O blogueiro está em férias.
O blog também, é claro!
E promete resistir às tentações e só voltar a este blog no dia 21 de janeiro, depois de 30 dias de férias, garantia dada pela CLT desde Getúlio Vargas.
Viva 2009!
Por Juca Kfouri às 10h25
No primeiro tempo, o Manchester United levou um susto logo no quarto minuto de jogo, quando a LDU, com Bolaños, perdeu um gol na pequena área.
Depois, no entanto, fez gato e sapato da equipe equatoriana.
Só não fez gol.
Mais por méritos do veterano goleiro Cevallos, 37 anos, que é daqueles que nem inspiram confiança para quem o vê pouco, porque faz defesas atabalhoadas, raramente num tempo só, sem a menor elegância.
Mas ele é goleiro, não manequim. Está ali para evitar gols, não para desfilar.
E evitou uns quatro, sendo que pelo menos uma vez, em cabeçada de Carlitos Tevez depois de cruzamento de Cristiano Ronaldo, fez milagre.
Nem bem o segundo tempo começou e Vidic perdeu a cabeça ao desferir uma cotovelada em Bieler e deixou o time ingês com 10 jogadores.
Era, em tese, a chance equatoriana.
E a LDU, de fato, equilibrou mais o jogo, passou a correr menos riscos e até chances de gol criou.
Numa delas, no entanto, o argentino Manso deixou de servir a um companheiro que tinha tudo para abrir o placar e, no contra-ataque, de castigo, aos 28, Cristiano Ronaldo encontrou Rooney na área pela esquerda e o atacante bateu cruzado, sem chances para Cevallos: 1 a 0, com inteira justiça.
O argentino Manso, aos 44, de fora da área, ainda quase empatou, mas Van der Sar não deixou.
O Manchester United ganhava pela segunda vez o Mundial de Clubes, embora seu técnico, sir Alex Ferguson, diga que se trata de um título inédito, porque o primeiro era apenas a Copa Intercontinental.
Coisas da formalidade britânica.
Para nós, brasileiros, no entanto, mais, digamos, informais, foi a 23a. conquista mundial de um clube europeu, contra 25 dos sul-americanos.
E diante de 72 mil torcedores.
Por Juca Kfouri às 10h23
Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.