Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

06/09/2008

Pouca gente e poucos gols na 24a. rodada

Poucos gols e pouco público na 24a. esquartejada por três datas rodada do Brasileirão.

Apenas 24 gols em 10 jogos e apenas 124.214 pagantes, média de 12.421.

Maior público no Couto Pereira, com quase 22 mil pagantes que viram, também, o melhor jogo da rodada.

O pior público ficou para o Serra Dourada, apenas 3.883 torcedores.

O Grêmio se deu bem, porque tem, digamos assim, duas rodadas para descartar e ninguém pode afirmar que há favoritos tanto em seu jogo no Palestra Itália, no dia 9 de novembro, ou no Mineirão, dia 29 de outubro, contra Palmeiras e Cruzeiro.

O Botafogo também tem por que festejar sua volta ao G4, assim como o Santos e o Náutico, que saíram da ZR.

Já o Fluminense tem com o que se preocupar, embora seja pouquíssimo provável que ele caia mais uma vez. 

Por Juca Kfouri às 22h26

Uruguai surpreende

Em jogo que terminou agora mesmo e à meia-luz, o Uruguai, em Bogotá, quebrou a invencibilidade da Colômbia, a única seleção que estava invicta nas eliminatórias sul-americanas: 1 a 0.

O resultado, surpreendente, valeu o terceiro lugar para os uruguaios.

E jogou o Brasil para a sexta posição antes de enfrentar os chilenos, agora, em quinto lugar.

Por Juca Kfouri às 22h16

Grêmio na dele. Botafogo infernal

O primeiro tempo de Flu e Grêmio teve pouco futebol, mais movimentação do time gaúcho e duas ótimas chances de gol.

Ambas do tricolor carioca, ambas nos pés de Washington.

Numa ele chutou em cima de Victor, de virada, quase à queima-roupa.

Noutra, ao cabo dos 45 minutos, mandou na trave.

Mas o 0 a 0 não era injusto.

O primeiro tempo de Coritiba e Botafogo teve muito futebol, com mais movimentação do time carioca e seis ótimas chances de gol.

Duas do Coritiba, ambas salvas por Triguinho na linha fatal, sendo que numa delas, antes, Keirrison mandou a bola no travessão.

Quatro do Botafogo, todas conjuradas pelo goleiro Vanderlei, em duas bolas de Carlos Alberto, e em mais duas com Jorge Henrique, numa das quais operou um verdadeiro milagre.

Era para estar 3 a 2 para o Fogão.

O Flu voltou disposto a vencer e logo pôs Somália para jogar e em seguida fez entrar Tartá.

O Grêmio apenas especulava, quem sabe na expectativa de um lance decisivo, mas dava sinais de gostar do empate, que o deixaria seis pontos à frente de Cruzeiro e Palmeiras, com quem ainda jogará e sempre fora do Olímpico.

Orteman entrou no lugar de Souza, inoperante no segundo tempo, para ver se o líder equilibrava as coisas, diante de 18 mil torcedores no Maracanã, muitos deles gremistas.

E deu certo, porque o Grêmio passou a jogar melhor que o Fluminense.

O Grêmio, de apenas três derrotas e todas no Rio (no Engenhão, São Januário e Maracanã), não repetiu, de todo jeito, suas tradicionais boas atuações no Maraca.

O Grêmio que teve a permissão gentilmente concedida pelo Palmeiras  para jogar como jogou e por pouco, na verdade, não ganhou. 

Já em Curitiba o Coxa voltou mais decidido e logo de cara o artilheiro Keirrison salvou um gol paranaense.

Isso mesmo!

Ele tentou desviar uma cabeçada de Maurício que tinha endereço certo e evitou o gol de seu time.

E foi o Botafogo quem fez 1 a 0, com Thiaguinho, aos 24, ao pegar uma bomba de fora da área. Nem dois Vanderleis a segurariam.

Era justo, sem dúvida.

Era, também, a segunda derrota coxa em seu campo e a 13a. partida invicta do Botafogo, com 10 vitórias.

No Beira-Rio e nos Aflitos, sei lá como, Inter e Náutico cumpriram com suas obrigações ao vencer, apenas por 1 a 0 e por 2 a 0, tanto a Lusa quanto o Ipatinga.

Magrão fez para o Colorado no primeiro tempo e Felipe fez os dois para o Timbu no segundo.

O Botafogo já é o quarto do G4.

Irresistível!

E o Fluminense é o primeiro da ZR, com o Furacão, Lusa e Ipatinga...

Washington ainda foi expulso no fim do jogo e desfalca o time no próximo jogo, contra o Santos, na Vila Belmiro, o tal do jogo de seis pontos...

Tá feia a coisa.

Por Juca Kfouri às 20h14

Dá licença que vou vomitar

No começo da tarde a CBF soltou a nota oficial abaixo, assinada pelo assessor de imprensa da entidade porque, é evidente, faltou coragem ao presidente para fazê-lo, embora, é claro, tenha determinado que se fizesse.

É dessas coisas de dar engulho, pela covardia e pela evidente mentira, porque é óbvio que TODOS os demais membros da Seleção não discordam do que disse o desastrado Júlio César que, por sinal, teve de enfiar o rabo entre as pernas e se desculpar. 

Comunicado da CBF sobre episódio envolvendo o presidente Lula

Declaração de um jogador não expressa a opinião dos demais integrantes da Seleção Brasileira

CBF NEWS

A CBF esclarece que o episódio das críticas feitas pelo presidente Lula à Seleção Brasileira, e que foi destaque nos jornais neste sábado, foi divulgado de uma maneira que absolutamente não reflete a opinião de todos os jogadores e integrantes da Seleção.

Ao contrário, o técnico Dunga e diversos jogadores que deram declarações sobre o assunto manifestaram claramente ter entendido o direito que o presidente Lula tem de expor o que pensa sobre a Seleção Brasileira, sejam as opiniões favoráveis ou não.

Pelo mesmo motivo, em um país em que há liberdade de imprensa e reconhecimento ao direito de expressão, deve ser entendida a declaração do goleiro Julio Cesar, ainda que todos os jogadores e integrantes da comissão técnica da Seleção Brasileira não concordem com o seu teor.

Rodrigo Paiva

Chefe de Comunicação da CBF  

Por Juca Kfouri às 18h11

Paraguai dá susto na Argentina

A Argentina jogava mal em casa, fizera um gol contra num lance que lembrou os encontrões entre Dida e Aldair na Seleção Brasileira na Olimpíada de Atlanta e ainda perdera Tevez, expulso, aos 30.

Mas tomou conta do jogo no segundo tempo, empatou com Agüero e perdeu três grandes chances de virar mesmo com 10, em três lances de Riquelme para Coloccini uma vez e mais duas para Agüero.

Dos males, o menor para os argentinos.`

Porque uma derrota seria catastrófica.

O Paraguai segue líder com 14 pontos e a Argentina continua vice-líder com 12, mas pode ser ultrapassada ainda nesta rodada.

Por Juca Kfouri às 17h58

Passeio corintiano em Fortaleza

O Corinthians enfrentou o Fortaleza, no Ceará, em ritmo de férias durante 55 minutos.

Foi o tempo de fazer 2 a 0 nos primeiros 45 e sofrer o gol que poderia mudar o jogo.

De fato, aliás, mudou, porque os donos da casa acreditaram que poderiam alcançar algo mais e os visitantes trataram de se mexer.

E foi aí que aconteceu o grande lance do jogo.

Elias brigou pela posse de bola no ataque corintiano, ficou com ela, cruzou para Careca que ajeito de cabeça para André Santos pegar de primeira, pelo alto, em belíssimo terceiro gol: 3 a 1.

Aí o Fortaleza desistiu e o Corinthians voltou a passear.

Chicão, de pênalti, e Preto, contra, fizeram os dois primeiros gols do líder isoladíssimo da Série B, de Brasil, oito pontos à frente do segundo, o Santo André. 

Por Juca Kfouri às 17h54

No tempo do upgrade

Por ROBERTO VIEIRA

 

Terra do futebol ofensivo, o maior pecado no futebol tupiniquim é o 0 x 0.

"O tempo passa inclemente no Estádio Nacional do Chile. Um golzinho, pelo amor de Deus!

Dunga olha para o seu relógio, 31' do primeiro tempo e nada. 

Dunga iguala o recorde negativo da seleção brasileira na década de 20.

328 minutos sem marcar um mísero golzinho na Argentina e no Uruguai.

Brasil que só foi tirar o zero do marcador no dia de Nossa Senhora da Aparecida.

Em cima do frágil Paraguai.

O Chile pressiona.

Quem sabe um contra-ataque?

Que nada! 

Dunga consulta o seu relógio, 41' do primeiro tempo e ele iguala o recorde negativo de Leão e Felipão em 2001. 

338 minutos sem marcar um reles golzinho na Austrália, no Uruguai e no México. 

Brasil que só foi tirar o zero do marcador contra os peruanos.

Sessenta segundos. O ponteiro do relógio gira lentamente em Santiago. 

A bola cai nos pés de Ronadlinho que chuta. A bola descreve um arco e... Nada! 

O Brasil de Dunga bate o recorde que pertencia a Lazaroni e Falcão.

Mais de 339 minutos sem marcar gol.

O gandula devolve a bola ao campo.

A seleção brasileira segue até o final do espetáculo quebrando recordes. 

O jogo termina 0 x 0.

Perguntado sobre a fragilidade do nosso ataque, o técnico Dunga rasga elogios a sua defesa. 

No entanto, a contagem regressiva sempre é fatal no comando da seleção brasileira.

Em 1920 não poupou sequer Oswaldo Gomes. 

O primeiro jogador a marcar um gol pela seleção brasileira de futebol. 

O recordista de títulos cariocas pelo Fluminense foi convidado gentilmente a ceder seu lugar a Ferreira Viana Netto.

Era um outro tempo, e lá foi Oswaldo Gomes começar uma nova vida, virando cartola.

Presidente da CBD.

Passar em branco contra o Chile significa o adeus para o técnico Dunga. 

Mas desta vez um adeus sem upgrade.

Sem passaporte para o cargo de Ricardo Teixeira".

Por Juca Kfouri às 11h38

05/09/2008

Para todos que sofrem de complexo de perseguição ou inferioridade

Primeiro foram os flamenguistas que reagiram e acharam que o blog estava secando e torcendo contra quando utilizava a expressão "todos contra o Flamengo", no momento em que os rubro-negros lideravam o Brasileirão.
Agora ocorre o mesmo em relação ao Grêmio, agravado por acusações ridículas de bairrismo pelo fato de o tricolor não ser do eixo Rio-São Paulo.
Pois eis aí abaixo um outro exemplo, de 2005, quando o Corinthians, também do eixo Rio-São Paulo, e time deste blogueiro, liderava o campeonato.
23/10/2005
Brasil x Corinthians

Nesta segunda-feira, no Morumbi, 8h30 da noite, tem São Paulo contra Corinthians.
Ou melhor: tem Brasil contra Corinthians.

O país inteiro torcerá pelo tricolor, com exceção, é claro, dos corintianos.

Uma vitória do São Paulo deixará o campeonato bem mais animado, com o líder apenas seis pontos à frente do vice-líder.

Se ganhar, o Corinthians ficará  nove pontos na frente do Goiás, com os mesmos 33 jogos.

Faltarão nove partidas para cada time e uma coisa é tirar seis pontos em nove rodadas, outra é tirar nove.

Até mesmo um empate não será mal para o Corinthians, pois livrará sete pontos sobre o Goiás e 11 sobre o Inter, com uma partida a menos.
A vitória são paulina, portanto, é essencial.

Até porque, entre os jogos que o Corinthians terá pela frente estão os contra o Goiás, em Goiânia, e o Inter, em São Paulo, confrontos diretos com o segundo e terceiro colocados.

Verdade que Goiás e Inter também se enfrentam e já nesta terça-feira, mas isso é conversa para depois do jogo no Morumbi.
Não bastasse tudo isso, tem mais: os são paulinos querem mostrar que ainda têm o melhor time do país e derrotar o líder do Brasileirão será mais uma prova disso.



Escrito por Juca Kfouri às 21h24
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Por Juca Kfouri às 15h11

Lula e Leão: que situação!

O presidente Lula criticou a Seleção e elogiou Messi.

Fez o que 11 em cada 10 pessoas fariam no lugar dele.

Júlio César, o goleiro pouco equilibrado, não gostou e sugeriu que Lula se mudasse para a Argentina, maneira desrespeitosa de tratar um presidente.

Poderia, isso sim, ter criticado o governo dele, dito que ele tem mais com o que se preocupar, essas coisas.

Porque quando Lula disse que Ronaldo estava gordo também houve uma reação de desagrado entre os jogadores e o Fenômeno até disse que falavam que o presidente bebia.

Ambos estavam certos.

Júlio César levará um puxão de orelhas de Ricardo Teixeira e tomara que não falhe em Santiago.

Já Leão foi vítima da covardia de alguns grandões de torcidas ditas organizadas do Santos.

Com todo aquele tamanho e, mesmo assim, só em grupo e pelas costas.

Covardes flagrados pela câmera.

Cadeia neles!

Por Juca Kfouri às 14h58

Os 100 anos de um grande brasileiro

A fome de gol

Por ROBERTO VIEIRA

No dia 5 de setembro de 1908 nascia em Pernambuco Josué de Castro.

Negro, filho de retirantes, Josué foi médico, antropólogo, político, professor e símbolo.

Antes de Josué de Castro, o Brasil só falava na fome de bola.

Mas Josué ousou falar em outra fome. Tão popular e corriqueira quando o futebol no Brasil.

A fome primordial.

Os setores mais nacionalistas ergueram suas vozes:

"Como um brasileiro pode envergonhar assim nossa pátria?"

Como se a fome e a miséria não fossem fonte maior de vergonha para terra tão rica.

E lá se foi Josué cutucando feridas, descobrindo verdades, expondo a sociedade brasileira em carne viva.

O seu clássico ‘A Geografia da Fome’ permanece intacto ao correr dos anos. Invicto. Onisciente.

Lançado em 1946 quando o Brasil ganhou o direito de sediar a Copa do Mundo de 1950, o livro é um testemunho científico sobre as mazelas que corroíam o gigante adormecido.

A fome que biografara Fausto e Jaguaré virava manchete de jornal.

Triste Brasil. Sem a fome talvez não fossemos pentacampeões de futebol. Com educação e comida na mesa, nossos jogadores talvez não corressem atrás de uma bola como quem corre atrás de um prato de feijão.

Como se fosse o último.

Presidente da Organização de Alimentação e Agricultura das Nações Unidas no período de 1952 a 1956, o Dr. Josué de Castro foi cassado na alvorada do golpe militar de 1964.

Josué de Castro que faleceu distante da sua pátria. Exilado.

Culpado por não se deitar eternamente em berço esplêndido.

Culpado por falar de um fome que não era a fome de gol...

Por Juca Kfouri às 13h39

Capez perde mais uma

O deputado estadual Fernando Capez (PSDB-SP) acaba de ver derrotada sua pretensão de ser indenizado em R$ 50 mil pela revista "CartaCapital" por danos morais.

Em editorial cujo título era "Decifra-me se for Capez", em março de 2003, a revista expressou sua opinião sobre o trabalho dele como promotor de Justiça que cuidava da violência de torcedores nos estádios paulistas.

O tucano não gostou e acionou a publicação, ganhando em primeira instância em junho de 2004.

O Tribunal de Justiça de São Paulo, no entanto, acaba de fazer Justiça e absolver a revista.

De maneira unânime: 3 a 0!

Eis, abaixo, o texto de "CartaCapital":

MINISTÉRIO PÚBLICO

Decifra-me se for Capez

Desde a decisão de banir as torcidas organizadas, o procurador esqueceu a causa e se fixou no palco

Há quase dez anos, o promotor público paulista fernando Capez encontrou uma boa causa que é também um grande palco: a luta contra a violência das chamadas torcidas organizadas.

Prova provada de que nem tudo que reluz é ouro, Capez desfruta de seus 15 minutos de fama a cada nova briga e, infelizmente, a cada nova morte.

Em 1995, depois de um conflito de proporções estarrecedoras entre os organizados são-paulinos e palmeirenses, numa simples decisão de futebol júnior, no Pacaembu, do qual resultou uma morte, Capez conseguiu banir as torcidas organizadas dos estádios paulistanos.

Uma solução emergencial.

Não resistiu às ações na Justiça que questionaram sua constitucionalidade, mas, de qualquer jeito, uma solução.

Só que, de lá para cá, novas barbaridades se sucederam, mais torcedores morreram e quase nada mudou.

Nem mesmo as aparições do promotor, que virou figura presente nos programas esportivos – e nos Ratinhos da vida, principalmente às vésperas de eleições que teriam alimentado em Capez o sonho de ser secretário de Segurança em um eventual governo Maluf.

Capez, indo muito além de suas funções, passou a freqüentar o ambiente da cartolagem, seja na Federação Paulista de Futebol, seja no seu clube de coração, o Corinthians.

Compareceu até a julgamentos na esfera da Justiça Desportiva, no Rio, sobre temas que nada tinham a ver com sua atuação – o que o levou a ser objeto da Corregedoria do MP/SP.

Agora, novamente, fruto de confrontos entre blocos carnavalescos das três maiores torcidas de São Paulo, e com três mortes, uma em cada lado do triângulo, Capez reapareceu e brandiu seu discurso cansativo, ao denunciar o que é mais do que sabido, mas não prevenido: a existência de marginais, gente que vive do crime mesmo, traficantes, entre os organizados.

Só falta prendê-los. Exatamente como dez anos atrás.

Por Juca Kfouri às 11h46

Todos contra o Grêmio. Todos a favor do Brasil

É claro que nem todos vão ficar contra o Grêmio.

Porque os gremistas, ao menos, vão torcer a favor do tricolor gaúcho no jogo diante do tricolor carioca.

E nem mesmo todos vão ser a favor do Brasil.

Porque tem gente que aposta no quanto pior melhor e aposta que a derrota para o Chile derruba o técnico Dunga.

O jogo entre Fluminense e Grêmio vai acontecer amanhã, às 18h20, no Maracanã, e uma vitória gremista deixará o líder do Brasileirão nada menos do que oito pontos à frente de Cruzeiro e Palmeiras que vêm a seguir.

Outros três jogos, todos também às 18h20 fecham a 24a. rodada do Brasileirão, neste sábado:

Inter e Lusa, no Beira-Rio, e Náutico e Ipatinga, nos Aflitos, têm favoritos óbvios, os donos da casa, ambos, aliás, simplesmente obrigados a vencer.

E Coritiba x Botafogo, no Couto Pereira, este um jogo sem prognóstico, a não ser a quase certeza de um bom jogo.

E no domingo, às 10h da noite, tem Chile e Brasil pelas eliminatórias da Copa do Mundo, em Santiago.

Em pleno 7 de setembro, pode ser o dia do enforcamento de Dunga.

E tem muita gente torcendo para isso.

Não este que vos fala, que fique claro.

Admitido o favoritismo chileno, uma esperança: se Dunga não se acovardar, puser o time para jogar pra frente como treinou ontem, sem se intimidar com um Chile que está longe de ser uma grande time mesmo com a volta de Valdívia, a Seleção pode vencer e o técnico sobreviver.

Por Juca Kfouri às 02h09

Doe sangue, que não dói

Por Juca Kfouri às 01h10

04/09/2008

Palmeiras perde tudo. Cruzeiro ganha

Noite dos visitantes.

Aos 35 minutos do primeiro tempo, no Palestra Itália, 11 escanteios tinham acontecido no jogo.

Nove para o Sport, dois para o Palmeiras.

Precisa dizer mais?

Estava só 1 a 0 para o rubro-negro pernambucano que jogava incomparavelmente melhor que o até então vice-líder do Brasileirão.

Sim, até então porque o Cruzeiro, em São Januário, jogava como devia, consciente de sua superioridade e assumia o segundo lugar.

Porque se Roger, em lance legal, abriu o placar para o visitante, aos 26, em São Paulo, Guilherme, aos 29 de pênalti, e Ramires, aos 36, faziam 2 a 0 para o Cruzeiro, diante de um Vasco já com 10 jogadores desde os 25, graças a um carrinho por trás de Jonilson em Ramires.

Jogo precocemente liquidado na Cidade Maravilhosa, o Palmeiras, envolvido pelo Sport na Paulicéia Desvairada, tinha de reagir.

Porque Nelsinho Batista dava um show em Vanderlei Luxemburgo, em mais uma página de uma rivalidade que nasceu quando Luxa venceu Nelsinho na decisão do Paulistinha de 1990, Bragantino campeão contra o Novohorizontino.

Os alas palmeirenses não conseguiam descer, bem marcados que estavam.

E aos 43 quase Alex Mineiro empatou de cabeça.

E aos 47 ele mesmo quase empatou de novo, gol evitado pelo goleiro Magrão.

Mas foi tudo e foi pouco.

Quase nada para quem pretende ser campeão.

O Grêmio adorava o que via, só que ainda faltava o segundo tempo.

O Palmeiras voltou com Lenny no lugar de Evandro e voltou com tudo, disposto a sufocar, embora sob o risco dos contra-ataques.

Mas foi em lance manjado, de bola parada sobre a área verde que Roger, aos 22, marcou de novo: 2 a 0.

O Palmeiras perdia tudo: o jogo, o segundo lugar e, ainda por cima, Alex Mineiro e Kléber, que levaram o terceiro cartão amarelo e não poderão enfrentar exatamente o Cruzeiro no próximo jogo, no Mineirão.

Está bom ou quer mais?

Mais que asa negra, o Sport é o asa rubro-negra do Verdão, como testemunharam quase 16 mil torcedores no Palestra Itália.

São cinco anos sem derrota do Leão para o Porco.

Luxemburgo chamou o sempre decisivo Denílson e Maicosuel para os lugares de Léo Lima e Diego Souza, apagados.

Nem bem eles entraram em campo e Durval fez 3 a 0 em outra bola alçada na área verde. Primeiro ele cabeceou no travessão e no rebote fez com o pé mesmo.

Confesso que nem olhava para o segundo tempo em São Januário, embora tenha visto André diminuir, aos 25, para dar alguma graça ao jogo: 2 a 1.

Em seguida, no entanto, o goleiro Thiago fez pênalti, foi expulso e Edmundo foi para o gol para ver Guilherme fazer 3 a 1.

Eu escrevi que o Palmeiras perdeu tudo? Pois perdeu também a compostura, numa cotovelada criminosa de Jeci em Roger que merecia expulsão.

Só não perdeu a confiança de sua torcida, que mesmo diante do placar chocante terminou o jogo apoiando a equipe.

E só imagino o país inteiro torcendo pelo Fluminense neste sábado contra o Grêmio, quando o Tricolor Imortal poderá livrar oito pontos sobre o vice-líder...

E não será nenhuma surpresa, entre outras coisas porque Grêmio e Maracanã é uma combinação que historicamente dá certo.

Aguardemos.

Por Juca Kfouri às 22h03

Roubado do blog do Citadini

Primeiro hino do Corinthians

Quando o Clube completa os seus primeiros 98 anos de vida, este blog traz o primeiro hino, com letra de Eduardo Dohmen, música de La Rosa Sobrinho, gravado por Guarani e Pirajá na década de 1930.
Vejam que é muito diferente do atual hino alvinegro, criado por Lauro D'Ávila, em 1952.
Bem gravado e bem orquestrado, o primeiro hino é parte de nossa rica história e pode ser ouvido por todos.
Agradeço a lembrança do Nelson Próspero, do blog Segura a Fera.


Lutar… Lutar…
É nosso lema sempre, para a glória.
Jogar… Jogar…
E conquistar os louros da vitória.
E proclamar nosso pendão.
É alvinegro e sempre há de brilhar.

Lutar, viril
Para a grandeza e glória do Brasil.

CORINTHIANS… CORINTHIANS…

A glória será teu repouso
E nós unidos sempre…
elevaremos teu nome glorioso.

Por Juca Kfouri às 01h01

Hoje à noite os dois Palestras têm de vencer

Hoje à noite, às 20h30, teremos dois jogos interessantes, porque envolvem dois times do G4, o Palmeiras e o Cruzeiro.

O Palmeiras recebe o Sport que tem lhe causado sérias dores de cabeça ultimamente, seja na Copa do Brasil, seja no próprio Brasileirão.

Foram três jogos neste ano, um 0 a 0 no Palestra Itália e duas vitórias do Sport na Ilha do Retiro, por 4 a 1 e por 2 a 0.

É óbvio que o Palmeiras não pode nem pensar em não fazer os três pontos, ainda mais que o Grêmio jogará só no sábado, no Rio, contra o Fluminense.

E é óbvio que o Palmeiras é o favorito.

Como o Cruzeiro é  favorito diante do Vasco, mesmo com o jogo em São Januário.

Só que a campanha mineira fora de casa é deplorável, com apenas três vitórias em 11 jogos, com seis derrotas.

Ao contrário, em casa, o Vasco perdeu apenas duas vezes, seis vitórias e três empates.

E o Cruzeiro também ou ganha ou começa a ver o Grêmio pelo binóculo.

Ou seja o Palestra paulista e o Palestra mineiro têm o mesmo desafio pela frente, com a diferença de que um joga em casa e o outro fora. 

Por Juca Kfouri às 00h26

Fla volta, Santos sai e São Paulo acha empate com o Galo

Raras vezes dois jogos começaram tão iguais como os jogos dos alvinegros Galo e Figueira contra São Paulo e Flamengo, no Mineirão e em Floripa.

Os donos da casa dominaram, envolveram as duas defesas visitantes e fizeram por merecer seus gols, embora com má pontaria.

Pois eis que, em Floripa, Marcelinho Paraíba arrancou pela primeira vez pela direita, aos 17, cruzou no segundo pau e Ronaldo Angelim fez 1 a 0.

Quase ao mesmo tempo, aos 18, Hugo escapou pela esquerda, Borges tentou dar de letra, a bola passou por ele, tocou no zagueiro Marcos e entrou.

Em Floripa, o Flamengo passou a dominar a partida e a ameaçar atarantada defesa catarinense até que, aos 41, depois de bela troca de passes do time rubro-negro, Marcelinho Paraíba fez 2 a 0.

Aí, já era mais que justo.

Mas não era em Minas.

Porque não só o Galo continuou um pouco melhor -- apesar de desperdiçar chances em cima de chances, uma então, com Lenílson, imperdível -- como o time mineiro ainda teve um pênalti claro de André Dias em Jael, aos 34, que o árbitro não marcou porque não quis.

Enquanto isso, na Vila Belmiro, um alvinegro vencia, saía da ZR e cedia seu lugar ao Atlético Paranaense.

O Santos fez 1 a 0 logo de cara com Kléber Pereira, que sofreu um pênalti do goleiro Viáfara não assinalado e perdeu um outro gol feito, e só correu risco uma vez, quando o Vitória teve na cabeçada de Rodrigão a chance do empate, evitado por ótima defesa de Douglas, coisas que o blog viu apenas nos "Melhores Momentos".

Os segundos tempos começaram animados em Minas Gerais e em Santa Catarina.

Rogério Ceni teve de intervir para evitar que Jael, com um toque sutil, empatasse.

O São Paulo, que já tinha Jorge Wagner no lugar de Júnior, respondeu com uma cabeçada de Hugo na trave.

Já em Floripa, Rafael Coelho pegou um tirambaço de fora da área e Bruno mais uma vez aceitou uma bola que exigia uma grande defesa: 2 a 1.

O jogo pegou fogo e ficou tenso, ríspido, até, com o Figueirense acuando o Flamengo, como no começo do jogo.

E o Figueira já fazia por merecer seu segundo gol quando foi vítima de um erro crasso da arbitragem, que deu impedimento em lance legalíssimo que, provavelmente, redundaria no empate.

Mas ao se mandar todo, o Figueira corria risco.

E o Fla soube se aproveitar, em cruzamento de Sambueza, que passou por toques de Vandinho e de Marcelinho Paraíba para, finalmente, Leo Moura fazer 3 a 1.

O São Paulo se segurava no Mineirão e assegurava, ao menos momentaneamente, um lugar, o terceiro, no G4, à custa de dois pênaltis de André Dias em Jael.

Mas o Galo acabou alcançando, no mínimo, o resultado que merecia, com Márcio Araújo, em bola desviada no zagueiro Rodrigo.

Claro que o alvinegro até merecia a vitória, mais que o 1 a 1.

Era o Mengo quem entrava no G4, mesmo que momentaneamente, na dependência de Coritiba e Botafogo, no Paraná, no sábado. 

Mengo que ainda levou um susto, o segundo gol do Figueira, de Tadeu, mas não dava tempo para mais nada: 3 a 2.

E o Santos garantia sua saída da incômoda ZR com mais um gol de Kléber Pereira, artilheiro isolado do Brasileirão com 17 gols: 2 a 0.

Por Juca Kfouri às 23h57

03/09/2008

Serra Dourada vê baile no Furacão

O Goiás acaba de dar um baile no Atlético Paranaense.

Fez 3 a 0 com pouco mais de meia hora no primeiro tempo e marcou 4 a 0 no segundo.

Iarley e Romerito, só para variar e já que Paulo Baier não estava em campo, fizeram os dois primeiros gols e Vitor fechou o placar do primeiro tempo, em linda triangulação no Serra Dourada.

Aos 19 do segundo tempo Anderson Gomes fechou o placar.

O Goiás ruma à Sul-Americana.

O Atlético pode ir hoje mesmo para a ZR, basta que o Santos empate logo mais com o Vitória, na Vila.

 

Por Juca Kfouri às 21h29

Seja feita a sua vontade

E você não vai falar nada da denúncia da "Der Spiegel"?

Dez, 20, 30 vezes a mesma pergunta.

Admito que não dei a devida importância.

Porque rigorosamente não me surpreendeu.

Aliás, nada mais me surpreende em se tratando de esportes.

Corrupção, doping, apostas, o diabo a quatro.

Desde 1982 quando, por ossos do ofício, me vi diante da chamada "Máfia da Loteria Esportiva", no Brasil.

De lá para cá, houve escândalos na Alemanha, na Itália, mais no Brasil, nos Estados Unidos.

Houve na NBA, na CBF, por que não na FIFA, na Copa do Mundo?

É claro que haverá mil desmentidos, como já há, mas quer saber?

Tenho certeza absoluta de que a denúncia procede e que o jornalista canadense Declan Hill está mais do que coberto, documentado.

Ele, aliás, acaba de publicar um livro sobre futebol e crime organizado, por enquanto só em inglês: "The Fix: Soccer and Organized Crime".

Por Juca Kfouri às 14h40

Uma quarta-feira aborrecida

O futebol brasileiro anda chato.

Previsível, rastaqüera, pão-duro.

A Seleção não empolga, ao contrário, só irrita.

Tanto que os chilenos são os favoritos no jogo deste domingo.

Os chilenos, eu disse, não os argentinos.

O líder do Campeonato Brasileiro está longe de encher os olhos, assim como o vice-líder.

Nem na Série B o Todo Poderoso Timão se apresenta como tal.

E os técnicos só reclamam dos árbitros, em vez de criar algo novo.

Os craques escasseiam, para dizer o mínimo.

E nós, jornalistas, estamos mais ranhetas do que nunca.

Aí, você olha na tabela e descobre que os quatro jogos de hoje são: Goiás e Atlético Paranaense; Santos e Vitória, Figueirense e Flamengo e Atlético Mineiro e São Paulo.

Dá para se animar?

Comentário para o Jornal da CBN desta quarta-feira, 3 de setembro de 2008.

http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/comentarios/jucakfouri.asp

Por Juca Kfouri às 01h01

02/09/2008

Em casa com muito pão...

...todos brigam e ninguém tem razão.

Eu sei que o ditado não é assim mas a novela Robinho/Real Madrid é.

E a novela terminou.

Bem para o clube espanhol e mal para o moleque brasileiro.

O Real Madrid se deu bem porque embolsou 40 milhões de euros de multa.

Robinho se deu mal porque queria ir para o poderoso Chelsea e acabou no mediano Manchester City.

Claro que ganhou dinheiro e deixou também mais rico seu empresário, o mesmo que o levou a fazer igual lambança ao sair do Santos para o Real.

Real Madrid que se queixou do assédio a Robinho feito pelo Chelsea, mas que fez igual com Cristiano Ronaldo para tirá-lo do Manchester United.

A diferença está em que o craque português não foi moleque com o Manchester certo como foi o moleque brasileiro que acabou no Manchester errado.

Deu para entender?

Nem tente.

Porque é mesmo incompreensível a atitude do Manchester City, que bota 40 milhões de euros num moleque que daqui a três meses pode estar fazendo beicinho para ir jogar em outra freguesia.

É muita molecagem para um futebol nem tão grande.

Por Juca Kfouri às 00h22

01/09/2008

O presente que o Corinthians deu a si

Por SÉRGIO ALVARENGA

Ao completar 98 anos de idade, o Corinthians deu a si mesmo um presente diferente.

Não foi um título, um estádio, um banquete ou um jogador.

Muito mais do que isso tudo, o Corinthians deu a si o direito de sonhar.

O Corinthians se presenteou com uma injeção de ânimo.  

Embora a palavra esteja um pouco desacreditada pela excessiva utilização inapropriada, seu significado é o que melhor de adapta à hipótese: esperança!

Isso. Dentro de uma caixa branca, com laço preto, o Corinthians de a si um montão de esperança. 

Até bem pouco tempo atrás, para atrair um amigo a associar-se ao Corinthians, eu apelava para o prazer das cervejas tomadas em um sábado de sol e para honra que, por si só, representava pertencer ao quadro social do Todo Poderoso.

Apesar de sedutores, os argumentos não eram de todo convincentes.  

O comodismo que acompanhava o justo ceticismo falava mais alto: virar sócio pra que? Não posso ajudar em nada! Aquela estrutura podre não permite mudanças! Tudo foi planejado de forma a manter o "status quo"! 

A impotência era, de fato, verdadeiramente desestimulante.  

Agora, diante das recentes conquistas, em razão do presente que o Corinthians deu a si, fica bem mais fácil contra-argumentar.

Basta dizer: 1) em janeiro de 2007, foi eleita uma chapa composta por 70% de pessoas que jamais tinham participado do Conselho Deliberativo;

2) este novo Conselho levou o ex-ditador a renunciar, no curso de um processo de "impeachment";

3) desde então, há uma necessária oposição no clube e não apenas seguidores corcundas dos poderosos;

4) desde então, o Conselho manifesta suas opiniões e abandonou a humilhante fase do "senta-levanta";

5) em outubro de 2007 foi nomeada uma nova diretoria composta por 90% de pessoas que jamais tinham participado do órgão.

E, para finalizar, a cereja do bolo:

6) a partir de agora, o associado poderá escolher diretamente o presidente, que não mais se eternizará no trono! 

Pronto!

Com estas vitórias acredito que poderemos derrubar o mito de que "o futebol não é lugar para gente séria".

Com estas evidências acredito que afastaremos a preguiça dos céticos.

Com estes argumentos será mais fácil convencer o corinthiano de que o Corinthians e dele e todos têm que assumir sua parcela de responsabilidade na reconstrução do clube.  

Até porque há muito a fazer ainda. 

Ainda precisamos de uma oposição responsável, que não adote o discurso do "quanto pior, melhor", nem se valha da política pedestre de alimentar colunas de fofocas com "pseudobombas", como se a guerrilha e a sabotagem fossem as únicas formas de opor-se a uma gestão.

Porque, definitivamente, não é! 

Ainda precisamos afastar da imprensa e da grande torcida o estigma generalizado - e, reconheça-se, justificado pelo nosso passado recente - de que o Corinthians é administrado apenas por pessoas com  más-intenções.

Pensamento este que acaba por gerar uma constrangedora e injusta paranóia coletiva de querer garimpar uma razão menos nobre para cada decisão adotada.       

Ainda precisamos crescer enquanto clube, enquanto instituição, não só em número de associados, mas em compromisso com as causas coletivas.

Um exemplo muito simples: apesar do resultado acachapante, não dá para negar que a presença de associados na assembléia de reforma estatutária foi muito baixa.

Enfim, ainda há muito há fazer. 

Mas agora há esperança. 

Acreditar nestas mudanças não é mais a quimera de um sonhador, nem o devaneio de um ingênuo.

É uma projeção realista, alicerçada nos acontecimentos recentes. 

Nesta hora, me vem à cabeça a música do Lulu, que me parece bem adequada: "Eu vejo a vida melhor no futuro. Eu vejo isso por cima de um muro de hipocrisia que insiste em nos rodear. Eu vejo um novo começo de era. De gente fina, elegante e sincera, com habilidade pra dizer mais sim do que não"!

Parabéns, Corinthians. Pelo aniversário de 98 anos e pelo presente que se deu.   

*Sérgio Alvarenga é vice-presidente Jurídico do Corinthians e do grupo que escreveu o novo estatuto.

Por Juca Kfouri às 14h59

Grêmio e Palmeiras: a briga é só deles

Neste momento, não resta dúvida de que apenas dois times lutarão pelo título brasileiro: o Grêmio pelo tri e o Palmeiras pelo penta.

Porque o Cruzeiro já aparece como coadjuvante e o São Paulo deixou mesmo de ser protagonista.

Cinco pontos  separam o Grêmio do Palmeiras e o jogo entre os dois está marcado para o dia 9 de novembro, no Palestra Itália.

Só Deus sabe em que situação os dois vão se encontrar, mas a disputa entre os dois é o que é possível ver agora.

A 23a. rodada do Brasileirão teve apenas 19 gols, menos do que dois por jogo.

E nada menos que seis empates, com apenas uma vitória do visitante, exatamente a do Palmeiras no Paraná.

O maior público, disparado, foi o do Fla-Flu, jogo também de maior número gols, quatro, no empate de 2 a 2 para 56 mil pagantes.

O pior público foi o do Serra Dourada, com apenas 2730 torcedores, 56 pessoas a menos que o público do Canindé.

A média, sem computar o público do Barradão, não fornecido em desrespeito o Estatuto do Torcedor, foi de 20.746, bela média, diga-se, para os padrões nacionais.

E daqui por diante será sempre assim: porque nada mais pode atrapalhar o Campeonato Brasileiro, a não ser, é claro, a Seleção da CBF.

Por Juca Kfouri às 00h06

31/08/2008

Empates justos no Maracanã e Mineirão. E no Canindé?

Só mesmo um blogueiro paulista para dizer que era pouco palpitante uma rodada que continha um Fla-Flu.

Porque o Fla-Flu foi de arrepiar, para variar.

E com 56 mil pagantes.

A começar pelo gol inicial, de Conca, de primeira, de fora da área, num sem-pulo sensacional, aos 11.

O Flu tomava conta e dava show, acuava o Flamengo.

Que, aos poucos, foi se apresentando.

Principalmente com Juan e Léo Moura que, por sinal, deu uma comida geral em jogada brilhante na intermediária do Mengão.

E depois que, só de birra, Fernando Henrique defendeu dois belos chutes de Toró, eis que Marcelinho Paraíba empatou, sem que o Fla merecesse e sem que a bola chegasse à rede, aos 25.

Pois no segundo tempo, depois que o rubro-negro teve pelo menos três chances para virar, eis que Maurício arriscou um chute do meio da rua e o goleiro Bruno aceitou, num golpe de vista irresponsável que resultou no segundo gol tricolor, aos 21.

Aí o Flu cresceu e Léo Moura tirou de Tartá o terceiro gol.

O mesmo Tartá perdeu, aos 38, gol feito.

Para quê?

Para que Kléberson, aos 43, empatasse depois de passe com açúcar de Sambueza.

Enquanto isso, no Mineirão, Cruzeiro 1, Coritiba 1, gols de Espinoza, aos 5 minutos do primeiro tempo e de Thiago Silvy, aos 44, para fazer justiça.

Confesso que pouco vi, mas, que o pouco que vi, só mostrava o time paranaense na área do mineiro.

Além de um pênalti que Ramires sofreu e Guilherme desperdiçou, com defesa de Vanderlei.

E no Canindé, não vi nada mesmo: Lusa 1, Galo 1, ruim para os dois, mais, é claro, pior para a dona da casa, que saiu atrás no primeiro tempo, gol de César Prates, de falta, e empatou no segundo, com Washington.

Foi justo?

Por Juca Kfouri às 20h07

Palmeiras contra tudo e Grêmio na luta

O Palmeiras jogou melhor que o Furacão no primeiro tempo na Arena da Baixada e foi brutalmente prejudicado pela arbitragem nos dois tempos.

No primeiro, Diego Souza abriu o marcador de cabeça, em belíssimo passe de Sandro Silva.

Depois o Atlético chegou a pressionar, botou uma bola na trave com Antônio Carlos e Marcos ainda teve de fazer uma ótima defesa para evitar um gol contra de Jessi.

Mas no fim, Jéfferson sairia na cara do gol rubro-negro para provavelmente matar o jogo quando o bandeirinha inventou um impedimento criminoso.

E o segundo tempo começou com o anfitrião melhor, na pressão.

Até ganhar um pênalti de presente, num lance claro de bola no braço de Jumar em cruzamento de Fernando.

Alan Bahia empatou na cobrança de paradinha, para irritação de Marcos, aos 14.

Mesmo assim o Palmeiras teve força para buscar novo gol.

E Diego Souza fez um golaço depois de se livrar de dois adversários na área rubro-negra, aos 27: 2 a 1.

Era não só justo, como era legal.

Só não foi mais, aliás, porque Galatto fez excelente defesa em chute de primeira de Alex Mineiro.

No Olímpico, como era se esperar, o Grêmio venceu o Vasco, com gols de Souza e Marcel, ambos de cabeça.

A surpresa foi que o primeiro gol só saiu no segundo tempo, depois de muita insistência gaúcha, aos 10, em cruzamento de Marcel.

Outra surpresa foi que o Vasco empatou com Alan Kardec, aos 25.

E o Grêmio teve de ir à luta com Marcel, também de cabeça, para fazer 2 a 1 diante de um Vasco limitado, mas lutador.

Na Ilha do Retiro, o Sport rugiu mais forte e derrotou o decepcionante Inter, 1 a 0, gol de Dutra, aos 13.

E no Morumbi um 0 a 0 que ficou muito melhor para o Santos do que para o São Paulo.

Não só porque o Santos era o visitante, como também porque o São Paulo foi mais perigoso e, ainda por cima, porque o empate deixou o tricolor fora do G4 e a 10 pontos do líder.

Já o alvinegro está mais perto de sair da ZR, algo que conseguirá.

Verdade que, por muito pouco, numa furada do artilheiro Kléber Pereira, o Santos não venceu no último minuto.

Por Juca Kfouri às 17h57

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

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