Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

27/09/2008

Fiel já sabe que subiu

Também não vi Azulão, 2, Corinthians 2, em Campinas, no Brinco de Ouro e gramado de várzea.

Só os melhores momentos, com o São Caetano sempre na frente, com gols de Tuta e o Corinthians empatando com Dentinho e Herrera.

Corinthians que acabou com nove, Chicão e Alessandro expulsos.

O resultado foi bem pior para o time do ABC.

Mas deve servir para baixar bolas.

E a Fiel não está mais nem aí, também, porque o estádio do Guarani recebeu só 11 mil torcedores.

Por Juca Kfouri às 21h48

Maraca impressiona, Mineirão se decepciona e Serra Dourada vazio

A torcida do Flamengo impressiona: mais de 40 mil no Maracanã com frio e tempestade.

E valeu o esforço.

A do Galo está voltando depois da queda do presidente, com 20 mil pessoas no Mineirão.

Mas se decepcionou.

A do Goiás não faz jus ao time, só 5 mil no Serra Dourada.

Gente ingrata.

O rubro-negro carioca não se arrependeu, porque viu seu Mengo virar para cima do Sport, com gols aos 36 e 44 minutos do segundo tempo: 2 a 1.

E o Flamengo ficou no G4, depois de quase matar seu torcedor do coração.

Já Galo e Figueirense não saíram do zero.

Deve ter sido também de matar, mas de raiva ou, no mínimo, de tédio.

E o Goiás enfiou 3 a 0 no Vitória, em sua quinta vitória seguida, sétima consecutiva em casa, algo impressionante.

Menos, ao que parece, para o torcedor esmeraldino, que não está nem aí.

Mesmo que Paulo Baier tenha desandado até a fazer gols de cabeça...

Por Juca Kfouri às 21h42

BLOG EM MANUTENÇÃO!!!!!

(SÁBADO DE FEIJOADA E FESTA DE CRIANÇAS. É POUCO PROVÁVEL QUE ESTE BLOG DÊ SINAIS DE VIDA)...

Por Juca Kfouri às 11h49

26/09/2008

Doutor Sócrates explica

Causa estranheza no mundo alvinegro que não haja camisa do Doutor Sócrates na promoção que o Corinthians está fazendo com seus torcedores.

A explicação dele, que foi consultado pelo clube por meio de seu filho, o advogado Gustavo Oliveira, é singela:

"Nada contra o Corinthians, ao contrário. Apenas não quero misturar minha imagem com a da atual direção corintiana, porque não sei onde isso vai dar".

Simples assim.

Por Juca Kfouri às 12h00

Inter também empata na Sul-Americana

No fim do jogo, em Santiago, o Inter conseguiu um bom 1 a 1 diante da Universidad Católica pela Copa Sul-Americana.

Verdade que mereceu mais.

Não só por um gol de placa que Taison quase fez como, também, pela não marcação de um pênalti a seu favor.

O Inter acabou por poupar alguns de seus titulares com vistas ao Gre-Nal e jogará por um 0 a 0 no jogo de volta, no Beira-Rio.

Inter, Palmeiras e Atlético Paranaense jogaram com times seus mistos e empataram fora de casa.

O Botafogo, com seus titulares, perdeu...

Por Juca Kfouri às 00h11

Cardápio do fim de semana tem 10 jogos, um para cada apetite

Tem jogo bom no sábado.

Tem jogo histórico no sábado.

Tem jogo dramático no sábado.

Todos às 18h20.

O jogo bom é no Serra Dourada, entre Goiás e Vitória, dois times que têm dado prazer de ver jogar.

O jogo histórico é no Maracanã, entre Flamengo e Sport, comemorando a maioridade da rivalidade nascida em 1987.

E o jogo dramático é no Mineirão, porque nem Galo nem Figueira podem pensar em outra coisa que não nos três pontos.

No domingo também tem para todos os gostos, às 16h.

Tem clássico estadual no Couto Pereira, entre Coritiba e Furacão.

Tem o aflitíssimo Náutico contra o vice quase líder Palmeiras, no Recife.

Tem o jogo dos desesperados Ipatinga e Vasco, no Ipatingão.

E tem ainda o clássico nacional com tanta coisa em jogo, no Morumbi, entre São Paulo e Cruzeiro.

E não pense que tem refresco com os jogos das 18h10 porque não tem não.

Teremos mais três clássicos estaduais e com muita coisa em jogo.

No Engenhão, o decadente Botafogo e o caído Fluminense.

No Beira-Rio, o animado Inter e o líder Grêmio, jogo de vida ou morte para o tricolor.

E na Vila Belmiro, Santos e Portuguesa, a fome contra a vontade de comer.

Bom fim de semana a todos e...bom apetite.

Comentário para o Jornal da CBN, desta sexta-feira, 26 de setembro de 2008. 

Por Juca Kfouri às 00h06

25/09/2008

Vecchio signore

Por ROBERTO VIEIRA

A campanha vitoriosa do Corinthians na segunda divisão deixa uma dúvida: O Corinthians formou um supertime ou a segunda divisão é uma baba?

A pergunta é antiga. Foi feita pelos torcedores de uma velha senhora italiana.

Na temporada 2006/7 a Juventus de Turim jogou a segunda divisão do calcio. Pela primeira vez em 110 anos de história.

A Juve sagrou-se campeã da segunda divisão com duas rodadas de antecedência, ao vencer por 2 x 0 o Mantova.

Juventus que contava com jogadores do quilate de um Del Piero, de um Trezeguet e de um Nedved.

Como se o Corinthians enfrentasse a Série B com Sócrates, Casagrande e Cláudio.

A Juventus era treinada por Didier Dechamps, campeão mundial como jogador.

Dechamps que pediu a boina após a conquista do título.

O Corinthians é dirigido por Mano Menezes.

Mano que vai pedir o boné após o campeonato para treinar a seleção brasileira.

A Juventus iniciou o torneio com nove pontos negativos. E foi campeã com 27 vitórias, 10 empates e 2 derrotas. 79 gols a favor e 26 contra.

O Corinthians vem liderando o torneio com 18 vitórias, 7 empates e 2 derrrotas. 57 gols a favor e 17 contra.

Com o pé de chuteira nas costas.

Como um vecchio signore.

Em ambos os casos, uma coisa é certa:

Segunda divisão não é lugar para Juventus e Corinthians.

É como pegar um Fórmula 1 e colocar numa prova de Stock Car.

Não tem a mínima graça...

Por Juca Kfouri às 22h20

Anatomia de craque

Uma das maiores sensações do Museu do Futebol, que será inaugurado na segunda-feira que vem em São Paulo, está na saída, onde o visitante receberá um óculos tridemensional e poderá ver todos os movimentos dentro do corpo de um jogador de futebol.

E não um jogador qualquer, mas Ronaldinho Gaúcho, que foi filmado em suas acrobacias e é desvendado por dentro.

Por Juca Kfouri às 17h28

Dunga não é teimoso

Dunga convocou Kaká, como era óbvio.

Convocou Mancini, como já era hora.

Convocou Gilberto Silva, um caso de amor.

Deixou Ronaldinho Gaúcho de fora, como devia.

E voltou a convocar Kléber, mesmo que o próprio lateral-esquerdo diga que está no pior momento de sua carreira.

Aí, convenhamos, não é mais caso de teimosia.

É disso mesmo que você pensou.

Por Juca Kfouri às 14h42

Demissão para não ser expulso

Alberto Dualib acaba de pedir para ser excluído do quadro de associados do Corinthians.

Se antecipa assim à inevitável expulsão que estava por vir na reunião do dia 30 no clube.

Triste fim de mais um cartola que não soube a hora de parar.

Não há o que lamentar.

Em seu pedido de desligamento ele lista todas as conquistas corintianas de sua interminável gestão e tem a coragem de responsabilizar a atual direção pela queda à Segunda Divisão, além de se apresentar como vítima, mais ou menos assim como um Daniel Dantas.

Ele ainda faz um elogio indireto à MSI, com o que é capaz de ter a concordância também da atual direção, que não só apoiou a parceria como ainda não se desligou inteiramente dela.

A culpa, enfim, é da imprensa, dos grampos, das infâmias, calúnias etc, mas, ainda, bem, temos um STF acima de quaisquer suspeitas para livrá-lo do mal, amém.

Atualização das 17h45: Nesi Curi, ex-vice-presidente e parceiro de estripulias de Dualib, também acaba de pedir seu desligamento.

Outro que já vai tarde.

Por Juca Kfouri às 13h06

Hoje, às 21h, na ESPN

O autor desta carta aos atletas brasileiros estará hoje à noite na ESPN, às 21h, no programa "Juca entrevista".

 

Desculpas ao esporte e aos atletas brasileiros

Por RONALDO PACHECO DE OLIVEIRA FILHO*

Desculpem pela falta de espaços esportivos nas escolas;

Pela falta de professores de educação física nas séries iniciais;

Pelas escolinhas mercantilizadas que buscam quantidade de clientes e não qualidade de aprendizagem;

Desculpem pela falta de incentivo na base;

Desculpem pela falta de praças esportivas;

Desculpem pelo discurso de que "o esporte serve para tirar a criança da rua" (é muito pouco se for só isso!);

Desculpem pela violência nas ruas que impede jovens de brincar livremente, tirando deles a oportunidade de vivenciar experiências motoras;

Desculpem se muito cedo lhe tiraram o "esporte-brincadeira" e lhe impuseram o "esporte-profissão";

Desculpem pelo investimento apenas na fase adulta quando já conseguiram provar que valia a pena;

Desculpem pelas centenas de talentos desperdiçados por não terem condições mínimas de pagar um transporte para ir ao treino, de se alimentar adequadamente, ou de pagar um "exame de faixa";

Desculpem por não permitirmos que estudem para poder se dedicar integralmente aos treinos.

Desculpem pelo sacrifício imposto aos seus pais que dedicaram seus poucos recursos para investir em algo que deveria ser oferecido gratuitamente;

Desculpem levá-los a acreditar que o esporte é uma das poucas maneiras de ascensão social para a classe menos favorecida no nosso país;

Desculpem pela incompetência dos nossos dirigentes esportivos;

Desculpem pelos dirigentes que se eternizam no poder sem apresentar novas propostas;

Desculpem pelos dirigentes que desviam verbas em benefício próprio;

Desculpem pela falta de uma política nacional voltada para o esporte;

Desculpem por só nos preocuparmos com leis voltadas para o futebol (Lei Zico, Lei Pelé, etc.);

Desculpem se a única lei que conhecem ligada ao esporte é a "Lei do Gérson" (coitado do Gérson);

Desculpem pelos secretários de esporte de "ocasião", cujas escolhas visam atender apenas, promessas de ocupação de espaços político-partidários (e com pouca verba no orçamento);

Desculpem pelos políticos que os recebem antes ou após grandes feitos (apenas os vencedores) para usá-los como instrumento de marketing político;

Desculpem por pensar em organizar "Olimpíadas" se ainda não conseguimos organizar nossos ministérios; nossas secretarias, nossas federações, nossa legislação esportiva;

Desculpem por forçá-los, contra a vontade, a se "exilarem" no exterior caso pretendam se aprimorar no esporte;

Desculpem pela cobrança indevida de parte da imprensa que pouco conhece e opina pelo senso comum.


Desculpem o povo brasileiro carente de ídolos e líderes por depositar em vocês toda a sua esperança;

Desculpem pela nossa paixão pelo esporte, que como toda paixão, nem sempre é baseada na razão;

Desculpem por levá-los do céu ao inferno em cada competição, pela expectativa criada;

Desculpem pelo rápido esquecimento quando partimos em busca de novos ídolos;

Desculpem pelas lágrimas na derrota, ou na vitória, pois é a forma que temos para extravasar o inexplicável orgulho de ser brasileiro e de, apesar de tudo, acreditar que um dia ainda estaremos entre os grandes.

*Ronaldo Pacheco de Oliveira Filho é professor da  Secretaria de Educação do DF (cedido à UnB) e da Universidade Católica de Brasília.

Por Juca Kfouri às 13h04

Alex Mineiro, o artilheiro

Alex Mineiro é o grande favorito para 41% dos 2400 blogueiros que opinaram sobre quem será o artilheiro do Brasileirão.

 

Atrás dele ficou o atual líder Kleber Pereira, com 29%.

 

Keirrison com 17%, Guilherme com 10% e Washington com 3% vieram a seguir.

Por Juca Kfouri às 12h44

Cartão Verde!

Acabo de ver o "Cartão Verde", na Rede Cultura.

Deveria, aliás, estar lá, mas uma alergia pegou-me de jeito e só faço tossir.

Mas o programa, com Vladir Lemos na apresentação, Doutor Sócrates, Xico Sá e Victor Birner é absolutamente um oásis entre as mesas redondas na TV aberta brasileira.

A inteligência do telespectador é respeitada, o bom-humor é preservado e o senso crítico não abdica de seu papel.

Se a tosse deixar, na semana que vem darei um pulo lá.

E, por sinal, se você puder, não deixe de ver hoje, às 21h, na ESPN, canal 60 da Net, a entrevista com o professor Ronaldo Pacheco, o autor daquele contundente, comovente, belíssimo texto em que pede desculpas aos atletas brasileiros depois da Olimpíada de Pequim.

É mesmo um papo imperdível.

Por Juca Kfouri às 01h08

Transparência blogal

Diante do atual quadro da Série B, de Brasil, com três vagas em disputa para a Série A, o blog avisa aos navegantes:

torce pela permanência do Vila Nova e do Avaí no G4 e pela Ponte Preta para ocupar a quarta vaga, já que nem Bahia nem Ceará têm condições de reagir.

Por Juca Kfouri às 00h14

Timão sobra, Furacão e Verdão cumprem e Fogão decepciona

O Corinthians não teve a menor dificuldade para ganhar do Bragantino, 2 a 0, no Pacaembu.

Com um gol em cada tempo, o primeiro de Dentinho e o segundo, para variar, um golaço de André Santos.

Christian estreou e bem.

Em 27 jogos, a artilharia alvinegra impressiona e dá medida da facilidade desta Série B, de Brasil, para um clube da proporção do Corinthians: são 57 gols, mais de dois por jogo, contra apenas 17 sofridos, 0,6 gol por partida, saldo de 40.

Tem 61 pontos, 16 a mais que o quinto e 13 à frente do segundo colocados, quando faltam apenas 11 rodadas para terminar o torneio.

O time completou 10 jogos seguidos sem perder no campeonato e oito jogos sem tomar gol no Pacaembu.

Sem perder também ficaram os dois brasileiros que foram com times mistos ao México e ao Peru para jogar pela Copa Sul-Americana.

O Atlético Paranaense obteve bom resultado, ao empatar 2 a 2 com o forte Chivas, em Guadalajara.

O rubro-negro joga pelo 0 a 0 e pelo 1 a 1 na Arena, no jogo de volta, semana que vem.

Já o misto do Palmeiras levou um certo sufoco nas bolas cruzadas, mas saiu de Lima com um razoável 0 a 0 diante do Sport Áncash.

E também teve algumas boas chances para vencer.

Exatamente quem levou todos os titulares, o Botafogo, perdeu.

Perdeu em Cali, na Colômbia, para o América, por 1 a 0.

O Botafogo...

Por Juca Kfouri às 23h49

24/09/2008

A festa com o nosso dinheiro no Pan

O relatório do Tribunal de Contas da União sobre os gastos públicos no Pan-2007, divulgado hoje, é ainda parcial, porque faltam dados não só do Ministério do Esporte como também das diversas estatais que apoiaram o evento.

O Ministério tem 30 dias para apresentar suas contas definitivas e as estatais, 15.

Seja como for, há dados que dão a medida do descalabro cometido com o seu, o meu, o nosso suado dinheirinho.

Sabe quanto custou aos cofres públicos a diária de cada atleta hospedado na Vila Pan-Americana?

A incrível quantia de R$ 1.137, 00 por dia, repita-se, algo muito superior ao que cobram os melhores hotéis cariocas, como, aliás, o relatório faz questão de observar.

Mas há muito mais. 

O documento faz referências a gastos "despropositados" e volta a mencionar o escândalo cometido com o sistema de credenciamento, originalmente orçado em R$ 55.000,00 e que chegou à casa, pasme, de nada mais nada menos do que 26,7 milhões de reais.

O cálculo, repita-se, ainda parcial estima em 3,3 bilhões de reais o total de dinheiro público gasto no evento, alguma coisa de assombroso numa competição da terceira divisão internacional e de apenas duas semanas.

Lembremos que, segundo o orçamento inicial, os gastos públicos seriam da ordem de R$ 523,84 milhões.

Há casos ainda como os de materiais importados, dardos, varas de salto e material para o taekwondo, encontrados pelos fiscais do TCU nos depósitos do Comitê Olímpico Brasileiro, que simplesmente não foram usados porque chegaram ao país depois do fim dos Jogos.

Não é mesmo de se tirar o chapéu para Carlos Nuzman e Orlando Silva? 

Por Juca Kfouri às 22h28

Uma quarta-feira assim assim, quase assada, mas pouco engraçada

No Brasil, um jogo da Série B, no Pacaembu, às 10h da noite, entre Corinthians e Bragantino.

Jogo que se vencido pelo Corinthians o deixará 13 pontos à frente do segundo colocado, o Vila Nova, que só empatou ontem, e 16 adiante do Barueri, o quinto colocado.

Fora do país, também sempre às 10h, três jogos pela Copa Sul-Americana.

Em Guadalajara, no México, o Atlético Paranaense leva até o filho do técnico Geninho para comandar seu time com 14 reservas diante do Chivas.

Leva até, aliás, não é bem o termo. Melhor fica dizer, leva só o filho do técnico.

O Furacão não quer dar moleza diante do risco de ser rebaixado e fica com seus titulares treinando em Curitiba.

Em Lima, no Peru, o Palmeiras com seus apenas quatro titulares enfrenta o Sport Áncash, em gramado sintético, desses que queimam quando você cai.

O Palmeiras está mais preocupado em ser pentacampeão brasileiro.

E o Botafogo, com força máxima, está em Cali, na Colômbia, para enfrentar o América.

O Botafogo quer apagar o trauma da Copa Sul-Americana, quando viveu, diante do River Plate, um dos maiores vexames de sua história.

Na quinta-feira, ainda, mais um jogo brasileiro fora de casa, com o Inter, em Santiago do Chile, contra a Universidad Católica.

O Inter poupará apenas o frágil Nilmar.

E este é um jogo que o Grêmio está amando, por ser o próximo adversário do Colorado, no domingo.

Por Juca Kfouri às 02h05

23/09/2008

Rio-2016 já faz água

Embora haja quem diga que as chances de o Rio de Janeiro vingar como sede da Olimpíada-2016 são boas, o que se recolhe nos bastidores da cartolagem olímpica é bem diferente.

Há uma forte insatisfação pelas tentativas frustradas de Carlos Nuzman em entrar para o Comitê Executivo do COI.

Nuzman ficou com a imagem de querer "pular a fila" e se desgastou perante os colegas latino-americanos.

Dizem que ele se mete em tudo, quer ser tudo e que não respeitou a hierarquia de gente que estava à frente dele, por antiguidade, no COI e que teria, portanto, mais chances de eleger-se.

Por coisas assim a America do Sul ficou sem representante no Comite Executivo do COI.

E Julio Cesar Maglione, presidente do Comitê Olímpico Uruguaio, por exemplo, já não faz segredo de que está entre as candidaturas de Chicago e Tóquio. 

Por Juca Kfouri às 17h10

Do Blog do Cruz

O escândalo continua

Depois do São Paulo Futebol Clube, que garantiu R$ 17 milhões, e do Atlético Mineiro, outros R$ 11 milhões, agora é a vez do Santos captar R$ 4,1 milhões da Lei de Incentivo ao Esporte.

A grana será aplicada em "esporte de rendimento", conforme o processo 3.575/2007-48, disfarçado no projeto "Meninos da Vila".

Ou seja, o Santos, usará o dinheiro para financiar a sua escolinha, formar jogadores e colocá-los no rentável mercado do futebol. Tudo pelo "social"...

Esse é mais um escandaloso caso de dinheiro público financiando atividade profissional de fins lucrativos.

Diante disso, o melhor negócio no Brasil atualmente é abrir um clube de futebol, disfarçado de escolinha, para pegar dinheiro no abarrotado cofre do governo.

Enquanto isso...

... que iniciativa tomou o ministro do Esporte, Orlando Silva, depois da vexatória campanha do Brasil nos Jogos Olímpicos, para tentar reverter o quadro no evento de Londres, em 2012?

Houve alguma reunião com o Comitê Olímpico, para decidir sobre o melhor aproveitamento dos recursos públicos, aplicados de forma suspeita, como ficou evidente depois da fracassada campanha de Pequim?

E com o Ministério da Educação, algum encontro para tratrar sobre o desporto escolar? Ou a tal política de esporte" continuará sendo apenas recurso de discursos de ocasião?

http://www.correiobraziliense.com.br/blog/blogdocruz/  

Observação do blog: Acontece exatamente como se previa. A Lei do Incentivo ao Esporte, que deveria ser para os que têm menos, acaba irrigando o futebol.

Pode-se até discutir se o futebol, pelo que significa, tem os mesmos direitos ou não, mas, certamente, para tê-los, deveria mudar seu modelo de gestão.

Porque como dinheiro não é carimbado e estamos no Brasil, país cujo Tribunal de Contas da União até hoje não apresentou o relatório final sobre o Pan-2007, é óbvio que essa dinheirama acabará pagando salário de técnico de futebol, aí pela casa dos R$ 500 mil mensais.

Por Juca Kfouri às 16h21

Aventura em Alto mar

Pouco mais de 20 quilômetros separam um empresário paulista de entrar para a história como o segundo brasileiro com mais de 50 anos a atravessar o Estreito de Gibraltar a nado.

O primeiro foi Alain Levy, que tem dupla cidadania por ser filho de franceses, mas que é nascido no Brasil e aqui sempre viveu.

Aos 40 anos,  Paulo Maia sofreu um enfarte, tinha uma empresa, um filho de 1 ano e fumava dois maços de cigarro ao dia.

Entre a cruz e a espada , optou pela virada na vida.

Diz a mitologia grega que Hércules rasgou com os próprios ombros um pedaço de terra que separava o Oceano Atlântico do mar Mediterrâneo.

Com isso ele abriu o estreito de Gibraltar, de cerca de 20 quilômetros de largura, que tem de um lado a Espanha e, de outro, o Marrocos, na África.

No século XXI, o empresário Paulo Maia, dono das famosas redondas da Mercatto (pizzaria), em São Paulo, tentará superar um desafio que esta mais para Netuno (deus do mar) do que para Hércules: cruzar a nado o estreito.

Ele embarcará dia 14 de outubro para a Espanha.

Seu destino é porto de Tarifas.

De lá se lançará às águas .

O objetivo é chegar a Punta Marsa, no Marrocos.

No ano passado, Maia cruzou o Canal da Mancha.

Fez 44km em 13h50 e quebrou o recórde mundial, de 2007, para nadadores acima de 50 anos de idade.

Para quem duvidava que ele fosse capaz de superar a Mancha, Maia oferece agora o desafio de Gibraltar.

"Quero lançar a campanha 'Tire o cigarro da boca' (TCB) e também 'Tire a Bunda do sofá' (TBS).

Mexa-se, vamos fazer logo alguma coisa antes que ao doença bata em nossas portas".

 

Dados sobre o Estreito de Gibraltar

*Temperatura da água em torno de 18 a 20 graus

*Fortes correntes marítimas o que atrapalham muito a navegação

*Gibraltar é a capital mundial do Wind surf

* Tráfego intenso de navios, 85 mil navios/ano, média de 232 grande embarcações/dia

*Golfinhos , Orças e cachalotes são algumas das espécies que o nadador irá encontrar nadando ao longo do Estreito de Gibraltar.

*Ondas gigantes e correntes marítimas apavorantes.

*Há que esperar a janela certa para começar aventura.

*Ao lado do nadador, um juiz espanhol, uma equipe de paramédicos da Cruz Vermelha acompanha o atleta num barco a 5 metros de distância.

www.morumbi.net/paulomaia

 

Por Juca Kfouri às 13h51

Uma noite de festa, para filhos e pais

Hoje à noite, a partir das 19h, no Shopping Paulista, rua Treze de Maio, 1.947, em São Paulo, no 1o. Piso da  MegaStore Saraiva, vai acontecer uma festa.

A festa de lançamento, pela editora Ediouro, do livro "Aqui tem!".

O protagonista do livro é o tenista brasileiro, brasileiro por escolha dele porque nascido na vizinha Argentina, Fernando Meligeni.

Meligeni, o Fininho, conta histórias e mais histórias de sua batalhada carreira, que culmina com uma épica medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, em 2003, no jogo que escolheu para encerrar sua carreira, obtida contra o campeoníssimo chileno Marcelo Rios.

Fininho conta suas histórias para André Kfouri, que também assina o livro.

O pai de Meligeni, um refinado fotógrafo do país irmão que também veio fazer sucesso no Brasil, deve estar orgulhoso até o último fio de cabelo, porque o jeito com que é tratado pelo filho no livro não permite outro sentimento.

Hora de dizer que sempre gostei da idéia de fazer um filho, plantar uma árvore e escrever um livro.

Filhos tenho quatro, livros outros tantos, árvore não plantei, ainda.

Mas, por mais que saiba que, numa evidente inversão de papéis, vou levar uma bronca pelo excesso aqui cometido, não tenho como disfarçar o meu orgulho por ver um filho, que já me deu duas netinhas, lançar seu primeiro livro, com um texto simplesmente primoroso.

Verdade que ambos ainda temos que plantar uma árvore.

Esperamos os amigos na livraria.

Com simplicidade e muita, mas muita alegria.

Por Juca Kfouri às 01h40

22/09/2008

Azar do Verdão, sorte do Vascão

Para azar do Palmeiras, a Conmebol deu-lhe ganho de causa e o time terá de ir jogar em Lima contra o Sport.

O erro na inscrição de Thiago Cunha foi mesmo da entidade.

Para sorte do Vasco, sua pretensão foi rejeitada.

O jogo que importa para os paulistas é o de domingo, nos Aflitos, no Recife, contra o Náutico.

Uma vitória pode não só significar a liderança como, mais que isso, pode ser decisiva no final.

E o Vasco que se preocupe com o Ipatinga, em Minas.

Porque uma derrota pode significar o rebaixamento adiante.

Por Juca Kfouri às 13h47

Na 'Folha' de ontem. Exemplar

JANIO DE FREITAS

Grampos políticos

 

A investida contra Lula não parte da oposição, mas de duas alas inusitadas de infantaria: Mendes e Jobim

O PROBLEMA dos grampos não existe mais.

Ou, na pior hipótese, está em suspenso até a próxima safra.

Não foi resolvido, todas as hipóteses a respeito continuam abertas.

Transfigurou-se, assumindo a natureza que, talvez desde os primeiros vagidos, trazia com aparência de componente apenas intrometido, como um carona excessivo.

O caso dos grampos é hoje um forte embate político, no qual escutas e maletas e agentes não passam de coadjuvantes úteis.

Lula e seu governo foram imobilizados no caso.

Estão reduzidos à inércia também por perplexidade e boa dose de covardia, mas, na mesma medida, pela investida persistente que, entre inúmeras possibilidades de idêntico quilate, concentra-se na hipótese de má conduta dentro do governo.

Figurado, no caso, por uma área sempre passível de suspeições e, por seus próprios fins, sempre com dificuldade de explicações públicas -a Agência Brasileira de Inteligência, Abin.

A peculiaridade do embate político é que a investida contra o governo, e portanto contra Lula, não parte da oposição partidária, nem conta com sua colaboração, toda ela perdida em um abobalhamento humilhante e desmoralizador.

A ofensiva que sitia o governo é feita por duas alas inusitadas de infantaria.

Uma está na cúpula de um poder do qual se supõe, como faz também a Constituição, alheamento em relação às questões políticas até que seja chamado, se o for, a apreciá-las em confronto com os princípios constitucionais.

Cúpula personificada, nas atuais circunstâncias, pelo presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, Gilmar Mendes.

A outra frente do assédio ao governo e a Lula está no governo mesmo.

Sem trocadilho, o ataque do ministro da Defesa, Nelson Jobim, é mais exposto e desmoraliza-se pelas acusações e denúncias sucessivamente desmentidas até por técnicos e autoridades de sua área.

Na prática e de imediato, porém, seus efeitos têm sido muito mais corrosivos.

Está aí, como exemplo eloqüente, a embaraçosa situação de Lula por ceder à pressão de Jobim para afastar o diretor-geral da Abin, Paulo Lacerda, cujas afirmações no caso vêm mostrando a veracidade que falta às do ministro da Defesa.

O mesmo se evidencia em afirmações do sério e equilibrado general Jorge Felix, na divergência acusatória que Nelson Jobim mantém com ele, ministro da Segurança Institucional que inclui a Abin.

Buscar a motivação essencial da investida concomitante seria, por ora, uma aventura especulativa ou ficcional.

Provável, por falta absoluta de razões para o contrário, é que Lula jamais tenha ordenado grampos, compra de maletas, mistura de PF com Abin em inquéritos e trapalhadas.

Certo, por simples obviedade, é que o alcance final da investida é Lula.

As convergências de Gilmar Mendes e Nelson Jobim não precisam ter a mesma inspiração para estarem tão à vista.

Poderiam mesmo ser opostas.

Assessor jurídico de Fernando Collor, adversário do "impeachment", figura relevante no lado mais duro do governo Fernando Henrique, Gilmar Mendes transparece conformação muito mais ideológica do que política, isto é, submete o componente político de suas atitudes ao serviço da ideologia.

Nelson Jobim, a quem Ulysses Guimarães por certo tempo revestiu com o conceito de grande jurista, tem compromisso com seus projetos políticos.

A aposentadoria antecipada no Supremo Tribunal Federal foi, a rigor, um ato de desincompatibilização com vistas à eleição presidencial de 2006.

O PMDB, seu velho partido, não se definira ainda e uma candidatura própria não era de todo impossível, ainda mais nos sonhos pessoais.

Jobim, a propósito, chegou a procurar Lula no Planalto.

Decidido o apoio do PMDB à reeleição, restava o lugar de vice.

Jobim voltou ao campo.

Para evitar um eventual problema na área peemedebista, Lula se viu na contingência de protelar ao máximo a indicação da vice-presidência, que sempre desejou para José Alencar e nunca para Jobim.

Mas outra eleição vem aí em 2010, e já é a razão de ser e agir de muita gente.

Por Juca Kfouri às 01h13

21/09/2008

Tudo embolado depois da 26a. rodada

Que novidades há da 25a. para a 26a. rodada?

Os três primeiros são os mesmos, com a diferença de que a diferença do líder Grêmio para o vice-líder Palmeiras caiu de três para um ponto.

O Cruzeiro segue no terceiro lugar, mas o quarto agora é do Flamengo e não mais do Botafogo.

Na ZR, os quatro são os mesmos.

Mas o Fluminense agora é o vice-lanterna, superado pela Portuguesa, que já tem o mesmo número de pontos do Vasco, o primeiro dos últimos.

Foram 28 gols em 10 jogos e média de público de 16 mil e 750 pagantes por jogo.

Maior público na Ilha do Retiro, com 32.627 pagantes e pior no Canindé, com 4.634.

Por Juca Kfouri às 20h23

Verdão na cola, Mengo no G4, Inter sonha

O que o Palmeiras poderia ter feito aos 2 e aos 6 minutos com Diego Souza e com Kléber, só foi fazer aos 25, com Diego Souza.

Sim, o 1 a 0 só saiu depois de duas chances clamorosas desperdiças pelos palmeirenses, tão fácil era o jogo, tão sem perspectiva era o time do Vasco.

Enquanto isso, também em ritmo de treino, no Maracanã, o Flamengo, com Marcelinho Paraíba fazia 1 a 0, aos 35, no Ipatinga e o Inter, aos 31, com Alex, de pênalti, ganhava igual do Vitória, no Beira-Rio.

Pênalti absolutamente bobo em Nilmar, fora da bola, registre-se.

Mas, pênalti!

Os segundos tempos não prometiam surpresas para os anfitriões, todos com a vantagem mínima, o Palmeiras reassumindo a vice-liderança, agora a apenas um ponto do líder Grêmio, e o Flamengo voltando ao G4, com o Inter ainda podendo sonhar com um lugarzinho lá.

Mas não é que nem bem o jogo recomeçou no Palestra Itália e o Vasco obrigou o goleiro Marcos a fazer uma defesa complicada, em sua partida de número 400 pelo Verdão?

Aos 18 minutos, então, Edmundo enfiou uma bola preciosa para Leandro Amaral desperdiçar um gol tão fácil como os dois primeiros que o Palmeiras jogou fora no começo do jogo.

Desse jeito, não tem quem dê jeito ao Vasco...

Ainda mais que, aos 30, para variar, mais um vascaíno foi expulso, o zagueiro André, dessa vez.

Faltava o goleiro...

Como faltava o gol de Alex Mineiro, coisa que ele tratou de fazer aos 38: 2 a 0.

Fatura liquidada.

Como no Rio Grande do Sul e no Rio, com duas vitórias magras do Fla e do Inter, mas duas vitórias, ambas só por 1 a 0.

Por Juca Kfouri às 19h09

Grêmio segue líder! Cruzeiro vivo. São Paulo prejudicado e o Botafogo...

59% dos blogueiros, num total de 300 que opinaram, acertaram o palpite e o Grêmio dormirá líder mais uma vez do Campeonato Brasileiro.

O tricolor gaúcho jogou melhor que o Furacão na Arena da Baixada, fez seu ex-goleiro Galatto trabalhar ainda mais que Victor, mas ficou no 0 a 0 que, ao menos, o mantém líder.

Jogo disputado palmo a palmo, desses de deixar o torcedor com o coração na mão, mas sem gols, até porque o árbitro deixou de dar um pênalti reclamado pelo Grêmio, em Soares, no fim do jogo.

Lance, de fato, duvidoso.

O que não foi duvidoso aconteceu na Ilha do Retiro, em outro 0 a 0 disputadíssimo, entre Sport e São Paulo, também com o visitante um pouco melhor que o anfitrião.

Lá, no segundo tempo, Carlinhos Bala empurrou Hugo na área e o árbitro não deu.

O mesmo Hugo que, no primeiro tempo, chutara uma bola na trave.

Se 41% dos blogueiros erraram ao apostar que o Palmeiras assumiria a liderança, este blogueiro talvez tenha cometido erro maior, ao optar por ver os jogos de Curitiba e Recife.

Porque jogo mesmo deve ter sido o de Floripa, onde o Cruzeiro, em tarde de chuva, sol e arco-íris, ganhou do Figueirense por 4 a 3.

Isso mesmo: 4 a 3!

Fora os gols perdidos dos dois lados.

Os mineiros fizeram 1 a 0, 2 a 1 e sofreram a virada para 2 a 3, até virar para a 4 e 3 e assumir a vice-liderança até, ao menos, o fim do jogo do Palmeiras -- que tem tudo para ficar a apenas um ponto do Grêmio.

Outro time que virou foi o da Lusa, que perdia do Botafogo por 1 a 0 no primeiro tempo acabou vencendo por 3 a 1.

A Lusa respira com aparelhos na ZR e o Botafogo passa a aspirar, no máximo, uma vaga no G4 ao fim deste equilibradíssimo Brasileirão 2008.

Por Juca Kfouri às 18h07

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

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