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![]() BLOG DO ANDRÉ KFOURI BLOG DO TORERO DISCOS DO BRASIL BLOG DA REDAÇÃO UOL DANIEL KFOURI FOTÓGRAFO ESPN-BRASIL RÁDIO CBN![]() ![]() 05/10/2008 a 11/10/2008 28/09/2008 a 04/10/2008 21/09/2008 a 27/09/2008 14/09/2008 a 20/09/2008 07/09/2008 a 13/09/2008 31/08/2008 a 06/09/2008 24/08/2008 a 30/08/2008 17/08/2008 a 23/08/2008 10/08/2008 a 16/08/2008 03/08/2008 a 09/08/2008 27/07/2008 a 02/08/2008 20/07/2008 a 26/07/2008 13/07/2008 a 19/07/2008 06/07/2008 a 12/07/2008 29/06/2008 a 05/07/2008 22/06/2008 a 28/06/2008 15/06/2008 a 21/06/2008 08/06/2008 a 14/06/2008 01/06/2008 a 07/06/2008 25/05/2008 a 31/05/2008 18/05/2008 a 24/05/2008 11/05/2008 a 17/05/2008 04/05/2008 a 10/05/2008 27/04/2008 a 03/05/2008 20/04/2008 a 26/04/2008 13/04/2008 a 19/04/2008 06/04/2008 a 12/04/2008 30/03/2008 a 05/04/2008 23/03/2008 a 29/03/2008 16/03/2008 a 22/03/2008 09/03/2008 a 15/03/2008 02/03/2008 a 08/03/2008 24/02/2008 a 01/03/2008 17/02/2008 a 23/02/2008 10/02/2008 a 16/02/2008 03/02/2008 a 09/02/2008 27/01/2008 a 02/02/2008 20/01/2008 a 26/01/2008 13/01/2008 a 19/01/2008 06/01/2008 a 12/01/2008 30/12/2007 a 05/01/2008 23/12/2007 a 29/12/2007 16/12/2007 a 22/12/2007 09/12/2007 a 15/12/2007 02/12/2007 a 08/12/2007 25/11/2007 a 01/12/2007 18/11/2007 a 24/11/2007 11/11/2007 a 17/11/2007 04/11/2007 a 10/11/2007 28/10/2007 a 03/11/2007 21/10/2007 a 27/10/2007 14/10/2007 a 20/10/2007 07/10/2007 a 13/10/2007 30/09/2007 a 06/10/2007 23/09/2007 a 29/09/2007 16/09/2007 a 22/09/2007 09/09/2007 a 15/09/2007 02/09/2007 a 08/09/2007 26/08/2007 a 01/09/2007 19/08/2007 a 25/08/2007 12/08/2007 a 18/08/2007 05/08/2007 a 11/08/2007 29/07/2007 a 04/08/2007 22/07/2007 a 28/07/2007 15/07/2007 a 21/07/2007 08/07/2007 a 14/07/2007 01/07/2007 a 07/07/2007 24/06/2007 a 30/06/2007 17/06/2007 a 23/06/2007 10/06/2007 a 16/06/2007 03/06/2007 a 09/06/2007 27/05/2007 a 02/06/2007 20/05/2007 a 26/05/2007 13/05/2007 a 19/05/2007 06/05/2007 a 12/05/2007 29/04/2007 a 05/05/2007 22/04/2007 a 28/04/2007 15/04/2007 a 21/04/2007 08/04/2007 a 14/04/2007 01/04/2007 a 07/04/2007 25/03/2007 a 31/03/2007 18/03/2007 a 24/03/2007 11/03/2007 a 17/03/2007 04/03/2007 a 10/03/2007 25/02/2007 a 03/03/2007 18/02/2007 a 24/02/2007 11/02/2007 a 17/02/2007 04/02/2007 a 10/02/2007 28/01/2007 a 03/02/2007 21/01/2007 a 27/01/2007 14/01/2007 a 20/01/2007 07/01/2007 a 13/01/2007 31/12/2006 a 06/01/2007 24/12/2006 a 30/12/2006 17/12/2006 a 23/12/2006 10/12/2006 a 16/12/2006 03/12/2006 a 09/12/2006 26/11/2006 a 02/12/2006 19/11/2006 a 25/11/2006 12/11/2006 a 18/11/2006 05/11/2006 a 11/11/2006 29/10/2006 a 04/11/2006 22/10/2006 a 28/10/2006 15/10/2006 a 21/10/2006 08/10/2006 a 14/10/2006 01/10/2006 a 07/10/2006 24/09/2006 a 30/09/2006 17/09/2006 a 23/09/2006 10/09/2006 a 16/09/2006 03/09/2006 a 09/09/2006 27/08/2006 a 02/09/2006 20/08/2006 a 26/08/2006 13/08/2006 a 19/08/2006 06/08/2006 a 12/08/2006 30/07/2006 a 05/08/2006 23/07/2006 a 29/07/2006 16/07/2006 a 22/07/2006 09/07/2006 a 15/07/2006 02/07/2006 a 08/07/2006 25/06/2006 a 01/07/2006 18/06/2006 a 24/06/2006 11/06/2006 a 17/06/2006 04/06/2006 a 10/06/2006 28/05/2006 a 03/06/2006 21/05/2006 a 27/05/2006 14/05/2006 a 20/05/2006 07/05/2006 a 13/05/2006 30/04/2006 a 06/05/2006 23/04/2006 a 29/04/2006 16/04/2006 a 22/04/2006 09/04/2006 a 15/04/2006 02/04/2006 a 08/04/2006 26/03/2006 a 01/04/2006 19/03/2006 a 25/03/2006 12/03/2006 a 18/03/2006 05/03/2006 a 11/03/2006 26/02/2006 a 04/03/2006 19/02/2006 a 25/02/2006 12/02/2006 a 18/02/2006 05/02/2006 a 11/02/2006 29/01/2006 a 04/02/2006 22/01/2006 a 28/01/2006 15/01/2006 a 21/01/2006 08/01/2006 a 14/01/2006 01/01/2006 a 07/01/2006 25/12/2005 a 31/12/2005 18/12/2005 a 24/12/2005 11/12/2005 a 17/12/2005 04/12/2005 a 10/12/2005 27/11/2005 a 03/12/2005 20/11/2005 a 26/11/2005 13/11/2005 a 19/11/2005 06/11/2005 a 12/11/2005 30/10/2005 a 05/11/2005 23/10/2005 a 29/10/2005 16/10/2005 a 22/10/2005 09/10/2005 a 15/10/2005 02/10/2005 a 08/10/2005 25/09/2005 a 01/10/2005 18/09/2005 a 24/09/2005![]() Dê uma nota para o blog ![]() ![]()
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Timbu tímido em Ipatinga
Numa rodada que começou com 11 gols em dois jogos no Rio e em São Paulo, em Minas, Ipatinga e Naútico ficaram no 0 a 0. Não vi. Perdi? Escrito por Juca Kfouri às 20h15[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Passeio no Maracanã em festa
O que era previsível aconteceu. O Flamengo pintou e bordou com a péssima defesa do Figueirense e só no primeiro tempo marcou quatro vezes, três com Marcinho, de todo jeito, pelo meio, pela esquerda e pela direita. Logo aos 2, ele trocou passe com Maxi, depois de uma roubada de bola no campo do ataque rubro-negro, e fez 1 a 0. Entre o primeiro e o segundo gols, o Flamengo jogou em ritmo de treino, sobrando em campo. Aos 36, foi a vez de Souza roubar uma bola no campo de ataque, entregar para Juan que deu para Marcinho, enfiar outra vez para Souza fazer 2 a 0. Estava fácil, extremamente fácil, porque o Figueira não parece nem sombra do time do ano passado. Neste Brasileirão, o Figueira já tomou cinco da Lusa, quatro do Vitória e mais cinco do Flamengo, em cinco jogos. O massacre prosseguiu aos 39, quando Juan recebeu de Souza e fuzilou o goleiro Wilson que até defendeu bem, mas o rebote sobrou nos pés de Marcinho que mandou para a rede: 3 a 0. O Flamengo nem queria mais, mas também não jogaria fora suas chances. E Léo Moura deu uma de Mané Garrincha pela direita, deixou dois catarinenses na saudade com um drible sensacional, entrou na área e achou quem? Achou Marcinho que, em duas tentativas, fez 4 a 0. No segundo tempo o Flamengo relaxou como é natural e o Figueirense exigiu pelo menos duas grandes defesas de Bruno, uma delas terminando na trave. No fim, para massa sair mais feliz ainda, Souza cumprimentou de cabeça um cruzamento de Obina e fez 5 a 0. O Flamengo agora tem um saldo melhor que o do Cruzeiro: 9 a 7. Para continuar líder, o Cruzeiro terá de vencer o Vasco por três gols de diferença. Ou seja, amanhã, o rubro-negro torcerá pelos cruzmaltinos para ser líder isolado. Torcerá para que o Vasco perca de pouco, é claro! Sábado, no mesmo Maracanã, tem o São Paulo, que luta pelo mesmo hexacampeonato brasileiro. Hoje, o estádio tinha 22 mil pessoas, três vezes mais que o jogo do tricolor paulista no mesmo horário e quase com a mesma goleada, contra outro alvinegro. Escrito por Juca Kfouri às 20h11[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Passeio no Morumbi vazio
Em 15 minutos no Morumbi, o São Paulo tinha chutado quatro vezes no gol do Galo e marcado três gols. O Galo não tinha chutado nem uma bola sequer. Hernanes fez o primeiro, acertando um daqueles chutes de fora da área como cansou de fazer no ano passado. Eram decorridos apenas 8 minutos e quem sabe seja o sinal de que as coisas começam a voltar a seus lugares no São Paulo. Porque, aos 12, também como em 2007, embora com a camisa do Botafogo, Joílson também fez belo gol de fora da área, depois de receber de Borges no papel de pivô. E, ao 15, outra vez Joílson apareceu, ao dar para André Dias fazer um gol de atacante, encobrindo o goleiro Juninho. O Galo estava tonto e Gallo tentou consertar, fazendo duas substiuições logo aos 24 minutos. Em vão, é claro, porque a porta estava mais que arombada. Impiedoso, ainda no primeiro tempo, o São Paulo consolidou sua primeira vitória neste Brasileirão, e sacramentou a primeira derrota do Galo, com Hugo, de cabeça, aos 38, ao concluir um cruzamento de Jancarlos que começou com uma tabela com Joílson. Aos 25 do segundo tempo, Coelho diminuiu, em chute de longe que desviou em Aloísio, já contra um tricolor desinteressado. Tão desinteressado que Muricy Ramalho começou a ficar irritado, algo que parece ter sido percebido por Hugo que achou melhor evitar a bronca e, aos 40, tratou de fazer o quinto gol. Estará Hugo também de volta ao passado tricolor, mas tricolor gaúcho? O São Paulo tinha marcado dois gols em quatro jogos e marcou cinco num só. O Galo tinha sofrido dois gols em quatro jogos e sofreu cinco num só. Melhor nem falar nada de Muricy Ramalho ou da possibilidade do tri/hexacampeonato tricolor. Mas o fato é que, depois de poder trabalhar uma semana inteira, o São Paulo deu o ar de sua graça. E sete mil torcedores no Morumbi é de dar vergonha no clube que se gaba de ser o Clube da Fé. Sábado tem Flamengo, no Maracanã, lotado, é claro. Escrito por Juca Kfouri às 20h10[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
O quinto passo foi de 4
Era um jogo de risco. Com o time reserva e mais três titulares, com a cabeça na decisão da Copa do Brasil, na casa do adversário, aparentemente dos mais qualificados da Série B, ainda invicto, a exemplo do próprio Corinthians, e do Avaí. Só que o bom gramado do campo em Barueri conspirou contra os donos da casa e o Corinthians passeou no primeiro tempo. E marcou três vezes: Acosta, com a colaboração autorizada do bandeirinha (41 centímetros impedido), depois de enfiada de bola preciosa de Elias; Ávalos, contra, em jogada de Douglas pela direita e Lima, em jogada de Wellington Saci pela esquerda, aos 9, 21 e 27 minutos. O jogo esteve 1 a 1, por coisa de um minuto e pouco, depois que Felipe bobeou e Márcio Careca empatou. Se o Corinthians pudesse nem teria voltado para o segundo tempo. Como não pode, voltou só para tentar fazer o tempo passar. Sofreu um pênalti não marcado, levou uma bola na trave, viu Felipe fazer uma boa defesa e foi levando -- até levando alguns sustos. Depois de um desses sustos, para acabar a brincadeira, Fábio Ferreira fingiu que era o Rivellino e deu um lançamento de mais de 40 metros para Douglas fazer belo gol: 4 a 1, aos 16. O quinto passo foi de 4. 100%! Escrito por Juca Kfouri às 18h05[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Histórico: Venezuela 2, Brasil 0
Trimmmmm! Toca o telefone na suíte presidencial do Palácio da Alvorada. -Alô, aqui é o Lula, quem fala? -Ei, meu companheiro, é o Chávez, de Caracas. -Chávez?! O que houve desta vez? -O jogo, Lula, o jogo? -Que jogo, Chávez, você enlouqueceu? -O jogo de futebol, meu camarada! -Mas foi na quarta-feira passada e nós ganhamos de 3 a 1. Falta agora o jogo decisivo, em Recife. -Não, Lula, falo de Venezuela e Brasil, em Boston. -Chiiiiii, esqueci completamente e dormi. Você está ligando para se queixar? -Não, amigo, para me desculpar. -Porque, vocês tiveram que bater muito nos meus meninos? -Não, Lula, não. -Mas, então, por que, me conte como foi o jogo. -Bem, logo aos 5 minutos fizemos 1 a 0, com Maldonado, numa bobeada da defesa de vocês, em linha. -Você não vai me dizer que ganharam da gente de 1 a 0? -Não, não! -Ah, bom! -É, que ainda marcamos, aos 42, com Vargas, em homenagem àquele outro presidente de vocês, mais do meu estilo. Só no primeiro tempo, quando ainda perdemos uma ótima chance. Vocês até dominaram, mas meu goleiro não teve que fazer uma única defesa. Resultado: 2 a 0! -Meu Deus! -Hable. -Eu disse Deus, Chávez. -Perdon. -Fala em português, Cháves. E já que você me acordou, conte-me como foi o segundo tempo, porque futebol nunca foi o negócio de vocês. Ciclismo, beisebol, petróleo, futebol não! -Bueno, ustedes tentaram reagir, e o Diego mandou de chilena na trave. Ele entrou no lugar do Pato, como o Josué no do Gilberto Silva e o Maicon no do Daniel Alves. -De chilena?! O que é isso, Chávez. Fala em português, hombre! -Nosotros llamamos de chilena, ustedes de bicicleta, porque imaginam que foi Leônidas da Silva quem inventou a jogada, mas foi um chileno. Na verdade, um basco chamado Ramón Unzaga Asla, que migrou e adotou a nacionalidade chilena e jogou pelo Colo-Colo... -É, os chilenos inventaram a bicicleta e os venezuelanos inventarm de botar fogo na América Latina... -Calma, meu camarada. E o espírito esportivo? O Dunga, diga-se, tentou de tudo, tirou o Elano, pôs o Mineiro, tirou o Adriano que por pouco não marcou um gol de calcanhar e pôs o Luís Fabiano, depois o Sóbis no lugar do Anderson. -Não acredito. É a terceira derrota do Dunga! Portugal, México, vá lá. Mas Venezuela, Chávez?! Eram 17 jogos e 17 vitórias! 78 gols marcados e, até hoje, pelo que você me diz, e juro, não estou acreditando, só tínhamos tomado quatro gols, segundo eu vi no sítio da CBF enquanto fingia que prestava atenção na conversa com esse chato do Aécio Neves. -Sítio, camarada? A CBF tem um sítio?! -É como nós que não nos dobramos ao imperialismo ianque falamos site, Cháves, understand me? -Hable em português, presidente Lula. Dê-se ao respeito. -É o sono, Chávez. Amanhã vou conferir se é verdade ou se você está fantasiando, para variar. Aliás, que notas você deu para os jogadores? -Notas? Não paguei ninguém, não. -Avaliações, de 1 a 10, Chávez? -Para os meus, 10 para todos. Para os seus, 1 para todos. -Que pesadelo! -Buenas noches!!! Escrito por Juca Kfouri às 00h23[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Pra não dizer que não falei...
O Fortaleza perdia, em casa, por 2 a 1 do Avaí, e empatou 2 a 2. O ABC perdia, em casa, por 1 a 0 do Juventude, e empatou 1 a 1. A Ponte Preta vencia, em casa, o Gama, por 1 a 0, e perdeu de 2 a 1. E querem que o blog fale da Série B. O blog fala do Corinthians na Série B, e olhe lá. Escrito por Juca Kfouri às 22h04[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
O sábado de bola
O sábado do futebol começa às 16h10, em Barueri, entre o Corinthians e seus resevas contra o time da prefeitura da cidade -- que ainda não tem hospital, mas já tem estádio. Tudo porque o mau prefeito do lugar quer ser governador de São Paulo. Às 18h10, no Morumbi, a coisa fica séria, com o jogo do São Paulo, em busca de sua primeira vitória, e Galo, um dos três invictos. No mesmo horário o Ipatinga, outro time artificial e nebuloso, recebe o Náutico que tem tudo para confirmar sua boa campanha. E também na mesma hora o Flamengo é favoritíssimo contra o Figueirense, no Maracanã. São três pontos dados como certos na campanha pelo hexacampeonato brasileiro, única conquista que pode fazer esquecer o trauma da Libertadores, em vias de ser ganha pelo rival Flu, ainda por cima. Em tempo: Barueri inaugurou no último dia 29 de maio, e com grande atraso, seu hospital municipal, em regime parcial de trabalho. O estádio de futebol já tem mais de ano em funcionamento... Escrito por Juca Kfouri às 15h49[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Ei, não se esqueça
Hoje tem Brasiiiilllll!!!!!!! Sim, às 10 da noite tem Seleção Brasileira. Em Boston. Que bo...m!!!!!! Contra a Venezuela! Ela! Com Robinho, Adriano e Pato. Eu vou ver. E você? Escrito por Juca Kfouri às 14h14[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Basquete de altíssimo nível
Acabo de ver um grande jogo de basquete. O primeiro das finais da NBA, entre Boston Celtics e Los Angeles Lakers, em Boston. Os donos da casa ganharam por 10 pontos, 98 a 88. Que jogo! Intenso, repleto de alternativas, LA melhor no primeiro tempo, ditando o ritmo, Boston infernal no segundo, com o coração e a pontaria falando mais alto. Um jogo, enfim, no nível daqueles dos tempos em que este blogueiro, modestamente, desfilava seu (meu!) talento pela quadras de São Paulo... Escrito por Juca Kfouri às 01h06[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Sport segue absoluto
Meus amigos, como diria João Saldanha, já está mais que claro que a sondagem sobre quem ficará com a Copa do Brasil não mudará. Mesmo depois do jogo de ontem a tendência permaneceu: de 32.500 participações, 54,34% apostam no Sport, que perdeu apenas pouco mais de 1% dos 3 a 1 para cá (1,19% para ser exato). É hora de mudar, porque um valor mais alto se levanta, a decisão da Libertadores. Mudemos, pois. Até porque, lembremos, a Copa do Brasil não é mais a mesma desde que a CBF foi incapaz de manter nela nossos representantes na Libertadores. Escrito por Juca Kfouri às 23h19[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
De Nelson Rodrigues para Antonio Athayde*
Por RICARDO PEDREIRA** Meu caro Tatá (desculpe a intimidade, mas seu pai, aqui a meu lado, me disse que alguns amigos lhe tratam dessa forma), *Antonio Athayde é das melhores cabeças do mundo da comunicação no Brasil e filho de Austregésilo de Athayde, jornalista e escritor que presidiu a Academia Brasileira de Letras. **Ricardo Pedreira é editor do jornal da Associação Nacional dos Jornais (ANJ). Escrito por Juca Kfouri às 18h20[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Palhaçada!
Então interditaram os Aflitos por causa do gramado? Por que só agora? Palhaçada. Por que não dizer que a interdição é preventiva, que o julgamento se dará antes do jogo contra o Vasco? Agora, se o julgamento condenar o Náutico estaremos diante de uma flagrante injustiça. Escrito por Juca Kfouri às 13h25[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Aproveita, São Marcos!
Assim que assinar com o Chelsea, Luiz Felipe Scolari desfalcará a Comissão Técnica do Palmeiras. Não, ele não levará Vanderlei Luxemburgo para auxiliá-lo, mas, sim, o ótimo preparador de goleiros Carlos Pracidelli. Que não irá para Londres como tal e sim como observador de jogos para Felipão. Porque o goleiro tcheco Petr Cech, para muitos o melhor do mundo, tem um treinador pessoal há quase 10 anos. Escrito por Juca Kfouri às 10h40[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
3 a 1 e 3 a 1. Que noite!
Fluminense e Boca Juniors fizeram um primeiro tempo sem gols de tamanha tensão que 85 mil pessoas comiam as unhas no Maracanã. Pois no segundo tempo comeram as unhas, os dedos e os cotovelos. Porque o Boca Juniors fez 1 a 0 com Palermo e o Maracanã ficou com cheiro de Maracanazo. Mas os mortos não tinham saído de suas tumbas para ver nova derrota brasileira para os xeneizes. E Washington empatou. E Conca desempatou. E Dodô botou uma pá de cal no túmulo do Boca: 3 a 1. Resultado que leva o Fluminense para a decisão da Libertadores pela primeira vez, contra a LDU, do Equador, primeiro jogo em Quito, segundo no Maracanã, dias 25 de junho e 2 de julho. Outro 3 a 1, no Morumbi, com 64 mil torcedores, deixou o Corinthians na situação de poder perder por um gol de diferença no jogo de volta, na quarta-feira que vem, na Ilha do Retiro, no Recife. O Corinthians mandou no primeiro tempo e fez 2 a 0, com Dentinho e Herrera. O Sport reagiu no segundo, mas tomou o terceiro gol de Acosta e só respira ainda porque Enílton, nos acréscimos, descontou. É claro que o Corinthians está mais perto do tricampeonato da Copa do Brasil que o Sport de seu primeiro título. Mas não é menos claro que o gol pernambucano deixou a decisão aberta. Comentário para o Jornal da CBN desta quinta-feira, 5 de junho de 2008. Escrito por Juca Kfouri às 00h25[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Flu como nunca! Adiós, Boca! Venha LDU!
Fluminense e Boca fizeram um primeiro tempo equilibrado e tenso, com ligeira vantagem argentina. Vantagem que se tornou dramática quando Palermo cabeceou livre e fez 1 a 0, aos 12 do segundo tempo. Parecia aquele velho filme que estamos literalmente cansados de ver. Mas Washington, logo depois, aos 18,em cobrança perfeita de falta, empatou. Era o que bastava. Mas não era. Porque num contra-ataque, aos 26, Conca, ex-River, chutou da esquerda, a bola desviou em Ibarra e eliminou o Boca no Maracanã em festa com 85 mil torcedores, e pôs o Flu em sua primeira final de Libertadores. Porque os mortos saíram de suas tumbas e o Gravatinha riu na cara do Sobrenatural de Almeida, cujos poderes Fernando Henrique tratou de evitar. Não que ele não tenha dado o ar de sua desgraça, ao evitar o terceiro gol de Júnior César, no pé da trave aos 46. Pero, el Sobrenatural de la Naturaleza apareceu nos pés de Dodô, ao tomar a bola de Palacio na intermediária e liquidar a fatura aos 47. Lembremos: o Flu eliminou o tricampeão São Paulo, o hexacampeão Boca Juniors e buscará seu primeiro título contra uma LDU que também jamais foi campeão. E dos clubes brasileiros, só o Santos, em 1963, superou o Boca. Esta Libertadores tem a cara do Flu, só tem! Escrito por Juca Kfouri às 23h53[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
A decisão é na Ilha! Mesmo!
No primeiro tempo do Morumbi só um time jogou: o Corinthians. Para falar bem a verdade, nos últimos cinco minutos o Sport até esboçou jogar um pouco, mas só um pouco. Até tomar 2 a 0, o Leão não se comportou como tal, ao contrário, mais pareceu um bichinho assustado. Muito assustado. Dentinho teve duas boas chances de gol logo no começo do outro. Como Carlos Aberto teve a seguir. A quarta, quinta e sexta chances alvinegras, acabaram na rede pernambucana, depois que Daniel salvou na linha a cabeçada de Herrera, outro zagueiro salvou no meio da área o rebote de Fabinho e a bola sobrou para Dentinho quebrar seu jejum de 13 jogos e fazer 1 a 0, aos 18 minutos. Depois dedicou o gol para a mãe, para o presidente da República e para Zagallo, os dois últimos porque não só o elogiaram com têm a ver com o número 13, Lula por causa do PT, que é 13, e Zagallo não precisa dizer. Aos 23, 2 a 0, depois que Herrera recebeu o passe de Dentinho, lançado por André Santos em contra-ataque que nasceu de uma disputa de bola faltosa entre Carlos Alberto e Luciano Henrique. Apequenado em campo, só restou ao Sport reclamar, com razão, mas em vão. E, de tão confusos, a zaga e o goleiro Magrão quase entregaram de graça um gol a Herrera, em bola mal atrasada. Disposto a buscar o gol, o Sport voltou com o centroavante Roger no lugar de Luciano Henrique e, registre-se, mais corajoso, mais do seu tamanho. E o Corinthians voltou cauteloso demais, como se fingisse de morto para contra-atacar e fazer o terceiro gol, que soaria como quase definitivo. E aos 9, por detalhe, o terceiro gol não saiu da cabeça desajeitada de Diogo Rincón, enquanto os escanteios pró-Sport se sucediam, antes e depois. E o Sport era mais perigoso, parecia que a correria e a marcação forte do primeiro tempo cobrava seu preço do Timão. Aos 15, Mano Menezes resolveu tirar Diogo Rincón e botar Acosta. Mantido o 2 a 0, quaisquer resultados, menos um, obtido pelo Sport em seus jogos na Ilha do Retiro, palco da final, lhe servem. O único que não serve é o 3 a 1 sobre o Inter, porque dá o tricampeonato ao Corinthians. O 2 a 0 diante do Vasco leva a decisão para a marca de pênalti. E os três 4 a 1, contra Imperatriz, Brasiliense e Palmeiras significarão o título inédito do Sport. Aos 23, Eduardo Ramos saiu e entrou Nilton no time paulista e no pernambucano Éverton substituiu Sandro Goiano em seguida. O Corinthians estava feliz demais com o 2 a 0 e talvez não devesse estar tão feliz assim. E o Sport não estava nada feliz e tinha motivo para tanto. Leandro Machado sentiu cãimbras e deu lugar a Enílton, aos 29. No minuto seguinte, novo gol platino do Corinthians, com Herrera dando para o ex-Timbu Acosta na esquerda fuzilar Magrão sem dó nem piedade. Nenhum dos resultados obtidos pelo Sport na Ilha, agora, lhe servem. Tem de fazer outro 3 a 0 para levar aos pênaltis ou 4 a 0 para ser campeão. Tudo porque, também, aos 35, Felipe fez milagre em cabeçada de Enílton, ele que já evitara um gol olímpico de Luisinho Neto. Com mais de 64 mil torcedores, o Morumbi enlouquecido era um convite para o Corinthians sair de seus cuidados e tomar um gol que não deveria tomar. Porque por mais que dê para o Sport virar, nada indica que o tri corintiano não virá. Até porque, sempre que um time paulista da Segunda Divisão nacional decidiu a Copa do Brasil, foi campeão, com Paulista e Santo André. E fora de casa no Maracanã e em São Januário, contra Fla e Flu. Como o Corinthians, que é bicampeão decidindo em Porto Alegre e em Brasília. Fábio Ferreira entrou no lugar de Alessandro, para segurar ainda mais. Mas não segurou: Enílton diminuiu aos 46, aos trancos e barrancos. O 3 a 1 fazia justiça ao segundo tempo. Ou seja, o 2 a 0 contra o Vasco vale o título, o 3 a 1 contra o Inter vale pênalti, e os três 4 a 1 valem também o título pernambucano. É justo lembrar, ainda, que, por outro lado, qualquer resultado das derrotas do Corinthians jogando fora poderá dar o tri, tanto o 1 a 3 contra o Goiás, que leva aos pênaltis, quanto o 1 a 2 contra o Botafogo, que será suficiente. E ninguém levou o terceiro cartão amarelo. Que jogo teremos na Ilha!
Escrito por Juca Kfouri às 23h44[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Sport na frente, por mais de 10%
Dez minutos antes de começar o primeiro jogo entre Corinthians e Sport, 29.562 opiniões, o rubro-negro tem 55,53% das preferências como próximo campeão da Copa do Brasil. Veremos como a sondagem continua depois da partida. Escrito por Juca Kfouri às 21h42[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Até quando Felipão resistirá?
O Chelsea quer porque quer contratar Luiz Felipe Scolari. Mas Felipão está às portas da Eurocopa e teme ser mal compreendido se assinar um contrato agora com os ingleses. Ingleses é modo de dizer, porque o dinheiro é russo e muito, muito dinheiro, quatro vezes mais, por exemplo, do que Felipão ganha na seleção de Portugal. Seleção de Portugal que não garante renovar o contrato dele, que vai até o fim de Euro. E se Portugal for mal no torneio? Se for, digamos, eliminado na primeira fase, quando enfrentará a Turquia, República Tcheca e os donos da casa, a Suíça? Gaúcho como é, Felipão há de saber que o cavalo não passa encilhado duas vezes na porta de casa. Na casa dos 60 anos, o que lhe falta na vida em termos de desafios? Levar o Chelsea ao título da Liga dos Campeões pode ser uma boa resposta. Ainda mais que lhe acenam com um contrato de três anos e, é claro, com as contratações que ele quiser fazer, com direito a levar sua comissão técnica, o inseparável Murtosa, entre outros. Mas os ingleses têm pressa de uma definição, não querem esperar o fim da Eurocopa, apesar de até admitirem fazer o anúncio mais para frente, ou seja, querem a assinatura o mais rapidamente possível e deixam para anunciar depois. Felipão resiste, bravamente. Pior, nega que as coisas estejam neste pé, embora agora confesse que tanto o Manchester City como o Atlético de Madri o convidaram e ele rejeitou. Nega e diz que as fontes deste blogueiro em Londres são furadas, embora, reitero, não sejam. Felipão sabe o que fazer da vida dele melhor do que ninguém. Mas não pode correr o risco de perder uma oportunidade dessas. Já imaginou: ele ganha uma Liga dos Campeões nos próximos três anos, volta para o Brasil em meados de 2011 e se aposenta depois de dirigir a Seleção Brasil na Copa do Mundo de 2014, no Maracanã? Vai nessa, Felipão! Escrito por Juca Kfouri às 17h45[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Rio olímpico
O Rio passou pelo primeiro corte do Comitê Olímpico Internacional. Praga, por exemplo, não passou. Ao lado de Chicago, Madrid e Tóquio, a Cidade Maravilhosa é candidata a sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Deveríamos festejar a notícia, mas com essa gente que está aí, a mesma que decuplicou o orçamento do Pan-2007, devemos nos preparar porque ao passar pelo corte a candidatura brasileira vai doer em você, no seu bolso. Escrito por Juca Kfouri às 14h45[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Burros e marginais
As imediações do hotel em que a delegação do Sport está hospedada, em São Paulo, não dormiram nesta madrugada, por causa dos rojões soltados por marginais que se dizem corintianos. Marginais e burros. Tão burros como os marginais que se dizem torcedores do Sport que fizeram o mesmo com a delegação do Vasco, no Recife. Burros porque a retaliação, no jogo de volta, é tão óbvia como 2 + 2 são 4. Marginais porque são marginais tantos os de São Paulo, como os de Pernambuco, como os do Rio de Janeiro. Os que agem e os que reagem. Escrito por Juca Kfouri às 13h53[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Prepare o seu coração
Se você torce pelo Fluminense, se prepare. Se você torce pelo Corinthians, se prepare. Se você torce pelo Sport, se prepare. E se você torce contra o Flu, contra o Timão ou contra o Leão, também se prepare. Porque a partir das 21h50 o coração baterá mais forte. O Flu joga pelo 0 a 0 e pelo 1 a 1 contra o poderoso Boca Juniors para disputar a final da Libertadores contra a LDU, do Equador. O time brasileiro é favorito, mas apenas ligeiramente, num Maracanã tricolor que certamente viverá uma noite histórica. Num Morumbi também lotado e em preto e branco, Corinthians e Sport começam a decidir a Copa do Brasil. Copa do Brasil que, é bom lembrar, teve exatamente o Fluminense, tão perto do Mundial de clubes, como seu último campeão. Comentário para o Jornal da CBN desta quarta-feira, 4 de junho de 2008. Escrito por Juca Kfouri às 00h38[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
LDU espera Boca ou Flu
O primeiro tempo de LDU e América foi um porre. Os mexicanos ainda tiveram duas boas oportunidades e os equatorianos nem isso. Mas o 0 a 0 em Quito significava a classificação dos donos da casa para a decisão da Libertadores. E quem esperava que a LDU voltasse para jogar um segundo tempo de pura retranca se enganou, até porque, aos 14, o América ficou reduzido a 10 jogadores. Porque o estádio Casa Blanca, lotado, não só viu um bola na trave mexicana como viu a LDU criar, pelo menos, mais três chances claríssimas de gol. A coisa chegou a tal ponto que começou a dar aquela sensação do quem não faz toma. E, na verdade, aos 37, não fosse o fato de o paraguaio Cabañas ter matado mal uma bola na grande área e o castigo teria vindo. Mas não veio e o 1 a 1 do estádio Azteca valeu a vaga na final para a LDU. Que estava no grupo do Flu na 2a. fase da Libertadores, com um empate em casa e a derrota, dura, de 1 a 0, no Maracanã. Tomara que a história se repita. Como festa. Escrito por Juca Kfouri às 00h11[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Nós elegemos, nós merecemos
A decisão da Assembléia Legislativa de Pernambuco de homenagear a tenente truculenta e o comandante da desastrada ação da PM nos Aflitos só revela o baixo nível da classe política tupiniquim que, por sinal, nós todos elegemos. Pior que essa bobagem só mesmo a da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, que mandou soltar o ex-chefe da Polícia fluminense, preso pela PF por formação de quadrilha... Fica claro por que é como é o Congresso Nacional? Escrito por Juca Kfouri às 21h15[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
O coração de Abel
Por DANIEL RICCI ARAÚJO Abel não está indo embora do Inter porque tira Nilmar, inventa escalações ou submete a equipe a hierarquias que a essa altura já são inadmissíveis. Não. Abel está indo embora simplesmente porque nada, na vida, é para sempre. Nem mesmo nosso ex-comandante e seu tremendo coração podem driblar os ponteiros do relógio. Casamentos terminam. Amizades soçobram. As vidas das pessoas podem entrar em modo de espera, em "standby", ou do nada darem uma guinada às alturas, tudo conforme o tique-taque dos ponteiros ou o escoar da areia das ampolas. O mundo é assim mesmo. Na vida do Inter, Abel foi um furacão vitorioso de iniciativa, discursos emocionantes e vontade de vencer. Nas circunstâncias do Inter atual, isso bastou, e a história foi indelével e maravilhosamente escrita assim. Tempo, tempo, tempo. Nele e por ele, a verdade de ontem é a mentira de hoje, a meta de outrora é a acomodação da atualidade. O Inter, por exemplo, esse Inter que Abel ajudou a dar forma está agora encharcado de glória. Indignação, filas no Portão 8, discursos revolucionários, reuniões de Conselho Deliberativo que mais pareciam o prenúncio da Terceira Guerra Mundial, tudo isso acabou. Abel foi o porta-voz de uma nova era, de um momento que tem muito de sua assinatura e vontade de vencer. E por isso estamos todos calmos, empanturrados e felizes. Mas o tempo passa. Nada é para sempre. Somos, no momento, vítimas. Sim, vítimas. De um casamento feliz, de um relacionamento que foi perfeito e que nos deu o título capaz de fazer qualquer torcedor de futebol tocar o céu com as mãos. De momentos inspirados, quase religiosos, de êxtase puro e emoção inacabável. Mas até o matrimônio mais feliz cessa. Passa. Abatuma. Inter e Abel, na melhor das hipóteses, precisam dar um longo tempo tempo. Foram escalações erradas demais, preterições baseadas num fisiologismo evidente demais, frases de efeito demais - e as frases de efeito, quando cessam as vitórias, viram a forca do orador. O maior - mas não o melhor - técnico da história do Inter vai merecidamente embora para enriquecer na Arábia. Abel foi menos treinador do que o imaginário coletivo que a torcida idealiza, mas bem mais do que a tropa de seus críticos ferozes pensa. Eu vejo em Abel um planejador eficiente de jogos decisivos, um estrategista sem controle mas com ímpeto e gana, e coração, muito coração, que se traduz em uma vontade de vencer tão necessária para um time quanto a correnteza é para um rio. Se as opiniões não se encontram, rendamo-nos ao razoável: ninguém vence tanto por mera casualidade. A memorável, antológica e histórica palestra antes do jogo com o Barcelona, gravada para o futuro e realizada por ele numa naturalidade que faria corar um Napoleão será a marca registrada de Abel, o técnico-torcedor. Sobre ele talvez mais do que qualquer outro, as futuras gerações perguntarão com curiosidade e orgulho. E nós gostaremos muito de responder, porque Abel é o tipo de homem que suscita essas histórias capazes de marcar e inspirar as pessoas. Muitos afirmavam que o maior defeito de Abel era essa sua intempestividade, esse élan vital e necessário, essa vontade de abarcar o Inter com seus braços e levá-lo para casa. Ao fim e ao cabo, como o profeta Ezequiel, Abel foi quase perfeito em seus caminhos. Noves fora as estripulias e erros cometidos, não há como discutir: o maior momento da história colorada acabou sendo protagonizado por um treinador que, antes de ser profissional, é um homem capaz de matar ou morrer pelo Inter. Abel não foi perfeito, mas o destino foi. Sinceramente? Não sei se poderíamos pedir mais do que isso. Vencer é bom, mas fazer isso no meio dos nossos, de colorados para colorados, é ainda melhor. Os detratores de nosso treinador dirão que lhe falta autoridade, tática, vontade de mudar e, talvez, até um pouco de simplicidade. Mas uma coisa não poderão negar. Digam qualquer coisa de Abel Braga, menos que ele não tem um imenso coração. Escrito por Juca Kfouri às 15h13[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
O Typhis Pernambucano
Por ROBERTO VIEIRA
De repente, Pernambuco se tornou a Argentina dos anos 60. Vanderley Luxemburgo diz que tem medo de jogar em Recife. Abel Braga exclama sobre a nossa prostituição. O presidente da Federação de Futebol do Rio de Janeiro, Rubens Lopes, deseja retirar os jogos do nosso estado. Rubens Lopes que assistiu o conflito no jogo Náutico x Botafogo ali perto. Na Austrália. Tudo curiosamente depois das derrotas dos seus clubes. Tudo no dia 2 de junho. Dia em que se completam 184 anos da Confederação do Equador. O futebol brasileiro foi tomado por uma aura de santidade nunca vista. Jamais houve quebra pau entre PM e torcida em Porto Alegre. Na Batalha dos Aflitos os jogadores do Grêmio não chutaram o árbitro. A PM de São Pulo não evitou um desastre no jogo Corinthians e River Plate quando os torcedores ameaçaram invadir o campo. São Januário não presenciou cenas dantescas na partida entre Vasco e Sport. O Maracanã nunca foi invadido. Nunca teve mortos na quebra de grades de proteção. Nunca antes na história deste país um estádio assistiu a confusões entre jogadores e polícia. O Brasil não tem prostitutas. O Brasil não tem marginais. O Brasil não tem violência. O Brasil não tem desigualdade social. O Brasil é um oásis de felicidade e desenvolvimento na América Latina. Exceto por uma chaga. Exceto por uma ovelha negra. Exceto por uma pústula: O Estado de Pernambuco. O resto do Brasil esqueceu. Pois a amnésia é abundante nesta terra que tudo dá. Mas Pernambuco não se rende. Nunca se rendeu. Nem em 1817. Nem em 1824. Nem hoje. As manobras que tecem nos bastidores do futebol brasileiro são mesquinhas. São injustas. São fratricidas. O Estado de Pernambuco é muito maior que as calúnias de Vanderley Luxemburgo, Abel Braga, Bebeto de Freitas e Rubens Lopes. Muito maior que um jogo de futebol. Pernambuco é mais que um estado. É um sentimento. Uma saudade. E o nosso amor por Pernambuco não está à venda. Não tem preço. Mesmo nesse tempo de trevas esportivas. Tempos em que cabe recordar os versos de Camões que constavam do jornal Typhis Pernambucano, editado por Frei Caneca: Escrito por Juca Kfouri às 15h07[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Santos e Cuca, uma união para fazer a Vila feliz
Nem Cuca era o primeiro técnico da lista do Santos nem o Santos era o primeiro time da lista de Cuca. O Santos preferia Paulo Autuori e Cuca preferia o São Paulo. Mas nem Paulo Autuori conseguiu se desligar de seu clube no exterior nem o São Paulo abriu vaga para treinador. E o Santos e Cuca anunciaram que viverão juntos pelos próximos 18 meses, no mínimo. Se viverão mesmo só o tempo dirá, porque não é que casamento de clube com técnico é só eterno enquanto dura, como os demais, aliás. Casamento de técnico com clube não é eterno nem enquanto dura, basta dizer que oito técnicos já saíram nas quatro primeiras rodadas do Brasileirão, uns porque quiseram, outros porque foram demitidos. E o Santos e Cuca têm tudo para uma vida feliz a dois. Cuca diz que ganhará o mesmo que ganhava no Botafogo, lembra que saiu de um alvinegro para outro, acha que, no máximo, há cinco times melhores que o Santos no Campeonato Brasileiro e se apresentará na quinta-feira, já pronto para dirigir o time contra o Vitória, no domingo, em Salvador. Como o bom senso manda que os santistas não sonhem em ser tricampeões brasileiros neste 2008, é bem capaz que Cuca dê um bom jeito no time e o leve a fazer o que a Vila Belmiro mais gosta, desde os anos 50: dar espetáculo. Cuca monta times como poucos técnicos no país. Escrito por Juca Kfouri às 01h40[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Náutico não é culpado por confusão em Recife
Escrito por Juca Kfouri às 16h45[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Árbitro desmente a PM pernambucana
O árbitro Wilson Luiz Seneme desmente que tenha pedido à PM para retirar André Luís do banco de reservas depois da expulsão. Ele mesmo, árbitro, tomou a providência e estava sendo atendido. Em sua súmula ele considera ruins os comportamentos do Botafogo e do policiamento e bom o comportamento do Náutico. Escrito por Juca Kfouri às 16h30[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Será que agora vai?
Acórdão é publicado e nova eleição no Vasco será realizada em até trinta dias O Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro traz, nesta segunda-feira (2/6), a publicação do acórdão no qual o desembargador Adriano Celso Guimarães, da 8ª Câmara Cível, rejeita os embargos de declaração que a diretoria interina do Vasco apresentou ao acórdão que confirmou a anulação da eleição para o Conselho Deliberativo do clube, realizada em novembro de 2006. A decisão publicada hoje, proferida em 15 de abril, era a última etapa para a realização da nova eleição. A partir de amanhã (dia seguinte a publicação), o presidente da Assembléia Geral do Vasco, nomeado pela justiça, tem 30 dias realizar a nova eleição, conforme a decisão da 15ª Vara Cível, confirmada pelo acórdão da 8ª Câmara Cível. Escrito por Juca Kfouri às 13h29[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
O futebol dos anos 50 e 60...
Por SAAM MOMEN Gostaria de brevemente relatar um evento que passou quase despercebido pela mídia, mas que,de fato, foi um dia histórico no futebol. Trabalho na UEFA há quase quatro anos e já fui a vários jogos da Champions League, Copa da UEFA, Sub-21, e em breve estarei na Euro 2008. Tudo do bom e do melhor do futebol europeu. Porém em nenhum dos jogos mencionados anteriormente eu senti o que eu senti no sábado retrasado. Como diretor da partida da final da Copa Feminina de Futebol Européia (Women’s Cup) pude assistir praticamente incrédulo a um dos espetáculos mais bonitos que já vi ao vivo na Europa. Em campo simplesmente as duas melhores equipes femininas de futebol do mundo: 1. FFC Frankfurt da Alemanha e Umea IK da Suécia. De um lado a impressionante Birgit Prinz e do outro a intergaláctica Marta. A nossa Marta. Em campo duas equipes femininas, repito femininas, que possuem um orçamento anual acima de um milhão de euros. Duas equipes que até então haviam ganho cada uma, duas UEFA Women’s Cup (a versão feminina da Champions League). Um duelo de gigantes onde o resultado da primeira partida em Umea havia sido 1 x 1 (com um gol relâmpago de Marta no começo do jogo). O palco desta "batalha" não poderia ter sido melhor, o Commerzbank Arena de Frankfurt. O mesmo estádio na qual estive em 2006 para assistir a triste derrota do Brasil diante da França pela Copa do Mundo. Um público de 27.640 pagantes. Recorde mundial de público para uma partida de futebol entre dois clubes femininos. No campo, tudo ocorreu como os deuses do futebol pediram. Com emoção. Muita emoção. A equipe de Frankfurt saiu na frente com 1 x 0 logo no inicio e segurou o resultado até o intervalo. No segundo tempo, mais um gol para os donos da casa, que levaram o público ao delírio e, uma quase certeza de vitória. Porém onde tem Marta, tem jogo. E ela tratou de pegar a bola no meio de campo e se livrar dos marcadores até ser derrubada na área. Pênalti e gol para a equipe sueca. Três minutos depois, um balde de água fria para as pretensões suecas. Após uma bela cobrança de falta de Wimbersky, a equipe de Frankfurt abre o 3 x 1. E foi quando faltavam apenas 7 minutos para o final que a partida ganhou ares de drama shakesperiano. Em uma falta de atenção da zaga alemã a equipe de Umea diminui para 3 x 2 e partiu com tudo para cima de Frankfurt. Marta cobrou uma falta com perigo e aos 44 e 46 minutos, por duas vezes, a equipe sueca encontrou o poste adversário. A equipe alemã acabou ficando heroicamente com o título diante do seu público. Um placar de 3 x 2 no campo que também define o numero de títulos europeus de cada equipe. E por que escrevo isto tudo? Onde quero chegar? Simples. Não sei porque, mas foi a primeira vez que senti tal emoção. Imaginei estar diante de duas equipes dos anos 50, 60. Que jogavam futebol pela paixão de jogar futebol. Nada mais. Que jogavam futebol para o público. O vigor físico foi deixado de lado pela habilidade (e que habilidade tem a Marta!). Os times estavam concentrados em obter a vitória e não em evitar a derrota. E como isso é gostoso. Infelizmente já nasci na descendente do futebol. Sou da geração pós-Telê. Não pude ver em campo Pelé muito menos o maior de todos, Garrincha. Infelizmente cresci num futebol em que o vigor físico esta acima da habilidade. Em que a velocidade esta acima da visão de jogo. E em que o respeito pelo adversário é conversa para boi dormir. Sábado retrasado eu senti pela primeira vez que eu estava vendo a essência do futebol. E isso não tem preço. Viva o futebol feminino! Escrito por Juca Kfouri às 13h25[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Peraí!!!!!
Leio um monte de gente, na imprensa, inclusive, pedindo a interdição do estádio dos Aflitos. Mas, por quê? Pelo que fez a PM? Com toda a confusão causada por André Luís e pela PM, não se viu nenhum objeto jogado no gramado, nem invasão de campo por parte de torcedor, nem nada. Querer punir o Náutico é absoluta insensatez. Que culpa tem o clube da arbitrariedade de uma força policial? Seria melhor não ter polícia? É o Náutico quem escala os soldados? Menos, menos, muito menos! Escrito por Juca Kfouri às 09h35[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Implicância do blog?
Notas do diário "Lance!", de hoje: Carlos Alberto, do Botafogo: "Não se omitiu, mas perdeu boas chances e não conseguiu dar sequência às jogadas". Nota 4,0; Denílson, do Palmeiras: "Não criou, não atacou, não marcou e errou muitos passes". Nota 3,0. Escrito por Juca Kfouri às 09h31[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Luxemburgo em Lyon? Primeiro era o México que andava atrás de Vanderlei Luxemburgo. E soube-se que, de fato, seu nome era o sétimo numa lista de 10 possíveis técnicos. Agora é o Lyon, heptacampeão francês que estaria atrás do técnico palmeirense, que fica constrangido quando tocam no assunto com ele, afinal comprometido com um projeto de longo prazo em Parque Antarctica. Além do mais, é bom lembrar, Juninho Pernambucano é o rei de Lyon, herói da cidade, a quem se atribui a responsabilidade pelos sete títulos nacionais seguidos do time da cidade. E Juninho chorou ao ouvir o hino do Brasil na Copa da Alemanha. E Luxemburgo o criticou e disse que o tiraria imediatamente da equipe fosse ele o técnico da Seleção. O que valeu o seguinte comentário do belíssimo jogador: "Soube que ele levantou uma suspeita do meu comportamento por estar emocionado na hora do hino, e que eu deveria ser investigado. Queria dizer que a minha emoção é uma maneira de expor minha vontade de vestir a camisa da Seleção, só que não posso aceitar esta crítica de quem veio. Não respeito Vanderlei como pseudo-jornalista. |