Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

14/02/2009

De como se descobriu uma possível filha de Lêonidas da Silva

Sábado, 14 de fevereiro de 2009, 07h57

A incrível história de Cleuza e o Diamante Negro

Lecticia Cavalcanti

Do Recife (PE)

Leônidas da Silva foi um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos. Fazia gol de todo jeito. Até sem chuteira, como na prorrogação do jogo contra a Polônia. E de "bicicleta", também. Para seus admiradores, era o "Homem Borracha".

Raymond Thourmagem, da revista Paris Match, deu-lhe nome definitivo - "Diamante Negro". A Lacta aproveitou e lançou logo depois da Copa do Mundo de 38, na França, um chocolate com o mesmo nome - preto (como ele), com castanha de caju, mel, cacau, glicose, manteiga de cacau, em embalagem também preta e o desenho de um diamante. Para ser, desde então, o mais vendido do Brasil.

Leônidas morreu aos 90 anos, em janeiro de 2004, depois de passar dez anos numa clínica geriátrica em Cotia (São Paulo), com o Mal de Alzheimer. E sem deixar filhos, ao menos oficialmente. Teve um menino, Leônidas da Silva Jr - que morreu afogado em Niterói, aos 3 anos. E uma menina, Sueli, por ele inclusive admitida como filha, mas que nunca foi legalmente reconhecida.

Em agosto de 2007, escrevi sobre ele; e, em janeiro passado recebi o seguinte e-mail de Marco Antonio Marques:

- Cara Lecticia, li na internet sua matéria sobre Leônidas, O Diamante Negro. E preciso dizer que minha tia (Maria Augusta de Jesus) teve uma filha com ele. Como foi uma traição e ela na época era casada, escondeu de toda a família. Falando só agora pouco antes de morrer. Agora a minha prima (Cleuza Augusta de Aquiles) quer muito saber onde ele está enterrado para que possamos pedir um exame de DNA para que ela possa ser reconhecida como única filha dele. Não por valor material, pois sabemos que ele morreu pobre, sem deixar nada. Mas sim pelo prazer de ser reconhecida, e em sua certidão de nascimento constar o nome do pai. É um pedido simples de uma pessoa simples. Você pode nos ajudar? Desde já agradeço o que poder fazer.

Na tentativa de ajudar Cleuza, entreguei o e-mail a Juca Kfouri - amigo nosso (...).

Juca descobriu o endereço dessa Cleuza, e foi a seu encontro. Segundo ele, em longa matéria publicada na Folha de São Paulo (1 de fevereiro), ela "vive humildemente em Uberlândia, interior de Minas Gerais. Trabalha como diarista durante o dia e, à noite, no serviço de limpeza da prefeitura local".

"Ganho um salário mínimo na prefeitura e mais uns R$ 400 por mês", disse ela. Tem 6 filhos - 5 mulheres (a caçula Lorena, com 13 anos, é muito parecida com Leônidas) e um homem, Marcio, com 23 anos, que não teve sorte como jogador de futebol.

Mais talento têm os filhos de Simone, filha mais velha de Cleuza - Eurípedes, o Branco (21 anos), que trabalha em Paris; e sua irmã Larissa (16 anos) que joga futsal "no time Guerreiras, de seu bairro em Uberlândia, na posição de fixo. E, no futebol de campo é uma espécie de líbero", escreveu Juca Kfouri. Seu sonho é ser jogadora profissional. "Alguma coisa eu desconfiava estar no meu sangue mesmo sem saber bem essa história de meu bisavô", declarou Larissa.

Cleuza tem ainda longo caminho judicial a percorrer, para ser mesmo reconhecida como filha de Leônidas. No físico e no jeito (pelas fotos), eles se parecem muito. Só não se sabe ainda é se, no paladar, também gosta do que Leônidas gostava: bucho com arroz, camarão à paulista, churrasco, cozido, feijoada, macarronada, moqueca capixaba (sem dendê e sem leite de coco), espaguete com frutos do mar. E doces como ovos nevados, pudim de leite moça, espera-marido.

Seja como for, Cleuza nos deixa uma lição. A de que, apesar de todas as limitações, vale sempre a pena tentar realizar os sonhos. Mesmo aqueles que pareçam impossíveis. Viva Cleuza!

http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3515069-EI6614,00-A+incrivel+historia+de+Cleuza+e+o+Diamante+Negro.html

Por Juca Kfouri às 23h27

Mustafá definha

Hoje houve eleição para renovar metade dos conselheiros eleitos no Palmeiras.

Dos 76 eleitos, 34 são do grupo do ex-presidente Della Monica, que apóia o novo presidente Luiz Gonzaga Belluzzo.

Outros 25 são do chamado "Muda, Palmeiras", exatamente o grupo de Belluzzo.

E a turma de Mustafá Contursi viu-se reduzida a 17 eleitos.

O Palmeiras nada de braçada.

Por Juca Kfouri às 21h46

100% molhados e suados

Sob chuva, com gramado pesado no Pacaembu, o time reserva do Palmeiras, com Marcos, inseguro, de volta ao gol, fez um primeiro tempo equilibrado com o Paulista.

Sem brilho e sem gols. E com 7 mil torcedores.

No segundo tempo tratou de buscar a vitória para manter a campanha 100% no campeonato estadual.

E conseguiu, graças a um belo gol de Evandro, aos 21.

Verdade que sofreu, porque o Paulista saiu atrás do empate, obrigou Marcos a fazer pelo menos duas defesas difíceis, ele que havia saído mal da meta duas vezes na primeira etapa por falta de ritmo, e até bola na trave mandou.

Pelos 90 minutos, mais justo teria sido um empate.

Pelo conjunto da obra, resultado irretocável.

Os titulares, afinal, estão no Equador, onde vão enfrentar a LDU.

Por Juca Kfouri às 18h50

Sanchez reeleito

2415 sócios votaram na eleição corintiana.

1615 deram a esperada vitória à chapa da situação, de Andrés Sanchez.

A oposição teve apenas 800 votos -- 586 para Paulo Garcia e 214 para Osmar Stábile.

O favoritismo da situação era tal que nem precisava ser criado o clima de intimidação que se criou com os membros de torcida uniformizada e leões de chácara, além do impedimento de alguns sócios que deveriam ter podido votar e foram proibidos.

Sanchez, que previu ter 70% dos votos, quase acertou na mosca, com 67%.

Que faça agora que tem três anos de gestão pela frente o que prometeu e não cumpriu no seu mandato tampão de um ano.

Por Juca Kfouri às 17h22

Triste Corinthians

Fiz bem em não ir votar na eleição do Corinthians.

Acabo de receber um telefonema de Benjamim Back, que foi impedido de votar.

Por quê?

Não souberam lhe dizer, até porque ele está em dia com suas obrigações de sócio.

"Sinto como se tivesse sido roubado, como se tivessem batido a minha carteira, vítima de um estelionato", disse o Benja, indignado.

Ao não ir votar deixei de ver, ainda, figuras que um dia simbolizaram a "Democracia Corinthiana", como Valdemar Pires e Adílson Monteiro Alves, no papel de bobos da corte.

O segundo, que virou bingueiro, não surpreende.

É como diz Sérgio Scarpelli, que também batalhou na "Democracia Corinthiana", desiludido com os rumos que as coisas tomaram no Corinthians: "o clube acabou".

O sonho, ao menos, de fato.

Por Juca Kfouri às 13h45

Gols aumentariam com cartão azul?

Por HUMBERTO FERNANDES

Sou leitor assíduo deste blog, mas, confesso, nunca me interessei pelas enquetes.

Desta vez foi diferente, quando vi a enquete sobre o cartão azul.

Polêmica.

Votei em "Não", porque os árbitros já são incompetentes o suficiente com dois cartões, imagine com três.

Mas a principal justificativa para o meu voto foi a idéia de que, em um campo de dimensões tão grandes, com tantos jogadores envolvidos, a expulsão temporária não iria causar um impacto significativo no jogo.

No futebol de salão, no hóquei no gelo a medida é justificável; no futebol de campo, não.

Decidido a comprovar (ou rejeitar) a minha idéia, levantei todos os jogos do Campeonato Paulista de 2009, incluída a sétima rodada, e detalhei os gols marcados em cada situação de jogo causada por cartão vermelho.

A intenção era calcular quanto tempo leva para um gol ser marcado em 11 contra 11 e compará-lo com o tempo médio em 11 contra 10.

Eis os resultados:

Tempo médio para marcar um gol em 11 contra 11: 37 minutos e 8 segundos;


Tempo médio para marcar um gol em 11 contra 10: 24 minutos e 6 segundos (perspectiva do time com vantagem numérica);


Tempo médio para marcar um gol em 10 contra 11: 2 horas, 48 minutos e 40 segundos (perspectiva do time com desvantagem numérica);


Tempo médio para marcar um gol em 10 contra 10: 8 minutos.

A base de dados é restrita, porque foram disputados apenas 6.120 minutos de futebol, não considerando para os cálculos os acréscimos regulamentares. Aqui cada jogo teve 90 minutos, invariavelmente.

Foram marcados 151 gols em 5.606 minutos de jogo em 11 contra 11; 24 gols em 506 minutos de 11 contra 10; e 1 gol em 8 minutos de 10 contra 10.

A conclusão é óbvia: em 90 minutos disputados em 11 contra 11, seriam marcados, em média, 2,42 gols.
Já em 90 minutos de jogo em 11 contra 10, seriam marcados 3,74 gols. Diferença satisfatória e empolgante.

No entanto, resta saber como funcionaria o cartão azul.

Excluir um jogador por cinco ou dez minutos não é o suficiente, de acordo com os números.


São necessários mais de 24 minutos para marcar um gol em 11 contra 10.

E eu duvido que o tempo de expulsão seja tão grande.

Enfim, não mudei de idéia .

Os números comprovam o aumento da média de gols mas não me "compram".

A idéia do cartão azul ainda não me agrada.

Ainda mais quando comparada às demais alterações que a International Board deveria promover no esporte, como a imprescindível ajuda eletrônica aos árbitros.


Fonte dos dados: UOL Esporte (resultados dos jogos) e súmulas da Federação Paulista de Futebol (tempo dos gols e dos cartões vermelhos).

Por Juca Kfouri às 11h27

13/02/2009

Adivinhe quem quer que o "caso Tardelli" acabe em pizza?

Decidido pelo STJD que só Marco Polo del Nero deve ser investigado sobre o "caso Tardelli", muita gente começou a ligar para a direção do São Paulo para botar água na fervura e apelar para que o clube não faça carga contra o cartola da FPF.

Entre entre essas pessoas, estranhamente, aquele que sempre diz que o governo federal não pode se intrometer na vida dos clubes e das federações.

Sabe quem?

O ministro do Esporte, Orlando Silva Jr.

Que coisa!

Por Juca Kfouri às 22h42

Pró-memória

Leia, de baixo para cima, o que o blog publicou sobre o "caso Tardelli":

07/12/2008

Caso Tardelli-6

 

Marco Polo del Nero e Reinaldo Carneiro Bastos não se dão bem.

Presidente e vice da FPF apenas se aturam.

Tudo começou quando Eduardo Farah resolveu cair fora da entidade, atazanado que andava com os oficiais de Justiça, seqüelas da CPI do Futebol.

Farah achou melhor desfrutar em paz das benesses acumuladas nos anos de cartolagem e negociou que seria substituído por Bastos, em comum acordo com Nero que, por mais velho, teria o direito estatutário de sucedê-lo.

Na hora agá, no entanto, Nero não cumpriu o acordo e assumiu.

Desde então vive uma relação de mera conveniência com seu vice, algo que, ao que tudo indica, achou de por fim ao revelar as íntimas relações entre Bastos e Juvenal Juvêncio, o presidente do São Paulo.

As secretárias de ambos são muito amigas e por meio delas são freqüentes as cortesias do São Paulo com Bastos que, aparentemente, comete atos generosos com o chapéu alheio, na distribuição de ingressos, convites etc.

Bastos, lembremos, foi acusado pelo famigerado Edílson Pereira de Carvalho de pressioná-lo para manipular resultados.

À época, Bastos prometeu até processar o ex-árbitro banido do futebol.

Neste caso que envolveu o nome de Wagner Tardelli, a secretária de Juvêncio teria, segundo Nero, mencionado o nome do árbitro com um dos destinatários de convites para o show de Madonna.

Escrito por Juca Kfouri às 16h21
[(82) Vários comentários] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Caso Tardelli-5

A versão que parece definitiva para o "caso Tardelli", que poderia ser chamado de "caso Pilatos":

Reinaldo Carneiro Bastos, vice-presidente da Federação Paulista de Futebol, pediu ingressos para o show da Madonna que acontecerá no Morumbi.

A direção do São Paulo mandou, devidamente protocolado, como cortesia.

Marco Polo del Nero, presidente da FPF, soube, e ligou para Ricardo Teixeira, para fazer uma intriga, para mostrar, segundo uma fonte na CBF, "que o São Paulo está sempre fazendo essas coisas, que não deveria, ainda mais na véspera de uma decisão".

Daí o rompimento do São Paulo com a FPF, anunciado na manhã deste domingo.

Teixeira, preocupado com sua imagem que imagina ser hoje melhor do que foi ontem, consultou seus assessores midiáticos, Mário Rosa e Rodrigo Paiva, que o aconselharam, pelo sim, pelo não, a cortar o mal pela raiz e afastar o árbitro, única pessoa que poderia lhe trazer problemas.

E o cartola cogita, amanhã, mandar a FPF se explicar, até porque Nero conseguiu, no ano em que a CBF ganhou a Copa de 2014 no Brasil, estragar o climax do seu campeonato nacional.

Mais ou menos como botar fogo em Roma.

Escrito por Juca Kfouri às 13h07
[(216) Vários comentários] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

06/12/2008

Caso Tardelli-4

Este blogueiro não ficará surpreso se, na segunda-feira, a CBF devolver à FPF o abacaxi que recebeu hoje.

Um abacaxi cada vez mais com cara de laranja.



Escrito por Juca Kfouri às 22h39
[(193) Vários comentários] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Caso Tardelli-3

O presidente CBF teria sido alertado pelo presidente da FPF sobre o tal envelope para Wagner Tardelli.

O presidente do São Paulo se dá apenas formalmente com o presidente da FPF.

Ao fundo, a Copa de 2014 no Morumbi.

Escrito por Juca Kfouri às 20h01
[(138) Vários comentários] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

Caso 'Tardelli' - 2

O São Paulo já chia: o árbitro Jailson Macedo Freitas, da Bahia, que apitará a partida contra o Goiás, foi o único a marcar um tiro livre indireto por seis segundos de retenção de bola da parte do goleiro no Brasileirão 2008.

Marcou para o Grêmio, no Olímpico, em jogo que o tricolor gaúcho perdia por 1 a 0 para o Figueirense e empatou o jogo como fruto da cobrança da falta, que não aconteceu. 

Leia o que este blog publicou a respeito, então, no dia 2 de novembro: "Enquanto o tricolor paulista ganhava bem, o Grêmio sofria um gol do Figueirense aos 8 minutos do primeiro tempo e só empatava no fim do primeiro tempo, graças à invenção do árbitro que viu o goleiro catarinense ficar mais de 6 segundos com a bola, coisa que ninguém marca, mas, pior, coisa que não aconteceu."

Escrito por Juca Kfouri às 19h14 

[(95) Vários comentários] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

 

O mais que estranho 'caso Tardelli'

Escândalos de arbitragem no Brasil não são e nunca foram novidade.

Só na gestão de Ricardo Teixeira este que envolve Goiás x São Paulo é o quarto, considerados o "caso Ivens Mendes", a adulteração da súmula ordenada por Armando Marques no "caso Loebeling", o "caso Edílson" e agora este caso.

Sobram diversas indagações.

1. Como se intercepta um envelope com dinheiro para um árbitro?;

2. Que história é essa de que além do dinheiro havia também convites para o show da Madonna?;

3. Mais importante, se Ricardo Teixeira sabe quem é o autor da coisa toda, por que só divulgará na segunda-feira?.

O que se sabe é que o São Paulo já tinha manifestado preocupação com a escalação de Wagner Tardelli e que foi tranquilizado pela CBF.

Agora estoura isso.

Fosse com time meu só entraria em campo com tudo esclarecido.

Escrito por Juca Kfouri às 18h44
[(171) Vários comentários] [Regras para comentários] [envie esta mensagem]

 

Por Juca Kfouri às 22h22

Responder não ofende

Parcialmente respondida, como se pode ver aqui http://justicadesportiva.uol.com.br/noticia.asp?id=7622 a pergunta sobre que fim levou o "caso Tardelli".

Inocentados os que deveriam ser inocentados e ainda sob suspeita os que tiveram atuação suspeita.

Menos mal.

Por Juca Kfouri às 16h56

Tudo azul para o novo cartão

Com pouco mais de 6400 opiniões, os frequentadores deste blog em sua maioria, 54%, aprovam a eventual inovação do cartão azul no futebol, que passaria a equivaler à expulsão temporária de um jogador.

Por Juca Kfouri às 15h37

Quem vai?

Domingo tem São Paulo e Corinthians, no Morumbi.

Quem vai?

Só quem não tiver amor à própria pele e, pior, se levar alguém, não tiver cuidado com os parentes e amigos.

Porque com o clima que foi criado pela cartolagem dos dois times, só maluco, ou valentão, para ir ao clássico que, na verdade, vale apenas pela rivalidade.

Eu disse rivalidade, não inimizade, nem muito menos rancor, ódio, essas coisas.

O São Paulo ao decidir a carga de ingressos fez o que estava no seu direito.

O Corinthians, ao protestar como protestou, criou um clima ruim.

O São Paulo, ao treplicar como treplicou, definiu o clima de guerra.

Deixou de ser importante saber como Muricy Ramalho definirá a dupla de atacantes, se com Washington e Borges ou com Washington e Dagoberto.

Se Douglas volta ou não ao Corinthians  também é desimportante.

Mano Menezes andou dizendo que era jogo de grandes, como Brasil e Itália.

Muricy Ramalho até concordou sobre a grandeza da partida.

Mas, de fato, os cartolas criaram uma situação que está mais para a Faixa de Gaza.

Uma lástima.

Resta ver o jogo na televisão, ao menos para quem tiver um mínimo de juízo.

Comentário para o Jornal da CBN desta sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

 

Por Juca Kfouri às 00h18

12/02/2009

Jorge Wagner derrota a chateação

Lagartixas caíam das nuvens junto com a água da chuva no Morumbi.

Aí, aos 32, Jorge Wagner bateu uma falta com sua habitual competência, a bola entraria de qualquer jeito mas, antes, resvalou no cocoruto de Rodrigo e o São Paulo fez 1 a 0 na Ponte Preta.

Mais chuva, mais lagartixas e, aos 18 do segundo tempo, outra falta para Jorge Wagner bater.

Então, ele caprichou ainda mais e bateu como se fosse com a mão, dentro do gol de Aranha, todo molhado e, quem sabe, de olho numa lagartixa: 2 a 0.

Aos 40, Márcio Mixirica descontou de cabeça: 2 a 1.

As lagartixas desapareceram como por encanto e Washington teve a chance de fazer 3 a 1 porque, enfim, havia emoção.

A ponto de Danilo Neco quase ter empatado, aos 46, de fora da área.

E mais não houve.

Por Juca Kfouri às 23h35

Pobre Santos

Quando aqui se disse que o Santos tinha contratado mal, sobraram reclamações.

Pois o Santos perdeu de novo, agora para o MAC, em Marília, que estava na rabeira, por 1 a 0.

Márcio Fernandes, QUE CAIU (atualizado os 4 minutos da sexta-feira), pode não ser mesmo o cara certo para o alvinegro, mas, com esse time, nem Felipão dará jeito.

E viva a administração Marcelo Teixeira!

Por Juca Kfouri às 23h26

A incrível noite de Fernando Henrique

Só depois que sai do ar no CBN EC é que pude ver o que aconteceu no 2 a 1 do Fluminense sobre o Americano.

Inacreditável.

Fernando Henrique fez um pênalti idiota aos 35 minutos do segundo tempo, gol de empate do Americano, e sofreu outro, 11 minutos depois, para Conca dar a vitória ao tricolor.

Não tenho dúvidas de que ele sofreu mesmo a falta quando tentava ajudar o ataque e consertar sua lambança.

Como não tenho dúvidas de que ele deveria ter sido expulso de campo ao dar o soco que deu no atacante rival e que valeu, apenas, a marcação do penal.

Por Juca Kfouri às 22h51

A próxima obra do deputado do castelo...

Por PAULO MURILO

"Declaro abertos os  XXXI Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro"

Por Juca Kfouri às 20h37

Pró-memória

Abaixo, a nota publicada neste blog tão logo saiu o resultado que elegeu Roberto Dinamite.

Nenhuma pessoa de bem neste país poderia estar contra ele, mesmo sabedora de suas limitações.

Se agora decepciona, resta considerar que ainda é muito menos ruim que seu antecessor.

E que nem por isso deve ser poupado.

A vida é assim.

"Eurico Miranda morreu. Viva o Vasco!

 

 



 

 
Acabou!

Parece mentira, mas Eurico Miranda acabou.

Roberto Dinamite é o novo presidente do Clube de Regatas Vasco da Gama, 140 votos contra 103!

Que seja feliz e saiba que a simpatia que teve como símbolo da oposição ao nefasto ex-deputado transforma-se, agora, em fiscalização."

Por Juca Kfouri às 11h21

E o Vasco já rachou

Leia abaixo a carta de demissão do vice-presidente do Vasco, que liderou a oposição por meio do MUV, José Henrique Coelho.

Ou Roberto Dinamite desmente com fatos o teor da carta, ou, sem dúvida, é coisa para impeachment.

Os grifos são do blog:

Ao Club de Regatas Vasco da Gama
Exmo. Presidente Carlos Roberto Dinamite

Ratificando nossa conversa telefônica na tarde de hoje, apresento o meu desligamento desta diretoria em caráter imediato e irrevogável.

O motivo do meu afastamento é a incapacidade desta presidência levar adiante os projetos que durante os últimos oito anos defendi e me comprometi a realizar quando apoiei a sua candidatura.

Como presidente do MUV e membro da diretoria administrativa sempre me coloquei como responsável por esta implementação: uma gestão profissional, com organograma adequado, com reuniões de diretoria, com pessoas competentes a frente do trabalho e que através da transparência pudesse assegurar a torcida vascaína, aos novos parceiros e aos investidores a aplicação otimizada dos recursos.

Depois de tanta luta e passados sete meses quero dizer que não vejo mais na sua gestão a capacidade de realizar este projeto mesmo contando ainda com grandes colaboradores em diversas áreas.

As decisões de um presidente não podem seguir a mesma regra de um deputado e Vs.Sas ainda não entendeu isto.

Após a posse e a reabertura do clube aos seus verdadeiros "donos", a torcida vascaína, que foi merecidamente comemorada em todo Brasil, a sua gestão mostrou-se, ao contrário do prometido, incapaz de decidir e de realizar nestes sete meses as transformações necessárias.

Nepotismo nas contratações, fraqueza nas respostas diante da antiga diretoria "deposta pelo povo e pelo voto", fraude de R$13 milhões no orçamento de 2009 apresentado pela vice-presidência financeira ao Conselho Deliberativo, farta distribuição de ingressos, como na antiga gestão, à vontade para os amigos e conselheiros e com medo das torcidas organizadas, ao contrário da vontade dos torcedores, desrespeito aos acordos com o Ministério Público, venda de ingressos "por fora" - caixa dois, com a participação de conselheiros comprometidos, com o conhecimento do tesoureiro e todas as demais vice-presidências, falta de responsabilidade social para com o quadro de funcionários, não só pelos atrasos de pagamento, devido a total falta de recursos, mas também pela falta de critério nos salários dos novos empregados, política errática, falta de planejamento e definição para uso do C.T. no Vasco Barra, contratações para o futebol em 2008 sem ouvir a diretoria e em 2009 sem falar para a diretoria, decisões em reuniões mudadas após qualquer pressão dos "desfavorecidos", além da falta de compromisso com a sobrevivência financeira do clube.

Nenhum ajuste sério foi feito.

Por todas estas críticas de trabalho e por não concordar com a atual gestão me retiro da diretoria, mas tenho a certeza que ainda assim nada poderá ser pior do que os últimos oitos anos de Euricos, Amadeus, valentes, reis e seus cúmplices aqui incluídos os presidentes dos subalternos conselhos do clube que promoveram a atual situação de falência que esta diretoria ainda deve tentar reverter.

Continuo com a certeza de que a derrubada pelo voto da antiga diretoria terá sido o primeiro passo no caminho do nascimento do novo e grande Vasco que todos nós queremos.

Reafirmo por último que nos próximos dias, conforme sempre prometi publicamente, procurarei os meus advogados para encerrar as duas antigas ações movidas contra o clube, em 2003 e 2006, que garantiram a minha readmissão ao quadro social.

Os valores de todas as indenizações que a justiça arbitrou em sentença contra a antiga diretoria e a meu favor estarei abrindo mão em favor do clube.

Este valor que conforme os fofoqueiros de plantão avaliam em R$70 mil serão (sic) devolvidos ao Vasco como mais uma prova de minha lealdade ao clube.

Atenciosamente,

José Henrique Coelho"

 

Por Juca Kfouri às 09h49

Na 'FOLHA', de hoje

 

JUCA KFOURI

Votar no menos ruim


 

O Corinthians, clube mais popular de São Paulo, vai às eleições com três candidatos que não empolgam



FRANCO MONTORO , saudoso governador de São Paulo, dizia que, quando você não gosta de ninguém numa eleição, deve votar naquele que seja o menos ruim.


É exatamente como vejo a eleição presidencial no Corinthians, a primeira com os sócios, cerca de 10 mil, votando diretamente para presidente, o melhor passo dado pela atual gestão, embora, é claro, seja muito pouco sócio para expressar de fato a opinião da Fiel.

Muita gente tem estranhado que, neste espaço, um corintiano tenha apoiado com entusiasmo a candidatura de Luiz Gonzaga Belluzzo à presidência do Palmeiras e se cale diante da eleição alvinegra.

Pois o silêncio está quebrado antes da eleição neste sábado.

Mas não há nenhum Belluzzo na eleição corintiana, infelizmente.

Na verdade, aliás, tanto na chapa da situação quanto na mais cotada da oposição, há dois candidatos à vice-presidência mais palatáveis que os candidatos à presidência, caso de Manoel Cintra, na chapa de Andrés Sanchez, e de Roque Citadini, na de Paulo Garcia.

Porque Sanchez marcou sua gestão pela estupenda reforma do estatuto e pela obrigatória volta à Série A nacional, sem cumprir a maior parte das promessas que fez, sem honrar a transparência que apregoou, cercado de contraventores que passaram a ser seus porta-vozes e incapaz de conduzir o time de futebol à superação, que seria a conquista da Copa do Brasil.

A aventura Ronaldo é ainda uma enorme interrogação e a falta de patrocínio preocupa, embora possa ser anunciada, dizem, a qualquer momento, até como golpe eleitoral.

Na oposição, uma das chapas, a de Osmar Stábile, é tão inexpressiva que parece de aluguel, para enfraquecer a que teria chance.

Sim, registre-se que a situação é favorita disparada.

A chapa de Garcia prima por ser inodora, que não fede, o que é ótimo, mas também não cheira.

Garcia, com quem tive, há 21 anos, séria divergência no campo de seu comportamento pessoal e que acabou com vitória minha na Justiça, sem dúvida amadureceu muito de lá para cá.

E está repleto de boas intenções, além de ter, como Sanchez, um vice (com quem me dou bem) de respeito e muito mais enfronhado nas coisas do clube. Porque, enquanto Cintra respira o banco que preside, Citadini transpira corintianismo não é de hoje e teve, diferentemente de Sanchez, Cintra etc, a coragem e a clareza de se opor à MSI.

O leitor que não é bobo nem nada já percebeu qual seria a minha escolha caso eu fosse votar, coisa que posso fazer, por ser sócio remido benfeitor, por arte e graça dos tempos da "Democracia Corinthiana".

Só que não irei, porque, se Franco Montoro tinha razão, mais certo ainda está o regime que não obriga ninguém a votar, um alívio quando não há entusiasmo.

Além de ajudar na independência crítica, algo que até o professor Belluzzo está cansado de saber, porque passou a ser alvo.

Ele que ouviu de Lula um alerta, sobre o pantanoso mundo do futebol: "Cuidado, se distinga", disse o presidente.


Que, no entanto, contemporiza. Por quê?

Por Juca Kfouri às 09h29

América 2, Europa 0

As datas Fifa de ontem e anteontem sorriram para o futebol sul-americano.

Primeiro, em Londres, foi o Brasil que passou pela Itália, 2 a 0, num confronto de nove títulos mundiais, com direito ao golaço de Robinho.

E ontem, em Marselha, foi a vez da Argentina derrotar a França, também por 2 a 0, num confronto de três títulos mundiais, com direito a um golaço de Lionel Messi.

Tudo bem, foram simples amistosos, embora disputados com vigor.

E ambos no continente europeu.

E nos quais o talento falou mais alto, para alegria dos técnicos Dunga e Maradona, os dois que também brilharam, como jogadores, no futebol europeu.

Comentário para o Jornal da CBN desta quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009. 

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

 

Por Juca Kfouri às 00h17

11/02/2009

Corinthians vence e não convence

No primeiro tempo no Pacaembu, o Corinthians dominou inteiramente o Mogi Mirim, mas, chance de gol que é bom, criou apenas duas e olhe lá.

No segundo saiu Souza e entrou Otacílio Neto.

Melhorou, mas não muito.

Impressiona no Corinthians a ausência de uma jogada que seja no ataque.

Aí, aos 38, o Mogi ficou com 10 jogadores.

Aos 39, então, numa jogada de pura raça e confusa, Lulinha escorregou ao salvar uma bola que sairia pela linha de fundo, Elias tocou de calcanhar e Boquita, que acabara de entrar, fez 1 a 0.

Aos 45, Lulinha ainda sofreu pênalti e Chicão fez 2 a 0, ao marcar seu sexto gol no campeonato.

Mais uma vitória corintiana, até justa, mas inconvincente, diante de apenas 8 mil pagantes, fruto de uma política de elitizar o preço dos ingressos da direção alvinegra.

Por Juca Kfouri às 23h48

Palmeiras sobra na turma

Como tem sido habitual, onde tem Palmeiras em campo tem, também, bom futebol.

E hoje não foi diferente.

Parece até que a presença esmeraldina estimula o adversário.

Porque, em Mirassol, o time da casa criou problemas, levou perigo e era até melhor quando Diego Souza, de falta, abriu o placar para o líder do campeonato.

Verdade que não demorou muito e o Mirassol empatou, também de falta.

Aí, o Palmeiras, que queria ganhar mas sem se desgastar muito porque tem, em Quito, na terça-feira que vem, a campeã da Libertadores, LDU, resolveu acabar com a brincadeira.

E em linda jogada entre Diego Souza e Keirrison, o artilheiro que veio do Coritiba fez 2 a 1, ainda no primeiro tempo.

No segundo, com gramado pesado porque choveu coisa que sirva em Mirassol, o Palmeiras não deu a menor chance.

Fez 3 a 1 em belo gol de Jefferson, noutra jogada de Diego Souza, e seguiu martelando, muito mais perto do quarto tento do que sob risco de levar o segundo.

Que, no entanto, saiu, no último minuto para o time local: 3 a 2.

São oito vitórias seguidas do Palmeiras e, o que é melhor, jogando um futebol que vale a pena ver.

E Palmeiras e Cruzeiro, os dois Palestras, são os únicos times da Primeira Divisão nacional 100% em 2009, porque o Flamengo, com seu time misto, ficou no 2 a 2 com o Boavista, no Maracanã, num jogo que não vi e não gostei.

Por Juca Kfouri às 23h38

É feia a crise

Apesar dos cerca de 1500 alunos, o Instituto Wanderley Luxemburgo está em apuros, aparentemente atingido pela crise que está aí.

Agora sob a administração de José Carlos Brunoro, e a exemplo de outras empresas, o IWL demitiu colaboradores e funcionários para os quais já devia dois meses de salários, mas não pagou nem os atrasados nem indenizou os funcionários com carteira assinada.

Alguns fornecedores se encontram na mesma situação.

Gente que evita aparecer para não sofrer nenhuma retaliação e ficar a ver navios.

Porque o IWL diz que deve, não nega, mas que só pagará quando puder.

Registre-se que o treinador não tem dinheiro no instituto, bancado por um investidor na área da educação e seus sócios.

O técnico cede o nome e empresta sua experiência.

Por Juca Kfouri às 10h21

Perguntar ofende?

À Polícia de São Paulo:

1. Quem fim levou o inquérito sobre o gás no vestiário do São Paulo em Palestra Itália, nas semifinais do Paulistinha do ano passado?

2. Que fim levou o inquérito sobre a confusão no aeroporto de Congonhas, que envolveu torcedores palmeirenses e a delegação do clube, no fim do ano passado?

Ao STJD:

3. Que fim levou o "caso Tardelli", que tinha solução prometida ainda para dezembro de 2008?

AO TCU:

4. Quem fim levou o relatório final do Pan-2007?!!!!

Por Juca Kfouri às 00h16

10/02/2009

Cartão azul

A International Board, que trata das regras do futebol, se reunirá dia 28 próximo, na Inglaterra, para, entre outras coisas, discutir duas propostas:

1. Aumentar o intervalo dos jogos de 15 para 20 minutos;

2. Criação do "cartão azul", que significará, como existe em outros esportes, a expulsão temporária do atleta faltoso.

A proposta é da Federação Irlandesa e não tem, como pode parecer à primeira vista, a intenção de suavizar o cartão vermelho, mas, ao contrário, busca endurecer o cartão amarelo, ou seja, punir com mais rigor as faltas que, normalmente, levam apenas o cartão amarelo.

Responda, ao lado, nossa sondagem a respeito.

Por Juca Kfouri às 22h10

Brasil convence no tira-teima 13

Brasil x Itália.

13o. jogo, cinco vitórias para cada lado, 19 gols para cada seleção, o pentacampeão mundial contra o tetracampeão.

Num palco à altura, o estádio do Arsenal, em Londres.

E sob o patrocínio de uma marca brasileira de cachaça...

Tudo bem.

Se fosse de conhaque ou de uísque, ou mesmo, como é habitual, de cerveja, ninguém reclamaria.

E com a temperatura na casa dos 2 graus, até faz sentido.

O ministério da Saúde é que não deve ter gostado, ainda mais no horário da tarde, o das crianças.

Logo de cara, aos 3, Grosso, em posição legal, fez 1 a 0, mas o bandeirinha engrossou e anulou o gol porque quis anular, porque erra-se em português, inglês, chinês, uma farra.

Depois de um começo desencontrado do time brasileiro, que praticamente não treinou, os comandados de Dunga passaram a valorizar mais a posse de bola e, aos 13 minutos, exatamente aos 13, uma linda triangulação entre Ronaldinho, Robinho e Elano culminou com o gol do ex-santista: Brasil 1 a 0.

Elano é um jogador valioso. E valoroso.

O jogo estava longe de encantar, mais parecia xadrez do que futebol, mas, de amistoso, não tinha nada.

Era pura competição.

E os italianos, mais agressivos do que habitualmente, erravam mais que os brasileiros, talvez surpresos com a marcação nacional, implacável.

E, aos 26, Robinho marcou um gol de placa, de antologia, daqueles de futebol de salão, no espaço de um lenço.

Manchester City 2, ou seria o Santos?, Itália 0.

Marcelo Lippi começava a ver seu sonho de bater o recorde de invencibilidade de um técnico no comando de uma seleção nacional, 32 jogos, ir para o espaço.

Embora para os italianos, assim como para os alemães, o jogo só acabe quando termina.

E Dunga, no banco, talvez pensasse: "Tomara que o Felipão esteja no estádio vendo o meu time...". Com razão, diga-se.

E Zagallo, no Rio, garantia que já sabia, porque no jogo número 13...

Terminado o primeiro tempo, uma constatação: a Seleção Brasileira jogou muito mais do que se poderia exigir dela, algo que, diga-se, é frequente quando enfrenta cachorro grande, seja a Argentina, a Alemanha, ou a Itália.

A Itália voltou com quatro mudanças e o Brasil sem nenhuma.

Saíram Pepe, Montolivo, Di Natale e Gilardino, para entrar Rossi, Perrotta, Camoranesi e Luca Toni.

Também fazia sentido.

Afinal, os campeões mundiais de 2006 perdiam para os campeões mundiais de 2002.

Aos 11 minutos, Júlio César fez sua primeira defesa no jogo, ao interceptar um cruzamento perigoso.

Mas o jogo caía de nível.

Aquilani entrou no lugar de De Rossi, machucado.

Ronaldinho não brilhava, Robinho exagerava e Adriano, isolado, é Adriano e suas limitações.

A defesa é que se virava.

Mas com o jogo sob controle.

Até que, ali, pelos 16, a Itália começou a impor uma certa blitz, e até gol fez, mas usando a mão, desta vez gol bem anulado.

Elano, cansado, deu lugar a Daniel Alves.

A Itália queimou sua última alteração, a sexta, Dossena em lugar de Pirlo.

No time azzurra, que soçobrava,  só sobraram o goleiro Buffon e os quatro zagueiros.

Juan pediu para sair e Thiago Silva entrou em seu lugar.

Alexandre Pato entrou aos 35, no lugar de Adriano.

Aos 36, Luca Toni, na pequena área só não marcou porque Júlio César fez milagre.

A Seleção Brasileira de tanto cozinhar a Itália em banho-maria não dava um chute a gol.

Mas, aos 40, em cobrança de falta, Ronaldinho exigiu boa defesa de Buffon.

Josué entrou no lugar de Gilberto Silva e Júlio Batista no de Robinho, para ganhar tempo.

A Seleção Brasileira saiu do Emirates Stadium com o moral nas alturas.

Notas

Júlio César, pouco acionado, um milagre, 7,5;

Maicon, firme e forte, 7;

Lúcio, o melhor da defesa, 7,5;

Juan, uma falha na saída de bola, mas corrigida em seguida, 7;

Marcelo teve bela atuação, madura, 7;

Gilberto Silva, reconheçamos, não comprometeu, 6,5;

Felipe Melo fez boa estréia, 7;

Elano, o melhor do time, 8;

Ronaldinho foi comum, 6;

Robinho, alguns ótimos momentos, 7,5;

Adriano, um lutador solitário, 6;

Daniel Alves entrou com personalidade, 7.

Thiago Silva, sem ritmo de jogo, atuou por 15 minutos e bem, 6;

Alexandre Pato, Josué e Júlio Batista, sem tempo, sem nota.

Dunga, depois de Portugal golear, e da convincente vitória sobre a Itália, com Felipão a ameaçar, cada vez mais firme em seu lugar, 8,5.

Por Juca Kfouri às 19h40

Verdão imbatível

Com 2000 opiniões colhidas, 78% consideram que o atual Palmeiras não é melhor do que aquele que foi campeão paulista em 1996, com apenas uma derrota, 83 pontos em 90 disputados e 102 gols marcados por Rivaldo, Muller, Luizão, Djalminha, Cafu etc.

Por Juca Kfouri às 11h24

Tempestade em copo d'água

O São Paulo está certo nesta decisão de destinar 10% dos ingressos aos visitantes, como o Corinthians, em seus jogos no Morumbi.

Se mudou uma tradição ou não, de quando a capacidade do estádio era dividida, são outros 500.

Mas no mundo todo é assim e, agora, no Morumbi, há uma porção de lugares já devidamente comprometidos em função de promoções feitas pelo tricolor, o que o obriga a tais cuidados.

Ao Corinthians resta fazer o que já disse que fará: agir da mesma maneira quando o mando for seu. 

E tratar de ter seu estádio...

Por Juca Kfouri às 11h20

09/02/2009

A queda de Felipão

A língua parece ser uma barreira intransponível para os técnicos brasileiros de ponta nos clubes de ponta da Europa.

Primeiro foi Luxemburgo, embora o espanhol seja mais fácil, no Real Madri.

Agora chegou a vez do Felipão.

Em Portugal, sucesso!

Na Inglaterra, queda.

Para quem faz dos esquemas táticos sua grande arma, como Luxemburgo, ou da liderança psicológica, como Felipão, o perfeito entendimento é essencial.

Em clubes menos exigentes, ainda dá.

Nos como Chelsea, Real Madri etc, não tem dado.

A língua do futebol não é tão universal assim.

E o Dunga que se cuide...

Por Juca Kfouri às 14h46

Goooool leeegaaaallll!!!!

Sim, Tiago Silvy marcou um gol legal e mal anulado, o que seria o da virada do Botafogo sobre o São Paulo.

O bandeirinha não teve a coragem de fazer o mesmo que fez o seu colega que deixou seguir o lance que valeu o terceiro gol do Palmeiras.

Dizer que o erro foi escandaloso, no entanto, é tão exagerado como dizer que o pênalti marcado para o Palmeiras foi outro escândalo.

O lance botafoguense é difícilimo, embora caso de habeas corpus preventivo para os bandeirinhas, algo que raramente eles utilizam.

E o de Fábio Costa permite interpretar que, mesmo sem tocar em Keirrison, ele usou força desproporcional e foi imprudente, capaz de quebrar o atacante se este deixa o pé.

Mas, compará-lo ao famoso pênalti que ele cometeu em Tinga quando jogava pelo Corinthians já beira à desonestidade intelectual.

Por Juca Kfouri às 14h18

Hoje tem de novo. Quinta-feira, também!

A ESPN-Brasil reapresentará hoje, às 16h30, o programa "Brasil Olímpico, uma candidatura passada a limpo".

E, de novo, na quinta-feira, num horário melhor, às 21h.

É recomendável não perder.

Em breve,  provavelmente já no próximo fim de semana, o programa deverá estar, também, no canal ESPN 360, na Internet.

O que torna desnecessário ir para o Youtube, como alguns tem pedido.

Por Juca Kfouri às 10h42

Começa a semana de Brasil x Itália

Depois de tanto tempo com amistosos sem graça da Seleção Brasileira, eis que nesta terça-feira nove títulos mundiais vão se encontrar em Londres.

Brasil e Itália, às 17h45, no Emirates Stadium vão jogar pela 13a. vez na história.

Uma história que começa na Copa do Mundo de 1938, na França e que teve seu último capítulo em 1997, também na França.

Em 1938, em Marselha, 2 a 1 para a Itália.

Em 1997, em Lyon, 3 a 3.

Nesta terça, Brasil e Itália vão se enfrentar e estão empatados em tudo.

Menos em número de Copas do Mundo, porque o Brasil é pentacampeão e a Itália é tetra.

Em Copas do Mundo, Brasil e Itália se enfrentaram cinco vezes, com duas vitórias italianas, duas brasileiras e um empate.

Uma das vitórias da Itália, em 1982, na Espanha, foi das derrotas mais doídas do Brasil e abriu o caminho para o tri italiano.

Uma das vitórias do Brasil, em 1970, no México, foi das maiores alegrias brasileiras, a que valeu o tricampeonato mundial.

E o empate também valeu muito, porque valeu, nos pênaltis, o tetracampeonato, em 1994, nos Estados Unidos.

Mas nos 12 jogos entre Brasil e Itália há cinco vitórias para cada lado e dois empates, com 19 gols para cada seleção.

 

Pena que Kaká, que se machucou no sábado, esteja fora do amistoso.

Todos os 12 jogos:

16-06-1938 - 1 x 2 - Copa do Mundo - Marselha (França)

25-04-1956 - 0 x 3 - Amistoso - Milão (Itália)

01-07-1956 - 2 x 0 - Amistoso - Rio de Janeiro (Brasil)

12-05-1963 - 0 x 3 - Amistoso - Milão (Itália)

21-06-1970 - 4 x 1 - Copa do Mundo - Cidade do México (México)

09-06-1973 - 0 x 2 - Amistoso - Roma (Itália)

31-05-1976 - 4 x 1 - Torneio Bicentenário dos USA - New Haven (USA)

24-06-1978 - 2 x 1 - Copa do Mundo - Buenos Aires (Argentina)

05-07-1982 - 2 x 3 - Copa do Mundo - Barcelona (Espanha)

14-10-1989 - 1 x 0 - Amistoso - Bolonha (Itália)

17-07-1994 - 0 x 0 - Copa do Mundo - Pasadena (USA)

08-06-1997 - 3 x 3 - Torneio da França - Lyon (França)

Por Juca Kfouri às 00h01

08/02/2009

0 a 0 e zero no Maracanã

Se o primeiro tempo de Fluminense e Vasco não tivesse acontecido não faria a menor falta.

O segundo, nem tanto.

O Vasco teve Alex Teixeira expulso e o jogo ganhou mais movimentação e emoção, com chances desperdiçadas ou salvas de ambos os lados.

Thiago Neves reestreou sem brilho e o jogo não saiu do 0 a 0, o que praticamente tira o tricolor das semifinais da Taça Guanabara, enquanto o Vasco, a exemplo do Botafogo que, mais cedo, enfiou 4 a 1 no Bangu, está bem perto da classificação.

Mais de 40 mil torcedores mereciam mais.

Por Juca Kfouri às 21h06

Sport fora?

Para quase 5200 blogueiros, o Palmeiras (com 50,44%) e a LDU (com 22,62%) serão os dois classificados do Grupo 1, o mais difícil, da Libertadores.

Apenas 21,50% acreditam no Sport e só 5,43% apostam no Colo-Colo.

O dono do blog discorda.

E aponta Palmeiras e Sport, que deverá fazer nove pontos em casa e beliscar alguns fora.

 

Por Juca Kfouri às 19h16

São Paulo ao seu modo

Hernanes fez um golaço, de fora da área, aos 28

O Botafogo, em casa, empatou, aos 6 do segundo tempo.

Então,  10 minutos depois, Washington compareceu: São Paulo 2, Botafogo de Ribeirão Preto 1.

No último segundo, sem goleiro que tinha ido à área são paulina, Hernanes perdeu a chance do terceiro gol e ainda foi expulso, por segurar um adversário que o desarmou no contra-ataque.

Só vi este lance final.

 

Por Juca Kfouri às 19h10

Palmeiras irresistível

Um massacre no Palestra Itália!

Foi assim que começou o clássico.

Aos 3, Willians perdeu gol certo.

Aos 11, Cleiton Xavier ia fazendo um golaço, mas a bola, caprichosa, saiu raspando a trave.

Aos, 15, enfim, de bicicleta dentro da pequena área, o capitão Edmílson fez 1 a 0, em falha de Fábio Costa.

Que, aos 20, foi punido por derrubar Keirrison dentro da área.

Na verdade, não derrubou.

Keirrison mesmo bateu o pênalti e fez 2 a 0.

Parecia que o Santos é que tinha estado em Potosí.

Show, show de bola no Palestra!

Verdade que, nos últimos cinco minutos, o Santos se encheu de brios e teve duas ótimas chances.

Teria sido até justo fazer um gol.

Placar moral do primeiro tempo:Palmeiras 3, Santos 1.

Com 34 segundos do segundo tempo, Keirrison fez 3 a 0, depois de arremate de Willians rebatido por Fábio Costa.

O menino artilheiro estava ligeiramente à frente, em impedimento portanto, mas daqueles que o bandeira pode mesmo deixar seguir.

O santista, no entanto, por seu lado, também pode protestar, pois dois dos três gols, até ali, foram irregulares, apesar de constatar a inegável superioridade alviverde e, repita-se, o direito de o bandeirinha deixar seguir lances como o do terceiro gol.

Ainda mais que, aos 18, Kléber Pereira, diminuiu, depois de, novamente, o Santos ter rondado o gol esmeraldino, a ponto de mostrar a deficiência da defesa alviverde nas bolas altas.

Aos 20, Willians e Diego Souza deram lugar a Lenny e Jumar, porque o Palmeiras começava a cansar depois da epopéia de Potosí.

Com um pouco de coragem, aos 26, Jumar teria feito 4 a 1, mas preferiu tentar dar para Lenny.

E, aos 27, com um pouco de sorte, Roni teria feito 2 a 3.

Aos 34, Armero perdeu o quarto gol.

Aos 37, Marquinhos estreou, no lugar de Keirrison.

E dois minutos depois, para não perder o hábito readquirido em 2009, ao receber de Cleiton Xavier, Lenny fez 4 a 1.

Ainda bem que bispo está de plantão para ouvir reclamações. 

Com um jogo a menos que os demais, o Palmeiras lidera com um ponto a mais que o segundo colocado, o Corinthians.

Por Juca Kfouri às 18h52

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico