Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

25/04/2009

Carta aberta ao Juca Kfouri

Por THALLES GOMES*

Sabe o que eu mais gosto no futebol, Juca?

Do nome dos jogadores.

Dos goleiros, o que mais gosto é Vermelho, aquele negro monumental com seu bigode irretocável que antes de todo jogo chutava as duas traves com tanta força que fazia tremer a trave do adversário.

Tem também o Pantera e suas pontes incríveis.

O Índio e sua cara de poucos amigos, um legítimo descendente Caeté.

E se o adversário tinha um xerife na zaga, o meu tinha o Major.

Fazendo dupla com ele, o gigante Ben-Hur.

E pra acalmar o ânimo dessas duas feras, só o pulso firme do Rosas.

Do meio para frente então, nem se fala.

Numa das pontas, o Canhoteiro e seus chutes fulminantes.

Na outra, o endiabrado Cão. Isso mesmo, Cão. O alegre e brincalhão Cão.

Se o desespero batesse, a torcida chamava pelo Jerônimo.

E contra a manha do Catanha, o faro de gol do Inha.

Pra acabar com qualquer retranca, nosso arma é o Milton Tanque.

Como assim, Juca?

Você nunca ouviu falar nesses jogadores? Pois posso lhe confirmar que todos eles existiram. Alguns deles estão inclusive em atividade.

E olhe que eu nem falei do melhor de todos. Nosso craque rebelde. Que carrega no nome a sina de sua terra.

Canaviera.

Canavieira artilheiro do estadual de 1970.

Canavieira que balançou a rede do todo poderoso Santos do Rei Pelé no Brasileiro de 1972.

Canavieira que nasceu no segundo menor estado do Brasil, com o segundo pior Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil e com a segunda maior produção de cana-de-açúcar do Brasil.

Estou falando de Alagoas, Juca.

Todos os jogadores que citei passaram pelo futebol alagoano.

É bem possível que você nunca tenha ouvido falar deles.

Mas isso não tem a menor importância.

Eu ouvi. Alguns eu vi jogar.

Eu e milhares de alagoanos.

Que nunca vamos ser campeões brasileiros.

Que nunca vamos disputar uma Libertadores.

Não porque não temos bons jogadores. Temos muitos e bons. Tem um deles que fez gol no todo poderoso Barcelona e decidiu o título do Campeonato Fifa Interclubes.

Tem uma delas que foi escolhida por três vezes seguidas a melhor jogadora do mundo.

Nós nunca vamos ser campeões brasileiros, Juca, porque somos o segundo menor estado do Brasil, com o segundo pior Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil e com a segunda maior produção de cana-de-açúcar do Brasil.

Mas a beleza do futebol é que você nem sempre precisa ser campeão.

Basta ganhar vez ou outra de algum desses times do Clube dos Treze.

Pra fazer alguma justiça histórica. Nem que seja somente dentro de um campo de futebol. Nem que seja por míseros noventa minutos.

Por isso, meu caro Juca, não é "uma vergonha" o CSA ganhar do Santos em plena Vila Belmiro.

Pelo contrário.

É uma beleza!


*Thalles Gomes é regateano, retirante e documentarista.

Por Juca Kfouri às 00h11

24/04/2009

Ai, este blog, este blog...

Como alguns blogonautas perceberam, e comentaram curiosos, deu um tilt no contador de visitas deste blog.

Quando estava chegando ao número 51 milhões e 700 mil visitas, o contador zerou.

O pessoal da tecnologia descobriu agora há pouco que  aquele era o número máximo que o contador poderia registrar e está providenciando que se aumente a capacidade.

Não é a primeira vez que acontece coisa semelhante com este blog.

Foi por causa de uma nota que teve mais de 2000 comentários, em 2006, que foi aumentada a capacidade da caixa de comentários.

É possível que ainda neste fim de semana o problema do contador seja resolvido, mas, cá entre nós, tirante a curiosidade dos que adoram números, nada muda pela falta do contador. 

Por Juca Kfouri às 19h40

JB FC ganha de goleada!

Com 2000 respostas, os adeptos de Joaquim Barbosa FC foram de exatos 90%!

A Gilmar Mendes FC restaram apenas 10% de simpatia.

Expressionante!

Por Juca Kfouri às 16h47

Segundo jogo em casa ou fora?

Por CONRADO GIACOMINI

Victor Birner iniciou a discussão: num mata-mata de Libertadores, o que é melhor, fazer o segundo jogo em casa ou o contrário?

Ou não faz diferença?

No caso do São Paulo FC, sem dúvida, o retrospecto recente indica que o ideal seria decidir o confronto no Morumbi (posição de Birner):

nas últimas oito participações do clube na competição, em apenas uma o tricolor saiu eliminado e/ou derrotado do seu estádio - na famigerada finalíssima da edição de 1994, com vitória do argentino Vélez Sarsfield.

Todavia, analisando os resultados dos confrontos eliminatórios das últimas quatro edições do interclubes sul-americano (foi em 2005 que o time de melhor campanha da primeira fase passou a ter a "prerrogativa" (?) de decidir os confrontos jogando em seus domínios) o que se vê é um rigoroso e extraordinário equilíbrio.

De 2005 a 2008, foram realizados 32 confrontos de oitavas-de-finais válidos pela Libertadores com16 vitórias do time que decidiu em casa e outras 16 do time que decidiu fora;

houve 16 mata-matas nas quartas-de-finais, com oito triunfos do time mandante no jogo de volta e oito triunfos do time mandante no jogo de ida;

nas oito semifinais , por quatro vezes o clube visitante da segunda partida foi à decisão;

e, finalmente, nas quatro finais, em duas o anfitrião deu a volta olímpica em seu estádio e em duas o clube forasteiro levantou o caneco nos domínios do adversário.

Assim, concluo: time que quer ser campeão de tão importante torneio não tem que se preocupar em ficar escolhendo em que local deve jogar - seu dever é entrar em campo e vencer, independentemente de onde decidir.

Basta lembrar do campeoníssimo Boca Juniors, que conquistou três dos seus quatro últimos títulos sul-americanos longe da temida Bombonera.

*Conrado Giacomini é autor do livro "São Paulo, dentre os grandes és o primeiro" e "ombudsman" bissexto deste blog. 

Por Juca Kfouri às 16h20

Bussunda e a CPI dos cabeças de área

Por BUSSUNDA*

Cadê a CPI dos cabeças de área?

Doriva, Mozart, Marcos Assunção, Flávio Conceição... onde estão esses "craques", que já passaram pela Seleção Brasileira?

Ano que vem, estaremos falando o mesmo de Eduardo Costa, Fábio Rochembach, Tinga...

Existe negócio melhor do que esse?

Pega um garoto que vale 100 mil, veste a amarelinha nele e depois vende por 5, 10, 15 milhões!

Nem cocaína dá tanto lucro.

Fala sério!

*Reprodução de um texto de Bussunda, que tanta falta faz.

Por Juca Kfouri às 16h08

Lembrete são-paulino

Tivesse jogado com seus titulares em Medellin, e vencido como seria o mais normal, o São Paulo já seria, no mínimo, o segundo na classificação geral da Libertadores e só não teria vantagem em relação ao Grêmio.

Desde que, é claro, o Grêmio vença o Chicó, como deve acontecer.

 

Por Juca Kfouri às 15h13

Osasco não perderá seu time de vôlei

O time de vôlei do Osasco está de volta.

Mas não com o Finasa.

A prefeitura assumirá os custos - e buscará patrocinadores.

Além disso, não será o caso de assumir toda a massa falida.

Luizomar de Moura, o técnico,  e a levantadora Carol Albuquerque já fecharam para continuar.

O resto do time ainda travará negociações - quando nada, porque é natural que isso aconteça, pelo fim de temporada.

Uma coletiva deve ser anunciada para as 11h30 desta sexta-feira.

Atualização, às 17h25 desta sexta-feira: A prefeitura faz questão de deixar bem claro que buscará quem patrocine o time e não porá dinheiro público nele. Aliás, como está na nota...

Por Juca Kfouri às 00h15

23/04/2009

No 'Painel', da 'Folha' de hoje

Imagem é tudo

O consultor de imagem Mário Rosa e família viajaram a Miami com passagens da cota de Ciro Nogueira (PP-PI).

O deputado afirma que os convidou.

Nota do blog: Mário Rosa é "diretor de relações institucionais" do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014, no Brasil, e há anos busca melhorar a imagem de Ricardo Teixeira. Que, é claro, tem uma mansão, também em Miami.

Por Juca Kfouri às 08h13

CSA faz a festa na Vila

O Fluminense só abateu o Águia no segundo tempo no Maracanã, com 8 mil torcedores.

Aí, deu-lhe três estilingadas, duas de Maicon, outra de Ratinho, em jogada de Maicon.

Flu e Goiás jogarão pelas oitavas-de-final da Copa do Brasil.

Já o Inter goleou de novo, diante de 24 mil colorados no Beira-Rio.

Desta vez a vítima foi o Guarani: 5 a 0.

O Colorado que viu mais um show de D'Alessandro pegará Criciúma ou Náutico.

O Furacão passou bem pelo ABC, 3 a 1, e pegará o Corinthians.

O Icasa, que venceu o Confiança, jogará com o Vasco.

A Ponte Preta enfrentará o Americano, depois de empatar sem gols com o Figueirense.

O Fortaleza garantiu sua vaga ao empatar 1 a 1 com o Paraná, em Curitiba, e enfrentará o Flamengo.

E o Santos perdeu.

É. Perdeu.

Na Vila Belmiro, para o CSA, diante de 8500 torcedores.

Perdeu de 1 a 0 e a exemplo do Botafogo, está eliminado da Copa do Brasil.

O alvinegro carioca foi eliminado pelo Americano, às vésperas de decidir a Taça Rio, e perdê-la, com o Flamengo.

O paulista tem o Corinthians pela frente no domingo.

E botou todo mundo para jogar, até Kléber Pereira, que perdeu gols até debaixo do travessão.

Uma vergonha.

Por Juca Kfouri às 23h50

Sport nas oitavas!

"O Fluminense tem um histórico de não reclamar de árbitro. Mas este argentino safado, este moleque, fez o que ele fez. Eu sou um membro do comitê executivo da Fifa, e ele vai ser omitido da Fifa. Este moleque não apita mais jogo", garantiu o presidente do Fluminense, Roberto Horcades, assim que seu time foi perdeu o título da Libertadores para a LDU, em pleno Maracanã, sob a arbitragem de Hector Baldassi, que acaba de apitar a sofrida vitória do Sport sobre o Colo-Colo, 2 a 1, de virada.

Horcades é um fanfarrão e Baldassi é mesmo ruim, mas não ladrão.

E não viu o ligeiro empurrão dado por Vandinho num zagueiro chileno no gol da vitória rubro-negra na Ilha do Retiro com 20 mil pagantes.

Vitória que o Sport só construiu no segundo tempo e depois de ter tomado um gol, verdade que achado, do Colo-Colo.

Moacir empatou com um chute, pela direita, de rebote de bola mandada na trave por Hamilton, depois que Dutra retomou espertamente uma bola que era dominada por um chileno que tentava se livrar de Paulo Baier.

Baier que, por sinal, em noite dispersiva, perdeu um gol incrível quando estava ainda 0 a 1.

Mas o Sport está classificado para as oitavas-de-final da Libertadores, com todos os méritos.

E o Palmeiras terá de vencer o Colo-Colo, quarta-feira que vem, em Santiago, para seguir adiante.

Por Juca Kfouri às 23h46

Dagol, duas vezes

O criticado Dagoberto fez dois gols e virou, no segundo tempo, para 2 a 1 a partida que o São Paulo perdia para o América de Cali, no Morumbi, com 23 mil torcedores.

Verdade que o segundo gol foi fruto de uma lambança do goleiro, que chutou a bola em cima dele.

Em noite nervosa, o tricolor garantiu a liderança de seu grupo, embora com menos pontos que poderia ter caso jogasse com seus titulares em Medellin.

Por Juca Kfouri às 23h45

22/04/2009

Cruzeiro na fita

O Cruzeiro está classificado em primeiro lugar de seu grupo para as oitavas-de-final da Libertadores.

Bateu o Deportivo Quito por 2 a 0, agora há pouco, no Mineirão, com 34 mil torcedores, melhor público da noite.

E foi de pouco.

Talvez 5 a 1 espelhasse melhor o que foi o jogo.

Seja como for, a primeira tarefa está bem cumprida.

Resta agora decidir o estadual com o Galo e tratar de pensar seriamente no que vem por aí no torneio continental.

Sem temor de jogar fora de casa.

Por Juca Kfouri às 21h40

Cadê o Braguinha?

Por ROBERTO VIEIRA 

O capitalismo brasileiro é um espanto. 

No acumulado de 2008, o Bradesco teve lucro líquido contábil de R$ 7,620 bilhões. 

Repito: O Bradesco lucrou mais de 7 bilhões de reais em 2008. 

Bradesco que, em 2007, registrou o maior lucro entre os bancos de capital aberto do país nos últimos 20 anos. 

Bradesco que ontem fechou as portas do volei feminino de Osasco. 

No liberalismo, cada um faz o que bem entende.

O Bradesco quer acabar com sua equipe de volei?

Não tem problema.

Cada um bota seu dinheiro onde bem quer.

O Bradesco vai manter as categorias de base?

Ótimo. 

Mas um fato não pode deixar de ser mencionado.

Durante todo o dia de ontem, a mídia insistia no fim do volei de Osasco.

Na importância da equipe de Osasco.

Nos riscos que corre o volei brasileiro.

Mas ninguém falava do Bradesco.

Como a propaganda é a alma do negócio. 

Caso o nome Bradesco fosse mencionado em alto e bom som, o Bradesco teria perdido muito mais que os 12 milhões economizados quando despediu-se do volei. 

E talvez pensasse melhor antes de bloquear seu patrocínio ao esporte nacional. 

Pra finalizar, uma pergunta ao Bradesco: 

Cadê o Braguinha? 

Alguém traga o Braguinha de volta!

Por Juca Kfouri às 14h08

21/04/2009

O Verdão vive!

Aflito, apressado, assim foi o Palmeiras no primeiro tempo em Palestra Itália com 17 mil torcedores, 10 mil a menos do que estava disponível.

Logo de cara Keirrison obrigou uma ótima defesa do goleiro da LDU, Cevallos.

Cleiton Xavier perdeu um gol imperdível e a LDU começou a tocar a bola, para explorar o desespero verde.

Até bola na trave os equatorianos mandaram.

E o 0 a 0 não saiu do placar.

O Palmeiras revelava vontade, mas parecia sem cabeça.

Mais uma vez, como diante do Sport e do Santos, não conseguia entrar numa defesa fechada.

E Lenny, por exemplo, mais se jogava do que jogava.

Felizmente Vanderlei Luxemburgo resolveu voltar no segundo tempo com Marquinhos no lugar do vaiado Fabinho Capixaba.

E logo aos 2 minutos o goleiro Cevallos errou um saída de gol e permitiu que Marcão marcasse o primeiro tento verde.

Alívio no Parque.

O Palmeiras, mesmo sem jogar o que dele se espera, administrou o jogo até fazer, aos 38, o segundo gol, num canudo de Diego Souza, ao bater falta.

Desmiolado, o palmeirense tirou a camisa e levou o cartão amarelo.

O Palmeiras vive e decide sua vida na quarta-feira que vem, em Santiago, diante do Colo-Colo.

Já imaginou se tivesse o Corinthians, em Presidente Prudente, ou o São Paulo, no Morumbi, pela frente no domingo?

Bem aventurada desclassificação do Paulistinha!

Por Juca Kfouri às 21h00

4 a 4 agora é moda na Inglaterra

Na terça-feira passada este pobre blogueiro estava na Universidade de Campinas e não viu o 4 a 4 entre Chelsea e Liverpool, em Londres, pela Liga dos Campeões.

Hoje, por pouco, ele não foi ver a netas.

Mas acabou vendo Liverpool 4, Arsenal 4, em Liverpool, pelo Campeonato Inglês.

O resultado deixa o Liverpool em situação desconfortável, principalmente se o Manchester United ganhar amanhã.

O russo Arshavin fez nada menos que os quatro gols do Arsenal, três deles frutos de falhas imperdoáveis da defesa rival, embora todos concluídos com rara perfeição.

O time londrino saiu na frente, levou a virada de 2 a 1, virou para 3 a 2, sofreu o 3 a 3, fez 4 a 3 e, nos acréscimos, levou o empate dos donos da casa.

Que entram para a história desta temporada, por dois empates fantásticos contra times da capital inglesa, embora ambos lhe tenham sido amaríssimos.

Por Juca Kfouri às 18h03

Justo

Por  CECÍLIA MEIRELES

Toda vez que um justo grita,

Um carrasco vem calar.

Quem não presta fica vivo

Quem é bom mandam matar.

Foi trabalhar para todos

E vejam o que lhe acontece:

Daqueles a quem servia,

Já nem um mais o conhece.

Quando a desgraça é profunda,

Que amigo se compadece?

Foi trabalhar para todos,

Mas por ele quem trabalha?

Tombado fica seu corpo

Nesta esquisita batalha.

Suas ações e seu nome,

Por onde a glória os espalha?

Por aqui passava um homem

(e como o povo se ria!)

Que reformava este mundo

De cima da montaria.

Por aqui passava um homem

(e como o povo se ria!)

Ele na frente falava

E atrás a sorte corria.

Por aqui passava um homem

(e como o povo se ria!)

Liberdade, ainda que tarde,

Nos prometia.


Em tempo: faz, hoje, três anos que Telê Santana morreu.

Por Juca Kfouri às 13h38

Ah, os estaduais...

A média de público do Paulistinha, antes dos jogos decisivos, é de apenas 5722 pagantes por jogo.

A menor dos últimos quatro anos -- a maior, neste período, foi no ano passado, com 6791 torcedores...

A média do Carioquinha é melhor: 6566.

Também a menor nos últimos quatro anos -- a maior, neste período, foi em 2007, com 9644.

Ah, mas a média do Flamengo, por exemplo, é de 19.193 pagantes por jogo.

Verdade.

No Brasileirão passado, no entanto, a média foi de 40.694 pagantes por partida.

E a média do Brasileirão, nada fantástica, foi de 16.992 torcedores, quase o triplo do Paulistinha, mais que o dobro do Carioquinha.

Entendeu por que uso o diminutivo para os estaduais?

Porque é assim que o torcedor os trata, a não ser, é claro, quando chegam os clássicos decisivos.

O que aconteceria até em torneios de bolinhas de gude.

E não me venham com o que se propõe para o lugar, porque a resposta já foi dada mil vezes: torneios regionais.

A Copa do Nordeste, o Rio-São Paulo, a Taça Sul-Minas, a Copa Norte, por aí.

Por Juca Kfouri às 11h42

Decisões entre Santos e Corinthians

Estão dizendo por aí que o Corinthians jamais ganhou uma decisão do Santos.

Não é verdade.

Ganhou uma, em 1930, e perdeu três -- em 1935, 1984 e 2002.

Em 1930, ainda no amadorismo, Santos e Corinthians decidiram o Campeonato Paulista na Vila Belmiro.

E o Corinthians venceu por 5 a 2.

Em 1935, no Parque São Jorge, o Santos devolveu a derrota, ao vencer por 2 a 0, já no profissionalismo.

Em 1984, ainda pelo Paulista, o Santos voltou a vencer, no Morumbi, e por 1 a 0.

Finalmente, em 2002, pelo Campeonato Brasileiro, o Santos ganhou as duas partidas finais, por 2 a 0 e 3 a 2.

Por Juca Kfouri às 01h01

Hoje é noite de o palmeirense mostrar seu valor

Palmeirense que é mesmo palmeirense não pode faltar hoje, às 20h15, no Palestra Itália.

Porque mais que a atual campeã da Libertadores, a equipe da LDU, o Palmeiras jogará contra seus fantasmas, os que o assombraram nas últimas duas partidas dentro de casa, contra o Sport e o Santos, para não falar do Colo-Colo.

O Palmeiras joga pela sobrevivência na Libertadores e é muito importante o apoio de seu torcedor.

Até a noite de ontem, foram vendidos 10 mil ingressos e há outros tantos à espera do torcedor.

Que tem motivos para estar chateado com o time, mas que, nessas horas é que demonstra seu amor incondicional.

Depois do jogo, se as coisas não saírem bem, reclame, xingue, cobre, exija.

Mas antes e durante é hora de apoiar.

Porque se o Palmeiras seguir adiante na Libertadores, e até vencê-la, o torcedor constatará que o Paulistinha não é nada perto do torneio continental.

Comentário para o Jornal da CBN desta terça-feira, 21 de abril de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

 

Por Juca Kfouri às 00h50

20/04/2009

Tabelinha desta segunda-feira

Por Juca Kfouri às 19h46

Viva! O Casão voltou!

Enquanto participava do bate-papo com os assinantes do UOL, ouvia mais que via a volta de Walter Casagrande Junior ao Arena Sportv.

Com a cara boa, ar saudável e a lucidez de sempre.

Que seja uma volta definitiva, é tudo que se deseja.

Porque ele merece.

Por Juca Kfouri às 16h30

Lição mais do que merecida

Por FERNANDO FARO*

Como são-paulino, aprovo a gestão de Juvenal Juvêncio à frente do clube.

Em um país onde o amadorismo impera, o dirigente soube destacar o São Paulo com uma administração profissional, eficiente e que está trazendo resultados a olhos vistos para o clube.

O Tricolor tem, de longe, a melhor estrutura do país e um dos melhores estádios da América do Sul.

Isso, porém, não dá carta branca para tratarem o clube como uma entidade acima do bem e do mal, soberana e invejada por tudo e todos.
 

Não tenho receio em falar que meu querido Tricolor involuiu no seu relacionamento com o mundo exterior.

Juvenal, Marco Aurélio Cunha, Leco, e cia. criaram uma paranoia de que a obsessão dos adversários é derrubar a suposta hegemonia do hexacampeão brasileiro.

Arrumaram brigas com os adversários. Transformaram rivais em inimigos.

Ao invés de se concentrarem em aprimorar os muitos defeitos que ainda existem, preferem tratar o tricolor como alvo da inveja e cobiça alheia.

Como são-paulino, reprovo a atuação de Juvenal Juvêncio nesse quesito.

Poderíamos cativar a admiração dos adversários e ajudar a profissionalizar o futebol brasileiro, cada vez mais carente de craques e entregue ao nivelamento por baixo.

Preferimos tomar um rumo menor e nos diminuirmos, afinal a atual diretoria só semeou a discórdia entre os adversários e despertou o ódio com os torcedores de outros times.

Arrogância e prepotência que, torço, começarão a ter fim com o vareio que o São Paulo tomou do arquirrival Corinthians, tão debochado pelos cardeais do Morumbi.

Leco tomou um sonoro calaboca depois da afirmação grosseira de que Ronaldo era um ex-jogador. Quem fala o que quer....

Fico triste pela eliminação, mas não posso dizer que essa lição deveria ser muito bem aprendida pelos dirigentes.

Que estes, a partir de agora, deixem a arrogância de lado e passem a tratar o São Paulo com a grandeza que ele merece, mas sem esquecer que os adversários também merecem o devido respeito.

*Fernando Faro é jornalista.

Por Juca Kfouri às 13h58

Finais em casa

O Santos não abriu mão de seu sagrado direito de jogar em sua casa e o primeiro jogo das finais do Paulistinha será mesmo na Vila Belmiro, domingo que vem, às 16h.

O jogo de volta será no Pacaembu.

Por Juca Kfouri às 12h30

Piadas corintianas

Depois de passar um ano inteiro sendo objeto de piadas, hoje os corintianos começaram a dar o troco.

E perguntam:

Como o São Paulo queria ganhar o jogo entrando com 11 goleiros?

E afirmam:

O Palmeiras não precisa mais cobrir o Palestra Itália. O estádio já está coberto de vergonha.

Por Juca Kfouri às 12h08

15 anos sem Dener

Os malditos se perguntam: por quê, Dener?

Por MATINAS SUZUKI JR.

Meus amigos, meus inimigos, os ecos das constelações dos malditos –dos Baudelaires e Rimbauds– perguntam pelas ruas de Paris: por quê, Dener?


O Edmundo, o Bebeto, o Romário e o Muller, órfãos da nossa estrela de cinco pontas, perguntam: por quê, Dener?

O herói que você quis ser, o playboy que você quis ser, o aventureiro que você quis ser, se perguntam: por quê, Dener?

Os zumbis, os sacis, os moleques de rua perguntam: por quê, Dener?

Os Almires Pernambuquinhos, os Toninhos Guerreiros, os Maradonas, enfim, todos aqueles que sabem que a bola é um enigma maior do que a vida, questionam: por quê, Dener?

Os James Deans, os Rivers Phoenixes, os Kurts Cobains e o séquito dos que desistiram do paraíso muito cedo, indagam: por quê, Dener?

O Pedro Gil, filho de seu admirador Gilberto Gil, do mesmo lugar trágico, sussurra para você: por quê, Dener?

O poeta Manuel Bandeira, dos versos que abrem este texto, e que cantou alguém como você, que desceu do morro para morrer na lagoa Rodrigo de Freitas, ante o iniludível, pergunta: por quê, Dener?

A alegria, a chance de esta vergonha se tornar uma nação, o desejo do sim para o país do não, se perguntam: por quê, Dener?

O erotismo da bola, o poema do drible, a sexualidade do gol, cismam: por quê, Dener?

A nau dos insensatos, o navegar é preciso e o me segura que eu vou dar um troço divagam: por quê, Dener?

A vida que nunca o convocou, o sentimento que tinha medo dos seus ataques, a morte que você goleou várias vezes, tentam decifrar o enigma: por quê, Dener?

Seus adversários, seus marcadores –vítimas e cúmplices da sua soberania–, estão atônitos: por quê, Dener?

As caravelas portuguesas, que você –filho de filho de filho de filho de escravos– defendeu em São Paulo e no Rio, singrando os sete mares, sopram: por quê, Dener?

O melhor do swing de Tim Maia, do funk da banda do Zé Pretinho, o morro de São Carlos, a Mocidade Alegre, a Mocidade Independente, os roqueiros dos últimos dias da Pompéia, a juventude transviada, os funks da periferia, a rapaziada do Brás, do Bixiga e da Barra Funda, especulam: por quê, Dener?

As trigêmeas da Playboy perguntam: por quê, Dener?

As últimas esperanças e as primeiras ilusões demandam: por quê, Dener?

O impossível estranha: por quê, Dener, por quê?

Os monólogos consoladores, os diálogos ininteligíveis e a mudez reveladora perguntam: por que, Dener?

Eu, que quis a 10 para você, murmuro: por que não, Dener?

Por Juca Kfouri às 09h23

A reta final dos estaduais

O Sport é campeão pernambucano.

Por antecipação e invicto.

Num jogo sem gols nos Aflitos, deixou o Náutico para trás e conquistou o tetracampeonato.

O Inter é campeão gaúcho.

Por antecipação e invicto.

Num jogo com nove gols no Beira-Rio, massacrou o Caxias, 8 a 1, e conquistou o bicampeonato.

Em São Paulo, Corinthians e Santos farão a final, depois de ganharem duas vezes de São Paulo e Palmeiras.

A final em preto e branco tem vantagem corintiana, o que significa alguma coisa, mas não tudo, como as semifinais demonstraram.

No Rio, Flamengo e Botafogo decidirão o título depois que o rubro-negro ganhou do Glorioso na decisão da Taça Rio, com mais de 83 mil torcedores no Maracanã.

E, em Minas Gerais, adivinhe quem decidirá o campeonato.

Se você respondeu Atlético e Cruzeiro, parabéns!

Comentário para o Jornal da CBN desta segunda-feira, 20 de abril de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm 

Por Juca Kfouri às 00h04

Na ponta dos dedos

Por ROBERTO VIEIRA

 AP

Ronaldo sempre foi um fenômeno com a bola nos pés.

Seu talento com as mãos era desconhecido.

Ao marcar o segundo gol do Timão.

O genial centroavante foi breve. Sucinto.

Pragmático. Irônico. Pedagógico.

Em um gesto transformou agressão em ironia.

Sensacionalismo em piada.

Ninguém concordou com a comemoração do seu companheiro Cristian.

Daí a condená-lo à cadeira elétrica vai uma grande distância.

Nesse domingo, Ronaldo foi o melhor advogado de defesa que Cristian poderia ter.

Ronaldo que distribuiu dedadas pelo Morumbi.

Ronaldo que só variou o dedo.

Em vez do dedo médio, usou o indicador.

Porque indicador e polegar pode, médio não pode.

Transformando a dedada em pizza.

Claro.

Tem sempre uma chance do lance não ter nada a ver com o Cristian.

Quem sabe não foi apenas propaganda da tal cerveja número 1?

Quem sabe?

Por Juca Kfouri às 23h41

19/04/2009

TetraSport!


Marcos Michael/JC Imagens/AE

Ao ficar no 0 a 0 nos Aflitos diante do Náutico, o Sport reconfirmou sua hegemonia em Pernambuco e foi campeão antecipadamente ao ganhar também o segundo turno.

Invicto, diga-se!

Agora é pensar só na Libertadores, porque tem Colo-Colo pela frente na quarta-feira.

Por Juca Kfouri às 18h06

A Taça Rio é do Mengo!

 

EFE

Pouca emoção, muita tensão no Maracanã, com 83 mil presentes.

Chances de gol, no primeiro tempo, houve apenas duas, ambas para o Botafogo.

Na primeira, Victor Simões arrematou muito mal.

Na segunda, Maicosuel mandou na trave.

Mas, no segundo tempo, mais ofensivo, o Flamengo, aos 17, fez 1 a 0, depois que Fábio Luciano cabeceou e Emerson cortou contra o próprio gol.

Com méritos, o Flamengo ganhou a Taça Rio e se habilitou a disputar as finais do campeonato para tentar ser tricampeão pela quinta vez.

Por pouco, aliás, não ganhou de 2 a 0.

E com Cuca no banco, ao lado do gramado.

Por Juca Kfouri às 17h59

Inter faz história


Jefferson Bernardes/VIPCOMM

Muita emoção, nenhuma tensão no Beira-Rio.

Chances de gol houve 11, todas para o Inter.

Que aproveitou sete impiedosamente, só no primeiro tempo.

Aos 6, 14, 17, 22, 32, 39 e 43 minutos.

Com Magrão, Taison, Nilmar, Nilmar, Guiñazu, Magrão e D'Alessandro.

Inter campeão invicto!

Campeão dos dois turnos!!

Campeão por antecipação!!!

Bicampeão gaúcho no ano do centenário!!!!

No segundo tempo, com indigestão, o Inter permitiu um gol ao Caxias: 7 a 1.

E fez mais um, aos 42, com Álvaro: 8 a 1.

Te basta, tchê?! 

Em tempo: lembremos que, no ano passado, no mesmo Beira-Rio e diante do outro time de Caxias do Sul, o Juventude, o Inter foi campeão com uma goleada pelos mesmíssimos 8 a 1.

 

Por Juca Kfouri às 17h58

Festa corintiana no Morumbi, pra variar

AP

O São Paulo teve as melhores chances no primeiro tempo.

Duas com Washington, uma com Jorge Wagner.

O Corinthians, também com três atacantes, como o São Paulo, chegou mesmo só uma vez, com Ronaldo.

Mas não houve assim grande emoção.

Como no primeiro minuto do segundo tempo, quando Borges cabeceou no travessão.

O Corinthians valorizava o máximo que podia a posse de bola, tentava cozinhar uma possível pressão tricolor.

Mas, aí, aos 10, Douglas puxou o contra-ataque, deu para Ronaldo que achou Jorge Henrique pela direita, livre, em belo lançamento.

O corintiano avançou, soltou a bomba, Bosco desviou na trave, mas a bola sobrou para Douglas fazer 1 a 0.

Dois minutos depois foi a vez de Cristian lançar Ronaldo na corrida.

O artilheiro deu um tapa na bola na saída do goleiro e fez 2 a 0.

O Corinthians não só se garantia na final como ainda segurava a vantagem sobre o Santos.

E mais uma vez superava o São Paulo em sua casa.

Lamentava apenas o terceiro cartão amarelo de Dentinho, fora do primeiro jogo.

O tiro são-paulino saiu pela culatra.

Perdeu domingo no Pacaembu, na quarta-feira em Medellin e no Morumbi, com mais de 45 mil torcedores.

Só não foi de mais porque o Corinthians brincou de perder gols depois que vencia por 2 a 0.

Precisar não precisava.

Mesmo assim, 90% do Morumbi souberam respaldar seu time mesmo na derrota.

Já Mano Menezes ganhou seu diploma de técnico corintiano porque, enfim, fez o Corinthians jogar como Corinthians.

E o alvinegro ganhou seu 12o. jogo em 21 no Paulistinha, com chances de ser campeão invicto, pois será campeão pela 26o. vez com dois empates.

Claro que os 10% alvinegros no estádio conseguiram se fazer ouvir.

Só que há um Santos de Paulo Henrique, Neymar e Mádson pela frente, além de Fábio Costa, Fabão, Kléber Pereira e, essencialmente, Vagner Mancini.

 

Por Juca Kfouri às 17h51

Na 'Folha' de hoje

Feras feridas

Juca Kfouri

O olho bom da direção do São Paulo parece estar em férias.

E o que não vê anda prevalecendo.

Razão pela qual se o reinado em terra de cego não chega a estar ameaçado, passa, ao menos, por uma fase turbulenta, na qual a infelicidade de Rogério Ceni, maior ídolo tricolor, não é mera coincidência, ao contrário.

Sim, porque os buracos do gramado onde se deu a lesão do goleiro são um absurdo impensável, por exemplo, nos tempos de Telê Santana, o jardineiro fiel.

Para piorar, eis que a diretoria que dizia não dar bola ao Paulistinha resolveu eleger o Corinthians como rival a ser batido, mesmo que à custa de derrota na Libertadores que o alijou da luta pelo valioso primeiro lugar na fase de grupos.

Não fica bem, no mínimo, que quem se orgulha de ser organizado e planejador se deixe levar pelas provocações dos adversários, sejam eles quem forem.

E o tosco presidente do Corinthians, aparentemente, conseguiu abalar a superioridade tricolor.

Superioridade que se confunde com arrogância, único motivo que justifica outro problema grave enfrentado pelos cardeais do Morumbi nestes últimos dias, a derrota, já em segunda instância na Justiça de São Paulo, que deixou sub judice a direção do clube que mudou seu estatuto em desacordo com o que determina o Código Civil.

Sabe aquela teoria furada dos que se consideram homens bons, acima da lei, que podem fazer o que bem entenderem porque são melhores que os comuns?

Pois é. O grupo dirigente do São Paulo entrou nessa e se deu mal porque a Justiça entendeu que eles não só não são tão bons como, na verdade, são até ruinzinhos.

A ponto, aliás, de não se justificar que reclamem desta FPF de hoje, comandada por um aliado tricolor, o interino que substitui o presidente suspenso, o roto seis que está no lugar do rasgado meia dúzia.

É diante de tal quadro miserável que o São Paulo entra em seu gramado neste domingo com o objetivo de ganhar do Corinthians para chegar à final do Paulistinha.

Que pode pode, é óbvio, e dá para imaginar o discurso que exigirá de seus jogadores feridos, sangue, suor e lágrimas, em nome da honra, do pai, da mãe e do diabo a quatro.

Do outro lado, um Corinthians inteiro, em busca da mesma vaga e da Taça dos Invictos, só por um empate, coisa que conhece como ninguém neste Paulista, nove em 20 jogos.

Por que não dez em 21?

Por Juca Kfouri às 09h30

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico