Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

18/10/2008

Santos e Inter bem

Fábio Costa fez duas defesas impressionantes na sua volta ao gol do Santos, no Engenhão, e impediu que o Botafogo ganhasse o primeiro tempo.

Mas o Santos jogou bem melhor que o anfitrião no segundo, e em bela cobrança de falta de Molina, fez 1 a 0 e ganhou o jogo.

Com todos os méritos.

Aliás, se Lima não perdesse tantos gols, o resultado teria sido até folgado.

O Botafogo, praticamente, disse adeus ao G4.

Como o Atlético Paranaense vai dando adeus à Primeira Divisão, depois de perder de novo, agora para o Inter, como era de se imaginar, no Beira-Rio.

Nilmar fez 1 a 0 no primeiro tempo e Alex fez 2 a 0 no segundo em lindo gol.

O Furacão diminuiu numa bobeada gaúcha, mas o terceiro gol só não saiu porque a trave rubro-negra impediu, em cobrança de falta por Ângelo.

Em Floripa, o Figueirense dormiu no ponto e deixou o Ipatinga empatar no fim do jogo, com gol de Pablo Escobar: 1 a 1.

O que não melhora a vida do time mineiro, mas, sem dúvida, começa a complicar a do catarinense.

Por Juca Kfouri às 20h22

Timão a dois jogos de sua divisão

Fazia 11 anos que o Corinthians não ganhava do Bahia.

Bahia que havia tirado a invencibilidade corintiana no primeiro turno da Série B, de Brasil.

Em Feira de Santana, porque a Fonte Nova foi vítima da irresponsabilidade generalizada de autoridades e cartolas, um encontro de dois clubes que somam nada menos que oito títulos nacionais.

Os quatro do Campeonato Brasileiro mais os dois da Copa do Brasil corintianos e os dois do tricolor baiano, uma da Taça Brasil e outro do Campeonato Brasileiro.

E sob um sol de rachar, até que o primeiro tempo não deixou a desejar, com um jogo disputado lealmente e com boas chances dos dois lados.

Mais feliz foi o Corinthians que, logo aos 8 minutos, abriu o marcador com Morais, de cabeça na primeira trave, aproveitando um escanteio pela direita.

O time começava a completar sua 14a. partida sem perder e interrompia uma série de três empates.

Além de ficar 11 pontos na frente do vice-líder Avaí e 16 adiante do quinto colocado, o Vila Nova, a outra equipe que conseguiu derrotar o Corinthians na competição.

O segundo tempo começou menos animado que o primeiro e logo aos 12 minutos viu a partida ser definida, quando Dentinho aproveitou-se de uma bola que veio de Wellington Saci pela esquerda e que Bebeto tocou para sua finalização.

O mesmo Dentinho, aos 34, arriscou de longe, o goleiro aceitou e o Timão fez 3 a 0, 65 gols em 31 jogos, mais de dois por jogo, 43 gols de saldo.

Ao faltar apenas sete rodadas, 21 pontos em disputa, o Corinthians, com 67 pontos, precisa de apenas seis para garantir, sem depender de outros resultados, sua volta à Série A, de América, no ano que vem.

E seus dois próximos jogos serão no Pacaembu, contra Ceará e Paraná Clube.

Tá na mão.

Ou nos pés.

E como se dizia aqui, ainda antes de o campeonato começar, sem a menor dificuldade, tamanha a disparidade de investimento e, principalmente, de grandeza entre o Corinthians e os demais.

O que não impede que se constate que, embora fácil, a caminhada tenha sido de pouco brilho.

Por Juca Kfouri às 17h56

Notas frias no Palmeiras

Ouça, no endereço abaixo, a reportagem do jornalista Paulo Massini, apresentada ontem à noite no CBN EC, sobre o escândalo das notas frias, agora no Palmeiras.

http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/wma/player_gradio.asp?audio=2008%2Fesportes%2Fpalmeiras%5F081018%2Ewma&OAS%5Fsitepage=sgr%2Fsgr%2Fradioclick%2Fradiosam%2Fcbn%2Fesportes1

Por Juca Kfouri às 17h41

Para entender o 'caso Perrelas'

Leia, abaixo, a decisão de um ministro do STJ, em Brasília, sobre pedido para que não haja quebra do sigilo bancário e fiscal dos irmãos Perrelas e do Cruzeiro.

O grifo na frase que menciona veementes indícios de lavagem de dinheiro é do blog.

 

Superior Tribunal de Justiça

HABEAS CORPUS Nº 111.177 - MG (2008/0157658-8)

RELATOR : MINISTRO OG FERNANDES

IMPETRANTE : ANTÔNIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO E OUTROS

IMPETRADO : TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1A REGIÃO

PACIENTE : JOSÉ PERRELA DE OLIVEIRA COSTA

PACIENTE : ALVIMAR DE OLIVEIRA COSTA

DECISÃO

Cuida-se de habeas corpus, com pedido liminar, em favor de JOSÉ PERRELA DE OLIVEIRA COSTA e ALVIMAR DE OLIVEIRA COSTA, impugnando decisão doTribunal Regional Federal da 1ª Região, que acolhendo pedido do Ministério Público Federal, nos autos de inquérito em que se apura possíveis irregularidades praticadaspor dirigentes do Cruzeiro Esporte Clube e empresas detentoras do direito de passe dos jogadores de futebol, determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos ora pacientes.

Os impetrantes sustentam que o constrangimento ilegal advém da ausência de fundamentação da decisão judicial que deferiu a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos interessados.

Sustentam a falta de indícios de cometimento de ilícito penal a embasar tal medida.

Afirmam a desnecessidade da quebra, pois meios ordinários de investigação seriam suficientes para o esclarecimento dos fatos.

Requerem, liminarmente, a suspensão dos efeitos da decisão proferida pelo Exmo. Sr. Juiz Tourinho Neto, do TRF da 1ª Região, "para que eventuais documentos que contenham dados referentes às quebras dos sigilos sejam envelopados, lacrados e acautelados até o julgamento do mérito" (fl. 24).

No mérito, pleiteiam seja cassada a decisão em face de sua patente nulidade.

É o relatório.

Para o deferimento do pedido liminar, como medida excepcional, devem restar presentes, de plano, o perigo da demora e a fumaça do bom direito, em especial quando manifestamente ilegal o ato apontado como coator.

Para melhor análise, necessária se faz a transcrição de trecho da decisão impugnada:

"Essa também a linha de entendimento do ilustre Procurador Regionalda República Osnir Belice, que assim se manifestou:

'Mencionados crimes deixam vestígios pelas transações que foram feitas sempre se utilizando do sistema financeiro e de empresas, registrando contratos sociais, alterações contratuais e operações bancárias, de sorte que, a quebra do sigilo bancário e fiscal é imprescindível , sob pena de não se poder fazer prova, pois os registros bancários e fiscais das operações são imprescindíveis para comprovação dos crimes.

De outro giro, a quebra do sigilo bancário e fiscal dos dirigentes das empresas e do Cruzeiro Esporte Clube também se faz necessário, pois há evidentes indícios de que valores da venda dos passes de jogadores, bem como outras rendsa do citado clube foram desviados em proveito próprio, deixando de declarar ao Fisco, o que constitui crime.

Na r. decisão de fls. 262/264, o eminente magistrado de primeiro grau, após demonstrar a inexistência de direitos absolutos que impossibilite a quebra de sigilo bancário e fiscal, relata a movimentação financeira atípica dos investigados, bem como do Cruzeiro Esporte Clube, que movimentou recursos vultosos, com saques em espécie no valor de R$ 125.000,00 em 23.03.05 e R$ 208.000,00 em 03.01.2006.

Outros dois saques em espécie ainda foram identificados em outra instituição financeira, no valor de R$ 141.000,00 em 26.09.03 e R$ 110.000,00 em 23.04.04.(...)

Diante de tal quadro, imprescindível que a investigação avance, com a quebra de sigilo bancário e fiscal dos investigados, para que após análise pormenoriazada por peritos da Polícia Federal e se necessário do Banco Central do Brasil, tendo em vista veementes indícios de lavagem de dinheiro, se possa concluir com certeza pela prática ou não dos crimes" (fl. 333).

O que se pode perceber, neste primeiro momento, é que a decisão atacada consubstanciou-se em elementos fáticos depreendidos dos próprios autos, notadamente a existência de fundada suspeita da participação dos pacientes na prática dos crimes em averiguação e a indispensabilidade da realização das diligências para a continuidade das investigações.

Para rever este quadro delineado pelo Tribunal a quo, far-se-ia necessário o revolvimento do conjunto probatório, exame inviável neste juízo preambular, que se presta para ocasiões extremas em que flagrantemente ilegal o ato apontado como coator.

Ademais, constata-se que as matérias aventadas na impetração são complexas e intimamente ligadas ao mérito do writ, demandando um exame pormenorizado dos autos, inviável neste juízo de cognição sumária, devendo ser submetidas à apreciação e julgamento pelo Órgão Colegiado, juiz natural da causa.

Posto isso, indefiro o pedido liminar.

Solicitem-se informações à autoridade apontada como coatora.

Após, encaminhem-se os autos ao Ministério Público Federal para parecer.

Publique-se.

Brasília, 05 de agosto de 2008.

MINISTRO OG FERNANDES

Superior Tribunal de Justiça

Por Juca Kfouri às 09h50

O dia em que Mané chegou no inferno

Por ROBERTO VIEIRA

Quando Mané Garrincha faleceu, o inferno ficou em festa. O time das profundezas não ganhava um jogo há séculos, por mais que reforçasse seu time com zagueiros sanguinários e juízes mafiosos. No final, o time do Céu fazia um gol de placa ou um gol espírita. Coisas do presidente da federação.

Mas agora seria diferente, agora chegava Mané Garrincha. Um demônio na ponta direita, um demônio com as mulheres, um péssimo exemplo para as novas gerações de atletas globais. Um pinguço.

Garrincha chegou e logo foi apresentado ao demo em pessoa. Demo que confessou sua admiração pelo craque. Mostrou até uma coleção de DVDs com os dribles de Mané, com os marcadores caídos no chão.

Garrincha não entendia muito bem o que estava acontecendo, apenas viu um contrato sendo estendido na sua frente. Bastava assinar e teria todas as regalias de um craque. A camisa sete vermelha já estava até preparada para as fotografias dos jornais.

Tudo corria bem até que chegou Pedro:

"Parem, que o Chefe está uma fera!"

O diabo olhou pra Pedro desconfiado:

"Pedro, deixa de história! O Mané aqui tem pecado além da conta. O lugar dele é no inferno!"

Pedro recuperou o fôlego, guardou as chaves no bolso e foi avisando:

"O Chefe mandou chamar o Garrincha. Disse que o lugar dele é lá em cima!"

O demo deu duas voltas, soltou fogo pelas ventas e gritou todos os palavrões que sabia. Quando recuperou o fôlego disse que aquilo infringia as regras da eternidade. Mané era culpado de milhares de crimes. O Chefe estava abusando de sua autoridade, a alma de Garrincha pertencia ao reino das trevas.

Pedro se preparava para responder quando o Chefe apareceu em pessoa. Vestindo o uniforme da torcida organizada do paraíso. Abraçou Garrincha, perguntou pelos joelhos e disse que esquecesse aquele negócio de contrato. O acerto entre eles seria apenas de Pai pra filho.

Olhando o diabo que se afastara para um canto, mandou um recado celestial:

"Belzebu, não basta a miséria onde Garrincha viveu? Não bastam as doenças, a ignorância, o roubo nas mãos dos dirigentes? Não basta o esquecimento na velhice? A morte lenta e dolorosa? Não basta o inferno na terra? Mané é nosso, e te prepara Bel, que o inferno vai ficar cheio de João!"

E pegando Garrincha pela mão, concluiu, enquanto caminhava rumo ao infinito:

"Você já conhece o truque de transformar água em vinho?"

*Mané Garrincha faria 75 anos hoje segundo sua certidão de nascimento, embora, na verdade, tenha nascido em 28 de outubro de 1933.

Por Juca Kfouri às 09h32

17/10/2008

Uma semana atrás das grades

O superintendente jurídico do Cruzeiro, Ildeu da Cunha Pereira, completa hoje uma semana de prisão, detido que foi na Operação Avalanche, da Polícia Federal, que deteve também o publicitário Marcos Valério, o do valérioduto.

A operação foi desencadeada para apurar formação de quadrilha para extorsão de empresários em débito com o fisco.

Segundo o "Estadão", "em 13 de agosto, a PF interceptou no Aeroporto de Sorocaba (SP) o advogado Ildeu da Cunha Pereira, de posse de R$ 1 milhão que seria destinado aos delegados em Santos. A PF apurou que Ildeu foi contratado por Marcos Valério para provocar abertura de um inquérito forjado contra dois fiscais da Fazenda estadual. A meta da organização era desmoralizar os fiscais que haviam autuado a Praiamar Indústria, Comércio e Distribuição Ltda., do Grupo Cervejaria Petrópolis, em R$ 104,54 milhões por sonegação de tributos".

O dinheiro, portanto, parece claro, não era para comprar algum jogador do São Bento...

Pereira é dirigente do Cruzeiro desde 2003 e amigo íntimo dos Perrela que, por sinal, também estão sendo investigados pela PF, por suspeita de enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e sonegação fiscal.

Depois do banqueiro e ex-presidente do Galo, Ricardo Guimarães, do banco BMG, outro implicado com o valérioduto, chegou a vez da cartolagem do Cruzeiro.

Por Juca Kfouri às 17h17

Koff, Koof, Koff

Liga Fernando Mello, assessor de imprensa do Clube dos 13.

Fábio Koff explica que não tem nenhum encontro marcado com Ricardo Teixeira para entregar coisa alguma em relação à taça de bolinhas, o que desmente a primeira nota do blog de Gilmar Ferreira, aqui reproduzido.

Koff diz que o documento que existe reconhecendo o título de 1987 como do Flamengo data de 1992, quando o Flamengo foi pentacampeão, e que, de fato, tem a assinatura do Sport, o que confirma o que Gilmar Ferreira publicou.

E Koff desmente que tenha falado com PVC.

Aliás, disse a Mello que "jamais" falou com PVC.

Consultado, PVC, foi definitivo: "Falei com ele da Venezuela. Só se ele não entendeu que era eu."

ATUALIZAÇÃO (17h): Mello acaba de ligar de novo.

Koff, era óbvio, de fato falou com PVC e admite que falou.

Apenas não sabia que Paulo Vinicius era PVC...

E Mello corrige a data do documento que reconhece o título do Flamengo de 1987.

É de 1997 e não de 1992, ano do penta.

E tem a assinatura do Sport. 

Por Juca Kfouri às 16h22

Os três jogões da 30a. rodada do Brasileirão

A 30a. rodada do Brasileirão tem 10 jogos, como todas as rodadas do Brasileirão.

Mas três deles chamam a atenção.

Os três, todos no domingo, que envolvem os quatro times do G4: Palmeiras x São Paulo, Galo x Cruzeiro e Portuguesa x Grêmio.

Os dois primeiros vão acontecer às 16h, no Palestra Itália e no Mineirão, certamente lotados.

O Palestra Itália porque é o jogo do segundo colocado contra o quarto.

E vital para que o quarto possa ser ainda hexacampeão nacional, coisa que uma vitória tornará mais que possível.

E o Mineirão porque não só o Cruzeiro ainda sonha e está em terceiro lugar como, também, porque depois do que o Galo fez no Maracanã sua torcida ressurgiu.

O jogo do líder no Canindé, às 18h10, não terá grande apelo popular e provavelmente haverá mais gremistas do que lusos no estádio.

Mas é aquele tipo de jogo em que a vitória é obrigatória para o time que quer, e pode, ser campeão.

O blogueiro faz suas apostas: os tricolores ganham no Palestra Itália e no Canindé e o dá empate no Mineirão.

Comentário para o Jornal da CBN desta sexta-feira, dia 17 de outubro de 2008.

http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/comentarios/jucakfouri.asp

Por Juca Kfouri às 00h10

O médico e o monstro

Fábio Koff, presidente do Clube dos 13, é assim.

É capaz de de dizer duas verdades e escondê-las ao mesmo tempo.

Leia o que escreveu em seu blog, o jornalista Paulo Vinicius Coelho depois de ouvi-lo:

"O presidente do Clube dos 13, Fábio Koff, desmentiu que tenha encaminhado recentemente documento solicitando à CBF o reconhecimento do título brasileiro de 1987 do Flamengo.

"'Isso já está decidido. É uma decisão judicial que beneficia o Sport. Se houver mudança, partirá da CBF', disse Koff."

Agora veja o que publicou, no dia seguinte, o jornalista Gilmar Ferreira, no blog dele, que tinha dado a notícia sobre uma reviravolta sobre a taça das bolinhas:

"Sobre a Taça de Bolinhas, o dirigente confirmou a existência do documento que ratifica o consenso dos clubes filiados ao Clube dos 13 reconhecendo o Flamengo como campeão brasileiro do Módulo Verde.

"'Já enviei a tal ata à CBF duas vezes e tenho comprovantes. Não vejo por que enviá-la mais uma vez. Cabe a ela agora decidir o que fazer, uma vez que ela já reconheceu o título do Sport perante a Justiça', disse."

Percebeu a malícia?

Ao PVC ele negou que tenha encaminhado o documento recentemente.

A Gilmar Ferreira confirmou que o enviou e duas vezes, mas já faz tempo... 

http://blogs.espn.com.br/pvc

http://extra.globo.com/blogs/futebol

Por Juca Kfouri às 00h09

16/10/2008

Coincidências

Marcia Peltier assina uma coluna no "Jornal do Commercio", do Rio.

O mesmo jornal que publicou o edital da recente eleição no COB, apesar de não estar entre os jornais de maior circulação da cidade.

Marcia Peltier é mulher de Carlos Nuzman, presidente reeleito do COB.

Marcia Peltier acaba de demitir de sua equipe o repórter Ronaldo Herdy.

Herdy trabalha, também, para a coluna de Ricardo Boechat, na revista "IstoÉ".

Nesta coluna saiu uma nota crítica em relação ao COB.

Por Juca Kfouri às 19h57

O STJD, mais uma vez, no pelourinho

Chicão, o melhor zagueiro do Corinthians, pegou 120 dias de suspensão no STJD e está, em tese, fora da reta final da Série B.

Em tese porque, em regra, o STJD, em seguida, diminui as penas mais rigorosas.

Mas não houve nenhuma mobilização de corintianos contra a sentença.

O clube recorreu e aguarda julgamento mais adequado, sem denunciar perseguições ou coisas do gênero.

Agora, este tribunal que, aqui, jamais foi respeitado por ser mero circo para pessoas, com raras exceções, medíocres terem seus 15 minutos de fama, pune com penas descabidas também atletas do Grêmio e do Botafogo.

Parte do sul se levanta e os botafoguenses, a exemplo do corintianos, se conformam dentro dos limites do razoável e tratam de tentar minimizar os prejuízos.

Enquanto não tivermos simplesmente um tribunal de penas, com ritos sumários como nas Copas do Mundo de futebol, teremos essas palhaçadas.

Que podem custar o tri gremista e uma vaga na Libertadores para o Botafogo, embora algumas das sentenças até tenham sido adequadas.

Mas que os protestos não sejam para desopilar bairrismos sem limites, separatismos ridículos, demagogias sem fim.

É só e tudo que os membros do STJD querem: ser comentados.

E olhe que um deles, procurador-geral do orgão, adora falar interviu em vez de interveio e se julga grande jurista.

E, em tempo, ele não é nem paulista nem carioca, é paranaense, com sobrenome, parece, alemão: Paulo Schmidt.

Não culpemos nem os alemães nem os sulistas por isso, pelamordedeus.

ATUALIZAÇÃO ÀS 19H: O STJD resolveu conceder efeito suspensivo a todos os suspensos que poderão jogar até que seus casos sejam novamente apreciados.

CQD.

Depois que o circo pega fogo, os bombeiros salvam as aparências.

Por Juca Kfouri às 10h55

Escuro no país do futebol

Por RODRIGO FOCACCIO

Já é tarde.

No país do futebol, o horário da novela é nobre.

O torcedor, pobre.

Pior, em época de lua cheia e eleição,

Na calada da noite se inicia a sessão. De cinema?

Não.

De tortura.

Com menos de cinco minutos do início,

já é possível escutar uivos em uníssono, milhares de vozes do além.

Pois ainda há quem acredite que a maldição não se repetirá.

Dois zeros outra vez?Nem.

Aguarda-se uma nova era, claro.

Enquanto só há trevas, escuro.

De um lado, legião de múmias enrolam-se para que não se cruze a linha da salvação.

De outro, almas penadas que, em inúteis pernadas, somente vagam e...não!

Mais uma vez, não há quem acudir.

Talvez se esconder, pedir para sair.

No time do anão, não há solução.

De casa, não saia.

Há vaia.

Não ligue a tevê.

Nela, o filme é B.

Fazer o quê?

Dormir e esquecer.

O pesadelo não é eterno.

Noventa minutos enquanto dura.

É duro.

E escuro.

Até nascer o sol.

No país do futebol.

Por Juca Kfouri às 10h19

Ai, ai, ai, viva o Paraguai!

Tinha até mais gente do que se esperava: 46 mil pagantes e 54 mil presentes ao Maracanã.

Muito mais gente que o novo 0 a 0, agora contra a Colômbia, mereceu.

Porque o jogo foi daqueles irritantes, que deveriam ser proibidos para menores de idade, porque não há quem veja um jogo desses e continue a gostar de futebol.

A Seleção Brasileira tem sido assim: ganha fora e empata em casa.

Talvez porque seus jogadores estejam mesmo mais acostumados a jogar no exterior do que no Brasil.

Se for por isso, tudo bem.

Que vá jogar no raio que a parta e nos deixe em paz aqui com nossos campeonatinhos que, ao menos, emocionam em vez de dar raiva.

Seja como for, o Brasil termina sua campanha nesta temporada nas eliminatórias sozinha em segundo lugar, porque a Argentina perdeu do Chile.

Mas, imagine, a seis pontos do líder Paraguai.

Do líder Paraguai!

Comentário para o Jornal da CBN desta quinta-feira, 16 de outubro de 2008.

http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/comentarios/jucakfouri.asp

Por Juca Kfouri às 00h17

Outro 0 a 0 de doer

O primeiro tempo de Brasil e Colômbia foi ruim.

A Colômbia até foi melhor, diga-se.

No Brasil, tirante Lúcio e Juan, ninguém jogou nada.

O segundo tempo de Brasil e Colômbia foi ruim.

Mas o Brasil foi melhor.

Embora Juan tenha saído e Lúcio quase dado um gol a Renteria.

Pato entrou e quase fez um gol.

Robinho saiu e o melhor teria sido não ter entrado.

O Maracanã com 46 mil pagantes e 54 mil presentes entoava o adeus a Dunga.

O Brasil se beneficiava da derrota da Argentina no Chile e terminava o ano isolado em segundo lugar, a seis pontos do Paraguai...

Mas saiu vaiada e sob olé cada vez que a Colômbia pegava na bola depois de mais um 0 a 0 abaixo da crítica.

Notas

Júlio César, 6,0;

Maicon, 5,5;

Lúcio, 6;

Juan, 5,5;

Kléber, 4,0;

Gilberto Silva, 3,0;

Josué, 3,0;

Elano, 4,0;

Kaká, 5,0;

Robinho, 3,0;

Jô, 3,5;

Mancini, 4,0;

Pato, 4,5;

Thiago Silva, 5,0.

Dunga, 4,0.

A razão das notas?

Olhe, desculpe, mas estou com sono e vou dormir.

Por Juca Kfouri às 00h07

15/10/2008

E a Seleção Brasileira? É casada, tem filhos?

A Seleção Brasileira joga hoje, no Maracanã, às 10h da noite, contra a COLÔMBIA.

Deve jogar com a faca entre os dentes, para terminar o ano em segundo lugar nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010.

Porque não é possível que o time tenha se esquecido do vexame que foi o empate sem gols com a Bolívia, no Engenhão, logo depois de ter vencido o Chile em Santiago, como agora vem de ganhar bem da Venezuela, em San Cristóbal.

Por mais que seja possível apostar numa boa vitória brasileira, o fato é que a torcida carioca não mostra nenhum entusiasmo com o jogo e a venda antecipada para a partida é decepcionante, coisa de 30 mil ingressos, mesmo com os preços mais baixos que o habitual.

Também a audiência do jogo contra a Venezuela ficou abaixo da expectativa e do costumeiro, com apenas 24 pontos, das mais baixas da história.

Tudo porque dona CBF banalizou a Seleção a tal ponto que ela não comove mais quase ninguém.

Talvez seja o caso de perguntar se a Seleção é casada e tem filhos.

Ao menos, criaria uma polêmica em torno dela e desmascararia falsos, ou falsas, progressistas.

Por Juca Kfouri às 02h15

14/10/2008

Galo e Cruzeiro e um jazz no coração

Por ROBERTO AMARAL

Quando jogam Atlético e Cruzeiro, como acontecerá no domingo que vem, eu me lembro do meu pai.

Eu tinha 11 anos quando vi meu pai ser levado pela Polícia Política.

A gente morava ali na rua do Ouro, no bairro da Serra, perto da Volla Rizza.

Era domingo, eu acabara de acordar quando os homens da polícia apareceram na minha casa.

Eles chegaram numa Rural cor de café com leite e ficaram parados na porta, e na outra esquina, mais adiante, um Jeep do exército com dois homens dentro observavam tudo.

Foi a dona Bela, uma italiana de peitos grandes, que morava defronte a nossa casa, quem avisou a minha mãe de que a polícia rondava o nosso portão.

Minha mãe desligou o telefone, abraçou o meu pai (que comia pão com manteiga) e começou a chorar.

Meu pai adorava comer pão molhado no café.

Eu fiquei ali, olhando para o chão com o cadarço do sapato desamarrado enquanto a minha mãe chorava abraçada com o meu pai.

Meu pai foi preso vestido com a camisa do Atlético.

Era a de número 9, do artilheiro Dario Peito de Aço.

Aquele domingo era dia de clássico no Mineirão e, pela primeira vez na vida, meu pai ia me levar para ver uma de suas paixões: o futebol.

Naquela época algumas reuniões do Partidão eram feitas em dias de grandes jogos no Maracanã, Morumbi, Fonte Nova, Beira Rio e nos Aflitos.

Era uma tática para despistar os caçadores de aparelho.

O meu pai foi preso ao ser denunciado por um "cachorro".

Cachorro era o nome que a polícia dava ao espião infiltrado no partido a serviço do exército brasileiro.

Acompanhei o jogo deitado na cama da minha mãe, ouvindo o mesmo radinho de cabeceira em que meu pai acompanhava a Voz do Brasil e o repórter Esso.

Enquanto ouvia o jogo, a minha mãe ficava ao telefone tentando mobilizar amigos influentes para saber notícias de meu pai.

O Atlético derrotou o Cruzeiro por três a dois e Dario Peito de Aço foi quem marcou o gol da vitória.

O genial Vilibaldo Alves parecia querer prestar uma homenagem ao meu pai narrando o terceiro gol do Galo: Adivinhe ! goooooooool Daaaarioooo! Daaaaaariooooo! Daaaaaariooo! Daaaaariooo! Peito de Aço!!!

Quando o jogo terminou, eu corri para a janela na esperança de ver o meu pai, que nunca mais voltou.

Agora, todas as vezes em que jogam Atlético e Cruzeiro eu me lembro dele, dentro do carro da Polícia Política, vestido com a camisa do Atlético.

Era a de número 9.

Todas as vezes que jogam Atlético e Cruzeiro, um jazz toca no meu coração.

*Roberto Amaral é jornalista da Rede Minas, em Belo Horizonte. 

Por Juca Kfouri às 01h33

13/10/2008

G4 vira G5

O Atlético Paranaense procurou o G4 (Botafogo, Corinthians, Flamengo e São Paulo) e quer aderir.

Está disposto a esquecer o passado de relações turbulentas com o São Paulo, por acreditar que só o G4 pode enfrentar a pirataria nos produtos esportivos e fazer um trabalho consistente em torno das arenas.

O Furacão disse, na aproximação, que sabe que não pode almejar quotas como Flamengo, Corinthians e São Paulo.

Veremos o que dará numa reunião marcada para os próximos dias entre os cinco.

Quem sabe aí esteja, de novo, uma semente da Liga Brasileira dos Clubes de Futebol.

Por Juca Kfouri às 18h32

Vou-me embora pra Arquibancada

Por ROBERTO VIEIRA*

Vou-me embora pra Arquibancada

Lá sou amigo do Rei

Lá tenho o futebol que eu quero

No estádio que escolherei

Vou-me embora pra Arquibancada

Vou-me embora pra Arquibancada

Aqui eu não sou feliz

Lá o drible é uma aventura

De tal modo inconseqüente

Que Garrincha algoz da Espanha

Senhor do tempo inclemente

Vem a ser contraparente

Do genro que nunca tive

E como farei mil gols

Leônidas e bicicleta

Zagueiros por meus escravos

Subirei no pau-de-sebo

Tomarei banhos de mar!

E quando estiver cansado

Deito na arquibancada

Mando chamar Mário Filho

Pra me contar as histórias

Que no tempo de eu menino

Nelson vinha me contar

Vou-me embora pra Arquibancada

Na Arquibancada tem tudo

É outra civilização

Tem um processo seguro

De impedir segunda divisão

Tem gol de placa automático

Tem chopp gelado à vontade

Tem cheerleaders bonitas

Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste

Mas triste de não ter jeito

Quando de noite me der

Vontade de me matar

— Lá sou amigo do Rei —

Terei o troféu que eu quero

No estádio que escolherei

Vou-me embora pra Arquibancada.

* Homenagem a Manuel Bandeira que foi embora pra Pasárgada há 40 anos...

Por Juca Kfouri às 11h14

Dunga, seu time não é de nada!

Golear a Venezuela, seja onde for, mesmo em San Cristóbal, até o time da minha rua goleia.

Quero ver fazer isso com a Colômbia, quarta-feira que vem, no Maracanã.

É isso mesmo, seu Dunga.

Porque não pense que nos esquecemos que depois da vitória contra o Chile, em Santiago, seu time deu aquele vexame, no Engenhão, e não passou de um vergonhoso 0 a 0 com a Bolívia.

Você ainda não conseguiu ganhar duas seguidas nestas eliminatórias e nós desafiamos a sua turma a acabar com essa escrita.

E sua defesa, veja lá: por que o Júlio César teve que pegar tantas bolas?

Aí sim, se conseguir, você poderá passar as festas de fim de ano feliz, por mais que tenha gente de olho no seu emprego.

Mas, repito, seu time não é de nada.

Por Juca Kfouri às 00h04

12/10/2008

Um passeio em San Cristóbal

Responda rapidamente: há quanto tempo você não via a Seleção resolver um jogo tão depressa?

Pois depois de um susto inicial que obrigou Júlio César a fazer duas defesas importantes uma depois da outra, logo aos 3 minutos, o time de Dunga desandou a fazer gols como se chupa um picolé.

Primeiro foi Robinho quem puxou um contra-ataque e deu para Kaká evoluir e fazer belo gol, com uma bomba pela direita da grande área, aos 5.

Depois, aos 9, o próprio Robinho enfiou o pé direito na bola de fora da área e fez um golaço.

E, nove minutos depois, Elano deu cruzado pela esquerda para Adriano se antecipar e fazer 3 a 0.

O jogo tinha acabado, embora faltasse mais de uma hora para o árbitro dar o apito final em San Cristóbal, num estádio com gramado invejável.

O segundo tempo teve lá seus momentos.

Dois deles, de novo, com Júlio César, outra vez com duas defesas consecutivas simplesmente sensacionais.

E outro numa roubada de bola de Adriano que deu para Robinho perder o gol mais feito do jogo, mais até que um outro, em seguida, desperdiçado por Kaká.

Na verdade, a Seleção treinava enquanto a torcida jogava de tudo para dentro do belo gramado, até atingir o lateral Kléber.

Júlio César fechava o gol enquanto alguns jogadores brasileiros se queixavam de enjôo, alguns, como Lúcio até vomitaram no intervalo.

Kléber fez um lançamento primoroso para Robinho e o Brasil marcou 4 a 0, aos 21.

Então, Dunga botou Alex no lugar de Kaká, que saiu sob aplausos.

E Lúcio aproveitava a moleza para distribuir chapéus em campo.

Esperemos, apenas, que a Colômbia, próxima adversária, não seja como foi a Bolívia, depois da vitória em Santiago, sobre o Chile. 

Notas

Júlio César só não leva 10 porque 10 é só para Deus e para Pelé. Mas fez cinco senhoras defesas: 9,5

Todos os demais ficam com 7 exceção feita a Robinho, com 7,5 e Kaká, com 8.

Dunga, por que não?, leva um 8,5, com louvor, embora devesse ter posto Jô no lugar de Adriano no segundo tempo, depois que o Imperador levou cartão amarelo que o tira do jogo diante da Colômbia, nesta quarta-feira, no Maracanã. 

Por Juca Kfouri às 18h51

Hoje, na 'Folha'

JUCA KFOURI

Você, torcedor

 

A coluna "Nós, corintianos" rendeu. Rendeu até para dizer que você deveria rejeitar ser enganado

VOCÊ, SÃO-PAULINO, tem milhões de motivos para ser um torcedor orgulhoso.

O tricolor é o maior vencedor do futebol brasileiro, apesar de ser o mais jovem dos grandes, tem o patrimônio que tem e, historicamente, alguns dos dirigentes mais competentes.

Além de ter a terceira maior torcida do país, com cada vez mais jovens engrossando suas fileiras.

Nem por isso, é claro, você, são-paulino, deve fechar os olhos para o fato de que pimenta não só arde como, às vezes, cheira muito mal e de que essa história de ser campeão e ladrão também já marcou a história do Morumbi, assim como um certo complexo de superioridade que até se justifica, mas faz mal à imagem.

Já você, palmeirense, da Academia, campeão do século 20, bem sabe o que é ser adepto de uma brava colônia, sem a qual o Brasil não seria o que é. Conhece o gosto amargo do pior dos sentimentos, o de ser injustiçado, vítima de preconceitos mesquinhos, da inveja do rival.

E sabe como poucos apreciar a arte de se jogar futebol, embora tenha sido presa, recente, de quem dentro de casa só pensou em explorar sua paixão para fins inconfessáveis. Ou não?

E você, santista, também vítima, como todos os demais, de cartolas medíocres e/ou bandidos, poderia até se bastar por ter tido o melhor time de futebol de todos os tempos, passados, presentes e futuros, porque provavelmente jamais venha a ser repetido.

Mas a pureza branca que caracteriza a sua fé nem se limita a Pelé, que não teve limites.

Porque depois dele, você sabe, houve outros e outros e mais outros haverá, pois não.

E aqui poderia falar a todos os demais torcedores das grandes massas do país.

Mas nem é preciso, porque cada uma tem motivos mais que suficientes para se sentir diferente, assim como o torcedor dos times menos grandes.

Porque cada torcida tem sua marca, tem sua história, tem seus motivos, seus orgulhos, suas vergonhas.

E esperar do torcedor um mínimo de racionalidade é o que de mais irracional alguém pode fazer, seja jornalista, intelectual, médico, engenheiro ou advogado, tudo isso, ou nada disso.

Mas gostar de ser enganado é coisa para personagem rodriguiano.

Se era natural que carradas de corintianos reagissem encantados diante da última coluna aqui publicada, a irritação dos não-corintianos ficou um pouco além do razoável, ou melhor, muito além.

Será que você quer que o jornalista finja ser o que não é, e mais, esteja acima dos sentimentos de uma pessoa comum?

Serão os deuses astronautas, os jornalistas marcianos, os leitores donos da verdade?

Pense nisso.

Não será melhor saber exatamente o que vai pela alma de quem você lê, ouve, vê?

Fulano é a favor da legislação antitabagista porque não fuma ou apesar de fumar?

Critica o governo por ser adepto de outro partido ou é mesmo apartidário?

Não será melhor conhecer a posição de cada veículo para dele apenas exigir isenção na cobertura?

Ou, repita-se, você prefere ser enganado?

Ou é adepto do auto-engano, como se vivesse num mundo sem interesses e contradições?

Torça, até distorça, mas não mate seu rival.

A vítima será você.

blogdojuca@uol.com.br

Por Juca Kfouri às 11h00

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

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