Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

16/05/2009

A Enciclopédia do Futebol faz 84 anos

 http://www.lanceactivo.com.br/ancillotti/Galeria/21981/

Por ARMANDO NOGUEIRA 

Tu, em campo,
parecia tantos,
E, no entanto,
que encanto!
Eras um só;
Nílton Santos.

Por Juca Kfouri às 20h31

Juiz erra em Minas, Fla erra no Rio e Ramalhão acerta o Coxa

Responda rápido: se você não torce nem pelo Coritiba nem pelo Santo André e tem, entre três, dois jogos para escolher ver, qual seria sua opção?

1. Coritiba x Santo André:

2. Atlético Mineiro x Grêmio;

3. Flamengo x Avaí.

Pois é.

Eu também fiquei com os dois últimos.

E, ao fim dos primeiros tempos, estava quase arrependido.

Afinal não saíram gols nem no Mineirão nem no Maracanã e, no Couto Pereira, saíram quatro.

Verdade que o Flamengo criou pelo menos quatro chances, duas evitadas pelo goleiro do Avaí, Eduardo Martini, outra pelo travessão em cobrança de falta de Léo Moura e mais uma Juan foi infeliz no toque final.

O Galo também teve três chances claras de gol, duas desperdiçadas por Thiago Feltri e outra num desvio de Diego Tardelli que bateu na trave de Victor.

Celso Roth guardava o grito de revanche no fundo d'alma.

Mas o Coritiba fez 1 a 0 e levou mais três do Ramalhão.

Verdade que o segundo gol do time do ABC foi lotérico, num desvio de bola surpreendente e o terceiro, de Marcelinho Carioca, foi um presente da defesa coxa.

Com o jogo no Paraná aparentemente decidido, insisti nas escolhas iniciais.

Para ver Josiel perder um gol logo no recomeço do jogo no Rio.

E Máxi Lopes, enfim, criar uma oportunidade para o Grêmio, com pronta resposta mineira, num lance de gol imperdível muito bem engendrado por Tardelli e perdido bisonhamente por Júnior.

Mas o Grêmio resolveu jogar, coisa que não tinha feito até então.

E já que o Fla não fazia, o Avaí tratou de tentar e foi vítima de um pênalti claro de Willians em Evando, aos 12 minutos.

Em seguida, Josiel, de cabeça, perdeu mais um gol e mais adiante exigiu mais uma grande defesa de Eduardo Martini, aquela velha coisa de ataques pouco certeiros fazerem o nome dos goleiros.

No Mineirão e no Maracanã as torcidas pediam raça, mas o problema não era esse, era de futebol mesmo.

Tanto que Bruno fez uma lambança e quase permitiu o gol catarinense, ao tentar sair driblando Evando e ao passar a bola no pé de Lima.

Ibson saiu bravo, mas poupado pela massa. Entrou Erick Flores, aos 13.

Josiel saiu bravo e vaiado pela massa. Entrou Alex Cruz, aos 27.

Éverton saiu calmo e vaiado pela massa. Entrou Maxi, aos 33.

Em Belo Horizonte, Márcio Araújo também exigiu grande defesa de Victor que, no entanto, aos 30, não pode evitar o gol de Thiago Feltri, livre, quase na pequena área, em cruzamento da linha de fundo de Carlos Alberto.

Por pouco Herrera não empatou em seguida, mas pegou fraco na bola, na primeira tentativa.

Na segunda, no entanto, em cobrança de falta por Tcheco, o argentino empatou de cabeça, aos 34.

E se não tinha gol no Rio, no Paraná houve mais dois, um para cada lado: Coritiba 2, Santo Andre 4, desastre para o time coxa.

Como para o Flamengo que, aliás, jogará em Santo André seu próximo jogo e que só não perdeu no fim porque Lima chutou em cima de Bruno.

O empate seria o placar também no Mineirão, não fosse um pênalti ridiculamente inventado, aos 47, de Joílson e que Tardelli converteu.

Foi-se a invencibilidade de Marcelo Rospide, injustamente, porque fruto de grave erro de arbitragem, daqueles que o Galo, em regra, é vítima.

Por Juca Kfouri às 20h29

Vasco, firme e forte

Com um golaço de Ramon, aos 5 do segundo tempo, depois que o Ceará até foi um pouco melhor que o Vasco no primeiro, no Castelão, e outro de Léo Lima, aos 37, em jogada toda outra vez de Ramon, eis que os cruzmaltinos seguem 100% na Série B, de Basco, e sem tomar gol já em dois jogos.

Agora, no meio da semana, em Salvador, é garantir a vaga nas semifinais da Copa do Brasil.

O Vascão cumpre com a sua obrigação.

Por Juca Kfouri às 18h09

A íntegra da entrevista de Ronaldo

Por Juca Kfouri às 23h38

15/05/2009

Entrevista fenomenal

Perdi a conta de quantas pessoas já entrevistei em quase 40 anos de profissão.

Raras vezes, no entanto, me vi diante de alguém tão seguro de si como Ronaldo, hoje pela manhã, na "Sabatina da Folha".

Verdadeiro, crítico, dono do seu nariz, engraçado e simples.

E cativante.

Fez o Teatro Folha cair na risada algumas vezes.

Franco, disse que entre Real Madrid e Barcelona torce pelo Real e que entre Flamengo e Corinthians pelo Flamengo, embora, como jogador do Corinthians, se matará para vencer o rubro-negro.

E não fez nenhuma questão de ser politicamente correto, como já se sabe diante do que disse sobre o presidente da CBF.

O melhor da entrevista, feita também por Clóvis Rossi, Mônica Bergamo e Xico Sá, está na primeira página do UOL e não é necessário reproduzir aqui.

Apenas quis deixar este registro.

Graaaaaaande Ronaldo!

Por Juca Kfouri às 15h05

Quatro jogos entre campeões brasileiros

A segunda rodada do Brasileirão, neste fim de semana, reserva quatro jogos entre times que já foram campeões brasileiros.

A começar pelo sábado, no Mineirão, às 18h30, com Atlético Mineiro, o primeiro campeão brasileiro no século passado, em 1971, contra o Grêmio, que é bicampeão.

Continua no domingo, às 16h, no Morumbi, com o hexacampeão São Paulo recebendo o Atlético Paranaense, primeiro campeão brasileiro neste século.

Em Porto Alegre, no Beira-Rio, também às 16h, tem o jogo mais interessante de todos, entre o tricampeão Inter e o tetracampeão Palmeiras, embora não se saiba ainda se os dois vão jogar com o que têm de melhor.

E, finalmente, às 18h30, no Engenhão, tem o uma vez campeão Botafogo contra o tetracampeão Corinthians, ao que tudo indica repleto de reservas.

O campeonato ainda demorará um pouco para pegar, porque, por enquanto, Cruzeiro, Grêmio, Palmeiras e São Paulo pensam mais na Libertadores que os têm nas quartas-de-final e Corinthians, Coritiba, Flamengo, Fluminense, Inter e Vitória só pensam nas semifinais da Copa do Brasil.

Isto é, 10 dos 20 participantes estão com a cabeça não exatamente no Brasileirão.

Por Juca Kfouri às 00h06

Nilmar é o cara

Dos mais de 3500 dos frequentadores deste blog que opinaram, a esmagadora maioria foi sensata:

39%, se pudessem escolher apenas um dos quatro indicados, convocariam Nilmar para a Seleção Brasileira;

23% ficariam com Ramires;

22% com Marcos, que já disse que não quer mais;

e 16% com Ronaldo, que reconhece ainda não estar pronto.

A ironia está em que, na verdade, torcedor mesmo não quer nem pensar em ver seu ídolo desfalcar o time numa hora dessas, de Libertadores para Ramires e Marcos, e de Copa do Brasil para Nilmar e Ronaldo.

Por Juca Kfouri às 23h36

14/05/2009

Cruzeiro x São Paulo: que jogos!

Reuters

O Cruzeiro confirmou seu favoritismo, venceu a Universidad do Chile no Mineirão por 1 a 0, gol de Kléber no segundo tempo, e agora enfrentará o São Paulo nas quartas-de-final da Libertadores.

Os chilenos bateram uma barbaridade, provocaram Kléber o que puderam, mas ele, o melhor em campo, não entrou nas provocações.

E fez um gol em bola mascada que o goleiro Miguel Pinto aceitou para homenagear o pai, num frangaço que  nem merecia engolir depois de ter jogado bem.

O bicampeão Cruzeiro terá pela frente o tricampeão São Paulo, em dois jogos espetaculares, o primeiro em Belo Horizonte.

Por Juca Kfouri às 21h23

Na 'Folha' de hoje

 

JUCA KFOURI



Um mês de emoções

Fazia muito tempo que, em tão pouco tempo, apenas 30 dias, o futebol não oferecia tanta sensação



COMEÇOU EM 12 de abril e culminou em 12 de maio, se é que ontem não teve mais.

A temporada de 2009 anda pródiga em emoções e em beleza técnica, embora ainda nem tenha decidido seus principais torneios, como a Copa dos Campeões na Europa e a Libertadores e a Copa do Brasil por aqui, para não falar do Campeonato Brasileiro, que só está começando.

Mas o ano já está marcado por oito momentos que aconteceram nos 30 dias que separam as datas acima.

Em 12 de abril, Cristian, nos segundos derradeiros, acertou um tirambaço de fora da área no Pacaembu e derrotou o São Paulo de Rogério Ceni, que, por muito tempo, terá de conviver com o golaço em sua dura convalescença.

Dois dias depois, Chelsea e Liverpool protagonizaram um dos jogos mais espetaculares da história, aquele 4 a 4 inesquecível, que seria único, raro, para contar para os netos, não fosse outro 4 a 4, apenas uma semana depois, entre o mesmo Liverpool e o Arsenal.

Então, junte os dois e faça força para contar para os bisnetos, só para que eles digam que o biso está gagá.

Parasse por aí e já estaria de bom tamanho. Mas não.

Eis que Ronaldo, no palco do Rei Pelé, deu um presente aos amantes do futebol, no dia 26 de abril, ao fazer aquele gol de cobertura que o mundo todo cobriu.

São insondáveis as razões que levam os artistas a concorrer entre si sem que eles saibam até que estejam concorrendo.

Porque quando, em Santiago, Cleiton Xavier pegou a bola aos 42min do segundo tempo e se preparou para chutá-la, a nação alviverde berrou: "Passa, passa!".

Em vão.

Ele chutou do meio da rua, a bola fez uma curva improvável e decretou a classificação do Palmeiras às oitavas de final da Libertadores, um gol para levantar defunto, daqueles que merecem a pichação nos muros dos cemitérios, "Vocês não sabem o que perderam".

Como a Terra é dos vivos e é, como se sabe, uma bola, não ficava bem que tantas emoções se restringissem aos anglo-saxões e aos brasileiros, num planeta que não seria o mesmo sem a Catalunha.

E para euforia catalã, também nos segundos derradeiros, e já em maio, 6, eis que Iniesta teve um acesso de Cleiton Xavier e botou o Barcelona na final da Copa dos Campeões, com uma finalização fulminante para devolver ao Chelsea a dor que causou na cidade dos Beatles.

Bem feito!

Dor por dor, o que dizer dos corintianos, que andavam tão pimpões com os que lhes cabia nesta epopeia, de Cristian a Fenômeno?

Dizer que há sempre um Nilmar para enfileirar meio time alvinegro num gol espetacular, regiamente pago pelo próprio Corinthians e festejado, mundo afora, não só pelos colorados.

Gol, gol, gols. Só aqui tratamos de 21.

Estava faltando alguém para evitá-los.

Mas não só.

Evitá-los com a capacidade de causar a mesma emoção que toma conta de todos quando acontece.

E esse alguém só poderia ser ele (quase escrevo com "e" maiúsculo, mas, depois de ter apanhado tanto com a coluna do ateísmo, achei melhor não...): São Marcos!

Preciso explicar por quê?

Por Juca Kfouri às 13h34

Timão e Mengão mereciam melhor sorte

Não foi a noite de bom futebol que se esperava no Pacaembu.

Porque o Fluminense não queria jogar e o Corinthians não soube aproveitar as oportunidades que teve no primeiro tempo, quando fez só 1 a 0.

No segundo tempo o Flu até melhorou, mas estava feliz com a derrota pela contagem mínima, apostando no jogo de volta, no Maracanã.

E o Corinthians piorou, também preocupado em não sofrer gol.

No Maracanã o jogo foi melhor.

Graças ao Flamengo e não ao Inter, ao contrário do que se esperava.

Mas o Flamengo não faz gols, no máximo manda bolas nas traves e obriga os goleiros adversários a fazer grandes defesas, como aconteceu mais uma vez.

Duas bolas na trave e um milagre do goleiro colorado Lauro.

Verdade que, no fim, do jogo, o Inter também mandou sua bola no travessão rubro-negro e fez o goleiro Bruno fazer ótima defesa.

Mas se o Corinthians merecia vencer pelo menos por 2 a 0, o Flamengo fez por ganhar, no mínimo, por 1 a 0.

Ainda pela Copa do Brasil, o Vasco sim, despachou o Vitória, enfiando-lhe uma goleada por 4 a 0, em São Januário.

E pela Libertadores, o Grêmio passeou no Olímpico sob chuva e ganhou de novo do San Martin, do Peru, por 2 a 0, 5 a 1 no placar agregado e agora vai enfrentar o Caracas, pelas quartas-de-final.

Comentário para o Jornal da CBN desta quinta-feira, 14 de maio, de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

Por Juca Kfouri às 00h45

Grêmio treinou e venceu

Não vi.

Mas Jonas e Herrera fizeram, um em cada tempo, os gols da vitória do Grêmio sobre o San Martin, debaixo de chuva no Olímpico.

Que venha o Caracas.

Por Juca Kfouri às 23h49

Fla mereceu vencer e Inter decepcionou

O Inter também que agradeça pelo 0 a 0 do primeiro tempo no Maracanã, com 52 mil torcedores, quando levou um vareio do Flamengo.

Que mandou duas bolas na trave, em duas cabeçadas, com Everton e com Juan, aos 9 e aos 37 minutos, além de ter obrigado o goleiro Lauro, aos 16, a fazer milagre num tiro à queima-roupa de Ronaldo Angelim.

Se o Inter era a atração, e era, quem deu espetáculo foi mesmo o Flamengo.

O Flamengo continuou mais agressivo no segundo tempo, mas, aí, praticamente sem levar perigo.

Só mesmo aos 24 é que Kleberson teve uma chance de ouro, mas mandou para fora, raspando a trave.

O Inter decepcionava e trocava tanto Taison (por Alecsandro) quanto D'Alessandro (por Andrezinho), do mesmo modo que o Flamengo botou Obina no lugar de Emerson, e, depois, Josiel no de Toró.

O 0 a 0 foi um prêmio para o Inter, que decidirá no Beira-Rio, mas que não se mostra a maravilha que todos supúnhamos, apesar de ter mandado uma bola na trave no fim, com Andrezinho, e Alecsandro ter obrigado, no rebote, um milagre de Bruno.

O gol colorado seria uma injustiça ainda maior. 

Por Juca Kfouri às 23h48

Flu feliz com o 1 a 0 do Corinthians

O Fluminense que erga as mãos para o céu por ter ido para o vestiário do Pacaembu no intervalo do primeiro para o segundo tempos com a desvantagem de apenas 1 a 0, belo gol de Dentinho, logo aos 11 minutos.

Porque o tricolor esteve tão na defensiva que dos 12 escanteios dos primeiros 45 minutos, todos favoreceram o Corinthians.

Que, além do mais, mandou uma bola na trave com Dentinho e ainda desperdiçou duas vezes a mesma chance de gol, com Jorge Henrique e Ronaldo, que acabou chutando em cima do goleiro Fernando Henrique.

Fernando Henrique que ainda fez outra boa defesa em novo chute, de primeira de Ronaldo, antes que o primeiro tempo terminasse.

O Fluminense voltou para o segundo tempo mostrando que o 0 a 1 estava bom, tocando a bola, esfriando o jogo, apostando no jogo de volta.

Se o Corinthians tinha em Alessandro e em Dentinho seus principais jogadores, Ronaldo não jogava bem, como Fred e Thiago Neves.

No Flu, aliás, só Maicon era uma esperança de qualquer coisa mais ofensiva.

Fato é que o segundo tempo não agradava nem emocionava até que, aos 18, Felipe teve de sair nos pés de Maicon para evitar o empate.

Conca permanecia no banco, só Parreira é capaz de dizer por quê.

Aos 20, Thiago Neves perdeu gol feito, ao chutar em cima de Felipe.

O Corinthians parecia entorpecido pela lentidão tricolor, mesmo diante de 31 mil torcedores que não paravam de incentivar.

A resposta só veio num passe de Ronaldo para André Santos que arrematou para Fernando Henrique defender ao seu estilo, com o pé.

Dentinho saiu para entrada de Morais, aos 28.

E Morais, aos 29, em tabela com Ronaldo, quase ampliou.

O Flu, acredite, fazia cera. Coisa feia.

Fred era um zero à esquerda e Conca e Alan entraram nos lugares de Thiago Neves e Maicon, aos 32.

Douglas saiu para entrar Boquita.

Otacilio Neto substituiu Jorge Henrique.

O Flu estava mais feliz que o Corinthians com o resultado, embora os paulistas joguem pelo empate no Maracanã, especialidade de Mano Menezes.

Por Juca Kfouri às 23h47

13/05/2009

Goleada vascaína!

Vasco e Vitória faziam um jogo razoavelmente equilibrado, em São Januário, embora com os donos da casa jogando melhor, até que, aos 26 minutos do primeiro tempo, Luciano Almeida deu inexplicavelmente um presentaço para Carlos Alberto abrir o placar.

Porta arrombada, em seguida, aos 44, o Vasco fez 2 a 0, com Élton.

No segundo tempo, aos 11, Paulo Sérgio bateu falta como se fosse com a mão e fez 3 a 0.

Aí, aos 17, Luciano Almeida colaborou de novo, ao ser expulso por botar a mão na bola.

Na cobrança da falta, Nilton soltou uma bomba e fez 4 a 0.

Agora Paulo César Carpegiani que se vire para tentar virar no Barradão

O Vasco está praticamente nas semifinais da Copa do Brasil, quando deverá enfrentar ou Corinthians ou Fluminense.

Por Juca Kfouri às 21h27

Fez 10 anos

Tem muita gente fazendo confusão com o pênalti que São Marcos defendeu 10 anos atrás, exatamente num dia 12 de maio, contra o Corinthians.

Este, nas quartas-de-final da Libertadores, foi batido por Vampeta.

O outro, em 2000, 6 de junho, nas semifinais da Libertadores, é o que foi cobrado por Marcelinho Carioca.

Por Juca Kfouri às 13h11

Hoje faz 50 anos

Cincoenta anos atrás, Júlio Botelho, o Julinho, transformou, em 120 segundos, a maior vaia da história do Maracanã numa das maiores aclamações que um jogador já recebeu lá.

Ele tinha deixado simplesmente Mané Garrincha no banco, num jogo contra a Inglaterra.

Quer saber mais?

Vá à exposição!

Por Juca Kfouri às 12h59

Que frutifique a coragem de São Marcos

Ontem foi a noite de um herói e de um vilão: São Marcos foi o herói e o vilão foi Paulo Baier.

O goleiro fez pelo menos três milagres durante o jogo e pegou três pênaltis na decisão, responsável pela classificação palmeirense.

O meio campista perdeu pelo menos três gols e nem estava mais na hora dos pênaltis, substituído no intervalo no time do Sport.

O Sport foi muito melhor no Recife, ganhou o jogo de 1 a 0 e viu um Palmeiras apequenado, que só se deu bem mesmo nos penais.

O Palmeiras segue na Libertadores e enfrentará o Nacional, do Uruguai, nas quartas-de-final.

Que deverão ter também o Grêmio diante do Caracas e São Paulo e Cruzeiro, em outro duelo brasileiro.

E hoje à noite, além do jogo da Libertadores para cumprir tabela no Olímpico, às 21h50, entre Grêmio e San Martin, mais três jogos pela Copa do Brasil.

Ontem o Coritiba saiu-se bem ao empatar 2 a 2 com a Ponte Preta, em Campinas.

E hoje o Vitória visita o Vasco, em São Januário, às 19h30, com o time baiano podendo se dar bem, desde que não se acovarde.

Coisa que, certamente, o Inter não fará no Maracanã, contra o Flamengo, muito ao contrário, às 21h50.

E, no mesmo horário, como se comportará o Fluminense, de Carlos Alberto Parreira e Fred, diante do Corinthians de Ronaldo Fenômeno, no Pacaembu?

A defesa será o melhor ataque? Ou o gol fora de casa será muito mais que um simples detalhe?

Comentário para o Jornal da CBN desta quarta-feira, 13 de maio de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

Por Juca Kfouri às 00h09

12/05/2009

Se...

...Dunga está em busca de um substituto para Doni, que pare já.

São Marcos voltou a ser, completamente, São Marcos.

Por Juca Kfouri às 22h31

Palmeiras segue, graças a São Marcos e Paulo Baier

Paulo Baier fez mais pelo Palmeiras, no primeiro tempo na Ilha do Retiro abarrotada e flamejante, do que em todos os jogos em que vestiu a camisa do alviverde.

Tanto que nem voltou para o segundo tempo, substituído por Fumagalli.

O Sport já tinha perdido Daniel Paulista, machucado, para a entrada de Sandro Goiano, na metade do primeiro tempo.

Duas vezes, é verdade, São Marcos impediu que Paulo Baier marcasse, a primeira numa cabeçada à queima-roupa e a segunda numa bola que bateu nas costas ou um pouco mais abaixo do goleiro, na saída nos pés do jogador que será para sempre e apenas o Mister Goiás.

A terceira chance, já depois dos 40 do segundo tempo foi demais, chutada para fora.

E Nelsinho Batista tratou de sacá-lo.

O Palmeiras só fez se defender, embora tenha dado suas estocadas em raros contra-ataques, nada que lembrasse aquele Palmeiras de Santiago ou o do primeiro jogo no Recife mesmo.

Fato é que time que perde tantos gols nem tem muito do que reclamar, a não ser de si mesmo, ainda mais diante de um adversário irreconhecível de tão amedrontado durante quase toda a primeira metade da partida.

Depois de ter alugado meio campo no primeiro tempo, parece que o Sport se cansou no segundo, a ponto de permitir a ousadia palmeirense de tirar Diego Souza e Keirisson para botar Willians e Ortigoza, aos 21.

Não que o Palmeiras passasse a ameaçar, porque também não ameaçou.

Mas a pressão rubro-negra era absolutamente inócua e desorganizada.

Mozart entrou no lugar de Souza e a primeira coisa que fez foi receber um cartão amarelo.

Aos 36, enfim, Luciano Henrique desceu pela esquerda diante do silêncio da torcida do Leão, cruzou e a bola, que passou por Marcos na pequena área, encontrou o ex-corintiano Wilson, que já marcara em Palestra Itália, para fazer o mais que justo 1 a 0.

Aí, é claro, a Ilha pegou fogo.

E viriam os pênaltis que o Palmeiras até parecia querer, porque continuava se recusando a atacar.

Confiança em São Marcos, que pegou pênalti até de Marcelinho Carioca em semi-final de Libertadores?

Desconfiança em Magrão, que tomou o falso milésimo gol de Romário, de pênalti?

Wendel foi expulso aos 46, por falta por trás.

Aos 48, Ciro mandou um foguete de fora da área, Marcos desviou e a bola ainda bateu na trave.

Um pecado para o Sport que foi para os pênaltis de cabeça mais que erguida, embora seja sempre mais difícil bater pênaltis em casa, porque sob pressão maior que a do visitante.

O Palmeiras não teria nem Keirisson nem Diego Souza para batê-los...

Mozart bateu o primeiro muito mal e Magrão DEFENDEU!

Luciano Henrique bateu e Marcão DEFENDEU!!

Marcão bateu o segundo muito bem e fez 1 a 0 para o Palmeiras.

Igor bateu e empatou.

Danilo bateu o terceiro na perfeição e fez 2 a 1.

Fumagalli bateu e Marcão DEFENDEU!!

Armero bateu o quarto e fez 3 a 1.

Dutra bateu e Marcão DEFENDEU!!!!

E ACABOU!!!!!

Crédito da foto: Folha Imagem

Por Juca Kfouri às 22h02

Coritiba muito bem

Estava no ar, no CBN EC, e pouco vi do belo resultado que o Coritiba arrancou em Campinas, ao empatar 2 a 2 com a Ponte Preta.

Vi a Ponte perder um gol feito e no contra-ataque sofrer o primeiro gol paranaense, ainda no primeiro tempo.

Depois vi a virada da Macaca que parecia definitiva até que Marcelinho Paraíba decretou o empate Coxa.

Coxa que ficou com a faca e o queijo para o jogo de volta.

Por Juca Kfouri às 21h41

O futebol em fotos incomuns

Se você gosta de fotografia, de futebol e de visões originais sobre as coisas, aceite o convite acima e veja uma exposição de imagens absolutamente surpreendentes sobre o esporte bretão.

Manolo Moran, o autor, é craque.

A abertura da exposição será nesta sexta-feira.

Por Juca Kfouri às 12h59

A queda do esporte brasileiro em dados oficiais

Brasil cai em ranking olímpico que considera PIB e tamanho da população, mostra Ipea

Gilberto Costa
Repórter da Agência Brasil

 

 

Brasília - Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que o desempenho brasileiro na última Olimpíada, realizada em Pequim (China) no ano passado, considerado insatisfatório, é ainda pior se considerados a riqueza econômica do país, o tamanho da população e a esperança de vida ao nascer. O país ficou em 20º lugar no quadro geral de medalhas.

"O Brasil, contudo, em discordância com o elevado PIB [Produto Interno Bruto de US$ 1,9 trilhão, considerada a paridade do poder de compra] e com sua numerosa população [hoje, mais de 191 milhões de pessoas], não apresentou resultado de acordo com as expectativas, pois não foi eficiente sob nenhum critério e nem bem colocado no ranking oficial", resume a pesquisa Avaliação da Eficiência Técnica dos Países nos Jogos Olímpicos de Pequim – 2008.

De acordo com Alexandre Marinho, Simone de Souza Cardoso e Vivian Vicente de Almeida, autores do estudo, o Brasil cai no ranking oficial e passa para o 47º lugar entre os 55 países que ganharam medalha de ouro naqueles jogos; ou 51º, se considerado o total de medalhas entre os 87 países que chegaram a ocupar lugares nos pódios nas diversas disputas realizadas em Pequim.

A vantagem da "abordagem da eficiência" feita no estudo é que permite uma avaliação mais aproximada das condições de desempenho. "Assim como países muito ricos e/ou populosos [como os Estados Unidos e a China] demonstram grande capacidade em gerar equipes e atletas vitoriosos, países com pequeno PIB e população reduzida, mas que atingem resultados relevantes de medalhas, também seriam considerados eficientes [como Jamaica, Mongólia e Zimbábue]", compara a análise.

Conforme o economista Alexandre Marinho, "o Brasil não só ganha poucas medalhas, como é ineficiente na produção de medalhas. Em termos relativos, o país vai muito pior do que no ranking oficial". Ele calcula que se o Brasil tivesse desempenho proporcional à sua riqueza, expectativa de vida e tamanho da população, deveria ter conquistado 21 medalhas de ouro, 18 de prata e 26 de bronze para ser considerado "eficiente".

Se considerados  PIB, população e longevidade, o Brasil deveria ter disputado posição em Pequim com a Rússia, que terminou a competição em 3º lugar, com 57 medalhas a mais que o Brasil, 20 só de ouro. "Por esse quadro, o Brasil deveria ser uma potência olímpica, por que é que nós não somos?", pergunta Alexandre Marinho, que entre os países mais populosos só vê a Índia com desempenho mais "sofrível" do que o brasileiro.

O economista esclarece que o objetivo do estudo não é explicar as razões do rendimento medíocre do Brasil nas olimpíadas, mas "fotografar esse mau desempenho". A análise, no entanto, afasta a hipótese de que o bom desempenho tenha a ver com a situação socieconômica. "O Brasil tem problema na estrutura esportiva mesmo", disse.

A reportagem da Agência Brasil entrou em contato com o Comitê Olímpico Brasileiro e com o Ministério do Esporte para repercutir o estudo do Ipea. O COB pediu prazo até sexta-feira (15) para responder e o ministério não deu retorno até o fechamento da matéria.

 

Por Juca Kfouri às 12h53

Sport ou Palmeiras: quem sobreviverá?

Sport e Palmeiras, de novo, pela quarta vez neste ano, sempre pela Libertadores.

Sim, porque ainda teremos outros dois jogos entre os dois nesta temporada, mas pelo Brasileirão.

O jogo de hoje, 20h15, na Ilha do Retiro, deverá ser o mais importante.

Ao Palmeiras basta empatar para chegar às quartas-de-final.

O Sport precisa vencer por 1 a 0 para forçar pênaltis ou por dois gols de diferença para se classificar sem eles.

É claro que dá, mas o favorito para ficar com a vaga passou o ser o time paulista, desde que quebrou a invencibilidade da equipe pernambucana em 2009, na casa dela.

O Palmeiras está mais encorpado, o Sport menos seguro.

Mas a direção rubro-negra, agora, não quer saber de diplomacia, de almoços com o o governador e nem mesmo de ingressos caros, tanto que baixou o preço para tentar recriar o clima da Bombonilha.

Precavido, o Palmeiras foi antes para Natal, onde treinou ontem.

A idéia era a de chegar no Recife apenas na tarde de hoje, mas as chuvas anteciparam a chegada do time ao Cabo de Santo Agostinho, a 40 quilômetros da capital pernambucana, porque a direção alviverde ficou temerosa de haver fechamento do aeroporto.

Já idéia do Sport é recriar a atmosfera que derrotou o Corinthians na decisão da Copa do Brasil, no ano passado.

É jogo para torcedor nenhum botar defeito.

Comentário para o Jornal da CBN desta terça-feira, 12 de maio de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

Por Juca Kfouri às 01h12

11/05/2009

Tabelinha desta segunda-feira

Por Juca Kfouri às 18h58

Vidas ordinárias

Por AILTON ALVES*

Só existe vida – naquele sentido para o qual nascemos mas não temos coragem de admitir – na Série D do campeonato brasileiro (a quarta divisão do futebol nacional).

Nas demais divisões o que há é um simulacro, uma mistificação.

Na Série A (tida e havida como a primeira), mal acabou a primeira rodada e já se fala nos tais seis jogos que cada atleta tem que cumprir antes de mudar de clube, e na "janela" européia de junho/julho, que vai desfalcar a maioria das equipes.

Depois disso, de cumprir essas duas, digamos, formalidades, os times vão empurrar o torneio com a barriga, trocar o jogador novo por um novo jogador novo e ficar fazendo contas para chegar à Libertadores ou para não cair para a segunda divisão.

E se cair, não tem problema: faz-se uma plástica e segue adiante, sonhando apenas em voltar à primeirona. É uma vida bastante ordinária.

Se a Série A é falsamente uma primavera, onde tudo seriam flores, a Série B não passa de um mero verão, aquele período do ano em que tudo é carnaval, preenchido com exacerbada euforia, como se não existissem outras estações no ano.

Os times da segunda divisão cometem o pecado da gula, quando estão prestes a subir. Ou da preguiça, quando põem na cabeça que a meta é não cair. Vida comum.

A Série C era a tal, mas agora elitizou-se , perdeu a graça.

Não é mais o último degrau.

Não tem mais times de todos os estados.

Não é mais um torneio de integração nacional.

Agora são apenas vinte equipes, vivendo o outono de suas existências, aquela estação do ano que não faz frio nem calor e muito menos nascem flores.

Vida besta.

A recém-criada Série D, pelo contrário, é um alento para esses dias de mesmice. 40 times, do Acre ao Rio Grande do Sul, vivendo todos as mesmas mazelas, passando pelo inverno – e o inferno - das suas histórias.

São, a princípio, apenas seis jogos, três em casa e três fora, que vão definir se a equipe merece crédito ou se será enxotada para fora do futebol nacional – e da vida.

Depois, outros seis jogos, no sistema mata-mata, que vão significar sobrevivência ou um abalo definitivo nas estruturas do clube.

Quem passar por esses obstáculos, por esses doze trabalhos de Hércules, ganha o que há de mais precioso no esporte: a chance de continuar jogando, a cada domingo, preenchendo a vida de seus torcedores.

Li em algum lugar que serão 760 jogos nas séries A e B.

Duvido que algum seja mais vital que São Raimundo, do Pará x Cristal, do Amapá (o clássico da Transamazônica, marcado para o dia 19 de julho, no Estádio Colosso do Tapajós) ou tenha mais rivalidade que as duas partidas entre Alagoinhas (cidade representada pelo Atlético) e Feira de Santana (terra do Fluminense baiano).

Ouvi em algum lugar que os times da primeira e segunda divisão farão 38 jogos.

Duvido que algum suscite mais drama, sofrimento, alívio e glória que as seis partidas iniciais do Tupi Futebol Clube, contra Madureira, Friburguense e Paulista de Jundiaí.

O Tupi e os outros 39 clubes da quarta divisão jogarão à margem, muito provavelmente sem sequer uma pequena nota semanal nos diários e sites de esporte, mas são eles que verdadeiramente, como no faroeste de King Vidor, vão duelar por um lugar ao sol.

E são eles, e mais ninguém, que podem ser uma espécie de Capitão Ahab, aquele que lutou a vida toda contra uma baleia branca – não por acaso o símbolo de uma grandeza não tão real mas incutida de forma indelével na cabeça do homem e dos torcedores.

*Ailton Alves é torcedor do Tupi, de Juiz de Fora, MG.

Por Juca Kfouri às 16h50

Primeiro balanço do Brasileirão 2009

Mesmo com dois públicos ridículos como os de Santo André e de Goiânia, o Brasileirão começou com média de público melhor do que a do ano passado.

Em 2008, a média foi de 12.197 pagantes por jogo.

Agora a média foi de 14.083

Média que seria maior se o Corinthians tivesse jogado com seu time titular no Pacaembu.

Corinthians que, por sinal, terminou a primeira rodada de sua volta à Primeira Divisão no mesmo lugar em que acabou a última rodada quando caiu para a Segunda Divisão, o primeiro dos últimos.

O melhor público foi o do Mineirão, com o Cruzeiro levando 24.564 pagantes, 255 torcedores pagantes a mais que no Olímpico que, graças à promoção do Dias das Mães, teve um publico total de quase 45 mil pessoas.

Em Goiânia, apenas 2517 e em Santo André ainda menos, com 1.939 pessoas.

A média de gols ficou minimamente abaixo da do ano passado: 2,5 gols por jogo neste fim de semana contra 2,6 em 2008.

Não houve nenhum 0 a 0, mas foram cinco os empates, três vitórias dos anfitriões Palmeiras, Cruzeiro e Fluminense e  duas dos visitantes Inter e Vitória.

Só um paulista venceu, o Palmeiras.

Só um carioca venceu, o Fluminense.

Só um mineiro venceu, o Cruzeiro.

E só um gaúcho venceu, o Inter.

Os dois pernambucanos empataram.

Os dois paranaenses perderam.

Por Juca Kfouri às 00h00

10/05/2009

Três empates no fim

Grêmio e Santos fizeram um jogo trepidante num Olímpico pulsante, para variar.

O tricolor com a iniciativa permanente do jogo e o Santos especulando nos contra-ataques.

A pressão gremista rendeu diversas chances de gol, uma delas na cabeça de Máxi Lopes acabou na trave santista.

Em compensação, tanto Paulo Henrique quanto Kléber Pereira tiveram oportunidades claríssimas, principalmente a do centroavante, imperdível.

Mas gol insistia em não sair até os 31 minutos do segundo tempo, quando Réver, que vinha muito bem na partida, fez belo gol, para deixar a situação mais justa em Porto Alegre.

Só que Molina, pretendido pelo Grêmio, em brilhante cobrança de falta, empatou no fim.

Bem diferente foi o que aconteceu no Serra Dourada, onde saíram gols aos borbotões, nada menos do que seis gols.

O primeiro foi de Asprilla, de cabeça, para botar o Náutico na frente e assustar o Goiás.

Que, no entanto, virou com calma ainda no primeiro tempo, com Felipe, ex-Náutico, e Júlio César.

O mesmo Felipe fez 3 a 1 e Carlinhos Bala diminuiu no segundo tempo para, também no fim do jogo, em lindo gol, Gilmar empatar.

E, em Santo André, o 1 a 1, com gol de Nunes para os donos da casa, no primeiro tempo, e de Victor Simões, no fim do segundo para o Botafogo, não exprime o que foi o jogo.

Porque mais adequado teria sido 3 a 2, para qualquer lado, ou empate em 3 a 3 tantas foram as chances de gols, com bola na trave e defesas mirabolantes dos dois goleiros. 

Por Juca Kfouri às 20h27

Inter e Vitória, fora de casa! Flu e Cruzeiro, em casa!

Com apenas 15 mil torcedores no Pacaembu, os reservas do Corinthians viram os titulares do Inter fazer um gol, logo aos 8 minutos, que merece placa no esburacado Pacaembu:

Nilmar pegou uma bola fora da área, pela meia direita, enfileirou uns cinco alvinegros e fez o gol pela esquerda, do bico da pequena área, depois de mais uma finta desconcertante.

Era tudo que o Inter queria para poder, também, poupar seu time que pensa na Copa do Brasil.

E o time gaúcho passou a levar o jogo em banho-maria, até com um certo risco calculado, principalmente no segundo tempo quando o Corinthians passou a ter ao menos três titulares na linha -- Cristian, que já estava, Dentinho e Alessandro.

Não dá ainda para dizer que, enfim, o Inter enfrentou um grande adversário em 2009 além do Grêmio.

Mas dá para dizer que o Fluminense, mesmo sofrendo, se impôs ao São Paulo, no Maracanã, com quase 16 mil pagantes, também com um golaço logo de cara, aos 2 minutos, num tirambaço de Maurício de fora da área, uma bola que fez uma curva digna dos chutes de Nelinho.

O São Paulo valorizou, e muito, a vitória carioca, mas, definitivamente, não está atravessando uma fase de boa fortuna.

Pior só o Atlético Paranaense, derrotado, na Arena, com 13 mil pagantes,pelo tricampeão baiano Vitória, e por 2 a 0, com gols de Wallace e Leandro, um em cada tempo, em jogo que o blog não acompanhou.

Porque o Flamengo também perdeu, embora tenha feito um primeiro tempo digno do pentatricampeão carioca, só não batendo o Cruzeiro, no Mineirão, com mais de 24 mil torcedores, porque o goleiro Fábio não deixou.

E não deixou não só ao pegar um penal inexistente cobrado por Juan e o rebote cabeceado pelo mesmo Juan, mas, também, com outras intervenções.

Injustamente, Jancarlos foi expulso no lance claro de bola na mão e mesmo com 10 o Cruzeiro se virou, também beneficiado por um pênalti inexistente que Kléber converteu com categoria.

No segundo tempo, o Cruzeiro não só resistiu como ainda ampliou, num belo gol de Ramires.

Por Juca Kfouri às 17h59

Deu no 'Lance!', de ontem

Por ANDRÉ KFOURI

LEMBRA DO ENVELOPE?

O presidente da FPF, Marco Polo Del Nero, já cumpriu dois terços da suspensão de 90 dias por causa do "Caso Tardelli", e seu recurso ao Pleno do STJD ainda não foi julgado. Duas petições movimentaram o processo nas últimas semanas.

Uma foi feita pela defesa do dirigente, solicitando que uma testemunha seja ouvida. Trata-se do promotor José Reinaldo Carneiro, do Gaeco. Foi ele quem recebeu um telefonema de Del Nero na sexta-feira anterior à última rodada do BR-08, e sugeriu que o cartola comunicasse a CBF sobre "o envelope" (mais em instantes). Carneiro será ouvido no próximo dia 15, em audiência que se realizará na sede da OAB-SP.

A outra petição foi feita pela CBF, e é intrigante. No ofício, enviado ao tribunal a título de esclarecimento, a Confederação "sugere" que o processo se concentre na Federação Paulista, a instituição, e exclua seu mandatário. Ocorre que a CBF não é parte interessada, porque não quis. Ela pediu a abertura do inquérito, que já foi concluído. E agora parece querer, num claro atentado contra a independência do STJD, determinar como o tribunal deve proceder. Ocorre, também, que Del Nero já foi condenado à suspensão de 90 dias, pela Terceira Comissão Disciplinar, em decisão, repita-se, unânime.

É curioso que a CBF, à época indignada com a "tentativa de manchar o Campeonato Brasileiro", peça que o caso seja apurado e, no momento em que os responsáveis são apresentados, queira desfocar a conclusão do imbróglio.

Mas aqui está o que é ainda mais curioso: a petição da defesa foi assinada pelo advogado Mario Alberto Pucheu. A petição da CBF, pelo advogado Carlos Eugenio Lopes. Até mesmo o site de buscas mais preguiçoso da internet, chamado ao trabalho, mostrará que Lopes (que é diretor-jurídico da CBF) e Pucheu são sócios da mesma firma de advocacia: Garcia & Keener Advogados, com escritórios no Rio de Janeiro, em São Paulo, Manaus e Campinas. Não é difícil concluir que quem está fazendo a defesa de Marco Polo Del Nero é a CBF. O que comprova o tamanho dos interesses envolvidos no caso.

Mas fiquei de voltar ao "envelope", e espero que você não esteja com um copo, ou uma faca, na mão: o envelope não existe. Repita comigo: O. Envelope. Não. Existe. Uma das primeiras providências do inquérito foi produzir o aparecimento do que, num caso de assassinato, seria o corpo. E o que se comprovou após os depoimentos é que não há envelope algum. Não há, não houve, não haverá.

O São Paulo enviou, sim, ingressos do show da Madonna para o presidente da FPF e para o vice, Reinaldo Carneiro Bastos. Não para o árbitro Wagner Tardelli. O envelope sobre o qual conversaram as secretárias do São Paulo e da FPF era, na verdade, uma reclamação formal do clube contra um árbitro. Deveria chegar às mãos de Carneiro Bastos, e não tinha nada a ver com o show. Isso é o que está nos autos.

Como essa conversa entre secretárias se transformou numa "tentativa de corrupção" que sujou o nome de um árbitro e rasgou o Estatuto do Torcedor, é o que precisa ser explicado.

Marco Polo Del Nero cometeu um erro. E ele sabe disso.

Por Juca Kfouri às 11h46

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico