Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

02/05/2009

No 'Estadão' de hoje

Carioca ignora visita do COI

 

População não vai às ruas de verde e amarelo, apesar dos apelos feitos pelos dirigentes

Bruno Lousada, RIO 

Foi em vão a campanha para os cariocas irem às ruas de verde e amarelo e pendurar bandeiras do País na varanda de suas casas para sensibilizar a Comissão de Avaliação do Comitê Olímpico Internacional (COI), que transitou ontem pela cidade para inspecionar várias instalações esportivas. O número de pessoas que aderiu à convocação, feita à exaustão em rádio e televisão, foi inexpressivo.

Na Avenida Atlântica, área nobre de Copacabana muito frequentada por turistas e cariocas, foi raro ver alguém, durante boa parte do dia, com as cores pedidas pelos defensores da candidatura carioca. O Rio disputa com Madri, Tóquio e Chicago o direito de ser sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

"Eu não estava junto da comissão (internacional), mas o relatório que tive de quem estava com eles diz que houve bastante apoio popular durante a passagem (da comitiva)", disse Leonardo Gryner, diretor de marketing do comitê Rio-2016.

A equipe do COI visitou o Forte de Copacabana, o Parque Maria Lenk, a Arena Olímpica, o Estádio João Havelange, o Maracanã, a Marina da Glória, o Complexo de Deodoro e seguiu de metrô da Glória a Copacabana, bairros da zona sul.

Todas as instalações ganharam banho de loja e foram repaginadas. Estavam limpas e bem decoradas para receber os 13 membros do COI, sete deles com poder de voto. Até estrelas do esporte brasileiro foram escaladas para recepcionar os delegados internacionais nos principais equipamentos da cidade.

A campeão olímpica Maurren Maggi deu as boas vindas à comitiva na pista de atletismo do Engenhão. Pelé fez o mesmo no Maracanã e disse ter ficado emocionado com a visita.

"Tenho de agradecer a Deus. Eles ficaram surpresos com tanta coisa bonita, tanta coisa boa. O pior é que meu inglês não é dos melhores e eu tive de explicar para eles que não tremi no milésimo gol (feito no estádio)", declarou, com largo sorriso. "Foi uma alegria geral e eles se sentiram à vontade. Quem sabe não ganhamos a batalha".

De acordo com Pelé, a comitiva deixou o Maracanã impressionada com o que viu. "Senti tanto entusiasmo neles que eu tenho três cartões dos membros (do COI), incluindo o da presidente (da comissão, a marroquina Nawal El Moutawakel)", contou. "Ela disse que quer vir para cá sem trabalhar."

Truculência no vagão especial do metrô

 

Seguranças agridem e ameaçam repórter do ?Estado?

Pedro Dantas, RIO

 

Seguranças à paisana isolaram a comitiva do Comitê Olímpico Internacional (COI) no último vagão do Metrô da Glória à estação Cantagalo, em Copacabana (zona sul), uma das etapas finais da vistoria de ontem. Os demais passageiros foram orientados a "dispersar" por homens em trajes civis, que impediam a entrada do público comum. O repórter do Estado também foi barrado: teve de obedecer à ordem de seguir em outro vagão, acompanhado por dois seguranças à paisana.

No fim da viagem, três homens, identificando-se como policiais, mas sem exibir documentos, o empurraram para um banheiro, torceram-lhe o braço e o ameaçaram. "O procedimento é este", disse um deles.

Durante a viagem, o jornalista se identificou para um dos agentes que ostensivamente o seguiam. O homem pediu desculpas e se disse aliviado, mas afirmou que seria obrigado a desmontar "todo um esquema" já pronto para abordar o repórter. Pediu que não citasse nada no jornal, pois poderia "desclassificar a candidatura do Brasil". Em tom de ameaça, disse que sabia "muito bem" como encontrá-lo.

O constrangimento começou perto da escada rolante da estação Cantagalo. Um homem de camisa preta e boné mandou o profissional "desenrolar" e "seguir em frente sem olhar pra trás". O repórter se identificou e perguntou quem era o estranho. "Polícia", respondeu, ríspido. O jornalista tentou seguir em direção à escada rolante. Outro homem se aproximou e o repórter foi empurrado para um banheiro. Seu braço foi torcido e o rosto mantido junto ao azulejo. Outras pessoas que estavam no banheiro saíram, assustadas.

Após verificar o crachá do repórter, o agressor sumiu. Um deles telefonou para a sucursal do Estado, sem se identificar, e perguntou se o jornalista trabalhava lá. Outro agente, de cavanhaque, que estava na estação Glória, então reapareceu e repreendeu o jornalista, dizendo que a viagem era apenas para credenciados. A informação, contudo, não era verdadeira. Não houve credenciamento para acompanhar a viagem de metrô. Os homens interrogaram o repórter: queriam saber onde mora, se é "experiente" na profissão. Diante da alegação de que a truculência não era necessária, um deles afirmou que o "procedimento" era normal.

Antes da viagem, desde cedo, o bairro da Glória, que recebeu os integrantes do COI para o embarque, amanheceu sem os habituais ambulantes e mendigos, que deixam pouco espaço para pedestres na Rua da Glória. Uma hora antes da chegada da comitiva, ônibus da Guarda Municipal, garis, carros de reboque da Secretaria Municipal de Trânsito e viaturas da Polícia Militar deram os últimos retoques.

A Secretaria de Segurança do Rio alegou não ter participação na segurança dos eventos ligados à Rio-2016, que são de responsabilidade de agentes privados, contratados pelo CO-Rio, e da Polícia Federal. O CO-Rio disse que não usou segurança para a visita ao metrô e que sequer foi informado sobre o episódio. O Estado procurou a PF, sem sucesso.

Por Juca Kfouri às 13h15

01/05/2009

1o. de Maio há 15 anos -- e há 30

Hoje faz, como se sabe e o país faz questão de lembrar, 15 anos da trágica morte de Ayrton Senna.

Morte que o Brasil viu pela TV e chorou como poucas vezes o Brasil chorou a morte de algum de seus filhos.

Senna, sem dúvida, será sempre um dos maiores ídolos brasileiros.

Como milhões, vi, estarrecido, ainda deitado na manhã de domingo, aquela cena dramática de seu pescoço imóvel dentro do carro no autódromo de Imola.

Mas hoje faz, também, 30 anos da morte do delegado torturador Sérgio Paranhos Fleury e ninguém se lembra porque, de fato, ele merece o esquecimento.

Sua morte, nebulosa, dizem que se deu por estar embriagado ao cair de um barco em Ilhabela, onde foi batizar seu iate.

Tive, no palanque do estádio de Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, a incumbência de anunciar o desenlace para cerca de 150 mil trabalhadores do ABC.

Gente que já tinha ouvido Vinicius de Moraes recitar "O Operário em Construção" e esperava a participação do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, Luís Inácio Lula da Silva, naquele 1o. de Maio que começou a mudar a História do Brasil.

O Operário em Construção (Vinicius de Moraes)

Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia, por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.

De fato, como podia
Um operário em construção
Compreender por que um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia...
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse, eventualmente
Um operário em construção.

Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
– Garrafa, prato, facão –
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
Olhou em torno: gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem o fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.

Ah, homens de pensamento
Não sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento!
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua própria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.

Foi dentro da compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário.
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele não cresceu em vão
Pois além do que sabia
– Exercer a profissão –
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.

E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.

E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia sim
Começou a dizer não.
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:

Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.

E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução.

Como era de se esperar
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão.
Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação
– "Convençam-no" do contrário –
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isso sorria.

Dia seguinte, o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu, por destinado
Sua primeira agressão.
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!

Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras se seguiram
Muitas outras seguirão.
Porém, por imprescindível
Ao edifício em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.

Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
– Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem bem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher.
Portanto, tudo o que vês
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.

Disse, e fitou o operário
Que olhava e que refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria.
O operário via as casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!

– Loucura! – gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
– Mentira! – disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.

E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
Um silêncio de prisão.
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Com o medo em solidão.

Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arrastarem no chão.
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão.
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão porém que fizera
Em operário construído
O operário em construção.

Por Juca Kfouri às 17h30

O maiores campeões estaduais dos quatro maiores centros nacionais

O Cruzeiro ganhará o Mineirinho de 2009 neste domingo, até os torcedores do Galo estão cansados de saber.

O Corinthians ganhará o Paulistinha de 2009 neste domingo, embora tenha santista que ainda duvide.

E o Flamengo é o favorito a ganhar o Carioquinha de 2009 neste domingo, apesar de o Botafogo estar vivo.

O Cruzeiro será campeão estadual pela 34a. vez, mas seguirá atrás do Galo, que tem 39 títulos.

O Corinthians já é o maior campeão de São Paulo e ampliará, com seu 26o. título, a vantagem que tem diante do Palmeiras, com 22 taças.

E o Flamengo, se for campeão pela 31a., vez passará o Fluminense, que foi 30 vezes campeão.

O Inter já é 39 vezes campeão no Rio Grande do Sul, contra 35 do Grêmio.

Este blog considera que até meados dos anos 80 os estaduais ainda faziam sentido.

Depois, deixaram de fazer, ainda mais depois que foi criada a Copa do Brasil, em 1989.

Por Juca Kfouri às 15h30

As oitavas da Libertadores

Uma pena que pelo menos um brasileiro não irá às quartas-de-final da Libertadores.

Ou Palmeiras ou Sport porque, quis o destino brincalhão, vão se encontrar de novo nas oitavas-de-final.

O São Paulo terá os mexicanos do Chivas pela frente, sem ter de ir ao México, mas sem saber onde ira enfrentá-los, pois as autoridades colombianas não concordaram que joguem em Bogotá, como queria a Conmebol.

O Grêmio terá os peruanos do San Martin e o Cruzeiro o Universidad do Chile.

Por Juca Kfouri às 23h42

Flu arranca empate em Goiás

Dos times da Série A do Campeonato Brasileiro, dez não estão nas oitavas-de-final da Copa do Brasil.

Além dos cinco que estão na Libertadores, porque a CBF parece fazer questão de diminuir sua melhor contribuição ao futebol nacional em décadas, exatamente a instituição do torneio, 20 anos atrás, outros cinco não se classificaram: Avaí, Barueri, Botafogo, Santo André e Santos.

Agora há pouco, Goiás e Fluminense fizeram o último dos quatro jogos de ida só entre times da Primeira Divisão.

E começaram o jogo em grande estilo, dando a impressão de que fariam muitos gols.

Logo aos 2 minutos, Thiago Neves bateu falta na meia esquerda e Luís Alberto fez 1 a 0 de cabeça, para tristeza do Serra Dourada. 

Três minutos depois, em lance quase igual, Zé Carlos cobrou falta na meia direita e Rafael Tolói empatou, para alegria do estádio goiano.

Mas parou por aí, embora Harlei tenha sido obrigado a fazer pelo menos uma grande defesa e Fernando Henrique tenha saído para a entrada de Ricardo Berna, aos 36.

Só aos 46 saiu mais um gol, em cruzamento da linha de fundo, pela esquerda, de Thiago Neves, que encontrou a cabeça de Fred: 2 a 1.

Nem bem começou o segundo tempo e o Flu ficou com 10, graças à expulsão do atacante Maicon.

O Goiás começou a apertar, como um torniquete.

Aos 22, o Flu gemeu.

Felipe Menezes, que acabara de entrar, empatou 2 a 2.

Fred não deu conta de suportar o ritmo do jogo e Alan entrou no lugar dele, aos 25.

Desenhava-se a vitória goiana.

Que só não se materializou aos 31 porque Ricardo Berna tirou o doce da boca de Iarley.

Tolói, aos 42, deixou tudo igual, 10 contra 10, porque também foi expulso.

A arbitragem que tinha dado quatro minutos de acréscimos no primeiro tempo, deu mais seis no segundo, tantas paralisações houve na partida.

A porção tricolor, que não era pequena,  no Serra Dourada festejava, com razão, o empate.

Empate que Berna garantiu, de novo, aos 48, em tiro à queima-roupa, outra vez, de Iarley.

Um novo empate, 0 a 0 ou 1 a 1, na próxima quinta-feira, garante o Flu nas quartas-de-final, contra Atlético Paranaense ou Corinthians.

Por Juca Kfouri às 23h38

30/04/2009

Fiasco do Vasco

O Vasco ganhou um presente do Icasa (da segunda divisão do Ceará) logo no começo do jogo, em forma de gol contra.

Mesmo assim, no segundo tempo, levou o empate em São Januário, além de ter cometido um pênalti não marcado pela arbitragem.

Agora, o Vasco jogará em Juazeiro do Norte sem poder, por exempo, empatar 0 a 0.

A coisa está feia para os cariocas diante dos cearenses na Copa do Brasil.

Por Juca Kfouri às 21h25

Democracia Corinthiana

Quem estiver interessado em saber o que foi a Democracia Corinthiana há um bom documentário a respeito feito por alunos da Unicamp no endereço

www.democraciacorinthiana.com.br

Por Juca Kfouri às 12h23

A Libertadores e a gripe suína

O que a Conmebol está esperando para informar que não haverá jogos no México nas oitavas-de-final da Libertadores?

Uma de suas equipes classificadas, o San Luis, é da cidade San Luis Potosí, onde mais mortes houve por causa da gripe suína, 13, com uma centena de casos da gripe até agora.

O que a CBF está esperando para anunciar que não permitirá a ida de um time brasileiro ao México?

Não é uma questão de discriminação.

É de saúde pública.

Aliás, é o caso de o Ministério da Saúde do Brasil se manifestar claramente.

Os jogadores estão apavorados, principalmente os que têm filhos pequenos.

E que ninguém diga que os interesses mexicanos da Fox Sports, detentora dos direitos de transmissão da Libertadores, estão acima do interesse público.

Toda a solidariedade e ajuda possível ao povo mexicano.

E, também, todo o cuidado, para o bem de todos, deles inclusive e principalmente.

Por Juca Kfouri às 12h15

Viva! Não tem mais favelas no Rio!!!

NA "FOLHA DE S.PAULO" DE HOJE

Favelas do Rio somem em filme para o COI

Omissão não foi proposital, diz comitê para Jogos-2016

SERGIO TORRES
DA SUCURSAL DO RIO

O comitê organizador da candidatura carioca à Olimpíada de 2016 apresentou à Comissão de Avaliação do COI um filmete de cinco minutos e fotografias aéreas que mostram um Rio de Janeiro sem favelas nas áreas vizinhas aos locais em que as competições serão disputadas, caso a cidade seja escolhida.

A apresentação aconteceu ontem de manhã para os 13 especialistas e esportistas estrangeiros enviados pelo Comitê Olímpico Internacional para avaliar se o Rio de Janeiro tem condições de sediar os Jogos.

Do encontro participaram o ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) e o prefeito Eduardo Paes (PMDB).
Nenhum dos representantes do COI falou com jornalistas. No discurso das autoridades brasileiras -prefeito, governador e ministro-, o encontro foi extremamente positivo.

"Nós nos saímos muito bem. Não é um autoelogio. (...) Foi uma manhã nota 10. Estamos no rumo certo. (...) A chance é muito grande", afirmou Cabral. O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, concordou com o governador. "O Rio está pronto. O COI vai tomar uma decisão histórica", afirmou.

Preparado pelo Rio-2016 -comitê formado por COB e governos federal, estadual e municipal-, o filme mostra como deverá estar o Rio no ano da disputa dos Jogos, se for mesmo escolhido sede olímpica.

A capital fluminense foi dividida em quatro áreas: Copacabana (zona sul), Barra da Tijuca (zona oeste), Deodoro (zona oeste) e Maracanã (zona norte). Em cada uma delas foram mostrados estádios, vilas esportivas, locais de disputas. Não havia favela em nenhuma.

De acordo com o diretor de marketing do comitê brasileiro, Leonardo Gryner, a omissão não foi deliberada.

Um exemplo da ausência de favelas pode ser notado no Maracanã, estádio ladeado pelo morro da Mangueira. A favela não aparece no filme. O estádio, com todas as modificações planejadas para o ano da Olimpíada, é mostrado de um ângulo que a mantém oculta.

Da mesma forma, na região da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá, onde ficarão a Vila Olímpica e diversos prédios e unidades relacionados aos Jogos, não foram mostradas as favelas de Cidade de Deus, Rio das Pedras e Gardênia Azul.

Também o estádio João Havelange (o Engenhão, na zona norte) aparece no filme em ângulo no qual não são mostradas as favelas ao redor.

Até as imagens panorâmicas, quase em círculo, do Corcovado, não exibem os morros povoados que existem nas vizinhanças, como Dona Marta e Cerro Corá.

Responsável pela apresentação dos futuros pontos de competição, o diretor de esportes do comitê, o ex-atleta Agberto Guimarães, repetiu em sua palestra e em uma entrevista que uma das metas da equipe é chamar a atenção dos avaliadores do COI para a natureza privilegiada do Rio de Janeiro.

"A gente tem que explorar as belezas do Rio, as praias", declarou Agberto, que mostrou aos emissários do comitê olímpico uma foto da praia de Copacabana em que, à distância, a favela do Cantagalo é quase que obscurecida pelos raios solares.

Por Juca Kfouri às 09h11

Uma quarta-feira inesquecível

Foi uma quarta-feira inesquecível para os torcedores do Palmeiras, do Sport, do Atlético Paranaense e do Corinthians.

Para os do Palmeiras porque o time parecia desclassificado da Libertadores ao só empatar 0 a 0 com o Colo-Colo, no Chile, e com 10 jogadores, porque Marcão fôra expulso de campo.

Mas eis que Cleiton Xavier, que não jogava o que pode, desferiu um petardo do meio da rua e fez um golaço, desses de ressuscitar torcedor adormecido, aos 42 minutos do segundo tempo.

E o Palmeiras segue adiante na Libertadores.

Enquanto isso, em Quito, no Equador, o Sport levou 1 a 0 da LDU, empatou, tomou o 2 a 1, empatou e, no fim, virou, 3 a 2.

Com o que acabou como líder de seu grupo, o do Palmeiras, e com sete pontos ganhos em seus três jogos fora de casa.

Se a Libertadores foi uma festa brasileira, a Copa do Brasil foi um festival de gols, com o Inter fazendo 3 a 0 no Náutico, no Recife e o Vitória fazendo 3 a 0 no Atlético Mineiro, em Salvador.

E no outro jogo entre times da Série A, em Curitiba, aconteceu um pouco de tudo.

O Atlético Paranaense fez 3 a 0 no Corinthians para quebrar uma invencibilidade de 25 jogos do alvinegro.

Alvinegro que perdeu pênalti e tomou um susto, quando Ronaldo saiu de campo com suspeita de fratura nas costelas.

O susto, uma radiografia revelou que era só susto, e ele deverá jogar normalmente contra o Santos, no domingo, na decisão do Paulistinha.

E a derrota acachapante na Copa do Brasil, prioridade do Corinthians, acabou não sendo acachapante.

Porque, aos 41 minutos, e aos 47, Cristian e Dentinho diminuíram para 3 a 2, o que deixa o alvinegro na situação de vencer por 1 a 0 no jogo de volta, no Pacaembu, para seguir adiante.

Duro para todos esses torcedores foi conseguir dormir, depois de tanta adrenalina.

Comentário para o Jornal da CBN desta quinta-feira, 30 de abril de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm 

Por Juca Kfouri às 00h31

Heróico Palmeiras!

AP

O Palmeiras, com 10, arrancou uma vitória nos minutos finais em Santiago dessas de valer título.

Um golaço de Cleiton Xavier, do meio da rua, quando Marcão já tinha sido expulso e o Colo-Colo comemorava sua classificação.

Que seria injusta, porque, só no primeiro tempo, Keirrison mandou uma bola no travessão e outra na trave do time chileno.

O Palmeiras jogava no Monumental tão bem como na Ilha do Retiro.

O segundo tempo não foi assim, com o Palmeiras criando pouco, mas o gol de Cleiton Xavier pôs tudo no lugar.

Todos os brasileiros vão às oitavas, o Sport em primeiro lugar de seu grupo, pois virou o jogo com a LDU, em Quito.

Saiu perdendo, empatou, tomou o segundo gol, empatou e virou: 3 a 2, com dois gols de Andrade, o primeiro e o terceiro (este quase tão lindo como o de Cleiton Xavier), e um de Igor.

E Magrão ainda pegou pênalti, quando estava 1 a 1.

O Sport ficou invicto fora de casa em sua segunda participação na Libertadores.

E, agora, nada mais é proibido também para ele.

Por Juca Kfouri às 23h58

Furacão varre a invencibilidade do Timão

O Corinthians chegou à Arena da Baixada de salto alto.

E levou um baile na primeira meia hora do jogo, com o menino Wallyson barbarizando.

Ele mesmo fez 1 a 0 ao receber belo passe de Rafael Moura que, diga-se, jogou muito bem e ainda fez o segundo gol do Furacão, logo depois de o Corinthians, com Morais, perder gol feito.

E de perder Ronaldo, com suspeita de fratura na costela. Suspeita que, felizmente, foi afastada logo depois da meia-noite.

O Atlético fez 3 a 0 logo no recomeço do jogo e tudo parecia liquidado, ainda mais depois que Chicão bateu um pênalti que tocou nas duas traves e saiu.

Mas Cristian descontou de falta e, nos acréscimos, Dentinho fez 2 a 3.

O Corinthians jogará pelo 1 a 0 no Pacaembu.

Já Inter e Vitória liquidaram suas faturas.

Os gaúchos ao triturarem o Náutico por 3 a 0, favoritíssimo que era nos Aflitos, com gols de Nilmar, Taisson e Marcelo Cordeiro, em jogada fabulosa de D'Alessandro.

E o Barradão que veria o Vitória pagar pelo que o Cruzeiro fez, não viu não, viu o rubro-negro enfiar mais outro 3 a 0 no Galo.

O Coritiba, em Maceió, deu uma aula para o Santos e fez 4 a 0 no CSA.

No interior do Rio, dois 0 a 0.

Em Campos, Americano ficou assim com a Ponte Preta.

E, em Volta Redonda, o Flamengo não passou disso com o Fortaleza.

Por Juca Kfouri às 23h53

29/04/2009

Uma quarta-feira decisiva para o Palmeiras

O Palmeiras tem um jogo nesta noite que será fundamental para sua temporada de 2009: precisa vencer o Colo-Colo, em Santiago, para seguir na Libertadores.

Se empatar, cai fora e sabe-se lá o que acontecerá depois.

O pior é que o Colo-Colo é o favorito.

Nada, no entanto, que o Palmeiras não possa superar, porque fez mais na Ilha do Retiro, diante do Sport, do que terá de fazer no estádio Monumental do Colo-Colo.

Lembremos que o Colo-Colo perdeu do Sport no Chile assim como ganhou do Palmeiras no Brasil.

E perdeu porque não levou o Sport a sério e ganhou porque não foi levado a sério pelo Palmeiras.

Pois hoje o Palmeiras sabe que é tudo muito sério, do mesmo modo que o Colo-Colo.

Quem também joga, aliás, é o Sport, diante da LDU, em Quito, para tentar se garantir na liderança do grupo no centésimo jogo de Nelsinho Baptista à frente do rubro-negro.

E pela Copa do Brasil os dois mais populares times do país jogarão em Volta Redonda e em Curitiba.

O Flamengo recebe o Fortaleza e tem obrigação de fazer um resultado que lhe garanta para o jogo de volta.

E o Corinthians vai à casa do Atlético Paranaense, com Ronaldo, para, ao menos, tentar manter a invencibilidade em 2009.

Além disso o Náutico recebe o favoritíssimo Inter nos Aflitos; o surpreendente CSA recepciona o Coritiba no Rei Pelé; o Barradão vê Vitória e o ferido Galo, e ainda tem Americano e Ponte Preta, em Campos.

Para não falar de Manchester United e Arsenal, à tarde, pela Liga dos Campeões.

Mas decisivo mesmo, só o jogo do Palmeiras. É ganhar ou vencer.

Comentário para o Jornal da CBN desta quarta-feira, 29 de abril de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

Por Juca Kfouri às 00h01

A gripe e o futebol

Por ROBERTO VIEIRA

A gripe suína assusta o mundo.

Febre súbita e alta. Morte.

As imagens das pessoas com máscaras.

As escolas fechadas. Jogos de portões fechados no México.

Nada de novo no front.

Em 1918 a gripe espanhola chegou ao Brasil.

A bordo do navio inglês Demeara.

Gripe espanhola que nasceu nos EUA.

Nada tinha de espanhola.

Gripe espanhola que teria viajado do Rio para São Paulo.

Nas chuteiras de um time de futebol.

A epidemia afetou 50% da população mundial.

Matou 30 milhões de pessoas.

As pessoas não usavam máscaras.

Mas escolas foram fechadas. E o futebol também foi afetado.

O primeiro título internacional brasileiro poderia ter vindo em 1918.

Mas o sul-americano do Rio de Janeiro foi adiado.

Transferido para o ano seguinte: 1919.

Quando fomos campeões com Neco, Friedenreich e sem o vírus nas Laranjeiras.

Vírus que infectou o maranhense João Evangelista Belfort Duarte.

Obrigando-o a procurar repouso numa fazenda fluminense.

Fazenda onde foi assassinado no dia 27 de novembro de 1918.

Justamente no dia em que completava 35 anos de idade.

Por Juca Kfouri às 00h00

28/04/2009

E tinha uma (?) criança na Vila


Divulgação:Nike

Por RODRIGO FERRAZ*

Todos os comentaristas esportivos que falaram ou escreveram a respeito do segundo gol, em particular, e de Ronaldo, no geral, têm muito mais condições de falar a respeito do assunto do que eu, mero torcedor e acompanhante de futebol menos gabaritado.

Ouvi e li sobre o retorno, surpreendentemente rápido, depois de tudo que passou, sobre a capacidade de raciocínio, a categoria, a habilidade com a perna esquerda.

O gol, foi uma unanimidade em beleza, categoria, habilidade, raciocínio...

Obviamente, quando todos falam de um mesmo assunto, acaba-se por repetir ideias aqui e e ali, ainda que todos enalteçam a qualidade do craque à sua maneira pessoal.

Entre essas maneiras pessoais de admirar o ídolo, acredito tenha passado despercebido um pequeno gesto.

Talvez, por ser pouco relevante naquele momento de comemoração.

Talvez, pelo fato desse singelo gesto não vir do autor do gol, mas de um coadjuvante.

Logo após encobrir Fábio Costa e fazer o golaço que fez, Ronaldo corre em direção ao banco do Corinthians para comemorar com os companheiros à beira do campo.

É nesse instante que, aproximando-se de Ronaldo, aparece Morais, aplaudindo o gol.

Não há comemoração, mas aplausos.

Um brilho juvenil e admirado invade seus olhos, como que não acreditando estar vendo o ídolo tão de perto, de estar na presença de um gênio.

Naquele breve instante, Morais deixou de ser um jogador de futebol profissional para se tornar criança, capaz de enxergar a magia do futebol que só pode ser oferecida pelos verdadeiros reis da bola.

Talvez, só talvez, não tenha sido só o Morais.

*Rodrigo Ferraz é publicitário.

Por Juca Kfouri às 22h48

É o Grêmio dando as cartas, tchê!

Foi fácil, extremamente fácil.

Diante de 35 mil pagantes, o Grêmio, em pouco mais de meia hora, já fazia 3 a 0 no Chicó FC, da Colômbia, no Olímpico em festa.

O tricolor se garantiu como o melhor da fase de grupos da Libertadores, garantia de que jogará sempre em casa o segundo jogo da fase de mata-mata.

Dois gols de Souza, um deles belíssimo, e mais um de Léo e pronto: fatura liquidada.

O segundo tempo foi disputado apenas porque é obrigatório e, para não deixar o torcedor com sono, Victor garantiu o espetáculo, ao defender um pênalti.

O tri não é só um sonho.

É uma possibilidade.

Por Juca Kfouri às 21h49

Um 0 a 0 de arrepiar

Pode alguém que andava se acostumando a curtir placares como os 4 a 4 dos ingleses ficar vidrado num 0 a 0?

Pode.

Foi o que acabou de acontecer.

Em Camp Nou, Barcelona e Chelsea ficaram no empate sem gols.

Num jogo que teve o Barça com a bola e o Chelsea só marcando e especulando.

Numa dessas especulações, erro de Rafa Marques e, por pouco, Drogba não faz 1 a 0, no fim do primeiro tempo, em lance que Valdés se virou para pegar duas vezes.

O segundo foi igual: Barça com a bola, Chelsea defendendo brilhantemente.

E, aí, quem teve a bola do jogo foi Eto'o, bem defendida por Petr Cech.

Bojan, aos 44, e Hleb, aos 47, tiveram também a chance de fazer, ao menos, 1 a 0, o que seria mais justo.

A decisão ficou para Londres, onde tudo será possível.

Por Juca Kfouri às 17h38

A CBF mente, novamente

Está no CBF NEWS:

O jornalista Juca Kfouri efetuou o depósito de R$ 190.666,61 (cento e noventa mil, seiscentos e sessenta e seis reais e sessenta e um centavos) referente a indenização por danos morais causados ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira, por seus comentários considerados caluniosos a uma entrevista concedida pelo presidente da CBF à revista Playboy, em 2000.

O presidente Ricardo Teixeira vai doar o valor da indenização a uma instituição de caridade, que terá o seu nome oportunamente divulgado.  

O blog conta a verdade:

1. O jornalista Juca Kfouri não efetuou depósito algum.

Ele teve, isso sim, por pedido de Teixeira à juíza Maria da Glória Oliveira Bandeira Mello, o bloqueio da quantia em sua poupança;

2. Quem efetuou o depósito foi o diário "Lance!", fiel ao contratado com o jornalista quando seu colunista, para desbloquear o montante no investimento do jornalista;

3. Ricardo Teixeira não pode doar centavo algum deste dinheiro, depositado como caução, simplesmente porque ainda falta uma instância, em Brasília, para a ação terminar.

O presidente da CBF e a entidade, como se vê, têm enorme dificuldade em publicar as coisas como as coisas são.

Razão pela qual já se viram envolvidos em duas CPIs e foram objeto de um sem número de condenações, cíveis e criminais.

A ação cível movida contra o jornalista é apenas uma, de cerca de uma centena, e, coisa rara, até aqui bem sucedida, embora tenha sido derrotada em primeira instância.

Por Juca Kfouri às 11h58

Pausa nos estaduais: hora de pensar no mundo

O Grêmio recebe hoje às 19h30 no estádio Olímpico, que deverá lotar, o time colombiano do Boyacá Chicó.

Último jogo da fase de grupos da Libertadores, uma vitória gaúcha dará ao Grêmio o primeiro lugar na classificação geral e a vantagem de sempre jogar a segunda partida em casa nos mata-matas.

O time colombiano vem em busca da classificação, pois está em segundo lugar com 9 pontos, dois a mais que os chilenos da Universidad do Chile, que enfrentará o frágil Aurora.

O Grêmio é favorito, mas não despreza o adversário que derrotou por apenas 1 a 0 na Colômbia.

Mas antes desse jogo, tem a semifinal da Liga dos Campeões da Europa, o jogo de ida, em Barcelona, entre Barcelona e Chelsea, às 15h45.

Simplesmente imperdível. 

O Camp Nou estará abarrotado para ver o encontro do trio mágico catalão de Messi, Eto'o e Henry com a sólida defesa londrina.

Que, no entanto, não terá Ashley Cole nem Ricardo Carvalho, desfalques consideráveis para quem tem de marcar três atacantes que andam com o diabo no corpo, embora o capitão John Terry esteja de volta.

De fato,o que o trio catalão composto por um argentino, um camaronês e um francês tem feito mais parece coisa de sonho, que Lampard e Drogba tentarão transformar em pesadelo.

Quem ganha com isso é o torcedor.

Por Juca Kfouri às 01h51

27/04/2009

Tabelinha desta segunda-feira

Por Juca Kfouri às 22h02

O mundo se curva...

La Gazzetta dello Sport (Itália):

Nell'andata del doppio confronto che assegna il campionato Paulista, l'ex interista segna una doppietta trascinando il Corinthians al 3-1 sul campo dell'ex squadra di Pelè

Marca (Espanha):

El considerado mejor futbolista de todos los tiempos y máximo ídolo del club Santos brasileño, Edson Arantes do Nascimento 'Pelé', admitió que Ronaldo fue el principal responsable por la victoria del Corinthians sobre su equipo.

Olé (Argentina):

Ronaldo lo puso de rodillas. ¿A quién? A Edson Arantes do Nascimento (o el yeta de Pelé, como más te guste). El 10 fue a ver a su equipo, el Santos, frente al Corinthians, por la final del Campeonato Paulista. ¿Y? Después de tres años y medio el Peixe perdió en Vila Belmiro. Golazo del Gordo por arriba del arquero. Pelé, un amigo... de piedra.

Por Juca Kfouri às 14h32

Eternamente Simon

Este blogueiro passou a o fim da noite de ontem pensando num escritor e num assoprador de apito.

E em todos os torcedores cearenses que pensaram o mesmo que o escritor Eduardo "Peninha" Bueno escreveu sobre o assoprador em seu livro e que lhe valeu uma condenação estapafúrdia.

E se deliciou imaginando como será a obra aberta de Peninha, "Os erros de Carlos Simon", o primeiro livro da história da humanidade que nunca ficará pronto.

Desta vez, não satisfeito em validar o primeiro gol do Fortaleza em claro impedimento, deu um pênalti para o Ceará que é dessas coisas quase tão fabulosas como a marcação de impedimento em cobrança de lateral, coisa que ele também já fez.

Por Juca Kfouri às 12h48

Na 'Folha' de hoje

 

JUCA KFOURI

Sim, Ronaldo voltou


 

O colunista vem a público para reconhecer, pela 3ª vez, que, sim, de fato, errou em relação ao Fenômeno


RONALDO NÃO é mais o mesmo. Nem poderia. Nem ele disse que seria.

Ontem, por exemplo, ele não fez quase nada, além de ter errado um ou dois passes bisonhamente.

Na verdade, ele "só" fez dois gols.

O segundo e o terceiro gols corintianos, quando o Santos mais apertava. O primeiro quando buscava o empate em 1 a 1 e depois na busca do 2 a 2. Resultado final: 3 a 1.

E o Corinthians está a uma derrota por dois gols de diferença de mais um título estadual, ou a um empate do título invicto, embora provavelmente a taça venha com vitória mesmo no Pacaembu.

Ou alguém imagina que Ronaldo não fará gols no domingo?

É claro que o Corinthians não saiu da Vila Belmiro com o estupendo resultado que obteve apenas por causa de Ronaldo.

Porque Felipe também foi fundamental, ao evitar, ao menos, quatro gols santistas.

O que dá a medida do que houve na partida, com o Corinthians sendo agredido e fazendo gols, com o Santos agredindo e sofrendo gols.

Mas Ronaldo merece mesmo um capítulo à parte.

Seu primeiro gol, o sétimo com a camisa 9 do Corinthians, foi de uma precisão cirúrgica, na matada de um chutão para cima de Chicão e na finalização, fria como a quente tarde santista não poderia imaginar.

Fulminante, sem que Fábio Costa, que falhara no primeiro gol corintiano na falta bem cobrada, mas defensável, pelo mesmo Chicão, pudesse sequer esboçar uma defesa.

O segundo gol de Ronaldo Fe...(quase escrevo Fenômeno) foi ainda mais espetacular.

De cobertura, como Pelé, como Pelé, aliás, disse ao sair de seu camarote.

De cobertura só, não.

De cobertura depois de uma finta seca sensacional em Triguinho.

Sim, sim, sim. Ronaldo voltou, como o Corinthians voltou.

E, se não voltará a ser o que foi, insista-se, como ele mesmo admite, depois de tanto esforço, depois de fazer tanta bobagem que não precisava ter feito, ainda precisando perder peso, será que será uma demasia voltar a chamá-lo de Fenômeno, oito gols em nove jogos?

Pode até ser.

Mas este colunista, que errou ao achar que ele não disputaria com brilho a Copa de 2002, que errou ao achar que ele disputaria com brilho a Copa de 2006 e que achou que ele não voltaria a ser competitivo em 2009, tem mais é que chamá-lo de Fenômeno, sim, Ronaldo Fenômeno, com todas as suas 15 letras.

E, se mais não fizer, para sempre será. E não se fala mais nisso.

Santos?
Tudo que o Santos, que chegou às finais às duras penas, havia amealhado nas categóricas vitórias sobre o Palmeiras parecia perdido após a vexatória derrota para o CSA.

Mas, verdade seja dita, se Kléber Pereira estivesse em semana mais feliz, a sorte santista seria outra.

Porque ninguém perde quatro gols contra o CSA e mais três contra o Corinthians impunemente.

Pobre COI
Os homens do COI chegam hoje ao Rio.

Não são capazes de imaginar o quanto serão ludibriados pelos do COB e por nossas autoridades, ministros inclusive.

Por Juca Kfouri às 10h25

26/04/2009

Nesta segunda, não perca!

Por Juca Kfouri às 22h00

Rendas, públicos e invictos

Na Vila Belmiro, 17.259 pagantes e renda de R$ 1.044.350,00.

Ingresso médio a R$ 60,00.

No Mineirão, 47.489 pagantes e renda de R$ 1.078.742,00.

Ingresso médio a R$ 23,00.

Em três dos quatro estaduais menos desimportantes do país, um já tem campeão invicto, o Inter.

E Corinthians e Cruzeiro estão também prestes a ser.

No Maracanã, 58.711 pagantes e renda de R$ 1.462.853,00.

Ingresso médio a R$ 25,00.

Por Juca Kfouri às 20h06

A saga botafoguense

O Flamengo foi melhor no primeiro tempo e foi perdendo para o intervalo: 2 a 1.

Tinha feito 1 a 0 com Juan, de pênalti inexistente, e atacou mais que o alvinegro.

Que, no entanto, não só empatou com Juninho batendo falta, também inexistente, e virou com Reinaldo de cabeça, como ainda sofreu um pênalti, em Maicosuel, puxado pela camisa na cara do árbitro, que fingiu não ver.

No segundo tempo, o Botafogo teve várias chances de liquidar o jogo e Juan deveria ter sido expulso por falta em Maicosuel, que o driblava sem humilhação.

Não liquidou e sofreu, no fim, o empate, quando Williams bateu e Emerson, mais uma vez, marcou contra.

E ainda viu Maicosuel e Reinaldo sairem machucados.

Que sina!

Por Juca Kfouri às 19h01

Só dá Cruzeiro

Divulgação/Vipcomm

Nem o Galo nem o blogueiro aprendem.

Na hora de decidir, em Minas, o Cruzeiro nunca precisa de dois jogos.

Já resolve no primeiro.

Como hoje.

Fez 5 a 0, com Kléber, no primeiro tempo, e com o zagueiro Leonardo Silva (duas vezes de cabeça) e o lateral Jonathan (mais duas vezes, no segundo).

Parei com o Galo.

Parabéns, Cruzeiro, mais uma vez campeão.

Por Juca Kfouri às 17h55

Ronaldo 'só' fez dois gols...

Thiago Bernades/UOL

Não é nem que o Corinthians tenha feito um bom primeiro tempo.

Na verdade, o Corinthians se defendeu muito bem até um certo momento do primeiro tempo.

E, enquanto isso, fez dois gols.

É.

Simples assim.

Morais sofreu falta de Pará na entrada da área e Chicão, para variar, enfiou a bola no gol, como se fosse com a mão, aos 10 minutos.

O Santos, que tinha mais posse de bola até aí, aumentou seu domínio.

E o Corinthians se defendendo.

Bem, sem sustos.

Então, Kléber Pereira passou mal uma bola no meio de campo, Chicão interceptou e num chutão achou Ronaldo que, até então, jogava bisonhamente.

Adivinhe o que aconteceu...

Ronaldo matou a bola com a categoria que trouxe do berço e finalizou com a frieza que traz no DNA: Corinthians 2 a 0, aos 25.

Fácil, extremamente fácil.

Aí, ficou difícil.

Porque o Corinthians já não marcou tão bem e Felipe teve que salvar três gols santistas.

Um dos pés de Kléber Pereira e de Neymar, em seguida, aos 36;

outro, aos 40, quando Triguinho bateu cruzado e o goleiro desviou com o pé;

e mais um, aos 41, quando defendeu junto à trave uma bola que tinha endereço certo.

O Santos perdia de 2 a 0, e era demais, e já tinha perdido Pará (volta o titular Roberto Brum) e Fabão para o segundo jogo.

O Corinthians não perdia nada, ao contrário, só ganhava.

Para o segundo tempo, apenas o Corinthians mudou, com Fabinho no lugar de Jorge Henrique, com dores.

E logo de cara o Santos teve uma ótima chance de gol, com Kléber Pereira cabeceando por cima e com Chicão e Germano trocando carícias dentro da área, mais Germano que Chicão, diga-se, porque o santista acabou por dar um soco no corintiano.

O Santos tentava pressionar, como era de se esperar.

Alugava meio campo, mas se expunha aos contra-ataques.

Madson se matava em campo, de maneira comovente. E levava perigo.

Neymar desperdiçou mais uma chance aos 12.

O gol santista parecia estar maduro, mas os atacantes santistas toda hora ficavam impedidos (oito vezes na primeira hora do jogo).

A Vila tentava empurrar.

E Triguinho, aos 16, foi à linha de fundo depois de bom passe de Madson, cruzou, e Felipe, que ironia, botou para dentro do gol: 2 a 1.

Não era justo. Era justíssimo.

E a Vila Belmiro pegou fogo.

Madson era um capeta em forma de jogador, prendendo bola, roubando bola, passando bola, cruzando bola. Quase a bola.

E Ronaldo, nada.

"Só" o gol...

Neymar também pouco aparecia, diferentemente de Paulo Henrique, sempre bem.

Aos 25, o Corinthians perdeu Chicão para o jogo final, por cartão amarelo.

No minuto seguinte, Mano Menezes tirou Douglas, que pouco fez, e botou Boquita.

O Corinthians tentava ficar mais com a bola para quebrar o ritmo do time e da torcida santistas.

Depois de perder quatro gols certos diante do CSA e mais três bem possíveis contra o Corinthians, o artilheiro Kléber Pereira deu lugar a Roni.

Paulo Henrique saiu, entrou Robson.

Era inútil.

Porque, aos 31, Ronaldo, de cobertura, fez 3 a 1, ao pegar bola de Elias.

Era "só" o que ele fazia. Gols, mais um, o oitavo no Paulistinha. E era tudo. Ou mais.

Maikon Leite, de volta, substituiu Triguinho.

Túlio entrou no lugar de Cristian.

Aos 36, Felipe se "redimiu" do gol que levou, ao pegar um chute à queima-roupa de Robson, num milagre.

O Corinthians está a uma derrota por dois gols de diferença para ser campeão e a um empate, ou uma vitória, no Pacaembu, para ser campeão invicto.

Alguém ainda tem dúvida?

E não é que Ronaldo está fazendo o blogueiro errar pela terceira vez com ele?

Porque, de fato, ele está de volta.

Diferente, mas de volta.

Em tempo: 52% de 2000 blogueiros acertaram a vitória corintiana.

40% erraram ao apontar a do Santos.

 

Por Juca Kfouri às 17h54

Na 'Folha' de hoje

 

JUCA KFOURI

Ateu por causa do Santos


 O confronto entre Corinthians e Santos decidiu poucos campeonatos, mas mudou a vida de um jornalista


DEUS EXISTIA até o dia 6 de dezembro de 1964.

Naquele domingo, deixou de existir.

Pelo menos para um menino prestes a completar 15 anos e que, pouco mais de cinco anos depois, viraria jornalista.

Menino que, levado pela mãe, tinha o hábito de ir à missa aos domingos e até de comungar.

E que levava a religião suficientemente a sério a ponto de nunca ter pedido a Deus, com a hóstia no céu da boca, que o Corinthians fosse campeão, coisa que, então, já não era havia quase dez anos.

Mas não tão a sério também, a ponto não de pedir, ao menos, que o Corinthians ganhasse do Santos e quebrasse o que se chamava de tabu, que já durava sete anos.

Mas nem nisso era atendido.

E aquele domingo foi demais.

O Corinthians fez 1 a 0 e 2 a 1 ainda no primeiro tempo.

Mas Pelé (quatro vezes) e Coutinho (três) fizeram 7 a 4, porque Silva fez 3 a 5 e 4 a 7.

Ao chegar do Pacaembu, o menino comunicou à mãe que nunca mais iria à missa -que dom Paulo Evaristo Arns, o grande cardeal corintiano, não leia estas linhas...

"Mas por quê?", quis saber a mãe.

"Porque Deus não existe", ele respondeu, sem mais.

E assim ficou para sempre, até porque a convicção foi reforçada na faculdade de ciências sociais da USP, pouco depois.

Nem mesmo quando o tabu foi quebrado, 2 a 0 com gols de Paulo Borges e Flávio, em 1968, 11 anos depois do que tinha sido a última vitória, ele fez qualquer concessão.

Ao contrário, saiu do Pacaembu com um bando de torcedores em direção ao Parque São Jorge para pagar promessa, comprou uma bandeirola por extorsivos e inesquecíveis NCr$ 35 (o salário mínimo era de 130 cruzeiros novos) e ainda acompanhou o coro bizarro: "Um, dois, três, o Santos é freguês!".

Como se vê, não é à toa que este clássico até virou o premonitório livro "O Grande Jogo", dos jornalistas Celso Unzelte, corintiano do fundo d'alma, e Odir Cunha, santista só aparentemente calmo. Lançado pouco antes que "o maior clássico alvinegro do mundo", como eles dizem, começasse a decidir o Paulistinha, nele se contam os dramas e as alegrias do mais antigo dos clássicos de São Paulo.

E olhe que decidir mesmo, Corinthians e Santos decidiram poucos campeonatos.

Três paulistas (1930, 1935 e 1984) e um Brasileirão (2002), com apenas uma vitória do Corinthians, em 1930, ainda no amadorismo.

O mais engraçado de tudo é que o menino ateu jamais conseguiu desgostar do Santos, ou sofrer tanto como sofria quando as derrotas eram para o Palmeiras ou para o São Paulo, clubes para os quais passou a ter olhar diferente apenas depois que virou jornalista.

Porque todos torciam por aquele Santos, o melhor time da história.

E, mais curioso ainda, o mesmo Santos que o fez ateu deu-lhe mais dois anos de saúde, porque aos 13, na decisão do Mundial de clubes com o Milan, 2 a 0 para os italianos no Maracanã, o garoto prometeu que, se houvesse a virada, ele pararia com o vício recém-começado de fumar.

E o Santos virou para 4 a 2.

Por Juca Kfouri às 09h23

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico