Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

04/10/2008

Só o Mengo não goleia. Não faz mal

A sorte do Atlético Paranaense é que existem times como os da Portuguesa, Ipatinga, Fluminense e Vasco.

Times incapazes de aproveitar até os jogos em suas casas, como o Vasco provou mais uma vez, ao ser atropelado pelo Figueirense, que o humilhou por 4 a 2, em São Januário.

Com gols de Marquinho (2), Asprila e Clayton Xavier, o Figueira chegou a estar vencendo por 4 a 0, depois de fazer 1 a 0 no primeiro tempo.

Leandro Amaral e Edmundo descontaram quando tudo já estava perdido.

Mas o desmoralizado Furacão também levou mais uma goleada, desta vez do Santos, na Vila Belmiro: 4 a 0, com gols de Cuevas, um golaço logo no primeiro minuto, Molina e Kléber Pereira, este de pênalti, no segundo minuto do segundo tempo, e mais um de Fabiano Eller.

E quem se deu bem mesmo foi o Coritiba, que virou para cima do Inter: 4 a 2.

No primeiro tempo o placar de 1 a 1 foi construído com dois gols contra, de Maurício, aos 9, para o Colorado e Índio, aos 15, para o Coxa.

Só que o Coritiba desandou a fazer gols no segundo tempo, duas vezes com Keirrison, mais uma com Maurício, agora a favor, até que Nilmar diminuiu o 4 a 1 para 4 a 2, resultado suficientemente eloqüente para baixar a bola colorada.

No jogo mais importante da noite, o Flamengo fez 20 no Náutico, com Marcelinho Paraíba batendo pênalti cometido pelo goleiro Eduardo em Vandinho, no primeiro tempo, e com Leo Moura, aos 41 do segundo, num golaço de fora da área.

Por pouco o rubro-negro não liquidou o jogo ainda no primeiro tempo, quando criou oportunidades para tanto.

Como não aproveitou as chances, tomou pressão do Timbu no segundo, mas Bruno estava seguro.

Quando já estava 2 a 0, o Naútico ainda desperdiçou um pênalti, com paradinha e tudo.

Seja como for, numa noite de goleadas, o Flamengo mostrou firmeza e conseguiu, por exemplo, o resultado que o líder Palmeiras não obteve na rodada passada.

E se manteve no G4, frustrando o São Paulo, além de ter pela frente uma porção de jogos no Maracanã...

Por Juca Kfouri às 20h04

Timão empata, para variar

Em Londrina, o Corinthians empatou pela oitava vez fora de casa.

Dos 45 pontos que disputou como visitante, o líder da Série B, de Brasil, ganhou 26, o que não é muito diante da fragilidade dos adversários.

Hoje, diante do Marília, a história se repetiu.

O alvinegro saiu na frente sem forçar muito, com Fábio Ferreira, de cabeça, aos 13 minutos, mas tomou o empate que o MAC ameaçara umas cinco vezes, aos 16 do segundo tempo.

E ficou nisso.

Doze pontos o separam do vice-líder Vila Nova e 15 do quinto colocado Barueri.

Por Juca Kfouri às 18h16

E ninguém bobeou

O Palmeiras, líder, tomou um susto do Galo, saiu atrás no placar depois que Marques roubou uma bola de Maurício e deu para Renan Oliveira fazer 1 a 0, aos 31.

Até aí o líder era melhor, mas já tinha tomado uma bola que Marcos teve de se virar.

Para sorte alviverde, aos 37, Marques, que já tinha cartão, meteu uma mão boba na bola e foi expulso.

O massacre começou e culminou com lindo gol de Leandro, aos 43, completando uma linha de passe entre Diego Souza, Alex Mineiro.

Em seguida, Alex Mineiro cabeceou no travessão.

O segundo tempo começou com o Leo Lima mandando uma bomba no travessão mineiro e continuou com a estrela de Luxemburgo brilhando ao botar Denílson em campo.

Logo depois de um milagre de Marcos, a primeira bola que caiu nos pés do atacante serviu para que ele entortasse o zagueiro atleticano pela esquerda e desse no peito de Alex Mineiro, que fez 2 a 1, aos 18.

O mesmo Denílson liquidou a fatura ao pegar rebote de um chute de Kléber, aos 33: 3 a 1.

Mesmo placar do Palestra Itália o São Paulo impôs naturalmente ao Ipatinga, no Ipatingão.

Fez 1 a 0 com Jean, aos 4, tomou o empate de pênalti, aos 39, desempatou com Rodrigo, de falta, aos 39, e matou o jogo, também de pênalti, com Jorge Wagner, aos 33 do segundo tempo.

Se Palmeiras e São Paulo cumpriram com suas obrigações, o Grêmio não lhes ficou atrás e fez 2 a 1 no Botafogo, no Olímpico.

O primeiro tempo foi equilibrado em tudo e terminou 1 a 1, com o Botafogo saindo na frente, aos 30, com Renato Silva, mas com o Grêmio empatando aos 32, com Douglas Costa.

No segundo tempo, aos 18, Réver cabeceou um escanteio para fazer o gol da vitória, vitória que já fazia tempo o Grêmio não comemorava e para manter o tricolor vivíssimo no Brasileirão. 

Por Juca Kfouri às 18h11

Será mera coincidência?

RODRIGO FIRMINO, amigo do blog, pergunta, em letras verdes.

E a Globo responde, transmitindo Marília x Corinthians para São Paulo, hoje à tarde, em vez de Ipatinga x São Paulo...

Por Juca Kfouri às 13h46

O roto e o esfarrapado

A CBF acusa de ilegal a reeleição de Nuzman.

Foi mesmo.

Como há anos tem sido as na CBF, sem dar direito de voto aos clubes das demais séries do Campeonato Brasileiro além da Primeira Divisão e àqueles que disputam a Copa do Brasil -- contrariando assim o que a lei determina...

Por Juca Kfouri às 13h35

No 'Estadão' de hoje

Democracia olímpica

Por Tutty Vasques

Candidato único, reeleito na surdina e por aclamação, francamente, esse tipo de dirigente não rola mais nem na Bolívia. O que restou de mais arcaico da era das Repúblicas das Bananas no continente só ainda se encontra por essas bandas na política predominante nas confederações esportivas brasileiras.

O czar olímpico Carlos Arthur Nuzman, por exemplo, garantiu esta semana, em reunião relâmpago de aliados, sua permanência na presidência do COB até 2012, quando completará 17 anos no poder.

Grandes coisas!

Em 2015, quando termina seu atual mandato, Ricardo Teixeira terá completado 25 anos no comando da CBF.

Não é nada, não é nada, mais uma década ele se iguala ao recorde de Alfredo Stroessner à frente do Paraguai.

E, provavelmente para não dar a Nuzman chances de concorrência, Teixeira mandou dia desses sua entidade acusar irregularidades na condução do processo democrático no Comitê Olímpico Brasileiro.

Pode?

Deve ter general de pijama boquiaberto com a astúcia do czar do futebol. 

 http://blog.estadao.com.br/blog/tutty/?title=democracia_olimpica&more=1&c=1&tb=1&pb=1 

 

Por Juca Kfouri às 13h31

03/10/2008

Reeleito sem saber...

O blog recebeu o seguinte comunicado no final da tarde de hoje:

De Alberto Murray Neto

"Estou no exterior e, absolutamente surpreso, nesta manhã, tomei conhecimento de minha reeleição como membro do Comitê Olímpico Brasileiro.

Surpreso, acredito, assim como devem estar todos os membros da comunidade esportiva do Brasil, na medida em que não fomos sequer avisados da realização do pleito.

Fico feliz em permanecer membro do Comitê, entidade acima de nomes e pessoas e pela qual tenho enorme carinho.

Entretanto, deixo claro que minhas posições críticas, publicamente exaradas, permanecem inalteradas.

Espero que no próximo mandato haja espaço para mudanças e que as Confederações menos influentes passem a ter maior influência nas decisões do Comitê.

Continuarei alerta.

Por Juca Kfouri às 17h33

Obrigado, Banks!

Por ROBERTO VIEIRA

"Prezados amigos do IPPPP*,

Fiquei feliz ao escolherem meu nome para o seu Instituto de Pesquisa.

Ainda mais quando colocaram meu nome ao lado do nome de Pelé.

A idéia de confeccionar 1293 medalhas numeradas, cada uma referente a um gol do Rei, para serem vendidas e angariar fundos para a entidade? Supimpa!

Mas discordo de vocês em um ponto: O pedido de desculpas de Gordon Banks.

Banks que se desculpa no comercial bolado pela JWT, por ter defendido a cabeçada do Pelé em 1970.

Banks que se tornou eternamente responsável pelo que cultivou.

Francamente!

Larga disso.

E alguém ia preferir que a bola entrasse?

Vocês ainda não descobriram, meus amigos. Mais valiosos que os gols do Rei eram os gols que ele não fazia.

Senão, ele não seria um gênio. Seria um artilheiro qualquer, como meu nobre compatriota Fontaine.

Meus amigos, ainda está na hora de refazer a campanha publicitária.

Parem as máquinas!

Convoquem de novo o Banks, o Mazurkiewicz e o Viktor.

Criem três medalhas de ouro.

Cada uma com a imagem dos três lances imortais da carreira do camisa 10.

O chute do meio campo contra a Tchecoslováquia de Viktor.

A defesa monumental de Banks.

E o drible jazzístico em Mazurkiewicz na semifinal de 70.

Três obras-primas dignas de qualquer museu. Dignas de um Saint-Exupéry.

Muito mais belas que um gol. Tão valiosas quanto um esboço de Da Vinci.

Porque, ao invés de desculpas, devemos agradecer os três goleiros pela parceria na criação.

Como se fossem Pelé e Coutinho.

Vinícius e Jobim.

Lennon e McCartney.

PS: E cobrem mais caro pelas medalhas, por favor!"

O Pequeno Príncipe 

* Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe

Por Juca Kfouri às 16h45

E é preciso dizer alguma coisa?

Blogueiros pedem que eu comente a eleição clandestina de Carlos Nuzman.

Outros querem que eu me manifeste sobre a filha de Ricardo Teixeira que foi nomeada por ele para o comitê da Copa-2014.

Será que é preciso que eu diga algo?

Sobre o COB, até a CBF achou que está tudo errado e não votou.

Sobre a CBF, nem minha avó acreditou que Teixeira fosse assim tão prepotente.

Seja como for, tratarei dos temas em minha coluna dominical na "Folha de S.Paulo".

Por Juca Kfouri às 15h34

Um sábado que promete

Domingo é dia de votar e o sábado ficou reservado para torcer.

E, na reta final do Brasileirão, 28a. de 38 rodadas, ninguém pode bobear.

E o que será bobear nesta rodada?

Será, por exemplo, o Grêmio não ganhar do Botafogo, no Olímpico; ou o São Paulo não derrotar o Ipatinga, no Ipatingão; ou ainda o Palmeiras não superar o Galo, no Palestra Itália, os três jogos de três pretendentes ao título às 16h.

Às 18h20 será bobear se o Santos não passar pelo Atlético Paranaense, na Vila Belmiro; ou se o Vasco não atropelar o Figueirense, em São Januário.

Mas ainda restarão dois jogos complicados, que exigem duas proezas dos visitantes: o visitante Inter, no Couto Pereira, contra o Coritiba e o forasteiro Flamengo, nos Aflitos, diante do Náutico.

Antes de usar a cabeça e votar bem no domingo, use o coração e torça até mais não poder no sábado.

Depois dele, só faltarão 10 rodadas para acabar o Brasileirão.

Comentário para o Jornal da CBN desta sexta-feira, dia 3 de outubro de 2008.

http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/comentarios/jucakfouri.asp

Por Juca Kfouri às 00h02

02/10/2008

Mineirão e Barradão: anfitrião faz a lição

O Cruzeiro recebeu o Sport, sabia que não teria vida fácil, mas fez o que tinha de fazer: ganhou suado, com gol de Gérson Magrão aos 23 minutos do segundo tempo, ao receber um passe de Jajá que acabara de entrar em campo no lugar de Thiago Ribeiro.

Desta vez ninguém poderá criticar Adilson Batista por suas substituições...

E, depois de um bom segundo tempo, o Cruzeiro botou pressão nos líderes, pois ficou a um ponto de Palmeiras e Grêmio, que jogarão no sábado, em suas casas, contra Galo e Botafogo.

Também o Vitória fez sua lição de casa em Salvador.

Logo de cara, aos 5 e aos 8 minutos, com Marcelo Cordeiro e Robert, aproveitando-se de duas falhas do goleiro da Lusa, fez 2 a 0 e liquidou a partida.

A Lusa descontou só aos 43 do segundo tempo, com Heverton, para tomar o terceiro gol baiano aos 48, de Marquinhos: 3 a 1.

O Vitória subiu ao sexto lugar, três pontos atrás de Flamengo e São Paulo, com, como o Cruzeiro, um jogo a mais que os rivais.

Flamengo que irá aos Aflitos e São Paulo que pega o Ipatinga, em Minas.

E a Lusa ficou na ZR, em antepenúltimo lugar com o mesmo número de pontos do Flu, apenas um acima do Vasco, que receberá o Figueirense.

Por Juca Kfouri às 22h27

Por que a CBF não fala com o Correio Braziliense

Anteontem, em Brasília, Ricardo Teixeira se recusou a responder uma pergunta de um repórter do "Correio Braziliense", em entrevista coletiva.

O motivo está abaixo: ter sido citado numa reportagem feita pelo jornal sobre o maior lavador de dinheiro do mundo.

O grifo na parte referente ao presidente da CBF é do blog.

O elo perdido da corrupção mundial

Por LUCAS FIGUEIREDO 

Correio Braziliense - 13/04/2008

 

Advogado e mecenas instalado no paraíso fiscal de Liechtenstein, Hebert Batliner é apontado como grande mentor da ciranda empresarial na qual traficantes, ditadores e políticos desonestos esquentam fortunas

Suíça e Liechtenstein — O que alguns dos piores ditadores, mais temidos traficantes internacionais de drogas e maiores corruptos de todos os tempos têm em comum com o deputado Paulo Maluf (PP-SP) e com o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira? Resposta: em algum momento de suas vidas, todos eles fizeram suspeitas transações financeiras com um dos maiores lavadores de dinheiro do planeta. Seu nome: Herbert Batliner, advogado de Liechtenstein, paraíso fiscal da Europa. A especialidade de Batliner é ajudar seus clientes a movimentar dinheiro pelo mundo sem deixar rastros. Ele já foi acusado de prestar serviços para gente do calibre de:

1) Pablo Escobar, o megatraficante colombiano, morto em 1993, que faturava anualmente US$ 30 bilhões com a venda de cocaína;


2) Mobuto Sese Seko, que por três décadas foi ditador do antigo Zaire (atual República Democrática do Congo), período no qual acumulou uma fortuna de US$ 5 bilhões;


3) Ferdinando Marcos, ex-presidente das Filipinas, conhecido como um dos homens mais corruptos do mundo;


4) Jorge Hugo Reyes-Torres, o maior traficante de drogas do Equador, que antes de ser preso enviava mensalmente 500 quilos de cocaína para a Espanha;


5) Família Real Saudita, que controla com mão de ferro o país responsável pela maior produção mundial de petróleo.

O que liga Maluf a Batliner é um endereço. Já com Ricardo Teixeira, a conexão se dá por intermédio de uma pessoa.

Paulo Maluf
Muita coisa já se falou das famosas contas bancárias de Paulo Maluf no exterior. Sabe-se que, na década de 1990, Maluf utilizou laranjas para movimentar pelo menos US$ 350 milhões em bancos europeus – principalmente na Suíça, na França e na Ilha de Jersey (Canal da Mancha). Sabe-se também que, por decisão da Justiça desses países, cerca de US$ 250 milhões estão congelados. O que não se sabia é que o ex-governador e ex-prefeito de São Paulo utilizou os serviços de Herbert Batliner para movimentar boa parte dessa fortuna.

Uma das contas de Maluf na Suíça, de onde partiram remessas milionárias para Jersey, tinha como titular a fundação White Gold (ouro branco). Conforme documentos em poder do Ministério Público, a fundação foi constituída por Maluf na cidade de Vaduz (capital do minúsculo principado de Liechtenstein), na rua Aeulestrasse número 74, caixa postal 86. Como constatou o Correio/Estado de Minas, no entanto, nesse endereço não funciona nenhuma fundação White Gold, mas sim a First Advisory Group, empresa que tem como sócio Herbert Batliner.

A First Advisory Group funciona como uma espécie de biombo para empresas fantasmas. Calcula-se que pelo menos 10 mil empresas de fachada utilizam o endereço comercial de Batliner.

A fundação White Gold é uma delas. Há outras, como a fundação Pérolas Negras, controlada por Flávio Maluf, filho do deputado.

Especialista em crime organizado, que durante duas décadas trabalhou como agente infiltrado em máfias da Europa e da América do Sul, o ex-comissário de polícia da Suíça Fausto Cattaneo analisou a coincidência de endereços das empresas de Batliner e das fundações abertas pela família Maluf. Com os resultados da pesquisa, Cattaneo afirmou que não há dúvidas de que existe uma conexão suspeita entre o advogado de Liechtenstein e o deputado brasileiro.

Ouvido pela reportagem, o Procurador-geral de Genebra, Daniel Zappelli, confirmou que, por ordem judicial, há dinheiro de Maluf congelado em bancos da Suíça. "Fizemos tudo o que pudemos no caso Maluf." Segundo ele, é possível que os recursos sejam devolvidos aos cofres públicos brasileiros. "Mas primeiro o Brasil tem de provar que o dinheiro congelado na Suíça é produto de corrupção", afirmou Zappelli.

O Correio/Estado de Minas perguntou à assessoria de Maluf se o deputado e seus familiares confirmavam serem responsáveis pelas fundações em Liechtenstein, e se foram beneficiados com a movimentação financeira dessas fundações. Perguntou também se o deputado tinha conhecimento das conexões de Herbert Batliner com traficantes, ditadores e corruptos.

A assessoria se limitou a responder que Maluf nunca teve contas bancárias no exterior.

Ricardo Teixeira
As ligações perigosas de Herbert Batliner no Brasil também se estendem a Ricardo Teixeira, presidente da CBF e principal articulador da escolha do Brasil como país-sede da Copa do Mundo de 2014.

Como ficou comprovado em 2001 na CPI da CBF/Nike, uma das empresas de Teixeira, a R.L.J. Participações, tomou emprestado de uma firma de Liechtenstein, a Sanud Etablissement, uma quantia equivalente à época a R$ 2,9 milhões. Antes de o empréstimo ser pago, porém, a Sanud Etablissement fechou. Integrantes da CPI chegaram a classificar a transação como lavagem de dinheiro, mas nada foi comprovado.

Porém, um dado suspeito passou ao largo da CPI: a Sanud Etablissement era uma costela de Herbert Batliner. Dois dos representantes da Sanud Etablissement — Alex Wiederkehr e Hans Gassner — eram sócios de Batliner na empresa Prokurations Anstalt.

Hans Gassner tem um passado complicado. No final dos anos 1990, ele se envolveu no escândalo do banco espanhol Banesto, no qual dirigentes da instituição desviaram de seus cofres cerca de 10 milhões de euros (o equivalente a R$ 27 milhões). A função de Gassner era movimentar o dinheiro e apagar sua origem. Em 2002, vários ex-dirigentes do banco foram condenados. Mario Conde, ex-presidente do Banesto, pegou 20 anos de prisão. Gassner, no entanto, conseguiu se safar.

Após analisar informações referentes a transações financeiras da empresa do presidente da CBF e da Sanud Etablissement, o ex-comissário suíço Fausto Cattaneo afirmou que, "assim como Paulo Maluf, Ricardo Teixeira tem conexões com Herbert Batliner".

A assessoria de imprensa da CBF afirmou que Ricardo Teixeira não iria comentar o caso.

Fortunas
Com apenas 32 mil habitantes (número suficiente para encher apenas metade do estádio do Mineirão), o minúsculo principado de Liechtenstein — paraíso fiscal encravado entre a Suíça, Alemanha e Áustria — é um dos estados mais ricos do mundo. O produto de exportação de Liechtenstein são as empresas fantasmas (há duas para cada habitante) e as instituições financeiras. Nesse verdadeira lavanderia VIP, destaca-se o nome de Herbert Batliner.

Um gesto de generosidade de Batliner dá a dimensão de sua riqueza. Em 2006, ele e sua mulher, Rita Batliner, doaram ao Museu Albertina de Viena (Áustria) uma coleção de 500 quadros, avaliada em 400 milhões de euros (R$ 1 bilhão). Entre as obras, há preciosidades de Picasso, Monet, Renoir, Francis Bacon, Matisse, Cézanne, Modigliani e Miró.

No ano 2000, a imagem do advogado foi arranhada com o escândalo da movimentação financeira do Partido Democrático Cristão da Alemanha (CDU). Mas Batliner sempre negou.

Por Juca Kfouri às 13h12

Noite sul-americana para três times do Brasil

A noite de ontem começou com a classificação do Inter, que empatou sem gols com a Universidad Católica, diante de mais de 20 mil torcedores no Beira-Rio.

Inter que agora pegará o Boca Juniors, num clássico que dispensa apresentação.

Pena que o Colorado tenha perdido Guiñazu, com luxação no cotovelo e fora de combate por um mês.

E a noite continuou com a classificação de mais dois brasileiros.

O Palmeiras sob temporal, e para 4 mil torcedores no Palestra Itália, venceu o Sport Áncash só aos 43 minutos do segundo tempo, com um gol de Jumar, depois de ter mandado bola no travessão e visto o goleiro peruano cometer algumas proezas.

Agora enfrentará o Argentinos Juniors.

E o Botafogo atropelou o América colombiano, ao vencê-lo por 3 a 1 no Engenhão, com dois gols de Wellington Paulista e um golaço de Carlos Alberto, de meia bicicleta, motivo de festa para quase 11 mil torcedores.

Hoje sai o adversário do Glorioso, entre Estudiantes e Arsenal.

Dos quatro brasileiros que estavam na Copa Sul-Americana, três chegaram às quartas-de-final e só o Atlético Paranaense caiu fora.

Comentário para o Jornal da CBN desta quinta-feira, dia 2 de outubro.

http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/comentarios/jucakfouri.asp

Por Juca Kfouri às 03h46

01/10/2008

Desespero do Flu tem novo capítulo

É dura a vida de um grande que luta para fugir do rebaixamento.

Como o Fluminense comprovou mais uma vez.

Saiu perdendo para o Goiás que fez 1 a 0 com Vitor (aos 18').

Empatou ainda no primeiro tempo com Conca (aos 36'), viu o adversário ficar com 10 jogadores (aos 43'), mas logo compensou, perdendo também um jogador, Maicon, três minutos depois.

Chovia a cântaros no Maracanã e o Goiás ficou com nove jogadores aos 18 minutos do segundo tempo, para esperança de 14 mil tricolores no estádio.

Goiás que entrara em campo credenciado pela melhor campanha do returno, mas sem três jogadores importantes, como Romerito, Paulo Baier e Fahel.

Quando o jogo ficou 10 contra 9, o Flu criou um sem-número de oportunidades, uma delas, com Ciel, aos 25, impossível de se perder, sem goleiro, na cara do gol.

Ciel saiu, entrou Somália e o Flu não parava de martelar.

Em vão.

Aos 42, em bola desviada, Harlei fez milagre.

Compensado por outro de Fernando Henrique, aos 45, na única oportunidade goiana em contra-ataque.

O Flu saía da lanterna, a deixava com o Vasco, mas obtinha mais um resultado frustrante porque era noite de vencer ou vencer.

Pelas circunstâncias, com um jogador a menos, a interrupção de uma série de cinco vitórias não ficou ruim para o time esmeraldino.

Por Juca Kfouri às 22h23

Olhaí que idéia legal

Por Juca Kfouri às 15h58

Professor da USP quer Timão bi da B

Por ARIOVALDO DOS SANTOS

Bem, tive uma idéia maluca de promover o Timão.

A coisa é simples, mas pode ter diversos e bons desdobramentos e isso deverá contar com a cumplicidade de outros corintianos.

A idéia: a diretoria convoca a imprensa e informa que tem uma notícia bomba.

Muitos imaginarão a contratação do Cristiano Ronaldo, do Ronaldinho, Kaká ou a construção de um estádio na Praça da Sé.

Não, a diretoria informa que o Corinthians abdicará de participar da série "A" no próximo ano. (anuncia isso quando estiver matematicamente classificado).

Conseqüências possíveis e imagináveis (somente algumas delas):

· Haverá uma grande grita dos times grandes por perda de arrecadação

· Haverá apoio dos times pequenos por ganho de arrecadação

· O Timão poderá ser o único time do PLANETA a se consagrar "BICAMPEÃO" da série "B" (em dois anos consecutivos).

Óbvio nenhum time até hoje fez esse tipo de loucura

· Os contratos com a TV poderão ser reformulados

· A torcida deverá ser consultada e trabalhada para defender esse projeto

· A divulgação dessa decisão (ou plano) deverá ser feita com estardalhaço na imprensa nacional e internacional

· Mesmo que seja divulgado apenas como plano de consulta à torcida ou a própria CBF a exposição do Timão já será bastante grande.

Ariovaldo dos Santos, além de corintiano, é professor-doutor da Faculdade de Economia e Administração da USP, com mestrado, doutorado e livre docência em Controladoria e Contabilidade.

Por Juca Kfouri às 15h19

Ainda bem que hoje não tem futebol mexicano

Os mexicanos não têm mais por que respeitar o futebol brasileiro, principalmente quando representado por rubro-negros.

Primeiro, no primeiro semestre, foi o América que veio ao Maracanã, sapecou 3 a 0 no Flamengo e o eliminou da Libertadores.

Agora foi a vez do Chivas, que veio à Arena da Baixada e enfiou 4 no Atlético Paranaense para eliminá-lo da Copa Sul-Americana.

Copa Sul-Americana que continua hoje com três jogos que envolvem brasileiros, felizmente sem nenhum time do México pela frente.

A começar pelo Inter que recebe o Universidad Católica, às 17h.

Um 0 a 0 classifica o time gaúcho.

Depois, às 22h, mais dois jogos.

O Palmeiras recebe o Sport Áncash e joga por uma vitória qualquer, já que empatou sem gols no Peru.

E o Botafogo recebe o América e precisa vencer por dois gols, pois perdeu pela contagem mínima na Colômbia.

Ah, e tem jogo também pelo Brasileirão.

Às 20h30, o Fluminense em crise, e com a lanterna na mão, recebe o Goiás, o líder do segundo turno.

Este que vos fala aposta no Inter, no Palmeiras, no Botafogo e no Goiás.

Mas ele também apostava no Flamengo contra o América mexicano e no Atlético Paranaense contra o Chivas...

Comentário para o Jornal da CBN desta quarta-feira, dia 1o. de outubro de 2008.

http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/comentarios/jucakfouri.asp

Por Juca Kfouri às 01h07

Qual foi o maior vexame?

Responda rapidamente qual foi o maior vexame:

1. o do Botafogo, na Copa Sul-Americana passada, diante do River Plate, no Monumental de Nuñes, quando ganhava de 2 a 1 com um jogador a mais e, podendo até perder de 3 a 2, foi eliminado ao perder de 4 a 2 ao tomar três gols entre os 29 e 47 minutos do segundo tempo;

2. o do Flamengo ao levar de três do América mexicano no Maracanã pela Libertadores;

3. ou o do Atlético Paranaense, na Arena da Baixada, diante do Chivas?

O Furacão levou 1 a 0, 2 a 0, 3 a 1, 4 a 1 e conseguiu, no fim, perder de 4 a 3, quando podia se classificar com empates de 0 a 0 e 1 a 1.

Por Juca Kfouri às 23h41

30/09/2008

O futebol de Machado de Assis

Por ROBERTO VIEIRA

Há 100 anos morria o maior escritor brasileiro: Joaquim Maria Machado de Assis.

Machado que não chegou a conhecer o futebol como fenômeno social.

Conheceu apenas uma brincadeira de bola entre ingleses e seus simpatizantes.

Uma sátira aos jogos de salão.

Porém, algumas frases e personagens de Machado são puro futebol brasileiro.

Uma antecipação das crônicas de Mário Filho.

Eternas e contemporâneas.

Basta imaginar o instante da penalidade máxima.

O batedor de pênalti com olhos de Capitu. O goleiro Bento na dúvida infame. A intenção do chute dissimulada até o momento final.

Ou quem sabe, a fina ironia na paixão do jogador profissional pelos seus clubes:

"... amou o Vasco da Gama durante quinze meses e onze milhões de reais: nada mais."

Machado escreveria biblicamente sobre os clubes que lutam para não serem rebaixados:

"Bem-aventurados os que não descem."

E se lhe fosse dado conhecer o Maracanã, talvez modificasse o texto sobre a Rua do Ouvidor:

"Uma cidade é um corpo de pedra com um rosto. O rosto da cidade fluminense é este estádio, rosto eloqüente que exprime todos os sentimentos e todas as idéias."

Um zagueiro chora e esperneia quando da marcação de uma falta, ou quando da sua expulsão?

O Bruxo sentencia: "Lágrimas não são argumentos."

Machado de Assis, que sabia ser insidioso como Nelson Rodrigues: "Eu sinto a nostalgia da imoralidade."

Por vezes irônico e cruel. Como durante os funerais de um craque cercado pela lágrima dos torcedores que lhe vaiaram até o descanso final:

"Está morto? Podem elogiá-lo à vontade."

O mesmo torcedor que no instante seguinte chora uma derrota. Uma batalha perdida. Um frango incomensurável? Machado surge, conselheiro:

"Não importa ao tempo o minuto que passa, mas o minuto que vem."

Machado, gênio e mulato como Friedenreich. Incomparável como Pelé. Astucioso como Leônidas. Imarcável como Garrincha. Múltiplo como Zizinho.

Machado descendente de escravos. Machado, mestre do xadrez.

Porque o coração é o território do inesperado.

Porque a vida é uma enorme loteria.

Contam seus biógrafos que um amigo de Machado de Assis o procurou em 1906. Triste e amargurado. O seu Botafogo havia perdido para o Fluminense por 8 x 0.

Machado, velho e cansado, amargurado com o vazio da morte de sua Carolina, mesmo assim Machado ficou meditando sobre aquele estranho jogo, sobre aquela interminável tristeza do amigo. Não querendo deixar o colega sem uma palavra de consolo, lembra então de Rubião e de Quincas Borba.

Encarando o rosto sofrido do amigo, não pode deixar de sussurrar-lhe uma advertência. Aparentemente óbvia. Enigmaticamente simples:

"Ao vencedor, as batatas!"

Por Juca Kfouri às 13h03

São Paulo ganha sua maior atração turística

Daqui por diante vai ser assim: vir a São Paulo e não ir ao Museu do Futebol será como ir a Roma e não ver o Papa.

Isso mesmo e sem exagero: o Museu do Futebol passa a ser a maior atração turística de São Paulo.

Em primeiro lugar porque nenhuma outra das atrações paulistanas fica num lugar tão bonito e aprazível como o Pacaembu.

Em segundo porque o museu é mesmo um show, uma aula de história do país com o futebol feito de fio condutor.

Mais: é uma prova de como a mais sofisticada tecnologia pode ser posta a serviço da emoção, da sensibilidade.

Há situações no museu em que o visitante fica simplesmente paralisado, maravilhado, abestalhado, para usar uma expressão nordestina.

O Museu do Futebol fica em São Paulo, mas não é um museu paulista, é nacional.

Se Pelé é personagem como deveria mesmo ser, seu contraponto não é nem Rivellino, do Corinthians, nem Ademir da Guia, do Palmeiras, nem Leônidas da Silva, do São Paulo, mas, sim, Mané Garrincha.

E há uma sala chamada de Sala da Exaltação que só vendo, porque não adianta explicar.

É isso.

Vá ver.

Correndo.

Se você mora em São Paulo, não perca tempo, vá amanhã, quando o Museu do Futebol abre para o público.

Se você mora fora, venha a São Paulo.

Agora vale mesmo a pena.

Palavra de um paulistano que jamais morreu de amores pela Paulicéia desvairada, mas que está apaixonado pelo Museu do Futebol.

Uma obra que homenageia o nosso craque e que deve deixar o cartola envergonhado por não estar à altura de tanta beleza.

www.museudofutebol.org.br

Por Juca Kfouri às 01h05

29/09/2008

Comitê do barulho

Ao oficializar o advogado Francisco Müssnich como assessor jurídico do Comitê Organizador da Copa-2014, Ricardo Teixeira, que presidirá o orgão, trouxe para dentro da cozinha o "caso Daniel Dantas".

Müssnich é, além de advogado de Dantas, namorado da irmã dele.

Dito isso, não há por que Vanderlei Luxemburgo temer deixar de suceder Dunga pelos problemas que poderia trazer à CBF.

Perto das de Dantas, suas trapalhadas são quase nada.

E ao mesmo tempo em que trouxe o veneno, Teixeira tratou do antídoto, ao nomear o "fazedor de imagem" Mário Rosa, ex-sócio de Duda Mendonça, como o encarregado das relações institucionais do orgão.

Percebeu como será divertido acompanhar a organização da Copa do Mundo no Brasil?

Por Juca Kfouri às 11h12

28/09/2008

Verdão lá em cima. Flu lá embaixo

O Brasileirão tem novo líder, o Palmeiras, com 50 pontos e uma vitória a mais que o Grêmio, que também tem 50 pontos.

Só que o Palmeiras está estável e o Grêmio em queda.

A seguir, com 46 pontos, Cruzeiro, Flamengo e São Paulo.

Só que o Cruzeiro não inspira maior confiança, pela sua juventude, e Flamengo e São Paulo têm seus trunfos.

Os do rubro-negro vêm de sua massa e do Maracanã, onde disputará seis dos 11 jogos que lhe faltam.

Os do São Paulo vêm de sua experiência em retas finais, não por acaso clube bicampeão brasileiro.

O Brasileirão tem, também, novo lanterna, o Fluminense, ao lado do Vasco, ambos com 26 pontos, mas o vice-campeão da Libertadores com uma vitória a menos.

A média de público ficou na casa dos 19.681 pagantes por jogo.

Maior público, para variar, no Maracanã, com 40.812 rubro-negros.

O pior aconteceu em Ipatinga, com apenas 3.047 torcedores.

Apenas 23 gols em 10 jogos, com cinco empates, dois sem gols e três 1 a 1.

Por Juca Kfouri às 20h36

Show colorado e maus empates

Aquela exibição que o Inter devia fazia tempo por causa dos talentos que tem, aconteceu hoje, em noite de gala.

E bem diante do Grêmio.

Que show!

Na primeira bola que chutou ao gol gremista, o Inter fez 1 a 0, com D'Alessandro, logo aos 4 minutos, em belíssimo chute de fora da área.

Verdade que o Grêmio reagiu em seguida, com Tcheco, acertando a trave e a rede de Clemer, aos 18.

Mas o Colorado era tão superior que os demais gols foram saindo ao natural, até porque o Grêmio perdera Pereira, machucado.

Aos 28, esperta e legalmente, o Inter bateu rapidamente uma falta e Alex enfiou entre as pernas de Victor para fazer 2 a 1.

O 3 a 1 veio com Índio, de cabeça, em cobrança de escanteio pela direita de D'Alessandro, aos 40.

E o 4 a 1 ainda no primeiro tempo, com Nilmar, também de cabeça, em bola preciosa alçada por D'Alessandro, outra vez.

O mar vermelho se agitava no gigante da Beira-Rio, com seu gramado impecável, num clássico que os europeus adorariam ver.

Antes do intervalo, uma troca de carícias entre Tcheco e Edinho vale o cartão vermelho e ambos não voltam para o segundo tempo.

Digno, o ex-líder do Brasileirão voltou até melhor no segundo tempo e teve motivo para reclamar de um pênalti de Clemer em Marcel.

O Inter se preocupou mais em evitar confusões, mas, ainda sim, esteve próximo do quinto gol.

E a torcida só queria saber de gritar olé.

Enquanto o futebol brilhava em Porto Alegre, no Engenhão, no Rio, Carlos Alberto, de cabeça, condenava seu ex-time, o Fluminense, à lanterna do Brasileirão, com um gol aos 28 do primeiro tempo, em cruzamento de Lúcio Flávio: Botafogo, 1 a 0.

No segundo tempo, aos 18, o mesmo Carlos Alberto foi responsável pela expulsão do zagueiro Thiago Silva.

Mesmo assim, aos 46, o Flu obteve o empate, com Edcarlos: 1 a 1.

E, em Santos, na Vila Belmiro, Santos e Lusa ficavam em outro preocupante, para ambos, 1 a 1, gols de Kléber Pereira e Athirson, aos 13 e aos 15 do segundo tempo.

Kléber Pereira marcou seu 19o. gol no Brasileirão, o 18o. na Vila Belmiro.

A Portuguesa é a primeira dos quatro últimos.

O Ipatinga vem a seguir.

Vasco e Flu são os dois últimos.

Dos 1500 que palpitaram, 58% acertaram com o Inter e os demais erraram, 26% com o Grêmio e 16% com o empate.

Por Juca Kfouri às 20h11

São Paulo chegou. Palmeiras firme

O São Paulo chegou lá.

Não está ainda no G4, mas divide em pontos um lugar com Cruzeiro e Flamengo.

Ganhou do Cruzeiro com autoridade, porque jogou melhor o tempo todo, exceção feita a uns cinco minutos no segundo tempo do Morumbi.

Mas fez 1 a 0 com André Dias de cabeça, em cruzamento de Jorge Wagner, e 2 a 0 com Jancarlos, de falta, ambos com falha do goleiro Fábio, no segundo tempo.

Já o Palmeiras até jogou de maneira altiva nos Aflitos, sem se intimidar diante do desespero do Náutico.

Os dois times tiveram chances agudas para vencer o jogo, todas desperdiçadas por detalhes, ou por intervenções cirúrgicas das defesas.

O Palmeiras segue firme, quatro pontos à frente de Cruzeiro, Flamengo e São Paulo.

Foram 18 escanteios na partida, 12 para o Timbu.

No Atletiba, 1 a 1 no Couto Pereira, com o Furacão saindo na frente.

E em Ipatinga mais um passo no calvário vascaíno: o Ipatinga ganhou de 3 a 1.

Todas as atenções, agora, para o Gre-Nal, no Beira Rio.

Por Juca Kfouri às 18h04

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico