Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

10/05/2008

Geraldo é o nome

Geraldo, que o Corinthians deveria ter trazido junto com Acosta, para alimentá-lo, fez dois gols, um aos 2 do primeiro tempo e o outro aos 12 do segundo, de pênalti, para que o Náutico derrotasse o combalido Goiás por 2 a 1, nos Aflitos.

O Timbu não quer tomar sustos nesta temporada e deixou felizes os quase 15 mil torcedores presentes.

Por Juca Kfouri às 20h08

Deu tricolor gaúcho

Em busca de ser o primeiro a vencer três Brasileirões seguidos, o São Paulo começou poupando Hernanes e Adriano e se deu mal diante do Grêmio.

Um Grêmio que em 30 minutos fez 14 faltas contra quatro do tricolor paulista e que parecia disposto a salvar o pescoço de Celso Roth.

E conseguiu.

Conseguiu porque num jogo de criatividade zero, Pereira fez 1 a 0 no começo do segundo tempo e tratou de defender o resultado com unhas e dentes.

O São Paulo criou condições para, ao menos, empatar, mas era visível a preocupação do time em se poupar no frio gelado do Morumbi com apenas oito mil torcedores.

Éder Luís, Fábio Santos e Richarlyson mais pareciam os três patetas, tão ridículo o futebol que apresentaram, ou deixaram de apresentar.

O goleiro Vítor pegou uma falta que tinha endereço certo em cobrança de Rogério Ceni, aos 43.

No lance seguinte, Rogério fez milagre para evitar o segundo gol, de Jonas.

Fazia tempo que o São Paulo não perdia no Morumbi.

Fazia.

A vitória do tricolor gaúcho chateia o paulista, mas é incomparavelmente menos grave de uma eventual do tricolor carioca se este se sair bem também no Morumbi na quarta-feira que vem.

Por Juca Kfouri às 20h07

Cruzeiro estréia com vitória

Marcelo Moreno, o boliviano do Cruzeiro que jogava no Vitória, fez, no minuto 1 do jogo no Barradão (10.194 pagantes), o primeiro gol do Brasileirão.

E, aos 8, por reclamar de um impedimento, levou o primeiro cartão amarelo do campeonato.

Não satisfeito, ao se ver vítima de um erro da arbitragem que viu impedimento onde não havia, mandou a bola para o gol e acabou recebendo o primeiro cartão vermelho do torneio, aos 17 do segundo tempo.

Naquelas alturas o Cruzeiro já vencia o frágil Vitória, candidatíssimo à queda, por 2 a 0, beneficiado por um gol contra, aos 40 da primeira etapa.

Com 11 contra 10, o Vitória passou a exigir que Fábio trabalhasse e fez até o travessão se virar.

Em vão.

Por Juca Kfouri às 20h05

O primeiro passo do Timão

Logo no primeiro minuto da Segunda Divisão, um susto.

Um sustão.

Em impedimento (daqueles que o auxiliar tem o direito de não marcar), CRB 1, Corinthians 0, em bola que veio da cobrança de falta.

Menos mal que no minuto seguinte o capitão William pôs a bola na cabeça do argentino Herrera e ele empatou, para explosão do Pacaembu reaberto, com 35 mil torcedores.

Só deu Corinthians até que Lulinha bateu falta cruzada pela esquerda e Chicão, na pequena área, no segundo pau, fez 2 a 1, aos 27.

Daí para frente o CRB não ameaçou, mas o Corinthians também não forçou.

Douglas estreou bem e com um detalhe importante, se apresentou para o jogo, não deixou a camisa pesar, maior dúvida que existia, ou existe, em torno de sua contratação ao São Caetano.

A aposta paulista era a de que a equipe alagoana cansaria no segundo tempo, não suportaria o ritmo mais competitivo de um time muito mais preparado.

Mas perdeu a aposta porque o CRB ameaçou e até obrigou Felipe a fazer duas defesas difíceis nos primeiros 15 minutos, enquanto o Corinthians mostrava ansiedade para resolver o jogo logo, de uma vez por todas.

O segundo tempo correu mais difícil que o primeiro, surpreendentemente.

O Corinthians passou a errar demais e a animar o CRB.

Aos 25, no entanto, em outra bola parada, desta vez pela direita, André Santos botou na cabeça de Herrera e com ele não tem mais erro: 3 a 1.

A Fiel, em uníssono, saudou a plenos pulmões o nome do Herrera, chamado de "quase gol" na Argentina e, pelos alvinegros mais fanáticos, de "Acertera".

Aos 32, Douglas e Lulinha saíram para entrada de Alessandro, depois de longa recuperação, e Perdigão, sinal de problema.

Dez minutos depois, aos 42, nova bola parada, novo gol, desta vez, outra vez, do CRB, que fez no começo e no fim.

E que mostrou uma deficiência que os corintianos imaginavam não ter com a dupla William e Chicão.

Seja como for, o primeiro de 38 passos está dado e é bem possível que o Corinthians nem precise de tantos para voltar à Série A.

Basta caminhar com segurança, um passo de cada vez.

O segundo será na capital brasileira, contra o Gama, certamente com maioria nas arquibancadas e nova obrigação de vitória.

Quem sabe o corintiano possa ter um 2008 de sábados felizes e domingos sem preocupação, num consolo, talvez...

Principalmente se seguir na Copa do Brasil, onde enfrentará novamente o São Caetano nesta terça-feira, em Ribeirão Preto.

Azulão que estreou na Série B com um 3 a 0 sobre a vice-campeã paulista Ponte Preta.

Por Juca Kfouri às 18h00

Vitória de Valdívia

Com 2800 opiniões, 49,32% dos blogueiros indicam Valdívia como o melhor jogador no país, secundado por Alex, do Inter, com 39,45%.

Thiago Neves ficou com 11,23%.

Muita gente reclamou da ausência do colombiano Molina, do Santos, na sondagem.

E com razão.

Ele talvez seja hoje mais importante para o Peixe do que o chileno é para o Verdão.

Por Juca Kfouri às 12h16

Pegaram Perillo

Quando governador de Goiás, Marconi Perillo tantas fez que Jorge Kajuru abandonou sua emissora de rádio, a rádio K do Brasil, que liderava audiência em Goiânia, e voltou para São Paulo, onde acabou por se deprimir e ficar gravemente doente.

Pirillo processava Kajuru a cada espirro que ele desse. E ele espirrava muito...

Em alguns processos, Kajuru até foi condenado o que só agravou sua situação psicológica, hoje em recuperação.

Pois leia o que a revista "Época" conta sobre o ex-governador e atual senador tucano na edição que está chegando às bancas:

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG83588-9295-520,00-MP+DENUNCIA+PERILLO+E+ALCIDES+POR+CAIXA+DOIS.html

 

 

Por Juca Kfouri às 01h16

Aurora

Raras visitas de uma coruja com grande vivência no mundo do futebol

Por BERNARDO, o eremita

Às primeiras luzes da madrugada, Aurora me visitava. Não era sempre, pelo contrário, era raro. Mas valia a pena, tão ricos e memoráveis foram nossos encontros. Refiro-me, não à hora do dia, mas à ave; Aurora era uma coruja. Morava à direita de quem sai da caverna, bem ao pé de uma árvore. Fazia o ninho no chão. Não tinha autorização para circular pelas galerias da caverna, por razões óbvias. Todos sabem que as corujas são aves de rapina. Oto, o morcego, arrepiava-se só de me ouvir dizer Aurora. Por isso, e por causa da aurora, nossas conversas ocorriam do lado de fora, às vezes até o sol caminhar mais de um metro no céu.

Numa dessas conversas, contou-me a coruja de sua afinidade com o esporte bretão. Durante anos fez seu ninho à beira de um campo de futebol, próximo à bandeira do córner. Ali ela foi feliz com seu companheiro. Tiveram muitas ninhadas. Tornou-se íntima de jogadores famosos, que chegaram a tê-la como mascote. Aurora adorava pousar sobre o travessão, no ângulo superior direito. Desse hábito nasceu a expressão ninho da coruja, quando um chute bem dado por um craque se aninha nos noventa graus entre o travessão e uma das traves. Seu marido, afoito e aventureiro, pousava no ângulo superior esquerdo durante os treinamentos de cobranças de faltas, servindo de referência aos cobradores. Numa fatídica tarde de maio, o petardo de um meia canhoto pôs fim às suas aventuras e Aurora viu-se repentinamente viúva, com três filhotes para criar. A vida não foi mais a mesma. Quando os filhotes amadureceram, abandonou o ninho e veio para cá.

Azar dela, sorte minha, que ganhei uma interlocutora à altura dos grandes especialistas no jogo da bola. De Aurora ouvi mais casos sobre futebol do que o tanto que pude contar a ela. Um deles tocou-me muito de perto.

Aurora admirava de maneira particular um treinador da equipe que lhe emprestava o gramado. A elegância, os modos gentis, a inteligência aguda desse treinador era de chamar a atenção. Quando ele chegou à agremiação, o time ia mal das pernas. A ameaça de rebaixamento rondava a equipe. Em pouco tempo, competente, ele baniu tal ameaça. A imprensa não poupava elogios ao trabalho do jovem técnico. E então vieram as cobranças. Já não podiam ser aquele time médio de sempre. As vitórias se sucederam e teria que continuar sendo assim. Mas, eis que num arroubo de ousadia, a equipe toda à frente buscando confirmar o favoritismo contra um time menor, a defesa desmorona, toma dois gols e o esquadrão sai derrotado, o treinador vaiado, uma semana inteira de imprecações. Estava em jogo a possibilidade de ascender à elite do futebol brasileiro, de disputar as finais de um grande torneio nacional, e só faltavam seis rodadas.

 

Nesse ponto fizemos uma pausa. Os olhos de Aurora ardiam, irritados pelo sol que já subia mais de meio metro. Buscamos um lugar protegido e prosseguimos nossa conversa. No meu tempo de menino, eu disse, ainda assisti a jogos em que a pirâmide formada pelos jogadores em campo era o inverso de hoje; a base era o ataque. Havia o goleiro e, logo em seguida, à sua frente, dois beques. Depois, um pouco adiante, guarnecendo a defesa e alimentando o ataque, ficavam os chamados médios, em número de três. E, lá na frente, cinco atacantes. No linguajar de hoje, seria um inimaginável 2-3-5. Mais tarde um dos médios virou beque também, pouco à frente dois médios, mais adiante dois armadores e, só então, os três atacantes. Depois apareceu o 4-2-4, sucedido pelo 4-3-3, ou seja, a pirâmide foi invertida.

É verdade, disse Aurora, eu acompanhei todas essas mudanças, inclusive, o chamado 3-5-2 e o 4-4-2. Hoje em dia é mais que comum a gente assistir a jogos em que as equipes colocam apenas um atacante.

Depois do tempo que fizemos para historiar a "evolução" dos sistemas táticos, minha amiga coruja prosseguiu. Seu amigo treinador, acossado pelas cobranças dos dirigentes, torcedores e imprensa, passou a temer cada vez mais as derrotas. Já não dormia direito. Acordava com pesadelos onde superatacantes desmoronavam seu esquadrão. Não perder jogos tornou-se uma obsessão para ele. Criticado pela imprensa como irresponsável por não guarnecer a defesa, mesmo assim insistiu no seu 4-2-4. E aí veio o desastre: certo é que o jogo era fora de casa, mas, depois de fazer 1 a 0, seu time tomou três. Os zagueiros pareciam baratas tontas dentro da área.

Na volta à cidade, o pelotão de choque da maior torcida organizada tentou linchá-lo, e aí ele não resistiu; montou um 4-3-3. Nem assim a imprensa lhe deu sossego: um louco jogando um título fora, diziam. Irresponsável, gritavam, como se alguma grande equipe do mundo ainda se arriscasse a usar três atacantes. Não adiantou ele explicar que seus três volantes eram duros na marcação.

O jogo seguinte era em casa e o adversário duro, ostentava dois títulos brasileiros. Jogava com dois atacantes altos e rápidos, um deles grande cabeceador, além de um armador talentoso. Com 20 minutos de partida as coisas até que iam bem: 0 a 0. Não tomar gols era fundamental. Porém, aos 26min veio o choque. O atacante mais alto subiu num cruzamento da direita, mais do que todo mundo, e testou para o fundo das redes. "Burro, burro", o coro descia das arquibancadas. E o nosso técnico tremeu. Convocou seu volante mais duro, apesar de pouco técnico, e o colocou em campo, no lugar de um dos atacantes. Fortaleceu-se a defesa, os adversários paravam na muralha do meio do campo, a bola mal chegava à área. Agora, só faltava fazer o gol de empate. E foi no 1 a 0 que o primeiro tempo terminou.

Os 15 minutos de intervalo foram consumidos no vestiário com instruções para fortalecer a defesa. Tudo combinado, o segundo tempo começa, mas, logo aos 6min, o centroavante fez o pivô, rolou para o meia que veio de trás e a bola novamente se alojou nas redes do time da casa: 2 a 0. "Huuu, vai morrer, huuu, vai morrer", o coro ecoou pelo bairro todo, não coube no estádio. Não tinha jeito: se o 4-4-2 não evitava os gols, a solução viria do último volante à disposição. O time tentaria o 4-5-1. Ora, bastaria um atacante, caso a defesa e o meio de campo cumprissem bem seus papéis. Afinal, 2 a 0 não era nenhum desastre para quem ainda tinha uns 40 minutos pela frente.

O time seguiu confiante: não havia como passar por seu paredão. Grande engano. Aos 15min do segundo tempo, o ala adversário entrou como um raio pela esquerda e cruzou. O centroavante subiu mais do que toda a defesa e guardou. A torcida ameaçou entrar em campo, sentenças de morte soavam a torto e a direito. O último atacante foi sacado. Armou-se um inédito, talvez, revolucionário, 5-5-0. O técnico adversário tirou dois volantes de sua equipe e colocou mais dois atacantes. O time da casa precisava marcar três gols; não havia quem os fizesse. O adversário também não conseguiu. Faltavam 30 minutos, que foram consumidos pelos visitantes com toques de bola da intermediária para trás.

"O que aconteceu depois desse jogo Aurora?", perguntei à minha amiga coruja. Aconteceu, disse ela, que a equipe não perdeu mais nenhum jogo. Nos quatro jogos seguintes não tomou gols; terminaram, todos, 0 a 0. O plano zero do meu amigo treinador funcionou com perfeição. Não era possível a nenhuma equipe passar por seu paredão de volantes e zagueiros.

"E quanto ao resultado final do campeonato?", insisti. A equipe não se classificou, prosseguiu a coruja, pois, sem marcar gols, não houve vitórias.

Aurora me disse que nos últimos 30 dias do campeonato ela acompanhou o drama de seu amigo no ocaso da profissão. Chegava ainda de madrugada ao estádio e caminhava sozinho pelo gramado, repetindo obsessivamente, como um mantra, "defesa, defesa, defesa...". Depois do último 0 a 0 ela o viu sair com uma pequena mala em que deviam estar seus pertences. "Dizem", ela me contou, que ele nunca mais foi visto, abandonou a profissão, retirou-se para algum canto de solidão habitado, talvez, somente por corujas e morcegos. Mas fez escola, concluímos.

Haverá dia em que seu 5-5-0 provará a eficiência do futebol moderno. Sem traves e travessões, obviamente.

 

* Bernardo, o eremita, é um ex-torcedor fanático que vive isolado em uma caverna. Ele é um personagem fictício de João Batista Freire.

Para se comunicar com a caverna dele, escreva para bernardo@cidadedofutebol.com.br . As mensagens serão conduzidas por Oto e dependem, evidentemente, de o morcego sobreviver ao trajeto.

http://cidadedofutebol.uol.com.br/Cidade/

Por Juca Kfouri às 23h40

09/05/2008

Aqui...como aí...

Por GUSTAVO VILLANI, de Madri 

Espanha e Estados Unidos se enfrentarão em setembro pelas semifinais da Copa Davis.

A Real Federação Espanhola decide por Madri como sede dos jogos, apesar dos jogadores pedirem por Benidord.

Madri tem altitude de quase 700 metros, enquanto Bernidord está ao nível do mar, e aí mora a bronca dos jogadores espanhóis.

O estadosunidense Andy Roddick, dono do saque mais rápido do mundo, agradece.

Não bastasse o desrespeito típico dos dirigentes, que ignoram a vontade de quem tem a responsabilidade direta de representar o país, os absurdos vão além.

Depois da vitória contra a Alemanha, pelas quartas-de-final, o presidente da federação Pedro Muñoz prometeu em viva voz que respeitaria a preferência dos atletas quanto à cidade para as semis.

Alertado por outros dirigentes da possibilidade de rentabilizar com os jogos em Madri (Plaza de Toros Las Ventas) e de já promover a candidatura para Olimpíada-2016, desistiu.

Ou seja, aqui na Espanha os interesses político-econômicos dessa gente também andam à frente das necessidades técnicas dos atletas.

No país em que figuram Nadal, Ferrer, Ferrero, Robredo, Moyá, entre outros, mais vale a posiçao de 16 engravatados, presididos por um sujeito sem palavra.

Não é de se estranhar se um ou todos os jogadores, ou mesmo o capitao Emilio Sanchez, irmão de Arantxa Sanchez, desistir da disputa dos jogos.

 Você conhece essa história, em outro país, né?

Por Juca Kfouri às 21h47

Vai começar tudo de novo!

Amanhã, às 18h10, começa o Brasileirão-2008.

Com três jogos e um clássico, no Morumbi, entre os tricolores campeões mundiais, São Paulo e Grêmio, com o tricolor paulista pensando mais no tricolor carioca, seu adversário do meio da semana que vem, pela Libertadores.

Os outros dois jogos acontecem nos Aflitos e no Barradão, entre Náutico e Goiás e Vitória e Cruzeiro.

Sete jogos, portanto, ficaram para o domingo, quatro às 16h.

Ipatinga e Atlético Paranaense é o de menor interesse, porque os outros três são de lascar: os campeões do Paraná e de São Paulo, Coritiba e Palmeiras, se enfrentam no Couto Pereira; Inter e Vasco voltados para a Copa do Brasil, jogam no Beira-Rio; e Botafogo e Sport, também concentrados na Copa do Brasil, duelam no Engenhão.

Às 18h10, dois grandes clássicos e um Portuguesa e Figueirense, no Canindé.

Os clássicos: no Maracanã, com portões fechados, Flamengo, arrasado, e Santos, animado, mas cansado; e no Mineirão, Galo e Flu, um com a cabeça no Botafogo pela Copa do Brasil, outro pensando no São Paulo, na Libertadores.

Ah, por último, mas não em último: amanhã tem jogo, também, pela Segunda Divisão, às 16h, no Pacaembu já praticamente sem ingressos, entre Corinthians e CRB.

Palpites?

Só se um dia a torcida do América mexicano autorizar.

Comentário para o Jornal da CBN desta sexta-feira, 9 de maio de 2008.

http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/comentarios/jucakfouri.asp

Por Juca Kfouri às 01h29

Aos navegantes

Este blog acompanhará a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro, como sempre.

E este blog não acompanhará a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro, a não ser no fim, como no ano passado.

Mas, diferentemente do que este blog fez no ano passado, um clube terá acompanhamento em regime de marcação homem a time, sem tréguas, mesmo na Segunda Divisão.

Desnecessário dizer o nome do time e a razão de tal decisão.

Começa amanhã, sábado, às 16h, no Pacaembu, contra o CRB...

Por Juca Kfouri às 01h15

Beleza, Santos!

Só não se pode dizer que o Santos tenha feito um primeiro tempo irretocável em Cúcuta porque deveria tê-lo terminado com 3 a 0 no marcador.

E terminou apenas com a contagem mínima, gol de Kléber Pereira, aos 40.

Kléber Pereira que, com 10 segundos de jogo, desperdiçou a primeira grande chance, em jogada evidentemente ensaiada na saída de jogo santista.

Aos 7 foi a vez de Molina quase marcar, ele que, por sinal, novamente, gastou a bola.

Dez minutos depois, outra vez Kléber Pereira perdeu gol feito, para, só no minuto seguinte, Fábio Costa fazer sua primeira defesa na partida.

O Estádio General Santander, com 45 mil hinchas, parecia ser a Vila Belmiro.

Parecia ser no Brasil, não na Colômbia, tão à vontade jogava o time de branco, já pensando no América mexicano, o algoz do Flamengo, mas, é claro, muito menos complicado do que o destronado rubro-negro.

Aos 30, em vez de chutar uma bola maravilhosamente passada por Molina, Kléber Pereira praticamente atrasou para o goleiro adversário.

Aos 40, então, depois de uma bomba de Marcinho Guerreiro espalmada pelo arqueiro, Kléber Pereira mandou outra bomba no ângulo do gol cucutense (?!).

O jogo no segundo tempo corria tão agradável como o primeiro, até que, aos 8, Molina serviu Kléber Pereira, este deu para trás para Lima fulminar e fazer 2 a 0, 4 a 0 no agregado, repeteco do placar na Vila.

Fatura liquidada, era hora de fazer o tempo passar, permitir pelo menos mais uma ótima defesa de Fábio Costa que, afinal, precisa treinar, e ensaiar o terceiro gol, que acabou por não sair.

Três brasileiros (Fluminense, São Paulo e Santos), dois argentinos (Boca Juniors e San Lorenzo), dois mexicanos (América e Atlas) e um equatoriano (LDU), farão as quartas-de final.

Os tricolores brasileiros se enfrentam, primeiro jogo no Morumbi.

O Santos pega o América, primeiro jogo na Cidade do México.

San Lorenzo x LDU e Boca Juniors x Atlas completam a tabela.

Por Juca Kfouri às 01h10

08/05/2008

Vexame também do River

Consolar não consola, nem rubro-negros nem botafoguenses.

Mas o River Plate ganhava de 2 a 0 do San Lorenzo, no Monumental de Nuñez, com o rival com apenas nove jogadores.

E deixou o San Lorenzo empatar e se classificar para as quartas-de-final da Libertadores, quando enfrentará a LDU.

Bergessio, aos 24 e 27 do segundo tempo foi o herói da equipe de Almagro.

Não é à toa que chamam pessoal do River de galinhas.

Por Juca Kfouri às 22h30

Como o Galo perde gols!

No primeiro tempo, com 43 mil torcedores no Mineirão, Galo e Botafogo dividiram as chances de gol: duas para cada lado, com direito, nas do alvinegro carioca, de serem salvas pelas traves.

No segundo tempo, no entanto, quase só deu o alvinegro mineiro.

O Botafogo teve um bom momento e olhe lá, mas foi dominado e não conseguiu criar quase nada, com seus homens de criação muito bem vigiados.

E o Galo teve, no mínimo, mais meia dúzia de grandes chances de marcar, sendo que duas nelas na cara do gol, numa, sem goleiro.

Claro, o Galo não tomou gol, mas também não fez.

E quem saiu feliz mesmo foi o Glorioso, pelas circunstâncias, porque sabe que mereceu perder e confia em resolver as coisas no Engenhão.

No ano passado foi igual, sem gols no jogo de ida.

A arbitragem foi irretocável. 

E Petkovic jogou bem, outra vez.

De 934 palpites, 57% indicaram o Botafogo.

Por Juca Kfouri às 22h26

PC vence de goleada

Com mais de 5 mil opiniões (5344 para ser exato), 62% dos que freqüentam este blog são a favor da fórmula de pontos corridos e apenas 38% preferem os mata-mata.

Por Juca Kfouri às 13h14

À praça

Depois do que houve ontem, no Maracanã, este blog retira, humildemente, a afirmação de que o jogo de volta entre Corinthians Alagoano e Vasco, em Maceió, nem precisa ser disputado.

E o dono do blog reconhece, mais humildemente ainda, e com certa dor porque acreditou no inverso nos últimos 40 anos, que não entende bulhufas de futebol.

E saúda todos aqueles que tinham certeza de que o Flamengo venceria no Azteca, mas perderia no Maracanã.

Convida-os, aliás, a fazerem seus blogs: será um sucesso!

Gracias.

Por Juca Kfouri às 12h56

O castigo veio por satélite

O que você acha que mais interessa a quem está vendo um jogo de futebol na TV: um gol ou a prisão de um casal acusado de crime hediondo?

Pois quem optou pela segunda alternativa, como fez a Rede Globo, parece ter se dado mal, muito mal, a julgar pelo número de protestos.

Não é que bem na hora do gol de Adriano, o gol da classificação tricolor, a transmissão do jogo foi interrompida para mostrar a palhaçada em torno da prisão do casal?

E eu que estava criticando com meus botões o fato de a Sportv ter optado por mostrar também o jogo do Morumbi, em vez de o do Beira-Rio já que o de São Paulo estava na TV aberta, tive que engolir os botões porque se não fosse por isso também não teria visto o gol do Imperador.

É deprimente o que nós, jornalistas, somos capazes de fazer quando deixamos a curiosidade mórbida da opinião pública pautar o nosso comportamento.

Deprimente.

Como foi deprimente, e estúpido e burro, inqualificável na verdade, o comportamento do senador José Agripino Maia (DEM-RN) ao interrogar a ministra Dilma Rousseff.

Sabe-se lá o que ele faria com um aparelho de choque nas mãos. 

Deveria mudar de partido, ir para o DIT.

Por Juca Kfouri às 02h18

Mineirão, Maracanã, Morumbi. M...M...Maravilha!

No Mineirão, a decepção foi grande.

O Cruzeiro perdeu para o Boca Juniors por 2 a 1 e já perdia de 2 a 0 no primeiro tempo.

Mas o Boca Juniors é o time seis vezes campeão da Libertadores, de grandeza indiscutível.

Já no Maracanã foi muito pior.

O vexame do Flamengo ao perder de 3 a 0 para o América e também ser eliminado da Libertadores é dessas coisas inexplicáveis, injustificáveis, inaceitáveis, mas, absolutamente futebolísticas.

Mesmo que o América mexicano seja apenas o América mexicano, último colocado do campeonato do México neste ano, com apenas três vitórias em 17 jogos e 12 derrotas.

Só mesmo no Morumbi não houve nem decepção nem fiasco, ao contrário, aconteceu uma convincente vitória do São Paulo sobre o Nacional do Uruguai, por 2 a 0, com gols de Adriano e Dagoberto, um em cada tempo.

Hoje tem o Santos em Cúcuta, podendo perder por um gol de diferença.

Que o Peixe fique vivo e não entre na fria que entraram Cruzeiro e Flamengo.

Comentário para o Jornal da CBN desta quinta-feira, 8 de maio de 2008.

Por Juca Kfouri às 01h08

O outro lado

Sempre é possível olhar para as coisas com uma perspectiva otimista.

O Caio Júnior, por exemplo.

Pode pensar que, agora, assume o posto com menos responsabilidade...

Por Juca Kfouri às 01h00

Tudo ficou para a Ilha do Retiro

O 0 a 0 do primeiro tempo surpreendia o campeão gaúcho, mas era exatamente o que queria o tricampeão pernambucano no Beira-Rio.

Melhor, para os rubro-negros, era que dois zagueiros colorados, Índio e Marcão, levaram o terceiro cartão amarelo e estão fora do jogo de volta, na Ilha do Retiro.

Pior, para os colorados, é que para escalar um dos zagueiros suplentes, o uruguaio Sorondo, o Inter terá de abrir mão de algum de seus três outros estrangeiros títulares, quais sejam o também zagueiro Orozco (é claro que esse colombiano terá de atuar), o lateral colombiano Bustos ou o volante argentino Guiñazu.

Herói da eliminação do Palmeiras, no começo do segundo tempo, aos 3, Romerito desperdiçou grande chance de fazer 1 a 0 e também levou terceiro cartão amarelo e não joga na Ilha.

O Inter voltara com Gil no lugar de Andrezinho.

E Gil, aos 8, cruzou da esquerda, Nilmar deu de cabeça para Alex que, com categoria, fez 1 a 0.

Festa para mais de 45 mil colorados nas arquibancadas.

Aos 22, outro lançamento de Gil e Nilmar perdeu gol feito.

O 1 a 0 não é pouco.

Mas não é muito.

Por Juca Kfouri às 23h56

Que venha o Flu!

O São Paulo teve muito mais a bola, levou perigo, foi ameaçado por um surpreendentemente altivo Nacional e só fez seu gol graças ao Imperador, depois que Éder Luís fez um passe imperfeito para dentro da área e nada menos que dois zagueiros uruguaios deixaram a bola passar bisonhamente até chegar aos pés do artilheiro.

Eram 37 minutos do primeiro tempo e o gol significa a classificação tricolor às quartas-de-final da Libertadores.

As coisas melhoraram ainda antes do primeiro minuto do segundo tempo, quando um uruguaio foi corretamente expulso.

Mas, como precisavam de um gol para se classificar, mesmo com um a menos os uruguaios foram para cima e passaram a preocupar, embora em 30 segundos tanto Richarlyson quanto Borges tenham criado duas ótimas chances de liquidar a fatura, aos 12 minutos.

Aos 16, Éder Luís saiu para entrar Dagoberto.

Aos 23, Hugo perdeu um gol incrível.

O 1 a 0 era pouco, o São Paulo merecia mais.

Mas, aos 44, pela direita, Dagoberto desafogou e fez 2 a 0, diante de 42.500 pagantes.

Que venha o Flu, primeiro jogo na quarta-feira que vem, no Morumbi.

Por Juca Kfouri às 23h49

O inacreditável aconteceu no Maracanã. De novo!

Parecia mentira.

O Flamengo era dono do jogo, seu gol amadurecia a olhos vistos mas, aos 20 minutos, Cabañas chuta de fora da área, a bola desvia em alguém e encobre o goleiro Bruno.

América 1, Flamengo 0.

Não seria nada não fosse o fato de o Flamengo ter sentido, como se pressentisse que o que era favas contadas pudesse virar um drama.

Pois virou.

Virou aos 38, depois que num rápido contra-ataque, Esqueda, ao receber um passe de cabeça, só fez encobrir o goleiro rubro-negro: 2 a 0.

A despedida de Joel Santana exigia trabalho, muito trabalho no intervalo, porque mais um gol mexicano significaria a eliminação do Flamengo e a festa de despedida viraria velório.

E o Flamengo voltou a mandar no jogo, em busca de um gol que lhe daria, ao menos, tranquilidade.

Gol que esteve por sair, que poderia ter saído, mas que teimava em não sair, mesmo já com Obina e Tardelli em campo.

Menos mal que o América nem sequer ameaçava, embora tenha prometido, antes do jogo, um Maracanazo.

Que se desenhou em cores mais que dramáticas aos 32, quando Cabañas bateu uma falta, a bola desviou de novo (em Obina, que ironia!) e carimbou o 3 a 0, que eliminava o time brasileiro.

Então, saiu Jaílton e entrou Renato Augusto.

O Maracanã com muito mais gente (47 mil pagantes) do que se poderia esperar para um "amistoso" estava perplexo.

Mas apoiava, acreditava no gol salvador, mesmo depois que Juan perdeu a cabeça e foi expulso, aos 39.

Joel Santana se desesperava fora de campo e Caio Júnior devia pensar que o deus dos estádios está contra ele.

Acontecia o Maracanazo prometido pelos mexicanos, com América e Atlas classificados para as quartas. 

Por Juca Kfouri às 23h47

07/05/2008

Vasco nas semifinais da Copa do Brasil

O Vasco levou um susto logo de cara, numa bobeada de sua dupla de zagueiros que culminou com um chute cruzado de Reinaldo Alagoano para abrir o placar em São Januário, com mais de 20 mil torcedores.

O Vasco só foi empatar num gol contra do zagueiro Jota, aos 22, depois de uma desviada de cabeça de Leandro Amaral.

E virar aos 36, com Edmundo, em belo tento, pelo lado direito da grande área.

Logo aos 13 do segundo tempo, em boa jogada de Madson pela esquerda, Morais recebeu e fez 3 a 1.

Daí, ficou fácil, muito fácil.

Leandro Amaral, com um toquinho de classe, fez 4 a 1 aos 20 e tabelou com Edmundo, aos 25, para que o Animal fizesse 5 a 1.

Vasco nas semifinais da Copa do Brasil, diante de Inter ou Sport.

Nem precisa do jogo em Maceió, onde, por sinal, a festa será novamente da torcida vascaína, enorme também nas Alagoas. 

Por Juca Kfouri às 21h25

Boca deixa Mineirão em silêncio

Dois minutos antes de Palacio calar o abarrotado Mineirão (61 mil pagantes), aos 36 do primeiro tempo, ele mesmo havia perdido uma oportunidade rara de gol, num contra-ataque que nasceu com o goleiro Caranta e passou pelos mágicos pés de Riquelme.

Nada de novo sob o sol, ou no caso, sob a lua.

O Cruzeiro tinha o domínio do jogo e, por pura ansiedade, perdeu pelo menos duas belíssimas oportunidades tanto quando estava 0 a 0 quanto quando já perdia.

E bobear contra o Boca é fatal, porque raramente o Boca bobeia, como aconteceu na Bombonera.

Tanto que Palermo também não perdoou, aos 43, ao cabecear um cruzamento da esquerda diante de um apalermado Espinoza: 2 a 0.

O Cruzeiro dizia adeus à Libertadores e o futebol brasileiro passava a não poder mais fazer a final da Libertadores.

O segundo tempo começou com Marcinho no lugar de Guilherme e, aos 13 minutos, Wagner, em lindo voleio, diminuiu.

Faltavam três gols...

E o Cruzeiro foi buscar, diga-se, fazendo um segundo tempo até empolgante, com Marcelo Moreno cabeceando na trave, aos 23, e com os argentinos tendo de recorrer a todo seu imenso repertório de como cozinhar  não o galo, mas a raposa...

E o Boca vai enfrentar os mexicanos do Atlas nas quartas-de-final.

 

Por Juca Kfouri às 19h55

Por quê?!

Para enriquecer a série sobre os mistérios do futebol, eis que o Botafogo contratou Carlos Alberto, ex-Flu, ex-Porto, ex-Corinthians, ex-Werder Bremen, ex-São Paulo, aos 23 anos de idade.

Como o Flu havia contratado Gustavo Nery... pra ficar só nele e não encher a sua paciência.

Por que, por que, por quê?!

Por Juca Kfouri às 13h39

O dia do 'pasillo'

Por GUSTAVO VILLANI

Hoje é um dia histórico no futebol espanhol.

Pela terceira vez os torcedores dos dois grandes times nacionais farão o pasillo, que é a grande homenagem ao campeão antecipado do campeonato espanhol.

Às 21:55 os jogadores do Barcelona estarão enfileirados, estilo corredor polonês, na boca do vestiário do Real Madrid.

Em vez de socos e pontapés, quando os merengues saírem do túnel receberão aplausos culés, de toda torcida presente no Bernabeu e de quase toda Espanha que estiver de frente para a televisão.

Um gesto raro, quase único no mundo, pois os ingleses também cultivam a gentileza.

O que é impensável na Argentina, Itália, França, Brasil e tantos lugares do mundo, acontece aqui.

Grandeza nua e crua, como deve ser.

Os dois times batalharam pelo título, um só poderia vencer e este é o Real Madrid, superior a ponto de antecipar a conquista.

Pois se em outros lugares o clássico não valeria mais nada, aqui vale, e muito.

E não se trata de humilhação, por favor, isso é bobagem.

No retrospecto dos pasillos o Real Madrid ultrapassa o Barcelona, 2 a 1.

Depois das temporadas 87-88 e 90-91, chegou a vez de 2007-2008.

Hoje é um dia para recordar, contar para os filhos, netos, aquela história toda.

É um dos bons exemplos que mostram o quanto o esporte serve de integração, que melhor do que se morder de raiva é aplaudir, que hoje eu devo homenagear e amanhã serei homenageado, que as próprias falhas não devem tirar o mérito do adversário e que antes das desavenças políticas e sociais o esporte é um bem de todos.

Por Juca Kfouri às 13h04

Noite para os anfitriões na Copa do Brasil

Às 19h30 o Vasco recebe o Corinthians Alagoano, a maior e melhor surpresa desta edição da Copa do Brasil.

E, com Leandro Amaral de volta para atuar ao lado de Edmundo, os cruzmaltinos que tratem de fazer um placar que lhes dê segurança para o jogo de volta, em Maceió, onde o Timão nordestino, fundado em 1991, só sabe vencer.

Como o Inter, às 21h50, apesar de maior favorito ao título da Copa do Brasil, todo animado com a façanha dos 8 a 1, não pode bobear diante do tricampeão pernambucano e concentradíssimo Sport, porque se deixar para decidir na Ilha do Retiro...

Bem, se deixar, melhor será o Abel Braga ligar para o Vanderlei Luxemburgo e perguntar como anda a barra por lá, ainda mais que o rubro-negro tem uma conta a descontar do Brasileirão passado, quando perdeu, na Ilha, para o Colorado, simplesmente por 5 a 1.

Por Juca Kfouri às 00h20

Duas durezas e uma festa na Libertadores

Às 19h10, o maior desafio: o Cruzeiro precisa vencer o Boca Juniors e eliminá-lo da Libertadores.

Um simples 1 a 0 basta.

Simples?!

Nunca é simples eliminar o Boca, mesmo sem ser o Boca de antes, apesar de ainda ser o Boca Juniors de Riquelme.

Mas o Cruzeiro pode, uai, se pode!

E o Mineirão precisa pulsar, para fazer jus ao presente que ganhou na Bombonera.

Não será fácil, ainda, a vida do São Paulo, no Morumbi, diante do ardido Nacional de Montevidéu, às 21h50.

Mas a vitória é obrigatória depois do sofrível 0 a 0 do Uruguai.

E se o Cruzeiro pode, ôrra meu, o São Paulo pode, e deve, ainda mais.

Finalmente, festa no Maracanã, também às 21h50.

Festa de despedida de Joel Santana, com o América mexicano como convidado de honra, depois dos 4 a 2 que levou no estádio Azteca.

Que Caio Júnior preste bastante atenção para aprender como se faz, mermão.

Sim, este blog aposta em três vitórias brasileiras, como apostava na do Fluminense ontem e apostará na do Santos amanhã.

Por Juca Kfouri às 00h01

O fracasso da Timemania

Chegou a hora de conferir a arrecadação da Timemania até o concurso nº 10:

http://futebolnegocio.wordpress.com/

Por MARCOS SILVEIRA

Arrecadacao Timemania - Concurso nº10

Média de arrecadação da Timemania segue na casa de R$ 3,5 milhões por concurso

Como se sabe, a previsão da Caixa Econômica Federal para o primeiro ano da loteria é arrecadar R$ 520 milhões, ou seja, R$ 10 milhões por semana (totalizando 52).

Depois de 10 concursos, no entanto, a média semanal de arrecadação continua bem abaixo da expectativa. Por enquanto as apostas totalizam R$ 3.545.401,60 por semana.

Multiplicando esse valor por 52 semanas, teríamos um total de R$ 184.360.883,20 em 12 meses de Timemania, ou apenas 35% da estimativa inicial da CEF.

Imagino que essa média ainda vai subir nas próximas semanas, mas me parece cada vez menos provável que a previsão da Caixa se confirme.

E você, caro leitor, o que pensa da Timemania após 10 concursos?

Mais uma vez ninguém acertou as 7 dezenas da principal faixa de premiação, que segue acumulada. A previsão para o próximo concurso (nº 11) é de R$ 5,3 milhões.

O “time do coração” deste fim de semana foi o JI-PARANÁ/RO, que foi escolhido por 13.880 apostadores. O clube de Rondônia ocupa a 38ª posição no ranking geral até agora.

Confira abaixo a colocação da sua equipe:

Ranking - Time do Coração (após 10 concursos)

Por Juca Kfouri às 23h35

06/05/2008

Timão sonha com o tri

Os primeiros cinco minutos no Morumbi foram impressionantemente do São Caetano, a ponto de o Corinthians não conseguir fazer uma jogada sequer.

Os cinco minutos seguintes continuaram do Azulão, mas com esboço de reação alvinegra.

E dos 10 em diante o Corinthians assumiu o jogo, diante de mais de 46 mil torcedores.

Aos 13 teve um pênalti não marcado a seu favor, quando o zagueiro Leonardo do time do ABC cortou um cruzamento de Herrera com o braço.

Não fosse isso, além da tradicional dificuldade em fazer gols do Timão e a de Perdigão em passar a bola com um mínimo de competência, o time da capital poderia ter feito pelo menos 1 a 0 no primeiro tempo.

Diogo Rincón, o herói maior da goleada diante do Goiás, por exemplo, desperdiçou uma cabeçada em saída em falso do goleiro Luís.

Ainda mais que Wilton Goiano foi expulso aos 34 minutos, depois de fazer falta em Dentinho.

O Corinthians voltou com o estreante Eduardo Ramos e Acosta e sem Perdigão (um alívio) e Diogo Rincón, ambos com cartões amarelos.

E só deu Corinthians.

Aos 10, por um triz, William não faz 1 a 0.

Aos 13 foi a vez de Acosta, com a bola triscando a trave.

O 0 a 0 não era justo, mas o Corinthians mostrava uma ansiedade exagerada ainda antes da etapa final chegar aos 20 minutos.

Menos mal que, aos 22, Lulinha, em noite de bom futebol, ganhou uma dividida, foi à linha de fundo pela direita e botou na cabeça de Herrera, que fez justiça: 1 a 0.

Aos 33, o goleiro Luís evitou duas vezes o segundo gol corintiano e, na seqüência, o travessão também o impediu, para que William, na pequena área, ainda mandasse por cima, num lance simplesmente incrível.

O 1 a 0 já era pouco, injusto, e o Corinthians buscava, com consciência, o segundo gol.

Mas, aos 38, o castigo...

Em contra-ataque fulminante, Luan ganha de William na corrida e Felipe, frio, aceita o chute cruzado, apesar de ainda tocar na bola.

A escrita de o Azulão escurecer a vida corintiana parecia continuar.

Só que para tudo tem limite e, aos 42, foi a vez de Dentinho fazer pela esquerda o que Lulinha tinha feito pela direita.

Pôs na cabeça do argentino Herrera para fazer 2 a 1.

Era mais que justo, era, aliás, o mínimo.

O Corinthians está a um empate das semifinais, diante de Botafogo ou Galo, e sonha com o tricampeonato da Copa do Brasil.

O jogo de volta será na terça-feira que vem, no estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto.

Ribeirão Preto e branco? 

Alguma dúvida?

Em tempo: 1700 votos na sondagem, 60% indicaram vitória do São Caetano.

Por Juca Kfouri às 22h55

Que venha o São Paulo!

O Fluminense jogou boa parte do primeiro tempo sob as vaias da parte má de sua torcida.

Eram 32 mil tricolores no Maracanã.

Não que as vaias fossem injustas do ponto de vista do futebol que o Flu não apresentava, abaixo da crítica, a ponto de o Atlético Nacional ser mais perigoso.

Mas, na Libertadores, vaiar o time é meio caminho para perdê-la.

De fato, sem gols e com uma montanha de passes errados, o primeiro tempo chegou a irritar e nem mesmo a presença de Dodô desde o início serviu para animar a partida.

Na verdade, divertido apenas foi o que fez o cabeludo meia chileno do time colombiano, habilidoso e experiente ( 31 anos) Francisco Arrué.

Ele foi medalha de bronze nas Olimpíadas de 2000, em Sydney, e um dos poucos jogadores a atuar nos três grandes clubes andinos, no Colo-Colo e nas duas Universidades, a Católica e a do Chile.

Menos mal que, aos 7 do segundo tempo, ainda antes que as vaias pudessem dar o ar de sua falta de graça, Thiago Neves cruzou uma falta pela direita e Roger enfiou a cabeça para fazer 1 a 0, 3 a 1 no placar agregado.

Aos 21, Maurício entrou, Thiago Neves saiu e saiu vaiado, por uns malucos, no mínimo.

Aos 27 foi a vez de Washington sair, poupado de vaias, ao menos, para entrada de Tartá.

Aos 29, o ex-palmeirense Muñoz levou Fernando Henrique a trocar as mãos pelos pés e fazer uma defesa bizarra, no meio do gol.

Aos 36, saiu Gabriel, entrou Carlinhos, sem vaias nem aplausos.

E, no minuto seguinte, o argentino Conca quase ampliou, em bela jogada.

Se o primeiro tempo foi decepcionante, o segundo não foi nada de excepcional, mas, certamente, o suficiente para o Flu vencer com méritos.

Quem será o próximo adversário do tricolor carioca nas quartas-de-final?

Outro Nacional, o do Uruguai, ou o tricolor paulista.

Amanhã saberemos.

Seja quem for, o Fluminense precisará jogar bem melhor.

Por Juca Kfouri às 20h29

Raios-X dos Estaduais

 Não é nada brilhante a média de público dos quatro principais campeonatos estaduais do país.

Como, aliás, não foi brilhante a média de público do Campeonato Brasileiro de 2007, com 17.461 torcedores.

O Campeonato do Rio de Janeiro foi o de melhor média: 8.518, menos na metade do Brasileirão.

O Mineiro veio a seguir, 7.983.

O Paulista ficou apenas em terceiro lugar, com 6.791.

E o Gaúcho, uma lástima, com 3.904, apesar de grande crescimento em relação ao ano passado, quando a média foi de apenas 2.310.

Crescimento fruto das campanhas de sócios-torcedores da dupla Gre-Nal, que levaram o Grêmio a ter 17 mil torcedores em média no Olímpico e o Inter a ter 29 mil no Beira-Rio.

Beira-Rio que foi palco, também, do jogo de maior público do campeonato, com 38.219 pagantes, o jogo final, o dos 8 a 1, que até mudou o nome do Zetti para Oitti.

Em compensação, Ulbra e Santa Cruz levaram apenas 37 pessoas ao estádio e o XV de Campo Bom teve média final de 430 torcedores por jogo.

Em São Paulo, o jogo de menor público foi entre dois ex-campeões paulistas, Bragantino e São Caetano, com 126 testemunhas, e o de maior entre Corinthians e Palmeiras, com 48.930.

Em Minas, Cruzeiro 0, Galo 0, levou 54.875 torcedores ao Mineirão, ao passo que Guarani x Villa Nova teve apenas 776.

Finalmente, no Rio, o maior público ficou para o jogo final entre Flamengo e Botafogo, com 78.830 pagantes e o pior para Mesquita e Madureira, com 49 bondosos cidadãos.

A pergunta que o blog faz é sempre a mesma: faz sentido misturar o Inter e o XV de Campo Bom? O Flamengo e o Mesquita?

Ninguém nega que é legal ver as finais e que elas atraem mesmo, embora, a final paulista, por exemplo, nem sequer tenha rendido uma audiência expressiva, com 29 pontos na Globo e sete na Band.

Mas nada é menos profissional que o durante.

Por Juca Kfouri às 12h27

Libertadores e Copa do Brasil em ação

O Fluminense faz o jogo de volta contra o Atlético Nacional, da Colômbia, hoje, às 18h30 no Maracanã, pela Taça Libertadores da América.

Dodô deve começar jogando, o que já é uma atração especial.

E o Flu, que venceu o primeiro jogo por 2 a 1, só não pode achar que está tudo resolvido, para não ser surpreendido.

Se não achar que já ganhou, já ganhou.

Pela Copa do Brasil, às 21h, no Morumbi, jogo de ida entre Corinthians e São Caetano.

São Caetano que não se incomoda em jogar em estádios lotados contra ele porque está mais que acostumado, tanto que em 19 jogos contra o Corinthians, sempre em minoria absoluta, o Azulão ganhou 11, empatou três e perdeu só cinco vezes.

E depois que o Itumbiara enfiou 3 a 0 no Goiás, no Serra Dourada, os 4 a 0 do Corinthians da semana passada contra o mesmo Goiás ficaram sob suspeita.

Comentário para o Jornal da CBN desta terça-feira, 6 de maio de 2008.

http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/comentarios/jucakfouri.asp

Por Juca Kfouri às 00h44

05/05/2008

Mixto também é campeão

O Mixto, de Cuiabá, é o campeão mato-grossensse de 2008.

No primeiro jogo, na capital do Mato Grosso, deu empate de 0 a 0.

Mas, no segundo e decisivo jogo, deste domingo, no interior, ganhou do União de Rondonópolis, por 1 a 0, conquistando o título pela 24a. vez.

 

Por Juca Kfouri às 11h32

04/05/2008

Mais campeões estaduais

Dos 10 campeões indicados por este blog, sete foram na mosca, com Palmeiras (diante de 28 mil torcedores) e mais seis, com o Flamengo (84 mil presentes ao Maracanã) de fora, porque fiquei na dúvida entre ele e o Botafogo.

Só o Itumbiara que enfiou 3 a 0 no Goiás, no Serra Dourada (30 mil pessoas) e, assim, ganhou seu primeiro título estadual, e o Vitória, 23 vezes campeão na Bahia, desmentiram o blog, pois o rubro-negro baiano acabou ficando com a taça pelo número de gols marcados, cinco a mais que o Bahia.

Porque o Cruzeiro confirmou seu óbvio favoritismo, ao ganhar do Galo por 1 a 0, gol de Marcelo Moreno, com 40 mil pessoas no Mineirão e 34o. título azul e evitou que o blog passasse a ser de Juca Kafunga.

Como o Inter também venceu, mas de maneira acachapante, 8 a 1, vale repetir, OITO A UM, no Juventude, que pagou caro a petulância de ter vencido o 38 vezes campeão gaúcho Colorado por três vezes neste ano. O Beira-Rio recebeu 42 mil torcedores.

O Fortaleza ganhou de 4 a 2 do Icasa e foi campeão cearense pela 37a. vez diante de 45 mil torcedores e o CSA empatou 2 a 2 com o ASA, para vencer o alagoano no Rei Pelé, com 10 mil torcedores, para ser, também, campeão pela 37o. vez.

Já o Coritiba perdeu do Atlético Paranaense por 2 a 1, mas o gol de Henrique Dias valeu o 33o. título coxa, na casa do Furacão, com 22 mil torcedores.

E o Figueirense perdeu no tempo normal por 3 a 1, mas venceu o Criciúma na prorrogação por 1 a 0, gol de Bruno Santos, para ser campeão catarinense pela 15a. vez, diante de 18.500 espectadores.

Por Juca Kfouri às 18h48

Real Madrid campeão

Por GUSTAVO VILLANI, de Madrid

O Real Madrid virou em cima da hora, nos dois minutos finais, e se sagrou campeão espanhol pela 31ª vez diante do fraco Osasuna.

Fraco, aliás, foi o campeonato em si.

Nenhuma equipe brilhante, nem mesmo o Real Madrid, que caiu na oitavas-de-final na Champions League, bem cedo para uma equipe de tamanha tradição européia.

Robinho, que prometeu em viva voz ser o melhor do mundo, termina a temporada no banco de reservas.

De quebra, viu do banco de reservas o substituto Robben brilhar, com partidas bem jogadas e gols importantes.

A queda de Robinho tem justificativa na irregularidade que o acompanha desde que chegou, em 2005.

Além disso, conviveu com algo raro na carreira: lesões.

Primeiro uma esquisita contratura abdominal e, depois, uma pubalgia que ele esconde da imprensa.

Resta saber se ele estará bem para disputa da Olimpíada, se é que Dunga o convocará entre os três atletas com idade olímpica.

A tempo, a temporada foi boa para o lateral-esquerdo Marcelo, que atuou mais do que em outros anos.

Felicidade essa que não serve de exemplo a Julio Baptista, que jogou bem quando teve oportunidade, até marcou o único gol que deu ao Real Madrid a vitória contra o Barcelona no Camp Nou, mas Baptista convive com a injusta concorrência do queridísimo Guti.

Nem que faça chover Júlio Baptista será titular enquanto o espanhol prata-da-casa permanecer no clube.

E Guti acaba de fazer um contrato eterno com o clube, assim como Casillas e Raúl...

Por Juca Kfouri às 18h23

Mengão, 30 vezes campeão!

O Botafogo fez 1 a 0 em falha do goleiro Bruno em sua 100o. partida com a camisa rubro-negra e foi melhor no primeiro tempo.

Aí, Obina entrou no segundo.

E tudo mudou.

Ele empatou e Tardelli fez 2 a 1, com o Flamengo mostrando muito mais folêgo que o Botafogo, nova prova do excelente trabalho da Comissão Técnica da Gávea.

E se Obina abriu a festa, Obina fechou a festa, ao fazer 3 a 1, em jogada de Tardelli, pela esquerda.

Maracanã lotado e 30.o título do Mengo, que se iguala ao Flu.

Joel Santana segue em sua trajetória, campeão estadual pelos quatro grandes do Rio de Janeiro.

E a Nike não deu azar, ao contrário.

Mas se fosse no Botafogo...

Por Juca Kfouri às 18h02

Verdão, 22 vezes campeão!

Num Palestra Itália repleto e colorido, o Palmeiras fez a festa como a festa deveria ser: em casa e de goleada.

E que goleada!

Nada menos que 5 a 0, com direito a um golaço de Valdívia, o terceiro, três de Alex Mineiro, artilheiro do campeonato, e um contra, o primeiro.

A Ponte Preta teve mais a bola, até porque teve que ir buscá-la cinco vezes no fundo das redes.

O Palmeiras conquistou seu 22o. título paulista, Luxemburgo conquistou o oitavo dele, terceiro seguido.

E, mantido o atual elenco e descontado o trauma diante do Sport, é time que já sai como um dos favoritos ao título brasileiro.

Por Juca Kfouri às 17h57

Nota oficial do Flamengo

Postado em Maio, 4 hr. 11:21 am

O Vice-Presidente de Marketing do Flamengo comunica que, o lançamento antecipado de uma camisa comemorativa de um eventual bicampeonato carioca produzido pela fornecedora oficial do clube, foi lançada à revelia do Flamengo.

O Flamengo jamais usou deste expediente para comemorar títulos ainda não conquistados.

Este lançamento foi de total e exclusiva responsabilidade da fornecedora de material do clube.

Por Juca Kfouri às 14h26

Coritiba campeão

Em duas horas, com 570 opiniões, uma massacre coxa, com 95% de convicção pelo título paranaense!

Por Juca Kfouri às 14h06

Cruzeiro campeão

Com 850 participações, não é que há 38% de gozadores/crentes/profetas/fanáticos/sábios/adivinhos que apostam no Galo?

Por Juca Kfouri às 11h06

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico