulo

Marco Aurélio Cunha, superintendente de futebol do São Paulo, comentou nesta quinta-feira a briga entre Fábio Santos e Carlos Alberto.

Para o dirigente, a diretoria do clube foi omissa na versão dos fatos, já que desmentiu o desentendimento entre os atletas, afastados do elenco.


"Não posso dizer que a primeira versão do São Paulo sobre o caso tenha sido inverídica, mas sim omissa", afirmou, à TV Bandeirantes.

O superintendente do clube revelou com mais detalhes a briga entre o volante e o meia-atacante e até confirmou que teve de atender Carlos Alberto, atingido por um relógio atirado por Fábio Santos.

"Eu sempre me pautei pela verdade. Estava lá no momento e a única coisa que tive que fazer foi um curativo no Carlos Alberto, porque o Fábio Santos tacou o seu relógio na direção do grupo e acabou pegando no Carlos", confirmou o dirigente, que também é médico do São Paulo.

Marco Aurélio disse que a discussão entre os atletas foi muito rápida e presenciada por alguns outros jogadores do elenco são-paulino. "Foi tudo muito rápido. Tirando os jogadores que estavam lá tentando demover o Fábio Santos da idéia de deixar a concentração, ninguém saiu dos seus quartos", finalizou.

Fábio Santos, emprestado pelo Lyon até o meio do ano, está suspenso por 29 dias, enquanto Carlos Alberto, que veio contratado do Werder Bremen, também por empréstimo, fica 15 dias realizando treinos físicos.

O desentendimento entre os dois começou quando Carlos Alberto chegou atrasado ao treinamento de quinta-feira. Por causa disso, o técnico Muricy Ramalho antecipou para a sexta-feira à noite a concentração para o jogo contra o Juventus, no último domingo. Antes, os jogadores só iriam ficar no CCT da Barra Funda a partir da manhã de sábado.

Fábio Santos não gostou da antecipação da concentração e, na sexta à noite, foi tirar satisfação com Carlos Alberto, apontado pelo volante como motivo para a mudança. Houve discussão entre os dois, e alguns jogadores tiveram que conter Fábio Santos, que acabou deixando o CCT e foi punido pela diretoria são-paulina.

Nota do blog: ao transformar o verbo mentir em omitir, Marco Aurélio Cunha que disse, com todas as letras, que não havia nenhuma ligação de Carlos Alberto com o caso de Fábio Santos, foi, digamos, delicado.

Por Juca Kfouri às 14h43

Reflexões à distância

Por GUSTAVO VILLANI

O dono deste blog disse certa vez que "nada como a distância para aproximar as pessoas".

Na ocasião, Gil, hoje atacante do Internacional e ex-jogador do Gimnástic, contou em detalhes o esquema de mala branca que rola entre os clubes espanhóis na reta final do campeonato nacional.

Surpreso com as declarações do jogador, até então pouco próximo a mim, dividi o fato com o dono do blog.

Inesquecível.

Pois ontem foi um outro dia especial, de proporções semelhantes.

Passei o dia com seis brasileiros: Luis Pereira, Fabiano Eller e Cleber Santana, todos do Atlético de Madrid, e Zé Roberto e Lúcio, do Bayern de Munique (Breno só chegaria hoje).

Até então Luis Pereira, para mim, era apenas personagem de livros, vídeo-teipe e estórias.

Aos 58 anos o ex-zagueiro do Palmeiras, Flamengo, Corinthians, Portuguesa, Atlético de Madrid e cia., esbanja alegria e simplicidade.

Embasbacado, ouvi e vi Luis Pereira aconselhar ao Cleber Santana, que passa por dificuldade de adaptação na Espanha.

"Já disse, não tem o porquê de se intimidar. O Brandão (Oswaldo Brandão) pedia para eu não passar do meio-campo e eu nem dava atenção, jogava o meu futebol".

Tenho 27 anos, assim como Cleber Santana, e a humildade de Luis Pereira não caracteriza a atual geração de jogadores e jornalistas.

Há um distanciamento acentuado das duas partes.

Talvez Cleber Santana e eu não dimensionemos quem foi Oswaldo Brandão, nem Luis Pereira, afinal, estamos limitados à história.

Ao que consta foram duas raridades do futebol brasileiro.

Nem por isso, entretanto, Luis Pereira se coloca em tal patamar.

No choque de gerações o eterno craque não perde a categoria, e está disposto a ajudar, sem a intenção de ensinar.

Depois do treino do Atlético, foi a vez do encontro com os brasucas do Bayern de Munique, que  joga as quartas-de-final da Copa UEFA contra o Getafe (município 19 kms distante de Madri).

Zé Roberto e Lúcio treinaram à exaustão e saíram do gramado.

Ao estender a mão me deparei com um abraço de Zé Roberto, e disfarcei o constrangimento.

Fiz uma única matéria com o jogador, no Pequeninos do Jóquei, onde Zé deu os primeiros chutes de destaque.

Eu não me lembrava disso, mas ele não se esqueceu.

Em que pese tamanho receio com a pompa dos jogadores milionários, a falta de humildade, neste caso, estava na minha cabeça.

Besteira também fiz ao comentar o encontro matutino com o pessoal do Atlético, pois eles já haviam estado juntos no almoço.

Bacana, oxalá todos se ajudassem assim.

Quando essas linhas ganharem vida eu ainda seguirei cheio de dúvidas.

Não sei se a Europa faz bem ou se as falsas impressões bloqueiam a gente.

Talvez o comportamento defensivo, paradoxal e ao mesmo tempo típico da idolatria, nos prive de momentos fantásticos, de puro intercâmbio.

Ou ainda pode ser a simples vontade de falar o próprio idioma, aqui fora.

Quiçá um pouco de tudo.

Fato é que eu me senti muito bem com os seis brasileiros e senti reciprocidade em todos.

E o Zé Roberto, que vem da Alemanha, gosta muito do Cleber Santana, que por sua vez mora na Espanha assim como o conselheiro Luis Pereira, mas que é 32 anos mais novo do que o craque de antigamente.

É ou não é confuso?!

Talvez tanto quanto a distância que aproxima.

Por Juca Kfouri às 01h08

Quase deu para o Santos

O Chivas deu impressão que golearia o Santos em Guadalajara.

Pressionou desde o começo, os brasileiros sentiram e tomaram 2 a 0 ainda antes dos primeiros 35 minutos.

Mas Kléber Pereira fez um gol providencial aos 38 e o Santos foi ainda vivo para o vestiário.

Só que nem bem o segundo tempo começou e o Chivas fez 3 a 1.

Menos mal que, de falta, o outro Kléber diminui.

E o jogo ficou equilibrado, tanto podendo ver o empate quanto o quarto gol local.

Não aconteceu nem uma coisa nem outra.

Mas o Santos está vivíssimo na competição.

Bastará vencer o Cúcuta na Vila para se classificar.

Por Juca Kfouri às 23h41

Graaaaaaaaaaande Mengão!!!

O menos provável aconteceu e ainda bem: o Flamengo ganhou, com folgas, do Cienciano na altitude de Cuzco, gols de Renato Augusto, no começo do segundo tempo, de Toró, mais para o fim e de Juan, bem no fim, de falta: 3 a 0.

Depois de ter vencido no seu Maracanã com muita dificuldade (2 a 1) e graças a um árbitro que evitou o empate peruano, eis que, em Cuzco, o Flamengo soube administrar a falta de ar.

Cozinhou os peruanos no primeiro tempo e, exatamente no segundo, quando, teoricamente, as coisas se complicariam, ganhou o jogo.

O Mengo teve em Bruno uma peça importante em pelo menos duas grandes defesas, viu Souza fazer grande jogada no primeiro gol e Ibson fazer outra no segundo, além de ter tido a sorte de ver o Cienciano ficar reduzido a 10 jogadores aos 17 do segundo tempo.

O Flamengo está nas oitavas.

E com autoridade. 

Por Juca Kfouri às 23h40

09/04/2008

Grêmio fora das oitavas da Copa do Brasil

O Galo goleou o Nacional, de Manaus, 4 a 1, e pegará o Náutico pelas oitavas-de-final da Copa do Brasil.

O Botafogo fez os 2 a 0 que precisava diante do River, de Teresina, e enfrentará a Portuguesa.

O Corinthians alagoano enfiou 4 a 1 no Paranavaí e terá o Juventude pela frente.

O São Caetano, em Curitiba, segurou, mesmo com dois jogadores a menos, o 0 a 0 e eliminou o Coritiba.

E enfrentará o Atlético Goianiense, que acaba de eliminar o Grêmio no Olímpico, 2 a 1 para os gaúchos no tempo normal, mesmo resultado no Serra Dourada para os goianos, que venceram nos pênaltis(0h09).

Celso Roth deve cair e o estádio xingou Paulo Pelaipe a plenos pulmões.

E o Sport goleou o Brasiliense, 4 a 1, e duelará com o Palmeiras.

 

Por Juca Kfouri às 22h38

Imperdoável, Flu

O Fluminense acaba de ser derrotado por 2 a 0 pelo Arsenal, em Sarandi.

Perdeu assim sua invencibilidade na Libertadores e jogou fora a possibilidade de ser o primeiro na classificação geral, o que lhe garantiria

jogar sempre em casa a partida de volta.

O jogo teve um nível abaixo da crítica, de dar sono, e não autoriza otimismo da torcida tricolor nem mesmo para o jogo de sábado contra o Vasco, pelas semifinais da Taça Rio.

Os dois gols saíram no segundo tempo, Thiago Neves ainda foi expulso e o time argentino jogou com seus reservas.

Pode, Flu?

Por Juca Kfouri às 21h24

'O fim da era Mustafá'

Estava tudo encaminhado para o segundo jogo ser no estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto.

Aí, o São Paulo exigiu mundos e fundos a tal ponto que, imagine, Marco Polo del Nero, o presidente da FPF, se enervou e resolveu, colérico:

"Pronto, vai ser no Palestra Itália!".

A decisão caiu tão bem em Parque Antarctica que imediatamente houve o aumento da procura de títulos de sócios do clube e já há quem diga que, enfim, "acabou a era Mustafá".

Tudo porque desde que o desastrado cartola abriu mão da vaga alviverde em favor do Vasco no primeiro Mundial de Clubes da Fifa, em 2000, no Brasil, o Palmeiras vinha se apequenando, coisa que a vitória no braço de ferro com o São Paulo e a FPF parece ter enterrado.

Tomara mesmo.

Por Juca Kfouri às 19h43

Como estava previsto: Barça x Manchester United

Como era previsível, Barcelona e Manchester United farão a outra semifinal da Liga dos Campeões.

Os espanhóis ganharam do Schalke 04 por 1 a 0 e os ingleses derrotaram a Roma pelo mesmo placar, gol de Carlitos Tevez.

O curioso é que em ambos os primeiros tempos, quem estava pior no jogo ou marcou (caso do Barça) ou quase (caso da Roma, que perdeu um pênalti).

Mas no fim prevaleceu a lógica.

Por Juca Kfouri às 17h37

Palestra Itália ganha a guerra

A Polícia Militar considerou que tanto o Palestra Itália quanto os estádios de Ribeirão e Rio Preto têm condições de receber o jogo entre Palmeiras e São Paulo.

E acaba de ser batido o martelo: o segundo jogo das semifinais do Campeonato Paulista será na casa do Palmeiras, o Palestra Itália.

Nada mais justo.

FALTOU DIZER: PEÇO DESCULPAS AOS DIRIGENTES DO PALMEIRAS, PORQUE JURAVA QUE ELES ESTAVAM APENAS FAZENDO JOGO DE CENA.

E ESPERO COERÊNCIA CASO HAJA UMA DECISÃO CONTRA O GUARATINGUETÁ COM DIREITO A MANDAR O SEGUNDO JOGO EM GUARÁ.

Por Juca Kfouri às 17h06

Está no 'Observatório da Imprensa'

JORNALISMO ESPORTIVO

Ambição governamental, Olimpíadas e Copa de 2014

Por Fabiano Angélico em 8/4/2008

Caderno especial da Folha de S.Paulo sobre os Jogos Olímpicos publicado no domingo (6/4) estampa um montante na capa: R$ 1.192.976.259,27. Essa é quantia que o governo federal e suas empresas investiram desde 2005 no esporte de alto rendimento, informa o texto de abertura do especial. O caderno não traz dados sobre previsão de desembolso nos próximos anos, embora indique que os valores deverão ser ainda maiores.

Uma outra matéria do mesmo jornal, publicada, sem destaque, em 18 de março, já mencionava os investimentos estatais, embora o texto focasse na questão das metas estabelecidas pelo governo para as conquistas olímpicas do Brasil. "Governo contraria COB e traça metas" era o título de matéria da Folha sobre plano elaborado pelo Ministério do Esporte que, entre outras coisas, busca melhorar a performance brasileira nos próximos Jogos Olímpicos.

Na reportagem, lê-se que o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) tem a "tradição" de "não realizar projeções". O jornal também nos conta que, ao ser consultado sobre o plano do governo, o COB afirmou que o importante é "dar suporte" aos atletas, "independentemente do número de medalhas". O Comitê diz ainda, sempre segundo a Folha, que "desconhece os critérios, as argumentações e a projeção do ministério".

Diante de tão pouca sinergia (para usar um termo em moda) entre os dois entes, é surpreendente ler, na seqüência da matéria, que é exatamente o COB o órgão que receberá dinheiro público para implementar as ações com as quais se pretende alcançar a meta do governo.

Os repasses governamentais previstos para os próximos anos, porém, não são mencionados no texto, embora o montante repassado entre 2001 e 2006 (quase R$ 400 milhões) esteja na matéria.

O fio da meada

A reportagem de 18/3 e o caderno especial de 6/4 da Folha trazem a ponta do fio. Os jornalistas esportivos têm agora uma grande pauta em mãos. Cabe ao nosso jornalismo esportivo a tarefa de desenrolar o resto da história: quanto será repassado ao COB nos próximos anos? De que forma? Quem fiscalizará o uso dessa montanha de dinheiro? De que forma se dará este monitoramento? Seria importante que os jornais começassem a preparar seus profissionais para o acompanhamento desses gastos.

Assim, quando um Diogo Silva (lutador de taekwondo, ouro no Pan-2007) disser que falta apoio, a declaração não pegará a imprensa desprevenida. E quando um atleta ou uma equipe obtiver êxitos, as conquistas poderão ser melhor compreendidas se os jornais tiverem noticiado que as verbas para o apoio àquele esporte de fato chegaram aos esportistas e não ficaram pelo caminho.

Uma pequena contribuição para a pauta: estudo do NAO (o "Tribunal de Contas da União" na Inglaterra) divulgado em março aponta os riscos de um plano similar, desenvolvido pelo governo inglês, que estabeleceu como meta para a delegação da Grã-Bretanha terminar em quarto lugar nas Olimpíadas de 2012, em Londres.

Lá, como cá, na ambição de fazer bonito em grandes eventos esportivos, o governo vai repassar verbas para um ente não-governamental.

Enfim, os jornalistas esportivos, que sempre carregaram a fama, às vezes injusta, de fazer matérias "menos importantes", têm a oportunidade de dar uma bela contribuição à sociedade brasileira e, de tabela, faturar cobiçados prêmios de jornalismo. De quebra, ainda, treinam o olhar para a grande pauta dos próximos anos: a preparação à Copa de 2014.

Coordenador de projetos da Transparência Brasil

http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=480FDS005

 

 

Por Juca Kfouri às 12h41

Nem de roxo nem de branco e preto

A direção corintiana anuncia que o time não usará a camisa roxa nos clássicos.

Faz bem, porque não teria mesmo nenhum sentido um Corinthians de roxo contra um Palmeiras de limão.

Mas faltou a cartolagem falar a verdade inteira: o Corinthians não disputará mais nenhum clássico neste ano, exceção feita à remotíssima possiblidade de ainda enfrentar o Palmeiras na Copa do Brasil. 

Por Juca Kfouri às 02h04

Dureza para Flamengo e Santos hoje na Libertadores

Flamengo e Santos jogam hoje pela Libertadores, às 21h50, fora de casa.

O Santos em Guadalajara, por um empate diante do Chivas para se garantir na próxima fase.

Uma derrota, no entanto, pode tornar sua vida mais difícil na última rodada, obrigado a vencer o Cúcuta, na Vila Belmiro.

E o Chivas é um adversário de respeito.

Muito pior é a situação do Flamengo, na altitude de Cuzco, diante do Cienciano, com sangue nos olhos segundo a imprensa peruana.

Tudo porque a cartolagem rubro-negra garganteou que não jogaria na altitude, mas, na hora agá, enfiou o rabo entre as pernas e viajou para a histórica cidade andina.

E se perder, como é provável, conforme for a diferença de gols, pode ser obrigado a dar uma goleada histórica no fraco Coronel Bolognesi na última rodada.

Finalmente, ainda hoje, mas às 19h30, o Fluminense, já classificado, enfrenta o Arsenal da Argentina, em Sarandi.

Último campeão da Copa Sul-Americana, o Arsenal acabou por ser a maior decepção desta Libertadores, goleado por meia dúzia de gols tanto pelo Flu quanto pela LDU.

Por Juca Kfouri às 01h43

08/04/2008

O sonho turco/brasileiro acabou

O sonho durou pouco.

Nem bem eram decorridos 3 minutos em Londres e Ballack, de cabeça, fez o gol que garantia o Chelsea nas semifinais da Liga dos Campeões.

O Fenerbahce nem reagir conseguia e limitou-se, em todo o primeiro tempo, a uma cabeçada perigosa, rente ao poste, de Lugano.

No segundo tempo foi ainda menos perigoso.

Só chutou a primeira bola a gol aos 81 e quase empatou, com o goleiro Hilario, o terceiro goleiro do clube inglês, tendo de fazer ótima defesa.

Cinco minutos depois, no entanto, Essien, em jogada faltosa, cruzou da direita para Lampard ampliar.

O 2 a 0 nem era justo, mas o 1 a 0, que bastava, era.

Enquanto isso, em Liverpool, o Arsenal fez 1 a 0, tomou a virada do Liverpool, empatou 2 a 2, mas teve um pênalti marcado contra si em seguida, o que decretou a vitória do time da terra dos Beatles por 3 a 2.

O Liverpool, no fim, ainda fez 4 a 2.

Chelsea e Liverpool, portanto, farão uma semifinal.

A outra, tudo indica, será entre Barcelona e Manchester United, que jogam amanhã.

O time catalão pelo empate, em casa, contra o Schalke 04 e o inglês podendo até perder, também em casa, para o Roma, a quem venceu na capital italiana por 2 a 0.

Por Juca Kfouri às 17h38

É hora de o Palmeiras mostrar que não está jogando para a platéia

Se é mesmo sincera a intenção do Palmeiras em dispensar a bilheteria do Morumbi no segundo jogo diante do São Paulo, a oportunidade de criar um belo caso está dada: segundo o artigo 15 do Estatuto do Torcedor, só os clubes podem ter mando de campo, jamais uma entidade dirigente, justamente para que os mandantes possam ser judicialmente responsabilizados por qualquer problema que haja.

Ora, o Palmeiras deve argumentar que o regulamento da Federação Paulista não pode estar acima da lei e que ele, Palmeiras, não aceita ter de jogar num estádio determinado pela federação onde não tem como exercer plenamente os seus direitos e, principalmente, os seus deveres de mandante, ainda mais em se tratando do Morumbi, a casa do rival.

Ou faz isso ou se cala para sempre e topa jogar onde faturará mais que em qualquer outro estádio.

Por Juca Kfouri às 02h36

07/04/2008

Cumpra-se

Regulamentos foram feitos para ser cumpridos.

Se todos assinaram que o mando das finais é da FPF, reclamar agora é demagogia, jogar para a torcida.

Por mais que cada clube deveria ter o direito de escolher onde mandar seu jogo, é óbvio.

Do mesmo modo em relação aos cartões amarelos.

Se o regulamento manda mantê-los de uma fase para outra, com o que este blogueiro também não concorda, deve ser obedecido.

E ponto final.

O resto é blablablá de quem não tem o que fazer.

Em tempo e aos são paulinos revoltados com a nota sobre as mentiras do Morumbi:

o São Paulo FC tem todo o direito de manter entre quatro paredes as suas crises, por mais que o clube seja da sua torcida, entidade privada de interesse público.

Mas não pode mentir.

Uma coisa é anunciar as medidas que tomou e dizer que mais não dirá.

Outra é mentir ao não vincular Fábio Santos e Carlos Alberto.

Porque quando a imprensa descobre que foi enganada, naturalmente, faz uma barulheira em torno da descoberta.

E os narizes crescem.

 

Por Juca Kfouri às 14h24

E o Ipatinga que se dane...

Por BRUNO SILVA QUIRINO

Não me surpreendeu a reação da torcida mineira com a queda do Ipatinga.

Atleticanos e cruzeirenses com quem conversei eram só sorrisos.

Creio que houve uma onda energética pró-Villa Nova ontem, a partir das 16 horas.

Todo mundo, à óbvia exceção dos torcedores do Ipatinga, torceu pelo Villa.

E o Villa venceu, derrubando para o Módulo 2 do Campeonato Mineiro o mais novo integrante da Série A do Campeonato Brasileiro.

Parece sem lógica.

Igualmente sem lógica poderia parecer esta torcida contra o time do vale do aço.

Mas a explicação não é difícil: na verdade, os mineiros torceram contra Itair Machado.

Melhor dizendo, torceram contra a arrogância, contra a empáfia, contra a postura agressiva do jovem dirigente do jovem clube.

O Ipatinga tem tudo para ser o segundo clube do coração dos mineiros.

Tem tudo para unir, em torno de si, o apoio do branco, preto e azul.

Porém, o Ipatinga tem a atitude retrógrada do seu presidente.

Em que pese os méritos de ter levado um clube de 10 anos de idade à elite do futebol brasileiro, Itair Machado age como se fosse o dono do pedaço.

Agride instituições como o Atlético e o América.

Esquece que o Ipatinga está começando a engatinhar e sobe num pedastal que não lhe cabe.

Isto sem falar na ainda mal contada história da oferta de dinheiro para jogadores do Villa Nova entregarem o jogo.

Talvez isto venha da convivência com o parceiro Zezé Perrela. Talvez. Ou talvez seja algo próprio do Itair.

Itair Machado precisa mudar.

Precisa mudar para conquistar Minas Gerais e, assim, transformar o Ipatinga num clube querido.

A manter tal forma de trabalhar, só vai conseguir unir a raiva e a torcida negativa.

Por Juca Kfouri às 12h54

Um Morumbi de mentiras

O São Paulo, como fazem todos os clubes, está mentindo sobre o que houve com Fábio Santos e com Carlos Alberto.

Transparência zero.

Os novos detalhes da briga entre Fábio Santos e Carlos Alberto, que estão no blog de André Kfouri   falam por si mesmos, como você pode verificar aqui http://www.lancenet.com.br/blogs_colunistas/akfouri/.

Curiosamente, desde que se abastardou no episódio da taça de bolinhas, cada vez mais o São Paulo fica parecido com todos os outros clubes.

Por Juca Kfouri às 01h16

E então, quem fez pior negócio?

No dia 18 de janeiro passado este blog perguntou quem tinha feito pior negócio: o Fluminense com Gustavo Nery, o São Paulo com Carlos Alberto, o Grêmio com Roger ou o Palmeiras com Léo Lima.

Então, 28,76% de 2.340 blogueiros apontaram Gustavo Nery. E os fatos demonstram que estavam certos.

A seguir veio Roger, com 27,26%, adiante de Carlos Alberto com 22,26%.

Embora Roger tenha sido uma decepção no jogo que eliminou o Grêmio do Campeonato Gaúcho, certamente Carlos Alberto deve mais ao São Paulo que ele ao tricolor gaúcho.

E finalmente, 21,71% apontaram Léo Lima.

Aí, é obrigatório dizer que se por um lado os blogueiros foram bem por terem acreditado mais nele do que nos outros três, por outro, o blog errou, porque até aqui sua contratação foi um bom negócio do Palmeiras, uma aposta que Vanderlei Luxemburgo está ganhando.

Por Juca Kfouri às 00h59

06/04/2008

Campeonatos estaduais em clima de semifinais

Definidas as semifinais nos principais campeonatos estaduais do país.

Começando pelo Rio Grande do Sul, Inter de Santa Maria e Juventude farão uma semifinal e Inter e Caxias farão a outra.

No Paraná, Coritiba e Paraná Clube se enfrentam, assim como Atlético e Toledo.

Em São Paulo, Guaratinguetá e Ponte Preta estão de um lado e Palmeiras e São Paulo do outro.

Em Minas, Cruzeiro e Ituiutaba e Tupi e Atlético.

E, no Rio, nas semifinais ainda da Taça Rio, Fluminense e Vasco jogam no sábado e Botafogo e Flamengo no domingo.

No Rio Grande do Sul, os Inter, de Porto Alegre e de Santa Maria, têm vantagem.

No Paraná, a vantagem é da dupla Atle-Tiba.

Em São Paulo, Guaratinguetá e Palmeiras jogam pela igualdade.

E em Minas, Cruzeiro e Tupi têm a vantagem.

No Rio, como as semifinais são num jogo só, se houver empate nos 90 minutos os finalistas são apontados em cobranças de pênaltis.

Na Bahia começou o quadrangular final, com empate entre Vitória da Conquista e Bahia e com vitória do Vitória sobre o Itabuna.

A dupla Ba-Vi jogou fora de casa na primeira rodada.

Finalmente, em Pernambuco, o Sport segue firme na liderança do segundo turno e pode se consagrar como tricampeão sem precisar disputar mais nada, porque já ganhou o primeiro turno.

Por Juca Kfouri às 20h29

Que vexame, Ipatinga!

Na Primeira Divisão nacional, o Ipatinga caiu para a Segunda Divisão mineira.

Prova da artificialidade de sua equipe, que mistura patrocínio público com um cartola que repete os mesmos vícios do velho futebol brasileiro.

Por Juca Kfouri às 18h31

Que vergonha, Grêmio!

Foi só o Grêmio perder a invencibilidade em 2008, para o Atlético Goianiense, pela Copa do Brasil, no meio da semana, para acontecer o pior em seguida: a derrota de hoje, no Olímpico, para o Juventude (2 a 3), quando podia empatar, tira o tricolor das semifinais do Campeonato Gaúcho.

O domingo 6 de abril foi daqueles para Mosqueteiro algum sair da cama...

Por Juca Kfouri às 18h28

Justiça, e vexame, em São Paulo

Sem suspense não teria a menor graça.

Sem sofrimento também não.

Cerca de 10.300 blogueiros opinaram sobre e classificação do Corinthians, com 55% acreditando que não aconteceria e acertando na mosca.

E quando os jogos começaram em São Paulo, rigorosamente às quatro em ponto da tarde, deu a sensação de que não haveria nem uma coisa nem outra.

Porque o Corinthians mandava no jogo em Bauru e o Santos, logo aos 10 minutos, com o artilheiro Kléber Pereira, fazia 1 a 0 na Ponte Preta.

Mas é claro que a vida corintiana não poderia ser fácil.

Nunca foi, por que agora seria diferente?

E com sua conhecida incompetência ofensiva, o time de Mano Menezes dominava o Noroeste, mas pouco ameaçava.

E no primeiro chute a gol da equipe de Bauru, Edno, aos 30, abriu o marcador.

Como miséria pouca é bobagem, na Vila Belmiro, aos 34, Luís Ricardo empatou para a Ponte.

E no Morumbi, acontecia o previsível, com Adriano abrindo o placar, aos 39, de cabeça, para variar, e Rogério Ceni ampliando de pênalti, aos 45, depois de ter visto o goleiro do Juventus defender a primeira cobrança e o árbitro, equivocadamente, ter mandado voltar.

(Pior fez o árbitro no fim do jogo, que em vez de marcar pênalti em Borges, deu-lhe um cartão por simulação, o que simplesmente o tira do primeiro jogo das semifinais).

Menos mal, para o Corinthians, que André Santos, em cobrança de falta, empatou o jogo, em falha do veterano goleiro Fabiano, aos 43.

Já o Guaratinguetá ia ganhando do Ituano, em Itu, 1 a 0 e garantia a liderança, o que fazia do 0 a 0 entre Palmeiras e Barueri, em Barueri, um mero amistoso.

Quando os segundos tempos começaram, e com estes o sofrimento dos corintianos, tudo o que eles (nós...) queríamos era mais nenhum gol na Vila, nem em Itu e apenas mais um alvinegro em Bauru.

O Corinthians se classificaria e pegaria o Guaratinguetá nas semifinais, enquanto Palmeiras e São Paulo, muito mais fortes, se matariam.

Porque, logo de cara, Léo Lima tinha posto o Palmeiras na frente em Barueri e São Marcos havia defendido um pênalti que poderia valer o empate.

Já Alex Mineiro não perdeu o que lhe coube e fez 2 a 0 para o Palmeiras.

O Corinthians tratou de sufocar o Noroeste e, acredite, Bóvio não jogava mal.

Os escanteios se sucediam.

Mas os gols só saiam longe dali, como o de Borges, o terceiro do São Paulo, no Morumbi.

E na Vila, fatal para o Corinthians, mais um da Ponte Preta, em cobrança de falta, com Renato, em falha do goleirinho Douglas, que estreava.

Até o Juventus diminuia diante do São Paulo, para 3 a 1, e, em Bauru, nada.

E, em Itu, o Ituano empatava diante do Guará, o que levava o Verdão à liderança e fazia com que as semifinais ficassem entre Palmeiras e Ponte e Guará e São Paulo.

E dava um certo consolo ao corintiano mais consciente: já imaginou pegar o Palmeiras na semifinal?

Aos 29, no entanto, a angústia corintiana, contraditoriamente, aumentou, porque André Santos cruzou para Finazzi virar o jogo: 2 a 1.

A Vila Belmiro passou a ser o campo do Corinthians.

Por pouquíssimo tempo, porque Edylton empatou sem demora, aos 31, para o Noroeste, num gol espírita.

Em seguida, Fabiano fez grande defesa em Bauru em chute de André Santos e o goleiro Aranha, da Ponte, fez milagre em Santos.

E o Guará fazia 2 a 1 no Ituano, para acabar até com o consolo do corintiano mais racional, menos apaixonado, se é que isso existe.

Verdade seja dita, no entanto, que acabaram por se classificar os quatro que mais mereciam.

Prova disso, por sinal, foi o terceiro gol do Noroeste, com Leandrinho, aos 42.

E o do empate santista, com Renatinho, aos 45, que classicaria o Corinthians se vencesse em Bauru.

Quem também fez três foi o Palmeiras, com Diego Souza, de cabeça, 3 a 0 no Barueri.

E o Guarani livrou-se do rebaixamento, ao menos.

Caíram o Juventus, o Sertãozinho, o Rio Preto e o Rio Claro.

Vexames quase tão grandes como o novo vexame corintiano.  

Por Juca Kfouri às 17h52

Olha o Afonso aí, gente!

Do UOL Esporte

 
O atacante brasileiro Afonso Alves apareceu no caminho do Manchester United, líder do Campeonato Inglês.
 
Alves marcou dois gols no empate por 2 a 2 entre os Diabos Vermelhos e o Middlesbrough, neste domingo, no estádio Riverside.
 
O empate faz a diferença do Manchester sobre o Chelsea diminuir para três pontos (77 a 74).

Por Juca Kfouri às 11h48

Reformatório reprovado

Leio no blog do André Kfouri (http://www.lancenet.com.br/blogs_colunistas/akfouri/) que Fábio Santos abandonou a concentração do São Paulo na sexta-feira à noite e está suspenso pelo clube por 29 dias.

Ele que forma o trio de bad boys do tricolor, com contrato de apenas seis meses, para jogar a Libertadores.

Carlos Alberto, por sinal, também aprontou ao se atrasar para o treino de sexa-feira (e não do sábado, como aqui escrito anteriormente) e está fora do jogo de amanhã contra o Juventus.

Sobra Adriano, que já deu problemas em número suficiente, mas, ao menos, tem resolvido.

O que está mais que claro é o São Paulo exagerou e passou dos limites ao se julgar melhor do que é.

Uma coisa é recuperar o joelho de fulano ou de beltrano.

Outra é recuperar cabeças.

Como reformatório, o Reffis fracassou.

Por Juca Kfouri às 23h25

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico