Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

09/05/2009

Só deu Palmeiras na primeira noite do Brasileirão

Difícil se planejar no futebol brasileiro.

O Palmeiras contava com escalar todos os seus titulares, com exceção de Marcos, em sua estréia no Brasileirão.

Porque a Conmbol, arbitrariamente, tinha adiado de terça-feira para quarta o jogo diante do Sport.

Como o clube pernambucano foi firme, a Conmebol recuou e voltou a partida para a data inicialmente prevista.

E o Palmeiras deixou Diego Souza, Cleiton Xavier e Keirrison no banco de Palestra Itália, com mais de 19 mil pagantes.

Com o time misto, até que pressionou o Coritiba e andou perdendo gols no primeiro tempo.

E levou um, de Marcelinho Paraíba, de pênalti, cometido por Jefferson que perdeu o tempo da bola e derrubou, na área, o coxa Márcio Gabriel.

O Palmeiras já voltou no segundo tempo com Diego Souza e Keirrison.

E mandou no jogo, e viu o goleiro Vanderlei fazer pelo menos uma grande defesa em cobrança de falta de Diego Souza, além de ter reclamado de dois pênaltis, um de Felipe em Ortigoza, que houve, e outro uma bola na mão que talvez tenha sido mão na bola.

Cleiton Xavier, o melhor jogador do elenco palmeirense, só entrou aos 11 minutos.

Doze minutos depois ele enfiou uma bola preciosa para Jefferson se redimir, cruzar pela esquerda e Willians aproveitar para empatar.

O Coritiba era todo defesa. E só.

Se Jefferson fez um pênalti, sofreu outro, aos 35, não marcado e que ainda lhe valeu um cartão amarelo.

A arbitragem começou bem, como se vê.

Aos 43, justiça se fez.

Diego Souza recuperou fantasticamente uma bola na saída da área do Coritiba, investiu contra uma barreira de paranaenses, a bola sobrou com Marcão que achou Keirrison bem colocado para fazer 2 a 1, com categoria.

Não vi nem o jogo do Recife nem o de Floripa.

Mas o Sport foi mal, na Ilha do Retiro, ao só empatar com o Barueri depois de estar vencendo e de ter feito prevalecer o que era correto junto à Conmebol.

E o Galo foi bem ao empatar com o Avaí, na Ressacada, depois de estar perdendo por 2 a 0.

Por Juca Kfouri às 20h25

O vascaíno já está pimpão

O Vasco começou hoje sua via crucis na Série B, de Basco.

E, com São Januário tomado, sentiu a devoção de seu torcedor, que não parou um segundo, sem decepcioná-lo.

Dominou o Brasiliense durante todo o primeiro tempo, embora sem objetividade e com pouca criatividade.

Também não correu riscos, a não ser num ou noutro contra-ataque.

Voltou mais concentrado no segundo e, logo aos 16 minutos, fez o gol que lhe valeu a vitória, com Rodrigo Pimpão.

Teve chances de ampliar, mas acabou recuando no fim do jogo e sofrendo um certo sufoco.

Mais que nunca, no entanto, o que interessa é vencer.

E o Vasco venceu.

Tomara que encorpe, ganhe confiança e desfile sua superioridade, impulsionado pela força de sua gente no país inteiro, nesta sofrida campanha.

Por Juca Kfouri às 18h09

08/05/2009

Fleury não é mais o mesmo

Na decadência generalizada dos serviços no Brasil, embora cada vez mais caros, até mesmo quem era sinônimo de excelência virou bagunça.

Até os Laboratórios Fleury.

Agendei para hoje pela manhã uma série de exames de sangue rotineiros, em minha casa.

O técnico que veio colher o material trouxe uma ficha com dois exames que não foram pedidos e sem um que foi.

Os exames tinham seus resultados, em sua esmagadora maioria, prometidos para às 20h de hoje.

Às 20h10, mais ou menos, liguei, da CBN, para o atendimento 24 horas para saber por que os resultados ainda não tinham sido entregues.

Esperei durante cerca de 10 minutos, enquanto o ministro da Saúde dava sua entrevista coletiva e o CBN EC não estava no ar, até ser informado que tinha havido um "problema na máquina" e que, no máximo, até as 22h tudo estaria na Internet.

Às 22h não estava e voltei a ligar.

Esperei por cerca de sete minutos e a ligação caiu.

Voltei a ligar.

Esperei mais uns cinco minutos e uma solícita Solange pediu meu número, prometendo retornar em 10 minutos.

Cumpriu.

Para dizer que de fato o aparelho está quebrado e que os resultados só sairão amanhã.

Imagine se fosse algo urgente.

Uma pena.

Mas nem o Fleury é mais o mesmo.

Na semana passada, surpresa, minha mulher também tinha recebido um atendimento bem abaixo do padrão a que estava acostumada.

Depois de mais de 30 anos como seus clientes, vamos procurar outro laboratório.

Parece que este deu um passo maior do que as pernas.

Solange, constrangida, disse que meu caso seria tratado como prioridade.

Respondi que não era necessário, que queria apenas que fosse cumprido o prometido.

O único privilégio do jornalista, em casos como esse, é o de poder publicá-los.

E, assim, representar todos aqueles que passaram pela mesma situação sem ter como tornar público.

Em tempo: por falar em Fleury, embora um nada tenha a ver com o outro.

A rua que, em São Carlos, tinha o nome do torturador Sérgio Paranhos Fleury, mudou para Rua Dom Hélder Câmara, por iniciativa do vereador Lineu Navarro e com o apoio de 75% dos seus moradores. Viva!

ATUALIZAÇÃO ÀS 10H48 do dia 9/5: Acabo de receber um telefonema do médico responsável,  José Marcelo, pela preservação da marca Fleury.

Ele pediu desculpas e prometeu rever procedimentos, principalmente no que diz respeito ao atendimento dos clientes, já que o problema técnico, evidentemente, sempre é possível de acontecer.

Os resultados saíram logo depois da primeira hora da madrugada.

Por Juca Kfouri às 22h49

Sport ameaça com WO

Carta do presidente do Sport ao secretário da Conmebol:

 "Ilmo. senhor Francisco Figueiredo Britz

Sr. secretário,

Considerando que chegaram as informações não oficializada de que o jogo Sport x Palmeiras, pela Copa Santander Libertadores de 2009, marcada para 20h15, do dia 12 deste mês, estaria sendo trabalhado seu adiamento.

Solicitamos a vossa senhora interferir para não permitir tal procedimento em razão de que estamos vendendo os ingressos para o referido jogo. Antecipadamente, já foram vendidos 15 mil ingressos.

Pois, a mudança traria várias ações de indenizações contra o Sport Club do Recife de pessoas advindas do interior do Estado, e essas protegidas pelo Código do Torcedor e Procon, através do Ministério Público e Justiça Comum.

O adiamento do referido jogo causaria prejuízo financeiro ao clube no momento incalculável e que por certo não teríamos condições de arcar com tal prejuízo, obrigando-nos a não entrar em campo para realização do jogo.

E adotarmos medidas preventivas de preservação dos interesses do clube. Razão porque confiamos na pronta e justa ação dessa Conmebol no sentido de atender ao nosso pleito e manter o jogo para a data marcada e acima citada.

Aproveitamos a oportunidade para expressar nossos melhores votos de consideração.

Atenciosamente,

Sílvio Alexandre Guimarães
Presidente Executivo do Sport"

Por Juca Kfouri às 20h57

B, de Basco

A Série B, de Brasil, no ano passado, mas de Basco, neste ano, começa, para este blog, amanhã, às 16h10, no histórico estádio de São Januário.

Palco do massacre vascaíno sobre o Brasiliense.

Não perca.

Por Juca Kfouri às 18h57

Pró-memória

A nota abaixo foi publicada neste blog no dia 30 de abril passado.
Agora há pouco os mexicanos desistiram da Libertadores.
São Paulo e Nacional do Uruguai estão classificados para as quartas-de-final, quando os tricolores enfrentarão o Cruzeiro (mui provavelmente) e os uruguaios quem passar entre Palmeiras e Sport.
Se não fosse tão lenta, a Conmebol poderia ter dado vagas aos times que ficaram imediatamente abaixo de Chivas e San Luis.
A Libertadores e a gripe suína

O que a Conmebol está esperando para informar que não haverá jogos no México nas oitavas-de-final da Libertadores?

Uma de suas equipes classificadas, o San Luis, é da cidade San Luis Potosí, onde mais mortes houve por causa da gripe suína, 13, com uma centena de casos da gripe até agora.

O que a CBF está esperando para anunciar que não permitirá a ida de um time brasileiro ao México?

Não é uma questão de discriminação.

É de saúde pública.

Aliás, é o caso de o Ministério da Saúde do Brasil se manifestar claramente.

Os jogadores estão apavorados, principalmente os que têm filhos pequenos.

E que ninguém diga que os interesses mexicanos da Fox Sports, detentora dos direitos de transmissão da Libertadores, estão acima do interesse público.

Toda a solidariedade e ajuda possível ao povo mexicano.

E, também, todo o cuidado, para o bem de todos, deles inclusive e principalmente.

Por Juca Kfouri às 18h02

Pontos corridos, de novo, vão matando o mata-mata

Pesquisa da TNS Sport Brasil, que ouviu 8.018 pessoas pelo país, revela que 53,3% dos torcedores preferem a fórmula dos pontos corridos para o Campeonato Brasileiro, como pesquisas anteriores já demonstraram.

Os que ainda gostam mais do mata-mata para a competição somam parcela ainda ponderável, de 36%, e para 10,7% é indiferente.

Mais da metade dos torcedores, 55,6%, tem o Brasileirão como sua competição predileta, bem adiante da Libertadores (15,9%) e da Copa do Brasil (13,6%).

Apenas 11,9% apontam os campeonatos estaduais como os prediletos.

Até mesmo os são-paulinos dizem preferir o Brasileirão à Libertadores, na proporção de 58,7% a 19,41%, o que é surpreendente.

Os gaúchos são os que mais se identificam com a Libertadores.

Em primeiro lugar, os gremistas, com 26,3%, seguidos pelos colorados (22,6%).

A torcida do Galo é a que mais gosta do Brasileirão, com 63,5% das indicações.

Por Juca Kfouri às 15h43

Olha o Brasileirão aí, gente

O Campeonato Brasileiro começa neste fim de semana, de maneira meio clandestina, ao estilo CBF de ser.

Sem tempo para os campeões estaduais festejarem seus títulos e sem tempo para os vices esquecerem suas mágoas.

Pior: sem nenhuma pompa ou circunstância, como se fosse um torneiozinho qualquer.

Tanto que começa no sábado, com três jogos, todos às 18h30, nenhum à luz da tarde, o mais interessante entre Palmeiras e Coritiba, no Palestra Itália, além de Avaí e Galo e Sport e Barueri.

No domingo, dois jogos chamam mais a atenção.

O primeiro entre os campeões paulistas e gaúchos, ambos invictos, Corinthians e Inter, no Pacaembu.

Pena que ambos pareçam mais preocupados com seus jogos do meio da semana pela Copa do Brasil, contra Fluminense e Flamengo.

O segundo jogão será no Mineirão, entre o Cruzeiro, também campeão estadual invicto, e o Flamengo.

E tem mais Fluminense e São Paulo, no Maracanã, Grêmio e Santos, no Olímpico e Atlético Paranaense e Vitória, campeão do Paraná contra o da Bahia, na Arena da Baixada.

Santo André e Botafogo e Goiás e Náutico completam a rodada.

Não faltarão estrelas no Brasileirão, por mais que a CBF não saiba promovê-las, como faz, por exemplo, a NBA com o basquete.

Comentário para o Jornal da CBN desta sexta-feira, 8 de maio de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

 

Por Juca Kfouri às 00h39

Cruzeiro vence e convence

A imprensa chilena tinha toda razão ao conferir favoritismo ao Cruzeiro.

Porque o time brasileiro foi muito melhor que o Universidade do Chile, em Santiago, durante todo o primeiro tempo.

Fábio precisou fazer apenas duas intervenções (muito providenciais, é verdade) e o ataque cruzeirense não deu sossego à defesa chilena, até que Soares, ao receber de Ramires, fez 1 a 0, logo aos 8 minutos.

O segundo tempo foi quase um repeteco do primeiro, mas ainda mais fácil.

Porque logo aos 6 minutos foi a vez de Marquinhos Paraná, fazer belo gol, ao receber de Thiago Ribeiro, que entrara no lugar de Soares, machucado no fim dos primeiros 45 minutos, em lance de pênalti não marcado pela arbitragem.

Então, o Cruzeiro achou de dar show e houve momentos, aos 13 minutos, por exemplo, de pura arte, com Wagner dando toques de calcanhar e o time produzindo viradas de jogo preciosas.

Aos 23m, Athirson entrou exatamente no lugar de Wagner, talvez porque o sério Adilson Batista tenha achado que ele estava brincando.

E Kléber tomou um cartão amarelo totalmente burro, para variar, ao fazer falta feia e desnecessária, na intermediária do time chileno.

E olhe que, minutos, antes, Adilson Batista pedira tranquilidade a ele.

Aos 34, quase Athirson amplia o placar, num momento em que os donos da casa ameaçavam uma pressão.

Aos 40, num lançamento longo, saído do campo de defesa chilena, Villalobos recebeu, invadiu a área e diminuiu: 2 a 1.

Em seguida, o Universidade ficou com 10, porque Ramires levou um pé no rosto de um zagueiro que mais parecia uma potranca.

O Cruzeiro poderá perder por 1 a 0 no Mineirão no jogo de volta, na quinta-feira que vem.

Por Juca Kfouri às 00h17

Flu se classifica sem convencer

O primeiro tempo de Fluminense e Goiás, no Maracanã, para definir o adversário do Corinthians nas quartas-de-final da Copa do Brasil, foi de deixar corintiano animado.

Porque foi um joguinho, resumido a um gol perdido por Zé Carlos, do Goiás, aos 35 minutos, e por uma bola no travessão, aos 46, em chute de Thiago Neves.

Afora, isso, o Fluminense tinha a bola e o Goiás não saía para o jogo, ao contrário do que prometera Hélio dos Anjos e como Carlos Alberto Parreira previra.

Como quem precisava vencer era o Goiás, eis que o time voltou mais disposto a atacar no segundo tempo.

E deu o espaço logo de cara para Marquinho avançar pela esquerda e dar na medida para Thiago Neves abrir o marcador, aos 7.

Aí o Goiás foi para o tudo ou nada: botou o tacante Jael no lugar de Everton para atacar mais.

Iarley quase empatou, mas, novamente, Fernando Henrique impediu, com os pés, como no lance do primeiro tempo diante de Zé Carlos.

Parreira tirou Tartá e botou Fabinho, para se defender.

Mas, aos 31, Jael empatou.

E passou a pressionar e a deixar o Flu em má situação.

Um Flu que, com a folha salarial que tem, não assusta ninguém.

Fred, por exemplo, anda irreconhecível, além de ter merecido uma expulsão por agressão em Gomes, que revidou e acabou só ele levando cartão vermelho.

Aos trancos e barrancos e diante de justas vaias de seu torcedor que foi em pequeno número (apenas 15 mil) ao Maracanã, o Flu está nas quartas e pega o Corinthians, no Pacaembu, na semana que vem.

Por Juca Kfouri às 23h26

07/05/2009

Piás rubro-negros

Por ROBERTO VIEIRA

 

Os colorados nem perceberam.

O inimigo foi chegando de mansinho.

Assim como quem não quer nada.

Antes mesmo do destino decidir quem é melhor: Internacional ou Flamengo.

Lembrando um pouco 1975.

O Inter de Figueroa entregando as faixas de campeão ao Flamengo no Maracanã.

Inter que se julgava o melhor time do Brasil.

Inter que foi encaçapado por 4 x 2 pelo Flamengo do Galinho.

Inter que devolveu em uma batalha épica no Beira-Rio dias depois: 4 x 0.

Pois a história se repete. O Internacional julgando-se o tal.

O Flamengo chegando como quem não quer nada.

Flamengo que cometeu crime em solo sagrado colorado.

De mansinho. Como quem não quer nada.

Flamengo que colocou um baita outdoor.

Bem ali. Na entrada sagrada do Beira-Rio.

Nas barbas do saci. Em letras garrafais.

Pra quem quiser ler: Escolinha FLA.

Piás rubro-negros?

Será verdade?

Ou tudo não passa de gozação mosqueteira?

Por Juca Kfouri às 22h17

Na 'Folha' de hoje

 

JUCA KFOURI


Campeões, mas nem tanto

Ser campeão não é prova de que tudo está indo às mil maravilhas como os times gostariam que fosse

 

VALORIZAR DEMAIS o papel dos técnicos é um vício mundial e atire a primeira pedra quem já não embarcou nele.

Porque, afinal, seja nos campos, seja nas quadras, são eles os que dão a palavra final, que fazem a escolha decisiva, que ganham junto ou perdem sozinhos.

É comum, também, e aí bem mais grave, fazer de um título o habeas corpus para a gestão de um clube.

Ou, ainda pior, dar diploma de competência porque ganhou-se um campeonato.

Não foram poucos os flamenguistas que ficaram bravos porque aqui se disse que o título do Botafogo faria melhor para o futebol brasileiro que o do Flamengo.

E é óbvio que faria.

Porque o novo modelo que o Botafogo experimenta precisava de um aval ou, ao menos, de um refresco, de calmaria.

E o novo tricampeonato do Flamengo não mudará nada na Gávea.

Ao contrário, ele dará a falsa sensação de que o modelo do endividamento, da irresponsabilidade etc. e tal garante a hegemonia -seis dos últimos dez campeonatos estaduais foram vencidos pelo rubro-negro.

De maneira bem diferente, a hegemonia do Cruzeiro em Minas Gerais também passa por aí, porque o torcedor, feliz com as conquistas, não se dá conta de que o clube é muito melhor para os irmãos que o dirigem há séculos do que eles são para o clube, embora sejam incomparavelmente melhores que a média, ainda mais lá.

O Internacional sim, parece cada vez mais um caso à parte no Rio Grande do Sul, com sua bem-sucedida iniciativa do sócio-torcedor para valer, com voz e voto.

Porque também em São Paulo o título corintiano não prova nada, basta dizer que o clube jamais ganhou tanto quanto nos tempos do cartola que dele foi expulso. Por ter dado no que deu.

E o atual presidente é o primeiro a reconhecer que não diminuiu, como prometera, a dívida colossal do clube, além de se cercar de gente nada recomendável, o que não reconhece, pois se conhece.

Daí a coluna depositar tanta esperança em experiências como a do Botafogo e a do Palmeiras, embora o segundo ande cada vez mais às voltas com o mundo real, extremamente poluído.

Aliás, basta lembrar o pentacampeonato mundial da seleção brasileira para constatar que a vitória no campo não tem, necessariamente, correspondência na gestão.

Por Juca Kfouri às 12h40

O presidente acima da lei

Do Estatuto do Torcedor, em vigor desde 15 de maio de 2003:

Art. 22.

São direitos do torcedor partícipe:

I - que todos os ingressos emitidos sejam numerados; e

II - ocupar o lugar correspondente ao número constante do ingresso.  

Está bem claro, não?

Faz quase seis anos que o torcedor brasileiro tem direito a sentar na cadeira correspondente ao número do ingresso que ele comprou.

Ocorre que hoje, o todo poderoso presidente da CBF, Ricardo Teixeira disse, numa clara demonstração de que está acima do bem e do mal e da lei, na frente do ministro do Esporte, que neste Campeonato Brasileiro a entidade exigirá que alguns estádios assegurem que o torcedor sente no lugar que lhe cabe.

Para treinar para a Copa do Mundo de 2014, segundo ele.

Ou seja, ele decidiu que alguns têm que cumprir a lei, outros não.

Viva ele! 

Comentário para o Jornal da CBN desta quinta-feira, dia 7 de maio, de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm 

Por Juca Kfouri às 00h42

Quase, Galo! Deu Vitória!!

Na estréia de Celso Roth, o Galo, no Mineirão, devolveu ao Vitória, de Paulo César Carpegiani, o placar do Barradão.

Lindos 3 a 0, com gols de Renan, aos 25 minutos do primeiro tempo, e de Welton Felipe, aos 19, e Alessandro, aos 40.

Com direito a pênalti defendido pelo goleiro atleticano Juninho.

Parecia mentira.

E vieram os pênaltis.

O Vitória fez 1 a 0 nos pênaltis e Tardelli empatou.

O Vitória fez 2 a 1 e Alessandro empatou.

O Vitória fez 3 a 2 e Élder Granja empatou.

O Vitória fez 4 a 3 e Tchô empatou.

De matar!

O Vitória fez 5 a 4 e Viáfara defendeu a cobrança de Leandro Almeida.

O Vitória vai pegar o Vasco nas quartas-de-final da Copa do Brasil.

Por Juca Kfouri às 00h05

Um passeio em Lima

O Grêmio foi ao Peru e ganhou de 3 a 1 da Universidad San Martín.

Fez 1 a 0 logo aos 8 minutos, gol de Souza, em passe de Maxi López.

Os peruanos ainda empataram aos 34, mas logo no primeiro minuto do segundo tempo, Souza devolve o presente para Máxi Lopez, que desempatou de cabeça.

Aos 16, Máxi Lopez, outra vez, agora com passe de Jonas, liquidou a fatura.

O Grêmio pode perder de 2 a 0 em Porto Alegre.

Sabe quando?

Nuuuuuuuuunca!!!!!!!!

Por Juca Kfouri às 23h53

Bela noite na Copa do Brasil

Equilíbrio no Pacaembu, equilíbrio no Castelão, primeiros tempos de 0 a 0.

O Corinthians teve duas chances claríssimas de gol contra o Furacão, que Jorge Henrique e André Santos desperdiçaram, graças também ao goleiro Gallato.

E Wallyson só não fez seu gol porque Felipe desviou e a bola ainda bateu na trave.

Jogo bem disputado, vibrante, e com a Fiel (mais de 33 mil) sem parar um segundo.

O Flamengo criou pouco e o Fortaleza teve uma boa chance, diante de 46 mil torcedores.

Mas nem bem começou o segundo tempo e o rubro-negro fez um golaço, numa triangulação que começou com um toque de calcanhar de Emerson para Juan que deu para Kléberson fazer 1 a 0, terceiro gol seguido dele, outra vez em boa forma.

E, no Pacaembu, aos 10 minutos, logo depois de Wallyson ter perdido um gol imperdível, ao chutar por cima, Ronaldo Fenômeno recebeu pela direita, livrou-se do zagueiro Gustavo e fuzilou: 1 a 0, com a colaboração, agora, de Galato.

Em Fortaleza, para melhorar a situação do Flamengo, o Fortaleza ficou com 10 jogadores, aos 15.

Aos 22, Ronaldo Fenômeno foi derrubado por dois atleticanos ao mesmo tempo na área.

Ele mesmo bateu o pênalti, com paradinha, e fez 2 a 0.

E vibrou como se estivesse começando sua carreira.

Pela terceira vez, em três confrontos, os paulistas despachavam os paranaenses da Copa do Brasil.

O Corinthians enfrentará Fluminense ou Goiás, se jogam amanhã no Maracanã, depois dos 2 a 2 no Serra Dourada.

Para não ficar atrás, também aos 22, Juan, do Mengão, foi derrubado na área por Bismarck.

Ele mesmo bateu, sem paradinha, e fez 2 a 0.

Em seguida, de cabeça, em cobrança de escanteiro, Emerson fez 3 a 0 para festejar o tri no Ceará.

Flamengo classificado para pegar o Inter (que jogo!), que passou pelo Náutico no Beira-Rio por fáceis 2 a 0, gols de Taison, no primeiro minuto, e de D'Alessandro, batendo falta, aos 8.

O Coritiba treinou com o CSA em Curitiba, venceu também por 3 a 0, com gols de Marcelinho Paraíba, de pênalti, no segundo minuto do primeiro tempo, de Ramon, no primeiro minuto do segundo tempo, e de Márcio Gabriel, aos 38.

Coritiba e Ponte Preta vão se enfrentar nas quartas-de-final.

Por Juca Kfouri às 23h47

06/05/2009

Bairrista é...

...quem avalia os outros por si mesmo e imagina que qualquer crítica vinda de alguém que mora em outra cidade é motivada por sentimento tão medíocre.

O que você lerá abaixo são 12 cartas publicadas em "O Globo", as oito primeiras no sábado passado, todas contra o Rio 2016, e mais oito publicadas na terça-feira, com empate em 4 a 4.

As 16 cartas da Cidade Maravilhosa, que tem, parece, pelo menos 12 bairristas...

Em tempo: "O Globo" é um jornal carioca e apóia as Olimpíadas no Rio.

Por Juca Kfouri às 22h14

Vasco volta a ser Vasco

O Vasco precisou tomar um susto no empate em São Januário para chegar em Juazeiro do Norte e voltar a ser Vasco.

Enfiou 4 a 1 no Icasa e repôs as coisas em seus devidos lugares.

E sem dar chance ao azar.

Fez 2 a 0 no primeiro tempo, 3 a 0 no começo do segundo, sofreu um gol e, para não deixar dúvidas, respondeu com o quarto gol.

Léo Lima fez 1 a 0 e 4 a 1 em cobranças de pênaltis, aos 18 do primeiro tempo e aos 36 do segundo.

Elton fez o segundo no fim do primeiro tempo e Vilson fez o terceiro, no começo do segundo.

E Carlos Alberto só entrou aos 13 do segundo tempo, quando já estava 3 a 0.

Por Juca Kfouri às 21h27

Santa injustiça em Londres!

                                                                                              AP

Eto'o e Iniesta comemoram

O Barcelona, com um gol no último segundo, de Iniesta, e 10 jogadores, arrancou um empate em 1 a 1 com o Chelsea e fará a final da Liga dos Campeões, com o Manchester United, em Roma, no dia 27 deste mês.

O Chelsea, com todos os méritos,  derrotava um desfigurado Barcelona por 1 a 0, em Londres, num golaço de Essien, logo aos 9 minutos de jogo.

Ele pegou, de fora da área, um rebote de uma bola chutada por Lampard nas costas de um catalão.

Pegou de primeira, a bola ainda bateu no travessão e entrou.

Depois disso o Chelsea teve três pênaltis não marcados pelo árbitro norueguês.

Sem Rafa Márquez, e o capitão Puyol, mas, principalmente, sem Thierry Henry, o Barça pouco ameaçou.

Suas melhores chances acabaram nos pés do médio Keita, desconfortável dentro da área.

Para piorar, Abidal, aos 20 do segundo tempo, foi injustamente expulso por uma falta que nem sequer cometeu.

Se com o trio Messi, Eto'o e Henry, em Camp Nou, o Chelsea conseguiu parar o virtual campeão espanhol de 2009, imagine sem o francês e em Stamford Bridge.

Mas a ausência de Henry impedia que o jogo fosse o que dele se esperava.

Até que, aos 47 do segundo tempo, Messi serviu Iniesta na entrada da área num raro contra-ataque catalão e o deus dos estádios consagrou uma injustiça para que o mundo do futebol pudesse ver a final que todos, menos os do Chelsea, queriam.

Por Juca Kfouri às 17h40

Tratamento de choque

O bode de Adriano com o futebol passou.

Amanhã, enfim, ele será anunciado como novo reforço do Flamengo.

Quando o São Paulo o trouxe não se pode dizer que tenha se dado mal, embora não tenha ganhado nada com ele.

Mas ele será o ataque rubro-negro, que não tem ninguém.

Aguardemos para ver que Adriano viverá na Gávea.

Tomara que seja o Imperador.

 

Por Juca Kfouri às 16h04

Cortante

A CBF anunciará amanhã que a Seleção Brasileira tem uma nova patrocinadora: a Gillette, que já tem Kaká como um de seus garotos-propaganda.

Por Juca Kfouri às 15h58

Palmeiras firme, Grêmio na luta e muita Copa do Brasil

O Palmeiras deu um passo firme em direção às quartas-de-final da Libertadores ao ganhar do Sport por 1 a 0, gol do paraguaio Ortigoza.

Um passo firme que, no entanto, poderia e deveria ser maior, para deixar os paulistas mais confortáveis no jogo da volta, semana que vem, na Ilha do Retiro, no Recife.

Poderia porque ainda mandou duas bolas na trave.

E deveria porque teve um pênalti claro não marcado pela arbitragem argentina em Palestra Itália.

Hoje, em Lima, 21h50, o Grêmio também joga pela Libertadores, contra o San Martín, bicampeão peruano.

E a Copa do Brasil tem três jogos durezas e três molezas em busca de vagas nas quartas-de-final.

As molezas: o jogo do Coritiba com o CSA, em Curitiba, com o time da casa tendo vencido o primeiro jogo, em Maceió, por 4 a 0; 

o jogo do Inter com o Náutico, em Porto Alegre, com o time da casa tendo vencido o primeiro jogo, no Recife, por 3 a 0;

e o jogo do Vitória com o Atlético Mineiro, em Belo Horizonte, com o time visitante tendo vencido o primeiro jogo, em Salvador, por 3 a 0.

O Galo, ao menos, além de jogar em casa, estreará o técnico Celso Roth.

As durezas: o jogo em Juazeiro do Norte, no Ceará, entre Icasa e Vasco, que empataram 1 a 1 no jogo de ida, em São Januário.

O Icasa se classifica com um 0 a 0;

o jogo em Fortaleza, no Ceará, entre Fortaleza e Flamengo que empataram 0 a 0 no jogo de ida, em Volta Redonda.

Dois campeões estaduais em luta, quem ganhar leva, qualquer empate com gols favorece o Flamengo;

e o jogo entre Corinthians e Atlético Paranaense, em São Paulo, no Pacaembu, outros dois campeões estaduais em luta, com a vantagem do Furacão que venceu o jogo de ida por 3 a 2.

O Corinthians se classifica se vencer por 1 a 0.

Como a Ponte Preta se classificou ao ganhar, ontem, por 2 a 1, do Americano de Campos.

Comentário para o Jornal da CBN desta quarta-feira, 6 de maio de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm 

Por Juca Kfouri às 00h31

A Ponte segue

Não vi nada, a não ser os gols, de Ponte Preta 2, Americano 1, em Campinas.

O fluminense Americano que eliminara o carioca Botafogo, também caiu na Copa do Brasil.

Mas Fla, Flu e Vasco jogam neste meio de semana para defender o futebol do Rio.

Fla e Vasco no Ceará e Flu no Maraca.

Que se cuidem.

E São Paulo terá, ao menos, a Ponte nas quartas-de-final, quando enfrentará o Coritiba.

Porque o Corinthians também terá dureza amanhã, no Pacaembu.

Por Juca Kfouri às 23h22

Deu Palmeiras: com justiça, mas sem conforto

Com três atacantes, Willians, Keirrison e Marquinhos, e apenas um volante, Pierre, o Palmeiras, na entrada em campo, já mostrava o que queria no Palestra Itália abarrotado.

E tratou de sufocar o Sport desde que a bola começou a rolar.

Logo aos 5 minutos, Diego Souza enfiou uma bola preciosa para Keirrison mandar, da pequena área, no travessão.

As presenças de Paulo Baier e Hamilton não surtiam efeito no time pernambucano, até porque Pierre não descolava de Baier.

Só ali pelo 12o. minuto o Sport começou a respirar.

E, aos 24, Keirrison, da entrada da área, desperdiçou uma chance enorme, logo respondida por Wilson, que levou Marcos a fazer boa defesa.

Aos 34, Keirrison foi agarrado na área por Durval, mas o árbitro, argentino, não viu.

O jogo, no entanto, estava equilibrado, com mais uma vez uma atuação madura do visitante.

Que foi para o intervalo com o 0 a 0 que lhe agradava.

Mas, é claro, não agradava o anfitrião.

O Palmeiras voltou sem mudanças, com Marquinhos, uma nulidade no primeiro tempo, mas, agora, pelo lado direito.

O Sport voltou também igual.

E os paulistas voltaram a pressionar.

Aos 7, Marquinhos chutou cruzado, a bola sairia, mas César não quis saber e, com o gol aberto, mandou para escanteio.

O que sobrava ao experiente time do Leão, faltava no jovem time do Porco: calma.

O Palmeiras tinha mais a bola, mas, quando a perdia, tentava recuperá-la ansiosamente e fazia faltas que o Sport demorava para cobrar, diante de 23 mil torcedores que mais olhavam que incentivavam.

Aos 15, Vandinho pediu para sair e o menino Ciro entrou no lugar dele aos 18.

Aos 17, Keirrison roubou uma bola na direita e deu à caráter para Diego Souza marcar, mas ele mandou por cima. Um pecado!

Aos 20, Ortigoza e Mozart entraram nos lugares de Marquinhos (enfim!) e Willians.

E Luciano Henrique ocupou a vaga de Daniel Paulista.

A exemplo do que aconteceu no Chile, contra o Colo Colo, o Palmeiras deixava de ter um esquema de jogo e passava a apostar nos seus valores individuais.

Aos 25, de esquerda, Cleiton Xavier, o melhor em campo, pegou mal numa bola que poderia ser perigosa.

Pierre tratava de impedir que Ciro desse sequência nos contra-ataques e o Palmeiras apertava.

Aos 29 Hamilton foi expulso, por entrada em Ortigoza.

Na cobrança da falta, Cleiton Xavier pôs na área e Ortigoza desviou levemente com a cabeça e fez 1 a 0.

O volante Andrade entrou no lugar de Wilson e, agora sim, como é habitual na maior parte das torcidas brasileiras, o Palestra Itália ficou em pé para empurrar o Palmeiras em busca de mais gols.

Armero saiu e Jefferson entrou aos 34.

O placar era justo e muito valioso, embora menos confortável do que os palmeirenses desejavam.

Razão pela qual o torniquete alviverde foi apertando à medida que o jogo se aproximava do fim.

Aos 45, de peixinho, Diego Souza deu azar e cabeceou na trave.

Com 10, o Sport tratava de tentar se segurar para poder buscar a virada na Ilha do Retiro.

O Palmeiras, que quebrou a invencibilidade do Sport em 2009, mantinha-se invicto diante do rubro-negro dourado, que derrotara Colo Colo e LDU fora de casa. 

A verdade é que com duas bolas na trave e um pênalti não marcado, o Palmeiras merecia ter conseguido um placar mais confortável.

Nada está decidido, mas o Palmeiras tem bela vantagem e não teme mais a Ilha.

(E como é gostoso poder ver um jogo só).

Por Juca Kfouri às 23h14

05/05/2009

Uma história da imprensa

Nesta quarta-feira, o jornalista Maurício Stycer lança o livro "História do Lance!", o bem sucedido diário que ele ajudou a fazer nascer.

Dissertação de Mestrado na FFLCH/USP, o livro conta, também, sem academicismo, uma história da imprensa esportiva no país.

Por Juca Kfouri às 21h14

Arsenal não deu nem pro começo

Logo de cara, na casa do Arsenal, o Manchester United fez 1 a 0.

Aos 7, Cristiano Ronaldo invadiu a área pela esquerda, cruzou, Gibbs escorregou ao tentar corta e o coreano Park fez o primeiro gol.

Nem bem se passaram três minutos e o português sofreu falta na intermediária, pela direita.

Ele mesmo bateu para fazer 2 a 0.

O placar agregado já mostrava 3 a 0 e punha o MU na final da Liga dos Campeões.

E passou a mostrar 4 a 0 quando, aos 15 do segundo tempo, Cristiano Ronaldo deu de calcanhar para Park, que ligou com Rooney, que devolveu para Ronaldo, o melhor em campo disparado, marcar 3 a 0 no Emirates Stadiun.

O Arsenal ainda tentou reagir e diminuiu em cobrança de pênalti, com Van Persie: 3 a 1.

Pouco, muito pouco para fazer frente ao Manchester, que agora espera para saber, amanhã, se pegará o Barcelona ou o Chelsea, na final, em Roma.

Por Juca Kfouri às 17h42

A nova CBB. Nova?

O novo presidente da Confederação Brasileira de Basquete, Carlos Nunes, promete reformar o estatuto da entidade para acabar com o continuismo.

Reformará?

Ele, por exemplo, está há 15 na presidência da Federação Gaúcha de Basquete.

O que é do basquete gaúcho, por sinal?

E ficou 11 dos 12 anos da (indi)gestão Grego ao lado do cartola.

Nunes promete, promete e promete.

É natural que se tenha esperança quando alguma coisa muda, desde que não sejam apenas as moscas.

Porque o Grego, por exemplo, está com sua vidinha garantida na Associação Sul-Americana de Basquete e desistiu de concorrer à CBB certamente por acordo, não por gesto de grandeza.

Que Nunes comece imediatamente a cumprir o que prometeu.

Por trás dele está a empresa de marketing esportivo de José Carlos Brunoro, normalmente bem sucedida.

Tomara que enceste esta.

Sob estrita vigilância.

Por Juca Kfouri às 12h21

Olha eles aí outra vez

Certamente mais cedo do que os dois esperavam e desejavam, eis que ambos estão aí de novo, frente a frente.

Esta terça-feira é de Palmeiras e Sport, Sport e Palmeiras.

Pelas oitavas-de-final da Libertadores, primeiro de dois jogos que definirão quem fica e quem sai da disputa continental.

Palmeiras e Sport, Sport e Palmeiras, que já jogaram duas vezes neste ano pela Libertadores, jogarão mais duas ainda pelo mesma taça e outras duas pelo Brasileirão que começa no domingo que vem.

Mais uma rivalidade que nasce no futebol brasileiro.

Hoje o jogo é no Palestra Itália, onde empataram outro dia mesmo.

E os dois times têm mil motivos para confiar no próprio taco.

E o torcedor tem mil razões para não deixar de ver o jogo.

Palmeiras e Sport, Sport e Palmeiras: tirem as crianças da sala.

Comentário para o Jornal da CBN desta terça-feira, 5 de maio de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

Por Juca Kfouri às 00h59

Tabelinha desta segunda-feira

Por Juca Kfouri às 00h14

04/05/2009

Superga, 4 de maio de 1949

Por ROBERTO VIEIRA

8 de novembro de 1942. Valentino embala Alessandro em Turim. Emilia dorme. Flores por todo o quarto. O mundo em guerra.


12 de maio de 1963. Domingo.


O retrato na carteira sorri. Mas o rosto de Sandro é triste. Ele gostaria de lembrar os olhos do pai, os gestos, a voz. Mas existe apenas este vazio, este silêncio. Lá fora estão os tifosi, milhares deles. Lá fora está o Brasil. Os bicampeões do mundo. Lá fora está Pelé. Lá fora estão nove jogadores do Santos campeão do mundo. No dia 11 de maio de 1947 a Esquadra Azzurra vencera a Hungria de Puskas: 3x2. Dez jogadores daquele time eram do Torino.


Talvez o Santos seja o novo Torino. Pelé e Coutinho. Loik e Mazzola. Será que eles têm medo de avião?


Os olhos de Sandro procuram na imagem amarelada uma resposta. Uma palavra. Na foto Valentino amarra suas chuteiras. Em completo silêncio. Sandro recorda das brigas dos seus pais. Lembra do dia em que disse adeus a sua mãe Emilia. Lembra do adeus ao irmão Ferrucio. Mas Sandro não consegue lembrar o adeus a Valentino.


Ele gostaria de perguntar ao seu pai como ele se sentira enfrentando a Croácia em abril de 1942. Como se sentira ao vestir pela primeira vez a azzurra. Como se sentira ao marcar o primeiro gol contra a Espanha alguns dias depois. Mas tudo é silêncio. Sandro veste a camisa da seleção pela primeira vez. A azzurra parece reconhecer um antigo dono.


Facchetti chama.


A esquadra azzurra entra em campo. L. Vieri, C. Maldini, Facchetti, Guarneri, Salvadore, Trapattoni, Bulgarelli, A. Mazzola, Sormani, Rivera, Menichelli. O Brasil vem com Gilmar, Lima, Rildo, Zito, Eduardo, Roberto Dias, Dorval, Mengalvio, Coutinho, Pelé, Pepe.


A primeira bola lhe chega aos pés. Superga. Rildo desarma Sandro e lança Pelé. Trapattoni se antecipa. Aos 20 anos tudo é um sonho, mas o gramado em Milão começa a se parecer com o inferno em chamas. 'Seu pai morreu, Sandro!' dizem os amigos, os jornais, a Itália. Sandro pega a sua bola e vai pra o quintal jogar. Durante horas, dias, meses ele joga no quintal com a mesma bola com que brincava com seu pai. Durante anos.


4 de maio 1949.

Valentino volta pra casa. Imagina a alegria do filho quando lhe entregar a camisa do amigo José Ferreira, capitão da seleção portuguesa. Seus olhos observam a cidade de Turim envolta em névoa. A velha melancolia percorre seu rosto. Na carteira uma foto dos filhos Sandro e Ferrucio. Valentino fecha os olhos, triste. Lembra as lágrimas dos seus filhos quando ocorreu o divórcio. Filhos separados pelos pais. A vida não é tão simples quanto o cálcio.


Sandro recebe um passe de Maldini e chuta violentamente no gol de Gilmar. A bola se choca contra a trave direita. Pelé se machuca. O avião Fiat G.212 com a delegação do Torino da Itália se choca contra a Basílica de Superga.
'Seu pai morreu, Sandro!'


Quatorze anos depois Sandro é escolhido para bater um pênalti contra os bicampeões do mundo. Por um instante Sandro recorda Bacigalupo brincando com ele nos campos de Turim. Valério Bacigalupo que deixava todas as bolas do menino Sandro entrarem nas redes grenás. Sandro olha para Gilmar e enxerga Valério.


Valentino recebe a bola de Loik e observa Zamora mal posicionado.


Enquanto a bola repousa sob seus pés, Sandro lembra. Tabela com a memória, como tabelava com o pai nas ruas de Giovinazzo. São decorridos 39' do primeiro tempo. Sandro parte para a bola. Um chute mortal. Gilmar não consegue defender. Gol. De Alessandro Mazzola.


Valentino marca seu primeiro gol pela azzurra contra a Espanha. Valentino não sabe, mas Emilia está grávida. O herdeiro irá nascer no dia 8 de novembro de 1942.


Lágrimas caem dos olhos de Sandro em pleno San Siro. As arquibancadas se levantam em uníssono: 'Mazzola, Mazzola, Mazzola!'. Valentino Mazzola emudece. O avião perde altura. Suas mãos agarram desesperadas seu bem mais precioso. Uma pequena foto com duas crianças nos braços do pai. O avião Fiat G.212 com a delegação do Torino da Itália se choca contra a Basílica de Superga.


Sandro desaparece sob uma pirâmide humana azul. Gol. O retrato na carteira sorri. A bola aterrissa nas redes. Sã e salva.


'Seu pai vive, Sandro!'

Por Juca Kfouri às 13h38

Campeão dos campeões

 

Na "Folha" de hoje:

JUCA KFOURI


Campeão dos campeões

 

O valor do título corintiano está em ter sido ganho num torneio em que eliminou o campeão brasileiro


O 26º título estadual do Corinthians valeria tanto quanto o 25º, o 24º, o 23º etc, ou seja, todos aqueles posteriores aos anos 80, quando esses títulos já não valiam quase nada e receberam, aqui, o apelido de Paulistinha.

Mas, de fato, este valeu mais.

Pelo simples motivo de ter reintroduzido o Corinthians no rol dos grandes, depois do vexame da Segunda Divisão.

Sim, porque o título veio numa competição em que estavam dois times paulistanos que estão na Libertadores, um deles, o São Paulo, o atual campeão Brasileiro. Que o Corinthians, inclusive, derrotou duas vezes, em casa e fora.

O que o habilita a pensar maior em 2009, principalmente porque tem Ronaldo Fenômeno.

E pensar maior imediatamente é pensar na Copa do Brasil, competição que deixou escapar no ano passado, quando já poderia ter readquirido o diploma de grande.

Verdade que há um Inter nesta Copa, favorito destacado ao título.

Mas se o Corinthians já era o clube mais vezes campeão de São Paulo, ampliou também a vantagem como campeão invicto, com cinco conquistas, duas a mais que o rival Palmeiras, o último a conseguir a façanha, 37 anos atrás.

Aliás, apenas 15 vezes, em 108 edições do torneio, houve campeões invictos e, no profissionalismo, só quatro vezes: uma com o São Paulo, em 1946, a do Palmeiras, em 1972, e duas com o Corinthians, em 1938 e agora.

Claro que este título estadual é menor que aqueles dos Centenários da Independência e da fundação de São Paulo, como é menor que o da Libertação, em 1977, e até mesmo que os dois da Democracia Corinthiana, em 1982/83.

Acontece que a arrancada final, desde o empate dramático com o Palmeiras, com Ronaldo nos acréscimos, até as vitórias diante de São Paulo e Santos, nas circunstâncias fenomenais em que se deram, magnificaram a conquista do que seria apenas e tão somente mais um Paulistinha para a coleção.

O empate 1 a 1 com o Santos teve momentos dramáticos, quando, logo depois do 1 a 0 santista, Paulo Henrique desperdiçou chance para fazer 2 a 0. Até ali, só dava Santos.

Então, para felicidade geral da nação corintiana, André Santos empatou, em enfiada preciosa de Dentinho, apenas seis minutos depois.

O bastante para o Corinthians se ajeitar, tomar conta das coisas e dominar não apenas o restante do primeiro tempo como o jogo todo, só não fazendo 2 a 1 porque Ronaldo teve um momento de preciosismo e tentou encobrir Fábio Costa quando não precisava.

Enfim, está aí o Corinthians, capaz de ganhar um campeonato sem nada que o chamusque.

Hegemonia rubro-negra

Um jogo maluco:

ruim no primeiro tempo e com dois gols do Flamengo;

ótimo no segundo, com dois gols do Botafogo e a perda de um pênalti pelo alvinegro;

decisão da marca penal e deu Flamengo, que seguirá a sua vida errática, diferentemente do que poderia acontecer com o Botafogo caso vencesse.

Para o futebol, o 31º título rubro-negro não foi bom.

Observação do blog: o que está em negrito e em itálico são correções ao publicado hoje na "Folha".

Por Juca Kfouri às 08h13

Passou!

Veja e ouça o clip da ESPN Brasil na voz e na música, "Vai passar", de Chico Buarque de Hollanda:

Por Juca Kfouri às 00h08

A invencibilidade estadual de Ronaldo

Ronaldo foi campeão estadual pela segunda vez.

E sempre invicto.

Em 1994, pelo Cruzeiro, que hoje ganhou seu décimo título invicto.

Então, foram 17 vitórias em 22 jogos.

Agora, 15 anos depois, pelo Corinthians, em 23 partidas, foram 13 vitórias.

A última vez que um time foi campeão invicto em São Paulo foi em 1972, quando Palmeiras e São Paulo terminaram o campeonato sem derrotas em 22 jogos, o Palmeiras com 15 vitórias e o São Paulo com 14.

Por Juca Kfouri às 23h21

03/05/2009

O jornal de amanhã, depois de amanhã

Está no sítio da Nike/Corinthians. 

 

Por Juca Kfouri às 21h37

Felizes campeões

Guga está feliz.

O Avaí é campeão em Santa Catarina.

Djalma Santos está alegre.

O Furacão é mais uma vez campeão no Paraná.

Dirceu Lopes comemora.

Minas é cada vez mais disparadamente Cruzeiro.

Na Bahia deu Vitória, porque até o homem forte (?) do Bahia é do Vitória.

E o Goiás retomou a taça no Brasil Central.

Como o Fortaleza no Ceará.

 

Por Juca Kfouri às 20h08

Viva, Cuca!

Cuca campeão!

E sem hipocrisia.

O repórter perguntou se ele sentiu um certo medo de perder o título, de novo, quando o Botafogo empatou no Maracanã.

"Senti muito medo, um medo bem grandão, nada desse medinho aí que você falou".

Graaaaaaaande Cuca!

Por Juca Kfouri às 19h36

Viva, Ronaldo!

Ronaldo voltou ao Brasil.

Definitivamente.

Acaba de fazer uma crítica que há anos se esperava que algum atleta fizesse.

Foi impiedoso com a esculhambação no gramado do Pacaembu no pós-jogo.

Reclamou que não pôde comemorar o título, tal a invasão de microfones e bicões.

Reclamou que por pouco o capitão William não se queimou com os fogos de artíficio da FPF.

O papagaio de pirata, Orlando Silva Jr., era um dos bicões.

Quer ser deputado federal, mas, ao que tudo indica, o voto de Ronaldo não terá.

Ronaldo se disse o homem mais feliz do mundo hoje.

Feliz mas crítico.

Ainda bem.

Falou de sua identificação com o povo brasileiro e homenageou a torcida que "não pára, não pára, não pára".

(Obs: o blog não está de acordo com a reforma ortográfica).

Por Juca Kfouri às 19h07

Povão campeão!

No primeiro ano do século 21, em 2001, Corinthians e Flamengo foram campeões estaduais.

Antes do décimo ano, a história se repete com os dois clubes mais populares do país.

Sorte do diário "Lance!" que vai vender uma barbaridade.

Por Juca Kfouri às 18h58

Rio Rubro-Negro!

O primeiro tempo no Maracanã quase só rubro-negro foi bom apenas para o Flamengo.

O Botafogo não jogou nada e Klebérson fez dois gols, um bem esquisito, de cabeça, e outro em bola que desviou na zaga alvinegra.

O goleiro Renan errou no primeiro e teve azar no segundo.

Mas o segundo tempo foi o inverso.

Logo de cara o goleiro Bruno defendeu brilhantemente um pênalti, mão na bola de Juan, bem batido por Victor Simões.

Era o fim do Botafogo?

Não, por incrível que pareça.

Porque Juninho, batendo falta, mandou um foguete no ângulo, aos 16, com justiça pela pressão botafoguense.

E, dois minutos depois, em brilhante triangulação, Túlio Souza empata.

Inacreditável! Sem Maicossuel, sem Reinaldo, sem torcida, sem Maicosuel, sem Reinaldo, com dois gols atrás, o Botafogo se agigantava.

Aí, o Flamengo foi à loucura e à luta, diante de mais de 84 mil torcedores.

Pressionou, tentou, mas, nada.

E, no último minuto, perdeu seu capitão, Fábio Lucinao, expulso.

Vieram os pênaltis.

Kléberson fez 1 a 0, embora Renan tenha tocado na bola.

Léo Silva empatou, bola de um lado, Bruno do outro.

Juan fez 2 a 1.

Juninho bateu no meio do gol e Bruno defendeu com o pé.

Airton fez 3 a 1.

Gabriel diminuiu para 2 a 3.

Léo Moura fez 4 a 2.

Leandro Guerreiro bateu e Bruno defendeu.

O Flamengo é o maior campeão do Rio de Janeiro!

Pode parar com o estadual... 

E é difícil escolher o maior herói da conquista: terá sido Kléberson, que fez dois gols e converteu seu pênalti, ou Bruno que pegou um pênalti no jogo e mais dois no desempate?

Na dúvida, o blog responde: AMBOS!

Por Juca Kfouri às 18h04

InvictoTimão!!!

Thiago Bernardes/UOL

Era natural que o Santos tomasse a iniciativa do jogo.

Afinal, era quem precisava fazer três gols.

Só que o Corinthians tratava de tentar esfriar o jogo, prender e tocar a bola, o que conseguiu bem por uns 10 minutos.

Mas, daí por diante, só deu Santos.

E como!

Madson infernizava por um lado, Triguinho ameaçava pelo outro, a bola passava na cara do gol corintiano sem a menor cerimônia e os escanteios se sucediam para o Santos, sem que o Corinthians ameaçasse.

E os praianos ganhavam todas as divididas.

Até que Felipe fez pênalti em Kléber Pereira e o artilheiro desencantou, ao fazer 1 a 0 aos 27.

O Santos jogava o suficiente para poder querer mais.

E por pouco, Paulo Henrique, dois minutos depois, não fez o segundo gol.

Mas André Santos, para felicidade geral do corintianos, aos 33, recebeu excelente passe de Dentinho e fuzilou entre a trave e Fábio Costa: 1 a 1.

Era o gol que o Corinthians precisava para equilibrar as coisas e jogar um pouco de água na fervura santista.

E, de fato, os minutos finais do primeiro tempo foram muito mais tranquilos que até o empate, embora a partida continuasse bem disputada.

O segundo tempo começou no diapasão que o Corinthians queria.

Só dava Corinthians.

Aos 10 minutos, Jorge Henrique, de cabeça, quase virou.

E, aos 12, por preciosismo, Ronaldo não marcou, ao tentar encobrir o goleiro, quando bastaria tocar de lado.

Neymar, que pouco apareceu, ao contrário de Paulo Henrique, saiu para entrar Maikon Leite.

E o Santos começou a bater, o que não precisava, diante de pouco mais de 36 mil torcedores, que entoavam um olé de lei.

Molina substituiu Luizinho, Robson foi para o lugar de Paulo Henrique e Fabinho, no Corinthians, ocupou o lugar de Douglas.

O Corinthians não corria maiores riscos, embora Dentinho apanhasse coisa que sirva de Domingos.

Tanto que teve de sair, para entrar Morais.

Domingos pegou Ronaldo, logo depois de o Santos ter desperdiçado uma boa oportunidade, e foi expulso de campo.

André Santos deu lugar para Wellington Saci.

O Corinthians garantia seu 26o. título estadual, mais um Paulistinha entre tantos títulos estaduais importantes, como os dos Centenários da Independência, em 1922, e do IV Centenário de São Paulo, em 1954, ou o da Libertação, em 1977, ou os da Democracia Corinthiana, em 1982/83.

Pela quinta vez, invicto, o que o deixa à frente do Palmeiras, que ganhou quatro títulos sem perder nem sequer um jogo.

O Corinthians, depois da humilhação, volta a ocupar seu lugar, deixando para trás, além do Santos, Palmeiras e São Paulo, a quem derrotou duas vezes.

Enfim!

 

Por Juca Kfouri às 17h59

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico