Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

20/12/2008

61% pela adoção

Com 5000 participações, 61% são a favor da adoção do bambi.

É mesmo provável que as respostas não tenham sido apenas de são-paulinos, embora seja digno de nota que torcedores de outros times se passem como tais, o que Freud talvez explique.

Fato é que nos comentários parece ser bem maior a rejeição à idéia.

Mas o que Freud certamente explica é o horror que alguns demonstraram pela simples discussão do tema.

O medo ganha da racionalidade, o que, enfim, não é para ser discutido neste blog.

Por Juca Kfouri às 21h34

Dois grandes Brasileiros

A bela revista "Brasileiros", em sua edição de dezembro, traz duas entrevistas que merecem ser lidas neste penúltimo sábado de 2008.

Uma com o extraordinário fotógrafo Pedro Martinelli: http://www.revistabrasileiros.com.br/edicoes/17/textos/415/.

Outra com a primeira mulher a assumir a reitoria de uma Pontifícia Universidade Católica no mundo, a professora  Nadir Kfouri: http://www.revistabrasileiros.com.br/edicoes/17/textos/398/ .

Por Juca Kfouri às 03h07

Um Esportista com E maiúsculo

Registro aqui, com pesar, a morte do professor Manoel Tubino, aos 69 anos.

Operado na noite de quinta-feira na região abdominal, Tubino teve uma parada cardíaca e morreu no Rio de Janeiro onde viveu e ensinou.

Ele presidiu o Conselho Nacional de Desportos no governo Sarney de maneira democrática e firme.

Era um autêntico reformista ao pensar o Esporte e a Educação Físíca no Brasil, respeitado à direita e à esquerda.

E deixa uma obra monumental, fruto de mais de duas décadas de pesquisas e sonho de toda a sua vida: o Dicionário Enciclopédico Tubino do Esporte, pela Editora Senac, 990 páginas de ouro puro para quem pesquisar sobre todos e quaisquer esportes.

Por Juca Kfouri às 02h44

19/12/2008

Bambis, ora pois!

Por FERNANDO GALLO*

 

Já que ninguém fala, direi eu.

Está na hora de nós, são-paulinos de fina estirpe, tricolores de quatro costados, assumirmo-nos: somos bambis, sim senhor! Por que não?

Depois de muito ruminar o assunto, agora, pondo em perspectiva, creio que o Vampeta prestou um grande serviço quando nos colocou o apelido.

Jocoso, pra dizer o mínimo.

Vamos falar claramente.

Funciona assim: chamo alguém de bambi querendo associá-lo à homossexualidade, de forma a diminuí-lo ou desvalorizá-lo, como se isso diminuísse ou desvalorizasse quem quer que seja.

E nós, tricolores, temos nos sentido ofendidos, sem lembrarmo-nos de que a ofensa só acontece quando o ofendido se dá por ofendido.

Pleno 2008, quase 2009, século 21!

Se futebol é coisa de macho, amigo, é também de mulheres e homossexuais, e de qualquer outra classificação em que se encaixe quem ama esse esporte.

Tricolores hetero e homossexuais, são-paulinos civilizados, hexacampeões que querem ver cada vez mais distantes a barbárie e a selvageria que assolam este mundão de meu Deus, vamos assumir em coro: somos bambis, sim, senhor! Somos bambis!

Vamos fazer como fez no passado o Palmeiras, que adotou o porco, e hoje faz lindas festas no chiqueiro.

Ou o Flamengo, que assumiu o urubu, e atualmente tem torcida organizada que leva seu nome.

Sugiro à torcida que teça uma enorme bandeira com um bambi muito másculo sentado à mesa, devorando os restos de um porco e de um gavião!

Que ela invente cânticos divertidos sobre isso.

Proponho à diretoria que encampe essa idéia, e siga indicando que somos um time moderno, um espaço para o qual convirjam pessoas de toda sorte, independentemente de suas preferências sexuais.

Vai fazer um bem danado para a imagem e para os cofres do clube.

Inclusão é palavra que deve nos orgulhar, não nos envergonhar.

A Terra será um planeta muito mais habitável à medida que aprendamos a soletrar a palavra igualdade.

Nós, tricolores, devemos dar o exemplo.

Que ele seja dotado de bom-humor.

Em coro, nos estádios país afora, ou onde quer que estejamos, gritaremos: bambis, bambis sim senhor!

*Fernando Gallo é são-paulino fanático, jornalista dos bons, heterossexual, trabalha na CBN e seu último desejo é ser empalhado em sua cadeira cativa no Morumbi, em posição de comemoração de gol.

Nota do blog: fosse são-paulino, o dono do blog assinaria embaixo.

E conta um episódio.

Em 1983, cerca de três anos antes de a torcida palmeirense adotar o porco, este jornalista, numa reunião em Parque Antarctica, presidida pelo então vice-presidente do clube, Márcio Papa, teve a petulância de propor a adoção.

Quase apanhou...

Imagino que, agora, a reação não vá ser muito diferente.

Mas o texto de Fernando Gallo tem o mérito de abrir corajosamente a discussão.

Daqui a alguns anos, quem sabe...

Em tempo: não serão aceitos comentários ofensivos, preconceituosos etc.

http://felldesign.wordpress.com/

Por Juca Kfouri às 00h00

18/12/2008

Teixeira, imbatível

Os leitores deste blog gostam mesmo é de futebol.

Tanto que, na sondagem anterior, Muricy Ramalho ganhou de José Roberto Guimarães.

E, na que acaba de se encerrar, consagrou Ricardo Teixeira, com 53,58% das 6000 sapatadas do movimento sapatista.

Carlos Nuzman, que até merecia mais que ele em 2008, ficou com 35,66% e Orlando Silva, provavelmente pela insignificância, levou apenas 10,76%. 

Por Juca Kfouri às 23h49

Sereias campeãs!

Há muitas queixas pela nenhuma referência neste blog à conquista da Copa do Brasil pelas Sereias da Vila, ontem, no campo da Portuguesa santista.

Queixas que procedem e que merecem explicações porque, afinal, o Santos venceu o Sport por 6 a 1 no placar agregado, 3 a 1 na Ilha do Retiro, 3 a 0 em Ulrico Mursa.

E a primeira explicação vem do local da decisão, um verdadeiro pasto que significou uma ofensa ao futebol feminino.

E talvez fosse hora de apenas comemorar e não de criticar, mais uma vez, o descaso com o futebol das mulheres.

Não bastasse a CBF já estar em férias ainda antes da finalíssima, eis que o próprio Santos errou ao não fazer o jogo onde as campeãs mereciam, no belo gramado da Vila Belmiro, sob a alegação de reformas.

Vale explicar, ainda, que ontem mesmo, no CBN EC, foi dado o Troféu Osmar Santos às moças santistas.

Por Juca Kfouri às 15h08

Que dureza, Verdão!

O adversário do Palmeiras na pré-Libertadores, segundo jogo na Bolívia, será o Real Potosí.

Na altitude de 4 mil metros!

E em começo de temporada, com um Palmeiras desmontado.

Perigo!

 

Por Juca Kfouri às 10h26

Só dois sustos

O Gamba Osaka teve a melhor oportunidade para fazer 1 a 0.

Mas não fez, porque o goleiro Van der Sar impediu, ao sair bem do gol.

Daí, dois escanteios cobrados por Giggs, pela direita, duas cabeçadas sem marcação pelos baixinhos do Japão, e Vidic e Cristiano Ronaldo fizeram 2 a 0, ainda no primeiro tempo, aos 28 e 46.

O segundo tempo teve o que seria uma ameaça de reação do Gamba, que diminiu, aos 28.

Mas Rooney, que acabara de entrar, fez o 3 a 1 na saída, aos 29, Fletcher fez 4 a 1, aos 33,  e Rooney fez mais um, 5 a 1, aos 34.

Aos 39, de pênalti, o Gamba diminuiu: 5 a 2.

E o blogueiro que esperava jogo duro, foi para a ESPN entrevistar Joaquim Cruz...

Manchester United x LDU na final.

Vai ser fácil...

Nem tanto, nem tanto.

O Gamba ainda fez seu terceiro gol, aos 46.

Convenhamos, 5 a 3 é um placar honroso para o futebol japonês. E ainda rima!.

Por Juca Kfouri às 10h14

E tem mais!

Viu só?

É hoje!

Por Juca Kfouri às 09h37

O fenômeno Ronaldo ou o artilheiro Washington?

Ronaldo Fenômeno foi um dos maiores jogadores da história do futebol mundial.

Washington é um artilheiro, como tantos outros.

Não cabe a menor comparação entre eles, a não ser uma, exatamente nos tempos dos verbos: Ronaldo foi, Washington é.

Há quem acredite que Ronaldo, aos 32 anos, possa voltar a ser e não se pode tirar a razão de quem pensa assim, até pela história do jogador.

Mas ninguém duvida de que Washington, aos 33, ainda tem muita lenha para queimar.

É por isso que o São Paulo tem agora dois centroavantes de respeito, Borges e Washington.

E o Corinthians, ao perder Herrera, não tem nenhum.

Por Juca Kfouri às 00h22

17/12/2008

Um livraço!

Um livro surpreendente, escrito por um médico de Caxias do Sul, com o talento dos bons escritores, a pesquisa de gente séria e a coragem de contar bastidores nem sempre encontrada para se descrever epopéias como a conquista da primeira Copa do Mundo pelo Brasil.

É isso tudo e muito mais o que você encontrará nas 352 páginas do livro de Francisco Michielin, com prefácio de Ruy Carlos Ostermann, pela Editora Maneco (maneco@maneco.com.br).

Por Juca Kfouri às 23h19

LDU mantém a tradição

Quando os prognósticos eram de que não teríamos, pela primeira vez, um time sul-americano na final do Mundial de clubes, eis que a LDU honrou a tradição e despachou o Pachuca, do México, ao vencê-lo por 2 a 0, os dois gols no primeiro tempo, quando o time equatoriano dominou o jogo.

O segundo tempo teve mais briga que bola.

Agora é esperar para ver se o Manchester United também mantém a escrita e se classifica diante do time da casa, o Gamba Osaka, com quem joga nesta quinta-feira, às 8h30.

Parece fácil, mas não será. 

Por Juca Kfouri às 12h11

Do ato

Por KADJ OMAN 

Treze.

O número de pessoas que compareceu ao ato de domingo contra a morte do torcedor são-paulino pela polícia em Brasília.

Menos do que os que estavam na fila para o Museu do Futebol, no último dia da exposição sobre as "marcas do Rei".

Menos do que o número de blogs que retransmitiram o chamado pra ação, que até notícia na "Folha Online" virou.

Menos até do que o próprio número de jogadores do Autônomos FC que compareceu ao habitual jogo do time aos sábados.

Desanimador, um fracasso, prova de que o futebol não tem a ver com política, diriam alguns.

Não para nós. 

Poucos, mas loucos.

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Que armaram a quadra, esperando a polícia aparecer para o jogo.

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Que distribuíram panfletos sobre o que se passava para os que apareceram pra conferir aquela agitação estranha.

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Que decretaram o W.O. da polícia depois de esperar mais de uma hora.

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E que disputaram uma partida ali mesmo, todos contra todos, sem muitas regras, como é o futebol de rua.

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Três corinthianos, três andreenses, dois juventinos, um santista, um flamenguista, dois portugueses e um torcedor do Ferroviário-CE, membro da Resistência Coral.

Escalados como um time, um único time, autônomo e reivindicativo de uma liberdade cada vez mais tomada.

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Pouca gente? Um retrato do Brasil? Fosse a Argentina estariam milhares de hinchas pelas ruas?

Talvez.

Mas, se não se pode superestimar o que foi na verdade uma confraternização de amigos, também não se pode tirar mérito desses  13 primeiros que saíram de suas casas em um domingo frio e com cara de chuva pra firmar presença em algo que julgam essencial para o futebol  e a sociedade.

Porque não se pode tirar leite de pedra, também.

Esperar milhares com três dias de agitação apenas e após o término das atividades futebolísticas oficiais seria um deslumbre.

Desvalorizar os 13 que compareceram, um desdém.

O que podemos, e devemos, é tomar na medida certa este 14/12, como um ponto de partida para construir algo maior.

Porque já se disse que não começou em Seattle.

E não vai terminar em Atenas.

Política não tem nada a ver com o futebol?

Há controvérsias:

Torcida do Bayern München no jogo contra o Lyon pela UEFA Champions League em 10 de dezembro último

Torcida do Bayern München no jogo contra o Lyon pela UEFA Champions League em 10 de dezembro último


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Por Juca Kfouri às 01h03

O presidente do Flu envergonhou sua gente

"A minha paixão antiga, que a mulher dele não saiba, é o René. Esse namoro existe desde 2004, quando ele foi treinar as meninas lá em Atenas", disse o presidente do Fluminense, Roberto Horcades, que também é médico, cardiologista.

Até aí uma declaração de amor ao técnico René Simões, sem preconceitos, como se lê.

Mas complementada por outra, abaixo da crítica, melhor exemplo do que há de pior no machismo:

"Ele conseguiu fazer com que as mulheres, com dois neurônios, fossem vice campeãs olímpicas", arrematou o cartola.

Nelson Rodrigues se revirou no túmulo porque nem a grã-fina de nariz de cadáver, que perguntava quem era a bola, merecia semelhante grosseria.

Mario Lago teve certeza de que o cartola jamais conheceu Amélia, a que era mulher de verdade.

Chico Buarque de Hollanda corou e pediu desculpas às suas mulheres de Atenas.

Jô Soares, sem querer interromper, mas já interrompendo, mandou rodar o reloginho e não voltou mais.

Ivan Lins pediu a Dinorah para ignorar, fazer de conta que não ouviu.

E Arthur Moreira Lima sentou-se ao piano e tocou, constrangido, Macho Man...

Definitivamente, o Fluminense já foi mais fino e muito mais inteligente.

Comentário para o Jornal da CBN desta quarta-feira, 17 de dezembro.

http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/comentarios/jucakfouri.asp

Por Juca Kfouri às 00h25

Hoje, amanhã e depois

Por MAURÍCIO STYCER

Entre os vários "livros de oportunidade", lançados na esteira da volta do Corinthians à Série A do Brasileiro, "A saga corintiana", de Luis Augusto Simon (Publisher, 136 págs., R$ 27), a ser lançado nesta quarta-feira, no Bar Boleiros, em São Paulo, chama a atenção por focar não apenas os conhecidos heróis, mas uma série de personagens secundários ou anônimos da epopéia.

Menon, como é conhecido, é desses jornalistas esportivos capazes de encontrar histórias interessantes para contar não apenas entre os vencedores, mas também em personagens menos óbvios ao redor do universo que cerca a competição. Em duas oportunidades que editei matérias suas, no "Lance!" e na "CartaCapital", tive o prazer de ler reportagens diferentes, pouco óbvias, sobre figuras esquecidas, derrotadas ouà margem do glamour que cerca o esporte no mundo de hoje.

O seu relato, jogo a jogo, da passagem do Corinthians pela Série B, em 2008, não poderia ser diferente.

A primeira figura a aparecer no livro é Monga, "um enorme gavião de aproximadamente 1,90 m e 180 quilos", que colocou o dedo na cara do presidente corintiano, Andrés Sanches, no dia seguinte à queda para a segunda divisão, e disse: "Não adianta ficar culpando a antiga diretoria porque você fazia parte dela também".

Sanches, conta Menon, só não atendeu um pedido dos torcedores (que queriam a cabeça de Antonio Carlos, nomeado diretor de futebol), mas dispensou todos os jogadores que a Fiel exigiu ver longe do Corinthians após o fracasso em 2007 (Gustavo Nery, Vampeta, Iran, Betão, Zelão e Fábio Brás, entre outros).

A contratação de Mano Menezes - dois dias depois de o técnico ter dirigido o Grêmio no empate em 1 a 1 que selou a queda do Corinthians - é o primeiro passo acertado rumo à volta, que ocorreria um ano depois. Mano trouxe Herrera, personagem que Menon trata com carinho, apesar da eficiência duvidosa e da fama, na Argentina, de "quase gol" - o personagem que sempre aparece nas fotos abraçando o companheiro, mas raramente é o autor do gol.

Enquanto o goleiro Felipe ("muito bom de marketing") e o atacante Lulinha ("estava onde não devia estar" em 2007) são personagens que alternaram altos e baixos ao longo deste ano, a trajetória do atacante Dentinho é a que mais se aproxima do conto de fadas que o futebol dos dias de hoje promete.

Bruno Bonfim, nascido em 1989, virou Dentinho aos 12 anos, quando começou a se destacar no futebol.

contrário a apelidos, Paulo Cesar Carpegiani, um dos técnicos do Corinthians em 2007, pediu que ele voltasse a usar o nome de batismo. No início de 2008, porém, o craque resolveu voltar a ser chamado pelo apelido.

Nas palavras de Menon, foi a melhor contratação do Corinthians em 2008. "Chegou Dentinho e saiu Bruno Bonfim".

"Botei na cabeça que 2008 vai ser um grande ano para mim e estou me preparando para isso. Em casa, pego um pente e faço de conta que é um microfone para aprender a dar entrevistas. A minha namorada me ajuda", disse o atacante.

Ao final do ano, Dentinho contabilizava 24 gols marcados - 14 pela Copa do Brasil.

Seus pais, cujos nomes (Adonis e Eunice) estão tatuados em seus braços, eram funcionários de um orfanato. Hoje, moram em um apartamento comprado pelo filho

A crônica de cada partida da Série B é temperada por observações laterais, mas muito perspicazes, de Menon, como na vitória do Corinthians por 4 a 1 sobre o Barueri, no primeiro turno:

"A vista de quem está sentado em uma das cabines de imprensa da Arena Barueri é impressionante. Basta abaixar um poucos os olhos para se ver um estádio moderno, projetado para abrigar algum jogo da Copa do Mundo de 2014. Sonho que não vai se realizar, é lógico. Quando os olhos estão mirando as arquibancadas em frente, o que se vê é uma enorme favela, que leva à pergunta inevitável: não haveria nada mais importante a se fazer em Barueri do que um estádio de futebol? Ou outra questão: vale a pena manter um time de futebol com muita verba oficial?"

Outro herói anônimo da saga corintiana é Rafael Santos Silva, o Dog.

Tinha 25 anos quando viu o time cair para a segunda divisão e prometeu acompanhar todos os jogos na Série B.

Dog assistiu os 20 primeiros.

No domingo, um dia após a vitória sobre o CRB por 2 a 1 em Maceió, foi fazer um passeio em uma praia, distante 66 km da capital, caiu no mar, afogou-se e morreu. O presidente do Corinthians, registra Menon, foi ao enterro de Dog. Os pais do jovem, para cumprir a promessa dele, assistiram os demais 18 jogos do time na Série B.

Há outros personagens fascinantes nesta epopéia.

Gente como René, goleiro do Barueri e sócio número 20.070 da Gaviões da Fiel.

Ou L., 18 anos, interno da Fundação Casa, ex-Febem, que assistiu ao lado do ex-craque Zé Maria a vitória sobre o Ceará por 2 a 0, jogo que garantiu a volta do Corinthians à Série A com seis rodadas de antecedência.

Enfim, num ano que tinha tudo para ser uma página a ser esquecida, o Corinthians venceu 45 partidas - foi o time brasileiro que mais venceu - e transformou sua saga num evento memorável, que este livro ajudará a eternizar na memória do torcedor. 

Por Juca Kfouri às 00h17

Hoje e amanhã

Por KÁTIA RUBIO*

Hoje, no SESI Brasília (SIA trecho 02 - Lote 1.125) , e amanhã, em São Paulo, a partir das 19h, na Livraria da Vila, na rua Fradique Coutinho, estarei lançando meu mais novo livro "Joaquim Cruz - Estratégias de preparação psicológica: da prática à teoria", pela Ed. Casa do Psicólogo.

Estamos aproveitando a presença do Joaquim Cruz no Brasil para esse lançamento, que foi a decorrência natural de um outro projeto.

Ao realizar a pesquisa "Do atleta à instituição esportiva: o imaginário esportivo brasileiro", encontrei com Joaquim Cruz, medalhista de ouro na Olimpíada de Los Angeles, em 1984, nos 800me prata em Seul, quatro anos depois, para que ele me contasse sua história de vida.

Para minha surpresa não só ele me contou sua história como a contou em detalhes em uma entrevista que precisou de dois encontros e somou quase oito horas.

Como psicóloga que sou os detalhes de procedimentos de treinos, a preparação para a competição, as estratégias utilizadas nas provas e os procedimentos adotados na superação das cirurgias e tratamentos de lesões não me passaram despercebidos.

Ao final da entrevista pedi permissão a Joaquim para que eu pudesse fazer uso daquelas informações para escrever um artigo científico
sobre estratégias mentais e preparação psicológica em competição de nível olímpico.

Depois de pensar um pouco Joaquim ousou um pouco mais e me desafiou a pensar um livro.

Após um lapso para pensar em todas as outras coisas já agendadas achei que seria possível utilizar os procedimentos adotados por Joaquim ao
longo de sua carreira esportiva e comentá-los e analisá-los sob a ótica da Psicologia do Esporte.

"Joaquim Cruz - estratégias de preparação psicológica: da prática à teoria" é um livro teórico e prático que se propõe a apresentar as estratégias psicológicas utilizadas por Joaquim Cruz, atleta duas vezes medalhista olímpico, com uma carreira que marcou a história do atletismo mundial.

Nele será possível encontrar indicações de como controlar a ansiedade competitiva mantendo o nível de ativação necessário para o bom desempenho no momento da prova; como manter a motivação elevada em períodos de treinamento árduo; como superar a lesão e o período pós-operatório e retornar ao treinamento; como se retirar da vida competitiva e continuar a fazer planos para o futuro, tendo uma existência digna.

Espero que ele possa contribuir para aqueles eu praticam esporte, que estudam a Psicologia do Esporte ou que tenham curiosidade em conhecer as
estratégias utilizadas por alguém que por muito tempo viveu próximo do limite, sem fazer uso de nenhum outro recurso que não sua vontade e
habilidade.

Poucos foram aqueles que puderam conquistar uma medalha olímpica de ouro.

Menos ainda aqueles que se dispuseram a compartilhar essa experiência.

*Kátia Rubio é bacharel em Jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social Casper Líbero (1983) e psicóloga pela PUC-SP (1995). Fez mestrado em Educação Física pela EEFE-USP (1998), doutorado em Educação pela FE-USP (2001) e pós-doutorado em Psicologia Social na Universidade Autônoma de Barcelona. Atualmente é professora associada da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo, orientadora nos programas de Pos-graduação da EEFE-USP e FE-USP e coordenadora do curso de especialização em Psicologia do Esporte do Instituto Sedes Sapientiae. Coordena o Centro de Estudos Socioculturais do Movimento Humano da EEFE-USP, é presidente da Associação Brasileira de Psicologia do Esporte e editora da Revista Brasileira de Psicologia do Esporte. Tem 12 livros acadêmicos escritos e organizados na área de Psicologia do Esporte e Estudos Olímpicos abordando os temas psicologia do esporte, estudos olímpicos, psicologia social do esporte, psicologia do esporte aplicada e esporte e cultura. É membro da Academia Olímpica Brasileira.

Por Juca Kfouri às 00h06

16/12/2008

O triste e estranho sabor de um título

Por DIEGO PORTO DEL CISTIA NIETO

O sexto título nacional do São Paulo causou em mim sensações estranhas.

 Emoções, por diversas vezes, podem ser conflituosas.

 As lembranças também.

O dia da conquista do título me traz alegria.

Mas me traz também um sabor amargo. Um sabor triste que, tenho certeza, me acompanhará pelo resto dos meus dias.

Terminado o jogo, uma lágrima saiu de meus olhos. Não de felicidade, mas sim do turbilhão que a emoção e as lembranças nos trazem.

Nasci em uma família de torcedores do São Paulo (lado materno e paterno).

Costumo brincar que meu pai, tanto no meu nascimento, quanto no do meu irmão, nos colocou na janela do Einstein (hospital ao lado do Morumbi), com os olhos brilhando de felicidade, e nos mostrou o templo de nossas futuras paixões.

Meu pai não era muito de ir ao estádio, mas sempre acompanhou os jogos comigo e com meu irmão.

A primeira vez que fui num estádio, foi com meu tio Molina. Fomos muitas vezes juntos. Eu, ele, meu irmão e meu primo.

Independente de irmos ao campo, sempre acompanhávamos os jogos (e aqui somava o meu pai).

Sempre falávamos do nosso time, respirávamos o tricolor.

Em 2004 perdi o "Seu" Arley (meu pai) vítima de um ataque cardíaco.

 A vida deu esse duro golpe. Eu tinha 25 anos, meu irmão 23. O futebol passou a ter um gosto estranho.

Na metade de 2008 perdi o meu Tio Molina em uma dura batalha contra o câncer.

Estranho pensar em futebol sem o meu tio.

Quantas conversas sobre futebol! A primeira ida ao Morumbi (1990), São Paulo e Flamengo. Aquela primeira imagem do campo, da torcida, tantas vezes vista em sua companhia. A explosão e a alegria do gol!

Aproximadamente um mês depois de seu falecimento, o maior golpe de minha vida.

Vìtima da Covardia, da Indiferença e da Violência na qual estamos mergulhados, meu irmão, o Ramon, foi morto em uma tentativa de assalto em minha residência, em Vinhedo, no interior de São Paulo.

Desnecessário falar que muitas coisas perderam totalmente o sentido para mim.

Perdi a conta nos 27 anos de vida do Ramon de quantas vezes vimos jogos juntos. Acompanhei poucas partidas sem estar junto dele, seja pela televisão, seja com o ouvido colado no rádio, como gostávamos de fazer:

-"Caramba, segura a antena do rádio para o som não sumir!"

- " Olha o gol, olha o gol.... PQP! Como ele perdeu um gol desses??"

Sua memória era impressionante. Lembrava de detalhes de jogos assistidos com 10, 11 anos. Lances, faltas, cartões:

-"Diego, você não lembra daquele jogo no qual o Mário Tilico entrou e deu aquele passe?"

-"E aquela bola tirada pelo Antonio Carlos?"

Eu costumava falar para ele que as bolas tiradas pelo Ronaldo Luís em cima da linha não valiam como memória. Eram tantas que não podiam ser contabilizadas. E dávamos risadas...

Foram tantos jogos emocionantes, jogos enervantes, títulos perdidos, títulos ganhos. Quantas alegrias, quantas risadas, quantas vezes ficamos tensos nesses momentos que passamos juntos.

Com receio da violência, deixamos de freqüentar estádio há um bom tempo, o que lamentávamos com freqüência. Porém, acompanhar os jogos, isso nunca deixamos de fazer.

Violência maior que não poder fazer o que gostamos, no caso, freqüentar um estádio? Nunca nos conformamos que era "natural" não poder ir ao campo por causa dela.

Desde que ele se foi, fiquei com um pouco de asco do futebol. Praticamente não consegui acompanhar o fim do campeonato. Ver, ouvir e ler sobre o assunto trazia com força toda sensação de vazio que passou a me acompanhar.

Respirando fundo, consegui acompanhar os últimos três jogos. Os dois que antecederam a final, apenas de relance. A final, eu sentei no sofá e acompanhei.

Os espaços físicos vazios se chocam com os espaços cheios da memória. As emoções também. Seu lugar no sofá ficou lá. Olhei diversas vezes procurando um comentário, uma risada e um desabafo. Gritei gol sozinho. O sabor não era o mesmo. A emoção estava esvaziada. Até o Muricy deixou escapar uma lágrima! Fiquei espantado e procurei o Ramon de novo, em vão.

Ao apito final do juiz me vi sozinho, sem o meu companheiro de jogo, sem meu companheiro de vida, sem meu irmão.

Uma lágrima saiu.

Apesar do título, não era de felicidade.

Fiquei parado, olhando o vazio, a televisão ligada.

Acreditar em que?

Na eficiência da (in) segurança pública?

Na humanidade presente numa pessoa com menos de 18 anos que atirou no meu irmão e que, provavelmente, nunca vai ser pego pelo que fez e que vai continuar fazendo e fazendo?

Na imprensa sensacionalista que muitas vezes presta um (des) serviço?

Na polícia que também atua de modo covarde, como vimos no caso do torcedor que morreu no fim de semana da decisão do campeonato e que, novamente e, infelizmente, não vai ser o último caso?

Acreditar em "autoridades" que fedem ganância e hipocrisia? Narcisistas sedentos de poder e de dinheiro público com aquele sorriso falso e amarelo?

Recuso-me a acreditar que é natural um menino entrar em casa e matar covardemente meu irmão.

Recuso-me a acreditar que é natural não poder ir num estádio por causa da violência (policial ou não).

Recuso-me a acreditar no ponto em que chegamos.

Ando com nojo do meu país.

Se um dia a oportunidade aparecer, vou embora sem pensar.

Diego Porto Del Cistia Nieto, 29 anos, historiador.

Por Juca Kfouri às 14h31

Em quem você atiraria o seu sapato em 2008?

Nossa nova enquete já está no ar, aí do lado esquerdo da tela.

Como foram apresentadas apenas três opções, dos manda-chuvas do esporte nacional, você, aqui, pode acrescentar quem você quiser.

Já antecipo que o dono do blog, por modéstia, não aceita ser votado...

Por Juca Kfouri às 11h48

Muricy, o bem-amado

Com quase 50% das 1750 indicações, Muricy Ramalho foi eleito aqui o técnico do ano.

José Roberto Guimarães, com o voto do dono do blog, teve 38%.

Seguido de longe por Dunga com 5%, Nélio Moura com 4% e Bernardinho com 3%.

 

Por Juca Kfouri às 11h45

Psicologia Esportiva de verdade

Será lançado hoje, às 19h, na Livraria Sobrado, avenida Moema, 493, mais um livro de uma preciosa coleção de Psicologia Esportiva feita por gente séria.

A Coleção Psicologia do Esporte e do Exercício, abrange trabalhos que apontam para a Psicologia do Esporte e do Exercício, em sua mais ampla dimensão, sem barreiras nem tropeços.

Trata-se de pensar sobre novas propostas de trabalho que, a um só tempo, permitem a convivência do antigo com o novo.

O terceiro volume da Coleção: Futebol, Psicologia e a Produção do Conhecimento, apresenta nove capítulos inéditos de forte poder didático, todos dos respeitados autores MARIA REGINA FERREIRA BRANDÃO, AFONSO ANTONIO MACHADO, JOÃO PAULO SUBIRÁ MEDINA e ALCIDES SCAGLIA.

 

 

Por Juca Kfouri às 09h07

Os 10 mais do Corinthians viraram livro

Hoje, a partir das 20h, no portão principal do Pacaembu, na praça Charles Miller, o jornalista e pesquisador Celso Unzelte autografará seu livro mais recente, pela Maquinaria Editora.

A obra faz parte da coleção Ídolos Imortais e é dedicada aos 10 maiores jogadores do quase centenário Sport Club Corinthians Paulista.

Para elegê-los, Unzelte pediu a outras 10 personalidades corintianas que cada uma escolhesse seus ídolos prediletos e do total definiu os 10 mais indicados.

Que são: Cláudio Christovan de Pinho, Baltazar, Luizinho, Gilmar dos Santos Neves, Roberto Rivellino, Zé Maria, Wadimir, Sócrates, Neto e Marcelinho.

O primeiro livro da coleção já foi lançado e tratou dos 10 maiores do Flamengo.

Unzelte é autor também, entre outros, do Almanaque do Corinthians e seu novo livro além de ser fruto de uma pesquisa de primeira é lindamente ilustrado.

Os corintianos que não se queixem da ausência de Ronaldo Fenômeno, porque se nem Carlitos Tevez está entre os 10 é porque é preciso fazer muito pela camisa alvinegra para merecer tal honraria.

Por Juca Kfouri às 02h08

15/12/2008

Empate!

Com quase 1800 participações, deu empate técnico: 50,86% a favor de campeonatos de pontos corridos e 49,14% a favor de torneios com Mata-mata.

O dono do blog gosta dos dois, razão pela roga que um dia a CBF volte a fazer a Copa do Brasil com todos.

Por Juca Kfouri às 19h56

Senador indicado ao Tribunal de Contas da União responde a inquérito no Supremo Tribunal Federal

Da TRANSPARÊNCIA BRASIL

www.transparenciabrasil.org.br

O senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO), indicado para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas da União (TCU), responde ao inquérito de número 2274 no Supremo Tribunal Federal (STF).

O processo, que está sob segredo de Justiça, se refere a um suposto esquema de desvio de verbas públicas a partir de emendas parlamentares, de acordo com reportagens publicadas pela imprensa.


A partir da ficha de Leomar Quintanilha no projeto Excelências (www.excelencias.org.br/@casa.php?id=30009 ) é possível acessar a página do STF sobre o inquérito 2274 e os textos jornalísticos que tratam do assunto.

O projeto Excelências, da Transparência Brasil, reúne diversas famílias de informação a respeito dos parlamentares em exercício nas principais Casas legislativas brasileiras.

Outros dados sobre o senador Leomar Quintanilha recolhidos pelo projeto Excelências:

Histórico de filiações partidárias: ARENA, PDC, PMDB, PFL, PC do B e PMDB.

Uso de verba indenizatória: R$ 62,6 mil (desde fevereiro de 2008), sendo R$ 51,7 mil com transportes e estadias.

Ressalte-se que o montante embolsado pelo parlamentar a título de "indenização" não corresponde a viagens para participar de eventos representando o Senado nem diz respeito a deslocamentos do senador para seu estado de origem, uma vez que tais despesas são incorridas diretamente pela Casa.

Na página de Leomar Quintanilha no projeto Excelências (www.excelencias.org.br/@casa.php?id=30009 ) também é possível consultar detalhes de sua declaração de bens (quase R$ 2 milhões, em 2006) e de sua prestação de contas referentes às eleições de 2002 e de 2006.

Em 2002, quando se elegeu para o Senado, Quintanilha recebeu doações de apenas três fontes: Comitê Único PFL (quase 90% da arrecadação), Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil.

Em 2006, quando concorreu ao governo de Tocantins, Quintanilha voltou a receber recursos da CBF, que foi o segundo maior doador da campanha.

A maior contribuição veio da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F).

Outras duas empresas doaram. Também constam como financiadoras três pessoas físicas.

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Leomar de Melo Quintanilha e o ex-senador José Jorge de Vasconcelos Lima tiveram suas indicações para o TCU aprovadas pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado no final de novembro.

Na ocasião, José Jorge obteve todos os votos favoráveis enquanto Quintanilha recebeu 14 votos a favor, 9 contra e 2 abstenções.

Em votação secreta, que deve ocorrer esta semana, o plenário do Senado escolherá um dos candidatos.

O nome do vencedor será submetido à Câmara dos Deputados.

Por Juca Kfouri às 13h41

Vitória do bom senso

Com exatas 1500 respostas, 75% dos blogueiros querem o Brasileirão como está, ou seja, em pontos corridos.

Viva!

Agora, a pergunta é outra: do que você gosta mais, de torneios com mata-mata ou de campeonatos com pontos corridos?

Por Juca Kfouri às 11h18

Uma errata de 'apenas' R$ 1.318.814,88...

Ministério do Esporte EXTRATO DE CONVÊNIO Nº 700560/2008 - Nº 240, quarta-feira, 10 de dezembro de 2008  

ESPÉCIE: Convênio que celebram entre si a União, por intermédio do Ministério do Esporte - CNPJ 02.961.362/0001-74 e o COMITÊ OLÍMPICO BRASILEIRO - CNPJ 34.117.366/0001-67.

OBJETO: O presente Convênio tem por objeto a transferência de recursos financeiros para apoio operacional voltado ao custeio de despesas com serviços de tradução juramentada, envio de correspondência/encomenda, cartório, material de expediente, material de informática, hospedagens, passagens aéreas, diárias de viagens e transporte operacional para os Recursos Humanos contratados e responsáveispela elaboração, redação e montagem do Dossiê de Candidatura, bem como custear passagens aéreas, diárias de viagens e hospedagens para Consultores Internacionais e Nacionais, Colaboradores eventuais, Apoiadores da campanha brasileira e personalidades designadas como Embaixadores da Candidatura, para participarde eventos oficiais da Candidatura Rio 2016, visando a candidatura do Rio de Janeiro / Brasil em sediar as olimpíadas de 2016. DESPESA: Os recursos decorrentes do presente Convênio são provenientes do Ministério do Esporte, Orçamento Geral da União, no valor de R$ 3.937.149,54 (Três milhões, novecentos e trinta e sete mil, cento e quarenta e nove reais e cinqüenta e quatro centavos), no Programa de Trabalho 27.811.0181.2360.0001, Natureza de Despesa 33.50.41 e Fonte de Recursos 100, e R$ 6.432,00 (Seis mil, quatrocentos e trinta e dois reais), referente a contrapartida, perfazendo o total de R$ 3.943.581,54 (Três milhões, novecentos e quarenta e três mil, quinhentos e oitenta e um reais e cinqüenta e quatro centavos).NOTA DE EMPENHO: 2008NE900855, de 03 de dezembro de 2008, UG/Gestão: 180002/00001. VIGÊNCIA: O presente Convênio terá vigência da data de assinaturaaté 31/05/2009, para a execução do objeto expresso no Plano de Trabalho. DATA DE ASSINATURA: 08 de dezembro de 2008.SIGNATÁRIOS: WADSON NATHANIEL RIBEIRO, Secretário Executivo,C.P.F: 033.330.476-40, e ANDRÉ GUSTAVO RICHER, Presidentedo COB - C.P.F: 009.749.867-04.       Ministério do Esporte

 

RETIFICAÇÃO - Nº 241, quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

No Diário Oficial da União nº 240, de 10 de dezembro de 2008, na Seção 3, página 133, que publicou o EXTRATO DE CONVÊNIO Nº 700560/2008, onde se lê: R$ 3.937.149,54 (três milhões, novecentos e trinta e sete mil, cento e quarenta e nove reais e cinquenta e quatro centavos), leia-se: R$ 2.624.766,36 (Dois milhões, seiscentos e vinte e quatro mil, setecentos sessenta e seis reais, trinta e seis centavos).

 

Por Juca Kfouri às 00h03

14/12/2008

Barça e Juve

Ontem, no Camp Nou, o Barcelona massacrou o Real Madri e ganhou só de 2 a 0.

Tudo porque Casillas evitou que fosse de oito, numa partida em que os catalães fizeram apenas três faltas no primeiro tempo e os madridistas receberam três cartões amarelos também só no primeiro tempo.

Os gols saíram no segundo e Messi foi vítima de uma caçada impiedosa, dessas que mereciam umas três expulsões e a suspensão do árbitro cúmplice.

O Barça lidera com 38 pontos em 15 rodadas, oito adiante do vice-líder Valencia e 12 na frente do quinto colocado, o Real Madri.

Hoje, no estádio Olímpico de Turim, a Juve enfiou 4 a 2 no Milan, em outro ótimo espetáculo.

O brasileiro Amauri, nascido em Carapicuiba 27 anos atrás, em São Paulo, mas revelado pelo Santa Catarina FC, de Blumenau, fez DOIS gols da bianconera, até porque a defesa rossonera é uma brincadeira.

A Inter lidera com 39 pontos em 16 rodadas, seis adiante da Juventus, em segundo lugar e nove na frente do Milan, em quarto.

Por Juca Kfouri às 19h25

Copa na cabeça

Com quase 1100 votos, 57% dos freqüentadores habituais deste blog preferem, como o dono do blog, as copas regionais aos campeonatos estaduais.

Estaduais que têm história, tradição, que já fizeram todo sentido do mundo, mas que não fazem mais, embora ainda mantenham românticos adeptos.

Por Juca Kfouri às 19h03

Democracia prevalece no Inter e no Palmeiras

Se o sábado marcou o 40o. aniversário do famigerado AI-5, marcou, também, duas belas vitórias da democracia no futebol.

A primeira delas no Inter, quando quase 7500 dos 25 mil sócios com direito a voto deram a vitória à chapa da situação e reelegeram o presidente Vitorio Piffero para seu segundo, e derradeiro, mandato, com mais de 91% dos votos.

Nas próximas eleições coloradas, calcula-se que serão 80 mil os associados com direito de participar.

No Palmeiras, também no sábado, outra vitória democrática, mas com derrota dos propósitos da situação.

Com o total de 1436 votos dos sócios do clube, a situação ganhou de 875 a 561, mas não levou.

Eram necessários 2/3 dos votos  para mudar o estatuto e dar o golpe pretendido pelo atual presidente Afonso Della Monica, que queria prorrogar seu mandato por mais um ano, em clara traição aos princípios que o elegeram sob a marca "Muda, Palmeiras".

Ele já tinha sido frustrado pelos conselheiros e insistiu em tentar com os associados.

Espera-se que tenha aprendido que a alternância de poder é essencial ao jogo democrático.

E o que os situacionistas esperam agora é que não se fragmentem a ponto de perder para a turma de Mustafá Contursi que quer voltar em janeiro.

Por Juca Kfouri às 18h43

O Sport merecia muito mais

Com 6800 respostas, quase a maioria, 48%, optou pelo óbvio: o São Paulo é o maior campeão, na verdade tri/hexacampeão, do ano.

Já 27% de loucos indicaram o Corinthians como tal, claramente também porque a sondagem é feita num portal majoritariamente assinado por paulistas.

Porque quem ganhou o segundo título mais importante do ano, o Sport, ficou com apenas 11%, contra 14% do Inter.

Por Juca Kfouri às 11h27

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico