Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

05/07/2008

Noite inteiramente rubro-negra

Os três rubro-negros anfitriões se deram muito bem neste sábado.

Escolhi o jogo do líder para ver nesta noite.

Zico também, presente na tribuna de honra do Maracanã, mais notável dos 47 mil torcedores ao estádio, com 44 mil pagantes.

Mas o líder foi o líder a tal ponto que resolveu seu jogo com o Náutico em menos de 20 minutos.

Jogando fácil, pelos flancos com Léo Moura e Juan, o Flamengo abriu o placar com o primeiro aos 11 e, aos 18, num cruzamento do segundo, a bola acabou com Marcinho para fazer 2 a 0.

O terceiro gol do rubro-negro carioca, aos 14 do segundo tempo, em belo chute de Kléberson depois de um passe magistral de Marcinho, foi tudo que vi desta parte do jogo no Rio

Tratei de ir ver Sport e Cruzeiro, outro jogo interessante, bem disputado, como acontecia na Arena da Baixada, entre Furacão e Santos, na tela menor desde o começo.

Em jogo, aliás, que o rubro-negro paranaense começou dando a impressão que venceria com facilidade ao obrigar Fábio Costa a fazer milagres, mas que acabou com o Santos melhor no fim do primeiro tempo, até com direito a mandar bola na trave.

O segundo tempo, no entanto, foi todo paranaense, e depois de pelo mais um milagre de Fábio Costa, precedido por uma bomba no travessão mandada por Alan Bahia, o mesmo Alan, aos 33, fez, de cabeça, o gol da justiça no placar.

Verdade que o Santos ainda teve duas boas chances para empatar, mas o goleiro Galatto não deixou.

Já o Cruzeiro não se impressionou com a Ilha do Retiro, até porque não estava lotada, e até bola no travessão mandou com Wagner.

Magrão e Fábio disputavam quem fazia as defesas mais difíceis e o 0 a 0 era daqueles que não decepcionam, ao contrário.

Mas Fumagalli estava de volta à casa e numa cobrança de falta, aos 27 do segundo tempo, a bola foi desviada e valeu o gol rubro-negro pernambucano, dado como gol contra.

O Flamengo é cada vez mais líder, o Sport enfim voltou a vencer e o Furacão aumentou a depressão de Cuca, ainda sem vencer no Santos.

Por Juca Kfouri às 20h19

Só o Corinthians

Felipe voltou mas a bola não foi ao seu gol, a não ser aos 49 do segundo tempo, quando interveio bem.

Sem alarde e sem câmbio negro, mais de 21 mil pagantes no Pacaembu.

O São Caetano só quis se defender e o Corinthians fez o que bem entendeu no jogo todo.

Mas gol que é bom mesmo só fez um, e olhe lá, com Dentinho, aos 10 do segundo tempo.

Como o Avaí perdeu ontem para o Bahia, só o Corinthians segue invicto, com aproveitamento de 85%, sete vitórias em nove jogos.

E tem cinco pontos de vantagem sobre o segundo colocado, o Juventude, além de sete sobre o quinto, o Avaí.

Por Juca Kfouri às 18h04

Os idos de julho

Por ROBERTO VIEIRA

Julho é um mês cruel para os amantes do futebol.

Pior que agosto, muito pior. Agosto é ruim pra político.

Julho é o mês da Hungria dos sonhos de Armando Nogueira sucumbindo ao valente time de Fritz Walter.

Julho é o mês da Holanda laranja mecânica sendo sublimada pela Alemanha do Kaiser Beckembauer.

E julho é o mês do apocalipse de Sarriá. Um triunfo italiano sobre o sonho de Telê Santana.

Em um 5 de julho como hoje.

Como em julho foi o 16 do Maracanazzo contra o Uruguai em 1950.

Por essas e outras o amante do futebol sente calafrios quando imagina este mês.

Surpresas acontecem. A zebra pasta livre nos campos de todo o mundo. O lógico é subvertido.

Duvida?

Só os torcedores do Fluminense acreditavam na vitória sobre a LDU.

Qualquer adivinho, qualquer cartomante de beira de escada não hesitaria em afirmar:

"Hoje é dia de Cevallos! Hoje é dia de Cevallos!"

É por essas e outras que a CBF deve tomar muito cuidado com as datas para a Copa de 2014 no Brasil.

É melhor disputar em janeiro ou em outubro.

Danem-se os calendários gregorianos da FIFA.

E de preferência vamos fazer a final longe do Estádio Mário Filho.

Julho e Maracanã juntos é pior que passar embaixo de escada depois de ver gato preto numa sexta-feira treze com noite de lua cheia.

Por Juca Kfouri às 11h52

Os jogos deste sábado

Às 18h20, hoje:

no Maracanã, o Flamengo tem a obrigação de derrotar o Náutico e seguir firme na liderança.

O Timbu promete não se acovardar como no primeiro tempo diante do Palmeiras;

na Arena da Baixada, Cuca tenta sua primeira e pouco provável vitória no Santos, contra o favoritismo do Furacão;

e, na Ilha do Retiro, o jogo mais interessante, entre Sport, que terá Fumagalli de volta e precisa voltar a vencer, e o papão Cruzeiro.

Ah, e pela série B, de Brasil, às 16h10, tem Corinthians e São Caetano, no Pacaembu, com aparente desinteresse da Fiel.

Felipe volta ao gol corintiano e terá de se defender de Finazzi, com sede de vingança.

Por Juca Kfouri às 00h45

Paciência com a audiência

Não foram poucas as mensagens cobrando que se comentasse aqui o ibope da final da Libertadores na Globo, com 31 pontos.

Os cobradores vêem aí a prova irrefutável de que o Corinthians não é o que se diz, pois contra o Bragantino seu jogo obteve 26 pontos na Globo, além de mais dois na RedeTV.

Este blog não é sobre televisão e, aliás, se fosse, estaria se divertindo com a previsível decadência dos camelódromos dominicais da TV aberta.

Apenas se comentou, aqui, a questão da TV, dias atrás, pelo simples motivo de ter causado muita polêmica a opção da Globo em transmitir para o São Paulo um jogo desimportante do Corinthians em vez da primeira partida final da Libertadores.

Mas não foram poucos os que acharam que havia ali um interesse do blogueiro em puxar a sardinha para a brasa de seu time de coração.

Pois bem.

Se é assim, lá vai: a final da Copa do Brasil deu sete pontos (378 mil domicílios) a mais em São Paulo que a da Libertadores, fato que está na mesma notícia sobre a audiência da última quarta-feira e, ao que tudo indica, os anticorintianos nem notaram...

Certamente por causa da enorme torcida do Sport em São Paulo, muito maior que a de Flu e LDU somadas.

Além do que, convenhamos, a final da Libertadores dar apenas três pontos a mais que um jogo da série B revela, apenas, a força de audiência do Corinthians, não o contrário.

Para constatar tamanha obviedade basta ter um pouco de inteligência.

E muuuuuuuuuuuuuita paciência...

Por Juca Kfouri às 00h38

04/07/2008

A materialização do óbvio

www.danielkfouri.com

Por Juca Kfouri às 00h56

O Brasileirão, agora, é tudo o que temos

Acabou-se a Copa do Brasil, já faz um tempinho, e acabou-se a Libertadores, traumaticamente.

Como no ano passado, não teremos time brasileiro no mundial do Japão.

Restou o Brasileirão.

O que, convenhamos, não é pouco.

Aliás, é muito.

Campeonato que hoje começa com Fla e acaba com Flu.

E cuja nona rodada não chega a ser palpitante, mas está longe de ser aborrecida.

O líder Flamengo tem o Náutico pela frente amanhã, no Maracanã, e deve se dar bem.

Já o lanterna Fluminense tem o Goiás no domingo, no Serra Dourada, e deve se dar mal.

Os outros três do G-4 tem tarefas árduas fora de casa: o Cruzeiro, na Ilha do Retiro, também amanhã, diante do ferido Sport; o Palmeiras, no Mineirão, contra o Galo e o Grêmio, no Engenhão, contra o Botafogo, ambos os jogos no domingo.

É isso.

Quanto mais local, mais universal.

Olhemos para o Brasileirão como se fosse um campeonato mundial.

Por Juca Kfouri às 00h24

03/07/2008

Nunca tinha visto e já tinha visto

Com quase 50 anos de freqüência aos estádios, jamais tinha visto, antes de um jogo, festa tão bonita como a que fez a torcida do Flu ontem no Maracanã.

Coisa assim digna de abertura de Jogos Olímpicos.

E a catimba do goleiro Cevallos me fez lembrar de Waldir Peres, que desestabilizou os batedores de pênati do Galo na decisão do Brasileirão de 1977, no dia 5 de março de 1978, no Mineirão, a ponto de três deles chutarem para fora, Toninho Cerezo inclusive.

E a piada que corre no Rio é óbvia, em homenagem a Renato Gaúcho: quem fala demais dá bom dia a Cevallos.

 

Por Juca Kfouri às 15h56

A praga do Maracanã

O Maracanã em festa, engalanado em três cores, 80 mil vozes em uníssono, como nunca.

 

Três fileiras abaixo de mim, vejo Chico Buarque e Ivan Lins.

 

Jô Soares se aproxima deles, diz que não quer interrompê-los, mas os interrompe.

 

Acima de mim, muito acima, Nelson Rodrigues e Mário Lago.

 

Mesmo ateu, o comunista e saudoso ator conversou com Deus e pediu uma licença para descer ao estádio que leva o nome de seu xará, Mário Filho, irmão de Nelson.

 

O Fluminense flutua no gramado do Maracanã em busca de pintar a América com as três cores que traduzem tradição, diante de uma LDU com vantagem considerável.

 

Mas, da marquise encantada do estádio lotado, ouve-se um piano que chora e comove, vindo do fundo d’alma, da ponta dos dedos de Arthur Moreira Lima.

 

O sonho acabou. Ou o sonho vai começar?

 

O som incendeia a massa tricolor e toca fogo nos Thiagos e companhia.

 

Uma chuva, ou melhor, uma tempestade de fogos precedeu a entrada dos times em campo, luzes e fogos verdes e grenás, um espetáculo de arrepiar, coisa que os cariocas são capazes de proporcionar como ninguém. Atrás de um dos gols, parte da torcida escreveu com as luzes o nome do Fluminense.

 

Neeeeeeeeeeeeeenseeeeeeee! Neeeeeeeeeeeeenseeeeeeeeeeee!, era só o que se ouvia.

 

Olhos abertos, pés no chão, jogo em andamento.

 

E apesar da pressão inicial do Flu, no quinto minuto Guérron bailou sobre Igor pela direita e serviu Bolaños, que abriu o placar.

 

Quatro minutos depois, Washington perdeu um gol de maneira inacreditável, respondido por outro contra-ataque quase fatal.

 

No 10º. minuto a torcida pediu Dodô. No minuto seguinte Thiago Neves empatou, em falha de Cevallos.

 

Frágil e ingênua, a defesa equatoriana se esqueceu que em arremesso lateral não há impedimento, deixou Cícero livre e dele a bola foi para Thiago Neves virar.

 

Aos 30 Washington sofreu um pênalti escandaloso e Hector Baldassi fingiu não ver.

 

Então, o Flu se irritou. E parou. Só Conca insistia.

 

E ainda teve um impedimento inexistente contra o Flu assinalado pela arbitragem.

 

O Flu voltou sem Igor e com Dodô. Fez bem.

 

Aos 6, Dodô bateu na trave, pela direita, o que seria o gol da prorrogação.

 

Que veio em seguida, com Thiago Neves, de falta, com perfeição.

 

Faltava um gol para a apoteose tricolor, e nem Washington nem Dodô tinham feito o deles.

 

Thiago Neves, é claro, pedia permissão para entrar no panteão de heróis das Laranjeiras. Castilho, Pinheiro, Telê Santana, Rivellino, Romerito, Assis, concordavam, sorrindo.

 

Uma bola na trave de Fernando Henrique, porém, fechou a cara de todos.

 

E veio a prorrogação.

 

A LDU não tinha a menor pressa, queria os pênaltis. 

 

Mas o primeiro perigo foi da linha do Equador. O segundo foi de Dodô.

 

No segundo tempo, a LDU teve um gol mal anulado e Luís Alberto foi expulso no último minuto para impedir o que seria um gol de Gerrón.

 

Vieram os pênaltis e o goleiro Cevallos pegou três vezes, nas cobranças de Conca, Thiago Neves, que não mereciam tamanho castigo, e Washington.

 

Uma lástima.

 

O Maracanã tão generoso com o Santos, com o Corinthians, é ruim com  os times do Rio.

 

Nem Flamengo, nem Vasco, nem Botafogo ganharam seus maiores títulos nele.

 

E o Fluminense também não ganhou seu maior título no Maracanã.

 

E 60% dos 18 mil blogueiros acertaram com a LDU. 

Por Juca Kfouri às 01h01

02/07/2008

Maracanã, o bonito que é feio

Daqui a menos de duas horas Flu e LDU estarão em campo.

O Maracanã já está lindo, todo tricolor e com cerca de 2500 bravos equatorianos.

Um aspecto, no entanto, chama a minha atenção, me decepciona e preocupa: a elitização de nosso futebol se faz gritante.

Não há negros no Maracanã.

Por Juca Kfouri às 19h56

Mais de 100 anos nesta noite

Hoje é a noite mais importante de 106 anos de vida do Fluminense FC.

A mais importante.

A mais esperada.

Nem Chico Buarque e Ivan Lins, juntos, são capazes de expressar o que esta noite significa.

Nelson Rodrigues morreu sem vivê-la e Millôr Fernandes há de saber gozá-la.

Se Mário Lago não fosse comunista, pediria a Deus para ressuscitar e poder curti-la.

E Castilho, Pinheiro, Telê Santana, Escurinho, não tenha dúvida, estarão em algum canto do gramado.

Como Rivellino estará na tribuna do Maracanã.

E Arthur Moreira Lima, certamente, na marquise, com seu piano afinado para tocar alto e bom som o hino tricolor.

Sou do clube tantas vezes campeão, mas nunca, como nesta noite, campeão da América.

Vai Flu, vai pintar o continente com as três cores que traduzem tradição.

Por Juca Kfouri às 00h14

01/07/2008

Filó e Marcos Senna

O ponta-direita Filó, Amphilóquio Guarisi Marques, foi o primeiro brasileiro campeão mundial de futebol, ao defender a seleção da Itália, na Copa do Mundo de 1934.

Marcos Senna é o primeiro brasileiro a ser campeão europeu de futebol, pela Espanha.

Ambos têm, ao menos, outra coisa em comum: defenderam o Corinthians.

Por Juca Kfouri às 10h07

Vem aí o novo estádio palmeirense

Por 163 a três votos o Conselho do Palmeiras aprovou o projeto do novo estádio esmeraldino.

Estádio que ocupará a mesma área em que está o atual Palestra Itália, terá capacidade para 45 mil pessoas, deverá ser entregue em 2010 e é candidato a receber jogos da Copa do Mundo de 2014.

Durante 30 anos a gestão da nova arena ficará a cargo da construtora WTorre que a erguerá sem custos para o clube e calcula gastar R$ 270 milhões no projeto.

A votação esmagadoramente favorável revela um cadáver político que ainda perambula pelo Palmeiras, o ex-presidente Mustafá Contursi, um dos três únicos que votaram contra o novo estádio, porque o que é bom para o Palmeiras não é bom para ele.

Por Juca Kfouri às 01h34

No mesmo dia em que se sabe que Kia Joorabchian e o Corinthians seguem juntos...

...MSI: ministro do STF nega trancar ação contra Kia

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), indeferiu pedido de liminar em habeas-corpus em que o iraniano Kiavash Joorabchian, ex-presidente da MSI, ex-parceira do clube de futebol Corinthians paulista, pede trancamento de ação penal instaurada contra ele na 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

Ele é acusado de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Por Juca Kfouri às 00h05

30/06/2008

Copa 58: "saudade de um Brasil que não existe mais"

Por Juca Kfouri às 19h23

Orgulho de ser corintiano?

Leio também no "Lance!" o que já havia lido no blog do Paulinho http://blogdopaulinho.wordpress.com ) e o diário esqueceu de mencionar: Kia Joorabchian participou da negociação do ex-corintiano Jô, vendido pelo russo CSKA para o inglês Manchester City por R$ 58 milhões, o que renderia quase R$ 6 milhões ao Corinthians.

Renderia, não fosse o fato de o presidente Andrés Sanchez ter vendido a parte alvinegra para o empresário Giuliano Bertolucci, no começo de maio, por cerca de R$ 2 milhões, ou seja, R$ 4 milhões a menos do que o clube recebeu.

A ditadura Alberto Dualib acabou.

Os métodos continuam os mesmos em Parque São Jorge.

Por Juca Kfouri às 11h37

Orgulho de ser vascaíno!

Leio na coluna do Eduardo Tironi, no diário "Lance!", que um repórter cruzmaltino chegou à redação, encarou um rubro-negro e tascou: "O presidente do meu clube é o maior artilheiro da história do Brasileiro!".

Educado, nem perguntou: "E o seu?".

Como disse o Tironi no pé da coluna, "É, o vascaíno voltou a ter orgulho".

Faz todo sentido deste e do outro mundo.

Por Juca Kfouri às 11h28

29/06/2008

Uma rodada sem chover nem molhar, quase só de empatar

Deram-se bem o Flamengo e o Palmeiras na oitava rodada do Brasileirão.

E se deram bem porque venceram.

Dois dos únicos quatro times que venceram.

Porque 12 times só empataram e quatro perderam.

E empatar, em campeonato de pontos corridos, raramente é bom, como até foi para o São Paulo, no Mineirão, diante do Cruzeiro.

Mas meia dúzia de empates em 10 jogos é dose.

Pior só o número escasso de gols, apenas 22.

E olhe que a média de público foi interessante, com 17.782(corrigido às 12h) pagantes por jogo.

O Gre-Nal foi o jogo mais visto, por 42.888 torcedores, seguido por Cruzeiro e São Paulo, com 37.115.

São Januário teve o menor público para se despedir de Eurico Miranda, apenas 2.724.

E aliás, essa foi a grande notícia do futebol brasileiro no fim de semana: Eurico Miranda acabou.

Aleluia, aleluia, aleluia!

Por Juca Kfouri às 20h49

Só o Palmeiras, em quarto, venceu na noite de domingo

Pode um time terminar o primeiro tempo ganhando de 1 a 0 por causa de um gol nascido de pênalti inexistente e mesmo assim o placar ser justo?

É raro, mas pode.

E foi o caso da vitória parcial do Palmeiras sobre o Náutico no Palestra Itália.

Alex Mineiro marcou no fim do primeiro tempo depois que Élder Granja se jogou na grande área.

Aliás, o placar nem foi justo mesmo.

Porque o justo teria sido uns 4 a 0 para o Palmeiras, único time em campo contra um apavorado Náutico, de dar pena.

E de dar raiva, porque perdido por 1, perdido por 10, o Timbu achou de jogar de igual para igual no segundo tempo e não se deu mal, além de ter honrado sua camisa.

Alceu foi expulso por falta violenta em Kléber e Kléber também foi expulso em seguida, por falta de cabeça.

Quando o Náutico era melhor e até ameaçava empatar, aos 41, Denílson fez lindo gol depois de driblar um zagueiro e se livrar do goleiro: 2 a 0.

O Palmeiras entrou no G-4 e tirou o Náutico dele.

Já no Olímpico, o também 1 a 0 parcial do primeiro tempo para o Inter no Gre-Nal, gol de índio, aos 22, era inteiramente correto, porque o Colorado se aproveitou da chance que teve, ao contrário do rival no clássico gaúcho.

O Grêmio só foi empatar com Roger, aos 37 do segundo tempo, depois de um pênalti esquisito, e burro, do goleiro Renan (que já tinha a bola em suas mãos quando agrediu o adversário), que foi corretamente expulso.

Quarto gol de Roger em cobrança de pênalti, desta vez no goleiro Clêmer, num Gre-Nal duro, como sempre.

Mas duro mesmo foi o 0 a 0 do clássico Vovô, no Rio, no Maracanã, quando o Botafogo dominou e o Flu criou as melhores chances.

Um festival de passes errados, mais de 90, somados os erros de ambos os times, os do Flu que segue sem vencer e os do Botafogo.

Por Juca Kfouri às 20h15

Só o líder Mengo ganhou na tarde de domingo

O Cruzeiro foi bem melhor que o São Paulo no primeiro tempo.

Mas limitou-se a marcar só uma vez, aos 32, com Guilherme, num Mineirão tomado de azul.

Não se perde chance de matar um time como o São Paulo, principalmente em jogos que valem seis pontos.

E o Cruzeiro a perdeu.

Porque o São Paulo voltou para o segundo tempo com outro espírito.

Éder Luís no lugar de Aloísio e Richarlyson no lugar de Zé Luís, os dois que saíram cada um com um cartão amarelo.

E com menos de 40 segundos Borges fez belo gol.

Então, o jogo ficou muito mais parelho, lá e cá, bem disputado.

O empate acabou por ser justo e melhor para os visitantes do que para os anfitriões.

Como parecia justo o empate na Ilha do Retiro no clássico rubro-negro entre Sport e Flamengo.

O Sport não intimidou o Mengo como supunha que faria pela experiência na Copa do Brasil e acabou por tomar um gol de Obina no começo do segundo tempo, aos 8.

O empate durou a sair e só aconteceu graças ao morrinho artilheiro, que enganou Bruno depois de um chute de fora da área de Francisco Alex, aos 30.

Aos 48, no entanto, Obina desempatou para manter o Mengo na liderança isolada e manter o jejum do rival desde que ganhou a Copa do Brasil

Como o Atletiba também terminou 1 a 1, com o Furacão saindo na frente, de pênalti com paradinha desmoralizante de Alan Bahia, aos 36, mas tomando o empate em seguida na cabeça de Marcos Tamandaré (correção feita às 12h), aos 41, e Figueira e Galo repetiram o placar, ficamos assim na tarde deste domingo: só o Mengo ganhou numa tarde de três 1 a 1.

Por Juca Kfouri às 18h02

Los mejores!

A Alemanha começou o jogo tentando pressionar e impressionar a Espanha.

E, diga-se, conseguiu.

A Espanha demorou a conseguir dar um ataque perigoso, mas, quando deu, foi logo enfiando uma bola no poste alemão, em cabeçada de Fernando Torres, aos 21.

E a partir daí a Espanha foi melhor.

Melhor a ponto de fazer 1 a 0 com o mesmo Torres, aos 32, depois de deixar Lahm para trás e encobrir o goleiro Lehmann.

O segundo tempo, então, foi uma farra.

Só deu Espanha, que criou chances para marcar 2 a 0, 3 a 0, 4 a 0, diante de uma Alemanha surpreendentemente sem fôlego, nervosa e desorganizada.

Nem parecia que os latinos eram os espanhóis, legítimos, justíssimos, bicampeões da Europa, 44 anos depois.

Por Juca Kfouri às 17h36

Para ver e chorar

Acabo de ver o programa que Helvídio Mattos fez sobre a Copa de 1958 na ESPN-Brasil.

Impossível não chorar.

Nada como o jornalismo feito também com o coração.

Cenas que já tinha visto um milhão de vezes assumem ares de epopéia mesmo.

Ver Djalma Santos dizendo que guardava certas fotos para "mais tarde" e que o "mais tarde é agora".

Ou ver Zito não se conformando até hoje em ter levado uma bola entre as pernas no segundo gol da França, mesmo que, atenção, ali o jogo estivesse 5 a 1...

Ouvir todas as músicas mais marcantes da época.

Lembrar de um país que ameaçou ser.

Não tem preço.

Quem não viu, que não perca novas reprises.

Ainda hoje, às 22h, passará de novo.

Por Juca Kfouri às 15h41

Espanha exemplar

Por GUSTAVO VILLANI, de Viena

Independentemente do resultado contra a Alemanha, a Espanha ganhou nesta Eurocopa.

E os próprios espanhóis em meio a tanta festa reconhecem a campanha que começou ha anos nas mãos do rabugento e competente Luis Aragonês.

Ameaçado pelos maus resultados no início da fase classificatória para a competição e criticado por insistir na formação de um elenco sem jogadores trintões, Aragonês seguiu firme com suas convicções.

A Espanha que jogava bonito e não tinha poder de decisão - vide Mundial de 2006 - deu espaço à equipe também eficiente, que nos últimos meses bateu a Itália (duas vezes), Franca, Argentina...

Com uma defesa séria, mesmo com eventuais falhas nas jogadas aéreas de Casillas ou no apoio quase suicida ao ataque de Sérgio Ramos, o time consegue aliar solidez e velocidade.

Os jogadores pequeninos (a exceção de Torres) de meio-campo e ataque gostam de toques rápidos.


Na Eurocopa o time ganhou confiança, pois acabou o trauma das quartas-de-final que teimava impedir o avanço na competição em edições passadas.

Ganhou ainda David Villa, em vez de lamentar a ausência de Raul.

Assim, somar admiradores foi uma questão de tempo.

É impressionante ver austríacos, italianos, holandeses gritando "viva Espana", animados, claro, com muito samba de um bloco de 40 pessoas, tendo apenas dois brasileiros entre os integrantes.


Na Áustria, alias, nota-se mais uma vez a fundamental importância do futebol na mobilização social entre povos.

Mais do que cantar e pular, o intercâmbio cultural entre os torcedores e bonito de se ver. "Espana no son los toros", respondem os espanhóis, orgulhosos de um contexto favorável que tem muito mérito.

Se as touradas e flamenco seguem sendo bandeiras nacionais, hoje em dia Casillas, Villa e Cia. também são.

Sem falar de Nadal, Fernando Alonso, Pau Gasol, Contador e outros esportistas que representam o país mundo a fora.

A geração é das melhores, e a candidatura de Madrid para sediar os Jogos de 2016, também.


Em meio a tanto sucesso esportivo, o futebol espanhol não surpreende.

Chegar às finais tem sido rotineiro, em todas as categorias.

Os garotos das seleções de base já sabem disso.

O esporte espanhol cresce e não deve ser pensado à base de resultados pontuais.

Por Juca Kfouri às 10h54

50 anos hoje

Depois de tudo que você já leu, já viu e já ouviu sobre o cinquentenário da conquista da Copa do Mundo de 1958, como comemorar, aqui, data tão significativa?

Compartilhando um presente do www.carocoblog.com, os 90 minutos do jogo final, Brasil 5, Suécia 2.

A narração é em sueco, mas a atuação e na linguagem universal do futebol.

http://www.svt.se/content/1/c8/01/18/18/27/080628SVEBRAVM58.asx

Por Juca Kfouri às 02h12

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico