Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

21/06/2008

A voz do Mineirão foi a voz do Brasil

Com 16.200 opiniões no total, 83% dos blogueiros concordaram com as manifestações da torcida presente ao Mineirão na partida entre as seleções do Brasil e da Argentina.

Com o que, mais uma vez, os mineiros estão de parabéns.

E aproveito para uma correção: a alusão ao Galinho era ao time sub-20 do Atlético, e não ao técnico Zico, como publiquei.

Por Juca Kfouri às 20h41

O sábado feliz do Cruzeiro, São Paulo, Lusa e Coritiba

Escolhi São Paulo e Sport para ver, certo de que veria mais uma vitória do bicampeão brasileiro, mas duramente cedida pelo campeão da Copa do Brasil.

Não sei se me arrependi, porque o jogo não foi o que eu esperava, muito embora tenha me agradado ver a postura altiva do rubro-negro, principalmente no primeiro tempo, quando até foi mais perigoso que o tricolor no Morumbi, com 11.560 pagantes.

No segundo tempo, porém, o São Paulo tomou conta, mas nada de fazer o gol que sua torcida exigia, também porque Magrão fez belas defesas ou porque Hugo perdeu uma cabeçada na cara do goleiro.

Só que ele mesmo, aos 45, fez o gol da vitória são paulina, sem dúvida justa, principalmente pela última metade do segundo tempo, ainda mais depois da entrada de Dagoberto, pedida pela torcida e prontamente atendida por Muricy Ramalho. 

Talvez eu devesse ter visto Cruzeiro e Figueirense, mas não tinha dúvida de que os mineiros venceriam com facilidade, como venceram mesmo, por 3 a 0, no Mineirão, com 8.988 pagantes.

Guilherme abriu o placar fruto de um pênalti infantil no primeiro tempo e Weldon complementou o placar no segundo, com dois gols.

Mas devo admitir que tinha como certa a vitória do Botafogo no Engenhão contra a Lusa e o que se viu foi mais uma vitória da equipe do Canindé, para desespero de Geninho, o sucessor de Cuca.

O gol paulista foi de Edno, aos 12 do primeiro tempo, em cabeçada que ainda teve um toque leve do goleiro Castillo.

Daí, o Glorioso atacou, atacou e não marcou, diante de 5.230 pagantes.

Finalmente, estava na cara que o Coritiba, em casa, ganharia dos reservas do Fluminense, como ganhava, até os 34 minutos do segundo tempo, graças a um gol solitário de Hugo, ainda no primeiro.

O Couto Pereira recebeu o melhor público do sábado, com 13.326 pagantes.

Mas Alan fez o gol do empate do Flu, que seria o terceiro do nosso, no mínimo, vice-campeão (e vire esta boca pra lá) da Libertadores, que ainda não venceu no Brasileirão.

E não só não venceu como nem mesmo empatou, porque os coxas, com Marlos, de pênalti que ele mesmo sofrera, aos 40, fizeram o segundo gol.

O Flu que se cuide. 

Por Juca Kfouri às 20h16

Para quem torcem as crianças brasileiras

O Datafolha ouviu 852 crianças entre 4 e 12 anos em 80 cidades brasileiras em março passado.

E a edição da "folhinha" de hoje, encartada na "Folha de S.Paulo", traz os resultados, que são os seguintes, no país:

1. Flamengo, 23%;

2. São Paulo, 11%;

3. Corinthians, 10%;

4.Grêmio, Palmeiras e Vasco, 5%;

5. Cruzeiro, 3%;

6. Botafogo e Santos, 2%;

Na região sul:

1. Grêmio

2. Inter

3. Corinthians:

No nordeste:

1. Flamengo

2. São Paulo

No sudeste:

1. Flamengo

2. Corinthians e São Paulo

Regiões norte e centro-oeste:

1. Flamengo;

2. São Paulo;

3. Paysandu e Vasco. 

Por Juca Kfouri às 19h08

Rússia derruba Holanda

A Rússia jogou melhor que a Holanda o jogo todo.

E só fez 1 a 0 no segundo tempo.

Quando continuou melhor, mas acabou tomando um empate injusto, aos 86.

Depois de muito tentar, no entanto, depois de até mandar bola no travessão holandês, os russos obtiveram o segundo gol, em falha clamorosa do goleiro Van der Sar.

Daí, para não deixar dúvida, fizeram o terceiro gol, entre as pernas do goleirão.

O sonho holandês, mais uma vez, acabou.

E a Itália que se cuide amanhã contra a Espanha, porque os favoritos estão caindo um a um.

Mas, lembremos, a Rússia não só é dirigida pelo mago holandês Guus Hiddink, como ocupou o lugar que todos supunham que seria da Inglaterra na Eurocopa-2008.

E tem um craque com a camisa 10, de nome Arshavin.

Dificilmente ficará na Rússia, embora seja do Zenit, time milionário, campeão da última Copa da UEFA, e que tem o atual presidente russo como seu presidente do Conselho.

Por Juca Kfouri às 18h12

O primeiro tropeço corintiano, agora 90%

A principal diferença do jogo entre Ponte Preta e Corinthians, em Campinas, e Brasil e Argentina, no Mineirão, foram os gols.

É, é claro, a presença de público, pois o Moisés Lucarelli recebeu apenas 8.493 pagantes.

Um gol argentino, diga--se, para começar, de Herrera, para variar, nem bem o jogo tinha começado, de cabeça, depois de escanteio batido por Elias.

Mas daí em diante o jogo teve momentos de profunda monotonia, quebrados, é verdade pelo goleiro Júlio César que defendeu brilhantemente um pênalti ainda no primeiro tempo e, também, por outro pênalti, este não marcado, em Herrera.

O segundo tempo seguia no mesmo diapasão até que a Ponte começou a apertar, exigiu outra bela defesa de Júlio César e o Corinthians acordou.

Acordou a ponto de quase fazer o segundo gol pelo menos em duas oportunidades, com Acosta e com Lulinha, o primeiro que entrara no lugar de Herrera e o segundo no de Dentinho.

Então, surgiu o segundo gol, este de um brasileiro, aos 40, da Ponte Preta, com Danilo Neco.

Gol que salvou a cara da estréia de Paulo Bonamigo na Macaca e que acabou com a campanha 100% do Corinthians, que segue invicto, com 19 pontos em 21 disputados.

Mas que fez justiça ao que os times fizeram, e não fizeram, em campo.

Por Juca Kfouri às 18h02

Na 'Folha', de hoje: tarda, nem sempre falha

Vôo da muamba" gera indenização de R$ 2.359 à União

Presidente da CBF, que importou equipamentos no valor de US$ 45 mil na volta do tetra, é condenado após 14 anos

Processo, que não pode mais ter recursos, é 1 dos 3 que envolvem o dirigente acerca do vôo que levou 17 toneladas de bagagem

LEONARDO SOUZA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Passadas três Copas, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, teve sua primeira derrota definitiva na Justiça num dos processos relacionados ao "vôo da muamba", quando a seleção trouxe dos EUA 17 toneladas de bagagens e compras após a vitória na Copa de 1994.
Teixeira é acusado de ter transportado ilegalmente equipamentos para sua choperia El Turf, na Zona Sul do Rio. Além de dois processos que enfrenta por essa razão, ele moveu ação contra a União, por danos morais, alegando que o auditor fiscal Sylvio de Sá Freire, então lotado no Aeroporto Internacional do Rio, teria praticado atos abusivos ao tentar reter a bagagem da seleção para vistoria.
No mês passado, Teixeira perdeu em última instância, no STJ (Superior Tribunal de Justiça). Ontem, o processo transitou em julgado (não cabe mais recurso). Após 14 anos, o valor da indenização que Teixeira terá de pagar à União é praticamente simbólico, de R$ 2.359.
Procurado via assessoria da CBF, ele não ligou de volta.
O resultado da ação por danos morais reforça o prognóstico dos outros processos, com valores bem maiores.
Num deles, em que tem tido sucessivas derrotas, Teixeira pode perder o equipamento importado para a El Turf, comprado por US$ 45 mil.
No outro, ele é acusado de ter coagido os auditores do aeroporto para que liberassem as mercadorias da delegação. O valor desta causa é de R$ 50 mil, fora a correção monetária.
No primeiro caso, o desembargador Alberto Nogueira, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, manteve o entendimento da instância anterior, de que a importação foi irregular e de que o equipamento tem de ser apreendido pela Receita. O segundo caso ainda está na primeira instância.
O auditor Sá Freire disse que a "fraude fiscal" cometida por Teixeira foi comprovada quando, em 1995, o presidente da CBF fez uma importação de novo equipamento para a choperia, cuja fatura comercial informava o peso da mercadoria em 1.480 quilos. Porém a Infraero havia pesado equipamento com 886 quilos.
"Essa diferença [de peso] foi para encobrir o equipamento trazido ilegalmente no vôo da seleção", disse Sá Freire.
A Receita Federal deixou de arrecadar ao menos US$ 1 milhão em impostos. O cálculo levou em conta o volume da bagagem (17 toneladas) e as listas de compras dos atletas. Na ida aos EUA, a bagagem da seleção pesara duas toneladas.
Teixeira pressionou os fiscais da Receita e obteve a liberação. Na ocasião, telefonara ao então ministro da Casa Civil, Henrique Hargreaves. Diante dos funcionários da Receita, Teixeira ameaçou devolver as medalhas de condecoração que os atletas haviam recebido do então presidente Itamar Franco.
O secretário da Receita Federal à época, Osiris Lopes Filho, que orientara os funcionários da alfândega a realizar a fiscalização de praxe (que prevê a taxação de valores acima de US$ 500), se demitiu pelo episódio.
O campeão de itens foi o lateral-esquerdo Branco. O segundo nome que mais apareceu nas caixas embarcadas no avião foi o de Carlos Alberto Parreira.


Por Juca Kfouri às 10h40

Vascaíno, não falte!

É hoje o dia.

Todos os vascaínos com direito a voto têm a obrigação cívica de ir ao Calabouço para retomar um dos mais gloriosos clubes do mundo.

Chega de ditadura!

Viva o Vasco!

Todos à sede do Calabouço!

Por Juca Kfouri às 01h22

20/06/2008

Dunga chuta o balde

Leia em http://borgesluciano.blog.terra.com.br/.

Dunga critica profissionais da TV Globo e diz que a convocação de Ronaldinho foi combinada com Ricardo Teixeira (o que não dá para acreditar...),

A primeira reação já veio: a CBF suspendeu as e entrevistas coletivas que ele daria hoje e amanhã no comando da seleção olímpica. 

Por Juca Kfouri às 20h26

O homem mordeu o cachorro!

Um time de meninos franceses ganhou da poderosa seleção brasileira de vôlei, também sem suas principais estrelas, na França, pela Liga Mundial.

Os franceses ganharam por 3 a 2 (25-22, 23-25, 25-23, 22-25 e 15-13).

Nada que mude o valor do euro, mas, enfim, coisa rara no voleibol mundial.

Por Juca Kfouri às 18h33

A Turquia nas semifinais da Euro!

No penúltimo minuto da prorrogação, em Viena, na Áustria, a Croácia, numa saída horrorosa de gol do goleiro turco, fez 1 a 0.

No minuto de acréscimo da prorrogação, no entanto, depois de um chutão turco para área croata, a Turquia inacreditavelmente empatou, ao fazer seu terceiro gol nesta Eurocopa depois do tempo regulamentar, a exemplo do que houvera feito contra a Suíça e contra a República Tcheca.

O jogo deixou a desejar, a Croácia não jogou o que vinha jogando, mas os últimos três minutos dos 120 da partida valeram a pena.

E o gol turco matou a Croácia que festejava a classificação.

Moralmente abatidos, os croatas já começaram a disputa de pênaltis desperdiçando a primeira cobrança, assim como desperdiçaram a terceira e a quarta.

Resultado, a Turquia ganhou por 3 (100% de aproveitamento) a 1 e enfrentará a Alemanha nas semifinais.

Por Juca Kfouri às 18h29

Ingresso fácil? Nem tanto. Ou mais!

Você já comprou ingresso pela internet (www.ingressofacil.com.br) ou sabe como se faz a compra?

De maneira resumida, você entra no sítio, clica no link do jogo, eles pedem seu endereço eletrônico e senha e aí aparecem as opções de venda de ingressos, portão, preço, etc.

Você escolhe e clica para pagar, paga e pronto.

Bom, o sítio tem uma falha de segurança gravíssima.

A sessão não expira.

Sabe quando você entra no sítio de banco e se você fica muito tempo sem clicar em nada e quando você clica, ele pede sua senha novamente?

No ingressofacil.com.br  isto não acontece.

Então você entra no dia em que está disponível a venda e não fecha o seu navegador.

No outro dia, quando o sítio anunciar que as vendas estão encerradas, você, que não fechou o seu navegador, clica no botão "Atualizar" do navegador do Internet Explorer ou Mozilla etc e, de repente, começa a aparecer ingressos para venda que ainda estão disponíveis.

Ou seja, enquanto o sítio anuncia que encerrou, quem não fechou o navegador continua comprando normalmente.

Alerta feito, tomara que problema seja corrigido.

Por Juca Kfouri às 13h28

Uma cartinha da Branca de Neve

"Dunga, querido: daqui da floresta, olhando para o todo e não só para uma árvore, fica tudo muito claro.

Seu tempo na Seleção acabou.

A madrasta manda em tudo, até nas convocações.

Não que eu tenha nada contra o Ronaldinho, ao contrário.

Ele até poderia ser nosso oitavo anão e acho que você fez mal em esnobá-lo só por causa daquele drible no Gre-Nal.

Mas, agora, nada disso mais importa.

Importa que você honre suas calças, por menores que sejam, e peça seu gorrinho.

Não dobre sua espinha nem aqui nem na China.

E volte para casa cantando: 'Eu vou, eu vou, pra casa agora eu vou'.

Da sua Branca de Neve, com maçã e sem veneno..."

Por Juca Kfouri às 12h19

Mineirão: a boate de um quase time na festa de um quase bom-moço

Por THIAGO SARKIS*

 

Chegar ao Mineirão para Brasil e Argentina foi, no mínimo, esquisito. Apesar do congestionamento nas proximidades do estádio e dos cambistas, tudo ocorria em perfeita ordem. Policiais para todos os lados, serviços de emergência apostos, estacionamento para caravanas, placas em inglês, português e espanhol, boa iluminação, fiscais preparados para instruírem o público e evitarem que o mesmo se aproximasse dos detentores dos títulos de VIPs que estariam dentro e fora de campo. Tudo otimizado e cuidado com carinho e atenção especiais que não se observaram no último duelo entre as duas seleções na capital mineira.

 

Não acredite que o motivo desta expressiva mudança na embalagem tenha sido apenas a Copa de 2014. Afinal, o conteúdo de quem organizou os dois eventos na última eliminatória e nesta é o mesmo... Assim como o conteúdo do Mineirão.

 

A boate montada pelo playboy que governa as Minas Gerais não deve apagar usuais péssimas condições de higiene, instalações enferrujadas, e os mais de 25 mil pontos cegos do Estádio Governador Magalhães Pinto.  Isso mesmo: mais de vinte e cinco mil pessoas pagam ingresso semanalmente para assistirem às partidas sem o mínimo de conforto e, às vezes, até sem campo de visão.

 

É claro que Luciano Huck, Pelé, Pedro Bial, Ricardo Teixeira, e todos os "célebres" que lá estavam não lhe diriam isso. Porém, perguntem-vos se comparecerão aos próximos jogos de Atlético e Cruzeiro. É claro que não. A boate já estará desmontada. Sem luzes, shows, talvez apenas com os telões ainda mantidos em lugares estapafúrdios, acrescentando cerca de uma centena – ou mais – de pontos cegos ao Mineirão.

 

Nos assentos de gente comum, encontramos uma torcida que paga bem e caro, seja para as partidas de seus clubes ou para as da Seleção, e que é maltratada em quaisquer das ocasiões. Torcida que preteriu a competição de brasileiros e argentinos para alimentar, de forma saudável, a rivalidade entre alvinegros e celestes.

 

A positividade entre os eternos rivais que riam das brincadeiras um do outro, independentemente dos palavrões proferidos por ambas as partes, não se repetiu nos gritos direcionados a Galvão Bueno. O narrador é considerado 'persona non grata' pelos admiradores das duas potências de Minas, assim como por outras tantas forças país afora, por personificar a emissora que, "inadvertida e ingenuamente", segue aumentando o áudio das torcidas que lhe dão audiência, além de já ter, direta ou indiretamente, arrancado títulos ou oportunidades de títulos dos dois grandes mineiros. José Roberto Wright, atual comentarista de arbitragem da nave-mãe e da filial, que o diga.

 

Dentre os que estavam em campo, impressiona perceber os pretensos europeus que hoje vestem a amarelinha insistindo em reclamar da torcida, especialmente pelos aplausos a Messi. Parece que o tempo de nossos craques na Europa só lhes serviu de aprendizado no manuseio do Euro. Ou suas memórias não chegam ao dia em que dezenas de milhares aplaudiram Ronaldinho Gaúcho de pé no Santiago Bernabéu?

 

Aliás, engana-se quem pensa que os aplausos a Messi foram puramente irônicos. O momento da saída do craque argentino, único a realmente brilhar com a bola nos pés – apesar de distante das atuações que o destacaram no Barcelona – foi uma realização para todos que pagaram até 250 reais para verem o Mineirão se transformar na boate do quase jogo de um quase time que fez a festa de um quase bom-moço em sua escalada ao Palácio do Planalto. Foi o momento de sentir que talvez tenha valido a pena estar ali.

 

Burro, Dunga? Burro foi Collor. Aliança boa não é com PC Farias. É com artistas e "artistas" que invadem a telinha do povão todos os dias. Aécio e seus assessores sabem disso. Já calaram a imprensa mineira e agora calam e envolvem, pouco a pouco, o restante do país com os infindáveis afagos às "celebridades" que os cercam.

 

 

* Thiago Sarkis é redator da revista Roadie Crew, crítico musical, e publicou seus artigos em mais de trinta países nos principais periódicos do mundo de Rock, Pop, Blues, Jazz e Progressivo. Fora isso, é psicólogo... E louco por futebol.

Por Juca Kfouri às 11h57

A Seleção Brasileira em quinto

O Chile acaba de derrotar a Venezuela, na Venezuela, por 3 a 2, depois de sair perdendo de 1 a 0, virar o jogo para 2 a 1, sofrer novo empate e vencer no último minuto, tudo no segundo tempo de um jogo muito mais animado do que o xoxo OxO de ontem no Mineirão.

Com o resultado a Seleção Brasileira caiu para o quinto lugar e, pela primeira vez na história das eliminatórias, está fora da zona de classificação automática para a Copa do Mundo.

Nada que deva, por enquanto, tirar o sono da torcida brasileira.

Mas o suficiente para deixar Dunga sem dormir ao fim do primeiro terço da disputa das eliminatórias.

Por Juca Kfouri às 23h36

19/06/2008

Para quem o Mineirão fez coro?

"Ô Maradona, vá se fo..., o xxxxx cheira mais do que você".

Além de chamar Dunga de burro e de jumento, de cantar o adeus a ele e ainda pedir Zico, antes de gritar olé para as trocas de passe argentinas e aplaudir Messi, a torcida do Mineirão fez, também, o coro acima no jogo de ontem.

Segundo o blog pôde apurar, a referência não era a nenhum esportista ou membro da Seleção Brasileira, razão pela qual não interessa ao blog identificar o alvo.

Em tempo: esta nota não aceitará comentários.

Por Juca Kfouri às 22h59

Camisa é camisa

Não pude ver direito o jogo em que a Alemanha ganhou de Portugal por 3 a 2 e se classificou para as semifinais da Eurocopa.

Conversava durante o jogo com um simpático grupo de estudantes da Unicamp.

Mas o que vi foi o suficiente para concluir que Portugal perdeu o jogo na bola parada e que camisa é camisa.

O empurrão do Ballack no terceiro gol e óbvio, depois do gol.

Na hora, árbitro nenhum do mundo vê aquilo.

O alemão teve a sutileza que os craques mostram até para fazer falta.

Por Juca Kfouri às 18h01

Deu sono e irritou. Quer mais?

Antes do primeiro tempo, show de rock.

Não dava pra dormir.

Depois do primeiro tempo, show de rock.

Não dava pra dormir.

Durante o primeiro tempo, no entanto, deu pra dormir.

E bem.

Não fosse por um gol que Júlio Baptista perdeu ao permitir a defesa do goleiro argentino, aos 22, teria dado pra dormir durante todo o primeiro tempo.

Verdade que quem acordou para ver o lance em questão viu, também, em seguida, Robinho perder boa chance duas vezes, ao não cair depois de ter sido seguro por Abbondanzieri e ao não passar para Adriano fazer o gol.

Como não deu pra dormir no intervalo, deu pra ver que o segundo tempo começou menos sonolento.

E que foi mais animado mesmo, apesar da atuação caricata de Gilberto Silva, coadjuvado à altura por Mineiro.

Anderson tinha deixado o campo ainda no primeiro tempo, machucado, para entrada de Diego.

Julio Cruz, aos 11, por exemplo, teve a primeira grande chance argentina, respondida logo depois por boa cobrança de falta de Júlio Baptista.

Os 11 minutos seguintes, no entanto, foram de doer.

E a tradicional família mineira deu vazão ao educado coro "ei, Dunga, vai tomar..."o que, ao menos, fez com que ele se mexesse.

Se mexesse e tirasse o só esforçado Adriano para entrar Luís Fabiano.

Foi a senha para ser chamado, também, de burro, não o centroavante, mas o técnico, é claro.

No primeiro lance de Luís Fabiano ele deu ótimo passe para belo voleio de Júlio Baptista, defendido por Abbondanzieri.

Já não dava mesmo pra dormir, embora desse para se irritar diversas vezes.

(E quem se irrita é que não dorme mesmo).

Mais de 52 mil pagantes, e sabe Deus quantos mil convidados, viam um mau jogo de futebol.

Aos 33, Daniel Alves substituiu Diego. "Burro, burro", diziam eles nas arquibancadas, não eu.

Em seguida, se meus ouvidos não me traíram, o chamaram de "jumento" mesmo e logo em seguida entoram um sonoro "adeus, Dunga".

E, para continuar, a torcida brasileira gritava olé cada vez que a Argentina tocava a bola.

E nos acréscimos, por pouco, Messi não fez 1 a 0.

O 0x0 foi xoxo.

E justo.

E só 15,09% dos 1067 blogueiros acertaram, sendo que 59,14% acreditavam na Argentina, contra 25,77% patriotas.

Notas

Júlio César, pouco trabalho: 6

Maicon, sem brilho: 5

Lúcio, sem problemas: 6

Juan, igual: 6

Gilberto, burocrático: 4

Gilberto Silva, anedótico: 2

Mineiro, quase igual: 3

Anderson, pouco tempo, pouco fez: 4

Diego, igual: 4

Robinho, sério e só: 4

Adriano, brigador e só: 4

Luis Fabiano, melhor que Adriano: 5

Júlio Baptista, quem mais jogou: 6,5

Dunga, jumento não! Qualquer nota.

Arbitragem: 8

Por Juca Kfouri às 23h49

18/06/2008

Boston Celtics x Seleção Brasileira

Por CRISTHIAN CAMILO

Antes que alguém estranhe o título: não esse confronto não é de basquete e nem de futebol.

Mas de história e reverência aos que passaram num gramado ou numa quadra antes de nós.

Madrugada de quarta-feira, 18 de junho de 2008, aproximadamente 0h55, horário de Brasília.

Na telinha, os jogadores do Boston Celtics comemoram efusivamente o fim da fila de 22 anos com o título da liga profissional de basquete dos Estados Unidos.

 Quem assistiu à série testemunhou seis jogos maravilhosos, daqueles que vão ser contados por muito tempo, com lances fantásticos.

 Mas o que mais me tocou foi outro aspecto, que menciono adiante.

Pensemos num time brasileiro de futebol que conquiste um título.

O Fluminense, por exemplo, que pode ser o próximo campeão das Américas em duas semanas.

Você é capaz de pensar na cena de Thiago Neves abraçando Rivelino?

Pensemos no Botafogo na (improvável) hipõtese de ser campeão nacional: é factível a cena de Carlos Alberto abraçando Carlos Roberto?

Alessandro cumprimentando Josimar?

Lúcio Flávio pulando com Gérson?

Vamos à Seleção Brasileira: na Copa do Mundo de 2002: seria possível vermos Cafu beijar carinhosamente a testa de Carlos Alberto Torres?

Ou Ronaldinho Fenômeno chorar junto com Caju?

Pois foi isso que mais me tocou na festa dos Celtics: durante todo o jogo, a câmera mostrava diversos ídolos do passado da franquia de Massachussets, ex-jogadores que foram campeões pelo time nos idos de 1960, quando nenhum dos atuais campeões havia sequer nascido.

E não estavam ali por cortesia, mas por deferência, digo, reverência da direção do time, estavam ali não como convidados, mas como personagens da História, ou melhor como a própria História viva e brilhante do time verde.

E quando acabou a partida, o que houve?

Eu vi aquele senhores, muitos na faixa dos setenta anos, pulando junto com os que haviam acabado de conquistar o título.

Senhores de cabelos brancos feito algodão comemorando com jovens que não viram as suas – desses senhores – proezas em quadra, mas que os conheciam e que, ao fim da partida, pareciam declarar abertamente: "venham comemorar, esse título também é de vocês".

Enquanto isso, nossos campeões de futebol (para ficar apenas no esporte mais popular por aqui) estão à míngua, muitos morrem esquecidos, na miséria.

E nossos "astros" nem lembram quem foi Didi, Zito, Nilton Santos, entre tantos outros.

 Provavelmente, se fossem a um estádio, eles seriam tratados apenas, e no máximo, com condescendência. Triste de nosso esporte e triste de nosso país que negligencia a sua memória.

E parabéns aos jogadores do Celtics. A todos, do passado e do presente.

Por Juca Kfouri às 19h39

Museu do Futebol já tem diretor

Curador do Museu do Futebol que será inaugurado em fins de agosto no estádio do Pacaembu, em São Paulo, o jornalista e editor Leonel Kaz será, também, o Diretor-Executivo da entidade.

Escolhido pelo prefeito e pelo governador de São Paulo, Gilberto Kassab e José Serra, que lhe fez o convite, Kaz poderá, assim, dar continuidade ao que planejou e está implementando, coisa rara no país.

Mesmo ainda em obras, aliás, já se pode perceber que o museu estará à altura, por exemplo, do Museu da Língua Portuguesa, também em São Paulo, e que não será possível conhecê-lo todo em apenas um dia.

Por Juca Kfouri às 16h17

E você, como faria, se fosse dono da TV?

Tem gente espantada porque a Rede Globo pediu que o jogo entre Bragantino e Corinthians fosse antecipado para o dia 25 de junho, para ser transmitido para São Paulo enquanto os demais estados verão LDU e Fluminense.

É claro que um jogo da Série B não tem um milésimo da importância da primeira partida que decide a Libertadores, mais importante competição da América.

Mas é claro, também, que o jogo do Corinthians dará mais audiência em São Paulo que o do Flu.

E a TV vive disso, de audiência, principalmente quando se trata do maior mercado do país e da região na qual o ibope é levado em conta para se estabelecer o preço da tabela de publicidade.

Além do mais, o canal Sportv, também da Globo, passará o jogo do Flu para São Paulo.

A ironia está apenas em que o principal executivo da Globo Esporte, Marcelo Campos Pinto, ser torcedor tricolor.

Mas não rasga dinheiro.

Ou você faria diferente?

Por Juca Kfouri às 15h44

Um drible de olhos puxados!

*Por WALTER FALCETA JR.

Então, de repente, faz 100 anos! E tanta gente especial acaba fazendo aniversário no mesmo dia. Na memória do Brasil, parece que foi ontem. As pernas trêmulas nos porões do Kasato Maru. A dignidade preservada no último arranjo da gravatinha estreita. O pente nos longos e lisos cabelos negros.

Logo depois, abria-se o mundo novo, onde o povo do Sol Nascente buscaria a árvore dos frutos de ouro, repetindo o roteiro de outros visitantes além-mar, como os italianos, árabes e espanhóis.

Teve esse rito de iniciação, no trem que escalou a "muralha". Depois, essa faina de ralar mão no café, de acariciar a mesma no algodão, de esticar o cinturão verde, de fazer retrato, de recortar penteados, de conferir vida nova a ternos rotos, de inflar pastel saboroso na esquina da feira...

Até que, um dia, nos revolucionários anos 60, deu a louca nos modelos. Um moço de olhos puxados, o Serginho Echigo, lá no nosso Corinthians multiétnico, ensinou Roberto Rivellino a aplicar o "drible do elástico", coisa complexa, herança talvez de arte samurai.

Tratava-se de um vai-e-vem de doido, cujo exercício por pessoas não habilitadas podia resultar auto-nó ou tombo estrepitoso.

Daí para frente, consumada essa explosão criativa, começou a ruir o castelo dos estereótipos. E a turma comportada resolveu dar pau na ditadura (como nas utopias socialistas do corinthianíssimo Celso Kinjô), bailar, sambar e escalar ao cume as listas de aprovados nos vestibas.

Serginho, o ponta-direita nissei, foi um pioneiro dekassegui, transferindo-se para o futebol japonês. Atuou no Towa Real (Shonan Bellmare). Ao concluir a carreira, virou treinador e comentarista.

Neste dia de apagar velinhas, vale a homenagem a este atleta exemplar que contribuiu para fundir as culturas e talentos do Brasil e do Japão.

Este que escreve aproveita para agradecer os amigos nipônicos que, em 1.976, acolheram este "calabrês" renegado, e quase indisciplinado, na valente esquadra do Independente Futebol Clube, da Vila Carrão.

Que os próximos 100 anos sejam de mais dribles, paz e amores!

*Walter Falceta Jr., jornalista, é coordenador do projeto de memória Samurais do Brasil, incluído na atividades do Centenário da Imigração Japonesa.

 

Por Juca Kfouri às 15h34

Boston Celtics, porque tudo é possível!

Não deu nem graça, pelo menos para quem queria emoção e não torce pelo Boston Celtics.

O jogo 6 da decisão da NBA, em Boston, foi um show do time verde.

Ganhou o primeiro quarto por 24 a 20; o segundo por 34 a 15; o terceiro por 31 a 25; o quarto por 42 a 32, o jogo por 131 a 92 e a série por 4 a 2.

Foi a maior diferença da história de um último jogo decisivo da NBA e o 17o. título do BC.

Até então a maior vantagem era de 34 pontos, também a favor do BC contra o LAL.

Aliás, em 11 decisões entre os dois, Boston levou vantagem nada menos que nove vezes.

E, verde que é, o Boston Celtics dá uma esperança aos corintianos: o time foi o último colocado na temporada passada.

Só não foi para a Segunda Divisão porque na NBA não tem.

E ganhou o título no ano seguinte...

Por isso, ao fim do jogo transmitido pela ESPN, Kevin Garnett berrava aos céus que "Tudo é possível".

Até ganhar um título depois de 22 anos de jejum, como também já aconteceu com um certo clube do futebol brasileiro...

Por Juca Kfouri às 00h57

Um jogo que o mundo pára para ver

Para muita gente boa, Argentina e Brasil fazem o maior clássico do futebol mundial.

De fato, trata-se de um jogo extraordinário, que reúne as duas melhores escolas do futebol mundial e soma sete títulos mundiais.

É jogo para parar o mundo que, como se sabe, é uma bola.

Brasil e Itália, no entanto, é um jogo que soma nove títulos mundiais, mesmo que a escola italiana não tenha nada de espetacular, embora seja indiscutivelmente eficaz.

Além do mais, Brasil e Itália já fizeram duas decisões de Copas do Mundo, em 1970 e 1994, ambas vencidas pelo Brasil.

O Mineirão verá um jogo entre dois times que não estão vivendo um momento feliz, razão pela qual verá dois times em busca da vitória, que passará a ser sinônimo de felicidade.

O Brasil leva vantagem no confronto direto deste clássico que teve seu primeiro embate em 1914, com 36 vitórias e 33 derrotas, além de 22 empates, nas contas da CBF.

Já nas contas da AFA essa diferença é de dois e não de três jogos.

A Argentina marcou um gol a mais que o Brasil na história, 146 a 145.

E se acontecer hoje de a Argentina marcar um gol a mais que o Brasil, essa pequena diferença pode custar, amanhã ou depois, o pescoço de Dunga.

Por Juca Kfouri às 00h11

O bem-amado Felipão

Com 20 mil opiniões colhidas pelo blog, Felipão é o técnico preferido com 32,88% das indicações.

Dunga não chegou a 1%, ficando com 0,96%.

Os demais: Luxemburgo, 23,08%; Zico, 17,93%; Muricy, 16,37; Autuori, 3,71%; Mano Menezes, 3,70% e Joel Santana, 1,37%.

Por Juca Kfouri às 23h39

17/06/2008

70 Anos de "Foot-ball mulato" de Gilberto Freyre

por Túlio Velho Barreto
Cientista político e pesquisador da Fundaj

e Jorge Ventura de Morais
Sociólogo e professor do PPGS-UFPE

Há 70 anos, exatamente no dia 17 de junho de 1938, este Diario publicava o que poderia ter sido apenas mais um artigo do escritor, sociólogo e antropólogo Gilberto Freyre, então colaborador assíduo dos Diarios Associados. O título expressava bem seu conteúdo e trazia uma palavra inglesa, ainda sem tradução para o português. Mas “Foot-ball mulato” não era a sua primeira incursão no tema. Pelo menos uma vez, o já consagrado autor de Casa Grande & Senzala (1933) e Sobrados e Mucambos (1936) escrevera sobre querelas entre torcedores no RJ, então capital federal no país. E também não seria a última, pois ele voltaria a escrever sobre futebol nas décadas seguintes.

De fato, embora intelectuais do porte de Monteiro Lobato, Lima Barreto, Alcântara Machado, Graciliano Ramos, Oswald de Andrade e outros tenham escrito sobre o futebol, “Foot-ball mulato” foi o primeiro texto de um intelectual brasileiro em que se identificava o jeito próprio da maioria dos brasileiros jogar o futebol e procurava explicá-lo a partir de traços culturais de parcela de nossa população, isto é, os negros. E ia mais além: expressava e definia tal estilo como “o” estilo tipicamente brasileiro de praticar o esporte bretão vis à vis o estilo europeu, sobretudo o de seus inventores.

A motivação para o artigo é apontada nas primeiras linhas: “Um repórter me perguntou anteontem o que eu achava das admiráveis performances brasileiras nos campos de Strasburgo e Bourdeaux”. Tratava-se da participação de nossa seleção na Copa do Mundo da França, em 1938, quando alcançamos o 3o lugar. Para Freyre, a resposta era simples: “uma das condições dos nossos triunfos, este ano, me parecia foi a coragem, que afinal tivéramos completa, de mandar à Europa um team fortemente afro-brasileiro. Brancos, alguns, é certo; mas grande número de pretalhões bem brasileiros e mulatos ainda mais brasileiros”.

E ia mais além e classificava o nosso estilo como “dionisíaco” e o europeu, “apolíneo”: “o nosso estilo de jogar foot-ball me parece contrastar com o dos europeus por um conjunto de qualidades de surpresa, de manha, de astúcia, de ligeireza e ao mesmo tempo de espontaneidade individual. Os nossos passes, os nossos pitus, os nossos despistamentos, o alguma coisa de dança e de capoeiragem marcam o estilo brasileiro de jogar o foot-ball, que arredonda e adoça o jogo inventado pelos ingleses e por eles e por muitos outros europeus jogado tão angulosamente”. Assim, 20 anos antes de o Brasil vencer uma Copa do Mundo, dava claros contornos ao que o mundo logo chamaria de “futebol-arte”.

Não é exagero dizer que o artigo de Freyre inaugurou profícua tradição de estudos culturalistas nas Ciências Sociais a respeito do futebol, além, é claro, de ter influenciado nossa crônica esportiva, que ainda se inventava, da qual faziam parte Mario Filho, Nelson Rodrigues e José Lins do Rego, todos seus amigos. Tal tradição chegouaos nossos dias nos trabalhos de autores como Roberto DaMatta, José Sérgio Leite Lopes, Simoni Guedes, Antonio Jorge Soares, Fátima Antunes, José Miguel Wisnik, Arlei Damo e outros, que, adotando ou contestando as idéias de Freyre, dialogam com ele, sobretudo a partir do breve mas substantivo “Foot-ball mulato”. O que mostra sua importância e perenidade.

Por isso, nós, que integramos o Núcleo de Sociologia do Futebol (PPGS-UFPE /Dipes-Fundaj), fazemos questão de lembrar hoje os 70 anos de “Foot-ball mulato”. E mais: promoveremos um seminário nacional, na última semana de agosto, com a presença de vários daqueles especialistas, para debater as razões que fazem do artigo de Freyre um clássico capaz de lotar muitos Maracanãs.

Por Juca Kfouri às 20h07

Itália, é claríssimo!

A Holanda é laranja, jamais marmelada.

Mesmo com seus reservas ganhou da Romênia, 2 a 0, sem se importar se o resultado significaria a classificação de Itália ou de França.

A Holanda jogará nas quartas-de-final da Eurocopa contra quem vencer entre Suécia e Rússia, que jogam amanhã.

E foi a Itália, é claro, a outra seleção a se classificar para as quartas, quando enfrentará a Espanha.

Porque a Itália é a Itália.

Deu um sufoco na França até fazer 1 a 0, gol de pênalti cometido em Toni por Abidal, que foi expulso, e convertido por Pirlo, aos 25 do primeiro tempo.

No segundo tempo a Itália até correu riscos, ao só administrar a vantagem, até que De Rossi, aos 17, pegou um chutaço da intermediária, a bola desviou em Henry e matou o goleiro francês..

A Itália, como sempre, chegou lá.

A Fúria segura?

Duvideodó.

Por Juca Kfouri às 17h38

Quem a craque fustiga...

Por ROBERTO VIEIRA

A jogadora de basquete Iziane Marques não é Hortência nem Magic Paula. Mas se julga a tal.

Substituída pelo técnico Paulo Bassul na partida contra a Bielorrússia, revoltou-se.

Afirma que nunca mais jogará pela seleção porque é uma estrela. E estrelas são individualistas.

O time que se exploda.

Paulo Roberto Falcão não era Pelé nem Garrincha. Mas se julgava genial.

Discutiu asperamente com o treinador Cláudio Coutinho nas Eliminatórias da Copa de 78.

Discordava da escalação. Revoltava-se com o banco de reservas.

Barrado pelo treinador, sua ausência foi lamentada na Copa da Argentina.

Falcão já era uma estrela no Internacional. Já era bicampeão brasileiro. Mas a seleção negava-se a reconhecer seu talento.

Numa fração de segundo extravasou sua raiva.

Quem explodiu foi o time.

Até hoje, Coutinho é crucificado pela não convocação do craque colorado.

Poucos recordam o motivo revelado na Revista Placar nas vésperas da Copa.

A unanimidade na atitude do técnico Paulo Bassul é louvável.

Unanimidade que ficou mais fácil depois da classificação sofrida contra Cuba para as Olímpiadas.

Tudo pelo coletivo! Abaixo o indivíduo! Tudo pela disciplina!

Operários do mundo, uni-vos!

Afinal de contas Pelé e Garrincha já sentaram no banco de reservas numa boa.

Hortência e Paula, idem.

Resta saber se um fracasso em Pequim não vai comprovar o célebre mandamento do mestre Armando Nogueira:

"Deus castiga a quem o craque fustiga!"

Nenhuma grande seleção do mundo foi formada por um bando de santos dizendo amém.

Todas estavam cheias de artistas, loucos e demônios.

Comandadas por um técnico polivalente. Misto de diretor de teatro, psiquiatra e exorcista de plantão...

Por Juca Kfouri às 15h28

Dunga na corda bamba

Nem mesmo dentro da Comissão Técnica da Seleção Brasileira a situação de Dunga é confortável.

O assessor de imprensa da CBF, Rodrigo Paiva, por exemplo, não esconde de ninguém que embora ele, Paiva, mantenha ótimas relações com o técnico, não pode dizer o mesmo em relação a outros integrantes do alto comando da Seleção.

Segundo alguns, até mesmo o auxiliar-técnico Jorginho está estressado com Dunga, que, sempre segundo Paiva, não se mostra uma pessoa habilidosa no trato do dia-a-dia. "É difícil lidar com ele", desabafa Paiva com o claro objetivo de que o desabafo vaze.

A crise desnecessária que criou com Kaká só agravou o quadro e o jogador ontem à noite, no programa "Bem, amigos" do Sportv, não fez nenhuma questão de poupá-lo.

Como nada acontece de graça no futebol neste nível no Brasil, nem Kaká seria tão claro se não estivesse seguro sobre seu futuro na Seleção nem certos setores de nossa imprensa, sempre preocupados em ficar bem com a CBF, começariam a criticar Dunga se ele não estivesse por um fio.

Nada que uma vitória diante da Argentina não possa resolver, ou, ao menos, adiar, hipótese, aliás, mais provável.

Comentário para o Jornal da CBN desta terça-feira, dia 17 de junho de 2008.

Por Juca Kfouri às 01h56

16/06/2008

Coisas nossas, muito nossas

O que você lerá abaixo é uma mensagem de um amigo ao outro que lhe pediu que comprasse dois ingressos para ver Brasil x Argentina, nesta quarta-feira, no Mineirão.

Os nomes são fictícios:

Reinaldo,

As notícias por enquanto não são boas. A CBF colocou a venda nos 5 postos em BH (Mineirão, Independência, Sede do Galo, Ginásio do Cruzeiro e Labareda) 15.000 ingressos.

Dos 57.000 ingressos, que os jornais estão informando que foram vendidos, 42.000 estão concentrados nas mãos de grupos de empresários, políticos, cambistas, vagabundo, filhos da puta, pilantras e ordinários.

Até o presente momento, não consegui nem o meu ingresso, porém pode ficar tranquilo, pois pelo menos os R$ 100,00 que você me entregou, já estão comigo. Ontem estive na sede do Galo, para tentar conseguir os ingressos, não consegui.

Os cambistas já estão a todo o vapor. Os preços que estão sendo praticados são os seguintes:

· Cadeira superior central - R$ 800,00 - valor original R$ 200,00

· Cadeira superior lateral - R$ 300,00 - valor original R$ 50,00

· Cadeira Especial - R$ 1.000,00 - valor original R$ 250

· Cadeira inferior lagoa - R$ 150,00 - valor original R$ 30

· Cadeira Inferior cidade - R$ 150,00 - valor original R$ 30

Estou tentando achar o Gordo (quem torce para o Cruzeiro, sabe quem é este cambista), ele está vendendo os ingressos pelo dobro do preço. Mas até agora não consegui localizá-lo.

Peço desculpa a você, e informo que mesmo que consiga os ingressos, não irei ao jogo de forma alguma, pois não posso apoiar a palhaçada que é feita pela CBF, governo do Estado e patrocinadores.

Segue o telefone do Carioca, cambista que está vendendo os ingressos.

O mesmo está com 1400 ingressos, quem tiver interesse, pode ligar para confirmar os valores (021) 9265-81XX.

Att.,

Piter

Nota do blog: O "XX"  do telefone assim como os nomes do remetente e do destinatário da mensagem são de minha conta.

Por Juca Kfouri às 13h39

Vem ai o sexto jogo dos reis da cesta

O Los Angeles Lakers ganhou o quinto jogo e forçou o sexto, em Boston, na terça-feira, 22h, na ESPN.

Jogando em casa, mais uma vez abriu grande vantagem sobre o Boston Celtics no primeiro quarto, de 17 pontos.

Mas o time verde reagiu e o final foi tão sensacional que teve uma roubada de bola de Kobe Bryant, ao faltarem menos de 40 segundos, com dois pontos de vantagem para o LAL, que culminou com uma enterrada dele mesmo para ressuscitar os mortos.

Detalhe: a roubada de bola foi em cima de Paul Pierce, a estrela do BC: 99 a 95.

A vitória acabou sendo por 103 a 98 e dá aos Lakers a possibilidade de uma virada inédita na NBA, qual seja a de ganhar uma série em que esteve em desvantagem por 3 a 1.

Agora está 3 a 2, mas decisão daqui por diante só em Boston, em uma ou duas partidas.

Por Juca Kfouri às 01h06

15/06/2008

Quase peor que nosotros...

A Argentina quase perdeu do Equador.

Perdia de  1 a 0, golazo, golazo, golazo de Urrutia, depois de passe de calcanhar de Tenório, aos 23 minutos do segundo tempo, em pleno Monumental de Nuñez.

E não jogava nada de nada.

Mas empatou no último segundo, com gol de Palacio que acabara de entrar.

Não é nada, não é nada, é tudo de que o Dunga precisava para seu discurso de amanhã, que certamente será menos humilde do que o de hoje.

Afinal, a Argentina jogou com Riquelme, com Messi, com Agüero, enfim, poupou apenas Carlitos Tevez.

E será o adversário do Brasil nesta quarta-feira, ambos em, digamos, crise de identidade.

Lembrando que o Brasil enfiou uma goleada de 5 a 0 no Equador, no Maracanã, em outubro último, também pelas eliminatórias.

Por Juca Kfouri às 20h01

Paraguai, fácil, fácil

O jogo Paraguai 2, Brasil 0 pelas eliminatórias da Copa do Mundo terá, aqui, o espaço que os freqüentadores deste blog parecem dedicar à Seleção Brasileira.

Porque nunca antes neste blog uma sondagem teve tão poucas opiniões, apesar de completar quase quatro dias no ar: apenas 1331 palpites, com 58,83% acertando na vitória paraguaia e apenas 23,39% apostando no Brasil.

Os primeiros 23 minutos de jogo foram modorrentos, com um time querendo jogar, em com três atacantes, e o outro só se defendendo, com três volantes e nenhuma criação.

O Paraguai, que jamais sequer disputou uma final de Copa do Mundo, era o time com três atacantes.

O pentacampeão mundial Brasil era o outro.

Resultado: Cabañas mandou uma bola na trave, aos 23, e em seguida, aos 25, Roque Santa Cruz fez 1 a 0, num escanteio batido no chão e cuja bola passou por Luís Fabiano, Gilberto e Lúcio.

Depois disso, o Brasil teve três chances, duas com faltas mal batidas por Lúcio e Diego e outra nos pés de Luís Fabiano.

E começou o segundo tempo com Anderson no lugar de Josué.

E no segundo minuto o Paraguai ficou com 10 homens, pois o lateral Verón foi expulso.

Era de se esperar uma forte pressão brasileira.

Mas, no minuto seguinte, em contra-ataque, Cabañas fez 2 a 0.

E o Paraguai continuou mais perigoso, porque o mesmo Cabanãs mandou outra bola, desta vez no travessão brasileiro, aos 11.

E eram 10 paraguaios contra 11 brasileiros.

Aos 14, porta arrombada, Dunga botou Adriano no lugar de Mineiro.

O excesso defensivo do primeiro tempo virava desespero ofensivo no segundo.

Julio Baptista entrou em lugar de Diego.

A verdade é que as opções são poucas, ou, pelo menos, os talentos são escassos.

E o Paraguai segue invicto nas eliminatórias. E só ele.

Foi a segunda derrota brasileira para o Paraguai, no Defensores del Chaco, em eliminatórias.

A primeira aconteceu em 18 de julho de 2000, 2 a 1 para os guaranis, sob arbitragem do mesmo Jorge Larrionda, e com Vanderlei Luxemburgo como técnico. 

Notas: 

Júlio César não estava numa tarde feliz: 5

Maicon pouco fez de bom ou de ruim: 5

Juan e Lúcio, outra vez bateram cabeça demais: 4 e 4

Gilberto não ata nem desata:4

Mineiro e Josué esqueceram seu futebol no Brasil: 4 e 4

Gilberto Silva não joga bola não é de hoje: 4

Diego, lampejos, apenas: 4

Luís Fabiano, isolado, sofreu uma falta não marcada e se matou: 5

Robinho, o preferido de Dunga, uma decepção: 3,5

Anderson é melhor que os três volantes juntos: 6,5

Adriano, entrou e só entrou: 4

Julio Baptista, como Adriano: 4

Dunga, nota 3 pelo primeiro tempo, nota 6 pelo segundo: 4,5

Arbitragem, normal, talvez com um pênalti não marcado em Robinho, mas só talvez: 7

Por Juca Kfouri às 17h45

País do futebol tem basquete na China

A seleção de basquete feminino do Brasil vai para Pequim, depois de vencer dramaticamente a seleção de Cuba, por 72 a 67.

Não se pôde ver o fim do jogo porque embora a seleção de futebol, em Assunção, estivesse na TV aberta, as duas emissoras fechadas, ESPN-Brasil e Sportv, optaram por transmitir o começo de Brasil x Paraguai em vez do fim de Brasil x Cuba.

Este blogueiro ficou bravo.

Mas está feliz.

As meninas, ao menos, vão às Olimpíadas, coisa que dificilmente os rapazes conseguirão.

E Iziane verá os Jogos Olímpicos pela TV, já sabendo que entre futebol e basquete, o primeiro sempre terá preferência.

NOTA DO BLOG: BOBEEI, SEGUNDO PERCEBO AO LER OS COMENTÁRIOS.

VIA NA ESPN-BRASIL E SABIA QUE A SPORTV TRANSMITIA.

QUANDO A ESPN-BRASIL FOI PARA ASSUNÇÃO, PROCUREI O BASQUETE NA SPORTV E ELA TAMBÉM ESTAVA COM O FUTEBOL, ENQUANTO O SPORTV2 ESTAVA COM A EUROCOPA.

NEM PROCUREI A MINHA ESPN INTERNACIONAL.

SOU MESMO UMA BESTA QUADRADA.

E AINDA VOU LEVAR BRONCA AMANHÃ...

Por Juca Kfouri às 16h23

A era Fernandão acabou

*Por LUÍS FELIPE DOS SANTOS

Nos tempos atuais, as eras não são mais que minutos no longo relógio do homem.

Houve uma era Pelé, que durou toda uma década. Uma era Falcão, na década seguinte. Houve uma era Zico, que teve uma breve interrupção, quase não sentida nos dez anos de auge no Flamengo.

Aí, o futebol virou mercado. Quando Zico e Falcão foram para a Itália, o sinal estava dado. Acabava a época dos grandes times.

O São Paulo de Telê, bicampeão do mundo, não durou mais que quatro anos. Três anos depois de assumir o Grêmio, Felipão disse que o ciclo acabara. O mesmo aconteceu com o Cruzeiro, o Palmeiras, o Corinthians, o Santos. Grandes times. Curto tempo.

No dia 14 de junho de 2004, Fernandão assinou contrato com o Internacional. Uma Libertadores, um Mundial, uma Recopa e exatamente quatro anos depois, ele se despede. Vai para o milionário e obscuro futebol do Catar.

Tudo muito rápido. De manhã, o anúncio. De tarde, a despedida no vestiário. De noite, o embarque.

Para mim, a era Fernandão não começou quando ele veio. Começou quando dois garotos chamados Daniel Carvalho e Cleiton Xavier promoveram uma virada histórica no Olímpico, em fevereiro de 2003. Dali em diante, alguns percalços, muitas glórias, e inclusive a chegada de um grande jogador, que daria nome a esse novo tempo do Inter.

Um tempo glorioso. Um tempo em que se alcançaram feitos relevantes, jamais alcançados. Um tempo em que se derrubaram tabus, gigantes, e se construíram mitos.

Quatro anos, no longo relógio do homem, não são nada.

No centenário relógio do Inter, esses quatro anos foram muito.

Acabou a era Fernandão.

O Inter permanece. Nesse sábado, mais uma vitória, menos uma lenda. 

*Luís Felipe dos Santos é quase jornalista e não tem nenhum parentesco com  Felipe Santos, que assina a nota anterior, sobre a Holanda...
 
http://luisfelipe.blogsome.com
www.reporteresportivo.com
http://twitter.com/lfds

Por Juca Kfouri às 00h17

Nem eles acreditam

*Por FELIPE SANTOS

"Se alguém dissesse que a Holanda faria sete gols contra França e Itália, provavelmente diriam que esse alguém estava doido."

Quem disse isso não foi nenhum comentarista que cobre a Eurocopa.

Foi Johan Cruyff, em declaração ao jornal holandês De Telegraaf, para o qual escreve uma coluna semanal.

As manchetes dos periódicos do país não dizem coisas muito diferentes.

O Volkskrant, por exemplo, começou a reportagem sobre Holanda x França com um "Não é possível. É um conto de fadas." O supracitado De Telegraaf exulta ("Continuamos!"). E o mesmo Volkskrant fala: "Os franceses jogaram melhor, mas o contra-ataque do segundo gol, em particular, foi de uma beleza sem precedentes, que merece lugar num museu."

São mostras de que a Holanda, como a maioria dos que assistem aos jogos do Europeu de seleções, não acredita que o time já está nas quartas-de-final, após duas atuações magistrais.

O clima na Holanda não inspirava muita confiança, antes do começo da Eurocopa, por vários fatores.

As atuações nos amistosos, por exemplo.

Pois, se a Laranja aplicara, em 6 de fevereiro, um categórico 3 a 0 na Croácia, chegou a ter atuações preocupantes, como contra a Áustria, em 26 de março, quando chegou a estar perdendo por 3 a 1, antes de virar para um honroso 4 a 3.

Ou o empate em um gol contra a Dinamarca, a poucos dias da estréia na Euro.

E as más performances nos amistosos trouxeram à tona outro fator que colaborava para o pessimismo: a falta de confiabilidade na defesa.

O zagueiro Mathijsen, titular na Euro, foi execrado após falhar no gol dinamarquês do 1 a 1.

Vários jogadores, como Bouma e De Cler, foram testados na lateral-esquerda, sem corresponder.

O goleiro Henk Timmer, reserva na Euro, foi testado no jogo contra os austríacos, falhando em dois gols – um deles, após uma saída trágica do gol, num escanteio.

Outro motivo para a desconfiança era a relação turbulenta que Marco van Basten mantinha – mantém? – com alguns dos jogadores.

Vale lembrar que Van Nistelrooy chegou a declarar a aposentadoria da Oranje, após várias brigas com Van Basten durante a Copa de 2006, antes da reconciliação, no ano passado. Seedorf, convocado para esta Euro, desistiu por vontade própria, insatisfeito por estar na reserva no time. E Van Bommel recusou ser convocado enquanto Van Basten esteja na seleção (ou seja, até o fim da Euro, quando irá para o Ajax e será substituído por Bert van Marwijk – só para constar, sogro de Van Bommel).

Mas também há os fatores que podem ter conspirado para que a imprensa européia, ao fim da primeira fase, decantasse o time em prosa ("A Holanda corre para o título", diz o Bild alemão; "A derrota não será esquecida tão facilmente", no L’Equipe; o El País espanhol declara "Brilhante Holanda"; e o The Guardian batizou a Euro 2008 como "o parque de diversões da Holanda").

Fatores como Van Basten, a pedido dos jogadores, ter deixado a ortodoxia excessiva do 4-3-3 velho de guerra na Holanda para investir num 4-2-3-1, com dois volantes a deixar a defesa mais protegida e a liberar os armadores para o ataque.

Descobertas que não puderam vir em melhor momento, como a segurança de Engelaar na cabeça-de-área, aliando eficiência na marcação e habilidade na saída de jogo, ou a rápida adaptação de Van Bronckhorst em sua volta à lateral-esquerda, já que vinha atuando como meia no Feyenoord.

O fato de jogadores-chave no ataque terem chegado à Euro descansados, como Van Nistelrooy (que ficou de fora do Real Madrid no fim da temporada, por uma cirurgia no tornozelo), Van Persie (reserva do Arsenal, vítima de renitentes problemas no joelho) ou Robben, que, além de só ter se fixado no mesmo Real na metade da temporada, após seis semanas tratando uma lesão num músculo da coxa, não pôde atuar contra a Itália, por outra lesão muscular, na virilha.

A volta de gente como Sneijder à melhor forma.

A seriedade da defesa, com Boulahrouz, Mathijsen e Ooijer evitando firulas.

E o destaque que merece um jogador pouco falado: Edwin van der Sar, o capitão do time, jogador com mais partidas pela seleção – 127.

Destaque dado por torcedores holandeses, na transmissão ao vivo feita pelo site oficial da seleção holandesa, comentando "que goleiro é este cara!"

Ou dado até pelo primeiro-ministro holandês, Jan Peter Balkenende, que acompanhou o jogo contra os gauleses em Berna, foi ao vestiário e declarou: "Que goleiro! É impressionante como ele mantém o sangue frio mesmo nos momentos de perigo."

Enfim, a Holanda conseguiu trazer o otimismo de volta.

Resta saber se manterá consistência suficiente para resistir às quartas-de-final, quando enfrentará Rússia ou Suécia.

Ou mesmo para enfrentar outros favoritos, como Portugal ou Espanha.

Ou se não se deixará implodir, como sempre, por problemas internos ou por mero pedantismo.

*Felipe Santos é estudante de jornalismo e conhece o futebol holandês como poucos no Brasil.

Por Juca Kfouri às 00h09

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico