Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

29/11/2008

Resultado final da sondagem da 'Time'


Eis o resultado final da sondagem da revista Time sobre os melhores e piores executivos esportivos de 2008.

Fica o nosso protesto por nem sequer escreverem corretamente o nome do bravo presidente da CBF.


Rank
Name
Sport
Avg. Rating
Total Votes

1
Lew Perkins
College Sports
80
3,022

2
Sir Alex Ferguson
Soccer
74
3,412

3
John Henry
Baseball
65
2,424

4
Danny Ainge
Basketball
65
2,079

5
Jerry Reese
Football
64
1,648

6
Naser Shahalemi
Basketball
64
1,459

7
Robert Kraft
Football
60
1,638

8
Roger Goodell
Football
57
1,770

9
Richard Scudamore
Soccer
57
1,315

10
Randy Bernard
Bull Riding
57
998

11
Jerry Colangelo
Basketball
53
1,228

12
Bob Bowman
Sports Media
52
1,022

13
Massimo Moratti
Football
50
1,112

14
Don Garber
Soccer
50
984

15
Carolyn Bivens
Golf
50
887

16
Lalit Kumar Lodi
Cricket
50
783

17
Sergi Kushchenko
Basketball
50
783

18
Roman Abramovich
Soccer
49
1,891

19
Tim Finchem
Golf
48
1,119

20
Larry Scott
Tennis
41
1,081

21
David Stern
Basketball
39
3,165

22
Sam Zell
Baseball
38
1,611

23
Julio Grondona
Soccer
38
906

24
Irvin Khoza
Soccer
36
844

25
Gary Bettman
Hockey
35
1,416

26
Tom Hicks & George Gillett
Soccer
35
1,323

27
Max Mosley
Racing
34
2,199

28
Hank Steinbrenner
Baseball
29
2,219

29
Donald Sterling
Basketball
29
1,234

30
Clayton Bennett
Basketball
28
2,387

31
Bug Selig
Baseball
28
1,772

32
Liu Peng
Olympics
28
1,522

33
Matt Millen
Football
22
2,132

34
James Dolan
Basketball
21
2,375

35
Ricardo Teixera
Soccer
12
7,943

 Nota do blog: "Avg. Rating" é a média final das notas de cada um.

Por Juca Kfouri às 23h43

Adeus corintiano a caráter

O Corinthians se despediu da Série B como convinha: com derrota.

Porque estar na Série B foi, e seguirá sendo, espera-se que para sempre, sua maior derrota em quase 100 anos de vida.

Seus reservas dos reservas, em prejuízo do Marília, perderam para o América, em Natal, por 2 a 0, resultado que salvou o Mecão da terceira divisão, para onde foram o Marília e o Criciúma.

Que o Corinthians nunca mais passe por semelhante vexame.

Por Juca Kfouri às 22h06

28/11/2008

Do blog de Alberto Murray Neto

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

Procuradoria da República no Distrito Federal

PORTARIA Nº 39/2008

O Ministério Público Federal, no uso das atribuições constitucionais conferidas pelo art. 129 da Constituição da República, e considerando:

a) o rol de atribuições elencadas no art.6.º da Lei Complementar nº 75/93;

b) a incumbência prevista no 7º, inciso I, da mesmaLei Complementar;

c) o disposto na Resolução nº 23, de 17 de setembro de 2007, do Conselho Nacional do Ministério Público;

d) o recebimento e distribuição de peças de informação com o seguinte teor:

Peças de Informação: 1.16.000.003459/2008-13

Autor da Representação: ALBERTO MURRAY NETO

Pessoas citadas: MINISTÉRIO DOS ESPORTES - COMITE OLIMPICO BRASILEIRO

Objeto:

SUPOSTAS IRREGULARIDADES NA APLICAÇÃO DE VERBAS DESTINADAS À CANDIDATURA RIO 2016 AOS JOGOS OLÍMPICOS POR PARTE DO COMITÊ OLÍMPICO BRASILEIRO. CONVÊNIO Nº 121/2008 PELO QUAL O MINISTÉRIO DOS ESPORTES DISPONIBILIZA MAIS R$3.644.498,09, SOMANDO AOS R$85.000.000,00 ANTERIORMENTE DADOS, PARA CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS DE TERCEIROS, NO BRASIL E NO EXTERIOR, PARA A CANDIDATURA RIO 2016 AOS JOGOS OLÍMPICOS. NÃO REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES.

Determina:

1 – A instauração de Procedimento Preparatório para apurar eventual irregularidade descrita nos fatos noticiados na presente peça de informação.

2 – A publicação e registro da presente Portaria, bem como sua imediata conclusão para a análise das diligências iniciais.Brasília, 11 de novembro de 2008.

http://albertomurray.wordpress.com/

Por Juca Kfouri às 23h57

Aos palmeirenses

Não me matem de vergonha

Por LEANDRO AMIN

Abaixo está um texto escrito por mim em abril de 2007.

Escrevi assim que aconteceu aquele episódio do tal fax da FIFA dizendo que o Palmeiras era mesmo campeão mundial de 1951, o que faria o time colocar uma estrela no peito, 56 anos depois.

O texto é do torcedor, por isso a metralhadora desregulada de termos ferozes.

Soube hoje que dirigentes de Palmeiras e Santos preparam documento oficial para pedir à CBF que reconheça os Robertões como Campeonato Brasileiro.

Justo quando um rival se tornará hexa.

Assim como o "documento oficial" pedindo o Mundial partiu do Palmeiras assim que um outro rival o conquistou.

Pequeno, constrangedor, vergonhoso.

Meu time há de me matar de vergonha, ainda, com essa mentalidade oficialista.

Mais uma piada pronta estará oferecida para os torcedores rivais.

O capital intangível não se torna tangível por vias políticas.

O capital intangível é um tesouro inestimável, por assim o ser.

Eis o texto "premonitório":

*************

Estrelas, para mim... para quê?

Que pesquisem, que olhem com o respeito que a conquista merece.

Que saibam, ou então que não interfiram.

Falo dos adversários, mas falo mais aos palmeirenses.

A tristeza é o esvaziamento.

Ando falando com amigos sobre o Mundial de 51. É ou não é? Dane-se!

O pior ao Palmeiras já aconteceu. O Palmeiras conquistou uma taça que, desde 1951, é um tesouro incalculável no patrimônio alviverde. E essa geração imbecil de palmeirenses, que gosta da Mancha Verde e acha o Sérgio um goleiro legal, está a um passo de passar a borracha.

Uma taça histórica. 1951. O povo gritava "campeões do mundo!". Os jornais se desmanchavam em idolatria. Nossos heróis queriam ser reconhecidos, berravam em nossa cara, "nos ouçam!"...passou... 1960... 1970... 1980... 1990... 2000...

Não ouvimos nosso povo, não ouvimos nossos heróis. Decidimos ouvir os políticos da FIFA. Aí mora o problema. O crime. O Palmeiras esvazia uma conquista, e estampará uma estrela para provar essa insanidade.

Passamos 56 anos ignorando os heróis, para dar ouvidos aos engravatados. A geração imbecil transformou o motivo de orgulho em uma discussão de botequim. Triste de quem ousou saber a historia, e a vê ser pisada nas mãos da ignorância maciça.

É a fome. Falta títulos? Que se regurgite os passados. Uma vez campeões mundiais em 1999, os palmeirenses nao teriam "fome" de Mundial, ok? Logo, não buscaríamos esse reconhecimento político, e manteríamos o valor das duas conquistas. Mas na falta de um, estragamos o outro...

Não precisávamos de estrelas na camisa. Não precisávamos de um fax da FIFA. Precisávamos conhecer nosso passado, ouvir nossos avôs, respeitar nossa realidade. Se assim fosse, estaríamos, já há 56 anos, estampando uma estrela moral, de orgulho por defender o país em 1951 - chamando ou não de Mundial. Se assim fosse e nada tivéssemos, seria desse nada que viveríamos, e viveríamos bem também.

Seria tão lindo ter orgulho em dizer "ganhamos a Taça Rio!"... Mas estamos em meio a uma geração que sequer sabe que em 1951 não havia Internet. Só interessa bater boca. Só se gosta do estrago. Dane-se a realidade. Nesse caminho, chega-se à conclusão, "óbvia" para o nível ideológico: campeão mundial e pronto, ponto final.

Eu tinha orgulho da taça Rio. Mas ela virou um bloco rápido de programa barato, virou uma piada do Marco Aurélio Cunha, um sorriso do Citadini. Virou palpitaria. A estrela que ficava escondida e era alviverde e imponente, agora estará exposta, morta de constrangimento, para todo esse mundo de imbecis olharem para ela e iniciarem intermináveis discussões a vácuo.

O Palmeiras está a fazer o mesmo com seus Robertões. Esperará a CBF dizer que é um campeonato nacional, para depois cair na vala comum das discussões vazias? Respeitem a história, mas respeitem de fato! O time é muito mais que apenas tetracampeão nacional. Mas a ignorância leva à hipocrisia, e prefere-se esse tipo de conquista, a "adaptada" ao seu "novo tempo". O "moderno" hoje é chamar de "mundial". Daqui 50 anos, a gente vê o que será moderno, batuta, bacana, e tenta se adequar.

E parabeniza-se Mustafá Contursi pelo "empenho nesse reconhecimento". Mustafá, derrotado no Mundial de 99, que sabe a razão do Palmeiras não jogar o Mundial de 2000, consegue trabalhar em seu terceiro Mundial. Perdeu em 99, abdicou em 2000 e tocou fogo no de 1951. Um gênio.

Se ainda houver como eu me proteger dessa massa esvaziadora, eu morrerei orgulhoso da Taça Rio de 51. Mas temo que esse tipo de abordagem, essa exposição da estrela na camisa, essa transformação da realidade de fato, faça simplesmente apagar o que foi certamente o maior momento da historia do Palmeiras.

Rezarei.

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Leandro Iamin, 24

www.leandroiamin.blogspot.com

Por Juca Kfouri às 22h12

Em tempo, mas com atraso

É simplesmente impensável que a direção do Flamengo tenha distribuído o número do telefone do árbitro Carlos Eugênio Simon para que a torcida rubro-negra o atormentasse.

Raras vezes se viu no mundo do futebol uma cafajestagem desse porte, e olha que o mundo do futebol é pródigo nisso.

Eis aí um crime que a justiça esportiva, se existisse mesmo, deveria punir com rigor.

Equipararam o Flamengo a um timeco de várzea.

Por Juca Kfouri às 17h31

São Marcos, naturalmente

Na casa das 1000 opiniões, 41,70% apontam, Marcos como o nome do ano no Palmeiras.

A seguir veio Kléber, com 26,48%.

Em terceiro lugar, Valdívia, com 20,47%.

E, finalmente, Vanderlei Luxemburgo, com 11,35%.

Por Juca Kfouri às 16h48

Errar é umano

Como sabem os leitores deste blog, no domingo, tão logo terminou o jogo do Mineirão, afirmei que Tardelli tinha sido expulso por reclamar de pênalti inexistente.

Tinha visto o lance apenas uma vez e não tive a sensação do pênalti.

Depois, diante de uma enxurrada de comentários, revi o lance no Sportv e conclui que o pênalti era indiscutível.

Errei de novo.

Não por ter achado que houve o pênalti, porque a imagem era clara.

Mas por ter escrito que era indiscutível, quando se trata de lance discutibilíssimo.

Aí vem a ESPN-Brasil e mostra nova imagem, em que não se vê toque algum para derrubar o rubro-negro, embora eu mantenha minha impressão de que ele foi empurrado pelo zagueiro do Cruzeiro.

Fato é que se o pênalti já era discutibilíssimo, passou a ser ainda mais.

O que, é claro, inocenta o árbitro.

Aliás, na visão deste blogueiro, erro imperdoável de arbitragem só quando se marca um impedimento duvidoso.

Porque pode-se não marcá-lo e mesmo que tenha acontecido a dúvida absolve o equívoco.

De resto, repita-se, em regra, os times são agraciados e castigados com erros de arbitragem sempre na mesma proporção.

Daí a necessidade da arbitragem eletrônica, embora neste caso do Mineirão, já imaginou que rolo daria?

Uma imagem mostra o pênalti, a outra não mostra...

O que fazer?

Por Juca Kfouri às 13h52

10 jogos que valem para 13 times

A penúltima rodada do Brasileirão, com todos os jogos no domingo às 17h, tem 10 jogos que valem muito pelo menos para um time em cada partida.

Na verdade, em sete jogos há sete times jogando suas vidas.

E em mais três, os jogos valem para os seis participantes.

Náutico e Atlético Paranaense, nos Aflitos, vale para ambos, com vantagem para o Timbu.

Ipatinga e Grêmio, no Ipatingão, também, mas aí a vantagem é do visitante.

E São Paulo e Fluminense, que vale para decidir o título a favor do tricolor paulista ou tirar de vez o carioca do rebaixamento.

Claro que o São Paulo é o favorito, mas com todos os cuidados que o Flu tem feito por merecer ultimamente sob o comando de Renê Simões.

De resto, sete jogos nos quais o Figueirense tentará se manter vivo, no Engenhão, contra o Botafogo.

Ou em que o Cruzeiro tem tudo para se garantir na Libertadores contra os reservas do Inter, no Beira-Rio.

Situação parecida com a do Palmeiras, no Barradão, diante do Vitória.

A Portuguesa recebe o Sport, no Canindé, ainda em busca de respirar, enquanto o Vasco vai ao Couto Pereira tentar sobreviver contra o Coritiba.

No Maracanã, o Flamengo tem de ganhar do Goiás e torcer contra todos que querem o mesmo que ele, a vaga na Libertadores.

E, finalmente, o Santos vai ao Mineirão na esperança de que o Galo lhe permita afastar de vez o risco, pequeno, de cair.

Duvido que alguém durma na tarde deste domingo.

Por Juca Kfouri às 02h02

27/11/2008

Ramires é o cara do Cruzeiro

Com mais de 1000 opiniões colhidas, Ramires é a figura do Cruzeiro para 56% dos que opinaram, uma goleada.

Por Juca Kfouri às 15h16

Na 'Folha', de hoje

JUCA KFOURI

Carta ao governador palmeirense


Coisas estranhas acontecem na Polícia Civil de São Paulo quando há inquéritos que envolvem o Palmeiras


CARO GOVERNADOR , bem sei o quanto o futebol apaixona.

Tanto que, aqui, não lhe foi feita nenhuma crítica por sua ajuda na parceria entre Palmeiras e Fiat.

 
Dá para vê-la como algo compreensível, em meio a uma negociação maior, como uma sugestão feita com graça e, enfim, boa para ambas as partes.


Mas não é o mesmo caso, claro, do inquérito sobre o gás no vestiário de Palestra Itália, episódio que já tem mais de sete meses e permanece sem culpados.

 
Seria apenas mais um, não fosse da competência do delegado Mauro Marcelo, ex-número 1 da Abin, de brilhante atuação na CPI dos Bingos, e palmeirense militante em ONG que fez justa oposição a Mustafá Contursi.


Ele, agora, avocou para si também a investigação do que houve no aeroporto de Congonhas entre Vanderlei Luxemburgo e torcedores uniformizados -da mesma torcida, por sinal, cujos representantes o senhor recebeu em palácio numa imprudente noite de novembro.


Avocou porque no dia anterior teria recebido uma queixa em nome do treinador que estaria sendo ameaçado por telefone.
Pois bem, governador.

Eis que as filmagens que vi no Ministério Público são inconclusivas, pois nem sequer mostram as cenas da confusão, só o antes e o depois, porque, embora tudo seja filmado, nem tudo é gravado, além de não ter câmara no local da queda de Luxemburgo, segundo explica a assessoria de imprensa da Infraero. Luxemburgo, sabe-se, caiu e fraturou o cotovelo, mas não aparece em nenhuma imagem.

Curiosamente, no entanto, ele tem dito que é um absurdo que jornalistas queiram ver a fita, incapaz de imaginar que queiramos ter a convicção de que foi covardemente agredido por esses meliantes que, com outras camisas, já financiou e não vê nada demais nisso, nem depois que seu desafeto Emerson Leão, comprovadamente, foi agredido por essa gente em Santos.

Gozado, governador, que os uniformizados dizem para quem quiser ouvir que, "desta vez", eles estão inocentes e clamam pelas imagens completas do tumulto.

Até porque forte aparato policial protegia Luxemburgo, o que torna verossímil que ninguém o agredisse, ao contrário, talvez desse a ele a coragem necessária para agredir.

Há testemunhas, que não são de um lado nem do outro, que contam que a primeira abordagem foi feita por algumas torcedoras uniformizadas, que, ao dizerem que queriam conversar com o treinador, dele ouviram, literalmente: "Não falo com mulheres sobre futebol. Com mulheres só falo de b...".

Aí, então, foi xingado por um grandalhão e tentou atingi-lo com um pontapé, momento em que perdeu o equilíbrio e, ao apoiar as mãos de mau jeito no chão, fraturou o cotovelo direito.

Tudo indica que as coisas tenham ocorrido exatamente assim, embora tudo indique, também, que os culpados já estejam escolhidos, aqueles de sempre, até porque se não foram os responsáveis desta vez já foram em outras.

Mas, da sua polícia, governador, temos de esperar isenção.

E eficácia.

Com todo respeito.

Por Juca Kfouri às 15h14

Victor é a figura do Grêmio

Colhidas outras 1000 opiniões e eis que no Grêmio as coisas se dividiram, diferentemente do que aconteceu no caso do São Paulo, onde deu Muricy Ramalho com 75% das indicações como a figura do clube nesta temporada.

No Grêmio, ganhou o ótimo goleiro Victor, mas com 35,16%, pouco à frente de Celso Roth, com expressivos 33,94%.

Em terceiro lugar ficou Tcheco, com 27,64%.

Os pouco mais de 3% restantes indicaram o presidente do clube, Paulo Odone.

Por Juca Kfouri às 02h00

O Inter pode dar uma nova taça ao Brasil

A vitória do Inter por 1 a 0 ontem em La Plata sobre o Estudiantes tem dois significados:

o primeiro é óbvio, porque o Inter está a um empate da primeira conquista de um time brasileiro na Copa Sul-Americana, já em sua sétima edição.

O segundo significado pode ser ainda maior, o de mostrar aos clubes do país que a Copa Sul-Americana não é o mico que se supõe.

Porque como a festa deve ser enorme no Beira-Rio na quarta-feira que vem, todos os demais clubes brasileiros poderão passar a olhar para a Copa Sul-Americana com outros olhos. 

Por Juca Kfouri às 00h49

Vai ter festa no Beira-Rio

É comum criticarmos o jogador brasileiro por não suportar a pressão e a catimba quando enfrenta times argentinos.

Mas o que se viu em La Plata não foi isso.

Exatamente um dos argentinos do Inter, experiente, aos 30 anos, Guiñazu recebeu um cartão amarelo bobo aos 5 minutos e outro aos 25 por pegar Véron.

O Inter, que se segurava diante do domínio do Estudiantes e que usava sua enorme superioridade técnica para fustigar os invictos há 43 jogos na casa deles, ficou vendido.

E o jogo nem estava violento, ao contrário.

Ainda bem que menos de 10 minutos depois da expulsão, Nilmar arrancou para dentro da área e foi derrubado por Desábato.

Pênalti que Alex bateu duas vezes para valer uma, pois na primeira houve invasão de Magrão.

Em seguida, D'Alessandro bateu falta na trave.

Mesmo com 10, o Inter era melhor.

E aos 40 foi prejudicado de maneira insuportável pelo bandeira paraguaio, que inventou um impedimento de Nilmar que iria parar dentro do gol.

O Inter voltou no segundo tempo disposto a cozinhar o jogo.

Mas o Estudiantes não dava folga.

E o goleiro Lauro, o zagueiro Álvaro e o atacante Nilmar eram a segurança atrás e a esperança na frente, os três com atuações irrepreensíveis.

Uma pena que a expulsão de Guiñazu obrigava o talento de Alex a ficar recuado.

Do outro lado, Véron esbanjava futebol, com se fosse meio time.

Ou mais.

E por isso, de tão solitário, cansou.

O que quase permitiu o segundo gol brasileiro, depois que D'Alessandro deu um passe precioso para Magrão, depois que, imagine, Gustavo Nery, que acabara de entrar, roubou bola de Véron.

Os minutos finais foram de pressão total, bem suportada, felizmente, pelos bravos colorados, que sofreram mais do que sofreriam se Guiñazu não tivesse feito a bobagem que fez, fora do jogo final, por sinal.

O Inter joga pelo empate no Beira-Rio para ser o primeiro brasileiro a ganhar a Copa Sul-Americana.

Só não prometo mudar de nome se isso não acontecer porque já fiz isso uma vez num Inter e Olímpia, pela Libertadores, e tive de ser apresentado no "Jornal da Globo" como Juca Witte Fibe...

Por Juca Kfouri às 00h03

26/11/2008

Ética FC

No futebol brasileiro é assim, vale tudo.

Vale uma mesma empresa ser parceira de mais de um clube.

Vale fazer parceria sem saber a origem do dinheiro do parceiro.

Vale contratar um jogador às vésperas de ele enfrentar o time que o contrata, mesmo que seja decisão de campeonato.

Vale botar o time reserva para enfrentar o que luta pelo título.

Vale botar o time reserva para enfrentar o que luta para não cair.

Vale não reconhecer mais o título do adversário que era aliado quando o título foi ganho e reconhecido.

Vale punir o árbitro que errou na Primeira Divisão com a escalação para a Série B, mas em Natal...

Só não vale dançar homem com homem nem mulher com mulher.

E deveria valer.

Por Juca Kfouri às 17h57

O Inter terá de suar sangue em La Plata

Que ninguém imagine que o Inter terá vida fácil hoje, em La Plata, na Argentina, na primeira partida final da Copa Sul-Americana, contra o Estudiantes.

Tricampeão da Libertadores em 68/69/70, o Estudiantes deverá ter cerca de 55 mil torcedores no moderno estádio municipal de La Plata, a cerca de 55 quilometros de Buenos Aires.

Menos mal que o estádio é seguro e a torcida fica longe do gramado.

Porque quando o time argentino dominou o futebol sul-americano, numa época que não se fazia exame antidoping, sua torcida aterrorizava os visitantes.

Em 1968, quando ganhou sua primeira Libertadores, em três jogos com o Palmeiras, o time foi também campeão mundial, ao vencer o Manchester United na Argentina e empatar na Inglaterra.

O Pincha, como é chamado o Estudiantes, tem em Véron sua principal estrela para dividir as atenções com o colorado argentino D'Alessandro, embora Alex seja o melhor do time brasileiro.

E não se esqueça de que o regulamento dos jogos finais é diferente, pois não tem o gol qualificado, aquele valorizado por ser marcado fora de casa.

Se ao final do segundo jogo houver empate em pontos e no saldo de gols, teremos 30 minutos de prorrogação e, se necessário, cobrança de pênaltis.

O jogo começa às 22h, passa no Sportv e será apitado pelo paraguaio Carlos Amarilla.

Que vença o melhor, desde que seja o time gaúcho. 

Por Juca Kfouri às 00h14

25/11/2008

Muricy é o cara

Com 1000 respostas, 75% apontam o técnico Muricy Ramalho como a figura do São Paulo em 2008.

Por Juca Kfouri às 22h07

Pró-memórias: na 'Folha', 13 anos atrás...

Parmalat x Parmalat

08/10/95

Autor: JUCA KFOURI

Responda rápido: você tem uma empresa que patrocina dois clubes que vão se enfrentar. Um, se vencer, estará classificado para as semifinais do Campeonato Brasileiro, expondo sua marca no momento principal. O outro está apenas fazendo figuração.

Qual seria a sua decisão: influencia para que o time que pode se classificar vença ou prefere mostrar que sua empresa é tão ética que não haverá influência nenhuma?

Qualquer que seja a sua resposta _e 99% da humanidade, infelizmente, ficaria com a primeira opção_, o jogo de hoje em Caxias do Sul (RS), entre Palmeiras e Juventude, não lançará um novo produto Parmalat no mercado, a marmelada.

É óbvio que a CBF devia ter atendido aos apelos que surgiram tão logo a tabela foi anunciada e mudado o jogo para uma data menos delicada.

Mas imaginar a CBF preocupada com a ética é exagerar do direito de ser ingênuo.

Seja como for, a possibilidade da marmelada não existe, por mais que todas as condições estejam dadas. O Juventude tem como técnico alguém como Émerson Leão, figura histórica da vida palmeirense. Tem diversos jogadores que estavam no Parque Antarctica até outro dia mesmo. Tem a Parmalat.

Só que esses mesmos elementos garantem a lisura do jogo. Ou você acha que Leão se prestaria a tal serviço sabendo que, além de estar cometendo um crime que seu passado não autoriza, imediatamente fecharia as portas do Palmeiras para ele? Ou você contrataria para trabalhar na sua empresa alguém capaz de tamanha desonestidade?

E quem teria coragem de propor isso a Leão, que ele orientasse seus jogadores para amolecer? Mais: esses jogadores têm é uma chance enorme de provar seu valor e de, quem sabe, ganhar uma nova chance no Palmeiras.

De mais a mais, certo tipo de falcatrua, que envolva muita gente, sempre acaba aparecendo. Alguém dá com a língua nos dentes, por vingança ou por qualquer outro motivo.

Foi assim, por exemplo, quando se desconfiou que o Peru entregara o jogo para a Argentina na Copa do Mundo de 1978. Demorou, mas apareceram os depoimentos de peruanos contando a patifaria. Acabou de acontecer no futebol francês, com amargas consequências para o Olympique de Marselha.

E se você está surpreso porque supunha que aqui encontraria exatamente o raciocínio inverso, fique tranquilo: as grandes trapaças do futebol são feitas com mais sutileza, não são tão óbvias. Mesmo que a sua empresa desejasse.

Palestra e vitamina C

09/10/95

Autor: JUCA KFOURI

Na bela disputa entre os dois times apoiados pela Parmalat, deu vitamina C na cabeça, a patrocinadora do Cruzeiro. E foi tudo tão rápido que nem deu para nenhum dos lados sofrer.

O Palmeiras tratou de atrasar em dez minutos o início do seu jogo em Caxias do Sul. Foi o bastante para entrar nervoso, sabendo que Paulinho havia aberto o placar em Vitória, aos 3min, contra o arremedo de time chamado Flamengo, que, patrocinado pela Petrobrás, precisa de uma bela privatização, tão burocrático que está.

Mais nervoso ficou ainda o bicampeão brasileiro ao ser surpreendido logo aos 30s pelo gol contra de Antônio Carlos. É gozado: já imaginou se o gol contra fosse de Andrei, ex-Palmeiras, do Juventude? E um gol como aquele, no melhor estilo de um centroavante exímio no cabeceio?

Ainda mais com as chances claríssimas desperdiçadas por Adaílton e Grizzo, uma no primeiro e outra no segundo tempo. Teriam lançado a marmelada Parmalat.

O único consolo diante da classificação do Cruzeiro está na origem do clube mineiro, tão Palestra como o paulista. Irônico consolo.

Pior, de fato, está a situação do arqui-rival do Palmeiras, o Corinthians, que virou saco de pancadas e, diante do risco de ficar sem Marcelinho somada a aparentemente séria lesão de Célio Silva, terá de lutar para não ser rebaixado, em vez de buscar sua classificação para as semifinais.

Enfim, não há como negar justiça à classificação cruzeirense.

O Palmeiras pagou pelo mau começo, quando ainda tentava juntar os cacos da perda do tricampeonato paulista. Além do mais, a diferença acabou sendo o confronto direto entre Cruzeiro e Palmeiras, ganho pelos mineiros em pleno Parque Antarctica. Mas o sonho do tri brasileiro permanece vivo, mesmo que o Verdão tenha de conviver com a irregularidade de Muller, mais uma vez ausente na hora de decidir.

De todo modo, o Palmeiras é o time paulista com melhores possibilidades neste Campeonato Brasileiro. Porque qual será o futuro do São Paulo, agora sem Juninho, mais uma exportação de pé-de-obra, desta vez para investir na reforma do Morumbi?

Por Juca Kfouri às 22h04

Quem ficará fora da Libertadores?

Quando, antes da última rodada, 4108 blogueiros tinham opinado, 51,78% acreditavam que o Palmeiras ficaria fora da Libertadores.

Esta porcentagem, com 8362 opiniões, caiu para 46,45%.

Antes, 27,56% apontavam o Flamengo e agora o número subiu para 40,21%.

E o Cruzeiro que tinha 20;67% tem apenas 13,35%.

Por Juca Kfouri às 17h26

Parceria ou promiscuidade?

As parcerias são bem-vindas ao futebol desde que com um mínimo de disciplina, o que não tem acontecido no Brasil.

Basta dizer que no domingo que vem vamos viver uma situação bizarra: jogam Vitória e Palmeiras, no Barradão, em Salvador.

O Vitória sem maiores responsabilidades e o Palmeiras por uma vaga na Libertadores, sonho de sua parceira, a Traffic.

No Vitória joga Marquinhos, que é da Traffic e está prometido ao Palmeiras para o ano que vem.

Você acha que Marquinhos vai fazer um gol que tira o Palmeiras, a Traffic e ele mesmo da Libertadores?

Então será melhor não escalá-lo?

Ora, se ele não jogar será em prejuízo do seu time atual e em benefício do futuro.

Se jogar e jogar mal, será mal falado.

Se jogar e jogar bem e eliminar o Palmeiras, a ética estará salva.

Mas quem se preocupa com a ética em nosso futebol?

Só há um meio de evitar esse tipo de conflito: impedir que uma mesma empresa como a Traffic tenha interesses em mais de um clube.

E a Traffic, como outras empresas, tem interesses em muito mais do que em dois clubes como no caso de Palmeiras e Vitória.

Tem interesses no Santos, no Flamengo, no Corinthians, no São Paulo, no diabo a quatro.

O Grupo Sondas, por exemplo, tem também, e por aí afora.

Não pode dar certo. 

Marquinhos jogará contra o Palmeiras?

E se jogar, jogará bem ou mal?

Comentário para o Jornal da CBN desta terça-feira, 25 de novembro de 2008.

http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/comentarios/jucakfouri.asp

Por Juca Kfouri às 00h32

24/11/2008

Só um Maracanazo tira o título do São Paulo

Por Juca Kfouri às 22h30

Conflito de interesses

Marquinhos, do Vitória, é, também, da Traffic.

Domingo que vem Marquinhos enfrentará o Palmeiras, parceiro da Traffic.

Fará Marquinhos um gol no Palmeiras que pode significar a saída de ambos, dele e do Palmeiras, da Libertadores?

O conflito apareceu mais cedo do que se imaginava.

Por Juca Kfouri às 19h44

Agora agüenta!

Por Guedex

Por Juca Kfouri às 12h26

23/11/2008

Perdão!

Acabo de rever o lance com Tardelli no Mineirão.

Sim, foi pênalti, indiscutível.

Vi sem óculos, e deles preciso.

O Simon também.

Com a diferença de que a minha opinião não interfere com a vida de ninguém e a dele pode ter custado uma vaga na Libertadores ao Flamengo.

Embora, é claro, também o rubro-negro tenha sido beneficiado em outros jogos, assim como o Cruzeiro foi prejudicado.

(Já alterei o comentário do jogo.)

Por Juca Kfouri às 21h59

Ainda há muito em disputa no Brasileirão

São Paulo praticamente campeão, cinco pontos adiante do Grêmio, com seis a disputar, contra o Fluminense, no Morumbi, e contra o Goiás, fora.

Grêmio muito perto da Libertadores, diante do Ipatinga, fora, e do Galo, no Olímpico.

Cruzeiro, Palmeiras e Flamengo na briga pelas duas outras vagas, com vantagem mineira, porque pega os reservas do Inter, no Beira-Rio, e a Lusa, no Mineirão.

Já o Palmeiras tem o duro e de má recordação Vitória (foi quem o rebaixou em 2002), no Barradão, e o Botafogo, no Palestra.

Ao Flamengo falta enfrentar o Goiás, no Maracanã, e o Atlético Paranaense, na Arena.

A 36a. rodada teve mais expressivos 38 gols e média baixa de público, de apenas de 13.486 pagantes por jogo.

O Mineirão recebeu o melhor público, quase 51 mil pagantes e o Engenhão o menor, apenas quase 3 mil torcedores.

Para não cair a luta fica entre Atlético Paranaense, Náutico, Figueirense e Vasco, porque Portuguesa e Ipatinga dependem de milagres.

Por Juca Kfouri às 21h48

Os jogos da noite

Nos jogos da noite, como era óbvio, o Palmeiras voltou ao G4 no lugar do Flamengo, ao vencer o condenado Ipatinga por 2 a 0, gols de Kléber e Pierre, aos 13 e 36 do primeiro tempo num Palestra Itália meio jururu.

O Fluminense cumpriu seu papel ao bater os reservas do Inter, no Beira-Rio, também por 2 a 0, gols de Romeu e Washington, um em cada tempo.

E o Sport, no fim, nos últimos oito minutos, derrotou o Galo, na Ilha, com gols de Durval e Ciro, duas vezes, 3 a 0.

Por Juca Kfouri às 21h02

O tri/hexacampeonato está ali

O Grêmio não foi melhor que o Vitória no primeiro tempo no Barradão.

Foi muito melhor.

Logo aos 10 minutos Marcel sofreu um pênalti não marcado e só o Grêmio atacava ao jogar com a coragem que marca os times que querem mais.

O gol acabou saindo numa precipitação de Anderson Martins, que tocou contra o próprio gol num lance em que Viáfara ficaria com a bola.

E o Grêmio ainda teve duas chances claras de gol com Rafael Carioca e com André, que entrara no lugar de Reinaldo, machucado.

Verdade que Tripodi também teve duas chances claras, uma muito bem interceptada por Victor e a outra chutada para fora, mas o placar moral do primeiro tempo seria de 3 a 1 para o tricolor gaúcho.

Mas nem bem o segundo tempo começou e Leandro Domingues empatou, num toquinho genial que encobriu Victor.

E, aos 15, Amaral foi expulso, deixando o Grêmio com apenas 10 jogadores.

Em seguida, Williams virou, em falha de Hélder.

E, aos 25, Jackson liquidou a fatura, em belo terceiro gol para os baianos.

Marcelo, de bicicleta, em seguida, fez 4 a 1, para alegria de Vagner Mancini, vingado.

E o Grêmio estava frito, apesar de descontar com Souza: 4 a 2.

Já o Vasco jogou melhor que o São Paulo no primeiro tempo, em São Januário.

São Paulo que saiu na frente graças à cobrança perfeita de falta por Jorge Wagner.

Até então, o Vasco havia dominado e o tricolor tinha criado apenas duas chances, um com Hernanes de fora da área e outra com Wagner Diniz, contra seu próprio gol.

O baixinho Madson empatou em bola desviada logo depois que Rogério Ceni impediu que Anderson marcasse contra.

Só que nem bem começou o segundo tempo e a defesa vascaína assistiu Hugo fazer o segundo gol paulista.

E o São Paulo passou a mandar no jogo, quase fazendo, com Hernanes, o terceiro gol, antes do 10o. minuto.

Mas, depois, o Vasco tomou conta e Rogério desandou a fechar o gol com três grandes defesas.

Edmundo, que acabara de entrar, fazia e desfazia.

E Rogério defendia e defendia, que o diga Wagner Diniz.

Aos 31, Edmundo perdeu um gol impensável, de canela.

O Vasco merecia o empate, mas...

Mas...o tri/hexacampeonato está nas mãos do São Paulo, comemoração que provavelmente será feita no domingo que vem, no Morumbi, diante do Fluminense.

Enquanto isso, em jogo que só vi os melhores lances, o Cruzeiro ganhava do Flamengo, no Mineirão, gol de Fernandinho, num primeiro tempo só dos mineiros, com direito a bola no travessão carioca entre outras coisas.

O passe de Ramires para o gol foi brilhante.

Mas o Mengo melhorou no segundo tempo e empatou com Ibson, de cabeça.

O Cruzeiro fez 2 a 1 com Thiago Ribeiro e Obina empatou de novo, aos 25.

E Ramires, uma das melhores coisas do Brasileirão, fez 3 a 2 aos 40, com a categoria que Deus lhe deu.

Tardelli, como resposta, aos 43, fez belíssima jogada e Fábio fez milagre para evitar o empate.

Em seguida, ele foi expulso, ao reclamar de pênalti que, de fato, aconteceu.

Por Juca Kfouri às 18h55

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

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