Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

28/03/2009

Flu segue impossível

O Flamengo se vingou do Resende e goleou por 4 a 0, todos os gols no segundo tempo, com 13 mil torcedores no Engenhão e mais dois gols de Josiel, além de outros de Zé Roberto e Kleberson.

Nada que apague o vexame da derrota na semifinal da Taça Guanabara, mas uma boa vitória, facilitada pela expulsão de um adversário ainda no primeiro tempo.

O Vasco também ganhou e de cinco.

Mas levou três do Volta Redonda, em Volta Redonda.

Não importa.

Garantiu-se nas semifinais da Taça Rio, desde que o tribunal da FERJ não invente outra para agradar Eurico Miranda.

Já o clássico do Maracanã entre Fluminense, sem Fred, e Botafogo, sem Victor Simões, primou, também, pela ausência do torcedor (só 24 mil pagantes).

Maicosuel, de pênalti, depois de passar o pé por cima da bola num chute falso, esperar Fernando Henrique cair de um lado e botar no outro, fez 1 a 0.

E em seguida ficou em vantagem também numericamente no gramado, com a expulsão de Edcarlos.

Nada que impedisse, no entanto, o empate tricolor, em belo gol de Allan.

Nem a virada, com Conca, para alegria de Parreira, já nas semifinais.

Pinta como campeão.

Por Juca Kfouri às 22h24

Uruguai e Argentina

Líder das eliminatórias, o Paraguai foi ao Uruguai sem o devido respeito.

E não só o futebol uruguaio, por sua história, merece respeito como, ainda mais, o uruguaio merece respeito.

E não deu outra.

Com gols de Forlan e Lugano (o primeiro filho de um ídolo do São Paulo nos anos 70, o segundo ídolo recente do tricolor), o Uruguai se manteve na luta por uma vaga na Copa do Mundo na África do Sul e mostrou que respeito é bom e a Celeste gosta.

Já a Argentina fez, em casa, o que é obrigatório fazer contra a Venezuela.

Enfiou 4 a 0 com direito a momentos de genialidade desta jóia chamada Messi, um gol dele, outro de Tevez, mais um do genro de Maradona, ovacionado no Monumental de Nuñes, Aguero.

Maxi Rodriguez também deixou sua marca.

Foi a estreia oficial de Diego Maradona como treinador da Argentina. 

Por Juca Kfouri às 21h25

São Paulo quebra o penúltimo invicto

O clássico do Morumbi  nem bem tinha começado e Hernanes, que deveria estar em Quito, e que concorre com Jorge Wagner para ver quem enfia as melhores bolas, botou na cabeça de Washington e o artilheiro, aos 2 minutos, não perdoou: São Paulo 1, Palmeiras 0.

A bola cruzada na área que o Palmeiras treinou a semana inteira para evitar decretou o resultado do jogo, bem disputado, mas apenas razoável tecnicamente.

E assim foi o duelo que a defesa do tricolor venceu sem maiores dificuldades com o ataque alviverde e a defesa alviverde perdeu para o ataque tricolor.

Só não perdeu por mais porque Borges não jogou e porque Dagoberto e Junior César perderam dois gols quase certos.

Verdade que Diego Souza também fez muita falta e que o Palmeiras pressionou bastante na segundo tempo.

Chance de gol mesmo o Palmeiras também teve duas, quando Pierre roubou a bola de André Dias e Rogério salvou com o pé, no primeiro tempo, e quando Cleiton Xavier, aos 42 do segundo tempo, chutou na trave de fora da área e Keirrison desperdiçou o rebote, chutando fraco.

Assim, foi-se a invencibilidade do ainda líder e já classificado Palmeiras no campeonato.

Apenas 18 mil torcedores no Morumbi, porque a prudência manda mesmo não ir a esse tipo de clássico em São Paulo.

E o São Paulo botou pressão no Corinthians, o último invicto no Paulistinha, que terá de vencer logo mais o Guarani para seguir na vice-liderança.

O Santos ficou no 0 a 0 com o Barueri, fora de casa, mau resultado na luta para entrar no G4.

O Santos teve um gol mal anulado e levou uma bola na trave, além de ter cometido um pênalti não marcado.

A Lusa recebe o Marília amanhã e pode livrar três pontos de vantagem, embora, neste momento, esteja atrás do Santos.

Por Juca Kfouri às 18h05

27/03/2009

Responda rápido

Sabe qual foi o preço de custo de cada ingresso do "amistoso da fraude", entre Brasil e Portugal, em Brasília?

Nada menos do que R$ 13, contra R$ 1,60 em média no Maracanã e R$ 0,50, no Pacaembu, segundo levantou o repórter Gabriel Castro, da rádio CBN.

E os governistas do Distrito Federal não querem ouvir falar em CPI "para não atrapalhar a candidatura brasiliense na Copa de 2014".

Você já ouviu alguém argumentar desse jeito antes?

Por Juca Kfouri às 20h17

Golpe no Flamengo

Por THAÍS ARAÚJO 

Prezado Juca.

é com muito pesar que venho, através desse email, demonstrar minha decepção, mais uma vez, com o Clube de Regatas do Flamengo.

Ano de eleição na Gávea é sempre complicado, mas confesso que esse duro golpe eu e os demais torcedores não esperávamos.

Está no estatuto que só aqueles que se associarem até três anos antes da eleição terão o poder de votar para a mesma.

Com esse pensamento, um grupo de torcedores do Flamengo montou um Movimento chamado "NaAção", visando reunir, até o final do ano, o número de sócios, dentro e fora do Rio de Janeiro, para a formação de um grupo político independente nas eleições de 2012.

Um grupo formado por reais profissionais e fieis torcedores do Flamengo, pondo um fim, definitivamente, na era de amadorismo e de falta de comprometimento que tem cercado o nosso clube nesses últimos tempos.

Para que o Movimento "NaAção" ganhasse força, estávamos contando principalmente com os torcedores residentes fora do Rio de Janeiro, os chamados "sócios OFF-Rio", haja vista que estes possuíam a mensalidade com o valor acessível de R$15,00, diferente da categoria "sócios "IN-Rio", cuja mensalidade é de R$105,00 (sócio contribuinte), ou seja, totalmente fora da realidade financeira dos brasileiros e de boa parte dos torcedores do Flamengo.

Voltando ao Movimento, este ganhava força e adeptos, todos dispostos a "agüentar a barra" durante esses três anos, para que nas eleições de 2012, pudessem expulsar aqueles que afundaram e continuam afundando o Flamengo, e fazer uma renovação total dentro do clube.


Até que, no dia 12 de março de 2009, nos deparamos com um aumento repentino e sem qualquer aviso prévio (pelo menos "acessível" aos olhos dos torcedores OFF-Rio). Um aumento de R$15,00 para (PASME!) R$40,00!

Não tem como encarar de outra forma, foi um GOLPE!

Um golpe absurdo, vindo daqueles que não querem "largar o osso" jamais.

Afinal, em tempos de crise, de contensão de despesas, a diretoria me vem com um aumento de mais de 150%, numa categoria de sócio cujo beneficio é quase nulo, tem como encarar de outra forma?

Esperamos que a imprensa, que diversas vezes perturba a paz do Clube de Regatas do Flamengo sem qualquer motivo, dessa vez também infernize, mas com um propósito de denúncia, de abuso, de um tremendo GOLPE que os atuais (e, talvez, eternos) dirigentes estão fazendo com o Mais Querido do Brasil.

Grata,

Por Juca Kfouri às 15h18

O novo velho Vasco

Por BRUNO MAZZEO*



E eu voltei a ter prazer em ver o Vasco jogar.

Tá, os famosos idiotas da objetividade poderiam dizer que isso é mole depois de sapecar o Flamengo, mas meu orgulho vem de antes disso.

De antes até do chocolate no Botafogo recém campeão.

Meu orgulho não tem a ver com os resultados propriamente ditos, até porque nenhuma taça foi levantada até agora.

Tem a ver com a postura.

O Vasco voltou a ser Vasco.

A jogar de igual pra igual.

A não temer ninguém.

Eu sabia – e escrevi isso aqui – que tem vezes em que o fundo do poço se faz fundamental para o renascimento.

 E é isso que está acontecendo.

Começa pela torcida.

Se na reta final do Campeonato Brasileiro que decretou a queda para a Segundona a torcida vinha dando show, agora durante o Carioca esse show ganhou a forma de uma parceria como deve ser quando se trata de um clube de massa.

A torcida – assim como nossos amigos – tem que se fazer presente nos momentos dificeis.

Há quanto tempo eu não via tanta gente usando a camisa do Vasco no dia-a-dia, com o orgulho e a cruz de malta estampados no peito!

E mais do que isso: a torcida não está se metendo em questões políticas, em certidões negativas, em denúncias aleatórias.

Isso agora não vem ao caso, não é da nossa alçada.

O time precisa é de uma auto estima lá em cima.

De segurança. De apoio. De saber que pode arriscar, mesmo que tenha que errar aqui e ali, que a torcida estará do lado.

 O torcedor sabe disso, está entendendo o momento.

Chegou até a exibir faixas de apoio ao presidente Roberto Dinamite quando este (e sua gestão) sofreu duras críticas por parte do ex-vice de marketing.

Quando e se tiver que entrar em campo na situação política, a torcida vai botar a boca no trombone.

Na hora e no momento certos, de acordo com as necessidades.

Hoje o que importa é o que se vê no campo. E disso ninguém tem um "ai" a dizer.

O time não é brilhante, está longe de ser o mais genial, mas é, sem dúvida, o mais competitivo desde aquele timaço de 2000, de Romário, Juninhos, Euller e cia.

Não lembro do Vasco tendo dois laterais tão constantes desde Paulo Roberto e Mazinho, como são Paulo Sergio e Ramón.

Um cabeça de área que saiba sair jogando, inteligente e, ainda por cima, goleador como o Nilton não me recordo de ter visto nos últimos anos, até porque isso é artigo raro no futebol de hoje em dia.

 E o que dizer de Elton, o melhor centroavante que já pintou pela Colina desde que Romário deixou de ser Romário?

 Por mais que seja capaz de perder gols incríveis depois de jogadas igualmente incríveis, não passa em branco, não se omite, está sempre por ali, prestes a marcar.

E isso faz dele infinitamente melhor do que Leandro Amaral, por exemplo, que sumiu quando mais precisávamos dele.

E Jefferson, camisa 10 que me lembra aquele Danilo, que andou pelo São Paulo: aparece pouco para torcida, por mais de faça gols eventuais e dê passes, mas é de uma eficiência tática incrível.

Até mesmo Amaral, bonde conhecido de outros carnavais, encaixado num bom esquema vem dando conta do recado, como aconteceu um dia com Nasa.

E a defesa, martírio no ano passado, é segurança absoluta hoje em dia com Titi e Fernando.

Até porque tem ali atrás Tiago, praticamente excluído do elenco ano passado, de volta mais seguro, mais experiente, um líder.

Sem falar em Carlos Alberto, estrela da companhia, brilhante e agora – ao que tudo indica – com a cabeça no lugar.

Nenhum deles é jogador de seleção, mas juntos formam um grupo que está dando trabalho e, com certeza, vai levar no fim do ano o time de volta ao seu lugar.

E aí domingo vi Corinthians x Santos, onde estavam Madson, Morais, Rodrigo Souto e me deu um alívio.

Não sinto falta de nenhum deles.


Se em janeiro o discurso era de que o Carioca era um preparativo para a Série B e que não se devia esperar por títulos, dois meses depois o Vasco já aparece como um dos fortes candidatos a erguer a taça depois de seis anos.

E só não teve chance de erguer a primeira por causa de uma manobra visivelmente política com os seis pontos retirados na mão grande.

Mão grande e dedo, ninguém me tira da cabeça, da turminha que tava lá anteriormente e quer ver o circo pegar fogo.

Porque de presidente da OAB, passando por Szveiter e chegando no presidente do Flamengo, ninguém concordou com a palhaçada.

E tudo isso de bom que vem começando a acontecer tem um grande responsável: Dorival Junior.

Que técnico!

Pra começo de conversa soube escolher quem contratar (e aí entram os méritos da diretoria).

Não tenho dúvida de que o técnico sabia exatamente o time que queria, dentro das po$$ibilidades de um time que vai estar fora da elite.

Basta ver que a escalação é praticamente a mesma desde a estréia.

Tirando a entrada do Elton no lugar do Pimpão quase nada mudou.

A base é essa.

Todo vascaíno hoje já sabe seu time de cór, coisa difícil de acontecer até o ano passado.

E mesmo quando há necessidade de substituição, seja por suspensão ou contusão, se sabe quem entra.

O próprio Pimpão continua por ali, entrando e bem, quando não erra voleios bisonhos.

São jogadores de quem eu nunca tinha ouvido falar.

 E agora não falo em outra coisa!

Dizem que entre sair pra jantar com a esposa e assistir a Ituano x Mogi Morim, nosso comandante prefere a segunda opção.

Isso explica como garimpa bons jogadores dos quatro cantos do país.


Pergunto: há quanto tempo o Vasco não tinha jogadas ensaiadas?

Ou alguém acha que Antonio Lopes ou Renato Gaúcho eram capazes disso?

Há quanto tempo não se vê um time tão unido, tão em busca dos seus objetivos.

E olha que não se vê um Dorival ranzinza, respondendo asperamente às perguntas na coletiva, dando esporros públicos nos seus comandados.

Mas se vê um técnico com o time na mão.

Quer prova maior do que todos os jogadores comemorarem juntos os gols?

Sejam eles contra o Tigres, sejam contra o Flamengo, nunca tem um ou dois no abraço.

Estão sempre todos ou quase todos.

A união, a dedicação, o honrar da camisa podem ser vistos nos jogos e nas entrevistas.

Não se ouviu uma declaração polêmica, mesmo diante do tsunami que a imprensa vem tentando criar com o assunto "salário atrasado" estando sempre a frente de "a liderança do campeonato".

Às vezes acho que tem jornalista que queria a volta do "como era antes", só pra poder falar mal.

Pois vão ficar só querendo. Os cães ladram e o sentimento não para!

Sempre disse durante os chopps com meus amigos vascaínos que era preciso ter paciência.

É claro que 20 anos de ditadura tinham que deixar estragos.

E isso foi visto primeiro com a queda, junto com a crise financeira.

Essas tais certidões negativas sobre as quais a gente vem lendo, fator determinante para o até então não assinado contratado com a Eletrobrás, são frutos do não pagamento de coisas de desde que o mundo é mundo.

Quando boto um projeto na Lei Rouanet e vou tentar correr atrás de patrocínio para minhas peças, também tenho que apresentar essas certidões.

Só que eu não só não lido com milhões, como ainda pago o que é meu dever, ano a ano.

É assim que funciona com empresas estatais.

Numa única ressalva à diretoria pergunto: será que só existe a Eletrobrás para patrocinar?

Será que nesse tempo não dava para tentar arranjar outro?

A Khalil M. Gebara, a Refrigeração Cascadura, as Organizações Tabajara? Mesmo que pagando um pouco menos? Tem horas em que vale mais um peitinho na mão do que dois no sutiã.

É flagrante que a mudança da diretoria gerou novos ares.

Não há mais Romários, Edmundos e estrelas egocêntricas querendo chamar para si mais os holofotes do que as responsabilidades; não há mais aquele rodízio de técnicos sarapas, sempre os mesmos, os já conhecidos e antiquados; não há mais vetos à imprensa (tanto que esta vem fazendo sua função de tentar tumultuar com livre direito de ir e vir); e mais: há profissionalismo, vide a chegada do manager Rodrigo Caetano (outro grande reforço!), não é mais o clube de um "dono"; há democracia, haja vista que a oposição, liderada por Eurico Miranda, teve voz na última reunião do Conselho Deliberativo. Teve voz até para puxar o "casaca", com os esganiçados senhores ávidos pela volta ao poder.

O novo Vasco é assim.

O novo Vasco é o velho Vasco.

O Vasco de todos nós. O Vasco que, mesmo que não ganhe nada, honra a camisa e luta até o fim. Como foi em toda a sua história até aqui.

O sentimento não pode parar!

E Dorival Junior pra presidente da República!

*Bruno Mazzeo é vascaíno, ator, roteirista e filho da bela atriz Alcione Mazzeo e do genial Chico Anysio.

Por Juca Kfouri às 14h53

Justiça não encontra vítimas e arquiva "caso do gás" no Palestra

Do UOL Esporte
Em São Paulo

Depois de quase um ano de investigação, foi arquivado o caso do gás tóxico no vestiário do São Paulo no segundo jogo da semifinal do Campeonato Paulista do ano passado, quando o Palmeiras foi à final do torneio jogando em casa, no estádio Palestra Itália.

Segundo o delegado titular do 23º DP, Mauro Marcelo de Lima e Silva, responsável pelo caso, o processo foi arquivado pela Justiça por não ter sido encontrado vítimas.


"A única vítima no caso foi Muricy Ramalho, que passou por exame de corpo de delito e de sangue, mas em ambos, nada foi encontrado", explicou o delegado em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. "Um massagista aparece gritando para os jogadores cobrirem a cabeça. O Muricy também só começa a passar mal quando chega ao campo. São reações impossíveis no caso de uma grande quantidade de gás no vestiário."

Segundo o delegado, a decisão da Justiça em arquivar a investigação se baseou apenas em laudos científicos, que apontaram para uma sucessão de equívocos. "Eu fui pessoalmente com dois peritos ao local e observamos os detalhes", explicou.

"O mais importante, sem dúvida, é que o vestiário dos visitantes é grande e, para conseguir preencher todo o espaço de 2 mil metros cúbicos, seria necessário que alguém ficasse espargindo gás durante muito tempo. Seria impossível alguém ficar fazendo esse trabalho por vários minutos em um estádio lotado e não ser visto por pelo menos 3 mil pessoas", completou o delegado Mauro Marcelo de Lima e Silva.

Dessa forma, depois de ser punido pelo Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Paulista de Futebol com a perda do mando de um jogo no Campeonato Paulista deste ano, além de uma multa de R$ 10 mil, o Palmeiras está "limpo" na esfera criminal.

Observação desta blog: Provavelmente será a mesma conclusão do caso acontecido no aeroporto de Congonhas, com Vanderlei Luxemburgo.

Ambos sob responsabilidade do delegado Mauro Marcelo, um dos fundadores da ONG "Muda, Palmeiras" e auditor do Tribunal de Justiça da Federação Paulista de Futebol.

E viva a Polícia de São Paulo!

Só faltou mandar prender Muricy Ramalho, por farsa.

Por Juca Kfouri às 12h10

Barrichello, o bem amado

Na reta final, a poucos votos dos 5000, eis que Rubens Barrichello ultrapassou Felipe Massa.

Ficou com 50,45% das preferências, numa das disputas mais acirradas já ocorridas neste blog.

Por Juca Kfouri às 11h58

Pró-memória

Correio Brasiliense - 14 de maio de 2007

Governo federal gasta ilegalmente em obra do Pan

"As autoridades planejam só agir depois das competições, mas já é possível dizer que há algo de podre nos Jogos Pan-Americanos.

O caso com maior grau de inflamação, por ora, é a obra do Centro Esportivo Deodoro, área instalada dentro da Vila Militar, na Zona Oeste do Rio, onde serão disputadas as provas de hipismo, hóquei, pentatlo, tiro e arco.

A construção, a cargo da empreiteira Camargo Corrêa, é a única totalmente tocada com dinheiro do governo federal.

Com mais de R$ 100 milhões envolvidos, ela não só está atrasada.

Seus custos ultrapassaram todos os limites previstos, inclusive aquele em que um gasto público deixa o território da legalidade e esmaece sob um nevoeiro de odor forte e desagradável".

Por Juca Kfouri às 10h23

Dois clássicos mais interessantes que o jogo da Seleção

Neste sábado, dois clássicos interessantes movimentam os estaduais do Rio e de São Paulo.

Jogos que valem pelas rivalidades, muito mais do que por causa dos campeonatos.

No Maracanã, o Botafogo enfrenta o Fluminense.

Como tropeçou ontem, o alvinegro acha que nada melhor do que vencer um clássico desses para apagar logo a má impressão.

Pelo menos foi o que disse Maicossuel, um de seus principais jogadores.

E o Flu terá Fred, recuperado, uma atração tamanho família.

No Morumbi, o invicto e já semifinalista Palmeiras, sem Diego Souza e com dúvida em relação a Cleiton Xavier, enfrenta o São Paulo, num braço de ferro que vale mais moralmente do que por qualquer outro motivo.

Mas vale e, felizmente, até aqui, em clima de absoluta paz.

No domingo tem Equador e Brasil, na altitude de Quito, onde a Seleção perdeu suas duas últimas partidas.

É jogo que vale, porque das Eliminatórias.

Mas a Seleção hoje atrai menos do que quaisquer dos nossos grandes clubes.

O que é uma pena, mas é verdade.

Por Juca Kfouri às 00h09

26/03/2009

Parece mentira

 

Juca,

 

 

Veja só o que se passa em Minas.

 

Aloísio Morais,

Presidente do Sindicato dos Jornalistas de Minas.

O texto abaixo está no nosso site

jornalistasdeminas.org.br 

 

 

  25/3/2009|

 

  Derrota do América em casa derruba editor

 

Quem é do ramo do esporte, mais precisamente da área do futebol, sabe que tem coisa que só acontece com o América.

Esta máxima foi reforçada agora pelo episódio vivido pelo jornalista Rodrigo Rodrigues, editor de Esportes do jornal O Tempo, que foi arbitrária e sumariamente demitido por causa de um título sobre uma matéria que contava a despedida do Coelho da Copa do Brasil, por perder de 1 a 0, no Mineirão, para o paraense Águia de Marabá.

O Sindicato dos Jornalistas se solidariza com Rodrigo e repudia a forma como se deu sua demissão, e abre espaço para que ele mesmo relate como funciona certo jornalismo praticado nestas Minas Gerais:

NÃO CARREGUE NO TÍTULO DO AMÉRICA

"Manda quem pode, obedece quem tem juízo." Como não obedeci, vou poder sacar meu módico FGTS (kkkk….). Sei que não sou o primeiro nem serei o último. Mas, como jornalista, gostaria de compartilhar com vocês a his tória a seguir.

Quinta-feira, 19 de março, aproximadamente 22h15. "Não ‘carregue’ no título do América, para evitarmos problemas amanhã. A desclassificação, por si só, já vai deixá-lo muito irritado", recomendou.

Sexta-feira, 20 de março, exatamente 12h20, recebo uma ligação no meu celular. "Eu te avisei umas 15 vezes para não ‘carregar’ no título do América e você escreve aquilo. Se você quiser falar mal do América, não vai ser nesse jornal que vai fazer isso", esbravejou o volátil senhor.

Respondi que levaria o assédio a que estava sendo submetido ao conhecimento da chefia. Não tive tempo. Quando cheguei para trabalhar, o cenário já estava montado e minha demissão tramada.

"Em função do que aconteceu ontem, vou ter que dispensá-lo. Eu recebi uma determinação expressa da secretária de redação para não ‘carregar’ no título do América, transmiti a ordem e você a descumpriu. Por isso, você está sendo demitido: por ter descumprido uma ordem minha, que sou seu superior hierárquico", justificou o claudicante.

Questionei onde estava o erro da informação. "O erro foi o seguinte: quem perde de 1 a 0 não foi humilhado, ainda mais que o time teve chances de fazer gols, colocou duas bolas na trave e qualquer um poderia ter vencido (como jornalista previdente que sou, ressalto que todo o diálogo foi devidamente registrado pelo meu aparelho de MP4). Patético, não?

Disse que a humilhação mencionada não era o placar, mas, sim, a desclassificação, em casa, na primeira fase da competição, para um time de pouca ou nenhuma representatividade no cenário esportivo nacional.

Além disso, se o resultado foi considerado normal, porque a torcida estava tão revoltada após o jogo, querendo a "cabeça" dos sete presidentes do clube e do treinador? Por que o técnico do time entregou o cargo depois da partida, diante de um resultado tão normal? Antes que eu responda, peço licença para ir ao banheiro vomitar.

No mínimo, cometeram um dos erros mais graves do jornalismo e da vida: não ouviram a minha versão sobre o fato, o outro lado. Contudo, acho que é mais factível pedir ao meu filho de 8 anos que escreva um tratado sobre física quântica, a cobrar ética, honestidade e bom senso de determinadas pessoas.

Ah, já ia me esquecendo do principal. Sabem qual foi o título? "AMÉRICA É HUMILHADO PELO INEXPRESSIVO ÁGUIA MARABÁ"

Sabem como estou (além de desempregado….rs…..)? Feliz "pra" c... Tive o maior prazer em contar ao meu filho, meus pais e minha esposa que fui demitido porque feri interesses escusos. Contudo, não contrariei minha formação profissional e, sobretudo, meus princípios.

Sabem o que eu sou? Desobediente, sim, sempre. Desonesto, não, nunca.

Espero que tenham gostado…kkkkkkkkkkkkk

Abraços

Rodrigo Rodrigues, JORNALISTA, Belo Horizonte.

Obs.Este relato de Rodrigo está circulando entre amigos e colegas na internet e é publicado no site do Sindicato com a sua autorização.

 Obs2., deste blog: O nome do responsável pela demissão do jornalista do jornal "O Tempo" é Teodomiro Braga, premiadíssimo repórter, membro do Conselho de Administração do América e autor do livro "Sonhador que faz", uma entrevista com José Serra. 

 

 

Por Juca Kfouri às 21h51

Deves ou Neves

Ex-presidente do Santa Cruz, atual presidente da FBA que cuida da Série B do Campeonato Brasileiro, José Neves, que está atrapalhando a vida do Vasco como já atrapalhou a do Corinthians, é conhecido, no Recife, como José Deves.

 

Por Juca Kfouri às 13h15

A unificação, aqui, perdeu

Com 1700 opiniões, 65% dos internautas são contra a unificação dos títulos da Taça Brasil e Robertão como equivalentes ao Brasileirão.

Um resultado que provavelmente seria diferente se, por exemplo, Flamengo e Corinthians reivindicassem o mesmo.

Por Juca Kfouri às 09h04

Barrichello ou Massa?

Em seu blog, o jornalista Flávio Gomes, especializado em automobilismo, propõe uma interessante questão ao perguntar para quem seus leitores vão tocer, se para Rubens Barrichello ou para Felipe Massa.

Ele identifica uma onda pró-Barrichello, talvez causada por remorso, diz em sua coluna do diário "Lance!" de hoje.

Será mesmo?

Vote, em minutos, na sondagem ao lado, por favor.

Por Juca Kfouri às 08h59

Ronaldo vai se firmando

Não, Ronaldo não fez ontem à noite uma apresentação de gala.

Nada que se compare, por exemplo, ao que já vimos ele fazer.

Mas, se não foi uma noite de gala, foi uma noite de gols.

E que valeu o ingresso de 20 mil torcedores.

Dois gols de Ronaldo, um de pênalti que ele mesmo sofreu e outro bem bonito, típico de quem sabe tudo dentro da área.

Antes, ele tinha dado uma cabeçada bem interceptada pelo goleiro Aranha e cometido uma furada digna do Souza, jamais do Fenômeno.

O mais importante, no entanto, talvez não tenham sido nem os gols, que lhe deram a marca de quatro gols em cinco atuações.

O mais importante foi vê-lo de novo durante 90 minutos, um pouco mais enxuto, levando pancada dos zagueiros da Ponte Preta como ainda não tinha apanhado desde sua volta.

E ainda sendo capaz, aos 22 minutos do segundo tempo, de dar um pique da intermediária até a grande área corintiana para ajudar a defesa.

Cada vez mais, Ronaldo está voltando.

Comentário para o Jornal da CBN desta quinta-feira, 26 de março de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

Por Juca Kfouri às 00h13

Taça Rio

Nada vi da Taça Rio.

Nem os 4 a 2 do Flamengo sobre o Madureira, com três gols de Josiel, em Edson Passos;

nem o empate entre Botafogo e Americano, no Engenhão, 2 a 2, com gols de Victor Simões e Reinaldo e o empate do time de Campos no finzinho (soube que houve um pênalti não marcado para o time do interior);

nem a virada do Vasco 100% na Taça Rio, em São Januário, 2 a 1 sobre o Mesquita, gols de Léo Lima, de pênalti esquisito, e de Jefférson.

Suspeito que fiz bem, embora nem o jogo do Corinthians nem o do Grêmio tenham sido lá essas coisas.

Mas Ronaldo foi. 

Por Juca Kfouri às 23h56

Grêmio sofre e ganha

Antes de fazer 1 a 0, aos 41 minutos de jogo, o Grêmio já tinha criado, pelo menos, quatro claras oportunidades de gol, com direito a duas bolas na trave, uma delas num tirambaço de Jonas que, enfim, fez o gol tricolor contra o Aurora, da Bolívia, em Cochabamba.

Para surpresa dos próprios bolivianos, no entanto, eis que no recomeço do jogo o Aurora empatou.

A quase 2600 metros de altitude, era uma má notícia para os brasileiros, por enorme que fosse a diferença técnica entre os dois times.

Ainda mais que Jonas, descontrolado, achou de ser expulso.

De novo aos 41, no entanto, Tcheco bateu falta fraquinho, fraquinho, e o goleiro engoliu, entre as pernas, um pollo histórico, para matar os cochabambinos de vergonha.

O Grêmio é líder de seu grupo.

Por Juca Kfouri às 23h45

Valeu por Ronaldo

Tinha menos gente do que se esperava no Pacaembu, 20 mil pagantes, mesmo neste horário horroroso das 21h50.

E quem foi ver Ronaldo o viu errar uma porção de passes até que, aos 17, de cabeça, fez Aranha operar grande defesa, junto à trave direita.

Pior: 15 minutos depois viu Leandrinho fazer 1 a 0 para a Ponte Preta.

O Corinthians pressionava, mas não impressionava.

Aos 35, Ronaldo sofreu pênalti e ele mesmo bateu para empatar e marcar seu terceiro gol com a camisa alvinegra, no meio da meta, devagarinho, depois que Aranha arriscou o canto esquerdo.

Três minutos depois, em linda jogada do ataque corintiano, Ronaldo deu uma furada espetacular na cara do gol.

Se fosse o Souza...

Em seguida, foi a vez de Dentinho quase marcar.

E de Ronaldo se desentender com Deda, num lance que o árbitro fingiu não ver para não amarelar o corintiano.

Aos 44 ele sofreu falta, cobrou e Aranha defendeu.

A Ponte, aliás, abusava das faltas diante de um apitador complacente.

E Ronaldo também era, naturalmente, alvo das infrações.

Assim terminaram os 45 minutos iniciais.

E os finais começaram com Douglas, mais uma vez, fazendo uma apresentação pífia e com a Ponte melhor em campo.

Só que, aos 7, Edílson chutou Wellington Saci e foi, corretamente, expulso.

Aos 10 Douglas saiu para entrar Otacílio Neto.

Aos 13, Ronaldo recebeu na área, deu um drible seco no zagueiro e arrematou de esquerda para fazer o que sabe como poucos na história do futebol: um belíssimo gol de centroavante raro.

Em cinco partidas, quatro gols não é uma marca desprezível, bem ao contrário, ainda mais se for considerado que não havia feito um jogo inteiro.

O ingresso já estava pago.

Quem foi ver Ronaldo já não tinha, definitivamente, do que se queixar.

E nem se notou, aliás, mas, aos 22 minutos, Ronaldo saiu em desabalada carreira para tentar ajudar a defesa num contra-ataque campineiro. Surpreendente!

Como era surpreendente que o Corinthians, ganhando e com um jogador a mais, desse tanto mole.

O resultado foi o empate, aos 30, em cabeçada de Gum.

Desta vez, do meio para frente o Corinthians era melhor do que do meio para trás, coisa rara nos times de Mano Menezes.

Aos 34, Ronaldo tocou de calcanhar para Otacílio Neto que foi derrubado a meio passo da linha da área.

Aos 40, saiu o zagueiro Diego e entrou Souza.

Lulinha que havia entrado em lugar de Dentinho, que se machucou, não acertava um cruzamento.

E se o Corinthians manteve a invencibilidade, o resultado, cá entre nós, foi uma decepção.

Já o São Paulo, em Bauru, com gols de Washington e Jorge Wagner, ganhou do Noroeste por 2 a 1.

Por Juca Kfouri às 23h44

25/03/2009

Santos mostra quem é quem

O Santos tinha de mostrar ao Santo André quem é quem, na Vila Belmiro, na hora da verdade.

E mostrou.

Não sem tomar alguns sustos, o primeiro logo no primeiro minuto.

Mas quem ganha por 3 a 0 não deixa dúvidas.

Nem a de que, de fato, Mádson deveria ter começado o clássico diante do Corinthians.

Foi dele, aliás, o primeiro gol santista, ao receber, fora da área, de Neymar.

Que jogou até os 30 do segundo tempo, e bem, além de, minutos antes de sair (com fortes dores nos dedos do pé esquerdo), fazer o terceiro gol, em passe de Mádson.

O segundo gol quem fez, ainda no primeiro tempo, também de fora da área, foi Triguinho.

Numa noite santista, a Lusa, como sempre faz, entregou o ouro no Canindé ao só empatar para o Mirassol por 2 a 2, com gol de mão de Fabrício Carvalho, que além do mais é mentiroso pois negou o fato, aos 43 da etapa final.

Assim, o Peixe quase já voltou ao G4, ao deixar para trás o Santo André e ao ficar a apenas um ponto da Portuguesa, com quem jogará na Vila no dia 2 de abril, depois de ir a Barueri, onde não pode vacilar.

Porque, afinal, o grande é o Santos.

Por Juca Kfouri às 21h20

A Ponte Preta no caminho do Fenômeno

Hoje à noite o Pacaembu viverá mais uma noite em que o que menos importa é o adversário do time de Ronaldo e o torneio em disputa.

O que vale mesmo é que ele entrará em campo para fazer sua quinta partida com a camisa do Corinthians.

Por acaso o adversário será a Ponte Preta, que já decidiu dois campeonatos estaduais com o Corinthians, em 1977 e 1979, quando o Campeonato Paulista era tão atraente que ninguém precisava chamá-lo de Paulistão, prova de que apenas virou Paulistinha.

Paulista, Paulistão ou Paulistinha, nada importa, importa que Ronaldo jogará para um estádio provavelmente repleto e não só diante da imprensa paulista e brasileira, mas para jornalistas italianos, franceses, alemães, espanhóis, ingleses, que não desgrudam do Fenômeno.

Por mais que esses jornalistas estrangeiros estranhem as condições que são oferecidas àquele que já foi o melhor jogador do mundo pelo seu novo clube. 

Mais de 8500 ingressos foram vendidos até a noite de ontem, mais que o público pagante do jogo, também de ontem, entre o líder invicto Palmeiras e Bragantino.

Por Juca Kfouri às 00h50

24/03/2009

Quem puxa aos seus não degenera

Tem um novo blog na praça.

De um blogueiro pra lá de novíssimo.

Filho de peixe e de peixa.

Mas um barato, de apenas 12 anos.

Tirante ao menos uma das suas preferências, tem tudo para dar certo.

Confira.

http://jocafuteblog.blogspot.com/ 

Por Juca Kfouri às 22h57

As viradas dos invictos

Palmeiras e Fluminense saíram perdendo para Bragantino e Friburguense.

Mas viraram.

Assim, se mantiveram invictos, o Palmeiras no Paulistinha e o Flu na Taça Rio, o segundo turno do Carioquinha.

O alviverde, em casa, fez péssimo primeiro tempo, só empatando no último minuto quando Diego Souza foi à linha de fundo para dar para o paraguaio Ortigoza fazer seu primeiro gol no campeonato.

O mesmo paraguaio, no começo do segundo tempo, tratou de fazer 2 a 1, ele que entrara aos 27 minutos do primeiro tempo, no lugar de Jéci, autor do gol do Bragantino e de outras mancadas, como é habitual.

No segundo tempo, aliás, mesmo sem que Keirrison brilhasse, só dava Palmeiras diante de 8 mil torcedores.

Até que, aos 20, Diego Souza foi infantilmente expulso e ele, além de ficar fora do clássico diante do São Paulo, neste sábado, no Morumbi, acabou por permitir que o Braga levasse algum perigo ao gol de São Marcos.

O goleiro está novamente em regime de ganhar ritmo de jogo, pois sua experiência é vista como vital para o jogo diante do Sport, pela Libertadores, dia 8 de abril.

O Verdão já está nas semifinais do campeonato.

A vida foi mais fácil para o Fluminense.

Que empatou com Roger no primeiro tempo, viu o adversário ficar com 10 e virou com um golaço de Conca, aos 8 do segundo.

Mesmo sem Fred, o Flu chegou ao terceiro gol, aos 29, de pênalti cobrado por Thiago Neves duas vezes, a segunda com paradinha, e que valeu mais uma expulsão no time da Friburguense, que jogou em casa.

Por Juca Kfouri às 21h22

Do blog do Birner

NOTA DE ESCLARECIMENTO

De Vitor Birner

Um apresentador divulgou em programa de rádio que eu atirei um copo de água na torcida.

Mentira!

Quem tentou agredir a equipe não ouviu sequer um palavrão de nós.

Por coincidência, nós, da CBN, estamos lá, no Pacaembu, em quase todos os jogos e nunca tivemos nenhum problema,absolutamente nada com a torcida.

Mas domingo, no dia em que Marcelo Teixeira, seguranças e outros torcedores atiraram do camarote (que fica acima da cabine) copos de água nos torcedores da numerada, segundo o apresentador, eu fiz o mesmo.

A mentira irresponsável coloca a minha integridade física e dos demais colegas em risco.

Complemento 15h01 - 24 de março

De Vitor Birner

Peço desculpas, pois deveria ter colocado este aviso antes. Não aprovei as mensagens, todas, sem exceção, de apoio a mim, que citavam os nomes dos envolvidos. Eles querem audiência. Não terão mais por minha causa. A nota de esclarecimento, diante da gravidade da afirmação, era necessária. Descer o nível, ao contrário, não. Não perderei o respeito nem por quem mentiu.

Por Juca Kfouri às 15h28

Reconhecimento de títulos

Está aí o movimento para reconhecer a Taça Brasil e o Robertão como Campeonatos Brasileiros.

É legítimo.

Mas alguém já disse que a Taça Brasil é a mãe da Copa do Brasil e o Robertão é o pai do Brasileirão.

E é isso mesmo.

Uma é a mãe e o outro é o pai, razão pela qual não são os filhos.

Que são os filhos.

Simples assim.

Neymar pai é pai de Neymar, mas não é o filho.

Como diz Celso Unzelte, não é preciso transformar D. Pedro II, o Imperador do Brasil, em presidente do país para saber que era ele que mandava no país.

Cada título teve sua importância e sua época.

E deveria bastar.

Por Juca Kfouri às 13h58

Amistoso em Brasília sob suspeita

O repórter Gabriel Castro, da CBN-Brasília, revelou ontem que o contrato que resultou no jogo amistoso, em novembro passado, no Distrito Federal, entre Brasil e Portugal, e que terminou com a goleada brasileira por 6 a 2, está sob investigação do Ministério Público.

Um contrato de R$ 9 milhões.

Tudo porque o contrato, assinado pelo governador José Roberto Arruda e por uma tal Vanessa Almeida Preste, além do secretário de Esportes do governo do DF, foi feito com uma empresa aparentemente fantasma, a Ailanto Marketing Ltda, de Vanessa Preste e de Alexandre Rosell.

A Ailanto foi registrada pelo advogado Eduardo Duarte, apontado como laranja do banqueiro Daniel Dantas pela Operação Satiagraha, e não tem nem sequer telefone.

O governador José Roberto Arruda preferiu não se manifestar e a CBF disse desconhecer qualquer intermediação para jogos da Seleção Brasileira, cujos direitos são da empresa ISE, com sede nas Ilhas Cayman.

É interessante lembrar que o presidente da CBF, Ricardo Teixeira já se viu em maus lençóis por causa de operações semelhantes que redundaram em duas CPIs.

E que um dos membros do Comitê Organizador da Copa do Mundo no Brasil, o advogado Francisco Mussnich, não só advogou para o banco Opportunity de Daniel Dantas como é namorado da irmã do banqueiro.

Alexandre Rosell, citado na reportagem como dono da Ailanto e ligado a ISE, é mais conhecido como Sandro Rosell, ex-presidente da Nike no Brasil quando a empresa passou a patrocinar a Seleção Brasileira, ex-vice-presidente do Barcelona e íntimo amigo de Ricardo Teixeira.

Comentário para o Jornal da CBN desta terça-feira, 24 de março de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

Ouça a reportagem de Gabriel Castro.

http://cbn.globoradio.globo.com/home/2009/03/23/EMPRESA-DE-FACHADA-RECEBE-R-9-MI-DO-GOVERNO-DO-DF-PARA-REALIZACAO-DE-JOGO-ENTRE-BRASIL.htm

 

Por Juca Kfouri às 01h46

23/03/2009

Escândalo no amistoso.

O repórter Gabriel Castro, da rádio CBN, em Brasília, acaba de divulgar que o Ministério Público está investigando o governo do Distrito Federal pelas irregularidades descobertas no contrato do jogo amistoso entre Brasil e Portugal, 6 a 2 para o time de Dunga.

Como intermediário do contrato aparece um certo Eduardo Duarte, laranja do banqueiro Daniel Dantas e uma empresa fantasma, a Ailanto.

O contrato, com assinatura do governador José Roberto Arruda, foi de nada menos que R$ 9 milhões e a CBF diz que desconhece intermediários e que negocia diretamente com a ISE, a empresa que detém os direitos da Seleção.

http://cbn.globoradio.globo.com/home/2009/03/23/EMPRESA-DE-FACHADA-RECEBE-R-9-MI-DO-GOVERNO-DO-DF-PARA-REALIZACAO-DE-JOGO-ENTRE-BRASIL.htm

O governador não quis se pronunciar sobre a denúncia. 

Por Juca Kfouri às 19h05

Mais um furo nos exames anti-doping

O British Journal of Sports Medicine publica pesquisa que demonstra que os exames antidoping ignoram algo que não podem ignorar: o DNA de cada atleta, que varia de acordo com as etnias, diferença vital para avaliar qual é o nível normal de testosterona de cada um.

Como se sabe, o nível de testosterona, segundo a Agência Mundial Anti-doping, é um dos principais elementos para constatar abusos na preparação dos atletas.

Leia mais, em inglês, em  http://www.futurepundit.com/archives/006037.html.

Por Juca Kfouri às 14h30

Ministro Orlando Lero

O ministro Orlando Silva Jr., que Luciano do Valle chama de Orlando Dias que é mesmo um homônimo mais compatível, foi entrevistado hoje pela manhã no Jornal da CBN.

Impressionante!

Ele fala como se estivesse chegando agora ao ministério do Esporte e não como se trabalhasse nele desde o dia 1o. de abril de 2006, quase três anos portanto.

E como se a violência nos estádios fosse coisa nova.

E acha que seu projeto de lei, repleto de inutilidades, embora com pontos aproveitáveis, será a panacéia, apesar de sua gestão poupar sistematicamente alguns dos maiores responsáveis pela violência, os cartolas que mantém as torcidas uniformizadas.

E, se não bastasse, uma questão como a da violência ele quer tratar por meio de projeto de lei, com a demora que se conhece.

Já a Timemania 2 virá como a primeira, por Medida Provisória.

E sabe por quê?

Porque ele só joga para a platéia.

Por Juca Kfouri às 13h55

Violência nos estádios não é só coisa de uniformizados

Já faz certo tempo, alguns torcedores, na Vila Belmiro, destruíram a cabine da Sportv.

Ontem, no Pacaembu, houve quem quisesse fazer o mesmo com a cabine da CBN.

Uns malucos, sem noção, acharam que os copos d'água arremessados pelos cartolas do Santos, da tribuna acima da cabine, tinham sido jogado da cabine da emissora.

Nos dois casos as cabines ficam acima dos setores mais caros em ambos os estádios.

O que dá a medida da irracionalidade que toma conta de certas pessoas que têm certeza de sua impunidade.

Se o nível de agressividade, de "valentia", em simples comentários nos blogues pelo mundo afora é o que é, imagine num campo de futebol.

Nos blogues há a garantia do anonimato e nos estádios o da ação coletiva, como nos linchamentos.

Não é por acaso que cada vez mais emissoras de rádio e TV preferem fazer suas transmissões dos estúdios, para não expor suas equipes e equipamentos.

A ausência do Estado, da autoridade, nos estádios dá nisso.

Seja nas arquibancadas, como mais uma vez o Pacaembu testemunhou, seja nos setores vips.

E não é com carteira de torcedor que o problema será resolvido, como já ensinou o Estado britânico.

Que ensinou também que o torcedor tratado feito animal, age como animal.

Comentário para o Jornal da CBN desta segunda-feira, 23 de março de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

 

Por Juca Kfouri às 00h00

22/03/2009

A Lusa está chegando

Para menos de 1000 torcedores em Itu (o interior adora os estaduais...), a Lusa derrotou o Ituano por 2 a 0 e assumiu o quarto lugar no G4, com os mesmos 30 pontos do São Paulo.

Edno fez mais um gol, seu nono tento no Paulistinha, uma pintura.

Por Juca Kfouri às 20h59

Vascôoooooooooooooo!!!!!!!!!!

Eu quero acreditar em Carlos Alberto, como, de resto, em Diego Tardelli, por exemplo.

Ainda mais depois de vê-lo fazer o que fez diante do Botafogo, dias atrás, e ouvi-lo dizer que amadureceu, como diz também o artilheiro do Galo.

Mas, aí, contra o Flamengo com 10, ainda aos 33 do primeiro tempo, ele é expulso por não atender à marcação de óbvio impedimento.

Ele disse que não ouviu o apito e eu continuo a querer acreditar nele.

Mas, aí, não dá.

Porque até olhar para o árbitro ele olhou e sabe que a defesa rubro-negra nem foi atrás depois do apito.

Resultado, se o Flamengo perdera Williams, aos 16, por falta exatamente em cima de Carlos Alberto, 17 minutos depois sua lambança deixava o Vasco com claro prejuízo no balanço das expulsões.

Expulsões que foram uma das marcas registradas do clássico.

Porque Leo Moura foi expulso aos 8 do segundo tempo por falta violenta em Ramon e sete minutos depois o próprio Ramon foi expulso por falta em Everton Silva.

Menos mal, para ele e para o Vasco, que Elton tinha, aos 12, aberto o placar, ao pegar um bate-rebate em posição duvidosa.

Nove contra nove, o Vasco foi aos contra-ataques e, num deles, aos 16, Jéferson fez 2 a 0, aproveitando cruzamento de Pimpão.

Aos 48, Tite, do Vasco, também foi para o chuveiro.

Os três "capitães" do Vasco no jogo foram expulsos...

Quase 70 mil pagantes e mais de 73 mil presentes ao Maracanã na festa cruzmaltina.

O Vasco, ao contrário do Corinthians no Paulistinha, quando estava na Segunda Divisão, faz bela campanha no Carioquinha.

E ganha clássicos.

Lembremos que só não decidiu a Taça Guanabara porque foi tungado no tribunal.

Por Juca Kfouri às 19h59

Não tem solução

Marcelo Teixeira, presidente do Santos, é um irresponsável.

Que é um desastre para o Santos já se sabe não é de hoje.

Que acoberta torcedores uniformizados também, a exemplo, aliás, da maioria dos cartolas.

Mas o que fez hoje na cabine em que estava no Pacaembu é inadmíssel.

Chutou portas, xingou torcedores, jogou copos d'água em quem estava nas numeradas e botou fogo num clima que já era pesado.

E depois ainda fez discursos pedindo providências e, imagine, paz.

Este o promotor de Justiça que cuida de segurança nos estádios em São Paulo não incomoda.

Porque mantém com os cartolas uma relação muito mais próxima do que deveria e recebe deles camisas autografadas, como é possível ver, por exemplo, em sua sala no Fórum da Barra Funda, além de frequentar o camarote da BWA -- a quase monopolista empresa que vende, mal, ingressos pelo país afora --  no sambódromo paulistano.

Não tem solução.

Só resta não ir aos estádios.

Por Juca Kfouri às 19h51

Dentinho dá vitória ao Corinthians

O Corinthians começou o jogo diante do Santos no Pacaembu (36 mil presentes, 33 mil pagantes) dando a sensação de que faria sua melhor apresentação neste ano.

Forte, tranquilo e, até, insinuante.

O Santos equilibrava o jogo, mas a bola queimava mais em seu pé.

Nem Ronaldo nem Neymar apareciam e quando apareceram o menino apareceu melhor, com um chute de fora da área que raspou a trave.

Ronaldo, em impedimento, tinha perdido gol certo, daqueles que faria se já estivesse em forma.

E no melhor lance da primeira etapa, Douglas fez um cruzamento primoroso para Dentinho se antecipar e mastigar Triguinho, enfiando a cabeça para abrir o placar, aos 15.

Em seguida, Fábio Costa saiu jogando errado, Douglas invadiu a área para fazer o segundo gol e o goleiro fez grande defesa.

A partir daí o Corinthians cedeu espaço e a bola mais para o Santos, que não conseguiu, no entanto, assustar.

Ao contrário do que fez logo de cara no segundo tempo, quando Neymar quase empatou.

Mas ainda antes do décimo minuto, Ronaldo finalizou mal duas vezes, na cara do gol, numa delas em posição duvidosa.

Aos 16, Fabão fez a primeira falta em Ronaldo desde que ele voltou -- ficou três horas e 16 minutos sem sofrer nenhuma falta.

O Santos trocou Neymar por Madson e Luizinho por Pará, duas alterações que pareceram equivocadas de Vágner Mancini.

Cansado, o bom Elias saiu para entrar Fabinho.

Paulo Henrique entrou no lugar de Lúcio Flávio, inexistente.

A sensação inicial da apresentação corintiana já tinha se desvanecido, mas o time não corria maiores riscos para manter sua invencibilidade em 2009 e ganhar seu primeiro clássico.

Aos 37, Ronaldo, aplaudido, saiu e Jorge Henrique entrou.

Aos 43, Morais substituiu Dentinho, que fez boa partida.

Se Neymar mereceu 5,5 pelo que fez, Ronaldo ficou com uma nota 5.

E o jogo que começara muito bem terminou com nota 6,5, além de marcar a primeira derrota de Mancini e manter o Santos fora do G4.

Já o Corinthians manteve a vice-liderança, a invencibilidade, ganhou o primeiro clássico com Mano Menezes e o primeiro desde 2007.

Paulista e São Paulo, em Jundiaí, ficaram num 1 a 1 que nem vi.

Em tempo: quase mil palpites, 42% para o Corinthians e 40% para o Santos.

Por Juca Kfouri às 17h58

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico