Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

Ecos da goleada no jornal 'Estado do Maranhão'

Cenas da partida Brasil 6 x Portugal 2

1. Pelé, na tribuna de honra, acompanhou a maior parte do jogo por uma das TVs de plasma instaladas no local;

2. O executivo da CBF para a Copa 2014, Mário Rosa, cochichou no ouvido do presidente do STF, Gilmar Mendes: "O delegado Protógenes quer ser o mártir do Brasil";

3. O procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, sentou-se próximo do ex-ministro José Dirceu, a quem denunciou como "chefe da organização criminosa" do mensalão. "Não tenho nada contra ele", disse;

4. Perguntado se faltava palmeirense na seleção, José Serra respondeu: "Tá faltando palmeirense, corintiano, santista…" Mais presidenciável, impossível;

5.Em noite só sorrisos, o governador José Roberto Arruda ficou desapontado com a ausência do presidente Lula e do ministro do Esporte, Orlando Silva. "Ele me pediu cem ingressos e eu mandei", contou Arruda, referindo-se a Orlando;

6. Sobre a ausência do governador Sérgio Cabral e do prefeito eleito Eduardo Paes, Arruda tinha a resposta na ponta da língua: "Eles estão no exterior".

Por Juca Kfouri às 23h28

O desespero é péssimo aliado

Nenhum dos times que jogaram nesta noite sob ameaça de rebaixamento se deu bem.

O Santos, então, levou uma goleada do Coritiba de Keirrison, a revelação deste Brasileirão:

5 a 1 no Couto Pereira, com quatro gols do menino num jogo em que o Santos cansou de perder gols no primeiro tempo e o time coxa tratou de fazer quase todos que criou.

Não é por acaso que o Coritiba tem 10 pontos a mais que o Santos.

Já no Engenhão, o 2 a 2 entre Botafogo e Atlético Paranaense não ficou de todo mal para o rubro-negro que, no entanto, viu Pedro Oldoni perder dois gols que nem a mãe dele perderia.

Verdade que o Botafogo andou mandando bola no travessão, mas com um pouco menos de ansiedade o Furacão sairia do Rio com os três pontos.

E no Canindé foi uma coisa de louco.

Se a Lusa tivesse terminado o primeiro tempo com 3 a 0 sobre o Goiás não seria demais.

E se o jogo tivesse acabado 6 a 2 para a Portuguesa não seria injusto.

Pior: por pouco o Goiás não ganhou, pois botou duas bolas na trave lusa.

Coisa de louco.

Sem dúvida a Portuguesa merecia resultado muito melhor que o exasperante 0 a 0.

Por Juca Kfouri às 20h25

Festa tensa e molhada no Pacaembu

Era para ser um jogo só de festa.

Mas não foi, embora também tenha tido festa.

Começa que na festa de São Jorge, São Pedro mandou ver.

O que choveu uma hora antes de o jogo começar foi coisa que sirva.

E nem bem o jogo começou, aos 3 minutos, Herrera fez 1 a 0, só para variar e para a festa começar.

Verdade que o Avaí empatou em seguida, dois minutos depois, para o Pacaembu, lotado com mais de 36 mil torcedores, nem ligar.

Só que aí o jogo esquentou, com pegadas desnecessárias dos dois lados e alguns belos lances.

Aos 37, Herrera, outra vez, botou o Timão na frente.

Tudo ficou dentro dos conformes até os 11 minutos do segundo tempo, quando explodiu uma briga que redundou em quatro expulsões, Morais e Elias, do lado paulista, e Batista e Marquinhos do lado catarinense.

Não precisava, sem dúvida.

André Santos ampliou batendo falta, em falha do goleiro Eduardo Martini, aos 29, e Marcus Winicius diminuiu 10 minutos depois, em falha de Felipe. 

Chicão ainda foi expulso no fim e os titulares do Corinthians terminaram o ano com apenas oito no gramado.

O Corinthians chegou ao seu 85o. ponto, com 25 vitórias, 10 empates e duas derrotas, 79 gols marcados e 27 sofridos antes de enfrentar o América pela última rodada, mas com os reservas.

A torcida gritou "é campeão!" na entrega da taça, como gritou, também, o óbvio: "obrigação!".

E o Barueri, que não tinha tal obrigação, também subiu, ao golear exatamente o América, por 3 a 0.

Sobem, portanto, três paulistas, só um deles com torcida, a segunda do país, por sinal.

Por Juca Kfouri às 18h23

21/11/2008

AS 'SETE PRAGAS DO EGITO' DO NOSSO FUTEBOL !

Por WILSON MERLO PÓSNIK

Ementa Um: como todo cristão deve ter ouvido falar, as ‘Pragas do Egito’ (segundo alguns, teriam sido sete, para outros dez), seriam uma série de flagelos, segundo a Bíblia, enviados por Deus sobre aquele País para obrigar o faraó a deixar partir os hebreus: (1) a água do Nilo, transformada em sangue, (2) invasão de rãs, mosquitos e moscas, (3) peste dos animais, (4) úlceras, no corpo das pessoas, (5) chuva de pedras, (6) invasão de gafanhotos, após a ação da chuva de pedras, (7) trevas sobre o País e (8) a morte dos primogênitos de todas as famílias egípcias.

Ementa Dois: como todo brasileiro é um técnico ou mesmo, profundo conhecedor do que a pompa dos locutores de rádio de outros tempos chamava de ‘esporte bretão’, deixo a critério de cada um dos leitores deste libelo, a definição da ordem decrescente de sua importância, a substituição de algumas, ou mesmo a complementação da lista. Afinal, sete ou dez ‘pragas’ podem ser pouco !

(01) A praga da péssima organização interna dos nossos clubes e demais instituições envolvidas, com baixíssimos índices de profissionalização; em se tratando de um aparato para gerar um produto importante na nossa sociedade – o futebol profissional. Embora não se trate de um carrinho de pipoca ou boteco, a informalidade das transações vai da incompetência à malversação de recursos, estes sempre expressivos;

(02) A praga da perpetuação dos dirigentes, do tipo capitanias hereditárias - viciosa e antidemocrática: na Confederação, nas federações, ligas e clubes; neste caso, à semelhança da célebre expressão de Lampedusa: mudar, para que nada mude. Neste caso, nada deve mudar, para que tudo fique como está, no reino da Dinamarca, digo CBF !

(03) A praga da formação precária dos nossos técnicos; na sua grande maioria, tocam de ouvido, ou seja, foram formados na tradição oral e na experiência prática - estão portanto, ainda na pré-história. Muitos são quase que incapazes de exprimir suas idéias. Chamados de professores, mal conseguem articular discurso razoável – que ajudará a formação das entrevistas do atletas. Só para citar um exemplo: acompanhar, comparar e avaliar um jogo como Batatais X Pão de Açúcar (Série B Paulista) - daqueles que passam inadverditamente e em horários exóticos na 'Rede Vida', com outro jogo qualquer do Brasileiro - Série A, fica evidente as diferenças na qualidade individual dos jogadores, mas é extremamente difícil encontrar diferenças táticas significativas. Será que o Maradona tinha razão ao afirmar, quando assumiu recentemente a Seleção Argentina, que não havia mais nada a inventar no futebol ? Ou continuamos prisioneiros, nós e eles argentinos, de um mesmo ciclo permanente, de um sem número de talentos individuais e da estagnação, da modorra na organização do jogo ? Aliás, nunca vimos tanta penalidade máxima perdida, escanteios mal cobrados, bicos de zagueiros para qualquer lado etc. A propósito: jogar pelos lados geralmente, só faz parte do discurso ! Com a palavra, ‘São Telê’ !

(04) A praga da omissão do estado nas atividades de lazer (esporte, cultura e turismo); falta de ampliação do acesso ao lazer e aos esportes nas comunidades, escolas e entes associativos da periferia; o lazer orientado previniria quase tudo nestes lugares providos de quase nada !

(05) A praga das torcidas organizadas, como integrantes de uma dialética política perversa, no nosso futebol; estimuladas por dirigentes oportunistas, cumprem um papel de ocupar os estádios vazios, de forma a mascarar a péssima qualidade, muito comum nestes espetáculos. Seus deslocamentos com hordas, a caminho ou à volta dos estádios, mesmo que tangidos preventivamente pela polícia, provocam muitas vezes, conflitos com outras torcidas, depredações de imóveis, veículos, ônibus etc. sempre acobertados pelo manto da impunidade;

(06) A praga da mídia esportiva, tal qual os demais entes envolvidos no esporte, com um número considerável de profissionais sem formação sólida e em muitos casos, a serviço de perversões no nosso sistema esportivo: promove, destaca ou privilegia, como toda a mídia comercial, os negócios e o lado grotesco do espetáculo. Parece que o lado ruim sempre vende mais e melhor ! A dialética entre comerciais X programa passa a ser balanceada, de modo que se faça um bom contraponto, entre os devaneios consumistas do público e a triste realidade que parece ser o nosso dia-a-dia, vista por estes olhares ! Quanto pior for o quadro, melhor o recall dos reclames !

(07) A praga dos empresários esportivos que acompanham os atletas, desde que os mesmos largam as fraldas e se acham mentores da sua formação e desenvolvimento – numa espécie de escravidão branca, muitas vezes, com a participação ativa de pais ou responsáveis ! Por que será que os Conselhos Tutelares e órgãos afins, não intervêm neste assunto ? Afinal de contas, isto é tão perverso quando a pedofilia;

(08) A praga da multiplicação dos técnicos-empresários – misturam tarefas eticamente incompatíveis; assediam, participam daqui e d’acolá, colocam em jogo seus favoritos ou os dos seus amigos, recomendam promessas ou bondes – qualquer coisa por qualquer trinta dinheiros !

(09) A praga das transações econômicas encobertas e obscuras, que vão desde a participação de grandes mafiosos de algumas nacionalidades, a bicheiros e outros espécimes de contraventores, além dos clubes laranjas; falta uma definição clara e objetiva de regras nacionais e internacionais entre os entes do futebol profissional, desde as suas bases de formação, até as questões de previdência e assistência a atletas;

(10) A praga do baixo nível de escolarização dos nossos jogadores, desde as categorias de base - geralmente oriundos de segmentos da sociedade, com pouco acesso aos processos de educação formal e regular; o processo de profissionalização não poderia estar dissociado da educação básica – assinou o primeiro contrato, deveria ter garantida a escolarização;

(11) A praga do mau uso do esporte pelos políticos, como objeto de manobras ou plataformas para discursos demagógicos e eleitoreiros, envolvendo clubes e seus aficionados, federações, ligas etc. na sua ânsia de assumir, por todos os meios disponíveis, posições de poder formal; como que a sinalizar que eles próprios mobilizariam os recursos do estado, na solução dos problemas da área. Na verdade, o que se espera deles é o exercício de sua liderança junto ao segmento que vierem a representar, para que este, engajado a outros com os mesmos interesses, ajude a formular e concretizar essas soluções. Afinal, lazer sempre foi questão de iniciativa da sociedade (e não do estado) e cabe àquela se organizar melhor, para indicar ao estado, os caminhos a serem seguidos - as tais políticas públicas republicanas !

Por Juca Kfouri às 23h24

Inconclusivas...

O Promotor de Justiça Paulo Castilho informa que acabou de ver as cenas gravadas dos incidentes entre Vanderlei Luxemburgo e torcedores uniformizados do Palmeiras, no aeroporto de Congonhas.

Segundo ele, as cenas, feitas pelo sistema de segurança da Infraero, são inconclusivas e amanhã procurará vê-las novamente com um especialista que possa ampliá-las.

A mesma opinião sobre a precariedade das imagens foi dada por uma fonte da assessoria de imprensa da Infraero, que prefere não ser identificada.

Por Juca Kfouri às 19h25

A antepenúltima rodada do Brasileirão começou pegando fogo

A 36a. rodada já começou para deixar o torcedor com o coração na mão: Figueirense 4, Náutico 3, 3 a 2 no primeiro tempo, com gols do primeiro ao último minuto.

E nem o Figueira nem o Timbu se livraram do rebaixamento.

Como o Furacão, que enfrenta o desinteressado Botafogo no sábado, no Engenhão.

E como a Lusa, que recebe o tranqüilo Goiás, também no sábado.

E ainda no sábado, sempre às 18h30, o Santos vai a Curitiba pegar o Coritiba com a obrigação de, pelo menos, trazer um pontinho de lá.

Mas é no domingo que a rodada fica sensacional.

Os quatro times do G4 jogam às 17h.

No Mineirão, dois deles, Cruzeiro e Flamengo, Libertadores em disputa.

Em São Januário, um, o São Paulo, líder, diante do desespero do Vasco.

E, no Barradão, outro, o vice-líder Grêmio. Contra o Vitória, completo, descansado, com a sede de vingança de Vagner Mancini.

Mas também dois jogos das 19h10 são importantes.

Não para o Inter, no Beira-Rio, mas sim para o Fluminense, ainda ameaçado.

Tem um Leão e Galo, na Ilha do Retiro, só para constar.

E um Palmeiras e Ipatinga, no Palestra Itália, que deve valer para o Palmeiras voltar ao G4.

Também, se não voltar, melhor fechar, porque ganhar do lanterna é obrigação.

Palpites do blog: empate no Engenhão; Goiás no Canindé; empate em Curitiba; Cruzeiro, empate em São Januário, Vitória, empate no Beira-Rio, Sport e Palmeiras. 

Por Juca Kfouri às 00h38

20/11/2008

O papel da Copa-2014

Na onda do Mundial no Brasil, aparecem diversas revistas sobre futebol, o estrangeiro, de preferência*

De repente, não mais, como diria o poeta, o país que tinha apenas uma revista de futebol, tem, se a conta não estiver errada e a memória em dia, nada menos do que meia dúzia.

Todas mensais, é verdade, nenhuma semanal, mas seis.

Mais que em países com hábitos de leitura incomparavelmente maiores que os nossos, proporcionais, por sinal, à paixão, também maior, que dedicam ao esporte.

No começo, estamos falando de 1970 para cá, era só a "Placar", embora títulos como a "Gazeta Esportiva Ilustrada", "Revista do Esporte", "Manchete Esportiva" e outras menos votadas tenham precedido a semanal, no lançamento e até 1990, da editora Abril.

A ’’Manchete Esportiva’’, aliás, voltou para tentar concorrer com "Placar", mas durou pouco.

Eis que, no entanto, a Copa do Mundo no país parece ter encorajado diversas iniciativas.

Exceção feita à revista "Trivela", projeto de um grupo de bravos jornalistas que já está em seu terceiro ano e que de tão corajosa é contra a Copa no Brasil por ser comandada por quem a comanda, eis que agora temos as revistas "Invicto" (cujo logotipo, por sinal, é quase ilegível); a Four-Four-Two (yes, you are in Brazil!), que se orgulha de não querer mudar o futebol; a Gol F.C., e a Fut Lance!, esta com o respeitável respaldo daquela que já é a maior editora esportiva da América Latina.

Se a sobrevivência é complicada em tempos de paz, como as idas e vindas da "Placar" comprovam em quase 40 anos de turbulência, que dirá nesta guerra da crise mundial, com o dólar indo às alturas e com ele o preço do papel.

Cada um dos investidores deve saber o que está fazendo, mas o curioso é observar os paradoxos da globalização e seus efeitos em nosso futebol e nestas revistas.

Se a Copa do Mundo potencializa tais efeitos a níveis estratosféricos, a aposta da maioria desses novos editores está concentrada no futebol que se pratica fora de nossas fronteiras, a ponto de uma dessas publicações ter seu título em inglês, em vez de usar o familiar Quatro-Quatro-Dois como se faria poucos anos atrás.

E com conformismo explícito, tipo se o estupro é inevitável, relaxe e goze, (sem nenhuma alusão nem ao desastrado ex-prefeito do "estupra mas não mate" nem à espevitada ex-prefeita que é casada e tem três filhos homens).

Porque não se cogita discutir o modelo de gestão do futebol brasileiro, exportador de pé-de-obra, dado como uma realidade que está aí e veio para ficar.

A aposta é de que o Barcelona em breve será tão popular como o Flamengo é por aqui e que as capas podem ser feitas não só com os brasileiros que jogam lá fora como, também, com os estrangeiros, cada vez mais familiares principalmente para quem tem o privilégio da TV por assinatura, afinal, a elite que lê.

Ora, é óbvio que a Copa do Mundo pode até ser uma oportunidade para que se dê uma surfada em sua onda, mas surfistas, no caso, podem virar sinônimo de oportunistas, razão pela qual o afogamento da maioria é inevitável mesmo antes da festa (da farra?) de abertura do Mundial, seja onde for.

Enfim, é revista demais para futebol de menos. Não vai dar certo. 

Coluna escrita para a edição nacional da "Folha de S.Paulo" desta quinta-feira, 20 de novembro.

Por Juca Kfouri às 12h08

Muricy é o melhor

Ao chegar às 20 mil respostas, 86% dos blogueiros acham Muricy Ramalho melhor do que Vanderlei Luxemburgo?

E quem não acha?

Ora, 14% não acham.

A pergunta, agora, é outra: quem ficará fora da Libertadores?

Cruzeiro, Flamengo ou Palmeiras?

Por Juca Kfouri às 10h53

19/11/2008

Quem goleia Portugal perde o lugar?

O Bezerrão não lotou, embora nele só caibam 20 mil torcedores.

A CBF fez por merecer.

Mas a Seleção Brasileira até que jogou bem. Muito bem.

Tomou um gol logo de cara, desses de desestruturar um time.

Mas nem ligou.

Robinho roubou de Pepe, evoluiu pela esquerda e deu na medida para Luís Fabiano empatar.

Depois, pela direita, foi a vez de Kaká fazer ótima jogada e dar para Luís Fabiano, de virada, virar o placar: 2 a 1.

Kaká ainda perdeu o terceiro gol, ao receber de Robinho na cara do goleiro luso.

Se no lugar de Júlio César tivesse um cone, o resultado teria sido o mesmo, porque a bola que foi no gol brasileiro entrou e depois não foi mais.

Em compensação, o espaço que Portugal deu para o Brasil jogar fazia tempo que ninguém dava.

Portugal não era nem sombra dos tempos de Felipão e Cristiano Ronaldo, aparentemente baleado, apenas desfilou, porque jogar, não jogou.

Mas voltou para o segundo tempo.

Para ver uma varada de Maicon pela direita que redundou no terceiro gol brasileiro logo aos 10 minutos, complementando uma bela jogada coletiva do ataque nacional.

Tirante Júlio César, por falta de exigência, Kléber que conseguiu ir mal num jogo fácil, Gillberto Silva, sempre burocrático e Anderson, bem atrás, mas fominha demais na frente, todos os demais jogavam bem.

E o quarto gol saiu em seguida, depois que o goleiro soltou nos pés de Luís Fabiano um chute de Robinho: 4 a 1, três de Luís Fabiano.

Cristiano Ronaldo seguia em campo, mas não jogava.

Numa bobeada do lado esquerdo da defesa brasileira, porém, Portugal descontou: 4 a 2.

E, aí, aos 20 minutos, aconteceu o gol mais bonito da noite, num petardo de Elano, pela direita, de três dedos, uma curva na bola daquelas de quem sabe bater nela: 5 a 2.

Ainda antes de o jogo acabar, Marcelo botou na cabeça de Adriano, aos 45, para ficar 6 a 2.

Para quem não tinha feito gols em território nacional em três jogos nesta temporada, seis estava de bom tamanho.

E Dunga garantia um Natal tranqüilo ao fechar o ano com chave de ouro.

Por Juca Kfouri às 23h58

O Colorado goleia e passeia

O Chivas levou um show de bola do Inter, capitaneado por D'Alessandro que fez 2 a 0 em duas bolas paradas.

Na primeira, fruto de um pênalti que ele mesmo sofreu.

Na segunda, em cobrança perfeita de falta, sofrida por Taison.

Perfeita, também, foi a cobrança do escanteio de Taison, e imperfeita foi a saída do goleiro do Chivas, o que permitiu o terceiro gol de Nilmar, quando os mexicanos já estavam reduzidos a 10 jogadores.

Ganhar de 3 a 0 no primeiro tempo diante do Beira-Rio abarrotado, equivalia a fazer 5 a 0 no placar agregado, garantia de time brasileiro, pela primeira vez, na final da Copa Sul-Americana, ou contra o Estudiantes ou contra o Argentinos Juniors, que jogam nesta quinta-feira.

O segundo tempo foi mais para constar e D'Alessandro foi poupado, sacado com coisa de 15 minutos.

Mas mesmo em ritmo de treino, Taison enfiou uma bola preciosa para Nilmar entrar pela direita para fazer 4 a 0 e, em seguida, também ir para seu merecido descanso.

Taison, por sinal, que jogou no lugar de Alex, na Seleção, fez tudo que dele se queria e ainda mais. 

Por Juca Kfouri às 23h55

Muricy Ramalho volta a ser candidato...

Com gente querendo desmentir o indesmentível, este blog volta a afirmar que o nome de Muricy Ramalho não estava, até anteontem, na lista dos seis técnicos que concorreriam ao título de melhor do Brasileirão na festa da CBF.

Não estava, porque agora está, depois da notícia dada.

Como Marcinho, ex-Flamengo, estava, e não está mais, porque resolveu-se, depois das indicações feitas, que quem saiu não deve ser indicado.

Como há provas dessas idas e vindas, melhor será que os porta-vozes oficiais se comportem com um mínimo de decência.

Por Juca Kfouri às 18h46

Três perguntinhas básicas

Por que até agora a Infraero não liberou as imagens do incidente entre torcedores e Vanderlei Luxemburgo?

Por que, se o técnico foi agredido como diz, não houve nenhuma prisão, já que a polícia estava fortemente presente ao local?

Será que este episódio repetirá o do gás do vestiário em Palestra Itália, até agora sem solução, sete meses depois do ocorrido?

ATUALIZAÇÃO, ÀS 20H54: A Infraero informou no começo da noite que entregou, no fim da tarde, as imagens para a Polícia Civil do aeroporto de Congonhas.

Por Juca Kfouri às 16h18

E hoje, para quem torcer?

Por ANTONIO AZEVEDO

Sou só santista e não sou daqueles que têm outro time em vários locais.

Só o meu Santos,.

Quanto à seleções, tenho duas: a do meu querido Portugal e a do meu amado Brasil.

Quando há jogo entre ambos assisto ao jogo tranqüilamente, não torço, não sofro, simplesmente assisto.

Houve uma exceção, na Copa de 1966.

O Brasil precisava vencer para ir à próxima fase e torci por ele.

Mas Eusébio, Torres e Coluna, que não precisavam da vitória, jogaram muito e venceram merecidamente.

Lembro-me muito bem, pois estava em férias no meu primeiro retorno a Portugal e essa foi a minha primeira Copa ao vivo pela TV, o que aqui aconteceu somente na Copa de 1970.

De lá para cá, neutralidade total.

E hoje, para quem torcer?

De novo, só assistir?

Mas é tão bom torcer...

Só que tem o Dunga, técnico inexpressivo; achei o motivo para torcer por Portugal e é para o bem do meu querido Brasil.

É, mas tem, também, o Carlos Queiroz, técnico que deixará Portugal fora da próxima Copa; achei o motivo para torcer pelo Brasil e é para o bem do meu amado Portugal.

É amistoso?

Jogo para políticos?

Seis substituições para cada lado?

E ainda não vou torcer?

Qual é mesmo o canal que transmitirá Internacional e Chivas?

Por Juca Kfouri às 16h02

A festa, pá!

Por ROBERTO VIEIRA 

Kaká ou Cristiano Ronaldo?

Brasil ou Portugal?

Parece 1966?

Até parece.

Mas Gama não é Liverpool. Kaká não é Pelé.

Cristiano não amarraria as chuteiras de Eusébio.

Embora, todos sejam os melhores do mundo em suas épocas.

O que diz muito sobre o mundo.

O que diz muito sobre Brasil e Portugal.

História de um, focinho do outro.

Portugal que começou a jogar bola em 1921.

Portugal que durante muito tempo só jogava contra a Espanha ou França.

Portugal que demorou 35 anos para desafiar a antiga colônia no Estádio Nacional.

Craveiro Lopes ou JK?

Canhoteiro ou Virgílio?

Gino.

Gino que marcou o primeiro gol nos confrontos entre as seleções.

De bicicleta. Imortal.

Para tristeza de Amália Rodrigues na platéia.

Ainda não havia Pelé. Mas havia a PIDE.

A mais completa tradução de Salazar.

Dez anos depois, havia Eusébio. E Salazar se mudara para o Brasil de mala e cuia.

O Portugal de Vicente e Morais vencia por 3 x 1 um Brasil onde o samba lembrava o fado.

Américo Thomaz ou Médici?

Minicopa.

Um solitário Jairzinho voando no Maracanã.

Gérson recebendo a taça da ditadura sob a ovação de 100 mil fiéis.

Foi bonita a festa, pá.

Portugal descobria a beleza dos cravos.

O Brasil sofria na tortura dos cravos.

Esta terra tornando-se um imenso Portugal.

Parece 1966?

Até parece.

Mas Gama não é Liverpool. Kaká não é Pelé.

Cristiano não amarraria as chuteiras de Eusébio.

Já murcharam a festa, pá.

Mas, quem sabe, esqueceram uma semente nalgum canto de jardim...

Por Juca Kfouri às 15h56

Os jogos do Beira-Rio e do Elefantão Brancão

Dois jogos movimentam o futebol brasileiro hoje às noite, às 22h: o jogo da Seleção Brasileira contra a portuguesa, no Gama, e o entre Inter e Chivas, do México, em Porto Alegre.

Um é amistoso e o outro vale vaga na final da Copa Sul-Americana.

Um será no Bezerrão, onde cabem apenas 20 mil torcedores, e o outro no Beira-Rio, que deverá ter, no mínimo, o dobro de público.

O Bezerrão, aliás, está sendo inaugurado depois de ser orçado em R$ 30 milhões e ter custado, de fato, quase o dobro, R$ 56 milhões de dinheiro público.

Como o time do Gama caiu para a Série C, imagina-se que o Bezerrão logo será chamado de Elefantão, Elefantão Brancão.

E hoje terá mais convidados do que torcedores que pagaram ingressos, até porque o mais barato custa R$ 180.

O presidente Lula, que iria, não vai mais, para não atrapalhar, segundo ele explicou.

Se duvidar, também ele acha melhor ficar em casa e ver o jogo do Inter no Sportv.

Comentário para o Jornal da CBN desta quinta-feira, 19 de novembro de 2008.

http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/comentarios/jucakfouri.asp

 

Por Juca Kfouri às 00h00

18/11/2008

Atenção! Amanhã tem jogo da Seleção!

Amanhã, no Gama, pertinho de Brasília, tem jogo da Seleção Brasileira.

O último em 2008.

E o adversário da partida amistosa é a seleção portuguesa, de Cristiano Ronaldo, que deve ser eleito como o melhor do mundo nesta temporada.

Há quem jure, ainda, que será também o último jogo de Dunga como técnico da Seleção Brasileira, mas, aí, há controvérsias.

O próprio Dunga, por exemplo, acha que essa conversa é coisa plantada e disse que pode andar por aí sem seguranças particulares.

Seja como for, o jogo está mais com cara de festa política do que de jogo do Brasil.

Se bem que, cada vez mais, jogos do Brasil tem mesmo cara de festas políticas.

Por Juca Kfouri às 00h49

17/11/2008

Surpresa na festa dos melhores do ano

A festa dos melhores do Brasileirão promovida pela CBF, no dia 8 de dezembro, no Rio, guarda uma surpresa, ou um mistério.

O mistério: da lista dos seis técnicos indicados, da qual sairão os três finalistas, não consta o nome de Muricy Ramalho, vencedor das três últimas edições.

A surpresa: há quem garanta que ele será anunciado como novo técnico da Seleção Brasileira, razão pela qual seria declarado hors concours.

Os seis nomes da lista são, por ordem alfabética: Adilson Batista, Caio Júnior, Celso Roth, Dorival Júnior, Vagner Mancini e Vanderlei Luxemburgo.  

Por Juca Kfouri às 14h24

Coluna de hoje, na 'Folha'

JUCA KFOURI

A decadência de Luxemburgo


Entre o marketing pelo marketing, como fime não como meio, o antimarketing prevaleceu


VANDERLEI LUXEMBURGO acordou sábado com dor no cotovelo, fruto de uma luxação ao cair no chão do aeroporto de Congonhas, ao furar um chute num desses membros de torcidas uniformizadas que sempre sustentou.

Para piorar, no próprio sábado leu, nesta Folha, jornal de maior circulação do país, que Muricy Ramalho está prestes a superá-lo também nas estatísticas do Campeonato Brasileiro, depois de tê-lo deixado para trás nas preferências gerais para a seleção brasileira.

Como se não bastasse, ao acordar no domingo, no Rio, cotovelo ainda dolorido, viu, no "Globo", duas páginas quase inteiras dedicadas a Muricy, apresentando-o com uma simpatia que não chega a ser sua marca registrada.

Porque desde que Luxemburgo disse à rádio Globo que era melhor que o técnico do São Paulo, ele só vem colhendo reações que comprovam que apenas ele, e alguns fãs, pensam igual.

Pois não só virou alvo de chacota, como viu o rival ganhar espaço até onde supunha ter cadeira cativa.

Na verdade, Luxemburgo surtou desde que a coluna de Renato Maurício Prado, exatamente no "Globo", informou que o treinador tricolor estava bem cotado na CBF.

Bem no primeiro jornal que o presidente da entidade lê diariamente.

Daí para frente, até Síndrome do Pânico, esta terrível doença moderna, houve quem, no Palmeiras, diagnosticasse nele, embora ele tenha passado mesmo por uma crise depressiva, outro transtorno desses dias estressantes.

Porque, desde que dormiu no Palácio da Alvorada, tinha certeza de que seria o ungido para o cargo hoje ocupado por Dunga na seleção.

Se ciúmes de homem é o pior tipo de ciúmes e se ele atingiu Romário, Edmundo, Marcelinho Carioca, São Marcos etc, está claro que nada pode fazer em relação a Muricy Ramalho, que fez do antimarketing seu melhor marketing, além de ter recuperado seu time e jogadores, como Hugo e Borges, que pareciam condenados.

Luxemburgo, então, aprofundou suas manias e superstições, com atitudes que não ficam bem para quem se acha moderno e profissional.

Começou a mandar o time usar a camisa de cor de marcar texto para dar sorte, porque assim foi orientado pelo além, como botou na cabeça que Lenny se consagraria contra o Grêmio, com resultado conhecido.

Aliás, de Preá a Lenny, como se jogou dinheiro fora no Palmeiras, graças ao dedo de Luxemburgo, que é bem capaz de confundir Rosa de Luxemburgo com Joana D'Arc, mas não foi esperto para perceber que seria cremado na fogueira da vaidade que ergueu para si.

Foi o que se viu na goleada impiedosa do Flamengo, que pode custar até a Libertadores.

Luxemburgo ainda é suficientemente moço para dar a volta por cima e recomeçar uma trajetória de vitórias esportivas, desde que se concentre na sua atividade principal.

Porque também os abalos na imagem de iniciativas como a do seu instituto acabaram por fazer com que ele desviasse a atenção do coração de seu negócio e perdesse, para usar uma expressão de que gosta, o foco.

A ponto de virar, de novo, alguém que torcedores ou conselheiros menos civilizados achem que podem passar a mão.

CORREÇÃO: O Dr. Rubens Sampaio, ortopedista do Palmeiras, informa que Luxemburgo teve uma fratura no cotovelo, não uma luxação. E que o tratamento será conservador, sem necessidade de cirurgia.

Por Juca Kfouri às 13h52

O alemão, o argentino e o brasileiro

Por RAFAEL KLEIN


Faltam três rodadas para o fim do brasileiro e apenas três times ainda sonham com o titulo nacional.

Na verdade dois times sonham com o titulo, enquanto um, o São Paulo, está acordadinho da silva.

Provavelmente, colocando o chope da festa para gelar.

Aliás, a possibilidade de ganhar o título é a única coisa que eles tem em comum.

Dentro de campo são três estilos completamente diferentes: o São Paulo com sua frieza eficiente, o Grêmio com sua fibra imortal e o Flamengo com o seu alegre otimismo.

Pode-se dizer que o São Paulo é o time mais alemão dos brasileiros, que o Grêmio é o time mais argentino dos brasileiros e que o Flamengo é o time mais brasileiro dos brasileiros, o que não é nenhuma surpresa tendo quase 40 milhões deles ao seu lado.

O destino do troféu parece óbvio, tendo em vista que nesses momentos o equilíbrio e a eficiência normalmente fazem a diferença.

Além do que, o futebol alemão tem ido melhor do que o brasileiro e o argentino nos últimos anos.

Porém, não se pode desprezar a capacidade argentina de renascer das cinzas e nem se esquecer de que Deus é brasileiro de carterinha.

Por Juca Kfouri às 11h44

16/11/2008

Uma rodada de recordes

A 35a. rodada do Brasileirão foi a de maior público na temporada.

Sem contar com o jogo de Itumbiara, cujo público ainda não foi fornecido, a média de público ficou na casa dos 31.884 pagantes, digna da Europa.

E se descontarmos o jogo de Ipatinga, com apenas 530 testemunhas, essa média sobe para 35.570 pagantes.

Os maiores públicos foram os do Flamengo (59.678) e do São Paulo (58.518).

Os 10 mandantes venceram e foram marcados 41 gols na rodada, mais de quatro por jogo, também recorde no campeonato.

Pelo título, seguem São Paulo e Grêmio.

Pela Libertadores, Flamengo, Cruzeiro e Palmeiras.

Portuguesa, Figueirense e Ipatinga estão pertinho da Série B, mas aí ainda tudo é possível.

Náutico e Vasco lutam para não ficar com a última vaga do rebaixamento, embora, repita-se, Fluminense, Atlético Paranaense e Santos não possam relaxar. 

ATUALIZAÇÃO, ÀS 13H30 DO DIA 17/11: Com o anúncio do público de Itumbiara (4.466 pagantes) a média de público ficou em 29.140.

Por Juca Kfouri às 21h48

Grêmio firme, Santos e Furacão a salvo

Como o Maracanã e o Morumbi, o Olímpico estava apinhado.

Mas, diferentemente do que fizera em Palestra Itália, o vice-líder Grêmio não jogou bem, a não ser em sua defesa, seguríssima.

Mas ganhou de 2 a 1 do Coritiba, que é o que o gremista quer, com dois gols mais achados do que construídos.

No primeiro, no primeiro tempo, o precioso Tcheco chutou fraco, a bola desviou num zagueiro e entrou.

No segundo, no segundo tempo, Héverton chutou cruzado e o zagueiro coxa Alê mandou contra, para dentro do gol.

O desconto paranaense veio de outro chute cruzado que desviou e enganou Victor que rebateu para Ariel diminuir.

Mas gol achado mesmo foi o do Santos, na Vila Belmiro, contra os reservas do Inter.

A coisa estava complicada quando, aos 24 do segundo tempo, o equatoriano Quiñonez arriscou de longe.

A bola sairia perto da bandeirinha de escanteio, mas encontrou Gustavo Nery no caminho e deu a vitória ap Santos, que livrou seis pontos da ZR.

Já o Furacão livrou quatro, ao ganhar do Vitória, na Arena da Baixada, de virada, por 2 a 1, com mais um gol, acredite, de Rafael Moura.

Por Juca Kfouri às 21h05

Chuva de gols

O Goiás, com três gols de Paulo Baier, o Mister Goiás, ganhou do Botafogo por 3 a 1, em Itumbiara.

Até aqui, na 35a. rodada, os mandantes venceram as sete partidas e foram marcados nada menos do que 34 gols, quase cinco por jogo.

Um espanto!

Por Juca Kfouri às 19h01

Oh, meu Mengão, eu gosto de você...

Com 2 minutos, no Maracanã com muita gente, Marcelinho Paraíba, livrinho da silva pela esquerda da grande área, fez 1 a 0 para o Flamengo.

O Palmeiras empatou num pênalti infantil de Jaílton em Kléber e bem cobrado por Alex Mineiro.

E o Flamengo desempatou com Ibson, depois que o rubro-negro bateu rapidamente uma falta, oito metros adiante, graças a um erro da arbitragem e da defesa alviverde.

Juan não agüentou as dores e não voltou para o segundo tempo.

Que nem bem começou e teve Obina perdendo gols feitos, graças a Marcos, duas vezes.

E com Everton permitindo, aí a São Marcos mesmo, um verdadeiro milagre, ainda antes do décimo minuto.

O 3 a 1 já era o mais justo.

E veio num golaço de Ibson, aos 11, complementando boa jogada de Kléberson, autor, diga-se, também do passe do primeiro gol carioca.

O Flamengo não deixava o Palmeiras ver a bola.

O time de Caio Júnior (cujo nome foi saudado em coro como ele sonhava) assumia o segundo lugar e o de Vanderlei Luxemburgo caía para o quinto, fora da Libertadores.

Mas, em seguida, Martinez botou a bola na cabeça de Kléber, que diminuiu.

O jogo fazia jus ao público no Maraca.

E aos 4 a 2 do Mengo, aos 19, de letra, em linda tabela entre Kléberson e Ibson, concluído pelo último, verdadeira linha de passe na área verde.

Kléberson merecia um gol, tanto que jogava.

E marcou o dele, o quinto do Mengão, bola na medida de Fábio Luciano, outro que jogou muito.

Sim, Mengão 5, Verdão 2, com direito a show de bola no Maracanã.

Dos mais de 3100 blogueiros que opinaram, 47,83% acertaram escolhendo a vitória do Flamengo.

27,32% apostaram no empate e apenas 24,85% ficaram com o Palmeiras.

Por Juca Kfouri às 18h56

São Paulo absoluto

O São Paulo não bobeia.

E, com o Morumbi repleto, tratou de abrir o placar com Borges ainda antes do décimo minuto de jogo.

O mesmo Borges, aliás, fez 2 a 0 e o tricolor só não fez 3, 4 a 0, por detalhes.

E acabou sofrendo um gol incomodo no fim do primeiro tempo.

Sinal de que o São Paulo teria de voltar de olhos bem abertos no segundo tempo.

Só que o time catarinense foi para o tudo ou nada e preocupou.

Preocupou sim, mas quem liquidou a fatura foi Hugo, em bola de Joílson na linha de fundo, aos 28: 3 a1.

O 4 a 1 não saiu por pouco num lance em que Hugo e Dagoberto furaram na pequena área.

Enquanto o São Paulo folgava no Morumbi, o Palmeiras era goleado no Maracanã.

Restava secar o Grêmio, esforço quase impossível de dar certo.

Ou não?

Logo saberemos... 

Por Juca Kfouri às 18h49

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico