Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

02/08/2008

Inter vivo, Figueira animado e Goiás goleador

Com menos de 30 minutos estava desenhada a catástrofe, mais uma, para o Fluminense, outra vez no Maracanã.

Dois gols de Nilmar, o segundo belíssimo, aos 5 e aos 27 minutos, afundavam o tricolor e davam ao Inter sua primeira vitória fora de casa.

O Colorado se reabilitava duplamente.

Porque se reabilitava da derrota em casa para o Santos, e da fora para o Ipatinga, e se re-habilitava (perdão...) como candidato ao título, ainda mais por causa dos reforços que chegaram.

O Flu, então, foi para o tudo ou nada e não conseguiu nem uma coisa nem outra: porque o tudo seria virar e o nada seria ficar no zero.

Para o tudo não deu, porque não deu nem para empatar e do nada saiu, porque Somália diminuiu aos 25 do segundo tempo.

O Flu preocupa, cada vez mais.

Porque nada dá certo para ele, que terá o São Paulo, no Maracanã, na próxima rodada e o Ipatinga, no Ipatingão, na última do turno.

Já imaginou o clima do clássico tricolor, que revive a Libertadores recente, e o do clássico dos desesperados em Minas?

Cada vez mais triste, também, é a situação do Naútico, que perdeu mais uma, agora para o Figueirense, plenamente reestabelecido da goleada que sofreu do Grêmio.

O Figueira ganhou de 2 a 1 do Timbu nos Aflitos, algo cuja gravidade, e importância, nem carece de explicação.

E o Goiás tirou o pé da lama: goleou a Portuguesa, no Serra Dourada, por 4 a 0. 

 

Por Juca Kfouri às 20h16

Frustração no Pacaembu

O Corinthians é um time curioso.

Dá sempre a sensação de que vencerá até com facilidade, porque domina seus adversários, com exceção do jogo diante do Paraná Clube, quando pouco criou, mas fez dois gols.

Hoje foi assim, contra o Criciúma, no Pacaembu, com 28 mil torcedores.

Mas como o alvinegro tem uma terrível deficiência na penúltima bola, raramente consegue ter a última.

Quando a tem é em tentativas de fora da área.

E tanto isso é verdade que mais uma vez teve o domínio do jogo, mas quase não obrigou o goleiro catarinense a fazer nenhuma intervenção palpitante.

Ao contrário, Felipe salvou o Corinthians uma vez, já aos 26 minutos do segundo tempo.

E as outras duas chances mais agudas de gol até faltarem apenas 15 minutos para terminar a partida, no começo do jogo e ali pelos 30 da etapa final, foram do Criciúma.

Só aos 37, em lance de calcanhar de Diogo Rincón, Zé Carlos precisou fazer uma defesa mais difícil.

E, aos 44, em cobrança de falta, André Santos enfiou a bola no travessão, bem na forquilha.

Não se diga que o time corintiano não tente, mas falta talento.

E não falta pouco, não.

Seja como for, o time tem cinco pontos de vantagem sobre o vice-líder Barueri e sete sobre o quinto colocado, o Juventude.

Quem vem subindo é o Bahia, o que é bom, apesar de sua inqualificável direção, a três pontos da zona de classificação.

Por Juca Kfouri às 18h02

A reação dos 'saciszeiros'

O jornalista Juca Kfouri colocou em seu blogue a seguinte nota:

Tem um grupo de malucos abrigado no endereço http://www.sosaci.org/ que quer convencer a CBF a adotar o Saci como mascote da Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

Tomara que Ricardo Teixeira, pelo menos dessa vez, não se deixe levar por uma tentação tão populista e demagógica.

Como ter alguém de uma perna só, e ainda de cachimbo na boca, como mascote da Copa?

Não basta uma seleção de pernas-de-pau que fazem propaganda de cerveja?

Ora bolas!

E o José Roberto Torero ainda apóia semelhante maluquice.

Durma-se com um barulho desses.

As respostas de quase cem dos seus leitores bastariam para mostrar a aceitação do Saci como um verdadeiro símbolo nacional. São poucos, pouquíssimos, os que apoiaram suas críticas. E quase sempre (não a nota do Juca, as críticas) num tom preconceituoso, tipo: "imagine os europeus vendo como mascote um negrinho de uma perna só".

Para estes, informo que muita gente já viajou pela Europa com camisetas tendo o Saci estampado no peito e todos relatam a mesma coisa: muita gente perguntando "quem" era ele, se interessando por sua história e finalmente querendo saber como e onde comprar camisetas iguais.

Acredito que depois da Copa de 2014 veremos muitos e muitos europeus, asiáticos, americanos (do Sul, do Centro e do Norte), africanos e australianos (e de outros países da Oceania) ostentando garbosamente o Saci no peito, em camisetas comemorativas do evento, e sabendo um pouco da cultura e da mitologia brasileiras.

Algumas pessoas chegadas a coisas "politicamente corretas" questionam o cachimbo do Saci. Ora, em primeiro lugar, lembro sempre, fumo faz mal pra gente, não pra mito. E mesmo pra gente, não o tradicional "pito" com fumo de corda. Basta ver as imagens existentes de "pretos velhos", quase todos com um ar de paz e sabedoria, pitando seu cachimbinho de barro. E vivendo cem anos.

Além disso, não vejo a mesma implicância com mitos de outros países. Alguém já criticou o romano Baco por suas bebedeiras? E os gregos Édipo, por comer a mãe, e Eletra, por dar pro pai? E os violentos deuses nórdicos? Isso sem falar nos mitos europeus que têm histórias de assassinatos de pais, mães ou irmãos. Por que querem atitudes "politicamente corretas" só dos nossos mitos?

E quanto a uma perna só... ele tem o redemoinho que o conduz melhor do que se tivesse as duas. Como os próprios críticos dizem, já temos jogadores pernas de pau demais. Ora, o Saci com uma perna só é melhor do que eles.

Quanto a ser uma proposta populista e demagógica... bom, tudo que é bem aceito pelo povo hoje em dia ganha esses rótulos, não é?

Reafirmo, como um dos "malucos" que querem o Saci como mascote da Copa, que o Saci é o nosso mito mais popular e não é à toa que é o único conhecido em todos os lugares do Brasil. Tem tudo a ver com o brasileiro. Pobre (vive pelado), perneta e negro (povo vítima de preconceito), é alegre e gozador, brincalhão. E a maioria dos nossos grandes jogadores não são negros? Um que não era, o gênio Garrincha, com comportamento bem "sacizístico", era filho de índio. E o Saci nasceu índio, virou negro com a adoção pelos escravos e ganhou o gorrinho mágico dos europeus.

Enfim, espero que o Juca Kfouri esteja errado e o Ricardo Teixeira, nada chegado às boas maluquices, como essa do Torero e nossa, cometa pela primeira vez uma "maluquice beleza" e apóie esta idéia. Viva o Saci, mascote da Copa de 2014, para desgosto dos gringófilos e das fábricas de chuteiras - ele usa uma só.

Mouzar Benedito

Por Juca Kfouri às 13h11

Ricardo Teixeira na rabeira da Time

Começa a ficar preocupante.
 
Ricardo Teixeira não reage na pesquisa da revista "Time" sobre os melhores e piores cartolas do mundo.
 
Neste momento, e já há vários dias, o digno presidente da CBF está em 35o. lugar numa lista de 35 candidatos.
 
Ele é quem tem o maior número de indicações.
 
Nada menos do que 6355 notas de 1 a 100 foram dadas ao cartola e sua média é de 13!
 
Teixeira tem quase o dobro das indicações do dirigente que está em segundo lugar na pesquisa, Sir Alex Fergusson, manager do Manchester United, que tem média 75 depois de 3283 notas.
 
Em primeiro lugar, com média 80 e 2731 indicações, está o diretor esportivo da Universidade de Kansas, Lew Perkins.
 
O dono do Chelsea, Roman Abromovich é o 17o., com 49 pontos e 1821 indicações;
 
Julio Grondona, presidente da Associção de Futebol  da Argentina, está em 22o. lugar com média 39 e apenas 834 indicações;
 
e um homem como Max Mosley, aquele da Federação Internacional de Automobilismo, chegado num fetiche nazista, está em 25o. lugar, com média 35 e 2127 indicações.
 
Conclamo a todos a tirar o único representante do esporte nacional desta média 13 que, para muitos, não para o Zagallo, dá azar.
 
Mãos à obra!
 
É só clicar em http://www.time.com/time/specials/packages/article/0,28804,1820667_1819759_1819786,00.html .

Por Juca Kfouri às 00h01

Rei morto, rei posto

Por CONRADO GIACOMINI

Na mesma Cincinnati em que Stefan Edberg pôs fim ao longo reinado de 270 semanas de Ivan Lendl á frente do ranking mundial de tênis em 1990, Rafael Nadal desbanca Roger Federer do posto de número 1 do planeta, depois de 235 semanas consecutivas de domínio absoluto do suíço.

Por Juca Kfouri às 23h29

Amanhã vai ser novo dia

Por ADAUTO SUANNES*

"O que mais me preocupa não é nem o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética. O que mais me preocupa é o silêncio dos bons."

Martin Luther King Jr.

 

Quando ele se mandou, muita gente torceu o nariz.

"Logo agora?"

Aí está a sabedoria do homem.

Já imaginou algum jornalista perguntando a ele se ainda indicaria a alguém algum candidato do PT?

Ou então: "Já houve na história recente do Brasil um Ministro da Cultura pior do que o teu colega?"

Aliás, num dos inúmeros DVDs que ele deixou para consolo meu e de todo mundo, ao lhe perguntarem se havia preconceito de cor no Brasil, ele não teve dúvida:

"Pois meu genro não teve de vender o apartamento que tinha em Ipanema, já que os moradores do tal prédio não aceitam preto? Que que eu posso fazer? Sair no tapa?"

Eu seria pouco original se começasse uma crônica sobre o Chico dizendo que esse moço tá diferente.

Pudera, tomando kir no Les Deux Magots e lendo Baudrillard a bordo do Bateau Mouche até eu.

Eu nem precisaria morar na Ille de Saint Louis, ali onde só os chiques e novaes, como a minha amiga Noca, compram apartamentos.

Ser esquerdista na França até o Sartre, meus caros.

Vinhos excelentes, comida boa, companheira compreensiva com tuas puladas de cerca.

Que mais queres?

E, além disso, quando calha, o dia todo no Roland Garros, vendo o Nadal ajeitar a cueca e as meias antes de sacar, ou aplaudir o Federer ganhar mais uma partida de tênis, com aquela fleugma suíça.

A menos que o adversário seja o Nadal, é claro.

O único problema do Sartre foi que bateu um ar nele durante um certo jogo e cada olho ficou fixado num dos jogadores.

Ele conseguia, a partir daí, assistir a uma partida de tênis vendo os dois jogadores ao mesmo tempo, sem ter de estar movendo a cabeça daqui pra lá, de lá pra cá, como nós, pobres mortais.

Un œil sur le chat, l’autre sur le poisson, como diria o Chico, agora metido a falar francês.

Songes et mensonges, sei de longe e sei de cor.

Quando ele canta "acorda, acorda, acorda" ele talvez esteja querendo dizer "d’accord, d’accord, d’accord", depende de quem ouve.

O antigo agitador de massas, que chamava democracia de carnaval e mandava os militares calarem a boca valendo-se de uma homofonia, deu lugar a um tranqüilo avô de três ou quatro netos, alguns deles composições do Carlinhos Brown.

O rosto triste, de alguém que talvez esteja pensando "qual, este país não tem mesmo jeito!", aquele fiapo de voz anasalada de sempre, barriga nenhuma e um par de orelhas que aumentaram de tamanho devido ao rigoroso regime militar, "seulement caviar et champagne, monsieur Chico?", ainda está vendendo saúde.

Coisa da academia Polytheama.

Sou, confessadamente, uma das milhares, talvez milhões, de viúvas do nosso Carioca, como era conhecido na rua Maria Antonia, lá se vão muitas decepções, inconformado com essa besteira de ele querer falar em Benjamins e outras cidades visíveis.

Quem não cantou o "quem sabe faz a hora não espera acontecer" não sabe a efervescência que era aquilo, no tempo em que ser de esquerda era algo um pouco mais do que se chamar Zagallo.

Se você acha que eu não sei que o autor daquele hino era o paraibano Geraldo Pedrosa de Araújo Dias, problema teu.

Os teóricos diziam, e nós acreditávamos, que o socialismo era o filho bastardo do capitalismo.

Aí está a família Bush para ilustrar isso: o atual Bush é aquilo que todos sabemos.

E nem o candidato do seu partido quer o homem por perto.

O Michael Moore já mostrou quem foi o pai do W. num dos esculachos cinematográficos que fez.

E o pai de um e avô do outro?

Gente finíssima!

Prescott Bush robbed Geronimo's tomb and brought his skull and bones to Yale, diz sua biografia, orgulho do neto, certamente.

Violar túmulo de um herói indígena para exibir os ossos como troféu de guerra!

Só mesmo um Bush!

"Mr. Bush - like his father and his grandfather - belonged to Skull and Bones, an elite secret society that includes some of the most powerful men of the 20th century".

A notícia está no CBS 60 Minutes.

Se duvidar, consulte o primeiro Google da rua.

Alguém imagina que daí surgirá algum socialismo?

Nem se o novo presidente fosse negro e muçulmano, meu caro.

Agora, falando sério, eu preferia não falar de política.

Ou dizer, como o Chico, alô, liberdade, levanta, lava o rosto, fica em pé; como é, liberdade? vou ter que requentar o teu café?

Antes o problema da nossa frágil democracia brasileira eram o Legislativo e o Executivo.

Morrendo de inveja, o Judicário resolveu mostrar que também é composto de brasileiros, tal como seus irmãos montesquianos.

E deu no que deu.

Entretanto, quem de nós, os eternos quixotes, não está de acordo em que se deve sonhar mais um sonho impossível?

Lutar, quando é fácil ceder?

Vencer o inimigo invencível?

Negar, quando a regra é vender?

Quem sabe um dia o mundo ainda venha a ver brotar uma flor do nosso impossível chão.

*Adauto Suannes é...brilhante.

http://www.overmundo.com.br/banco/amanha-vai-ser-novo-dia

Por Juca Kfouri às 23h06

01/08/2008

Sábado de bola

Fluminense e Inter no Maracanã.

Que situação!

O tricolor não pode nem pensar em levar outro baile como levou do Cruzeiro no sábado passado.

E o Colorado já bobeou demais, tanto que, se não começar a ganhar, de nada adiantarão os reforços se o objetivo é o tetracampeonato.

Nos Aflitos, quanta aflição!

O Náutico precisa provar que não entrou em decadência e o Figueira já provou, porque depois de goleado pelo Grêmio soube reagir.

E entre Goiás e Portuguesa tudo pode acontecer, inclusive nada.

Ah, sim, todos os jogos às 18h20.

Ah, sim, de novo, pela Série B, de Brasil, no Pacaembu, às 16h10, tem Corinthians e Criciúma.

Certamente o jogo com maior número de torcedores do sábado.

Por Juca Kfouri às 22h45

Gallo cru, Gallo queimado

Em 2007, Gallo estava bem no Sport e o trocou pelo Inter.

Durou 18 jogos -- oito derrotas, sete vitórias.

Em 2008, o repeteco.

Trocou o Figueirense pelo Galo.

Durou 14 jogos -- seis derrotas, quatro vitórias.
Gallo mostrou aos clubes ditos médios que não é de confiança e aos cha mados grandes que não está pronto para eles.

Quem vai querer?

O pior, ou o melhor, dependendo do ponto de vista, é que sempre aparece alguém disposto a achar que a pessoa mudou, amadureceu.

E é o que Gallo precisa fazer.

Porque quando a ambição é demasiada, engole o ambicioso.

Ou, apressado come cru ou queima a língua.

Por Juca Kfouri às 22h40

Otimismo dourado

Dos 3400 blogueiros que responderam sobre as possibilidades de medalhas de ouro do Brasil em Pequim, mais da metade, exatos 52,23% acreditam que será o melhor desempenho brasileiro na história, com mais de cinco medalhas de ouro.

13,71% apostam em três medalhas;

12,03%, pessimistas, não acreditam em medalha alguma;

11,62% acham que será repetida a marca de Atenas, com cinco medalhas;

6,78% imaginam que duas medalhas serão conquistadas e

3,63% acham que apenas uma.

 

Por Juca Kfouri às 10h52

Duas rodadas muito parecidas no Brasileirão (Correção)

A 16a. rodada do Brasileirão acabou sendo muito parecida com a anterior, mas, ainda um pouquinho melhor.

Na verdade, nem tanto, pelo menos em relação aos gols e média de público, aqui informados erradamente, por falta de computar o jogo no Barradão.

No fim de semana passado, por exemplo, tivemos 27 gols.

No meio da semana, 31.

Nos últimos sábado e domingo, a média de público foi de 15 mil e 573 torcedores por jogo.

Ontem e anteontem a média foi de 17 mil e 144 torcedores.

Mas se o Grêmio era o líder na segunda-feira, voltou a sê-lo na sexta, porque passou com louvor pelo Coritiba ontem, em Curitiba.

E se o Ipatinga era o lanterna na segunda-feira, continuou a sê-lo hoje, porque perdeu para o Sport no Recife.

Ah, sim, na 15a. rodada houve uma goleada retumbante com sete gols, 5 a 2 para o Santos contra o Vasco.

Pois na 16a. também houve uma goleada com sete gols, e com o Vasco na parada, só que como algoz, não como vítima: 6 a 1 no Galo.

A 17a. rodada promete...

Por Juca Kfouri às 00h28

Saci não, Ricardão!

Tem um grupo de malucos abrigado no endereço http://www.sosaci.org/ que quer convencer a CBF a adotar o Saci como mascote da Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

Tomara que Ricardo Teixeira, pelo menos dessa vez, não se deixe levar por uma tentação tão populista e demagógica.

Como ter alguém de uma perna só, e ainda de cachimbo na boca, como mascote da Copa?

Não basta uma seleção de pernas-de-pau que fazem propaganda de cerveja?

Ora bolas!

E o José Roberto Torero ainda apóia semelhante maluquice.

Durma-se com um barulho desses.

Por Juca Kfouri às 23h28

31/07/2008

Gallo cai no Galo

Gallo não suportou.

Mais uma vez se deu conta de que não se troca o certo pelo incerto.

E não é mais técnico do Galo.

Que agora vai de Marcelo Oliveira, ex-jogador do clube, técnico das categorias de base, auxiliar técnico do Gallo.

Ziza, o presidente, no entanto, continua.

Como Ricardo Guimarães continuou até que o Galo caísse para a segunda divisão.

Mas, cá entre nós, duas vezes não!

Por Juca Kfouri às 22h55

Edmundo chuta o balde

Morais, Jean e Leandro Bonfim fugiram do pau e se recusaram a jogar contra o Galo.

Edmundo fez questão de registrar a deserção ao fim do jogo ainda no gramado de São Januário.

Morais até foi embora da concentração, como os outros dois, que alegaram estar machucados.

Edmundo também disse que não tem condições físicas para enfrentar o São Paulo, ele que costuma jogar apenas uma vez por semana.

A herança euriquista é pesada.

Por Juca Kfouri às 22h43

Lanterna sofre com o campeão da Copa do Brasil

O Sport já está na sétima posição do Campeonato Brasileiro.

O campeão da Copa do Brasil fez a lição de casa e cumpriu sua obrigação, ao derrotar o lanterna Ipatinga por 3 a 1.

No primeiro tempo um preocupante 0 a 0.

No segundo, a vitória sem maiores sustos.

Carlinhos Bala fez 1 a 0, aos 16, o segundo gol veio de pênalti bem marcado com Luciano Henrique aos 28 e o terceiro aos 43, com Ciro, depois que o Ipatinga havia diminuído, aos 36, com Beto.

O blog não acompanhou o jogo da Ilha do Retiro.

Nem precisava mesmo, tamanha a certeza do resultado final.

Por Juca Kfouri às 22h32

Crueldade vascaína degola o Galo

O Vasco já não está mais na ZR.

Aliás, está em 12o. lugar, ao subir seis posições.

Porque enfiou outros seis no Galo.

Isso mesmo: 6 a 1.

Primeiro fez 1 a 0, com Edmundo, em falha de Edson, o goleiro mineiro.

Ai, em seguida, com sorte, o Galo empatou, com Jael.

Não demorou muito, Eduardo Luís desempatou, em cobrança de escanteio de Edmundo.

E daí em diante só deu Vasco.

Fez 3 a 1 ainda no primeiro tempo, com Madson, com categoria.

Virou três, acabou seis.

Wagner Diniz logo no primeiro minuto do segundo tempo, Leandro Amaral, aos 6, e Wagner Diniz, aos 15, finalizaram a goleada.

Porque se a defesa do Vasco é ruim, o ataque se salva.

Já a defesa do Galo é de matar cardíaco, o meio de campo não existe e o ataque é de riso, nona partida do Galo fora de casa sem nem sequer uma vitória, como o Vasco, por sinal, que terá o São Paulo pela frente na próximo domingo.

E parece que a vida de ambos será por aí: ganhar em casa e rezar fora.

Mas o Vasco levantou a cabeça.

Dinamite neles!

 

Por Juca Kfouri às 22h22

Grêmio líder ao estilo do Grêmio

Sabe o Grêmio?

Pois é.

O Grêmio foi o Grêmio em Curitiba.

Jogou melhor que o Coritiba no primeiro tempo, num jogo razoalvelmente aberto e bem disputado, mas sem grandes emoções.

No segundo tempo, Tcheco bateu o escanteio pela direita na cabeça de Marcel: 1 a 0.

Aí, o Coritiba foi para cima.

E o Grêmio se defendeu.

Eficazmente.

A tal ponto que não há registro de nenhuma defesa importante do goleiro gremista Victor.

E, assim, o Grêmio ganhou sua quarta partida, em oito, fora de casa.

Ninguém ganhou tantas.

E o Coritiba perdeu sua primeira partida em casa, também em oito.

Por isso, é tão simples, o Grêmio reassumiu a liderança, dois pontos adiante do Cruzeiro.

Foi bonito?

O que é bonito?

Foi à moda do Grêmio.

Que acha que respeito é bom e ele gosta.

Por Juca Kfouri às 22h17

Chama o Freud, pelo amor de Deus!

O Palmeiras venceu ontem um jogo importante, o chamado jogo de seis pontos e contra um time que estava, e ainda está, à sua frente.

O Palestra Itália estava repleto, quase 27 mil torcedores, em paz, numa noite quente, bonita, e o time alviverde jogou bem.

Valdívia ainda não jogou como no Campeonato Paulista, mas fez boa apresentação, além de ter dado o passe precioso que valeu o gol da vitória, de Sandro Silva.

Ao ser substituído, não fez uma cara feliz e foi direto para o vestiário.

Não xingou ninguém, não fez nenhum gesto de indisciplina, nada.

Mas teve a porta da rua aberta por Vanderlei Luxemburgo.

"Se ele quiser voltar para o Chile, que volte", esbravejou o técnico.

A troco de quê?

Se no Palmeiras já se chegou à conclusão de que ele não serve, não é bom para o grupo, já fez o que tinha de fazer, no mínimo, o que se espera é que o jogador não seja desvalorizado.

Coisa que, sem dúvida, Luxemburgo fez.

Ou fez sabendo o que estava fazendo e autorizado pela direção do clube, o que torna o episódio ainda mais maluco, ou fez por sua conta.

E, aí sim, num desrespeito aos seus superiores incomparavelmente maior que o gesto do chileno.

Mas, é claro, quem foi que disse que ele tem superiores?

Por Juca Kfouri às 01h42

Noite paulista no Brasileirão

Se já não bastasse a vitória da Lusa sobre o Flu, o Palmeiras ganhou do Fla, o Santos ganhou do Inter no sul e o São Paulo arrancou um empate em Floripa.

Não tem mais nenhum paulista na ZR, embora também não tenha no G4, mas o São Paulo, em sexto, está a três pontos do líder e o Palmeiras, em quinto, a dois.

O Palmeiras, por sinal,  deu a sensação de que faria gato e sapato do Flamengo tamanho o ímpeto inicial do time, que teve uma chance boa na cabeçada de Alex Mineiro e outra num chute de Diego Souza, em noite inspirada, muito bem defendido por Bruno.

De tanto pensar, sem conseguir, explorar os contra-ataques, o Flamengo acabou conseguindo.

E Jaílton jogou fora a melhor chance do primeiro tempo.

Nem gato nem sapato, quase uma surpresa.

O segundo tempo começou com uma bela jogada de Valdívia, que Bruno teve de se virar para defender.

De novo, o Palmeiras deu a impressão de que faria gato e sapato.

E fez.

Valdívia deu uma enfiada preciosa para Sandro Silva fulminar o goleiro carioca.

O Mengo completava sua quinta partida sem vitória e seu ataque continuava em branco, com uma terrível incapacidade de finalizar.

"Dá-lhe, dá-lhe porco, dá-lhe, dá-lhe porco", cantava feliz o Palestra Itália,com 26.854 torcedores.

Ainda mais que, jogando mal, o São Paulo perdia em Floripa para o Figueirense desde os 7 minutos, quando Tadeu pôs o alvinegro na frente.

Verdade que, aos 10 do segundo tempo, Dagoberto botou uma bola no travessão, mas, como se sabe, bola na trave não altera o placar.

Mais verdade ainda que o tricolor fez um segundo tempo bem melhor e não deu trégua em busca de um resultado melhor.

E, aos 34, Hugo, mais uma vez, salvou a lavoura, com um chutaço de fora da área: 1 a 1, empate que já não estava de todo mau.

Minutos antes, com razão, o Figueira reclamou de um pênalti não marcado pela arbitragem.

Nada vi de Santos 1, Inter 0, no Beira-Rio!

Vi só a bobeada de Danny Moraes que permitiu, aos 20 do segundo tempo, o gol santista, que o tira da ZR brilhantemente e deixa o Inter com todos os seus reforços, como Daniel Carvalho e D'Alessandro, em situação complicada.

Ah, sim, Rosinei não chega a ser um reforço e Gustavo Nery é só problema.

O Inter já está a oito pontos do líder e pode ficar, nesta quinta-feira, a 10, se o Grêmio ganhar do Coritiba, no Paraná.

Por Juca Kfouri às 23h47

30/07/2008

Fogão sobe, Lusa se vira e Flu se desespera

Com um jogo a mais, o Fluminense tem o mesmo número de pontos do Ipatinga, que joga amanhã contra o campeão da Copa do Brasil, na Ilha do Retiro.

Hoje a Portuguesa enfiou-lhe três gols, depois de estar perdendo por 1 a 0, lindo gol de Conca, aos 19.

Aos 27, no entanto, a Lusa empatou e o gol de Jonas não foi só lindo, foi simplesmente fruto de um maravilhoso voleio de fora da área.

E Tartá foi expulso logo depois, para complicar de vez a vida tricolor.

Aos 11 do segundo tempo a Lusa virou, com Preto, uma bomba de fora da área.

E Washington, injustamente, foi expulso logo depois, para acabar com qualquer chance de, ao menos, empatar.

Aos 40, Jonas fez mais um, para tirar a Lusa da ZR e deixar o Flu em penúltimo lugar.

Como o Botafogo deixou o Goiás só um pontinho adiante do primeiro dos últimos, agora, o Vasco.

Com dois gols de Túlio, o primeiro em bola desviada, aos 28, o segundo aos 44, o Glorioso chegou ao 10o. lugar.

 

 

Por Juca Kfouri às 22h44

Uma questão de paralaxe...*

Por ROBERTO VIEIRA*

A primorosa atuação (?) do trio de arbitragem no jogo Cruzeiro x Náutico não deixa dúvidas.

Apesar da goleada, ora pois!

O futebol precisa evoluir tecnologicamente.

Tragam a bola inteligente, o tira-teima, tragam a parafernália que for necessária.

Pois os homens de preto continuam dando branco. Como nos tempos de Armando.

Não o genial Nogueira, entenda bem.

Compreendo, entretanto, que não se trata de incompetência ou favorecimento da CBF.

É simplesmente um caso de paralaxe.

E contra a paralaxe não há argumento, nem bandeirinha, nem juiz de futebol.

O jogo nos seus 45 minutos iniciais teve de tudo.

Pênalti que houve e não foi marcado. Pênalti que não houve e foi sonhado. Impedimento contra os visitantes, milimetricamente detectado pelo auxiliar e pior de tudo:

Influência direta no resultado do jogo.

Longe de mim polemizar com um árbitro de futebol. Reconheço que a profissão é difícil, espinhosa. Cruel.

Eles conhecem de cor e salteado as 17 regras do futebol.

O torcedor conhece apenas uma. A de número 5.

Aquela que dispõe serem as decisões de um árbitro em relação aos fatos do jogo definitivas. Ditatoriais.

Mas o WM já passou, o tempo do cronometrista também.

O futebol precisa evoluir tecnologicamente. Adotar a salutar democracia científica.

Decretar o suspiro final do erro do apito.

Receba o meu abraço alvirrubro,

*Paralaxe é o deslocamento aparente de um objeto quando se muda o ponto de observação, segundo o Houaiss. 

*Roberto Vieira é um mero torcedor. Do Náutico, por supuesto...

Por Juca Kfouri às 22h06

Vitórias do líder e do vice-líder

Infelizmente mal vi ambos os jogos, porque no ar, na CBN.

Mas o Cruzeiro venceu como líder que é neste momento, ao pressionar o Náutico com tudo logo de cara e fazer 2 a 0, ainda antes dos 20 minutos, embora com um pênalti aparentemente mal marcado.

Wagner, aos 12, e Guilherme, aos 16, fizeram os gols.

O Timbu diminuiu ainda no primeiro tempo, em falha de Fábio na saída do gol e cabeçada de Wellington, aos 22, mas não segurou o time mineiro no segundo que chegou a fazer 4 a 1, até também tomar um gol de pênalti, batido por Geraldo, no fim, aos 44.

Henrique, aos 10, e Guilherme, de novo, aos 23, fizeram os gols mineiros.

Palpitante mesmo foi o jogo no Barradão, que teve gol olímpico do Furacão, com Nei, aos 38.

O Vitória só empatou no segundo tempo com ele, Marquinhos, aos 8 e, no fim, Ramon, aos 43, fez o gol da virada, a primeira virada baiana, em bola que, embora fraca, furou a rede.

Se, neste momento, o Cruzeiro lidera, o Vitória é o vice-líder.

Por Juca Kfouri às 21h24

Sete jogos pela 16a.rodada do Brasileirão. E todos prometem

Dois jogos são às 19h30.

Em ambos os donos da casa têm obrigação de vencer, mas os visitantes têm necessidade de se reabilitar:

no Mineirão, o Cruzeiro recebe o Náutico e, no Barradão, o Vitória recepciona o Atlético Paranaense.

Os donos da casa são sim os favoritos, mas, lembremos, favoritismo não é sinônimo de vitorioso.

Às 20h30, mais dois jogos.

Também com favoritismo dos donos da casa, mas com dois visitantes desesperados e, por isso, perigosos.

No Engenhão, o Botafogo recebe o Goiás e sabe que um empate será uma catástrofe.

No Canindé, a Portuguesa recebe o Fluminense e qualquer coisa pode acontecer.

Finalmente, três jogos às 21h45.

E que jogos!

Inter e Santos, no Beira-Rio, com a apresentação do argentino D'Alessandro pelo Colorado e com o Santos louquinho para estragar a festa, algo improvável, diga-se desde logo.

Figueirense e São Paulo em Floripa, com o tricolor se apresentando como único visitante favorito.

E, finalmente, Palmeiras e Flamengo.

Claro, o Palmeiras com a obrigação de vencer em casa e o Flamengo diante de uma sinuca da bico: completará sua quinta partida sem vitória?

Caio Júnior volta ao Palestra Itália e Vanderlei Luxemburgo enfrenta seu time do coração.

Comentário para o Jornal da CBN, desta quarta-feira, dia 30 de julho de 2008. 

http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/comentarios/jucakfouri.asp

Por Juca Kfouri às 02h32

29/07/2008

A volta da camisa histórica de Pelé

Foi o cineasta João Moreira Salles quem arrematou, em novembro passado, a camisa com que Pelé disputou o primeiro tempo da final da Copa de 1970, contra a Itália, e com a qual marcou seu último gol em competições oficiais pela Seleção Brasileira.

A revelação foi feita 60 minutos atrás na gravação do programa "Juca entrevista", que irá ao ar SÁBADO à noite na ESPN.

Como se recorda, a camisa pertencia a Zagallo que a leiloou em Londres e conseguiu R$ 220 mil pela peça.

A compra, então, foi atribuída "a um colecionador anônimo".

Hoje João Moreira Salles contou que foi ele quem arrematou a preciosidade "por achar muito triste a possibilidade de a camisa ficar fora do Brasil".

Ele vai doá-la provavelmente ao Museu do Futebol que está prestes a ser inaugurado no estádio do Pacaembu, em São Paulo, embora não afaste a idéia de doá-la a alguma instituição pública de sua cidade, o Rio de Janeiro.

A camisa só não está ainda no país por causa dos trâmites burocráticos para trazê-la de volta.

Por incrível que pareça, é possível que seja preciso pagar 200% sobre o lance vencedor como taxa alfandegária.

http://sports.espn.go.com/broadband/ivp/indexCoBrand?playerName=terra&ref=splash

Por Juca Kfouri às 13h48

O ouro em Pequim não depende da Liga Mundial

O dito país do futebol está chocado com as duas derrotas da seleção de vôlei masculino em pleno Maracanãzinho, para os Estados Unidos e Rússia.

Pela primeira vez em sete anos o time de Bernardinho não subiu ao pódio num torneio internacional.

Prenúncio do fim de uma hegemonia que parecia eterna?

Pode até ser, mas nada indica.

Para Bebeto de Freitas que entende de vôlei como poucos, ganhar ou perder a Liga Mundial não alteraria em nada o desafio olímpico em Pequim, por se tratar de coisas absolutamente diferentes.

Diz ele que a única coisa que muda é que, agora, as outras seleções têm motivo para achar que podem ganhar do Brasil.

E Bebeto acrescentou em entrevista ao CBN EC que, na verdade, nada explicava a supremacia brasileira.

Ele avalia que a superioridade técnica do time nacional não era tão grande para justificar tantos primeiros lugares seguidos contra adversários tão parelhos.

Mas, então, a que se deve os anos de reinado?

À força do grupo, responde Bebeto de Freitas, grupo que por ter acabado por rejeitar o levantador Ricardinho já nem tem por que sentir falta dele.

Em resumo: para Bebeto de Freitas a derrota não terá a menor influência na luta pelo ouro em Pequim, como a vitória também não teria.

Por Juca Kfouri às 00h49

Futebol pobre

Por GUSTAVO VILLANI, de Madri

O interesse do Zaragoza em contar com Nilmar para disputar a Segundona espanhola é explícito.

Nilmar, por sua vez, também declara intenções de cruzar o Atlântico.

E o Inter?

Ah, o Inter faz papel de bobo e assiste a tudo sem questionamentos, afinal, se submeteu a tal cláusula contratual ao trazer o jogador.

As contratações de D’Alessandro (afastado por indisciplina na última temporada no Zaragoza) e Daniel Carvalho não servem como justificativa para liberação do centroavante.

Os próprios clubes aceitam o sucateamento do futebol brasileiro e a política financista e exportadora da CBF.

Nilmar é apenas o nome do momento, mas ainda neste campeonato Adriano, Henrique, Gabriel, Roger, Souza, Marcinho e outros já seguiram o mesmo caminho.

E a sangria vai continuar.

"Mas a média de público cresce e a disputa é acirrada", diriam os mais simplistas.

Sim, ótimo, que continue assim.

Não tenho dúvida que o campeonato é bonito por natureza, mesmo que deficiente.

A competitividade entre clubes e paixão que o torcedor tem pelo esporte deveria ser a razão principal de uma administração voltada para o fortalecimento da competição, logo, fortalecimento dos clubes que a disputam.

Mas, não, o que mais importa são os dólares dos amistosos da Seleção fora das fronteiras e os craques exportados a cada seis meses.

A CBF enriquece e se exime das políticas protecionistas aos clubes.

O Palmeiras se resume a uma vitrine da Traffic, que por migalhas assumiu o departamento de futebol, enquanto o Fluminense reza para que o patrocinador reforce o elenco e o Atlético Mineiro apela aos veteranos para segurar o elenco na primeira divisão.

Os clubes brasileiros de maneira geral se rastejam para o mundo ver, apesar da sensível melhora na estrutura física de alguns poucos.

Lembremos que bom gramado, estádio, centro de treinamento e recuperação de atletas são premissas para um clube de futebol.

A grandeza também passa por administrações independentes, democráticas e financeiramente fortes.

Não entendia o porquê do Campeonato Brasileiro não passar de notinhas de rodapé no noticiário espanhol.

A questão da diferença de idioma me parece pobre para explicar o descaso a um campeonato tão disputado e formador de talentos.

Mesmo os companheiros jornalistas pouco acompanham os craques e times do Brasil.

Mas se Grécia, Catar, Coréia têm poder suficiente para tirar jogadores do país, qual a força do campeonato tupiniquim?

Apesar dos gramados ruins, estádios precários, êxodo dos melhores jogadores em meio à competição, péssima assistência ao torcedor e apesar da atual gestão arcaica da CBF, o Campeonato Brasileiro tem muita margem de crescimento.

Por enquanto, o reconhecimento internacional do futebol brasileiro fica centralizado em jogadores pontuais que atuam na Europa e a uma seleção que, a cada quatro anos, costuma se apresentar bem.

Contentar-se com o crescimento da média de público e com a competitividade do campeonato nacional me parece pouco.

Por Juca Kfouri às 00h38

28/07/2008

Deu no 'Correio Braziliense' de 13/7/2008

Por JOSÉ CRUZ

O primeiro aniversário da realização dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, que ocorre hoje, será comemorado amanhã com o lançamento do livro Rio 2007 — Viva essa energia, registro com fotos e textos dos principais momentos da competição, que teve a participação de 5.633 atletas de 42 países.

Durante os jogos, foram batidos 123 recordes pan-americanos, e o evento classificou diretamente 10 modalidades para as Olimpíadas de Pequim.

Além do livro, o Comitê Organizador do Pan 2007 apresentará o relatório oficial dos jogos, com resultados de todas as provas e a classificação final, em que o Brasil aparece em terceiro lugar — atrás das tradicionais delegações dos Estados Unidos e Cuba —, seu melhor desempenho nas 15 edições do Pan.

Euforias à parte e fora das áreas de competições, a principal expectativa sobre o Pan 2007, que colocou o Brasil na geografia internacional de competições de nível olímpico, é para a apresentação do relatório financeiro, com análise de gastos públicos que chegaram a R$ 3,5 bilhões.

O orçamento original previa investimento de R$ 400 milhões.

O trabalho preliminar, realizado pela Secretaria de Controle Externo (Secex) do Tribunal de Contas da União (TCU), no Rio de Janeiro, foi encerrado na sexta-feira.

Na próxima semana, deverá chegar à mesa do ministro Marcos Vilaça, relator do documento, em Brasília.

Segundo a assessoria de imprensa do TCU, "o ministro pretende levar o relatório final a julgamento o mais breve possível".

Até agora, a atuação do TCU resultou na abertura de mais de 30 processos.

O mais recente (nº9.255/2007-8) deverá ouvir explicações de Ricardo Layser Gonçalves, representante do Ministério do Esporte no Comitê Organizador do Pan, e José Pedro Varlotta, assessor de tecnologia do evento.

Eles determinaram a realização de serviços de informática e de obras civis sem licitação.

Esse ato "configura gestão antieconômica e ilegal", atestam os auditores do TCU.

Superfaturamento

Esse não é o único projeto que envolve a dupla Layser-Varlotta, militantes do PCdoB, do qual o ministro do Esporte, Orlando Silva, é um dos expoentes.

Uma das mais escandalosas denúncias que Layser e Varlotta estão envolvidos exibe indícios de superfaturamento de 16.000%, na aquisição de um sistema para credenciamento de atletas e autoridades.

Nessa compra, feita à empresa Atos Origin, o governo federal desembolsou R$ 106,2 milhões, equivalente a 75% do valor do contrato, conforme o repórter Ugo Braga, do Correio Braziliense, divulgou em 27 de abril deste ano.

A falta de licitações foi um dos mais graves problemas na fase preparatória do Jogos Pan e Parapan-Americanos do Rio de Janeiro.

O serviço de segurança, por exemplo, envolvendo verbas da União e da Prefeitura do Rio, num total de R$ 290 milhões, não foi licitado.

O mesmo ocorreu com as cerimônias de abertura, encerramento e premiações, comandadas pela empresa Mondo Entretenimento.

Em resposta ao TCU, os responsáveis pelo evento tinham explicações comuns:

"Falta de tempo hábil para realizar as licitações" ou "falta de pessoal qualificado para desenvolver projetos específicos".

Enquanto o relatório final do TCU não é apresentado, o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do Comitê Organizador do Pan 2007, Carlos Arthur Nuzman, festeja, conforme comunicado que divulgou na sexta-feira:

"Até hoje ouvimos comentários elogiosos ao Rio 2007, seja nas reuniões das quais participo mundo afora como membro do Comitê Olímpico Internacional, seja aqui no Brasil. Isso nos dá um orgulho muito grande. Os Jogos Pan-Americanos foram realizados com padrões olímpicos de instalações e serviços, o que garantiu o sucesso do evento. É muito gratificante perceber o orgulho das pessoas com relação a tudo o que o Rio 2007 representou", afirmou Nuzman.

Ficaram na promessa

Há um ano, os olhares das Américas se voltavam para o Rio de Janeiro.

Num Maracanã rejuvenescido e lotado, a cidade celebrava a abertura dos Jogos Pan-Americanos com uma festa inesquecível.

Nas semanas seguintes, as modernas instalações construídas ou remodeladas para o evento foram palco de ferrenhas disputas e recordes continentais, prenúncios de um legado esportivo fundamental na campanha para sediar os Jogos de 2016.

Entretanto, as promessas de utilização maciça de estádios e arenas para formação de novos talentos, feitas à época, chegam ao primeiro aniversário do Pan ainda longe de serem cumpridas.

O piso azul emborrachado do Estádio Olímpico João Havelange simboliza a ociosidade.

Pelas raias da única pista da América Latina credenciada a receber um Mundial de Atletismo, atualmente só circulam jogadores de futebol a caminho do gramado.

Cedido pela Prefeitura do Rio ao Botafogo, o Engenhão hoje é palco exclusivo de partidas do Campeonato Brasileiro e não recebe uma bateria sequer de atletismo desde 19 de agosto de 2007, quando Terezinha Guilhermino ganhou a medalha de ouro na final dos 200m feminino T11 do Parapan.

Quando recebeu as chaves do Engenhão, em outubro do ano passado, o presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, notou que não tinha a cópia de um dos depósitos.

Ainda em 2007, o presidente da Federação de Atletismo do Rio, Carlos Alberto Lancetta, esteve no Engenhão com a chave para retirar o que estava guardado no depósito.

Foram R$ 2,5 milhões em materiais usados nas provas do Pan e do Parapan (barreiras, blocos de partidas, cronômetros, dardos, discos, etc).

Sem um documento oficial da prefeitura ou do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Bebeto se negou a autorizar a retirada, que só foi feita em fevereiro, depois que a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) enviou ofício comunicando que o material lhe fora cedido, por comodato, pelo Ministério do Esporte.

O Rio de Janeiro, no entanto, só ficou com um quarto do total, hoje guardado no Estádio Célio de Barros.

O restante foi distribuído pela CBAt para centros em Uberlândia (MG), Bragança Paulista e Ibirapuera (ambos em São Paulo).

No Engenhão, resta apenas uma gaiola de lançamento, desmontada e sem uso.

Na Arena Multiuso, a vocação esportiva ficou em segundo plano.

Cedida para o grupo francês GL Eventos até o fim de 2016, o espaço ganhou nome de banco privado e passou a receber shows e eventos corporativos.

Já o Velódromo e o Parque Aquático Maria Lenk têm recebido poucas competições.

No Centro Esportivo Miécimo da Silva, nada ficou do piso especial para patinação artística nem dos equipamentos de squash e karatê.

E há problemas até nos locais que mais sediaram competições nos últimos 12 meses.

O complexo da Vila Militar de Deodoro, por exemplo, recebeu mais de 30 eventos esportivos.

A intenção de criar ali um centro de formação de pentatletas, no entanto, esbarra numa limitação básica.

Só há equipamentos para a prática de quatro das cinco modalidades que compõem o esporte: hipismo, tiro, natação e corrida.

Falta a esgrima.

"Em 2009, será iniciada a construção de um ginásio para a esgrima", diz o ex-nadador Djan Madruga, secretário de Alto Rendimento do Ministério do Esporte.

Em dezembro, também deve ser inaugurado no complexo um centro de treinamento de judô.

Por Juca Kfouri às 02h19

Equilíbrio: a marca registrada deste Brasileirão

Faltam só quatro rodadas para acabar o primeiro turno do Brasileirão.

E o equilíbrio continua a ser a marca registrada do campeonato.

Basta dizer que entre os 13 pontos do último colocado, o Ipatinga, e os 29 do líder, o Grêmio, há uma escadinha na qual só faltam dois degraus: não há time com 15 ou com 24 pontos.

De resto, estão todos ali, juntinhos.

O Coritiba, em sétimo lugar, está a apenas três pontos do G-4.

O São Paulo, em quinto, está só a três pontos do líder.

Embaixo ainda é mais dramático.

A Portuguesa, em 17º. lugar, é a primeira dos quatro últimos, com 16 pontos.

Pois bem, o Botafogo, em 11º. tem apenas três pontos a mais que a Lusa.

Em resumo: neste momento, só três dos 20 times não estão a três pontos do G-4 ou da Z-R -- Inter, Sport e Figueirense.

A 15ª. rodada teve 27 gols e média de público de 15.573, curiosamente menor que a rodada do último meio de semana.

O Maracanã com o Flamengo teve o maior público com 35.915 pagantes, quase 2000 a mais que o público do Olímpico, debaixo de um vendaval.

O pior público foi o do Ipatingão, com apenas 3.119 torcedores.

Por Juca Kfouri às 01h18

27/07/2008

Tricolor chegando, Mengo parando, Galo fugindo

O São Paulo alugou o campo da Portuguesa e ficou lá durante todo o primeiro tempo, no Morumbi.

Houve até um pênalti não marcado do goleiro Sérgio em Aloísio, embora desses fáceis de ver só na TV.

Mas gol que é bom o tricolor não fez nenhum.

Em compensação, logo aos 3 minutos do segundo tempo, um cruzamento da direita encontrou a cabeça de Edno, que abriu o placar para a Lusa.

Não era justo, mas era a verdade do jogo.

E como o São Paulo se mandou em busca do empate, tudo que a Lusa não fizera nos primeiros 45 minutos passou a fazer nos últimos, à base de contra-ataques.

Aos 16, Richarlyson acertou o travessão luso e menos de um minuto depois Hugo, de cabeça, empatou.

Surpreendentemente, no entanto, a Lusa foi para cima e por muito pouco, em duas ocasiões, não desempatou, aos 23 e 24 minutos, primeiro em saída errada de Rogério Ceni salva por Hugo na linha do gol e, em seguida, em milagre dele mesmo, em cabeçada de Jonas.

Então, no minuto seguinte, aos 25, Dagoberto aproveitou-se de uma bola cortada pela zaga lusa em lance de Hugo e virou o marcador, para botar o São Paulo na frente do Palmeiras, em quinto lugar, com o mesmo número de pontos que o Vitória, 26, apenas três menos que o líder Grêmio.

Hugo, o nome do jogo, deu com açúcar para Joílson perder a chance de liquidar a fatura. 

Coisa que Éder Luís, fez, aos 39, de fora da área e colocado.

Mesmo sem jogar o que o torcedor quer, o São Paulo está chegando, como se previa.

No Maracanã, Flamengo e Botafogo dividiram as chances de gol no primeiro tempo, com o Flamengo ligeiramente superior e com a possibilidade mais aguda, salva pela zaga alvinegra em arremate de Obina.

Verdade que Juan pareceu ter feito um pênalti, mas não dá para jurar que tenha sido mesmo.

E é mais verdade ainda que o Botafogo foi superior no movimentado segundo tempo, com Jorge Henrique tendo a mais clara chance de gol, salva por Ronaldo Angelim na linha fatal.

E o Flamengo seguiu sem vencer desde que perdeu seu artilheiro Marcinho, já há quatro partidas.

E no Mineirão, em jogo não acompanhado pelo blog, o Galo saiu na frente do Vitória no fim do primeiro tempo, com Marques.

E Gedeon, aos 9 do segundo, de peixinho, fez o segundo gol.

Rodrigão diminuiu no fim para o Vitória, que se mantém no G-4, graças à vitória a mais que tem em relação ao São Paulo.

O Galo saiu da Z-R e deixou a Lusa em seu lugar.

Por Juca Kfouri às 20h01

Chuva no Olímpico, empate na Arena, goleada na Vila e Leão no Serra Dourada

Choveu canivete no Olímpico e Grêmio e Palmeiras não puderam mostrar o futebol que deles se esperava.

O primeiro tempo, a rigor, teve quatro lances.

Três a favor do Grêmio: logo no primeiro minuto quando Marcos salvou a pátria verde; no terceiro quando Felipe cabeceou na trave direita e no 43o. quando Perea chutou na trave esquerda do Palmeiras.

O lance perigoso do time paulista foi numa oportunidade perdida por Kléber, que cabeceou por cima, livre de marcação, aos 11.

O 0 a 0 era rigoroso com o Grêmio, mas era o que era.

Assim como, na Arena da Baixada, Atlético Paranaense e Figueirense ficavam em branco, em jogo não acompanhado pelo blog.

Assim como o blog não acompanhou, no Serra Dourada, o 1 a 1 entre Goiás e Sport, gols de Júnior Maranhão para os pernambucanos, aos 33, e Vítor, aos 37, para os goianos.

Já na Vila Belmiro, numa linda tarde de sol, o que não faltou foi gol: cinco só nos primeiros 45 minutos.

O do Vasco, a bem da verdade, meio que achado, por Leandro Amaral quando o Santos já vencia por 2 a 0.

Molina abriu o placar, aos 16, quando o Santos mandava no jogo.

E aí houve três lances indiscutíveis, nos quais só variou o personagem vascaíno.

Nos três, aos 31, 38 e 41 minutos, Maikon Leite foi derrubado na área e Kléber Pereira converteu os três pênaltis, cometidos por Byro, Edu e Tiago, o goleiro, que acabou expulso.

Assim, com 10 gols, o centroavante assumiu a artilharia do Brasileirão, aproveitando-se da peneira que é a defesa cruzmaltina.

O segundo tempo começou no Olímpico com Marcel perdendo uma chance por demorar a chutar logo no primeiro minuto.

E com Marcos salvando uma cabeçada de Réver, aos 8.

Gol que é bom, no entanto, não saía.

Precisa lembrar que quem não faz toma?

Pois, aos 16, Alex Mineiro passou uma bola preciosa para Kléber ser derrubado, na área, por Pereira.

Pênalti bem batido pelo artilheiro palmeirense, agora com os mesmos 10 gols do santista.

Pouco mais de cinco minutos depois, no entanto, água mole em pedra dura tanto bate até que fura (por favor, dispense o trocadilho óbvio com o nome do blogueiro...) e num rebote de espalmada de Marcos, Anderson Pico teve calma e classe suficientes para empatar.

Era mais justo, sem dúvida.

Luxemburgo tirou Sandro Silva, Diego Souza e Kléber para botar Wendel, Maicossuel e Denílson, as duas últimas substituições incompreensíveis diante do estado pesado do gramado, principalmente a última.

Já Celso Roth botou Reinaldo em lugar de William Thiego, porque queria a vitória.

O 1 a 1 não ficou bem para ninguém, mas, sem dúvida, foi muito menos pior para o Palmeiras, que não voltou ao G-4, mas também não voltou derrotado para São Paulo, como merecia.

E 20% dos blogueiros acertaram, enquanto erraram 43% que indicaram o Grêmio e 37% que votaram no Palmeiras, entre mais de 5500 que opinaram.

Na Arena da Baixada continuou a não acontecer gol.

Na Vila o Vasco diminuiu para 4 a 2 com Madson em falta em que a bola desviou na barreira e Molina fechou o placar em 5 a 2 para o Santos.

No Serra Dourada, aos 30, Durval, de cabeça, deu importante vitória ao campeão da Copa do Brasil, por 2 a 1.

Por Juca Kfouri às 17h59

Ninguém é imbatível

Depois de perder para os Estados Unidos (que sabe enfrentar o Brasil como ninguém) por 3 a 0, a seleção brasileira de vôlei masculino perdeu de novo, agora para Rússia, por 3 a 1, com dois sets em que parou nos 19 pontos.

A mesma Rússia que havia sido batida por 3 a 0 na abertura desta fase final da Liga Mundial, no Maracanãzinho.

E, pela primeira vez sob Bernardinho, a seleção não foi ao pódio, ao terminar apenas em quarto lugar.

Se falar, agora, em Ricardinho, soará como palavrão, lembrar que não existem equipes imbatíveis é obrigação.

Por mais que, cá entre nós, estívéssemos convencidos de que esta seleção era, de fato, invencível.

Fica, é claro, o alerta, a luz amarela para Pequim.

Estamos vendo um 2008 repleto de novidades, que o diga Roger Federer.

É bom que, também, Michael Phelps se cuide...

Por Juca Kfouri às 11h57

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico