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![]() BLOG DO ANDRÉ KFOURI BLOG DO TORERO DISCOS DO BRASIL BLOG DA REDAÇÃO UOL DANIEL KFOURI FOTÓGRAFO ESPN-BRASIL RÁDIO CBN![]() ![]() 05/10/2008 a 11/10/2008 28/09/2008 a 04/10/2008 21/09/2008 a 27/09/2008 14/09/2008 a 20/09/2008 07/09/2008 a 13/09/2008 31/08/2008 a 06/09/2008 24/08/2008 a 30/08/2008 17/08/2008 a 23/08/2008 10/08/2008 a 16/08/2008 03/08/2008 a 09/08/2008 27/07/2008 a 02/08/2008 20/07/2008 a 26/07/2008 13/07/2008 a 19/07/2008 06/07/2008 a 12/07/2008 29/06/2008 a 05/07/2008 22/06/2008 a 28/06/2008 15/06/2008 a 21/06/2008 08/06/2008 a 14/06/2008 01/06/2008 a 07/06/2008 25/05/2008 a 31/05/2008 18/05/2008 a 24/05/2008 11/05/2008 a 17/05/2008 04/05/2008 a 10/05/2008 27/04/2008 a 03/05/2008 20/04/2008 a 26/04/2008 13/04/2008 a 19/04/2008 06/04/2008 a 12/04/2008 30/03/2008 a 05/04/2008 23/03/2008 a 29/03/2008 16/03/2008 a 22/03/2008 09/03/2008 a 15/03/2008 02/03/2008 a 08/03/2008 24/02/2008 a 01/03/2008 17/02/2008 a 23/02/2008 10/02/2008 a 16/02/2008 03/02/2008 a 09/02/2008 27/01/2008 a 02/02/2008 20/01/2008 a 26/01/2008 13/01/2008 a 19/01/2008 06/01/2008 a 12/01/2008 30/12/2007 a 05/01/2008 23/12/2007 a 29/12/2007 16/12/2007 a 22/12/2007 09/12/2007 a 15/12/2007 02/12/2007 a 08/12/2007 25/11/2007 a 01/12/2007 18/11/2007 a 24/11/2007 11/11/2007 a 17/11/2007 04/11/2007 a 10/11/2007 28/10/2007 a 03/11/2007 21/10/2007 a 27/10/2007 14/10/2007 a 20/10/2007 07/10/2007 a 13/10/2007 30/09/2007 a 06/10/2007 23/09/2007 a 29/09/2007 16/09/2007 a 22/09/2007 09/09/2007 a 15/09/2007 02/09/2007 a 08/09/2007 26/08/2007 a 01/09/2007 19/08/2007 a 25/08/2007 12/08/2007 a 18/08/2007 05/08/2007 a 11/08/2007 29/07/2007 a 04/08/2007 22/07/2007 a 28/07/2007 15/07/2007 a 21/07/2007 08/07/2007 a 14/07/2007 01/07/2007 a 07/07/2007 24/06/2007 a 30/06/2007 17/06/2007 a 23/06/2007 10/06/2007 a 16/06/2007 03/06/2007 a 09/06/2007 27/05/2007 a 02/06/2007 20/05/2007 a 26/05/2007 13/05/2007 a 19/05/2007 06/05/2007 a 12/05/2007 29/04/2007 a 05/05/2007 22/04/2007 a 28/04/2007 15/04/2007 a 21/04/2007 08/04/2007 a 14/04/2007 01/04/2007 a 07/04/2007 25/03/2007 a 31/03/2007 18/03/2007 a 24/03/2007 11/03/2007 a 17/03/2007 04/03/2007 a 10/03/2007 25/02/2007 a 03/03/2007 18/02/2007 a 24/02/2007 11/02/2007 a 17/02/2007 04/02/2007 a 10/02/2007 28/01/2007 a 03/02/2007 21/01/2007 a 27/01/2007 14/01/2007 a 20/01/2007 07/01/2007 a 13/01/2007 31/12/2006 a 06/01/2007 24/12/2006 a 30/12/2006 17/12/2006 a 23/12/2006 10/12/2006 a 16/12/2006 03/12/2006 a 09/12/2006 26/11/2006 a 02/12/2006 19/11/2006 a 25/11/2006 12/11/2006 a 18/11/2006 05/11/2006 a 11/11/2006 29/10/2006 a 04/11/2006 22/10/2006 a 28/10/2006 15/10/2006 a 21/10/2006 08/10/2006 a 14/10/2006 01/10/2006 a 07/10/2006 24/09/2006 a 30/09/2006 17/09/2006 a 23/09/2006 10/09/2006 a 16/09/2006 03/09/2006 a 09/09/2006 27/08/2006 a 02/09/2006 20/08/2006 a 26/08/2006 13/08/2006 a 19/08/2006 06/08/2006 a 12/08/2006 30/07/2006 a 05/08/2006 23/07/2006 a 29/07/2006 16/07/2006 a 22/07/2006 09/07/2006 a 15/07/2006 02/07/2006 a 08/07/2006 25/06/2006 a 01/07/2006 18/06/2006 a 24/06/2006 11/06/2006 a 17/06/2006 04/06/2006 a 10/06/2006 28/05/2006 a 03/06/2006 21/05/2006 a 27/05/2006 14/05/2006 a 20/05/2006 07/05/2006 a 13/05/2006 30/04/2006 a 06/05/2006 23/04/2006 a 29/04/2006 16/04/2006 a 22/04/2006 09/04/2006 a 15/04/2006 02/04/2006 a 08/04/2006 26/03/2006 a 01/04/2006 19/03/2006 a 25/03/2006 12/03/2006 a 18/03/2006 05/03/2006 a 11/03/2006 26/02/2006 a 04/03/2006 19/02/2006 a 25/02/2006 12/02/2006 a 18/02/2006 05/02/2006 a 11/02/2006 29/01/2006 a 04/02/2006 22/01/2006 a 28/01/2006 15/01/2006 a 21/01/2006 08/01/2006 a 14/01/2006 01/01/2006 a 07/01/2006 25/12/2005 a 31/12/2005 18/12/2005 a 24/12/2005 11/12/2005 a 17/12/2005 04/12/2005 a 10/12/2005 27/11/2005 a 03/12/2005 20/11/2005 a 26/11/2005 13/11/2005 a 19/11/2005 06/11/2005 a 12/11/2005 30/10/2005 a 05/11/2005 23/10/2005 a 29/10/2005 16/10/2005 a 22/10/2005 09/10/2005 a 15/10/2005 02/10/2005 a 08/10/2005 25/09/2005 a 01/10/2005 18/09/2005 a 24/09/2005![]() Dê uma nota para o blog ![]() ![]()
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Resumo da sexta rodada
Três líderes com 13 pontos, depois de uma sexta-feira 13, que sempre dá margem às superstições mais diversas. Aliás, uma perguntinha: ter achado o terço depois do jogo contra o Botafogo, deu sorte ou azar ao goleiro corintiano Felipe? Mas Flamengo, Grêmio e Cruzeiro puxam a fila. Palmeiras e São Paulo estão já por ali, só costeando os primeiros postos. A sexta rodada teve 34 gols, 3,4 por jogo. E 13.770 pagantes por partida. Maior público, no Maracanã, com 55.238. Pior no Canindé, apenas 2.419. Público mais decepcionante foi o do Palestra Itália, com apenas 6.272 pagantes, num jogo em que o Palmeiras, precisando de apoio, enfrentava simplesmente um dos dois líderes, e invicto, do campeonato, o Cruzeiro. Azar do palmeirense que não foi, porque deixou de ver um 5 a 2 altissonante. Como azar do rubro-negro que viu seu time tomar quatro do São Paulo, mas, de todo modo, a torcida do Mengo está outra vez de parabéns. Nota triste: a torcida do Náutico vaiando o hino do Brasil. Escrito por Juca Kfouri às 21h11[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
'O' jogo, outra vez, foi no Recife
Alguma coisa me dizia que o jogo a ser visto entre os quatro das 18h20 era o do Recife. Porque embora tudo indicasse que seria o Grêmio quem acabaria a rodada, como acabou, com os mesmos 13 pontos de Flamengo e Cruzeiro, o jogo entre Náutico e Vasco prometia, talvez por tudo que vem cercando o futebol pernambucano nos últimos dias. E não deu outra. Prometia também, afinal, porque o Náutico tinha a possibilidade de chegar aos 13 pontos. O Grêmio passou pelo fraco Goiás com dois gols de Marcel e um de Thiego, 3 a 0, e segue firme em sua boa campanha, agora líder. A Lusa fez as honras da casa e bateu o Furacão, 1 a 0, gol de Washington no primeiro minuto do primeiro tempo. O Coritiba não e ficou no 0 a 0 com o Vitória. Mas Náutico e Vasco fizeram um belo jogo, principalmente no segundo tempo. Choveu o que São Pedro quis que chovesse e houve um troço chato ainda antes de o jogo começar, quando para protestar contra a injustiça esportiva, a torcida timbu vaiou o hino nacional, numa confusão daquelas, como a de confundir o Vasco com Eurico Miranda. Vasco que não fez nem pelo 0 a 0 do primeiro tempo e foi salvo pela trave aos 47, quando Felipe desperdiçou. Com mais de 20 mil torcedores no Mundão do Arruda, estádio do rival Santa Cruz, o segundo tempo foi aberto e com chances desperdiçadas pelos dois lados, muito por causa do gramado, lastimável. Até que Edmundão no Arruda dividiu com destemor um rebote de milagre do goleiro Eduardo e fez 1 a 0 para o Vasco, aos 22. O Náutico se mandou inteiro e perdeu mais um gol embaixo das traves, para, no minuto seguinte, empatar em linda bicicleta de Wellington, desses lances de fazer o torcedor sair do estádio e comprar outro ingresso. Ele tinha perdido três gols muito mais fáceis de fazer... O 1 a 1 deixou o Almirante mais feliz do que o Timbu. Escrito por Juca Kfouri às 20h24[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Pelo mundo afora
A Espanha está nas quartas-de-final da Eurocopa ao ganhar, nos acréscimos, por 2 a 1 da Suécia, mais um gol de Villa, o que tomou o lugar de Raúl. E a atual campeã européia, a Grécia, perdeu da Rússia por 1 a 0 e está fora. Nas eliminatórias sul-americanas para a Copa de 2010, a Venezuela aprontou de novo, desta vez em Montevidéu, e empatou 1 a 1 com o Uruguai, que abriu o placar com o ex-são paulino Lugano. E, no pré-olímpico de basquete feminino, em Madrid, o Brasil ganhou de Angola, nada mais que sua obrigação, por 75 a 58, e disputa com Cuba, amanhã às 14h30, a vaga para Pequim, sem, é claro, Iziane. Ela viu o jogo já sem uniforme da delegação e na arquibancada, para ver se aprende que não se chama nem Hortência, nem Paula, nem sequer Janeth, longe disso, porque as três rainhas jamais pensaram só no próprio umbigo. Escrito por Juca Kfouri às 18h22[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
O sexto passo, 100% na Segundona
Sem precisar jogar nada de mais porque o nível do adversário não exige coisa alguma, o Corinthians com o Pacaembu com surpreendentes 17 mil pagantes, ganhou do Brasiliense por 1 a 0, gol de William, ainda no primeiro tempo, Foi o pior público corintiano do Pacaembu, porque contra o CRB foram 34 mil e contra o Fortaleza cerca de 24 mil. Mas, para as circunstâncias, mais de 19 mil presentes não é pouca coisa. No segundo tempo o time da capital até ameaçou o gol de Júlio César, um bom goleiro que não tem problemas nem com Antônio Carlos Zago nem com Andrés Sanchez, ao contrário de Felipe. Aí, quando a torcida já vaiava, aos 20, Herrera fez 2 a 0. Aos 24, em belíssimo contra-ataque, Herrera foi derrubado na área e Chicão fez 3 a 0. Aos 44, em outro contra-ataque puxado por Douglas, André Santos fez 4 a 0 e aos 45 o time candango diminuiu. Foi o sexto, e obrigatório passo, do Corinthians 100% na Segundona. Escrito por Juca Kfouri às 18h03[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
O poderoso São Paulo derruba o último invicto
O 1 a 0 do primeiro tempo no Maracanã, com 55 mil pagantes e 58 mil presentes, foi um castigo para o Flamengo. Primeiramente porque quando ainda estava 0 a 0, Souza faria o gol não fosse um impedimento mal marcado. E depois porque o gol de Borges, aos 22, depois de cruzamento de Jancarlos e um oportuno toque de Hugo, foi dos poucos ataques tricolores, que mais tinha mesmo era de se defender. O segundo tempo, no entanto, foi diferente. Porque o Flamengo até empatou, com Ibson, de pênalti, aos 11 minutos. E o que era justo virou uma demonstração de competência do ataque tricolor e de incompetência da defesa rubro-negra. Borges ganhou de Fábio Luciano e do goleiro Bruno no peito e na raça, aos 16 e fez 2 a 1. Alóisio , três minutos depois, fez 3 a 1, em cruzamento de Richarlyson que entrara no lugar de Jancarlos tão logo acontecera o empate. Era hora de Obina. Ele entrou e de cara sofreu pênalti, que Ibson bateu, Rogério Ceni defendeu, mas o rebote sobrou na cabeça do batedor: 3 a 2. Que jogo! Com a cara do São Paulo bicampeão brasileiro, em busca de seu sexto título. Com a garra do Flamengo, também em busca do sexto título. Obina empatou, mas estava impedido e Maxi substituiu Tardelli. O Mengo pressionava, mas o São Paulo era permanentemente perigoso e consciente do que fazia no Maracanã. A ponto de, no último segundo, fazer 4 a 2, em gol de Éder Luis. A ponto de derrubar o último invicto e se autorizar mais uma vez como um dos favoritos ao título. Desde a primeira rodada do Brasileirão passado que o Flamengo não perdia, no Maracanã, para um time de fora do Rio na competição. Enquanto isso, o Inter cumpria sua obrigação e derrotava o Botafogo por 2 a 1, num dia triste, porque foi anunciada a venda de Fernandão para o futebol árabe. E o Sport, de ressaca, era derrotado pela primeira vez em Floripa, 3 a 1 para o Figueirense. Não vi nem um nem outro. Escrito por Juca Kfouri às 18h02[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Como é bom ver a Holanda jogar
Em vez do Stade de France, em Paris, o Stade de Suisse, em Berna. Em vez da França dando as cartas, a Holanda. Que jogou os primeiros 20, 25 minutos do primeiro tempo como se fosse um sonho, bola de pé em pé, quase um carrossel. Logo aos 9, Kuyt fez 1 a 0. No segundo tempo, a Holanda deu uma parada e a França cresceu. Aos 3 minutos houve um lance claro de mão na bola que o árbitro interpretou com boa na mão, dentro da área holandesa. E, em seguida, Thierry Henry perdeu gol feito, ao tentar encobrir o goleiro Van der Sar, depois de lindo passe de Malouda. Aos 13, no entanto, uma pintura de contra-ataque, começado por Van Nistelrooy no meio de campo para Robben pela ponta esquerda e o complemento de Van Persie, que acabara de entrar no lugar de Kuyt. Henry diminuiu aos 25, em contra-ataque pela direita, com um toque sutilíssimo, de quem sabe tudo, mesmo que há tempos não jogue o que sabe. Antes que a França pensasse no que fazer e a Holanda se preocupasse, foi dada a saída, Robben foi lançado pela esquerda da grande área e soltou uma bomba de esquerda, para fazer 3 a 1, quase sem ângulo. A Holanda está nas quartas-de-final, depois de fazer 3 a 0 na Itália e 4 a 1 na França. Sim, porque, nos acréscimos, Sneijder fez um golaço de fora da área. A Itália e a França têm um ponto e a Romênia tem dois. Na terça-feira que vem, Holanda e Romênia e Itália e França se enfrentam, às 15h45. Se a Romênia ganhar da Holanda, que pode poupar jogadores porque já garantiu o primeiro lugar no chamado grupo da morte, as atuais campeã e vice do mundo darão adeus à Eurocopa... Graças aos holandeses, os tais que não são competitivos. Escrito por Juca Kfouri às 17h35[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Itália na UTI
A Itália fez 1 a 0 com Toni no fim do primeiro tempo, mas um bandeira lambão e norueguês inventou um impedimento. A Romênia endurecia o jogo e, aos 9 do segundo tempo, Mutu se aproveitou de uma bola mal atrasada por Zambrotta e fez 1 a 0. Era a eliminação da Itália na Euro-2008. Só que a Itália é a Itália. E dois minutos depois, em cobrança de escanteio, a bola sobrou para Panucci empatar. Então, aos 34, Panucci fez daqueles pênaltis que ninguém marca e o árbitro marcou. Mutu bateu no meio do gol e Buffon defendeu com a mão e o pé direitos. Mutu morreu e foi substituído. A Itália ainda não, embora vá fazer o último jogo desta fase, contra a França, em situação complicadíssima, ainda mais com os franceses querendo vingar a final da Copa do Mundo de 2006. Mas a Itália é a Itália, como, mais uma vez, Buffon e Panucci demonstraram. E ainda está viva, mesmo que ao respirar por aparelhos. Escrito por Juca Kfouri às 14h53[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
E a sexta rodada acaba no sábado
O grande jogo de amanhã será disputado no Maracanã, entre Flamengo e São Paulo. Jogo de definições, não definitivas, mas de definições. Jogo que pode ser lembrado, no fim da temporada, como essencial para o primeiro hexacampeão brasileiro. Que o Flamengo não se julgue favorito, porque este é o tipo do jogo que o São Paulo costuma ganhar. É jogo de respeito, para os dois lados. E do qual Richarlyson não participará como titular, decisão que Muricy Ramalho demorou a tomar. É um baita jogo, como teria sido o entre Palmeiras e Cruzeiro, não fosse pela expulsão prematura (porém justa) do zagueiro cruzeirense. Seja como for, a ausência de Denílson, outra decisão que tardou, preencheu uma lacuna. Já o clássico de Porto Alegre, Inter e Botafogo, no Beira-Rio, é obrigação colorada. E ponto. Figueirense e Sport tem o interesse de mostrar o campeão da Copa do Brasil depois da festa. E pelo que o Leão promete, o Figueira que se cuide. Os três jogos serão às 16h10, porque Luciano Huck tem a força... Como Corinthians e Brasiliense, no Pacaembu, provavelmente vazio, porque agora é só pela Segunda Divisão, sem mais o charme do time que poderia se redimir na Copa do Brasil. Felipe está barrado, previsível bode expiatório, ainda mais que cartolagem alvinegra não gosta dele. Às 18h20, pela Primeira Divisão, é claro, mais quatro jogos: Náutico e Vasco, no campo do Santa Cruz, o Mundão do Arruda, pela absurda interdição dos Aflitos. Você verá, alías, que o gramado do Santa não é melhor que o dos Aflitos; Lusa e Furacão, no Canindé, o rubro-negro que se cuide porque o rubro-verde já despachou o favorito Colorado na rodada passada; Goiás e Grêmio, com pique de quem vai longe, e Coritiba, anfitrião indigesto, e Vitória, completam a sexta rodada. Escrito por Juca Kfouri às 13h35[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
A expressão da liberdade
POR ROBERTO VIEIRA No Brasil de hoje podemos expressar nossa palavra. Nosso pensamento. Não chega a ser um livre-pensar pois a maioria do povo brasileiro não é livre. Vive sob os grilhões da ignorancia. Mesmo assim os jornais podem usar e abusar da palavra. Tolhidos apenas pelo sistema e por seus donos. E os leitores podem blogar e blogar e blogar na eterna esperança de serem aprendizes. Pode não ser tudo, mas é muito. Muito mais que as edições dos jornais dos anos 30, 60, 70 deste país. Quando não se podia escrever palavra contrária, antônimo só sob pseudônimo. Já fomos radicais, radicais presos. Agora somos radicais, radicais livres. Discutimos nossos pontos de vista à vista de todos. Tão bom quanto a liberdade de expressão, meus amigos. É a expressão da liberdade! Escrito por Juca Kfouri às 13h04[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
No Recife tem Leão!
Por BRAULIO TAVARES
Se você é caçador, viajante, aventureiro, daqui ou do estrangeiro, preste atenção por favor: caso um dia você for caçar nessa região, tenha muita precaução seja muito cuidadoso: o Recife é perigoso, no Recife tem Leão! É um Leão diferente que veste preto e vermelho e eu vou lhe dar um conselho que já salvou muita gente: se surgir na sua frente corra noutra direção avise à população que fuja para outro lado, Recife é campo minado, no Recife tem Leão! Que seja internacional, mosqueteiro ou palmeirense, vascão ou brasiliense, em Recife se dá mal. Timbu e cobra-coral, fregueses de tradição, avisam: "Não venha não! Se vier, eu lhe abandono, pois Pernambuco tem dono e o Recife tem Leão!" Escrito por Juca Kfouri às 11h19[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Noite verde aqui e (em) LA
Quarto jogo da decisão da NBA. O Boston Celtics está na frente do Los Angeles Lakers: 2 a 1. Segundo jogo em Los Angeles. O anfitrião abre 24 pontos no primeiro quarto. Termina o primeiro tempo com 21 pontos de vantagem. No quarto quarto, no entanto, faltando quatro minutos, Boston, pela primeira vez, passa na frente. E abriu cinco pontos, para perplexidade da torcida amarela diante da reação do time verde, ao faltarem dois minutos. Faltando um minuto, a vantagem era de apenas três pontos, com posse de bola dos visitantes. Que fizeram 94 a 89. E venceram por 97 a 91. Não bastasse a goleada do Palmeiras sobre o líder Cruzeiro, eis que o time verde de Boston está a uma vitória do título. No domingo, teremos o terceiro jogo em LA. Se não acabar aí, o Boston Celtics terá nova partida, a sexta, em casa, na terça-feira Para ser campeão. Escrito por Juca Kfouri às 00h51[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Opinião x Desejo
Com quase 1900 opiniões, descobrimos que é grande o contigente das pessoas que respondem às sondagens muito mais com o desejo do que com a opinião mesmo. E quem é que não desconfiava disso? Nada menos do que 44% dos blogueiros disseram que são assim. Escrito por Juca Kfouri às 22h39[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
O Palmeiras acordou
O Cruzeiro jogava como bem entendia em Palestra Itália e parecia rumar para mais uma vitória e deixar crítica a situação no Palmeiras. Fez 1 a 0 de pênalti, aos 16, com Guilherme, depois que Henrique cortou uma bola com a mão dentro da área. A coisa ficou complicada para o Palmeiras e Marcos teve que se virar para, por exemplo, evitar o segundo gol, quase marcado por Ramires. Até que, aos 28, tudo mudou. Porque Valdívia recebeu na entrada da área, avançou e ia empatar quando Thiago Martinelli o derrubou: pênalti e cartão vermelho para o zagueiro cruzeirense. Alex Mineiro empatou, com categoria. Imediatamente o Cruzeiro tirou Marcinho e pôs Léo Fortunato para recompor a defesa. O Palmeiras respondeu tirando Léo Lima e pondo Diego Souza para ficar mais ofensivo. E depois disso só deu Palmeiras. No intervalo o Cruzeiro trocou Guilherme por Henrique, o volante. E deu o campo para o Palmeiras usá-lo como o campo é, ou seja, do Palmeiras. Que pintou e bordou. Valdívia passou a reinar e fez belo gol ao se aproveitar de recuo, de cabeça, de Diego Souza, para pegar da entrada da áera de pé direito, aos 11. Onze minutos depois, com absoluto domínio paulista, Valdívia retribuiu e deu um gol feito para Diego Souza: 3 a 1. E, aos 32, o inusitado: Charles chutou de longe e meio fraco e Marcos, simplesmente, frangou. Frangou e se desculpou com a torcida e com seus companheiros. O Cruzeiro até acreditou que daria, ao menos, para salvar a invencibilidade. Ledo engano. Aos 34, Leandro cruzou na perfeição para Henrique chegar na frente de Léo Fortunato e fazer 4 a 2, de cabeça. No fim, em grande jogada de Pierre pela direita, Alex Mineiro fez 5 a 2, placar da final da Copa do Mundo de 1958, na Suécia. Num jogo de seis pontos, o Palmeiras ficou a apenas três dos líderes Flamengo e Cruzeiro. Enquanto isso, no Mineirão, o rival do Cruzeiro, o Galo, é claro, ganhava de 4 a 2 do fraco Ipatinga, com direito a pênalti perdido do time do Vale do Aço. E o Fluminense conseguia sua primeira vitória, ao ganhar do Santos, por 1 a 0, gol de Washington, que pegou rebote de Fábio Costa em chute de Dodô, logo aos seis minutos de jogo. Conseguia até os 46 minutos do segundo tempo, quando, depois de excelente passe de Rodrigo Souto, Tiago Luís empatou e conseguiu o primeiro ponto de Cuca, para desespero de Renato Gaúcho, que viu um placar justo, porque o Santos foi melhor no segundo tempo do Maracanã. A sexta rodada será complementada no sábado, com sete jogos porque, no domingo, teremos Paraguai x Brasil, pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2010. Escrito por Juca Kfouri às 22h25[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Os conflitos dos Aflitos
André Luís pegou um bom gancho, de 12 jogos. O árbitro levou a dele, 120 dias, por não saber escrever. Discordo da perda de mando do Náutico por dois jogos, mas, admito: a farsa que se fez em torno da garrafa que não pegou no torcedor, deve ter ajudado para punir o Timbu. Mentir dá nisso. Escrito por Juca Kfouri às 14h39[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Ainda sobre a arbitragem na Copa do Brasil
Em tempo: é claro que houve erros de arbitragem contra o Corinthians, como, por exemplo, um lance de impedimento mal marcado do Acosta. Como Carlinhos Bala merecia ser expulso com Saci, embora ele tenha sido discreto e o Mula-Sem-Cabeça tenha sido espalhafatoso. Mas houve um pênalti em lance sem bola do Fabinho no Enílton, lance que também deveria redundar na expulsão do corintiano... Escrito por Juca Kfouri às 14h17[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
O 'pênalti' em Acosta
Escrevi ontem que aparentemente houve pênalti de Magrão em Acosta. Fosse eu o árbitro e teria marcado a falta. E hoje estaria arrependido... Depois de ver o lance dezenas de vezes, calmamente, de todos os ângulos com as imagens da Globo e da Band, conclui que não houve o toque no atacante corintiano. E comparar o lance ao de Fábio Costa em Tinga, em 2005, só pode ser brincadeira. Caros corintianos, aprendamos todos a perder. A vitória do Sport foi incontestável e seria mesmo se o pênalti tivesse acontecido. Até porque não só não há garantia de que o pênalti viraria gol como, também, é bom não esquecer de um gol que nasceu de uma falta corintiana no jogo do Morumbi. Lance corriqueiro, aliás, como seria a marcação do pênalti. Seria errada, mas não seria um "roubo", tanto que Arnaldo César Coelho (como eu) achou que foi e Renato Marsiglia achou que não foi. Um é carioca, o outro é gaúcho, e estão pouco se lixando para o Sport ou para o Corinthians. Repito: aprendamos a perder. Dói menos, eu garanto. Escrito por Juca Kfouri às 13h34[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
A Copa do Brasil é do Sport pela primeira vez
Na campanha para ser campeão da Copa do Brasil o Sport passou por cima de quinze títulos brasileiros: quatro do Palmeiras, três do Inter, quatro do Vasco e quatro do Corinthians. Não é pouco. Aliás, é muito. E derrotou esses papões nacionais sempre por, no mínimo, dois gols de diferença. Dois gols de diferença, ontem marcados contra o Corinthians pelo predestinado Carlinhos Bala e por Luciano Henrique, que valeram o título inédito ao Leão do nordeste. Numa Ilha do Retiro enlouquecida, a decisão, cercada por um clima de guerra graças aos cartolas irresponsáveis dos dois lados e ao silêncio cúmplice da CBF, o Sport fez a festa que mereceu. Festa que, diga-se, transcorreu na mais perfeita paz. E Carlinhos Bala sobrou na agulha. Ele que tinha dito, logo depois do jogo no Morumbi, que o gol do Sport no último minuto era o gol do título e que garantiu ter conversado com Deus para ter certeza de que a taça ficaria em Pernambuco, ontem não só fez o primeiro gol do jogo como ainda foi o responsável pelas expulsões de Saci e de William. Saci que apareceu ontem no Recife muito mais como Mula-Sem-Cabeça. Comentário para o Jornal da CBN desta quinta-feira, 12 de junho de 2008. Escrito por Juca Kfouri às 01h35[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
O primeiro título do resto de nossas vidas
Por Roberto Vieira O Sport começou a ganhar o título da Copa do Brasil quando o técnico Nelsinho cristianizou o jovem Kássio. Nelsinho que não cometeu erros durante toda a campanha rubro negra em 2008. O Corinthians começou a perder a Copa do Brasil no momento em que abdicou de jogar. Como determinou o técnico aniversariante Mano Menezes. Sábio se vencesse, herético se perdesse. Uma final é como um duelo no velho oeste americano. Um piscar de olhos e você está vivo. Ou morto. O Corinthians levava o jogo em banho-maria. Mas numa fração de segundos: Sport 2 x 0! Justo no momento em que a torcida do Sport começava a silenciar duvidando da Terra Prometida. O Corinthians renasceu das cinzas do rebaixamento. Fez juz ao adjetivo de Timão. Foi bravo. Mas como negar o mérito de um time que eliminou o Palmeiras, o Internacional, o Vasco e o próprio Corinthians em confrontos épicos? Resta apenas aplaudir. Aplaudir os gols, a garra, a dor. A expulsão ingênua de Saci na malandragem de Bala, os milagres de Magrão. A raça de Dutra. Não é difícil concluir sobre a importancia do título para o Nordeste. O primeiro da Copa do Brasil. O primeiro título nacional desde o campeonato brasileiro do Bahia há 20 anos. Ganha o Nordeste, ganha também o Brasil. Não há grandeza se apenas o eixo consegue disputar as Libertadores da vida. Como o Uruguai nos tempos do Nacional e do Peñarol. Como a Espanha do Real e do Barcelona. Domínios feudais, heranças da Idade Média. Durante a semana os torcedores do Sport voltarão a ser torcedores do Sport. Como os do Bahia em 1988. Ostentarão suas faixas de campeão, orgulhosos, distribuindo piadas de ordem. Como fazem sempre os torcedores campeões. A felicidade é livre! Mas, no presente, tudo é festa. Hoje uma parte dos alvirrubros e tricolores torce por Pernambuco. Amanhã tudo volta ao normal. Parodiando o gênio de Albert Einstein. Einstein que afirmava que o futebol era igual a massa da torcida vezes a velocidade do atacante ao quadrado. Se o Sport perdesse, o torcedor adversário diria: Quem perdeu foi o Sport! Como o Sport ganhou, os torcedores adversários sempre vão lembrar: Quem venceu foi Pernambuco! Quem venceu foi o Nordeste! Nós somos madeira de lei que cupim não rói! Escrito por Juca Kfouri às 00h10[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Sport, um imenso campeão!
Foi o primeiro tempo que o Sport pediu a Deus. O Leão tomou conta do jogo desde o começo, mas não conseguia levar perigo ao gol corintiano. Nem o Corinthians ao gol do Sport. Nelsinho Batista surpreendeu ao entrar com Diogo no lugar de Luisinho Netto, o homem da bola parada rubro-negra. E Mano Menezes, sempre cauteloso fora de casa, onde não costuma se dar bem, preferiu Alessandro a Lulinha. Aos 25 minutos, a primeira substituição: Kássio deu lugar a Enílton, o autor do gol salvador no Morumbi. Tudo seguia em clima de tensão sem emoção até que houve um raro erro de saída de bola de Chicão. Foi o bastante para Carlinhos Bala receber livre pela direita e fuzilar cruzado. Felipe ainda tocou na bola, mas o primeiro gol estava decretado aos 34 minutos. A Ilha do Retiro balançou. E foi à loucura em quatro minutos, quando Luciano Henrique arriscou de fora da área, Enílton atrapalha Felipe que aceitou, no pique da bola, entre as pernas. A taça estava nas mãos do Sport, que não podia levar gol. Coisa que o Corinthians tratou de ir buscar e quase conseguiu numa cabeçada de Fabinho, bem neutralizada pelo goleiro Magrão. Com 2 a 0 o primeiro tempo acabou. Acabou como queriam os rubro-negros. E acabou em paz, o que é importante mencionar, além de uma arbitragem sem interferência no placar. O segundo tempo começou com Roger no lugar de Leandro Machado e Lulinha e Acosta entraram no lugar de Carlos Alberto e Diogo Rincón, um peso morto no time paulista. E o jogo ficou mais solto. Mais tenso e mais solto, com o Sport exigindo mais de Felipe do que o Corinthians de Magrão, mas com ambos os times em busca do gol. O jogo, tecnicamente, como é comum em decisões e ainda bem em gramados ruins, era bem pobre. Dentinho saiu aos 26 para a entrada de Saci. E Saci foi expulso no segundo seguinte, por chutar sem bola Carlinhos Bala. Saci ou Mula-sem-cabeça? A fatura estava liquidada. Bem que Carlinhos Bala tinha avisado ainda em São Paulo e repetido o aviso depois de falar com Deus. Para ter ainda mais segurança, o Sport tirou Luciano Henrique para entrar Éverton. Um lance perigoso com Acosta, aos 33, é interrompido por impedimento inexistente. Aos 37, Herrera teve a chance de fazer 1 a 2. Mas não fez. Aos 43, Acosta driblou Magrão e caiu. Foi derrubado? Aparentemente, sim. William é expulso aos 48, por dar um soco em Carlinhos Bala. O árbitro mineiro Alício Pena Júnior apita o fim da Copa do Brasil 2008. O fim do sonho de redenção corintiana. A apoteose de uma campanha épica do Sport. Por mais doído que seja para os corintianos voltarem suas atenções apenas à dura realidade da Segunda Divisão, há um dado incontestável: o time perdeu as três partidas que fez fora de casa contra times da Primeira Divisão -- Goiás, Botafogo e Sport. E o Sport passou por cima de quem encontrou pela frente em casa, com absoluta autoridade. Campeão mais justo, impossível. Escrito por Juca Kfouri às 23h53[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Ironia, ironia, ironia...
Este blog informa que a organizadíssima CBF e o não menos competente governo Aécio Neves foram muito bem sucedidos na venda de ingressos para o jogo entre Brasil e Argentina. Uma beleza! Mais de 70 mil torcedores estão felizes pelas ruas de Belo Horizonte, sem filas, tudo fácil, via Internet, como manda a modernidade do impecável governo mineiro e de sua parceira, a CBF. Viva a Copa do Mundo de 2014 no Brasil! Aécio presidente! (O dono deste blog está indo para o Iraque...) Escrito por Juca Kfouri às 18h18[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Portugal dentro, Suíça fora
Portugal ganhou bem da República Tcheca por 3 a 1 em jogo que, infelizmente, não vi. Era a senha que Felipaõ esperava para o Chelsea anunciar sua contratação. Portugal está nas quartas-definal. Já a Suíça é a primeira anfitriã a ser eliminada, pois acaba de perder, de virada, 2 a 1, para a Turquia. Amanhã, contra a Polônia, deve acontecer a mesma coisa com a outra anfitriã, a Áustria.
Escrito por Juca Kfouri às 17h40[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Felipão no Chelsea
O sítio da BBC dá a notícia que este blog antecipou faz uma semana. O do Chelsea também. De leve... http://news.bbc.co.uk/sport2/hi/football/teams/c/chelsea/7449627.stm http://www.chelseafc.com/xxchelsea180706/index.html#/page/Homepage Escrito por Juca Kfouri às 17h33[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Copa do Brasil: clima de decisão, clima de guerra
Já faz quase seis anos que São Paulo não respira assim o ar de uma decisão de Copa do Brasil. A última vez foi exatamente por causa do Corinthians, que a decidiu em 2002, contra o Brasiliense, para vencer. No ano anterior também a decidiu, e perdeu-a para o Grêmio. Verdade que em 2004 e 2005, times paulistas também ganharam a Copa, o Santo André e o Paulista. Mas, é claro, não tinha clima, a não ser em Jundiaí e Santo André e olhe lá, porque o Corinthians mobiliza muito mais as duas cidades, inclusive. Tinha, na verdade, no Rio, que desde 2003 tem um representante seu na final, quando não tem dois. Em 2003 o Flamengo perdeu para o Cruzeiro; em 2004 para o Santo André; em 2005 o Fluminense foi derrotado pelo Paulista; em 2006 a decisão foi entre Fla e Vasco, com o rubro-negro campeão e no ano passado deu Flu, ao decidir com o Figueirense. Já em Pernambuco só houve este clima uma vez, exatamente na primeira decisão, em 1989, quando o mesmo Sport acabou superado pelo Grêmio. O clima de decisão é sempre bom, menos quando passa dos limites e vira clima de guerra, coisa típica de um futebol ainda subdesenvolvido em sua superestrutura. O bate-boca ente cartolas do Sport e do Corinthians, as atitude de ambos os lados com relação aos ingressos, tanto em São Paulo quanto no Recife, dão a medida do descalabro, sob o cúmplice silêncio de quem organiza a competição, a CBF. Uma pena. Era para ser só uma baita curtição. Como é uma lástima que os times brasileiros que disputam a Libertadores estejam alijados da Copa do Brasil. Escrito por Juca Kfouri às 11h58[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Um filme inesquecível
Aconteceu ontem, em São Paulo, a pré-estréia do documentário, de 85 minutos, "1958, o ano em que o mundo descobriu o Brasil". Simplesmente comovente. O filme começa com os últimos 10 segundos da decisão diante da Suécia, culminando com o quinto gol brasileiro, de Pelé. Muito bem editado, com uma bossa de recriar detalhes de lances decisivos com a câmara bem fechada, os depoimentos, em regra, são ricos, bem humorados ou até queixosos, como os dos jogadores franceses que acusam Vavá de ter quebrado o capitão Jonquet de maneira desleal, razão da goleada final por 5 a 2, pois a França ficou reduzida a 10 jogadores. Mas há depoimentos impagáveis, como o de um russo que conta que o marcador de Mané Garrincha, Kusnetsov, ao chegar nocauteado no vestiário após a vitória brasileira, jogou a chuteira longe e desabafou; "Eu não quero mais jogar futebol. Os brasileiros é que sabem jogar futebol". Para o atacante francês Piantoni, "o futebol brasileiro é como a música brasileira. Alegre, feliz e todo mundo se diverte". Pois o filme de José Carlos Asbeg, que entra no circuito comercial no dia 13 deste mês no Rio e em São Paulo, é diversão pura, comoção do melhor nível e documento histórico de valor inestimável. Um filme que talvez comece a convencer o país de que a Copa de 1958 está para o amor próprio do Brasil assim como a Copa de 1954 está para o reerguimento da Alemanha. A diferença está em que os alemães não se envergonham disso, ao contrário, cultuam aquele momento, o primeiro de felicidade depois da catástofre do nazismo. E nós, que não levamos nada a sério, ainda achamos que Nelson Rodrigues estava brincando quando disse, depois da derrota em 1950, que tínhamos complexo de vira-latas, coisa que a Copa de 1958 sepultou. Ou não? Escrito por Juca Kfouri às 01h30[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Para fazer Recife ferver
O Sport atrás de um título inédito. O Corinthians em busca do tricampeonato da Copa do Brasil. Qualquer empate na Ilha do Retiro dá o título aos paulistas, assim como, é claro, qualquer vitória alvinegra. Até mesmo uma derrota por um gol de diferença favorece o Corinthians, vantagem colossal. Para o Sport, um 2 a 0 siginificará seu primeiro título importante e incontestável em nível nacional. O 3 a 1 para o rubro-negro leva a decisão para a marca do pênalti. Já o 4 a 2 ou qualquer outro resultado por dois gols de diferença para os pernambucanos dá a taça aos paulistas. O Corinthians é o favorito, mas a única certeza desta noite de hoje é a de que Recife vai ferver. E, também, a de que haverá foguetório em São Paulo, com qualquer resultado... Escrito por Juca Kfouri às 01h15[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
A aritmética do Sport
Colaboração de Lusenalto Andrade Filho, Diretor de Arte no Recife. Escrito por Juca Kfouri às 18h04[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Cai o campeão da Europa
A Grécia, atual campeã européia, acaba de ser derrotada inapelavelmente pela Suécia, pelo mentiroso placar de 2 a 0. Os suecos mereciam bem mais. E a zebra grega que apareceu em Lisboa, quatro anos atrás, começa a voltar para Atenas, depois dessa passagem por Salzburgo, na Áustria. Escrito por Juca Kfouri às 17h39[comente] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]
Audálio Dantas, o cidadão Foto Cacalo Kfouri
Ontem à noite, na Câmara Municipal de São Paulo, tive a honra fazer a saudação a Audálio Dantas, que recebeu o título de Cidadão Paulistano.
Reproduzo-a abaixo, como mais uma homenagem a um brasileiro raro:
Boa noite, amigas e amigos de Audálio Dantas. Vocês já viram uma cerimônia em que o orador está mais orgulhoso que o homenageado. Se não viram, vão ver agora. Sim, porque desde que fui escalado para falar de Audálio Dantas estou mais pimpão do que ele mesmo, tamanha a honra, tamanho o privilégio, dessas coisas para encabeçar o currículo. Ele certamente merecia um admirador melhor, mas eu, sem dúvida, não poderia ter uma admiração maior. Porque não é de hoje que Audálio Dantas deixou de ser um alagoano de respeito para se tornar um cidadão paulistano, um cidadão brasileiro, um cidadão do mundo, um CIDADÃO na acepção do que os gregos imaginaram, alguém mais que livre, alguém capaz de lutar pela liberdade do próximo. Este é Audálio Dantas. Eu sei que nestas ocasiões é esperado que o orador trace uma biografia do homenageado. Mas quem, aqui, não sabe bem que é Audálio Dantas, o repórter, antes de tudo, o líder sindical, o político? Ora, se eu for contar tudo de bom que Audálio Dantas fez na profissão e pela profissão, no país e pelo país, ficaríamos horas aqui a conversar. Por isso, ao me congratular com esta casa porque este sim é um homenageado que merece todas as honras, quero contar uma história que vivi perto de Audálio Dantas, que testemunhei, quase minuto a minuto. É uma história de medo. Sim, nós tínhamos medo. Vladimir Herzog estava morto, assassinado covardemente nos porões da ditadura. Diziam que o meu nome estava numa lista e que viriam me buscar. Eu tinha medo, muito medo. Só em dois lugares, no entanto, eu me sentia seguro. Só em dois lugares eu sentia medo com segurança. Na Cúria Metropolitana, casa de Dom Paulo Evaristo, Cardeal Arns de São Paulo e na Rua Rego Freitas, no Sindicato dos Jornalistas no Estado de São Paulo, casa de Audálio Dantas. E como eu não era nem padre, nem freira e nem sequer coroinha e já era jornalista, eu não saía da casa de Audálio Dantas. Audálio Dantas talvez nem saiba, mas para muitos de nós, ele era sinônimo de segurança, de proteção. E vi um homem preocupado, mas sereno, fustigado, mas firme, tenso, mas equilibrado, corajoso sem ser temerário, sensato sem ser dono da verdade, incapaz de uma demagogia, um blefe, uma guampada de boi manso, como dizem os gaúchos. Estamos acostumados, com justa razão, a lembrar do ato ecumênico da Catedral da Sé como um ato que mudou a História do Brasil e por isso reverenciamos os três pastores que o conduziram, o Cardeal Dom Paulo Arns, o Rabino Henry Soebel e o Reverendo James Wright. Frequentemente, no entanto, porque somos o país que somos, propensos a certos esquecimentos, deixamos de lembrar que se não fosse pela atitude de Audálio Dantas naqueles dias sombrios, não teríamos o Ato da Sé. Audálio Dantas, então, não se notabilizava por ser religioso, nem católico, nem judeu, nem protestante. Era apenas um cidadão. Um cidadão indignado com a barbárie. E para que ninguém diga que estou sendo ufanista, exagerado ou corporativista, é obrigatório lembrar de pelo menos mais cinco nomes que foram imprescindíveis para que o Caso Herzog começasse a mudar o Brasil. Outro jornalista, nosso queridíssimo Fernando Pacheco Jordão, braço direito de Audálio Dantas durante todo o tempo, ponto de equilíbrio. Os jovens advogados Samuel Mac Doweell e Marco Antônio Rodrigues Barbosa e o juiz de Direito Márcio José de Moraes que, a todo risco, levaram adiante a vitoriosa ação contra a União Federal. E, é claro, nossa eterna companheira, a publicitária Clarice Herzog, então viúva do Vlado, mãe do André e do Ivo, que foi até o fim. Audálio Dantas, então, não era filiado a nenhum partido político, era apenas um jornalista que lutava pelo bom jornalismo, pela liberdade de expressão, sem a qual o bom jornalismo é impossível. Já era o Audálio Dantas da fabulosa reportagem “Quarto de Despejo”, com Carolina Maria de Jesus. Ou o Audálio Dantas que reuniria mais tarde em “Círculo do Desespero”, 12 de suas melhores, inesquecíveis, marcantes reportagens. Era o presidente do Sindicato dos Jornalistas no Estado de São Paulo como viria a ser, como é hoje, o presidente da Associação Brasileira de Imprensa Não era ainda o deputado federal eleito sem um tostão em 1978 porque as pessoas lhe eram gratas, coisa que também testemunhei porque fui um dos coordenadores de sua campanha sob o lema “Vamos virar o jogo”, talvez porque ele seja um empedernido corinthiano... Deputado, diga-se, apontado como um dos 10 melhores do país, assim como foi eleito uma dos três líderes sindicais mais influentes do Brasil -- e olhe que Audálio Dantas nunca foi petroleiro nem metalúrgico. Audálio Dantas costuma dizer que seu melhor trabalho foi o papel que desempenhou no Caso Herzog. De fato, porque, então, Audálio Dantas foi testemunha e protagonista, escreveu a História e nela foi inscrito. É isso. Audálio Dantas é parte importante, heróica, da História do Brasil. Tenho comigo mesmo o compromisso de lembrar a todos disso sempre que com ele estiver numa cerimônia pública. Para que jamais nos esqueçamos de alguém que acredita piamente que quem tem as respostas é o povo e que, por isso, pergunta, pergunta e pergunta, com bem sabem as mulheres que ele amou, os filhos que criou, todos que ele ouviu e continua a ouvir. Este é um pouco de Audálio Dantas. |