Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

04/04/2009

Homenagem de um gremista fanático

Por AIRTON GONTOW

Airton Gontow, 47 anos, é jornalista, cronista egremista fanático. Costuma dizer que não é gremista doente, "porque doente é quem torce para o Internacional".

Diante deste lindo céu azul confesso a vocês que torci muito para que os festejos do centenário do Internacional de Porto Alegre não acontecessem em momento assim tão favorável. Afinal, há pouco mais de dois anos, "eles" não tinham nenhum título da Libertadores, Mundial ou mesmo da pífia Copa Sul-americana para ostentar com orgulho em suas camisas, bandeiras e história.

Era a alegria da torcida gremista gritar por longos e felizes 23 anos: "Grêmio, nós somos campeões do mundo" ou "Libertador, Libertador, Libertador, Libertador...", nos grenais e até nas outras partidas em que o Inter nem estava em campo.

Eu mesmo fui a um programa de televisão, em 2006, e quando me perguntaram se eu achava "que o Internacional tinha chances" de ser campeão, respondi: "Sua pergunta está errada", para o espanto do apresentador. "Não existe Internacional. Este time, aliás, deveria ser denunciado ao Procon, porque está vendendo camisetas, títulos de sócios e bandeiras, dizendo que é Internacional, mas não é, porque nunca ganhou nada lá fora! Tem Nacional em Manaus, Nacional em São Paulo. E Nacional em Porto Alegre!", afirmei.

Neste lindo dia de céu límpido e azul conto que torci e sonhei que chegasse o inevitável dia deste centenário com o meu inimigo Internacional sem poder dizer: "Somos campeões do mundo!"

Sonhei, mas diante deste mar e deste céu azuis tenho de confessar que no fundo eu já sabia, que algo me dizia que o Colorado gaúcho também chegaria lá.

Afinal, sempre foi assim. O Grêmio surgiu em 1903. E eles correram atrás e já em 1909, também fizeram time. Surgiu o Gre-Nal e já no primeiro confronto mostramos nosso valor e aplicamos um impiedoso 10 a 0. Pouca gente sabe, mas alguns anos depois houve mais um massacre: 10 a 1 para o tricolor gaúcho. Mas, como na fundação do clube depois do nosso, eles também correram atrás e já em 1915 venceram o primeiro clássico. E depois não pararam mais de nos enfrentar, até que nos passaram à frente em número de vitórias – o que permanece até hoje, com uma vantagem de 22 partidas.

Houve a guerra dos estádios. Cortando parte da história, conto que fizemos o melhor estádio da cidade: a Baixada. Eles resolveram fazer melhor e construíram os Eucaliptos. Mas nós gremistas, bravos e valentes, não deixamos para menos e construímos o Olímpico, o orgulho do Rio Grande. Em 1969, contra-atacaram com o Gigante da Beira-Rio, até hoje o maior estádio da cidade. Mas reformamos o Olímpico que se é um pouquinho menor que a casa deles, ao menos é todo coberto no anel superior, o que não acontece no Gigante, quando boa parte do povão não tem abrigo na hora da chuva. Enquanto dizemos que o estádio deles, feito com o aterro do "rio", é ecologicamente incorreto, os colorados insistem em chamar o agora "Olímpico Monumental" de "Remendão".

O terrível adversário do Grêmio, esse inimigo chamado Internacional, busca, sempre, copiar nossas conquistas, nosso heroísmo, nossas façanhas...

Tá certo que nem foi em tudo que saímos na frente. Foram eles o primeiro time gaúcho a vencer o Campeonato Brasileiro. E o conquistaram três vezes - a última, em 79, invictos (meu Deus, com uma defesa que tinha jogadores como João Carlos, Mauro Pastor e Cláudio Mineiro!). Desta vez foi o meu Grêmio que correu atrás e agora já vencemos dois Brasileiros.

Mas na Copa do Brasil ganhamos quatro vezes. Eles conquistaram um título. E daquele jeito que todo mundo sabe: com um pênalti inventado aos 44 do segundo tempo contra o Fluminense. Também, como disse, vencemos antes a Libertadores. E duas vezes. Ganhamos o mundo uma vez e só não chegamos lá de novo por um destes caprichos do destino, já que depois de empatarmos heroicamente, com dez jogadores desde o primeiro tempo, com o "invencível" Ajax, só perdemos nos pênaltis, quando nossos dois melhores batedores – Dinho e Arce - erraram o alvo.

Durante 23 anos, gritei, sorri, fiz piadas, brinquei enquanto pude, mas o fato é que, como já contei a vocês, sempre soube que deveria aproveitar o momento enquanto pudesse, porque logo eles iriam, como em tudo, nos imitar, fazer igual, fazer um pouco melhor, um pouco pior, chegar perto, passar um pouquinho. Como tantas e tantas vezes nessa história de 100 anos.

Diante deste céu azul eu digo que..Ops! Vejo que já se aproxima o entardecer. Há no horizonte uma linha distante. É vermelha. Agora está mais nítida e começa a se espalhar pelo horizonte e a dividir em parte a magnífica vista que tenho à minha frente.

O mar é azul! O céu é azul! A Terra é azul! Mas confesso que também há encanto e beleza neste tom vermelho que invade mais uma vez o espaço celeste que até há pouco reinava sozinho.

Vou ter me conformar. Está escrito nos céus. Azul e vermelho vão conviver para sempre neste duro, doloroso e lindo duelo.

Agora eles anunciam a grande reforma do seu estádio, no projeto "Gigante para Sempre" E meu Grêmio inicia em breve o projeto de construção da "Arena", o maior e mais moderno estádio do Rio Grande do Sul.

Possivelmente nosso estádio será melhor e o "remendão" será o estádio deles. Mas o verdadeiro duelo não se trava ali, na questão dos estádios. Observem nos cadernos dos guris e gurias. É lá que começa a verdadeira batalha. Há milhares de desenhos, feitos nos intervalos e – convenhamos – mesmo durante as aulas, com projetos de possantes naves espaciais, que os adultos nem sonham que vão existir.

Acho, como me ensina uma história de cem anos, que vamos sair na frente. Seremos campeões do Sistema Solar, derrotaremos os alienígenas também em outras galáxias, até conquistarmos o título de campeões do Universo.

Meus descendentes vão rir muito, tirar muito sarro dos seus queridos inimigos colorados. Vão aproveitar enquanto puderem porque algo lhes dirá que um dia os vermelhos também chegarão lá. Como no Gre-Nal. Como na Libertadores. Como no Mundial. Como neste lindo e inesquecível entardecer de céu rublo e azul.

Por Juca Kfouri às 21h53

03/04/2009

CBF se coça tarde. E interesse cai

Bastou denunciar aqui e eis que apareceram os borderôs dos jogos da Seleção da CBF em seu sítio.

O de anteontem, no Beira-Rio, e o de OUTUBRO, no Maracanã, jogo contra a Colômbia.

Nada que signifique o cumprimento do Estatuto do Torcedor, porque já devidamente descumprido, é óbvio.

Importa, ainda, considerar como o torcedor se afasta cada vez mais da Seleção, à luz do que aconteceu dos últimos três jogos das Eliminatórias disputadas no Brasil:

1. No Engenhão, contra a Bolívia, 31 mil pagantes, deixando vazios 32% do estádio (capacidade de 45 mil torcedores);

2. No Maracanã, contra a Colômbia, 55 mil pagantes, com 41% do estádio (capacidade de 92 mil pessoas) às moscas;

3. No Beira-Rio, contra o Peru, 34 mil pagantes, com 40% do estádio (56 mil) sem ninguém.

Por Juca Kfouri às 17h34

Eu passo!

Tanto no diário "Lance!" quanto no "Jornal da Tarde", de hoje, a notícia que, na verdade, já tinha sido dada no "Blog do Paulinho", no dia 12 de março, e por mim comentada, então, no CBN EC:

Andrés Sanchez teria convidado Vanderlei Luxemburgo para ser o próximo técnico do Corinthians.

Uma aposta num eventual fracasso de Mano Menezes no Paulistinha, ou na Copa do Brasil, e de Luxemburgo, na Libertadores?

Tudo indica, além de relações estremecidas com Mano desde a saída de Antônio Carlos, amigo de infância do cartola, de Parque São Jorge.

Não acho que Mano Menezes venha sendo o técnico dos sonhos do Corinthians, tão cauteloso que é.

E considero grave a opção que ele fez por Souza, jogador do seu empresário Carlos Leite, em detrimento de Herrera, porque se nenhum dos dois é craque, o argentino, ao menos, não só faz mais gols como era a cara do Corinthians.

Mas Luxemburgo é o técnico de meus pesadelos.

E, a exemplo do que fiz em 2001, quando ele voltou ao Corinthians, se, de fato, retornar mais uma vez, pedirei licença como torcedor.

O que, é claro, só afeta a mim mesmo.

Por Juca Kfouri às 17h11

Está na primeira página do UOL

Obras para Copa do Mundo de 2014 contarão com ex-presidiários

É, pensando bem, faz sentido...

http://ultimainstancia.uol.com.br/noticia/63226.shtml

Por Juca Kfouri às 17h09

Inter centenário!

 

Amanhã, o Inter completa seus primeiros 100 anos.

Para muitos pelo Brasil afora, o Colorado nasceu em 1975, dos pés de um Falcão.

Mas é claro que já existia antes, e como!

Só que aquele time, campeão brasileiro, chamou a atenção do país inteiro.

Aquele time, que foi bi no ano seguinte e tri, invicto, em 1979.

Mas Falcão voou para ser Rei de Roma.

E o belo Gigante da Beira-Rio deu uma adormecida.

O sono dos justos, talvez.

Afinal, a tarefa no Século 20 já estava bem cumprida.

Além de chamar a atenção para si, o Inter avisou que o futebol do Rio Grande não perdia para o de nenhuma região do país.

Neste Século 21, porém, o Inter resolveu voltar a dar, plenamente, o ar de sua graça.

O tetra brasileiro de 2005 só não veio por causa do escândalo do apito, mas, melhor que isso, a Libertadores veio no ano seguinte.

A Libertadores?

Não só, não só!

O poderoso Barcelona sentiu na pele o que é decidir um Mundial da Fifa com o Colorado, aqui ou no Japão.

Porque este clube centenário, que implantou para valer o sócio-torcedor, é também do mundo campeão.

Parabéns, Inter, vermelho como nosso coração.

Por Juca Kfouri às 16h29

Cálculos de um corintiano preocupado

Por RICARDO C. ROCHA*

Como corinthiano roxo, é obvio que estou feliz com a classificação do Corinthians para as finais do Paulista e a manutenção da invencibilidade.

Mas pensando mais a frente, no Campeonato Brasileiro, temos muitas coisas a melhorar ainda.

Sei que números são sempre frios, mas vale uma reflexão dos dados abaixo:

- Dos oito empates do Corinthians no Paulista,quatro foram contra times da serie A do Brasileiro, três contra times da serie B e um contra o Marília, que era da serie B até o ano passado.

Resumindo: no Paulista nossa especialidade foi ganhar de times da serie C pra baixo (contra os times das duas principais divisões do futebol brasileiro, só ganhamos de Santos, São Caetano e Bragantino, e ainda de forma suada).

- Ontem, com o jogo Santo André x Barueri ( 2x1 para o Ramalhão), terminaram os confrontos diretos no Paulista envolvendo os times da serie A do Brasileiro. Considerando somente estes duelos, e supondo já estivessem valendo pro brasileiro, a classificação seria a seguinte: 

 

                       PG

            V

            E

            D

                  Aprov

Palmeiras

        10

 3

1

1

67%

Sao Paulo

 7

2

1

2

47%

Santos

7

2

1

2

47%

Santo Andre

7

2

1

2

47%

Corinthians

7

1

4

0

47%

Barueri

2

0

2

3

13%

O Corinthians, de acordo com os critérios de desempate, ficaria em penúltimo lugar.

Não da pra empatar tanto assim na serie A!!!

Lembrando que proporcionalmente ao Brasileirão, que rebaixa quatro equipes, neste campeonato "Brasileirista", deveriam cair 1,2 times entre os 6 da disputa.

Ou seja, nesta simulação, seriam rebaixados o Barueri e mais 20% do Corinthians (espero que o Túlio, o Souza, Wellington Saci entrem neste bolo dos 20% que não merecem disputar a Serie A....).

*Ricardo C. Rocha é publicitário e tem 30 anos.

Por Juca Kfouri às 13h41

Fim de noite

Para azar da Lusa, o Santo André ganhou do Barueri por 2 a 1 e chega vivo ao jogo do domingo no Canindé.

Terá de vencer a Lusa e torcer para que o Santos não ganhe da Ponte Preta para chegar às semifinais.

Não satisfeito em perder gols incríveis, o Barueri ainda entregou o jogo no final, ao dar de presente a vitória aos donos da casa.

Já no Engenhão, com muita chuva, o Botafogo saiu atrás do Madureira, virou, sofreu o empate no fim e ainda achou força para fazer 3 a 2, em gol de Túlio, que aproveitou a comemoração para xingar um torcedor que o ofendia no estádio vazio.

O Fogão já está em segundo no grupo e se a fase de classificação da Taça Rio tivesse terminado hoje, as semifinais seriam entre Fla-Flu e Vasco e Botafogo.

Por Juca Kfouri às 23h52

02/04/2009

A bola tem mais culpa que a altitude

Por HAYLE GADELHA

É claro que em condições anormais nenhum jogo pode ser normal.

Nessa semana, tivemos dois exemplos disso – o empate do Brasil com o Equador em Quito (2.850m de altitude) e o 6 a 1 da Bolívia na Argentina em La Paz (3.680m).

Mas essas altitudes anormais para o nosso futebol servem para comprovar outra anormalidade que tem se aprofundado e tem prejudicado o chamado "futebol-arte" (dribbling game) e favorecido o chamado "futebol-força" (passing game) – a bola.

E isso não é piada.

Realmente, ao longo da história do futebol, a bola tem ficado cada vez mais leve e mais veloz.

Na grande maioria das vezes, essa evolução tem sido benéfica ao futebol.

Ninguém pode imaginar um jogo com as primeiras bolas que tivemos, feitas de câmara de ar de bexiga de boi revestida por uma capotão de couro amarrado do lado de fora.

Era pesada e machucava.

Na década de 50, veio a câmara de ar de borracha substituindo a bexiga de boi – mas continuou o couro por fora, com peso duplicado em jogos com chuva e machucando muito.

Na década de 70, apesar dos materiais serem os mesmos, novos estudos alteraram profundamente as bolas: em vez de ser cortado em tiras regulares, o couro passou a ser dividido em 20 gomos hexagonais e 12 pentagonais.

 

Essa geometria passou a ser considerada a ideal e as alterações de peso e esfericidade durante os jogos começaram a diminuir.

Na década de 90, o couro foi substituído pelo poliuretano (mais elástico e de espessura constante).

E, com a utilização de novas tecnologias (como o "túnel do vento"), as bolas ficaram cada vez mais rápidas (hoje devem ser cerca de 10% mais rápidas do que 10 anos atrás).

Ao contrário do que se poderia supor, essa tendência coincide com a redução da média de gols por partida.

Pelo menos é o que tem acontecido nas Copas.

Até 1958, as médias de gols por partida nas Copas do Mundo sempre foram acima de 3 (a menor foi 3,6 e a maior foi de 54, com a média de 5,4!).

A partir de 1962, as médias começaram a cair (em torno de 2,6) e apenas uma vez (em 1970) a média conseguiu chegar a 3.

Na última Copa, tivemos 2,31 gols por partida, média que superou apenas a Copa de 90, com 2,21.

Onde entra a bola nisso tudo?

De fato, a bola mais rápida (assim como equipamentos mais leves e outras mudanças, como a grama mais curta) facilitou o passing game.

O domínio da bola e o drible (dribbling game) ficaram mais difíceis, enquanto o chute a gol tornou-se mais eficiente.

Saiu de cena a folha seca de Didi, entrou em campo o chutão de Roberto Carlos.

Com isso, os times se retraíram.

Os jogadores de defesa aumentaram em número e ganharam mais importância.

Os esquemas táticos começaram a exigir que os atacantes também soubessem defender.

O drible cedeu espaço à correria, a ginga abriu alas para o preparo físico.

O oposto do que ocorre com o futsal, que tem a bola proporcionalmente mais pesada.

Os grandes prejudicados são os países do "futebol-arte", como Brasil e Argentina, que se acostumaram a admirar o futebol feito com arte, cheio de dribles, passes precisos e bonitos gols.

 

(Escrito a partir de capítulo da monografia "Futebol no Rio de Janeiro" feita por Gisele Velhote, em 2000, para a formação do Curso de Comunicação da Faculdade Hélio Alonso).

Por Juca Kfouri às 22h07

Mistério...

Quantos torcedores havia no Beira-Rio, repleto de assentos desocupados, ontem?

Ninguém sabe.

O sítio da CBF não esclarece e, aliás, o último borderô lá publicado de jogo da sua seleção é ainda da partida contra a Bolívia, no Engenhão também cheio de lugares vazios, a exemplo do que aconteceu com o Maracanã, por ocasião da partida diante da Colômbia.

O borderô deste jogo, por sinal, de outubro passado, não está no sítio, em franca desobediência ao que estabelece o Estatuto do Torcedor.

Será o caso de acionar o Ministério Público?

Por Juca Kfouri às 21h22

O Santos só precisa passar bem pela Ponte

A Vila Belmiro estava repleta para Santos e Lusa, com mais de 18 mil torcedores.

E viu um primeiro tempo com domínio santista, o prevalecimento dos donos da casa.

Que criaram, com Kléber Pereira e Neymar, duas claras possibilidades para abrir o marcador, a segunda delas graças a um passe fabuloso de Paulo Henrique, menos badalado, mas bastante competente.

Só que a Lusa, prudente, até porque o empate seria ótimo resultado por mantê-la três pontos à frente do Santos e eliminá-lo, também criou duas ótimas chances.

Na primeira, Christian chutou de fora da área e Fábio Costa teve de ir buscá-la no ângulo.

E na segunda, a melhor dos 45 minutos iniciais, Edno cabeceou na trave santista.

De tão cuidadoso, o jogo era menos emocionante do que se imaginava.

Já o segundo tempo começou com toda emoção do mundo.

Madson arrancou depois de belo lançamento de Rodrigo Souto, chutou forte e cruzado para Kléber Pereira pegar o rebote do goleiro e fazer 1 a 0.

O Santos voltava ao G4 e dependeria só de seu resultado, em Campinas, diante da Ponte Preta.

E, em seguida, por pouco Paulo Henrique não ampliou de fora da área, numa bola que sobrou para ele a feitio.

Fazer gols era essencial porque, empatados em pontos, Santos e Lusa decidiriam a vaga na última rodada, pelo saldo, com a Lusa recebendo o Santo André, sem Athirson e Fernando, suspensos.

O saldo santista é de 10 gols, contra 9 da Lusa e o Santo André, se vencer o Barueri hoje à noite, ainda estará vivo.

Aos 11, Christian, cara-a-cara com Fábio Costa, perdeu gol imperdível, em milagre do goleiro.

A prudência, agora, mudara de lado.

E o Santos tentava levar o jogo em banho-maria.

Christian, machucado, deu lugar a Preto, aos 29.

Molina também entrou, no lugar de Paulo Henrique.

Triguinho se machucou e deu lugar a Domingos.

Neymar cansou, Pará entrou.

No último minuto, Athirson cabeceou na trave santista.

Ufa!

O Santos tem de ganhar da Ponte Preta pela mesma diferença de gols de uma eventual vitória da Lusa sobre o Santo André.

Por Juca Kfouri às 17h42

São Paulo bem em campo, mal fora dele

Quando o relógio marcava 42 minutos do primeiro tempo, no Morumbi, Dagoberto marcou seu primeiro gol em 2009.

E, ajoelhado no gramado, chorou.

Não era para menos.

Nos 42 minutos anteriores, Dagoberto perdera quatro gols imperdíveis.

Parecia até que nunca mais faria um gol.

Verdade que, nesse período, o Guaratinguetá também havia desperdiçado duas ótimas chances de gol.

Mas o São Paulo merecia a vitória por 1 a 0.

Até porque Jean e Washington também tinham perdido duas boas chances.

Vitória que não durou até o intervalo porque, no último minuto, Washington meteu a mão na bola dentro da área tricolor e Nenê empatou ao cobrar o pênalti: 1 a 1.

Tinha muito mais gente do que se imaginava nas arquibancadas.

E mais ainda fora do estádio, nas filas intermináveis que se formaram graças à competência do organizado São Paulo para vender ingressos ao seu torcedor.

São Paulo que passou a semana ameaçando mandar um time reserva para o último jogo contra o São Caetano, em Presidente Prudente, mas que ficou na ameaça, só para variar, porque resolveu ir com o que tiver de melhor para a partida.

Melhor, portanto, teria sido não ameaçar, para não parecer coisa de criança mimada.

Quem não ameaçou foi Washington, que aos 9, aproveitou um cruzamento de Hernanes para, de cabeça, fazer 2 a 1, redimindo-se do pênalti.

O São Paulo estava se classificando e ainda ameaçava o primeiro lugar do Palmeiras.

André Dias e Jorge Wagner, no entanto, com terceiros cartões amarelos, já estavam fora do jogo em Prudente, assim como Rodrigo, Jean e Hernanes, todos por forçarem o terceiro cartão para entrarem zerados nas finais.

Aos 15 minutos do segundo tempo ainda tinha gente fora do Morumbi querendo entrar. Um absurdo!

Será que a direção tricolor reclamará no Procon?

Hugo substituiu Dagoberto, aos 30.

E Junior César arrebentava com suas arrancadas pela esquerda.

Renato Silva entrou no lugar dele, machucado, aos 38.

André Dias cansou e Richarlyson entrou.

O São Paulo poderia ter vencido por muito mais, apesar de um sufoco no fim do jogo, com bola na trave no último segundo, inclusive.

E deveria ter uma direção mais competente para, ao menos, vender ingressos, coisa tão simples.

Quando este blogueiro diz que em terra de cego quem tem um olho é rei, alguns são-paulinos ficam irritados.

Mas é a pura verdade.

Mesmo assim, 13 mil pagantes num dia útil à tarde, quase o triplo do que tem dado à noite.

Por Juca Kfouri às 17h38

No 'Globo' de hoje. Coluna de Cora Rónai

Por Juca Kfouri às 16h03

Só no cravo

Vanderlei Luxemburgo disse que está disposto até a perder o primeiro lugar no Paulistinha para priorizar o jogo contra o Sport.

Ou seja, o jogo deste domingo contra o Botafogo, mesmo que o São Paulo ganhe do Guaratinguetá daqui a pouco, é secundário.

Esta certíssimo.

Por Juca Kfouri às 15h11

No cravo e na ferradura

O presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, acertou no cravo ao mandar a BWA embora do clube.

E errou o alvo ao nomear Mauro Marques como diretor de relações institucionais (leia-se CBF) do clube, como informa o Painel FC, da Folha de S.Paulo.

Ex-Vice-presidente da FPF, Marques foi um dos soldados de Mustafá Contursi nas eleições de 2006 no Palmeiras.

Do baixo clero petista, quando esteve na Codesp, no porto de Santos, foi considerado persona non grata na cidade pela Câmara dos Vereadores, além de ter sido denunciado por diversas irregularidades pelo sindicato dos portuários.

O pragmatismo deveria ter limites.

Mas não tem.

Por Juca Kfouri às 14h12

Tomaram, secadores ?{}*

*{}=sinal de ironia

Com 1400 palpites computados, 42% apostaram no Peru.

Se deram mal.

Como os 20% que cravaram empate.

Gente que quer ver o circo pegar fogo.

Deram-se bem 38%, que apontaram vitória do Brasiiiiiiiiiiiiiilllllll.

Por Juca Kfouri às 00h15

Glu, glu, glu: foi pouco

Foi facílimo, porque ao nível do mar, num belo gramado e contra ninguém.

E com o estádio cheio de lugares vazios.

Mesmo assim o primeiro glu, digo, gol só saiu aos 18 minutos, quando Kaká sofreu pênalti e Luís Fabiano converteu.

Em ritmo de treino, trocando bola às vezes até com arte, Luís Fabiano, aos 27, em impedimento, fez 2 a 0.

Mas com um meio de campo, contra o fragílimo Peru que não levou perigo nenhuma vez ao gol de Júlio César, com Gilberto Silva e Felipe Mello como cães de guarda, logo o time se acomodou e, embora tenha criado mais três chances de gol, não conseguiu aumentar.

E o primeiro tempo terminou com o Beira-Rio pedindo Pato.

Por Ronaldinho, bem posto no banco, ninguém pediu.

O segundo tempo começou com o segundo lugar nas Eliminatórias assegurado.

Restava fazer bons 45 minutos finais.

Nem bem o jogo recomeçou, Felipe Mello errou um passe de cinco metros e ouviu o estádio em coro: "Ei, Mello, vai tomar no...".

Dunga se irritava no banco, mas não mexia no time.

A "aldeia" de Dunga começa a ficar mais irritada ainda.

Os erros de passes se sucediam de maneira alarmante.

Então, aos 19, Felipe Mello roubou uma bola na intermediária peruana, avançou aos tropeções e finalizou bonito, com insuspeitada categoria, para fazer 3 a 0.

Teremos de engoli-lo...

Aos 21, adiantado, Júlio César desviou o primeiro chute peruano ao seu gol, o suficiente para a bola ir de encontro ao travessão.

Aos 23, explosão no Gigante da Beira-Rio.

Dunga chama Pato, que entra no lugar de Robinho.

Aos 29, Elano saiu para entrar Ronaldinho. 

Notas

A defesa toda (Júlio César, Daniel Alves, Lúcio, Luizão, depois Miranda e Kléber) leva nota 7, porque não tem culpa de não ter tido trabalho.

Fica, assim, com a nota base.

Gilberto Silva fica com seu 5 habitual pelos passes também habitualmente defeituosos.

Felipe Mello também ficaria, mas, pelo gol, é justo que leve 6, apesar de também errar passe em cima de passe.

Elano foi mais Elano: 7.

Kaká deu leveza, inteligência e liderança na frente: 8.

Luís Fabiano fez dois gols, se movimentou, lutou: 7,5.

Robinho fez mais figuração do que jogou: 5,5.

Pato e Ronaldinho fizeram suas graças, mas não tiveram tempo para fazer a diferença e ficam sem nota.

Dunga acertou ao barrar Ronaldinho e errou feio ao escalar dois marcadores no meio de campo: 5,5.

Por Juca Kfouri às 00h04

01/04/2009

Bem feito, Don Diego Maradona!

A exemplo do que o Equador fez com a seleção da CBF nos 2850 metros de Quito, a Bolívia massacrou a Argentina nos 3600 de La Paz.

Só que fez os gols que o Equador desperdiçou e Júlio César evitou.

Com 15 minutos de jogo, a Bolívia já vencia por 1 a 0, gol do ex-cruzeirense Marcelo Moreno (o sexto dele, artilheiro das Eliminatórias), já tinha mandado uma bola no travessão e tinha finalizado oito vezes contra nenhuma finalização dos argentinos.

Bem feito para Maradona que, demagogicamente, apoiara Evo Morales em sua cruzada contra a proibição da Fifa para jogos acima dos 2800 metros.

Maradona que, diferentemente da partida anterior contra a Venezuela, escalou apenas dois atacantes, Messi e Tevez e deixou o genro Aguero no banco.

Porque ele pode ser demagogo, mas não é besta de ir para o ataque na montanha, pertinho do céu. E tratou de se precaver.

Só aos 20 minutos a Argentina levou perigo, num contra-ataque muito bem puxado por Messi, que deu a Tevez, recebeu de volta e com um toquinho sutil quase encobriu o goleiro Arias, que fez milagre.

Aos 24, pollo!

Gonzáles chutou da intermediária e a bola rápida no ar rarefeito enganou o goleiro boliviano, que deveria estar acostumbrado a tais peraltices: 1 a 1.

Aí o jogo ficou lá e cá, com a Bolívia arriscando chutes de onde fosse e Messi e Tevez dando trabalho à defesa boliviana.

Foi exatamente num contra-ataque, depois que Messi quase virou, e em que Arias fez outra grande defesa, que o brasileiro naturalizado boliviano Alex da Rosa sofreu pênalti, aproveitado por Botero: 2 a 1.

Carrizo, o goleiro argentino, havia falhado ao soltar uma bola fácil ao nível do mar, mas sempre maliciosa na altitude, e acabou originando o lance que causou o penal.

Antes que acabasse o primeiro tempo, Alex da Rosa, de cabeça, em bola lançada pelo goleiro para Botero e dele centrada para área, fez 3 a 1.

Por muito pouco o primeiro tempo não acabou com mais gols para os donos da casa, porque antes do terceiro gol Carrizo teve de fazer duas defesas dificeis.

Do ponto de vista das emoções, dos chutes a gol, das chances criadas, foi um senhor primeiro tempo.

Parecia gol a gol.

Como a Argentina suportaria o segundo tempo, depois de correr tanto?

Maradona deveria saber a resposta.

Se não, que telefonasse para Morales e perguntasse a ele.

Afinal, em 11 jogos, a Bolívia só tinha vencido dois, ambos em La Paz, contra Paraguai e Peru.

E perdido todos os jogos fora de casa, menos um, sempre tomando mais de um gol.

Assim foi com os dois gols que sofreu da Colômbia, com os três da Argentina e do Equador, e com os cinco que sofreu de Uruguai e Venezuela.

Ah, sim, o empate, sem gols, foi contra o time de Dunga, no Engenhão...

O segundo tempo começou com o time argentino embriagado e com o boliviano dando olé.

Não demorou e, aos 8, a Bolívia fez 4 a 1, com Botero, em passe de Moreno.

A Argentina embebedada, só tinha feito quatro faltas com mais de uma hora de jogo! A Argentina, sendo goleada!!! Só quatro faltas!

Aí, Di Maria, que tinha entrado aos 11 minutos, aos 20, perdeu a cabeça, deu uma rasteira e foi expulso.

E a goleada continuou, porque, aos 21, saiu o quinto gol, outra vez de Botero, novo artilheiro das Eliminatórias.

Mas tinha mais, porque miséria pouca, para os hermanos, é bobagem.

E Torrico, aos 42, fez 6 a 1.

Como já diz o "Olé", trata-se da maior goleada já sofrida pelos argentinos em Eliminatórias.

É só ganhar do Peru logo mais que o time da CBF bota dois pontos adiante da Argentina.

Por Juca Kfouri às 18h20

'Fiel', o filme

 

Sei que muita gente fica revoltada, porque já aconteceu em outras ocasiões, quando digo que a vida de jornalista é dura.

Imagine você que acaba de bater meio-dia e estou chegando do...cinema.

Isso mesmo!

Acabo de ver o filme "Fiel", ao lado de outros companheiros, todos com a mesma árdua missão.

O filme que terá sua pré-estreia nesta segunda-feira, entrará em cartaz no próximo dia 10 e cujo DVD já está em pré-venda no sítio www.filmefiel.com.br

E fará muito corintiano chorar.

Porque é um filme feito por corintianos para corintianos, a começar pela direção de Andrea Pasquini e dos roteiristas Marcelo Rubens Paiva e Serginho Groisman.

A estrela do filme é o torcedor corintiano.

Na dor e na alegria.

Embora seja um filme oficial, não há um cartola que apareça, única ordem da direção do clube aos responsáveis por 90 minutos mais dois de acréscimos de pura emoção, nos quais o torcedor comum ocupa mais espaço do que os uniformizados, evidentemente também retratados até porque parte da realidade alvinegra.

Tem até música e letra inéditas de Rita Lee e Carlos Rennó, sob o título "Sou Fiel".

Enfim, um filme imperdível para a nação corintiana e nada recomendável aos que dela não fazem parte porque, certamente, causará dor de cotovelo.

Imagine que o filme tem até uma parte, a segunda, inteiramente de ficção, como se um dia o Corinthians tivesse caído para a segunda divisão...

E é tudo verdade.

 

Por Juca Kfouri às 12h36

Como diria Osmar Santos, um jogo du du peru no Dia da Mentira

Sim, um jogo du du peru para a seleção da CBF tirar o pé da lama equatoriana.

Porque o jogo desta noite, e bote noite nisso, 22h10, contra a fraquíssima seleção peruana, tem tudo para acabar em goleada no Gigante da Beira-Rio.

Basta dizer que o Peru só ganhou um jogo nas eliminatórias, empatou quatro e perdeu seis.

Um Peru de lanterna nas mãos nas eliminatórias para a Copa de 2010.

Marcou apenas seis gols e sofreu 23, mais de dois por jogo.

Dunga faz mistério e não se sabe com certeza nem se Kaká começará mesmo jogando, embora tudo indique que sim, como não se sabe se Ronaldinho será titular, embora também pareça que sim, mesmo sem merecer.

O técnico do Milan, Carlo Ancelotti, por exemplo, quando tem Kaká, Pato e Ronaldinho à disposição, escala os dois primeiros e deixa o terceiro no banco.

Mas Pato, apesar de FUTEBOLISTICAMENTE gaúcho e xodó do Inter, dono do campo onde o jogo será disputado, é reserva da seleção da CBF e ponto final.

Dunga, no entanto, segundo suas próprias palavras, confia no espírito otimista da sua "aldeia" e espera apoio do torcedor gaúcho, como aliás, tem sido a praxe sempre que a seleção joga em Porto Alegre.

Neste 1o. de abril não dá para dizer que Dunga viverá sua hora da verdade.

Mais possível será uma goleada para enganar os ufanistas de plantão.

Comentário para o Jornal da CBN desta quarta-feira, dia 1o. de abril de 2009. 

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm 

Por Juca Kfouri às 00h57

Primeiro de Abril

Este blog se solidariza com os MM (maníacos mediáticos) que padecem do mal da mentira compulsiva, aqueles que a cada 10 palavras que dizem mentem 11 vezes, também nacionalmente conhecidos como MN (mentirosos natos).

O pior é que para fratura de caráter não há o que dê jeito.

Por Juca Kfouri às 00h05

Bando de traíras...{}*

{}*

Nada menos do que 67% dos quase 3500 que responderam à sondagem, disseram que comemoraram o gol de empate do Equador, no domingo passado.

Parece que a seleção da CBF não anda bem cotada...

Só falta, agora, na nova sondagem, o Peru ser o mais apostado.

Gentinha...

*{} (= sinal de ironia, que acabo de propor para a reforma ortográfica).

 

Por Juca Kfouri às 00h03

Ronaldo faz mais dois, mas só vale um

EFE

Foi fácil.

Quando acabou o primeiro tempo já estava 3 a 0 para o Corinthians contra o Ituano, no Pacaembu, diante de 21 mil torcedores, mais que no clássico do último domingo entre São Paulo e Palmeiras (18 mil), porque não há, naturalmente, medo de ir ao estádio.

Apesar do horário pornográfico das 21h50, mesmo sem TV aberta -- o que também não justifica nada.

Logo de cara, aos 2, Jorge Henrique fez mais um gol de cabeça, apesar de ser baixinho.

E ele foi, desta vez, o maior destaque nos 45 minutos iniciais.

Aos 26, bateu falta rapidamente para Alessandro cruzar e Ronaldo marcar seu quinto gol em seis jogos NO PAULISTINHA.

O mesmo Ronaldo, que alternou algumas jogadas de categoria com lances bisonhos, típicos de quem ainda busca ritmo, sofreu falta na intermediária que Cristian, aos 41, bateu forte e o goleiro aceitou: 3 a 0.

Era, de longe, a melhor atuação coletiva do Corinthians em 2009, com apenas um susto, numa chance desperdiçada pelo Ituano embaixo das traves de Felipe.

De resto, só dava Corinthians, único invicto em São Paulo, ao lado de Cruzeiro e Sport, no país.

Houve ainda dois pênaltis, um em cada área, frutos de agarrões, um de André Santos, outro em Chicão, não observados pela arbitragem.

Para poupar Elias, o Corinthians voltou com Túlio.

E o segundo tempo foi disputado em outro diapasão, mais lento e desinteressante, quase como se fosse um treino.

Dentinho e Saci saíram para as entradas de Morais e Boquita e Ronaldo jogou sua terceira partida inteira, embora pouco tenha pegado na bola na etapa complementar.

Quando pegou, aos 40, foi para marcar mais um gol, mal anulado pelo auxiliar incompetente.

Seria o sexto e seis jogos, uma marca pra lá de respeitável.

O Corinthians está classificado para as semifinais do Paulistinha.

Resta saber em que colocação, pois ainda disputa o segundo lugar com o São Paulo, mas pode até acabar em quarto, se superado pela Lusa.

O último jogo será em Mirassol, sem Ronaldo.

 

Por Juca Kfouri às 23h39

Times de prefeituras...

No ano passado, surpreendentemente, o Itumbiara foi campeão goiano.

Leia abaixo e entenda como, porque, em regra, times de prefeituras são assim.

Basta investigar.

Quando era deputado federal, prefeito usou verba de gabinete para pagar jogadores de futebol

A Procuradoria Regional da República da 1ª Região (PRR-1) denunciou Zé Gomes, prefeito de Itumbiara (GO), por desvio de dinheiro público.

José Gomes da Rocha teria usado verba de seu gabinete enquanto exercia o mandato de deputado federal pelo estado de Goiás para pagar jogadores de futebol do Itumbiara Esporte Clube, o qual presidia na época.

O esquema consistia em contratar os jogadores ou as esposas deles, como assessores parlamentares a serviço do gabinete de Zé Gomes enquanto estes prestavam serviços ao clube de futebol presidido por ele.

Documentos da diretoria geral da Câmara dos Deputados informam os nomes dos servidores que foram nomeados para cargos de comissão e assessoramento no gabinete e seus respectivos cônjuges.

A partir dos documentos pode-se perceber a repetição de nomes de jogadores do clube.

Outro fato que chamou atenção nos registros de funcionários da Câmara foi o endereço dos nomeados para trabalhar no gabinete do então deputado.

Todos os dez servidores residiam no mesmo endereço: um apartamento funcional destinado a deputados.

O atual prefeito de Itumbiara já foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) por improbidade administrativa, porém não perdeu o mandato de deputado na época e continuou com o direito de se candidatar novamente.

O Ministério Público Federal pede a condenação penal de Zé Gomes, uma vez que, por serem instâncias independentes, a aplicação da Lei de Improbidade não prejudica o andamento do processo penal.

A denúncia aguarda agora a apreciação do TRF-1.

Se aceita o prefeito poderá ser condenado por peculato com pena de dois a doze anos de reclusão.


Assessoria de Comunicação
Procuradoria Regional da República da 1ª Região

FONTE: http://noticias.pgr.mpf.gov.br/noticias-do-site/criminal/prr-1-denuncia-atual-prefeito-de-itumbiara-por-desvio-de-verba-publica

Leia, aqui, o que conta sobre o prefeito o experiente jornalista gaúcho Lúcio Vaz, em seu livro "A Ética da Malandragem", da Geração Editorial, de 2005, em entrevista a Guillermo Rivera (http://74.125.47.132/search?q=cache:6FjauiJJHzgJ:congressoemfoco.ig.com.br/DetQuestaodefoco.aspx%3Fid%3D12+%22Jos%C3%A9+Gomes+da+Rocha%22&cd=2&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br):

"Eu descobri que o deputado José Gomes da Rocha (atual prefeito do município goiano de Itumbiara) tinha usado a verba de gabinete para contratar sete jogadores de futebol para o Itumbiara Esporte Clube, que disputava a primeira divisão estadual.

Eu fiz a matéria, e ele foi suspenso por um mês por conta desta denúncia.

Só que, passada a suspensão, eu o encontrei no cafezinho da Câmara.

Achei que ele estava agindo de um jeito estranho ao me ver.

O deputado veio em minha direção, levantou a mão, parecendo que iria me agredir, mas, de repente, abaixou a mão para me cumprimentar. 'Muito obrigado, você garantiu a minha reeleição', disse.

Então ele explicou que as enquetes feitas nas rádios locais indicavam que 90% da população de Itumbiara aprovava o que ele havia feito.

E ele realmente foi reeleito, com 20 mil votos a mais do que na eleição anterior (José Gomes teve 35 mil votos em 1994, pelo PRN, e 55 mil votos pelo PSD, em 1998).

Por Juca Kfouri às 23h09

31/03/2009

João Saldanha vai virar estátua

O autor da ótima biografia de João Saldanha, André Iki Siqueira, propôs e o governador do Rio, o vascaíno Sérgio Cabral Filho, topou:

o jornalista, militante político, técnico do Botafogo e da Seleção Brasileira, uma das figuras mais ricas da história recente do país, vai virar estátua no Maracanã.

Viva!

Por Juca Kfouri às 21h21

Palmeiras emperra no Oeste

É, o Palmeiras, definitivamente, entrou na média dos times deste Paulistinha.

Não está jogando nada.

Depois de um começo de temporada muito bom, hoje, de novo, foi um fiasco diante do fragílimo Oeste.

Principalmente no primeiro tempo, porque no segundo até deu uma melhorada.

E ainda achou de tomar mais um gol pelo alto, embora devidamente anulado por impedimento.

Mas até o rubro-negro de Itápolis, que tem uma onça como símbolo, se esbaldou com a principal deficiência da defesa alviverde.

Imagine o Leão do Recife...

O primeiro tempo terminou sem gols e sem deixar nada de aproveitável.

Nem mesmo Keirrison, que também começou o ano estupendamente bem e, agora, parece sentir o assédio da fama, das especulações sobre seu futuro e, é claro, dos zagueiros adversários.

Embora em 16o. lugar, o Oeste se deu conta que não tinha por que respeitar o líder e, aos 8 do segundo tempo, em boa trama, abriu o placar em chute de Ademar, que Marcos quase defendeu.

Aos 15 minutos, Diego Souza acordou e começou a levar perigo ao gol da Onça.

E Luxemburgo se mexeu, com Lenny no lugar de Marcão, e com Marquinhos no lugar de Jumar, tudo ou nada, o ataque é a melhor defesa.

Em seguida Evandro entrou em lugar de Sandro Silva.

E, aos 25, de cabeça, o zagueiro Maurício Ramos, empatou, embora este blogueiro tenha ficado com a impressão de que o gol tenha sido de Diego Souza..

Era justo, diga-se.

Não demorou muito e por pouco Lenny não virou.

E Cleiton Xavier também começou a dar o ar de sua graça.

Tudo indicava que a virada viria para garantir o primeiro lugar para o alviverde, coisa que o empate não garantia, embora o último jogo seja em casa e contra o Botafogo de Ribeirão Preto.

Mas não veio, até porque Keirrison que tinha perdido gol feito no começo do jogo, perdeu outro no fim.

Paciência.

E muita, diga-se de passagem, apesar de importante mesmo ser o jogo do dia 8 de abril, na Ilha do Retiro.

Que a tudo pode redimir.

Ou não...

 

Por Juca Kfouri às 21h20

Nem o Peru morre na véspera de enfrentar a Seleção

A Seleção da CBF treina hoje em Porto Alegre, onde, amanhã, enfrentará a seleção do Peru.

Kaká deve jogar e, se Dunga tiver um mínimo de juízo, Ronaldinho não, como, aliás, aconteceu em Quito, quando ele apenas esteve em campo.

O Peru não é de nada, como a Bolívia quando fora de La Paz.

Daí a expectativa de goleada no Beira-Rio.

Mas contra a Bolívia, no Engenhão, o prognóstico era o mesmo e deu no que deu: 0 a 0, num jogo com pouco público e com um monte de lagartixas caindo do teto.

E olhe que a Bolívia acabou o jogo com apenas 10 jogadores.

Também contra a Colômbia, no Maracanã, e com Kaká em campo, a Seleção não saiu do 0 a 0.

Por isso tudo é melhor não contar com o Peru morto na véspera.

Por Juca Kfouri às 01h27

Revendo o lance

O lance reclamado pela torcida do Guarani e que este blog endossou como erro da arbitragem foi, de fato, irregular, como comprova o tira-teima da Rede Globo, apresentado ontem no Globo Esporte.

Com o que este blog se desculpa com os árbitros e com os blogueiros.

Por Juca Kfouri às 01h06

30/03/2009

Que loucura!

Este blog chegou às 50 milhões de visitas no fim de semana.

E, de acordo com o ranking Technorati,  publicado pela segunda edição do livro "Google Marketing", é o 38o. blog mais indicado do país, o único esportivo entre os 100 primeiros e o quarto entre os jornalísticos, atrás apenas dos blogs do Noblat (21o.), do Reinaldo Azevedo (25o.) e do Josias de Souza (28o.) 

Prova de que o mundo está repleto de doidos.

Por Juca Kfouri às 13h02

Fora, Dunga!

Com 1200 opiniões, 65% querem o Dunga fora, 19% expulsam o Ronaldinho da Seleção, 12% não querem mais saber de Gilberto Silva e só 3% estão por aqui com o Felipe Melo.

Por Juca Kfouri às 12h46

29/03/2009

Sabedoria indígena

Por ROGÉRIO ASSIS (Texto e Foto)

Estou em São Gabriel da Cachoeira-AM, fazendo uma matéria pra Revista Pororoca -- www.revistapororoca.com.br

Pois bem.

Hoje procurei um lugar pra assistir ao jogo da Seleção do Dunga, ou da CBF, como queira.

Depois de 15 minutos resolvi dar mais atenção ao clássico local, entre São Sebastião x Região, que estava sendo disputado quase no mesmo horário do jogo da Seleção no "estádio" municipal, em frente ao bar onde eu sofria vendo Gilberto Silva e Cia.

O segundo tempo começou junto com o início do jogo no Equador.

Aqui o fuso é de uma hora menos que o horário de Brasília.

Feliz idéia a minha e de mais um monte de torcedores que se divertiam xingando o juiz, os goleiros e os adversários, num campo sem alambrados e com cerveja liberada.

Tudo na paz, apesar da grande rivalidade entre os times locais formados pelos indígenas, militares e comerciantes da região (tudo misturado).

O Região ganhou de 2x1 e depois foram todos juntos tomar uma cervejinha, comer um peixe frito e xingar o Dunga.

O mais incrível é que, depois do gol do Julio Baptista, todos começaram a torcer para o Equador empatar, pois era unânime que seria um resultado mais justo.

É, temos muito o que aprender com os índios, maioria esmagadora da população local.

Eles sim sabem apreciar um bom futebol e tem senso justiça.

 

Por Juca Kfouri às 22h46

E a Seleção Brasileira vai dormir no quarto

A Seleção do Brasil amanhece nesta segunda-feira em quarto lugar nas Eliminatórias para a Copa do Mundo na África do Sul.

Quarto lugar!

Atrás das seleções do Paraguai, da Argentina e do Chile.

Sim, o time de Dunga está atrás das seleções paraguaia e chilena, além da argentina, o que não envergonha ninguém.

E o que as três seleções que estão na frente da brasileira têm em comum, além da dianteira?

As três são comandadas por técnicos argentinos.

Gerardo Martino, no Paraguai, Diego Maradona, na Argentina e Marcelo Bielsa, no Chile.

Significa que a CBF deveria contratar um técnico argentino?

É claro que não.

Mas deveria pensar em alguém que, ao menos, faça a Seleção Brasileira jogar como Seleção Brasileira, como um time grande, que não privilegie a defesa, em vez do ataque.

A Argentina, por exemplo, está jogando com três atacantes: Messi, Tevez e Aguero.

E o Brasil quase apenas com seu goleiro, Júlio César, de repente o melhor jogador da Seleção.

Porque o Paraguai já tem sete vitórias em 11 jogos.

A Argentina, que está na frente do Chile pelo saldo de gols (10 a 3), ganhou cinco de seus 11 jogos e o Chile ganhou seis.

O Brasil só quatro.

Foi quem menos perdeu, apenas uma vez, mas é quem mais empatou, nada menos do que seis vezes.

Até parece o Corinthians, que em 17 jogos do Paulistinha, empatou oito vezes, razão pela qual, apesar de invicto, está apenas em terceiro lugar.

Que, é claro, é melhor que o quarto.

Mas num esporte em que a vitória vale três pontos e o empate um, é melhor, em dois jogos, por exemplo, ganhar um e perder o outro do que empatar os dois.

Coisa que Dunga, se fosse argentino, saberia.

Por Juca Kfouri às 22h21

A quase festa dos Júlios em março

Com 21 minutos de jogo, Júlio César já tinha feito três defesas difíceis e tomado uma bomba equatoriana de Valencia no travessão.

A Seleção Brasileira jogava como se fosse um time de meninos assustados e perdera Maicon, trocado por Daniel Alves.

Felipe Melo dava um show de incompetência, seguidamente desarmado na saída de bola.

O ataque não existia, o meio de campo nem marcava nem criava e o miolo de zaga passava por maus pedaços.

Restava rezar pela má pontaria dos donos da casa.

Um sufoco.

Com 28 minutos de jogo, a posse de bola era 60% equatoriana, o Brasil tinha finalizado apenas uma vez, feito seis faltas e sofrido apenas uma, mal batida por um inexistente Ronaldinho, assim como Robinho e Luís Fabiano não existiam.

O GP da Austrália, admito, tinha sido melhor.

Lúcio e Luizão perdiam todas pelo alto e os 2850 metros de Quito mostravam seus efeitos, aqueles que os ignorantes não levam a sério e o presidente Lula, por demagogia política, desdenha.

Elano era um desastre no passe e Gilberto Silva era Gilberto Silva.

O árbitro chileno até dava uma ajuda, ao não marcar falta clara de Luizão perto da área.

Aos 38, Daniel Alves chutou, mal, pela segunda vez contra o gol adversário.

Aos 39 quase que Júlio César engole um frango.

A pontaria equatoriana, fosse com a cabeça ou com os pés, seguia deficiente.

Felipe Melo falava espanhol e Gilberto Silva respondia em grego.

Kaká, em Porto Alegre, devia estar dando graças ao Deus dele por não estar no Equador.

E o santo protetor do Brasil trabalhava em dose dupla para segurar o 0 a 0 num primeiro tempo simplesmente horroroso da Seleção, pior até do que a combinação de cores da camisa de Dunga, um roxo claro, com a camiseta que usava por baixo, verde limão (como se fossem as terceiras camisas do Corinthians e do Palmeiras juntas...).

Aos 10 do segundo tempo o panorama era praticamente o mesmo, com menos pressão do Equador, que afinal tem oito jogadores que já não se valem tanto da altitude por jogarem fora de lá, mas com a pontaria fora de mira.

Permanecia a impressão de que o gol do time amarelo era uma questão de tempo.

Aos 15, com uma hora de jogo, enfim, Luís Fabiano teve uma boa chance de gol, mas chutou em cima do goleiro.

E Josué entrou no lugar de Elano, porque Dunga é um gênio.

Aos 17, Júlio César impediu que Guerrón abrisse o placar, à queima-roupa.

E aos 25 Júlio Baptista substituiu Ronaldinho.

Em seu primeiro lance, recebeu a bola, deu para Robinho, recebeu de volta pela direita e fuzilou: a bola bateu na trave, nas costas do goleiro e gol do Brasil.

O Equador via uma das maiores injustiças da história do futebol.

Azar do Equador, sorte do Brasil.

E bote sorte nisso.

O Equador permaneceu na pressão, mas ainda menos calibrado do que já tinha demonstrado estar.

E Luís Fabiano quase ampliou duas vezes, na segunda ao chutar na trave equatoriana.

Júlio César e Júlio Baptista calavam Quito.

A altitude desleal merecia.

Mas, aos 44, depois de mais um milagre de Júlio César, o rebote, visto passivamente por Daniel Alves, foi impossível de segurar: 1 a 1.

Continuava um castigo para o Equador.

Notas

Júlio César, extraordinário, salvou a pátria: 9

Maicon jogou só 20 minutos e se machucou: 6

Daniel Alves foi tímido no apoio e bem atrás, até o gol: 4,5

Lúcio esteve inseguro: 4,5

Luizão foi mais inseguro que Lúcio e deu uma furadas que só vendo: 4

Marcelo, o melhor dos zagueiros: 6,5

Gilberto Silva, um horror: 3

Felipe Melo, mais um: 3

Elano, outro: 3

Josué, igual que nem, mas descansado: 5

Ronaldinho quem?: 3

Júlio Baptista entrou e fez o gol, porque é daqueles que não temem: 7

Robinho não foi visto: 3

Luís Fabiano, abandonado, mas lutador: 6,5

Dunga, um gênio que armou um time que não tomou gol em quase seis jogos e meio nas Eliminatórias: 3

Por Juca Kfouri às 19h54

A maré da Lusa mudou

Logo de cara, de cabeça, em cruzamento do bom Edno, Fellype Gabriel fez 1 a 0 no Canindé.

A Lusa, aí, tirou o pé.

E Ataliba, aos 18, empatou para o Marília.

Drama em casa outra vez?

Nada disso, aos 41, 40 minutos depois do primeiro gol, Fellype Gabriel marcou de novo de cabeça, ao pegar um rebote do travessão.

Verdade que antes César Prates havia cometido um pênalti que o árbitro não viu.

E viu, já aos 25 do segundo tempo, um pênalti que não houve em Edno, atribuído a Ataliba, que ainda foi expulso.

Edno cobrou e ampliou, 3 a 1, e deixou a Lusa três pontos adiante do Santos, com quem jogará na quinta-feira, à tarde (15h45), na Vila Belmiro.

Christian, aos 41, fez 4 a 1, em lindo passe de Athirson.

A Lusa só depende dela para chegar às semifinais e, depois do Santos, terá o Santo André pela frente, na última rodada, no Canindé.

Quem diria, depois de empatar um jogo com gol de mão, outra vez a Portuguesa teve u'a mão do apito.

Sinal de que será, pela primeira vez*, campeã paulista sem companhia?

*A Lusa foi bicampeã em 1935/36 pela APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos), com o Santos e o Palmeiras campeões pela LPF (a Liga Paulista de Futebol, mais forte, com os grandes). E ganhou de presente a divisão do título com o Santos, em 1973, graças ao árbitro Armando Marques, que encerrou a cobrança de pênaltis que decidia o campeonato quando o Santos vencia por 2 a 0 e ainda faltavam duas cobranças para cada lado, a de Pelé, inclusive. Oto Glória, o técnico da Lusa, ao perceber o erro, mandou o time ir para o ônibus e sair do Morumbi mesmo sem tomar banho. Depois, os cartolas da Federação Paulista de Futebol, do Santos e da Portuguesa resolveram dividir o título, numa das atitudes mais ridículas do futebol paulista.

Por Juca Kfouri às 17h53

Monótono?!

Acabo de ver no Sportv a reprise do GP da Austrália.

De fato, monótono não foi.

Mas a lambança do Vettel com o Kubica não foi digna da primeira divisão dos pilotos.

Embora Barrichello não tenha nada a ver com isso.

Mas para quem, como este blogueiro, não é aficcionado, deu saudades de outros tempos da F1.

Bando de barbeiros, hein?

Por Juca Kfouri às 15h16

Eu não acredito

Simplesmente me recuso a crer que alguém da TV Globo tenha mandado tirar Wlamir Marques de um evento do basquete apenas porque ele é comentarista da ESPN Brasil.

Não acredito por mais que o bicampeão mundial, e uma das maiores glórias de nosso esporte, tenha ouvido exatamente isso do constrangido cartola que o desconvidou.

E tenho certeza de que, no programa sobre o centenário do Inter que a ESPN Brasil está preparando, Paulo Roberto Falcão será devidamente homenageado.

Por Juca Kfouri às 12h59

Bom dia

Fiz bem em ir dormir, hein?

Se não, teria dormido durante a prova, monótona do começo ao fim, segundo li.

Emoção mesmo só na largada de Rubinho...

Esse Barrichello...

Em tempo: para quem não gosta de automobilismo, uma prova liderada de ponta a ponta é monótona, entende?

Por Juca Kfouri às 09h55

Meu Deus!

Acabo de ver o gol de Nilmar, o segundo do Inter, contra o Juventude, em Caxias, no 3 a 3 entre ambos.

Que gol!

Um chapéu na medida no zagueiro e um arremate de direita sem deixar a bola tocar na grama.

Pelé assinaria, como disse o narrador da RBS, José Aldo Pinheiro.

Que golão, como disse o gaúcho.

Que golaço!

E boa noite mesmo!

Por Juca Kfouri às 01h07

Boa noite

Até cogitei da possibilidade de ficar acordado, depois de muitos anos, para ver a Fórmula 1.

Mas ainda faltam duas horas para começar o GP da Austrália...

Torcerei por Rubinho Barrichello em sonhos e verei o resultado ao acordar.

Pisa fundo, Rubinho!

Dorme profundo, blogueiro!

Por Juca Kfouri às 01h00

Invencibilidade mantida*

Gramado alto, pesado por causa da chuva, o Brinco de Ouro, com 14 mil torcedores, viu um primeiro tempo movimentado entre Guarani e Corinthians.

Desesperado pelo rebaixamento que o ameaça, o Bugre tratou de ser agressivo e exigiu boas defesas de Felipe, que saira vaiado do último jogo do alvinegro.

No primeiro tempo, Ronaldo bateu uma falta com categoria e deu um passe açucarado para Souza marcar.

Claro que ele não marcou.

Como é claro que Douglas foi tão mal de novo que nem voltou para o segundo tempo, trocado por Saci.

Com dois minutos do segundo tempo, o Guarani faria um gol legal, com Fernando Gaúcho, que o auxiliar achou de impedir.

*(Atualizado aos 70 minutos do dia 31 de março: o tira-teima mostrou que o bugrino estava 32 cm impedido).

Em seguida, em nova cobrança de falta, Ronaldo pôs a bola na cabeça de Chicão, que quase fez 1 a 0.

A cada jogo fica mais claro que não é Ronaldo que precisa melhorar, mas o time do Corinthians.

Aos 22, na cara do gol, o Guarani desperdiçou nova chance de abrir o placar.

O time campineiro era melhor e só não fez 1 a 0 porque Felipe, aos 27, defendeu uma bomba à queima-roupa, junto à trave, desferida por Fernando Gaúcho.

O lanterna, com 13 pontos em 16 jogos, pintava e bordava sobre o vice-líder, com 34.

Inútil, Souza, que Mano Menezes preferiu a Herrera, só saiu de campo aos 30, trocado por Marcelinho, 19 anos completados hoje, e que brilhou na última Taça São Paulo de futebol junior, ganho pelo alvinegro.

Um pouco antes, Boquita, que jogava bem, havia sido substituído por Túlio, outro que ainda não justificou sua contratação.

No último minuto, Felipe salvou a pátria mais uma vez e o Bugre perdeu mais um gol, duas vezes, na segunda sem goleiro, tudo por uma atrasada de bola sem noção do zagueiro Diego.

O Corinthians, a duríssimas penas, mantinha sua invencibilidade, com nove vitórias e nada menos que oito empates.

E, apesar de ter começado a se preparar 15 dias antes do São Paulo, perdia o segundo lugar para o tricolor.

Ronaldo jogou sua segunda partida inteira, desta vez não marcou, mas foi o melhor dos corintianos, depois de Felipe e da arbitragem...

Na verdade, dá até pena dele que, além do mais, levou uma entrada viril, dobrou o joelho e, felizmente, nem sentiu.

Por Juca Kfouri às 23h09

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico