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Saiba quem é Juca Kfouri
Um majestoso adeus

Por ROBERTO VIEIRA

... carta publicada esta semana nos jornais de Campinas

'Querem me dizer adeus.

Vivem aos cochichos pelos cantos. Pelas salas. Pelas noites.

Têm medo de me ver sofrer.

Pois é triste dizer adeus a quem se ama. Mas, insisto: Querem me dizer adeus!

Amanhã serei saudade, uma nota no rodapé dos livros.

Uma citação.

Estou velho. Sou de um tempo em que se construíam sonhos com as próprias mãos.

Hoje chamam a Odebrecht. Será parente do Bertold?

O Bertold sempre me dizia que não basta ter sido bom quando se deixa o mundo.

É preciso ter deixado o mundo melhor.

E eu, modéstia à parte, deixei.

São quase sessenta anos de um casamento feliz. Outros possuem brincos de ouro.

Eu possuo bodas de diamante.

Mas, se o adeus for melhor para a Ponte Preta, fico feliz. Dever cumprido.

Quando nasci, eu era o Majestoso. Maior que eu apenas o Januário e o Pacaembu.

Eu vi a Ponte crescendo. Ganhando, perdendo, sonhando, sofrendo.

Eu vi Dicá, vi Carlos, Polozzi, Oscar.

E eu acompanhei na distância os três jogos das finais de 1977. Silencioso. Facundo.

Vice.

Não sabem se me vendem, ou se me entregam para ser vendido.

Embora não goste de me sentir um objeto, um escravo, um bem material, de nada adiantariam meus protestos.

Para muitos sou apenas cimento e tijolo. E business.

Que me vendam!

Mas todo mundo tem direito a um último desejo. E eu sou como todo mundo.

Peço aos meninos da Ponte. Ponte a quem eu amo sobre todas as coisas desse mundo.

Eu quero ser campeão paulista de 2008!

Eu quero ser campeão pela primeira e última vez na minha história.

Depois, podem ir de mala e cuia para o Jardim Eulina...

M. Lucarelli



Escrito por Juca Kfouri às 12h27
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Pisada na bola

É forte a revolta de torcedores do Palmeiras contra a decisão da direção do clube em entregar toda a carga de ingressos para o jogo de domingo nas mãos das torcidas ditas organizadas.

Antimarketing maior, de fato, impossível.

Em abril ou em dezembro...



Escrito por Juca Kfouri às 17h02
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Em seis jogos, nove campeões brasileiros em ação

As finais dos campeonatos estaduais dos cinco estados que já tiveram campeões brasileiros começam neste domingo, sempre às 16h.

No Rio Grande do Sul, no Paraná, em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.

Na Bahia, que também teve campeão brasileiro, começa o segundo turno da fase final, e com Ba-Vi, em Feira de Santana.

Uma vitória do Bahia, que foi campeão brasileiro em 1988, praticamente vale o título de 2008.

Em Caxias do Sul, o Juventude recebe o tricampeão brasileiro Inter, em alto astral.

Em Curitiba, no Couto Pereira, tem Atletiba, ambos campeões brasileiros uma vez cada um.

Como em Campinas tem Ponte Preta contra o tetracampeão Palmeiras.

E no Rio tem o pentacampeão Flamengo contra o campeão de 1995, o Botafogo.

Finalmente, em Belo Horizonte, Cruzeiro e Galo, também campeões uma vez cada um, prometem lotar o Mineirão.

E este que vos fala promete, desta vez, não palpitar, porque decisão de campeonato é coisa muita séria...

Comentário para o Jornal da CBN desta sexta-feira, 25 de abril de 2008.

http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/comentarios/jucakfouri.asp



Escrito por Juca Kfouri às 00h51
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Leão pára o Verdão

O jogo nem bem tinha começado e Carlinhos Bala exigiu um milagre de São Marcos no Palestra Itália.

Sinal de que o Sport não respeitaria o Palmeiras?

Nada disso.

Porque depois o Sport foi muito mais marcação do que ataque.

Marcação eficiente, diga-se, mesmo que, é claro, o poderio técnico alviverde tenha proporcionado algumas boas chances, todas bem evitadas pelo goleiro Magrão.

Com mais de 16 mil pagantes, no entanto, o 0 a 0 preocupava o Parque Antarctica, porque o jogo de volta, na Ilha do Retiro, promete ser dureza.

Incompreensível, apenas, o fato de Denílson ter entrado como titular e jogado mais de uma hora, sem fazer rigorosamente nada de útill, até ser substituído por Lenny.

Ruim para o Palmeiras, também, foi Léo Lima ter se machucado, aparentemente com alguma gravidade, sinal de problema para os próximos jogos diante da Ponte Preta e do próprio Sport.

Sport que, agora, está  mais perto de ser o adversário do Inter, coisa que Abel Braga prefere evitar, "porque se o adversário for o Palmeiras as responsabilidades são divididas, ao passo que contra o Sport, um adversário duríssimo, dirão que temos a obrigação de vencer".

Seja como for, o Palmeiras jogará por qualquer empate com gols no Recife, gols que não sairam em São Paulo num 0 a 0 que acabou justo.

Mas, é bom lembrar, o Sport já é tricampeão pernambucano e Nelsinho Batista terá uma semana para preparar seu time para a decisão, enquanto o Palmeiras de Vanderlei Luxemburgo tem a Ponte em Campinas no domingo.

A arbitragem, do carioca Djalma Beltrame, foi simplesmente quase perfeita, coisa rara.



Escrito por Juca Kfouri às 23h22
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Fogão é favorito

Com pouco mais de mil opiniões, 62% dos blogueiros acham que domingo, no Maracanã, na primeira partida da final do campeonato estadual dará...Botafogo!

Escrito por Juca Kfouri às 19h41
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O choro paranista

Pode um time levar uma goleada de 5 a 1 e sair reclamando da arbitragem?

Pode.

Primeiramente porque o choro é livre.

Em segundo lugar porque há mesmo goleadas que se explicam por erros de arbitragem.

E houve, de fato, erros graves cometidos pelo péssimo Wagner Tardelli no jogo em que o Inter enfiou 5 a 1 no Paraná Clube e o eliminou da Copa do Brasil.

Mas o time paranista precisa não exagerar nos protestos, embora seja compreensível a busca de um bode expiatório depois de estar com a vantagem de 3 a 0 no placar agregado e entregar a rapadura.

O Paraná Clube há de considerar que o Inter perdeu um jogador num lance assustador logo no começo do jogo.

A queda de Jonas traumatizou os colorados a tal ponto que, em seguida, sofreram o gol do tricolor.

Mas empataram em seguida, legalmente, com Andrezinho.

Aí houve a corretíssima expulsão de Ângelo, em entrada por trás, criminosa, embora tenha havido, também, um pênalti não marcado sobre o paranista Everton, que poderia ser o gol do 2 a 1.

E o Inter virou com Índio, em gol também normal.

Em seguida, por desentendimento, mais duas expulsões corretas, uma de cada lado, Sidnei, do Inter, e Joelson.

Sim, melhor para o Inter, 10 contra 9, mais espaço ainda para buscar o resultado.

Mas, até aí, Tardelli só tinha errado uma vez, no pênalti não marcado.

Como errou a segunda ao não dar um pênalti em Nilmar que poderia ser o do terceiro gol.

E ao não expulsar Magrão, no fim do primeiro tempo, por jogada violenta.

Faça as contas: dois erros graves contra o Paraná Clube (pênalti em Everton e não expulsão do Magrão) e um erro grave contra o Inter (pênalti em Nilmar).

Verdade que exatamente Magrão viria a fazer o quarto gol, o da classificação, gol legal, como o terceiro, de Andrezinho, e o quinto, este fruto de outro pênalti claro em Nilmar e convertido por Fernandão.

Mas o fato é que não houve nada de errado no segundo tempo.

Tardelli é, de fato, ruim, mas errou para os dois lados, mais contra os visitantes, é certo, não a ponto, no entanto, de ser o responsável pela goleada.



Escrito por Juca Kfouri às 14h53
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A dor de Robinho

Por GUSTAVO VILLANI, de Madrid

Robinho sofre de pubalgia.

E poucos sabem.

A inflamação gera desconforto nos movimentos do chute, além de descompensar a força nas pernas do atleta.

Longe de ser o melhor jogador do mundo como prometeu, o camisa 10 está inseguro e apreensivo.

Por isso se cala.

Com contrato até 2010, o jogador quer antecipar a renovação e melhorar as finanças.

Robinho está apreensivo.

Há mais de dois meses nem sai pela porta da frente do centro de treinamento em Valdebebas para evitar os jornalistas.

Publicam que ele pula uma janela que dá acesso direto ao estacionamento.

Ele não confirma, mas ri.

Por telefone mantém a alegria habitual, mas pouco fala.

Monossilábico, diz que não quer dar entrevista antes do fim do campeonato.

O contexto é complicado.

Sem as melhores condições físicas, toda habilidade fica comprometida.

Ansioso por saber se ficará no clube, não tem a concentraçaõ necessária para trabalhar.

Robinho ganha dois milhões de euros por ano.

Longe dos mais de seis milhões livres de impostos do capitao Raúl, por exemplo.

O brasileiro quer mais, de preferência em Madri, pois adora a cidade e os amigos.

Desconfio da vontade dos dirigentes quanto à permanência do brasileiro.

Acho que se oferecerem um bom dinheiro, menos até do que os 30 milhões de dólares pagos ao Santos, o Real Madrid liberará Robinho.

O empresário do atacante negociará a renovação tendo em vista a possibilidade de romper o contrato de maneira unilateral.

Segundo o artículo 17 do regulamento de transferências da FIFA, o atleta com menos de 28 anos que já tenha cumprido ao menos três temporadas do compromisso vigente pode ser negociado, desde que um outro clube interessado pague o valor dos salários restantes ao clube que detém os direitos federativos do atleta.

É o caso de Ronaldinho, em Barcelona, e Robinho no Real Madrid. Por quatro milhões de euros o brasileiro pode sair da capital.

Cabe ainda nesta história a Seleção Brasileira. Robinho, até aqui, é forte candidato a disputar e arrebentar na Olimpíada de Pequim.

É sabido que o jogador joga melhor pelo Brasil do que pelo time espanhol.

Isso, se o púbis deixar.

Se a confiança nos dribles voltar.

Se o Real Madrid autorizar.

E se o Dunga quiser...



Escrito por Juca Kfouri às 14h17
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Cinco brasileiros e cinco argentinos entre os 16 finalistas da Libertadores

O Brasil tinha cinco representantes na primeira fase da Libertadores.

Continua com todos eles nas oitavas-de-final.

A Argentina tinha seis representantes na primeira fase da Libertadores.

Perdeu um, o Arsenal de Sarandi, mas também classificou cinco.

Nas oitavas, no entanto, teremos apenas um confronto entre Brasil e Argentina, mas um senhor confronto:

o bicampeão Cruzeiro vai enfrentar o hexacampeão Boca Juniors, primeiro jogo na Bombonera, segundo no Mineirão.

Aliás, de todos os brasileiros, só o Santos não acabou como líder de seu grupo, razão pela qual vai enfrentar o Cúcuta, primeiro na Vila Belmiro e depois na Colômbia.

Ao Fluminense, com melhor campanha de todos os 32 times que jogaram a primeira fase, caberá o encardido Atlético Nacional, de Medellin, Colômbia.

Se o Flu for seguindo adiante, sempre jogará a segunda partida no Maracanã.

Ao Flamengo, segunda melhor campanha da Libertadores, restou o América, da Cidade do México.

Também o Flamengo se seguir adiante sempre jogará o segundo jogo no Maracanã, mesmo que tenha o Flu pela frente, por razões óbvias.

Ao São Paulo cabe o Nacional de Montevidéu, e, depois da sofrida vitória de ontem no Morumbi, cabe melhorar e muito o seu futebol para lutar pelo tetracampeonato, como o próprio técnico Muricy Ramalho admite com todas as letras.

Os outros confrontos vão se dar entre os argentinos River Plate e San Lorenzo, entre os argentinos do Lanús e os mexicanos do Atlas e entre os argentinos do Estudiantes e os equatorianos da LDU.

Comentário para o Jornal da CBN desta quinta-feira, 24 de abril de 2008.

http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/comentarios/jucakfouri.asp



Escrito por Juca Kfouri às 00h37
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Inter heróico, Vasco na boa, Galo vivo

O Inter mostrou que é mesmo um dos favoritos a ganhar a Copa do Brasil, ao derrotar o Paraná Clube por 5 a 1, mesmo saindo atrás, com 0 a 3 no placar agregado, porque a equipe paranista fez 1 a 0 no Beira-Rio.

A torcida (mais de 40 mil pessoas) até jogou mais que o time e o gol salvador foi de Magrão, aos 18 do segundo tempo, depois de dois gols de Andrézinho e outro de Índio, todos no primeiro tempo.

Mas, no fim, aos 47, de pênalti cometido em Nilmar, Fernandão ainda fez o quinto gol.

Mesmo desfalcado do ótimo Alex, o Colorado fez história e agora espera para saber quem lhe cabe nas quartas, se Palmeiras ou Sport.

Já imaginou, Inter x Palmeiras?!

O Vasco também seguiu adiante, ao conseguir ótimo empate em Criciúma, depois de estar duas vezes atrás no placar: 2 a 2 com direito a belo gol de Edmundo.

O Vasco espera por Corinthians alagoano ou Juventude.

Em jogo ainda de ida, o Náutico comprovou que é parada duríssima nos Aflitos, e conseguiu vencer o Galo, com gol do estreante Petkovic, por 3 a 2, importantíssimo segundo gol mineiro marcado aos 44, por Danilinho.



Escrito por Juca Kfouri às 23h49
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São Paulo, líder sem brilho

O Atlético Nacional tem um bom time e é corajoso.

O São Paulo está ainda longe do que sua torcida quer e tomou diversos sustos, embora também tenha criado diversas chances de gol, mais na base da vontade do que da organização.

Seja como for, com gol de Alex Silva no fim do primeiro tempo, o tricolor ganhou de 1 a 0, ficou em primeiro no seu grupo e enfrentará o Nacional uruguaio nas oitavas-de-final.

O time de Medellin teve um gol mal anulado, aos 33 do segundo tempo, em falha de Rogério Ceni, o que tiraria do São Paulo o primeiro lugar e o faria enfrentar o Flamengo.

A torcida presente ao Morumbi chegou a vaiar o time, principalmente mais uma má atuação de Richarlyson, mas uma coisa, ao menos, não se pode negar a este time tricolor: a tremenda busca em acertar.

Sim, de fato, é pouco.

Os confrontos brasileiros nas oitavas:

Fluminense x Atlético Nacional, da Colômbia

Flamengo x América, do México

Cruzeiro x Boca Juniors

São Paulo x Nacional, do Uruguai

Cúcuta, da Colômbia x Santos

Só o Santos não tem a vantagem do segundo jogo em casa.

Os outros três confrontos:

River Plate x San Lorenzo, ambos da Argentina

Atlas, do México x Lanús, da Argentina

Estudiantes, da Argentina x LDU, do Equador



Escrito por Juca Kfouri às 23h47
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Graaaaaaaande Corinthians!!!

Depois de eliminar o Atlético Paranaense da Copa do Brasil eis que o Corinthians fez, hoje à tarde, 2 a 0 no Juventude e livrou boa vantagem para o jogo de volta, em Caxias do Sul.

Verdade que o time finalista do Campeonato Gaúcho jogou sem cinco titulares, mas o Corinthians não tem nada a ver com isso.

E segue em sua ótima campanha, como pôde comprovar a torcida que compareceu hoje ao estádio Nelson Peixoto Feijó, em Maceió.

Reinaldo fez os dois gols, um em cada tempo.

Enquanto isso, em São Paulo, na procissão de São Jorge do Corinthians Paulista, a imagem do santo foi ao chão e espatifou-se... 



Escrito por Juca Kfouri às 22h53
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Fla faz festa no fim

O Flamengo não jogava nada bem e parecia que perderia o primeiro lugar do grupo para o Nacional uruguaio.

O Coronel Bolognesi, fechado, não corria grandes riscos.

E já que não dava com ninguém de linha, eis que o goleiro Bruno resolveu bater uma falta, já aos 37 do segundo tempo.

E fez um golaço.

Porta arrombada, Obina, aos 42, fez 2 a 0 e garantiu não só a liderança do grupo, a vantagem do segundo jogo em casa nas oitavas-de-final, como a segunda melhor campanha da Libertadores, inferior apenas à do Flu.

Como um encontro entre Fla e Flu será sempre no Maraca, está tudo ótimo.

Aliás, só o Fla ganhou por dois gols do time peruano.



Escrito por Juca Kfouri às 21h23
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Não, apertado, à interdição do Palestra Itália

Com quase 10.500 opiniões, 51,30% dos frequentadores deste blog acham que o Palestra Itália não deve ser interditado.

 



Escrito por Juca Kfouri às 20h00
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Fogão segue na Copa do Brasil

A Lusa deu mais trabalho do que se imaginava no Engenhão repleto (40 mil torcedores), mas o Botafogo fez por merecer a vitória, 2 a 1, todos os gols num movimentado segundo tempo.

Lúcio Flávio bateu falta como se fosse com a mão e fez 1 a 0, logo aos 3 minutos.

Os paulistas empataram, nove minutos depois, com Christian, depois de uma saída errada do goleiro Renan, resultado que levaria a decisão do jogo para a marca do pênalti.

Mas, Fábio, aos 27, de cabeça, classificou o favorito Glorioso para as quartas-de-final da Copa do Brasil.

O Bota espera por Náutico ou Galo.



Escrito por Juca Kfouri às 19h41
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Pelada na Liga dos Campeões

Por MANOEL SIMÕES 

Caro Juca, 

Ora, pois!

Estava eu de passagem por Barcelona, visitando a sogra, quando decidi comprar entrada pra essa tal Liga dos Campeões.

Iam jogar o afamado Barcelona do meu querido Deco, contra o Manchester do patrício Ronaldo.

Duas equipas portuguesas, com certeza.

Cheguei cá com meu filho, o Manuelzinho, tu lembras? E fomos ocupar nossas cadeiras no Nou Camp.

Um Estádio da Luz menos iluminado.

Cá falam muito de um Kubala, um Romário. Mas basta eu falar o nome de Águas pra me fecharem a cara.

Esperava eu e meu filhinho assistirmos um baita espetáculo. Qual o quê?

Assistimos uma verdadeira pelada, isso sim!

O tal do Messi, coitadinho, tirava o pé das divididas. O Rooney, parecia um inglês com a bola nos pés.

Até o nosso Ronaldo desaprendeu o que aprendeu na Ilha de Madeira, tão pequenino.

Os ingressos custaram-me os olhos da cara. Fiquei centenas de euros mais pobre.

Mas ainda não sinto saudade dos escudos.

Confesso que cochilei em vários momentos. Dei uns bons roncos.

E volto para Lisboa chateado. Jogos como esse  0 a 0 entre Barcelona e Manchester eu assisto toda hora.

Na esquina da minha casa. De graça.

Ah, que saudades que eu tenho do Coluna, do Eusébio.

Não é pra me gabar do passado. Mas hoje, hoje foi dia de pelada na tal Liga dos Campeões.

O Gaúcho lá de vocês faz bem em ir embora.

Um abraço Juca, e apareça pra comer um bacalhau, degustar um Porto, torcer pelo seu Sporting!

Do amigo,

Manuel Simões.



Escrito por Juca Kfouri às 18h48
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Sete jogos e uma dúzia de planos

Cinco jogos dão continuidade à Copa do Brasil nesta quarta e um jogo finaliza a participação brasileira na primeira fase da Libertadores.

Primeiro, o mais importante, o jogo do São Paulo, no Morumbi, contra o Atlético Nacional, da Colômbia, pela Libertadores.

Os brasileiros têm de vencer para não depender do desclassificado Luqueño que enfrenta o Audax, no Paraguai, no mesmo horário.

E têm tudo para isso, além de levar em conta que ficar vivo na Libertadores vale muito mais que sobreviver no Campeonato Paulista.

Pela Copa do Brasil, dois jogos ainda de ida, em busca das quartas-de-final:

Corinthians das Alagoas e Juventude, em Maceió, as 15h15 e Náutico e Galo, nos Aflitos, às 21h50.

O Corinthians alagoano surpreende e o Galo se dará bem se sair do Recife com um empate.

Às 17h30, com o Engenhão já lotado por 40 mil torcedores, o Botafogo recebe a Lusa e joga por um 0 a 0 para seguir adiante. Deve conseguir.

Às 21h50 mais dois jogos e duríssimos:

o Inter recebe o Paraná Clube e precisa fazer 3 a 0 para ficar vivo ou 2 a 0 para levar à decisão de pênaltis.

Pode cair mais um dos favoritos em Porto Alegre.

E, em Criciúma, o time catarinense recebe o Vasco, para quem perdeu só por 1 a 0 em São Januário.

O Almirante que ponha as barbas de molho.

Seis jogos e onze times brasileiros atrás de uma vaga no céu.

Putz!

Esqueci do jogo do Mengo, às 19h30, no Maraca, contra o Coronel Bolognesi.

Sim, o Flamengo já está classificado, mas pode até ficar com a melhor campanha da Libertadores, caso faça 5 a 0, coisa complicada numa dos piores times do torneio mas com uma das melhores defesas.

Desculpe a nossa falha, nação rubro-negra!

(11h00)



Escrito por Juca Kfouri às 00h45
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E tem mais goleada

O que você lerá abaixo é mais uma sentença em que Ricardo Teixeira perde na Justiça do Rio em sua desesperada tentativa de calar este blog.

As frases em negrito são destaques feitos pelo blog.

As letras maiúsculas são da lavra do juiz Antonio Aurélio Abi-Ramia Duarte:

" Trata-se de ação indenizatória proposta pela Confederação Brasileira de Futebol e seu presidente em face de José Carlos Amaral Kfouri, alegando que o réu, atuante jornalista, publicou nota no dia 20 de maio de caráter ofensivo, chamada de ´Senador da CBF´, alegando ter sido ofertado dinheiro para campanha de Senador da República.

Alega que a nota tem como propósito relacionar a CBF a Construtora Gautama, insinuando doação irregular de campanha.

Alega ter sido causado prejuízo de ordem moral a ambos os autores.

Inicial acompanhada de documentos. Expedida precatória e realizada a citação do réu.

Contestação de fls. 55 e seguintes, sustenta que o fato é verídico, tendo efetivamente ocorrido a doação, sendo a nota parte da liberdade de crítica e manifestação de pensamento.

Da mesma forma, alegam a ilegitimidade ativa do Sr Ricardo Teixeira por não haver qualquer ligação com este na nota publicada.

Aponta uma série de ações propostas envolvendo as partes.

Diz tratar-se a ação de forte intimidação, sendo ele jornalista atuante e estando, atuando dentro da esfera da crítica jornalística convencional.

Sustenta ter citado a simples doação sem fazer qualquer tipo de vinculação.

Réplica aos autos.

Falaram as partes em provas.

Vieram os autos conclusos para sentença.

DECIDO Para julgamento do feito, resta fundamental a transcrição da nota objeto da presente ação:

´Senador da CBF O Senador Delcídio Amaral (PT - MS) acusado de ter pefo R$ 24 mil reais da empreiteira Gautama, cujo o dono está preso pela ´Operação Navalha´ da Polícia Federal, para alugar um jatinho particular, recebeu R$ 100 mil da CBF nas eleições passadas. Alguma surpresa ?´

Postula o Sr Ricardo Teixeira indenização à título pessoal por danos morais, quando sequer é mencionado na nota em questão.

Vale recordar que a pessoa do Presidente da Confederação em nada se confunde com a pessoa jurídica em si.

Seria inconcebível relacionar, sob pena de violar a autonomia existente entre as pessoas física e jurídica, a nota que trata apenas da CBF com seu presidente.

Mesmo porque, se acolher a base do pleito do Sr Ricardo Teixeira, em breve teremos ações dos diretores, vice-presidentes, administradores, funcionários, etc.

Reitero, não há uma única letra que faça menção ao Sr Ricardo Teixeira ou a figura do Presidente da CBF, mas sim, a pessoa jurídica.

Por fim, sequer indiretamente o réu faz menção ao Sr Ricardo Teixeira, o que leva a crer na inexistência de conduta lesiva com relação a este.

Desta forma, acolho a preliminar de ilegitimidade ativa para excluir do pólo ativo o Sr Ricardo T Teixeira.

Ao feito estão carreados fartos elementos para seu imediato julgamento.

Por certo, temos testemunhado o abuso constante de diversos jornalistas que insistem em encobrir sua atuação, fazendo dela um verdadeiro ´canhão´ para violar a liberdade de terceiros.

Repudio este tipo de conduta, ansioso pelo dia em que punições mais severas sejam aplicadas.

Contudo, também não se pode deixar de considerar a necessidade de uma imprensa livre para manutenção e preservação da democracia.

Graças a imprensa e a força dos homens que dedicam sua vida a ela temos um país democrático.

A maior parte dos grandes escândalos deflagrados neste país saíram da mão de valorosos jornalistas que empreenderam sangue, suor e lágrimas, colocando, por vezes duas vidas em risco, para trazer a verdade dos fatos à tona.

Entendo, que a conduta idônea do jornalista deve ser preservada e estimulada, sob pena de voltármos aos idos de 1960.

Pois bem, não nega a parte autora a doação de R$ 100.000,00 ao Senador em questão, conforme transcrevo: ´Fls. 114 - Dessa maneira, cheio de si e através de uma ótica distorcida (finge desconhecer, até, que a doação da CBF ao Senador) era - e é ato legal e foi comunicada ao Tribunal Superior Eleitoral !)...´ Ou seja, não nega a CBF ter feito a aludida doação ao Senador em questão.

Pois bem, da nota em questão, TODOS OS FATOS SÃO VERDADEIROS, ou seja: 1)O Senador foi ´acusado´ (não condenado) de ter pego R$ 24 mil da empreiteira Gautama; 2) O dono da Construtora Gautama foi preso pela PF na ´Operação Navalha´; 3) O Senador recebeu R$ 100 mil da CBF.

Portanto, todos os fatos noticiados pelo jornalistas são verdadeiros e fazem parte do seu ofício, enquadrando-se no seu dever de informar.

Desta forma, da nota publicada nada há de falso ou fruto de invencionices do jornalista, ao contrário, afirma a mais pura verdade.

A conclusão dos fatos com base na verdade não pode ensejar dano moral algum, já que não é deflagradora de ilicitude alguma.

Não há excessos, criações... retrata a verdade simplesmente.

Teve o jortnalista o propósito de divulgar uma doação confessada e pública a um Senador da República, sendo este dever de ofício seu (até porque confessa o autor a doação).

Tal conduta está rigorosamente em compasso com a liberdade de imprensa, na sua mais perfeita forma (recordando que se tratam ´todas´ de pessoas públicas, ou seja, sendo relativa a intimidade desta, conforme farta doutrina).

O réu exerceu sua regular atividade, aliás, é dever de todo cidadão fiscalizar as doações efetuadas para as campanhas políticas, sendo legítimo exercício de cidadania.

Por fim, comprova o réu estarem os autores sendo invesrtigados por CPI, com suas decorrências (conforme fls. 82/108), o que denota a ausência de ilicitude na crítica jornalística efetuada.

Nada, reitero, nada há de inverdade, sendo decorrência regular da atividade jornalística sua divulgação.

Trata-se de mero trecho narrativo, sem qualquer conteúdo crítico as partes envolvidas.

Assim, NÃO HÁ CONDUTA ILÍCITA POR PARTE DO JORNALISTA QUE SOMENTE DIVULGOU A VERDADE.

Acerca do acolhimento da verdade como base para reportagem jornalística e ausência de conduta ilícita decidiu nosso C TJERJ: 2006.001.53493 - APELACAO CIVEL - 1ª Ementa DES. LUIZ FERNANDO DE CARVALHO - Julgamento: 06/11/2007 - TERCEIRA CAMARA CIVEL CONSTITUCIONAL E RESPONSABILIDADE CIVIL. DIREITOS DA PERSONALIDADE E DE LIBERDADE DE EXPRESSÃO JORNALÍSTICA. CONFLITO APARENTE E PONDERAÇÃO DE INTERESSES CONSTITUCIONALMENTE PROTEGIDOS. VEICULAÇÃO DE REPORTAGEM, COM FOTO DO AUTOR, EM JORNAL DE GRANDE CIRCULAÇÃO, SOB ACUSAÇÃO DE PARTICIPAÇÃO EM CRIMES DIVERSOS (HOMICÍDIO, FORMAÇÃO DE QUADRILHA E TRÁFICO DE DROGAS). SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA. APELAÇÃO. REPORTAGEM CUJO CONTEÚDO APENAS APRESENTA OS FATOS CONFORME OCORRIDOS, A PARTIR DE DECRETO DE PRISÃO PREVENTIVA ORIGINÁRIO DE VARA CRIMINAL FEDERAL NESTE ESTADO. CONFLITO ENTRE DIREITOS CONSTITUCIONAIS DE INTEGRIDADE MORAL E LIBERDADE DE IMPRENSA. PRINCIPIO DA UNIDADE CONSTITUCIONAL. APLICAÇÃO DA TÉCNICA DA PONDERAÇÃO DE INTERESSES. DIREITO DIFUSO À INFORMAÇÃO VERDADEIRA, COMO CONTRAPARTIDA NECESSÁRIA DA LIBERDADE DE IMPRENSA. AUSÊNCIA DE CARACTERIZAÇÃO DE INGERÊNCIA NA VIDA PRIVADA OU DE VIOLAÇÃO À PRIVACIDADE. DESCABIMENTO DA REPARAÇÃO POR DANO MORAL DECORRENTE DE SUPOSTA LESÃO À INTEGRIDADE MORAL OU AO USO INDEVIDO DA IMAGEM DO AUTOR. ACOLHIMENTO DE DENÚNCIA EM PROCESSO PENAL E CONCOMITANTE DECRETAÇÃO DE PRISÃO PREVENTIVA DE POLICIAL LOTADO NA DELEGACIA DE REPRESSÃO A ENTORPECENTES. MATÉRIA JORNALÍSTICA DESTITUÍDA DE EXAGERO OU SENSACIONALISMO, VERSANDO ASSUNTO DE PROVEITO PÚBLICO, REVELADO PELO INTERESSE SOCIAL DA NOTÍCIA, VERDADE DO FATO NARRADO E CONTINÊNCIA DA NARRAÇÃO. APLICAÇÃO DO DISPOSTO NA LEI 5250/67, ART. 27, IV e PARÁGRAFO ÚNICO. PREPONDERÂNCIA DO INTERESSE SOCIAL E JURÍDICO REVESTIDO PELA UTILIDADE SOCIAL NA DIVULGAÇÃO DA NOTÍCIA. DESPROVIMENTO DO APELO. 2005.001.03038 - APELACAO CIVEL - 1ª Ementa DES. WANY COUTO - Julgamento: 04/10/2005 - DECIMA CAMARA CIVEL Responsabilidade Civil. Reparação de dano moral. Ofensa à honra e imagem. Alegação de abuso da liberdade na expressão do pensamento. Art.5º , incisos IX e X, da Constituição Federal. Notícia veiculada em revista da ré, em 2610511999, incluindo o autor em listagem sobre os servidores que venceram dez das maiores ações judiciais. Suscitada questão preliminar no apelo, relativamente à oitiva de depoimento em carta precatória - rejeição por se encontrar preclusa. Publicação sem intenção de macular a honra do autor, constituindo meras informações a respeito dos fatos. Divulgação de fatos reais não constitui sensacionalismo ofensivo. A imprensa tem compromisso com a verdade. Decisão monocrática de improcedência que se mantém. Desprovimento do apeio 2003.001.20035 - APELACAO CIVEL - 1ª Ementa DES. GILBERTO REGO - Julgamento: 11/05/2004 - SEXTA CAMARA CIVEL PUBLICACAO JORNALISTICA DANO MORAL INOCORRENCIA Apelação cível. Indenizatória. Imprensa. Não constitui dano moral a simples divulgação de matéria jornalística, isenta de palavras ofensivas empregadas, especificamente, com a finalidade de denegrir o Autor, constituindo-se a conduta narrada como ofensiva, em verdade, em mero posicionamento apaixonado e crítico. Conflito aparente de normas. Liberdade de informar e direito à imagem. É dever do órgão de notícias promover a divulgação dos fatos sociais de interesse público, aí inseridas às notícias sobre o futebol e seus dirigentes, verdadeira paixão nacional. Ofenderia à honra e à imagem do sujeito da reportagem um tratamento críticos à sua personalidade, contudo, como o caso concreto cuida de mera narrativa de fatos ocorridos, não há falar-se em dano ou sua conseqüente indenização. Recurso conhecido e Improvido. Devemos ter em mente que o dano moral difere do mero dissabor ou aborrecimento. Existem determinados fatos na rotina do homem moderno que não afetam sua esfera moral; é o que ocorre no presente feito. No passado estávamos presos à irreparabilidade do dano moral, o que, felizmente passou; contudo, não podemos agora ´industrializar o dano moral´. O aborrecimento banal, dissabor ou mera sensibilidade não podem ser fatores que acolham o dano moral. Neste sentido leciona o Des. Sérgio Cavalieri Filho: ´Ultrapassadas as fases de irreparabilidade do dano moral e de sua inacumulabilidade com o dano material, corremos, agora, o risco de ingressar na fase de sua industrialização, onde o aborrecimento banal ou mera sensibilidade são apresentados como dano moral, em busca de indenizações milionárias´. (Programa de Responsabilidade Civil, Malheiros, pág. 97). Este é um dos campos onde mais se revela aplicável a boa prudência, bom senso prático, justa medida das coisas e ponderação das realidades da vida. Deve o Magistrado perseguir a lógica do razoável (neste sentido: Sérgio Cavalieri, Programa de Responsabilidade Civil, pág. 97). A prudência nos faz ver no caso em tela que inexiste dano moral, mas mero dissabor, valho-me da lição do insigne Antunes Varela: ´A gravidade do dano há de se medir por padrão objetivo, e não à luz de fatores subjetivos (de sensibilidade particularmente embotada ou especialmente requintada)...´ (Das Obrigações em Geral, 8ª ed., pág. 617). Tal lição se aplica de forma inafastável ao caso em tela. Por fim, para colocar verdadeira pá-de-cal no tema reitero posição do Desembargador Sérgio Cavalieri Filho, na obra citada (pág. 98): ´Nesta linha de princípio, só deve ser reputado como dano moral a dor, vexame, sofrimento ou humilhação que, fugindo à normalidade, interfira intensamente no comportamento psicológico do indivíduo, causando-lhe aflição, angústia e desequilíbrio em seu bem estar. Mero dissabor, aborrecimento, mágoa, irritação ou sensibilidade exacerbada estão fora da órbita do dano moral, porquanto, fazerem parte da normalidade do nosso dia-a-dia, no trabalho, trânsito, entre amigos e até no ambiente familiar; tais situações não são intensas e duradouras, a ponto de romper o equilíbrio psicológico do indivíduo. Se assim não se entender, acabaremos por banalizar o dano moral, ensejando ações judiciais em busca de indenizações pelos mais triviais aborrecimentos´. No caso em tela, aplico integralmente as lições transcritas, eis que reveladora de sua autêntica natureza, inocorrendo do fato agressão à dignidade da parte postulante.

Assim, JULGO: 1) acolho a preliminar sustentada pelo réu para reconhecer a ilegitimidade ativa do Sr Ricardo Teixeira, na forma do art. 267, IV do CPC; 2) julgar improcedente o pedido indenizatório diante da ausência de consuta lesiva. Condeno os autores em custas e honorários que fixo em 10% do valor da causa. I-se na forma do art. 475 J do CPC. PRI"



Escrito por Juca Kfouri às 00h10
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Assim falou Zaratustra

Por ROBERTO VIEIRA

Nietzche não gostava de futebol. Poucos filósofos gostavam no final do século XIX.

Mas de vez em quando sua lucidez era fria e sábia. Até no futebol.

Seu único encontro com a pelota bretã se deu nos jardins da Família Rothschild em Viena.

Os jardineiros ingleses batiam uma pelada, quando de repente, uma briga transformou os jardins da mansão em praça de guerra.

Tudo por causa de uma bola.

Pouco depois, lembrando o episódio, Nietzche escreveu que 'o amor é o estado no qual os homens têm mais probabilidades de ver as coisas tal como elas não são'.

Assim é a paixão no homem. Assim é a paixão no futebol.

Pergunte a um são-paulino sobre os distúrbios em campo no domingo.

Depois, pergunte a um palmeirense.

Com certeza, haverá duas respostas diferentes. Ambas cobertas de paixão. Ambas repletas de razão.

Pergunte a um flamenguista sobre as lágrimas dos botafoguenses.

Depois, pergunte a um botafoguense sobre as lágrimas dos próprios botafoguenses.

A mesma lágrima carrega em si dois significados.

Certo, errado. Mão e gás. Verde, tricolor. Ganhar, perder.

A beleza do jogo está na bola que chega na rede e liberta o homem. Transformando o esporte em paixão.

Mas, nunca em uma guerra.

A lágrima de hoje é o gol de amanhã. O adversário de hoje somos nós mesmos nas arquibancadas do dia seguinte.

Ou, como diria Nietzche, Nietzche que não gostava de futebol.

'As convicções são inimigas da verdade bem mais perigosas que a mentira'.



Escrito por Juca Kfouri às 00h09
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Segurem o Boca...

O Boca Juniors acaba de se classificar para as oitavas-de-final da Libertadores, ao derrotar o Maracaibo, na Bombonera, por 3 a 0.

O terceiro gol, de Riquelme, foi genial.

O Boca vai em busca do hepta.

Ah, o Boca...



Escrito por Juca Kfouri às 23h11
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Quando brigam as comadres...

... descobrem-se as verdades.

O depoimento que você vê abaixo, de Onaireves Moura, que foi um dos principais cabos eleitorais de Ricardo Teixeira, é auto-explicativo.



Escrito por Juca Kfouri às 18h37
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Acredite se quiser - 2

Acredite se quiser que não são poucos, embora, felizmente seja a minoria, os incapazes de entender uma ironia, um exagero forçado (redundante!), até mesmo um título como este, "Acredite se quiser", normalmente usado para teorias absurdas, fatos sobrenaturais, ficções as mais diversas.

Fazer o quê?



Escrito por Juca Kfouri às 18h13
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Castigo no fim

Liverpool e Chelsea acabam de empatar 1 a 1 pelas semifinais da Liga dos Campeões.

O Liverpool fez 1 a 0 no primeiro tempo e marcou contra aos 49 do segundo.

O Chelsea joga por um 0 a 0 em Londres.

O jogo foi intenso, de muita marcação, mas de pouco brilho e emoção.

E o Liverpool, que não soube contruir um placar melhor em casa quando tinha a vantagem no marcador, acabou por sofrer o castigo de um gol contra no final, em bola cruzada da esquerda e colhida por um peixinho desastrado do zagueiro Riise.

Kuyt, aos 42min do primeiro tempo, tinha posto os vermelhos na frente. 



Escrito por Juca Kfouri às 17h39
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Acredite se quiser

A direção do Palmeiras, depois de ouvir peritos da Polícia Técnica que estiveram no Palestra Itália pela manhã, está convencida de que o gás no vestiário do São Paulo não veio de fora, por impossível.

Ou seja, está convencida que só alguém dentro do vestiário poderia ter cometido a insanidade.

O que, é claro, aumenta a suspeita de que tenha sido feito por alguém da delegação tricolor.

Se for isso mesmo, e saberemos nas próximas horas ou nos próximos dias, repita-se é caso de eliminar o glorioso São Paulo FC do futebol.

Não só pelo crime, mas, principalmente, pela burrice.



Escrito por Juca Kfouri às 14h23
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FPF erra duas vezes, por demora e por pressa

Do mesmo modo como a FPF errou ao demorar para definir que o segundo jogo entre Palmeiras e São Paulo seria no Palestra Itália, erra agora ao já definir que o segundo jogo entre Palmeiras e Ponte Preta será no Palestra Itália.

Até que se apure quem teve culpa no episódio do gás, o Palestra Itália não pode ser palco de jogo algum porque, vale repetir, a responsabilidade objetiva pelo que aconteceu lá no último domingo é do Palmeiras.

Se amanhã for apurado que foram dirigentes do São Paulo que fizeram a lambança, tese que tem a preferência dos palmeirenses em geral, então que se marque o jogo final para o estádio alviverde.

E, então, a exemplo do que a Fifa fez com Rojas, o São Paulo deve simplesmente ser banido do futebol por crime de tamanha gravidade.



Escrito por Juca Kfouri às 13h48
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O Palmeiras só piora sua situação

Em nota oficial na noite de ontem a direção do Palmeiras equipara o episódio do gás no vestiário do São Paulo à farsa encenada pelo goleiro Bosco em outro jogo entre ambos no Palestra Itália.

E como não há limites para a insânia, a nota alviverde diz que repórteres entraram após o jogo no vestiário e constaram que não havia nenhuma anormalidade.

É verdade.

Como é verdade que repórteres, e o delegado do jogo, entraram no vestiário no intervalo da partida e constaram que era impossível ficar lá dentro.

Quando parecia que o bom senso passaria a imperar, eis que a direção do Palmeiras mete os pés pelas mãos.

E torna a emenda pior que o soneto para tentar escapar de uma constatação, esta sim, irrespondível: ela deveria ter se preocupado em não permitir que acontecesse qualquer problema com a delegação visitante, até mesmo uma eventual sabotagem que partisse do São Paulo, que, aliás, por meio de uma nota também leviana e irresponsável, havia, antes do jogo, posto lenha na fogueira.

No fundo, todos se merecem, mas a política de avestruz do comando palmeirense não o ajuda em nada.

Leia a infeliz nota abaixo:

21/04/08 -22h34

NOTA - Mais um factóide do São Paulo 

Depois do goleiro Bosco simular que teria sido atingido na cabeça por uma pilha no jogo pelo Brasileiro do ano passado - e ter sido flagrado pelas câmaras que revelaram a farsa-, desta vez o São Paulo não permitiu que o time se trocasse no vestiário, alegando que o "cheiro de gás era insuportável" e que "faltava água".

Mais uma farsa. Dois repórteres de TV, um da Gazeta e outro da ESPN, entraram no vestiário no final da partida e constataram não haver cheiro algum lá dentro. E água não faltava.



Escrito por Juca Kfouri às 01h23
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O Inconfidente do Futebol

Por EUDES JUNIOR*

21 de abril. Feriado nacional. Dia de herói. Do culto à memória em um país que, tantas vezes, insiste em esquecer os seus.

Herói mineiro. A torcida era pela sobrevivência, mas como sempre há uma data para o adeus, Telê Santana não poderia ter partido em outra tão simbólica. Como Tiradentes na luta pela independência. Como Tancredo Neves, no período da redemocratização.

21 de abril de 2006. Sexta-feira. Véspera de mais uma rodada do Brasileirão, o campeonato que Telê foi o primeiro a levantar. O maior título da história do Atlético. Aliás, ninguém comandou o alvinegro de Minas tantas vezes quanto ele: foram 434 partidas e mais de 270 vitórias.

Primeiro, maior, único. A carreira de Telê pode ser descrita em superlativos. Exatamente como a sua vida. À imagem e semelhança do homem que dedicou seu tempo e ofereceu a própria saúde para dar dignidade e alegria à grande paixão dos brasileiros.

Se for verdade que os números não mentem, talvez eles possam comprovar a tese de que Telê, no banco, foi incomparável. Montou times inesquecíveis, como a mágica seleção que perdeu a Copa de 82, mas conquistou o mundo para sempre. Fabricou craques, como Cafu, o lateral e capitão do penta que era meio-campo e não sabia cruzar. Como Raí, destinado a ser apenas o irmão de Sócrates e que se transformou no segundo doutor da bola de uma família iluminada. Capitão do São Paulo de Telê bicampeão da América e do mundo, no melhor momento da história tricolor.

Outro tricolor, bem antes, arrebatou o coração de Telê. Pelo Fluminense, clube que aprendeu a amar e para o qual torcia, o mineiro mais famoso da simpática Itabirito, disputou 522 jogos, marcou 151 gols, ganhou 2 títulos estaduais (50, 59) e, por duas vezes, o Torneio Rio-São Paulo (57, 60). Foi o primeiro ponta a recuar para buscar jogo e ajudar na marcação. Já era moderno na agora distante década de 50. É titular da seleção de todos os tempos daquelas "três cores que traduzem tradição".

Foi a tradição do futebol brasileiro que Telê respeitou e honrou. Não aceitava chutões na bola, muito menos no adversário, qualquer que fosse. O único a exigir tamanha lealdade e espírito esportivo, no testemunho de Zico, o 10 de Telê. Telê que era capaz de perder jogos e títulos, mas nunca a dignidade e a vontade inigualáveis de dar ao público o verdadeiro espetáculo.

Rígido em seus valores, firme em seus propósitos, atacou os cartolas corruptos, os maus árbitros, os gramados ruins, as filas pra comprar ingressos, os banheiros sujos, falta de estacionamentos e perigos dos estádios. Com seus times no ataque, o tempo todo, Telê defendeu com primazia e convicção o futebol-arte que tanto admirava e promovia. E que levou, e o levou, aos 4 cantos do mundo. Que fez dele o primeiro e único, até hoje, a conquistar os campeonatos estaduais dos 4 principais centros do futebol brasileiro: o carioca de 69 com o Fluminense, o mineiro de 70 e 88 com o Atlético, o gaúcho de 77 com o Grêmio e o paulista com o São Paulo, em 91 e 92.

Cansado das falcatruas, da falta de um calendário, das disputas viris, do combate ao talento e das armações de um meio tão fascinante quanto ingrato, Telê adoeceu. Talvez de tristeza, talvez de decepção. E, certamente, por nunca trair seus princípios éticos. A retidão de seu caráter o colocou em outro patamar: o de um homem que costumava estar sempre do lado certo. Das coisas certas, das causas justas.

Quis e não pôde formar e treinar times até o fim da vida. Quis e não pôde assistir aos jogos dos seus times da arquibancada, como o torcedor que tanto prezou até o fim da vida. Até o fim. Expressão que Telê se viu obrigado a enfrentar, até o fim. A fama de ranzinza, de teimoso e de pão-duro do homem que dava valor a cada centavo seu e dos outros. Dos clubes e das torcidas, como poucos dirigentes e jogadores são capazes de fazer. Do homem que persistia no desejo de ver dribles e gols.

Na tabela da habilidade com a ousadia, Telê ainda está à frente do tempo que era seu e que não deveria ter acabado tão cedo. Azarados somos nós, Telê, que ficamos na mesmice da mediocridade sem você. Obrigados a ver os piores momentos no intervalo porque os melhores não prevalecem nem são tão bons. Ai de nós, Telê, que suportamos nossos gênios na Europa ou nos limitamos a viver de arquivo, de videoteipe. Na nossa lembrança você é gol na certa, um fio de esperança, esbelto e decisivo a fazer barulho na rede e nas arquibancadas. Um fio de esperança que, até o fim, enfrentou corajosamente a doença e que morreu como sempre viveu: sem medo de perder, em busca de mais uma vitória, de um sorriso que fosse coletivo. Que significasse a vantagem do talento sobre um resultado a qualquer preço, a supremacia da competência sobre a força, do esporte sobre o negócio.

21 de abril de 2006. Nesse dia, em Belo Horizonte, veio a notícia que ninguém queria dar nem ouvir. Na capital do estado que levanta a voz e a bandeira da liberdade preconizada pelos ideais de homens que, ainda que tarde, venceram e convenceram. Como seus times em campo e você na vida e, até o fim, também na morte.

Com a mesma emoção, com a mesma valentia, com a mesma sabedoria. A sabedoria de um homem que virou mestre. Na arte de viver, na missão de conviver com a vitória e com a derrota, com a glória e o fracasso.

Como um fio de esperança para milhões de apaixonados que, por sua causa, puderam cantar a alegria de chegar lá. Puderam gritar, confiantes e felizes, a palavra que tão bem define o jogador, o técnico, o homem, o mito Telê Santana: campeão.

Na finitude da vida, nossa única certeza, você tornou-se eterno, após um minuto de silêncio repetido dezenas de vezes e aplausos intermináveis. Na memória de um povo e de um esporte que caminham de mãos dadas, você é imortal. Como o grande campeão que sempre foi. Como mineiro heróico e militante. O Inconfidente do Futebol.

*Eudes Junior é jornalista.



Escrito por Juca Kfouri às 08h55
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Os visitantes e as moitas de capim

Por EMERSON GONÇALVES*

Final dos anos sessenta, começo dos setenta, interior paulista.

Padre Nóbrega era um pequeno distrito de Marília (é ainda, porém não mais tão pequeno) e o que tinha de mais notável era o fato do trem "de luxo" da Cia. Paulista parar por pouco menos de um minuto em sua estação, para sempre guardada na memória.

Domingo era dia de jogo, de manhã ou de tarde. As coisas ficavam quentes quando vinha time de fora em jogo da Liga. Parte da população do distrito aglomerava-se na beirada do campo que acompanhava os trilhos da estrada de ferro. Durante o jogo era batata, lá vinha o "trem das cinco", que ia para São Paulo, já em marcha reduzida para poder parar na estação, a locomotiva diesel barulhenta anunciando a presença de longe. Sempre mais ou menos no horário, pois a Paulista era uma companhia séria, padrão britânico. Glória suprema, o maquinista apitava forte saudando o jogo, os jogadores, a torcida, a molecada que corria e pulava. Os jogadores acenavam, os que estavam longe da disputa de bola. Os passageiros olhavam pelas janelas, acenavam, os olhos cada vez mais compridos conforme o trem se afastava do campo.

Bons tempos...

Uma coisa era sagrada: respeitar o adversário. Ali, em nossa casa, éramos a totalidade, praticamente. Mesmo quando o adversário trazia torcida, eram seis ou oito gatos pingados, e vinham todos na carroceria dum Mercedão ou em duas ou três Kombis. Todo mundo se trocava por ali mesmo, na beira do campo, num local mais abrigado por moitas de capim, ao lado do cemitério. Quem conhece sabe que o colonião meio largado dá umas touceiras altas, e escondidos pelas moitas e pelo muro do cemitério, os visitantes trocavam de roupa, descansavam, conversavam, levavam bronca do treinador, tomavam água, "tiravam" água dos joelhos, essas coisas para as quais um pouco de intimidade e discrição são de bom alvitre.

Ah, é verdade, um dos limites do campo era o cemitério. O outro, como o leitor atento percebeu, eram os trilhos, e do outro lado deles, a "rua de baixo" da cidadezinha.

As outras duas divisas eram com uma ponta de cafezal e um pasto da Fazenda São Paulo, que durante alguns anos meu avô administrou.

Muitos jogos davam uma baita confusão dentro de campo, mas a coisa ficava por ali mesmo. Respeitar o juiz da Liga, um coitado dotado de boa-vontade enorme e uma coragem ainda maior, era fundamental, também. Acho que, primeiro, porque brigar com o pessoal de fora seria uma covardia, e isso tinha lá seu peso. O cara podia ser muita coisa, mas não podia ser covarde. Segundo, porque em caso de briga a Liga suspendia o time e, nesse caso, adeus futebol. Respeitávamos, também, o "vestiário" dos visitantes. Ninguém chegava perto daquelas moitas de capim, pois aquele lugar era dos adversários. Essa era uma coisa com a qual ninguém se metia a besta.

Ah, sim, não existia policiamento, claro, aliás, nem na cidadezinha existia força policial. Em caso de confusão tinha que telefonar pra Marilia, tarefa que demorava, com sorte, de dez a quinze minutos para a telefonista conseguir fazer. Mas não lembro de força policial de Marília aparecer por lá.

Quando nosso time ia jogar fora, principalmente em fazendas distantes quinze, vinte, trinta quilômetros por estradas de terra, íamos tranqüilos. Em nossas casas ninguém ficava preocupado. Era chegar, jogar, chupar laranja ou manga, comer mamão, coisas que o pessoal da fazenda sempre levava pra gente. O único e grande cuidado era ninguém se meter a besta com as meninas das fazendas. Limites existiam e era bom que fossem respeitados.

Cresci com esses pequenos e básicos valores.

Com o tempo, aprendi que o futebol tem ritos e tem mitos e ambos são importantes para que um jogo aconteça. Mesmo um time grande quer e precisa desses rituais.

Ao jogar fora, sempre tem diretores, além do elenco e comissão técnica. Há regras escritas e não escritas a respeito da recepção, acomodação e segurança da diretoria visitante. Gentilezas são trocadas, bem como votos mútuos de boa sorte.

Em terreno adversário, os jogadores ficam entregues à própria sorte, teoricamente à mercê grupos raivosos. Por isso, eles precisam de proteção. Essas regras, normas, oficiais ou não, escritas ou não, precisam ser e são cumpridas.

A existência do futebol e de suas competições baseia-se, em boa parte, nessas pequenas coisas.

Como o respeito às Kombis e às moitas de capim dos visitantes.

E às meninas das fazendas.

Emerson Gonçalves é produtor de vídeos.



Escrito por Juca Kfouri às 02h11
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O gás do mico

Por ROBERTO VIEIRA

12 de dezembro de 1948.

O Vasco da Gama tinha um timaço. Base da seleção.

O Botafogo tinha um gênio: Nilton Santos.

Mas era um Nilton Santos noviço. No mais era Pirilo, Paraguaio e Geninho.

Quando o Vasco da Gama chegou nos seus vestiários em General Severiano, cal virgem.

Os jogadores tiveram que trocar de roupa no carro de um dirigente.

Um por um.

Quando o time ia entrar em campo sacudiram pó de mico nos vascaínos.

Barbosa passou o jogo se coçando.

No segundo gol estava coçando as costas quando a bola passou perto da sua cabeça.

Saiu do campo para uma emergência da antiga capital federal.

Eli e Danilo não se entendiam. Sonolentos. Culpa do café e da água servidos no intervalo?

As bolas foram entrando. Uma, duas, três vezes.

Quando o Vasco tentava atacar, o viralata Biriba entrava em campo para delírio de Carlito Rocha.

O Botafogo venceu o Expresso da Vitória por 3 x 1. Sagrou-se campeão carioca de 1948.

Sessenta anos depois, o jogo faz parte do folclore do futebol brasileiro. Folclore de um tempo em que o extra-campo existia de fato.

Embora, mais importante que o pó de mico, tenha sido o esquema tático revolucionário do técnico Zezé Moreira.

Um detalhe esquecido por quem prefere a lenda ao fato.

Hoje, a cal virgem voltou a fazer parte do futebol brasileiro.

De forma mais sofisticada. Na forma de gás pimenta.

Lamentável.

Pois quem paga o mico é o torcedor que