Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

19/07/2008

Galo em guerra com a própria torcida

Por THIAGO SARKIS*

A semana que antecedeu o jogo envolvendo Atlético-MG e Coritiba no Mineirão ficará para a história como um dos momentos mais marcantes do ano do centenário do Galo. Não. O elenco medíocre montado pela igualmente anódina diretoria do alvinegro mineiro não conquistou qualquer título; sequer conseguiu vencer, convencer, transpirar, empolgar. Porém, sua sonolência acordou uma torcida que insistia em acreditar no apoio incondicional a qualquer equipe de onze cabeças-de-bagre que lhes fosse apresentada e impingida. Ou melhor, fez com que milhões percebessem que podem apoiar sem se submeterem a ultrajes que há muito vêm transformando um gigante do futebol nacional em um agonizante coadjuvante que só consegue ser protagonista na trama da Série B.

Há quase três décadas, exceto por lampejos nos anos noventa e no início do novo milênio, a massa atleticana está de mãos atadas frente às conquistas do maior rival e aos craques e times praticamente inquestionáveis que desfilaram nos gramados em azul celeste. Enquanto isso, do outro lado da lagoa da Pampulha, dirigentes de intentos e atitudes obscuras levaram atletas trôpegos a vestirem a camisa alvinegra e, conseqüentemente, colocaram o Atlético-MG à beira do abismo. A solução encontrada pelo primeiro ministro relativamente fora de cena e a rainha em plena atividade? Dar um passo à frente.

A estratégia funcionou. O Galo afundou, mas, aparentemente, o povo cansou-se do ópio.

Menos de vinte e quatro horas após a derrota para o Cruzeiro na décima primeira rodada do Campeonato Brasileiro, os atleticanos uniram forças e decidiram que eles, maior patrimônio e título conquistado em cem anos de história do clube, deixariam em silêncio o estádio que incessantemente fizeram tremer. A resposta foi imediata. Quarenta e oito horas depois de novo fracasso ante o rival, ciente do movimento da torcida, a diretoria anunciou ingressos a preços promocionais para as partidas contra Coritiba e Vitória no Estádio Governador Magalhães Pinto. Nenhuma novidade, apenas mais um narcótico oferecido aos torcedores.

No decorrer da semana, a camuflada "voz da massa" transmitida pelas ondas das rádios apresentou-se novamente em sua face real: a de principal voz da alta cúpula do Atlético-MG. Desta maneira, criticou severamente a postura dos atleticanos. Tentou demovê-los do protesto e convencê-los de que o certo era entrar no Mineirão e aplaudir cada canelada de seus "craques". Doses cavalares de "suco de papoula" que em nada resultaram.

Em meio a isso, poucos deram atenção à transação envolvendo o jovem Danilinho e o já rodado Lenílson. O primeiro, do Galo para o Jaguares do México. O segundo, do Jaguares do México para o Galo. Em outras palavras, uma troca que só serviu para evitar que o pequeno e habilidoso meia-atacante - em má fase - saísse de graça para o exterior no final do ano.

Com o protesto como alvo de polêmica e discussões, também passou despercebido o processo movido pelo Departamento Jurídico do Atlético contra torcedores que elaboraram e apoiaram um projeto de estádio próprio do Galo, ameaçando-os de multa diária de dez mil reais caso não retirassem seu site do ar. Segundo nota divulgada pela assessoria de imprensa do alvinegro, "(...) o Clube finalizou a elaboração de projeto para a construção de estádio próprio após 3 (três) anos de estudo e contatos com empresas com know-how internacional na área".

Na guerra, às vezes velada, noutras declarada, com aquilo que tem de mais precioso, os cartolas do clube mineiro fizeram finalmente aquilo que prometeram: utilizaram o veterano ídolo Marques para o marketing. O jogador, geralmente de poucas palavras, e fisicamente em estado terminal para o futebol, "subitamente" decidiu ir a público fazer um apelo para que a massa compareça ao Mineirão.

Não adianta mais. Até o final da tarde da última sexta-feira (19 de julho), 2.033 ingressos haviam sido vendidos; números insignificantes para uma instituição acostumada a figurar, no mínimo, entre as três com maiores médias de público em todos os campeonatos que disputa.

Que um gol ou uma vitória não reative o ópio que vem mantendo o Clube Atlético Mineiro nas mãos de gente incapacitada para o futebol e lamentavelmente perfeita para a política praticada no Brasil.

* Thiago Sarkis é redator da revista Roadie Crew, crítico musical, e publicou seus artigos em mais de trinta países nos principais periódicos do mundo de Rock, Pop, Blues, Jazz e Progressivo. Fora isso, é psicólogo... E louco por futebol.

Por Juca Kfouri às 20h56

Grêmio assume a vice e Flu sai da Z-R

Paulo Sérgio, aos 17 minutos do primeiro tempo, de primeira, fez o único gol do bom clássico entre Grêmio e Cruzeiro, no Olímpico repleto.

E o Cruzeiro que agradeça ao céu por isso.

Porque o que o Grêmio jogou fora de chances de gol no segundo tempo foi uma grandeza.

Duas delas, proporcionadas pela mãe que é o zagueiro cruzeirense Espinoza.

Seja como for, o tricolor gaúcho assumiu a vice-liderança e nela ficará, porque o Palmeiras não pode alcançá-lo amanhã.

Diferentemente do Ipatinga, que enfiou 4 a 1 na Lusa, no Ipatingão, deixou a lanterna nas mãos do Santos, mas pode tê-la devolvida amanhã mesmo pelo time de Cuca.

Quem saiu da Z-R foi o Flu, com um gol salvador de Thiago Neves, no fim do jogo (aos 39) do Maracanã com 12 mil torcedores, um alívio para o tricolor, que pode, no entanto, voltar amanhã mesmo dependendo do que seus concorrentes obtiverem.

Por Juca Kfouri às 20h16

Bahia derruba o Corinthians

Do primeiro tempo só vi a falha clamorosa de Felipe no gol do Bahia e algumas, não sei se todas, as chances desperdiçadas pelo Corinthians, com duas bolas na trave, inclusive.

Ele dirá que foi culpa da camisa nova, amarela...

O segundo tempo vi inteiro.

Com só um time jogando, o outro se defendendo.

Até porque Douglas entrou no lugar de Lulinha, que, ao que entendi, jogou mal nos primeiro tempo.

Mas o Corinthians continuou a perder gols imperdíveis.

E a errar passes de maneira indesculpável.

Ali pelos 20 minutos, a torcida, que até então só apoiava, passou a dar compreensíveis sinais de irritação.

E Saci, que salvou a invencibilidade alvinegra no jogo diante do Santo André, entrou no lugar de Eduardo Ramos.

Mas ninguém, rigorosamente ninguém, jogava bem no time de Mano Menezes e o Bahia nem tinha maiores dificuldades para cozinhar o jogo.

Aos 37, Careca entrou no lugar de Fabinho, ele que é um atacante de 18 anos, vindo do futebol do Mato Grosso do Sul.

Em vão.

Aos 44, Acosta ainda teve mais uma chance de gol, como Fábio Ferreira tivera outra minutos antes.

E, aos 47, Careca tentou o gol em vez de dar a Herrera, na cara do goleiro.

A arbitragem, corretamente, deu 5 minutos de acréscimos, por causa da lentidão baiana.

O Bahia mantinha, com eficácia, seus 11 jogadores na defesa e o Corinthians atacava com 10, inutilmente.

Na triste tarde em que Dercy Gonçalves morreu aos 101 anos bem vividos, o Corinthians, aos 98, nem sequer invicto mais é na Segunda Divisão.

E ainda há quem diga que o Corinthians faria bom papel na Série A...

Segundo invicto, aliás, que cai aos pés do Bahia.

O Avaí já tinha caído, só que, na Bahia.

Bahêeea, Bahêeea, Bahêeea, era só o que se ouvia no Pacaembu, com 36 mil torcedores.

Por Juca Kfouri às 18h10

Teatrinho x Futebol

O comentário sobre o jogo entre Corinthians e Bahia de hoje, os únicos campeões brasileiros na Série B (cinco títulos acumulados), será publicado mais tarde do que habitualmente.

Porque às 16h, na Livraria da Vila, na Alameda Lorena, verei a encenação, pelo grupo Grande Urso Navegante, de Laerte Asnis, da peça "O passe e o gol", baseada no texto do livrinho infantil que escrevi anos atrás.

Você está convidado(a) e não poderá reclamar, desta vez, que eu não avisei.

Por Juca Kfouri às 11h38

Ricardo Teixeira despenca

Ricardo Teixeira despencou na eleição da Time em busca dos melhores e dos piores cartolas do mundo.
 
Já está em 29o. lugar, entre 35 candidatos, e com média, coincidentemente, 29.
 
Nas últimas cinco horas, ele caiu oito posições e viu sua média despencar de 45, que já era baixa, para 29.
 
Impressionante!

Clique aqui para ver como anda a eleição

Por Juca Kfouri às 23h04

18/07/2008

Futebol é pra mulher

Computadas 1000 opiniões, 88,60% delas acreditam mais no futebol feminino do que no masculino do Brasil em Pequim.

Tudo bem.

Mas se o time de Dunga pegar um mínimo de entrosamento, pode surpreender.

Por Juca Kfouri às 22h59

Movimento 'Fica, Grego!'

Por JOSÉ MANSSUR*

 

Foi triste. 

Os jogadores lutaram muito e o treinador fez, consideradas as parcas condições que deram a ele, até que um bom trabalho.  

Mas não deu. Não foi o suficiente.  

Não foi uma comoção. O povo não sofreu diante da TV e também não chorou pela derrota. 

Aliás, a maioria nem deve ter ficado sabendo.  

Quando ligarem suas TVs nas madrugadas de agosto, durante os Jogos Olímpicos de Pequim, vão se perguntar “que dia o Brasil joga no basquete masculino”? 

Não estréia.

O Brasil não se classificou para as Olimpíadas, mais uma vez.

Não foi para Sidney 2000, Atenas 2004 e agora não vai para Pequim 2008.

Só aí o sujeito vai ficar sabendo do que aconteceu hoje.  

Hoje, 18.7.2008, a Seleção Brasileira de Basquete Masculino perdeu da Alemanha no Pré-Olímpico Mundial da Grécia e ficou fora de sua terceira olimpíada seguida.

Li na internet que é o maior “jejum olímpico da história do basquete brasileiro”.  

E quase ninguém ficou sabendo.

 E nós que já gostamos tanto de basquete.

 Já lotamos o Ibirapuera e o Maracanãnzinho para finais de campeonatos estaduais.

 Já fomos bi-campeões do mundo no masculino.

Campeões do mundo do feminino. Já gostamos tanto de basquete, hoje somos tão indiferentes.  

Quem não sabe que o basquete masculino não irá a mais uma Olimpíada, também não deve saber que não temos mais campeonato brasileiro por aqui.

 Dos dois últimos, um não acabou e outro não teve a participação dos clubes de São Paulo.  

O sujeito morrendo de sono que vai descobrir que não tem Brasil no basquete masculino olímpico deverá se perguntar quem é o culpado por toda essa tragédia que nos acometeu. 

A culpada primaz é a CBB, na figura do seu Presidente, o Grego.

O tal jejum olímpico é o resultado mais destacado do período de 11 anos de Grego à frente da CBB.  

Apesar de terem sido feitas inúmeras outras bobagens de menor repercussão. 

E aí o sujeito vai querer saber como que alguém com essas credenciais fica desde 1997 na presidência da CBB e ninguém o tira de lá.

Fica porque foi eleito e re-eleito pelos presidentes das federações estaduais, em eleições que tiveram graves denúncias de irregularidades. 

Então esses presidentes das federações estaduais também são culpados.

 E, no final da linha, são culpados também os dirigentes dos clubes que elegem os presidentes de federação e que não são suficientemente competentes para organizar a “revolução” de que o basquete precisa, justiça seja feita a algumas honrosas tentativas.  

E quem gosta do basquete, como eu, ficamos todos nas mãos dessa gente.  

E não tem quem tire essa gente dos seus cargos porque eles se escoram numa tal “autonomia das entidades esportivas” que fizeram incluir na nossa Constituição exatamente para assegurar “plena, ampla e irrestrita” liberdade para o cartola administrar a modalidade como bem quiser, muitas vezes criando regras esdrúxulas para garantir indefinidas eleições.  

Mesmo se o resultado disso for a degradação do esporte, como está acontecendo com o basquete.

A “autonomia”, no caso, é como a licença para matar do 007.

No caso, a autonomia é a licença para matar um esporte.  

E olha que a Lei Pelé diz, expressamente, que o esporte “integra o patrimônio cultural brasileiro e é considerada de elevado interesse social” (art. 4º).

Ou seja, por conta da autonomia constitucional, há, no Brasil, gente com liberdade para acabar com o patrimônio cultura. Mazelas das nossa leis.  

Mas, enquanto elas estão aí e com elas temos que conviver, inclusive com a tal da autonomia – licença para matar do cartola, só nos resta o movimento social organizado.  

Para quem gosta de basquete, estamos lançando o movimento “Fica, Grego!”. 

Como o Pré-Olímpico Mundial está sendo realizado na Grécia e o Grego deve ter esse apelido por ser grego (ou descendente), nossa última esperança é que ele se prenda às suas raízes e resolva ficar por lá.

 E pra CBB não volte mais. I

sso não muda a estrutura inteira, mas esteja certo de que é será um ótimo começo.  

Fica Grego!

Fica na Grécia!!

Por favor!!!

Dê a nós uma esperança de ressurreição do nosso basquete.

*José Manssur é advogado e basqueteiro militante.

Por Juca Kfouri às 19h46

Time escolhe os melhores e piores cartolas do mundo

A principal revista semanal dos Estados Unidos, a Time, está escolhendo, por votação dos internautas, os melhores e piores executivos esportivos do mundo.

Por enquanto, com 2285 votos e média 85, Sir Alex Ferguson está em primeiro lugar.

Há apenas um brasileiro na lista, ele mesmo, Ricardo Teixeira.

Que está em 21o. lugar numa lista de 35 nomes, com média de apenas 45 pontos.

http://www.time.com/time/specials/packages/article/0,28804,1820667_1819759_1819786,00.html
 

 

Por Juca Kfouri às 17h58

Abraço de protesto

O Galo receberá o Coritiba neste domingo, no Mineirão, às 18h10.

Antes, porém, o verdadeiro torcedor atleticano tem seu maior compromisso: às 16h, para protestar contra os desmandos da cartolagem que fazem do centenário do CAM uma verdadeira via crucis, a torcida abraçará o Mineirão.

Quem está vivo não pode faltar, quem está morto tem de se levantar. 

Por Juca Kfouri às 15h08

Sul invicto!

Por CÉSAR CALDAS

Os cinco clubes do Sul brasileiro que disputam a Série A já disputaram 30 dos 95 jogos (pouco menos de 1/3, ou exatos 31,5%) que farão em casa ao longo do campeonato.

E estão invictos.

Foram 19 vitórias e 11 empates, somando 68 dos 90 pontos possíveis.

Um aproveitamento de consideráveis 75,5%.

Marcaram 50 gols e sofreram apenas 15, acumulando um saldo positivo de 35.

Média: 1,66 gols feitos x 0,50 gols sofridos.

Os 11 times do Sudeste (quatro paulistas, quatro cariocas e três mineiros) já foram derrotados 11 vezes em seus próprios domínios.

Os três times do Nordeste (Sport, Náutico e Vitória) já sofreram quatro derrotas em casa.

O único do Centro-Oeste (Goiás) perdeu um jogo em casa.

É bem por isso que nenhum dos times do Sul está na Zona do Rebaixamento.

Quando jogam no Couto Pereira, Baixada, Scarpelli, Olímpico e Beira-Rio, não tem para ninguém.

Grêmio: 4 vitórias e 2 empates;

Figueirense: 4 vitórias e 2 empates;

Internacional: 5 vitórias e 1 empate;

Coritiba: 4 vitórias e 2 empates;

Atlético Paranaense: 2 vitórias e 4 empates.

E lá se foi o primeiro terço do campeonato.

Se nos outros 2/3, esses cinco times repetirem a mesma performance caseira, é muito provável que todos, no mínimo, consigam vaga na Sul-Americana.

E ao menos dois deles disputem o título, garantindo-se na Libertadores de 2009. 

Por Juca Kfouri às 14h06

Da 'Folha', de ontem

JUCA KFOURI

Gilmar e Tarso


Um era goleiro, dos bons e, na verdade, tem um y no nome. O outro foi jornalista e era, também, gaúcho

GYLMAR dos Santos Neves pegava até pensamento na minha cabeça de criança. Quando não pegava, espanava os ombros e mandava seus companheiros à forra com a garantia de que no gol dele a bola não entraria mais.
Pela seleção brasileira sagrou-se bicampeão mundial, em 1958/62, no sentido que bicampeão tinha até então, dois campeonatos consecutivos, coisa que o tri avacalhou, como se pode verificar em nossos melhores dicionários. E bicampeão mundial só existe um goleiro no mundo, ele mesmo, Gylmar, responsável por uma geração de xarás, alguns goleiros de boas passagens, outros anônimos -e muitas vezes o melhor é ficar anônimo, pois não.
O nosso Gylmar jogou no Corinthians e no Santos e está na seleção de todos os tempos de ambos, além de estar, também, na brasileira.
Não bastasse isso tudo para ser um ídolo perfeito, além de homem bonito, elegante, extremamente educado e gentil, um dia, depois de uma crise de peritonite, visitou este colunista ainda em projeto, com 9 anos de idade, no Samaritano, levado pelo cirurgião que me operara, o saudoso dr. Athiê.
Tudo porque, vizinhos, o médico disse ao jogador que havia um fã dele em estado grave no hospital.
Deste Gylmar eu jamais me esqueço ou esquecerei -e o curioso é que tenho uma história semelhante com outro grande goleiro, Carlos Castilho, do Fluminense, reserva de Gylmar nas duas Copas, da Suécia e do Chile, mas que fica para uma outra vez.
Gylmar, que adotou o y só depois que parou de jogar, é paulista de Santos. Sofreu um derrame e segue em frente com o carinho de todos. Já o jornalista Tarso de Castro
também era bonito, além de galanteador, extremamente criativo e anárquico. Um vulcão em permanente erupção no eixo Rio-São Paulo e adjacências.
Fundador e afundador do Pasquim, tinha uma coluna na Ilustrada como tem a Mônica Bergamo.
E, quando não tinha notícia, inventava. De maneira a não prejudicar ninguém com suas loucuras. Este colunista, por exemplo, era uma de suas vítimas preferenciais.
Chamava-me de "gatável", seja lá o que isso for, e adorava contar que Thomaz Souto Corrêa, vice-presidente da editora Abril e, então, meu chefe, brigara comigo por causa da Doris Day...
Mais non sense impossível, embora o dono da editora vira e mexe perguntasse a um ou a outro o que estava acontecendo entre nós...
Esse gaúcho de Passo Fundo morreu cedo, aos 50 anos, e deixou um filho também muito talentoso.
Tinha mil defeitos, como todos, mas jamais usou as palavras para esconder o pensamento, ao contrário.
Não foi, certamente, pensando nele que o humorista imaginou a figura de Rolando Lero, imortalizada pelo ator Rogério Cardoso.
Gylmar e Tarso devem ter se cruzado pela vida, mas não sei de nenhum encontro entre ambos e, agora, não há como saber.
Mas, com certeza, fariam uma dupla maravilhosa.
Eram, entretanto, outros tempos, muito mais românticos, muito menos pragmáticos e cínicos.
Protógenes só sei deste. Que errou aqui ou ali, mas só merece respeito.

Por Juca Kfouri às 00h49

O campeonato esquenta cada vez mais

A 12a. rodada terminou com uma novidade e uma confirmação:

a novidade foi a derrota do Flamengo, a segunda em todo o Campeonato Brasileiro, a primeira fora de casa;

a confirmação foi a da invencibilidade do Coritiba no Couto Pereira, com quatro vitórias e dois empates.

O Cruzeiro agora está a apenas dois pontos do Flamengo.

A rodada fechou com 29 gols, quase três por jogo e com a média de 17.515 pagantes por partida, muito boa para um meio de semana.

Ao empatar com o Vasco o Goiás permaneceu na zona do rebaixamento e ao vencer o Galo o Inter ficou a apenas três pontos do G-4.

O Campeonato Brasileiro pega fogo.

 

Por Juca Kfouri às 00h02

17/07/2008

Coritiba pára o Mengo; Inter sobe e Vasco só empata

O jogo corria sem maiores sobressaltos até que, aos 17 minutos, Rodrigo Mancha, do Coritiba, resolveu arriscar um chute da intermediária.

A bola desviou num defensor do Flamengo e deixou Bruno vendidinho da silva.

Coritiba, invicto no Couto Pereira, 1, Mengo, líder, 0.

Couto Pereira com mais de 35 mil torcedores, mais de 33 mil pagantes.

Era tudo que todos queriam, menos a torcida do Flamengo.

Flamengo que, diga-se, não se entregou, tentou, mas não conseguiu o empate na estréia de sua nova camisa, bonita, aliás.

Edson Bastos, por exemplo, pegou uma bola de Obina só porque deve ter parte com Deus, ou com o diabo.

Para quem veio da Série B, eis que o Coritiba já derrotou Palmeiras, Fluminense e Flamengo, entre outros. Não é pouco.

Enquanto isso, com gol de Nilmar, aos 6, de cabeça depois de cruzamento de Marcão, no Beira-Rio, o Inter derrotava o Galo que deve agradecer aos céus por ter apanhado só de 1 a 0.

O Colorado já está só a três pontos do G-4.

E a herança maldita de Eurico Miranda sofria mais um revés, em São Januário, ao só empatar com o Goiás, 1 a 1, gol de Romerito, aos 42, também do primeiro tempo e de Luizão, aos 46, do segundo.

O Goiás não saiu da Z-R.

Por Juca Kfouri às 22h28

Goleada de Protógenes

Com quase 1300 respostas, 78% gostam mais do delegado Protógenes Queiroz, 12% do presidente do STF Gilmar Mendes e 10% do ministro da Justiça, Tarso Genro.

Claro que o procurador Rodrigo de Grandis e o juiz Fausto de Sanctis são hors concours.

Por Juca Kfouri às 21h35

O Brasil inteiro (ou quase) é Coritiba hoje

Quase o país inteiro torcerá nesta noite pelo Coritiba.

Verdade que este quase é enorme, porque, além de toda a torcida rubro-negra do Flamengo, engloba, ainda, a torcida rubro-negra atleticana.

Se considerarmos, também, que a segunda maior torcida do país está desinteressada sobre as coisas da Série A, é capaz mesmo deste quase ser quase a metade do Brasil.

Mas, sem dúvida, se o time coxa conseguir, ao menos, manter sua invencibilidade no Couto Pereira, o Campeonato Brasileiro receberá mais um alento, pois o vice-líder Cruzeiro ficará a apenas três pontos do Fla.

Só que a tabela continua boa para o time carioca, que enfrentará o Vitória, no Maracanã, no domingo, enquanto o Cruzeiro pega a pedreira Grêmio  no Olímpico, no sábado.

Pena que o Mengo comece a se desmanchar, de maneira a botar em risco tudo o que fez até aqui.

Por Juca Kfouri às 14h55

A noite de ontem foi animada e a de hoje promete

Em sete jogos pela 12a. rodada do Brasileirão, nada menos do que 25 gols, 3,5 por jogo.

E mais de 110 mil torcedores, média superior a 15 mil pagantes por partida.

O melhor público foi no Barradão, com 35 mil torcedores e o pior foi no Canindé, com pouco mais de 2 mil.

E hoje, nos três jogos que vão ser disputados às 20h30, dois devem ter grandes públicos.

Em Porto Alegre, no Beira-Rio, jogam Inter e Atlético Mineiro e, principalmente, em Curitiba, no Couto Pereira, Coritiba e Flamengo, o líder do campeonato.

No outro jogo, em São Januário, Vasco e Goiás não devem atrair muita gente.

Cruzeiro, a duras penas, Palmeiras e São Paulo, esbanjando superioridade, e Portuguesa, dramaticamente, foram os quatro grandes vencedores de ontem, numa noite de apenas um empate entre Sport e Grêmio e duas goleadas, do Botafogo e do Figueirense.

Fluminense e Santos seguem no grupo dos rebaixados, o que, se não precisa ser ainda motivo de preocupação para o tricolor, deve sim tirar o sono dos santistas.

Por Juca Kfouri às 00h47

E nove gols nos três jogos das 21h45

Léo Lima voltou a jogar bem, Denílson acertou um cruzamento precioso na cabeça de Kléber e ele, além desse primeiro gol, aos 34 do primeiro tempo, marcou mais um, logo aos 4 minutos do segundo, agora depois de bola alçada por Leandro.

Bela vitória do Palmeiras.

O Fluminense tinha equilibrado o bom jogo no Palestra Itália nos 45 minutos iniciais e havia empatado com Washington, também de cabeça, depois de passe de Thiago Neves, em seguida ao gol palmeirense.

Já no segundo tempo o time paulista foi muito melhor.

Em outra boa jogada de Denílson, Valdívia mandou no travessão depois de ligeiro desvio de Fernando Henrique, que salvou mais uma chance de Diego Souza, tamanho o domínio do alviverde, em noite apagada de Thiago Neves, Dodô, Conca e Washington.

Maicosuel entrou no lugar de Denílson e, aos 32, depois de ótima jogada de Leandro indo à linha de fundo, matou o jogo ao fazer o justo 3 a 1.

O Palmeiras voltou ao G-4 e o Flu ficou na Z-R.

Quem saiu do G-4 foi o Vitória, derrotado pelo São Paulo em pleno Barradão, por 3 a 1.

O primeiro gol foi de Hugo, de cabeça, depois de passe de Hernanes, aos 13 do primeiro tempo.

Foi outro jogo equilibrado no primeiro tempo, mas sem as emoções da partida no Palestra.

O Vitória havia feito um gol que o bandeira anulou por ter visto a bola sair pela linha de fundo, algo que não ficou inteiramente claro pela TV.

Mas, mais uma vez, o tricolor ganhou uma partida de seis pontos, na casa do adversário, além de ter sabido controlar o ímpeto da bem organizada equipe baiana.

Mesmo sem um centrovante especialista, o São Paulo liquidou o jogo com Dagoberto, em linda jogada pessoal pela esquerda da área, aos 28, do segundo tempo.

Éder Luís, para não deixar dúvida, ainda fez mais um, o terceiro do tricolor, em arrancada empolgante do meio de campo, aos 35.

Dinei ainda diminuiu para o Vitória, rigorosamente um gol de honra, que o rubro-negro fez por merecer.

E, no Mineirão, o Cruzeiro mandou bola no travessão com Jadílson, viu Galatto fazer grandes defesas, viu Reinaldo perder gol feito,viu, também, o Furacão perder duas boas chances, sofreu, lutou, brigou e, aos 40 do segundo tempo, fez seu gol, chorado, suado, com Elicarlos.

E ficou a dois pontos do Flamengo líder, que tem o Coritiba pela frente amanhã, no Couto Pereira. 

Por Juca Kfouri às 23h53

16/07/2008

Mais oito gols nos dois jogos das 20h30

A Portuguesa perdia de 2 a 0 do Náutico no intervalo, no Canindé.

A pequena torcida rubro-verde pedia a cabeça do técnico Benazzi no intervalo, no Canindé.

Enquanto a torcida pedia a cabeça dele, ele orientava o time que voltou diferente, depois do intervalo, no Canindé.

Tão diferente que logo aos 2 minutos diminuiu.

Tão diferente que, aos 38, empatou.

E tão diferente que, aos 45, virou.

E Benazzi de besta voltou a ser bestial ao comandar o vira-vira da Portuguesa, com certeza.

Mas resultado ótimo mesmo foi o do Figueirense, que enfiou 3 a 0 no Santos, em Floripa, depois de marcar 2 a 0 no primeiro tempo.

E resultado péssimo mesmo foi o do Santos, que levou de três e esqueceu o que é ganhar, vice-lanterna do Brasileirão.

Por Juca Kfouri às 22h28

Oito gols nos dois jogos das 19h30

Enquanto no Engenhão o Botafogo cumpria com sua obrigação e goleava o Ipatinga por 4 a 0 (3 a 0 só no primeiro tempo), na Ilha do Retiro, com 25 mil torcedores, Sport e Grêmio fizeram um jogo estranho.

Tão estranho que deveria ter começado pelo segundo tempo e ficado nisso.

Porque o primeiro tempo praticamente não existiu, monótono, sonolento, uma chatice.

Em compensação, o segundo foi ótimo.

Começou com o Sport mandando uma bola na trave com Dutra no primeiro minuto.

Continuou com o Grêmio fazendo 1 a 0, aos 7, com William Magrão em belo lance na área.

Seguiu com o empate depois que Fumagalli botou a bola na cabeça de Durval, aos 15, algo que o Sport nem teve tempo de comemorar.

Porque o Grêmio desempatou com Rodrigo Mendes, dois minutos depois, de peixinho, meio sem ângulo, em cruzamento de Marcel.

E culminou com o justo empate do Leão, em cobrança de falta dele, Fumagalli, o bom filho que à casa retornou com juros e correção monetária.

Enquanto tudo isso acontecia, tanto o goleiro Magrão quanto Vitor fizeram belas defesas.

Verdade que Celso Roth deve estar bravo, porque viu sua defesa falhar demais, principalmente com Pereira.

E Nelsinho Baptista pode estar chateado, porque, no finzinho, o Sport teve pelo menos mais duas chances para vencer e não aproveitou.

Por Juca Kfouri às 21h28

Caio Júnior fez bem!

Com mais de 6500 opiniões, 55% dos amigos do blog fariam como fez Caio Júnior e permaneceriam no Flamengo.

É bom constatar que muita gente não acha que dinheiro é tudo na vida.

Por Juca Kfouri às 19h45

O novo Gre-No-Li?

Por ROBERTO VIEIRA

Final da década de 40.

A Federação Italiana de Futebol permite a contratação de estrangeiros.

E o Milan contrata o trio atacante da Suécia, campeã olímpica.

O famoso trio Grenolin: Gunnar Gren, Gunnar Nordahl e Nils Liedholm.

Trio que desfalcaria a Suécia contra o Brasil na Copa de 50.

Mas que voltaria para o vice-campeonato de 1958. Em casa.

Final dos anos 80.

O Milan importa a segunda geração de ouro dos holandeses.

Van Basten, Gullit e Rijkaard.

E sai para conquistar o mundo pelas mãos de Berlusconi.

Como um novo Real Madrid de Santiago Bernabeu.

Começo do século XXI.

O Milan já possui Kaká. Melhor jogador do mundo em 2007.

O Milan já contratou Alexandre Pato, promessa de gols e títulos.

O Milan contrata Ronaldinho Gaúcho. Ronaldinho que é dúvida entre os torcedores de todo o mundo.

Mas conhecendo o Milan, é só dar tempo ao Milan.

E tratar de batizar o novo trio rossonero.

Por Juca Kfouri às 13h13

Ronaldinho jogará em Pequim

O Milan acaba de informar que Ronaldinho Gaúcho está liberado para defender a Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos.

Segundo o clube, como ele já tinha esse compromisso com a CBF e ainda não estava contratado pelo Milan, sua liberação se impõe, diferentemente de outros casos, como o de Kaká, que o rubro-negro milanês vetou.

Por Juca Kfouri às 11h56

Ronaldinho vai jogar no Milan. Vai jogar em Pequim?

Acabou a novela Ronaldinho Gaúcho.

O Milan o contratou e tem agora um trio de atacantes brasileiros, Kaká, Pato e Ronaldinho.

Continua a novela Ronaldinho Gaúcho.

Será que ele vai defender a Seleção Brasileira nas Olimpíadas?

O Barcelona tinha vetado e o Milan ainda não se manifestou.

Há quem jure que seria uma exigência de Ronaldinho a liberação por parte da equipe milanesa, sem o que ele não assinaria o contrato.

Só as próximas horas, no entanto, dirão se foi isso mesmo.

Porque o Milan não liberou Kaká, que está acima dos 23 anos e liberou Pato, que está abaixo, seguindo à risca a determinação da Fifa.

Ronaldinho está acima, mas, enfim, está chegando agora, diferentemente dos outros dois.

Seja como for, libere-o ou não, se o Milan fizer Ronaldinho recuperar a alegria de jogar futebol o futebol agradecerá ao Milan. 

Comentário para o Jornal da CBN desta quarta-feira, 16 de julho de 2008.

http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/comentarios/jucakfouri.asp  

http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/programas/cbnesporteclube.asp

 

 

Por Juca Kfouri às 01h10

Estômago embrulhado

Não me pergunte por quê.

Mas desde por volta das 21h da noite de hoje que estou sentindo engulhos.

E como você não tem nada com meu estômago, melhor poupá-lo e curtir minhas ânsias sozinho.

Prometo voltar amanhã menos enjoado, ou melhor, menos enojado.

Ah, em tempo: nunca dantas neste país tinha visto algo parecido.

Por Juca Kfouri às 23h38

15/07/2008

Caio Júnior fica. E você o que faria?

Caio Júnior teve o seu dia do fico, para o bem de todos e felicidade geral da nação rubro-negra.

Ele trocou o certo pelo incerto, uma proposta recusável, tanto que a recusou, do futebol do Qatar, por um contrato até dezembro de 2009 e um aumento no Flamengo.

Caio Júnior tem plena consciência que pode fazer sua independência mais adiante, pois tem apenas 43 anos.

E sabe também que se acontecer uma improvável sucessão de insucessos na Gávea pode ficar a ver navios, ou melhor, a imaginar petroleiros.

Mas preferiu investir na possibilidade de levar o Flamengo ao hexacampeonato brasileiro.

Um gesto de coragem que, tomara, a direção rubro-negra saiba reconhecer se acontecer um momento de crise.

Você trocaria os petrodólares árabes na mão por dois anos de contrato com o Flamengo? 

Por Juca Kfouri às 00h46

14/07/2008

Da coluna de Neto, hoje, no 'Estadão'

Corinthians empatou com o Santo André e continua líder da Série B.

Essa vai ser a tônica até o final da competição.

O destaque desse jogo especificamente foi a boa participação do Marcelinho Carioca, que, mesmo fazendo o gol do time do ABC, será para sempre (diga-se de passagem, com todos os méritos) um dos maiores ídolos da história corintiana.

Só acho que, na carreira dele, poderia ter havido mais autenticidade e menos hipocrisia.

Falar uma coisa e fazer outra prejudicou muito o Marcelinho como jogador.

Tanto é que no meio do futebol e da imprensa ele ainda passa muita desconfiança.

Por Juca Kfouri às 14h22

Desfaçatez!

Pensei muito se comentaria ou não a entrevista de Carlos Alberto Parreira ao programa "Esporte Espetacular".

Em respeito ao passado dele, embora manchado pelos episódios da Copa da Alemanha e por sua súbita mudança de opinião em relação à exportação de pé-de-obra (antes contra, mas, depois que voltou para a CBF, a favor), pensei em nada comentar.

Só que não agüento.

Dizer agora que tinha jogador fora do peso revela o quê?

Revela, no mínimo, uma baita desfaçatez, porque ele não só negava quando os jornalistas críticos perguntavam a respeito como, lembremos, xingou esses jornalistas de tudo que era nome num dos gols de Ronaldo durante a Copa.

Além do mais, Parreira trai os que comandou, ou melhor, os que se impuseram a ele a tal ponto que os escalou quando tinha outras opções.

Uma lástima!

Por Juca Kfouri às 12h15

Briga de comadres

Ataque anônimo

O ministro dos Esportes, Orlando Silva (PCdoB), quer saber quem é o responsável por e-mails contra ele que andam lotando as caixas de pessoas ligadas ao meio esportivo.
Silva já pediu até a ajuda da Polícia Federal para esclarecer o enigma.
O ministro, porém, tem uma desconfiança. Segundo pessoas ligadas a ele, Silva acha que quem está por trás das críticas é seu antecessor no Ministério, Agnelo Queiroz, que deixou recentemente o PCdoB e se filiou ao PT.

Está na "Istoé" desta semana.

 

Por Juca Kfouri às 12h09

13/07/2008

Pela primeira vez em 2008, mais de 210 mil torcedores nos 10 jogos do fim de semana do Brasileirão

A décima primeira rodada do Brasileirão foi, também, a primeira em que a média de público superou a casa dos 20 mil pagantes por jogo.

Aliás, foi a primeira que superou a casa dos 19 mil, dos 20 mil e dos 21 mil pagantes por jogo, porque a média foi de 21.211 torcedores.

Muito porque Flamengo e Vasco tiveram 63 mil pagantes e apesar dos 2371 de Ipatinga e Figueirense.

Gols foram 29, quase três por jogo.

Nenhum paulista está no G-4, composto por Flamengo, com 26 pontos, cinco adiante do vice-líder Cruzeiro e do terceiro colocado, o Grêmio, e seis adiante do Vitória, o quarto.

Mas tem time paulista na Z-R, a zona do rebaixamento.

Nela estão, o Goiás, o Fluminense, já quase de saída, o Santos e o Ipatinga.

E o campeonato prossegue no meio de semana, com sete jogos na quarta-feira e três na quinta, entre estes o do líder Flamengo, contra o Coritiba, no Paraná.

Em casa, no Couto Pereira, o Coritiba jogou cinco vezes até agora, ganhou três e empatou duas.

Por Juca Kfouri às 21h29

Mengo, Sport, Grêmio e o blog: impossíveis!

Para os jogos das 18h10 até que o blog não foi tão bem, nem tão mal, modestamente, porque errou feio uma previsão e acertou outras duas.

Também, pudera: quis desafiar o líder Mengão que fez o que o blog temia, abriu vantagem ainda maior sobre o vice-líder, agora o Cruzeiro, cinco pontos atrás.

Disse o blog:

"O Vasco ganhará do Flamengo neste domingo porque o Campeonato Brasileiro precisa esquentar ainda mais e Roberto Dinamite anda iluminado.

Mesmo que o Flamengo tenha mais time que o Vasco".

Pois é, o Maracanã falou diferente do blog.

O Flamengo fez 3 a 1 com os pés nas costas, porque é mesmo muito melhor que o rival.

Abriu o placar cedo, graças a um pênalti desnecessário em Juan e batido por Ibson, aos 9.

Mandou no jogo como quis até que Fábio Luciano se aproveitou de outra lambança, desta vez de Eduardo Luiz e fez 2 a 0.

O clássico com mais de 67 mil torcedores presentes seguia ao estilo rubro-negro quando Cristian pegou um chute lindo, aos 19 do segundo tempo e fez 3 a 0.

Marcinho jogou mal e deu lugar a Obina, mas Roberto Dinamite e Márcio Braga viram mesmo o jogo lado a lado, numa demonstração de civilidade que há tempos não se via em nosso futebol, ponto a favor da paz nos estádios.

Alegria o Vasco só teve uma, com o gol de Alex Teixeira, ao receber de Edmundo, já aos 39.

Sobre o clássico pernambucano, o blog não deixou dúvida:

"E o Sport ganhará do Náutico porque tanto o Timbu quanto o Santa Cruz morrem de medo do Leão."

Houve protestos, coisa e tal, mas Carlinhos Bala fez 1 a 0 ainda no primeiro tempo, aos 10, e Durval liquidou o jogo aos 3 do segundo tempo, depois de falta cobrada por Fumagalli, o bom filho que à casa retornou e trouxe sorte.

Por fim, a última, no cravo:

"O Grêmio atropelará a Portuguesa porque o Grêmio é o Grêmio e a Portuguesa é a Portuguesa".

Tá bem, foi quase na ferradura, porque a Lusa saiu na frente, aos 30, em belo gol de Rogério, o Grêmio teve que se virar para virar, com dois gols de Marcel, um em cada tempo, aos 36 e aos 30, de cabeça e com o pé.

Quer dizer, atropelar não atropelou, mas ganhou.

E o saldo do blog foi amplamente favorável a tal ponto que este ficará um bom tempo sem dar a cara aos tapas amigáveis dos blogueiros. 

Por Juca Kfouri às 20h08

A bola de cristal do blog funcionou!

Vejamos o que dizia este blog, no sábado, sobre os jogos das 16h deste domingo.

"O São Paulo derrotará o Palmeiras amanhã porque não pode despencar como aconteceria em caso contrário."

E derrotou. E derrotou só por 2 a 1 porque estava com má pontaria, principalmente Dagoberto, fundamental na parte tática para desorientar o Palmeiras, mas descalibrado.

O 1 a 0 do primeiro tempo, gol de André Dias em bola cruzada por Jorge Wagner que São Marcos poderia ter cortado, foi profudamente injusto, porque o tricolor jogou para enfiar, no mínimo, uns 3 a 0.

Verdade que o Palmeiras equilibrou no segundo tempo, não a ponto de merecer mais do que conseguiu.

O segundo gol são paulino só saiu quando Dagoberto deu lugar para Éder Luís e este, em seu primeiro lance, tocou, recebeu de volta e fuzilou.

Jeci ainda descontou, quando já não dava mais tempo.

O São Paulo não só perdeu uma chance de golear o rival como perdeu Borges, com luxação no cotovelo.

Mas não perdeu, outra vez, um jogo de seis pontos, como já é habitual nos comandados de Muricy Ramalho.

E o que disse o blog sobre o clássico mineiro?

"O Cruzeiro ganhará do Galo porque tem mais time que o rival".

E ganhou. E ganhou também por 2 a 1.

Começou pressionando o Galo que só teve um escanteio quando o Cruzeiro já tinha cinco.

Mas quem saiu na frente foi o alvinegro, com Danilinho, graças à lambança de Charles, aos 33.

O zagueiro Thiago Martinelli, no entanto, empatou com categoria (sorte?), ao pegar de primeira a cobrança de um escanteio, aos 36.

Já no segundo tempo, Ramires liquidou o jogo aos 44.

E continua o blog em seus vaticínios:

"Atlético Paranaense e Inter empatarão porque não será bom para nenhum deles, mas também não será nenhuma catástrofe".

E assim foi, 1 a 1, com Alan Bahia marcando de pênalti, aos 13, e Índio empatando para o Inter aos 36, tudo no segundo tempo.

Finalmente, duas pisadinhas, mas nem tanto.

Se não, vejamos:

"O Santos vencerá o Botafogo para evitar que o Corpo de Bombeiros seja chamado à Vila Belmiro."

Não venceu, mas depois de sair perdendo por 2 a 0 no primeiro tempo (Zé Carlos, aos 4, e Wellington Paulista, aos 17) e empatar no segundo, com dois gols de Kléber Pereira, aos 24 e aos 42(!), quem vai dizer que não foi um empate com sabor de vitória? E precisou de Corpo de Bombeiros?

Já em Minas...

"E o Figueirense que se cuide porque o Ipatinga joga melhor a cada jogo, ainda mais no Ipatingão".

Erro? Vá lá. Mas e se o blogueiro disser que o Figueirense tratou de se cuidar tanto que venceu o time mineiro que vinha reagindo?

Quem fez o gol foi Cleiton Xavier, outra vez, aos 19 do primeiro tempo.

Bem, as outras três previsões foram na mosca.

"As mulheres do nosso vôlei baterão as japonesas e os homens os franceses.

E Rubinho Barrichello não vencerá o GP de F1, porque se chama Rubinho Barrichello e não teremos GP de F1 neste domingo".

As seleções de vôlei ganharam de 3 a 0 e não teve F1 neste domingo.

Por Juca Kfouri às 19h00

Um retrato da imprensa esportiva em SP

Eis que lendo o caderno de TV do "Estadão" deste domingo encontrei uma dica e fui conferir.

Nem me lembrava, nem me lembro, das circunstâncias e das pessoas envolvidas na produção do documentário cujos endereços, em três partes, quase 40 minutos ao todo, seguem abaixo.

O título é Fut Mídia S/A e o resultado é bastante interessante:

http://video.google.com/videoplay?docid=2471769443132225999

Aos que forem comentar, lembro: este blog não aceita palavrões.

Por Juca Kfouri às 00h28

Certezas para o domingo desmentir

O Vasco ganhará do Flamengo neste domingo porque o Campeonato Brasileiro precisa esquentar ainda mais e Roberto Dinamite anda iluminado.

Mesmo que o Flamengo tenha mais time que o Vasco.

O São Paulo derrotará o Palmeiras amanhã porque não pode despencar como aconteceria em caso contrário.

Mesmo que o Palmeiras tenha mais time que o São Paulo, o que, aliás, nem é verdade.

O Cruzeiro ganhará do Galo porque tem mais time que o rival.

E o Sport ganhará do Náutico porque tanto o Timbu quanto o Santa Cruz morrem de medo do Leão.

O Santos vencerá o Botafogo para evitar que o Corpo de Bombeiros seja chamado à Vila Belmiro.

O Grêmio atropelará a Portuguesa porque o Grêmio é o Grêmio e a Portuguesa é a Portuguesa.

Atlético Paranaense e Inter empatarão porque não será bom para nenhum deles, mas também não será nenhuma catástrofe.

E o Figueirense que se cuide porque o Ipatinga joga melhor a cada jogo, ainda mais no Ipatingão.

As mulheres do nosso vôlei baterão as japonesas e os homens os franceses.

E Rubinho Barrichello não vencerá o GP de F1, porque se chama Rubinho Barrichello e não teremos GP de F1 neste domingo.

Por Juca Kfouri às 23h33

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico