Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

31/01/2009

Desculpe, Corinthians

O primeiro tempo no Pacaembu, Corinthians 1, Oeste 0, gol contra de Adriano do time de Itápolis logo aos 2 minutos, foi de doer.

Pior só as atuações de Souza e de Eduardo Ramos, que honra a forma como seu nome aparece nas costas da camisa corintiana: E.Ramos.

Não vi o segundo tempo, pois fui levar minhas netas para casa delas.

E, segundo agora leio e ouvi no rádio, até que o time melhorou, ao marcar com Otacílio Neto, Chicão e Souza, de pênalti, depois de desperdiçar, pelo menos, três gols.

Eu devo dar azar ao Timão...

O Oeste, que estava invicto, fez um gol, quando estava 2 a 0, diante de 15 mil pagantes; 4 a 1.

Prometo não ver nada do próximo jogo, como não vi a goleada em cima do Estudiantes...

Por Juca Kfouri às 19h39

30/01/2009

150 milhões de dólares a menos!!!

Na revista "Vogue RG", de fevereiro, há uma ampla reportagem de Aydano André Motta sobre o caso fundo Madoff, aquele que lesou milionários pelo mundo afora com um esquema de pirâmide que custa a crer que alguém tenha entrado.

Pois bem.

Na reportagem há um trecho que não cita o nome do santo, por impossibilidade de provar, mas que é significativo: "Um dos czares do nosso futebol ficou US$ 150 milhões menos milionário".

Motta sabe quem é e lamenta não poder citá-lo, pelo menos por ora.

Mas ele vive no Rio, embora não seja carioca.

Por Juca Kfouri às 16h24

Não perca!

ATENÇÃO, CORRIGINDO:

No sábado, 7 de fevereiro, às 21h30, na ESPN-Brasil:

 

UMA CANDIDATURA PASSADA A LIMPO

 

POR MARCELO GOMES, editor de programas especiais da ESPN-Brasil

O Brasil Olímpico, uma prestação de contas à sociedade, documentário vencedor do prêmio Embratel de melhor reportagem esportiva em 2008, agora ganha uma nova edição.

É o Brasil Olímpico, uma candidatura passada a limpo" que irá ao ar no dia 7 de fevereiro, sábado, às 10 da noite.

O novo documentário produzido pelo departamento de jornalismo da ESPN Brasil terá duração de duas horas com dezessete matérias especiais.

São mais de cinquenta entrevistados debatendo os assuntos mais polêmicos do esporte olímpico brasileiro.

Atletas, medalhistas olímpicos, dirigentes, deputados federais, senadores, técnicos, gestores esportivos, pesquisadores, professores de educação física e até o presidente da república, Luís Inácio Lula da Silva discutem os rumos do esporte de alto rendimento no país.

"Brasil Olímpico, uma candidatura passada a limpo" nada mais é que o lado obscuro, que não estará no dossiê final de candidatura aos Jogos do Rio de 2016, que será entregue pelo governo federal e o COB ao Comitê Olímpico Internacional no dia 12 de fevereiro.

No novo documentário da l você vai se surpreender com as histórias de bastidores contadas pelas famílias de César Cielo e Ketleyn Quadros. Ele o primeiro medalhista dourado da história da natação brasileira e ela a primeira medalhista olímpica, individual, do Brasil.

Você vai conhecer as histórias de dois boxeadores brasileiros que, por muito pouco, não colocaram no peito duas medalhas olímpicas que não vem há quarenta anos.

Washington Silva entrou no ringue em Pequim com uma grave lesão nos ligamentos do joelho.

Já Paulinho Carvalho, que também fechou a participação como o quinto melhor boxeador do mundo, tem na carteira profissional o registro de faxineiro.

O que mudou na vida destes atletas depois dos Jogos?

Você vai ficar de cabelo em pé, com as declarações desses lutadores.

Os debates passam também pela formação do professor de Educação Física no Brasil, a falta de espaços nas escolas, a falta de uma política nacional de esportes.

Aí você pergunta: "como podemos pensar em Olimpíada no Brasil se não temos um plano nacional de desenvolvimento esportivo?"

As respostas você irá encontrar nas reportagens feitas em todas as arenas e parques esportivos construídos para os jogos do Rio.

Nessa investida descobrimos histórias absurdas de falta de planejamento e má aplicação de dinheiro público nos jogos.

Você vai conhecer o único local, de todos que foram feitos para o pan, onde se pratica esporte.

Falamos também com a equipe técnica do Tribunal de Contas da União, órgão fiscalizador do governo que apresenta revelações bombásticas.

Outras pautas que serão abordadas no programa:

O drama de quem comprou gato por lebre. Os pesadelos daqueles que adquiriram apartamentos na vila do Pan.

A reeleição programada de Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB.

E o desabafo do presidente da Confederação Brasileira de Badiminton, que votou contra a reeleição.

As audiências públicas no Senado e os rumos das leis que regem o esporte no país.

Aliás, foi em uma dessas audiências públicas que Nuzman também entrou para a história como o primeiro cidadão a abandonar uma convocação do senado.

A CPI mista que o Congresso vem mobilizando para investigar os rumos do dinheiro público no esporte.

Lei de incentivo ao esporte. "Só os grandes têm vez". A entrevista com a repórter do "Correio Braziliense" revela a força dos grandes, só dos grandes.

O descaso com o Maria Lenk. A reportagem de Bruno Lousada, do jornal "O Estado de S. Paulo", mostra que o complexo aquático "Maria Lenk" não poderá receber provas de natação, caso o Rio conquiste o direito de sediar os Jogos de 2016.

O estádio João Havelange foi uma boa?

Para o ex-prefeito César Maia que presenteou o Botafogo sim, mas para a população que mora nos arredores do estádio mais moderno do país...

Brasil 2016, vale a pena? Nossos entrevistados mostram os prós e os contras de uma candidatura bilionária.

São muitas questões e muitas discussões num programa que promete abalar as estruturas do esporte olímpico brasileiro.

Imperdível. Um documento para gravar, refletir e cobrar das autoridades um novo rumo para milhares de atletas que lutam para, quem sabe um dia, viver do esporte.

"Brasil Olímpico, uma candidatura passada a limpo" é o lado nebuloso do esporte, que francamente, não gostaríamos, mas temos o compromisso de apresentar.

Por Juca Kfouri às 16h12

Na 'Folha' de hoje

CLÓVIS ROSSI

Instintos básicos

DAVOS - Instinto é instinto. Não adianta trocar a roupa de comunista e de funcionário da sinistra KGB pela de presidente e, agora, primeiro-ministro da Rússia mais ou menos capitalista.

Vladimir Putin conversou ontem com um grupo de jornalistas com o compromisso de que seria "off the records", pelo que só estou autorizado a transmitir o, digamos, espírito da coisa, sem poder usar citações entre aspas.

E o espírito da coisa ficou muito nítido: Putin reage a qualquer crítica ou pergunta que ele acha carregada de uma intenção crítica com um contra-ataque ao país do autor da pergunta.

Quando Anatole Kaletsky, colunista do "Times" britânico, tocou na ferida mais aberta, a dos direitos humanos, ainda por cima falando da morte de jornalistas na Rússia, Putin devolveu com observações sobre violências praticadas, por exemplo, na França e em outros países da Europa Ocidental.
Chegou ao ponto de desejar aperfeiçoamentos nas práticas democráticas e de direitos humanos do Reino Unido, como se fosse comparável o "record" russo e o britânico na matéria, antes, durante e depois do comunismo.

O desagradável é que essa mania, que alguém na sala chamou de "instinto soviético", também aparece em autoridades brasileiras. Ricardo Teixeira, o presidente da CBF, ficou danado quando uma jornalista canadense quis saber o que se faria para garantir a segurança dos visitantes na Copa de 2014 no Brasil, justamente no dia em que o Brasil era escolhido em Zurique.

Respondeu com críticas a um incidente qualquer envolvendo atletas brasileiros no Canadá, como se o problema da violência urbana fosse igual no Canadá.

Putin gabou-se de ter feito a primeira transição pacífica e democrática na história da Rússia.

Não deixa de ser verdade (ou quase), mas o instinto ficou.

Por Juca Kfouri às 14h56

Herrera mosqueteiro

Foi no Mosqueteiro gaúcho que o centroavante argentino Herrera apareceu para o futebol brasileiro.

E foi no Mosqueteiro paulista que ele virou xodó da torcida.

E será no Grêmio mesmo que ele seguirá em sua saga obstinada.

Festa no Olímpico, frustração no Parque São Jorge.

Por Juca Kfouri às 00h09

29/01/2009

Fogão 100%, Peixe 78%

Há vitórias e vitórias só por 1 a 0.

A do Botafogo, por exemplo, contra o Macaé, no Engenhão, no começo da noite, foi simples e convincente, com gol de Victor Simões logo no começo da partida.

Fogão 100% no campeonato.

Já a vitória que o Santos ia conquistando sobre o Mirassol, agora há pouco, na Vila Belmiro, gol de Roni aos 38 do primeiro tempo, era daquelas duras, principalmente de ver.

E o castigo veio no minuto derradeiro, sem direito à nova saída, num frangaço de Fábio Costa, num tiro do meio da rua.

E o Peixe deixou de ser 100% no Paulistinha.

Por Juca Kfouri às 23h25

Dados lançados no Parque São Jorge

As três chapas que vão disputar as eleições corinthianas no próximo dia 14 de fevereiro estão postas.

Pela situação, Andrés Sanchez, com Manoel Félix Cintra Neto na vice, chapa Renovação e Transparência.

Pela oposição, Paulo Garcia e Roque Citadini, na chapa Pró-Corinthians.

E Osmar Stábile, numa terceira chapa, Por um Corinthians Legal.

Pela primeira vez, por incrível que pareça, graças ao novo estatuto do clube, os sócios é que elegerão o presidente e seus vices.

Por Juca Kfouri às 22h41

Keirrison, disparado

A contratação de Keirrison foi considerada por 56% dos 10 mil que responderam à sondagem como a melhor.

Washington teve consideráveis 30% e Ronaldo apenas 14%.

Isto é, o Palmeiras foi considerado o time que fez a melhor contratação de centrovante entre os três grandes paulistanos.

Por Juca Kfouri às 22h35

Mais um passeio alviverde

O Real Potosí é uma baba?

Sim, é uma baba.

E o que um bom time deve fazer quando encontra um adversário tão mais frágil, com alguns jogadores gordinhos e sem nenhuma intimidade com a bola?

Deve goleá-lo, não é?

Pois foi o que, no Palestra Itália lotado, o Palmeiras tratou de fazer.

Ganhou de 5 a 1 com dois gols de Keirrison, o primeiro logo aos 3 minutos, em jogada preciosa deste belo Cleiton Xavier.

O menino Keirrison fez 2 a 0, de pênalti e Marcos saiu mal do gol, permitindo que os bolivianos diminuíssem.

O que poderia enervar o time que passeava em campo, não enervou.

O Palmeiras, com Diego Souza aproveitando escanteio batido por Cleiton Xavier, fez 3 a 1, ainda no primeiro tempo.

E, no segundo, Cleiton Xavier arriscou de longe e fez 4 a 1.

Faltava fazer o quinto gol, para poder ir aos quase 4000 mil metros de Potosí com a vantagem de permitir uma derrota até de 3 a 0.

Porque, lembremos, no ano passado, o Cruzeiro venceu por 3 a 0 no Mineirão e tomou de 5 a 1 na Bolívia.

E o capitão Edmilson fez, aos 46: 5 a 1.

Fatura liquidada.

Fato é que o Palmeiras conseguiu sua quarta vitória em quatro jogos neste ano, apenas uma (1 a 0 no Santo André) apertada.

Depois ganhou de 3 a 0 tanto do Mogi Mirim quanto do Marília.

Cleiton Xavier fez um gol por jogo e Keirrison também marcou quatro vezes.

Exceção feita ao Santo André, foram vitórias contra times frágeis, que ainda não permitem grandes conclusões.

Sim, foram, sim, não permitem.

Mas e os outros grandes que até já empataram também com times fracos?

E, afinal, 12 gols a favor, só um contra e por razão de uma rara falha de Marcos, não são pouca coisa.

Por Juca Kfouri às 22h24

Dualib tem bens bloqueados

Acolhendo solicitação feita pela diretoria do Corinthians, o Juízo da 15ª Vara Criminal, de São Paulo, determinou a inscrição da hipoteca legal - este é o termo técnico - de diversos imóveis do ex-presidente alvinegro, Alberto Dualib.

 

Tais imóveis, que na prática encontram-se bloqueados pela Justiça, poderão ser utilizados para eventual ressarcimento do clube na hipótese de condenação.

 

O bloqueio foi determinado na ação penal movida pelo Ministério Público que imputa a prática da emissão de notas frias.

 

O valor do bloqueio é de pouco mais de R$ 1.400.000 e está vinculado ao prejuízo apontado pelo Ministério Público na denúncia.

 

Não é muito, mas o aspecto moral é o mais importante. 

Por Juca Kfouri às 20h00

Vitória do Flamengo em jogo de lambanças

O Flamengo não jogou bem, mas ganhou, de virada, no fim, do Bangu, em Volta Redonda.

E mereceu.

No primeiro tempo, Juan sofreu pênalti e Obina mandou na trave.

Três banguenses INVADIRAM a área e a cobrança deveria ser repetida.

No segundo, o Bangu abriu o placar EM GOL IRREGULAR (Somália toca impedido na bola) no único ataque que deu e o Mengo foi à luta.

Ibson mandou no travessão, o goleiro do Bangu trabalhou muito e parecia que a derrota viria.

Mas empatou com Marcelinho Paraíba, aos 41, em cobrança de pênalti MUITO duvidoso marcado sobre Maxi.

Desempatou em seguida, mas a arbitragem errou ao dar impedimento de Everton.

Em seguida foi a vez do Bangu marcar e a arbitragem errar de novo, ao marcar impedimento.

Finalmente, aos 45, Ronaldo Angelim aproveitou, de cabeça, a cobrança de um escanteio batido por Paraíba, que entrou aos 14 minutos do segundo tempo, no lugar de Juan.

E foi decisivo para a vitória.

Atualizações: tudo que está em negrito foi acrescentado ao rever os lances polêmicos.

Por Juca Kfouri às 18h28

Palmeiras tem jogo decisivo nesta noite

O Palmeiras precisa vencer com folgas a equipe do Real Potosí na noite de hoje, 20h30, em Palestra Itália.

O time boliviano está longe de ser um esquadrão, mas, no jogo de volta, terá a altitude de mais de 3900 metros ao seu lado, num palco em que é quase impossível jogar futebol, além de ser criminoso.

Por isso, a estréia alviverde na Libertadores vai levar mais de 20 mil torcedores ao estádio, gente que precisa relevar o fato de o time estar em começo de temporada e precisar só de apoio para construir uma vitória tão categórica que torne o jogo de volta quase apenas para cumprir tabela.

Hoje, mais do que nunca, o Palmeiras precisa de apoio, não de críticas.

Comentário para o Jornal da CBN desta quinta-feira, 29 de janeiro.

Por Juca Kfouri às 00h58

A Libertadores é o que importa

Não vi nada.

Passei o dia fora da base, fazendo uma reportagem daquelas que dão gosto em ser jornalista e que, se tudo der certo, será publicada neste domingo, na "Folha de S. Paulo".

Não vi, portanto, nem a goleada do Vasco sobre o Tigres (4 a 0), nem o novo surpreendente tropeço do Flu, 0 a 0 com o Madureira.

Como não vi as vitórias por 2 a 0 do São Paulo, que acabou com a campanha 100% do Guarani, em Campinas, e do Corinthians, sobre o Botafogo, no Pacaembu.

Mas li que não foram bons jogos.

Não importa.

Os estaduais são o que são.

O que importa é o jogo de hoje, às 20h30, no Palestra Itália, quando o Palmeiras precisará vencer bem o Potosi para se livrar do risco da altitude na Bolívia.

Como o estádio deverá lotar, os brasileiros devem começar bem sua participação na Libertadores-2009.

Aliás, é obrigação.

Por Juca Kfouri às 00h36

27/01/2009

Uma luz na vida vascaína

Está fundada a Associação dos Amigos do Vasco.

Composta por empresários de peso como Arthur Sendas Filho, Olavo Monteiro de Carvalho, que é presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro e Francisco Gros, ex-presidente do Banco Central, a entidade tem como finalidade exclusiva saldar a dívida do Vasco que, segundo se estima, está na casa dos R$ 300 milhões, valor que será conhecido com exatidão quando a auditoria que está sendo feita for concluída, coisa que se prevê para março.

O presidente de honra da associação é o governador fluminense Sérgio Cabral Filho.

A idéia central é negociar com os credores do clube e pagá-los com deságio, ou seja, com diminuição do valor da dívida, prática corriqueira ainda mais em tempos bicudos.

A associação diz que não tem cor política e nem aceita membros que tenham funções executivas no Vasco.

E faz questão de sublinhar que não doará dinheiro ao clube nem permitirá que uma eventual sobra seja aplicada em compra de jogadores, mas apenas para pagar o que o Vasco deve e, eventualmente, para erguer um centro de treinamentos.

Os jornais "Globo" e "Valor" deram a boa notícia aos vascaínos nesta terça-feira.

Por Juca Kfouri às 23h30

Noite de Lenny

O time do Palmeiras deu boas-vindas em grande estilo ao novo presidente do clube, Luiz Gonzaga Belluzo.

Ganhou bem do Marília por 3 a 0, com gols de Evandro, no primeiro tempo, e de Cleiton Xavier e Lenny no segundo.

E mereceu mais gols.

Lenny marcou seu primeiro gol com a camisa verde e fez uma bela partida, a terceira do Palmeiras no estadual, 100% no Paulistinha, numa noite em que choveu canivetes em Palestra Itália.

Por Juca Kfouri às 22h23

NOTA

Agradeço e encaminho a KADJ OMAN, autor do texto imediatamente abaixo, as manifestações de solidariedade pela morte de seu pai.

Assim como as de admiração pelo belo texto.

Por Juca Kfouri às 18h35

Pai

Por KADJ OMAN

Em 25 de janeiro o Corinthians fez-se hepta na juventude.

Em 25 de janeiro meu pai partiu.

Nosso último jogo valeu título.

Nosso último jogo valeu tudo.

Eternamente em nossos corações.

São Paulo, de aniversário, chamou São Pedro e, juntos, choraram até não poder mais pela noite de domingo.

Partia um grande amigo.

Pai de muitos, mais do que os dois filhos que teve, e que sempre terá.

Em qualquer dimensão, a qualquer tempo.

Lutadores como você foi.

Que te lembram mais do que espelho.

Se fica o vazio, só não é maior do que a sua presença.

Eterna.

Em tudo.

Em cada vírgula deste texto.

Em cada poro da minha pele.

Em cada hemácea do meu sangue.

Pai, descansa.

Que nunca mais o ar vai faltar pra você.

Te amei mais do que qualquer coisa dizível ou indizível.

Te amo mais do que nunca.

Beijos,

Por Juca Kfouri às 11h29

O que pode significar a eleição de Belluzzo

Não há na história dos últimos 50 anos do futebol brasileiro, se é que um dia houve, nada parecido com a eleição de um intelectual do porte de Luiz Gonzaga Belluzzo para a presidência de um clube tão importante como o Palmeiras.

Belluzzo contou com a torcida silenciosa, para não atrapalhar, das direções dos rivais Corinthians e São Paulo, todos certos de que, agora, o Trio de Ferro voltará a ser.

Porque a direção palmeirense que deixa o poder teve postura fraca na aliança para impor as mudanças estruturais que se fazem necessárias na vida de nosso futebol.

O que se espera daqui para frente é uma atitude mais altiva, e unida, dos grandes paulistas, com reflexos pelo país afora.

O que só aumenta a responsabilidade de Belluzzo, apontado como um dos 100 economistas heterodoxos mais importantes do Século XX, em 2001, e ganhador do Prêmio Juca Pato de Intelectual do Ano, em 2005.

E a sorte é que ele sabe disso.

Por Juca Kfouri às 00h35

26/01/2009

Belluzzo presidente!

Por 145 votos a 123 (mesmo número que Mustafá Contursi teve na última eleição), Luiz Gonzaga Belluzzo é o novo presidente do Palmeiras.

A chapa situacionista só não fez o quarto vice-presidente.

Há luz no fim do túnel. 

Por Juca Kfouri às 23h34

Três pontos! De luvas!

Fw: Homenagem 50 anos

De:
Amaury Pasos Adicionar contato amaury@esbelt.com.br 
Para:
Juca Kfouri Adicionar contato jucakfouri@uol.com.br 
Assunto:
Fw: Homenagem 50 anos
Data:
26/01/2009 18:25
Prezado Juca, para seu conhecimento transmito o sentimento dos campeãoes de 1959 ( os vivos....), de mensagem que enviei ao presidente da CBB, o Grego.
Grande abraço do
 
Amaury
----- Original Message -----
Sent: Monday, January 26, 2009 6:22 PM
Subject: Homenagem 50 anos

 Grego,  tenho a absoluta certeza de estar interpretando o sentimento da maioria dos remanescentes da equipe que conquistou  o campeonato mundial de 1959, ao enviar a você sentimentos de repúdio pela  absoluta nenhuma manifestação, por parte da C.B.B.,  pela passagem do cinquentenário do evento, que se completa neste mês de janeiro. 
Talvez você esteja esperando completarem-se 100 anos, por ser uma data mais significativa, mas observo que dificilmente você encontrará naquela ocasião alguém que possa ser homenageado, com sua exceção, de vez que os iguais a você se perpetuam.
Contudo, ressalto que promoverei uma homenagem aos outros cinco integrantes da equipe num jantar, ao qual convidarei tambem a imprensa e onde expressarei todo meu pesar e desagrado em relação à sua pessoa.
 
Atenciosamente
 
São Paulo, 26 de janeiro de 2009.
   
Amaury Pasos, signatário da presente.
Wlamir Marques
Jatyr E. Schall
Edson Bispo dos Santos
Pedro Vicente Fonseca
deixo de incluir o nome do Waldir Boccardo pois não conseguí contato.

Por Juca Kfouri às 22h40

O Fla-Flu do 31

Por ROBERTO VIEIRA

O campeonato carioca deste ano tem dono.

Desde 1906:

Flamengo ou Fluminense.

O Vasco da Gama tropeça nas próprias chuteiras.

O Botafogo?

Acostumou-se ao vice.

Os demais doze clubes que disputam o estadual são meros apóstolos.

Não fazem milagre.

E já que o campeonato pertence a dupla Fla-Flu, matemática.

Este será o ano do Fla-Flu do 31.

Ambos os clube possuem 30 títulos.

Desde que o futebol do Flamengo nasceu tricolor, mitologia.

O Flamengo procura alcançar o pai.

Édipo.

O Flamengo foi campeão carioca em 1914?

O Fluminense já tinha quatro conquistas.

Na perseguição, valeu de tudo.

Zico, Doval, Dida contra a bola na Lagoa e na barriga.

Pra quem gosta de números, uma dica.

Nos anos terminados em 9, o Fluminense venceu 4 vezes.

1909, 1919, 1959 e 1969.

E o Flamengo também: 1939, 1979 e 1999.

Uai, não foram 3?

Pois é.

O Flamengo é o único clube do mundo bicampeão no mesmo ano: 1979.

Ano de anistia.

Ano em que o Rio engoliu a Baía de Guanabara...

Por Juca Kfouri às 01h22

Na 'Folha' de domingo

JUCA KFOURI

Mais caro, mais escandaloso, mais...


O COB e o Ministério do Esporte fazem da Rio-2016 um escárnio sem fim com o nosso suado dinheirinho



N ÃO HÁ limites para a voracidade do COB e do PC do B, que aparelhou e controla o Ministério do Esporte.

Não há dia em que o "Diário Oficial" da União não traga a oficialização de gastos e mais gastos.

O lema olímpico, "mais alto, mais forte, mais rápido", que, aliás, ofende o movimento paraolímpico por motivos óbvios, encontrou nova definição diante do apetite gastador do COB e do ministério.

Mais caro, mais escandaloso, mais vergonhoso e muitos outros mais, entre estes, mais cínico, mais hipócrita, mais mentiroso e mais certo da impunidade.

Sim, porque, enquanto gastos desmedidos são aprovados até para comprar a roupa dos cartolas que viajam de primeira classe para cima e para baixo, vemos que nada do que se prometeu para o Pan-2007 foi de fato cumprido, além das notícias de que até quem embarcou no engodo de comprar apartamentos na Vila Pan-Americana, empreendimento capitaneado por amigo do rei, está querendo o dinheiro de volta devido à precariedade e à insalubridade da obra.

E o Tribunal de Contas da União, que ensaiou ser rigoroso, mais de um ano depois do fim dos Jogos, parece ter enfiado o rabo entre as pernas e aquietado.

Um saudável movimento de grandes empresários que queriam assumir o comando das ações foi devidamente sabotado pelo governo fluminense e pelo presidente do COB, transformando a dupla caótica Orlando Silva Jr./Carlos Arthur Nuzman num trio não menos terrível.

E tudo por um projeto que tem tanta chance de ser vitorioso como tem o sertão de virar mar e o mar de virar sertão.

Não bastassem os planos grandiosos de construção de estádios pelo país afora para a Copa de 2014, que, ao menos, deverá mesmo acontecer no país, temos que conviver com a fantasia olímpica.

Enquanto isso, ginastas como Diego Hypólito e Jade Barbosa ficam ao relento, sem patrocínio e sem clube, para não falar da educação, da saúde etc.

Márcio Braga, o original, não o que está aí, um dia disse que João Havelange tinha casado a filha com o presidente errado, alusão ao matrimônio dela com o cartola da CBF, e não com o então mandachuva da CBV.

Hoje, provavelmente, não diria mais.

Porque, depois de ter brilhado no vôlei, Nuzman virou uma caricatura perfumada de si mesmo no COB, à altura das trapalhadas de Ricardo Teixeira, com quem não se dá.

E Orlando Silva Jr., ao carregar a mala de um cartola para cá e do outro para lá, enrola-se nas Timemanias da vida, de fracasso em fracasso, um bolerão digno do saudoso cantor das multidões.

Nunca dantes neste país...

Para a eternidade
Se o TCU emudece sobre as contas do Pan, a polícia paulista espera que todos se esqueçam do episódio do gás no Palestra Itália e da confusão no aeroporto de Congonhas.

Há, porém, quem não esquecerá...

Mentir e omitir
Andres Sanchez certa vez disse que poderia omitir, jamais mentir.

Pois tem se omitido ao ser, aparentemente, pego em diversas mentiras.

Fica feio, muito feio.

Por Juca Kfouri às 01h05

No 'Estadão' de domingo

A escolha de Kaká 

Por Ugo Giorgetti 

Talvez eu tenha chegado um pouco tarde para comentar o caso Kaká, que já ameaça sair completamente dos noticiários.

Ainda assim vou arriscar.

Por vários motivos esse jogador me intriga e tento, certamente em vão, entender a razão de muitos de seus procedimentos.

As razões dos atos humanos são, na maioria das vezes, ininteligíveis, inclusive para quem os pratica.

Mas Kaká me parece bastante determinado e suas ações indicam um caminho.

Delas, a que causa mais perplexidade é sua adesão incondicional a uma polêmica religião que acaba de ocupar os noticiários por razões lamentáveis.

Adesão incondicional é algo fora de moda no mundo atual.

Ninguém mais, pelo menos no Ocidente, se entrega inteiramente a uma causa, muito menos a uma fé.

Por isso a maneira visceral com que o jogador se dedica à sua fé, sem passá-la pelo crivo da razão ou de qualquer crítica, aceitando-a em bloco e inteiramente, é algo raro, que causa surpresa e, em alguns círculos, reprovação.

Kaká parece nada ver e nada ouvir.

Os fatos e informações divulgados sobre sua religião parecem interessá-lo pouco.

Sua fé é de um cristão da Alta Idade Média.

Isso tem explicação? Quem sabe?

Desde muito cedo Kaká vive num mundo de loucura total, onde se sobe e se desce com a mesma velocidade.

Num mundo em que o jogador deve ser um ator que não pode fugir de alguns textos decorados sob pena de sair do espetáculo, num mundo em que vê amigos, jovens cheios de alegria, virarem, na melhor das hipóteses, senhores balofos aos trinta anos, cheios de dinheiro e tédio.

Kaká tenta evitar tudo isso.

Ele cumpre o ritual, faz comerciais e dá sorrisos, mas, creio, tenta salvar alguma parte de si mesmo.

Esse episódio em que desistiu da milionária proposta inglesa é bem elucidativo do mundo em que tem de viver.

Certamente seu estafe de auxiliares deve ter-lhe fornecido informações abundantes sobre o xeque, dono do Manchester City.

Diante das informações que naturalmente recebeu sobre o insano xeque que, no meio de uma crise que devasta instituições e desemprega milhões de pessoas, se dispõe a gastar 100 milhões de libras com um jogador de futebol, Kaká preferiu ficar no Milan.

Essa decisão fala muito sobre o xeque, porque ficar no Milan é ficar com a mesma loucura, em forma um pouco diferente.

Quem duvidar por favor procure no globoesporte.com, e verá uma cena inacreditável.

A decisão de que Kaká preferiu ficar na Itália é dada em primeira mão num programa de esportes em que os jornalistas que aparecem, pelo menos os que vi, podiam fazer parte, honrosamente, do elenco do filme Gomorra.

No programa entra no ar a voz do Primeiro Ministro de um dos sete países mais industrializados do mundo para anunciar a boa nova: Kaká fica.

Um dos jornalistas se põe a gritar e a chorar histericamente, a ponto de lhe ser cortado o microfone para que o premiê da Itália pudesse concluir.

E Berlusconi conclui em grande estilo, com uma frase, tratando-se de quem se trata, digna de Billy Wilder ou de Mario Monicelli.

Conclui Berlusconi - logo ele! -, a voz embargada de emoção: "Dinheiro não é tudo na vida."

Nem Totó faria melhor.

Nem Alberto Sordi tonaria a frase mais patética.

Se a opção que o mundo lhe propõe é escolher entre Berlusconi e o xeque, então Kaká está certíssimo em sua fé e realmente a salvação está mesmo em Jesus.

Amém. 

Por Juca Kfouri às 01h03

Na 'CartaCapital'

Não, obrigado

Por Sócrates

Queria dividir com vocês um convite que me foi feito, o qual me sinto incapaz de aceitar. Há algumas semanas, fui convidado para fazer parte do Conselho Nacional do Esporte (CNE). Brasileiro inclusive no sobrenome, incomoda-me ter de rejeitar a oportunidade de talvez participar de sonhadas alterações nos rumos da nossa (?) política (?) desportiva. Mas não há como!

Relembro abaixo algumas das posições do ministério que deveria cuidar disso e que é, de alguma forma, o gestor do Conselho para, enfim, demonstrar o porquê da minha decisão. E só o faço aqui porque se trata de uma entidade pública, dedicada a decisões importantes, de interesse público, as quais, portanto, devem ser de conhecimento público. E este é um espaço público.

Há pouco mais de um mês, foi publicado o seguinte: "O ministro do Esporte, integrantes do Comitê de Gestão das Ações Governamentais para a Candidatura do Rio 2016 e representantes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) reúnem-se nesta quarta-feira (10/12/08), às 9h30, no Ministério do Planejamento, em Brasília, para ratificar o apoio do governo federal à candidatura da capital carioca aos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016.

"Na ocasião, os representantes de 27 órgãos do Poder Executivo conversarão sobre os objetivos da candidatura e analisarão as garantias que o Brasil precisa oferecer ao Comitê Olímpico Internacional (COI) para demonstrar que tem capacidade de realizar as Olimpíadas. Além disso, os participantes vão discutir a maximização dos legados que ficarão no país após a realização dos Jogos."

Será que não está claro, para o ministério e o Conselho Nacional do Esporte, que esta candidatura só serve aos dissimulados interesses de alguns espertos senhores?

E segue: "O projeto Rio 2016 abrange 34 instalações esportivas, sendo 53% delas (18 instalações) já existentes, 26% (9 instalações) a serem construídas e 21% (7 instalações) temporárias. Como legado esportivo do evento, estão previstos ainda 33 centros de treinamento no Rio de Janeiro e 14 locais de aclimatação e treinamento em outros estados brasileiros. Entre eles, destaca-se o Centro Olímpico de Treinamento (COT), na cidade-sede, com infraestrutura de padrão internacional para o desenvolvimento de 22 esportes, que será referência na América do Sul". Isso só pode ser brincadeira dos que venderam o tal do "legado" do Pan-Americano para os cariocas!

E mais: se analisarmos como é administrado o dinheiro público que o COB recebe, com o aval do Conselho Nacional do Esporte, veremos o que poderá acontecer caso a "tal" Olimpíada brasileira de 2016 aconteça.

De toda a dinheirama PÚBLICA que o COB recebe, muito pouco tem destino obrigatório. Uma parte ao desporto escolar e outra, menor, ao desporto universitário (de difíceis controles, como de resto). Ou seja, o "alto rendimento", ou coisa pior, fica com a maior fatia. Mais que isto: esse "alto rendimento", ou coisa PIOR, através das Confederações, abocanha outros tantos milhões das estatais. Os Correios patrocinam a Confederação de Desportos Aquáticos (natação); a Petrobras, a de ginástica; a Eletrobrás, o basquete; o Banco do Brasil, o vôlei, e por aí vai.

Mesmo com toda a estratégia de bom relacionamento do Ministério do Esporte e do servil Conselho Nacional do Esporte, vejam como a recíproca não é verdadeira: "O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, alegou compromisso para abandonar a audiência pública no Senado, após breve apresentação, em Brasília. Na reunião, deveriam ser discutidos os resultados do Brasil na Olimpíada de Pequim e os recursos públicos ao esporte.

"A atitude de Nuzman, classificada de 'incomum' e 'deselegante', provocou mal-estar entre os senadores. Nuzman questionou o convite a Murray Neto aos membros da Comissão de Educação, Cultura e Esporte. Ao ouvir a confirmação de que o colega, que põe em dúvida licitações e convênios da entidade, participaria da reunião, pediu que sua apresentação fosse logo a primeira. 

"Os senadores ao serem informados por Nuzman de que ele teria de se ausentar devido a um 'compromisso' e que o COB responderia depois às questões dos pobres representantes do povo brasileiro, vários protestaram." (Como se ingênuos fossem; o Estado é que deveria ser o gestor dessa coisa toda!)

Já o Conselho Nacional do Esporte deveria ser composto só de educadores e sanitaristas (e não por quem vive e enriquece nesse meio), pois aí sim o Estado brasileiro poderia utilizar o esporte como promotor de saúde e ferramenta fundamental para educar todo o nosso povo.

Da CBF, nem quero pensar!

Sócrates

Por Juca Kfouri às 00h54

25/01/2009

São Paulo abre, Manaus recebe

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, passará por São Paulo neste meio de semana, será recebido por José Serra e, provavelmente, anunciará o óbvio:

São Paulo será a sede da partida inaugural da Copa de 2014 e Manaus será a sede amazônica da Copa, deixando Belém de fora.

Tudo porque Manaus é a capital amazônica mais conhecida no mundo e porque São Paulo, apesar das pretensões de Brasília e Belo Horizonte, é a cidade economicamente mais importante do país.

Pesa, ainda, o favoritismo de Serra nas próximas eleições presidenciais.

Sempre é bom agradar aquele que poderá estar no cargo durante a Copa.

Por Juca Kfouri às 21h47

Zebras fluminenses e apitos incompetentes

No Grupo A, Vasco, ontem, e Fluminense, hoje, perderam.

O Vasco porque ainda perderá muito até se achar, mesmo em casa, como na derrota diante do Americano por 0 a 2.

E o Fluminense porque o Cabofriense o surpreendeu com bela atuação, em Cabo Frio, na vitória por 3 a 1.

O Flu teve tudo para empatar 2 a 2, mas esbarrou em ótimas defesas do goleiro Flávio e tomou, no contra-ataque, o terceiro e fatal tento adversário.

Já no Grupo B, os grandes venceram.

O Botafogo, fora de casa, deveu sua vitória por 2 a 1 diante do Boavista a dois gols de Maicosuel, um deles nos acréscimos, e a uma ajudazinha da arbitragem que anulou um gol legal do time de Saquarema.

E o Flamengo, no Maracanã, hoje, só ganhou do Friburguense por 1 a 0, gol de Juan, porque a arbitragem viu impedimento num lance em que o autor do gol, Vitor Hugo, tinha pelo menos três rubronegros a lhe dar condição de jogo.

Por Juca Kfouri às 21h16

Virada santista

O Santos dormiu durante quase toda a partida, em Bauru, e perdia com justiça para o Noroeste por 1 a 0.

Aí, no fim, acordou com um gol meio achado por Rodrigo Souto e virou com um pênalti cobrado por Kléber Pereira: 2 a 1.

E mereceu porque o Norusca teve medo de ser feliz.

Por Juca Kfouri às 21h05

Vitórias dos grandes

O São Paulo não jogou bem no primeiro tempo, no Canindé, e a Lusa saiu atrás no intervalo merecendo melhor sorte, com milagre de Rogério Ceni e bola no travessão.

Mas o segundo tempo foi tricolor, que viu Washington fazer o segundo gol, de cabeça, depois de ter participado do primeiro e vê-lo atribuído para ele.

Preocupante, apenas, a contusão de Rogério Ceni, que já não é nenhum garoto.

Já em Bragança, o Corinthians não correu nenhum risco diante do Bragantino, perdeu muitos gols e fez um, com Lulinha, no segundo tempo, o suficiente para voltar vitorioso.

É a marcha, ainda lenta, do Paulistinha.

Por Juca Kfouri às 19h14

HepTimão!

Na 14a. finalíssima de que participa da Copa São Paulo de futebol júnior, o Corinthians conquistou seu sétimo título.

O Fluminense, que poderia empatar em número de conquistas se chegasse à sua sexta façanha, ficou nas quartas-de-final, ao ser derrotado exatamente pelo Timão, por 3 a 0.

O centrovante Fernando Henrique, aos 32 do segundo tempo, fez o gol que abriu a vitória e Jadson, seis minutos depois, em lindo gol, fez 2 a 0, para desconto instantâneo do Atlético Paranaense, com Patrick.

Até o 0 a 0 sair do placar o Corinthians tinha criado ao menos três chances agudíssimas de gol, contra apenas uma do rubro-negro que, no entanto, foi vítima, aos 11 do segundo tempo, de uma expulsão rigorosa, mas correta, do zagueiro Bruno Costa -- em nome de uma cotovelada que foi mais um "chega pra lá" com a mão.

Aos 41 foi a vez de Boquita, do alvinegro, ser expulso e, aos 49, Guilherme deixou o Corinthians com apenas nove jogadores.

O Furacão, que tinha virado para cima de Cruzeiro, no jogo mais sensacional da Copinha, e do favorito São Paulo, botou pressão em busca de novo heroísmo, mas em vão.

Campeão em 1969, 1970, 1995, 1999, 2004 e 2005, o Corinthians fez a festa no 455o. aniversário da cidade de São Paulo.

Por Juca Kfouri às 12h56

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

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