Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

12/07/2008

Flu, de virada! E empate verde

Logo no começo do jogo o Flu desperdiçou a chance de sair na frente, quando Dodô bateu para fora um pênalti cometido pelo Vitória.

Dodô que seria o quinto a bater pênaltis contra a LDU...

Mesmo assim, o Flu, sem Cícero que está com a cabeça na Europa segundo Renato Gaúcho, seguiu martelando, embora o Vitória jogasse com personalidade.

Tanta que, aos 26, por pouco, não abriu o marcador.

Por pouco, aliás, não, por Ricardo Berna, o reserva de Fernando Henrique, que evitou gol certo de Marquinho.

O jogo era agradável de se ver, franco, aberto, com o tricolor mais perigoso que o rubro-negro, apenas três vitórias em 23 jogos em sua história no Maracanã, 17 derrotas.

Que não se desenhou logo como 18a. porque Washigton chutou para fora uma oportunidade de ouro, aos 33.

O primeiro tempo acabou sem gols quando o mais razoável para o que foi teria sido, digamos, no mínimo, um 1 a 1.

Tanto que os dois times voltaram iguais.

E com o Vitória mais ousado, como se disposto a mostrar que não é vice-líder à toa.

Ramon, por exemplo, dava aulas no meio de campo, como se estivesse com a camisa do Vasco ou do Flu, à vontade no Maracanã.

E foi dele, aos 12, mais um passe para Marquinho, pela esquerda, desta vez com endereço certo ao fim do contra-ataque: Vitória 1 a 0. 

Renato Gaúcho se mexeu e mexeu no Flu, foi para o tudo ou nada, ao tirar Fabinho e botar Tartá e ao chamar o grandão recuperado Somália para o lugar do grandão nervoso Washington.

A coisa estava ficando realmente feia para o tricolor quando os Thiagos combinaram bela jogada, o Silva chutou, Viáfara pegou parcialmente e Rafael enfiou o rebote para a rede: 1 a 1.

Menos mal, é claro, mas ainda pouco para o Flu e frustrante para o Vitória, atrás de sua segunda vitória como visitante.

Quando o segundo tempo chegou aos 30 minutos, o jogo estava aberto. Completamente aberto.

Mas o goleiro colombiano dos baianos trabalhava bem mais que o goleiro paulista dos cariocas.

E o Flu pressionava, apertava como um torniquete.

Ricardinho e Marco Antônio entraram nos lugares de Ramon e Vanderson, para dar sangue novo ao Vitória, aos 35, tentativa de Vágner Mancini para reequilibrar o jogo.

Era tarde.

Porque no minuto seguinte, Dodô, fez com a categoria que Deus lhe deu, o gol que havia perdido no pênalti, o gol da virada, 2 a 1!

Maurício, então, entrou na lugar de Thiago Neves para reforçar a marcação tricolor, já que o time era todo ataque desde a entrada de Tartá.

Rodrigão ocupou a vaga de Dinei, para o rubro-negro ainda tentar o empate, já improvável, aos 39. 

Quase 15 mil tricolores saíram, de novo, felizes do Maracanã, segunda vitória seguida e contra dois rubro-negros, um paranaense, outro baiano.

Para alegria, é claro, de um terceiro, exatamente seu maior rival, o rubro-negro carioca que pode se distanciar na liderança.

Enquanto isso, no Serra Dourada, Goiás e Coritiba empatavam 2 a 2.

Bom para o coxa, péssimo para os esmeraldinos, em jogo que o time do Paraná saiu na frente, tomou a virada e empatou com Bernardi, em lindo gol, no finzinho.

Os quatro gols foram no segundo tempo: Keirrisson logo no primeiro minuto, Romerito sete minutos depois e Paulo Henrique aos 32, ambos de cabeça. 

O empate coxa surgiu aos 42. 

Por Juca Kfouri às 20h13

Corinthians mantém a invencibilidade. E só

O Corinthians jogou como quis contra o Santo André.

Mais parecia que treinava.

Mesmo sem Douglas, machucado, que acabou por fazer falta.

Mas o alvinegro não fazia gol algum, embora Herrera tenha sido derrubado na área logo aos 5 minutos e, aos 18, Lulinha tenha sido empurrado, também na área, dois pênaltis não marcados no primeiro tempo (comentário acrescentado às 21h07, depois de rever os lances).

Aí, quem fez gol foi Marcelinho Carioca que, faz tempo, não joga mais no Corinthians.

Foi só e tudo o que fez, sem comemorar, mas comemorando, autêntico como uma nota de três.

Mixirica atrapalhou a saída de gol de Felipe que acabou por trombar com Chicão e a bola sobrou para o ex-alvinegro cabecear para a rede.

O Corinthians, então, ficou confuso, mas ainda teve uma chance de ouro, que Dentinho, de calcanhar, por pouco não aproveitou.

Para o segundo tempo o time da casa não voltou tão tímido e o Corinthians retornou ansioso, confundido velocidade com pressa e se expondo aos contra-ataques do rival.

Dentinho, no entanto, antes do 10o. minuto, teve duas belas chances, uma pelo chão, outra de cabeça.

A defesa do Santo André é fragílima, mas o ataque corintiano não chega a ser uma potência.

Para fortacê-lo, Mano Menezes, tirou Eduardo Ramos e botou Lima, aos 18.

O time até tinha a justificativa de que era vítima de uma arbitragem de segunda, embora o gramado fosse de primeira e o adversário do nível da arbitragem.

Lulinha saiu, Saci entrou e André foi para o meio de campo, aos 25.

E Dentinho foi expulso três minutos depois.

Saci, de pé esquerdo, de fora da área, salvou a pátria aos 32 para, ao menos, manter a invencibilidade.

E a verdade parecia ser a de que mesmo com 10 era melhor que o Santo André.

Ficou ainda melhor para o Corinthians porque aos 34 o time da casa também ficou com 10.

Então, passou a ser uma questão de tempo fazer o segundo gol, o da vitória.

Só que, aos 40, Perdigão entrou em lugar de Carlos Alberto, machucado, e Perdigão não rima com vitória não, além de perder até no nome.

Tanto que na primeira bola que pegou já a deixou sair pela lateral, bisonhamente.

Aos 42, Herrera, quase desempatou de cabeça.

E ficou nisso.

Foi o terceiro 1 a 1 do time de Mano Menzes, sempre fora da casa (Campinas, Ribeirão Preto e Santo André, para nem lembrar de Goiânia e do Recife...), onde, queira ele ou não, os times que dirige não se dão bem.

Mesmo assim, e apesar de reclamar, com razão, de um terceiro pênalti, no último minuto, outra vez em Herrera, o time se mantém seis pontos na frente do segundo colocado e nove na frente do quinto.

Por Juca Kfouri às 18h00

As meninas AINDA não são heptacampeãs

Por ALMIR MOURA

Muitos sites estão divulgando que o Brasil já conquistou o hepta pois não pode mais ser alcançado por Cuba.

Porém, apesar de logicamente improvável, Cuba pode sim ultrapassar o Brasil.

Basta para isso, que vença a Itália por 3 sets a zero na última rodada, com parciais, por exemplo, de 25-15;25-15;25-15
e que o Brasil seja superado pelo Japão, por hipotéticos, surreais, porém não impossíveis, 25-08;25-08;25-07, por exemplo.

Neste caso, Brasil e Cuba empatariam em número de vitórias, quatro para cada lado, mas a seleção cubana levaria a melhor no segundo critério de desempate, que é a média de pontos ganhos por pontos perdidos.

Cuba, segundo a situação hipotética acima terminaria a fase final com 418 pontos ganhos e 391 perdidos, dando uma média de 1,069.

O Brasil, por sua vez, ficaria com 344 pontos ganhos, 322 perdidos, o que resultaria na média de 1,068.

Há inúmeras outras possibilidades matemáticas para a seleção cubana chegar a conquista.

Convenhamos, o Brasil não perderá este título, afinal de contas não será trucidado pelo Japão, porém, os meios de comunicação precisam ter um pouco mais de cuidado.

Enquanto vários deles divulgaram que o Brasil já se sagrou campeão, a Federação Internacional de Vôleibol, por exemplo, corretamente avisa:

Brazil march toward seventh World Grand Prix title

Yohohama, Japan, July 12, 2008 – World No. 1 Brazil were just one step away from their seventh World Grand Prix title after romping past Cuba 3-0 at Yokohama Arena on Saturday.

Traduzindo:

O Brasil marcha rumo ao seu sétimo título do Grand Prix...

Yohohama, Japão, Julho 12, 2008 – World No. 1 Brasil está a um passo de alcançar o seu sétimo título de Gran Prix após superar Cuba por 3-0 noYokohama Arena neste sábado.

Brasileiros comemorem, o Brasil de forma brilhante tem tudo para conquistar mais um título de campeão do Grand Prix.

Por Juca Kfouri às 11h48

Dinamite neles!

A credibilidade e a esperança são enormes: com pouco mais de 1000 opiniões, 75% dizem acreditar em Roberto Dinamite.

Não nos decepcione, presidente!

Por Juca Kfouri às 11h14

Brasil bate Cuba facilmente

Foi outra moleza.

Tamanha que dá até para desconfiar que italianas (campeãs européias, chinesas (campeãs olímpicas) e cubanas (campeãs pan-americanas) esconderam o jogo para surpreender as brasileiras em Pequim.

A seleção cubana parecia um time colegial diante de uma equipe profissional.

As meninas do Brasil vencer por 3 a 0, com parciais de 25/14, 25/15 e 25/20, em pouco mais de uma hora de jogo (68 minutos, para ser exato).

As praticamente campeãs do Grand Prix fazem amanhã, domingo, às 6h, o último jogo, diante das anfitriãs japonesas.

Nem vou ver...

Por Juca Kfouri às 00h38

11/07/2008

Show das meninas do vôlei

Enquanto você dormia, eu via Brasil x China pra você, pelo Grand Prix de vôlei.

E nossas meninas, de novo, venceram.

Não tão facilmente como diante das americanas e italianas, mas por 3 a 1, porque elas deram uma certa relaxada no terceiro set e perderam por 25/21 para as atuais campeãs olímpicas.

Como já tinham vencido os dois primeiros por 25/18 e 25/16, bastou ganhar o quarto, sem sofrer, por 25/18.

Hoje, às 23h30, tem a decisão do título, contra Cuba, em jogo, literalmente, imperdível.

O Brasil ganhou seus três jogos e fecha sua participação contra o Japão, depois de enfrentar Cuba.

Por Juca Kfouri às 01h43

Foi-se a metade do primeiro turno do Brasileirão

O Campeonato Brasileiro ultrapassou o seu primeiro quarto

Das 38 rodadas que serão disputadas, 10 já ficaram para trás.

Em 100 jogos, 255 gols, 2,55 gols por jogo.

Na décima rodada, foram 32 gols, média de 3,20 gols por partida e média de público na casa dos 17 mil torcedores, muito boa para um meio de semana.

E o melhor público aconteceu no Mineirão, para Galo e Flamengo, com mais de 33 mil pagantes.

O pior foi em São Januário, com quase sete mil, mas com Roberto Dinamite de volta ao estádio que sempre o aplaudiu.

O Flamengo mais uma vez saiu-se bem na rodada, porque, se só empatou, viu Grêmio, Cruzeiro, Palmeiras, São Paulo, também incapazes de vencer.

E se o rubro-negro carioca segue firme como líder, o rubro-negro baiano Vitória é o vice-líder e único time que pode passar o Mengo na rodada que vem, quando o Flamengo terá o Vasco pela frente.

Verdade que o Vitória enfrentará simplesmente o Fluminense, e no Maracanã, no sábado, mas quem sonha alto, sonha alto.

Aliás, a 11a. rodada promete, porque além desses jogos, vamos ter um Cruzeiro e Galo, no Mineirão, e um São Paulo e Palmeiras, no Morumbi, simplesmente sensacionais e, tomara, em paz.

Por Juca Kfouri às 00h02

Vai mal, Juvenal

Com 2000 opiniões colhidas rapidamente, Juvenal Juvêncio tem mais credibilidade que seus pares Andrés Sanchez (79% não acreditam nela) e Márcio Braga (71% não acreditam nele).

Mesmo assim, 62% dos que responderam disseram que não acreditam nele...

Por Juca Kfouri às 23h48

10/07/2008

Dinamite vê goleada, Palestras só empatam

Aquele Ipatinga que tinha infernizado o São Paulo no Morumbi voltava a assombrar, no Ipatingão, um pretendente ao título, o Cruzeiro.

E saía na frente, com absoluta justiça, aos 40, com Gian, que se aproveitou da má saída de gol do goleiro Fábio na cobrança de escanteio: 1 a 0.

Era pouco, aliás, tão maior era o volume de jogo do Ipatinga.

Enquanto isso, em São Januário, em jogo muito mais equilibrado, o Vasco vencia o Sport, gol de Morais, belíssimo, de fora da área, aos 35, homenagem a Roberto Dinamite, na tribuna de São Januário, depois de seis anos sem ir à casa cruzmaltina.

O Sport, no entanto, estava vivíssimo em campo, melhor até que o Vasco e capaz de fazer o goleiro Thiago se desdobrar.

E, no Palestra Itália, em jogo de apenas uma oportunidade de gol, Palmeiras e Figueirense empatavam 0 a 0, porque Alex Mineiro, aos 36, perdeu desses gols que não se perdem, ainda mais numa partida que esteja complicada.

O Palmeiras de verde de verdade, esmeraldino, como sempre foi.

Mas restavam ainda os últimos 45 minutos em Ipatinga, Rio e São Paulo.

E reservavam belos gols.

A começar pelo do menino Pablo, do Vasco, aos 9, pela esquerda, depois de enfileirar um a um da zaga pernambucana e chutar tão rente que a bola ainda bateu na trave: 2 a 0, fatura aparentemente liquidada. 

Como, ao mesmo tempo, o interessante Adeílson liquidava o Cruzeiro, ao mandar uma bomba defendida apenas parcialmente por Fábio e pegar o rebote para também fazer 2 a 0.

No Palestra, o belo gol foi do visitante, e aos 16, com Cleiton Xavier, depois de bela matada no peito e arremate indefensável.

Cinco minutos depois o goleiro catarinense Wilson fez milagre em cabeçada para o chão do esmeraldino Evandro, que acabara de entrar.

Assim como, no Rio, Fábio Gomes carimbava o travessão vascaíno, susto respondido em contra-ataque que Jean concluiu para fazer 3 a 0.

O melhor ainda estava por vir, porque Edmundo e Leandro Amaral trocaram passes lindamente para o Animal concluir e fazer 4 a 0 no campeão da Copa do Brasil.

Se no Rio tudo estava mesmo liquidado, em Minas não estava, porque o Cruzeiro diminui com Charles, uma bomba bem no ângulo, aos 24, em jogada ensaiada em cobrança de falta.

Em São Paulo, como se tivesse se assustado por estar na frente, o Figueira recuou.

Pra quê?

Pro Verde virar Verdão, crescer e ir em busca do empate, já sem o improdutivo Lenny, trocado pelo não menos Denílson, e Wendel, trocado por Evandro.

E só deu Verdão até que Alex Mineiro se redimisse e fizesse um gol de centroavante autêntico, em cruzamento da direita, ao tocar o pé na bola antes da zaga adversária: 1 a 1.

Acredite se quiser, mas por pouco, em raro contra-ataque, Tadeu desperdiçou ótima chance, como Denílson, pouco depois, perdeu outra, debaixo do gol.

Jefférson também teve boa chance, mas o goleiro defendeu, para tristeza de quase 20 mil torcedores que viram o Palmeiras deixar de ser 100% em casa.

Palestra sofrendo em São Paulo, Palestra se safando em Minas, com um gol de empate providencial, aos 44, com Jadílson, da entrada da área, em bola que veio rolada para trás por Wágner, para manter o Cruzeiro no G-4 e tirar o Palmeiras.

Por Juca Kfouri às 22h26

O brilho do vôlei feminino

Vi,na cama, a seleção feminina de vôlei atropelar as italianas nesta madrugada brasileira, em jogo que começou às 3 da matina e não levou nem 90 minutos, num 3 a 0 sem maiores problemas.

Hoje, em horário mais civilizado, meia-noite, tem mais, e contra as chinesas, campeãs olímpicas, uma negra fantástica, porque as meninas de Zé Roberto Guimarães perderam um jogo para elas por 3 a 2 e ganharam outro, por 3 a 0.

Por Juca Kfouri às 18h21

O futebol em Pequim

Esclarecido o óbvio pela Fifa, ou seja, que os clubes têm de liberar os jogadores em idade olímpica, cabem algumas considerações sobre o torneio de futebol nos Jogos:

1. melhor não fazê-lo mais (em Londres, segundo consta, será apenas sub-19), tamanha a controvérsia que causa e tamanho o desinteresse da Fifa, por medo de que rivalize com a Copa do Mundo;

2. Dunga convocou um belo grupo de jogadores, pena que inteiramente desentrosado e com alguns jogadores com poucas passagens pela Seleção, graças ao nenhum trabalho preparatório com vistas aos Jogos Olímpicos;

3. entre o que diz o bufão Silvio Berlusconi e o craque Kaká, não resta a menor dúvida sobre quem mente e quem fala a verdade

Por Juca Kfouri às 18h17

Erro meu

Acabo de tirar do blog a brincadeira com o Botafogo.

De fato, como se queixaram alguns blogueiros, mais do que engraçada a peça é preconceituosa.

Desculpe.

Por Juca Kfouri às 18h05

Credibilidade segue baixa

Ao atingir 1000 opiniões, o veredito sobre Márcio Braga é melhor que o sobre Andrés Sanchez, mas, mesmo assim, muito longe do desejável:

71% não acreditam nele!

Por Juca Kfouri às 14h33

Fla empata, São Paulo empaca e o Santos, hein?

A exemplo do que o Galo fizera com o Palmeiras no Mineirão, no domingo passado, quando poderia ter liquidado o jogo no primeiro tempo, o Flamengo, no mesmo estádio, desperdiçou a chance de acabar com o Galo nos primeiros 45 minutos de partida.

Marcinho fez 1 a 0 em belo gol, logo aos 16 minutos, e perdeu, no mínimo, mais três boas chances. O Galo jogava com os nervos à flor da pele.

Gallo deve ter dado calmante ao Galo no intervalo e o time voltou melhor, bem melhor, melhor até mesmo que o Flamengo, que, encolhido, passou a ter de se desdobrar para manter a vantagem mínima.

Coisa que conseguiu apenas até os 31 minutos, quando, depois de uma autêntica linha de passe dentro da área rubro-negra, Marcos empatou.

Aí, o jogo pirou.

Marcinho e Obina perderam duas ótimas chances, respondidas imediatamente por um contra-ataque mineiro que quase resulta no desempate.

Aos 41, em chute de Serginho, a trave salvou Bruno e o Mengo.

E o 1 a 1, ponderado que cada um foi melhor que o outro em cada tempo, acabou justo.

Até porque cada um reclama de um pênalti, embora ambos não tenham ficado caracterizados.

Mais de 33 mil pagantes estiveram no Mineirão.

Na Vila Belmiro, com 10 mil pagantes, o primeiro tempo só acabou 1 a 1 porque o Grêmio aproveitou uma das duas únicas chances de gol que criou, com Rodrigo Mendes aos 25, e o Santos só fez um gol, aos 45, com Michael, embora tenha criado, no mínimo, cinco chances.

O segundo tempo foi mais equilibrado e, aos 19, antes de Perea mandar uma bola no travessão, Marcel sofreu pênalti não marcado.

O empate não foi ruim para o Grêmio e foi simplesmente péssimo para o Santos, que se afunda perigosamente.

Já nos Aflitos o 1 a 1 espelhou à perfeição o que fizeram Náutico e São Paulo no primeiro tempo.

O tricolor melhor no começo, o Timbu melhor no fim.

Hernanes fez ótima jogada pela direita, aos 19, e deu para Borges abrir o placar, que ficou igual em seguida, quando Radamés deu uma ombrada na bola e encobriu Rogério Ceni, aos 22.

A se lastimar nos Aflitos, lotado por mais de 18 mil pagantes, apenas, o péssimo estado do gramado.

O jogo recomeçou equilibrado, mas, aos 12, Everaldo desquilibrou, ao pegar um petardo de pé esquerdo, de fora da área, numa bola que entrou com um foguete no arco de Rogério Ceni: 2 a 1.

E o 3 a 1 só não saiu, em cobrança de falta de Radamés, porque Rogério deu um leve toque, a bola foi ao travessão e saiu.

Já o 2 a 2 não saiu também por muito pouco, porque o goleiro Eduardo bobeou numa dividida com Borges, que quase marcou, gol salvo por João Paulo na linha fatal.

Tipo do jogo em que cabia qualquer resultado e que, ao fim e ao cabo, fez prevalecer o mando de campo.

Por Juca Kfouri às 23h47

09/07/2008

O Vitória está impossível e o Flu, enfim, fez as pazes com a vitória

O Fluminense, enfim, venceu e tirou a barriga da miséria.

Fez 1 a 0 com Dodô logo aos 13 minutos e deixou-se dominar pelo Atlético Paranaense.

Mas voltou melhor no segundo tempo e marcou mais duas vezes, aos 39, com Conca e, cinco minutos depois, com Somália, aproveitando-se, é verdade, do fato de o Furacão ter ficado com 10 jogadores logo no começo do segundo tempo.

O melhor foi que mais de 10 mil torcedores pagaram para ver o jogo no Maracanã, que receberá novamente o tricolor no sábado.

E, agora, contra o surpreendente Vitória que, simplesmente, massacrou o Botafogo, ao vencê-lo por 5 a 2, com direito a 4 a 1 ainda no primeiro tempo, diante de mais de 26 mil torcedores no Barradão eufórico.

Por Juca Kfouri às 22h32

Por uma verdadeira mentalidade olímpica

Por ALBERTO MURRAY NETO

Vi o programa Histórias do Esporte, na ESPN Brasil que trata de alguns atletas renomados que, por razões diversas, não vão aos Jogos Olímpicos de Pequim.

Alguns não vão porque não querem.

Outros por critérios das próprias Confederações.

Mas há aqueles que não vão porque não receberam recursos suficientes para uma preparação adequada.

Exemplo: o levantamento de peso feminino. O boxe. E outros.

Apesar dos polpudos investimentos que a Lei Piva injeta no esporte olímpico nacional, as atletas do levantamento de peso, comprovadamente, não recebem há quatro meses os fundos que lhe seriam devidos para, mal e mal, prepararem-se para o grande sonho de suas vidas, o coroamento de suas carreiras.

O governo se vangloria pelos incentivos financeiros que dá ao Esporte Olímpico do Brasil.

Além da dinheiro do povo da Lei Piva, o Ministério dos Esportes ainda injeta muito dinheiro no esporte de alto rendimento.

Isso é verdade. Nenhum governo deu tanto dinheiro ao Olimpismo no Brasil.

Sempre vivemos à míngua e as delegações olimpicas e pan-americanas eram levadas no peito e na raça, muitas vezes com avais pessoais de gente do esporte.

A questão essencial é: Como esse dinheiro é investido? Aonde ele vai parar? Certamente, nas mãos dos Atletas, que deveria servir para treinamento, como prova e comprova a ESPN, não vai.

Mais uma vez eu insisto. Se o Governo Federal tem tanta disposição em auxiliar o esporte, que o faça de maneira correta.

É claro que, em algum momento, assistir aos Jogos Olímpicos no Brasil seria, especialmente para mim, uma satisfação enorme.

Tenho grande orgulho do avô que tenho que, quando não existia nada no esporte do Brasil, ainda no final da década de 30, criou o Departamento de Esporte e Educação Física do Estado de São Paulo, regulamentou a profissão do Professor de Educação Física (que também era) e criou as primeiras leis do esporte no Brasil. Isso tudo, ao mesmo tempo em que ainda era atleta olímpico de sucesso, o primeiro finalista olímpico sul-americano em atletismo.

Atingiu os postos mais altos do esporte, como atleta, professor de Educação Física e dirigente olímpico.

E nunca entrou nessa ladainha de projetos megalômanos, uma vez que, ainda que sem recursos, teve, sempre, como linha mestra, a massificação do esporte (vide os Jogos Abertos do Interior, regulamentados por ele).

Fez um Pan-Americano em São Paulo utilizando-se da estrutura dos clubes e da Universidade, melhorando-as e deixando esse legado, uma vez que o clube é o grande centro formador de atletas.

Esses Jogos de 63 deram lucro e foi com esse dinheiro que o Comitê Olímpico Brasileiro comprou sua primeira sede.

A única vez em que o então governador Paulo Maluf, outro megalômano, veio com essa história de Jogos Olímpicos em São Paulo, com firmeza, cortou o mal pela raiz e disse, publicamente, que se o governador quisesse investir firmemente no esporte, que o fizesse na base, na formação de jovens desportistas.

Até hoje guardo com orgulho a manchete da Folha: "COB veta Olimpíada em São Paulo e chama Maluf de demagogo".

O Brasil não precisa de uma Olimpíada já.

Acho ultrajante gastar R$ 85 milhões de dinheiro público com lobby para uma candidatura que, por conhecer bem o assunto, é fadada a mais uma derrota.

Gastem essa quantia com as pobrezas esportivas do Brasil.

Valerá muito mais o investimento para o País, se usarmos essa quantia em investimentos na base.

O Pan-Americano do Rio não foi ruim, como competição.

Mas o custo do evento, até hoje mal explicado (e parece que ninguém também está interessado em aprofundar o assunto), não deixou legado algum à cidade e aos atletas.

As obras de infra-estrutura prometidas não foram realizadas.

E os enormes complexos desportivos construídos com muito dinheiro do povo, poderiam servir, hoje, ao menos, para enchê-los de garotos e garotas praticando esportes gratuitamente (como o Ibirapuera em São Paulo).

Mas nem isso ocorreu.

Ficaram os "elefantes brancos".

O Engenhão, que deveria servir ao atletismo, foi entregue ao Botafogo, que o destina, unicamente, ao futebol.

A arena multi-uso vai virar, praticamente, casas de shows de artistas da Globo, conforme contrato recém assinado.

E o Maria Lenk, sabe-se lá se as atuais promessas de utilizá-lo para massificar o esporte serão cumpridas.

Mesmo assim, já vai tarde a sub-utilização daquele complexo aquático.

Das outras instalações desportivas construídas, não há sequer nada mais a falar.

Gastou-se tanto e não há legado algum.

O Governo Federal, que tanto quer ajudar o olimpismo no Brasil, não deve entrar em conversa mole de Jogos Olímpicos no Brasil.

Vamos cuidar dos nossos atletas, das nossas pobres Conferações dos esportes menos badalados.

Vamos possibilitar a prática desportiva a todos os brasileiros que assim o desejam e não tem sequer onde.

Vamos criar uma mentalidade olímpica no Brasil.

Alberto Murray Neto, Advogado, Diretor da Organização Não Governamental de Apoio ao Esporte Sylvio de Magalhães Padilha, Arbitro da Corte Arbitral do Esporte, em Lausanne e Membro da Assembléia Geral do Comitê Olímpico Brasileiro.

Por Juca Kfouri às 22h24

Luxemburgo, o ético, diz que Dunga é despreparado

O blog do Luciano Borges (http://borgesluciano.blog.terra.com.br/) revela hoje o teor de uma palestra dada por Vanderlei Luxemburgo na MPM Propaganda, na noite de ontem.

Entre outras coisas, disse o treinador que prega a união entre os técnicos e um comportamente sem trairagem entre eles: "Eu vou torcer para o Brasil se classificar para a Copa do Mundo e também para ganhar a Olimpíada. Mas se acontecer alguma coisa, por falta de capacidade ou mesmo pela trajetória, eu quero ser postulante".

Normal, bonito, diria que quase comovente.

Mas, tem mais: "O Dunga não tem culpa de nada. Ele está lá tentando fazer o trabalho dele. A dificuldade que ele está enfrentando é porque ele não se preparou para estar ali".

Este blogueiro assina embaixo.

Mas não pleiteia o cargo de Dunga.

Mui amigo, o Luxa, não?

Por Juca Kfouri às 21h58

O sul se deu bem

O Goiás não fez nem por merecer o empate no Beira-Rio, com quase 24 mil pagantes.

Mas o Inter também jogou muito pouco e ainda fez um gol,  no começo do segundo tempo com Adriano, graças a um passe de Nilmar que, antes, puxara a camisa do defensor goiano.

Ou seja, 0 a 0 teria sido mais justo.

Já o Coritiba aproveitou com crueldade sua vantagem de mandante e sapecou 4 a 0 na Lusa, todos os gols no segundo tempo, com Keirrison (aos 8), Rubens Cardoso (aos 16) e Hugo (aos 27 e 44).

O Couto Pereira recebeu mais de 12 mil pagantes.

Vitórias do sul.

Por Juca Kfouri às 21h30

O Conselheiro Muricy

Por ROBERTO VIEIRA

Hoje o Estádio dos Aflitos, localizado na Avenida Conselheiro Rosa e Silva, reabre as suas portas com a ilustre presença de outro conselheiro:

O Conselheiro Muricy Ramalho.

Muricy Ramalho que foi eleito conselheiro vitalício do Clube Náutico Capibaribe em 2007.

Muricy que é o técnico do São Paulo, adversário do Timbu esta noite.

Muitos enxergam na amizade entre o técnico tricolor e os alvirrubros um amor recente.

Fruto do bicampeonato 2001/2002 conquistado pelo treinador em Pernambuco.

Engano. A admiração do Náutico por Muricy é mais antiga. Vem do século passado.

Em 1976 o Náutico era dirigido por Valdemar Carabina. O mesmo treinador que levou o então palmeirense Muricy para treinar no São Paulo em 1965.

Muricy havia explodido como craque no ano anterior, mas caía de produção junto com o time do São Paulo.

Valdemar fez o convite. O Náutico lançou a manchete da vinda do jovem meia paulista. Mas o negócio não vingou.

Vinte e cinco anos depois o convite foi repetido. Agora para o técnico Muricy Ramalho.

O Náutico comemorava seu centenário. De joelhos.

Muricy chegou em Recife, assumiu o time no mesmo dia e venceu o Sport na Ilha do Retiro com um jogador a menos. De pé.

Uma jornada épica cujo desfecho foi a conquista do título depois de um longo jejum de onze anos.

No ano seguinte, campeão novamente.

Hoje, o Estádio dos Aflitos reabre as suas portas com a ilustre presença do Conselheiro Muricy Ramalho.

Muricy que nasceu palmeirense. Cresceu tricolor.

Mas que vive na memória de cada alvirrubro pernambucano.

Como um gol de Bita. Como uma defesa de Lula Monstrinho.

Um chute de Marinho Chagas.

Como o frevo Come e Dorme.

Como o querido Estádio dos Aflitos.

Por Juca Kfouri às 16h21

Brasil passa fácil pelos EUA

Com 25/19, 25/19 e 25/23, as meninas do Brasil acabam de despachar as dos EUA na Grand Prix de vôlei no Japão.

Na madrugada de quinta-feira, às 3h, tem Brasil e Itália, jogo sempre complicado, ainda mais agora que a Itália tem a cubana Aguero, simplesmente considerada a melhor jogadora do mundo, que se naturalizou italiana.

Verei...

Por Juca Kfouri às 01h02

O Brasileirão está de volta nos meios de semana

Depois de um curto e delicioso verão, eis que voltam as rodadas de meio de semana do Campeonato Brasileiro.

Uma pena.

Às 19h30, o Inter recebe o Goiás e deve vencer, apesar de reencontrar-se com Iarley, sabe-se lá com que apetite.

Também às 19h30, o Coritiba recebe a Portuguesa no jogo certo para uma reabilitação sem maiores complicações, reedição de um encontro que marcou a série B nos últimos dois anos.

No Maracanã,, às 20h30, Fluminense e Atlético Paranaense, um jogo que periga ser deprimente se nos lembrarmos de como estava o estádio na quarta-feira passada, quando o adversário era a LDU.

No Barradão, ainda às 20h30, Vitória e Botafogo, parada indigesta para o alvinegro diante do favoritismo baiano.

E, finalmente, os três jogos da televisão, às 21h45:

Santos e Grêmio na Vila Belmiro, o desespero santista contra a apreensão gaúcha;

Náutico e São Paulo nos Aflitos, os dois obrigados a vencer;

E Galo e Flamengo no Mineirão, jogo de muita, histórica rivalidade, o líder já sem Renato Augusto, vendido para o futebol alemão. 

Amanhã tem mais, mais três jogos, para fechar a décima rodada.

Por Juca Kfouri às 00h51

Credibilidade baixíssima

Com 2000 opiniões colhidas, 79% dos participantes não acreditam em Andrés Sanchez, como este blogueiro.

Mas duas observações são obrigatórias, porque revelam com clareza certos comportamentos:

1. Quando houve o problema técnico e era possível votar seguidas vezes da mesma máquina, o cartola corintiano tinha 55% de apoio;

2. Até começar o jogo diante do Marília, estava 81% a 19%.

Na hora que se seguiu à goleada, o quadro mudou para 79% a 21%...

 

Por Juca Kfouri às 23h57

08/07/2008

Corinthians dá de 5 na 10a.

Foi pouco o futebol no primeiro tempo entre Corinthians e Marília.

Até porque em 15 minutos o alvinegro perdeu dois jogadores, Alessandro e Nilton, por contusão.

E sentiu que a bruxa estava solta.

Menos mal que, aos 19, o zagueiro Leandro Amaro fez um pênalti estúpido em Acosta e Chicão tratou de abrir o marcador.

O MAC só deu um ataque mais perigoso, embora tenha terminado os primeiros 45 minutos na pressão.

Nem bem o segundo tempo começou e, aos 4, Dentinho fez boa jogada e chutou razoavelmente forte, para um frangaço do goleiro Giovanni, que se abaixou sem fechar as pernas e tomou o gol entre elas: 2 a 0.

O Corinthians liquidava o jogo e completava sua 10a. partida sem perder, com oito vitórias, 86% de aproveitamento, "coisa nunca vista neste país", como diria o corintiano Lula, que está no Japão.

Daí para frente, só festa, ou quase, porque aos 16 o alvinegro fez 3 a 0, com Dentinho, depois de receber um presente do MAC, que estava invicto havia cinco jogos.

Mas, aos 17, Acosta fez uma estupidez ainda pior que a do pênalti que sofreu e foi corretamente expulso.

E 10 contra 11, Eduardo Ramos abriu as asas e fez pênalti, defendido por Felipe aos 22.

Mesmo assim, aos 31, em tiro livre indireto na linha da pequena área, graças à bola irregularmente atrasada ao goleiro, André Santos fez 4 a 0.

Aos 37, com 9 porque Dentinho estava fora de campo machucado, Denis marcou o quinto gol corintiano, pela direita.

Foi o 25o. gol corintiano, com média de 2,5 por jogo, o que dá a medida da facilidade que tem encontrado.

E quase 23 mil torcedores estiveram no Pacaembu, quase, também, igualando sua média em São Paulo, de 24 mil por jogo.

Por Juca Kfouri às 22h24

Por que o Barça não libera Ronaldinho

Ricardo Teixeira fez uma aposta e perdeu.

Ele apostou que os sócios do Barcelona obrigariam o atual presidente Joan Laporta a convocar eleições.

E apostou que quem as venceria seria o seu amigo, ex-presidente da Nike no Brasil, Sandro Rosell.

Que, então, liberaria Ronaldinho Gaúcho para a seleção olímpica.

Ocorre que, por pequena margem, Laporta não terá de convocar eleição alguma.

E fechou definitivamente, em nota oficial, a porta para a CBF.

Atualização, às 20h23: há, no entanto, quem jure, no Barça, que Laporta renunciará ainda nesta semana. Tomara.

Por Juca Kfouri às 16h28

Preso um dos responsáveis pela ruína do Bahia

Está preso o banqueiro dono do Opportunity, um dos responsáveis pela ruína do EC Bahia, Daniel Dantas.

A Operação Satiagraha, da Polícia Federal, comandada pelo delegado Protógenes Queiroz, prendeu também o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, além do especulador Naji Nahas.

Queiroz comandou também o inquérito sobre a parceria Corinthians/MSI e faz parte do grupo que investiga a lavagem de dinheiro no futebol mundial.

Segundo o autor do furo sobre a prisão do banqueiro, o jornalista Bob Fernandes, do Terra Magazine, as próximas horas deverão trazer novidades sobre o submundo do futebol.

Dantas esteve para ser preso em outras ocasiões, mas vazamentos levianos de informações sigilosas atrapalhavam a ação da PF.

Mais detalhes em http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI2995390-EI6578,00.html

Por Juca Kfouri às 08h57

Os exageros depois de uma partida épica

Nós, jornalistas, adoramos frases definitivas.

E, em regra, quebramos a cara sempre que as produzimos.

A imprensa espanhola, eufórica, não tem dúvida, e agora afirma que independentemente do que diga o ranking do tênis mundial, o compatriota Rafael Nadal é o número 1 do mundo.

Já a imprensa suíça, deprimida, diz que o compatriota Roger Federer é um rei em decadência e que seu reinado acabou.

Tudo isso depois de um jogo tão sensacional na decisão do torneio de Wimbledon que levou o norte-americano John McEnroe a afirmar que tinha acabado de ser testemunha do maior jogo da história.

E McEnroe foi protagonista da partida considerada até aqui como a maior de todos os tempos, contra o fenomenal sueco Bjorn Borg, vencida por Borg por 3 a 2, com parciais de 1/6, 7/5, 6/3, 6/7 (16/18) e 8/6, na mesma quadra central de Wimbledon, em 1980.

Roger Federer, quase 27 anos, tem ainda um tempo para se manter no trono.

E Rafael Nadal, 22 anos, provavelmente será mesmo o número 1 do mundo, mas ainda não é.

Os jornalistas espanhóis e suíços que tenham paciência, fiquem calmos e esperem a chegada desse dia.

Por Juca Kfouri às 01h11

07/07/2008

Gado tricolor

É impressionante!

Não param as reclamações dos são paulinos que foram ontem ao Morumbi.

Num jogo em que apenas 13 mil torcedores pagaram ingressos, boa parte só entrou depois que o jogo já estava em andamento, por causa das poucas bilheterias abertas, das conseqüentes filas e da promiscuidade do clube com os cambistas, além do monopólio exercido pela BWA, a empresa que vende ingressos pelo país afora.

E a direção tricolor se orgulha de ser moderna.

Imagina se não fosse.

Por Juca Kfouri às 13h44

Erro na sondagem!

Por um erro técnico, a sondagem que está no ar estava permitindo que se votasse quantas vezes cada um quisesse.

Razão pela qual, problema técnico solucionado, estamos zerando o resultado e começando tudo de novo.

Pelo inconveniente, este blogueiro se desculpa.

Por Juca Kfouri às 12h34

06/07/2008

Eu acredito!

Com mais de 3900 opiniões, eis que 78,50% dos blogueiros não acreditam que o Fluminense vá reagir no Brasileirão.

Pois eu acredito, apesar da pífia atuação de hoje.

Por Juca Kfouri às 22h28

Fla no céu, Flu no inferno

Transcorridas nove rodadas do Brasileirão e o vice-campeão da Libertadores está em último lugar, com apenas três pontos, nenhuma vitória e só quatro gols marcados, contra 11 sofridos.

O lanterna Fluminense está em maus lençóis.

O líder Flamengo, ao contrário, está confortavelmente cinco pontos adiante de seus mais diretos perseguidores.

A nona rodada teve apenas 21 gols, mas média de 16.215 pagantes por jogo.

O Mengo foi quem teve o melhor público, mais de 44 mil pagantes e a Lusa foi quem teve o pior, apenas pouco mais de 4 mil.

Visitante que venceu, só um, o Vitória, no Canindé, numa rodada de dois empates, nenhum 0 a 0, e sete vitórias dos mandantes.

Nenhum paulista venceu, com duas derrotas e dois empates.

Nenhum mineiro também venceu, com dois empates e uma derrota.

E a décima rodada será disputada já neste meio de semana, com sete jogos na quarta-feira e três na quinta.

O líder Fla vai ao Mineirão, enfrentar o Galo.

O lanterna Flu recebe o Furacão, no Maracanã.

Um jogo com cara de depressão.

Por Juca Kfouri às 20h54

Ipatinga surpreende, Flu na pior e Grêmio irreconhecível

O São Paulo chegou a levar três sustos do Ipatinga no primeiro tempo, sempre pela esquerda com Adeílson, mas mais uma vez contou com o pé salvador de Borges que fez 1 a 0.

Como o Botafogo fez 1 a 0 no Grêmio no primeiro tempo, gol de Túlio, gol de carambola, porque a dita cuja desviou em dois gremistas.

Ao contrário do que acontecia no Morumbi, no Engenhão só tinha um time em campo, o Botafogo.

Já no Serra Dourada o Goiás mandou no jogo e só uma vez, quando já vencia por 1 a 0 com gol de Iarley, passou perigo, e muito, em bola que foi à trave e sobrou para Dodô perder gol feito, em defesa, com o pé, de Harlei.

Enfim, ao fim dos primeiros 45 minutos os donos das casas venciam e Iarley com Harlei dava uma boa combinação.

Quando segundo tempo começou, no Morumbi, Adeílson estava na direita.

E não é que ele continuou a dar muito trabalho?

Ah, se não fosse o Rogério Ceni, aos 12, duas vezes, num chute dele e numa cabeçada de Marinho...

Verdade também que Hugo perdeu gol feito, logo no recomeço, para matar de vez o Ipatinga.

Como Zé Carlos, de falta, matou o Grêmio no Engenhão, ao fazer 2 a 0 para o Botafogo, logo de cara.

E como o Goiás poderia ter matado o Flu se o árbitro tivesse marcado um pênalti de Thiago Silva, que deveria ter valido o seu segundo cartão amarelo.

Mas, acredite você ou não, o nome do jogo em São Paulo era mesmo o de Adeílson, o atacante espigado, 1,86m, de 22 anos, que jogou sempre pelo interior mineiro, além de ter defendido o Guarani campineiro.

Muricy Ramalho pôs Dagoberto no lugar de Aloísio e o São Paulo melhorou um pouco, mas, aos 43, Luciano, em seu primeiro lance, fez justiça e empatou de cabeça, com direito a discussão e empurrões entre os defensores são paulinos Zé Luís e Alex Silva (não Miranda, como aqui escrito anteriormente).

E a rodada terminou como o Flamengo queria, porque nem Grêmio, nem Cruzeiro nem Palmeiras nem São Paulo venceram, sendo que os dois primeiros perderam, o que deixa o Mengo cinco pontos adiante dos concorrentes que estão mais perto, Cruzeiro, Grêmio, Vitória e Palmeiras, todos com 17 pontos.

E o Flu segue sem vitória e jogando pior que o Ipatinga, que não merecia mesmo perder do São Paulo, ao contrário do tricolor carioca que foi justamente derrotado pelo Goiás.

O Ipatinga, aliás, se continuar assim, se livrará do rebaixamento.

Por Juca Kfouri às 20h07

Vitória na frente, Verdão com sorte, Alex abençoado e Dinamite triste

O Palmeiras que erga as mãos para o céu e agradeça o empate que achou no Mineirão.

Porque era para ter perdido e de muito, no mínimo por uns três gols de diferença, o que só não aconteceu porque o Galo perdeu um pênalti como, também, porque tem São Marcos no gol.

No pênalti, por sinal, Gladstone invadiu a área e, assim, pôde chegar antes do batedor Renan no rebote de Marcos.

O Galo fez 1 a 0 com Eduardo de cabeça depois de mandar no primeiro tempo como quis, continuou a mandar no segundo, deixou de fazer gols diante de um Palmeiras todo desfalcado e com más atuações de Léo Lima e Lenny, ficou com 10 jogadores porque César Prates foi bem expulso e tomou, de falta, o gol de empate, em cobrança perfeita de Diego Souza.

Para quem jogou sem seis titulares, o Palmeiras não pode se queixar mesmo que tenha saído do G-4.

Quem entrou em seu lugar foi o Vitória que chegou no Canindé sem medo e logo aos 9 segundos, com Dinei, fez 1 a 0, para fazer o segundo gol, com Ramon,ainda no primeiro tempo.

A Lusa só foi descontar no segundo tempo, mas o time baiano soube controlar o fim de jogo.

Quem deu show hoje foi Alex, do Inter, autor dos três gols colorados diante dos coxas, no Beira-Rio.

Três gols especiais, diga-se, porque o primeiro pela esquerda com uma bomba com pouco ângulo, o segundo de pênalti com paradinha e o terceiro de fora da área, em lindo chute.

E quem chorou foi Roberto Dinamite, ao ver seu Vasco levar de virada do Figueira em Floripa, 2 a 1, depois que até pênalti os catarinenses perderam. 

Cleiton Xavier desperdiçou a penaliddade mas fez, depois, os gols da virada.

Por Juca Kfouri às 18h02

Nadal infernal

A Espanha anda mesmo impossível e Rafael Nadal ainda mais.

Enfim, ele conseguiu derrotar Roger Federer na grama e, cruel, impediu que o suíço chegasse ao hexacampeonato.

O jogo foi simplesmente sensacional, com duas interrupções por causa de chuva durou quase o dia inteiro.

Com duplo 6/4, Nadal saiu na frente, tendo de reagir no segundo set, quando teve o serviço quebrado.

Aí, ao tirar forças sabe-se lá de onde, Federer empatou, ao vencer os dois sets seguintes por duplo 7/6, com 7-5 e 10-8 nos desempates.

O quinto set foi de matar do coração, com Nadal vencendo brilhantemente por 9 a 7. -

Por Juca Kfouri às 17h50

O Cornudo Infiel

Por AIRTON GONTOW

Há muito pouco tempo Jardel, um dos maiores ídolos da história gremista, confessou, de forma comovente, que passou um longo período envolvido com drogas e pediu uma chance para jogar no Grêmio.

Queria uma oportunidade de retomar, no ocaso de sua carreira, uma trajetória vencedora.

Buscava ainda, visivelmente, como um filho, abrigo e conforto nos braços de quem o amava.

A torcida tricolor gaúcha ficou comovida e pediu sua contratação.

 O caso repercutiu no País e todos esperaram pelas cenas do retorno de Jardel ao clube.

Mas o presidente Paulo Odone permaneceu impassível.

Ele, a diretoria de futebol e o técnico Celso Roth ficaram insensíveis ao drama vivido pelo artilheiro que tantas alegrias deu ao clube; ficaram indiferentes aos e-mails, telefonemas, pedidos na rua e manifestações no estádio.

Nem sequer consideraram a possibilidade, ainda, que remota, de se construir uma das mais belas e humanas histórias do futebol.

Agiram com pragmatismo.

Mas com um pragmatismo burro.

Até porque independente da recuperação do atleta, estava claro que o time ganharia a simpatia da opinião pública nacional, que a marca do patrocinador estaria nas manchetes de todos os meios de comunicação e que a torcida gremista responderia em massa, lotando ainda mais os estádios e até perdoando eventuais erros de Jardel, que poderia até entrar no segundo tempo dos jogos fáceis e já decididos.

Odone traiu o jogador que deu títulos ao clube.

Traiu os aficcionados que, como nenhum outro clube no País, têm dado exemplos de reverência a antigos ídolos, como nos jogos em que aplaudiram e cantaram hinos em homenagem a Renato Gaúcho e Danrlei, ainda que estes estivessem defendendo novas cores.

Mas o presidente não traiu apenas Jardel e os torcedores.

É uma história que se repete.

Perguntem a Sandro Goiano e Galatto, dois dos heróis da Batalha dos Aflitos, o que sentem sobre a maneira como foram negociados, sobre a falta de qualquer transparência e de qualquer homenagem ao que fizeram e ao que representam para o clube.

O agora ultrajado Paulo Odone nunca julgou nenhuma Proposta Indecente quando o dinheiro foi oferecido diretamente para o Grêmio.

Vendeu o jovem Carlos Eduardo (então com 20 anos de idade), por cerca de 8 milhões de euros para o Hoffenheim, da segunda divisão da Alemanha; o versátil e impetuoso Lucas (então com 20 anos) por 9 milhões de euros para o Liverpool; e o prodígio Anderson (então com 17 anos), por cerca de seis milhões de euros a um fundo de investimento português.

Por que então um jogador de 30 anos, com um vínculo de poucos meses com o clube, não negociaria a si mesmo por cinco milhões de dólares?

Claro que Roger deveria ter sido mais grato e honesto com o time que o recuperou para o futebol.

Mas é injustificável que Odone pose agora de marido corno, aquele que é o último a saber, estupefato depois que o mandaram "se Catar".

Particularmente fico mais indignado com a falta de competência da diretoria gremista em fazer um contrato que permitisse ao clube uma boa indenização no caso da saída do jogador (não aprenderam com o caso Ronaldinho?) e, principalmente, com a já citada recusa em abrigar Jardel (que esta semana acertou contrato com o Criciúma).

Indignação que cresce quando vemos o Grêmio receber de volta o jogador Tcheco, que sempre mostrou falta de futebol e responsabilidade nas horas decisivas, e o tosco centroavante que estava no Cruzeiro.

Não era o que a alma castelhana e brasileira da torcida gremista pedia.

Se o argentino ama Gardel, o gremista ama Jardel!

Que alegria, que alegria teria sido um gol, um único gol que fosse, de Jardel novamente com a camisa do Grêmio.

Sonho impossível quando, para o presidente Odone, Marcel é o limite!

*Airton Gontow, 46 anos, é jornalista e cronista.

Por Juca Kfouri às 00h31

Domingo esportivo

O domingo promete.

Começa, às 10h, com Roger Federer x Rafael Nadal, na final de Wimbledon.

Gosto mais do estilo de jogar e da personalidade do suíço, mas devo admitir que do jeito que o espanhol está jogando e na fase em que tudo dá certo para quem fala castelhano, se duvidar, teremos a primeira vitória de Nadal sobre Federer na grama.

E, às 16h, começa o futebol.

Inter e Coritiba, Lusa e Vitória, Figueirense e Vasco, não envolvem nem times que estão no G-4 nem os que estão R-4.

Já Galo x Palmeiras pega o time paulista todo desfalcado, uma chance rara de o time mineiro conseguir um resultado que normalmente não conseguiria nem mesmo no Mineirão.

Às 18h10 a vida continua, com o Grêmio indo buscar três duros pontos contra o Botafogo, no Engenhão; com o Goiás recebendo o arrebentado Fluminense que reage ou morre e com o São Paulo tendo tudo para dar uma sapecada daquelas no rebaixado Ipatinga.

Mas tem mais, se você gosta de vôlei: às 5h da matina tem Brasil contra as campeãs olímpicas chinesas pelo Grand Prix 2008, uma revanche para as já classificadas meninas brasileiras.

E, às 15h30, tem Brasil e Sérvia, pela Liga Mundial.

Por Juca Kfouri às 23h47

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico