Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

21/02/2009

São Paulo 100% fora e Cruzeiro sem 100%

Num jogo bom de se ver, em Barueri, o Grêmio local, que anda rachado pela briga de seu presidente com o prefeito da cidade, perdeu para o São Paulo por 3 a 1.

Saiu até na frente, logo no começo do segundo tempo, graças à uma furada espetacular de Joílson, mas não resistiu aos cruzamentos de Jorge Wagner, que entrou só para jogar o segundo tempo.

Verdade que no gol de empate, aos 13, Borges não teve o auxílio do companheiro.

Mas no terceiro, aos 22, teve. E como!

Antes, aos 20, em outro centro de JW, a zaga anfitriã marcou contra, com Diego.

O São Paulo tem sido um visitante indigesto, com 100% de aproveitamento.

Por falar nisso, o Cruzeiro não é mais 100% em 2009, pois empatou, 2 a 2, com o Uberaba, em Uberaba.

Por Juca Kfouri às 20h19

Passeio no Vale

O Corinthians foi ao Vale do Paraíba, mais precisamente a Guaratinguetá, e ganhou um presente logo de cara do time anfitrião.

Com menos de um minuto, o zagueirão interiorano atrasou uma bola que ficou com Jorge Henrique dentro da área e o goleiro o derrubou.

Cristian bateu mal o pênalti, mas pegou o rebote e abriu o placar.

O Corinthians se acomodou, quase sofreu o empate umas três vezes e acabou tomando, em falta cobrada por Nenê, aos 21, com Felipe só olhando.

Elias, num tirambaço de fora da área, voltou a botar o Timão na frente, aos 42.

E assim acabou o primeiro tempo, com justiça no placar a até com uma boa atuação de Souza, como garção.

No segundo tempo, o Corinthians voltou disposto a decidir o jogo e Elias, depois de enfiar entre as canetas de um zagueiro, mandou outro balaço que, com auxílio do morrinho artilheiro, decretou a vitória alvinegra: 3 a 1.

O Guaratinguetá lutou por seu segundo gol, quase conseguiu, até mereceu, mas ficou nisso.

E o Corinthians, também, poderia ter feito, ao menos, mais dois gols.

Por Juca Kfouri às 18h23

Quase o vira da Lusa

Portuguesa e Palmeiras equilibraram um primeiro tempo sem gols, com mais chances para o líder visitante no Canindé.

O segundo tempo foi eletrizante.

Keirrison fez 1 a 0 de pênalti e 2 a 0 em lindo gol, depois de mais um passe precioso de Cleiton Xavier.

Parecia que o jogo estava liquidado, mas, mais uma vez, o Palmeiras revelou problemas em sua defesa que, aberta, cometeu, com Danilo, um pênalti desnecessário em Christian.

A Lusa diminuiu com Edno e foi à luta.

Pressionou, botou bola alta na área do Palmeiras e se deu bem, com Christian, de cabeça: 2 a 2.

Os últimos 15 minutos foram palpitantes, com dois gols incrivelmente perdidos:

um, parece mentira, com Keirrison, 10 gols em oito jogos no Verdão;

outro com Fellype Gabriel, parece mais mentira ainda, depois de se livrar de Marcos chutou para fora.

E acabou 2 a 2, com o Palmeiras líder, invicto, mas não mais 100% também no Paulistinha.

Por Juca Kfouri às 18h09

O vexame do Flamengo

Em pleno sábado de Carnaval, o Flamengo foi protagonista de um drama vexaminoso no Maracanã.

Conseguiu perder para o humilde Resende, time da prefeitura da cidade.

E com todos os méritos de uma arbitragem surpreendentemente independente, que deu pênalti para o time pequeno, expulsou o autor do penal, Airton, que já tinha amarelo e, ainda por cima, expulsou também o capitão Fábio Luciano ainda no fim do primeiro tempo.

Independente e correto.

No pênalti, por sinal, Bruno Meneghel que havia perdido dois gols, bateu na trave e a bola só entrou por ter batido nas costas de Bruno.

No segundo tempo, Juan salvou em cima da linha o segundo gol do Resende logo no começo, e Bruno salvou logo depois outra vez o tento que mataria o jogo.

Aí, o Resende também ficou com 10 e até houve um lance duvidoso de possível penal em Ibson, que o árbitro não deu.

Independente mesmo!

O senhor Felipe Gomes da Silva merece uma estátua.

De fora da área, aos 31, Iroshi pegou um chutaço e, aparentemente, botou o Resende na final da Taça Guanabara.

Mas só aparentemente.

Porque depois de perder muitos gols, o Flamengo conseguiu, aos 40, diminuir com Josiel.

Com cinco minutos de acréscimo, Bruno Meneghel fez o terceiro gol, depois de o Resende ter desperdiçado mais duas chances claras.

E foi só.

Ou foi tudo.

Tudo que fez, no dia 21 de fevereiro de 2009, o Flamengo viver das tardes mais humilhantes de sua gloriosa história.

Cuca tomará um tubo de Lexotan.

E o Resende espera entre Fluminense e Botafogo para saber com quem decidirá a Taça Guanabara.

Quem diria?

Por Juca Kfouri às 18h01

20/02/2009

Rende o handicap

Por ALEX GUTEMBERG*

A sua definição é correta.

Aprendi isso em História e Inglês no Colégio de Aplicação da USP - as origens do "handicap".

O problema é que, no Brasil, a linguistica foi aceitando o termo handicap no sentido que o Tarso utilizou.

Popularmente, o handicap é: a Seleção Brasileira de futebol, em 2014, tem o handicap de jogar em casa.

Um absurdo.

Na língua inglesa é o contrário.

Os pesquisadores do Houaiss, ilusres linguístas, filólogos e doutores em Letras, não souberam traduzir corretamente o termo e preferiram adotar a tradução errônea e, digamos, equivocada, das conversas de rua.

O site http://www.snopes.com/language/offense/handicap.asp  tem uma clara explanação sobre o tema, mostrando que o rei Henrique V foi o responsável pelo handicap original, quando, depois de uma guerra interna sangrenta, que gerou milhares de aleijados, permitiu que estes pedissem esmola na rua com o chapéu.

Na Inglaterra, esses expedientes, até hoje, necessitam de autorização oficial.

Anos mais tarde, um cavalo inglês puro sangue, por volta do final do século 19, vencia todas as corridas e não dava chance a ninguém.

Foi então que a Comissão Real de Turfe decidiu que o cavalo só iria correr os páreos com o jóquei segurando o chapéu (cap).

Dessa maneira, a outra mão deveria controlar o cavalo - a segunda mão que seria utilizada para chicoteá-lo na reta de chegada, estava ocupada segurando o chapéu.

O handicap daquele cavalo era um jóquei que segurava o chapéu e nao batia nele para correr mais.


Alex Gutenberg é diretor de documentários, palestrante e jornalista.

Por Juca Kfouri às 17h56

O handicap explicado

O blog recebeu a explicação que segue da assessoria de comunicação do Ministério da Justiça e é de justiça que se publique:

O dicionário Houaiss explica, na definição número 1 da palavra Handicap, o que o ministro Tarso Genro quis dizer durante a entrevista ao El País, conforme segue abaixo.

handicap

Datação
1899 cf. CF
1

Acepções
■ substantivo masculino
1 Rubrica: esportes.
em corridas e outras competições, vantagem que se concede a um ou mais competidores (pessoa ou animal) para compensar deficiências de sua parte e igualar as possibilidades de vitória de todos
2 Derivação: sentido figurado.
qualquer desvantagem que torna mais difícil o sucesso
Ex.: a educação conservadora foi um h. em sua vida
3 deficiência física ou mental que dificulta as atividades normais de uma pessoa
Ex.: a surdez é um h. para certas atividades profissionais

Por Juca Kfouri às 16h56

Ah, o handicap!

A exemplo da esmagadora maioria da imprensa esportiva brasileira, o ministro da Justiça do Brasil, Tarso Genro, também não sabe o significado da palavra inglesa handicap.

E ao usá-la incorretamente para dizer ao jornal espanhol "El País" que o apoio de Lula era uma vantagem para a ministra Dilma, acabou por dizer o contrário, como corretamente traduziu o jornal.

Jornal que não sabia que Tarso não sabia o significado da palavra que usava.

Dizer que Dilma tem o handicap do apoio de Lula teve, para Tarso, o mesmo sentido de dizer, como é habitual em nossa imprensa, que o Flamengo tem o handicap de enfrentar o Resende no Maracanã.

Ora, o handicap é do Resende, que pegará o Flamengo na casa rubro-negra.

A confusão que se faz tem clara origem: confundir a desvantagem de um com a vantagem do outro e usar o termo com o sentido de seu antônimo.

Por Juca Kfouri às 13h38

Amanhã é sábado de Carnaval. E de futebol?

Porque amanhã é sábado, sábado de Carnaval, não pense que não vai ter futebol.

Vai ter e muito.

Ali pertinho do Sambódromo, no Maracanã, às 16h, por exemplo, vai ter a primeira partida das semifinais da Taça Guanabara, entre Flamengo e Resende.

Quer dizer, amanhã é sábado, sábado de Carnaval, isso é mais que certo.

Já o jogo do Maracanã, pertinho do Sambódromo, está mesmo marcado, até deve acontecer, mas é possível que não aconteça.

Porque o futebol do Rio Janeiro, a exemplo, aliás, do futebol brasileiro, é um samba do crioulo doido.

E o tribunal de justiça da federação carioca, quase por unanimidade, pensa diferente da Justiça do Trabalho, da OAB, do Ministério Público do Rio, até do presidente do Tribunal de Justiça fluminense e de juristas da CBF.

A justiça esportiva da federação carioca puniu o Vasco, mesmo que todos os demais avaliem que o Vasco é inocente.

E por isso há uma possibilidade, mesmo que remota, de não haver o jogo do Maracanã, pertinho do Sambódromo.

Se não tiver mesmo, também não faz mal.

Você, torcedor rubro-negro, pegue seu nariz de palhaço e fique ali pelo Sambódromo.

Afinal, tenha certeza, amanhã é sábado de Carnaval.

Comentário para o Jornal da CBN desta sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

Por Juca Kfouri às 00h56

19/02/2009

Coisas nossas

A desconhecida empresa IW Consultoria Política e Comunicações ganhou a licitação do Ministério do Esporte para contratação de empresa de consultoria e assessoria de comunicação derrotando cinco outras grandes empresas com mais tradição no mercado de Brasília.

E o que é melhor (ou pior): ganhou de goleada.

A IW teve 96,67 pontos, máximo de pontuação técnica possível, 11.34 pontos a mais do que a segunda colocada (In Press) que ficou com 85, 33 pontos.

Até aí, aparentemente nada demais, apesar da falta de tradição da vencedora no mercado.

O que torna o resultado curioso é o fato de que a IW, iniciais da sua proprietária, Iris Walquíria, atuou como consultora de imagem do ministro Orlando Silva Junior na famosa e polêmica crise da tapioca.

Veja abaixo a publicação no Diário Oficial da União:

Ministério do Esporte

SECRETARIA EXECUTIVA 

RESULTADO DE JULGAMENTO

CONCORRÊNCIA Nº 2/2008

Diário Oficial da União - Nº 34, quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

O Presidente da Comissão Permanente de Licitação instituída pela instituída pela Portaria nº 143, de trinta de dezembro de 2008, publicada no Diário Oficial da União de trinta e um de dezembro de 2008, faz publicar o resultado de julgamento das propostas técnicas da Concorrência nº 02/2008, cujo objeto prevê a contratação de empresa de comunicação social especializada na prestação de serviços, na elaboração e execução de planejamento estratégico de comunicação integrada, consultoria e assessoria, incluindo análise editorial, gerenciamento de crises, elaboração de diagnóstico e monitoramento das ações do Ministério, elaboração de relatórios mensais de avaliação e demais tarefas. Conforme o Processo nº 58000.003159/2008-21. As licitantes obtiveram a seguinte Pontuação: CDN Comunicação Corporativa Ltda., (PT 81,00, MPT 96,67, IT 0,84), FSB Comunicação e Planejamento Estratégico Ltda., (PT 83,67, MPT 96,67, IT 0,87), Informe RRN Comunicação e Marketing SS Ltda., (PT 81,67, MPT 96,67, IT 0,84), IN PRESS Assessoria de Imprensa e Promoções Ltda., (PT 85,33, MPT 96,67, IT 0,88), IW Consultoria Política e Comunicações SS Ltda., (PT 96,67, MPT 96,67, IT 1,00), Santa Fé Idéias e Comunicação Ltda., (PT 78,00, MPT 96,67, IT 0,81). Legenda: IT = PT / MPT, IT = Índice Técnico, PT = Pontuação Técnica da Proposta, MPT = Melhor Pontuação Técnica.

Nota atualizada e corrigida às 22h.

Por Juca Kfouri às 21h43

Ufa! 100% Cruzeiro

O Cruzeiro começou o jogo de maneira agressiva, mas Ramires fez muita falta e o Estudiantes não se assustou.

Ao contrário, assustou mais o gol cruzeirense em duas ou três pontadas.

O primeiro tempo terminou sem gols e com sete cartões amarelos no Mineirão, quatro para o time brasileiro. 

No segundo tempo os argentinos tiveram duas chances claríssimas de gol, enquanto o Cruzeiro jogava mal.

Aos 14 minutos, Kléber entrou no Thiago Ribeiro.

E Wellington Paulista cavou um pênalti, o árbitro entrou na dele, numa falta inexistente que Fernandinho converteu em gol para manter o Cruzeiro 100% em 2009, aos 17.

Seis minutos depois, na segunda bola que pegou, Kléber bateu cruzado e fez 2 a 0, em belo gol.

Em seguida, em contra-ataque perfeito, bola de pé em pé, Kléber fez mais um, 3 a 0, para matar o Estudiantes de vez.

Aí, ao levantar a camisa para comemorar, tomou amarelo, daqueles estúpidos por parte da arbitragem e, enfim, do jogador, que sabe da determinação que manda punir e não consegue se controlar.

Poucos segundos depois, fez uma falta feia, por trás, em Verón, e...foi expulso de campo, aos 29.

Esse Kléber...ou melhor, este é o Kléber.

Ficou 15 minutos em campo e marcou dois gols, média impossível...

No momento em que este blogueiro deixava o estúdio da CBN, depois do CBN EC, o jogo já tinha 39 minutos e não havia mais o que pudesse tirar a vitória mineira.

Viva!

Em tempo: mas deu para mais uma bela intervenção do goleiro Fábio, que foi fundamental durante todo o jogo.

O 3 a 0 não espelhou o andamento da partida, embora a vitória brasileira seja sonora.

Por Juca Kfouri às 21h03

Na 'FOLHA', de hoje

JUCA KFOURI

De quem é a culpa


Quanto tempo levará para que todos esqueçam o que aconteceu no Morumbi no domingo passado?



A CULPA é minha, é sua, é dos poderes executivos, legislativos e judiciários.

A culpa é de todos nós.

E, quando a culpa é de todos, passa a ser de ninguém e a vida segue, como se morrer ou se ferir gravemente num estádio, ou a caminho, fosse coisa corriqueira, uma coisa nossa, como tantas outras, a impunidade entre elas.

Por mais que em outras partes do mundo, onde a situação era pior (na Inglaterra, por exemplo), a vontade de resolver o problema tenha resolvido o problema.

E sem soluções mágicas, sem proibir ninguém de ir aos estádios, com exceção dos que são pegos cometendo violências e exemplarmente punidos por cometê-las.

E como?

Com ações inteligentes que começam pela prevenção, que seguem com rigorosa repressão e culminam com severa punição.

Um tripé tão óbvio como é óbvia a nenhuma vontade, por aqui, e há mais de dez anos, de solucionar a selvageria, que tem como protagonistas torcedores violentos e fanáticos, cartolas despreparados e provocadores, policiais destreinados e de estopim curto, mídia cúmplice ao botar lenha na fogueira e espaço a quem não deve tê-lo, por representar seitas e não o torcedor comum -esse pobre coitado abandonado ao próprio azar quando resolve ir a um jogo de futebol.

O presidente Lula gosta de futebol, é corintiano do fundo do coração, mas o tema não o comove.

Um dia, ao assinar o Estatuto do Torcedor, ele discursou no Palácio do Planalto e disse que "nunca mais o torcedor brasileiro seria tratado como gado".

Ficou no discurso, e o torcedor segue sendo abatido.

O governador dos paulistas, José Serra, gosta de futebol, é palmeirense até o último fio de seus poucos cabelos e nem se pronunciou sobre o que aconteceu no domingo passado ali no quintal do palácio onde vive, no Morumbi.

O governador fluminense, Sérgio Cabral, gosta de futebol, é vascaíno militante e desconhece que o Maracanã é uma praça de guerra.

O dos mineiros, Aécio Neves, também gosta de futebol, é cruzeirense, morreu um torcedor do Galo no fim de semana em Belo Horizonte e, claro, ele não tem nada a ver com isso.

José Sarney é o novo (?!) presidente do Senado, e Michel Temer é o novo (?!) presidente da Câmara dos Deputados, o que explica muita coisa neste Brasil varonil.

Todos, talvez com exceção de Temer, absolutamente próximos de Ricardo Teixeira, o eterno presidente da CBF, alguns até amigos mesmo, mas, como ele, mudos em relação ao tema.

O que importa é fazer a Copa de 2014.

E, um quarto poder, o Ministério Público, em São Paulo, alterna representantes para cuidar do assunto que vão da esperteza desmedida à ingenuidade que beira à simploriedade, embora sempre com a marca do deslumbramento pela proximidade com o poder dos cartolas e suas benesses, uma camisa autografada aqui, um camarote refrigerado ali e, quem sabe, uma candidatura a deputado para fazer parte das bancadas da bola que se espalham pelo país e se reúnem numa voz só em Brasília.

Entendeu por que amanhã ninguém falará mais sobre os pelo menos 49 feridos no Morumbi?

Por Juca Kfouri às 13h42

Foto única

Só Pedro Martinelli fez a defesa de Taffarel na cobrança de Massaro, na decisão da Copa de 1994, nos Estados Unidos, diante da Itália.

Veja o blog dele:http://www.pedromartinelli.com.br/blog/

Por Juca Kfouri às 00h58

O primeiro vexame na Copa do Brasil

No ano de seu centenário, apontado como um dos favoritos para vencer a Copa do Brasil, o Inter, com seus titulares, foi a Rondonópolis, no Mato Grosso e...perdeu.

Perdeu de 1 a 0.

Para o União!

Deve virar no Beira-Rio?

É claro que sim.

Mas que essa é daquelas derrotas duras de digerir, lá isso é.

Por Juca Kfouri às 00h44

A noite de hoje é no Mineirão

Se alguém tivesse que apostar sobre os jogos dos brasileiros de ontem à noite na Libertadores, apostaria que a noite seria são paulina com sofrimento do Sport.

Pois foi o contrário.

A noite foi pernambucana, com a belíssima vitória por 2 a 1 sobre o campeão chileno Colo-Colo, em Santiago.

Os paulistas sofreram uma barbaridade para apenas empatar com o colombiano Independiente, 1 a 1, no Morumbi com 30 mil torcedores.

Hoje tem Cruzeiro e Estudiantes, no Mineirão, às 19h15, com 28 mil ingressos já vendidos e a presença garantida de Véron na equipe argentina, tricampeã da Libertadores.

Que é exatamente o objetivo mineiro, ser tricampeão da taça continental.

E que o Cruzeiro de Ramires pode, pode.

Mas que se cuide, para não passar o que o São Paulo passou.

Comentário para o Jornal da CBN desta quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm  

Por Juca Kfouri às 00h22

Ixxport impossível! São Paulo empata

Os dois momentos mais agudos do primeiro tempo do jogo no Morumbi foram causados por zagueiros, contra os próprios gols.

O primeiro, quando no auge da pressão do São Paulo numa sucessão de escanteios, o defensor do Independiente cabeceou contra o seu travessão.

Em seguida foi a vez de André Dias tentar desviar uma bola e mandá-la com violência para uma senhora defesa de Bosco.

O 0 a 0 era injusto para o São Paulo que, no entanto, errava muitos passes diante da fechada defesa colombiana. 

Já os dois melhores momentos do primeiro tempo do jogo em Santiago do Chile tiveram a participação do menino Ciro, uma jóia revelada pelo Sport.

No primeiro, logo aos 6 minutos, ele apareceu por trás da zaga do Colo-Colo e abriu o placar.

No segundo, aos 44, ele comeu um zagueiro e deu com capricho para Wilson fazer o segundo gol do rubro-negro pernambucano.

O Leão calava o estádio do Colo-Colo, abarrotado, surpreso com o desempenho do time de camisa dourada, uma novidade do Sport.

Se Nelsinho Batista, antes do jogo, dizia que confiava em ganhar um ponto fora para somar mais nove na Ilha do Retiro e garantir, no mínimo, a segunda vaga do Grupo da Morte, aqueles três pontos teriam de encontrar a orientação certa no intervalo para serem levados para o Recife junto com cerca de 800 torcedores brasileiros no estádio Monumental.

O segundo tempo começou em São Paulo com Hugo obrigando o goleiro Bobadilla a fazer duas excelentes defesas, para desespero da torcida que sofria mais do que se esperava em busca do primeiro gol.

Para piorar, se não é o bandeirinha dar um impedimento inexistente de Martinez, o Independiente provavelmente teria feito 1 a 0, aos 15, porque seu atacante rumava livre para o gol.

Então, Dagoberto entrou no lugar de Hugo.

Depois do 16o. escanteio cobrado (contra nenhum do Independiente) pelo São Paulo, aos 23, Dagoberto enfiou o pé da marca de pênalti e o goleiro paraguaio dos colombianos fez outra defesa incrível.

O São Paulo não merecia fazer 1 a 0. Merecia fazer 3 a 0.

Fazia sua melhor apresentação em 2009, mas não fazia gol.

E Arias, aos 34, fez!

Isso mesmo: Independiente 1, São Paulo 0.

O Morumbi virou um cemitério.

Em casa, o resultado do tricolor era incomparavelmente pior que o do Palmeiras, em Quito.

Aos 38, Arouca entrou no lugar de Zé Luiz.

André Lima entrou no lugar Renato Silva.

E Miranda quase empatou de cabeça, com a bola raspando a trave.

Que desespero!

Aos 48, Borges, de meia-bicicleta, empata.

Menos mal, pelas circunstâncias.

Mas não há do que reclamar, a não ser da própria sorte, até porque o erro de arbitragem foi a favor dos brasileiros.

Em Santiago, o Colo-Colo era um desespero só, o que abria a perspectiva de o Sport matar o jogo num contra-ataque.

Se bem que, precisar não precisava, bastava não levar gol.

Aos 20, Ciro deu lugar a Weldon.

Aos 25, Barrios diminuiu e o sofrimento começaria para o campeão da Copa do Brasil-2008.

Magrão fez, ao menos, um milagre em chute de fora da área.

O Sport resistia.

Fumagalli e Sandro Goiano entraram nos lugares de Paulo Baier e Wilson.

Aos 40, quase Hamilton fez o terceiro gol.

Não fez, mas não faz mal.

O Sport completou uma dúzia de jogos sem perder em 2009.

E lidera com a LDU.

Por Juca Kfouri às 23h45

18/02/2009

Um novo blog imperdível

Se você gosta de fotografia e de jornalismo do mais alto nível, clique no endereço que segue: é coisa rara, de um dos melhores do mundo: 

http://www.pedromartinelli.com.br/blog/

E seguindo as normas deste blog, a indicação passa a fazer parte do cantinho aí da esquerda.

Porque Pedro Martinelli é irmão.

De sangue.

E de jornadas inesquecíveis, em quatro Copas do Mundo, as de 1982, 1986, 1990 e 1994.

Por Juca Kfouri às 22h01

O maior inimigo do Vasco

O Vasco pode ter sido imprudente ao escalar Jeférson para enfrentar o Americano.

Mais uma demonstração de que as coisas não vão bem em São Januário.

Mas é claro que não só não houve má fé como, ainda por cima, nenhum benefício ao time, tanto que o Americano venceu.

Tirar o Vasco das semifinais da Taça Guanabara, vaga que conquistou em campo, foi mais uma obra do maior inimigo dos vascaínos desde os tempos em que ele frequentava o clube.

Falo, é claro, de Eurico Miranda, que fez o que pôde para influenciar o tribunal de justiça da FERJ, onde reina.

Ouça, hoje à noite, no CBN EC, a entrevista com o presidente da OAB-RJ sobre o tema.

Por Juca Kfouri às 16h37

Hoje tem mais Libertadores

A primeira participação brasileira na Libertadores-2009 não foi a que se esperava e o Palmeiras perdeu para a LDU por 3 a 2.

Hoje, mais duas partidas.

No Morumbi, 21h50, o tricampeão São Paulo recebe o Independiente da Colômbia em situação de absoluto favoritismo, mas com venda de ingressos abaixo do que se esperava, algo na casa dos 18 mil ingressos.

E, em Santiago do Chile, no mesmo horário, o campeão da Copa do Brasil, o Sport, enfrenta o campeão chileno e mais popular clube andino, o Colo-Colo.

Se o entusiasmo da torcida rubro-negra, que lotou o aeroporto do Recife na despedida do time, contagiar a equipe de Nelsinho Batista, é bem capaz que o Leão traga ponto da empreitada.

Amanhã, contra o Estudiantes, no Mineirão, estréia o Cruzeiro, agora o único grande brasileiro 100% em 2009.

Por Juca Kfouri às 00h03

17/02/2009

Derrota em Quito

O Palmeiras começou muito mal o jogo em Quito, tomou um gol em posição duvidosa, mas daqueles que o bandeirinha faz bem em deixar seguir, empatou com Willians, e tomou o segundo gol em falha de Marcos, evidentemente fora de ritmo.

No segundo tempo, Vanderlei Luxemburgo tirou o terceiro zagueiro Maurício, pôs o atacante Marquinhos em seu lugar e, logo de cara, Edmílson empatou.

Parecia que o Palmeiras até venceria, mas tomou um belíssimo gol de falta, marcado por Manso, argentino da LDU.

A LDU completou 16 jogos sem perder em casa e o Palmeiras perdeu seu invencibilidade em 2009.

O Grupo da Morte é mesmo o Grupo da Morte.

Por Juca Kfouri às 21h09

Nero denunciado

Marco Polo Del Nero, o presidente da Federação Paulista de Futebol, foi denunciado pelo STJD pela fofoca que fez na última rodada do Brasileirão passado.

E pode ser suspenso por 360 dias, o que seria formidável.

Os termos da denúncia são categóricos -- e humilhantes.

Conclui-se que ele cometeu "erro grosseiro", sem "indícios minimamente contundentes" , de quem se esperava "conduta esmerada e cautelosa".

Enfim, uma vergonha.

Ele quis botar fogo no Brasileirão e, ao que tudo indica, ateou-o nas próprias roupas...

Por Juca Kfouri às 19h55

Do ótimo blog de Marcelo Damato

Milhões pegos por um fio

por Marcelo Damato

O presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, mandou o Conselho de Fiscalização apurar responsabilidades de um contrato que poderia causar um gasto milionário aos cofres do Palmeiras.

Membros da comissão de obras do estádio, um deles vice-presidente, outro diretor e outro ex-presidente, firmaram um contrato com um sócio para que ele prestasse "consultoria de obra" durante a reforma do Parque Antártica.

Pelo contrato, o sócio João Carlos Mansur, que foi intermediário na negociação entre o Palmeiras e a WTorre, iria receber R$ 25 mil por mês do clube até o início das obras, o que deve ocorrer daqui a seis meses, e R$ 75 mil por mês durante os trabalhos, cuja duração prevista é de 30 meses.

No total, deveria receber cerca de R$ 2,4 milhões. O contrato, entretanto, não foi assinado pelo presidente do clube na época, Affonso Della Monica, e assim, segundo a atual diretoria, não tem validade.

Mesmo com o contrato sem a assinatura do presidente do clube, Mansur já recebeu o primeiro pagamento, de R$ 25 mil, em janeiro, ainda no mandato de Affonso Della Monica. Quem autorizou o pagamento foram então diretor administrativo (hoje no planejamento) José Ciryllo Júnior e o então diretor financeiro Salvador Palaia, ambos membros da comissão do estádio.

Belluzzo descobriu o acordo quando foi apresentada a segunda nota, que não foi paga. Nesta segunda-feira, o caso foi remetido pelo presidente para o Conselho de Orientação e Fiscalização, o COF.

Segundo Mansur, o contrato foi fechado com Palaia, Ciryllo e com o ex-presidente Carlos Facchina Nunes, o outro membro da comissão. A explicação dos diretores é que eles acham que tinham autonomia para fazer esse acordo e realizar essa despesa.

Mansur, por sua vez, não quis dar nenhum detalhe do acordo, nem quis confirmar se recebeu o dinheiro. Alegou que o contrato era sigiloso.

O acordo parece mesmo ter sido sigiloso. Segundo o blog apurou, além de Belluzzo, Della Monica tampouco sabia oficialmente sobre ele. Ele chegou a ser informado de que havia uma negociação em andamento, mas a desautorizou. E, para ele, depois o caso morreu.

Belluzz disse que o que foi feito é irregular.

"Eu não estou fazendo ilação nenhuma de que tenha havido desonestidade nesse contrato. Apenas digo que não se poderia mandar pagar num contrato sem assinatura do presidente. E esse contrato não interessa ao Palmeiras. Portanto, não será assinado", disse Belluzzo.

Belluzzo disse que tomará providências para recuperar o dinheiro já pago.

E afirmou que contratará uma auditoria para rever todos os contratos assinados nos últimos dois anos.

OUTRO LADO

O vice-presidente Salvador Palaia deu "parabéns" à decisão de Belluzzo de levar o caso ao COF. Palaia disse que o contrato é legal é que foi assinado mesmo por ele, Facchina e Cyrillo. Afirma que a comissão tem poder para isso.

Palaia confirma que mandou pagar a primeira nota, mas disse que além dele a nota foi assinada por Ebem Gualtieri, ex-quarto vice-presidente.

Palaia, para deixar enfatizar que não se sente ameaçado pelo exame do contrato pelo COF, declarou. "O contrato foi levado para o COF, não para a polícia".

O blog não conseguiu contactar Cyrillo e Facchina até este momento.

http://blogs.lancenet.com.br/alemdojogo/

Comentário do blog: O professor Belluzzo terá trabalho.

Muito trabalho.

Tomara que não adoeça.

Por Juca Kfouri às 19h05

Mais um irresponsável

Do Painel FC, da "Folha de S.Paulo", de hoje:

Dividida

"Como galinha não tem estádio, não sei onde eles jogarão partidas importantes, a não ser que não estejam pensando na Libertadores"
De KALIL ROCHA ABDALA , diretor jurídico do São Paulo, usando música da torcida para comentar o fato de o Corinthians não querer o Morumbi.

Comentário do blog: e não se trata de um chefe da Independente, mas de um diretor jurídico do São Paulo FC...

Não há mesmo limites para a insânia.

Por Juca Kfouri às 18h30

A Web na Idade Média

Por ROBERTO VIEIRA

Há quinze anos surgiu o primeiro Blog pessoal.

Pelas mãos e imaginação do jornalista Justin Hall.

Em quinze anos, os Blogs revolucionaram a imprensa.

Globalizaram o poder de quem escreve e quem lê.

Diminuiram distâncias.

Revolucionaram os canais de comunicação.

E, talvez por isso mesmo, assustam.

Quem escreve, atinge um público vasto.

Transcedendo a prórpia invenção da imprensa por Gutemberg.

Mas isso tem um preço.

O público também atinge quem escreve.

Muitas vezes de forma anônima.

Outras vezes, de forma violenta.

Porém, de forma sempre rápida e inesperada.

Com elogios ou ameaças.

Longe vai o tempo em que um escritor ou jornalista publicava seus textos.

Aguardando sentado as palavras dos críticos.

Hoje, os críticos são os próprios leitores.

Leitores que surpreendem pela sagacidade.

Ou pela imaturidade.

Não diria que o público mudou.

A gente é que não sabia.

O mundo lá fora continua o mesmo.

Violento, insano, como na Idade Média.

A única diferença é que o mundo lá fora.

Agora navega na Web.

Por Juca Kfouri às 14h46

Quando vale a pena ser jornalista

Entre tanta insanidade que se lê por aí, de gente que confunde culpa com responsabilidade ou que pensa como um fundamentalista qualquer, há exemplos que vale a pena mostrar, como os dois comentários abaixo, ambos de hoje e separados por menos de sete horas.

Se a virtude está no meio, só resta agradecer aos dois brilhantes comentaristas... 

AFINÃO!! Juca Kfouri, vc é um afinão e frouxo. Tá com medinho da força do SPFC? Cadê a responsabilidade do dono do estádio tão alardeada por vc no episódio do gás? Vc é uma farsa que obviamente tem medo de perder o emprego se bater no poderoso que manda na mídia. Uma pena...muitos ainda se enganam com vc.
edson - Cambuquira/MG 17/02/2009 07:12

Ô Juca que decepção! Tá com medo da Fiel? Fatos: 1-O André Sanchez teve uma atitude injustificada e provocou um clima de guerra por motivos eleitoreiros 2- O critério para receber ingresso era ser marginal (por isto os ingressos mais caros foram devolvidos) 3- A tropa de marginais foi ao Morumbi armada de bombas e atirou uma delas na Dragões ainda durante o jogo 4-No final do jogo os bandidos provocaram a já tradicional depredação do Morumbi (a inveja é uma merda!) 5. Um marginal ostentando uma camisa Louco Brutal sofreu serios ferimentos por uma bomba que explodiu na sua mão 6. Seus companheiros atiraram grades, e uma bomba, nos carros estacionados e, pretendendo brigar com torcida tricolor, partiram prá cima da PM que reagiu gerando a correria e o pisoteamento de várias pessoas(?). E a culpa é do SPFC? Tá louco? É crime ter mais competência e profissionalismo que os outros? É crime fechar acordos comerciais que viabilizem financeiramente o clube? Êta timinho de segunda!!!
paulot - São Paulo/SP 17/02/2009 00:36

Por Juca Kfouri às 12h05

Palmeiras e a invencibilidade contra a invencibilidade

O Palmeiras tem hoje, às 19h de Brasília, o seu maior desafio em 2009 -- que começou tão bem, com nove vitórias seguidas.

Não bastassem os 2850 metros de altitude de Quito, o time brasileiro enfrentará a LDU,  atual campeã da Libertadores e há 15 jogos invicta na Copa em seu estádio, o Casa Blanca.

Foram 11 vitórias e quatro empates desde que foi derrotada pela última vez, em 2006, pelos argentinos do Velez Sarsfield.

Que o Palmeiras pode quebrar a marcar, pode e, assim, chegar à 10a. vitória.

Mas que ninguém considere um empate um mau resultado, porque não será.

Coisa que Vanderlei Luxemburgo está cansado de saber e deve estar conversando, não é de hoje, com Keirrison e companhia.

Confira, abaixo, os resultados da LDU em seu estádio, extraídos do sítio da ESPN-Brasil: 

2008

LDU 4 x 2 Fluminense-BRA
LDU 0 x 0 América-MEX
LDU 1 x 1 San Lorenzo-ARG
LDU 2 x 0 Estudiantes-ARG
LDU 6 x 1 Arsenal-ARG
LDU 2 x 0 Libertad-PAR
LDU 0 x 0 Fluminense-BRA

2007

LDU 3 x 1 Caracas-VEN
LDU 1 x 1 River Plate-ARG
LDU 3 x 1 Colo Colo-CHI
LDU 3 x 0 Tacuary-PAR

2006

LDU 2 x 1 Internacional-BRA
LDU 4 x 1 Atlético Nacional-COL
LDU 4 x 1 Universitário-PER
LDU 5 x 0 Rocha-URU
LDU 1 x 3 Vélez Sarfield-ARG.

Por Juca Kfouri às 00h55

16/02/2009

Em defesa do verdadeiro Estatuto do Torcedor

Não há em nenhum lugar do Estatuto do Torcedor que se deva garantir 1%, 2%, 3% ou 10% para o time visitante.

Quem diz isso diz bobagem.

Mas está muito claro que a responsabilidade do que ocorre no estádio é do clube mandante.

Propor, como já está propondo o promotor de Justiça Paulo Castilho, apenas 5% de ingressos para o visitante é outra bobagem.

Por que não 1%, 2%, 6%?

Ou, por que não zero?

Se a paz que se quer é a dos cemitérios, proiba-se o torcedor de ir aos estádios e pronto!

Ninguém, também, pode ser proibido de comprar ingressos para os lugares que estiverem à venda.

O Estatuto do Torcedor exige, aliás, que todos os lugares sejam numerados, algo que o Ministério Público deveria fiscalizar e não fiscaliza.

O que também tem faltado, e faltou outra vez no jogo do Morumbi, é o tal "Plano de Jogo", como exige o Estatuto.

O que poderia ter evitado o que aconteceu na entrada, com a torcida são paulina, e na saída, com a do Corinthians.

Mas, sublinhe-se o que está no começo da nota: a responsabilidade é do mandante.

Dito isso, é preciso apurar se a PM extrapolou, quem jogou bomba em quem, quem foram os cartolas que incendiaram o clima bem antes de o jogo começar etc etc.

Sem faniquitos, fundamentalismos, fanfarronices e demagogias.

Por Juca Kfouri às 13h34

Barbárie Brasil

O cara que matou meu pai, em 1985, depois de uma tentativa de assalto, tinha vários roubos nas costas, tinha sido condenado, preso, mas estava em regime semi-aberto.

Ficou preso até 1999 depois de assassinar um Procurador de Justiça e voltou ao regime semi-aberto.

Três anos atrás foi preso outra vez, sabe-se lá até quando.

No Brasil é assim.

As coisas são recorrentes, se repetem, por mais absurdas que sejam.

E não adianta culpar a PM, a Justiça, o Congresso Nacional, o presidente, o governador ou o prefeito, nem os torcedores uniformizados.

Resta constatar que isto é Brasil, o país que viu ontem, além de mais uma morte de torcedor e mais de 40 feridos, 59 ônibus depedrados em Belo Horizonte depois do clássico no Mineirão, além de tiros na saída do Maracanã.

Porque vivemos num país em que ainda há trotes violentos até em universidades ditas de respeito.

Esperar o que de nós mesmos?

Nós somos inúteis!

Por Juca Kfouri às 12h09

15/02/2009

Terror no Morumbi

Crônica de uma guerra anunciada, quebrou o pau entre torcedores do Corinthians e a PM na saída do jogo no Morumbi.

Só se vê gente saindo em ambulâncias com fraturas nos braços, nas pernas, na clavícula, gente pisoteada, um filme de terror.

E não são cenas da Faixa de Gaza.

São do Morumbi.

E ainda há quem diga que é seguro ir aos estádios.

Pergunte à família de Lucas Batista Marcelino, 20 anos, o torcedor do Galo que foi morto hoje num ponto de ônibus em Belo Horizonte, quando ia ao Mineirão.

Imagine a alegria que você sente quando nasce alguém em sua família e ponha-se no lugar de alguém que perde essa pessoa por causa de um jogo de futebol.

Não há nada que justifique.

Por Juca Kfouri às 19h19

Taça Guanabara no tapetão

Botafogo e Flamengo empataram 1 a 1 no Maracanã, 32 mil torcedores, com o empate rubro-negro saindo só nos acréscimos e dos pés de Josiel, que entrou no lugar de Obina, que desperdiçou um pênalti.

Flamengo, em primeiro, e Botafogo, em segundo, estão classificados para jogar as semifinais ainda não se sabe contra quem.

A decisão sairá na terça-feira, no tapetão, depois de julgado o caso de Jéferson, do Vasco.

Se o Vasco não ganhar na justiça esportiva, Flamengo e Resende fazem uma semifinal e Botafogo e Fluminense a outra.

Se o Vasco vencer, pega o Botafogo numa semifinal e teremos o Fla-Flu na outra.

O Flu goleou o Tigres por 4 a 0 e assegurou sua vaga que parecia perdida, em primeiro ou segundo lugar.

E o Vasco ganhou de 3 a 0 do Madureira para esperar o julgamento em paz.

Por Juca Kfouri às 18h38

O não voto de Benjamin Back

Recebi do advogado Luiz Felipe Santoro, do corpo jurídico do Corinthians, a seguinte mensagem:

Juca, te respeito muito, mas seu post sobre o Benjamin Back não condiz com a realidade.

Ele recebeu explicação, sim.

Eu mesmo dei a explicação.

Fora a anistia de oito meses que ele teve na época do Dualib, identificada na hora, ele não constou da lista de votação pois pagou o mês de dezembro depois do dia 15.

Pelo art. 44, parágrafo primeiro, do Estatuto, para votar o associado tem que estar em dia dois meses antes da eleição. 

Benjamin Back acaba de publicar a nota que segue em seu blog, no Lancenet! 

Uma mentira que não cola!!!

 

Apenas esclarecendo certos comentários mentirosos vindo de pessoas que se julgam os donos da verdade, da moral e da ética, e que tentam na base da intimidação e de falsas informações implantar certo terrorismo virtual, e não estou falando de torcedores organizados, e sim de alguns indivíduos formados até em boas faculdades.

Bem, vamos lá:

- Em nenhum momento afirmei que fui impedido de votar na eleição do Corinthians pelo Andrés Sanches, pelo contrário, no post que escrevi ontem sobre o acontecido, frisei que vários eleitores das três chapas foram impedidos de votar.

- Sim, a eleição foi desorganizada e mal feita, ou seja, uma vergonha!

- E mesmo se tivesse tudo sido uma maravilha, a vitória do Andrés aconteceria da mesma forma, portanto, não questionei em nenhum momento a sua esmagadora votação, e sim a bagunçada eleição que foi.

- Por fim, alguns covardes obsessivos alegam que não pude votar por ter sido anistiado em 2005 durante a administração Alberto Dualibi.

Por sinal, nesse mesmo ano enquanto muitos estavam gritando: El el el, o Kia é da Fiel, inclusive alguns desses pregadores transparentes, estava eu lá remando contra a maré.

Portanto, nem se realmente precisasse de qualquer tipo de "anistia", eu teria, ainda mais naquele momento.

Bem, para esses mentirosos, devo responder que nesse mesmo ano, não recebi durante quatro meses os boletos para pagar a mensalidade do clube.

O próprio departamento que cuida desse setor mandou um só boleto bancário para que pagasse as quatro mensalidades de uma vez só.

E assim foi feito.

Sequer falei com alguém e muito menos fui até a tesouraria do clube, até porque não freqüento socialmente as dependências do Corinthians.

- Pago minha mensalidade de R$ 50,00 no dia 10 de cada mês. Valor esse que graças a Deus posso pagar tranquilamente e não tenho o porquê precisar de qualquer tipo de anistia.

- Boletos bancários esses que são emitidos pelo Bradesco e aonde por vezes chegam com duas mensalidades a serem pagas, pois no mês anterior a mesma não foi cobrada, seja por algum problema administrativo ou por atraso no correio.

- Inclusive, no mês de Dezembro de 2008 não recebi minha mensalidade e em Janeiro o boleto veio no valor de R$100,00 referente à justamente Dez/Jan.

-Por fim, sou sócio também de outro clube, A Hebraica, e quando há algum problema de débito, uma observação em vermelho vem escrita no boleto e um pedido para comparecer na tesouraria do clube, o que não acontece no Corinthians e a qual nunca fui chamado para quitar qualquer tipo de dívida, até porque não tive.

Pois é, para cima de mim essa desculpa não cola, eu queria e deveria ter votado.

Por Juca Kfouri às 18h32

Cruzeiro ganha outra vez

O jogo no Mineirão, com 48 mil torcedores, foi decidido no primeiro tempo.

Logo de cara o atleticano Carlos Alberto sofreu um pênalti claro e o árbitro não marcou.

Em seguida, o estupendo Ramires mandou uma bola na trave atleticana.

Ele mesmo, mais adiante, fez 1 a 0, de cabeça, em cruzamento de Jancarlos.

O Galo foi à luta e perdeu chances claras com Yuri, com Leandro Almeida que mandou na trave e com Tardeli.

Aí, o Galo ficou com 10 aos 37, com a expulsão, correta, de Welton Felipe.

E Soares fez 2 a 0 no finzinho, em falha do goleiro Juninho, que deixou a bola passar por baixo de seu corpo.

Não vi bem o segundo tempo, mais voltado para o jogo do Morumbi, indefinido até o fim.

Mas Tardeli, aos 31, de pênalti inexistente, descontou para o Galo: 2 a 1.

Aos 41, Thiago Ribeiro foi expulso e ficou 10 contra 10.

O clássico, que começou com a terrível notícia da morte de um atleticano atingido por uma bala de um cruzeirense, não acabava, indo até os 51 minutos,

Mas, para manter a tradição recente, o Cruzeiro ganhou de novo e está há 10 jogos sem perder para o Galo, além de manter os 100% em 2009.

Por Juca Kfouri às 17h57

Bom empate no Morumbi

O torcedor inteligente não foi ao Morumbi, que ficou meio cheio e meio vazio, com 34 mil torcedores.

No Mineirão, um atleticano que ia ver Cruzeiro 2, Galo 0, não chegou, porque foi morto por um tiro no meio do caminho.

Faz algum sentido?

O São Paulo, preocupado com a Libertadores, veio com time misto, sem Miranda, Jorge Wagner, Hernanes, sem Borges, sem Washington e com Muricy Ramalho, coerente, com cólicas renais. E sem Rogério Ceni, machucado.

E o Corinthians, excessivamente cauteloso, mas, ao menos, sem Souza, que só entrou no segundo tempo, no lugar de Morais, inexistente.

Douglas voltou, mas foi como se não tivesse voltado.

Enquanto estava 11 contra 11, o tricolor já dominava e era mais perigoso, embora sem maiores emoções.

Pouco antes dos 40, Túlio, infantil, deu um murro no estômago de André Dias e foi, corretamente, expulso.

Os nervos corintianos estavam à flor da pele.

Onze contra 10 era a situação ideal para o São Paulo ganhar o jogo no segundo tempo.

Que botou Hernanes e Borges nos lugares de Rodrigo e André Lima, aos 11.

O Corinthians, por incrível que pareça, até jogava melhor que na primeira metade da partida e se defendia com denodo.

Boquita entrou no lugar de Douglas, morto em campo.

Aos 28 minutos, Wagner Diniz, sem noção, tomou o segundo amarelo e também foi expulso.

No minuto seguinte, linda triangulação entre Daboberto, Hernanes e Borges, que culminou na rede de Felipe: 1 a 0.

Era justo.

Mas eram 10 contra 10, com espaço sobrando.

E, aos 36, Boquita enfiou um passe precioso de Boquita, entre as pernas de um zagueiro, para André Santos dar um toque de classe e empatar o jogo.

Fabinho entrou no lugar de Jean, machucado, no Corinthians.

Jean se jogou na área coritiana e os são paulinos reclamaram um pênalti que não aconteceu.

Aos 42, foi a vez de André Santos ser expulso, corretamente também.

São Paulo 10, Corinthians 9.

E faltavam ainda uns seis minutos...

Emoção garantida.

O resultado de empate acabou por premiar os dois times e o bom jogo no Morumbi.

E apenas 15,11%, de 3 mil blogueiros, acertaram o resultado, contra 48,67% que apostaram no São Paulo e 36,22%, no Corinthians.

Por Juca Kfouri às 17h55

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico