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Saiba quem é Juca Kfouri
A vida é dura

Caio Júnior caiu na vala comum dos técnicos chorões.

E na vala dos que faltam com a verdade.

Ele reclamou de falta de espírito esportivo (também chamado de fair-play pelos que falam a língua inglesa...) por parte do Galo que não teria devolvido uma bola depois de atendimento de um jogador mineiro.

Mentira!

Não havia bola a devolver, porque quando o jogo foi paralisado a bola estava com o Galo.

Motivo, aliás, na transmissão da Sportv, de elogio do comentarista Renato Marsiglia, pois o árbitro esperou que a bola fosse para um jogador do Galo para parar a partida.

O triste é que Caio Júnior se distinguia por ser um cara ético.

E, agora, em nome da ética, a atropela sem dó nem piedade.



Escrito por Juca Kfouri às 21h36
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Resumo da 29a. rodada

A 29a. rodada do Brasileirão revelou um novo G4, com a entrada do São Paulo e a saída do Flamengo.

Devolveu o Grêmio à liderança e tirou o Fluminense da ZR, com a inclusão do Furacão, parece que para ficar, tão desastrosas têm sido as atuações do rubro-negro.

Gols, para dar a medida da dureza desta reta final, só 21, como foi de quase 21 mil pagantes a média de torcedores.

Maior público, o do Flamengo, com 77 mil pagantes e, menor, o da Lusa, com 3 mil.



Escrito por Juca Kfouri às 21h24
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Galo de gala! E mais três jogos

O Galo de hoje lembrou o que de melhor o Galo já teve.

Azar do Mengo.

Porque o Maracanã lotado, recorde de 77 mil pagantes e 81 mil presentes, não intimidou o primeiro campeão brasileiro.

Que equilibrou o jogo, que chegou a jogar melhor, que fez 1 a 0 num golaço do boliviano Castillo.

E que ainda, ironia para quem, com razão, reclama tanto de arbitragens danosas contra si e a favor do adversário, fez um pênalti com Serginho não observado pela arbitragem.

Bruno teve que trabalhar mais que o goleiro mineiro e lance de gol mesmo o rubro-negro teve numa cabeçada de Marcelinho Paraíba no travessão, quando o jogo ainda estava 0 a 0.

No segundo tempo o Galo continuou melhor e, aos 20, Renan Oliveira, que jogou uma barbaridade, disparado o melhor em campo, fez 2 a 0 em boa jogada de Serginho, no contra-ataque.

Como miséria pouca é bobagem, o Galo fez 3 a 0 , em falha de Bruno, que soltou bola fácil nos pés de Leandro Almeida.

O Galo deu adeus definitivo para qualquer risco de rebaixamento e provavelmente teve sua melhor atuação no ano do seu centenário.

Já o Mengo provavelmente se despediu da possibilidade de ser campeão, porque foi o único dos candidatos que, em casa, não venceu.

E deve agradecer à CBF pela gentileza de convocar Juan para ir ser banco de Kléber na Venezuela

E cedeu seu lugar no G4 para o São Paulo. 

Como era de se prever, Goiás e Inter fizeram um jogo muito interessante, principalmente no primeiro tempo, quando se preocuparam mais em jogar bola.

Nilmar fez uma jogada esplendorosa pela esquerda e permitiu a Andrezinho fazer 1 a 0 para o Inter.

Mas o Goiás não está na situação em que está à toa.

E foi à luta.

Antes de empatar com Fahel, de cabeça em cobrança de escanteio do bom Júlio César, perdeu duas boas chances.

E antes do primeiro tempo terminar perdeu um pênalti batido nas nuvens pelo ex-colorado Iarley, pênalti que, por sinal, não existiu.

O segundo tempo acabei sem poder acompanhar direito, incrédulo com o que via o Galo fazer no Maracanã.

Mas o 1 a 1 final foi mais bem aceito pelo visitante colorado do que pelo anfitrião esmeraldino.

Na Arena da Baixada, o ex-tricolor Antonio Carlos fez 1 a 0 para o Furacão, batendo falta.

E o ex-atleticano Washington virou o jogo para o Fluminense, em duas cobranças de pênalti.

O gol mais fácil, no entanto, ele perdeu, quando já estava 2 a 1, ainda no primeiro tempo, ao receber um presente exatamente de Antonio Carlos, que pareceu ainda gostar do Flu, como Washington pareceu ainda gostar do rubro-negro.

Mas só pareceu, porque, algoz, fez o terceiro gol carioca: 3 a 1.

O Flu sai da ZR, o Atlético Paranaense entra.

E o Flu não tem time para cair, enquanto o Paranaense tem.

Porque ninguém contrata Rafael Moura impunemente ou fica tanto tempo com Mário Celso Petraglia, embora Roberto Horcades não seja melhor.

No Canindé, Lusa 0, Coxa 0.

Não vi nada.

Não devo ter perdido nada, mas o resultado foi péssimo.

Para ambos os dois, como diria Luís de Camões.



Escrito por Juca Kfouri às 20h07
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E o Corinthians conseguiu empatar...

Lulinha foi derubado na área, quando o Corinthians já perdia de 1 a 0, num pênalti burro porque em lance sem perigo.

E o zagueiro Dougas, do Santo André, deveria ter sido expulso de campo quando o placar do Pacaembu, com mais de 35 mil torcedores, já estava 2 a 0.

Nada que justifique que o Todo Poderoso tome dois gols de um time que tem um volante, Fernando, de 41 anos, e um meia, Marcelinho Carioca, de 37.

Principalmente porque os dois gols foram frutos de falhas do goleiro Felipe.

No primeiro, mais da defesa, mas também dele, porque em bola defensável tocada por Willians, aos 7 do primeiro tempo.

E o segundo graças a uma saída grotesca do gol em cobrança de escanteio, feito de cabeça por Osny, aos 10 do segundo.

Herrera, suspenso, não jogou, como não jogaram nem Douglas nem Morais, embora estivessem em campo.

Falar de Lulinha é chover no molhado (aliás choveu, e muito, no segundo tempo).

E sobre Fábio Ferreira seria interessante se Mano Menezes pedisse ao departamento de estatísticas do Corinthians um levantamento sobre a carreira dele no clube.

Se duvidar, ele perdeu ou empatou mais do que ganhou.

Dentinho diminuiu aos 28, em bola cruzada exatamente por Fábio Ferreira e ajeitada por Christian.

Lulinha tinha saído para a entrada de Otacílio Neto que jogou apenas 27 minutos e deu lugar para Wellington Saci, assim como o incompreensível Eduardo Ramos dera lugar a Bebeto.

O Corinthians até teve diversas chances de empatar e mereceu mesmo melhor sorte, que só veio aos 44, de novo com Dentinho, em passe de Douglas na cara do gol.

Porque perder nunca é bom, ainda mais para um Santo André, depois de empatar também com um Marília e com um São Caetano.

Mas esta série de empates serve para mostrar qual é o nível deste Corinthians, muito longe do necessário para jogar na Série A.



Escrito por Juca Kfouri às 17h53
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Do blog do Gilmar Ferreira

CBF legitima o penta do Fla 

Lembram da Taça de Bolinhas — aquela que seria entregue ao clube que vencesse o Campeonato Brasileiro cinco vezes?

Pois bem, a CBF deve anunciar nos próximos dias a solução para o impasse quanto à nova e definitiva morada do troféu.

E o mais provável é que ele vá mesmo para a Gávea.

Explico: Fábio Koff, presidente do Clube dos Treze, entregará ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira, a cópia de um documento assinado por dirigentes de vários clubes solicitando a divisão do título brasileiro de 1987 entre o Flamengo, por ter vencido o módulo verde, e o Sport Recife, por ter ganho o módulo amarelo.

O documento teria sido assinado, inclusive, pelo vice-presidente do clube pernambucano, Milton Caldas Bivar, um dos quatro vice-presidentes do Clube dos Treze — fato este que não consegui confirmar.

Mas não acho de todo improvável. Afinal, o impasse não interessa ao atual campeão da Copa do Brasil.

Pelo contrário, dividindo com o Flamengo a legitimação da honraria por enquanto conferida apenas a ele, o Sport se alia aos poderosos do Clube dos Treze e de tabela ajuda a CBF a resolver um imbróglio que a atormenta: a questão da Taça de Bolinhas.

Porque reconhecendo oficialmente os dois clubes como campeões do Brasileiro de 87, a entidade legaliza o penta rubro-negro e entrega o troféu na Gávea...

____________________________________________________________________________________

Primeiramente, um lembrete: a questão é polêmica e por isso se arrasta há 21 anos.

É engraçado ver companheiros de imprensa se manifestando sobre um caso que nem todos à época acompanharam "in locco", cobrindo as reuniões e ouvindo as duas partes principais do imbróglio.

Vem daí as "certezas" de alguns leitores que hoje se manifestam, até com radicalidade, baseadas em falsas premissas e em verdades manipuladas de acordo com preferências _ clubísticas, pessoais e comerciais.

Mero casuísmo.

Isso posto, complemento a informação e esclareço alguns pontos.

O documento em questão, que será apresentado ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira, foi assinado pelo então presidente do Sport, em 1997, Luciano Bivar, irmão do atual presidente, Mílton Bivar.

E que o diz o documento?

Simples: o Sport queria se filiar ao Clube dos 13 e, conforme o estatuto da instituição, teria de conseguir a aprovação unânime dos representantes dos clubes filiados.

O Flamengo manifestou-se contrário ao fato a menos que, em condicão sine qua non, o clube pernambucano assinasse um termo reconhecendo, ao lado dos outros afiiados, a legitimidade do título do clube carioca, conquistado em 87, no Módulo Verde.

O Sport não criou objeção, assinou o documento e teve sua filiação aceita.

O Clube dos 13 garante ter enviado o documento à CBF mas, como houve mudança na diretoria do Flamengo, os representantes da nova gestão não se preocuparam em fazer o acompanhamento.

O assunto caiu em esquecimento até que o São Paulo conquistasse seu quinto título Brasileiro, em 2007.

Enfim, a fonte me informa ainda que o encontro entre Fábio Koff e Ricardo Teixeira só não aconteceu nesta semana porque o Teixeira teve de viajar para um encontro com executivos da Nike, nos Estados Unidos.

A expectativa é de que após o jogo entre Brasil e Colômbia, no Maracanã, um encontro entre os dois formalize a entrega de uma cópia do documento.

Teixeira deverá encaminhar o caso para o STJD que, finalmente, deverá pôr um ponto final no caso, anunciando a divisão do título:

Flamengo, campeão brasileiro do módulo verde.

Sport Club Recife, campeão brasileiro do módulo amarelo.

Ou seja: o Flamengo, primeiro pentacampeão brasileiro (80,82, 83, 87 e 92), ficará com a Taça de Bolinhas.

http://extra.globo.com:80/blogs/futebol/post.asp?cod_post=131874


Escrito por Juca Kfouri às 22h02
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Vendendo a alma ao diabo

Por ROBERTO VIEIRA

 

No Blog Futebol, coisa & tal do jornalista Gilmar Ferreira do Rio de Janeiro chega uma notícia exótica.

O ex-presidente Luciano Bivar do Sport teria concordado em dividir o título brasileiro de 1987 com o Flamengo.

Tudo em troca de podres poderes. Tudo em troca da entrada do rubro negro pernambucano no Clube dos 13.

Tudo em documento assinado em 1997.

Fabio Koff, presidente do clube dos 13, entregará o tal documento a Ricardo Teixeira.

E o Flamengo será também proclamado campeão.

Não desejo entrar no mérito do título brasileiro de 1987.

Foram dois campeonatos dignos da época mais corrupta do futebol nacional.

Frutos de um tempo em que se podia tudo.

Mas na vida e no futebol deveriam existir princípios. Mesmo diante das maiores tentações.

Mesmo no deserto nordestino durante quarenta dias e quarenta noites.

Se o Sport defende que o título brasileiro é seu.

Se a sua torcida defende com unhas e dentes a estrela em sua camisa.

Se os jogadores deram sua alma pela conquista.

Como é possível vender a alma ao diabo?

Como é possível dizer e desdizer trilhões de vezes inverdades?

Esconder a trama na surdina dos anos?

Como é possível fazer uma festa ano passado para comemorar a alma perdida?

Tudo em troca de treze moedas de prata?

Muitos julgarão tais palavras absurdas.

Insensatez desprovida de realidade.

Porém, já diziam os antigos: 

Fugaz é a amizade entre os vendilhões do templo...



Escrito por Juca Kfouri às 20h00
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E dane-se a Ferrari!

 







Escrito por Juca Kfouri às 18h36
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Carta ao Nuzman

 

Escrito por Juca Kfouri às 17h40
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Ontem, na 'Folha'

JUCA KFOURI

Nós, corintianos


A Série B, de Brasil, não está sendo suficientemente forte para botar à prova o time do Corinthians


NÓS, CORINTIANOS , somos os tais que temos um time em vez de o time nos ter, na frase imortal do saudoso jornalista José Roberto de Aquino.

Nós, corintianos, temos a mania de nos bastar, de ir ao estádio para nos curtir, às vezes mais mesmo até do que curtir o time.

Porque nem sempre o time é daqueles de se curtir.

Mas nós, não.

Seja qual for o nosso estado de espírito, nada como um estádio repleto de nós.

Temos uma incrível capacidade de lidar com a frustração, tanto que já jejuamos por 22 anos e, mesmo assim, em vez de emagrecer, engordamos.

E como!

Consolidamos nossa maioria em tempos de seca, tornamo-nos insuportavelmente ainda mais numerosos nos tempos de colheita e nos demos até ao luxo de provar que a Série B, de Brasil, pode ocupar o espaço antes dedicado à Série A, hoje de Argentina, mas, quando nela estávamos, então A de América, que é maior que o Brasil.

Como voltará a ser, aliás, em 2009, para sossego da TV, atrás da audiência perdida.

Só não podemos cair na armadilha da arrogância, coisa típica de quem come mortadela como se fosse caviar, característica dos emergentes, das minorias que, quando vêem doce, se lambuzam, da gente que se deslumbra com vitórias circunstanciais, que não têm a verdadeira dimensão do épico, do dramático, do visceral.

Porque a par dos méritos inegáveis de Mano Menezes, da contribuição de zagueiros como William e Chicão, dos golaços de André Santos, da devoção de Herrera, os adversários são tão fracos que não só perdem para si mesmos e derrapam sempre que podem se aproximar como não serviram para avaliar o poderio do nosso time.

André Santos, por exemplo, marca mal. Douglas e Morais, de belos toques, passes e lançamentos, precisam ser testados em momentos de decisão.

E assim por diante.

Nós, corintianos, alegre bando de loucos, não podemos nos iludir.

Sejamos humildes, reconheçamos nossos erros recentes como quando nos igualamos aos demais e fechamos os olhos diante de uma vitória fugaz, a de 2005, na contramão das nossas origens, sempre de ônibus, jamais de carrão.

Nós, corintianos, devemos manter os vínculos entre as arquibancadas e os gramados, sem permitir que aventureiros, venham de onde vierem, nos conduzam para armadilhas que são sinônimos de crise e de vergonha.

Londres, lembremos, nos deu um nome e já é mais que suficiente.

Lembremos, ainda, que estamos às portas de completar nosso primeiro centenário.

Somos os primeiros entre os grandes no Estado de São Paulo a fazer cem anos, porque, entre os grandes, não adianta tentar usurpar a hegemonia, ofender a realidade, somos os primeiros.

No Estado e nesta desvairada cidade, cujo maior defeito, como se sabe, é não se chamar Corinthians.

Nós, corintianos, portanto, podemos e até devemos festejar a conquista que se aproxima inexoravelmente.

Mas com os pés no chão e os olhos voltados para 2010, quando o mínimo que queremos, e podemos, é comemorar o bicampeonato mundial de clubes da Fifa.

blogdojuca@uol.com.br



Escrito por Juca Kfouri às 00h05
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Por enquanto, dos candidatos ao título, só o Palmeiras tropeçou

Do G5, três times se deram bem jogando em casa, um se deu meio mal jogando fora e falta um, que só joga amanhã.

Ontem Cruzeiro e São Paulo fizeram a parte deles no Mineirão e no Morumbi, como o Grêmio havia feito anteontem, no Olímpico.

Todos, diga-se de passagem, sem convencer, sem jogar bem e com vitórias por apenas 1 a 0, placares de Grêmio e Santos (ERRADO: GRÊMIO 2, SANTOS 0, às 9h45 do dia 10/10), Cruzeiro e Ipatinga e São Paulo e Náutico.

Vitórias magras, mas vitórias, bem melhores que o empate sem gols do Palmeiras em Floripa.

Falta o Flamengo fazer sua lição de casa, amanhã, às 18h20, no Maracanã, certamente com muita gente, diante do Galo.

Porque no domingo não tem Brasileirão.

Já não teve no domingo passado por causa de eleição e não terá no domingo que vem por causa da Seleção.

Comentário para o Jornal da CBN desta sexta-feira, dia 10 de outubro.

http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/comentarios/jucakfouri.asp



Escrito por Juca Kfouri às 00h04
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Liçoes de casa feitas, duas com sofrimento

O Cruzeiro suou sangue para passar pelo Ipatinga, no Mineirão.

Na verdade, achou um gol, depois que o goleirinho ipatinguense errou duas vezes no mesmo lance até que Ramires cutucasse para dentro do gol, aos 27 do primeiro tempo.

Antes, tinha levado uma bola na trave.

Depois, no segundo, apenas dois lances mais agudos:

o primeiro só não resultou em empate por causa de um milagre de Fábio, aos 7 minutos;

e o segundo numa bola mandada no travessão por Thiago Ribeiro, 10 minutos depois, que liquidaria a partida.

Não liquidou e, aos 41, numa cabeçada rente à trave de Fábio, o Cruzeiro levou mais um susto.

Seja como for, com o 1 a 0, o Cruzeiro segue na luta.

Já o São Paulo suou mais sangue ainda, no Morumbi, porque perdeu gols imperdíveis, principalmente com Dagoberto no primeiro tempo em pelo menos uma ocasião.

E insistiu pelo meio do fechado Náutico quando o mapa era pelas alas.

O jogo foi dando a impressão de que não teria gols, até porque o próprio Náutico desperdiçou boas chances em contra-ataques.

Mas, aos 37, de fora da área, Hernanes fez belo gol, em chute mais colocado do que violento: 1 a 0.

O São Paulo conseguiu o que perseguiu, mas jogou mal, bem mal.

E, também, segue vivo, no encalço agora do Palmeiras, com quem joga seu próximo jogo e de quem está apenas dois pontos atrás.

E quem fez três gols foi o Botafogo, que saiu atrás do Vitória, no Engenhão, mas virou para 3 a 1 depois que o time baiano ficou com apenas 10 jogadores, ainda no primeiro tempo.

O Vitória fez 1 a 0 com Willians, aos 6, em contra-ataque, ficou com 10 aos 26 quando Anderson Martins foi expulso e tomou o empate aos 36, gol de Zárate, de cabeça.

No segundo tempo, aos 20, Lúcio Flávio virou por cobertura, aproveitando uma saída em falso do goleiro Viáfara.

Seis minutos depois, de cabeça, André Luís matou o jogo: 3 a 1.



Escrito por Juca Kfouri às 22h25
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Os 10 mais da Globo em São Paulo

A Globo divulgou suas melhores audiências no futebol, em São Paulo, no primeiro semestre.

Eis os 10 jogos mais vistos:

Brasil x Argentina, Eliminatórias, 40 pontos;

Sport x Corinthians, Copa do Brasil, 38;

Corinthians x Sport, Copa do Brasil, 35;

Palmeiras x São Paulo, Paulista, 32;

São Paulo x Fluminense, Libertadores, 31;

Paraguai x Brasil, Eliminatórias, 31;

Santos x Corinthians, Paulista, 30;

Corinthians x Botafogo, Copa do Brasil, 30;

São Paulo x Nacional, Libertadores, 29;

Palmeiras x Ponte Preta, Paulista, 29.



Escrito por Juca Kfouri às 00h48
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Buááááááá!!!!!!!!!

Vanderlei Luxemburgo, parece mentira, repetiu a patacoada de Tita, quando era técnico do Vasco.

Tita reclamava dos paulistas que apitavam os jogos do Vasco, como se fosse para proteger a Portuguesa.

Agora foi Luxemburgo quem reclamou de árbitros gaúchos que apitam jogos do Palmeiras, como se fosse para ajudar o Grêmio.

Melhor seria se explicasse por que o Palmeiras ganhou apenas 37,7% dos pontos disputados fora, quando o Grêmio já ganhou 47,6.



Escrito por Juca Kfouri às 00h17
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Grêmio volta ao topo e Vasco quase sai de baixo

Figueirense e Palmeiras fizeram um primeiro tempo movimentado e em grande velocidade.

Élder Granja teve duas grandes chances de gol para o Verdão, mas Marcos teve que se virar e muito para evitar outras duas do Figueira.

O Palmeiras jogava como quem quer ser campeão, com autoridade de líder, sem se impressionar com o fator casa.

E o time catarinense fechava o meio, obrigando os paulistas a jogar pelas laterais.

Luxemburgo se virava e tentatava de tudo no segundo tempo.

Léo Lima entrou no lugar de Jumar, como saiu Alex Mineiro e entrou Evandro, para que Diego Souza e Kléber formassem a dupla de atacantes.

Kléber, por sinal, deu mais uma de sua cotoveladas e foi poupado do cartão vermelho.

E cabeceou na trave aos 22, com resposta imediata do Figueira, que quase fez 1 a 0 no contra-ataque.

Aos 30, Denílson entrou para sair Élder Granja, tentativa de repetir a façanha diante do Galo na rodada passada.

Aos 36, Mário Sérgio que jamais vencera Luxemburgo, botou Rodrigo Fabri para tentar o improvável.

No finzinho, Evandro fez fila, fuzilou à queima-roupa, e Alex salvou para o alvinegro na linha fatal.

Mas o injusto 0 a 0 permaneceu no placar, quando, no mínimo, o 1 a 1 ficaria mais adequado.

O Palmeiras voltava à vice-liderança, com as mesmas 16 vitórias do Grêmio, mas com dois pontos a menos.

E em Porto Alegre, o jogo também foi vibrante.

O Grêmio deu sorte e não a desperdiçou: fez 1 a 0 logo de cara, aos 3, em bola reboteada que sobrou para o uruguaio Morales.

Mas o Santos não se intimidou, buscou o empate, mandou até bola na trave em cobrança de escanteio, embora tenha corrido sérios riscos de levar o segundo gol.

Que quase aconteceu aos 15 do segundo tempo, quando foi a vez do tricolor mandar na trave.

O Grêmio, por sinal, fazia um tempo final melhor que o inicial, sem permitir que o Santos se impusesse.

Só que, aos 29, Kléber Pereira esteve muito perto de empatar e de marcar seu segundo gol fora da Vila Belmiro, ao mandar na trave gaúcha em jogada pela direita.

Aos 45 foi a vez de Victor fazer grande defesa e garantir a vitória gremista.

O sul do país viu dois jogos com ares de decisão, coisas que só os pontos corridos permitem.

Fabiano Eller, do Santos, ainda foi expulso e, em seguida, Soares pegou rebote de falta e fez 2 a 0.

E o Grêmio reassumiu a liderança, com justiça, porque Douglas trabalhou bem mais que Victor.

Enquanto isso, no Recife, o Sport fazia 1 a 0, com Kássio, em bola desviada pela zaga vascaína, aos 37 do primeiro tempo.

Tudo parecia perdido para o Vasco.

Mas o espírito de Roberto Dinamite baixou em Leandro Amaral que, em seis minutos fez dois gols e virou o placar ainda no primeiro tempo, aos 39 e 45.

O resultado pouco mudava a vida do Leão, mas tinha significado de heroísmo para a nau do Almirante, que saia da ZR.

Só que, aos 46, o menino Ciro, mesmo machucado, empatou, como prêmio ao esforço do rubro-negro e castigo à resistência cruzmaltina. 



Escrito por Juca Kfouri às 00h00
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O dia do nordestino

Por ROBERTO VIEIRA

Decidiram que o dia 8 de outubro seria o dia dos nordestinos.

Talvez pelo nascimento de Catulo da Paixão Cearense.

Como lembrança do luar do sertão. Talvez.

Nordestino que é tido por muitos como preguiçoso e ignorante.

Um indivíduo coronelizado desde o cordão umbilical.

Nordestino mestiço apontado como responsável pelo atraso do Brasil.

Antípoda do imigrante europeu e asiático.

Embora imigrante seja um só povo. Triste e pobre. Mitigante.

Basta assistir o belo e esclarecedor Novecento de Bertolucci.

Para o bem ou para o mal, 3.5 milhões de nordestinos habitam São Paulo, a metrópole deste país.

Outros tantos estão no sul, no centro-oeste, no norte, no estrangeiro.

Pra quem não gosta dos nordestinos, resta lamentar. Todos somos brasileiros.

Pra quem gosta, hoje é o dia de uma cachacinha ou batida de caju. Tapioca e queijo de coalho são imprescindíveis.

Hoje é dia de ouvir Luís Gonzaga ou Djavan. Ler Graciliano Ramos ou Jorge Amado.

Sonhar com os quadros de João Câmara. Os causos de Câmara Cascudo. Augusto dos Anjos e demônios.

Lembrar da seleção nordestina de todos os tempos.

Seleção que foi toda jogar no estrangeiro, como a de Dunga:

Manga; Toninho, Ricardo Rocha, Fausto e Marinho Chagas; Juninho Pernambucano (Dequinha) e Clodoaldo; Nado, Vavá, Ademir Menezes e Canhoteiro.

O técnico pode ser Zagalo. Qualquer coisa ele veste uma camisa e entra em campo.

O chefe da delegação?

Rubem Moreira assessorado de perto pelo Coronel Chico Heráclito.

O hino?

O hino sempre será Asa Branca...



Escrito por Juca Kfouri às 15h34
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Ferrari diz não ao Verdão

Leio no diário "Lance!" que a Ferrari não aprovou a idéia de ter sua marca estampada na camisa do Palmeiras, coisa prevista para o jogo diante do outro esmeraldino, o Goiás.

A Ferrari, dizem, é muito ciosa de sua grife e não gosta nem mesmo de ser misturada com a Fiat.

Está tudo muito bem, está tudo muito bom.

Mas melhor seria se a Ferrari aprendesse a botar combustível em suas preciosas máquinas.



Escrito por Juca Kfouri às 10h07
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Se concentração ganhasse jogo...

...o time da penitenciária seria sempre campeão.

A frase é atribuída a Neném Prancha, embora muita gente jure que seja mesmo de João Saldanha.

Mas o fato é que o vice-líder Grêmio completará 140 horas, quase seis dias, concentrado para enfrentar o Santos hoje à noite, no Olímpico, às 22h.

E o Figueirense completará 408 horas, equivalente a 17 dias, em regime fechado para pegar o líder Palmeiras, também às 22h, em Floripa.

Celso Roth quer ser campeão e concentra seu time.

Mário Sérgio não quer ser rebaixado e concentra o time dele.

Resta saber se a concentração concentrou ou estressou, algo que saberemos ainda hoje, embora o Grêmio seja naturalmente o favorito em sua casa e o Palmeiras também seja fora de casa.

Feliz mesmo está o Sport que, brincando de jogar o Brasileirão segundo Renato Gaúcho, porque já na Libertadores, recebe o traumatizado Vasco, na Ilha do Retiro, ainda às 22h.

Se Grêmio e Palmeiras são favoritos, o Sport é muito mais.

Comentário para o Jornal da CBN desta quarta-feira, 9 de outubro de 2008.

http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/comentarios/jucakfouri.asp

 



Escrito por Juca Kfouri às 00h07
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Moda de corintiano, por Rolando Boldrin



Escrito por Juca Kfouri às 18h44
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Por debaixo dos panos no Bahia

Por EDMILSON GOUVÊA* 

Muitas pessoas me abordam para saber o que está realmente acontecendo com o Esporte Clube Bahia.

O porquê de estar tudo tão quieto e dando a impressão de que tudo está tranqüilo em céu de brigadeiro.

Ledo engano meus amigos.

O Bahia é um vulcão prestes a explodir e vou explicar o emaranhado político desta situação:

GOVERNO

O governo tem como meta acabar com o feudo deixado pela oligarquia carlista hoje representado por Paulo Maracajá e ACM Neto, sendo um na esfera política, à qual não me reportarei, e o outro na esfera esportiva -- que é o nosso foco aqui deste comentário.

A alta cúpula do governo representado por Fernando Schimith esteve na passeata do dia 22 de novembro de 2006 organizada por Ismerim, Bamor, Povão, Jorge Pires, Edmilson Gouvêa, Fernando Jorge, César de Oliveira e Cid Guerreiro, quando mais de 50 mil torcedores foram às ruas pedindo "DIRETAS JÁ".

O governo aliou-se com o projeto político de Fernando Jorge Carneiro tendo enviado representantes para a Conferência Gigante Tricolor para demonstrar claramente o seu apoio às mudanças no Bahia.

A primeira dama se coloca claramente contra a atual diretoria e dá o tom do discurso de mudanças do próprio governador, que por motivos óbvios não poderia dizer o que a Srª Fátima Mendonça diz em alto e bom som.

Percebemos claramente o processo de quebra do muro de Berlim tricolor quando o governo associou o programa "Sua nota é um Show" à mudança do estatuto dos clubes, com a inclusão de eleições diretas para a diretoria executiva -- fechando assim uma torneira financeira para o Bahia que passou a ter que viver fritando o porco com a própria banha.

Veio o estádio de Pituaçu e logo o governo informou que haveria uma licitação para a exploração do espaço esportivo, tirando assim qualquer possibilidade do Bahia vir a administrar tal complexo devido à sua falta de recursos.

OPOSIÇÃO

A oposição tricolor, por não ter representantes dentro do Conselho Deliberativo, fica de mãos atadas e só age na esfera judicial.

Alguns processos importantes contribuem para que o fôlego da diretoria do Bahia fique cada vez menor:

eu mesmo, junto com César de Oliveira, iniciamos esta luta judicial dando entrada, em 2005, com uma denúncia ao Ministério Público solicitando a dissolução da sociedade entre o Banco Opportunity e o Bahia devido a uma irregularidade na ata que aprovou a assinatura do contrato.

Outras ações na área cível e na Policia Federal foram feitas e ainda estão em andamento e podem ocasionar até a intervenção do Bahia caso venham a serem comprovadas as irregularidades.

No entanto uma ação que foi dado entrada no Ministério Público solicitando a quebra de sigilo bancário e fiscal de Paulo Maracajá e do Bahia S.A. ocasionou um aumento enorme da pressão deste vulcão em erupção, pois Paulo Maracajá ao dar uma entrevista em uma rádio da capital informou que pagava as contas do Bahia com seu cartão pessoal e emprestava dinheiro ao mesmo.

O que é crime.

PAULO MARACAJÁ

Paulo Maracajá devido a esta ação e com o risco de ter seu sigilo bancário e fiscal quebrado está em "palpos de aranha", pois pretende ser o presidente do Tribunal de Contas dos Municípios em dezembro de 2008 e com este processo rolando ele fica impedido de exercer a presidência do TCM.

Por isso, vem ocorrendo nos bastidores muitas reuniões entre os advogados Celso Castro (Maracajá) e Pedro Barachisio Lisboa (Oposiçaõ) onde esta existindo a possibilidade de uma transição política dentro do Bahia onde o nome de Reub Celestino toma corpo e pode vir a ser o próximo presidente do Bahia.

Claro que um acordo entre Maracajá e qualquer ser humano que seja tem que ser visto com muito cuidado, pois até hoje, no Bahia, Maracajá já colocou muitos opositores no bolso do jaleco onde podemos citar: Antônio Pithon, Virgilio Elísio, Luiz Osório, Rui Cordeiro dentre outros que eu não lembro, mas que certamente sofreram o dissabor de entrar no Bahia e ser queimado na fogueira da inquisição maracajiana.

Que conta com sua forte influencia na mídia baiana para por seus pontos de vista o que não acontece na mesma proporção com seus opositores.

Pode vir mudanças ou quem sabe o ponto final para um clube tão amado como o Esporte Clube Bahia.

Penso que não se deve fazer acordo seja lá qual for com Maracajá.

Eu não confio nele e sei o quanto o mesmo me lembra a fábula do sapo e o escorpião.

No meio do rio certamente ele ferroará os que estão fazendo este acordo mesmo que junto com o sapo o escorpião venha a sucumbir, pois é da sua natureza.

Conselho não se dá e o meu custa bem caro, mas desta vez fiz uma pequena exceção.

*Edmilson Gouvêa é micro-empresário e da oposição no EC Bahia.



Escrito por Juca Kfouri às 17h20
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O bonde São Januário

Por ROBERTO VIEIRA

O bonde São Januário já viu de tudo um pouco.

Viu Getúlio seduzindo multidões.

Aplaudiu a liberdade de Prestes.

A poesia de Pablo Neruda.

Embora tenha ficado estarrecido quando o caudilho e o cavaleiro se deram as mãos.

Bondinho que chorou pela primeira vez por Olga.

O bonde nasceu vascaíno e amigo do Lelé.

Bonde que sempre amou o Vasco, clube dos negros, pobres, analfabetos, lusitanos, brasileiros.

Bonde das arrancadas do Queixada. Do Expresso da Vitória.

Bonde que perdoou Barbosa antes mesmo da tragédia do 16 de julho.

Mas o velho bondinho anda triste, ressabiado.

Desgostoso com as andanças do tempo.

Os cariocas não viam o velho bondinho triste assim desde que virou letra de música.

Desde que Wilson Batista e Ataulfo Alves disseram que 'boêmia não dava camisa a ninguém'.

Logo a boêmia, princípio da poesia, razão de quem é apaixonado.

Tudo pra fazer um afago no senhor do Catete.

Foram perguntar pro bonde a razão de tamanha tristeza.

O bonde suspirou pesaroso apontando os jornais.

Jornais que estampavam a foto de um antigo presidente declarando-se o único capaz de salvar a caravela de Malta.

E o bonde ficou em silêncio. Torcendo.

Quem sabe esperando uma cabeçada de Bellini. Um lançamento de Danilo. Um cruzamento de Chico.

Um sem-pulo de Dinamite!



Escrito por Juca Kfouri às 16h34
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Hortência deixa o IWL

Lançado com pompa e circunstância pouco tempo atrás, não vai bem o  Instituto Wanderley Luxemburgo.

Sem tempo para dedicar à administração, Luxemburgo não conseguiu que o instituto cumprisse com seus objetivos.

Personalidades como a Rainha Hortência, por exemplo, optaram por deixá-lo, para não queimar seu nome.



Escrito por Juca Kfouri às 01h23
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Quando o barato sai de graça

Márcia Peltier, mulher de Carlos Nuzman, tem uma coluna num dos jornais que ele elegeu para publicar o edital da eleição do COB de maneira a deixar o pleito praticamente clandestino.

Mas, como disse José Trajano, o artíficio foi bem sucedido.

Tanto que poucos dias depois Nuzman estava na primeira página do "Globo", sem ter de pagar nada, como autor de uma eleição na surdina.



Escrito por Juca Kfouri às 01h16
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Bolas fora na boca da urna

Dos ex-jogadores que se candidataram à vereança, a maioria não se elegeu.

Ademir da Guia, na verdade, não se reelegeu, depois de ter sido eleito pelo PCdoB, quatro anos atrás, se envolvido num escândalo de corrupção e mudado de partido, ido para o PR.

Teve coisa de 17 mil votos.

Wladimir, da Democracia Corinthiana, teve apenas 5 mil votos, candidato pelo PCdoB, que nada tem a ver com ele.

Dinei, outro ex-jogador corintiano, do PDT, teve mais de 22 mil votos, mas ficou de fora.

Como ficaram de fora, em Minas, o ex-contestador Reinaldo, do Galo, com 6 mil votos, pelo PV e, no Rio, o ex-ponta-direita vascaíno Wilsinho Xodó da Vovó, com apenas 470 votos pelo PSC.

Beijoca, ex-Bahia e Vitória, também não se elegeu em Salvador, pelo PSC, obtendo pouco mais de 3 mil votos.

Tarciso, ex-ponta do Grêmio, se elegeu em Porto Alegre com 6 mil votos pelo PDT e Túlio, artilheiro do Vila Nova, foi o terceiro mais votado em Goiânia, com cerca de 10 mil votos, pelo PMDB, exceções que confirmam a regra.



Escrito por Juca Kfouri às 00h20
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Viva, Capez!

Leitor assíduo de minha coluna, o tucano Fernando Capez leu, no dia 3 de março deste ano, na "Folha de S. Paulo", o que segue abaixo.

Pobre hino
"Será que há na Assembléia Legislativa de São Paulo algum deputado suficientemente antenado para propor, se não a revogação, pelo menos uma modificação na tal lei que exige a execução do Hino Nacional antes de qualquer evento esportivo?

Algo que limite a obrigatoriedade à abertura e ao encerramento dos torneios, por exemplo.

Porque a banalização do hino tem causado não só o absoluto desinteresse do torcedor em acompanhá-lo como, ainda por cima, acontecem coisas como aconteceram ontem no Morumbi, quando a execução da segunda parte não foi respeitada nem pelos atletas nem pelos árbitros. Uma lástima."

Passados seis meses, eis que ele apresentou um Projeto de Lei exatamente como o proposto.

O Deputado Fernando Capez (PSDB) apresentou, na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, o Projeto de Lei n. 610/2008, que determina a execução do Hino Nacional somente nas aberturas e nas finais dos campeonatos de futebol profissional realizados no Estado de São Paulo.

Esqueceu de mencionar a fonte inspiradora, mas é compreensível.

Vale pela idéia, que é mesmo reparadora.

Cansado de perder na Justiça em suas demandas contra a liberdade de imprensa, eis que o deputado aderiu.

Está de parabéns, pois não.



Escrito por Juca Kfouri às 13h00
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Gols das urnas

Em Porto Alegre, o PCdoB, que aparelhou o esporte brasileiro e usou a máquina para fazer campanha eleitoral, ficou de fora do segundo turno.

Em São Paulo a reacionária Opus Dei levou a paulada que merece.

Como, no Rio, foi a vez da argentária IURD ficar a ver navios.

E, em Belo Horizonte, que beleza!

O estilo yuppie do governador tucano e a arrogância do prefeito petista deram num segundo turno que eles nem em seus piores pesadelos imaginavam.

Finalmente, em Salvador, ACM acabou de ser enterrado.

Há esperança.



Escrito por Juca Kfouri às 20h36
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Na 'Folha' de hoje, a pedidos...

JUCA KFOURI
Medalha de lata

 

A eleição clandestina no COB revela que nem mesmo a atenção com as aparências sobrevive. Vale tudo



CARLOS NUZMAN chegou ao paraíso. Atingiu aquele ponto que só a pessoa sem nenhum problema de consciência, ou com todos, alcança: dane-se o que vão dizer de mim. O que tem a consciência tranqüila sabe que nada pode feri-lo. O que perdeu a vergonha na cara não está nem aí mais para coisa alguma, só quer desfrutar, pensem o que pensarem as pessoas, a opinião pública, o país.
A velhacaria de se realizar uma eleição clandestina para mais uma reeleição dá a medida da desfaçatez, do absoluto desprezo pela imagem, até então objeto de preocupação, fosse pelo exagero no uso de perfume, fosse pelo tique nervoso de quem queria aprovação.
Inesquecível, por exemplo, um encontro do cartola com este colunista, em 1995, quando alguém maliciosamente soprou em seus ouvidos que a revista "Placar" preparava uma reportagem contra ele. Eis que, sem agendar, ele surgiu suado em minha sala para de lá sair em paz, ao ouvir que seria o primeiro a saber se fosse verdade, porque evidentemente seria procurado para dar sua versão.
Pois hoje em dia nem isso. Não se envergonha ao ver a vil manobra exposta na primeira página do principal jornal da cidade onde mora, ele que preferiu usar jornais menores para publicar o edital da convocação de sua clandestina reeleição, em desobediência ao estatuto da entidade que preside.
A Nuzman bastam as excelentes relações que mantém com o governo federal, seja na figura do ministro do Esporte, mais um que achou para carregar suas malas -a exemplo do cordeiro anterior-, seja com o presidente da República.
Nada mesmo como um dia após o outro. Nuzman fez aquilo que caracterizava o movimento sindical peleguista que Lula combatia nos primórdios e para o qual hoje fecha os olhos porque, como se sabe, feio, em eleições, é apenas perder.
Até quando o esporte brasileiro viverá desse modo?
Lembremos que Nuzman quer comandar a operação Rio-16 como Ricardo Teixeira, sua filha e sua turma, comandarão a Copa-14.
Só para planejar a candidatura do Rio, Lula assinou uma medida provisória que destinou R$ 85 milhões ao projeto. E já foi publicada no "Diário Oficial", do dia 1º de outubro, a isenção de ICMS para erguer e reformar estádios para a Copa, convênio do Conselho Nacional de Política Fazendária com o Distrito Federal e todos os Estados. Tudo, portanto, feito com o seu, o meu, o nosso suado dinheirinho.
Mas, em vez de indignação popular, o que se vê é o presidente do STF, Gilmar Mendes, receber Teixeira e pedir a ele apoio da CBF para o programa de recuperação de presidiários do Conselho Nacional de Justiça, iniciativa, é claro, prontamente abraçada pelo cartola. E não por solidariedade ou porque o seguro morreu de velho. Mas por real interesse por quem não conseguiu escapar das grades.
Como se vê, ainda, Lula receber Nuzman, ser bajulado por ele com os mesmos elogios já feitos a FHC ("O presidente que mais fez e fará pelo esporte") sem que se faça menção ao relatório do TCU sobre a gastança do Pan-2007.
Bom domingo. Vote bem.

blogdojuca@uol.com.br

 



Escrito por Juca Kfouri às 09h50
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Nada mudou na 28a. rodada do Brasileirão

Ficou tudo praticamente na mesma depois de ontem, da última rodada do Brasileirão, agora que faltam apenas 10 para terminar o Brasileirão.

No G4, ou, melhor dizendo, no G5, ficou tudo rigorosamente como estava, com os cinco primeiros somando mais três pontos às suas campanhas.

Os quatro da ZR também permaneceram os mesmos e só o Flu, ao menos, ganhou um pontinho, porque os outros três perderam três.

Gols houve e muitos, média de 3,6 gols por jogo.

E a média de público, sem contar com o de Ipatinga, incompetente até para divulgar o público pagante no Ipatingão, ficou na casa dos 16.740.

O Olímpico recebeu o maior, com 33.740 pagantes e o menor, por enquanto, ao menos, ficou para o Barradão, apenas 5.586.



Escrito por Juca Kfouri às 00h00
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