Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

23/08/2008

O ouro não veio por acaso

Acabo de ver um ótimo programa feito pelo pessoal do Sportv com todo o time de vôlei feminino e com o técnico.

Fofão é mesmo das coisas mais fofas deste mundo.

Humilde e generosa, maior campeã de nosso vôlei feminino, ponto de equilíbrio, líder sem alarde.

Mari é gente da melhor qualidade, séria, digna, com sangue nas veias, sem subserviência e, também, sem ódio, mas sem medo.

E José Roberto Guimarães é um dos maiores vencedores deste país, sob qualquer aspecto e em qualquer coisa que se meta a fazer.

Um cara que transparece caráter, desses que todo mundo quer ter como amigo.

Por Juca Kfouri às 20h53

Respeito é bom e elas gostam

DANIEL BATISTELLA DOS SANTOS*

Quatro anos.

Quatro anos sendo desmoralizados, apanhando covardemente.

Trabalharam. E como trabalharam.

Calados, continuaram a escutar as críticas ferozes.

No jornal, na televisão, no rádio, na internet.

Jornalistas, pseudo-jornalistas, comentaristas, todos - salvas as raras exceções de sempre, é claro - usaram do seu "poder" para tachá-los de amarelões.

Foram humilhados perante ao distinto público pelos formadores de opinião.

Esses mesmo formadores de opinião que se comportam de maneira estranha: descem a lenha, duramente, em alguém, quando esse alguém está longe, mas quando esse alguém está ao seu lado - num programa de televisão, por exemplo - mudam de comportamento, viram quase novos grandes amigos.

E é tão fácil também dar a palavra para eles quando os caracteres das matérias são poucos, quando o tempo do programa está acabando e "por favor, rapidinho, que o tempo está acabando".

Nesses quatro anos eles tiveram o tempo necessário para dar todas as respostas.

Respostas que vinham sendo dadas com os títulos conquistados.

Mas ainda faltava a Olimpíada, diria o crítico de plantão.

Pois agora não falta mais.

José Roberto Guimarães - campeão olimpíco no primeiro título masculino e no primeiro título feminino, é muito bom lembrar - e Mari calaram a boca de muitos.

Muita gente ainda vai dizer que a Mari não soube vencer, que a medelha já era a resposta.

Mas ela mandou calarem a boca.

Com razão.

Lembrem-se: foram quatro como os símbolos da derrota brasileira, da vergonha.

Está certa você, Mari. Que calem a boca. Que não sejam mais covardes.

E agora me calo eu, em respeito aos "amarelões".

*Daniel Batistella dos Santos é jornalista.

Por Juca Kfouri às 20h48

Flu se salva e Vitória segue bem

O Fluminense livrou-se de boa, em plena fase de recuperação: perdia para o Sport, gol de Roger no meio do primeiro tempo, mas empatou no fim do segundo, com gol de Washington, de pênalti.

Se o placar do primeiro tempo foi justo, o do segundo foi ainda mais, porque seria um castigo para o Flu sair derrotado no Maracanã.

Flu que pode voltar à ZR amanhã, coisa da qual o Leão está distante.

Já em Floripa, o dono da casa perdeu.

Saiu atrás do Vitória, empatou com Bruno Aguiar, mas tomou o segundo gol do rubro-negro baiano (Rodrigão) logo depois de ter desperdiçado o gol da virada. Tudo no primeiro tempo.

O primeiro gol do Vitória foi uma pintura, de bicicleta, de Marcelo Batatais, logo aos 2 minutos.

O Vitória volta a namorar o G4 e o Figueirense permanece longe da ZR.

Por Juca Kfouri às 20h17

Corinthians ganha em Maceió. E só

O Corinthians entrou em campo líder da Série B, de Brasil, pentacampeão mundial, no bom gramado do estádio Rei Pelé, em Maceió, para enfrentar o lanterna do campeonato, o CRB.

Se é óbvio que o Corinthians tem assegurado seu retorno à Série A, de Argentina, bicampeã mundial e olímpica, está claro também que o CRB irá para Série C, de Colômbia.

CRB que, no primeiro turno, até assustou o alvinegro paulista, ao fazer um gol logo de cara na primeira partida de ambos na competição, no Pacaembu, tenso 3 a 2 o resultado final para o Corinthians.

Pois o Corinthians saiu do primeiro tempo com dois gols, um de Herrera antes dos 10 minutos, outro de Careca, depois dos 40, e sem dois titulares -- Dentinho que se machucou ao dar o tento que abriu o placar e sem Fabinho, também machucado.

O CRB inexistia, fazia muito calor na capital alagoana, e o Corinthians treinava, daqueles treinos que não chegam a animar quem vê, mas treinava no belo nordeste brasileiro.

Em resumo, do clima esportivo de Pequim para o de Maceió, o mínimo que se deve dizer é que ninguém merece o espetáculo que os dois times foram incapazes de proporcionar.

A tal ponto que, aos 30 do segundo tempo, diante do nada que acontecia, este blogueiro corintiano que não fica cego diante da mediocridade nem se satisfaz simplesmente com mais uma vitória nesta triste Série B, resolveu levar sua neta para passear.

Nem viu a estréia de Morais, um jogador talentoso, mas com perfil muito distante dos jogadores que já se deram bem no Corinthians.

Espero me enganar em relação a ele.

Em tempo: nem bem entrei no carro e liguei o rádio, ouvi o gol do CRB (o primeiro? terá mais?) graças à tática sempre covarde que o Corinthians utiliza fora de casa. Se houver mais novidades, eu volto.

Por Juca Kfouri às 17h41

Cubano ruim da cabeça e doente do pé

AFP

A cena que você vê acima não é de uma luta de taekwondo.

É de um pontapé dado pelo lutador cubano Angel Valodia Matos, e campeão olímpico em Sydney 2000, no árbitro sueco Chakir Chelbat, que o eliminou na disputa pelo bronze em Pequim.

Ele vencia seu adversário por um ponto quando precisou ser atendido pelo médico por causa de uma contusão no pé direito e excedeu o tempo de um minuto regulamentar.

Agora está banido do esporte. 

Nota do blog: o árbitro que levou o chute deixou de avisar o lutador que o tempo de atendimento médico estava por se esgotar, como manda a regra, o que o deixou revoltado.

Por Juca Kfouri às 14h22

China lidera

Neste momento, pelo critério do número de medalhas de ouro, a China segue e seguirá em primeiro lugar, agora com 49 contra 34 ouros dos EUA.

No total de medalhas, um critério tão inexato como o do ouro, os EUA têm 107 contra 97.

No critério aqui proposto, de 10 pontos para o ouro, 7 para a prata e cinco para o bronze, os estadounidenses estão na frente, com 779 pontos contra 763.

Mas num outro critério, que até gosto mais, e que atribui cinco pontos para o ouro, dois para a prata e um para o bronze, a China soma 311 pontos contra 280 dos EUA.

Isso, é claro, se eu, sonado, não tiver errado nas contas... 

 

Por Juca Kfouri às 14h09

Amarelas de ouro!!!

AFP

 

Todos nós queríamos o ouro das meninas do vôlei.

E a esmagadora maioria dos freqüentadores deste blog disseram preferi-lo ao dos rapazes.

Tanto que 83% de 3300 que participaram da sondagem assim se manifestaram.

E parecia que seria fácil, depois de um primeiro set vencido por 25/15.

Mas dificilmente uma final olímpica é fácil.

E os Estados Unidos venceram o segundo set por 25/18, sem contestação.

Caberia às meninas de José Roberto Guimarães, que não se altera nunca, mostrar como reagiriam diante do primeiro set perdido em 23 disputados em Pequim.

E a demonstração de eqüilíbrio não poderia ter sido mais cabal.

Um terceiro set seguro, bem jogado, esmagador, feito motoniveladora: nada menos que 25/13.

Faltava um, o quarto. Ou até mesmo dois, porque perder set não assustava mais.

Dois.

Dois títulos olímpicos, um com os homens, em Barcelona 92, outro agora com as mulheres, EXCLUSIVIDADE de Zé Roberto.

O quarto set começou com dois erros de Mari.

Um no ataque, para fora, outro na recepção.

Mari, Mari, Mari...

E as norte-americanas saíram na frente.

Mas logo Mari se recuperou.

Mari, grande Mari, grande Mari, tão injustiçada!

Mas o Brasil foi para a primeira parada técnica perdendo de 8 a 6.

E o maior rali do jogo levou ao sétimo ponto brasileiro, com Paula Pequeno.

Só que as azuis fizeram 9 a 7, em seguida.

E Paula Pequeno diminuiu de novo.

Veio o 10 a 8.

E o 10 a 9.

Num erro delas, 10 a 10.

Num bloqueio de Fofão, fabulosa Fofão, 11 a 10.

11 a 11.

Noutro rali sensacional, Mari explorou o bloqueio e o Brasil fez 12 a 11.

12 a 12, no saque errado de Fofão.

Final olímpica é final olímpica.

Elas passaram no 13 a 12.

Nós empatamos.

E passamos, num lance em que a arbitragem nos beneficiou.

Mas o segundo tempo técnico terminou com vantagem delas de 16/15, numa má recepção de Mari.

Que sufoco!

Elas estavam sacando muito, na base do tudo ou nada.

Nos 18, empatamos.

Nos 19 também, com Paula Enorme!

Sassá erra o saque: 19/20.

Mari crava, 20 a 20, em passe de Sassá.

Final olímpica é final olímpica!

Sassá pegou uma bola quase impossível no fundo da quadra e Mari matou o ponto no bloqueio: 21/20.

Elas empatam no 21/21.

Elas erram o saque: 22/21.

Faltam três.

No bloqueio, faltam dois!

No bloqueio, falta um!!!

Brasil 25/21, no erro de ataque delas.

Valeu!

Valeu demais!

Em tempo: imagino o sorriso da psicóloga Sâmia Hallage Figueiredo.

Por Juca Kfouri às 10h45

Festa de Natália

Valeu a dormidinha.

A tempo de acordar para ver Natália Falavigna, campeã mundial em sua categoria, ganhar agora a medalha de bronze, a primeira do taekwondo brasileiro.

Outra que tem muito a agradecer: a ela mesma e aos seus mais próximos.

Por Juca Kfouri às 08h40

E o gol do goleiro, hein?

Eduardo Martini, goleiro do Avaí, devolveu a bola ao jogo e o goleiro do Paraná Clube, Mauro, ex-Santos, que estreava, adiantado, tomou o gol, aos 12 minutos.

Veja abaixo, como o "Jornal da Globo" mostrou o lance:

http://br.youtube.com/watch?v=bvm9JJxQ8js

Por Juca Kfouri às 05h02

Duas perguntinhas a Dunga

Antes de dar uma dormidinha, tudo assim no diminutivo, para acordar logo mais e ver o vôlei feminino, apenas duas perguntinhas ao estimado Dunga, que convocou a Seleção Brasileira para os dois próximos jogos das Eliminatórias:

1. Por que Marcelo, um dos poucos que foram muito bem em Pequim, não foi chamado e Kléber, que reconhece estar em má fase no Santos, foi?

2. OK, apesar de nada ter feito de útil na China, Ronaldinho é uma aposta que vale a pena e uma imposição de Ricardo Teixeira, aceita pelo treinador: mas Dunga tem visto Alex do Inter jogar?

Em tempo: como não dei sorte ao taekwondo duas madrugadas atrás, vou deixar Natália Falavigna minutos antes de ela lutar pelas semifinais.

Tomara que ao acordar, daqui a quatro horas, ela esteja com uma medalha no peito.

E se for de ouro, pode me acordar para contar.

Por Juca Kfouri às 04h45

Argentina bicampeã olímpica de futebol!

Em 1928, diante do Uruguai, e em 1996, contra a Nigéria, "apenas" a prata para o talentoso futebol argentino.

Em 2004, enfim, o ouro, contra o Paraguai, ouro que a Argentina não conquistava desde 1952, com o remo.

Mas ainda em Atenas, o basquete dos hermanos também conquistou a medalha dourada, para nos matar duplamente de inveja.

E se em Pequim o basquete deixou escapar o bi olímpico porque os Estados Unidos não estão para brincadeira, a façanha no futebol foi repetida.

E com sabor especial.

Ao derrotar por 1 a 0, gol de Di Maria no segundo tempo, a mesma Nigéria, depois de ter goleado o Brasil.

A superioridade diante dos africanos foi parecida com a demonstrada contra os vizinhos, embora dificultada pelo calor desumano de Pequim ao meio-dia.

Melhor que isso só dois disso, ou melhor, três, porque duas vezes já aconteceu.

 

 

Por Juca Kfouri às 04h03

22/08/2008

Segredinho do vôlei feminino

O COB não queria gastar e não permitiu que ela ficasse na Vila Olímpica.

Mas José Roberto Guimarães e as meninas do vôlei tanto fizeram que conseguiram levar a psicóloga Sâmia Hallage Figueiredo para Pequim.

É a única equipe nacional com uma especialista em psicologia esportiva na delegação.

Mestre e doutora em Psicologia do Esporte pela USP, Sâmia Hallage Figueiredo tem a ver com a primeira final olímpica de nosso vôlei feminino.

Por Juca Kfouri às 14h55

Robinho só quer. E não quer

Por GUSTAVO VIlLANI

Robinho está magoado e quer sair do Real Madrid, apesar dos dois anos mais de contrato.

O jogador não aceita competir por um lugar na equipe.

Mas reafirma querer ser o melhor do mundo.

O brasileiro se mordeu ao ver clube merengue atrás de Cristiano Ronaldo, David Villa e Huntelaar.

Pior: sequer conseguiu o aumento salarial que julga ser digno da importância de seu futebol.

Não é a primeira vez que Robinho faz bico.

Quem se lembra dos tempos de Fabio Capello sabe disso.

A proposta do Chelsea veio a calhar, e Robinho finalmente abriu as intenções.

"Fechei meu ciclo aqui, conquistei dois campeonatos espanhóis. Tenho uma proposta que é boa para mim e para o clube. Não quero sair por dinheiro, quero ser o melhor do mundo e aqui não será possível".

Pergunto-me se dois títulos espanhóis são suficientes para fechar um ciclo no Real Madrid, se é o Robinho quem deve julgar a proposta inglesa, se o jogador não quer mesmo sair por dinheiro e questiono o que lhe garante ser o melhor jogador do mundo pelo Chelsea.

E tem mais: "é no campo que transmito a minha imagem, e no campo sempre joguei de forma séria".

Salvo algum louco engano deste repórter, não é essa a imagem de Robinho.

Nem dentro, muito menos fora de campo.

Primeiro pela própria natureza do estilo de jogo do atacante, marcado pela ousadia e traquinagem, que raras vezes apareceram desde 2005, diga-se.

Depois porque fora de campo Robinho já foi vinculado aos excessos típicos de jogadores pouco profissionais.

Não existem dois Robinhos, um jogador e outro jovem, é impossível dissociar um do outro.

Robinho se engana, cria expectativas e se frustra ao não cumpri-las.

A falta de maturidade e assessoria não o permite trabalhar em silêncio, com metas de médio-longo prazo.

Qualquer bajulação confunde o jogador, mais um desses que vê o dinheiro como finalidade, e não como meio de vida. A diretoria do Real Madrid o protegeu outras vezes, acreditando que o tempo faria ressurgir o futebol do camisa 10.

A última temporada foi a melhor das três, apesar das lesões de abdômen e púbis.

O técnico alemão Schuster já disse que o atacante é fundamental para o projeto da temporada.

Mas Robinho quer sair.

E quer ser o melhor do mundo.

E não quer disputar posição.

Por Juca Kfouri às 13h59

Desculpas ao esporte e aos atletas brasileiros

Por RONALDO PACHECO DE 0LIVEIRA FILHO*

Desculpem pela falta de espaços esportivos nas escolas;

Pela falta de professores de educação física nas séries iniciais;

Pelas escolinhas mercantilizadas que buscam quantidade de clientes e não qualidade de aprendizagem;

Desculpem pela falta de incentivo na base;

Desculpem pela falta de praças esportivas;

Desculpem pelo discurso de que "o esporte serve para tirar a criança da rua" (é muito pouco se for só isso!);

Desculpem pela violência nas ruas que impede jovens de brincar livremente, tirando deles a oportunidade de vivenciar experiências motoras;

Desculpem se muito cedo lhe tiraram o "esporte-brincadeira" e lhe impuseram o "esporte-profissão";

Desculpem pelo investimento apenas na fase adulta quando já conseguiram provar que valia a pena;

Desculpem pelas centenas de talentos desperdiçados por não terem condições mínimas de pagar um transporte para ir ao treino, de se alimentar adequadamente, ou de pagar um "exame de faixa";

Desculpem por não permitirmos que estudem para poder se dedicar integralmente aos treinos.

Desculpem pelo sacrifício imposto aos seus pais que dedicaram seus poucos recursos para investir em algo que deveria ser oferecido gratuitamente;

Desculpem levá-los a acreditar que o esporte é uma das poucas maneiras de ascensão social para a classe menos favorecida no nosso país;

Desculpem pela incompetência dos nossos dirigentes esportivos;

Desculpem pelos dirigentes que se eternizam no poder sem apresentar novas propostas;

Desculpem pelos dirigentes que desviam verbas em benefício próprio;

Desculpem pela falta de uma política nacional voltada para o esporte;

Desculpem por só nos preocuparmos com leis voltadas para o futebol (Lei Zico, Lei Pelé, etc.);

Desculpem se a única lei que conhecem ligada ao esporte é a "Lei do Gérson" (coitado do Gérson);

Desculpem pelos secretários de esporte de "ocasião", cujas escolhas visam atender apenas, promessas de ocupação de espaços político-partidários (e com pouca verba no orçamento);

Desculpem pelos políticos que os recebem antes ou após grandes feitos (apenas os vencedores) para usá-los como instrumento de marketing político;

Desculpem por pensar em organizar "Olimpíadas" se ainda não conseguimos organizar nossos ministérios; nossas secretarias, nossas federações, nossa legislação esportiva;

Desculpem por forçá-los, contra a vontade, a se "exilarem" no exterior caso pretendam se aprimorar no esporte;

Desculpem pela cobrança indevida de parte da imprensa que pouco conhece e opina pelo senso comum.


Desculpem o povo brasileiro carente de ídolos e líderes por depositar em vocês toda a sua esperança;

Desculpem pela nossa paixão pelo esporte, que como toda paixão, nem sempre é baseada na razão;

Desculpem por levá-los do céu ao inferno em cada competição, pela expectativa criada;

Desculpem pelo rápido esquecimento quando partimos em busca de novos ídolos;

Desculpem pelas lágrimas na derrota, ou na vitória, pois é a forma que temos para extravasar o inexplicável orgulho de ser brasileiro e de, apesar de tudo, acreditar que um dia ainda estaremos entre os grandes.

*Ronaldo Pacheco de Oliveira Filho é professor da  Secretaria de Educação do DF (cedido à UnB) e da Universidade Católica de Brasília.

Por Juca Kfouri às 13h25

Encontros marcados com Tio e Tia Sam

O primeiro set deu para assustar, tamanha a apatia do time brasileiro, que apanhou de 19/25 da forte Itália, que sacou demais.

Aí, deu a louca no Giba, que botou fogo no sexteto nacional.

E o segundo set foi a devolução do primeiro, com uma pequena vantagem: 25/18.

O terceiro correu mais parelho, mas terminou bem, muito bem: 25/21.

Faltava um para o Brasil voltar a ser finalista olímpico, em busca do tri, agora diante dos Estados Unidos, que passou pela Rússia num jogo fantástico, por 3 a 2.

E o quarto set confirmou, apesar de uma certa pressão final dos italianos: 25/22.

Homens e mulheres do Brasil contra homens e mulheres dos Estados Unidos no vôlei de quadra.

Como aconteceu também no vôlei de praia.

E a vantagem foi deles, nas semifinais entre as mulheres e na final entre os homens, com duas vitórias norte-americanas.

É hora de recuperar o ouro perdido.

Jogo marcado para a primeira hora da madrugada do domingo entre os homens.

E às 9h deste sábado entre as mulheres.

Por Juca Kfouri às 10h56

Escravos de Jô

Um gol de Diego, dois de Jô: Brasil 3, Bélgica 0 no futebol masculino.

Mais um bronze no ludopédio.

Não é nada, não é nada, não é verdade que seja nada mesmo.

Mas é muito menos do que poderia ser, embora não se esperasse que fosse diferente, tão maltratada foi a seleção olímpica pela CBF.

E o bronze é sinônimo de oxigênio para Dunga.

Por Juca Kfouri às 09h58

Maurren Mágica!

Crédito: Flávio Florido/UOL

Bastou o primeiro salto: 7m04!

Um salto para a história.

Maurren Maggi foi vítima da estupidez da legislação antidoping uma vez.

Foi arbitrariamente suspensa.

Uma repórter do "Diário de S.Paulo" provou que ela não tinha se dopado e, agora, Maurren ultrapassa a última fronteira.

Traz na bagagem da volta de sua viagem a Pequim a medalha de ouro do salto em distância.

Volta por cima.

Leia, abaixo, do blog de PAULO MOREIRA LEITE:

A medalha de ouro de Maurren Maggi representa uma volta por cima de uma atleta exemplar. Espero que ela receba todas as homenagens a que tem direito e um pouco mais. Maurren merece – até porque carrega a dor de uma acusação injusta.

Em 2003, às vésperas dos Jogos Pan Americanos, Maurren Maggi foi punida e afastada das pistas, num processo anti-dopping. Ela foi acusada de ter feito uso de clostebol, substância proibida pela medicina esportiva. A maioria das histórias de dopping envolvem roteiros cabeludos e explicações incoerentes, mas o depoimento de Maurren sempre foi claro. Ela não se dopou.

Sem saber, no final de uma sessão de depilação numa clínica de São Paulo, recebeu a aplicação de uma pomada cicatrizante chamada Novaderm. Entre outras substâncias, a pomada continua clostebol – em doses mínimas para afetar o desempenho esportivo, mas suficientes para serem apanhadas num exame médico.

Eu era diretor do Diário de S. Paulo, naquele momento. Com auxílio de Carlos Alencar, o editor de esportes, decidimos fazer uma reportagem para afastar qualquer dúvida. Escalamos uma repórter, Luciana Ackerman, para ir à mesma clínica de Maurren, fazer a mesma depilação, receber a aplicação da mesma pomada – e depois submeter-se ao mesmo exame médico que ela fizera. O resultado foi o esperado: deu dopping na repórter que, como Maurren, apenas fizera uma depilação.

Este teste não prova que o exame médico estava errado mas mostra que aplica-se rigor demasiado em quem não merece –e muitas vezes deixa escapar quem não devia, não é mesmo?

Também prova que Maurren tinha uma qualidade que só faz bem a uma grande atleta – caráter.

http://paulomoreiraleite.com.br/colunaepoca/2008/08/22/maureen-maggi-nunca-se-dopou-eu-provo/

 

Por Juca Kfouri às 09h47

Praia de prata e bronze

A dupla que era para ganhar o ouro, Ricardo e Emanuel, ficou com o bronze, ao vencer os brasileiros da Geórgia, 21/15 e 21/10.

A dupla que era para ganhar o bronze, Márcio e Fábio Luiz, ficou com a prata, ao perder para os estadounidenses dos Estados Unidos, 23/21, 17/21 e acachapantes 15/4.

Desta vez, entre mulheres e homens, se não foi nublada, a praia também não foi dourada.

Entrou areia.

Mas, faz parte.

Por Juca Kfouri às 01h10

Flamengo não deixa o Grêmio disparar

Flamengo e Grêmio fizeram um belo jogo.

Mais o Flamengo que o Grêmio, aliás.

Um jogo intenso que, embora ainda na segunda rodada do returno, tinha ares de decisão.

E era mesmo decisivo para as pretensões do Flamengo, que, além do mais, contava com a torcida do Cruzeiro, do Palmeiras, do...

E deu certo.

Depois de muito martelar, Maxi pegou o rebote de uma dessas raras falhas de Victor no Brasileirão, que bateu roupa num chute de Juan, e fez 1 a 0 para festa do Maracanã, com menos gente do que o jogo merecia (31 mil torcedores).

E o Flamengp esteve sempre mais perto do segundo gol do que o Grêmio do primeiro, embora tenha sido o time gaúcho quem empatou, em bela cobrança de falta de Souza.

Em seguida, no entanto, Toró fez justiça e marcou o segundo gol rubro-negro, para alegria ampla, geral e irrestrita de todos os que não são gremistas.

Como foi boa notícia para o futebol brasileiro a vitória do Vasco sobre a Lusa, por 1 a 0, na cidade de César Cielo Filho de Ouro, Santa Bárbara D'Oeste gol de Alex Teixeira, nenhum parentesco, felizmente, com o presidente da CBF, no aniversário de 110 anos do Vascão.

E Galo e Goiás empataram 1 a 1 no Mineirão, muito melhor para os esmeraldinos do que para os alvinegros.

Por Juca Kfouri às 23h06

21/08/2008

E agora, que medalha você quer mais?

Quase seis mil blogueiros participaram da sondagem anterior.

E 36% preferiam o ouro das meninas do futebol, enquanto 24% optaram pelo ouro do time de Dunga, 22% pelo time de José Roberto Guimarães e 18% pelo de Bernardinho.

E, agora?

Ouro para meninas ou para os rapazes do vôlei?

Dá pra ganhar os dois e cá entre nós é a aposta deste blogueiro.

Mas se tivesse que escolher entre uma e outra, qual você escolheria?

Responda, por favor, aí à esquerda, no cantinho da sondagem.

Por Juca Kfouri às 12h37

Amar(g)a prata?


Aos 30 minutos de jogo, enfim, um momento de emoção na decisão do ouro entre Brasil e Estados Unidos no futebol feminino.


Foi quando Formiga roubou uma bola pouco antes do meio de campo, ainda na defesa norte-americana, e teve Marta pela esquerda e Cristiane pela direita para servir.


Preferiu fazer o passe para Cristiane que, na cara da goleira, adiantou demais a bola e perdeu a chance.


Até então, o jogo só não dava sono (apesar da noite em claro deste blogueiro) porque era uma final.


Mas que a semifinal do vôlei foi muito mais animada, não resta dúvida.


E Jadel Gregório, no salto triplo, ficava longe do que esperava, muito longe, em sexto lugar, um abaixo do que ficou em Atenas.


No gramado, as brasileiras tomaram conta.


Sem jogar 50% do que podem, dominaram as adversárias e as acuaram, mesmo sem grandes lances de perigo.


Só ficava claro que, mesmo precipitado, o time brasileiro era superior.


Era.


Mas a partida tinha cara de prorrogação, principalmente depois que, aos 71, Marta enfiou uma bicuda de esquerda e a goleira Hope Solo defendeu espetacularmente.


Já a goleira Bárbara simplesmente não aparecia no jogo, o que só aconteceu aos 85, numa lambança da zaga.


E aos 87, no primeiro chute americano no segundo tempo...


E aos 89, quando a zaga falhou de novo e a americana perdeu gol certo...


E veio a prorrogação.


Com o time brasileiro bem mais desgastado.


Aos 5 minutos, um chute de fora da área, uma falha de Bárbara, gol dos EUA.


Não era justo, mas também não se pode dizer que fosse injusto.


Injusto foi em Atenas, por erros grosseiros da arbitragem.


Por um triz, três vezes o Brasil quase empatou.


Luta havia, e muita, diga-se, mas sabe aquela sensação de que falta alguma coisa na hora agá?


E ao faltarem três minutos, as americanas enfiaram uma bola na trave brasileira.


Eram mais eficazes, enfim. E mais controladas psicologicamente.


E, no hipismo, Rodrigo Pessoa perdia a possibilidade de ganhar, pela segunda vez, o ouro.


Restava-lhe só brigar pelo bronze. Que perdeu.


Era a terceira medalha de ouro em quatro Olimpíadas das americanas do soccer.


E a segunda prata brasileira.


Com gosto de fel.


Mas, de todo modo, bem mais que o eventual bronze dos marmanjos de Dunga.

Por Juca Kfouri às 12h29

Coisa séria. Muito séria

Era uma semifinal.

Contra as campeãs olímpicas.

As donas da casa.

Ginásio lotado.

Que saíram na frente: 3 a 0.

E continuaram: 5 a 2.

E que não ficavam atrás.

A não ser quando o Brasil fez 18 a 17 na China.

E, aí, ponto a ponto, até que o primeiro set terminasse em 27 a 25 para as meninas brasileiras.

Que seguiam sem perder um set sequer.

Como depois que acabou o segundo set, menos difícil, mas nada fácil: 25 a 22.

E veio o terceiro, chave para a finalíssima contra os Estados Unidos, como no futebol.

Foi mole.

Na primeira parcial: 8 a 2.

Na segunda: 16 a 10.

O jogo acabou com 25/14.

Que venham as estadounidenses.

Às 9h deste sábado.

Por Juca Kfouri às 10h18

Taekwondo no!

Débora Nunes, a brasileira, fez 1 e 2 a o no primeiro assalto.

Tomou um golpe no segundo: 2 a 1.

E nos últimos segundos do terceiro, levou o empate.

Veio o tempo extra.

No primeiro segundo, levou o golpe de ouro.

Parei.

Voltamos com o vôlei, já de São Paulo, que o avião parte de Floripa às 6h05...

 

Por Juca Kfouri às 05h01

Vela de prata!

Convenhamos que é preciso ser meio panaca para ficar vendo a última regata da classe Star nesta hora da madruga.

Mas, fazer o quê?

A próxima é só daqui a quatro anos mesmo...

E a dupla brasileira Robert Scheidt e Bruno Prada, numa chegada eletrizante, acabaram a regata em terceiro lugar e a competição em segundo.

Mais uma medalha para coleção de Scheidt.

A quarta consecutiva, apenas...

Coisa de louco.

Por Juca Kfouri às 03h54

Surpresa americana

A seleção de vôlei feminino dos Estados Unidos surpreendeu as até então invictas cubanas e as derrotaram com facilidade.

Fácil mesmo, extremamente fácil: 3 a 0.

E com 25/20, 25/17 e 25/17.

As americans estão na final, contra Brasil ou China.

No caminho, elas passaram pelo Japão (3 a 1), perderam para Cuba por 3 a 0, e ganharam da Venezuela (3 a 1), China (3 a 2) e Itália (3 a 2).

Dada a velha animosidade, melhor para o Brasil que sejam os EUA do que Cuba.

Mas o que as americanas jogaram nas últimas partidas chega a assustar.

 

Por Juca Kfouri às 02h48

O caçador de medalhas

Por ROBERTO VIEIRA

 

O Afeganistão é um país pobre. 

Um país de montanhas e guerra. Fé e fanatismo.

Duas em cada dez crianças morrem antes de completar um ano de vida. 

Um em cada três afegãos mora longe de casa. Refugiado. Longe da miséria e da fome.  

Apesar da pobreza, a localização geográfica do Afeganistão o tornou objeto de cobiça para as grandes potências.

Um joguete nas mãos da Inglaterra, da antiga URSS e dos EUA. 

Quis Allah, misericordioso e justo, que um dos melhores romances dos últimos anos fosse escrito por um médico afegão, Khaled Hosseini, radicado nos EUA. 

O Caçador de Pipas surpreende, pois transforma em poesia a dor e o desencanto do menino Amir e do seu país.

Como um novo Malba Tahan, Hosseini transporta o leitor para uma terra de beleza e contrastes desconhecidos.

Ontem, o Afeganistão estava em festa.

No dia 19 de agosto de 1919, o país conquistava a sua independência contra o Império Britânico.

Um dia depois, festa novamente.

O país acaba de conquistar a sua primeira medalha olímpica com Rohullah Nikpai na categoria até 58kg do taekwondo.

Uma medalha de bronze.

Uma simples medalha, mas uma medalha tão improvável quanto um best-seller sobre um menino que brincava de caçar pipas em Cabul.

Maktub!

Por Juca Kfouri às 01h31

Inter reage, Flu também e Santos empaca

Empatar com o Ipatinga 1 a 1, mesmo no Ipatingão, nessas alturas do campeonato, é sinônimo de empacar.

E foi o que aconteceu com o Santos, preocupantemente apegado à ZR.

O Santos saiu na frente com o pé de Cuevas, que não se perca pelo nome, e Henrique empatou.

Já o Flu, que conhece bem a zona, trata de fugir dela e a vitória, nos Aflitos, diante do Náutico, 3 a 1,  todos de Washington, é um bom sinal de reação.

Como reage o Inter, ao sapecar 4 a 1 no Palmeiras, depois de sair perdendo por 1 a 0, gol de pênalti cobrado por Alex Mineiro logo no começo do jogo.

Jogo que o Palmeiras teve nos pés quando Diego Souza desperdiçou o segundo gol, graças também à saída de Clemer.

Aí, virou noite de Índio.

Que empatou ainda no primeiro tempo, abriu o caminho para Alex, de volta, fazer um golaço no minuto seguinte, e ainda fez o terceiro, de cabeça.

O Inter fez o quarto gol, mal anulado por impedimento.

E fez de novo, com Taison, para nocautear de vez o Palmeiras, 4 a 1, depois que Marcos, pelo menos por duas vezes impediu que o gol saísse,

Mas Vadívia não fez a menor falta e Denílson fez belíssima partida.

Este jogo vi e este resultado o Grêmio também comemorou.

Grêmio que pega o Flamengo nesta quinta, no Maracanã.

O rubro-negro terá mais torcida ainda do que nunca...

 

Por Juca Kfouri às 23h39

Botafogo impossível

O Botafogo está mesmo impossível, 18 pontos ganhos nos últimos 18 pontos que disputou.

E a vítima da vez foi simplesmente o vice-líder Cruzeiro, de quem está só a dois pontos.

Vítima mesmo até porque tomou um gol, o único do jogo, fruto de um pênalti inexistente no Engenhão.

Mas o fato é que o Cruzeiro não tem ido bem fora de casa e daí...

O São Paulo perdia de 1 a o para o Furacão no primeiro tempo, empatou antes do primeiro minuto do segundo com Hugo, virou com Borges e fechou o placar com André Lima, ou seja, cumpriu sua obrigação no Morumbi.

Como o Coritiba cumpriu a dele ao fazer 3 a 0 no Figueira, no Couto Pereira, e o Vitória deixou de fazer sua parte, ao só empatar sem gols com o Sport, no Barradão.

Acrescento que não vi nenhum desses jogos, apenas vi os gols, porque participava de um animado bate-papo com um pessoal pra lá de simpático em Floripa.

E que o Grêmio deve estar festejando a vitória botafoguense que pode levá-lo a ficar oito pontos à frente do Cruzeiro.

Por Juca Kfouri às 23h30

20/08/2008

Meninas do vôlei, atenção!

José Roberto Guimarães adora futebol, é são paulino e foi gerente do Corinthians quando o time ganhou o primeiro Mundial da Fifa.

Ligado como é ao esporte bretão, ele há de ter alertado suas meninas em relação aos perigos do jogo de amanhã contra a China.

A China é a última campeã olimpíca, como a Argentina, no futebol masculino.

A Seleção Brasileira de vôlei está invicta e não perdeu nem sequer um set.

Como estava invicta a Seleção Brasileira de futebol e sem nem sequer ter sofrido um gol.

Em resumo: todo cuidado é pouco em mais esta semifinal.

Por Juca Kfouri às 18h19

Brincando com os chineses

Menos mal que não foi necessário acordar cedo para ver Brasil x China no vôlei masculino.

Porque não teve jogo, só treino.

Bem diferente do que deve acontecer no feminino, amanhã, também às 9h, entre as mesmas seleções.

O time de Bernardinho não deu bola nem para o time nem para a torcida chineses:25/17, 25/15 e 25/16.

Na semifinal o rival será a Itália, que ganhou de madrugada da Polônia, 3 a 2, num jogo de matar do coração.

Por Juca Kfouri às 10h13

A volta do Dream Team?

*Por MARCELO GOMES

A campanha do Time dos Sonhos nos jogos de Barcelona, em 1992, foi a seguinte:

Primeira Fase

EUA 116 X 48 ANGOLA – 68 PONTOS

EUA 127 X 83 BRASIL – 44 PONTOS

EUA 122 X 81 ESPANHA – 41 PONTOS

EUA 103 X 70 CROÁCIA – 33 PONTOS

EUA 111 X 68 ALEMANHA – 43 PONTOS

Fase Final

EUA 115 X 77 PORTO RICO – 38 PONTOS

EUA 127 X 76 LITUANIA – 51 PONTOS

EUA 117 X 85 CROÁCIA – 32 PONTOS

A média de pontos deste time foi de 117,25 por jogo.

A vantagem média sobre os adversários foi de 43,75 pontos por partida.

A campanha do atual time americano de basquete em Pequim é a seguinte:

EUA 101 X 70 CHINA – 31 PONTOS

EUA 97 X 76 ANGOLA – 21 PONTOS

EUA 92 X 69 GRÉCIA – 23 PONTOS

EUA 119 X 82 ESPANHA – 37 PONTOS

EUA 106 X 57 ALEMANHA – 49 PONTOS

Até aqui a média de pontos deste time é de 103 por jogo.

A vantagem média sobre os adversários é de 32,2 pontos por partida.

O Dream Team original tinha dez - dos doze atletas - no hall dos 50 maiores jogadores da história da NBA.

Méritos também para o atual time americano – não vou chamá-lo de Dream Team enquanto ele não superar as marcas e o talento da equipe original.

Um ponto favorável para equipe do técnico Mike Krzyzewski está no fato de vencer seleções recheadas de jogadores da NBA e da milionária Euroliga.

*Marcelo Gomes é jornalista e narrador esportivo da CBN.

Por Juca Kfouri às 00h54

Um bronze para Dunga respirar

Os argentinos fazem mil brincadeiras e curtem a esmagadora vitória sobre a Seleção Brasileira olímpica.

Nada mais natural depois das últimas amassadas que andaram levando.

Resta à Seleção tentar o bronze contra a Bélgica.

E pode ser o metal que salve o Dunga, pelo menos por uns dias.

Porque se nem o bronze vier, nada o garante diante dos humores de quem o pôs onde ele não deveria estar.

Bronze garantido, que Dunga trate de vencer o Chile pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, já no dia 7 de setembro, em Santiago.

O dia da Independência do Brasil pode ser o da forca para Dunga.

Porque se o Brasil perder, sairá de vez do G4 das Eliminatórias, onde já não está, um ponto atrás exatamente do Chile, o quarto colocado.

Neste momento, o time brasileiro é apenas o quinto, o lugar da repescagem.

De resto, tantas são as querelas entre a Fifa e o COI, que é bem possível que ontem tenha morrido a última chance de o Brasil ganhar uma medalha de ouro olímpica.

O que é, além de surpreendente, triste, profundamente triste.

Mas que, ao menos, não alimenta ainda mais o apetite do país monoesportivo.

Por Juca Kfouri às 00h38

19/08/2008

Se o ouro valesse 10 pontos, a prata 7 e o bronze 5...

Por PEDRO LUCAS ROCHA CABRAL DE VASCONCELLOS

www.bnciscuitantes.wordpress.com

...o quadro de medalhas estaria assim, depois do 12.o dia em Pequim:

1. China 623

2. Estados Unidos 577

3. Rússia 288

4. Reino Unido 263

5. Austrália 254

6. Alemanha 211

7. França 187

8. Coréia do Sul 180

9. Japão 162

10. Itália 137

11. Ucrânia 118

12. Holanda 95

13. Canadá 87

14. Cuba 70

15. Espanha 68

16. Bielorrússia 66

17. Polônia 63

18. Romênia 62

19. Quênia 58

20. Nova Zelândia 52

21. Cazaquistão 51

22. Eslováquia 44

23. Dinamarca 42

24. Coréia do Norte 42

25. República Tcheca 41

26. Jamaica 41

27. Brasil 35

Por Juca Kfouri às 14h01

Argentina arrasa o Brasil

A Argentina em busca da vaga na final para tentar seu segundo ouro olímpico.

O Brasil com o objetivo de poder ganhar seu primeiro.

O adversário já conhecido na decisão, os fortes nigerianos, também invictos como brasileiros e argentinos até então.

Nigerianos que golearam a Bélgica, 4 a 1, na outra semifinal, e que também já têm uma medalha de ouro no futebol olímpico.

Mas que apenas ficaram no 0 a 0 contra a Holanda na estréia.

Os argentinos, como se sabe, só não têm mais títulos que os brasileiros em Copas do Mundo, cinco a dois para os verde-amarelos.

Porque os hermanos ganharam 14 Copas América, contra oito do Brasil.

Seus clubes ganharam a Libertadores 21 vezes, contra 13 conquistas brasileiras e há empate no Mundial de Clubes, nove a nove.

No total, 47 títulos argentinos e 35 brasileiros.

No campo, em Pequim, o primeiro tempo não teve gol.

Teve domínio argentino com mais posse de bola, mais chances agudas de gol, três contra apenas uma do Brasil.

Brasil que encontrou em Ronaldinho alguém mais disposto a comandar a equipe, coisa que fez sem brilho, até porque, cá entre nós, está com traseiro um tanto o quanto avantajado.

Do lado argentino, Riquelme e Messi compartilhavam a mesma função, com vantagem para o mais jovem, de incrível maturidade, diga-se de passagem.

Mas o 0 a 0 mostrava o quão complicado é este clássico do futebol mundial.

Como disse o PVC, se fosse boxe, a Argentina estaria na frente por pontos.

Como é futebol, o segundo tempo começou com a expectativa de que, novamente, o Brasil nocauteasse o favorito.

Mas abusando do direito de errar passes curtos, logo aos 7 minutos o Brasil sofreu seu primeiro gol na China, marcado por Aguero no complemento da enésima troca de passes envolventes dos argentinos.

Em seguida, Rafael Sóbis deu azar, ao acertar um tirambaço na trave argentina.

E, aos 12, nova troca de passes para deixar a defesa nacional tonta e o novo complemento de Aguero para o fundo da rede, desta vez pela direita e não pela esquerda como no primeiro gol.

Porta arrombada, Dunga chamou Thiago Neves e Pato para os lugares de Hernanes e Sóbis.

Aos 64, desaparecido no segundo tempo, Ronaldinho bateu falta na trave.

A sorte que abandonou a Argentina nas duas últimas decisões da Copa América dava o ar de sua graça.

Jô entrou em lugar de Diego, para o tudo ou nada.

Nada!

Ou melhor, pior que nada.

O terceiro gol argentino, de pênalti cometido por Breno e convertido por Riquelme, aos 75.

Goleada!

Com direito à humilhação.

E Lucas pegou Mascherano por trás e foi corretamente expulso, como Marta deveria ter sido ontem e não foi, por sinal.

Thiago Neves também cometeu sua cafajestagem e acabou expulso, por dar por trás em Mascherano.

Olé, olé, olé!

Agora o Brasil deve ficar com o bronze na disputa com os belgas, nesta sexta-feira, às 8h.

E a Argentina tem a chance da revanche de 1996, quando perdeu a final exatamente contra a Nigéria.

Na verdade, uma eventual medalha de bronze será um prêmio à pouca organização que cercou mais esta Seleção Brasileira de futebol masculino.

E a maior culpa de Dunga foi ter aceitado que Ricardo Teixeira convocasse Ronaldinho.

Azar deles três.

E nosso, é claro. 

Mas Vanderlei Luxemburgo há de estar esfregando as mãos.

Por Juca Kfouri às 11h48

As meninas continuam o passeio em Pequim

Oficialmente foi chamado de jogo das quartas-de-final do vôlei feminino.

Na prática foi apenas mais um treino, desta vez contra as japonesas.

O primeiro set, então, nem isso: 25/12.

Já no segundo até que deu um gostinho: só 25/20.

No terceiro, então, imagine, as japonesas até estiveram na frente nos primeiros 11 pontos.

Sim, esteve 11 a 9 para as japonesas...

Mas o set terminou 25/16.

Fato é que as meninas de Zé Roberto continuam sem perder nem sequer um set.

E devem pegar russas (que já esmagaram na primeira fase, mas são as russas, aquelas de Atenas...) ou as donas da casa na semifinal.

E, como tudo indica, e a Ana Moser também, a final deverá ser contra as cubanas, as únicas também invictas, embora já tenham perdido três sets, um para a Polônia e dois para a China.

Está chegando a hora...

Por Juca Kfouri às 02h14

18/08/2008

Brasil x Argentina: além de Pequim

De volta à terra e com os pés no chão.

Nesta manhã, às 10h, tem Brasil e Argentina numa das semifinais do futebol masculino olímpico.

Um jogo que transcende a Olimpíada.

De um lado um time brasileiro ainda longe do que queremos, de outro Mascherano, Riquelme, Messi...

Mas, mais que isso, uma pergunta: um eventual ouro inédito para o nosso futebol fará bem ou mal ao esporte nacional?

Seja qual for a resposta, a torcida é uma só e a favor, é claro.

Ainda mais que é bastante provável que esta seja a última chance para o Brasil ganhar o ouro que lhe falta.

Porque do jeito que as coisa andam entre COI e FIFA, tudo indica que não teremos mais futebol masculino em Jogos Olímpicos.

Quem sabe o futsal, o futebol de areia, mas o dos marmanjos, duvideodó.

Por Juca Kfouri às 22h43

Precisa explicar?

Por FELIPE ELLIAS

 

Por Juca Kfouri às 22h08

Brasil über alles

Por ROBERTO VIEIRA 

Guadalajara. Jogo duro. Carlos Alberto acerta Lee.

Xangai. Marta voa sobre a adversária.

Os juízes fazem vista grossa.

Guadalajara.

Tostão mete a bola entre as pernas de Bobby Moore.

A bola passa por Pelé...

Uma bomba de Jairzinho acerta o ângulo de Banks.

Xangai.

Cristiane dribla mortal entre as pernas da zagueira alemã.

A bola passa por Marta?

Uma bomba de Formiga ganha as redes de Angerer.

A seleção de 70 era mestre no contra-ataque imortal?

Marta recebe na sua intermediária e avança. Livre.

Érica atrai a marcação e a bola sai dos pés de Marta. Simples e solene.

Cristiane surge clarividente e toca de canhota no canto, rasteiro, gol.

Tostão?

Novo contra-ataque. A bola chega aos pés de Marta.

No instante seguinte a bola ganha as redes sutil: 3 x 1.

Fim de jogo. Bola de pé em pé.

Será Clodoaldo fintando quatro italianos?

Não! É Cristiane dançando entre as alemães: 4 x 1!

Milagre de Félix. Milagre de Bárbara.

Guadalajara já não é Xangai. Subitamente surge sobre o mar um estádio Azteca.

Azteca, casa do futebol nos Jogos Olímpicos de 1968. Há 40 anos.

Quando as mulheres batiam palmas e não ousavam entrar em campo.

Azteca que testemunhou a maior seleção de todos os tempos em 1970. Pós Jalisco.

Azteca que hoje renasceu. Pirâmide sobre o Yang-Tsé.

Porque no futebol, Brasil über alles

Por Juca Kfouri às 14h03

17/08/2008

Só o Botafogo ganha fora de casa

Em 10 partidas, apenas uma vitória de visitante: este Botafogo que sobe a olhos vistos e sobre o qual talvez seja melhor não falar muito, para que ninguém lhe bote olho gordo.

Fato é que o Glorioso desandou a ganhar, já está no G4, desalojou o São Paulo e é o primeiro dos cariocas.

A vítima da vez foi o Sport, campeão da Copa do Brasil.

Botafogo que, e a verdade é esta, vem subindo um degrau a cada ano, de maneira aparentemente sólida.

E basta.

Falemos dos outros.

Deste Palmeiras que derrrotou o Coritiba como era obrigatório, mas que, enfim, não deixou nem Cruzeiro nem Grêmio botarem poeira em seus olhos.

E falemos do Flu de Cuca, que estreou com vitória sobre o Galo.

Um jogo na Ilha do Retiro, outro no Palestra Itália e o último no Maracanã.

Tudo 1 a 0.

Nada vi, só li.

Por Juca Kfouri às 20h09

Grêmio absoluto e só o Santos não ganha em casa

O Santos pode até escapar do rebaixamento e tomara que escape.

Mas tem acontecido coisas com o Santos que são preocupantes.

Porque dá tudo errado.

A Globo Internacional escolheu, naturalmente, o jogo do Flamengo para transmitir neste domingo.

E o que se viu foi um Santos partindo para cima, tentando se impor como anfitrião.

Depois de exigir boas defesas de Bruno, eis que o Santos levou o primeiro gol, logo aos 8.

E que gol!

Típico de time que está em fase terrível.

Léo Moura matou no peito na entrada da área e mandou a bomba, que ricocheteou em nada menos que dois santistas para enganar o goleiro Douglas e entrar.

Em seguida Michael fez fila na defesa rubro-negra, sem Juan, e Bruno fez outra boa defesa.

Passados mais uns minutinhos e Maikon Leite divide feio com Bruno e se sai pior e sai do jogo, com ruptura dos ligamentos do joelho, uma lástima.

O Flamengo, que estreava Marcelinho Paraíba, um bom reforço, não tem nada com isso, é claro, e fazia sua parte, mais organizado em campo.

Enquanto isso, no Olímpico, Perea abria o placar para o Grêmio contra o São Paulo, em posição daquelas em que o bandeirinha quase faz bem em deixar a jogada seguir, também aos 8 minutos (o quase, aqui, é para manter a coerência, embora o colombiano parecesse tão adiantado que, na verdade, não caberia dúvida).

E o Vascão saía na frente do Inter, em bola recuada de Bolivar e uma tremenda furada de Clemer, lances que o blog pôde ver no intervalo global.

Já o Goiás abria o marcador com Paulo Baier diante do Náutico.

Só o Santos perdia em casa.

Mas, aos 38, não perdia mais.

Em jogada todinha de Kléber Pereira, o artilheiro isolado do campeonato, com 12 gols, fez belíssimo gol e justiça ao azarado time da Vila Belmiro.

E, aos 44, ele mesmo, na pequena área, permitiu que Bruno evitasse a virada, como o Santos merecia.

Menos mal que, aos 6 do segundo tempo, Michael enfiou uma bola preciosa para Kléber Pereira fazer seu 13o. gol dos 23 santistas, virar o jogo e chorar de emoção.

O Flamengo tinha Léo Moura no meio de campo e Luizinho no lugar de Eltinho. É inho demais, mas, enfim...

E Cristian foi bem ao expulso, aos 19, por dar uma cotovelada em Michael.

Quando tudo parecia a feitio do Santos, Domingos fez um pênalti infantil em Ibson e Léo Moura bateu para empatar, aos 32.

Seis minutos depois Carleto bateu falta com violência, no travessão rubro-negro...

O Vasco se esbaldava em São Januário e ampliava com Edmundo, Eduardo Luís e Jean, para tirar o time cruzmaltino da ZR: 4 a 0.

O Goiás também fazia mais, fazia 3 a 0, com Paulo Henrique e Vitor, e deixava o Timbu na ZR.

Sete jogos da primeira rodada do returno, seis vitórias dos donos da casa, menos na Vila...

E no Olímpico, no jogo mais importante da rodada, o Grêmio não só deu mais um passo para ser tricampeão como, ainda por cima, tornou quase impossível o hexa sãopaulino.

Imagino a choradeira por aí por causa do gol de Perea, como se nunca o São Paulo tivesse sido beneficiado por algo semelhante...

Mesmo que Reinaldo tenha perdido o gol mais feito do mundo, aos 40, e duas vezes: na primeira mandou na trave e, na segunda sabe-se lá como, jogou o rebote fora.

Nota do blog: não será possível acompanhar os jogos das 18h10, embora a Globo vá transmitir Flu x Galo.

A viagem de volta a São Paulo impedirá.

Uma pena.

Principalmente pela volta...

Por Juca Kfouri às 18h03

Tombos sem graça

No país da piada pronta, não esperem sarcasmo ou ironia aqui por causa das quedas do brilhante ginasta ou do cavaleiro.

Somos todos nós que caímos.

Porque não é de hoje que estamos de quatro diante do quadro de nossa cartolagem, corrupta e incompetente.

Quem derruba nossos atletas somos nós mesmos, com nossas expectativas exageradas, com o peso que botamos sobre seus ombros, com o nosso ufanismo de véspera e depressão depois.

Quem os derruba é a falta de uma Política Esportiva e o excesso de dinheiro nas mãos de poucos, para suas mordomias.

De que vive o presidente do COB, por exemplo?

E há quanto tempo lá está?

Com que resultados?

Será que  ganhou experiência em Pequim?

A verdade é que tirante o vôlei, cujo trabalho inicial, aliás, diga-se a bem da verdade, foi muito bem feito por ele mesmo, onde mais podemos dizer que os resultados são fruto de um trabalho sério e planejado.

Sim, na ginástica e no...

Pergunte a César Cielo Filho de Ouro quanto ele se julga devedor do também eterno cartola da natação. 

Deixa pra lá.

Porque podemos até ganhar dois ouros no futebol, mas, convenhamos, será pelo velho talento, jamais pela organização, como vimos na última Copa do Mundo e estamos vendo na China.

E o basquete?

Quem são esses cartolas que não largam de seus privilégios e que ainda têm o apoio não só dos diversos ministros como, também, dos presidentes da República  -- todos eles, sem exceção?

Não, não tem graça nenhuma os tombos que levamos.

Ruim mesmo é a cachaça que tomamos. 

 

Por Juca Kfouri às 13h50

As meninas do vôlei estão sobrando

Cinco jogos, cinco vitórias, 15 sets a zero.

A vítima desta vez foi a Itália: 25/16, 25/22 para dar uma certa graça e 25/17, pra gente dormir cedo...

Parece o basquete masculino dos Estados Unidos.

Por Juca Kfouri às 05h30

Eu quero acreditar. E acredito

Após feito, Bolt começa sua "luta" para provar que compete limpo
Das agências internacionais
Em Pequim (CHN)

Campeão olímpico com direito a mais um recorde mundial, o jamaicano Usain Bolt começou uma nova batalha. E esta briga não inclui outro pódio olímpico. Bem mais difícil do que sua passagem nos 100 m rasos, com folga, o velocista agora tenta provar que não usa substâncias ilícitas para melhorar sua performance, que culminou na marca de 9s69, três centésimos melhor que sua antiga marca.

O primeiro a sair em sua defesa foi o médico da sua equipe, Herb Elliott: "Não temos nada a esconder", afirmou o jamaicano, que possui título de PhD em bioquímica, antes de lançar um desafio. "Para quem tenha alguma dúvida, eu digo que venha para a Jamaica, para ver nosso programa. Venha ver nossos controles e como procedemos. Quando quiser, de dia ou à noite".

Com 21 anos - completará 22 na próximo quinta-feira -, Usain Bolt se tornou o primeiro jamaicano a ser campeão olímpico nos 100 m rasos, deixando para trás o norte-americano Tyson Gay, que ficou na semifinal, e o compatriota Asafa Powell, quinto na decisão.

"Não há de se deixar levar por rumores. O que existe (na Jamaica) é tradição", completou Elliott. "Nós não transformamos Bolt, apenas o ajudamos a progredir, principalmente no aspecto biomecânico".

As dúvidas do público após o massacre do medalhista de ouro têm fundamento. Nos últimos 20 anos, três recordistas mundiais foram pegos em testes antidoping, manchando a imagem da prova. O primeiro foi Ben Johnson, canadense que cravou novas marcas do mundo na década de 80 e que teve retirado seu ouro nos Jogos de Seul-1988.

O norte-americano Tim Montgomery viveu a mesma situação após ter o melhor tempo do mundo com 9s78, em 2002, e depois foi pego após exames. O exemplo mais recente foi seu compatriota Justin Gatlin, campeão olímpico em Atenas-2004 e que atualmente está cumprindo suspensão de quatro anos por doping.

Teoricamente, não restarão dúvidas após os Jogos de Pequim, uma vez que os primeiros cinco colocados de cada prova passam por exames antidoping logo depois de confirmados seus resultados. Entre amostras de sangue e urina, o Comitê Olímpico Internacional promete realizar cerca de 4.500 testes antidoping em Pequim, o maior número até hoje em Olimpíadas.

Antes dos Jogos, John Fahey, presidente da Agência Mundial Antidoping (Wada), havia mostrado preocupação com os casos de doping em Pequim, argumentando que um novo teste positivo deixaria o atletismo "moralmente falido".

"Estou de acordo, o público suspeita. E o público deixa de lado qualquer esporte em que acha não ser íntegro. Desejo e espero que não se registre outro caso em Pequim, pelo bem dos 100 m e do atletismo", afirmou Fahey.


Grega campeã olímpica em Atenas é flagrada em doping
Das agências internacionais
Em Atenas (Grécia)

A grega Fani Halkia, que ganhou o ouro nos 400 metros com barreiras nos Jogos Olímpicos de 2004, em Atenas, foi flagrada no exame antidoping, de acordo com um canal de TV grego, neste sábado.

Um porta-voz da equipe da Grécia disse que um atleta do país teve resultados positivos e que tinha deixado a Vila Olímpica de Pequim, porém, sem revelar seu nome, já que seria apenas a primeira amostra e que era necessário a confirmação antes de revelar o atleta.

Tasos Papachristou, porta-voz da deleção grega disse que a atleta nega a acusação. "Ela diz que não usou qualquer coisa", informou. Halkia foi submetida a exames alguns dias antes das Olimpíadas de Pequim.

Este é o segundo caso de doping envolvendo desportistas gregos nessas Olimpíadas. Antes dos Jogos, o velocista Tassos Gousis realizou exames, que deu positivo, e o atleta acabou ficando de fora das disputas na China.

Por Juca Kfouri às 03h30

O quadro de medalhas, pelos malucos

Por Pedro Lucas Rocha Cabral de Vasconcellos (www.bnciscuitantes.wordpress.com)

Como não tinha nada para fazer, fiz a conta do quadro de medalhas, atribuindo 10 pontos para a medalha de ouro, 7 para a de prata e 5 para a de bronze, como sugerido.

o resultado foi o seguinte (fiz com o quadro atualizado à meia-noite e meia, no horário de Brasília, e o refarei depois de encerrado o dia olímpico).

1.China  406
e Estados Unidos 406

2. Austrália 205

3. Coréia do Sul 153

4. Alemanha 150

5. Rússia 146

6. França 143

7. Japão 135

8. Reino Unido 126

9. Itália 120

10. Ucrânia 89

11. Cuba 51

12. Romênia 47

13. Holanda 44 e Bielorrússia 44

14. República Tcheca 41

15. Eslováquia 37 e Nova Zelândia 37

16. Cazaquistão 36

17. Suíça 35 

18. Azerbaijão 34

19. Coréia do Norte 32

20. Hungria 32

21. Zimbábue 31

22. Brasil 30

O blogueiro agradece, e muito, a todos os malucos que atenderam sua sugestão pouco sensata... 

Por Juca Kfouri às 02h01

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico